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Dr. Antônio Segundo Neto Urologista. CRM 4891 MEDICAL CENTER Rua: Fenelon Bonvavides S/N – Andar Sala 306 Bairro: Brasília – Patos- PB. (83) 34213865 -98724.654-9993865 Tim Email agcsegundoneto@ig.com.br

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REFLEXÕES DO PASSADO E PRESENTE: PERSPECTIVA DE MELHORA PARA O FUTURO


 

lavar as mãos - caimacanul

Uma parceria firmada no Hospital Federal da Lagoa (HFL) entre a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), o setor de Qualidade e Segurança e o setor Lagoa Voluntário, trouxe um reforço para mobilizar os profissionais da unidade a aderirem à campanha de higienização das mãos (Meta 5 do Manual de Segurança do Paciente – Anvisa/MS). Intitulada “Marque dois pontos – higienize suas mãos” a campanha, iniciada no dia 29/09, promoveu a instalação de dispensadores com álcool gel ao lado dos aparelhos de ponto eletrônico, localizados no saguão do prédio principal do hospital. 

“Para o profissional de saúde a higienização das mãos é mais do que uma recomendação, é uma obrigação. Tanto para se proteger de uma possível infecção, quanto para garantir a segurança dos pacientes”, afirma Pedro Cirilo, diretor do HFL.

O coordenador do setor Lagoa Voluntário, Paulo Cerdeira Campos, conta que a ideia ganhou forma em uma conversa com um dos voluntários. “Estava com o nome e a ideia da campanha na cabeça e comentei com o voluntário Paulo Bogossian, cuja filha trabalha como designer. Ela se encarregou da arte e indicou o profissional que confeccionou e aplicou os adesivos, sem cobrar a mão de obra. Então, solicitamos à direção a instalação dos dispensadores de álcool gel, já disponíveis no hospital”.

“Os relógios de ponto também podem ser difusores de infecção hospitalar. São pelo menos quatro marcações por dia de cada funcionário. Já que é obrigatório marcar o ponto, então, porque não higienizar as mãos durante o processo? Pensando assim, criamos um ‘cenário’ de conscientização e prevenção de infecção hospitalar”, explica Paulo Cerdeira.

A Técnica de Enfermagem do HFL, Patricia Rosa Rodrigues, aprovou a iniciativa. Para a servidora, a ideia da campanha funciona como uma permanente lembrança da responsabilidade compartilhada por todos os funcionários do hospital. “Achei o design criativo, bem humorado e super pedagógico. O local é estratégico, na entrada principal do hospital. Não há como passar despercebido. Nos lembra deste gesto tão simples e fundamental. Ponto para a equipe do setor Lagoa Voluntário!”

Segundo a OMS, a higienização adequada das mãos por parte dos profissionais de saúde poderia reduzir em 50% as mortes decorrentes de infecções hospitalares e em cerca de 70% o contágio.

Texto: Adriano Schimit

meleficio tecnologia

Você já viu alguma criança portando celular, tablet ou notebook e até passando horas usando estes equipamentos? Se tratando dos adolescentes, então, é bem difícil encontrar algum que não desfrute da tecnologia. Claro, ela facilita a comunicação, inclusive com os pais, e ajuda nas pesquisas escolares, trazendo conteúdos acadêmicos e atualizados. Mas também existe muito perigo por trás desses dispositivos: prejuízos à saúde mental, física e à segurança destes usuários mirins.

A consultora de imagem Clarissa Ludovico tem um enteado e três filhos com idades de 18, 13 e 4 anos e a caçula de nove meses. Assim, ela tem vivido o impacto da tecnologia ao longo dos anos na criação dos filhos. “A preocupação é acessar o que não deve. Mas eu sou adepta e faço o uso. O de 13 e de 18 não têm nenhum controle. É com base no que a gente orienta. A de quatro anos assiste o que eu coloco, mas ela está fazendo o caminho inverso, estou lendo mais livros para ela e proibindo o uso durante viagens”, conta.

No Brasil, 80% das crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos usam a internet. Desses, 66% acessam a rede mundial de computadores mais de uma vez por dia, principalmente por meio de smartphones. Preste atenção nestas informações: 21% dos adolescentes já deixaram de comer ou dormir por causa da internet, 17% procuraram formas de emagrecer, 10% para machucar a si mesmo, 8% relataram formas de experimentar ou usar drogas e 7% formas de cometer suicídio. Todos estes dados são da pesquisa TIC KIDS ONLINE-Brasil 2015, feita pelo Comitê Gestor da internet e o Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade de Informação.

O que dizem os pediatras

Foi a partir destes dados que a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) elaborou um documento com recomendações para os profissionais de saúde, para pais e responsáveis e para as próprias crianças e adolescentes sobre o uso das tecnologias. Um dos principais alertas é o seguinte: a internet deixa as crianças e adolescentes “expostas numa rede totalmente incontrolável”.

O documento da SBP enumera os seguintes sintomas do uso precoce e excessivo das tecnologias:

• Cyberbullying, transtornos de sono e alimentação, sedentarismo, problemas auditivos por uso de headphones, problemas visuais, problemas posturais e lesões de esforço repetitivo;

• Problemas que envolvem a sexualidade, como maior vulnerabilidade à pornografia, acesso facilitado às redes de pedofilia e exploração sexual online;

• Compra e uso de drogas;

• Pensamentos ou gestos de autoagressão e suicídio;

• “Brincadeiras” ou “desafios” online que podem ocasionar consequências graves, inclusive a morte.

Evelyn Eisenstein, pediatra e membro do Departamento Científico de Adolescência da SBP, chama a atenção para a ausência de controle por parte dos adultos. “Se nós somarmos os pais que nada sabem sobre o que os filhos estão fazendo ou que sabem mais ou menos do que os filhos estão fazendo nas redes sociais, nós temos quase que 52% do total. Mais do que a metade dos pais pouco sabem do que seus filhos estão acessando”, adverte. 

Atenção, pais!

Para a SBP, esta é uma questão de saúde pública, pelos inúmeros sintomas apresentados, de educação, por causa da queda do rendimento escolar e de segurança. “Ao todo, 41% das crianças e adolescentes já sofreram discriminação, que são casos de violência online. Outros 42% já se encontraram com desconhecidos. Imagina o perigo! Internet e redes sociais não são uma brincadeirinha, não é uma distração”, reforça a médica e estudiosa sobre o assunto, Eisenstein.

O apelo da Sociedade Brasileira de Pediatria é para que os pais exerçam o papel de mediadores. Estas são algumas recomendações da SBP:

Supervisione o que os filhos acessam

• Limite o tempo dedicado aos aparelhos

• Impeça o uso em local isolado

• Oriente sobre os perigos da web

• Impeça o uso por crianças menores de dois anos.

Nas escolas, professores podem contribuir com esta tarefa. “Temos principalmente que evitar o abandono afetivo, para se beneficiar do lado positivo da tecnologia”, explica a pediatra.

Clarissa Ludovico já tinha alguma noção dos males do uso exagerado da tecnologia, mas quando soube de alguns dos sintomas apontados pela Sociedade Brasileira de Pediatria, disse que vai ficar ainda mais atenta com os filhos. “Pensando bem, é um acesso muito fácil a coisas perigosas. Agora eu vou controlar bem mais. Eu entendo que é muito sério e que tudo tem que ser controlado”. 

Acesse aqui o Manual de Orientação “Saúde de Crianças e Adolescentes na Era Digital”, da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Erika Braz, para o Blog da Saúde>

O médico urologista Dr. Antônio Segundo, estará atendendo no PRONTOLAB de Santa Terezinha PE, neste dia 21/10/17, a partir das 7 hs  da manhã. Faça sua consulta e previna-se de possíveis doenças. O PRONTOLAB agora conta com uma equipe de médicos especializados e renomados.

Concurso Melhores Receitas da Alimentação Escolar chega à etapa final

 Prova final será na próxima quarta-feira, 25, em Brasília, quando as concorrentes irão preparar as receitas ao vivo para o júri.

Chegou a hora da “prova de fogo” do concurso Melhores Receitas da Alimentação Escolar. As 15 merendeiras selecionadas na etapa regional se reúnem na próxima quarta-feira, 25/10, em Brasília, para prepararem, ao vivo, as receitas que fazem sucesso em suas regiões. Promovido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia vinculada ao Ministério da Educação, o concurso visa valorizar o papel das merendeiras que trabalham diariamente em prol da alimentação de qualidade nas escolas do Brasil.

“Além de destacar o trabalho de quem tanto se esforça para garantir uma alimentação adequada às nossas crianças, queremos mostrar o quanto o Brasil é rico em variedades de alimentos que podem ser oferecidos de maneira saudável e criativa nas escolas.

Acreditamos que as receitas apresentadas poderão inspirar profissionais que trabalham com a merenda nos mais variados lugares do país”, afirmou o presidente o FNDE, Silvio Pinheiro.

De preparações com pupunha e tucupi à lasanha de fubá e rocambole de baru, as receitas que serão apresentadas para os jurados na quarta-feira remetem às mais variadas tradições alimentares das regiões brasileiras. Os 15 pratos selecionados se destacaram entre os mais de dois mil inscritos na primeira etapa do concurso. A lista das receitas finalistas está disponível aqui.

Na prova final, que ocorrerá no Senai de Taguatinga, as merendeiras se revezarão em dois turnos (manhã: de 8h a 12h30 e tarde: de 14h30 às 18h) para apresentarem suas receitas ao júri. Serão cinco jurados: um estudante da rede pública acima de 12 anos, um nutricionista, um conselheiro de alimentação escolar, um chefe de cozinha reconhecido pela crítica e um representante das entidades parceiras do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).

Serão escolhidas cinco merendeiras, uma de cada região do país, que ganharão uma viagem internacional e um prêmio no valor de R$ 6 mil. As vencedoras serão premiadas na quinta-feira, 26, em cerimônia no auditório do Sebrae Nacional, em Brasília, com participação do presidente do FNDE e do Ministro da Educação, Mendonça Filho.

Curso de boas práticas da alimentação e preparações – Na segunda e terça-feira que antecedem a prova final, 23 e 24/10, as merendeiras participam, em Brasília, do curso de boas práticas da alimentação e preparações, oferecido pelo FNDE, no Senai de Taguatinga. As finalistas terão aulas teóricas e práticas sobre preparação e apresentação de pratos.

Brasília – Além do impacto do Refis, que aumentou a arrecadação de setembro em R$ 3,401 bilhões, o pagamento de tributos foi reforçado com o aumento das alíquotas de PIS/Cofins de gasolina e diesel. De acordo com dados divulgados pela Receita Federal, a arrecadação dessas contribuições cresceu 84,56% no mês passado, atingindo R$ 2,227 bilhões.

Também houve crescimento no pagamento de tributos que refletem a melhora na atividade econômica. O recolhimento do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) somou R$ 11,718 bilhões, alta real de 3,10%, motivado, de acordo com o fisco, pelo aumento no pagamento da estimativa mensal por empresas financeiras e não-financeiras. Ainda houve aumento de 10,54% no pagamento de Cofins e PIS/Pasep, com 4,332 bilhões arrecadados. O pagamento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) aumentou 14,43%, com arrecadação de R$ 4,370 bilhões em setembro. Com o aumento das importações – principalmente insumos para produção – o pagamento do Imposto sobre Importação registrou alta de 9,94%, somando R$ 2,91 bilhões.

exame

Antes mesmo de abrir, a agência da Caixa Econômica no centro de Taguatinga, cidade localizada nas proximidades de Brasília, já apresentava movimentação maior que a de um dia normal.

Hoje (19) foi o primeiro dia destinado ao pagamento das cotas do Programa de Integração Social (PIS) para pessoas com 70 anos ou mais.

“Houve um aumento considerável na fila das pessoas que chegam antes de abrirmos. Hoje ela estava pelo menos três vezes maior”, disse à Agência Brasil o auxiliar de atendimento da Caixa FernandoResende.

A Caixa é responsável pela administração do PIS, que é arrecadado junto a trabalhadores da iniciativa privada. Já o Banco do Brasil (BB) detém a exclusividade para administrar os recursos não sacados do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) e ampliou em uma hora o atendimento nas 1.334 agências da instituição em todo o país, de hoje até 31 de outubro, para atendimento exclusivo aos cotistas do Pasep.

A Caixa não viu necessidade de ampliar o horário de atendimento. “Acredito que não teremos maiores problemas porque a movimentação será bem menor do que a que tivemos para saque das contas inativas do FGTS”, explicou o vice-presidente de Habitação da Caixa, Nelson Antônio de

Souza. “Há também o fato de boa parte desses valores serem depositados automaticamente na conta poupança de quem tem conta na Caixa. Favorece, ainda, o fato de que 67% dos beneficiados receberem valores inferiores a R$1,5 mil, o que os permite sacar os valores nos caixas de autoatendimento, apenas com a senha do Cartão Cidadão”, acrescentou o executivo.

Segundo Souza, a movimentação ficará diluída também por que os saques de até R$ 3 mil poderem ser feitos em lotéricas. Nesse caso, além do Cartão Cidadão e da senha cidadão é necessária a apresentação de um documento oficial com foto.

De acordo com a Caixa, mais de 5,5 milhões de pessoas, o que corresponde a 86% do total, poderão fazer os saques no atendimento, nas lotéricas e nos correspondentes Caixa Aqui – estabelecimentos como mercearias, mercados e outros conveniados ao banco que realizam alguns serviços.

Os demais deverão comparecer às agências do banco para fazerem o saque. “Claro que haverá aumento na movimentação, mas preparamos todo o nosso pessoal para lidar com isso”, acrescentou o vice-presidente do banco. Nessa etapa serão atendidos apenas cotistas com 70 anos ou mais. São, ao todo, 3,59 milhões de cotistas, que sacarão R$6,7 bilhões. Até o final do ano, com a ampliação das faixas para aposentados e a redução da idade mínima para saque (62 anos para mulheres e 65 anos para homens), deverá ser disponibilizado um total de R$11,2 bilhões.

“Para facilitar esse processo nós disponibilizamos um site específico, um aplicativo para celulares chamado Caixa Trabalhador, e a linha 0800 726 0207”, informou Souza.

Muitos clientes da Caixa foram surpreendidos com o depósito feito em suas contas poupança. É o caso do aposentado Luiz Alves, de 72 anos.

“Fiquei sabendo aqui que tinha esse dinheiro em minha conta poupança. Vim ver meu saldo, para conferir se um amigo havia depositado R$250, e me deparei com essa surpresa de R$1.439. Chega deu um susto”, disse ele à Agência Brasil. “Depois de ver meu saldo fui até o funcionário para tentar entender do que se tratava. Ele explicou que era o depósito do meu PIS. A sensação é muito boa. Agora vou deixar esse dinheiro rendendo”, acrescentou o aposentado que, ao longo da vida, trabalhou em gráficas. A aposentada Beatriz de Jesus Oliveira, de 78 anos, já sabia que teria direito a pouco mais de R$ 1 mil.

“Meu genro descobriu isso na internet. Para mim é como se esses R$ 1 mil fossem R$ 1 milhão. Eu estava precisando muito desse dinheiro, mas não vou gastar agora. Primeiro vou guardar ele e sonhar um pouquinho”, disse em tom de brincadeira.

Apesar da brincadeira, Beatriz sabe muito bem onde gastará o dinheiro. “Provavelmente vou gastar com remédios porque tenho diabetes, pressão alta, glaucoma e problema nos ossos. Volta e meia me falta dinheiro e fico sem remédio. Agora terei essa reserva”, disse ela.

Apesar de ter menos de 70 anos, o ex-caminhoneiro Messias Gerônimo da Silva, de 66 anos, pôde resgatar seu PIS por ter acabado de se aposentar.

Em situações como essa são necessários dois dias úteis para o recebimento dos cerca de R$2mil das cotas do PIS.

“Foi ótimo porque também vou sacar meu FGTS e, somando tudo, acredito ter condições de comprar um lote lá na Ceilândia [cidade satélite próxima a Brasília]”.

O auxiliar de atendimento da Caixa, Fernando Resende, se disse empolgado com que percebia já nos primeiros minutos de contato com o público:

“É muito legal trabalhar em um dia como esse porque a felicidade deles acaba sendo repassada a gente. Um dos clientes acabou de me dizer que estava em uma situação muito difícil e que precisava muito de dinheiro. Ele simplesmente chorou de felicidade ao se dar conta de que já tinha esse dinheiro”.

O desemprego na área de engenharia já alcançou 50 mil pessoas - Créditos: Reprodução
O desemprego na área de engenharia já alcançou 50 mil pessoas / Reprodução

Um projeto de lei, que deve ser enviado nas próximas semanas pelo governo golpista de Michel Temer (PMDB) ao Congresso Nacional, pretende flexibilizar o registro de engenheiros estrangeiros no Brasil. A proposta tem sido criticada por sindicatos do ramo, que acreditam que ela aumentará ainda mais o desemprego na área, que já alcançou 50 mil profissionais. Na prática, o projeto pretende agilizar a emissão de registros para profissionais estrangeiros por órgãos profissionais em até três meses. Caso o novo prazo não seja cumprido, a nova legislação determinaria uma emissão automática do registro. Hoje, o Conselho Regional de Engenharia (CREA) costuma emitir o registro em um ano.

Entre as justificativas do projeto está o comprometimento financeiro do mercado de construção civil no Brasil, causado pela Operação Lava Jato, que investiga esquemas de corrupção ligados às empreiteiras Odebrecht, Camargo Corrêa, OAS e Queiroz Galvão. Estima-se que há pelo menos 5 mil obras paradas no país. Para Carlos Bastos Abraham, presidente em exercício da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), a justificativa não condiz com a realidade.

“A alegação de que é preciso contratar engenheiros para destravar o mercado, em especial devido a Operação Lava Jato, não convence a federação. Agora, o governo pretende que os funcionários de engenharia no Brasil arquem com as consequências dos malfeitos desvendados pela Lava Jato. Isso é um verdadeiro descalabro”, afirmou.

Na opinião de Abraham, a medida proposta pelo governo faz parte de um contexto de desmontes e retrocessos sociais. “Esse projeto de Lei é mais uma insanidade desse governo federal, movido por interesses inconfessos, que mais uma vez de forma açodada, vive as nossas malfadadas reformas trabalhistas e previdenciárias, mostra sua completa insensibilidade com a realidade brasileira”, opinou. A medida também é encarada como mais um ataque à soberania nacional. É o que afirma o presidente do Sindicato dos Engenheiros do Estado do Rio de Janeiro, e coordenador do projeto SOS Brasil Soberano, Olímpio Alves dos Santos. “O que estamos assistindo é o setor elétrico entregando a Eletrobras, estamos destruindo a cadeia de óleo e gás. Esse espaço vai ser ocupado por empresas estrangeiras que querem trazer seus engenheiros. Então isso configura perda de soberania e também a entrega da nossa economia à empresas não nacionais. É terrível porque é a destruição da possibilidade do Brasil ser uma nação independente”, afirmou. Centrais sindicais estão produzindo notas de repúdio à medida, que, de acordo com informações do jornal Folha de S. Paulo, foi negociada com o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) e com engenheiros de todo o país. O Brasil de Fato tentou contato com o Confea e com o CREA, mas não obteve retorno.

Edição: Camila Salmazio

Prefeito João Doria também quer privatizar o estádio do Pacaembu - Créditos: Heitor Carvalho Jorge
Prefeito João Doria também quer privatizar o estádio do Pacaembu
/ Heitor Carvalho Jorge

A história já provou que privatização de bens públicos ajudam apenas as empresas que os compram. Com privatização, aumentam as tarifas e as taxas que a população paga. Piora os serviços prestados e as grandes somas de dinheiro envolvidas nas transações das privatizações não geram benefício para a população.
Mesmo com tantas experiências ruins que o mundo todo teve com as privatizações, o prefeito de São Paulo, João Doria, quer vender praticamente todo o patrimônio público da maior cidade da América Latina. É o maior, mais amplo e mais apressado processo de privatização de que se tem notícia na história mundial recente. Doria quer vender desde estádios até os cemitérios. Ao mesmo tempo, promove um forte desmonte de serviços e políticas públicas desenvolvidas por governos anteriores.
Os movimentos sociais e os sindicatos que atuam na capital paulista lançaram a campanha “São Paulo Não Está à Venda”, justamente com esse objetivo: deter a obsessão que o gestor da cidade tem de vender o patrimônio público que não é dele.

As privatizações não deram certo em todo o mundo

Em muitos países, se pegarmos o setor de água e saneamento por exemplo, observamos que diversas empresas públicas foram vendidas e tiveram que, anos depois, serem reestatizadas ou remunicipalizadas novamente. Isso se deu em função da baixa qualidade dos serviços prestados e o alto custo cobrado por esses, impossibilitando a população de baixa renda acessá-los. 
Na França são 94 casos de reestatização da água e saneamento, incluindo a cidade de Paris. A maior parte dos municípios aproveitou o fim do prazo contratual concedido às empresas privadas de exploração desses serviços e os reestatizou para voltar a oferecer água a toda a população.
Em Berlim, na Alemanha, optou-se por antecipar e pagar a multa de rescisão, tal foi o estrago causado pela empresa privada. O consórcio privado de empresas que, em 1999, comprou a empresa pública de água, foi reduzindo investimentos e aumentando as tarifas. As metas de ampliação e melhorias planejadas e assinadas na hora da compra não foram cumpridas depois; faltou transparência na gestão e controle social. A população foi prejudicada. Em 2012, após a realização de plebiscito, o governo local em comum acordo com os interesses coletivos da população decidiu pela reestatização.
Na Inglaterra em encontro recente, o Partido Trabalhista britânico fez uma autocrítica e reafirmou a necessidade de recolocar o Estado e a máquina pública na condução de setores chaves da economia. “Das nove companhias de água da Inglaterra, seis hoje são propriedade de fundos de investimentos privados ou estrangeiros”, disse o líder Jeremy Corbyn, para então concluir: “Seus lucros são distribuídos em dividendos aos acionistas, enquanto a infraestrutura desmorona, as companhias pagam pouco ou nada em impostos, o pagamento aos executivos disparou e o serviço só deteriora. É por isso que estamos comprometidos a restituir nossas empresas de serviços públicos ao setor público e impedir que a população seja lesada”.
O prefeito de São Paulo, João Doria, poderia aproveitar suas infindáveis viagens para aprender com os exemplos de outros países. Poderia também estudar um pouco mais sobre o que de fato ocorreu no Brasil na época das privatizações. Empresas como a Vale do Rio Doce, por exemplo, foram vendidas por preços bem abaixo do valor que realmente tinham. E os compradores tomaram ainda dinheiro público emprestado, com juros camaradas! Isso foi um duplo ataque ao bolso do povo que paga impostos. Além disso tudo, a empresa mostrou o erro que é falar que a iniciativa privada é sempre mais eficaz, que não comete erros e evita a corrupção. Que diga o triste episódio ocorrido na cidade de Mariana-MG, quando a barragem que era responsabilidade da empresa – transformada com a privatização na Vale S.A. que controla a empresa Samarco Mineração S.A –  rompeu, matando 21 pessoas, prejudicando centenas de famílias e causando um dos maiores acidentes ambientais do mundo atual. Como se não bastasse o ilegítimo governo de Temer privatizar o petróleo e a energia elétrica – fundamentais na definição de modelo de Estado e desenvolvimento que queremos -, em São Paulo, seu aliado Doria caminha nos mesmos trilhos.  E ambos reduzem os gastos no que é essencial para a população, como saúde e educação. 

Um prefeito não pode vender toda uma cidade e prejudicar enormemente o seu povo. 

Plebiscito SP Não está a venda

Não podemos aceitar isso. Nossa luta hoje é pela aprovação de um Projeto de Lei de iniciativa popular, que garanta a realização de uma consulta oficial à população de São Paulo, sobre o que se deseja para o futuro da cidade.

Afinal, se o patrimônio público é de fato público, todos nós temos que ser consultados se queremos vender ou não. Seria o mínimo, mas nem isso Doria está aceitando. Vamos então garantir a consulta popular?
Aqui o link para saber mais sobre essa consulta e a luta em São Paulo para que o povo seja ouvido sobre vender seus bens públicos!                

Edição: Daniela Stefano

Foto: Compesa/Divulgação (Foto: Compesa/Divulgação)
Foto: Compesa/Divulgação

A Compesa realiza, em parceria com a Policia Militar, deflagrou uma operação para combater o furto de água no Ramal V da Adutora do Oeste, entre a zona rural do município de Trindade, passando por Araripina, até o distrito de Barra de São Pedro, em Ouricuri. O ramal é responsável pelo abastecimento dos distritos de Nascente, Lagoa do Barro e Gergelim, em Araripina, além da sede do município e da localidade de Lagoa do Barro, em Ouricuri, no Sertão. Até o momento, já foram retiradas dez ligações clandestinas, o que permitiu recuperar uma vazão de 20 litros de água por segundo, produção suficiente para atender cerca de 2,1 mil famílias.

O trecho do  Adutora do Oeste que é alvo da operação tem 30 quilômetros de extensão e transporta 50 l/s de água captada diretamente do Rio São Francisco. “O desvio causava um impacto grande no atendimento das localidades e na cidade de Araripina. Vamos prosseguir com a ação na tentativa de retirar todas as ligações irregulares que desequilibram o sistema causando falta de água e queda de pressão”, explica o gerente de Unidade de Negócios da Compesa, João Virgílio.

A ação foi motivada pela queda de vazão acentuada do sistema verificada pelo setor de Controle Operacional da Compesa e pela quantidade de reclamações dos moradores. A Companhia também recebeu denúncias de que carros-pipa estariam sendo abastecidos, durante à noite, na adutora. “Solicitamos imediatamente o apoio da PM”,  relata o gerente da Compesa.

Durante a operação nenhum infrator foi preso. “A localização desse trecho da adutora em área rural e de difícil acesso é um dos fatores que têm atrapalhado as ações de flagrante. Mas a PM está empenhada na investigação e identificação dos responsáveis”, observou João Virgílio, informando que o desvio de água da rede pública de abastecimento é um crime previsto em Lei. Os infratores podem ser penalizados criminalmente e pagar multas à Compesa.

” É roubo para todos os lados, até quando vamos aguentar?

Cerca de 83,2% das empresas disseram que alto custo do Brasil já foi impeditivo para o início ou expansão dos negócios

Agência Brasi

Cerca de 84% da população considera o Brasil um País burocrático, de acordo com pesquisa realizada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Os que consideram o País pouco burocrático somaram apenas 9% do total.

Segundo o levantamento, 75% das pessoas acreditam que o excesso de burocracia pode ser prejudicial e um mecanismo de estímulo à corrupção. Outros 78% consideram que os entraves dificultam o desenvolvimento do País e 77% a compra de bens. A pesquisa foi realizada em duas frentes: foram ouvidas 1200 pessoas em todo o Brasil  e 452 indústrias no estado de São Paulo.

Ainda segundo o estudo, para 65% das pessoas entrevistadas, o combate à burocracia deve ser priorizado, com a adoção de medidas como a redução da quantidade de leis e normas vigentes, a definição de datas para mudança de suas regras ou de sua aplicação, a simplificação da linguagem e a comunicação dos custos que as novas regras devem gerar. Aqueles que concordam que o governo tem sido capaz de implementar políticas de desburocratização são 36%.

Entre as principais dificuldades causadas pelo excesso de burocracia , foram listados o acesso à Justiça (61%), a realização de reclamação em órgãos de defesa do consumidor (56%) e a solicitação ou cancelamento de serviços de água, luz, telefonia, internet, entre outros serviços.

Indústrias

Das 452 empresas participantes da pesquisa, 83,2% disseram que o alto custo brasileiro já foi impeditivo para o início ou a expansão de seus negócios. Para 90,2%, o excesso de burocracia dá espaço para a corrupção e para 94,7%, dificulta o desenvolvimento econômico e o ambiente de negócios. Aqueles que consideram que a burocracia tem impacto na competitividade das empresas são 91,4%.

Já para 71,5%, o governo não tem sido capaz de implementar políticas de desburocratização e 52,4% acham que não há espaço para manifestação quando há mudanças importantes nas leis e políticas que afetam o setor privado. Por isso, 75,3% consideram que as federações e associações empresariais são importantes para melhorar a relação entre a burocracia estatal e o setor privado.

Além disso, a pesquisa aponta ainda que 84,3% das empresas responderam que os principais impactos da burocracia sobre as empresas são o aumento do custo de gestão dos processos empresariais, 69,5% o aumento excessivo das estruturas não ligadas diretamente à produção, e 48,2% o aumento de ações judiciais ou administrativas por erros no cumprimento das obrigações (48,2%).

Com a intenção de facilitar procedimentos e reduzir gastos com burocracia no Brasil, as empresas indicaram como medidas a que redução da quantidade de normas existentes (82,5%), a simplificação da linguagem (64,8%) e a informação de quanto as nova regra custará para o País (36,1%). Para criar um ambiente mais propício aos negócios, elas sugerem evitar a apresentação de informações repetidas ao governo (74,1%), criar um registro único de regularidade fiscal (63,7%) e estabelecer prazos máximos para que um requerimento seja concedido (42,7%).

Fonte:  iG

Com a decisão da Aneel , as contas de luz para os clientes da Bandeirante , que atende cerca de 1,8 milhão de unidades consumidores na região do Vale do Paraíba, terão aumento médio de 24,37%. Já os clientes da Piratininga , que leva energia elétrica a 1,6 milhão de unidades consumidores das cidades de Santos, Sorocaba, Jundiaí e Indaiatuba, terão reajuste médio de 17,28% nas tarifas.

Reajustes autorizados pela Aneel afetam consumidores de concessionárias de São Paulo, Distrito Federal e Goiás
Divulgação

Reajustes autorizados pela Aneel afetam consumidores de concessionárias de São Paulo, Distrito Federal e Goiás

Para calcular o aumento da tarifa anual, a agência leva em conta a variação de custos associados à prestação do serviço. O cálculo considera a aquisição e a transmissão de energia elétria, assim como os encargos setoriais e a atualização dos custos típicos da atividade de distribuição. Os custos da atividade, por sua vez, são atualizados de acordo com as variações do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M). 

Reajuste para o Distrito Federal e Goiás

A autarquia também autorizou a revisão de preços em outras duas concessionárias que fornecem energia para o Distrito Federal e o estado de Goiás. São elas a Companhia Energética de Brasília (CEB) e a Celg Distribuição (CELG D). O reajuste médio de contas da CEB, que atende 1,05 milhão de unidades consumidoras, ficou em 7,35%. Para os consumidores conectados à alta-tensão, o aumento será de 8,46%. Em caso de baixa tensão, a alta será de 6,84%.

Já os consumidores da CELG D, que tem uma base de cerca de 2,8 milhões de unidades consumidores, o aumento médio ficou estabelecido em R$ 14,65%, sendo 15,89% para as unidades consumidores de baixa tensão e, de 12,03%, para os de alta tensão. Nestes dois casos, os novos valores definidos pela Aneel passam a ser cobrados a partir do próximo domingo (22).

* Com informações da Agência Brasil.

Fonte: iG 

Carla Diaz Digital Cover (Foto:  )
Carla Diaz Abre (Foto:  )

Bem-humorada e sempre acompanhada da mãe, a artista plástica Mara Diaz, Carla deu muitas risadas ao relatar o assédio do público masculino que, segundo ela, tem sido respeitoso. “Nunca recebi tanta mensagem de homem (risos). É sério. Teve uma vez que eu viajei para São Paulo e eu percebi uns olhares para mim no avião. Quando cheguei à minha casa, fui ler os recados nas redes sociais e tinham cinco de homens que estavam naquele mesmo voo”, conta.

Totalmente à vontade com as câmeras e bastante consciente das consequências da fama, a atriz sabe muito bem aonde quer chegar e não se acomoda com o tempo de profissão. “Quando eu quero uma coisa, eu vou fazer de tudo para dar certo. Óbvio que não sou igual a Carine, que passa por cima de outras pessoas para conseguir o que quer. Eu sou uma jovem mulher que ainda tem muito que aprender, tanto na vida profissional quanto na pessoal”, assume.

Preocupada em entender melhor o meio em que trabalha, Carla entrou na Faculdade de Cinema. “Aprendi a parte de fotografia, efeito especial, roteiro, direção, figurino e caracterização. E isso me fez admirar ainda mais o trabalho de todos esses profissionais. Eu já dirigi alguns curtas na faculdade. Quem sabe mais para frente eu não produza alguma coisa? Mas nunca vou deixar de ser atriz”, afirma ela, que diz nunca ter tido dúvida sobre o queria. “Eu não passei por aquela fase que muitos amigos meus passaram de indecisão, do que prestar vestibular, qual profissão seguir. Eu sempre fui e quis ser atriz”, declara.

Carla Diaz (Foto: Vinícius Mochizuki/ Ed.Globo)

Você esperava todo esse sucesso da Carine?
Eu entrei para fazer uma participação na novela e eu não sabia quanto tempo duraria. Mas a personagem foi crescendo, a parceria com a Juliana Paes e o Emílio Dantas deu tão certo, assim como a aceitação do público, que ela acabou ficando até o fim da trama. Estou muito feliz. Não tem como eu dizer em palavras o tamanho dessa felicidade. A Carine me surpreendeu muito e me surpreende a cada capítulo que eu gravo.

Muitos atores do elenco você já conhecia e fazia muito tempo que não contracenava com eles. Como foi esse reencontro?
Do núcleo, eu já tinha trabalhado com a Juliana Paes. Fizemos  Laços de Família(2000), O Clone (2001) e a Casa das Sete Mulheres (2003). Só que a gente nunca se cruzou muito nessas novelas, só a conhecia de bastidores. Eu até postei uma foto antiga com ela esses dias. Elizângela também fez O Clone, mas nós também não tínhamos contracenado. Essa esta sendo a oportunidade de ficar cara a cara com elas. Ainda mais sendo rival da Juliana. Nunca pensei que isso poderia acontecer.

E a troca com o Emílio Dantas em cena é boa?
Eu nunca tinha contracenado com o Emílio nem o conhecia pessoalmente. Mas ele é incrível, entregue. Isso é bacana de dizer. Todo mundo que eu atuo lá é tão focado, tão dedicado… Fazer novela não é só aplicar o texto da autora na nossa interpretação. Tem toda uma equipe de caracterização, de direção, que está por trás dos bastidores. A dedicação de todo mundo e a vontade que aquilo dê certo é tão grande que o nosso núcleo cresceu demais. Isso é a prova que o time deu certo.

Carla Diaz Aspas (Foto:  )
Carla Diaz (Foto: Vinícius Mochizuki/ Ed.Globo)

O que os telespectadores ainda podem esperar da Carine?
Estamos na reta final, mas ainda vem muitas surpresas. Carine causou desde a primeira cena em que apareceu na novela, que já foi no meio da trama. Mas ela fez tanta coisa que parece que já tem mais tempo. E é óbvio que até o último capítulo ela vai continuar causando. Eu fico com pena de Bibi. Se bem que tem muito fight, muito combate vindo por aí também.

Você torce pela Carine?
Ela vai atrás do que ela quer com unhas e dentes. Mas eu não tenho como defendê-la em uma situação como essa. Coitada da Bibi. Ela faz tanta provocação com a mulher. Eu jamais faria isso com alguém. Essa personagem tem uma veia de vilã. E as pessoas nunca me viram fazendo isso. Mas ela também tem um lado comédia. Ela sempre solta uma frase engraçada e não é a toa que as pessoas estão curtindo tanto. Eu achei que ia ser odiada e, para minha surpresa, as pessoas estão adorando, ficando até com pena da Carine. Elas me param na rua e falam para eu fugir da Bibi e não deixar ela me bater desse jeito. Outra coisa que os fãs dizem é para eu largar o Rubinho e ficar com eles. Recebo um pedido de casamento por dia. Mas nenhum real. Tudo só na brincadeira.

Carla Diaz Aspas (Foto:  )

Qual a melhor lembrança que você guardará de A Força do Querer?
Difícil dizer só uma coisa. Essa novela marcou minha trajetória. Eu vou guardar tanta coisa, tanto aprendizado. Principalmente com o diretor, Allan Fiterman, que comanda toda a parte do núcleo do Morro do Beco na novela. Eu aprendi muito com ele e me admirei com isso. E a Ju Paes também. Essa parceria nossa é incrível. As duas pensam muito parecido sobre ser atriz. Nós somos muito entregues. Se for para cair no chão, a gente vai cair e rolar no chão para que a cena fique boa. Nunca usamos dublê nas cenas de briga.

Como surgiu o convite da Glória Perez?
Eu recebi uma ligação do nada. Estava há três meses sem trabalhar, tinha saído da Record, com aquela ansiedade querendo produzir, encarar um novo desafio. Eu pedi tanto a Deus uma portinha e ele me veio com esse portal. A produtora de elenco me ligou perguntando se eu queria fazer parte do elenco e é óbvio que eu disse sim. Comemorei muito o convite.

Carla Diaz (Foto: Vinícius Mochizuki/ Ed.Globo)
Carla Diaz (Foto: Vinícius Mochizuki/ Ed.Globo)

A Carine é uma personagem muito sexy. Você acredita que ela foi importante para as pessoas desassociarem sua imagem de menininha?
Essa coisa de ex-atriz mirim é muito criação de vocês jornalistas. Ninguém me vê mais como criança. Eu acho engraçado quando eu vejo as manchetes: ‘Carla Diaz cresceu’. Eu tenho 26 anos. Cresci faz um tempo já. Mas, como aos 2 anos de idade já fazia publicidade e aos 4 eu já estava fazendo novela, tive oportunidades de mesmo nova fazer personagens marcantes. Algumas pessoas ainda têm recordações minhas como Khadija, de O Clone, ou a Raquelzinha, de Laços de Família. Em cada fase da minha carreira, tive a oportunidade de fazer um papel forte. A Khadija marcou muito com os bordões, o ‘inshalá’, que significa se Deus quiser, que eu até tatuei. Acho que eu vou ter 100 anos e as pessoas ainda vão lembrar dela. Mas não acho que seja porque elas me têm na cabeça como criança.

O assédio na rua aumentou por conta da repercussão da novela das 9?
Todo mundo está me abordando agora, da vovozinha às crianças. É impressionante. Eu não achei que essa personagem fosse ser tão querida por ter algumas atitudes que a maioria da população considera errada. Mas ela está é. As crianças adoram a Carine. Eu não sei se é porque ela usa um figurino alegre, ou porque tem um jeitinho meio inocente, apesar de toda a provocação. Ela tem um jeito brincalhão e acho que as crianças se identificam com isso. E os adultos sempre vem com certa malícia. Teve uma vez que a gente estava gravando na comunidade Tavares Bastos e tinha uma senhorinha varrendo a porta da casa dela. Você acredita que ela pegou a vassoura e disse que ia me bater?! Mas ela falou brincando. Na hora eu até gravei um vídeo e postei no Instagram.

O assédio masculino aumentou também?
Nunca recebi tanta mensagem de homem (risos). É sério. Teve uma vez que eu viajei para São Paulo e eu percebi uns olhares para mim no avião. Quando cheguei à minha casa, fui ler os recados nas redes sociais e tinham cinco de homens que estavam naquele mesmo voo. Todos dizendo que “adoraram me conhecer”. Eu achei muito engraçado porque eram cinco caras que não se conheciam e nem estavam no mesmo grupo. Eles conseguiram chegar até mim pela rede social. Eu me divirto. Mas a Carine agrada todo mundo. O público gay também se identifica. Algumas frases dela viraram memes, como ‘atura ou surta’ ou ‘morre que passa’.

Carla Diaz (Foto: Vinícius Mochizuki/ Ed.Globo)

Você já passou alguma situação assédio ou de constrangimento?
Nunca recebi nenhuma cantada que me deixou constrangida. Eles chegam e abordam de um jeito tão carinhoso, já vão logo para a comédia. Acho que as pessoas conseguem separar a Carine da Carla. Os homens têm sido respeitosos.

Solteira? Feliz?
Muito feliz e sem tempo. Acho que tudo acontece na hora exata. Estou aqui falando com você e depois ainda tenho uma série de compromissos, então, por enquanto, estou solteira e focada na Carine.

O sucesso da Carine influenciou nas suas redes sociais também?
Muito. Em dois meses o meu número de seguidores no Instagram dobrou. Ultrapassei um milhão. Graças a Deus, o carinho do público é tão grande que eu não tenho quase nenhum hater. Eu só recebo mensagens positivas, elogiando o meu trabalho. Às vezes, alguém chega dizendo que odeia a Carine, mas me adora porque eu estou fazendo uma personagem legal. Esse retorno é bacana. A gente faz o nosso trabalho não só pela nossa realização pessoal, mas também pelo público. Se eles não estão gostando de alguma coisa, tentamos mudar.

Como você se define como mulher?
Eu sou uma mulher muito brincalhona. Acho que eu vou ser uma eterna criança no sentido de querer levar a vida tranquila, de forma leve. Mas eu sou muito dedicada e focada no meu trabalho. Quando eu quero uma coisa, eu vou fazer de tudo para dar certo. Óbvio que não sou igual a Carine, que passa por cima de outras pessoas para conseguir o que quer. Eu sou uma jovem mulher que ainda tem muito que aprender, tanto na vida profissional quanto na pessoal. Hoje, com 25 anos de carreira e 26 de idade, eu aprendi muita coisa, mas ainda tenho muito que aprender.Tenho muitos sonhos para realizar.

Carla Diaz Aspas (Foto:  )
Carla Diaz (Foto: Vinícius Mochizuki/ Ed.Globo)

Quais são os prós e contras de ter crescido sob os holofotes?
Desde que eu me entendo por gente eu sou atriz. Eu tenho certeza que foi umas das melhores coisas que aconteceram na minha vida porque eu descobri desde cedo o que eu quero para minha vida. Eu não passei por aquela fase que muitos amigos meus passaram de indecisão, do que prestar vestibular, de que profissão seguir. Eu sempre fui e quis ser atriz. Eu só vejo como vantagem. Eu tive o meu tempo de criança. Gravar sempre foi uma diversão. Sempre foi muito prazeroso, gratificante e empolgante entrar em um estúdio. Nunca tive o sentimento de ter deixado de fazer algo que eu queria. Ter começado muito cedo, me deu uma responsabilidade e um poder de organização muito grande. Eu sou apaixonada por uma vida sem rotina e a carreira artística me proporciona isso. Começar cedo também me fez aprender mais cedo. Óbvio que eu vou continuar estudando e me aprimorando, mas eu vejo como um privilégio ter começado cedo.

Você continua se aperfeiçoando como atriz? Faz algum tipo de curso?
Eu faço faculdade de Cinema. Acho que tem tudo a ver com a minha profissão. Eu também tinha curiosidade de conhecer a teoria de tudo aquilo que eu sabia na prática. Eu queria entender melhor o que as pessoas que estão ao meu redor faziam e na faculdade eu passei por tudo. Aprendi a parte de fotografia, efeito especial, roteiro, direção, figurino e caracterização. E isso me fez admirar ainda mais o trabalho de todos esses profissionais. Eu já dirigi alguns curtas na faculdade. Quem sabe mais para frente eu não produza alguma coisa? Mas nunca deixarei de ser atriz.

Carla Diaz (Foto: Vinícius Mochizuki/ Ed.Globo)
Carla Diaz (Foto: Vinícius Mochizuki/ Ed.Globo)

Em algum momento você já pensou em desistir da carreira?
A gente tem que prestar muito atenção em quem começa a carreira criança para saber se é o desejo dela ou dos pais. Minha mãe sempre me perguntava muito o que eu queria, se eu estava gostando. Saí de Chiquititas porque eu não queria mais ficar na novela. Fiquei quase três anos morando na Argentina, apesar de ter sido uma experiência incrível para mim. Foi uma das melhores fases da minha vida. Tenho recordações lindas até hoje.

Você conseguiu conquistar sua independência financeira?
Agora depois de adulta eu não dependo mais dos meus pais. Com 15 anos, minha mãe me deu um apartamento de presente, comprado com o fruto do meu trabalho. Meus pais sempre tiveram a consciência de investir o dinheiro que eu recebi pensando no meu futuro.

Você é consumista?
Eu acho que eu sou até meio mão de vaca. Eu adoro presentear meus amigos, minha família, mas quando é comigo, sou mais cautelosa. Eu não lembro quando foi a última vez que eu entrei em um shopping para fazer compras. Eu só vou quando eu realmente estou precisando de alguma coisa. Eu não sou consumista mesmo. Também sou muito desapegada das coisas materiais. Eu uso o que eu gosto, independente de ter grife ou não.

Carla Diaz Aspas (Foto:  )
Carla Diaz (Foto: Vinícius Mochizuki/ Ed.Globo)

Chiquititas foi um marco para uma geração. Você tinha noção do sucesso que fazia?
A gente morava e gravava a série na Argentina, mas a novela só passava no Brasil. Então, nós vivíamos como crianças normais. Tinha zero assédio, ninguém sabia quem era a gente. Só sentíamos essa fama quando vínhamos para cá fazer shows, gravar entrevistas e visitar nossas famílias. Teve uma vez que o aeroporto precisou ser fechado de tanta gente esperando a gente chegar. Foi um momento bem mágico, marcante e nostálgico da minha carreira.

Quem do elenco você tinha mais afinidade?
A vantagem de ter começado cedo e fazer tanta coisa é que a gente acaba criando muitos amigos, que perduram por uma vida. Eu tenho amizade com a Mariane Oliva, que fazia a Marian. Quando eu vou para São Paulo não tem como eu não a visitar. Também sou amiga da Marina Belluzzo, que fazia a Lúcia, e tem o Thiago Oliveira, que eu já conhecia antes de Chiquititas. Ele é meu irmão de coração, que a vida me deu.

Já tem novos trabalhos em vista?
Com o sucesso da Carine, muitas portas se abriram para mim. Ela me deu uma visibilidade muito boa, graças a Deus. Já tenho uma novidade boa para televisão, uma novela, mas não posso dar detalhes ainda. Ano que vem, também estou produzindo um espetáculo teatral e meu primeiro filme como protagonista, que se chama Jogos Clandestinos, que ainda não tem data para estreia. Estou muito feliz e ansiosa para ver o resultado logo. É uma comédia misturada com ação que ficou bem bacana.

Reportagem: Rafael Godinho
Fotos, make e hair: Vinícius Mochizuki
Videomaker: Jéssica Braga
Edição de vídeo: Eduardo Garcia
Artes de capa e matéria: Gabriel Pontes
Coordenação: Danilo Saraiva

Lia Sophia posa com Isis Valverde no intervalo da gravação de A força do querer (Foto: Divulgação)

A cantora Lia Sophia, que se prepara para lançar novo álbum, gravou na última quinta-feira (12) uma participação especial em dois capítulos que vão ao ar nesta última semana de A força do querer. Ela vai cantar duas músicas na festa que Zeca, vivido por Marco Pigossi, vai ganhar a partir desta segunda-feira (16).

Lia vai animar o núcleo do Pará com as canções “Ai menina” e “Incendeia”, do novo trabalho. O disco é produzido por Pedro Luís e tem canjas de Ney Matogrosso e Paulinho Moska. “Eu já tinha vontade de fazer algum trabalho com o Pedro Luís. Ele trouxe referências do pop para conversar com o carimbó, com o merengue e com o zouk. Ele organizou mil ideias loucas que joguei em cima dele”, conta a bela. Lia nasceu na Guiana Francesa e começou sua carreira em Belém.

epoca

Em depoimento, operador diz que entregou R$ 1 mi a Eduardo Cunha para compra de votos a favor do afastamento de Dilma

Lúcio Funaro é considerado o operador financeiro do PMDB - Créditos: Agência Senado
Lúcio Funaro é considerado o operador financeiro do PMDB / Agência Senado

“Essa é a comprovação definitiva de que o impeachment foi uma fraude e tem que ser anulado”. A declaração é do senador Lindbergh Farias, líder do PT no Congresso, em referência à delação do operador financeiro do PMDB Lúcio Funaro. Funaro disse, em depoimento à Procuradoria Geral da República, que Eduardo Cunha, à época presidente da Câmara dos Deputados pelo PMDB, pediu um milhão de reais ao operador, valor que seria destinado para a compra de votos de parlamentares no processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, deflagrado em agosto de 2016.

Em entrevista ao Brasil de Fato, o senador petista diz que “além de não haver crime de responsabilidade, houve compra de votos de parlamentares”. “Nós vamos aumentar a pressão política para que o Supremo Tribunal Federal analise o mandado de segurança apresentado por José Eduardo Cardoso”, completa o senador. Lindbergh se refere ao documento protocolado pela defesa de Dilma em setembro de 2016 com o objetivo de solicitar a “invalidação do ato jurídico decisório do Senado Federal” que aprovou a condenação da ex-presidenta pelo crime de responsabilidade. Nesta segunda-feira (16), o Partido dos Trabalhadores informou que irá anexar a delação de Lúcio Funaro ao documento entregue ao STF. Funaro diz no depoimento que passou a enviar o dinheiro a Cunha uma semana após a aprovação do afastamento na Câmara dos Deputados. O operador revela ainda que os valores foram entregues nas cidades de Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. Já André Tavares, professor de direito da Faculdade Largo São Francisco, ressalta que não havia uma hipótese constitucional que autorizasse o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha a dar andamento ao processo. 

“O que o Lúcio Funaro nos traz agora é a comprovação de que o processo de impeachment se iniciou sem motivo jurídico, isso é que não é admissível, porque o impeachment não cabe a qualquer momento, ou em qualquer lugar. O impeachment tem condições específicas, são condições jurídicas”, diz. 

Tavares observa, no entanto, que uma possível nulidade do processo não estaria diretamente ligada à compra de votos por Eduardo Cunha. “Está havendo um certo engano inicial quando a gente avalia essa situação apresentada pelo Lúcio Funaro. A novidade, que acaba anulando o processo, é que o deputado Cunha deu andamento, aparentemente motivado por questões não jurídicas [ao processo de impedimento]. Isso é que me parece inconstitucional”, explica. 

Funaro prestou depoimento em agosto deste ano e a delação foi homologada pelo ministro do STF, Edson Fachin. O vídeo da delação foi publicado no site da Câmara neste final de semana pelo presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), gerando tensão com o Palácio do Planalto.

Em nota, Eduardo Cunha disse repudiar o conteúdo, que “se trata de mais uma delação sem provas que visa a corroborar outras delações também sem provas, onde o delator relata fatos que inclusive não participou”.

Edição: Vanessa Martina Silva

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No Paraná, trabalhadores responderam à ameaça com uma greve de 20 dias e adesão de 70% dos funcionários - Créditos: Fernando Frazão
No Paraná, trabalhadores responderam à ameaça com uma greve de 20 dias e adesão de 70% dos funcionários / Fernando Frazão

Em setembro, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, emitiu uma declaração pública sobre a possibilidade de privatizar o serviço prestado pelos Correios. A mesma intenção foi sinalizada em maio pelo ministro das Comunicações, Gilberto Kassab, segundo o qual a empresa deveria promover um rápido equilíbrio ou “caminharia para um processo de privatização”. No Paraná, trabalhadores responderam à ameaça com uma greve de 20 dias e adesão de 70% dos funcionários, que chegou ao fim no dia 9 de outubro. 

Segundo o secretário geral do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom), Marcos Rogério Inocêncio, a privatização dos Correios representaria o fim da empresa enquanto um serviço prestado à sociedade. “Usam o pretexto da crise para descarregar medidas na conta da população. Privatizar só vai piorar o serviço”, avalia. Ele indica que a venda da estatal já vem ocorrendo gradualmente por meio das agências franqueadas, cujos funcionários têm menos direitos trabalhistas em relação aos que atuam nas estatais. Hoje, no Paraná, são 412 agências próprias em risco – estas, inclusive, sem previsão de concurso público para reposição de profissionais. 

Preços vão subir. Outro problema que permeia a venda dos Correios é o encarecimento dos serviços e a piora no acesso às encomendas nas localidades mais distantes. “A privatização abre espaço para a livre concorrência, cujo foco é o lucro. Enquanto empresa pública, os Correios quase não têm retorno financeiro com a entrega de cartas, por exemplo, e detêm o monopólio sobre o serviço. No contexto de uma empresa privatizada, os preços vão subir”, assinala Inocêncio. 

Outras tentativas

Em janeiro deste ano, os Correios completaram 354 anos de atuação no serviço postal brasileiro. A privatização da empresa já havia sido proposta no governo de Fernando Henrique Cardoso, nos anos 90. “O correio de Portugal era público e foi privatizado. As consequências foram desastrosas para a população”, exemplifica o secretário geral do Sintcom. 

Edição: Ednubia Ghisi

brasildefato

Sem-terra ocupam Incra e Ministério da Fazenda em Maceió (AL) - Créditos: MST
Sem-terra ocupam Incra e Ministério da Fazenda em Maceió (AL) / MST

Atualizada às 15h29, para acréscimo de informações

Movimentos populares do campo realizam uma série de manifestações nesta semana contra os cortes anunciados pelo presidente golpista, Michel Temer (PMDB), para a reforma agrária no Brasil. Em 2015, foram destinados R$ 800 milhões para desapropriações. A previsão para 2018 é de R$ 34,2 milhões, o que representa um corte de 86,7%. Entre as ações estão ocupações de prédios públicos, como sedes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), e dos Ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento Agrário, além de ocupações de latifúndios improdutivos. A mobilização teve início na madrugada desta segunda-feira (16), quando cerca de 800 famílias ocuparam o Incra, na capital paraibana, João Pessoa. Os estados do Ceará, Mato Grosso, Paraíba, Goiás, Pernambuco, Bahia, Sergipe e Alagoas, além do Distrito Federal, também amanheceram com ocupações. O dirigente nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) Zé Roberto contou que a luta é pela recomposição do orçamento da reforma agrária, com base no ano de 2015. Desde então, os valores destinados à agricultura familiar e à demarcação de terras vieram sendo enxugados em grande escala. “Sem a ampliação ou no mínimo a equiparação deste orçamento, valendo-se do ano de 2015, haverá de fato uma paralisia, um enterro da reforma agrária. Essa mobilização é para dizer que a reforma agrária tem que continuar viva, com orçamento, com condições para que as desapropriações possam ser efetivadas em 2018”.Os movimentos denunciam que, nestes primeiros meses de 2017, o governo federal destinou bem menos recursos do que era previsto no orçamento para as áreas agrícola, ambiental e de proteção aos povos tradicionais indígenas e quilombolas. No programa de desenvolvimento dos assentamentos, por exemplo, apenas 8,3% dos 242 milhões de reais previstos foi investido. Em relação ao crédito para famílias assentadas, houve um investimento nulo ao longo de todos esses meses. Para 2018, o cenário é ainda pior para as populações do campo. O Projeto de Lei Orçamentária enviada por Temer para o Congresso reduz ainda mais esses investimentos. 

Caso aprovado pelo Congresso, ele reduzirá para apenas 3,3 milhões a verba para aquisição de alimentos da agricultura familiar. Em 2015, esse valor era quase dez vezes maior, equivalendo a 32,8 milhões por exemplo. Em relação à verba para obtenção de terras para reforma agrária, o valor será de apenas 34,2 milhões, enquanto, em 2015, correspondia a 800 milhões.

Jornada de Lutas contra os cortes no Orçamento e na Reforma Agrária também repudia a reforma da previdência, que somada às reduções orçamentárias, prejudicará ainda mais a vida da população do campo, como contou o dirigente do MST: “Na quarta-feira, dia 18, vamos paralisar o INSS na luta pela previdência social, em especial a previdência rural, que garanta que o governo recue dessas propostas que só beneficiam as empresas privadas e o capital financeiro.” 

Para Zé Roberto, a única saída para inviabilizar esse cenário são as mobilizações nas ruas. “Eu tenho certeza que só as grandes mobilizações populares irão impedir e ao mesmo tempo fazer com que essas conquistas sejam retomadas para o povo brasileiro, principalmente para nós trabalhadores do campo que é a reforma agrária, uma reforma previdenciária que ajude a manter aquilo que nós já conquistamos ao longo da nossa história”, argumenta.

Edição: Vanessa Martina Silva

época

Após se alinhar a governistas e tucanos contra o poder do Supremo de determinar medidas cautelares envolvendo o mandato de senadores, os nove do PT farão uma reunião na terça-feira (17) três horas antes do início da sessão que analisará o que fazer com Aécio Neves (PSDB-MG). De modo geral, os petistas defendem manter as medidas cautelares, inclusive a suspensão do mandato do tucano. Mas alguém sempre lembra que amanhã poderá ser um senador petista na posição de Aécio. O PSDB conta com 12 votos, incluindo o de Aécio. 

 

O senador Aécio Neves (Foto: Aílton de Freitas / Agência O Globo)
 A atriz Grazi Massafera  (Foto: Raquel Cunha/ TV Globo)

Pelas fotos insinuantes que vazaram de uma recente gravação no Tocantins, Lívia, a personagem de Grazi Massafera na nova novela das 9, O outro lado do paraíso, vai mesmo dar o que falar. Embora aborrecida com os cliques que viralizaram de uma cena íntima, a atriz conta que não tem o menor pudor em gravá-la.

“Isso não me tirou o sono. E acho que a exposição do corpo precisa ter um contexto”, lembra ela, que, pasmem!, não se acha tão gata como o restante do Brasil. “A beleza nunca foi o atributo mais valorizado por mim ou por minha família, não me acho tão bela assim”, revela ela, que reconhece ser beneficiada pela genética. “Sempre tive o biotipo magro, isso ajuda”, orgulha-se. 

Grazi Massafera: " (Foto: Reprodução/ Gshow)

Quando o assunto é sua guinada como atriz – assim que começou a atuar, logo após sair do Big Brother Brasil, Grazi foi vítima de preconceito no meio artístico –, ela anda, com toda a razão, com a autoestima nas alturas. “Depois de tantos anos e de muito trabalho, agora faço parte da classe”, afirma a indicada ao Emmy no ano passado, por Verdades secretas.

Morena pela primeira vez, ela conta que só agora está começando a se habituar com o novo look.  “Porque minha alma é loura, não é? Mas agora estou amando”, entrega.

Brasília – O ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, garantiu que o financiamento dos serviços e programas do Sistema Único de Assistência Social (Suas) será mantido e reforçado.  “Nenhum serviço será paralisado por falta de recursos. Todos estão garantidos”, ressaltou ele, nesta quarta-feira (4), durante audiência pública da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados.

Na ocasião, Terra apontou que a peça orçamentária apresentada pelo governo federal é provisória. Segundo ele, uma nova proposta será repassada em breve. Além de tranquilizar os deputados, o ministro defendeu mais verbas para a área social.

“Queremos que a área de desenvolvimento social tenha um reforço, um apoio para um orçamento robusto que dê prosseguimento às ações que estamos fazendo”, destacou ao lembrar a trajetória dele na vida pública e o compromisso com o social.

O ministro assinalou ainda que o orçamento que será apresentado reforçará os programas já existentes, além de incentivar ações que possam garantir melhores oportunidades para a população mais vulnerável. “Vamos reforçar o sistema de proteção social, a rede socioassistencial e a rede de atendimento do INSS, além de trabalhar o programa de primeira infância, o Criança Feliz, e o Plano Progredir”, afirmou. 

De acordo com o presidente da Comissão de Seguridade Social e Família, o deputado federal Hiran Gonçalves, o debate foi o início de um caminho “para conquistar melhorias para o orçamento da assistência social, mesmo em tempo de crise financeira”. “O Brasil estava indo à falência porque não havia responsabilidade fiscal com os gastos públicos. Estamos fazendo isso aqui com muita responsabilidade. Administrar é estabelecer prioridades. Vamos discutir o que é prioridade, o que é mais importante para a sociedade”.

A reunião na comissão da Câmara dos Deputados teve ainda a presença de representantes de gestores municipais da assistência social.

Informações sobre os programas do MDS:
0800 707 2003

Brasília – Muito além das atividades esportivas, o Programa Forças no Esporte (Profesp) é a oportunidade que muitos meninos e meninas têm de brincar e sonhar com dias melhores. A iniciativa, coordenada pelo Ministério da Defesa com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) e do Ministério do Esporte, tem foco em crianças e jovens – entre 6 e 18 anos – em situação de vulnerabilidade social. Nesta quarta-feira (11), o Ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, visitou um dos núcleos do Profesp em Brasília.

 Ao acompanhar de perto a rotina dos estudantes, o ministro destacou a importância da inciativa. “O Forças no Esporte é a oportunidade de um futuro melhor para as crianças. Nós queremos que elas cresçam saudáveis, tenham uma boa profissão e progridam na vida. Esse é o objetivo de todo o esforço feito pelo governo federal”, afirmou.

 O programa oferece atividades esportivas no turno contrário à escola, como tênis, corrida, lutas e atletismo, em 175 unidades militares de todo o Brasil. As ações mantêm a garotada longe dos perigos das ruas e possibilitam a descoberta de talentos. Os alunos contam ainda com atendimento médico, reforço escolar e orientações sobre civismo, cidadania e desenvolvimento de habilidades profissionais. Eles também participam de palestras e campanhas educativas.

 Odara Yuê Fortunato, 10 anos, faz parte das 23 mil crianças que são beneficiadas pelo Forças no Esporte no país. No início deste ano, ela começou a participar do programa na Associação de Esporte e Lazer dos Subtenentes e Sargentos do Exército, em Brasília. Lá, fez novas amizades, que agora a acompanham nas atividades e brincadeiras. “Aqui eu posso me divertir. Participo de várias brincadeiras, como pular corda, bambolê e queimada. Também fiz muitos amigos. É muito bom”, conta.

 Odara estuda à tarde. De manhã, ela sai cedo de casa para ir até o núcleo do Forças no Esporte. As atividades esportivas dividem espaço com recreação e reforço escolar. Graças ao apoio do MDS, as crianças do Profesp têm acesso a alimentação de qualidade. Os produtos são comprados exclusivamente da agricultura familiar por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). “Aqui a gente tem lanche e almoço. É tudo gostoso”, completa a aluna.

 O secretário de Pessoal, Ensino, Saúde e Desporto do Ministério da Defesa, Brigadeiro Ricardo Machado Vieira, ressalta que a parceria com o MDS é parte fundamental do programa. Ele lembra ainda que a iniciativa vai muito além da preparação de atletas. “O Forças no Esporte contribui para que as crianças e suas famílias tenham um futuro de muito mais oportunidades. É um programa fantástico. Nós queremos que cada vez mais crianças participem”, conclui.

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