Supermercado Compre Bem

Judivan Contábil

 
Pacheco vai tratar de ameaça de filho mais novo de Bolsonaro à CPI, diz Omar Aziz

Presidente da CPI da Covid, Omar Aziz

BRASÍLIA (Reuters) – O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), vai tomar providências no caso da ameaça feita por Jair Renan Bolsonaro, filho mais novo do presidente Jair Bolsonaro, à CPI da Covid do Senado pelas redes sociais, informou o presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), na manhã desta terça-feira. A integrantes da CPI, Omar Aziz disse ter conversado mais cedo com Pacheco, que, segundo o presidente da comissão, se solidarizou com o colegiado e disse que é inaceitável e absurdo esse tipo de comportamento seja de quem for.“Ele (Pacheco) vai tomar providencias como presidente do Senado. Não é uma coisa à parte, é uma coisa do núcleo todo do Senado”, afirmou o presidente da CPI. Aziz não detalhou o que poderia ser feito. Na segunda-feira, o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) havia apresentado um requerimento para convocar o filho de Bolsonaro. Na justificativa do pedido, que tem de ser aprovado pela comissão, Vieira citou que é preciso esclarecer o vínculos que mantém com o suposto lobista, advogado e empresário Marconny Albernaz assim como falar sobre as “ameaças feitas a esta Comissão Parlamentar de Inquérito através de vídeo em loja de armamentos”. Nesta terça, vários senadores da CPI também defenderam a investigação da conduta de Jair Renan, seja por meio de uma convocação ou de encaminhamento do caso para a Justiça ser apurado o crime de ameaça.

“Quem tem esse linguajar é marginal”, disse Omar Aziz.

Continue lendo

Ministro da Saúde é o segundo caso confirmado da comitiva de Bolsonaro em NY

Ministro Marcelo Queiroga fala suspensao da vacina da Pfizer para adolescentes em coletiva de imprensa no ministério da saúde 4Igo Estrela/Metrópoles

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, está com Covid. É o segundo caso de infecção pela doença na comitiva de Jair Bolsonaro em Nova York, que viajou para a Assembleia Geral da ONU. Em discurso na abertura do evento na ONU nesta terça-feira (21/9), o presidente voltou a defender medicamentos ineficazes contra a Covid. Às vésperas da viagem, na semana passada, Queiroga foi criticado por suspender a vacinação de adolescentes contra a Covid. O ministro declarou que mudou a orientação do Ministério após uma conversa com Bolsonaro. Nesta terça-feira (21/9), o ministro Ricardo Lewandowski determinou que estados e municípios podem decidir sobre a imunização desse público.

metropole

O chefe de gabinete da deputada federal Aline Sleutjes (PSL-PR), Marcelo Vinicius Collere compartilhou em um grupo de WhatsApp que está organizando a motociata do presidente Bolsonaro (sem partido) no Paraná um orçamento de R$ 95,4 mil para pagar uma empresa para transportar e instalar as grades metálicas de segurança do evento.

Segundo informações do UOL, Collere também compartilhou áudios pedindo ajuda para obter a verba que iria custear o serviço das grades metálicas. A motociata está prevista para acontecer no próximo sábado (25), em Ponta Grossa, no Paraná.De acordo com os microdados do arquivo com o orçamento, ele foi produzido na manhã do dia 15 de setembro às 11h28. Marcelo Collere enviou ao grupo a proposta de orçamento feita pela empresa Frask Estruturas Metálicas.No documento, a locação e a montagem de 3 mil grades metálicas de isolamento saem por R$ 51 mil. A contratação de 20 funcionários para a descarga e distribuição das grades está prevista em R$ 3,6 mil, o transporte de ida e volta das grades de São Paulo a Ponta Grossa mais de R$ 40 mil.As grades metálicas de segurança são uma exigência do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) para que o presidente Bolsonaro possa participar.Em uma das mensagens ao grupo de apoiadores e organizadores do evento, o assessor justifica o valor. “Pessoal, colocando aqui só pra vocês entenderem o tamanho do problema que tem. Isso aqui inviabiliza toda a motociata se não tiver. Olha o valor que é o gradil, tantos quilômetros. E outra, não tem aqui essa quantidade, não tem. Então, tem que vir de São Paulo mesmo, tem que fechar entre hoje e amanhã. Olha o tamanho do negócio, o problema que é. Não é fácil”, lamentou.Segundo informações do jornalista Guilherme Amado, do portal Metrópoles, Marcelo era o dono do site “Motociata BR”, criado par a divulgação e credenciamento dos participantes. Mas, o site saiu do ar após a divulgação e um novo foi colocado no ar.Procurados, o assessor e a deputada federal Aline Sleutjes não quiseram comentar. O salário de Marcelo como chefe de gabinete da parlamentar na Câmara é de R$ 15,7 mil. A deputada Aline Sleutjes é investigada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) junto com o seu assessor por suposta prática de rachadinha em seu gabinete.

revistaforum

Para Tatiana Berringer, professora de Relações Internacionais da UFABC, a posição do Brasil na cena política internacional está em pleno declínio e conduta de Bolsonaro na ONU só reforça seu desgaste

Em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, na manhã desta terça-feira (21), o presidente Jair Bolsonaro vendeu um Brasil imaginário, defendeu o chamado “tratamento precoce” contra a Covid e chegou a falar em “ameaça socialista” no país. Além disso, mentiu que seu governo protege as florestas brasileiras, os indígenas e sugeriu que a economia vai bem. Tratou-se, basicamente, de uma reprodução dos pronunciamentos que faz aos seus apoiadores no “cercadinho” do Palácio do Planalto. A fala de Bolsonaro na ONU foi feita em meio aos constrangimentos aos quais o mandatário foi submetido desde que chegou a Nova York. Único entre os líderes do G-20 que não tomou vacina contra a Covid-19, o chefe do Executivo foi impedido de entrar em restaurantes na cidade estadunidense por não estar imunizado, virou motivo de piada na imprensa internacional e chegou até mesmo a ser repreendido pelo prefeito de Nova York, Bill De Blasio.“Precisamos mandar uma mensagem a todos os líderes mundiais, especialmente Bolsonaro, do Brasil, de que se você pretende vir aqui, você precisa ser vacinado. E se você não quer se vacinado, nem venha, porque todos devem estar seguros juntos. Isso significa que todo mundo deve estar vacinado”, disparou o democrata em pronunciamento. Para Tatiana Berringer, professora de Relações Internacionais da UFABC e integrante do Observatório de Política Externa e Inserção Internacional do Brasil (OPEB), o discurso de Bolsonaro na assembleia da ONU, bem como sua conduta de ir ao evento sem tomar vacina, reforça a “imagem bastante degrada” que o presidente já tinha diante da comunidade internacional.Em entrevista à Fórum, a professora, que é Doutora e Mestre em Ciências Políticas pela Unicamp, avaliou que a comunidade internacional, atualmente, recebe o discurso e a conduta negacionista de Bolsonaro com “chacota” e que o governo brasileiro atua “totalmente fora dos protocolos do mundo da diplomacia”.

“A posição do Brasil na cena política internacional está em pleno declínio”, analisa.

Fórum – O presidente Jair Bolsonaro, desde que chegou em Nova York para a assembleia da ONU, vem passando por constrangimentos. O prefeito da cidade, Bill De Blasio, por exemplo, chegou a fazer um pronunciamento e citar Bolsonaro nominalmente, afirmando que, se ele não quisesse se vacinar, que não fosse ao evento. Que tipo de impacto, para a imagem do Brasil no exterior, esse tipo de declaração do prefeito pode causar? 

Tatiana Berringer – Ele [Bolsonaro] já está com uma imagem bastante degradada desde o início da pandemia e diante da postura de negacionismo. E os números brasileiros, o descontrole da pandemia, já demonstravam um descrédito internacional. É um reforço. Há um dado fundamental sobre essas conferências da ONU. Há um elemento que é para a comunidade externa e outro para a comunidade interna. Me parece o seguinte: o fato de haver um constrangimento externo à postura do presidente deveria gerar um impacto doméstico entre aqueles que o apoiam. Mas acho que não é isso que a gente vai ver. Acho que só demonstra como os seguidores [de Bolsonaro] estão aliados e bastante concatenados com essa postura. Mas do ponto de vista da imagem é um reforço. Há um certo constrangimento da comunidade internacional, alguns líderes podem falar, mas é um impacto simbólico. Não surpreende, na verdade.

Fórum – Bolsonaro falou sobre “ameaça socialista”, “tratamento precoce”, aquele discurso que ele sempre faz para sua base no cercadinho. Neste sentido, acredita que o presidente não tenha olhado para as relações internacionais nesse discurso e esteja somente se voltando para essa sua base?

Tatiana Berringer – Acho que não é só isso. Se for ver historicamente os discursos, mesmo de presidentes progressistas, são claramente apresentados os programas de governos, digamos assim. Então, é normal que se apresente. Isso não quer dizer que é só uma síntese de um momento que a nação vai ver ou assistir e entender esse programa. É porque essas plataformas políticas são pensadas também na relação com o capital externo. Então, também dá um recado. Eu assisti essa fala de duas maneiras: no começo, essa questão de estar livrando o Brasil do socialismo, e no final com tratamento precoce – parecem que falam mais para sua base interna. Mas temos que lembrar que é um governo com características neofascistas, bastante amparado por uma ideologia neofascista, que há também em outras partes do mundo, como nos EUA. Então, você fala também para essa base de alguma maneira. É um aceno a essa aliança internacional. Mas no restante, logo em seguida que fala de socialismo, começam algumas mentiras do próprio programa político. Que é falar que atraiu muito capital externo. É mentira. Mesmo após o 7 de setembro houve uma fuga de capital financeiro, teve um impacto. E aí, apresenta agenda de privatizações, uma sinalização pra investidores externos. Mas acho que, naquilo que a gente pode pensar da imagem, não só o fato de ele ir à ONU não estando vacinado, do prefeito de Nova York falar, me pergunto qual o impacto para a comunidade internacional do fato de ele defender tratamento precoce abertamente, que está numa esfera de obscurantismo. Você está dentro da ONU negando o que a OMS falava. Então, é uma questão muito complicada, uma contradição muito grande. Eles não negavam a incoerência entre o discurso e a prática. Se a política externa era baseada pelo anti-globalismo, anti-multilaterialismo, por que ir à ONU? Mas não é para ter coerência, não é um governo disso.

Fórum – E qual você avalia que seja o impacto dessas falas negacionistas, como a comunidade internacional recebe isso?

Continue lendo

No bairro de Botafogo, na zona sul da cidade, árvores caíram e danificaram automóveis – Reprodução

O Centro de Operações da Prefeitura do Rio de Janeiro informou que a cidade entrou em “estágio de mobilização” às 15h20 desta terça-feira (21) devido aos registros de ventos fortes em diversos pontos da cidade. O Instituto Nacional de Metereologia (Inmet) informou que em Copacabana, na zona sul, a velocidade do vento ultrapassou os 77 quilômetros por hora.  A mudança do tempo provocou queda de árvores em diversas regiões da cidade e queda de energia elétrica em bairros da zona norte da capital e na região metropolitana. A Ponte Rio-Niterói chegou a ficar fechada por aproximadamente 30 minutos e o tráfego foi retomado às 15h10 com os carros em velocidade baixa. No Cristo Redentor, ficou até difícil de andar contra o vento. Veja o vídeo abaixo.

                                                           

A concessionária Supervia, responsável pelo serviço de trens, interrompeu o tráfego em diversos ramais, afetando o funcionamento do modal em municípios da região metropolitana. “Em função dos fortes ventos que atingem a região metropolitana do Rio, causando risco às estruturas da ferrovia, a circulação nos ramais Japeri, Santa Cruz (interligado ao Deodoro) Belford Roxo e Saracuruna e nas extensões Paracambi, Vila Inhomirim e Guapimirim encontra-se temporariamente suspensas”, informou a Supervia. No momento, há ocorrência de ventos moderados a fortes na capital. Para as próximas horas, há aumento gradativo da nebulosidade, permanência de ventos moderados a fortes e chuvisco/chuva fraca isolada nas próximas horas. O Estágio de Mobilização é o segundo nível em uma escala de cinco e significa que há riscos de ocorrências de alto impacto na cidade. Há possibilidade de nova mudança de estágio devido à chuva e/ou outros fatores.

Recomendações

O Centro de Operações Rio reforça, a seguir, as recomendações de segurança elaboradas pela Defesa Civil do Estado (Sedec-RJ) e pelo Corpo de Bombeiros do RJ diante da ocorrência de raios e rajadas de ventos fortes: 
Em casa: 
• Feche as janelas, basculantes e portas de armários para evitar canalizações de ventos no interior de casa. 
• Persianas, cortinas ou blecautes também devem estar fechados para evitar que estilhaços se espalhem, no caso de alguma janela quebrar; 
• Aparelhos elétricos e registro de gás devem estar fechados. Dessa forma, não há agravamento em caso de queda de árvore; 
• Evite deixar objetos que possam cair em locais altos; 
• Mantenha as árvores do jardim ou do quintal sempre podadas e bem cuidadas; 
• Fique atento: se houver falta de luz, cuidado com o uso de velas para evitar incêndios. 
Na rua: 
• Não se abrigue debaixo de árvores ou de coberturas metálicas; 
• Evite a prática de esportes ao ar livre, especialmente, no mar; 
• Evite ficar próximo a precipícios, encostas ou lugares altos sem proteção; 
• Evite passar sob cabos elétricos, outdoors, andaimes, escadas; 
• Não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda; 
• Não queime lixo, não ateie fogo em terrenos para remover vegetação, não acenda fogueiras ou jogue bitucas de cigarros em estradas ou terrenos com mata; 
• Fique atento: caso haja queda de árvore, é possível que a rede de energia tenha sido rompida. Nesta situação, há risco de acidentes causados por raios.

Fonte: BdF Rio de Janeiro

Edição: Eduardo Miranda

A Evergrande, segunda maior empresa imobiliária da China, poderia ir à falência reeditando a crise econômica de 2008 – Noel Celis / AFP

A Evergrande Real Estate, segunda maior incorporadora imobiliária chinesa, teve nesta terça (21) uma nova queda de 11,8% no valor de suas ações, chegando a R$ 2 por ação, o menor preço nos últimos seis anos. A crise da empresa, no entanto, podia ser observada desde o início do ano, pois as ações da companhia acumulam baixa de 84% na bolsa de valores de Hong Kong até agosto de 2021, o que fez sua dívida ascender a US$ 309 bilhões (cerca de R$ 1,5 trilhão), alertando o mercado financeiro mundial para uma possível reedição da crise de 2008 nos EUA. O presidente e fundador da empresa, Xu Jiayin afirmou que confia que irá sair da crise e “apresentará uma resposta responsável aos compradores de casas, investidores, sócios e instituições financeiras”, declarou em entrevista à agência AFP.

A empresa chinesa também possui a maior dívida das companhias do setor imobiliário. A crise teria estourado depois de o governo chinês aplicar novas diretrizes contra monopólios e contra a especulação imobiliária, defendendo que “casas devem ser construídas para morar, não para especular”. O setor imobiliário movimenta 13% do Produto Interno Bruto chinês e foi responsável por 1/3 do crescimento econômico do país nos últimos 10 anos. Já a dívida da Evergrande representa cerca de 2% do PIB. Para Marco Fernandes, pesquisador do Instituto Tricontinental, o endividamento da Evergrande pode ser a brecha que o Partido Comunista Chinês esperava para poder intervir no mercado imobiliário a fim de controlar os preços de aluguéis e a financeirização do setor. “Como a terra é um patrimônio público na China, as construtoras precisam ter concessões do Estado, o que se tornou uma grande fonte de arrecadação para as províncias e para o governo central. Então não é uma equação fácil, a economia chinesa depende muito do setor imobiliário”, comenta o analista brasileiro, residente em Xangai. Cerca de 1,5 milhão de chineses possuem financiamentos de imóveis que ainda não saíram do papel. A empresa é responsável por cerca de 1,3 mil projetos imobiliários em 280 cidades e já atendeu mais de 12 milhões de chineses. A administração de Xi Jinping ainda não se manifestou se irá autorizar um resgate econômico da empresa. 

Chineses se manifestaram em frente a uma das sedes da Evergrande em Xangai com medo do calote / Noel Celis / AFPOutra crise como em 2008?

Continue lendo

Marina Ruy Barbosa
Marina Ruy Barbosa viverá a cantora de boate em série internacional 
rd1
Fátima Bernardes
Fátima Bernardes detonou discurso de Bolsonaro nos EUA (Imagem: Reprodução – Globo / Montagem – RD1)

Fátima Bernardes quebrou mais uma vez o protocolo da Globo e soltou a sua opinião a respeito do discurso do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na Assembleia-Geral da ONU, nesta terça-feira (21).

O político foi criticado por muita gente pelo seu discurso com muito negacionismo. O presidente, por exemplo, discursou contra o passaporte de vacinação e até fez defesa ao tratamento precoce contra Covid-19, que é cientificamente comprovado como ineficaz. No Encontro, a apresentadora mostrou que sente “vergonha” pelas palavras do presidente do Brasil em um evento de escala mundial.“[Tem que ter] vacina e consciência, não negacionismo. Muito difícil ouvir isso, dá vergonha ouvir isso diante de tantos líderes mundiais que estão lutando e, muitas vezes, não têm acesso à vacina porque são países pobres, você ouvir de um presidente que é contra uma prefeitura exigir uma comprovação de vacinação para a segurança de todos”, disparou a famosa.Fátima Bernardes ainda ressaltou a ineficácia do chamado “Kit Covid”, defendido por Bolsonaro. Ela ainda apontou a falta de vacinas da Pfizer no Rio de Janeiro – que deixou adolescentes de 12 a 13 anos sem o imunizante.“A denúncia recente do ‘Fantástico’ de pessoas que morreram com tentativas de tratamento precoce, Kit Covid. Fico triste. Lamento muito que temos que falar disso quando deveríamos estar falando que tem lugar que não chegou vacina no Rio”, desabafou.Em seu discurso, Bolsonaro disse não entender por qual motivo “muitos países, juntamente com grande parte da mídia”, se opõem ao tratamento precoce contra a doença.“Desde o início da pandemia, apoiamos a autonomia do médico na busca do tratamento precoce, seguindo recomendação do nosso Conselho Federal de Medicina. Eu mesmo fui um desses que fez tratamento inicial. Respeitamos a relação médico-paciente na decisão da medicação a ser utilizada e no seu uso ‘off-label’ [fora do que prevê a bula]. Não entendemos por que muitos países, juntamente com grande parte da mídia, se colocaram contra o tratamento inicial. A história e a ciência saberão responsabilizar a todos”, declarou. O tratamento precoce, por meio do uso de medicamentos como cloroquina e ivermectina, vem sendo defendido pelo presidente desde o ano passado.

rd1

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta terça-feira que cabe a Estados e municípios decidir se vão promover a vacinação de adolescentes maiores de 12 anos contra covid-19

17/09/2021 REUTERS/Ricardo Moraes
17/09/2021 REUTERS/Ricardo Moraes

Foto: Reuters

A decisão de Lewandowski atendeu a pedido do PSB que contestava a posição do Ministério da Saúde que, ao restringir posicionamento anterior, recomendava a imunização apenas de jovens dos 12 aos 17 anos com comorbidades.

A posição da pasta, defendida pelo ministro Marcelo Queiroga, foi fortemente criticada pela comunidade médica e pelos Estados. O ministro do STF citou uma série de posições de entidades e órgãos que recomendam manter a vacinação para todos os jovens acima de 12 anos e que a decisão do ministério “não encontra amparo em evidências acadêmicas, nem em análises estratégicas” realizadas internacionalmente. Segundo Lewandowski, a adequação do Plano Nacional de Operacionalização da vacinação contra covid-19 às realidades locais poderá ser feita desde que seja dada publicidade às suas decisões e acompanhadas de dados científicos e avaliações estratégicas. “Em face do exposto, com fundamento nas razões acima explicitadas, defiro em parte a cautelar, ad referendum do Plenário do Supremo Tribunal Federal, para assentar que se insere na competência dos Estados, Distrito Federal e municípios a decisão de promover a imunização de adolescentes maiores de 12 anos, consideradas as situações concretas que vierem a enfrentar, sempre sob sua exclusiva responsabilidade, e desde que observadas as cautelas e recomendações dos fabricantes das vacinas, da Anvisa e das autoridades médicas”, determinou.
terra

A multifacetada Michele Andrade, que além de cantora, é compositora, musicista e influenciadora digital, falou sobre o auge que vive em sua carreira e o peso que as redes sociais tiveram para atingir o sucesso.

A pernambucana começou a cantar ainda muito jovem, no início da adolescência, quando tinha lá os seus 13 anos. Pela pouca idade, teve que enfrentar batalhas que, no entanto, nunca a fizeram desistir.“Eu passei por muita coisa que eu acredito que qualquer pessoa teria desistido […]. Em momento nenhum eu pensei em desistir, eu sempre segui firme e forte apesar das adversidades. Muita coisa aconteceu até aqui”, disse em entrevista para a CONTIGO!. Em sua trajetória, a artista realizou o sonho de ser vocalista aos 19 anos da banda de forró Limão com Mel“Eu desejei e quis tanto aquilo, eu trabalhei e me esforcei tanto que realmente aconteceu e a Limão com Mel foi uma grande escola para mim”, confessou ela que decidiu sair da banda para seguir carreira solo. Além desse triunfo, a estrela também marcou presença no programa The Voice Brasil“Foi muito importante a minha participação, apesar do não. Na época nenhuma cadeira foi virada para mim e eu fiz com que esse não se tornasse um grande sim na minha vida. Acordei no dia seguinte e fui para luta, caminhando com muita humildade, com os pés no chão e o importante é não desistir”, ressaltou.

REDES SOCIAIS

Apesar do talento, a cantora de 27 anos ressalta que sua performance nas redes sociais – sem dúvidas – deu um empurrãozinho em seu sucesso na música. Ela, que tem a companhia dos mais de um milhão e meio de seguidores, diz que se consagra uma “artista digital”.

“Eu acredito que a rede social deu um pontapé na minha carreira, na minha vida. Quando começou o auge da rede social eu já fazia vídeos. […]Eu até me considero, pelo menos até aqui, uma artista digital, eu aconteci na rede social. O povo me conheceu através da rede social. Eu não tinha nada, eu não tinha empresário, não tinha nenhum tipo de ajuda, só do povo mesmo que compartilhava e salvava meus vídeos e isso tudo aconteceu na rede sociais”, contou.

Inclusive, sua presença forte e consistente nas redes foi crucial durante a pandemia do novo coronavírus que atingiu de forma brusca a classe dos artistas. Graças a isso, Michele Andrade se manteve em alta.

“Assim que começou a pandemia os shows foram os primeiros a pararem, mas aí, Graças a Deus, eu já estava com um trabalho rodando na internet e foi isso que me ajudou. […] A gente nunca imaginou que a pandemia ia durar mais de um ano, aí eu tive que focar na rede social, em me aproximar do público”, afirmou.

A instrumentalista mantem seu Instagram diariamente ativo. Por lá, mostra sua rotina, compromissos, bastidores de sua carreira profissional e, claro, sua vida pessoal.

PRIMEIRO ÁLBUM

Recentemente, ela gravou o seu primeiro DVD, intitulado de Nosso Álbum. Na entrevista, ela contou sua experiência e descreveu o significado desse triunfo em sua vida como sua “maior realização até hoje”.

“Foi a realização de um grande sonho, um projeto tão grande como esse, são dez faixas inéditas, é o meu primeiro álbum. Eu nunca lancei um trabalho assim, então esse é meu primeiro filho. A gente fez com tanto cuidado, eu e toda a minha equipe. A expectativa é que o público curta para caramba, assim como a gente. Estou muito feliz e eu tenho certeza que o público ai adorar”, garantiu.

Em 10 de agosto de 2019, o dia do fogo marcou ofensiva histórica contra a Amazônia legal, sob os olhares do governo Bolsonaro. – Reuters

Impulsionadas pelo desmatamento, alterações climáticas severas que já ocorrem em determinadas regiões do Brasil alteram o regime das chuvas e prejudicam o agronegócio, representando um risco para investidores no país. Essa é a principal conclusão de um relatório divulgado na quinta-feira (16/09) pelo think tank britânico Planet Tracker, uma organização sem fins lucrativos que se dedica a apresentar para o mercado financeiro soluções sustentáveis para o futuro. Segundo o documento de 42 páginas, as mudanças climáticas já dificultam a viabilidade de uma segunda ou mesmo de uma terceira safra de culturas – a chamada “safrinha”. Dados de 2018 indicam que essa capacidade de alternar, nesse regime, safras de soja e milho em um mesmo ano responde por 2,6% do Produto Interno Bruto (PIB) do país e, no fim das contas, garante 20% das exportações agrícolas brasileiras. Pontualmente, trata-se de um risco econômico para os produtores: quem conta com os rendimentos diretos de uma “safrinha” pode ver sua renda anual cair em até um terço, já que as mudanças climáticas deixam mais curto o período para o amadurecimento do grão. A dificuldade de se produzir mais de uma vez no mesmo ano tem a ver com a irregularidade das chuvas, que têm caído com menos intensidade e durante menor tempo nas regiões mais próximas de desmatamento. O relatório cita o estado de Rondônia, onde o início da temporada de chuvas foi encurtado em 11 dias nos últimos 30 anos.

“Contudo, onde o desmatamento intenso não ocorreu, o início da temporada de chuvas não apresentou alteração significativa”, afirma o texto.

Segundo a previsão apresentada pelo documento, se nada for feito para reverter o cenário, a queda anual de receitas de exportação dos principais produtores de soja e milho do Brasil – o estado do Mato Grosso e a região conhecida como Matopiba, formada por áreas de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia – estará na casa de 2,1 bilhões de dólares até 2050. O alerta do think tank é direcionado a investidores, tanto aqueles que apostam em empresas que fazem parte da cadeia do agronegócio brasileiro, quanto os que aplicam no tesouro público – a ressalva, nesse caso, é que quedas do PIB podem resultar em prejuízos. Peter Elwin, diretor da Planet Tracker, alerta que “parar o desmatamento imediatamente é a chave”, e “reflorestar é o próximo passo óbvio”. “Estudos mostram que a agricultura do Brasil pode continuar a crescer sem que seja necessário mais desmatamento.” Para o biólogo Mairon Bastos Lima, pesquisador no Instituto Ambiental de Estocolmo, é preciso fazer a lição de casa e cuidar do próprio quintal. “Não é só a mudança climática global. Há também a mudança climática local e regional, que é causada sobretudo pela destruição da vegetação no próprio Brasil”, comenta. “Não se vai resolver a mudança climática brasileira só com redução de emissões na Finlândia ou onde mais for: é preciso cuidar da vegetação brasileira também.”

Ciclo de mais desmatamento

Um grande problema, avalia a engenheira ambiental Rafaela Flach, pesquisadora da Universidade Tufts, nos Estados Unidos, é que o agronegócio brasileiro está na iminência de mergulhar em um ciclo vicioso: a perda de produtividade decorrente das mudanças climáticas, sem que haja reforço nas proteções ambientais, pode significar uma ameaça ainda maior ao meio ambiente; e, claro, isso pioraria ainda mais a alteração do clima, resultando em produtividade mais baixa.“Quando a produtividade fica estagnada ou o sistema de mais de uma safra ao ano é impossibilitado mas a demanda segue alta, o setor acaba procurando outras maneiras. Num cenário de políticas públicas fracas de controle de desmatamento, isso acarreta maiores taxas de conversão de vegetação nativa para agricultura”, explica.

“Quanto mais avançamos para novas áreas com vegetação nativa, reduzimos substancialmente as chances de reverter um quadro bastante perverso de efeitos climáticos cada vez piores. E isso não atinge apenas os produtores agrícolas, ou a economia brasileira, mas toda a cadeia de valor, a sociedade. Ninguém ganha com isso”, alerta a bióloga Louise Nakagawa, pesquisadora da área de sustentabilidade do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap).

Segurança alimentar

Continue lendo

Os voos da FAB, além das caronas, tem sido utilizados no governo Bolsonaro para auxiliar os atos políticos do presidente e seus apoiadores

 

Não é novidade que os aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) são utilizados por Jair Bolsonaro e membros de seu governo de maneira indiscriminada. A “mamata” nas alturas, porém, não se limita ao chefe do Executivo e está presente também no Ministério da Saúde.

Dados obtidos pela Folha de S. Paulo através da Lei de Acesso à Informação (LAI) mostram que o ministro Marcelo Queiroga usou ao menos 20 voos da FAB para dar caronas a familiares e parentes de outros membros do governo.Quando Bolsonaro assumiu a presidência, foi distribuída aos ministros uma cartilha com orientações sobre o uso das aeronaves oficiais. O documento determina: somente as autoridades e suas equipes podem utilizar os voos. Nem mesmo o próprio presidente respeita essas orientações e a conduta é repetida por seus subordinados.A esposa de Queiroga, por exemplo, acompanhou o ministro em 11 voos da FAB utilizados para agenda oficial. Simone Queiroga, no entanto, não tem cargo no governo. Algumas dessas viagens foram para João Pessoa (PB), cidade natal do titular da pasta da Saúde.Três filhos do ministro também aproveitaram a carona em 8 voos diferentes da FAB. Assim como a esposa de Queiroga, eles não têm cargos que justifiquem o uso das aeronaves.O ministro da Saúde também cedeu lugares em seus voos da FAB para a esposa do senador Fernando Bezerra (MDB-PE) e para a esposa do ministro do Turismo, Gilson Machado. Para justificar as caronas, o Ministério da Saúde afirmou por meio de nota que “ficarão a cargo da autoridade solicitante os critérios de preenchimento das vagas remanescentes na aeronave, quando existirem vagas disponíveis além daquelas ocupadas pelas autoridades que compartilharem o voo e por suas comitivas”.

TCU investiga farra com voos da FAB

Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu abrir, em julho, investigação com base em denúncia feita pelo deputado Gustavo Fruet (PDT-PR) sobre o uso de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) por membros do governo Bolsonaro.Segundo informações da jornalista Marina Oliveira, do Congresso em Foco, Fruet acionou o TCU após ter pedidos de informação sem respostas claras sobre o tema. O parlamentar afirmou que é “praticamente impossível ter clareza nas respostas” do Executivo. Fruet havia solicitado ao Ministério da Defesa informações sobre o uso de aviões da FAB para o transporte de servidores públicos entre janeiro de 2019 a maio de 2021. O chefe da pasta, Walter Braga Netto, disse que não tem esse registro e indicou um link para o parlamentar pesquisar. O deputado afirma que nesse link não há informações sobre os passageiros. “É preciso saber quem embarcou para a Índia, por exemplo. Nesses eventos político-partidários do presidente, quem são as pessoas que foram? É uma questão básica”, declarou Fruet ao Congresso em Foco. Além das caronas, os voos da FAB são utilizados constantemente por Jair Bolsonaro para fazer deslocamentos para atos de cunho político. A inúmeras ações no Supremo Tribunal Federal (STF) e também no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que questionam os gastos e o contexto em que esses voos foram utilizados.

Improbidade

“Enquanto a situação do Brasil é caótica as autoridades corruptas continuam as suas luxurias, as custa dos nossos impostos altos”.

Continue lendo

Após inúmeros alertas feitos por especialistas do setor elétrico, o Brasil voltou a sofrer com os apagões de energia. Na noite deste sábado (18), ao menos 8 cidades do Rio de Janeiro, além de localidades em Minas Gerais e São Paulo, ficaram sem luz. A região dos Lagos, no RJ, foi a mais atingida, e há registros de corte de energia em cidades do interior paulista e também em Muriaé (MG). Milhares de consumidores foram às redes sociais para divulgar o apagão em suas regiões e para protestar contra o governo Bolsonaro, já que o problema ocorre logo após novo aumento na tarifa da energia elétrica. A bandeira tarifária mais cara foi criada, justamente, para conter o risco de apagões em meio à severa crise hídrica que assola o país. “Acabou a energia de novo, mano. Tá muito em conta a luz, né @EnelClientesBR“, protestou uma usuária do Twitter à Enel.As redes sociais foram tomadas por postagens do tipo. “Pago caro na conta de luz, pra ter apagão. Bolsonaro, vc me paga, seu corno fdp!”, escreveu outra internauta.“Os apagões já começaram era previsto em novembro mas já começou cedo, imagine quando chegar o verão o Brasil inteiro vai entrar em colapso por conta desses apagões. Bolsonaro vc é o culpado de tudo isso”, disse ainda um usuário do Twitter. Apesar da associação da queda de energia à crise hídrica, a Enel Distribuição do Rio informou, por meio de nota, que o apagão foi causado por uma “perturbação na rede de transmissão de Furnas” e que a energia elétrica foi retomada às 22h32. Não houve qualquer manifestação das concessionárias de energia elétrica, no entanto, sobre as quedas de luz em SP e MG.

TCU aponta falta de planejamento do governo

Em relatório divulgado neste sábado (18) pelo portal G1, a Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética (Creg), do Tribunal de Contas da União (TCU), aponta que o Brasil corre risco de apagões nos próximos meses.

A área técnica do TCU afirma que “previsibilidade e razoabilidade” nas medidas do governo Bolsonaro para evitar a falta de energia e que não há um plano estabelecido para o caso de agravamento da crise hídrica. Por isso, as medidas tomadas até agora não devem evitar as novas quedas de luz. “A despeito das ações adotadas, houve piora acima do esperado do nível dos reservatórios [das hidrelétricas]. Em que pese algumas dessas medidas somente terem começado a vigorar a partir de 1º/9/2021, há indicativo de que as providências não se mostram suficientes para eliminar o risco de racionamento do consumo, tampouco o risco de blecaute”, diz um trecho do relatório.

revistaforum

‘Resolvi dar um tempo de internet’, diz Anitta

Anitta assustou os fãs na última sexta-feira (17) ao revelar, em entrevista para Hugo Gloss, que decidiu se afastar das redes sociais. A cantora disse que tomou a decisão para aproveitar sua vida. “Resolvi dar um tempo de internet para não ficar olhando muito. Entreguei minhas redes para a minha equipe. Não sei nada do que falaram sobre mim no VMA, no MET”, afirmou Anitta. A cantora revelou, no entanto, que ainda utiliza um perfil fake no Instagram. “É esse que eu tenho usado. Mas só sigo coisa de comédia. É só o que eu tenho visto, minha família e os memes”, disse.

istoe

A disposição para cometer ilícitos é um traço distintivo dos integrantes da família Bolsonaro e a rachadinha é sua atividade preferida. Novas revelações mostram que o esquema foi inaugurado pelo presidente no início da sua carreira legislativa como vereador e que ele repassou o know-how aos filhos. O TSE endureceu as penas para a prática e estabeleceu jurisprudência que pode tirar os direitos políticos do clã

Crédito: Divulgação

EM CASA Flávio, Jair, Carlos e Jair Renan ao lado do deputado Hélio Negão: negócios suspeitos desde os anos 1990 e conhecimento passado para os filhos (Crédito: Divulgação)

GERÊNCIAAna Cristina Valle, ex-mulher do presidente, era chefe de gabinete de Carlos Bolsonaro (Crédito:Divulgação)

A rachadinha é um prática conhecida na política brasileira, mas poucos como Jair Bolsonaro conseguiram transformá-la numa máquina tão bem-sucedida de fazer dinheiro e impulsionar carreiras políticas. Novos testemunhos confirmam que esse crime não era circunscrito a dois filhos de Bolsonaro, Flávio e Carlos. Eles mostram que o esquema se originou com o próprio presidente nos anos 1990, e que sua ex-mulher Ana Cristina Valle, a mãe de Jair Renan, o filho 04, teve um papel central. São mais de 100 pessoas envolvidas nos desvios, em núcleos familiares diretamente ligados ou próximos ao mandatário, incluindo milicianos. As suspeitas eram antigas, mas ganharam gravidade com uma nova conversa vazada pela ex-cunhada do presidente, a personal trainer Andréa Siqueira Valle, irmã de Ana Cristina. Ela foi a primeira a vincular Bolsonaro diretamente ao estratagema criminoso. Contou, em entrevista para o UOL, que o presidente chegou a demitir seu irmão, André Siqueira Valle, após este se recusar a entregar 90% de seu salário quando estava empregado no gabinete do então deputado federal. “André dava muito problema porque nunca devolvia a quantia certa de dinheiro”, disse.

SUSPEITA Mansão alugada por Ana Cristina em Brasília. Ex-empregado disse que ela é a verdadeira dona do imóvel(Crédito:Divulgação)

Tudo indica que o esquema começou quando Bolsonaro deu o primeiro passo na sua carreira como vereador, eleito para a Câmara do Rio de Janeiro, em 1989. Ele cumpriu dois anos de mandato e, a partir de 1991, iniciou sua trajetória de deputado federal. Um advogado que era muito próximo ao clã disse que o esquema vem desde essa época. Segundo essa fonte, o presidente começou a fazer isso pra compensar o soldo, depois que foi expulso do Exército, e passou o know-how para os filhos. Outra testemunha-chave, surgida nos últimos dias, confirma a participação de Bolsonaro e da sua segunda mulher a partir dos anos 2000. Trata-se de Marcelo Luiz Nogueira dos Santos, que trabalhou para a família desde 2002 e foi empregado no gabinete do então deputado Flávio, quando era obrigado a devolver parte de seus salários. Antigo babá de Jair Renan, ele trabalhou até recentemente na mansão para a qual Ana Cristina acaba de se mudar em Brasília. E fez uma revelação sobre o imóvel que mostra outra prática recorrente do clã, a de negociações imobiliárias obscuras. Oficialmente, ela alugou a casa no Lago Sul, em Brasília. Rompido com ela, Santos revelou que a casa, avaliada em R$ 3,2 milhões, foi na verdade comprada em nome de laranjas (ela a alugou por R$ 8 mil mensais, mesmo ganhando um salário de R$ 6,2 mil). A mãe de Jair Renan não é a única da família que fez um grande negócio imobiliário recente. O senador Flávio Bolsonaro comprou em janeiro, em seu próprio nome, uma mansão de R$ 6 milhões em uma das regiões mais valorizadas da capital federal, apesar de ter declarado um patrimônio de apenas R$ 1,74 milhão ao TSE em 2018. Ele alega que a transação é compatível com sua atual renda, apesar das suspeitas levantadas pelo financiamento camarada de uma instituição pública, o Banco de Brasília (BRB). Como as investigações já mostraram, os negócios do clã estão repletos de transações imobiliárias altamente lucrativas, pagas com frequência em dinheiro vivo.

PRIMEIROS PASSOS Jair Renan e seu ex-babá Marcelo Nogueira, que denunciou a prática de rachadinha
(Crédito:Divulgação)
Flávio tenta se blindar

 

As revelações recentes mostram o mesmo modus operandi já desbarato pelo Ministério Público do Rio de Janeiro nas investigações que levaram à denúncia oferecida pelo MP-RJ contra Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz e mais 15 pessoas em novembro do ano passado por crimes como organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e apropriação indébita. Para estancar a sangria, Flávio ainda tenta desesperadamente travar as investigações. Primeiro, ele entrou com recurso para se beneficiar do foro privilegiado. O julgamento final sobre essa questão, que se arrasta desde o ano passado, está sob relatoria do ministro Gilmar Mendes. Seria retomado na última terça-feira, mas foi adiado pelo presidente na Segunda Turma do STF, Kassio Nunes Marques (ministro indicado pelo próprio Bolsonaro). Antes disso, o senador já tinha conseguido outras vitórias. No final do ano passado, o ministro do STJ João Otávio de Noronha suspendeu o trâmite da denúncia. E, em fevereiro deste ano, a 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STF) anulou as decisões que levaram à quebra do sigilo do senador. No momento, ele pressiona pela indicação de um aliado na Corregedoria da Receita Federal, tentando usar o órgão para anular a denúncia.

Nas últimas semanas, escancarou-se a prática do delito também por outro membro da família. O vereador Carlos Bolsonaro é suspeito de envolvimento no esquema, e as investigações mostram o papel central de Ana Cristina, sua chefe de gabinete de 2001 a 2008. Junto com outras 26 pessoas, ela teve os sigilos bancário e fiscal quebrados em investigação do MP-RJ. A lista inclui parentes de Ana Cristina que também foram lotados no gabinete de Carlos, inclusive seu irmão André e sua irmã Andréa, citados acima. É um exemplo de como vários personagens investigados transitaram entre os gabinetes de Jair Bolsonaro, Flávio e Carlos ao longo dos anos.

Em 24 anos, membros da família Bolsonaro movimentaram R$ 1,5 milhão em dinheiro vivo em transações imobiliárias e no pagamento de despesas pessoais. Os promotores que investigam Carlos detectaram o mesmo tipo de operação adotado no gabinete de Flávio. O papel direto de Ana Cristina só mudou em 2008, quando se separou de Jair Bolsonaro (foi aí que Fabrício Queiroz assumiu a função). Mas no período em que foi chefe do gabinete de Carlos, passavam por ela todos os desembolsos de funcionários, inclusive os recolhidos na Alerj, segundo Marcelo dos Santos. Desde que foram feitas as denúncias contra Carlos, ele se mantém em silêncio. Em postagem no Twitter, disse que “na falta de fatos novos, requentam os velhos”. De forma previsível, Bolsonaro e seus filhos negam qualquer irregularidade. Carlos, porém, não vai poder contar com o foro privilegiado, que protege seu irmão. Os colegas do vereador têm notado que ele anda mais taciturno e preocupado nos últimos dias.                                                       Mulheres de Bolsonaro

Continue lendo

Foto: Guia da Cozinha
Foto: Guia da Cozinha

Foto: Guia da Cozinha

A farofa é um dos acompanhamentos queridinhos das refeições em família e das festas de final de ano. Isso porque ela deixa qualquer refeição ainda mais saborosa. Se não bastasse a sua versatilidade de sabores, já que dá para incluir cenoura, legumes, calabresa e outras iguarias, a farofa fica pronta em poucos minutos. É aquela receita que vai salvar sua próxima refeição. Por isso, veja agora mesmo 5 receitas de farofa do Guia da Cozinha e coloque a mão na massa!

Farofa de cebola caramelizada

Foto: Guia da Cozinha
Tempo: 15min
Está gostando da notícia? Quer receber nossas receitas fáceis e saborosas?
Ativar notificações
  • 200g de bacon em cubos
  • 3 colheres (sopa) de manteiga
  • 3 cebolas em tiras
  • 1 colher (sopa) de açúcar
  • 1 xícara (chá) de uva-passa preta
  • 2 xícaras (chá) de farinha de mandioca
  • Sal e pimenta-do-reino a gosto

Modo de preparo

Aqueça uma panela e frite o bacon na própria gordura até dourar. Retire e reserve. Na mesma panela, coloque a manteiga e frite a cebola com o açúcar até ficar caramelizada. Junte o bacon reservado, a uva-passa, a farinha, sal e pimenta, misture e desligue o fogo. Transfira para uma travessa e sirva em seguida.

Farofa de lentilha

Foto: Guia da Cozinha
Foto: Guia da Cozinha

Foto: Guia da Cozinha

Tempo: 20min

Rendimento: 6 porções

Dificuldade: fácil

Ingredientes 

  • 3 colheres (sopa) de manteiga
  • 1 cebola picada
  • 1 gomo de linguiça calabresa picada
  • Sal e cheiro-verde picado a gosto
  • 1 xícara (chá) de lentilha cozida
  • 3 xícaras (chá) de farinha de mandioca

Modo de preparo

Aqueça uma panela com a manteiga, em fogo médio, e frite a cebola e a calabresa até dourar. Adicione a lentilha e refogue por 2 minutos. Junte a farinha, sal, cheiro-verde, misture e desligue o fogo. Transfira para uma travessa e sirva com a carne de sua preferência.

Farofa tradicional com bacon

Foto: Guia da Cozinha

Tempo: 20min

Rendimento: 8 porções

Dificuldade: fácil

Ingredientes

  • 2 colheres (sopa) de azeite
  • 4 colheres (sopa) de manteiga
  • 100g de bacon picado
  • 1 cebola picada
  • 2 dentes de alho picados
  • 1/2 pimentão vermelho picado
  • 1/2 pimentão verde picado
  • Batata palha a gosto para polvilhar
  • 1/2 lata de ervilha escorrida
  • 1/2 lata de milho escorrido
  • 2 xícaras (chá) de frango cozido desfiado
  • 1/2 xícara (chá) de azeitona verde em rodelas
  • 2 xícaras (chá) de farinha de milho
  • 2 xícaras (chá) de farinha de mandioca
  • Sal e cheiro-verde picado a gosto

Modo de preparo

Aqueça uma panela com o azeite e a manteiga, em fogo médio, e frite o bacon por 2 minutos. Acrescente a cebola, o alho, os pimentões, a ervilha, o milho e o frango e refogue por 3 minutos. Adicione a azeitona, as farinhas, sal e cheiro-verde, misture e desligue o fogo. Transfira para uma travessa e polvilhe a batata palha para servir.

Farofa de banana

Foto: Guia da Cozinha

Tempo: 15min

Rendimento: 4

Dificuldade: fácil

Ingredientes

  • 100g de bacon em cubos
  • 3 colheres (sopa) de manteiga
  • 4 colheres (sopa) de cebola em cubos
  • 1/2 pimentão amarelo em cubos
  • 1 banana-prata madura em cubos
  • Sal, pimenta-do-reino e cebolinha fatiada a gosto
  • 1 xícara (chá) de farinha de milho amarela

Modo de preparo

Em uma panela, em fogo médio, frite o bacon na própria gordura mexendo até dourar. Escorra em papel absorvente. Reserve. em outra panela, derreta a manteiga em fogo médio e refogue a cebola e o pimentão por 3 minutos. Adicione a banana, sal e pimenta. Polvilhe a farinha, mexendo até ficar homogêneo. Misture a cebolinha e o bacon reservado e despeje em uma vasilha para servir.

terra

 (crédito: Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press)
(crédito: Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press)

Uma das maiores autoridades em estudos sobre a Ditadura Militar e a República brasileira, a historiadora, pesquisadora e escritora Heloísa Starling falou ao Correio sobre o momento atual do país. Vencedora, ao lado de Lilia Schwarcz, do 61º Prêmio Jabuti, na categoria Livro do Ano, com ‘Brasil: uma biografia’, ela chama a atenção para um fato inédito na história nacional: a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF), como instituição, na defesa da democracia. Heloísa lembra que, diferentemente do que acontece hoje, em 31 de março de 1964, o então presidente da Corte, Ribeiro da Costa, apoiou o golpe de Estado perpetrado pelas Forças Armadas. “O Supremo de hoje ergueu a barreira mais poderosa a favor da democracia e contra a tirania”, diz a professora da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FAFICH) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ela se refere à reação do STF depois de ser ameaçado pelo presidente Jair Bolsonaro durante as manifestações do 7 de Setembro. Para a docente, a dura nota lida pelo presidente da Corte, Luiz Fux, e declarações dos ministros Luís Roberto Barroso e Cármen Lúcia demonstraram a união do órgão máximo do Poder Judiciário. “Num dos momentos mais tensos da nossa história, o Supremo fez isso pela primeira vez e, naquele momento, ele era símbolo de defesa da democracia”, ressalta. A seguir, os principais trechos da entrevista.

O que representou, na história do Supremo Tribunal Federal, a resposta dada pelo presidente da Corte, Luiz Fux, às ameaças feitas pelo presidente Jair Bolsonaro no 7 de Setembro?

Eu acho que nós temos que pensar duas coisas. Não foi só a resposta do ministro Fux. Na verdade você tem uma conexão. Três falas me chamaram a atenção, que é a do ministro Fux, a do ministro (Luís Roberto) Barroso (presidente do Tribunal Superior Eleitoral) e uma fala muito interessante da ministra Cármen Lúcia. O Supremo fez duas coisas nesse período que são novas na história do Brasil. São inéditas. Uma, a maneira como agiu em defesa da democracia. O Supremo, de fato, ergueu uma grade para defender a democracia. Isso é inédito na história do Brasil, o Supremo como instituição. Então, essa é a primeira dimensão inédita.

Qual é a segunda ação inédita do Supremo?

A segunda, o Supremo se tornou, nesse momento, um símbolo da defesa da democracia no Brasil. E uma coisa: eu acho que muita gente no Brasil não dormiu da noite do dia 6 para 7 de setembro, nem do dia 7 para o dia 8. Eu ficava vendo os comentários dos meus alunos, na madrugada, quando aqueles caminhões entraram na Esplanada: “O Supremo não pode cair”. Então, veja, a garotada preocupada dizendo que o Supremo não podia cair. E, no dia 8, quando eu li a fala da ministra Cármen Lúcia, eu pensei: “Ela me explicou o que aconteceu”. Ela fez a reflexão histórica do que tinha acontecido e do papel do Supremo. Ela falou: “Que se registre na história: essa Corte não se dobra, não se verga e não se fecha”. Então, é o Supremo dizendo isso. Eu tive a dimensão de que o Supremo funcionou de duas maneiras. Ele foi, de fato, a instituição que ergueu a grade em defesa da democracia, num dos momentos mais tensos da nossa história. Ele fez isso pela primeira vez e, naquele momento, ele era símbolo de defesa da democracia, inclusive para aquela garotada que dizia que o Supremo não pode cair. Não era o Congresso que não podia cair.

Como esses episódios do 7 de Setembro devem ser lembrados nos livros de História?

Olha, eu não sei, porque ele ainda não terminou. A história só pode ser escrita quando ela acaba. O Evaldo Cabral de Melo fala isso. Eu acho que nós temos que pensar em alguns eixos. Por exemplo: o que significou toda a ação que foi feita de mobilização contra a democracia? Como é que o 7 de Setembro, a data da independência do Brasil, foi literalmente sequestrada por uma coisa que também é nova, que é um presidente reacionário? Ele não é um presidente conservador, nem um presidente retrógrado. O reacionarismo, na sua versão moderna, é uma corrente política que reage contra os valores civilizatórios. Ele reage contra as transformações do mundo e ele reage com muita potência. Por isso, o reacionário é diferente do conservador, porque o conservador conserva. O reacionário precisa destruir.

A senhora quer dizer que a política do atual governo é de destruição?

Então, esse traço reacionário explica, primeiro, uma política de destruição, que o Bolsonaro avisou que ia fazer, justiça seja feita. Ninguém foi enganado. Lá em 19 de janeiro de 2019, ele estava em um jantar em Washington, tinha acabado de tomar posse e disse assim: “Eu vim para desconstruir”. E é isso mesmo o que ele faz, porque o projeto é reacionário, e reacionária é a reação contra os valores civilizatórios, contra os valores progressistas, digamos assim. O conservador é democrata, o reacionário, não. E ele não pode ser democrata porque ele tem que destruir. Nós tivemos uma coisa muito nova. O 7 de Setembro foi sequestrado para uma ação reacionária. Não foi como na Ditadura Militar. Eu, Ditadura Militar, “me apropriei do 7 de Setembro para me associar a ele e vender um projeto Brasil, que era o Brasil Grande”. Isso foi o que o (ex-presidente Emílio Garrastazu) Médici fez, no sesquicentenário (da Independência). O que é que foi feito agora? Foi um sequestro. Claro que o Médici sequestrou, mas aquela ação era voltada para determinado lugar. Esta foi voltada para outro. Ou seja, “eu sequestrei para destruir”. Na outra ponta, você tem uma instituição que foi capaz de erguer barreiras decisivas para defender a democracia, que é o Supremo. Então a história deve ser contada, ancorada, na minha opinião, nessas duas faixas, e o Supremo como instituição.

Que outro ineditismo a senhora identificou?

Tão importante quanto o que o Supremo falou foi a maneira como ele falou. Ninguém foi para a internet, ninguém soltou Twitter, ninguém deu entrevista a jornal. A barreira da democracia ficou visível com essas três grandes falas. É claro que o Supremo ergueu a barreira antes, mas ele a tornou visível porque as três falas foram absolutamente de dentro da instituição. Isso tem um sentido no momento em que a linguagem, no Brasil, está sendo degradada sistematicamente. A linguagem da política e a linguagem do poder. Eles estão erguendo barreiras de diferentes maneiras. Tão importante quanto o que eles disseram, é como eles estão dizendo.

Quais as diferenças entre o Supremo de hoje e o Supremo da época da Ditadura Militar?

 

” CLIK NO NOME CONTINUE LENDO”.

Continue lendo

 (crédito: Itau cultural.org.br/Divulgacao)

(crédito: Itau cultural.org.br/Divulgacao)

Há exatamente 100 anos, em 19 de setembro de 1921, nascia no Recife, em Pernambuco, aquele que se tornaria um dos mais notáveis pesquisadores da história da pedagogia mundial: Paulo Freire. Patrono da educação no Brasil, o educador, pedagogo e filósofo é reconhecido mundialmente, mas no país em que nasceu ainda é alvo de resistência e fake news. Mas a sua importância para o debate educacional é inegável. Paulo Freire é o brasileiro mais homenageado no mundo. Ele tem 29 títulos de Doutor Honoris Causa dado por universidades da Europa e da América, além de vários outros prêmios, como o Educação pela Paz, da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciências e Cultura (Unesco). O educador ainda é o terceiro pensador mais citado do mundo em universidades da área de humanas, de acordo com levantamento da London School of Economics. De acordo com o professor Ítalo Francisco Curcio, pesquisador no curso de pedagogia da Universidade Presbiteriana Mackenzie e doutor e pós-doutor em educação, a importância de Paulo Freire está no fato de que ele foi o primeiro a pensar em um método educacional voltado para a realidade brasileira. Em 1963, o educador aplicou seu método em Angicos, cidade do interior do Rio Grande do Norte. O projeto conseguiu alfabetizar 300 adultos em apenas 45 dias. “Paulo Freire apresenta um trabalho revolucionário. Ele mostrou que não tínhamos modelos adequados para a nossa realidade”, explica Ítalo.

Naquela altura, o Brasil tinha mais de 40% da população totalmente analfabeta. A proposta de Paulo Freire era considerar o conhecimento que aquelas pessoas tinham na hora de ensiná-las a ler e escrever. “Ele propõe um método considerado o conhecimento prévio. A gente usava cartilha de crianças para ensinar adultos. E ele diz que adultos têm que ser tratados como adultos. Com esse método ele acaba socializando a educação”, completa o professor.O trabalho de Paulo Freire, porém, foi interrompido em 1964 pela ditadura militar, que acreditava que o método poderia incentivar revoltas populares. O educador ficou preso por 72 dias e passou 16 anos em exílio, onde continuou a se dedicar a sua obra. Paulo Freire lançou mais de 30 livros. “Nós não podemos confundir o método dele com a obra. Ele foi muito mais do que o método. Ele foi um filósofo da educação. Ele não agrada a todos, mas nem todos os filósofos agradam a todos. Há de se reconhecer que ele foi um revolucionário da educação e por causa desse sucesso ele ficou conhecido internacionalmente”, destaca Ítalo. Segundo o professor da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB) Erlando da Silva Rêses, a filosofia de Paulo Freire é estudada no mundo inteiro e admirada. “Ele primeiro observou a realidade, depois ele escreveu a teoria, que foi a Pedagogia do Oprimido. A importância dele está não só no Brasil, mas no mundo inteiro”, afirma. Maurilane de Souza Biccas, professora de História da Educação na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), lembra que a obra de Paulo Freire é estudada em todo o mundo como base de pesquisas em educação. “Os livros de Paulo Freire foram publicados em quase todo mundo. A Pedagogia do Oprimido, é a obra mais importante, a terceira mais citada em trabalhos de ciências humanas do mundo, foi traduzida e publicada em mais de 20 idiomas. A produção teórica e a reflexão sobre sua prática como educador e consultor, inspirou e ainda tem inspirado, inúmeras pesquisas acadêmicas e práticas pedagógicas que são realizadas no Brasil e em vários países do mundo”, diz. 

Reflexos de Paulo Freire no DF

Inspirada por Paulo Freire, a professora Maria Madalena Tôrres alfabetiza adultos na Ceilândia há mais de 30 anos. Ela lembra que ela conheceu Freire por meio de alguns estudantes da Universidade de Brasília (UnB). O projeto foi, então, levado para uma igreja que não aceitou a ideia porque já naquela época o educador era tachado de “comunista”. Por isso, elas tiveram que esconder os materiais que utilizavam na casa de uma professora e continuar o trabalho sem apoio até a fundação do Centro Educacional Paulo Freire. “A gente faz esse trabalho na comunidade. Vamos atrás das pessoas. Não temos grandes apoios financeiros, é uma escola de educação popular”, explica Maria Madalena. De lá para cá, mais de 16 mil adultos foram alfabetizados. E o projeto contou com a visita do próprio Paulo Freire. Em 1996, um ano antes da morte dele, ele esteve na Ceilândia e conheceu a iniciativa. “Ele veio para o primeiro fórum que fizemos em que discutimos alfabetização de jovens e adultos. Foi uma animação muito grande”, lembra. Este ano, completou 25 anos da visita dele e o momento foi comemorado com a inauguração de uma placa. “Ele fez presença no DF e tem uma importância  tanto para Universidade de Brasília quanto para Brasília e manter o seu legado vivo é tarefa nossa que queremos ver esse mundo com uma educação libertadora e emancipadora”, completa o professor Erlando. Em 1997, Paulo Freire foi agraciado com o título de cidadão honorário de Brasília. Já em 2011, ele se tornou doutor Honoris Causa Post Mortem da UnB. 

Placa foi instalada no Centro de Múltiplas Funções de Ceilândia, o "Quarentão"
Placa foi instalada no Centro de Múltiplas Funções de Ceilândia, o “Quarentão”(foto: arquivo pessoal )
Estavam presentes: representantes do Centro de Educação Paulo Freire de Ceilândia, Coordenação da Regional de Ensino de Ceilândia, Coordenação dos Restaurantes Comunitários do DF e de Ceilândia  (antigo quarentão), alfabetizadores, representantes da Diretoria de Educação de Jovens e Adultos de EJA da SEE/DF, representante do Movimento Popular por uma Ceilândia Melhor,  representantes da OAB representantes de rádios comunitárias, representantes do Gabinete do deputado Chico vigilante, representante do Sindicato dos Professores do DF, estudantes.
Estavam presentes: representantes do Centro de Educação Paulo Freire de Ceilândia, Coordenação da Regional de Ensino de Ceilândia, Coordenação dos Restaurantes Comunitários do DF e de Ceilândia (antigo quarentão), alfabetizadores, representantes da Diretoria de Educação de Jovens e Adultos de EJA da SEE/DF, representante do Movimento Popular por uma Ceilândia Melhor, representantes da OAB representantes de rádios comunitárias, representantes do Gabinete do deputado Chico vigilante, representante do Sindicato dos Professores do DF, estudantes.(foto: arquivo pessoal )
No entanto, o método do educador nunca foi usado em larga escala pelo país. “O método nunca foi aplicado em nível nacional. Ele nunca foi aceito integralmente”, destaca Ítalo. Apesar disso, o professor  lembra que a influência de Paulo Freire pode ser sentida em várias escolas pelo país. “Os métodos hoje são híbridos, não é adotado um método único e todos têm defeitos. E essa é a beleza de Paulo Freire, ele dizia que era preciso respeitar as características de cada um e aproveitar o conhecimento. Hoje tem muitas escolas que trabalham assim, mas ninguém fala que é Paulo Freire. Ele também dizia que o conhecimento precisa ser contextualizado, o que as escolas também fazem”, afirma.

Segundo Erlando, é muito difícil para as escolas aplicarem algo da filosofia de Paulo Freire pelo rigidez como são construídos os currículos. “Há uma certa dificuldade. A escola tem que seguir um currículo que vem do âmbito nacional, mas vai depender da forma como o professor trabalha esses conteúdos. Se ele ouve as experiências desse aluno. A ideia é manter a visão do estudante ampla, não podar”, explica. 

Paulo Freire em palestra na UnB em 1990
Paulo Freire em palestra na UnB em 1990(foto: arquivo Erlando Reses )
Paulo Freire na Ceilândia em 1996
Paulo Freire na Ceilândia em 1996(foto: arquivo Erlando Reses )

Vilão da ultradireita

Continue lendo

A Polícia Federal começou a manhã de sexta-feira, 17, cumprindo mandados de busca e apreensão na sede da Precisa Medicamentos, na Grande São Paulo. em Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo. A operação se estende a outro endereço em Itapevi, onde fica a empresa Luft Healthcare. É lá que ficam armazenados os produtos da Precisa. A empresa é investigada pela CPI da Covid pela intermediação na negociação de doses da Covaxin entre o Ministério da Saúde e a farmacêutica Bharat Biotech.

Carros da Polícia Federal chegam na sede da Precisa
Carros da Polícia Federal chegam na sede da Precisa

Foto: Reprodução/TV Globo

As buscas foram pedidas pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado e autorizadas pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os policiais federais fazem as buscas desde às 6 horas.O senador Randolfe Rodrigues, vice-presidente da CPI da Covid, diz que o mandado de busca e apreensão se fez necessário. “A operação, que foi autorizada pelo STF, destina-se à apreensão de informações relativas ao contrato entre a Precisa e a Bharat Biotech, assim como todos os documentos relacionados ao contrato”, escreveu em sua conta no Twitter.

“A CPI tentou de todas as formas obter essas informações e não logrou êxito. Fez-se necessário, para prosseguimento das apurações, a utilização deste instrumento judicial”, completou o senador.A Precisa fechou contrato com o Ministério da Saúde, em 25 de fevereiro deste ano, para intermediar a compra de 20 milhões de doses da vacina Covaxin a R$ 1,6 bilhão. O negócio entrou na mira da CPI após denúncia dos irmãos Miranda.O servidor Luis Ricardo Miranda, da Saúde, e o deputado Luis Miranda (DEM-DF) relataram ter ido ao presidente da República, Jair Bolsonaro, em março, para denunciar irregularidades no contrato.Segundo eles, a Precisa teria enviado uma ‘invoice’ – nota fiscal – com pedido de pagamento antecipado de doses. A solicitação seria contrária ao contrato com o Ministério da Saúde, que teria de pagar após a entrega das doses. À CPI, o servidor também relatou pressões de superiores pela liberação da importação da Covaxin.O contrato da Covaxin foi rescindido no fim de agosto, após a Controladoria-Geral da União (CGU) apontar indícios de falsificação em documentos entregues pela Precisa ao Ministério da Saúde. Atualmente, a pasta estuda sanções à empresa.Em nota de defesa, a Precisa Medicamentos classificou como “inadmissível” a operação desta sexta-feira, acrescentando que entregou todos os documentos para a CPI da Covid e que três de seus representantes, entre eles Francisco Maximiano, prestaram depoimentos à comissão.”A operação de hoje é a prova mais clara dos abusos que a CPI vem cometendo, ao quebrar sigilo de testemunhas, ameaçar com prisões arbitrárias quem não responder as perguntas conforme os interesses de alguns senadores com ambições eleitorais e, agora, até ocupa o Judiciário com questões claramente políticas para provocar operações espalhafatosas e desnecessárias”, diz o comunicado.

Continue lendo

PF prende prefeito do Guarujá por suposto desvio de dinheiro da Saúde

Prefeito passou a noite detido (Foto: Reprodução)

Prefeito do Guarujá, cidade do litoral de São Paulo, Valter Suman (PSDB) foi preso pela Polícia Federal na noite de quarta-feira (15). Ele é suspeito de desviar verbas destinadas para a área da Saúde. A prisão faz parte da ‘Operação Nadar’, que investiga um suposto esquema de desvio de dinheiro na rede pública de saúde. Outros 10 mandados de busca e apreensão foram cumpridos, sempre com pessoas ligadas ao prefeito. Os policiais encontraram uma grande quantia de dinheiro em espécie. O prefeito e o secretário de Educação, Marcelo Feliciano Nicolau, passaram a noite no Centro de Detenção Provisória de São Vicente (SP). Os dois participarão de uma audiência de custódia nesta quinta-feira (16). O caso teve início quando o Ministério Público do Estado identificou indícios de irregularidades no contrato entre a Prefeitura de Guarujá e a Organização Social Pró-Vida, que administra unidades de atendimento de saúde.
” Este ladrão é gordo que só”.