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Completando 38 anos nesta quinta-feira (9), Kate Middleton sabe deixar sua marca onde quer que vá. Com um estilo sóbrio e, por vezes romântico, a duquesa de Cambridge é, sem dúvidas, um ícone fashion, mesmo que não siga fervorosamente todas as tendências. Ao longo dos anos, os looks dela conquistaram e inspiraram centenas de mulheres e não é difícil que peças usadas por ela se esgotem em questão de minutos. Em meio a tantos visuais marcantes, a equipe de CLAUDIA selecionou 8 de seus favoritos.

O primeiro

Noivado de Kate e William

Ainda que o anel de safira que pertencera à Diana tenha roubado todas as atenções, não podemos negar que o vestido de seda escolhido por Kate para o anúncio do noivado também teve seu destaque. De seda, o modelo, à primeira vista simples, já dava pistas da elegância que se tornou a marca registrada da duquesa. Mantido em segredo até o dia da cerimônia, o vestido de casamento foi desenhado por Sarah Burton, diretora-criativa da grife Alexander McQueen, e imediatamente se tornou um clássico no mundo das noivas. Com uma cauda de 2,7 metros e custando quase 500 mil dólares, o traje é até hoje referência e chegou a ser replicado por uma loja de fast fashion em uma versão mais acessível de 300 dólares.

Todos temos aquela peça favorita, que usaríamos sempre que possível. No caso de Kate, um de seus vestidos favoritos parece ser o modelo da estilista britânica Jenny Packham. A duquesa o usou pela primeira vez em 2012, no tapete vermelho de um jantar de gala. Seis anos depois, voltou a trajá-lo, dessa vez para uma premiação.

Combinação certeira

Kate Middleton

 (Karwai Tang/WireImage/Getty Images)

Ainda que tenha uma preferência clara por vestidos, vez ou outra Kate opta por calças. E, quando o faz, é óbvio que arrasa. Em outubro de 2019, ao participar de uma reunião sobre a biodiversidade do Reino Unido, ela surgiu com uma calça culotte verde oliva, que ornou perfeitamente com os tons de vinho da blusa e sapato escolhidos para completar o look.

Elegância no exterior

Kate Middleton

 (Karwai Tang/WireImage/Getty Images)

Durante tour recente pelo Paquistão, a duquesa esbanjou elegância trajando túnicas ou o Shalwar kameez, traje tradicional do sul da Ásia e da parte central do continente. Entre tantas variações, uma das mais memoráveis foi a combinação em tons de creme que ela escolheu para visitar a cidade de Lahore.

Ao trabalho

Kate Middleton

 (Karwai Tang/WireImage/Getty Images)

Logo após voltar ao Reino Unido, Kate compareceu a um evento de caridade vestindo um blazer xadrez e calça ameixa. Moderno e quase inusitado para o que estamos acostumados a vê-la usando, o look é perfeito para o guarda-roupa de trabalho.

Charme clássicoKate Middleton no Royal Ascot

Ao dar o ar de sua graça na Royal Ascot, a mais tradicional corrida de cavalos britânica, Middleton foi uma das mais bem-vestidas do evento. Combinando renda macramê, tule e poás, o conjunto romântico e cheio de textura da grife Elie Saab é avaliado em aproximadamente 7.860 reais. O preço salgado, contudo, não impediu que as peças esgotassem em pouco tempo das lojas.

Reinvenção

Provando que não vê problema em repetir os looks e que é fã de Alexander McQueen, em 2019, Kate voltou a usar um modelito com o qual já havia comparecido ao BAFTA dois anos antes. Contudo, para a aparição mais recente, o vestido passou por algumas alterações, ganhando mangas delicadas que suavizaram o decote anterior.

claudia

Giovanna Grigio celebra seu aniversário com um textão nas redes sociais
Giovanna Grigio celebra seu aniversário com um textão nas redes sociais 
Foto:Reprodução/Instagram
Resultado de imagem para CGU: Pensionistas do governo federal receberam até R$ 573 mil em dezembro...

A Controladoria-Geral da União publicou uma lista com os rendimentos de novembro e dezembro de 2019 de pensionistas ligados ao Poder Executivo Federal. No total, são cerca de 310 mil pensionistas. Em dezembro, o maior valor foram os R$ 573,3 mil recebidos por uma viúva, em valores brutos.

No mês, o total de pagamentos chegou a aproximadamente R$ 1,66 bilhão, com média de R$ 5.328 por pessoa. Constam 23 pagamentos acima de R$ 100 mil. Em novembro, foram cerca de R$ 3,21 bilhões pagos, com média de R$ 10.358 por pessoa, sendo que 32 foram acima de R$ 100 mil. A lista foi obtida graças a um pedido via Lei de Acesso à Informação (LAI) feito pela Fiquem Sabendo, agência de dados independente especializada em LAI, formada por jornalistas.

Na lista, há pensões vitalícias e temporárias. A pensão mais antiga começou a ser paga em 1939.

Pensões antigas não mudaram com reforma

reforma da Previdência, que entrou em vigor em novembro do ano passado e alterou regras de aposentadoria e pensão para trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos, não mudou o cálculo dessas pensões. Isso porque as novas regras só valem para quem começou a receber o benefício depois da reforma. O TCU (Tribunal de Contas da União), havia firmado entendimento de que filhas solteiras maiores de 21 anos que recebem pensão de pais servidores públicos poderiam perder o benefício, se tivessem outra fonte de renda que garantisse a subsistência. Uma liminar em 2018 do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, porém, derrubou essa decisão, mantendo o direito ao pagamento.

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Ao falar da suposta demissão do ministro da Justiça, Sérgio Moro, em agosto de 2019, o jornal O Globo afirma que ela teria sido impedida pelo general Augusto Heleno, Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Mesmo que o general já tenha desmentido todas as informações peremptoriamente. O presidente Jair Bolsonaro ironizou em suas redes sociais o que chamarei, por caridade, de deslize. Embora estou a falar de um dos maiores e mais importantes jornais do Brasil.

“Essa imprensa é uma vergonha. Lê meus pensamentos e ministros se convencem a não demitirem a si próprios. KKKKKKKKKKKKKKKKK”, farpeou Bolsonaro.

O Globo corrigiu a manchete, mas o registo ficou.

É difícil entender a estratégia da imprensa que definha dia após dia. Luta incansavelmente para morrer o mais rápido possível, enquanto todo ser vivo luta pela sobrevivência. O que diria Paulo Francis ao ver esses órgãos de imprensa atuais

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Anísio foi condenado a 48 anos prisão em 2012 Foto: Marcos Tristão - 16/10/0/2007 / Agência O Globo

Anísio foi condenado a 48 anos prisão em 2012 Foto: Marcos Tristão
– 16/10/0/2007 / Agência O Globo

Primeiro, foi a autorização para condenados em segunda instância recorrerem em liberdade. Agora, o Supremo Tribunal Federal (STF) foi além. Em decisões recentes, o presidente da Corte, Dias Toffoli, e o ministro Marco Aurélio Mello permitiram que três bicheiros condenados em segunda instância usufruíssem dessa liberdade passeando fora do Brasil.

Os passaportes dos contraventores estavam em posse da Justiça. Os ministros autorizaram a devolução dos documentos.

A primeira decisão beneficiou Aniz Abrahão David, o Anísio da Beija-Flor, um dos contraventores mais conhecidos do Rio de Janeiro. Condenado na Operação Furacão a 23 anos de prisão em regime fechado, Marco Aurélio deu a ele o direito de passar o Réveillon com a filha no Uruguai, onde ficou de 26 de dezembro a 4 de janeiro. Depois o bicheiro seguiu para a Colômbia, onde chegou dia 6 e poderá permanecer até o dia 28.

Em seguida, João Oliveira de Farias e Lício Soares Bastos, investigados junto com Anísio, pediram o mesmo benefício. O primeiro queria viajar para a Alemanha entre 11 a 24 de janeiro. O segundo iria para a Argentina de 31 de dezembro a 7 de janeiro. O presidente do STF, Dias Toffoli, concedeu os dois desejos durante o recesso, quando a Corte funciona em regime de plantão.

“Cada vez mais ficam desacreditados as autoridades” 

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Kevinho assumiu relacionamento com a modelo Gabriela Versiani - Reprodução/Instagram
Kevinho assumiu relacionamento com a modelo Gabriela VersianiImagem:
Reprodução/Instagram

O funkeiro Kevinho se declarou publicamente à modelo Gabriela Versiani, na tarde de hoje, ao assumir o namoro dos dois em postagem feita no Instagram. O artista, que vinha divulgando imagens ao lado dela em redes sociais, escreveu: “Saiba que você já é muito especial pra mim.” “Me apaixonei pelo ser humano de luz que você é”, disse ele na postagem. “Tenho muita sorte em poder te ter por perto e sentir essa sua energia que me traz calma e felicidade”, continuou.

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Conforme publicou a Folha de S. Paulo, a atriz Regina Duarte foi convidada para assumir o comando da Secretaria Especial da Cultura no lugar de Roberto Alvim, que caiu após copiar discurso e estética nazista em pronunciamento. O próprio Jair Bolsonaro teria telefonado para ela, que ficou de responder até sábado, 18. Caso aceite a vaga, Regina terá uma queda enorme de seus rendimentos. Alvim recebia 15.689,26 reais de salário. Na Rede Globo, Regina tem salário fixo de 60 000 reaise passa para 120 000 reais quando está no ar. Procurada por VEJA, a emissora informa que a atriz segue com contrato vigente com a empresa. Regina ainda não comunicou o convite à Globo. A atriz disse dar uma resposta a Bolsonaro até sábado, 18.

A verdade é que Regina Duarte se sente deslocada dentro da emissora, diante da conjuntura do país e da visão dela de mundo. Apoiadora contumaz de Jair Bolsonaro, que por sua vez tem na emissora carioca uma grande inimiga, Regina não tem emplacado personagens marcantes em produções recentes. No fim do ano passado, com os cortes promovidos pela Globo, o nome dela foi falado como um dos que seriam limados – algo que não aconteceu.

André Sturm, Secretário de Audiovisual, também apareceu como cotado para assumir o posto de Alvim. Pessoas próximas a ele negam o convite.

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Regina Duarte pediu mais tempo para decidir sobre o convite do presidente Jair Bolsonaro para que ela assuma o comando da Secretaria de Cultura de seu governo, informou o jornal Folha de S.Paulo. Segundo a publicação, a atriz quer conversar pessoalmente com Bolsonaro na segunda-feira 20.De acordo com a agenda pública da Presidência, Bolsonaro viaja ao Rio de Janeiro na manhã da segunda para um encontro com o prefeito Marcelo Crivella e uma reunião com o comandante da Marinha. O retorno a Brasília está previsto para as 16h20.

O cargo de secretário nacional da Cultura ficou vago depois da derrocada do diretor teatral Roberto Alvim. Escolhido pelo presidente por suas posições conservadoras, ele acabou demitido na sexta-feira 17 depois de gravar um discurso que parafraseava uma fala do nazista Joseph Goebbels, o ministro da Propaganda de Adolf Hitler. Segundo a coluna Radar, o Planalto vê Regina Duarte como “a Sergio Moro da Cultura” – ou seja, alguém com respeito e autoridade para comandar a secretaria.

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O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste sábado, 18, que sancionou o fundo eleitoral com verba de 2 bilhões de reais para o pleito de 2020 “contra a vontade”. Bolsonaro voltou a afirmar que um eventual veto aos recursos poderia implica-lo em crime de responsabilidade. O aval à proposta, anunciado na noite de sexta pelo ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Jorge Oliveira, rendeu críticas de bolsonaristas ao presidente nas redes sociais.“Temos que agir com inteligência. De vez em quando, recuar. Algumas coisas, eu sanciono contra a minha vontade. Outras, eu veto contra a minha vontade também. O Brasil não sou eu”, disse Bolsonaro a apoiadores durante evento em Brasília de seu novo partido, Aliança pelo Brasil, ainda em processo de criação.O presidente declarou ainda que, caso consiga viabilizar sua fundação a tempo de participar do pleito deste ano, a nova legenda não usará a verba do fundo eleitoral.

100 parlamentares

No evento, Bolsonaro reafirmou sua intenção de disputar a reeleição em 2022 e mostrou otimismo quanto ao potencial do Aliança pelo Brasil. Segundo ele, se o partido conseguir se mobilizar, pode formar uma bancada de 100 parlamentares no Congresso daqui a dois anos. Em 2018, o PSL, ex-partido do presidente, elegeu 56 parlamentares.

(Com Agência Brasil)

Daniel Lima

“Quem vota em comunista não é cristão!” “Quem apoia este governo apoia tortura e, portanto, não entendeu o evangelho!” Ambas as frases foram retiradas de postagens de pessoas que se dizem cristãs e, indignadas com posturas por elas consideradas absurdas, saem em defesa de suas ideias. Seria inacreditável – se não fosse tão comum – como cristãos partem para o ataque contra outros cristãos em defesa de posições, partidos e pessoas que não têm o mesmo compromisso de vida com nosso Senhor Jesus Cristo.

Por um lado, posturas assim demonstram onde está a esperança de cada um. Se eu me sinto tão ofendido com a postura do outro a ponto de atacá-lo de forma tão passional, é porque o que tenho de mais precioso foi ameaçado. Será que o que temos de mais precioso é nossa posição política? Será que convicções políticas deveriam tomar precedência à nossa fé? Com isso, sendo brasileiro e passional confesso, não quero dizer que não há razão de indignação, de decepção ou mesmo de ira. Meu questionamento é em que momento minha frustração me autoriza a atacar ou passar julgamento sobre outro?

Quero convidá-los a examinar comigo duas passagens do livro de Paulo aos Filipenses. Em primeiro lugar, importa destacar que a cidade de Filipos era uma colônia de ex-soldados romanos. Os filipenses eram considerados cidadãos romanos por decreto imperial e isentos do pagamento de impostos. O status político era de enorme importância nesta cidade. À medida que uma igreja cristã teve início ali (Atos 16) surgiu uma tensão enorme entre os cidadãos que declaravam que César é Senhor e os cristãos que ousadamente firmavam que Jesus é Senhor. O texto que quero estudar primeiramente é verso 27 do capítulo 1:

27Não importa o que aconteça, exerçam a sua cidadania de maneira digna do evangelho de Cristo, para que assim, quer eu vá e os veja, quer apenas ouça a seu respeito em minha ausência, fique eu sabendo que vocês permanecem firmes num só espírito, lutando unânimes pela fé evangélica…

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Um dos sinais mais importantes dos tempos poderia ser o da globalização econômica e a respectiva tecnologia de apoio.

De maneira impressionante, a Bíblia afirma, com mais de 1900 anos de antecedência, que no final um homem – o Anticristo vindouro – terá toda a economia mundial sob seu controle. Muitos já se perguntaram como isso poderia acontecer. O que seria necessário para unificar as economias dos países do mundo sob um comando central único? As condições básicas para o cumprimento dessa profecia já estão disponíveis.

O ponto de partida bíblico para as discussões sobre um sistema econômico mundial unificado, uma sociedade sem moeda corrente e a profecia sobre o fim dos tempos é encontrado em Apocalipse 13.16-18:

“Também obrigou todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, a receberem certa marca na mão direita ou na testa, para que ninguém pudesse comprar nem vender, a não ser quem tivesse a marca, que é o nome da besta ou o número do seu nome. Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, pois é número de homem. Seu número é seiscentos e sessenta e seis.”

Muitos acreditam que o que acontece hoje diante dos nossos olhos indica de modo angustiante aquilo que ainda nos sobrevirá. A Bíblia não afirma explicitamente que o futuro sistema econômico mundial não utilizará dinheiro vivo. Ela apenas nos comunica que as pessoas deverão ter o sinal da besta para realizar negociações. No entanto, se ainda houvesse dinheiro em moeda corrente sob o reinado do Anticristo, ele teria muita dificuldade em controlar o comércio mundial. Imagine só: se as pessoas continuassem com dinheiro em mãos, elas poderiam comprar as mercadorias no mercado informal. Não havendo dinheiro vivo, elas serão obrigadas a aceitar o sinal da besta. A indisponibilidade de moeda corrente e a implantação de um sistema de transações eletrônicas dariam os instrumentos ao Anticristo com os quais ele poderia controlar totalmente o comércio mundial. A única possibilidade para as pessoas que estivessem fora deste sistema econômico seria realizar trocas; no entanto, estas funcionariam somente enquanto elas tivessem algum bem de valor. Terry Cook, especialista em tecnologias modernas, observa:

Se as pessoas continuassem com dinheiro em mãos, elas poderiam comprar as mercadorias no mercado informal.

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      Foi realizada a primeira Santa Ceia do ano de 2020, na Igreja Evangélica Assembleia de Deus, na cidade de Santa Terezinha PE, neste dia 18/01/2020.

      Com a participação do pastor supervisor Dário Gomes, vindo da cidade de São José do Egito. 

   Estavam presentes também o casal Davi e Werlania, que são daqui, mas estão residindo em São Paulo, os irmãos Antônio Jurema e sua esposa Ana, vindos do Rio de Janeiro. Estavam presentes os membros e congregados da igreja e o obreiro local Pedro João.  É um momento de darmos graças a Deus pela dádiva da vida, por participarmos da última de 2019 e da primeira Santa Ceia de 2020.

                                                      

                        Que Deus nos abençoe para estarmos sempre unidos na presença de Deus.

A influencer se derreteu de amores ao clicar o filho mais velho

Carol Dantas posta linda foto de Davi Lucca e Neymar brinca
Carol Dantas posta linda foto de Davi Lucca e Neymar brinca 
Os líderes evangélicos, segundo especialistas, não representam a maioria dos evangélicos que é negra, feminina e pobre - Créditos: Alan Santos/Presidência da República
Os líderes evangélicos, segundo especialistas, não representam a maioria dos evangélicos que é negra, feminina e pobre / Alan Santos/Presidência da República

São quase sete e meia da noite em uma das unidades da Igreja Pentecostal Deus é Amor, na região central de São Paulo. Depois de uma chuva intensa, os fiéis demoram a chegar. Enquanto o culto não começa e os irmãos não chegam, Serafina Ribeiro, de 36 anos, anda de um lado para o outro, colocando as coisas nos lugares, passando um pano úmido no chão, limpando os ventiladores e sorrindo para quem adentra ao espaço. 

Empregada doméstica, ela está ali há quatro anos, desde que passou por um processo de depressão depois da morte da mãe, na Bahia, enquanto Serafina vivia em São Paulo – chegou na capital paulista acompanhada de sua patroa, com quem sempre morou. Na Igreja, sentiu o “amor de Deus”, parou de sentir angústia e se sente “curada”.

Serafina é o rosto evangélico brasileiro: mulher, negra e de baixa renda. Na Igreja relativamente pequena, se comparada ao Templo Salomão da Igreja Universal, a maioria ali presente confirmou o que levantaram os dados de uma pesquisa de janeiro de 2020, do Instituto Datafolha: um rosto feminino, negro, que ganha até dois salários mínimos por mês e tem apenas o ensino médio completo é rosto da religião evangélica hoje.

Bem diferente, no entanto, é o perfil dos líderes evangélicos que decidem atuar na esfera política, seja nos bastidores ou sob os holofotes. 

Um exemplo é o pastor Edir Macedo. Líder da Igreja Universal do Reino de Deus, fundada no terreno de uma antiga funerária, em 1977, no Rio de Janeiro, ele tem uma fortuna declarada de aproximadamente R$ 2 bilhões, segundo a Revista Forbes. Ele foi um dos apoiadores da campanha de Jair Bolsonaro à Presidência da República em 2018. Resultado: cerca de 70% dos evangélicos declararam voto no candidato abençoado da extrema-direita. A presença de evangélicos na política não é de hoje, mas cresce de forma exponencial. De 1982 para cá, o número de parlamentares declaradamente evangélicos passou de 12 para 90, segundo o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP). A mudança se explica parcialmente pelo aumento vultoso da população evangélica no Brasil, que, no mesmo período, passou de 7,8 milhões para 26,2 milhões. Mas não é só isso. 

                                           Jair Bolsonaro é abençoado pelo pastor Edir Macedo (Foto: Igreja Universal do Reino de Deus)

Um projeto de poder

Especialistas e evangélicos ouvidos pelo Brasil de Fato explicam que o avanço dos evangélicos sobre na política responde a um projeto de poder, instigado pelos líderes religiosos e em aliança com a direita brasileira.

“Com o crescimento dos evangélicos, muitos mais se apresentarão para a política partidária. Isso é natural e esperado. Com a Universal, no entanto, isso mudou”, afirma o pastor Ariovaldo Ramos, de 64 anos, líder da Comunidade Cristã Renovada e um dos coordenadores nacionais da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, formada em 2016. Para ele, a igreja de Edir Macedo se transformou em uma “agência política”, com uma lógica de lógica de ascensão ao poder. 

Em 2008, o pastor Edir Macedo publicou o livro “Plano de Poder”, citando Maquiavel, apresentando Deus como um estadista e Adão e Eva como elementos de um estado de natureza ou de selvageria. “Os cristãos precisam despertar ao toque da alvorada. (…) A emancipação começa com o amadurecimento individual, o inconformismo com certas situações, o consenso em um ideal e a mobilização geral.” 

Dez anos depois, nas eleições de 2018, o plano de poder estava em pleno andamento: foram os pastores, apoiados por candidatos da direita, que levaram parte da população brasileira para as ruas, defende o pastor Ariovaldo Ramos. Aqueles que melhor souberam surfar a onda do crescimento dos evangélicos foram as siglas de direita e extrema direita. 

“É a religião que mais cresce no Brasil e na América Latina e que se cola muito bem a esse projeto de direita que passa pela questão moral e pelo conservadorismo”, afirma Andrea Dip, jornalista e autora do livro “Em nome de quem?: A bancada evangélica e seu projeto de poder”.

Como parte da apuração para o livro, em 2015, Dip foi assistir a um culto evangélico no Congresso Nacional, quando Dilma Rousseff (PT) ainda era presidente. “Até então não sabia que ocorriam cultos evangélicos nesse espaço. O Eduardo Cunha estava lá orando, com a Bíblia na mão. Ali eu percebi que havia um projeto de poder se desenvolvendo.” Entre os valores evangélicos e os da direita, nasceu a esteira necessária para o desenvolvimento desse projeto de poder.

O pastor Ariovaldo Ramos relata a participação de evangélicos na política partidária desde o fim da ditadura militar. As Igrejas Evangélicas, no entanto, tendiam a se manter distantes da lógica partidária. “Nunca passou pela lógica evangélica assumir o poder, influenciar na política. Até porque a fé protestante é a que mais atuou na construção do Estado laico, justamente porque é um cristianismo tardio, que vai ser perseguido, na Cortina de Ferro e, depois, no mundo islâmico”, afirma.

A lógica, entretanto, passou a entender que “era preciso estar no poder para garantir o avanço da fé, principalmente por causa das perseguições”. Com a chegada da Teologia da Prosperidade, explica Ramos, a mudança seria inevitável. Agora, “se você foi eleito por Deus, você tem prosperidade econômica. Aí virou a coluna que você vê na mensagem da Universal e de todas as neopentecostais. Isso é o ovo da serpente, criou um ambiente que nós temos hoje”.

“Os cristãos precisam despertar ao toque da alvorada”, afirma Edir Macedo, no livro, “Plano de Poder” (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Por que o número de evangélicos cresce tanto?

“A mulher negra que está na periferia não tem acesso à cultura, saúde e educação. Aí a Igreja traz saúde, cultura e educação.

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                                            Jair Bolsonaro

Da Época:

A empresa da mulher e filha de Joel Novaes da Fonseca, assessor especial de Jair Bolsonaro, faturou R$ 161 mil com verba de gabinete de deputados do PSL em 2019. A Locar1000 aluga carros. Está registrada em Brasília, no nome de Ghislaine Maria de Oliveira Barros e Leticia Barros Novaes da Fonseca, mulher e filha de Joel. Joel está lotado no gabinete pessoal de Bolsonaro e recebe salário de R$ 13,6 mil. Antes, trabalhou na Câmara para Jair Bolsonaro, em 2016 e 2018, e Eduardo Bolsonaro, em 2015 e 2017. (…)

diariodocentrodomundo

Paolla Oliveira curte festa ao lado de novo affair
                 Paolla Oliveira curte festa ao lado de novo affair Reprodução

Parece que Paolla Oliveira está mesmo de amor novo. A atriz foi vista mais uma vez com seu possível novo affair, o coach Douglas Maluf.

Em um vídeo divulgado pela coluna da Fábia Oliveira, do jornal O Dia, a musa aparece curtindo a festa de sua empresária, Mariana Nogueira, na companhia do gato.Na gravação, os dois dançam juntos e conversam bastante no pé do ouvido em um clima bem de romance enquanto acompanham o show de Elymar Santos, que animou a pista de dança.Em novembro, começaram os rumores de que ela estaria vivendo um romance com o coach. A notícia foi divulgada também por Fábia Oliveira.Um mês depois, em entrevista ao TV Fama, da RedeTv! ela desconversou e ficou visivelmente irritada ao ser questionada sobre o romance, e ainda disparou: “Ai gente, vocês são muito chatos. Deus me livre”.O último relacionamento de Paolla foi com o diretor Rogério Gomes, o Papinha. Os dois terminaram a relação em janeiro de 2019 após 4 anos juntos.

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Resultado de imagem para fundo eleitoral de R$ 2 bi

O presidente Jair Bolsonaro sancionou sem vetos a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2020. O anúncio foi feito ontem (17), pouco antes das 23h, pelo ministro-chefe da Secretaria-Geral de Governo, Jorge Oliveira, num post na rede social Twitter.

A expectativa é que a publicação saia no Diário Oficial da União de segunda-feira (20). O Orçamento, o primeiro elaborado durante a gestão de Bolsonaro, foi sancionado com o fundo de R$ 2 bilhões para o financiamento de campanhas eleitorais.

Com previsão de receitas e despesas totais de R$ 3,687 trilhões para 2020, a LOA foi aprovada em 19 de dezembro pelo Congresso Nacional. O texto tinha até 30 dias para ser sancionado.

O Orçamento deste ano destina R$ 2.375,8 trilhões para o Orçamento Fiscal, R$ 1.189,7 trilhão para a Seguridade Social, e R$ 121,4 bilhões para os investimentos das estatais. Para a rolagem (renovação) da dívida pública, estão reservados R$ 917,1 bilhões.

A LOA projeta cotação média do dólar a R$ 4 e crescimento de 2,32% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país). A inflação oficial pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), está prevista em 3,53% neste ano. A meta da taxa de juros básica, a Selic, é de 4,40%. A meta fiscal para o déficit primário do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) ficou em R$ 124,1 bilhões, ante R$ 139 bilhões em 2019.

Este será o quarto exercício financeiro consecutivo de cumprimento da emenda constitucional do teto dos gastos, que limita o crescimento das despesas públicas pelos próximos 20 anos. Em 2020, as despesas primárias não poderão ultrapassar R$ 1.454.470,30.

Para este ano, o Orçamento estima déficit da Previdência em R$ 326,1 bilhões, o equivalente a 4,3% do PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas no país). Desse total, R$ 241,2 bilhões correspondem ao déficit da Previdência Social, que engloba os trabalhadores da iniciativa privada e das estatais; R$ 43 bilhões do regime dos militares e R$ 41,8 bilhões do regime próprio dos servidores públicos federais civis.

“Está chegando os momentos para o povão receberem alguns litros de gasolina para sair em carretas pelas avenidas, conta de luz, sacos de cimentos, abraços, inúmeras promessas. Vocês sabem quem serão os beneficiados com esta enxurrada de dinheiro? Depois das eleições, a conversa é que receberam a prefeitura com um rombo muito grande, na saúde, educação, agricultura, assistência social, enfim tudo sucateado, em péssimas situações, e o pior é que quando encontra os vereadores e prefeitos, vocês sabem as respostas… lembrem-se nas campanhas anteriores houve muita humilhação e sofrimento e não parar por aí, ainda tem os babões, bajuladores nas portas dos prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, algo que talvez muitos não perceberam. O eleitor sincero que não vive explorando os políticos é esquecido e ficam sem nenhum valor. Sabem que tem o valor? O adversário que trabalha o tempo todo contra os que conseguiram se eleger. E ainda mais, existem os acordos com os politiqueiros que ficam negociando com os votos dos eleitores para ter seus privilégios garantidos. Pensem bem, quem pode mudar esta situação é o povo. Uma boa parte da nação de baixa e média renda vivem em uma situação caótica, e quem pode mudar somos nós. Fiquem de olhos bem abertos.”

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O pagamento do abono salarial do Programa de Integração Social (PIS) do calendário 2019/2020, para os trabalhadores nascidos no mês janeiro e fevereiro, começou nesta quinta-feira (16). De acordo com a Caixa, os valores variam de R$ 87 a R$ 1.039, conforme a quantidade de dias trabalhados durante o ano base 2018.

                     

Os titulares com conta individual na Caixa e cadastro atualizado receberam o crédito automático antecipado na terça-feira (14). Segundo a instituição, são mais de 3,6 milhões de trabalhadores nascidos em janeiro e fevereiro, totalizando R$ 2,6 bilhões em recursos injetados na economia.

Pasep

Os servidores públicos, cadastrados no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), com o dígito final de inscrição 5 e 6 recebem também a partir de hoje. O pagamento é feito pelo Banco do Brasil

Calendário

No caso do PIS, os pagamentos são escalonados conforme o mês de nascimento do trabalhador e tiveram início em julho de 2019, com os nascidos naquele mês. O prazo final para o saque do abono salarial do calendário de pagamentos 2019/2020 é 30 de junho deste ano.

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Consulta

O valor do abono salarial do PIS pode ser consultado no Aplicativo Caixa Trabalhador, no site da Caixa ou pelo Atendimento Caixa ao Cidadão: 0800 726 0207.

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Felipe Neto
Felipe Neto dá opinião sobre cotas públicas e alfineta Bolsonaro(Imagem: Reprodução / Instagram)

Felipe Neto usou seu Twitter para defender o uso de cotas para universidades e concursos, após o assunto voltar a render debates. Em postagem, no youtube mostrou um argumento a favor de contemplar setores da sociedade prejudicados por racismo e ainda alfinetou o governo de Jair Bolsonaro (sem partido).

“É inacreditável alguém ser contra cotas em pleno 2020”, tuitou ele, sem citar nomes. “Um projeto que deu tão certo que nem o governo Bolsonaro ousa mexer. E olha que ele, no comum (sic) de sua burrice, já criticou cotas inúmeras vezes”, comentou o famoso. Crítico do atual governo, Felipe Neto afirmou que o sistema atual precisa de melhoras, mas celebrou a inclusão de pessoas que antes não teriam oportunidades em concursos e universidades.

Pode melhorar? Sim. Tem erros? Tem. Mas foi um imenso passo na inclusão”, defendeu o digital influencer, após a repercussão da declaração do ator Thiago Martins sobre o assunto. O global está sendo criticado ao falar, em entrevista ao canal no Youtube de Bruno Simone, que é contra o sistema de cotas.

A cota, para mim, é vergonhoso no país. O negro bem-sucedido no Brasil ou é jogador de futebol ou a música muda o caminho dele. Ele não tem espaço que nós brancos temos. Eu tenho muitos amigos negros e a gente conversa sobre isso […] Isso [me] dói porque a cor da pele não muda nossa inteligência e nosso caráter, nós somos iguais. A única coisa que muda é nossa pele”, disse ele. Martins completou: “Para que existe cota para os negros? Não! Universidade e escola têm que ser para todo mundo. Emprego tem que ser pra todo mundo. A gente vê exemplos de negros bem-sucedidos pelo país, tanto na música, quanto no futebol, quanto sendo empresário, sendo advogado. Por que tiveram a chance e aproveitaram. Hoje eu aplaudo realmente os discursos”.

“Concordo plenamente, existem inúmeros problema sérios para resolver no país do qual só vê falar em corrupções.”

Com uma política de promoção do embrutecimento e da grosseria, demonstrações de desprezo pelos livros didáticos e paranoia com a doutrinação esquerdista, o presidente Jair Bolsonaro e o ministro Abraham Weintraub afundam o futuro do ensino no Brasil

Crédito: Divulgação

DUPLA INCENDIÁRIA Em vez de desenvolver e melhorar políticas públicas que dão certo, o presidente e seu ministro apostam e se divertem na crítica insensata (Crédito: Divulgação

GESTÃO Armazém em Cajamar onde foram encontrados livros didáticos novos e embalados para descarte: apesar de algumas falhas, o PNLD funciona e atende 48 milhões de alunos (Crédito:Divulgação)

A descoberta de que há 2,9 milhões de livros didáticos acumulados e alimentando traças em um galpão alugado pelos Correios em Cajamar, na região metropolitana de São Paulo, foi chocante. Mais terrível ainda foi a primeira reação do Ministério da Educação (MEC), que ameaçou descartá-los sumariamente num processo que classificou com a rebuscada frase (quem sabe a merecer um latim) “desfazimento de livros inservíveis”. Destruir livros é algo típico de regimes autocratas e períodos de trevas. Os nazistas, por exemplo, começaram a queimá-los em 1933. Obras que não estavam de acordo com suas ideias obscurantistas iam para o fogo. A ditadura militar brasileira também fez isso: em 1977, queimou três toneladas de produtos culturais em um forno instalado no Aeroporto Internacional de Brasília. Agora, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão do Ministério, divulgou uma nota informando que, antes do descarte das obras de Cajamar, haverá uma análise para descobrir o que deve ou não ser aproveitado. Seja como for, o caso demonstra que as intenções do atual governo em relação à educação e ao conhecimento são incendiárias. O presidente Jair Bolsonaro age com displicência e dá sinais claros de que não gosta de livros, sejam didáticos ou qualquer obra que contenha “letras demais” — letrinhas, para ele, talvez só na sopa em forma de macarrão.

Vontade doutrinadora

Ele e seu ministro da Educação, Abraham Weintraub, deram diversas declarações contrárias aos livros selecionados atualmente pelo MEC e à prática da leitura, vistos pelo governo, de um modo geral, como um caminho para a educação esquerdista e ideologizante. Na sexta-feira 3, Bolsonaro, dirigindo-se a apoiadores postados em frente ao Palácio da Alvorada, demonstrou pouco apreço aos materiais distribuídos aos estudantes e disse que são “um lixo”. “Os livros hoje em dia, como regra, são um montão, um amontoado de muita coisa escrita, tem que suavizar aquilo”, declarou. “Estudei na cartilha ‘Caminho Suave’, você nunca esquece. Não é esse lixo que, como regra, está aí. Essa ideologia de Paulo Freire”. Dias depois, Weintraub afirmou que deu uma “boa limpada” no material didático distribuído pelo governo e excluiu “muita porcaria”. “Mas ainda vai sair muita coisa que a gente não gosta”, completou. Para ele, que faz generalizações indevidas e comete erros crassos de português — dias atrás escreveu “imprecionante” no Twitter em vez de impressionante —, a função dos livros é ensinar e não doutrinar. Gorda mentira: é ele quem ideologiza o ensino. O que deveria fazer é ler mais para aprender português.

DISTOPIA Cena do filme Fahrenheit 451, de François Truffault, baseado no livro homônimo de Ray Bradbury: criminalização da posse de livros e destruição do conhecimento (Crédito:Divulgação)

Diante da profusão de absurdos, o futuro do ensino no País preocupa, principalmente quando se considera que o pouco apreço à leitura é a base da “política educacional” que o atual governo quer implantar. Em um Brasil que já lê mal e pouco, muito menos do que seria aceitável, o elogio da ignorância e a preocupação insensata com a doutrinação pode ter efeitos deletérios. “O que é dito por autoridades tem conseqüências e acaba impactando na formação de uma geração”, afirma a professora Cláudia Costin, diretora do Centro de Excelência e Inovação em Política Educacionais da FGV-RJ. “Ainda que haja algum livro didático ruim, temos um problema mais sério que é desenvolver nos nossos jovens a capacidade de análise num nível mais sofisticado porque o ser-humano está sendo substituído por robôs no mercado de trabalho”. É a capacidade analítica que garantirá o emprego dos jovens brasileiros no futuro. Para disputar um lugar melhor no mercado, precisarão ter a habilidade de compreender e traduzir realidades complexas e desenvolver o pensamento abstrato. Sem leitura, isso é impossível. A leitura pressupõe a liberdade; a liberdade pressupõe a crítica; e sem crítica não há aprendizado.

Manobra diversionista

A política brasileira de distribuição de livros escolares, chamada de Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), existe há 30 anos e é uma das mais efetivas e abrangentes do mundo. Ela custa R$ 2 bilhões por ano aos cofres públicos, garante a distribuição de 165 milhões de obras e permite o acesso ao material escolar por crianças e adolescentes nos rincões mais profundos. Os livros são distribuídos para 48 milhões de alunos em cerca de 150 mil escolas de todo o País. “As declarações do presidente revelam um desconhecimento muito grande do conteúdo e dos propósitos dos livros didáticos e podem colocar em xeque o próprio PNLD”, alerta a pedagoga Anna Helena Altenfelder, presidente do Conselho de Administração do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec). “Todas as obras são analisadas tecnicamente e com seriedade por uma comissão de especialistas e produzidas a partir de um edital de licitação. O programa está consolidado, é bom e contribui para a aprendizagem dos alunos”. Anna Helena diz que não consegue entender quando Bolsonaro afirma que há muito conteúdo, muita coisa escrita dentro de um livro. Para ela, trata-se de uma manobra diversionista para tirar a atenção dos problemas realmente importantes da educação.Os livros guardados no armazém de Cajamar, todos novos e ainda embalados, fazem parte da reserva técnica do PNLD. Há sempre uma sobra nas compras anuais que acaba sendo estocada. No caso, trata-se de material acumulado durante 14 anos, entre 2005 e 2019. A reserva técnica é importante porque a realidade do ensino é bastante dinâmica, os jovens mudam de escola e de cidade e é preciso garantir que todos os alunos recebam o material didático. Ainda que o acúmulo revele uma eventual falha de gestão, ela não pode invalidar os inúmeros acertos do programa. Os 2,9 milhões de livros estocados que Bolsonaro quer jogar no lixo, de todas as disciplinas e destinados a todas as séries, representam um custo de R$ 20,3 milhões, considerando o preço unitário de R$ 7. “Não faz sentido destruir livros, ainda que os mais antigos possam estar ultrapassados”, diz Anna Helena. “É preciso ver o que pode ser aproveitado e enviado para as escolas e é importante que haja transparência nesses critérios”. Os livros podem ser destinados para bibliotecas ou escolas públicas ou privadas sem fins lucrativos. Há certamente um bom uso para esse material, mesmo que parte dele esteja desatualizada.

Temas Periféricos

O problema é que o governo atual mostra má vontade com os livros em geral e, em vez de propor políticas públicas ou compreender e estimular as que já existem e funcionam, prefere entrar em discussões ideológicas que nada contribuem para o desenvolvimento da educação. Como é típico de governantes autocráticos, Bolsonaro denuncia a doutrinação de governos anteriores pensando em impor sua própria doutrina. “Há um risco real de retrocesso na educação no Brasil”, afirma Cláudia Costin. “O governo prefere entrar em discussões ideológicas em vez de fomentar políticas públicas bem-sucedidas”. As sucessivas declarações do ministro Weintraub têm gravitado em torno de temas periféricos e irrelevantes que não traduzem as reais necessidades e os desafios da educação no País. Há, por exemplo, um Plano Nacional da Educação (PNE) que foi construído de uma maneira participativa e aprovado pela Câmara dos Deputados quando o próprio Bolsonaro era deputado. O PNE tem 20 metas, como elevar a taxa de alfabetização da população e triplicar as matrículas da educação profissional técnica de ensino médio, que deixam claro quais são as prioridades da área. Essas metas, como lembra Anna Helena, não foram cumpridas, além de terem sido ignoradas pelo governo durante todo o ano passado. No lugar disso lançam-se temas como as escolas cívico-militares ou a escola sem partido, cujo objetivo é criar uma cortina de fumaça sobre as questões importantes.
A Política Nacional de Alfabetização, outro desafio enorme no Brasil, é mais uma iniciativa que vem sendo distorcida. O governo denuncia um problema de método sempre com o argumento canhestro da doutrinação, mas não discute o assunto profundamente e nem demonstra ter qualquer estratégia para implantar um novo modelo. Em vez disso, se dedica a falar mal do educador Paulo Freire, um brasileiro genial e ilustre, e a elogiar a cartilha “Caminho Suave”, que serviu para alfabetizar 48 milhões de brasileiros entre 1950 e 1990, mas hoje está defasada. Tudo o que o governo diz é vago e rancoroso. “Não se pode reduzir a alfabetização ao uso de uma cartilha, que foi utilizada em um contexto muito específico”, afirma Anna Helena. “Quando a gente fala em política de alfabetização, estamos falando de planejamento, formação de professores, definição do número de alunos por sala de aula, livros didáticos e muitas outras coisas”. Observa-se um desconhecimento de qual é a verdadeira atribuição e o papel do MEC e de suas reais necessidades. Houve avanços no acesso à educação, na alfabetização, na avaliação, no desempenho dos alunos, na autonomia dos professores e na gestão democrática, mas ainda são tímidos. E, enquanto isso, o governo pensa mais em destruir do que em construir.

A prova cabal de que Bolsonaro e Weintraub estão se lixando para melhorar a educação pública é a queda do orçamento do MEC para 2020. O corte anunciado foi de 16,2% em relação ao ano passado — de R$ 121,9 bilhões para R$ 101,2 bilhões. Em um sistema de ensino que sofre com falta de infraestrutura, falta de professores e salários baixos, alunos desconectados da internet e que precisa de dinheiro para avançar é uma péssima notícia. A redução orçamentária afeta a educação básica. Como destaca Cláudia, países desenvolvidos que viveram crises econômicas importantes, mesmo em situação difícil, jamais fizeram isso. “Vejo com muita preocupação essa redução de orçamento porque mostra que a educação não é prioridade”, diz ela. Sob as rédeas de Bolsonaro caminhamos para uma distopia muito bem representada no livro Fahrenheit 451, do americano Ray Bradbury, que mostra uma sociedade em que os livros foram proscritos e tê-los em casa era crime. Corremos o sério risco de o País se tornar uma enorme fornalha.

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