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REFLEXÕES DO PASSADO E PRESENTE: PERSPECTIVA DE MELHORA PARA O FUTURO


 

Monthly Archives: agosto 2018

  Foi realizado neste dia 18.08.18 o aniversário de 15 anos de ARIADNE. Filha do casal Adriano & Ana Cristina, com o tema “Em um sonho no Cirque du Soleil”.

   O evento grandioso, aconteceu no Clube Municipal de Santa Terezinha PE. Contou com muitas atratividades e um grande número de pessoas. Muito organizado, numa festa linda. ARIADNE, viveu realmente seu dia de princesa”.

                 

ACESSEM O VÍDEOS VAJAM ALGUNS  FLASH

“Nossos parabéns! em nome do blogdozefreitas.com.br, a jovem debutante, toda família e orgazizadores deste lindo evento”.

Emanuelle Araújo Abre (Foto:  )

Por causa do sucesso da série Samantha!, produção da Netflix disponível na plataforma streaming desde o início de julho, Emanuelle Araújo tem sido confundida nas ruas com sua personagem, que dá título à produção, uma ex-estrela mirim focada em reviver os tempos áureos do sucesso. A confusão é justificada pela busca incansável de Samantha pelo estrelato, enquanto Emanuelle sempre fez o contrário, mesmo quando encarou o desafio de substituir Ivete Sangalo na Banda Eva. “Na Banda Eva eu sentia a cobrança de gostar do sucesso. Eu fazia o show e ia pra casa botar um chinelo. Meu fascínio era em cantar para 100 mil pessoas”, lembra ela.

Dividida entre o trabalho autoral na música — ela é parte da banda Moinho com a percussionista Lan Lanh — e a rotina de atriz de novela da TV Globo — já estrelou oito folhetins –, Emanuelle diz valorizar a possibilidade de se reinventar a cada trabalho e fase da vida. “Não me coloco em prateleiras: ‘sou atriz, sou cantora’. Eu viro a chave. Agora minha vida é filmar Samantha!, longe da minha família, do meu namorado. Depois vai ser outra coisa”, explica ela, que tem se dedicado às gravações da segunda temporada do seriado em São Paulo, com estreia prevista para 2019.

Tem muita gente que vive atrás, é a paixão da pessoa. Nunca foi a minha. Minha relação com a arte sempre teve muito comprometimento com processo. O processo sempre me alimentou muito mais do que o resultado. Às vezes, todo o trabalho de uma novela, a convivência, a experimentação, é mais importante do que a novela ser um sucesso e o personagem bombar. E isso vem do teatro. A arte comunica de diversas formas, não é só no reconhecimento. Se ela faz pensar, sentir, mesmo que você nem saiba se gostou ou não… É isso o que sempre me moveu. Isso e a sobrevivência, claro, porque tenho que trabalhar, tenho uma filha, tenho que ganhar dinheiro, pagar as contas, viver. Então minha relação sempre foi com o trabalho, com a responsabilidade de seguir em frente. Claro que já vivi momentos de relação com o sucesso que, talvez por ter essa relação objetiva com a arte, lidei com simplicidade. Mas ano passado eu lancei meu disco solo (O Problema é a Velocidade, da Deck Disc), que vem da minha cabeça, que digo que é experimental porque minha música sempre esteve ligada à festa, ao carnaval, e esse disco é melancólico, e eu sou absolutamente feliz que seja assim.

Emanuelle Araújo  (Foto: Andre Wanderley)

Emanuelle Araújo Aspas (Foto:  )

Você já deve ter encontrado muitas Samanthas por aí…
Ah, já (risos). Eu vivo há muito tempo no showbusiness e comecei muito nova. Então, a Samantha tem muitas coisas que estavam nas gavetas da minha memória e das minhas próprias experiências. Eu abri as gavetinhas do que vi, vivi, ouvi.

E a série é bem ousada em colocar como protagonista uma anti-heroína.
Ela não é heroína nem anti-heroína, ela é uma pessoa. Pra mim teve muito a ver com o não julgamento. A gente tem mania de julgar as pessoas. E ninguém é uma coisa só. A gente fica no maniqueísmo de bom e mau, e não olha a pessoa como um todo. Meu trabalho com a Samantha foi transformá-la em uma pessoa completa, não em uma caricatura. Desde quando li o texto pela primeira vez eu disse “essa pessoa existe. Posso encontrar com ela na esquina”. Meu trabalho foi fazê-la existir, e para isso é preciso camadas. Ela tem paixão pelos objetivos dela, e a paixão nos seduz muito.

Emanuelle Araújo Aspas (Foto:  )

Você pesquisou os anos 80 e reviu coisas se preparando para a série?
Vi o universo como um todo, não só os programas infantis, mas o comportamento, porque eu sinto que a Samantha parou nos anos 80. Ela ficou presa lá, e mostra isso na maneira de se vestir, de ser, então pra mim era importante aquela energia, o momento áureo. Eu fui uma criança dos anos 80, então mexeu até com a minha memória emotiva, fui lembrando de sensações. Me lembro que as pessoas não paravam para pensar muito porque estávamos em um momento pós-ditadura, a gente precisava de libertação, para depois refletir sobre o que é pedagógico para as crianças, o que é mais humano para as diferenças, que é o que estamos pensando agora, e isso é muito importante. A série discute o politicamente correto, e coloca filhos muito contemporâneos em choque com ela. As crianças são sintonizadas com o que o mundo está vivendo e precisando, e tentam ensinar a mãe, mas a Samantha nasceu pronta (risos).

Emanuelle Araújo  (Foto: Andre Wanderley)

A pesquisa para viver a Gretchen no filme Bingo: o Rei das Manhãs (2017) já te localizou nesse universo?
Bastante, apesar de que com a Gretchen eu fui diretamente nela. Eu vi e li tudo o que você pode imaginar. Fui bem direcionada, eu tinha que ser a Gretchen. Tenho muito respeito por ela, sou fã até hoje. Quando o Daniel Rezende me convidou eu quase não topei. É muito difícil fazer uma pessoa real, que está no imaginário das pessoas, que é um ícone e que tem uma energia muito potente.

E as comparações entre a história de Samantha! e da Simony?
A gente se inspira em vários ícones daquela época. É uma grande brincadeira, com muita ironia. Tem coisas da Gretchen lá também. O que eu mais admiro na Gretchen é que ela tem bom humor. Isso é muito maravilhoso. Ela tem o humor necessário para viver bem. Se você analisar a Samantha, tem similaridade com muita gente, não existiu nada direto à Simony.

Você e a Simony chegaram a conversar?
Não. Nunca nos encontramos. Tenho o maior respeito por ela, sou fã, e é uma homenagem a todas elas. E minha maior inspiração de fato foram as apresentadoras de TV da Bahia, regionais. A Mara começou em uma TV local de Salvador. Tem a Geisa, a Tia Arilma. Uso muita coisa delas. No fundo é uma memória de todas elas.

Você não teve nenhum momento de deslumbre com a fama, como a Samantha?
Infelizmente, não (risos). Eu até queria. Estou gastando tudo em Samantha!. Eu sou Câncer com Capricórnio, com lua em Touro, muito pé no chão. Nasci em Salvador, em família classe média, minha mãe é professora e rala pra caramba, meu pai é do sertão, então nunca tive a onda do glamour. Minha mãe hoje é doutora em universidade, intelectual, e ela merece, mas nessa fase era só trabalho. E minha relação com a arte veio do teatro, meu grupo construía cenário, costurava figurino, então era sério, trabalho. E logo eu engravidei. Engravidei com 16 para 17 anos, então a vida era muito Capricórnio. Quando fui chamada para a Banda Eva eu tinha 20 anos, tinha uma filha de 3, não era boba e sabia que era uma super-responsabilidade, eu era fã da Ivete. Vi como trabalho, “vamos arregaçar as mangas, fazer o melhor que posso”. Era mais uma responsabilidade do que um “cheguei lá”. Esse negócio de chegar lá… Eu acho que estou num caminho ainda com muito o que chegar.

Emanuelle Araújo  (Foto: Andre Wanderley)

Emanuelle Araújo Aspas (Foto:  )

Você não teve vontade de ter mais filhos?
Minha filha está com 24 anos. Teve épocas em que pensei, mas sempre trabalhei muito. Ano passado foi a única vez na minha vida em que me dei um período para estudar, experimentar e ver coisas, porque é importante também ver. Tem uma hora que você precisa parar de fazer e ver. 

Você nunca quis ser vista como uma grande estrela?
Na Banda Eva eu sentia a cobrança de gostar do sucesso. Eu fazia o show e ia pra casa botar um chinelo. Este universo te pede que você viva aquilo intensamente, te cobra que você seja fascinada. Meu fascínio era grande em cantar para 100 mil pessoas, mas eu gosto de me reinventar, não fico muito no mesmo lugar. Chegou uma hora em que ser cantora da banda Eva não ficou mais interessante porque não dava para fazer outra coisa. Eu trabalhava de quarta a domingo e tinha uma filha pequena, o que pesou muito na decisão de sair. Eu não podia fazer um espetáculo de teatro ou pirar e fazer um disco diferente. A gente vivia o “boom” do axé, fui peituda e tinha meu espaço, mas chegou uma hora em que não estava feliz sendo só uma cantora de carnaval. Eu sou também, até hoje, uma cantora de carnaval, mas eu sou também uma cantora de MPB, tenho minha banda Moinho com a Lan Lanh e o Toni Costa, que tem uma pegada de carnaval com rock, e eu sou foliã que pula atrás de trio. Então não me coloco em prateleiras, “sou atriz”, “sou cantora”, eu viro a chave. Agora minha vida é filmar Samantha!, longe da minha família, do meu namorado. Depois vai ser outra coisa. Quando eu saí do Eva eu voltei para o meu grupo de teatro para fazer peça para 50 pessoas. Estava superfeliz, precisava desse momento. Eu tenho interesse real pelas coisas.Emanuelle Araújo Aspas (Foto:  )

Sua primeira novela foi Pé na Jaca, em 2006, quando você tinha 30 anos, o que é considerado tarde para estrear na TV. 
Minha vida é um eterno recomeço. Estou com 42 anos e acabei de ir morar em Nova York, para estudar. Lá eu vou para a escola estudar inglês, de mochila, para a sala de aula, e acho maravilhoso. Você não imagina o tesão que sinto em fazer minha música lá, para pessoas que nunca me viram, e saber que elas gostam do show. Eu tenho tesão no recomeço. Na Globo eu entrei depois de fazer uma peça no Rio com a companhia Os Argonautas, e nesse espetáculo um produtor de elenco me viu e me convidou para um teste. Eu não sabia se era para mim, mas era um papel diferente do que já tinha feito (a cozinheira caipira e cômica Clotilda), e eu adoro desafio. Passei no teste e fui fazer. Foi uma experiência incrível, conheci lá alguns dos meus melhores amigos, Mouhamed Harfouch, Juliana Paes, Dani Valente, Murilo Benício, a gente criou uma galera. Eu tenho essa coisa canceriana de fazer minha casa em todo canto. Vou inventando que é a minha casa, vou fazendo amigos, e hoje meus melhores amigos do Rio eu conheci na Globo, Andreia Horta, Fabíula Nascimento, são minha família.

Sendo uma cantora de carnaval que chega às novelas, você se sentiu inadequada?
Claro! Está aí uma coisa que a Samantha combina comigo. Eu sempre fui meio inadequada. No sentido de que eu não faço muita questão de ter um tipo comportamento, de me vestir como esperam… E a Samantha é uma pessoa inadequada e vive tentando romper essa inadequação. Eu me sinto inadequada e aceito o meu tamanho. Mas penso assim aos 40 anos, porque mais nova e mais imatura eu às vezes pensava “será que eu deveria fazer algo diferente?”. Mas sou inadequada desde criança. Minhas amigas queriam ser fadas e eu queria ser o Sidney Magal (risos). Eu sempre tive sonhos que não eram os mais… Óbvios, talvez. Não sei adjetivar.

Emanuelle Araújo  (Foto: Andre Wanderley)

Emanuelle Araújo Aspas (Foto:  )

Em que momento você achou que precisava fazer algo diferente?
Na Banda Eva eu me sentia absolutamente inadequada. Eu não queria usar as roupas que esperavam que eu usasse… E aí você faz o que? Vai lá e faz, vive, e as pessoas te acham inadequada, e te dizem isso, mas eu bancava as minhas coisas. Então, essa inadequação é uma semelhança minha com a Samantha. E a segurança de bancar sua inadequação de boa.

Como é isso de estar sempre recomeçando?
Eu estou com 42 anos e me sinto com cinco. Sempre fui uma velha nova. Tenho uma energia jovial, mas tenho pé no chão na vida, sou reservada, e ao mesmo tempo sei que tenho muito o que viver. Eu recomeço todo dia e eu esqueço que já fiz tanta coisa (risos) . Eu não fico com essa coisa de “bagagem”, claro que a experiência fica, mas amanhã é outro dia.

Muitas das críticas à Samantha! dizem que você nunca havia tido a oportunidade de mostrar que era tão boa. Você já se sentiu subaproveitada?
Talvez tenha sido culpa minha. Pra mim, fazer a Samantha, que é uma protagonista, que está em praticamente todas as cenas, é diferente de outras coisas que fiz pela quantidade imensa de trabalho, mas o esforço, o empenho que coloco na Samantha é o mesmo que coloquei nos personagens coadjuvantes que fiz. Não mensuro o meu empenho pelo tamanho do papel. Talvez por isso alguns papéis pequenos que fiz ganharam destaque. Minha história na TV Globo é de pequenos papéis que de repente brilhavam. Papel de três páginas vale tanto quanto o que tem vinte. E eu sempre tive o protagonismo da minha vida. Sempre fui protagonista da minha história, e como eu via a importância de todos os personagens, e como isso me satisfazia, eu nunca tive aquela fome, eu nunca desejei muito. Talvez nos últimos anos a própria vida tenha dito “bora”, mas eu também sou muito da galera, eu gosto de grupo. Tanto que meu disco solo eu gravei com 40 anos. Isso me distanciava do protagonismo, eu prefiro estar junto. Mas chegou o momento de estar sozinha, de aceitar o protagonismo em mim.

Emanuelle Araújo  (Foto: Andre Wanderley)

Você se vê em um momento novo da carreira?
O momento novo é assumir esse protagonismo para mim mesma. Encontrar a música que é minha. Venho do coletivo, do carnaval, e isso me entusiasma tanto que eu escutava pouco a minha música. Meu disco trouxe isso, abriu as portas do meu peito para o universo, para decidir qual é o meu. Porque ser protagonista é dar o tom de alguma coisa, é colocar o seu.

E como está sendo ser a protagonista de uma série de sucesso?
Pra mim está sendo igual (risos). Não vou ser hipócrita, é delicioso. Eu vejo uma crítica que diz “a Emanuelle arrebenta” e abro uma garrafa de vinho, viro pro universo e digo “axé!”. Celebro!Emanuelle Araújo Aspas (Foto:  )

Isso é novidade?
É novidade o foco. Tudo o que eu fiz teve reconhecimento. Nem sempre foi direcionado a mim. A minha banda com a Lan Lanh fez sucesso, mas não era só meu, era dividido. Dá prazer eu ter esse destaque, mas vou te falar a verdade, o que mais me apraz é eu sentar, assistir e ficar feliz. Eu tenho medo de assistir e pensar “podia ter sido melhor”. E acontece. Eu assisto tudo. Meu maior crítico sou eu mesma. O que eu mais gosto em Samantha! é ter conseguido fazer uma coisa de verdade. É minha luta. Isso para mim é um alívio, fazer uma coisa bacana. E não tinha ideia se as pessoas iriam gostar.

Você já fez algo que não gostou e foi um sucesso?
Claro, várias (muitos risos)! É o que mais tem! E vice-versa. Tem coisa boa que não comunica. O gosto das pessoas é muito particular. Eu acredito na verdade de cada um. Às vezes você tem uma crítica ruim, mas você fez o melhor, então não se abate, não se deprime. E também não se superlativa (quando a crítica é boa). Você não fica se achando nada. Se você sabe que estava esteado (firme) no seu melhor, você sabe que não rolou, mas você fez e chegou até ali. Se o que você fez tiver um alcance muito maior, você agradece, mas é isso.

Emanuelle Araújo  (Foto: Andre Wanderley)

Do que você gosta de falar, hoje em dia?
O mundo está muito maluco, é um momento perigoso, e a arte tem mais responsabilidade ainda, porque é um grito de liberdade. Estamos acuados, com uma voz de repressão chegando aí, e a diversidade está gritando para ser respeitada, então eu, como artista, me sinto responsável, não dá para ficar querendo brilhar. Claro que quem brilha aparece, quem aparece comunica e se comunicar é bom, então vamos fazer trabalhos para brilhar e para falar o que precisa ser dito, o que a gente acredita. Uma das coisas que mais me encanta nesse sucesso todo de Samantha! é que as pessoas estão questionando como as coisas foram, como são agora, gera uma indagação necessária. Ruim é o formato repetido, que você não precisa pensar mais nada. A gente está precisando pensar, refletir, rir, questionar, ironizar, porque pra mim o que salva a vida hoje é o amor e o humor. Estou muito feliz de fazer sucesso com uma série com este tipo de humor, que faz a gente ver a vida de maneira mais ampla. E tem afeto também, que é o que mais precisamos, ver as coisas com afeto. Que bom que veem a Samantha e a acham maravilhosa, o julgamento sobre ela é amplo. Se tem afeto é porque está comunicando várias coisas. Uma pessoa é um universo.

A repercussão da série tem sido enorme, inclusive fora do Brasil.
Fiquei impressionada. É minha primeira experiência no streaming. Tem um sabor delicioso ser tão plural, são 190 países assistindo. Foi algo que me seduziu muito no processo, e é reflexo do mundo atual, que está tridimensional em todos os aspectos. Todos os espaços têm o seu valor, o seu sabor, a sua força. Sempre apostei muito em coisas diferentes na minha carreira. Tenho anos de trabalho na TV Globo, assim como no teatro, no cinema, na música, e agora isso da internet, é fascinante e está ficando popular. Um dia desses o motorista do Uber, super discreto, perguntou se eu era a Samantha. Torço pela diversidade em todos os aspectos. Inclusive a diversidade de opções de comunicação. É bom para todos. Para os profissionais, para quem assiste. Que a gente tenha espaços potentes por todos os lados e opções poderosas.

Emanuelle Araújo  (Foto: Andre Wanderley)

Muita gente que viu a série não é o público convencional da TV. Te confundem muito com a personagem?
A Samantha virou uma coisa maluca. A internet, as mídias sociais, com tanta informação, a gente vê uma coisa e não sabe de onde veio, o que era, e cria fantasias. E a personagem tem essa relação com a mídia, ela busca o holofote. Ela quer ser interessante e isso proporcionou essa fantasia.

Você torce pela Samantha? Quer que na última temporada ela aconteça, fique famosa outra vez?
Eu tenho tantos sonhos para a Samantha. Sou canceriana, então fico fantasiando, mas deixo para os roteiristas, que são incríveis, e o trabalho deles é o ponto alto da série. Eles são apaixonados pela Samantha, então muita coisa vai acontecer.

Emanuelle Araújo  (Foto: Andre Wanderley)

Agradecimentos:
Fotos: Andre Wanderley
Styling: Igor Migon e Bernardo Biaso
Beleza: Vivi Gonzo
Designer de capa: Gabriel Pontes

Resultado de imagem para REDE GLOBO

Vamos falar francamente: não precisamos de professores de direito internacional para explicar que a decisão do Comitê de Direitos Humanos da ONU vincula, obriga e gera responsabilidade.

O silêncio do grupo Globo decide mais que qualquer juiz no Brasil. A tática agora é não pautar assuntos constrangedores ou aqueles que não podem ser sustentados sem o apelo à mentira. E é por isso que não há muitas linhas sobre o recente caso da ONU, assim como também passaram em branco os “golpes blancos en América latina” alertados pelo Papa Francisco na visita dos brasileiros ao Vaticano. Mas, in dubio, pode ser que as câmeras dos cinegrafistas da emissora tenham contraído uma espécie de vírus, no dia do registro da candidatura de Lula,e se esmeraram em imagens laterais, deixando fora de foco aproximadamente 30 mil pessoas.

Vamos falar francamente: não precisamos de professores de direito internacional para explicar que a decisão do Comitê de Direitos Humanos da ONU vincula, obriga e gera responsabilidade. Para os que têm alergia ao direito internacional, fiquemos com a prata da casa, temos leis de sobra para assegurar os direitos políticos do candidato, leis constitucionais amplamente respaldadas pela legislação-base, sem contar a antecedência, a jurisprudência e a velha e boa “prudência” de não deixar escoar direitos irreparáveis.

Para começo de conversa, a decisão da ONU espelha a legislação pátria: o mandamento decorre dos direitos e garantias constitucionais e da tradição democrática e responsável do direito eleitoral que, mesmo nas brechas da lei que pune quem não tem “ficha limpa”, é cuidadoso com o direito-síntese mais importante do nosso sistema político: o direito de votar e ser votado.

A decisão da ONU complementa o que já temos, mas também é um alerta para que, caso alguma autoridade tenha esquecido de aplicar a lei no curso de um processo não justo, que momentaneamente acalme-se e acautele esses direitos que, não por acidente, são chamados de fundamentais. Em suma, teve um dia ruim? Ficou com vontade de ligar para o carcereiro da Polícia Federal de Curitiba e exigir descumprimento de uma ordem judicial? Lembre-se que a ONU está de olho em você e, com base numa vontade que o Estado brasileiro exarou em 2009, aderindo, via Decreto Legislativo, ao mecanismo de fiscalização universal de direitos civis e políticos, a decisão é mandatória: um imenso “cumpra-se” que abarca a responsabilidade de todo o Estado brasileiro e não somente de um juiz que cometeu crime, mas ainda não foi afastado.

Não prefiro a ironia como forma de escrita, ainda mais quando estamos vivendo no limite do aceitável, quando há gente fazendo greve de fome para que outros não padeçam em consequência de uma crise total que vive o nosso país. Mas por vezes, diante do arbítrio com altas doses de cinismo, recorremos ao sarcasmo para encarar os principais responsáveis pelo agravamento da crise democrática e soberana, pois estão todos nus.

Sob os olhos do mundo, o Brasil se transformou, entre todas as tentativas em curso na América Latina, no case mais escandaloso de perseguição midiático-judicial a um líder político. Escandaloso porque erraram a mão, exageraram e provocaram uma forte reação popular e internacional. O processo de combate à corrupção, preparado para mascarar a trama via “legitimação pelo procedimento”, foi desmascarado logo na origem do chamado Caso Lula, tanto pela defesa do ex-Presidente quanto por argutos juristas que identificaram e denunciaram a prática de lawfare e os atos de exceção no sistema de justiça.

Hoje é transparente o vínculo entre o golpe jurídico-midiático-parlamentar contra Dilma e o ativismo jurídico-midiático contra Lula, processos paralelos e complementares que engolfaram a democracia não apenas pelo comprometimento das eleições de 2018, mas também por revelar limites dramáticos do modelo: agora, amarrando bem – com supremo, com tudo – é possível apear presidentes ou encarcerar candidatos para evitar o acontecimento da democracia. Só se esqueceram dos expertos da ONU.

Nos encontros que temos tido com juristas e cientistas políticos de outros países, essa é a dura mensagem que o caso brasileiro está transmitindo: um alerta para todos os países que vivem a ilusão do acordo possível entre os valores liberais do (neo)constitucionalismo e os direitos dos povos historicamente desgraçados. Na hora certa, quando o mandamento do (neo)contratualismo se resume a “não pactar com a democracia” – racionalidade pós-democrática – os elitismos, incluindo o elitismo judicial, se levantam e falam grosso com los de abajo. É aí que teremos que enquadrar qualquer projeto de reforma do judiciário que se preze, mas isso é assunto de futuro.

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Relatório da CGU mostra que, entre 2010 e 2017, R$ 1,3 bilhão foi pago indevidamente a servidores públicos. Após auditorias, foram encontradas 330 mil inconsistências em folhas de pagamento

Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

MAU EXEMPLO A UFRJ liderou o descontrole nas contas e as ilegalidades (Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Considerado um dos maiores estudiosos sobre administração pública de todos os tempos, o ex-presidente dos Estados Unidos Woodrow Wilson destacava ainda nos idos do século XIX que instituições governamentais, aquelas arcadas com o dinheiro do contribuinte, deveriam ser geridas da mesma forma que no sistema privado: com regras específicas, hierarquias e metas e afins. E que, principalmente, o dinheiro público não fosse administrado como se, por ser de todo mundo, não tivesse dono específico, sujeito, então, a todo tipo de desvio. Bem longe do pensamento do ex-presidente americano, no Brasil o dinheiro público perde-se em benefícios inexplicáveis e indevidos, indo parar nos bolsos de servidores públicos – os eternos barnabés da marchinha de Haroldo Barbosa – em expedientes e irregularidades que, de fato, seriam impensáveis na iniciativa privada, pelo imenso desperdício.

Relatório inédito da Controladoria Geral da União (CGU) ao qual a ISTOÉ teve acesso com exclusividade revela que entre os anos de 2010 e 2017 nada menos que R$ 1,3 bilhão foi pago de forma indevida a funcionários públicos. Foram benefícios ilegais que a CGU, a partir de auditorias, conseguiu recuperar. A conta, na prática, pode ser ainda maior, em razão de alguns organismos que a controladoria não alcança. Há um pouco de tudo nas irregularidades descobertas. Servidores que não tiveram o ponto cortado, apesar de terem faltado ao trabalho, filhas solteiras de ex-funcionários que recebiam pensões mesmo sendo servidoras públicas também, pessoas que recebiam benefícios por gratificações por titularidade mesmo sem ter diplomas que justificassem a benesse, funcionários públicos com carga horária flexibilizada, trabalhando menos do que o mínimo determinado pelo regime do serviço público e até pagamento de horas extras indevidas. Em sete anos, os técnicos da CGU apuraram 72 trilhas de auditorias, ou seja, mais de sete dezenas de diferentes modalidades de desvios. “O resultado das trilhas também é repassado ao Ministério do Planejamento para providências corretivas”, descreve o relatório.

A AUDITORIA
Abaixo, trechos do relatório da CGU que identificou as irregularidades:

Fábio Motta

Os números impressionam. Entre os anos de 2010 e 2014, por exemplo, a CGU apontou 330 mil tipos de inconsistências em folhas de pagamento após auditorias nas folhas de pessoal em todos os órgãos da administração pública federal. Neste período, por exemplo, chamou a atenção o verdadeiro descontrole das contas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Somente no ano de 2012, foram diagnosticados aproximadamente 19,3 mil inconsistências nas folhas de pagamento da instituição. Também chamaram atenção as incongruências nas folhas do Ministério da Saúde e do Trabalho. Na amostra de 2012, foram detectadas 10,7 mil irregularidades nas folhas de pagamento do Ministério da Saúde e outras 10,3 mil no Trabalho.

As auditorias mostram ainda falta de método na concessão dos benefícios. Na mesma Universidade Federal do Acre, um professor demorou três anos para conseguir obter a gratificação merecida depois de concluir seu mestrado. Já um outro obteve o mestrado em 2014 e em 2015 já estava recebendo a gratificação. Mais do que isso, por alguma razão, ele recebeu o benefício de forma retroativa, desde 2006. Esse tipo de inconsistência, para a CGU, gerou um prejuízo de aproximadamente R$ 180 mil.
Indevidos adicionais de insalubridade e flexibilização irregular da carga horária foram outros problemas comuns. “Há reduções da jornada de trabalho concedidas a servidores que trabalham em setores nos quais o atendimento ao público e o trabalho noturno não são características preponderantes dos serviços desempenhados. Verificou-se, ainda, a ausência dos quadros com a escala nominal dos servidores que trabalham no regime flexibilizado”, destaca o relatório. Em linhas gerais, o relatório da CGU assim pode ser resumido: quando se trata o dinheiro público com frouxidão e desleixo, como se não tivesse dono, alguém mais esperto sempre se apropria dele.

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Ex-ministro de FHC destaca que ordenamento jurídico brasileiro reconhece a jurisprudência das decisões do Comitê

Decisão da ONU demonstra que a prisão e perseguição a Lula vem ganhando destaque internacional, segundo Pinheiro. - Créditos: ONU
Decisão da ONU demonstra que a prisão e perseguição a Lula vem ganhando destaque internacional, segundo Pinheiro. / ONU

O diplomata Paulo Sérgio Pinheiro, ex-ministro de Direitos Humanos no governo Fernando Henrique Cardoso, afirmou que o Estado brasileiro deve acatar a decisão do Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas anunciada nesta sexta-feira (17) que reafirma os direitos políticos de Lula como candidato. Pela decisão, Lula deve ter livre acesso à imprensa e não pode ter sua candidatura barrada, antes que sejam apreciados os recursos contra a sua condenação em um “julgamento justo”. Em entrevista à Rádio Brasil Atual, Pinheiro destacou o peso da decisão e a relevância do órgão, que tem jurisprudência reconhecida pelo ordenamento jurídico brasileiro. 

“É claro que a grande imprensa vai dizer que não vale, que é só mais um órgão da ONU. Não é esse o caso. O Brasil se obrigou a cumprir as decisões exaradas pelo Comitê de Direitos Humanos. É uma decisão de um órgão que o Brasil reconheceu a sua competência”, disse o diplomata. “Não se trata de uma opinião de uma consultoria internacional qualquer”, reforçou Pinheiro, também professor aposentado de Ciência Política da Universidade de São Paulo  (USP). 

Ele diz que o governo brasileiro já deve ter sido informado da decisão, e deve encaminhá-la ao Poder Judiciário. Por meio do Decreto Legislativo 311, o Brasil incorporou ao ordenamento jurídico pátrio o Protocolo Facultativo que reconhece a jurisdição do Comitê da ONU e obriga o cumprimento das suas decisões. 

“A opção não respeitar está fora de questão. Pode ser que o governo venha a contestar a liminar, o que seria normal. O que se deve levar em conta é que há um fato novo, e o governo não pode simplesmente dizer que essa decisão não é obrigatória”, explicou Pinheiro. 

Ele destacou ainda que a decisão demonstra a repercussão que a perseguição a Lula vem ganhando no exterior. “Enquanto a imprensa brasileira atua politicamente contra a sua candidatura, tenho acompanhado a imprensa internacional, em jornais como o The Economist, Le Monde, The Guardian, e The Independent, que têm feito editorais mostrando o absurdo da prisão do ex-presidente Lula.”

Edição: RBA

brasildefato

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) já tem condições de analisar o Projeto de Lei do Senado (PLS) 316/2014, que fixa em R$10.991,19 o valor do piso salarial para médicos e cirurgiões-dentistas. O relator, senador Garibaldi Alves Filho (MDB-RN), entregou ao colegiado seu voto favorável à iniciativa. Os quase R$ 11 mil superam o piso previsto na Lei 3.999, de 1961, que é de três vezes o valor do salário mínimo (R$ 937 atualmente).

A proposta também estabelece o reajuste anual do piso pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e fixa a jornada desses profissionais em quatro horas diárias ou 20 horas semanais.

“Entendemos que o novo valor está em consonância com a proposta da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), que recomenda um salário mínimo de R$ 11.675 para 20 horas semanais de trabalho. O estabelecimento de valor muito acima do proposto por aquela entidade poderia levar a problemas, como relações informais na contratação de alguns profissionais. A fixação do piso servirá para conferir segurança a essas categorias, além de reduzir a alta rotatividade”, explicou o relator.

Correção

O autor do projeto, o ex-senador Paulo Davim, afirma que a proposta vai sanar uma irregularidade, visto que a Constituição proíbe a vinculação ao salário mínimo para quaisquer fins.

“É, portanto, inconstitucional a utilização do salário mínimo como indexador de base de cálculo de piso salarial, conforme já pacificado pelo Supremo Tribunal Federal, em sua Súmula Vinculante 4. Assim, estamos propondo os ajustes necessários para que cessem as discussões acerca da lei”, explicou Davim na justificação do projeto.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Não é tudo a mesma coisa, não.

Calúnia (art. 138) é acusar alguém publicamente de um crime.

Difamação (art. 139) é dizer que a pessoa foi autora de um ato desonroso.

Já a injúria (art. 140) é basicamente uma difamação que os outros não ouviram: é chegar e dizer para um sujeito algo que esse sujeito considere prejudicial.

É possível cometer os 3 delitos de uma vez só. Se, num programa de TV, um entrevistado disser que o apresentador é cafetão, estará acusando em público de um crime (calúnia) desonroso (difamação), cara a cara (injúria).

Então, atenção quando for denunciar uma empresa no Facebook ou quiser contar os podres do ex em público. E é preciso cuidado extra com um tipo de vítima: o(a) presidente(a) da República ou qualquer outro(a) chefe(a) de Estado estrangeiro. “Contra eles, mesmo que o ‘criminoso’ tenha dito a verdade, pode ser condenado”, conta Jorge Alberto Araújo, juiz e professor da Universidade Regional de Campinas.

Exemplos práticos

Calúnia
Se você acusar a faxineira de ter sumido com seu dinheiro – ou seja, um crime – sem ter provas, estará sendo calunioso e pode passar de 6 meses a 2 anos preso, além de pagar uma multa. Do trio, é o único em que, se você tiver provas, não é condenado.

Difamação
Contou no almoço que a fulana trai o marido com todo mundo? Difamação. Detenção de 3 meses a 1 ano e multa. Detalhe importante: como o crime é a ofensa à reputação, você está cometendo difamação mesmo que prove as puladas de cerca da mulher do cara.

Injúria
É qualquer xingamento dito diretamente à pessoa. A verdade da acusação não muda nada e, caso resolvam processá-lo, você pode pegar de 1 a 6 meses ou ter que pagar uma multa.

super.abril.com.br

Paulo Câmara (PSB) afirmou que a gestão Temer ‘é um desserviço para o Brasil’ e reforçou apoio ao ex-presidente Lula

Paulo Câmara (PSB)

O governador de Pernambuco e candidato à reeleição Paulo Câmara (PSB), afirmou que se arrepende de ter sido a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) em 2016. Segundo o governador, a posição tomada pelo seu partido era da retirada também do vice-presidente Michel Temer (MDB) e a convocação de novas eleições. Ainda segundo Câmara, o governo Temer é um desserviço para o Brasil. 

                                                                 

“Eu estou fazendo o que posso fazer, não vou entrar em conchavo e não vou baixar a cabeça para o Governo Federal. Defini minha posição no impeachment com base no que foi discutido pelo partido [PSB]. No nosso entendimento, tinha que sair Dilma e Temer, convocando novas eleições. O presidente Temer trouxe um desserviço ao Brasil, a população sofre muito mais. Hoje me arrependo do impeachment, no contexto histórico. Temer foi pior que Dilma, sem menor dúvida”, disse Paulo Câmara em entrevista à Rádio Jornal nesta quarta-feira (16). 

“É lamentável, o governador com este arrependimento, tarde demais. O sr. tem conhecimento que o povão era contra a este impeachment, mas a maioria dos políticos não aceitam a opinião do povão, fazem o que bem querem sem ouvirem as manifestações do povo”.

Ainda dentro do assunto, Paulo Câmara reforçou apoio ao ex-presidente Lula. “Já tive várias vezes com Lula e sempre com conversas muito grandes e sinceras, o olhar que ele tem pra PE faz qualquer governante ter certeza das intenções dele no Nordeste. Estou muito ciente do momento que passa o Brasil, é necessário reconhecer o que ele fez para PE e para o Nordeste do Brasil, por isso apoiamos”, comentou. O governador ainda teceu críticas ao Governo Federal. Segundo ele, repasses financeiros para obras como a adutora do Agreste não foram feitos neste ano, acusando a gestão Temer de ‘não ter compromisso com o Nordeste’. “A transposição do RSF começou com Lula. Tinha o compromisso de fazer obras complementares, uma delas é a adutora do Agreste. Tem várias fases para chegar em todo o Agreste. Essa obra ficou parada, retomamos depois de muito esforço. Estamos cobrando recurso, cobrei semana passada, inclusive. É um Governo Federal sem compromisso com o Nordeste. Temos a expectativa que o novo presidente, que seja aqueles que nós apoiamos, mude isso, olhe para o Nordeste”, disse o socialista. 

Educação

“A educação temos que falar de maneira muito clara: é hoje o maior valor de Pernambuco, atingiu o primeiro lugar no Ideb. Melhoramos a infraestrutura. Estamos com 43 escolas técnicas funcionando e sete em construção. Todos os programas da educação estão funcionando. A gente é devedor dos professores, eles tem tido um trabalho muito bom. Tínhamos o compromisso para chegar com o salário de 4 mil, foi possível para aqueles de escola integral. O que temos que ajustar é aquele professor aposentado”

” Promessas são muitas, principalmente em época de política, depois se esquecem. E as quadras poliesportivas? O dinheiro que não está vindo mensalmente para as escolas? Como se explica?

Saúde

“Eu tenho a Upa de Abreu e Lima, Goiâna para entregar e mais três para fazer: Palmares, Escada e Carpina. Todas essas em construção, vamos botar para trabalhar. Mantivemos os hospitais funcionando, tivemos muita dificuldade com hospitais do interior, então estamos investindo em saúde, tanto é que houve um crescimento em consultas, foi o maior investimento da história da saúde. Buscamos, de maneira diária, oferecer saúde de qualidade para a população”.

” É o sassepe, etc?”

Segurança

“A tropa tá motivada e trabalhando, a mudança tá acontecendo. Reduzimos o número de homicídios e roubos. Redução em relação a 2017 e 2016, outras áreas que atingem números que não atingiam desde 2012. Até dezembro vamos ter números compatíveis com o melhor momento do Pacto Pela Vida, que foi em 2013. Todas as áreas está reduzindo. A sensação de segurança hoje nas ruas é totalmente diferente do ano passado”.

“Existem cidades que o efetivo das polícias estão baixíssimo, a violência sempre gradativamente crescente , observem o que acontece na maioria das cidades…”

radiojornal.ne10.uol.com.br

A democracia tem, cada vez mais, se restringido à escolha, a cada quatro anos, de representantes nos moldes liberais. Mas mesmo esse processo limitado conhece um desgaste. Muitas vezes a maioria dos cidadãos, em regimes democráticos tradicionais, simplesmente não vai votar. Clinton foi eleito presidente dos Estados Unidos por menos de um quarto dos eleitores. Você tem insistido que é necessário construir outra concepção e outra prática de democracia. Pode nos explicar por quê?
Todas as pesquisas mostram, não só no Brasil mas no mundo ocidental, o descrédito na figura do político, principalmente dos parlamentares. O eleitorado não apenas está apático como revela um certo desprezo pelas instituições políticas. Em todo mundo discute-se os problemas da democracia representativa. A prática legislativa anda tão viciada que leva a um desgaste da própria idéia de representação. A apatia existe mesmo nos países em que a representação não tem vícios escancarados como no caso brasileiro.

Defendo, desde antes da Constituinte de 1986, o desenvolvimento de uma democracia que agrega formas de democracia direta à representação (o que os europeus chamam de democracia semidireta) e fui me aprofundando no tema. Nossa Constituição acolheu, já no preâmbulo, a idéia da democracia direta, quando o artigo primeiro diz que todo poder emana do povo, que o exerce diretamente ou através de representantes. O promissor advérbio “diretamente” abriu a porta para o referendo, o plebiscito, a iniciativa popular legislativa, além de outros mecanismos ligados à área do Judiciário. Eles estão esperando regulamentação, como muitas coisas na Carta de 1988. Mas a porta foi aberta.

teoriaedebate.org.br/1998/10/01/maria-victoria-benevides/

Barroso é confirmado como relator de registro da candidatura de Lula

(Arquivo) Foto tirada em 1º de março de 2018 mostra o

ex-presidente Lula em São Paulo

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rosa Weber, decidiu hoje (16) que o ministro Luís Roberto Barroso será o relator do pedido de registro de candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ministra ainda não decidiu sobre quem irá julgar os pedidos de impuganção da candidatura do candidato. A decisão da ministra foi necessária após o ministro Barroso pedir à presidência do TSE que avalie se o registro para concorrer nas eleições de outubro e as impugnações devem ter o mesmo relator.  Os advogados do PT também pediram que o caso fosse esclarecido.

Ontem (15), poucas horas depois de o PT entrar com o pedido de registro da candidatura de Lula à Presidência da República, o Ministério Público Eleitoral (MPE) protocolou uma impugnação (questionamento), argumentando que o ex-presidente não é elegível, de acordo com os critérios da Lei da Ficha Limpa. O registro foi distribuído para o ministro Barroso.

Outras duas impugnações, movidas pelos candidatos a deputado federal Alexandre Frota (PSL) e Kim Kataguiri (DEM), também foram protocoladas, mas antes de o pedido de registro de Lula ter sido incluído no sistema do TSE. Assim, tais questionamentos acabaram sendo distribuídos a outro relator, o ministro Admar Gonzaga.

istoé

Os R$ 833,7 milhões em bens declarados pelos candidatos a presidente mostram que os políticos têm gasto seu dinheiro com compras relativamente comuns. Foram declarados 19 automóveis, 14 casas, 14 apartamentos. São 10 os terrenos declarados pelos candidatos. Há, ainda, 3 imóveis em zona rural sem produção agropecuária, cujo nome técnico é “terra nua”. Uma chácara com casa, por exemplo, pode se encaixar nessa categoria. Os números, porém, devem ser maiores. Henrique Meirelles declarou um apartamento de R$ 21.877.940,30, mas a cifra na verdade é a soma dos valores de quatro imóveis, segundo disse ao Terra a assessoria do ex-ministro. Isso teria sido feito por causa da ausência de um campo “apartamentos”, no plural, para preenchimento na declaração de bens. Outros candidatos declararam imóveis do tipo individualmente. De acordo com a assessoria de Meirelles, esse problema deverá ser resolvido quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedir o detalhamento das declarações.

O Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília

O Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília

Foto: Dida Sampaio / Estadão Conteúdo

Bens incomuns

Mas também há patrimônios pouco usuais. José Maria Eymael (DC), por exemplo, tem duas embarcações. De acordo com a declaração de bens do candidato, uma vale R$ 7.000,00 reais e a outra, R$ 123.770,00.

Segundo o político, trata-se de uma lancha e sua balsa salva-vidas. “Essa lancha está na marina Indaiá em Bertioga [litoral de SP]”, explicou o presidenciável. Ele mesmo pilota o barco — disse que tem habilitação para navegar até em alto mar.

Há mais uma embarcação declarada entre os bens dos candidatos. O proprietário é João Amoêdo (Novo), e o valor é R$ 4.127.245,00. Eymael declarou também ter uma linha telefônica de R$ 13.610,16. Seriam ações advindas de linha telefônica adquirida no passado. Tempos atrás, quem adquiria uma linha via o valor convertido em participações na empresa de telefonia. Eram artigos caros, e precisavam ser declarados no imposto de renda. Há candidato que mantém milhões no exterior. Trata-se de Henrique Meirelles. Ele informou à Justiça Eleitoral ter R$ 6.895.891,05 em uma conta corrente fora do Brasil.

Para pessoas comuns, parece muito dinheiro. Mas a cifra se dissolve nos R$ 377.496.700,70 que totalizam o patrimônio declarado pelo ex-ministro da Fazenda ao TSE.

Manter dinheiro no exterior não é crime quando a quantia é informada à Receita Federal. Além disso, o ministro já morou fora do Brasil, o que pode ter motivado a criação da conta.

Outra forma de patrimônio inusual nos dias de hoje foi declarada tanto por Meirelles quanto por Eymael – e também por João Amoedo (Novo). Todos eles informaram à Justiça eleitoral serem proprietários de joias, objetos de arte, antiguidades ou similares.

O candidato da Democracia Cristã tem R$ 4.163,84 investidos nessa modalidade. Um cifra modestíssima se comparada aos outros dois. Meirelles tem R$ 917.287,33. Amoêdo chega aos sete dígitos: R$ 1.173.645,00.

Vindos do mercado financeiro, os dois são com folga os mais ricos entre os 13 presidenciáveis. Veja a seguir o patrimônio total de cada um. O Terra organizou por ordem decrescente de valores:

Mesmo estando no Congresso Nacional desde 2014, Cabo Daciolo (Patriota) não declarou bem algum. O salário de deputado é de R$ 33,7 mil.

Guilherme Boulos (Psol) e Vera Lúcia (PSTU) declararam pouca coisa mais que Daciolo. O primeiro afirma ter apenas um automóvel no valor de R$ 15.416,00. A segunda, um terreno de R$ 20.000,00.

terra

TSE deve decidir hoje se Lula participará de debate

Preso e condenado no âmbito da Operação Lava Jato, Lula está preso desde o dia 7 de abril na superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Ao recorrerem ao TSE para conseguirem a participação presencial de Lula no debate da emissora, os advogados do petista entraram com outras solicitações, para garantir pelo menos a participação do ex-presidente no debate por videoconferência ou por meio de vídeos pré-gravados. “Assim, sublinha-se que a cada dia que o Partido dos Trabalhadores tem o seu candidato indisponível, ausentando-se de debates, padece de prejuízos incalculáveis na viabilidade de sua candidatura, não apenas prejudicando-o enquanto agremiação política, mas a todo o direito difuso à democracia”, disseram os advogados de Lula ao TSE. Para a defesa de Lula, mesmo preso, o ex-presidente possui “em sua integralidade todos os seus direitos políticos” e sua condenação no caso do triplex do Guarujá não pode lhe “restringir a pré-candidatura ao cargo de Presidente da República”. Os advogados ainda sustentam que a Lei 9.504, de 1997, conhecida como a “Lei das Eleições”, prevê a participação em debates de candidatos de partidos com representação de, no mínimo, cinco parlamentares, como é o caso do PT. “Sendo assim, percebe-se que o impedimento do exercício regular dos direitos do candidato de que padece o ex-presidente Lula, tem gerado grave falta na isonomia do próprio pleito eleitoral de 2018, o que, com certeza, caso não seja restabelecida a equidade, contaminará todo o exercício cidadão da democracia e aprofundará a crise de legitimidade, já evidente, das instituições democráticas”, observa a defesa de Lula.

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Em 31 de agosto de 2016, após seu marido Michel Temer tomar posse da Presidência da República, Marcela tornou-se primeira-dama do Brasil. Mesmo discreta, muitos fatos de sua vida acabaram aparecendo para a imprensa desde então.

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Foto: Ricardo Botelho/BrazilPhotoPress/LatinContent/Getty Images

Mas alguns detalhes sobre Marcela ainda são pouco conhecidos. Ou você sabia que ela tem uma tatuagem em homenagem a Michel Temer? Confira essa e outras curiosidades sobre a esposa do atual presidente do Brasil.

Após aprovação do julgamento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, agora afastada pelo Senado temporariamente por 180 dias, Michel Temer, o então ex-vice-presidente assume interinamente o Executivo do Poder Federal do Brasil.
Mas, todo líder de governo tem a sua primeira dama: Daniela Lima (Flávio Dino, PCdoB-MA), Camila Vasconcelos (Edivaldo Holanda Júnior, PDT-MA), Marisa Letícia Lula da Silva (Luiz Inácio Lula da Silva, PT). Assim, Temer então não poderia ficar por menos. Em sua companhia está Marcela Temer, que por sinal chama a atenção de todos por sua elegância, beleza marcante e fiel companheirismo ao marido.
Todavia, não só de rosto bonito e finesse se faz uma esposa de presidente, muito menos Marcela Temer. Ela que tem 32 anos, ganha destaque por ser discreta, optar por roupas nada chamativas, os vestidos na altura dos joelhos, algo pouco comum entre as cônjuges dos presidenciáveis; e sonha em ter mais um filho com Michel. A seguir, listamos pelo menos 11 características que você leitor de O Imparcial deveria saber sobre a esposa do presidente interino do Brasil.
1. Casada há treze anos com Michel Temer (na época tinha 20 anos), tem com ele um filho, o Michelziho, de 7 anos;
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2. Bacharel em direito sem nunca ter exercido a profissão, Marcela comporta em seu curriculum vitae um curto período de trabalho como recepcionista e dois concursos de miss no interior de São Paulo (representando Campinas e Paulínia, esta sua cidade natal);
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3. Infelizmente, Marcela não pode estar perto da sua cara metade sempre que quiser. Temer mora de segunda a quinta-feira no Palácio do Jaburu, em Brasília, e ela permanece em São Paulo, quase sempre na companhia da mãe;
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4. Mesmo sendo primeira-dama, ela cultiva hábitos simples do dia a dia, tais como: levar e trazer Michelzinho da escola, cuidar da casa, e um pouco dela mesma também (nas últimas três semanas, foi duas vezes à dermatologista tratar da pele);
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5. Marcela é o braço digital do vice. Está constantemente de olho nas redes sociais e mantém o marido informado sobre a temperatura ambiente;
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6. Apesar de adotar o estilo “do lar” e o modelo tradicional de família, ela não é nem um pouco convencional a começar pela diferença de idade que tem com o Temer, 43 anos;
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7. Mesmo sendo casada com o político de carreira, Marcela nunca se envolveu com causas do meio nem tem aspirações a cargos partidários;
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8. Marcela não segue um padrão entre os extremos, seja aquela que defende a mulher como protagonista da luta por seus direitos individuais e sociais, bem como aquela que adota uma postura mais tradicionalista. Ela é o que lhe compete ser e vive bem com isso;
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9. Antes de se casar, Marcela era modelo. Em 2002, ela participou do concurso Miss Paulínia, no interior de São Paulo, e ficou em 2º lugar. Em seguida foi eleita Miss Campinas e foi vice no Miss São Paulo. A ex-modelo se casou com Michel Temer em 2003 e abandonou a carreira;
10. Marcela Temer tem tatuagem! Isso mesmo, tatuagem! Parece banal listar isso, mas você já vislumbrou a imagem de uma esposa de presidente da república tatuada, mesmo que seja algo discreto na nuca, como é no caso dela?
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11. A esposa de Temer é vaidosa, mas não faz opção por um estilo extravagante, prefere algo mais próximo do nudecom sombreado nos olhos.
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oimparcial.com.br
O ministro Luís Roberto Barroso, durante sessão do TSE – Divulgação/TSE/07-08-2018

Nesta quarta, logo após o registro da candidatura, dois pedidos de impugnação foram apresentados: um de Kim Kataguiri, um dos líderes do Movimento Brasil Livre (MBL) e candidato a deputado federal pelo DEM, e outro do ator Alexandre Frota, candidato do PSL a deputado federal. Os pedidos foram distribuídos para o ministro Admar Gonzaga. O prazo para registro de candidaturas terminou nesta quarta-feira. O próximo passo é a publicação de um edital com todos os pedidos. Isso deverá ocorrer até a sexta-feira. Depois disso, é aberto um prazo de cinco dias corridos (fins de semana inclusive) para que o Ministério Público Eleitoral (MPE) ou qualquer candidato, partido ou coligação possam contestar o registro de candidatura. Caso haja alguma falha ou ausência de documento nesses pedidos, serão dados mais três dias para resolver o problema. Passado o prazo de contestação, o pedido de registro é encaminhado para o relator no TSE. Depois de ser notificado, o candidato tem sete dias para se manifestar sobre o questionamento e contra-argumentar, indicando testemunhas. Abre-se então prazo de quatro dias para que as testemunhas indicadas sejam ouvidas. O TSE pode não conceder esse prazo, se considerar que não há necessidade dos depoimentos para julgar a candidatura. Se não tiver ocorrido nenhuma contestação à candidatura, o próprio relator pode sozinho aceitar o registro. Ou, conforme destacado na noite de quarta-feira, pela minstra Rosa Weber, o relator pode indeferi-lo sozinho, sem ser provocado pelo MPE ou algum candidato, caso entenda não estar presentes as condições de elegibilidade ou compreenda haver alguma causa de inelegibilidade. Caso contrário — se houver contestação à candidatura —, o relator elabora seu voto e o leva para julgamento no plenário do TSE, que, por maioria, decide se barra a candidatura ou não. A lei eleitoral estabelece que todos os pedidos de registro de candidatos, inclusive os contestados, devem ser analisados até 20 dias antes da eleição (17 de setembro).

Barroso já defendeu publicamente a Lei da Ficha Limpa.

— Acho que a lei é boa, importante e sóbria. É uma lei que atende algumas demandas importantes da sociedade brasileira por valores como decência política e moralidade administrativa — avaliou Barroso em 18 de agosto de 2016. Em 28 de setembro de 2017, durante uma sessão do STF, ele alertou para a importância da Lei da Ficha Limpa no sentido de moralizar a vida pública. — Gente honesta paga suas contas elevadas com talão de cheque, cartão de crédito ou transferência bancária. Não é normal as pessoas circularem com malas de dinheiro. A desonestidade foi generalizada e muitas pessoas, muitas mesmo, perderam a capacidade de distinguir o certo e o errado. O país está doente, precisamos interpretar as leis que vão trazer moralidade para o ambiente político — declarou na época.

globo.com

Um grupo do WhatsApp formado por ex-diretores do time de futebol Coritiba estão no centro de uma ação na justiça do Paraná. Bruno Tramujas Kafka foi sentenciado a pagar uma indenização no valor total de R$ 40 mil reais por ter compartilhado prints de mensagens trocadas pelo aplicativo.

De acordo com o processo, os membros do grupo “Indomável F.C” eram diretores do clube, entre eles os vices André Macias e Pierre Boulos, e utilizavam o WhatsApp para tratar de assuntos administrativos e para comentar jogos do time. Kafka havia sido incluído durante o período em que presto serviços ao time. Em 2015, Kafka deixou o Coritiba e também o grupo no WhatsApp, mas levou prints das conversas que teve pelo aplicativo de mensagens. Essas imagens teriam sido enviadas para outras pessoas e outros grupos no aplicativo e também nas redes sociais. Em depoimento, um dos integrantes do grupo afirma que as conversas eram “manifestações de insatisfação com a situação do clube, bem como em relação a determinados dirigentes, grande parte delas em tom de brincadeira, fruto da amizade entre os integrantes e do sentimento comum de amor em relação ao clube”. A defesa alegou que Kafka “agiu unicamente no exercício de sua liberdade de expressão, com o intuito de informar a coletividade de torcedores sobre a forma de gestão empregada no clube de futebol em comento”.Na sentença, o Juiz James de Oliveira Macedo escreveu que “o abuso do direito de informar se deu pela forma como foram divulgadas as notícias, atingindo a imagem pessoal e profissional dos autores”.

Assim, cada um dos oito membros do grupo envolvidos na ação deverá receber R$5.000 por danos morais e também devem receber o valor dos custos processuais no valor de R$2.500,00. A defesa afirma que vai recorrer.

Por email, Bruno Kafka disse ao R7:

“O conteúdo do grupo não está sendo tratado da forma que deveria. Em nenhum momento foi disponibilizado assuntos de cunho pessoal. Tudo o que foi divulgado era ligado ao Coritiba e a gestão do Clube na época, está bem claro isso quando atenta-se às mensagens. Então, tenho convicção que o Tribunal irá avaliar bem a questão e reverter isso.”

R7 tentou entrar em contato com o jurídico do Coritiba, mas o resposánvel está ausente ao longo desta semana.

r7

A extração de ipê nas reservas do Estado do Pará está sendo fraudada para legalizar madeira clandestina. Pesquisadores brasileiros afirmam que as madeireiras estariam superestimando o volume de madeira cuja extração é permitida, de forma a legalizar madeira retirada ilegalmente de áreas de proteção permanente, como a beira dos rios. Fraude em licenciamento ‘esquenta’ ipê ilegal na Amazônia, alerta estudo

Ipês retirados de terras indígenas e de outras áreas de proteção integral são alvo de fraude para legalização da madeira
Ipês retirados de terras indígenas e de outras áreas de proteção integral são alvo de fraude para legalização da madeira

Foto: BBC News Brasil

O trabalho foi publicado em um artigo na revista científica Science Advances. A partir dele espera-se identificar e coibir as empresas e os técnicos de manejo florestal envolvidos nas fraudes.”Os madeireiros estão superestimando os volumes de madeira que alegam existir nas áreas que desejam explorar, especialmente de ipê, que é a madeira mais cara e a mais procurada”, afirma o engenheiro agrônomo Pedro Brancalion, pesquisador na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ) da Universidade de São Paulo, em Piracicaba.

Seu colega na Esalq, o também engenheiro agrônomo Edson Vidal, vai além: “Alguns poucos engenheiros agrônomos responsáveis pela vistoria das áreas de mata a ser explorada inflam o volume das espécies mais valiosas. Fazem isso para poder incluir nos carregamentos legais de madeira troncos de ipê extraídos ilegalmente de reservas indígenas, de áreas de conservação ou nas reservas obrigatórias de mata nativa que cada fazenda é obrigada a manter”. Brancalion e Vidal pesquisam o manejo florestal de espécies nativas tropicais.

Para entender como e por que os planos de manejo estão sendo fraudados, é preciso conhecer o processo legal de exploração de madeira na Amazônia. Cada fazenda na região é obrigada a manter uma reserva florestal que corresponde a 80% da área total da propriedade, conhecida como reserva legal.A extração controlada de madeira nas áreas de reserva legal é permitida, desde que siga certos critérios. Deve-se contratar um engenheiro agrônomo para fazer o plano de manejo e acompanhar o trabalho das madeireiras. Esse profissional deve contar todas as árvores de cada espécie que existem na área que se quer explorar. Ao fazê-lo, ele coloca plaquinhas de identificação nos troncos. Existe um volume máximo de cada espécie comercial, como ipê, jatobá ou cumaru, que pode ser derrubada em cada área. As árvores devem ter um tronco com diâmetro superior a 60 centímetros, ou seja, são árvores maiores e mais antigas. Mas nem todas elas podem vir abaixo. “No caso do ipê, é preciso manter um mínimo de três árvores por hectare, para garantir o repovoamento da área,” diz Brancalion. É a partir da contagem das árvores que o agrônomo tem condições de estimar a quantidade em metros cúbicos de madeira de cada espécie que pode ser extraída naquele local. Essas quantidades fazem parte do plano de manejo, que é submetido à aprovação de fiscais da Secretaria de Meio Ambiente do Pará.Uma vez aprovado o plano de manejo, é emitida uma licença (ou Autorização de Exploração Florestal). Só aí podem ser derrubadas, mas apenas aquelas indicadas no plano de manejo e dentro do volume máximo previsto. O agrônomo responsável deve acompanhar o manejo e colocar placas de identificação, especificando a espécie de cada tora retirada, assim como especificando o toco ao qual pertence cada madeira removida.”Apenas troncos certificados podem circular pelas rodovias, para envio aos centros consumidores no Sudeste do país. Se houver toras sem certificação, o caminhão é barrado pela polícia na estrada,” explica Vidal.”Nos casos que parecem estar sendo fraudados, os madeireiros alegam ter extraído, por exemplo, aquelas dez toras de ipê constantes no plano de manejo aprovado (mas que, na verdade, não existiam na região de exploração)”, diz Vidal.”Mas não é isso que de fato fazem. Os madeireiros derrubam dez árvores, mas talvez metade delas seja ipê, cujos troncos são identificados e carregados nos caminhões. As outras cinco árvores abatidas pertencem, na verdade, a espécies de menor valor comercial, e mesmo espécies não comerciais.”

Somente troncos certificados estão autorizados a circular pelas rodovias brasileiras
Somente troncos certificados estão autorizados a circular pelas rodovias brasileiras

Foto: Ministério do Meio Ambiente / BBC News Brasil

“Os madeireiros ganham duas vezes. Eles cortam e arrastam as árvores de menor valor no lugar de ipês nas áreas legalizadas, e cortam e arrastam ipês de áreas proibidas,” diz o biólogo Saulo de Souza, da Esalq, que também participou da pesquisa. Quanto aos troncos das espécies não comerciais, são simplesmente abandonados na mata para apodrecer. Uma vez que as árvores pouco comerciais são retiradas, o agrônomo responsável pela fraude coloca uma placa em seus tocos indicando que se trata de um ipê. “Mas a outra placa, aquela que deveria ser afixada no tronco de madeira de menor valor correspondente, é na realidade afixado num tronco de ipê, tronco este que foi abatido de forma ilegal, como por exemplo na margem dos rios, onde a extração é proibida,” explica Vidal. “Com a placa indicando que aquele tronco de ipê foi extraído legalmente, a madeira ilegal pode ser transportada normalmente pelas rodovias.”

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Muro foi pintado pela Polícia Militar na comunidade em João Pessoa (Foto: Sargento Pereira/Polícia Militar da Paraíba)Muro foi pintado pela Polícia Militar na comunidade em João Pessoa (Foto: Sargento Pereira/Polícia Militar da Paraíba)

Muro foi pintado pela Polícia Militar na comunidade em João Pessoa (Foto: Sargento Pereira/Polícia Militar da Paraíba)

G1

ABR

Cumprindo o calendário eleitoral, os partidos estão apresentando seus candidatos. Todos para valer? Claro que não.

A CONSTITUIÇÃO

O Brasil vive uma farsa. E nem posso dizer que começou com o golpe de 2016, nem nos governos do Partido dos Trabalhadores (PT). Na verdade, por mais que seja contestado e doloroso reconhecer, ela começa na “redemocratização” e na elaboração da Constituição de 1988. Esta constituição precisava justificar a troca de poder, desejada pelo sistema financeiro internacional, que abrevio por banca, e que alguns denominam Nova Ordem Mundial (NOM). Não foram os movimentos de esquerda, nem um inesperado democratismo dos militares, nem a força do povo. Foi a conquista, no mundo ocidental, de modo absoluto, do poder da banca que levou ao fim os governos militares. E, como é óbvio, buscou novos atores para atuarem pelos seus interesses.  O poder da farda passaria ao da toga. Para aprovação pelas “esquerdas”, pelos movimentos sociais e sindicais, pelos verdadeiros nacionalistas, foram deixadas algumas benesses, uns bombonzinhos na Constituição, logo eliminados por Emendas Constitucionais (EC) dos governos deste esquema antinacional.

Veja dentre as 35 Ecs de Fernando Henrique Cardoso (FHC): EC 6 (extingue a distinção de empresa de capital nacional), EC 7 (concede aos estrangeiros a cabotagem nas costas brasileiras), EC 8 (privatiza as telecomunicações, sem restrições a estrangeiros), EC 9 (abre para estrangeiros o petróleo brasileiro), EC 13 (privatiza o resseguro), EC 17 (permite sua própria reeleição), EC 20 (inicia a reforma da previdência) e EC 23 (acaba com os Ministérios Militares). O Governo Lula já encontrou o terreno arado. Tanto que suas EC, importantes para banca, foram poucas, cinco: EC 40 (flexibiliza a regulação do Sistema Financeiro), EC 45 e 61 (“reforma” do judiciário), EC 41 e 47 (prossegue a reforma da previdência).

A IDEOLOGIA REINANTE

A banca não quer limitações, regulamentações, restrições e muito menos auditorias e controles. Ela quer especular livremente, abocanhar todos os ganhos que a economia possa lhe proporcionar, e ser dona de tudo: empresas, instituições, governos e países.

Pintou seu quadro com o nome de neoliberalismo e atribuiu-lhe a “igualdade competitiva”; a competitividade, o valor maior para o acumulo de bens mobiliários. Se o prezado leu descuidado um formulário de investidor, nem percebeu que a maior importância está no dinheiro disponível e títulos de alta liquidez. Seus imóveis tem avaliação menor.

Porque “mercado” passa a ter a compreensão restrita de mercado de especulação com títulos financeiros. Nada de mercado produtor ou consumidor. Estes são, apenas, para que você pense uma coisa diferente do que lhe estão mandando fazer. Isto é o pós-moderno.

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registro candidatura de Lula
Milhares acompanharam o registro da candidatura de Lula nas ruas de Brasília nesta quarta-feira (15) (Imagem: Claudia Mota)

A candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República foi registrada na tarde desta quarta-feira (15), no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília. Foi protocolado também o Plano Lula de governo, coordenado pelo candidato a vice na chapa, o ex-ministro da Educação Fernando Haddad.

Depois do registro, Lula afirmou, através de carta, que quer que “o povo possa decidir se me dará a oportunidade de consertar o país”.“Vamos nos espalhar pelo Brasil para nas ruas, no trabalho, nas redes sociais, mas principalmente olhando nos olhos das pessoas, lembrar que esse país um dia já foi feliz e que os mais pobres estavam contemplados no orçamento da União como investimento, e não como despesa”, disse o ex-presidente e agora oficialmente candidato.“A candidatura de Lula está registrada. De agora por diante, se a legislação for cumprida, o Lula é candidato até o final das eleições e vai ganhar”, afirmou Haddad.“Agora é irmos para a rua defender Lula, defender o plano de governo e ganhar essa eleição. Não pretendemos arredar pé das ruas até reconduzir o presidente ao Palácio do Planalto. Ele (Lula) manda dizer, por meio de uma carta, que pode fazer muito para tirar o Brasil de uma das piores crises da nossa história.”“Esse é o papel mais famoso da nossa vida. Vamos subir agora para mostrar ao povo”, destacou Manuela D’Ávila, que participará da campanha de Lula. “Vamos fazer essa eleição conversando com o povo, pois estamos conscientes de que as pessoas sabem que com Lula o povo pode voltar a ser feliz. É isso que essa multidão está provando aqui, hoje”.

Manifestantes

Em clima de paz e diversidade, manifestantes explicaram por que acompanharam o registro da candidatura de Lula. “Nunca antes na história desse país alguém conseguiu reunir tanta gente para o registro da sua candidatura”, afirmou o funcionário da Receita Federal Fernando Neves, de 55 anos. Segundo ele, o que move a maioria dos manifestantes é a luta contra a injustiça.“É uma forma de resposta em relação a esse tipo de injustiça que estão fazendo. A população está dando uma resposta necessária e firme. É principalmente pela injustiça que esse povo está aqui. A gente se desloca até onde a gente puder ir para lutar contra isso”, afirmou Neves.

A pesquisadora social Lígia Albuquerque, de 62 anos, diz que há décadas desenvolve trabalhos na região Nordeste, e pôde testemunhar as mudanças vivenciadas pela população durantes os governos petistas.“O povo vivia na miséria, passando fome. Depois das políticas adotadas nos governos do PT, melhorou sensivelmente a vida dessas pessoas, que nunca pensaram em ter um liquidificar em casa. Não pensavam em ter água dentro de casa, não pensavam em fazer uma viagem de avião, ter um celular ou uma televisão. Eram coisas só para os ricos.”Ela diz que agora, durante o governo Temer, fenômenos como a fome, o desemprego e a migração para outras regiões voltaram a assolar a região.“É uma região carente, mas com uma cultura tão rica, e que tem tanto a oferecer ao Brasil, não podemos desperdiçar esse potencial. Esse pessoal vem correndo para São Paulo para arranjar emprego, para depois o paulista dizer que tudo que dá errado na política é culpa dos nordestinos. Faça-me o favor…” Segundo a pesquisadora, em toda a região se referem a Lula como “o pai”, “grande presidente” e “homem que livrou o nordeste da miséria”.

Abaixo, leia a íntegra da carta de Lula:

Registrei hoje a minha candidatura a Presidência da República, após meu nome ter sido aprovado na convenção do PT e com a certeza de que posso fazer muito para tirar o Brasil de uma das piores crises da história. A partir dessa aprovação do meu nome pelas companheiras e companheiros do PT, do PCdoB e do Pros, passei a ter o direito de disputar as eleições. Há um ano, um mês e três dias, Sérgio Moro usou do seu cargo de juiz para cometer um ato político: ele me condenou pela prática de “atos indeterminados” para tentar me tirar da eleição. Usou de uma “fake news” produzida pelo jornal O Globo sobre um apartamento no Guarujá. Desde então o povo brasileiro aguarda, em vão, que Moro e os demais juízes que confirmaram a minha condenação em segunda instância apresentem alguma prova material de sou o proprietário daquele imóvel. Que digam qual foi o ato que eu cometi para justificar uma condenação. Mas o que vemos, dia após dia, é a revelação de fatos que apenas reforçam uma atuação ilegítima de agentes do Sistema de Justiça para me condenar e me manterem na prisão.

Chegou-se ao ponto em que uma decisão de um desembargador que restabelecia a minha liberdade não foi cumprida por orientação telefônica dada por Moro, pelo presidente do TRF4 e pela procuradora Geral da República ao Diretor-Geral da Polícia Federal. Como defender a legitimidade de um processo em que conspiram contra a minha liberdade desde o juiz de primeira instância até a Procuradora-Geral da República?

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