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REFLEXÕES DO PASSADO E PRESENTE: PERSPECTIVA DE MELHORA PARA O FUTURO


 

Monthly Archives: setembro 2019

Congresso em Foco publicou, em primeira mão, nesse domingo (29), o conteúdo de um documento em que um funcionário do Ibama alerta seus superiores que os reforços enviados pelo governo federal para conter os incêndios na Amazônia se recusaram a cooperar em ao menos três operações. A recusa aconteceu porque as ações poderiam resultar em destruição de maquinários de garimpeiros ou madeireiros ilegais. Questionado pela reportagem sobre as ocorrências, o Ministério da Defesa não esclareceu, nesta segunda feira (30), se houve a recusa de ajuda para destruir os equipamentos apreendidos.

No dia 11 de setembro a ajuda das forças enviadas através da Garantia da Lei e da Ordem (GLO) foi negada pela primeira vez, segundo o documento. Funcionários do Ibama solicitaram apoio para ação de combate ao garimpo na terra indígena Trincheira Bacajá, mas por haver a possibilidade “de a apreensão dos bens ter como desdobramento a sua destruição”, a cooperação foi rejeitada.

A segunda situação aconteceu no dia 15 de setembro, quando “a equipe do Ibama que atuaria no Alto Rio Guamá obteve a negativa de apoio do Comando Militar do Norte, também devido ao fato de que dessa ação haveria provável destruição de bens”, afirma o documento.A terceira  recusa foi justificada sob o argumento de que a operação poderia atrapalhar a negociação que estava em curso com os garimpeiros no último dia 23.Diante dos fatos a reportagem encaminhou um e-mail para o Ministério da Defesa, perguntando se a pasta reconhece a autenticidade do conteúdo do documento e qual seria a justificativa para tal recusa.

Abaixo segue a resposta do Ministério da Defesa na íntegra:

“Um país sem rumo”

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Ministro da Justiça, Sergio Moro

A aprovação da lei de abuso de autoridade gerou polêmica e levantou questionamentos. Neste sábado (28), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, utilizou suas redes sociais para comentar uma situação envolvendo a nova legislação. Em sua conta do Twitter, ele falou sobre notícias de juízes pelo Brasil que deixam de decretar prisões preventivas por meio de serem punidos.– Leio na imprensa que juízes estão deixando de decretar a prisão preventiva de assaltantes de bancos e traficantes de drogas por receio de serem punidos pela nova lei de abuso de autoridade e após a derrubada dos vetos do presidente – escreveu.De acordo com Moro, a intenção da lei não era gerar esse tipo de situação. Ele, no entanto, disse que é preciso refletir sobre a nova legislação. – Entendo o receio, alertei para o risco do efeito inibidor e não era essa a intenção do legislador com a nova lei. Mas o fato é preocupante. Para reflexão – completou.

Um destes casos aconteceu na cidade de Garanhuns, em Pernambuco. De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, a magistrada Pollyanna Maria Barbosa Pirauá Cotrim decidiu soltar 12 acusados de assassinatos e tráfico de drogas e de armas por causa da lei de abuso de autoridade.De acordo com ela, “tornou-se crime manter alguém preso quando manifestamente cabível sua soltura ou medida cautelar”.“Diante disso, enquanto não sedimentado pelo STF qual o rol taxativo de hipóteses em que a prisão é manifestamente devida, a regra será a soltura, ainda que a vítima e a sociedade estejam em risco”, afirmou.

“E  agora como vai ser?”

Uma menina de 14 anos morreu enquanto dormia após o celular dela explodir no travesseiro. Segundo a polícia local, Alua Asetkyzy Abzalbek, de Bastobe, Cazaquistão, deixou o telefone conectado ao carregador, colocou o fone de ouvido e deixou o aparelho ao lado do travesseiro. Pela manhã, a garota foi encontrada morta com vários ferimentos no rosto.

Os pais de Alua ainda chamaram o serviço de emergência, mas os paramédicos não puderam fazer nada. Segundo a imprensa local, especialistas analisaram o smartphone constataram que ele explodiu após um superaquecimento. Não foi revelada a marca do telefone nem mesmo se o carregador era original.

metropoles

Vanessa Giácomo curte terceira noite de Rock in Rio 2019

Marina Moschen curte terceiro noite de Rock in Rio

Malvino Salvador e esposa no Rock in Rio  — Foto: Marcos Serra Lima/G1

Malvino Salvador e esposa no Rock in Rio

— Foto: Marcos Serra Lima/G1

Rômulo Estrela e esposa curtem terceiro dia de Rock in Rio  — Foto: Deividi Correa  e Anderson Borde / AgNews

Rômulo Estrela e esposa curtem terceiro dia de Rock in Rio

 Foto: Deividi Correa e Anderson Borde / AgNews

Roger Gobeth e namorada no Rock in Rio 2019 — Foto: Deividi Correa  e Anderson Borde / AgNews

Roger Gobeth e namorada no Rock in Rio 2019

— Foto: Deividi Correa e Anderson Borde / AgNews

Marina Moschen curte terceiro noite de Rock in Rio — Foto: Marcos Serra Lima/G1

Marina Moschen curte terceiro noite de Rock in Rio

— Foto: Marcos Serra Lima/G1

Klara Castanho curte terceira noite de Rock in Rio — Foto: Marcos Serra Lima/G1

Klara Castanho curte terceira noite de Rock in Rio

— Foto: Marcos Serra Lima/G1

Nathalia Dill também foi ao Rock in Rio neste domingo (29) — Foto: Daniel Pinheiro/AgNews

Nathalia Dill também foi ao Rock in Rio neste domingo (29) —

Foto: Daniel Pinheiro/AgNews

Ingrid Guimarães no Rock in Rio

Anaju Dorigon posa para foto em camarote na terceira noite de Rock in RI

Leandro e Natália Guimarães chegam para curtir o terceiro dia de Rock in Rio — Foto: Daniel Pinheiro/AgNews

Leandro e Natália Guimarães chegam para curtir o terceiro dia de Rock in Rio

— Foto: Daniel Pinheiro/AgNews

Sabrina Sato veste look alta-costura de Ralph

Sabrina Sato veste look alta-costura de Ralph & Russo em Paris

(Foto: Marlon Brambilla

semana de moda de Paris tem sido de puro glamour para Sabrina Sato. Hospedada em um hotel cinco estrelas com a mãe e a filha, Zoe Sato Nagle, a apresentadora vem enfileirando uma série de looks que confirmam seu status de ícone fashionista. O mais novo? Um look alta-costura saído da passarela de inverno 2019 da Ralph & Russo, escolhido por Sabrina para um evento agora à noite na cidade luz. O look, carregado no brilho, conta com um chapéu branco à la Bianca Jagger também da linha couture da grife e sandálias pretas Saint Laurent. A Ralph & Russo é a primeira (e até hoje única) marca britânica a receber creditada com o título pela Câmara Sindical de Alta-Costura em mais de um século de história da moda e tem entre suas clientes famosas Jennifer Lopez e Meghan Markle – que usou um look da exclusiva casa inglesa nas fotos de seu noivado com o Príncipe Harry.

vogue

Mariana Goldfarb (Foto: Mônica Palomares)

Cauã Reymond e Mariana Goldfarb desembarcam em Los Angeles no final de agosto e a viagem, desta vez, não foi apenas para lazer.

Enquanto Cauã foi para a cidade do sul da Califórnia fazer um laboratório para um projeto ainda secreto, Mari aproveitou para aprimorar o inglês em um curso intensivo, além de desbravar a cidade de uma forma única aproveitando a natureza e não apenas o glamour do centro da indústria de cinema e televisão. Em entrevista para a Vogue Brasil a modelo que clicou fotos exclusivas por lá com Monica Palomares – fotografa que já clicou Bruna Marquezine e Maisa na Califórnia – contou sobre seus dias na gringa, o que fez de mais interessante, se encontrou com alguma celeb e ainda o que trouxe de especial na mala. Vem ler!

Mariana Goldfarb (Foto: Mônica Palomares)
Mariana Goldfarb (Foto: Mônica Palomares)

Conte sobre sua experiência em Los Angeles
Eu amo viajar! Por conta do meu trabalho, senti que estava precisando aperfeiçoar melhor o meu inglês e já que faríamos uma viagem para Los Angeles, decidi também fazer um intensivão em um curso. Foi ótimo! Nada melhor do que aprender a língua no próprio local. Além disso, queria fazer um roteiro que fugisse um pouco do turismo óbvio da cidade, ficar mais tranquila. Escolhemos Hermosa Beach para nos hospedar, mas fiz um passeio lindo por Palos Verdes, que foi mais conectado com a natureza.

Você foi pra lá por que ou pra que?
Eu fui para descansar e estudar inglês. E eu amo praia, sol e verão, então fomos em uma época perfeita e pude desfrutar de um tudo um pouco com uma vibe tranquila. Era incrível sair para andar de bike pela baia da praia e ver tantas outras pessoas fazendo o mesmo, aproveitando o final de tarde e curtindo o dia.

Indique 3 lugares que não podem ficar de fora da visita por Los Angeles?
Como sou menina da natureza vou indicar os programas ao ar livre, então a parte alta de Palos Verdes, que tem uma igreja de cristal no meio da floresta. Não curti muito Venice, achei a energia ruim, muitos desabrigados, muita droga, não me senti bem lá, mas comemos em um restaurante ótimo chamado Gjelina. Recomendo! Recomendo também pegar uma bike e sair sem rumo.

Você trouxe algum produto com CBD na mala? Está super em alta…
Trouxe sim! Trouxe sabonete e uns óleos, além de umas balinhas com CBD. Tomei uma quando estava com dor de cabeça e não sei se funcionou como placebo, mas a dor de cabeça passou (risos).

O que você trouxe na mala de mais curioso?
Eu adoro chás e produtos mais naturais, tanto para a pele quanto de alimento. Frequentei bastante as lojas naturais e trouxe algumas coisas nesse sentido, mas nada demais.

Encontrou com alguma celeb por lá? Se sim, como foi?

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O ministro da Educacao, Abraham Weintraub Foto: Daniel Marenco / Agência O Globo

O Ministério da Educação (MEC) prepara uma cartilha de “boas práticas” para barrar manifestações políticas dentro de universidades e outras instituições federais de ensino.

De acordo com o MEC, o objetivo é orientar “cidadãos, servidores e gestores” sobre a conduta adequada para evitar “possíveis ilícitos que envolvam os movimentos político-partidários nas instituições públicas de ensino da esfera federal”.Um dos pontos é impedir o uso do patrimônio material e imaterial de uma instituição de ensino, ferindo a Lei 8.429/92, de Improbidade Administrativa (por “patrimônio material e imaterial” entenda-se a estrutura da instituição). A nova cartilha em elaboração pelo MEC foi descrita em um documento enviado ao Ministério Público Federal em 26 de julho. Neste comunicado, o governo afirmou que o material “será enviado a todas as unidades de ensino vinculadas ao Ministério da Educação”, como universidades e institutos federais de educação, e “também será disponibilizado no site” do MEC. Atualmente, dada a autonomia administrativa, financeira, patrimonial e pedagógica prevista em lei das instituições de ensino, denúncias sobre eventuais irregularidades do tipo são feitas por canais oficiais e encaminhadas à ouvidoria da própria instituição ou ao MEC, quando o denunciado é o reitor da instituição.

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A perda de terras antes permanentemente congeladas ameaça liberar ainda mais carbono na atmosfera Foto: MARTIN BERNETTI / AFP

Segundo um painel de cientistas da ONU , as águas dos oceanos vêm subindo, o gelo derretendo e as espécies de animais marinhos vêm mudando de habitat em níveis inéditos, por causa de ações humanas.

E a perda de terras permanentemente congeladas ameaça liberar ainda mais carbono, acelerando esse processo, de acordo com a pesquisa. Há alguma esperança de que os piores impactos possam ser evitados, desde que sejam feitos cortes profundos e imediatos nas emissões de carbono. Este é o terceiro de uma série de relatórios produzidos pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), ao longo dos últimos 12 meses. Os cientistas analisaram como o mundo reagiria se as temperaturas subissem 1,5° C até o final deste século. Eles também relataram como diferentes áreas de terra seriam afetadas pelas mudanças climáticas. No entanto, este novo estudo, que analisa o impacto do aumento da temperatura nos oceanos e regiões congeladas, talvez seja o mais preocupante e deprimente dos três. Em poucas palavras, as águas estão ficando mais quentes, o gelo do mundo está derretendo rapidamente e isso tem implicações para quase todos os seres vivos do planeta.”O planeta está em sério perigo, sofrendo muitos impactos de várias direções, e a culpa é nossa”, disse o coordenador da pesquisa, Jean-Pierre Gattuso. Os cientistas estão “praticamente certos” de que o oceano aqueceu, sem pausas, desde 1970. As águas absorveram mais de 90% do calor extra gerado pelos seres humanos nas últimas décadas, e a taxa de absorção desse calor dobrou em relação à de 1993. 

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Foto: Paulo Lisboa/Brazil Photo Press

FOTO: PAULO LISBOA/BRAZIL PHOTO PRESS

Em baixa, a operação deve explicações sobre o legado de devastações do ordenamento jurídico e da economia

O histórico da prisão, há três anos, do ex-presidente da OAS Léo Pinheiro até sua libertação na terça-feira 17 diz muito sobre duas das características mais nefastas da Lava Jato, pressionar investigados presos até os respectivos depoimentos se encaixarem nas suas teses e aniquilar empresas importantes para o País como se pessoas jurídicas fossem a fonte do mal. Pinheiro só foi solto após sua delação atender às exigências dos procuradores para incriminar Lula. As alterações foram fundamentais ao processo que condenou o ex-presidente por corrupção e lavagem de dinheiro no famoso caso do triplex do Guarujá, em São Paulo.

A empresa de Pinheiro figurava entre as cinco maiores construtoras do País até a intensificação da operação em 2014 e hoje representa “pouco mais de um décimo do que foi em seu auge e está ainda seriamente ameaçada de extinção”, frisa o economista e analista financeiro André Luiz Passos Santos em estudo econômico-financeiro das cinco maiores empreiteiras feito a pedido de CartaCapital. Com números atualizados pelo IGP-DI da FGV até setembro deste ano, o levantamento cobre o período de 2013 a 2017, inclui Queiroz Galvão, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Odebrecht e expõe um cenário de devastação.

PINHEIRO DELATOU LULA E FOI SOLTO, ODEBRECHT SABE QUE SE A SUA EMPRESA QUEBRAR, LEVA OS BANCOS. (FOTO: PAULO LISBOA/BRAZIL PHOTO PRESS/FOLHAPRESS)

Segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Construção Pesada e Infraestrutura, o setor perdeu 1 milhão de empregos entre 2014 e 2019, o equivalente a 40% dos 2,6 milhões de postos de trabalho fechados no período. Cálculos dos efeitos negativos da Lava Jato no conjunto da economia apontam para uma redução entre 2% e 5% do PIB. Um indicador do encolhimento é a redução do número de sondas de perfuração utilizadas pela Petrobras, de 73 unidades entre arrendadas e próprias em 2015 para 22 em 2018, registra o Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra. Outro indicador é o número de trabalhadores empregados na indústria naval, que fornece 80% dos navios e plataformas de exploração usados pela Petrobras. Os empregos nos estaleiros caíram de 71,6 mil em 2014 para 33,1 mil em 2017, computou o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos.

OS EMPREGOS NOS ESTALEIROS BRASILEIROS CAÍRAM DE 71,6 MIL EM 2014 PARA 33,1 MIL EM 2017, REGISTRA O DIEESE. (FOTO: FABIO RODRIGUES POZZEBOM/ABR)

De acordo com o estudo das cinco maiores empreiteiras, a OAS teve, em 2013, um faturamento bruto de quase 7 bilhões de reais e apresentava patrimônio líquido de quase 3,3 bilhões em 2013. No início de 2015, a empresa declarou-se em recuperação judicial e nunca mais apareceu na relação das 50 maiores do País. Seu faturamento previsto para 2019 está na casa de 1 bilhão de reais. O endividamento, que chegou a 9,5 bilhões, foi reduzido a cerca de 2,8 bilhões. Para diminuir a dívida, a empresa se desfez de ativos rentáveis, como as concessões da Linha Amarela e da Rodovia Rio-Teresópolis, de trechos da construção do metrô, todos no Rio de Janeiro, e da concessão do maior e mais lucrativo aeroporto nacional, o de Cumbica, em São Paulo. A empresa abandonou sua atuação em nove países e concentrou-se na sua sobrevivência no Brasil, aceitando obras menores. O endividamento da empreiteira, de 1,36 vezes o faturamento bruto em 2013, subiu para 2,8 vezes.Dizimar empresas não se justifica, mostra o exemplo dos EUA e da Europa, que impõem duras penas aos administradores responsáveis pelos ilícitos, mas punem as empresas infratoras com multas e pouco tempo de suspensão de contratos com os governos, sua principal fonte de receitas, liberando-as mediante compromisso com severos programas de autocorreção, chamados de compliance nos Estados Unidos e de self-cleaning na Europa. A empresa dinamarquesa Atea, líder do mercado de infraestrutura de tecnologia da informação nos países nórdicos e na região do Báltico, foi autorizada em setembro a retomar os contratos com o setor público após dois meses de suspensão por prática de corrupção e depois de aceitar um programa de self-cleaning imposto pelas autoridades. A Alemanha apurou fraudes e puniu executivos de empresas como Volkswagen, Siemens e Messerschmitt, que continuam a produzir e a gerar empregos, e o mesmo aconteceu com a Samsung, na Coreia, e a Airbus, na França. Nos EUA, a WorldCom, segunda maior operadora de telefonia de longa distância no país, a Boeing e a IBM, afastadas das contratações públicas por inidoneidade, voltaram a fornecer ao governo em curto prazo depois de atenderem às exigências da lei. A IBM, por exemplo, retomou os contratos um mês depois do banimento.

Longe do trato jurídico civilizado, as maiores construtoras brasileiras definham, mostra o estudo citado. A Queiroz Galvão, quinta empresa do ranking em 2014, atingiu em 2018 a segunda posição, mas a ascensão não resultou de crescimento. Ao contrário, seu faturamento bruto caiu de pouco menos de 6,4 bilhões no balanço de 2013 para pouco menos de 2,7 bilhões em 2017, uma queda de cerca de 58%. O patrimônio líquido foi reduzido de 2,4 bilhões em 2013 para menos de 1,4 bilhão em 2017, ou cerca de 42% a menos. Subiu no ranking porque suas concorrentes próximas encolheram ainda mais, ou se ausentaram do ranqueamento. Está em recuperação judicial e no cadastro de empresas inidôneas do Tribunal de Contas da União, o que a impede de celebrar contratos com entes públicos. Neste ano, a Queiroz Galvão foi desclassificada da licitação da construção de um trecho de 5 quilômetros e duas estações do metrô de Salvador, obra de 425 milhões de reais. Recorreu, mas tem poucas chances de reverter a decisão. As empresas do grupo (QG óleo e gás e QG Energia) também entraram em recuperação judicial em 2018. O Grupo Queiroz Galvão teve sua dívida estimada em 10 bilhões de reais no ano passado. A Camargo Corrêa, quarta no ranking de 2014, chegou a 2018 em terceiro lugar, mas, como no caso da Queiroz Galvão, também foi seriamente afetada. Seu faturamento bruto em 2013, de pouco mais de 6,5 bilhões, recuou para menos de 1,3 bilhão em 2017, tombo de 80%. O patrimônio líquido despencou de quase 3,8 bilhões para perto de 2 bilhões, em uma redução de pouco mais de 47%. Ainda assim sua situação é considerada a menos dramática entre as grandes empreiteiras, graças aos cerca de 7 bilhões de reais apurados com as vendas da CPFL Energia e da Alpargatas. A companhia desfez-se ainda do controle da Santista e de negócios de cimento em Portugal e Cabo Verde. Ao todo, apurou pouco menos de 15 bilhões de reais com vendas de ativos em quatro anos, dispensou mais de 8 mil empregados e encolheu drasticamente suas carteiras de clientes. O endividamento caiu de 24 bilhões para cerca de 10 bilhões, ou 7,7 vezes seu faturamento bruto.

A Andrade Gutierrez tinha faturamento bruto de pouco menos de 7,3 bilhões em 2013 (era a segunda do ranking em 2014), caindo para pouco mais de 2,4 bilhões em 2016, último ano disponível, pois a empresa está ausente da lista das 50 maiores de 2018. Seu patrimônio líquido recuou de 3,8 bilhões em 2013 para pouco menos de 2,6 bilhões em 2016, redução de cerca de 32%. O principal ativo da empresa, a concessionária CCR, que detém lucrativas concessões de rodovias e outros equipamentos em todo o País, tem sido usada como garantidora da renegociação dasdívidas do grupo, especialmente no exterior. Há um ano, a empreiteira renegociou dívida de 345 milhões de dólares com investidores estrangeiros.

Pagou cerca de 19% da dívida e adiou o vencimento dos 81% restantes para 2021, mas precisou aceitar a elevação dos juros de 4% para 11% ao ano. É talvez a grande construtora que apresenta o maior grau de dificuldade para sair da situação de endividamento. Antes da Lava Jato, tinha cerca de 30 bilhões em sua carteira de obras, e fechou 2018 com menos de 11 bilhões, diagnostica o estudo.

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Rodrigo Janot, ex-procurador Geral da República afirmou em livro de memórias que pensou em assassinar o ministro do STF, Gilmar Mendes - Créditos: EVARISTO SA / AFP
Rodrigo Janot, ex-procurador Geral da República afirmou em livro de memórias que pensou em assassinar o ministro do STF, Gilmar Mendes / EVARISTO SA / AFP

A minha reflexão sobre a vida e a morte, a paz e a guerra vem sendo feita através de vários textos, sendo o mais importante nessa perspectiva O Inimigo Necessário (2015). A recente revelação através das páginas da revista Veja, feita pelo ex-procurador geral da República Rodrigo Janot de que pretendia matar o ministro do STF Gilmar Mendes, permite, como verdadeiro caso clínico, ampliar minha reflexão. A tentativa de homicídio, muito claramente expressa pelo ex-procurador, evidencia a destrutividade intrínseca à pulsão de morte, como também a conexão necessária entre homicídio e suicídio. Evidentemente que diante de toda sorte de ilegalidades que vem sendo cometida nos últimos anos pelo Poder Judiciário brasileiro, essa é a chocante demonstração da presença de narcisismo e paranoia destrutivos na atual conjuntura política.

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Em uma parceria SEBRAE, EMPETUR e Prefeitura de Afogados, o projeto Sertão mais criativo trouxe para a V Feira do Empreendedorismo um importante debate sobre a importância da cultura para o fortalecimento das atividades turísticas nos municípios do Pajeú. A consultora em economia criativa, Larissa Almeida, enfatizou a importância do desenvolvimento territorial a partir da perspectiva do turismo. “Grande parte da demanda turística se dá através da cultura. Isso é uma tendência mundial. E o sertão já tem o ativo que o turista procura. É importante que o cidadão tenha consciência do valor cultural que o local onde ele está inserido tem, para que isso possa ser um atrativo turístico.” A advogada e poetisa Elis Almeida falou sobre o seu trabalho na cadeia produtiva do turismo em Triunfo. Das dificuldades que enfrentou no começo até os dias de hoje, quando se tornou uma referência nesse trabalho, passando inclusive a integrar a RECRIA – Rede Nacional do Turismo Criativo.  “Além da poesia, hoje a gente leva a música também aos nossos roteiros turísticos de Triunfo.” Outro palestrante da noite foi o fotógrafo Cláudio Gomes, também membro do Conselho Estadual de Cultura de Pernambuco. “O sertão precisa se ajudar mais. As cidades precisam dialogar e interagir, para potencializar o Sertão do Pajeú como uma importante rota turística do Estado, enfatizando a nossa cultura, a nossa poesia.” Vice-presidente da Associação dos Secretários Municipais de Turismo de Pernambuco (ASTUR) e Secretário de Cultura, Turismo e Esportes de Afogados, Edygar Santos destacou a importância do planejamento para o sucesso das ações relacionadas à cultura e ao turismo.  “Hoje conseguimos inserir afogados na rota turística estadual da poesia e cantoria. Avançamos no ranking de categorias do mapa do turismo brasileiro, que é atualizado a cada três anos. Isso é fruto do nosso trabalho de valorização do tabaqueiro, do apoio permanente às mais variadas manifestações da nossa cultura, e agora avançando para tornar a Serra do Giz, uma área não apenas de preservação, mas também de turismo de contemplação,” destacou Edygar Santos. Participaram da atividade, a Secretária de Cultura e Turismo de Tabira, Graça Paulino, o Secretário Adjunto de Cultura de Afogados, César Tenório, a diretora da EMPETUR, Graças Novaes, além dos consultores do SEBRAE que coordenam o projeto Sertão mais criativo.

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ARTUR MENINEA / GSHOW

Durante o período de férias de Fátima Bernardes, a jornalista e apresentadora Patrícia Poeta ficou encarregada de comandar as edições diárias do programa matinal “Encontro”, da TV Globo, ao lado de Lair Rennó.

Ao se despedir de sua rápida passagem pela atração, a apresentadora do “É De Casa” caprichou no visual e encantou os espectadores com um look todo lilás que tinha um detalhe que quase ninguém reparou: a parte de cima da produção estava, na verdade, colocada ao contrário. Entenda:

Look de Patrícia Poeta no “Encontro”

 No palco do programa, Patrícia surgiu vestida com uma combinação “tom sobre tom” de blusa de alcinha com bolinhas brancas, colocada por dentro de uma saia longa de barra assimétrica. Para completar, ela usou um scarpin transparente com detalhe na cor lilás, combinando com a roupa. O que ninguém imaginava é que a apresentadora tinha um pequeno segredinho em seu visual. Isso porque a regata que ela usava na ocasião estava posta ao contrário, com as costas viradas para a parte da frente – e esse pequeno truque foi feito de propósito pela figurinista do programa, Rosa Pierantoni.
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                                                                                                                                 ARTUR MENINEA / GSHOW

A “brincadeira” no look da jornalista só pode ser descoberto graças à própria marca que criou a peça. É que no site da loja Le Lis Blanc, a regata é apresentada com uma cordinha horizontal bem no meio do peito da modelo, no que seria a parte da frente da blusa. Patrícia, por sua vez, inverteu a “ordem” da peça e optou por usá-la com um decote mais fechado e alcinhas duplas. O efeito ficou tão lindo quanto o original e mostrou que é possível reinventar o guarda-roupa com pequenos macetes na hora de se vestir. Aprovado?

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ARTUR MENINEA / GSHOW E LE LIS BLANC
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                                                                                                                     GREZOVA OLGA/SHUTTERSTOCK

Que tal comer pão na dieta? É possível não abandonar a iguaria durante um regime de emagrecimento – principalmente se você fizer a sua versão caseira com os ingredientes certos. E há uma receitinha perfeita para não ganhar gordura, que é parte da dieta cetogênica.

O que é a dieta cetogênica?

Quem está sempre em busca de planos alimentares voltados para a manutenção e perda de peso certamente já ouviu falar na dieta cetogênica, que promete emagrecimento com o consumo de grandes quantidades de gordura, ingestão moderada de proteínas e poucos carboidratos. A definição vem da palavra cetose, que é a fase em que o organismo transforma as gorduras ingeridas em ácidos graxos e corpos cetônicos, que vai se transformar em energia para as atividades do dia a dia.

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                                                                                                                   YULIA FURMAN/SHUTTERSTOCK

Como a redução do consumo de carboidratos é um dos pilares do regime, uma boa ideia para seguir a dieta sem sofrer é apostar, por exemplo, em receitas que são livres do macronutriente. Em seu perfil no Instagram, a nutricionista Paola Cariello ensina como fazer um pão cetogênico que pode fazer parte do café da manhã e garantir saciedade sem acúmulo de gordura.

Confira os ingredientes e o passo a passo da preparação:

Receita de pão cetogênico

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                                                                                                   MAREKULIASZ/SHUTTERSTOCK

Ingredientes

  • 1 e ½ xícara de farinha de amêndoas
  • 3 ovos grandes
  • 1 colher de sopa semente linhaça
  • 1 colher de sopa semente girassol
  • 1 colher de sopa semente de gergelim
  • 1 pitada sal
  • Temperos a gosto (como cúrcuma, pimenta preta, alecrim e orégano)
  • 1 colher de sobremesa de fermento em pó

Modo de preparo

Misture todos os ingredientes, deixando o fermento por último. Unte uma forma de bolo inglês com azeite e polvilhe farinha de amêndoas. Leve ao forno, já pré-aquecido a 180°C, por 25 minutos.

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Luciana Gimenez
Luciana Gimenez (Foto: AGnews)

   Ao lado de grandes nomes da Televisão, a apresentadora Luciana Gimenez brilhou no palco do Teleton! Ela foi escolhida para comandar o palco e boa parte das atrações da festa, durante a noite deste sábado (11). Com um look bem ousado, ela chamou atenção dos telespectadores. Abusando da transparência, Luciana esbanjou seu corpo impecável, e suas belíssimas curvas, em um vestido preto. A morena ainda protagonizou de perto, uma apresentação triunfal da sertaneja Nayara Azevedo. A cantora fez um grande espetáculo, e por fim, se emocionou com as histórias lindas das crianças da AACD. Celso Portioli e Ratinho foram alguns nomes que apresentaram o evento, ao lado de Luciana, que recebeu atrações de peso.

Luciana Gimenez
Luciana Gimenez (Foto: Francisco Cepeda/AgNews)
                                      Scarlett Johansson no Festival de Cinema de Veneza 2019 (Foto: Getty Images)

   A tendência dos bastidores da moda brinca que “três é tendência”, mas a lista de famosas que vem apostando no wet hair vai bem além do trio Juliette Binoche, Scarlett Johansson e Ruth Negga no red carpet no Festival de Cinema de Veneza. Dando um tempo na escova, Cleo PiresMiley Cyrus e Adriana Lima também já deram sua versão para a tendência que tem a cara do verão, e injeta imediatamente um toque fresh e sexy a qualquer look. Impossível esquecer, aliás, de Kim Kardashian de efeito molhado total no tapete vermelho do Met Gala deste ano, mostrando como levar a tendência para o look inteiro – incluindo roupa e maquiagem.

                      Adriana Lima no VMA 2019, da MTV (Foto: Getty Images)vogue

  Aniversariou neste dia 27.09.19, o adolescente Alef Gabriel Monteiro Uchôa. Completando 12 anos. Filho de Horácio Fabiano Uchôa de Souza Lira (proprietário da referida PIZZARIA FONAZZO) e de Shirley Sobreira Monteiro.

   O mesmo nascido em 27.09.2007, no hospital da Unimed, na cidade de João Pessoa-PB.

 Os avós paternos: Ubirajara de Souza Lira e Edna Uchôa de Lira estavam presentes ao evento e os demais familiares 

“Nossos parabéns a Alef Gabriel. Muitas felicidades e um futuro muito promissor. Que as bênçãos do Senhor Jesus te acompanhem em toda a sua vida”. São os votos deste blog.

Paolla Oliveira
                                                                                         Paolla Oliveira 

Nesta sexta-feira (27), a atriz Paolla Oliveira teve uma surpresa ao embarcar no carro com o motorista Ronaldo, que teve uma reação inesperada ao ver ela. Ele é fã da personagem Vivi Guedes, interpretada por Oliveira em A Dona do Pedaço.O vídeo viralizou por conta da felicidade dele que, ao viajar com ela, bateu palmas e deu gargalhadas. Paolla registrou tudo e publicou nas redes. “Eu gosto muito da senhora. Estou com a Vivi Guedes!”, disse ele, que ainda chegou a imitar a personagem.

Ele revelou também que para de dirigir na hora da novela, e garante que não perde um capítulo. “Cinco estrelas pra você, Ronaldo. Que divertida a minha volta pra casa. Obrigada por todo carinho comigo e com a @EstiloViviGuedes. Sextou da melhor forma hoje”, disse a atriz, na legenda da gravação. Os fãs e famosos deixaram diversos comentários.“Que fofo”, disse Fernanda Gentil. “Amei”, comentou Isis Valverde. “Ah muito amor”, falou ainda Fabiana Karla. A musa sempre encanta seus fãs com as fotos que publica nas redes.

observatoriodosfamosos

Ao adotar um tom belicista e voltado exclusivamente para as refregas internas, Bolsonaro vira as costas para o mundo ameaçando o comércio e o diálogo multilateral

Crédito:  Don Emmert / AFP
EUA ACIMA DE TUDO Trump foi um dos poucos líderes que cumprimentaram Bolsonaro na ONU. O presidente retribuiu com um “I love you” não correspondido (Crédito:Alan Santos/PR)

O estadista, já dizia Ulysses Guimarães, tem “a posição de suas ideias e não as ideias de sua posição”. Não pode ser um oportunista, aquele que se serve da política em vez de servi-la, e o que só pensa nas eleições futuras e não no futuro do País. É tudo ao contrário do que o presidente Jair Bolsonaro representa e demonstra ser. No púlpito da abertura oficial da 74ª Assembleia Geral da O NU, em Nova York, na manhã da terça-feira 24, o mandatário brasileiro foi ele na essência: um político permanentemente em campanha disposto a atacar inimigos imaginários como se no ringue eleitoral ainda estivesse. Já mira, por óbvio, o pleito de 2022. Os brasileiros – testemunhas de suas diatribes muitas vezes sem nexo e recheadas de informações equivocadas – já estão acostumados. A questão é que, desta vez, o vexame foi internacional – postura essa que pode custar caro ao diálogo multilateral, ao comércio, ao agronegócio e aprofundar o isolamento do País.

Na diplomacia, muitas vezes o tom e a maneira de falar contam mais do que o conteúdo. Bolsonaro parece não compreender essa ou qualquer liturgia que lhe imponha o mínimo de cerimônia. Ao ler um discurso de 32 minutos, preferiu o caminho da retórica belicista, ao adotar um tom contundente e falando quase que aos gritos, como se os microfones não estivessem funcionando, rompendo assim com a tradição dos presidentes nacionais de abrirem o evento com pronunciamentos moderados e pragmáticos.

NÃO VI E NÃO GOSTEI O presidente da França,
Emmanuel Macron, disse que não ouviu o discurso porque
estava “em uma correria” (Crédito: Ludovic MARIN / AFP)

Desastroso

Na toada do confronto, acusou os principais líderes mundiais de estarem imbuídos do “espírito colonialista” por desejarem colocar suas garras imperialistas na Amazônia, repisando as críticas ao presidente da França, Emmanuel Macron, e à chanceler da Alemanha, Angela Merckel. Mesmo sem tê-los citado nominalmente, depois de saudar a índia Ysany Kalapalo, que ele levou à tiracolo a Nova York em sua comitiva, Bolsonaro lançou petardos aos dois integrantes do G7. “Os ataques sensacionalistas que sofremos por grande parte da mídia internacional devido aos focos de incêndio na região despertaram nosso sentimento patriótico. É uma falácia dizer que a Amazônia é patrimônio da humanidade. É um equívoco dizer que a nossa floresta é pulmão do mundo. Além disso, ainda querem nos impor sanções”, esbravejou. Merkel foi filmada cochilando, enquanto Bolsonaro falava. Já Macron não estava no recinto na hora do pronunciamento.“Ele (Bolsonaro) acabou de perder a última chance de ser respeitado”, disse um dos representantes da ONU presente ao espetáculo verborrágico. Ao final, todos foram unânimes em classificar o discurso de Bolsonaro como desastroso.

Os líderes mundiais, que esperavam ouvir propostas mais pragmáticas de um país aberto a trocas de comércio internacional, acabaram servindo de cobaias para o discurso antecipado do presidente brasileiro em relação às eleições presidenciais de 2022. Afinal, Bolsonaro usou a ONU para atingir os inimigos internos, como se estivesse num palanque eleitoral, ao afirmar que os governos do PT aparelharam e corromperam o Estado. Não que, neste caso, seja mentira. Mas, evidentemente, que a ONU jamais deveria ser o foro adequado para regurgitação de questiúnculas domésticas. O presidente mesmo assim lembrou que esses “inimigos” colocaram o País “em uma situação de corrupção generalizada, grave recessão, altas taxas de criminalidade e de ataques ininterruptos aos valores familiares e religiosos que formam nossas tradições”, um quadro que ele teria vindo para mudar, segundo reverberou em toda sua fala. Nem da facada que levou “de um militante de esquerda” ele se esqueceu. Como se falasse apenas para o seu eleitorado cativo, voltou a repetir a ladainha de que os governos petistas deixaram o País à beira do socialismo com a colaboração de Cuba e Venezuela, que, segundo ele, desejavam transmitir ao Brasil suas ideologias, em “busca de um poder absoluto”. Ao dizer que os médicos cubanos vieram ao Brasil desenvolver o programa “Mais Médicos”, em 2013, como parte desse tipo de ameaça à nossa soberania – acordo classificado por ele como um entendimento entre “o governo petista e a ditadura cubana” -, Bolsonaro elevou a temperatura da Assembléia. Resultado: os diplomatas cubanos deixaram o plenário em sinal de protesto. Foi apenas o termômetro do que ainda estaria por vir.

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Foto: Pixabay

FOTO: PIXABAY

Cidadãos se mobilizam em abaixo-assinados pela proteção do Fundo Amazônia e para impedir desmatamento na maior floresta tropical do mundo

A escolha de um ministro controverso. O maior projeto de preservação da Amazônia em risco. A negação dos dados de desmatamento divulgados por um instituto reconhecido internacionalmente. O incentivo à exploração mineral em terras indígenas. A ameaça ao meio ambiente nunca pareceu tão real no Brasil. Pelo menos é o que indicam diversas mobilizações online, surgidas em defesa da Amazônia, que reúnem quase 400 mil apoiadores na plataforma de abaixo-assinados Change.org.    

A postura do governo federal diante da política ambiental tem provocado reações de protesto mesmo de pessoas sem qualquer ligação profissional com a área. Inconformada com os rumos do país no tratamento do meio ambiente, a estudante de Direito Valéria dos Santos Magalhães, que mora em Manaus, decidiu tomar uma atitude pela proteção da maior floresta tropical do mundo: coletou mais de 309 mil assinaturas em uma petição contra o desmatamento. “Vi isso tudo e quis fazer algo”, comenta a manauara. 

Valéria vislumbrava um retrocesso para o meio ambiente ainda durante as eleições presidenciais do ano passado, quando o então candidato Jair Bolsonaro demonstrava defender a exploração da Amazônia pelo agronegócio. Desde então, ela passou a coletar apoios em defesa da floresta. “Eu defendo que a Amazônia deve ser sim explorada, mas de forma consciente, responsável, aberta a pesquisas para que possamos ver o que se pode extrair dela, que seja de bom uso econômico e ecológico, de forma que não a prejudique ou que cause danos quase irreversíveis”, explica. 

VALÉRIA MAGALHÃES NA AMAZÔNIA E COM A TRIBO INDÍGENA DESSANA TUKUNA (FOTO: ARQUIVO PESSOAL)

Motivada pelo desespero, como define, a estudante enxerga com positividade o apoio recebido na mobilização que criou. “Vejo isso como uma evolução positiva da sociedade, uma pessoa motiva a outra e é a motivação o primeiro passo para conseguir mudar o mundo”, diz. Mais do que uma ligação geográfica com a Amazônia, por ter nascido e crescido na capital amazonense, Valéria sempre se interessou pelas questões ambientais por ter um círculo de amigos formado por cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e por estudantes de Biologia. A jovem destaca a preocupação que tem sentido nos colegas. 

“Eles estão bem preocupados e chateados. É muito chato você dedicar a sua vida em pesquisas a favor da Amazônia, do meio ambiente, e ver que nada disso vai valer a pena”, comenta a manauara, ressaltando o descaso do atual governo com os profissionais da área.

Desserviço à sociedade

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Senadores recebem abaixo-assinado e pressionam o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a abrir CPI das Queimadas (Foto: Assessoria Senador Alessandro Vieira)

SENADORES RECEBEM ABAIXO-ASSINADO E PRESSIONAM O PRESIDENTE DO SENADO, DAVI ALCOLUMBRE, A ABRIR CPI DAS QUEIMADAS (FOTO: ASSESSORIA SENADOR ALESSANDRO VIEIRA)

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Senadores e deputados recebem 4,5 milhões de assinaturas coletadas em mobilização para que aumento dos incêndios florestais seja investigado

O Congresso Nacional recebeu, nesta quarta-feira 4, uma campanha mundial que reuniu em apenas 13 dias 4,5 milhões de assinaturas pedindo a instalação de uma comissão para investigar as causas do aumento das queimadas na maior floresta tropical do mundo, a Amazônia. O abaixo-assinado, aberto na plataforma Change.org pelo jovem advogado acreano Gabriel Santos de Souza, de 25 anos, foi entregue a cinco senadores, ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e a outros deputados federais. Criada no dia 20 de agosto, a campanha, que já é a segunda maior hospedada no Brasil, começou a viralizar depois que partículas de fumaça das queimadas florestais se misturaram com uma frente fria e se espalharam pelo Brasil, chegando até São Paulo, o que causou o escurecimento do céu no meio da tarde. A petição ganhou repercussão internacional, com tradução para cinco idiomas – inglês, francês, espanhol, alemão e russo. Depois de reunir 4,5 milhões de apoiadores em mais de 20 países, o advogado Gabriel levou a mobilização até o Congresso Nacional, pedindo que os parlamentares tomem providências práticas para investigar as queimadas. Segundo informações do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), somente em agosto uma área correspondente a 4,2 milhões de campos de futebol – 29.944 km² – foi queimada na Amazônia. O dado é o maior desde 2010.  “Esse nosso abaixo-assinado reforça o clamor da sociedade dentro do Congresso Nacional”, comenta o autor da petição sobre o engajamento de milhões de cidadãos na campanha. Durante a manhã de quarta-feira 4, o abaixo-assinado foi entregue pelo jovem advogado acreano ao presidente da Comissão de Meio Ambiente do Senado, Fabiano Contarato (Rede-ES), e a outros quatro senadores – Alessandro Vieira (Cidadania-SE), Eliziane Gama (Cidadania-MA), Leila Barros (PSB-DF) e Jean Paul Prates (PT-RN). 

“Os senadores estão fazendo a sua parte. As assinaturas da CPI já foram colocadas. Falta uma pessoa fazer a sua parte: o senador Davi Alcolumbre”, comentou Alessandro Vieira enquanto recebia a petição. “O presidente do Senado tem que colocar em pauta aquilo que ele se comprometeu a fazer: respeitar a vontade do cidadão”, acrescentou o senador em referência a um pedido de instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) já assinado pela quantidade necessária de senadores, que agora depende de Alcolumbre para andamento. 

Na terça-feira 3, durante sessão plenária, o senador Alessandro e o líder da oposição no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), cobraram diretamente Alcolumbre para que a proposta de CPI seja pautada. “Considero fundamental a instalação dessa CPI para investigar as razões que levaram à tragédia que se abateu e se abate em nossa região em decorrência da ampliação do desmatamento e da ampliação dos focos das queimadas”, disse Randolfe. 

Avanço na Câmara dos Deputados

GABRIEL LEVOU A MOBILIZAÇÃO ATÉ BRASÍLIA E FOI RECEBIDO PELO PRESIDENTE DA CÂMARA (FOTOS: ARQUIVO PESSOAL E YAHISBEL ADAMES/CHANGE.ORG)

A movimentação foi bem positiva, fomos recebidos por alguns senadores e eles têm se mostrado bastante ativos a essas demandas que a sociedade brasileira tem feito em apelo à Amazônia. Infelizmente o presidente do senado, Davi Alcolumbre, não nos recebeu”, destacou Gabriel. Na Câmara dos Deputados, porém, o advogado foi recebido pelo presidente da Casa, Rodrigo Maia, e por outros deputados, saindo do encontro com uma importante vitória à causa. Após receber os 4,5 milhões de assinaturas da campanha em defesa da Amazônia, Maia criou uma comissão externa para avaliar e monitorar as políticas públicas ambientais. “Foi uma vitória importante”, declara o líder da campanha. “Agora a gente pode acompanhar de perto os impactos não só ambientais, mas também econômicos e sociais do desmonte das políticas públicas ambientais que vêm sendo praticadas no Brasil”, completa Gabriel.    

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