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REFLEXÕES DO PASSADO E PRESENTE: PERSPECTIVA DE MELHORA PARA O FUTURO


 

Monthly Archives: outubro 2021

William Bonner e Renata Vasconcellos
Reprodução/TV Globo

William Bonner e Renata Vasconcellos

William Bonner e Renata Vasconcellos estão garantidos na bancada do “Jornal Nacional” até 2025, isso porque ambos os jornalistas renovaram o contrato com a Globo recentemente. Por conta disso, a curiosidade em torno de quanto cada um está recebendo cresceu nos últimos dias. Segundo apurado por André Romano, colunista do Observatório da TV, William Bonner está recebendo em torno de R$ 900 mil reais mensais da emissora. Já Renata Vasconcellos tem seu salário avaliado em R$ 400 mil reais mensais. Vale lembrar que além de comandar o “Jornal Nacional”, Bonner também é editor-chefe do folhetim, o que possivelmente explica a discrepância de valores entre os profissionais. Além dos âncoras do “Jornal Nacional”, a Globo também renovou o contrato até 2025 com Pedro Bial, Luciano Huck, André Marques, Glória Maria, Márcio Garcia, Fernanda Gentil, Patrícia Poeta, Marcos Mion, Ana Paula Araújo, Maju Coutinho, Fátima Bernardes, Ana Maria Braga, César Tralli e Ana Furtado.

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Saiba como fazer um risoto de camarão com requeijão que fica pronto em apenas 40 minutos
Guia da Cozinha

Saiba como fazer um risoto de camarão com requeijão que fica pronto em apenas 40 minutos
Risoto é um prato sofisticado, perfeito para servir no final de semana com aquele gostinho de feriado, como no almoço, ou em um jantar romântico . E o melhor de tudo: é fácil de fazer! Se você quiser aprender como fazer um risoto de camarão com requeijão, dá o play ou confira o passo a passo logo abaixo.

Tempo: 40min
Rendimento: 4 porções
Dificuldade: fácil

  • 3 colheres (sopa) de manteiga
  • 500g de camarão pequeno limpo
  • 1 cebola picada
  • 2 xícaras (chá) de arroz arbóreo
  • 1/2 xícara (chá) de vinho branco seco
  • 3 cubos de caldo de peixe
  • 6 xícaras (chá) de água quente
  • 1/2 xícara (chá) de cheiro-verde picado
  • 1 xícara (chá) de queijo parmesão ralado
  • 3 colheres (sopa) de requeijão cremoso
  • Sal e pimenta-do-reino a gosto
  • Salsa picada para polvilhar

Modo de preparo

Aqueça uma panela em fogo médio com metade da manteiga, frite o camarão e a cebola por 3 minutos. Retire com uma escumadeira e reserve. Volte a panela ao fogo alto, adicione a manteiga restante e frite o arroz por 3 minutos, mexendo. Despeje o vinho e cozinhe até evaporar. Acrescente o caldo de peixe dissolvido na água, de concha em concha, mexendo sempre, até o arroz ficar al dente. Adicione o camarão reservado, o cheiro-verde, o parmesão e o requeijão. Tempere com sal, pimenta e polvilhe com salsa. Pronto, agora é só servir o seu risoto de camarão com requeijão!

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Guia da Cozinha - Carne moída refogada com legumes: almoço prático
Guia da Cozinha – Carne moída refogada com legumes: almoço prático

Foto: Guia da Cozinha

Confira esta receita de carne moída refogada com legumes bem prática de fazer: fica pronta em apenas meia hora. Ou seja, é perfeita para quem quer uma refeição nutritiva e deliciosa, mas está sem tempo de cozinhar. Além disso, é recheada de ingredientes de dar água na boca! Com tomate, cebola, batatas e azeitona, a receita não é uma simples carne moída, mas um prato que irá agradar a todos e que pode ser servido durante o almoço ou jantar. Confira já esta receita rápida e deliciosa!

Rendimento: 4 porções

Dificuldade: fácil

Ingredientes da carne moída refogada com legumes

  • 1 dente de alho picado
  • 2 colheres (sopa) de óleo
  • 1 batata em cubos
  • 500g de carne moída
  • 1 cebola picada
  • 2 colheres (sopa) de extrato de tomate
  • 1 cenoura em cubos
  • 1/2 xícara (chá) de azeitona preta picada
  • 1 tomate sem sementes em cubos
  • Sal a gosto
  • 1 cubo de caldo de carne
  • Pimenta-do-reino a gosto
  • 1 xícara (chá) de água
  • Cheiro-verde picado a gosto

Modo de preparo

Aqueça uma panela com o óleo, em fogo médio, e frite a carne por 5 minutos ou até secar a água. Adicione a cebola, o alho e frite até dourar. Acrescente o extrato e refogue por 2 minutos. Despeje a batata, a cenoura, o tomate, o caldo de carne, a azeitona, a água, tampe e cozinhe, mexendo de vez em quando, por 15 minutos ou até encorpar e os legumes amaciarem. Tempere com sal, pimenta e transfira para uma travessa. Polvilhe com cheiro-verde e sirva.

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A iniciativa já beneficiou mais de 140 mil pessoas

 A iniciativa já beneficiou mais de 140 mil pessoas

Gisele Bündchen, 41 anos de idade, utilizou o seu perfil no Instagram na última sexta-feira, dia 29, para falar sobre seu projeto chamado Fundo Luz Alliance, que foi criado durante a pandemia por Covid-19 e já ajudou, até o momento, mais de 140 mil pessoas. Criei o Fundo Luz Alliance para ajudar as famílias mais vulneráveis no Brasil durante a pandemia e estou emocionada porque, juntos, arrecadamos mais de R$7,7 milhões, que apoiaram diretamente mais de 143.000 pessoas até agora. Isso não teria sido possível sem cada uma das pessoas que trabalharam dentro e fora das 40 organizações apoiadas pelo Fundo Luz Alliance. Muito obrigada pela sua dedicação e excelente trabalho. Obrigada BrazilFoundation pelo seu apoio e parceria e obrigada a todos que doaram. Não conseguiríamos ajudar tantas pessoas sem todos vocês! Vamos manter essa cadeia de solidariedade e colaboração. Cada um de nós pode encontrar sua própria maneira de fazer o bem. Cada ação e cada doação contam – generosidade apenas gera mais generosidade. Juntos, somos mais fortes e não há nada que não possamos fazer”, encerrou, escreveu a modelo na legenda da publicação. 

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Crédito: Freepik
Apesar da variedade de produtos para pele e tantas influenciadoras digitais falando sobre o assunto, ainda há muita desinformação dermatológica. Portanto, antes de optar em seguir qualquer dica das redes sociais, é preciso consultar um especialista. Ao “Prevetion”, dermatologistas listaram cinco mitos sobre a pele que você precisa saber — e parar de acreditar; confira:

Pele oleosa é naturalmente hidratada

O óleo excessivo da pele oleosa não significa hidratação. Assim como todos os tipos de pele, essa também precisa ser hidratada pelo menos uma vez ao dia. “As glândulas sebáceas entram em excesso para compensar a desidratação, fazendo com que a pele oleosa pareça ainda mais”, explica Annie Chiu. Pessoas com pele oleosa e acneica devem usar produtos leves — de preferência fórmulas em gel — livre de óleos e não comedogênicos, que evitam a obstrução dos poros.

Dermatologicamente aprovados

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Crédito: Freepik
queda de cabelo é um problema que afeta muitas mulheres. O tratamento dessa condição requer investigação dermatológica individual para descobrir sua causa. Embora o melhor caminho seja procurar um dermatologista, mudar alguns hábitos, que desencadeiam pontualmente a perda excessiva dos fios, pode amenizar o problema. Além de questões relacionadas ao organismo, hábitos simples, como lavar e pentear os cabelos, prendê-los e até dormir, costumam causar atrito e podem promover ainda mais a queda dos fios. Portanto, fazer algumas mudanças no estilo de vida, em especial na hora de dormir, pode beneficiar a saúde de suas madeixas, afinal, boa parte dos danos acontecem à noite. As informações são do “Real Simple”.

Confira a seguir seis maneiras de prevenir a queda de cabelo durante o sono:

Use fronha de seda ou cetim

Usar fronhas de seda ou cetim é essencial para a vitalidade dos fios. Em comparação com o algodão, as fibras desses materiais reduzem o atrito que ocorre ao esfregar o couro cabeludo contra o travesseiro. Além disso, são opções que não absorvem a umidade, por isso, evitam o ressecamento e a quebra.

Não dormir com os fios molhados

cabelo molhado é mais frágil, logo, tende a quebrar com mais facilidade e você não deve se deitar com ele dessa maneira. Portanto, se planejar para lavar o cabelo horas antes de dormir é a melhor opção, assim os fios podem secar 100% naturalmente. Caso isso não seja possível, use protetor térmico e opte pelo uso do secador, mas não faça disso um hábito, porque o calor excessivo também é prejudicial aos fios. 

Use máscara capilar noturna

Assim como a pele, o cabelo também precisa de cuidados noturnos. Fios hidratados durante a noite significam menos quebras ao longo do dia. Invista em máscaras capilares noturnas em todo o comprimento dos fios para garantir nutrição e a hidratação, de modo a melhorar a elasticidade, evitando nós e garantindo maciez e brilho.

Aplique um tratamento no couro cabeludo

Não se pode esquecer dos cuidados com o couro cabeludo. Para isso, aplique produtos específicos para a região, como tônicos. “Esses tratamentos são extremamente benéficos durante o sono. Eles fornecem ingredientes para estimular o fortalecimento e crescimento saudável das células capilares”, explica o cabeleireiro Trey Gillen. Caso prefira opções naturais, vale apostar no óleo de rícino ou de coco, porém o uso deve ser moderado e limitado uma vez por semana ou quinzenalmente. 

Desembarace seu cabelo antes de deitar

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PGR reforça denúncia contra Ciro Nogueira por propinas de R$ 7,4 mi da Odebrecht

Ministro Ciro Nogueira

A Procuradoria-Geral da República enviou parecer ao Supremo Tribunal Federal nesta quinta-feira, 28, reforçando a denúncia contra o atual ministro da Casa Civil Ciro Nogueira pelo suposto recebimento de propinas de R$ 7,3 milhões da Odebrecht, pela ‘compra de apoio do parlamentar em causas de interesse da construtora’. A acusação, apresentada em fevereiro de 2020, atinge ainda um assessor do PP e ex-executivos da empreiteira. A manifestação subscrita pela subprocuradora-geral da República Lindôra Maria Araujo rebate alegações das defesas dos denunciados e reitera o pedido de recebimento da denúncia. Lindôra defendeu que nenhum dos argumentos suscitados pelos advogados dos investigados devem impedir a ‘regular sequência à ação penal’. Ao Supremo, a defesa de Ciro Nogueira alegou inépcia da denúncia quanto à imputação do crime de lavagem de dinheiro, sob o argumento de que a acusação não teria descrito ‘nenhuma conduta individualizada do senador’. Além disso, os advogados apontam suposta ausência de justa causa, não só na acusação de lavagem, mas também na de corrupção passiva. Rebatendo os argumentos, Lindôra destacou que a denúncia ‘menciona os diversos elementos de convicção’ e tem amparo em ‘farto conteúdo probatório supratranscrito’.

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Crédito: Alberto Pizzoli/AFP

O primeiro-ministro italiano Mario Draghi e o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (Photo by Alberto PIZZOLI / AFP) (Crédito: Alberto Pizzoli/AFP)

Os líderes do G20 se reúnem neste sábado (30), em Roma, na Itália, na cúpula das 20 maiores economias do mundo e devem discutir a possibilidade de vacinar 70% da população de cada um dos países até meados de 2022. As informações são do colunista Jamil Chade, do UOL. Na primeira reunião presencial do grupo em dois anos, o texto prevê um compromisso entre as maiores economias do mundo para colocar fim à pandemia de Covid-19Ainda de acordo com o colunista, a meta adotada será a da OMS (Organização Mundial da Saúde), com 40% da população de cada país imunizada até dezembro desse ano, e 70% até junho de 2022. Na quinta-feira (28), a OMS pressionou os líderes do G20 para que abandonem promessas e passem a distribuir doses do imunizante contra a Covid imediatamente, pois no atual momento o problema não seria mais de produção, mas sim de distribuição.
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Lucro da Petrobras se deu principalmente pela política de paridade de preço dos combustíveis ao valor internacional

Petrobras teve um lucro liquido no terceiro trimestre deste ano de mais de R$ 31,1 bilhões, ante o prejuízo de R$ 1,5 bilhão no mesmo período do ano passado. O resultado ficou acima das previsões do mercado financeiro e é reflexo da alta do barril do petróleo no mercado internacional, da política de paridade de preço e aumento das vendas internas de combustíveis e externas de petróleo. No segundo trimestre de 2021, a Petrobras teve um lucro maior, quase 30% superior, na casa de R$ 43 bilhões. Nesse cenário favorável de vendas, a estatal brasileira conseguiu reduzir o seu elevado endividamento, de US$ 63 para 59 bilhões. Com isso, a empresa antecipou a meta de redução das dívidas. O conselho da Petrobras também aprovou na última quinta-feira, 28, o pagamento de nova antecipação da remuneração dos acionistas, relativo ao exercício de 2021, quase R$ 32 bilhões. Os resultados positivos da empresa acontecem em uma semana em que se falou em venda de controle da estatal e até privatização. O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), chegou a dizer que a petroleira dá muita dor de cabeça e atende os acionistas. Nesta semana, também houve aumento no preço do óleo diesel e na gasolina nas refinarias da Petrobras.

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Criada em 1942, a rádio Jovem Pan rompe a barreira e estreia em 2021 o seu canal na TV  (Foto: Reprodução/Jovem Pan)

Rádio Jovem Pan de São Paulo inicia, nesta quarta-feira, 27, uma nova fase na sua existência na história da radiodifusão brasileira, sempre com critérios pioneiros, inaugurando agora sua emissora de televisão. A Jovem Pan News estará disponível nos canais de TV por assinatura e na parabólica, com uma programação jornalística 24 horas por dia, seguindo sua postura de estar sempre à frente da informação, proporcionando o debate de ideias e a defesa do livre pensar e da livre expressão, fortalecendo cada vez mais a democracia e as instituições do país. A Jovem Pan sempre ocupou o lugar de destaque como um dos maiores grupos de informação de todo o mundo, respeitada por um trabalho jornalístico e de prestação de serviço raramente encontrado até entre os países desenvolvidos. Atualmente, com sede em São Paulo, a Rádio Jovem Pan atua com mais de 100 emissoras afiliadas em todo o território brasileiro, com profissionais fixos também em Brasília e no Rio de Janeiro, além de correspondentes nos Estados Unidos e na Europa. Uma emissora que tem uma história das mais admiráveis na radiodifusão do Brasil, pioneira no setor até no que diz respeito à tecnologia de ponta que sempre utilizou para transmitir e informar ininterruptamente, dia e noite, sobre os acontecimentos do Brasil e do mundo.

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Sociologicamente, as últimas gerações, têm sido classificadas em cinco grupos: Geração Baby Boomers, nascidos após a II Guerra Mundial; geração X, nascidos nas décadas de 1960 e 70; geração Y, formada por pessoas que nasceram entre os anos de 1980 e fins dos anos 90; geração Z, composta por àqueles que nasceram ao final da década de 1990 até o ano 2010 e por fim geração Alpha, representada por pessoas que nasceram após 2010. Segundo o último censo do IBGE, existem no Brasil, mais de 8 milhões de adolescentes evangélicos. São meninos e meninas entre 10 e 19 anos, das gerações Y e Z, que declaram a sua fé em Jesus Cristo. Eles vivem em uma sociedade que foi reformada, adaptada e solapada abruptamente nas últimas três décadas. Ávida mudou muito no Brasil. Podemos citar alguns fatores que os adolescentes da década de 70 e 80 possivelmente não tiveram contato e que hoje são populares entre meninos e meninas: Inovações tecnológicas – Especialmente o acesso à internet; Mercado de trabalho – Hoje, aos 16 anos, um adolescente pode compor o quadro de uma empresa e com isso, adquirir capacidade de consumo e certa autonomia financeira; Publicidade – Adolescentes são alvos constantes de campanhas publicitárias que estimulam o consumo descontrolado, isso é, desacompanhado; Sexualidade – O tema do momento! Há um intenso bombardeio sobre este tema que abarca sub-assuntos ainda mais fortes como a homossexualidade, a gravidez na adolescência, o aborto, doenças, traumas afetivos etc.

Além das mudanças estruturais da sociedade, a atual geração tem convive com constantes modificações. O corpo deles está mudando. A mente também. Os hábitos, o modo de relacionarem-se com os pais, as amizades, os interesses – enfim, tudo está se transformando, simultaneamente. Eles possuem conflitos emocionais e psicológicos. E muitos não contam com um lar estável, ou seja, um lugar de segurança, uma pessoa de referencia para orientar, abrigar, acolher e repreender. E quando o quadro familiar é marcado por desintegração e instabilidade, estes adolescentes buscam amor, aceitação e proteção nas ruas, nas drogas, nos namoros e amizades e, especialmente, nas igrejas.

Daí a necessidade da equipe de liderança da igreja e de maneira especial os líderes e professores diretos dos adolescentes estarem preparados para acolher, ouvir, ensinar e fortalecer todos os adolescentes que chegam até ao culto ou classe de Escola Dominical.

O desafio não é apenas viver em sociedade, mas aprender a seguir a Cristo convivendo com uma sociedade que não o faz. Conhecer a Jesus, ler Sua Palavra, aprender Seu Evangelho é um fator determinante para um adolescente crescer tendo a capacidade de discernir e tomar boas decisões, para andarem em um caminho de vida e não de morte. O desafio dos líderes e professores é ensina- os a escolher o caminho da santidade diante das opções do pecado. Ensiná-los a amar a justiça e misericórdia em um mundo de impiedade. Ensiná-los a retribuir o mal com bem, a dizer não a corrupção e seguir no caminho da retidão, a abandonar a mentira e viver na verdade. Enfim, o desafio não é isolar o adolescente do mundo, mas ensiná-los a ser luz e sal da terra. 

(Fonte: Ensinador Cristão – 71/Reverberação: Subsídios EBD)

TEXTO DO DIA

“Regozijemo-nos. e alegremo-nos, e demos-lhe glória, porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou.” (Ap 19.7)

SÍNTESE

Somente os crentes fieis ao Senhor participaram das bodas do cordeiro.

AGENDA E LEITURA

SEGUNDA- Ct 2.4

A sala do banquete: uma esperança

TERÇA-Lc 12. 37

Bodas do Cordeiro: ser servido por Jesus

QUARTA – Lc 22.29,30

Bodas do Cordeiro: comer e beber da mesa do Senhor

QUINTA – Mt 8.11

Bodas do Cordeiro: terá convidados do Oriente e do Ocidente

SEXTA-Lc 22.15,16

Bodas do Cordeiro: Jesus estará à mesa

SÁBADO – Ap 19.9

Bodas do Cordeiro: uma bem-aventurança para os crentes

OBJETIVOS

  • APRESENTAR a parábola das Bodas do Cordeiro;
  • EVIDENCIAR as características das Bodas do Cordeiro;
  • MOSTRAR que as Bodas do Cordeiro será um tempo de festa e de alegria para os servos de Deus.

INTERAÇÃO

Prezado (a) professor na lição deste domingo estudaremos as Bodas do Cordeiro. Somente os salvos pela fé em Cristo vão ter a honra e o privilégio de se assentarem à mesa do Rei dos Reis e Senhor dos Senhores. Muitos dos jovens que frequentam a Escola Dominical, sofrem zombaria e são rejeitados nas universidades e no ambiente profissional devido à fé cristã que professam. Então, aproveite a temática da lição para incentivá-los a permanecerem firme na fé, pois um dia eles serão honrados pelo Senhor e participarão das Bodas do Cordeiro. Explique aos alunos que as dificuldades enfrentadas na atualidade, em especial em tempos de pandemia, têm contribuído para o desânimo e o enfraquecimento espiritual de muitos jovens. Contudo, mesmo diante das adversidades precisamos seguir olhando firmemente para Jesus, pois em breve Ele virá nos buscar.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor (a), para esta Lição sugerimos que você se reúna com os alunos em círculo. Em seguida, diga que a Palavra de Deus descreve muitos casamentos, como por exemplo, o casamento de Jacó e Lia (Gn 29.21-25). de Rute e Boaz (Rt 4). de Acabe e Jezabel e 0 casamento onde Jesus realizou 0 seu primeiro milagre. Em seguida, peça que os alunos citem mais alguns exemplos. Enfatize que 0 casamento é divino e tem a sua beleza. Entretanto, segundo a Palavra de Deus 0 maior casamento de todos os tempos, o mais belo e o mais importante ainda estar por vim. Explique que Jesus falou acerca dele por meio de parábolas. Conclua lendo com os alunos Mateus 25,1-13 e Lucas 12.35-37.

TEXTO BÍBLICO

Mateus 25.1-13

INTRODUÇÃO

Depois do Arrebatamento da Igreja será estabelecido o Tribunal de Cristo, onde as obras dos crentes serão provadas pelo fogo. Após, teremos as Bodas do Cordeiro. Este será 0 tema que vamos estudar na lição de hoje. No Antigo Testamento 0 simbolismo do casamento era utilizado para mostrar que Deus era o marido da nação de Israel (Is 5A 5). No Novo Testamento, Jesus também é apresentado como Noivo (gr. numphios) por João Batista (Jo 3.29), e por Ele mesmo em Marcos 2.19,20. A Igreja é apresentada como sendo a Noiva de Jesus Cristo (gr.numphe).

I – A PARÁBOLA DAS BODAS

1.O matrimônio.

Nos dias de Jesus, o casamento judaico era celebrado de maneira bastante distinta do que acontece, na atualidade, no Ocidente. 0 casamento tinha início com o noivado, quando um acordo formal era assinado e o noivo pagava o dote à família da noiva (geralmente era o amigo do noivo quem fazia a negociação e levava o pagamento). Depois o noivo vinha buscar a noiva na casa dela e, então, os nubentes saíam em cortejo. A noiva era acompanhada por damas de honras que carregavam lamparinas acesas até a casa do noivo, onde acontecia um jantar em celebração. Em geral essa comemoração durava sete dias. Jesus, um excelente professor, tomou como exemplo, na continuação do sermão profético de Mateus 24. a celebração do casamento para falar a respeito da sua vinda repentina (Mt 25). O Mestre disse que “o Reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas Lâmpadas, saíram ao encontro do esposo” (Mt 25.1). Embora vestidas a caráter para o cortejo do matrimônio, e com as lâmpadas à mão, Jesus declarou que cinco das virgens não eram prudentes, pois Lhes faltou o azeite (símbolo do Espírito Santo) para seguir até o fim do cortejo. Precisamos estar preparados até o fim, pois não sabemos a hora em que o Noivo virá.

2. As virgens.

As dez virgens estavam aguardando o noivo, todas carregavam suas Lâmpadas e estavam vestidas de acordo com o evento. Porém, somente cinco delas eram prudentes e levaram uma reserva de azeite suficiente para o caso de o noivo tardasse a chegar. Jesus estava ensinando a respeito da necessidade de estarmos preparados para o encontro com Ele todos os dias da nossa vida, pois não sabemos quando esse encontro se dará. Vivemos tempos difíceis e precisamos perseverar na fé, pois não sabemos o dia e nem a hora que o Noivo voltará. Carecemos do azeite em nossa lamparina a fim de que ela não venha se apagar caso o Noivo demore. “Sua Lamparina está abastecida do azeite?” É tempo de buscar ao Senhor, orando, Lendo a Palavra de Deus, jejuando e praticando tudo o que Jesus nos ensinou a guardar.

3.“Não vos conheço”.

                                                     

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5 LIÇÃO TRI 2021 “JESUS CRISTO, E ESTE CRUCIFICADO” – A Mensagem do Apóstolo

   

TEXTO AUREO

“Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus e loucura para os gregos.” (1 Co 1.23)  

VERDADE PRATICA

O Cristo Crucificado, o centro da mensagem da cruz, é a encarnação da verdadeira sabedoria para a salvação.    

LEITURA DIARIA

  Segunda – 1 Co 1.18 A palavra da Cruz é o poder de Deus  

Terça – 2 Co 11.3 A simplicidade da mensagem de Paulo  

Quarta – 1 Ts 2.2,8,9; 2 Co 11.7 A pregação de Paulo é o Evangelho de Deus  

Quinta – Rm 1.15-18 O Evangelho é a manifestação do poder de Deus  

Sexta – 1 Co 1.20 Onde está a sabedoria do mundo?  

Sábado – 1 Co 2.3,4 A mensagem da cruz revela quem nós somos    

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

1 Coríntios 1.18-25; 2.1-5

1 Coríntios 1

18 – Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.

19 – Porque está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios e aniquilarei a inteligência dos inteligentes.

20 – Onde está o sábio? Onde está o escriba? Onde está o inquiridor deste século? Porventura, não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo?

21 – Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação.

22 – Porque os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria;

23 – mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus e loucura para os gregos.

24 – Mas, para os que são chamados, tanto judeus como gregos, lhes pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus.

25 – Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens.

1 Coríntios 2

1 – E eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria.

2 – Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado.

3 – E eu estive convosco em fraquezas, e em temor, e em grande tremor.

4 –  A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder.

5 – para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus.  

HINOS SUGERIDOS: 182, 291, 350 da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL

Ressaltar que Jesus Cristo, e este crucificado, é o centro da mensagem cristã.  

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Destacar a centralidade da pregação de Paulo;   

Elencar as expressões-chave na doutrina de Paulo;  

Pontuar os efeitos da mensagem da cruz.  

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

    Nos dias de Paulo, nem todos acreditavam na possibilidade de que um homem crucificado seria o Filho de Deus. Para os judeus, isso era blasfêmia; para os gregos, loucura. Entretanto, o apóstolo Paulo não deixava de falar a respeito do Cristo Crucificado tanto para os judeus quanto para os gentios. Nele, está a verdadeira sabedoria de vida.     Converse com seus alunos e mostre que a cruz de Cristo não pode ser ignorada em nossa mensagem. Essa é a razão de pregar as boas novas de salvação. Ore ao Senhor, pedindo que os alunos não tenham vergonha da cruz e, corajosamente, possam repetir as palavras do poeta: “Sim eu amo a mensagem da cruz té morrer eu a vou proclamar”.  

PONTO CENTRAL: Jesus Cristo, o Crucificado, é o centro da mensagem cristã.

COMENTÁRIO INTRODUÇÃO

    Paulo descobriu a verdade sobre o Cristo crucificado e ressurreto e, por isso, sua missão de vida foi pregar aos judeus e aos gentios. O Cristo Crucificado era o Salvador prometido nas profecias dos antigos profetas de Israel. Assim, o Crucificado foi sua mensagem central. Para ressaltar essa centralidade, devemos prestar atenção nas expressões que se destacam em suas cartas: “Evangelho de Cristo”, “Cristo Crucificado” e “Cristo Ressurreto”. Nesta lição, veremos o quanto a mensagem da cruz traz impacto à nossa vida espiritual e pessoal.    

Comentário

    A imagem do “Cristo crucificado” ou do “Cristo da cruz” confronta com o poder e a glória que os judeus buscavam nos discursos, e Paulo contrariava essa expectativa, e eles escandalizavam-se com a cruz porque lhes parecia fraqueza e derrota. Eles tropeçavam na fraqueza da cruz, porque lhes parecia loucura. Os gregos, em especial, enfatizavam a importância da sabedoria dos filósofos, mas eles não viam sabedoria na cruz. Naturalmente, a cruz revela um paradoxo entre “sabedoria e loucura”, e a pregação de Paulo era loucura para os gregos. Após a conversão de Paulo, ele descobre a verdade sobre o Cristo crucificado e ressurreto, e isso o motivou a anunciar que Jesus era, de fato, o Messias prometido e o Salvador de todos os homens. Ele começou a pregar com intensidade sobre o Cristo da cruz não apenas à sua gente, como também a todos os gentios. Quando iniciou sua peregrinação em querer pregar em todos os lugares, ele ainda não havia passado pela experiência da reclusão no deserto da Arábia, onde aprenderia, com a ajuda do Espírito Santo, tudo sobre o Cristo que ele tanto perseguiu anteriormente. Por quase três anos, Paulo teve o seu maior aprendizado no deserto da Arábia, porque o Espírito Santo abriu a sua mente, e o Senhor Jesus revelou-se a ele de modo especial. Ao voltar desse período de silêncio histórico, Paulo começou a pregar a tempo e fora de tempo que o Cristo crucificado era o Salvador prometido nas profecias dos antigos profetas de Israel. Na realidade, o deserto foi a escola superior de treinamento do homem que Deus escolheu ainda no ventre de sua mãe. Sua pregação inicial em Damasco surpreendeu muita gente, e tudo o que ele afirmava agora era que Jesus era o Filho de Deus (At 9.20,21). Gordon Fee declara na obra Jesus o Senhor segundo o Apóstolo Paulo: Paulo se refere a Cristo como o Filho dezes sete vezes, dezesseis das quais são diretamente qualificadas em relação a Deus (seja “de Deus”, “dele” ou “dele próprio”). Todas essas informações aparecem em nove das suas dez cartas às igrejas (Filemom é a única exceção). O único caso em que um qualificador não ocorre é na conclusão de um parágrafo no seu argumento com os coríntios a respeito da ressurreição dos mortos (1 Co 15.28). Nesse caso, entretanto, o intensivo “o próprio Filho” faz com que o leitor retorne a uma frase no meio do parágrafo em que Paulo afirma que o fim virá quando Cristo “entregará o reino a Deus, ao Pai” […]. Para sermos francos, essa última expressão acabou se tornando bastante ambígua para os leitores de épocas posteriores, acerca de Paulo ter tido a intenção de dizer “ao seu Deus e Pai” ou “a Deus, o próprio Pai”. Porém, seja qual for o caso, a linguagem de Paulo implica a filiação da parte do próprio Cristo. (FEE, 2019, p. 134) Cabral. Elienai,. O Apostolo Paulo, Lições de Vida e Ministério do Apostolo do Gentios para a Igreja de Cristo.

Na opinião de Paulo, a fé cristã girava em torno de dois centros — o Calvário e o Pentecoste — acontecimentos históricos bem documentados. No momento de sua conversão, raiou-lhe na alma o verdadeiro significado da Cruz, e imediatamente depois ele experimentou as bênçãos do Espírito Santo trazidas pelo Pentecoste. Daí para a frente ele expressou sua atitude de modo coerente: “Longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu para o mundo” (Gálatas 6:14). O Calvário foi uma magnífica demonstração de amor sacrificial, mas sem a dinâmica liberada pelo Espírito Santo no Pentecoste, não teríamos vida espiritual. O Pentecoste foi o complemento necessário do Calvário. A descida do Espírito Santo tornou real na experiência dos crentes aquilo que o Calvário fizera possível. Sanders. J. Oswald. Paulo, O Líder Uma visão para a liderança cristã hodierna. Editora: Vida. pag. 54.    

O CLÍMAX – O CRISTO CRUCIFICADO

 Por iniciar em Damasco, a cristologia de Paulo alcança um clímax. Não em termos de datas ou lugar, mas de intensidade. Vejamos Gálatas 2.20: “Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim”. Jesus Cristo tornou-se a paixão maior de Paulo: “Quero conhecer Cristo, o poder da sua ressurreição e a participação em seus sofrimentos, tornando-me como ele em sua morte” (Fp 3.10). A ênfase no Cristo crucificado fazia acompanhar-se de igual ênfase no Cristo ressurreto. Ao comentar sobre os fundamentos da fé de Paulo, Metzger assim se expressou: Primeiro, e acima de tudo, Paulo tinha profunda convicção de que Jesus de Nazaré estava vivo. O Messias crucificado não permanecera morto, mas estava vivo e reinando como Senhor celestial. Neste momento, ao mesmo tempo que a tarefa me pareceu fácil, tornou-se mais assustadora. Seria simples cristologizar com base em documentos e opiniões de teólogos. Bastaria pesquisar e reunir as ideias, emitindo opiniões sobre elas, e rechear o trabalho de notas de rodapé. No entanto, não se faria jus à visão cristológica do apóstolo. Ninguém teve encontro tão radical com Cristo como o que Paulo experimentou. Esse encontro mudou sua vida, mudou a obscura seita e, como já dissemos, mudou o mundo. Esse encontro repercutiu na vida de milhões de pessoas ao longo da História e as mudou para sempre. E tal mudança possui como base o Cristo vivo. A descoberta veio no encontro de Damasco. Paulo teve outros encontros com o Salvador, os quais permitiram fundamentar ainda mais sua cristologia. Lemos em Gálatas 1.11,12: “Irmãos, quero que saibam que o evangelho por mim anunciado não é de origem humana. Não o recebi de pessoa alguma nem me foi ele ensinado; ao contrário, eu o recebi de Jesus Cristo por revelação”. Paulo recebera o evangelho do próprio Jesus. O primeiro encontro do apóstolo com Pedro só ocorreria três anos após sua conversão (v. G11.18). Apenas quatorze anos mais tarde, Paulo voltaria a encontrar outros apóstolos (v. G12.1), mas esse encontro nada lhe acrescentaria (v. G12.6), pois ele tivera uma revelação: Fui para lá por causa de uma revelação e expus diante deles o evangelho que prego entre os gentios, fazendo-o, porém, em particular aos que pareciam mais influentes, para não correr ou ter corrido inutilmente (G12.2). Isto é, o mistério que me foi dado a conhecer por revelação, como já lhes escrevi em poucas palavras” (Ef 3.3). O conhecimento de Paulo a respeito de Cristo veio do próprio Jesus. Sua cristologia foi, portanto, experiencial. Não se tratou de um exercício de reflexão teológica nem acadêmica, mas profundamente existencial. Foi radical: “nós, porém, pregamos a Cristo crucificado, o qual, de fato, é escândalo para os judeus e loucura para os gentios” (IC o 1.23). A cristologia de Paulo se baseia fundamentalmente em Cristo crucificado. Este era o tema de sua pregação. Usando uma frase de Stott, Paulo era um homem “intoxicado de Cristo”. E do Cristo que morrera crucificado, fora sepultado e ressuscitara. Rega. Lourenço Stelio,. Paulo e sua Teologia. Editora Vida Nova. pag. 121-123.    

I – A CENTRALIDADE DA PREGAÇÃO DE PAULO

   1. O ministério de pregação e o Cristo Crucificado.

Sem menosprezar os demais escritores do Novo Testamento, indiscutivelmente, o apóstolo Paulo foi o maior teólogo cristão e doutrinador do Cristianismo. Suas cartas, baseadas na fidelidade aos ensinos de Cristo, lançaram os fundamentos das doutrinas cristãs. Embora Paulo não tenha convivido fisicamente com Jesus, ele recebeu toda a revelação do próprio Cristo (Gl 1.12) para pregar o Evangelho sem se opor aos ensinos dos outros apóstolos. Por intermédio desse ministério, judeus e gregos, orgulhosos de sua religiosidade e conhecimento, descobriram que a manifestação da sabedoria de Deus ao mundo é o “Cristo Crucificado”. Por isso, judeus e gentios são chamados por Deus para ver no “Crucificado” o único meio de salvação e de verdadeira sabedoria (1 Co 1.24).    

Comentário

    O quadro não era totalmente negro, entretanto. Havia tanto judeus como gentios que haviam aceito a Jesus Cristo. Esses eram os indivíduos iluminados, aqueles que haviam transcendido tanto as perversões do judaísmo, que recebera sinais do Senhor, mas não reconhecera a nenhum dos mesmos e ainda exigia mais e maiores sinais, como o embotamento filosófico dos gregos, a mera sabedoria humana. Naturalmente, essa iluminação e outorgada aos homens espiritualmente e não apenas sobre o intelecto. E se torna real quando da chamada ou eleição dos crentes, os quais, dessa maneira, se tornam capazes de receber os impulsos e as revelações divinas. (Ver as notas expositivas completas sobre a ≪eleição≫, em Efe. 1:4,5. Joao 15:16). Esse ≪chamamento≫ vem da parte de Deus, através do seu Santo Espirito. Não opera mediante a sabedoria humana, e, de fato, pode ser entravada por ela. Por isso mesmo, precisa transcender a sabedoria humana, atingindo aos homens no nível da alma, e não apenas nos níveis emocional ou intelectual. Não obstante, o impulso do Espirito Santo deve ser sempre correspondido por parte da vontade humana. Pois se o livre-arbítrio humano não pode obter a salvação por si mesmo, pode acolhe-la. Por outro lado, se a vontade humana perverter os impulsos do Espirito Santo, estes não produzirão o efeito desejado. Assim, pois, a salvação e dada ao pecador tanto através da agencia divina como através da agencia humana; e todos os homens são assim conduzidos aos pês de Cristo. A atitude acolhedora e criada na alma humana através da preparação do caráter. O certo e que a ≪fé≫ e a reação favorável da alma p ara com os impulsos do Espirito Santo, não sendo uma mera propriedade intelectual. (Quanto a esse tema, ver os trechos de Joao 3:15 e Heb. 11:1). A alma, por ser uma entidade espiritual, possui determinado caráter, bem como certa visão de Cristo e das realidades espirituais. Quando essa visão e clara, o homem mortal, em sua própria alma, acolhe a mensagem do evangelho. Mas, nos casos em que essa visão e obscura, ou completamente confusa, o homem mortal rejeita a Cristo. Muitas dessas pessoas nem ao menos compreendem que são seres essencialmente espirituais, e tolamente imaginam que o corpo material e a explanação de toda a sua existência (materialismo). Tais pessoas dificilmente se deixam atrair pela mensagem altamente espiritual de Cristo, não reagindo favoravelmente a ela. …poder de Deus…≫ No caso daqueles que são chamados, que se achegam a Cristo, o evangelho e o poder de Deus, porquanto gira em torno de Cristo, que é o tema central do evangelho. Isso Paulo já havia salientado, no decimo oitavo versículo deste capitulo. O poder de Deus faz o que a sabedoria humana não e capaz de fazer: salva a alma e a eleva para Deus, que é o grande alvo e o propósito de toda a existência humana. Na cruz, Jesus Cristo se tornou tanto o ≪poder≫ como a ≪sabedoria≫ de Deus, conforme lemos nos versículos vigésimo primeiro e vigésimo terceiro deste capitulo. Os judeus desejavam ≪sinais prodigiosos≫, demonstração de poder espiritual. Os gregos desejavam elevadas manifestações de ≪sabedoria≫. Ora, Cristo e ambas as coisas. Cristo, crucificado, e a solução que Deus apresentou tanto para os judeus —que buscavam poder— como para os gregos, que buscavam sabedoria. Isso porque os elevadíssimos propósitos de Deus se cumprem na cruz de Cristo, a maneira de Deus, e não conforme pensavam os gregos ou os judeus. ≪Aqui ‘nos termos <poder> e <sabedoria> de Deus* encontramos a antítese do ‘escândalo’ e da ‘loucura’. Enquanto os judeus indagavam como e que uma pessoa crucificada e maldita poderia ser o Salvador de Israel, como alguém tão destituído de forca poderá ser capaz de derrubar todos os poderes hostis, e enquanto os gregos julgavam absurdo a salvação da parte de alguém que tivera um fim tão miserável, por outro lado, os escolhidos de Deus, experimentam e confessam que e do Redentor crucificado que se origina o poder divino, o poder da vida e da paz celestiais, bem como um poder renovador, santificador, beatifico, como não poderia ser encontrado em coisa alguma pertencente a criatura. Esses escolhidos reconhecem que em Cristo e que existe a sabedoria divina, capaz de solucionar os problemas mais difíceis, os problemas de iluminar as trevas que impediam os homens de perceberem os caminhos de Deus, de cumprir os mais nobres propósitos de Deus, trazendo de volta para as veredas da vida aqueles que se tinham desviado, conduzindo-os, afinal, para seu destino final≫. (Kling, in loc.). ≪ Porque dessa maneira foi satisfeita a justiça, naquela natureza que pecara e que Satanás desgraçara, naquela natureza que fora a sua própria ruina; dessa maneira o pecado foi condenado, ao mesmo tempo que o pecador foi salvo. O perdão e a justificação nos são oferecidos pelo caminho da graça, apesar de tudo ser efetuado com justiça estrita. As perfeições divinas são assim harmonizadas e glorificadas, e dessa maneira Deus executou seus sábios desígnios e seus conselhos eternos. Sim, até mesmo a sabedoria de Deus e vista na morte de Cristo sobre a cruz, na qual ele foi encravado a fim de tornar-se maldição por nós, a fim de que nos pudesse redimir da maldição imposta pela lei, para que a benção de Abraão pudesse ser derramada sobre nos≫. (John Gill, in loc.). CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. Vol. 4. pag. 21-22.   

Tanto gregos como judeus. Paulo mostra, através desta antítese, quão pessimamente é Cristo recebido, e que isso não era devido a alguma falha dele, nem pela nalural inclinação do gênero humano, mas que sua causa consiste na depravação daqueles que não foram iluminados por Deus. Pois nenhuma pedra de tropeço impede os eleitos de Deus de irem a Cristo com o fim de encontrarem nele a certeza da salvação. Paulo contrasta poder com pedra de tropeço que advém da humildade de Cristo, e confronta sabedoria com loucura. A essência disso, pois, é a seguinte: “Eu sei que nenhuma coisa, a não ser sinais, pode exercer algum efeito na obstinação dos judeus, e que na realidade só um fútil gênero de sabedoria pode aplacar o desdenhoso menosprezo dos gregos. Não devemos, contudo, dar demasiada importância a este fato, visto que não importa o quanto nosso Cristo ofende os judeus com a humildade de sua cruz e é tratado com o máximo desprezo pelos gregos; não obstante, ele é para todos os eleitos, de todas as nações, o poder de Deus para a salvação, para remover essas pedras de tropeço, e a sabedoria de Deus para afastar toda e qualquer dissimulação [lar- mm] no campo da sabedoria.” Calvino. João,. Série de Comentários Bíblicos João Calvino Vol. 10. 1 Coríntios. Editora Edições Parakletos. pag. 66-67.    

Mas essa não é a história toda. Se o homem natural, seja ele judeu ou grego, instintivamente rejeita a mensagem da cruz, o homem que é chamado por Deus, judeu ou grego, a acolhe. Há ênfase na ideia de chamamento, e nós poderíamos traduzir, ‘‘õs chamados, eles próprios” (como na VRmg). O fato relevante é que eles foram chamados por Deus. Tudo mais é sem importância. Aqui, como é costume nos escritos de Paulo, chamados contém a idéia de chamamento eficaz. Está implícito que o chamamento foi ouvido e obedecido. Os homens chamados desta forma sabem que o Cristo crucificado significa poder. Antes de serem chamados, não podiam dominar o poder do pecado. Agora podem. Cristo é o poder de Deus. Ele é também a sabedoria de Deus. Esta passagem toda está interessada na sabedoria. Evidentemente os coríntios a tinham salientado. Os gregos habitualmente a buscavam. A cruz parece nada mais que uma consumada loucura. Contudo, a cruz em que o filho de Deus foi pendurado pelos homens provou que é o poder de Deus. Nela o pecado foi derrotado. Também provou que é a sabedoria de Deus. A sabedoria do mundo não podia encontrar Deus, nem tinha poder sobre o mal. A cruz revelou Deus e deu aos homens o poder de que necessitavam. Ao nível da busca de sabedoria, aquela “ loucura” de Deus provou que é a verdadeira sabedoria. Leon Monis. I Corintos Introdução e Comentário. Editora Mundo Cristão. pag. 37.  

                                                       

   2. A palavra da Cruz é a loucura da pregação.

Em uma das cartas de Paulo, lemos: “Porque a palavra da cruz é loucura” (1 Co 1.18). Havia uma mentalidade na época paulina em que “a palavra da cruz” era uma afronta aos religiosos e filósofos. Por exemplo, acreditar que uma execução romana podia ser um instrumento pelo qual a salvação de pecadores fosse consumada, era tolice para eles. Nesse sentido, a cruz de Cristo não produziu atração, mas rejeição, pois era um instrumento de suplício e morte.    

Comentário

    Facilmente notamos, nas epistolas de Paulo, quanto a importância da cruz de Cristo era enfatizada por ele. (Ver II Cor. 13:4; Gal. 3:1; 5:11; 6:12,14; Fil. 2:8; 3:18; Col. 1:20 e 2:14). Naturalmente que o apostolo dos gentios não estava pensando na cruz de madeira em que Jesus fora crucificado, e nem a mensagem da cruz, para ele, consistia dos detalhes cruentos dos sofrimentos de Cristo, encravado na cruz. Antes, ao falar assim, ele pensava sobre as boas novas que anunciam que, em Cristo, Deus estava reconciliando o mundo consigo mesmo. (Ver II Cor. 5:19). Na cruz e que se concretizou a reconciliação. Cristo fez por nós aquilo que não podemos fazer por nós mesmos. Na hora crucial da agonia, Deus Pai, aparentemente, abandonou seu Filho. Mas isso, na realidade, era impossível. E assim, em Cristo, Deus aceita o mundo inteiro, sob a condição única de arrependimento e fé. Cristo foi aquele que levou sobre si os nossos pecados, encravando-os na sua cruz, tendo sido esse o ato culminante de sua missão terrena. Quando falamos em ≪cruz≫, portanto, pensamos na expiação realizada pelo sangue de Cristo. (Ver Rom. 3:35 e as notas expositivas ali existentes quanto a isso, onde a palavra ≪propiciação≫ e igualmente comentada). Assim também, quando falamos em ≪cruz≫, pensamos em ≪redenção≫ (comentado em Rom. 3:24); pensamos em ≪expiação pelo sangue≫ (comentado em Rom. 3:25 e 5:11); e pensamos em ≪justificação≫, porque Cristo foi entregue pelas nossas ofensas e ressuscitou visando nossa justificação (comentado em Rom. 3:24,28 e 4:25). No entanto, o fato de que todas essas doutrinas verdadeiras estão centralizadas em torno de um Salvador moribundo constitui uma ≪…loucura…≫para os incrédulos, sobretudo para os ≪eruditos≫, aqueles que possuem treinamento filosófico e uma sabedoria humana geral. Ora, conforme lemos no vigésimo segundo vs. deste capitulo, os gregos buscavam ≪sabedoria≫. E essa ≪sabedoria≫ tinha o efeito de afasta-los para longe de uma elevada mensagem espiritual, porquanto, para eles, está parece revestir-se de elementos de insensatez. ≪…loucura…≫ No original grego, a palavra usada neste ponto não e tão violenta. Antes, o termo grego tem o sentido de ≪tolice≫, ≪insensatez≫, sem dar qualquer ideia de desarranjo mental ou insanidade, conforme a tradução ≪loucura≫ nos dá a entender. Nossa palavra ≪moroso≫ se deriva dela. Para os detratores do cristianismo, portanto, a mensagem da cruz parecia ≪morosa≫, no sentido de faltar-lhe a percepção pronta da verdade, o que caracteriza as superstições e as ideias ultrapassadas, derivadas de conceitos religiosos tolos, mas agora totalmente inaceitáveis para a mente ≪moderna≫. O sentido básico dessa palavra, no original grego, e algo ≪embotado≫, ≪tolo≫, ≪pesado≫, ≪insipido≫. Da maneira como Paulo a emprega aqui, dá a entender ≪embotamento mental≫. A sabedoria humana, portanto, sente-se superior a essas antigas superstições, a essas crenças ≪primitivas≫. Porém, o que parece ser embotamento mental, por parte dos crentes, na realidade e apenas um discernimento suficiente que lhe permite descobrir a ≪sabedoria≫ de Deus, em meio as trevas da sabedoria humana, as quais, na realidade, são aquilo que oculta a verdade, longe de revela-la. Ora, tudo isso nos faz lembrar da famosa declaração de Tertuliano: Creio porque é absurdo. Isso significa que aquilo que parece absurdo para os homens, pode ter tal aparência porque a mente deles está tão entenebrecida que não pode apreender a verdade de Deus. Soren Kierkegaard e lembrado devido a sua atualmente famosa declaração: ≪Deus e o mais ridículo de todos os seres≫. Com isso ele queria dizer que não precisamos de provas racionais ou empíricas acerca da existência de Deus e acerca de sua verdade, porquanto todas elas parecerão ridículas para os homens, de qualquer modo, ainda que tais provas pudessem ser apresentadas. O fato e que Deus simplesmente não precisa amoldar-se a sabedoria humana, nem precisa ser atingido por ela, descrito por ela, para que seja real. A verdade final, por conseguinte, nós e outorgada por meio da revelação divina; e essa revelação pode ser aprendida intuitivamente, e é intuitivamente que podemos concordar com ela; tudo, porem, será sempre e essencialmente, um ≪dom de Deus≫, dado aos homens do alto, proveniente de uma fonte externa a eles. Não depende, em qualquer grau, da aceitação por parte do conhecimento ou da erudição dos homens. CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. Vol. 4. pag. 17-18.    

Porque a palavra da Cruz. Nesta primeira sentença, ele faz uma concessão. Porque, visto ser fácil objetar que o evangelho comumente é considerado com desdém, se ele vem a ser conhecido numa forma despida e insignificante, Paulo espontaneamente o admite. Mas quando ele acrescenta que esse é o ponto de vista daqueles que estão a perecer, significa que pouquíssimo valor se deve pôr em sua opinião. Pois quem iria querer condenar o evangelho às custas de sua perdição? Portanto, esta expressão deve ser entendida nestes termos: “A pregação da cruz é considerada loucura por aqueles que estão a perecer, justamente porque ela não possui qualquer atavio de sabedoria humana que o recomende. Seja como for, em nossa opinião, não obstante, a sabedoria de Deus está vividamente irradiando-se dela.” Paulo, contudo, indiretamente está censurando o juízo pervertido dos coríntios, os quais se deixavam facilmente fascinar-se por palavras sedutoras de mestres megalomaníacos, e ainda olhavam com desdém para o apóstolo que era dotado com o poder de Deus para a salvação deles, e procediam assim simplesmente porque ele se devotava à proclamação de Cristo. Em meu comentário aos Romanos [1.16] expliquei de que maneira a proclamação da cruz é o poder de Deus para a salvação. Calvino. João,. Série de Comentários Bíblicos João Calvino Vol. 10. 1 Coríntios. Editora Edições Parakletos. pag. 56-57.    

“ A pregação” (AV) é literalmente a palavra (como na ARA). Há um contraste com a sabedoria de palavra do versículo anterior. O termo é tal que é um pouco incomum numa passagem como esta. Ele dirige a atenção tanto para o modo como para a matéria da pregação apostólica. A mensagem não agrada os que “ perecem” (AV), mais que a absoluta simplicidade com que ela era apresentada. Em sua sabedoria mundana, eles não veem nada nela, senão loucura (“ absurdo” , como Phillips o traduz). Os que se perdem e os que somos salvos representam um par de particípios presentes. O presente dá ideia de um processo que está em andamento. Poderíamos traduzir: “ os que se estão perdendo” e “ nós” , que estamos sendo salvos” . Há um agudo contraste. Em última instância, todos teremos que cair, ou na classe dos salvos, ou na dos perdidos. Não há outra. Os que estão sendo salvos não têm ainda toda a sabedoria do céu, mas foram introduzidos numa novidade de vida que os habilita a avaliar as coisas espirituais. Como resultado, penetram a verdadeira grandeza do Evangelho, ao passo que os que perecem são cegos para tudo, menos para o superficial. “ Sabedoria” é o oposto de “ loucura” , e, consequentemente, esperaríamos que Paulo falasse do Evangelho como “ a sabedoria de Deus” . Em vez disso, como em Rm 1:16, ele o caracteriza como poder. Não é simplesmente um bom conselho aos homens, dizendo-lhes o que devem fazer. Tampouco é uma mensagem acerca do poder de Deus. O Evangelho é o poder de Deus. Leon Monis. I Corintos Introdução e Comentário. Editora Mundo Cristão. pag. 34-35.    

   3. Para os judeus e gregos.

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Gasto com alimentação no cartão corporativo é alvo de análise em processo que corre no Tribunal de Contas da União – Flickr

Militares do Comando do Exército gastaram R$ 18.644 em uma churrascaria em Itapecerica da Serra (SP) com o cartão de crédito corporativo do governo federal em 31 de agosto de 2016. O pagamento foi feito na data em que Dilma Rousseff (PT) foi afastada definitivamente da Presidência da República, em votação no Senado Federal. A transação foi realizada por três portadores de cartões do governo. O maior pagamento foi feito por Valdecir Meurer Júnior, ex-sargento do 62º Batalhão de Infantaria do Exército. Ele desembolsou R$ 15.088 pela refeição. Darlan Schreiber Franz e Joel Florêncio Santos Júnior – que seguem no Comando do Exército – pagaram R$ 2.649 e R$ 907, respectivamente. A conta paga pelos militares é a de maior valor entre outros 1.954 pagamentos feitos com cartões do governo, a partir de 2015, para empresas que contém a palavra “churrascaria” em sua razão social. O Brasil de Fato obteve as informações no Portal da Transparência, na seção de “cartões de pagamento”.

O desembolso foi feito à Churrascaria Caminho do Sul, localizada às margens da Rodovia Régis Bittencourt, em Itapecerica da Serra (SP). De acordo com a justificativa oficial, os valores pagaram refeições durante deslocamento de tropas militares que envolvidas em uma manobra militar nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016.


Churrascaria Caminho do Sul, às margens da Rodovia

Régis Bittencourt / Facebook/Churrascaria Caminho do Sul

A votação do impeachment no Senado acabou por volta das 13h35. Os dados acessados pela reportagem, contudo, não mostram o horário em que os militares foram à churrascaria. Não é possível afirmar que os oficiais foram ao estabelecimento para “festejar” a deposição da então presidenta. Oito dias antes, em 22 de agosto, Valdecir Meurer Júnior dividiu outra conta com colegas militares usando o dinheiro público. Desta vez, pagou R$ 8 mil (terceiro maior pagamento feito a uma churrascaria desde 2015), enquanto Joel Florencio Santos (R$ 2.332) e Bruno Lima Vieira (R$ 4.430) pagaram o restante. Os dois pagamentos feitos à Churrascaria Caminho do Sul foram os únicos de Valdecir Meurer Júnior com o cartão do governo federal. Ele não realizou transações de nenhum outro tipo. Atualmente, o ex-sargento não ocupa mais cargo no Comando do Exército. Procurado, não foi localizado. O Brasil de Fato procurou os seguintes órgãos para esclarecimentos: a Controladoria-Geral da União (CGU), o Ministério da Defesa e o Tribunal de Contas da União (TCU). Apenas o último respondeu. De acordo com a assessoria de comunicação do órgão, “o TCU avalia o assunto no processo 012.915/2021-1, mas ainda não apresentou decisão. No momento, o processo está em andamento e não tem peças públicas”. O processo em análise pelo TCU envolve gastos sigilosos de cartões de crédito da Presidência da República para despesas com alimentação. A ação corre em sigilo. O Brasil de Fato teve acesso ao resumo do processo em um sistema de acompanhamento interno do TCU.A ação investiga um caso em que servidores do Palácio do Planalto utilizaram cartão de pagamento do governo federal para gastos com refeições. O caso aguarda posicionamento do ministro Raimundo Carneiro. Um manual publicado pela CGU  em 2008, mas que segue disponível no site do órgão, afirma que “despesas com alimentação podem ser custeadas com recursos públicos, observado o interesse público, e desde que precedidas do processo licitatório cabível, e que não se confundam com aquelas já inclusas nos valores concedidos aos servidores a título de auxílio alimentação e de diárias, quando for o caso”. A mesma publicação diz, em outro trecho, que “despesas com alimentação decorrentes de reunião de trabalho internas em horário de almoço ou depois do expediente, no local de trabalho ou em restaurantes, não são passíveis de serem custeadas com recursos públicos, sob qualquer forma de aplicação”.

Fogo de Chão: 25 pagamentos

Em outra reportagem, baseada nos mesmos dados do Portal da Transparência, o Brasil de Fato mostrou que o Ministério da Defesa (incluindo as Forças Armadas) gastou mais de R$ 80 milno Fogo de Chãoem 25 pagamentos desde 2013. A churrascaria é conhecido por ser uma das melhores – e mais caras – do país.

Militares concentram gastos

O Ministério da Defesa, o Exército e a Marinha concentram 96,5% do valor gasto pelo governo em churrascarias com o cartão de crédito corporativo. Desde 2015, ao todo, foram R$ 737,6 mil gastos nesse tipo de estabelecimento. Os órgãos ligados aos militares foram responsáveis por R$ 719.659.

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Crédito: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

Até a aprovação da PEC, o andamento do pagamento pode atrasar (Crédito: Marcello Casal Jr / Agência Brasil)

Com o impasse da aprovação da Proposta de Emenda a Constituição (PEC) dos Precatórios, é possível que o governo federal pague o primeiro mês do Auxílio Brasil de forma retroativa. O Ministério da Cidadania informou que o governo pretende cumprir a promessa de pagar os R$ 400 referente a novembro, data prevista para o início do novo programa. Porém, até a aprovação da PEC, o andamento do pagamento pode atrasar, prevendo início somente em dezembro. “Com a aprovação da PEC dos precatórios, será viabilizado o pagamento dos R$ 400 em dezembro, e o governo pagará retroativo (o referente a novembro)”, disse a pasta, segundo o portal Uol. O ministro da Cidadania, João Roma, havia dito, há uma semana, que os benefícios de novembro viriam com um acréscimo de cerca de 20%, passando da média de R$ 189 por mês para R$ 227. Roma ainda disse que o governo trabalha para que as famílias em situação de pobreza ou extrema pobreza recebam R$ 400 até o final de 2022.
istoedinheiro
Jefferson critica aproximação de Bolsonaro com
Reprodução

Jefferson critica aproximação de Bolsonaro com “satanista e abominável Xandão”
Em nova carta ao grupo do PTB, o  ex-deputado Roberto Jefferson, que está preso, voltou a  criticar Jair Bolsonaro (sem partido), e lamenta o “distanciamento” do presidente da República e critica a sua aproximação com o  ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele criticou a aproximação de Bolsonaro com o “satanista e abominável Xandão”, como se refere a Alexandre de Moraes. “Bolsonaro se conspurca falando com Xandão, que ele chamou de canalha na Avenida Paulista”. O dirigente petebista, que anteontem defendia a filiação do vice Hamilton Mourão no partido e opção ao Planalto em 2022, afirma que segue apoiando Bolsonaro, mas que ele “não tem mais seu coração”. E diz: “lutarei por ele, mas não darei a vida por ele”.

O tom dessa carta de hoje é mais ameno que a divulgada ontem pelo Globo, na qual ele ataca o presidente, seu filho Flávio Bolsonaro e os aliados do Centrão. Chegou a dizer que todos eles se “viciaram em dinheiro público”.

Jefferson volta a criticar o senador filho do presidente e o compara a sua filha, com quem está rompido. “Quanto ao Flávio Bolsonaro, ele é a Cristiane Brasil do presidente. É uma figura da velha politica”. O ex-congressista também diz que o presidente não recolhe seus feridos e nunca lhe enviou um cartão sequer lhe desejando saúde. Numa entrevista, recentemente, Bolsonaro disse que tinha conversado cinco vezes com Moraes, depois do 7 de Setembro. “O Bolsonaro é um homem honrado, mas não recolhe seus feridos. Sequer demonstra solidariedade com seus combatentes. Fiz duas cartas para ele. Nunca o PR (Presidente da República) mandou um cartão dizendo saúde, minha solidariedade. Ao contrário, ele se distanciou de nós e manteve silêncio obsequioso” – escreveu Jefferson no texto dirigido aos correligionários.

 

Stefano Cutrupi, familiares e amigos ao lado da abóbora mais pesada do mundo com 1226 kg.
Reprodução/Guinness Book

Stefano Cutrupi, familiares e amigos ao lado da abóbora mais pesada do mundo com 1226 kg.

O agricultor italiano Stefano Cutrupi entrou para o Guinness World Records , o livro dos recordes, ao cultivar a abóbora mais pesada do mundo, com 1,2 toneladas. O fruto foi apresentado na 10ª edição do campeonato de abóboras gigantes, realizado na província de Pisa no dia 26 de setembro deste ano. Cultivado em Radda Shanti, na região Toscana da Itália, o alimento também teve sua qualidade para consumo avaliada pelo júri. O resultado demonstrou aptidão, por isso, a abóbora pôde receber o título do campeonato. Segundo Stefano, o fruto foi cultivado a partir de sementes de uma espécie gigante e começou a germinar em março. No ramo há 14 anos, foi em julho que ele percebeu que tinha chances de realizar o sonho de conquistar o título, quando a abóbora chegou em seu estágio “adulto” “Todo o tempo dedicado ao cultivo, à busca de novas ideias, o tempo que passei me comparando com outros cultivadores, meus sacrifícios e os sacrifícios dos meus familiares e amigos estão sendo recompensados. Durante esses anos tive bons momentos, mas também tive algumas decepções”, disse Stefano em entrevista. De acordo com o Guinness, as informações sobre a abóbora de Stefano foram recebidas e avaliadas pela comissão, que reconheceu o fruto como o mais pesado do mundo. Para se ter uma ideia, as 1,2 toneladas ultrapassam o peso de um carro popular ou 17 homens juntos. O recorde anterior era do fazendeiro Mathias Willemijns, da Bélgica, cuja abóbora pesava 1.190,5 kg.

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Estados vão congelar o ICMS sobre combustíveis por 90 dias
Fernanda Capelli

Estados vão congelar o ICMS sobre combustíveis por 90 dias

Pressionados pela alta do diesel e da gasolina, os estados decidiram, nesta sexta-feira, congelar o valor do ICMS cobrado sobre os combustíveis por 90 dias. Até 31 de janeiro de 2022, o valor do imposto não vai mudar, segundo decisão tomada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). “O objetivo é colaborar com a manutenção dos preços nos valores vigentes em 1º de novembro de 2021 até 31 de janeiro de 2022”, diz trecho na nota do Confaz. O ICMS sobre combustíveis é cobrado considerando uma média de 15 dias dos preços nos postos. Portanto, quando o valor do combustível sobe, o valor cobrado pelo estado também sobe mesmo que a alíquota se mantenha inalterada. A alíquota varia entre os estados.Para tentar contornar um problema, a Câmara aprovou neste mês um projeto de lei que muda a forma como o imposto é calculado. Ele passa a ser um valor fixo sobre o litro (e não mais um preço variável), que não pode ser superior à média dos últimos dois anos. O projeto ainda precisa ser votado pelo Senado. No caso da gasolina, o preço médio do litro subiu 0,61% nas duas últimas semanas, passando de R$ 6,321 para R$ 6,36, de acordo com dados da Agência Nacional de Petróleo. É, assim, a décima segunda semana seguida entre altas e estabilidade nos preços. No ano, acumula avanço de 41,96%. Em alguns estados do Brasil, a gasolina já é vendida a R$ 7,46, para a atual semana (17 a 23 de outubro). Oito estados já estão acima do patamar de R$ 7. Segundo a ANP, o Rio Grande do Sul tem preço máximo de R$ 7,469 por litro de gasolina. Na lista, estão ainda Rio de Janeiro (R$7,399), Piauí (R$ 7,159), Paraná (R$ 7,090), Minas Gerais (R$ 7,099), Mato Grosso (R$ 7,047), Ceará (R$ 7,10) e Acre (R$ 7,30). No diesel, a alta foi de 0,26% nas duas últimas semanas, passando de R$ 4,976 para R$ 4,983, destacou a ANP. No ano, a alta chega a 38,18% na bomba. O gás de botijão (GLP, de 13 quilos) chegou a R$ 101,96, maior que os R$ 100,44 da semana passada. É uma alta de 1,51% na semana. No ano, o avanço chega a 36,4%, diz a ANP.

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“Estamos naquele momento crucial, em que o governo, percebendo que não tem os 308 votos, segura a votação até que consiga negociar esses votos”, afirma Israel Batista – Cleia Viana/Câmara dos Deputados

Atualmente mobilizado contra a reforma administrativa do governo Bolsonaro, que tramita na Câmara dos Deputados como Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 32, o funcionalismo público enfrenta hoje um arsenal de medidas da gestão que afetam a vida da tropa do Estado e põem em xeque a qualidade e a eficiência da administração em todos os níveis federativos do país.

Neste 28 de outubro, data em que se comemora o Dia do Servidor Público, o Brasil de Fato conversou com o presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público (Servir Brasil), deputado federal Israel Batista (PV-DF), sobre alguns dos temas que povoam os principais pesadelos do funcionalismo neste momento. Na condição de integrante do campo da oposição na Câmara, o parlamentar destacou o risco próximo de votação da PEC 32, que ele entende que pode ser submetida à aprovação do plenário até o final do ano, antes do recesso parlamentar. “Estamos naquele momento crucial, em que o governo, percebendo que não tem os 308 votos, segura a votação até que consiga negociar esses 308. Então, estamos sob severa ameaça”, alerta o deputado do PV, ao rememorar as mais recentes articulações da gestão.

Nos últimos dias, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse que a medida pode ser colocada em votação nas próximas semanas. A equipe econômica também voltou a mexer seus pauzinhos e o ministro, Paulo Guedes, chegou a dizer no domingo (24) que a PEC 32 pode ajudar a compensar uma parcela dos R$ 30 bilhões que a gestão tem mobilizado para alinhavar os valores do Auxílio Brasil, o programa que em breve deverá substituir o Bolsa Família. A gestão sustenta que a reforma irá enxugar os gastos da máquina pública, insiste no arrocho fiscal – simbolizado pelo chamado “Teto de Gastos” –, que afeta os servidores e a população, e enfrenta duras divergências com a oposição. Esta última, ao contrário, resiste à agenda neoliberal de Bolsonaro e Guedes e ecoa demandas que partem do sindicalismo e de segmentos populares. Foi nesse contexto que o deputado Israel Batista conversou com o Brasil de Fato sobre os desafios da oposição e do Brasil neste momento no que se refere ao serviço público. Confira a seguir a entrevista na íntegra.

Brasil de Fato – O governo reacendeu recentemente a articulação política em torno da PEC 32. Qual grau de ameaça a frente parlamentar entende que a pauta representa neste momento, considerando que as energias da gestão Bolsonaro estão divididas por estarem voltadas também para outras pautas do Legislativo? Vê uma chance real de votação da reforma ainda este ano, antes do recesso parlamentar?

Israel Batista – Eu vejo uma chance real de votação. Acho que os servidores não podem baixar a guarda neste momento. O governo está decidido a aprovar algumas reformas e a dedicar parte do orçamento público para negociações com os parlamentares. E, quando eu digo isso, digo particularmente sobre emendas não impositivas. O governo está focado em aprovar especialmente a PEC 23 e, nessas negociações sobre essa PEC, ele pode retomar as negociações sobre a PEC 32 [PEC dos Precatórios]. Então, nós fizemos uma estratégia correta de adiar a votação da PEC 32, de forçar um atraso. Tivemos sucesso nessa estratégia, jogamos ela para este final de terceiro ano do governo – o governo quis aprovar isso muito antes, mas nós impedimos. E nós conseguimos fazer com que o debate público se tornasse mais democrático e por isso grande parte da sociedade não se convenceu da narrativa do governo de demonizar o servidor público. Então, fomos para o debate público e disputamos uma parte da opinião pública. Isso foi essencial. E agora estamos naquele momento crucial, em que o governo, percebendo que não tem os 308 votos, segura a votação até que ele consiga negociar esses 308 votos. Então, estamos, sim, sob severa ameaça.


Protesto popular contra a reforma administrativa no Rio de Janeiro, em 2021 / Reprodução/Asduerj

Embora a PEC 32 tenha esfriado nas últimas semanas, no último fim de semana ela esquentou de novo, com essa reação do Arthur Lira e do ministro Paulo Guedes requentando teses que já estavam vencidas, como, por exemplo, a de que o servidor público é um privilegiado.

Do ponto de vista da argumentação, o governo tem dito que a PEC faria o Estado economizar cerca de R$ 300 bilhões dos cofres públicos. Vocês da oposição acusaram a gestão de falta de embasamento para explicar esse montante. Que outras fragilidades o senhor destacaria como mais importantes no jogo político em torno da proposta? 

O governo se comporta de maneira pouco transparente sobre a PEC 32. Isso, para mim, é uma grande fragilidade. Primeiro, porque ela não entrega o que promete, ou seja, não ataca privilégios, não ataca desigualdades entre servidores públicos municipais, estaduais e federais, não ataca a falta de transparência no processo de tomada de decisões na administração pública e não trata da qualidade do serviço público prestado à população. E, na propaganda do governo, ele fala somente essas coisas. Ele fala de fim de privilégios, mas a PEC não trata dos privilegiados. Ele fala de melhoria na qualidade dos serviços públicos, mas a PEC fragiliza a relação entre os servidores e o Estado, ao possibilitar uma diminuição dos concursos públicos e permitir, por exemplo, a terceirização, os processos seletivos simplificados para contratações temporárias. E a gente sabe que onde tem servidores concursados você tem uma melhor prestação do serviço público. É justamente naqueles municípios onde não há estabilidade que prefeitos e vereadores indicam [funcionários] livremente e você tem o pior serviço público. Então, a gente percebe uma imensa fragilidade entre o texto proposto e a promessa feita pelo governo. Falta muita transparência. Outra fragilidade importante é que o governo não apresentou um diagnóstico sobre o serviço público brasileiro e, portanto, ele nem sabe o que precisa corrigir. Se você perguntar para o governo o que deve ser feito nos hospitais públicos para que os governos tenham melhor atendimento, você vai ter esse diagnóstico. Eles não sabem o que fazer, não sabem onde estão os gargalos. Então, é uma proposta mambembe, de gente que não tem capacidade técnica para fazer uma alteração tão profunda nas regras da administração pública brasileira. Falta capacidade técnica pro governo. O texto é ruim demais, é de baixa qualidade.

No atual contexto de desidratação da estrutura da máquina estatal e asfixia orçamentária, fala-se muito sobre os riscos de maior escassez na oferta de concursos públicos no futuro próximo do país, que hoje vive sob um rígido ajuste fiscal, o Teto dos Gastos, motivo de travamento de uma série de políticas públicas. O senhor vê alguma saída para esse cenário que não passe pela revogação do teto? 

Eu não vejo saída e acredito que o teto seja um empecilho ao desenvolvimento do país neste momento. O teto é uma medida econômica que aprofunda um ciclo de depressão e desaquecimento econômico do país e a gente precisava revogar. Agora, existem outras coisas que podem ser feitas e eu diria que o mais fácil de se fazer agora, neste momento, é evitar declarações polêmicas, evitar confrontos entre os Poderes e agir com mais equilíbrio porque o Brasil vive, acima de tudo, uma profunda crise de credibilidade. Ela se dá a partir do momento em que você tem na cadeira presidencial alguém que não passa confiança, que está sempre metido nas piores confusões, falando os piores absurdos e dando para o mundo dos negócios a pior sinalização. 

As perseguições a servidores públicos estão entre as questões que se avantajaram durante a gestão Bolsonaro. É o caso dos episódios envolvendo professores de universidades que manifestam ideias de caráter progressista e garantista – muitos foram censurados – e também de funcionários públicos da área de proteção ambiental. Como enfrentar isso num cenário em que o governo de plantão chega a ponto de colocar interventores nas universidades para administrar as instituições e incentiva estigmas e ataques ao funcionalismo? 

É importante frisar que todos esses ataques ao funcionalismo são graves, mas eles têm um limite, o limite de que o servidor, sendo estável, pode resistir com maior eficiência a esses ataques. E a gente percebe que a reação dos servidores públicos tem colocado o governo nas cordas. O governo está profundamente enfraquecido, e enfraquecido em diversos episódios graças à atuação de servidores de carreira. Acho que a resistência já está acontecendo porque nós não permitimos o enfraquecimento da estabilidade no serviço público e por isso a própria massa do funcionalismo reagiu a esses ataques. Então, quando ele afronta os servidores da área ambiental, por exemplo, você tem servidores altivos o suficiente para denunciarem. A resistência a essa tentativa de interferência nas áreas técnicas deve prioritariamente ser feita através da recusa veemente à PEC 32. Esse é o principal ponto porque, apesar das investidas do governo contra diversas áreas – Polícia Federal (PF), órgãos de fiscalização ambiental, as universidades –, aquele servidores que afrontaram o poder constituído continuam ocupando seus cargos públicos, embora muitas vezes tenham perdido as funções de confiança.


Manifestação contra escolha de interventora pelo presidente Jair Bolsonaro para a reitoria da Universidade Federal de Sergipe (UFS), em 2020 / Reprodução/Sintufs

Então, você tem hoje os instrumentos constitucionais para que a burocracia do Estado resista a essa interferência política indevida. A PF tem resistido, os delegados têm respondido ao governo, inclusive com o delegado que indiciou um ministro de Estado, que é o ministro do Meio Ambiente. Você tem também os cientistas do Inpe [Instituo Nacional de Pesquisas Espaciais] apresentando seus relatórios mesmo a contragosto do governo, você tem os diplomatas brasileiros numa atividade extremamente profissional no exterior, tentando apagar os incêndios causados pelas declarações irresponsáveis da família presidencial. Então, a maior resistência que nós podemos impor ao governo é justamente enterrar a PEC 32 e garantir que os servidores prestem serviço ao Estado brasileiro, e não ao governo de plantão. 

Quais as armas que o senhor entende que a oposição tem neste momento para tentar barrar a PEC 32?

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Paulo Guedes não consegue propor soluções para reverter a crise no Brasil – José Cruz/Agência Brasil

O aumento do custo de vida vem comprometendo a segurança alimentar dos brasileiros. Sem opção, cada vez mais famílias pobres chegam ao ponto de buscar ossos e carcaças de animais para comer. Durante a pandemia, cerca de 60 milhões de pessoas dependeram de doações para sobreviver. Mesmo quem não perdeu emprego ou renda no período sentiu no bolso os reajustes do combustível, do aluguel, da energia e do gás de cozinha. Diante desse cenário, Jair Bolsonaro (sem partido) e o ministro Paulo Guedes, da Economia, vem apostando no aumento da taxa básica de juros, a Selic, para controlar a inflação. No entanto, basta ir ao supermercado ou a uma loja de departamentos para constatar que os preços continuam nas alturas. Especialistas explicam ao Brasil de Fato por que essa estratégia não vem sendo bem-sucedida, e o que esperar dos próximos meses. “A política monetária nunca tem um impacto imediato. Costuma levar um ou dois trimestres para surtir efeito”, explica Matias Cardomingo, mestre em Teoria Econômica e pesquisador do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (Made), da Universidade de São Paulo (USP).

“Porém, preços não são apenas resultado da interação da lei da oferta e da demanda: são determinações de escolhas políticas.”

Cardomingo cita, por exemplo, o impacto dos combustíveis nos preços de qualquer mercadoria ou serviço no Brasil. “A política da Petrobras, de redução da capacidade de refino e atrelamento dos preços internos ao mercado internacional, é diretamente responsável pelo aumento dos combustíveis”, ressalta o economista. O mesmo se aplicaria ao setor de alimentos. “É possível gerar estoques públicos de alimentos para momentos de escassez. Para isso, temos a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), mas houve uma escolha política de não se investir”, acrescenta. Na última quarta-feira, o Banco Central (BC) elevou a taxa básica de juros em 1,5 ponto percentual, de 6,25% para 7,75% ao ano, maior patamar desde 2017.O aumento da taxa Selic supostamente ajudaria a reduzir a inflação, porque juros maiores encarecem o crédito e desestimulam o consumo. “A orientação da política monetária do BC, de que a inflação se contém via juros, parte do princípio de que há uma pressão da demanda sobre a oferta, elevando o preço”, analisa Uallace Moreira, professor da Faculdade de Economia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). “A questão é que o preço no Brasil, hoje, não é resultado da demanda. O problema da inflação são os preços administrados – por exemplo, tarifas de energia e combustível – e a falta de insumos no mercado internacional, que é um problema na perspectiva da oferta.”

Outro argumento do Banco Central é que o aumento da taxa de juros atrai investimentos de caráter especulativo. Com isso, entrariam mais dólares no país, desvalorizando a moeda estadunidense no Brasil e reduzindo os preços. “Isso gera um custo muito alto, porque elevar juros significa elevar também a despesa pública, para aumentar a rentabilidade de ativos financeiros e alimentar o capital de curto prazo”, acrescenta Moreira. O gasto anual, só com juros da dívida, gira em torno de 5%. Elevar juros, portanto, significa transferir mais dinheiro ao setor financeiro, que detém títulos da dívida pública. Segundo levantamento da Instituição Fiscal Independente (IFI), elevar a Selic em 1% corresponde a R$ 53 bilhões a mais de pagamento de juros.

Política de juros dificulta recuperação econômica

A economia brasileira encolheu 0,1% no segundo trimestre. Foi o terceiro pior desempenho entre os países do chamado G-20. Um dos efeitos da elevação da taxa Selic é justamente o desaquecimento da economia, o que dificultará a geração de empregos. “Quando você aumenta juros, além de sobrecarregar as contas públicas e transferir renda ao setor financeiro, a possibilidade de recuperação econômica é comprometida. Isso é muito grave”, ressalta o professor da UFBA.“A gente está com taxa de desocupação de 13,2%, mais 4,9% que não estão procurando emprego por falta de esperança. Então, o aumento de juros encarece o crédito, inibe o consumo e, portanto, inviabiliza a recuperação econômica, porque 64% do nosso PIB vem do mercado interno”, acrescenta. Matias Cardomingo ressalta que o valor que será repassado ao setor financeiro com o aumento da Selic é superior ao custo estimado do Auxílio Brasil por fora do “Teto de Gastos”.

Auxílio Brasil é o programa de enfrentamento à miséria que substituiria o Bolsa Família.

“Vamos ter um movimento fiscal de incentivo, e um movimento contracionista da política monetária. É parecido com o que a gente viveu entre 2015 e 2016, e o saldo dessas políticas terá impacto relevante sobre a desigualdade”, finaliza o pesquisador da USP.

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