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REFLEXÕES DO PASSADO E PRESENTE: PERSPECTIVA DE MELHORA PARA O FUTURO


 

Entre as motivações do protesto, além da questão do transporte público municipal, estão também pautas de relevância estadual e nacional. Foto: Maia Rubim/Sul21

Gregório Mascarenhas

Em protesto contra o fim da universalidade da meia passagem escolar, entre outras pautas, milhares de secundaristas marcharam na manhã desta sexta-feira (11) até a Praça Montevidéu, em frente à Prefeitura de Porto Alegre. O ato, que partiu um pouco depois das 9h da Escola Técnica Estadual Parobé, foi definido como o “maior dos últimos tempos” e fez parte da jornada do Dia do Estudante.

Marchezan decretou, recentemente, o fim da gratuidade da segunda passagem para quem pega mais de um ônibus em um intervalo de 30 minutos, além de acabar com a universalidade da meia passagem escolar, que passaria a valer apenas para estudantes de famílias com renda de até três salários mínimos, o fim da meia passagem para professores, o fim da isenção da passagem para pessoas de 60 a 64 anos, a redução do número de viagens isentas para idosos e portadores de doenças que têm acesso ao benefício, a autorização para as empresas iniciarem o processo de eliminação dos cobradores, entre outras medidas.

                                           

Entre as motivações do protesto, além da questão do transporte público municipal, estão também pautas de relevância estadual e nacional. “A reforma do ensino médio, a precarização, as reformas da previdência e do trabalho vão destruir a juventude com o tempo”, disse a estudante secundarista Iaia Moraes, que participa do Movimento Contestação. No Rio Grande do Sul, disse ela, “Sartori vem tentando destruir a educação, parcelando salários de professores e servidores públicos. Nós, como estudantes, não aceitamos isso”, e, sobre a questão do transporte na cidade, afirmou que se trata de uma tentativa de Marchezan de “lucrar com as empresas” para garantir sua volta à prefeitura na próxima eleição. “O movimento estudantil está com força e voltou como em 2013”, avalia.

                                           

Embora não tenham ocorrido incidentes violentos, a manhã começou tensa, quando um protesto que bloqueava a rua Sarmento Leite, nas imediações do campus central da UFRGS, foi dispersado com bombas pela Brigada MilitarAlém de grêmios de escolas, organizações do movimento estudantil e de juventude, participaram também entidades sindicais como o Cpers, o Sindicato dos Rodoviários e o Sindicato dos Municipários, assim como parlamentares como a deputada Manuela D’Ávila (PCdoB) e o vereador Roberto Robaina (Psol), que discursaram no caminhão de som. O protesto dispersou um pouco depois das onze horas, quando a chuva ficou forte. Às 18h o Bloco de Lutas faz ato novamente em frente à Prefeitura.

Estudantes se dirigiram ao Paço Municipal passando pelo túnel e viaduto da Conceição. Foto: Maia Rubim/Sul21
Bloco de Lutas também faz ato nesta sexta-feira (11) em frente à Prefeitura, às 18h. Foto: Maia Rubim/Sul21
Foto: Maia Rubim/Sul21

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