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Foto: Rafael Souza/Rádio Jornal

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), participou do debate da Super Manhã nesta segunda-feira (19), fechando 2016 com um balanço dos seus dois primeiros anos de mandato. Vivendo uma crise na segurança pública, o socialista foi duro ao afirmar que as negociações com a Polícia Militar não podem acontecer “na base da baderna”.  

Foto: Ashley Melo/JC Imagem

Além da segurança, Paulo Câmara comentou a crise financeira no estado, os investimentos em saúde e educação e afirmou que esperava mais do presidente Michel Temer. A entrevista foi conduzida pelo comunicador Geraldo Freire, pelo colunista de política do Jornal do Commercio Giovane Sandes e pelo diretor de redação Laurindo Ferreira. Ouça o debate completo:

EXÉRCITO NAS RUAS

O prazo que as tropas das forças armadas permaneceriam em Pernambuco acaba nesta segunda-feira (19). Foram 10 dias autorizados pelo Ministério da Defesa após pedido do Governo do Estado, motivado pela Operação Padrão da Polícia Militar. No debate da Super Manhã, Paulo Câmara afirmou que solicitou na última quinta-feira (15) a renovação da estadia das tropas no Estado, mas ainda não recebeu resposta. Mais cedo, o repórter da Rádio Jornal em Brasília, Romoaldo de Souza, afirmou que o ministério da Defesa, o pernambucano Raul Jungmann, ainda não havia recebido o pedido. O impasse pode ser resolvido na tarde de hoje.

NEGOCIAÇÃO COM A PM

Sobre as tentativas de entrar em acordo com a Polícia Militar para o fim da Operação Padrão, Paulo Câmara afirmou que não está satisfeito. “A gente tem um pouco de decepção em relação à Polícia por que algumas associações não querem ver a realidade como ela é”, disse. “A gente tem um clima de insegurança nas ruas. A gente não pode querer que um conjunto de associações queiram impor a forma de negociar com o governo”, afirmou. “A Polícia Militar vai ter o mesmo tratamento da Polícia Civil, mas não pode ser do jeito que querem, não pode ser na baderna. Para negociar é preciso sentar junto e conversar”, completou.

SEGURANÇA

Para melhorar o clima de insegurança nas ruas, intensificado pela Operação Padrão, o governador aposta no sucesso de medidas impopulares. O fim das férias de policiais militares, civis e bombeiros é a principal delas. “A volta dos 1400 homens que estavam de férias nós dá uma margem de segurança para reforçar o policiamento nas ruas”, afirmou. 

Sobre os assaltos a banco, o socialista afirmou que é hora de cobrar mais segurança dos bancos. “Estamos investigando as ações e já prendemos 13 quadrilhas, muitas delas com membros de fora do estado. Os bancos tem que melhorar a seguraça. Eles dizem que gastam milhões e até bilhões com segurança, mas ela está muito aquém do que os clientes precisam”, disse.

PROMESSAS DE GOVERNO

Durante o debate, Paulo Câmara assumiu que não vai conseguir cumprir as promessas de governo realizadas durante a campanha de 2014. “Todas as medidas que eu prometi no meu programa de governo são importantes e necessárias. Porém, nem o mais pessimista imaginava que iríamos encontrar um cenário de crise tão severo”, disse. “Nós queremos construir quatro hospitais e seis UPAS especializadas por que é preciso construir. Se 2017 houver condições, nós vamos construir”, afirmou.

Sobre a promessa de dobrar os salários dos professores, Paulo Câmara afirmou que não vai conseguir. “O salário dos professores tem aumentado ano a ano e nós estamos planejando uma forma de premiar os melhores professores e as melhores escolas. Talvez não dê para dobrar os salários, mas estamos fazendo o possível”, disse.

PIPEIROS

Sobre o pagamento dos caminhoneiros responsáveis pelo transporte da água, Paulo Câmara afirmou que as coisas vão piorar. “Há atrasos no pagamento dos carros-pipa, não são 13 meses, mas há por dificuldades na documentação dos cadastros. Pernambuco é o único estado em que há contribuição estadual para pagamento dos pipeiros. A partir de 2017, não vamos conseguir pagar do jeito que vinhamos fazendo”, disse.

CRISE FINANCEIRA

O governador de Pernambuco voltou a culpar a crise financeira que o país pela dificuldade em gerenciar o Estado. “Não foi por falta de informações, mas a crise foi muito pior do que foi previsto. O que se projetava é que pelo menos a inflação ia fazer crescer as receitas. Se as receitas tivessem crescido, Pernambuco não estaria nesta situação”, disse.

Para Paulo Câmara, Pernambuco está sobrevivendo nesta crise mantendo o básico e escolhendo o que é prioritário para a gestão. “Estamos avaliando as prioridades. A prioridade é a água? É mais importante construir tal adultora do que tal escola”, disse. “Fizemos um ajuste fiscal, enxugamos a folha de pagamento. Estamos segurando as rédeas do barco, olhando para o lado e vendo os barcos vizinhos afundarem. Tão logo a situação melhore, vamos dar respostas muito rápidas”, completou.

DESEMPREGO E REAJUSTES

Para o socialista, é urgente tentar reverter o quadro de crise que o Estado se encontra. “Eu entendo que uma coisa é ficar dois três meses desempegado e outras é ficar um ano ou dois. Isso mexe com a autoestima e pode ciar um caos social. O governo precisa estar atento a isso”, sentenciou. “Não vou deixar Pernambuco afundar. Onde a gente puder dar aumento de salário, nós vamos dar, mas eu tenho que ter responsabilidade com Pernambuco inteiro”, completou.

GOVERNO TEMER

Sobre o governo de Michel Temer, Paulo Câmara diz que esperava mais. “Eu esperava que o presidente Temer fizesse um governo de união nacional. Ele precisa fazer o que ele disse que iria fazer”, disse. Sobre a necessidade de um novo governo, o socialista também discorda. “Não vejo razão para novas eleições. O Brasil está acabou de sair de um processo de impeachmente e está despedaçado. O que precisamos é deixar o presidente Temer trabalhar”, completou.

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