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Aconselhar de forma bíblica e eficaz é o alvo de todos aqueles que desejam ajudar casais a superarem os estágios de crise que, por vezes, assaltam a vida conjugal.

Evangelista Audeir Lopes

  • Quais são as qualidades que um bom conselheiro deve ter e como obter mais receptividade e sucesso no aconselhamento.
  • O que a igreja deve estabelecer quanto ao tratamento dado aos casais?
  • Quando nos propomos a discutir o tema “O tratamento dado aos casais na igreja”, algumas perguntas são necessárias para reflexão:
  • Qual a consciência da igreja como Comunidade Terapêutica?

O que a igreja está fazendo de prático e eficaz na busca de solução para os casais e os casamentos em crise?

  • A igreja é responsável pela formação de seus membros em todas as áreas?

A dimensão da crise de relacionamento de casais dentro das igrejas hoje é tão grande, que se constitui num desafio para a liderança.

CASAIS, FAMÍLIA E IGREJA

  • Compromisso com prioridades ajustadas

Uma igreja com propósitos sérios tem compromisso com prioridades ajustadas.

  • A compreensão sobre a importância do casamento na visão de Jesus faz com que a igreja ajuste sua lista de prioridades segundo a vontade de Deus. Seria por acaso que Jesus realizou seu primeiro milagre público em uma festa de casamento? (Jo 2:1-11).
  • Com certeza não. Essa escolha, de começar suas intervenções sobrenaturais públicas a partir de um momento de celebração da união conjugal deixa claro que, para Jesus, o casamento era prioridade como o início da família, que por sua vez é o ponto de partida, a origem de todos os relacionamentos interpessoais.
  • O apóstolo Paulo dedicou um espaço significativo em suas epístolas, orientando sobre como deveria ser construída a relação entre o casal e a família.
  • O apóstolo revela o quanto ele priorizava esta questão, quando escreveu para Timóteo dizendo: “Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos de sua própria casa, tem negado a fé, é pior do que o descrente” (1 Tm. 5:8).
  • Para Pedro, o apóstolo, a relação de casal era tão essencial, que ele escreve dizendo que o sucesso da oração do marido e da esposa depende de como eles se relacionam (1 Pe. 3:7).

  • Só é possível a igreja desenvolver um projeto com casais, que seja eficiente e eficaz, a partir do momento em que houver compreensão da importância de se estabelecer um relacionamento verdadeiro, honesto e franco entre eles, tratando de seus dilemas como prioridade. E preciso trabalhar conhecendo a realidade.
  • O desafio das mudanças (família de ontem x família de hoje)

A família mudou por causa das novas realidades e necessidades que forçaram-na a uma adaptação. Pense na família de anos atrás, quando os quintais com árvores eram o paraíso das crianças, a natureza era a companheira inseparável de todos, desde o bebe até o vovô. Não havia TV, vídeo game, microondas, celular etc. Havia mais tempo para as pessoas estarem juntas, para o diálogo.

  • Apesar de não haver toda esta tecnologia de hoje, a família tinha um estilo de vida mais interessante.
  • As mudanças também têm a ver com fatores sociais e econômicos.
  • Hoje, a família deixou de ser patriarcal (onde os filhos casavam e continuavam próximos dos pais), para ser nuclear (onde os poucos filhos demonstram tendências, bem cedo, de buscar outros lugares para morar, quer por opção pessoal ou por necessidade).
  • Além de tudo isso, temos o desemprego, a mulher trabalhando fora, a crise moral etc.
    • Em nossa sociedade moderna, os problemas se agravam ainda mais pelo conceito distorcido sobre o matrimônio. A facilidade do divórcio faz com que muitas pessoas banalizem o casamento.
    • Em geral, o casamento é visto com menos seriedade e a família mudou o seu jeito de ser. No entanto, as famílias continuam a existir e as pessoas continuam se casando. Diante desta realidade, se a igreja perder a visão da atenção aos problemas das famílias hoje, oferecendo espaço para orientação e soluções, amanhã essa igreja estará com a sua missão de ajuda e de reconciliação seriamente comprometida.

Igreja Comunidade Terapêutica

  • Quando lemos o livro de Atos e as epístolas, fica explícito que a igreja não era apenas uma comunidade de evangelização, de ensino e de discipulado, mas também servia como uma comunidade terapêutica.
  • Vejamos alguns pontos básicos a serem considerados, como: os objetivos do aconselhamento de casais; o perfil do conselheiro eficaz; e como fazer o trabalho de aconselhamento de casais.
  • Objetivos do aconselhamento de casais
  • É essencial que, tanto o conselheiro, quanto o aconselhado, estabeleçam alvos definidos para o aconselhamento, a fim de que saibam onde desejam chegar. Jesus tinha dois alvos para os indivíduos que ajudava: vida abundante na terra e vida eterna no céu (Jo 3:16; 10:10).
  • A função do conselheiro é a mesma: mostrar às pessoas como ter uma vida abundante (vida com qualidade) e apontar a vida eterna. Sabemos que muitos cristãos sinceros terão uma vida eterna no céu, apesar de não experimentarem vida abundante na terra.

   Quando se está aconselhando uma pessoa não salva, o aconselhamento serve como um trabalho de ” pré-evangelização”.

Outros alvos que o conselheiro deve ter em mente são:

1) Levar o aconselhado a compreender a si mesmo. Todo processo de cura interior passa obrigatoriamente pelo caminho da auto compreensão. Isso tem a ver com a restauração da autoestima e autoimagem, que muitas vezes é o início da solução do problema.

2) Desenvolver a capacidade de comunicação do casal. A dificuldade em comunicar sentimentos, pensamentos e atitudes tem sido o ponto de tensão em muitos relacionamentos. O conselheiro deve ajudar o casal a aprender a se comunicar de forma eficaz.

3) Modificação do comportamento através do aprendizado. Tudo o que sabemos sobre relacionamento, certo ou errado, foi aprendido. É necessário que o conselheiro leve o aconselhado a “desaprender” o comportamento que é errado e destrutivo e aprender meios mais construtivos de agir e de se comportar. A pessoa ajudada precisa ser incentivada a avançar na prática do que está aprendendo. Jesus deixou claro que não basta aprender. É preciso praticar (Mt. 7:24).

4) Auto realização – Levar o aconselhado a maximizar o seu potencial. Sem dúvida, é em Cristo que nossa vida se completa, e o potencial é maximizado através do poder do Espírito Santo, que nos leva à maturidade espiritual.

5) Encorajamento -É durante este período de apoio que as pessoas se sentem fortalecidas e remobilizam seus recursos pessoais e espirituais, a fim de enfrentar corajosamente os problemas da vida.

O PERFIL DO CONSELHEIRO

Nenhum outro modelo se equipara a Jesus quando se trata de “aconselhamento”. Sua personalidade, Seu conhecimento e Sua habilidade capacitaram-no eficazmente para assistir às pessoas que precisam de ajuda.

Jesus, como Mestre da sensibilidade, fez uso de técnicas de aconselhamento, de acordo com a situação, com a natureza do aconselhado e com o problema específico. Em algumas situações, Ele ouvia cuidadosamente as pessoas, sem dar muita orientação às claras, mas, em outras ocasiões, Ele ensinava incisivamente. O Mestre sempre encorajava e apoiava, embora também confrontasse e desafiasse. Como conselheiro, Ele era absolutamente honesto, profundamente compassivo, altamente sensível e espiritualmente amadurecido.

  • Quais devem ser as qualidades que definem o perfil de um conselheiro eficaz?

AMOR

O amor é incomparavelmente o maior agente psicoterapêutico… algo que a psiquiatria profissional não pode criar por si mesma, nem liberar”. Eis a razão por que muitas vezes o conselheiro secular não pode suprir o amor necessário ao aconselhado e é incapaz de receber amor que este quer lhe dar.

A igreja de Cristo oferece uma abordagem para a vida, baseada inteiramente no amor. Portanto, pode ajudar onde o aconselhamento secular fracassa. Aqui está o desafio que deve levar o conselheiro cristão a refletir: Se o meio eficaz de ajudar é amar – o mesmo deve pedir a Deus para amar as pessoas necessitadas, concedendo-lhes mais amor, preocupação sincera, e sem excesso, pelo aconselhado.

  • Ao tratar com a mulher samaritana, Jesus não aprovou seu comportamento pecaminoso, porém respeitou e a tratou com uma pessoa de valor (Jo. 4). Essa atitude de interesse e cordialidade deve ser demonstrada pelo conselheiro, para que seu trabalho seja eficaz.

Honestidade sem confrontação impiedosa

O conselheiro deve ser alguém cuja sinceridade seja uma das marcas do seu caráter. Alguém que evite o fingimento e que nunca pense ou sinta uma coisa e diga outra, completamente diferente.

Empatia (Sensibilidade)

Se o conselheiro não for sensível, não haverá compreensão empática com os problemas do aconselhado. A eficácia do trabalho de aconselhamento de casal depende da capacidade do conselheiro de sentir com o aconselhado.

Domínio próprio

 A liderança da igreja deve ser muito criteriosa para incluir uma pessoa na equipe de conselheiros que trabalham com casais. “Andar em círculos não é a mesma coisa que fazer progresso. Há uma enorme diferença entre atividade e progresso” O amor de Deus pelos pecadores é maravilhoso, mas a paciência com os santos é um ministério ainda mais profundo”

CONCLUSÃO

É imprescindível que a questão sobre “O que a igreja deve estabelecer quanto ao tratamento dado aos casais” esteja inserida entre os assuntos de grande relevância a serem estudados e discutidos. Louvo a Deus pelo que tem sido feito, mas tenho consciência de que é possível fazer muito mais e com maior eficiência.

No dia 14/11 de 2020 foi realizado na filial em Santa Terezinha – PE. O Primeiro V na gestão do pastor presidente Ailton José Alves e do pastor local Evangelista Audeir Lopes foi um momento glorioso para muitas famílias.

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