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Acusada de proteger PSB, superintendente da PF em Pernambuco será exonerada e diz que nunca sofreu interferência
Delegada Carla Patrícia foi a primeira mulher a assumir a Superintendência da PF em Pernambuco – Foto: Arquivo JC

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Prestes a deixar a Superintendência da Polícia Federal em Pernambuco, a delegada Carla Patrícia fez uma defesa intransigente da instituição e disse que nunca sofreu interferência durante os 18 meses no comando da instituição. As declarações foram dadas em entrevista ao Passando a Limpo, na manhã desta quarta-feira (19), na Rádio Jornal. Carla deve deixar o órgão até o final deste mês de maio. Ela foi acusada pelo presidente do PTB em Pernambuco, Coronel Meira, de proteger o PSB em investigações relacionadas à gestão da pandemia do novo coronavírus em Pernambuco. Na entrevista, a delegada evitou citar o PSB e não respondeu em quantas investigações o partido é alvo, mas disse que seu trabalho é independente e segue a lei.

“No tempo que fiquei à frente, tivemos um excelente resultado operacional tanto no ano passado, quanto neste ano. Nesses 5 meses desse ano, já tivemos 23 operações, mais de 5 por mês. Praticamente toda semana, tivemos atividade operacional. [A PF] é pautada pela legalidade. O que a gente faz é atuar dentro da lei”, disse a delegada por telefone, ainda na sua sala, na sede da PF. Questionada sobre os boatos sobre sua exoneração, a delegada disse: “Na verdade, não tenho nem tempo de ouvir tanto zum zum zum, a gente tem excesso de trabalho. Desconheço qualquer motivo que não seja de troca natural de gestão. Até porque, talvez por desconhecimento das pessoas, o superintendente não interfere nas investigações. Todos os delegados têm total autonomia para investigar”, afirmou. 

Sem conversas não republicanas

A delegada disse que jamais sofreu interferência durante todo seu trabalho na Polícia Federal. “Nos meus 22 anos como policial, eu nunca recebi qualquer interferência desse tipo. Tenho meu gabinete aberto, atendo todas as pessoas, mas nunca passei pelo desprazer de ter uma conversa menos republicana. Em mim, nunca chegou”, concluiu. 

radiojornal