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REFLEXÕES DO PASSADO E PRESENTE: PERSPECTIVA DE MELHORA PARA O FUTURO


 

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O ministro da Educação, Abraham Weintraub - Pedro França/Agência SenadoO ministro da Educação, Abraham WeintraubImagem: Pedro França/Agência Senado

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, publicou hoje em suas redes sociais um vídeo para dizer que o Fundeb “está garantido”. Weintraub, no entanto, reafirmou o envio de uma nova PEC (Proposta de Emenda Constitucional) ao Congresso para tratar da renovação do fundo, o que faria a tramitação da matéria voltar à estaca zero.

“É prioridade total e isso está garantido. O governo Bolsonaro não vai deixar faltar recurso, em hipótese alguma, para a educação básica, seja onde for”, declarou o ministro. A afirmação de Weintraub acontece após publicação de reportagem pelo UOL em que a deputada Professora Dorinha (DEM-TO), relatora da PEC do Fundeb que tramita na Câmara desde 2015, fez críticas à proposta do ministro e afirmou que não há tempo para recomeçar a discussão. O Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) é o principal mecanismo de financiamento da educação básica no país e vence em dezembro de 2020. O fundo agrupa recursos de municípios, de estados e da União e os distribui para as redes públicas de ensino de todo o país.

“Eu não acredito que a gente comece do zero, porque o trabalho legislativo e as instituições que participaram do debate precisam ser respeitadas. E, mais do que isso, não existe tempo para começar do zero”, afirmou a deputada. A parlamentar declarou, ainda, que “não é o ministro que decide o funcionamento do Congresso”.

Em 2019, por 10 vezes, tratamos do Fundeb, seja em encontros no MEC, no Congresso, em audiências públicas. Com muita responsabilidade, sugerimos aumento de 10% para 15% no valor da contribuição a estados e municípios. Mas, teve gente que propôs 40%. De onde viria esse dinheiro?

Vídeo incorporado
No vídeo, Weintraub afirma que “demagogos” que “não conseguiram colocar o Brasil em um patamar razoável de educação” agora estão “alardeando que precisa fazer a proposta que está em tramitação no Congresso”. “Não faltou vontade nossa de tentar criar critérios técnicos, objetivos para a proposta do Fundeb. Infelizmente, prevaleceu a demagogia, então a decisão do governo federal é enviar um Projeto de Emenda Constitucional nosso para tramitar durante esse ano no Congresso Nacional”, diz o ministro.

Em dezembro, governo antecipou verba do Fundeb para nove estados

Ponto de conflito

Ao longo de 2019, no entanto, parlamentares e entidades ligadas à educação se queixaram de que o MEC (Ministério da Educação) estaria ausente das discussões sobre os rumos do fundo. O modelo atual do Fundeb, cuja estimativa de receita para 2020 é de cerca de R$ 170 bilhões, é válido por lei até dezembro deste ano. Hoje, a União complementa com 10% do total da contribuição vinda de estados e municípios.

O principal ponto de conflito entre a proposta que está hoje na Câmara e o ministro Weintraub diz respeito à complementação da União. Em setembro do ano passado, após Dorinha apresentar à comissão uma minuta que elevava o aporte federal de 10% para 40%, de forma gradual, Weintraub afirmou que o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) discordava desse salto e defendeu que a complementação da União atinja um percentual de, no máximo, 15%. No vídeo publicado hoje, Weintraub voltou a defender a proposta que estabelece como teto para a complementação da União o percentual de 15%. “A proposta que está no Congresso aumenta 4 vezes o volume [de aporte federal]. E aí, quem vai pagar por tudo isso? Eu vou dizer: eu, você, com mais impostos, crise fiscal, recessão e inflação”, disse.

educacao uol

Foto: Marcelo Camargo

FOTO: MARCELO CAMARGO

A Medida Provisória nº 905/2019 é um exemplo emblemático de que o egoísmo é um afeto dominante no Brasil de Bolsonaro e Paulo Guedes.

Quando em 1723 o médico holandês Bernard Mandeville escreveu a sátira “Fábula das Abelhas”, certamente não imaginava que expunha a essência de algo que no futuro viria a ser conhecido como capitalismo. Crítico atroz da sociedade inglesa do início do século XVIII, Mandeville apresentou aos seus leitores uma próspera colmeia de abelhas, que apesar de pujante e poderosa, vivia imersa no vício e na iniquidade. As abelhas não tinham uma noção exata da sua força econômica e tampouco da origem de sua riqueza. Não obstante, padeciam de tenazes remorsos pela sua ganância desmedida, comportamento desregrado e avareza.

CartaCapital precisa de você para continuar fazendo um jornalismo que vigia a fronteira entre a civilização e a barbárie. Um jornalismo que fiscaliza o poder em todas as suas dimensões. Sua luta é a nossa luta. Seja Sócio CartaCapital. A democracia agradece. O sentimento de culpa que flagelava as abelhas e a inveja generalizada reverberava na colmeia. Não raro haviam conflitos e acusações recíprocas de condutas reprováveis. Comovido com o clamor das abelhas por probidade, Júpiter decide eliminar delas todo o traço de egoísmo, tornando-as criaturas verdadeiramente virtuosas.

Nesse novo cenário a colmeia se transforma numa grande tribo em harmonia com a natureza. Não haviam mais guerras, querelas, vícios, luxúria, vaidade, ostentação, inveja, corrupção, usura, rapina e depredação. Paulatinamente a riqueza começa a minguar diante da recém-adquirida frugalidade das abelhas. O opulento aparato estatal se torna inútil, os soldados ficam ociosos, os advogados destituídos de causas, os tribunais de processos, os médicos de pacientes. Esvaziados, bares, bordéis e casas de jogos decretam falência. Os alfaiates são forçados a cobrar valores módicos por roupas de corte e tecidos modestos. O apetite das novas abelhas é mais comedido. Seus desejos, tranquilamente contidos. Enfim, na crônica de Mandeville o que movimenta a engrenagem econômica é o vício e a cupidez.

A “Fábula das Abelhas” é obviamente uma caricatura e, como tal, realça aspectos pouco elogiosos da sociedade inglesa da época, especialmente a cobiça excessiva. De qualquer forma, a ideia do egoísmo como necessário à prosperidade passou a influenciar o pensamento filosófico a partir do Século XVIII, redundando, 50 anos depois, na obra “A Riqueza das Nações” de Adam Smith que expõe as bases teóricas do liberalismo econômico, fundado na liberdade do mercado de se autorregular, com repulsa a qualquer atividade estatal que possa interferir nessa ordem espontânea e na natural acomodação dos preços à realidade.

Esse ideário quando posto em prática, contudo, revelou seu lado perverso, pois a prosperidade econômica resultante do individualismo e do utilitarismo ficou restrita a uma parcela minoritária dos países e da sociedade.

E o que é pior, trouxe a terrível sequela da exclusão, da dominação e da desigualdade na periferia do capitalismo. Daí, o surgimento de um clamor popular por uma ética que contemplasse o interesse pessoal sem que se ignorasse os imprescindíveis vínculos sociais entre os indivíduos. Pensadores do quilate de Jürgen Habermas preconizam ser imperiosa a construção de uma narrativa e de uma atitude em que a solidariedade prevalecesse sobre o egoísmo. Por essa forma de ver o mundo, um ajuste entre grupos de indivíduos deve ser superado por uma vontade racional universalizada. Para Habermas: “A justiça diz respeito à liberdade e direitos de um indivíduo único auto-suficiente, enquanto a solidariedade diz respeito ao bem-estar de seus semelhantes, e daqueles que a ele estão ligados intersubjetivamente em uma forma de vida comum, e assim também à manutenção da integridade dessa forma de vida. As normas não podem proteger uma coisa sem a outra, elas não podem proteger os direitos iguais e as liberdades individuais sem proteger o bem-estar de seus semelhantes e a comunidade à qual o indivíduo pertence”.

Lamentavelmente a realidade do nosso país após o golpe parlamentar-judicial-midiático de 2016 se afasta a cada dia dos pilares deontológicos da Constituição Cidadã de 1988, cujo objetivo primordial é a construção de uma sociedade livre, justa e solidária (artigo 3º, I da Constituição Federal). Por força de uma orientação governamental absolutamente antissocial, percebe-se o incremento colossal do abismo que separa os brasileiros ricos dos pobres, vulnerando o propósito maior da erradicação da pobreza e redução das desigualdades sociais.

Segunda a nova norma, beneficiários do seguro desemprego passarão a ser segurados obrigatórios da previdência social, e serão tributados pela contribuição previdenciária em alíquotas a partir de 7,5 % do valor do benefício. Esse ponto da Medida Provisória passa a valer a partir de 01º de março de 2020, primeiro dia do quarto mês subsequente ao da sua publicação. Esse novo tributo imposto a uma parcela notoriamente hipossuficiente da população busca compensar os incentivos fiscais concedidos aos empresários para a contratação de trabalhadores jovens pelo regime do Contrato de Trabalho Verde e Amarelo. Segundo dados do próprio governo, a desoneração projetada para as empresas é de R$ 10 bilhões em 5 (cinco) anos, ao passo que a arrecadação com a contribuição dos desempregados girará em torno de 11 a 12 bilhões no mesmo período.

O paradoxo é gritante, pois quem financiará o programa de empregos do Governo Federal, acredite se quiser, são os desempregados.

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Ministério existia desde a década de 1930 e sobreviveu até mesmo à ditadura militar - Créditos: Marcello Casal Jr/ABr
Ministério existia desde a década de 1930 e sobreviveu até mesmo à ditadura militar / Marcello Casal Jr/ABr

O fim do Ministério do Trabalho coloca o Brasil em uma posição de maior fragilidade frente a tendência de precarização dos empregos que vem sendo observada em todo o mundo e desequilibra a balança dos direitos e deveres de trabalhadores e patrões.  Essas são as conclusões de especialistas que acompanham de perto as mudanças na área desde meados do governo de Michel Temer e no primeiro ano da gestão de Jair Bolsonaro. Junto com processos como a reforma da previdência, a MP da Liberdade Econômica e a MP do Contrato Verde e Amarelo, o fim do Ministério é visto também como elemento que demonstra uma tentativa de enfraquecimento de direitos.

As análises de especialistas apontam ainda um processo de esvaziamento e limitação na atuação dos fiscais do trabalho. 

Há críticas quanto a falta de diálogo com entidades de classe e consultas públicas. Cenário que segundo o secretário de Administração da Federação Nacional dos Sindicatos em Saúde, Trabalho e Previdência Social, Moacir Lopes, aumenta os perigos da precarização do trabalho.“Estão precarizados porque não têm contribuição para o fundo de garantia, não têm contribuição à previdência social, não têm como pagar nenhum tipo de seguro, porque recebem muito pouco.  Há uma situação que impacta na sociedade e os reflexos serão no médio prazo. Essas pessoas um dia vão tentar se aposentar, e aí como vai ser? O governo está criando uma bomba de efeito retardado.” A extinção do ministério tira a pauta trabalhista do núcleo do poder executivo, desequilibra as relações entre empregadores e empregados e rompe um processo de construção e valorização que começou na década de 1930 durante o governo de Getúlio Vargas, na avaliação da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra). A pasta já tinha mais de 80 anos e sobreviveu até mesmo à ditadura militar. 

Getúlio Vargas criou o Ministério do Trabalho em 1930.

Foto: Presidência da República / Abr

O vice-presidente da Anamatra, Luiz Antonio Colussi cita o enfraquecimento dos mecanismos de fiscalização, a diminuição de auditores fiscais do trabalho e a perda de poder de atuação desses profissionais como pontos extremamente preocupantes. A revisão de normas regulamentadoras também é apontada como política temerosa. Colussi avalia que reverter os prejuízos vai demorar muitos anos. 

“Se estamos revisando as normas fiscalizadoras isso significa que simplifica a fiscalização e diminui a segurança no trabalho. Todo esse trabalho de desconstrução vem crescendo e eu imagino que seria necessária uma década ou mais para recuperar toda essa garantia e proteção social. Não é uma questão de ser a favor de a ou de b, estamos pensando em favor da sociedade.” 

Servidores na incerteza

As mudanças na área trabalhista não afetam somente o trabalhador em geral, mas causam também incertezas entre os servidores que atuavam diretamente com as atribuições do antigo Ministério do Trabalho. 

A Fenasps avalia que os funcionários públicos foram alienados das discussões sobre o processo de extinção do Ministério. Os lotados em Brasília foram para o Ministério da Economia. Quem está nos estados, atuando nas superintendências e agências do trabalho, segue sem certeza sobre as novas funções. Em novembro o governo anunciou que pretende unificar a operação de 1.200 Agências da Previdência Social e 498 Agências Regionais do Trabalho. Os projetos pilotos estão previstos para 16 municípios em Goiás, Ceará, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo.Para a Fenasps a unificação deixa dúvidas sobre as atribuições de funcionários que vêm de carreiras diferentes, com formação e salários distintos. Novamente a entidade critica a falta de diálogo para a construção das mudanças. Segundo a entidade, em duas audiências com o Ministério da Economia foi proposto um debate ampliado envolvendo o Congresso Nacional, sugestão que, de acordo com Moacir Lopes, não foi levada em conta. 

“Mesmo um projeto ultraliberal, pressupõe-se que vai ter algum setor da economia que vai funcionar, então tem que ter relações desse tipo. Eles não estão pensando nisso, é como se fosse terra arrasada, o último que sair apaga a luz e pronto.” 

Ministério histórico

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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, foi ao Twitter no primeiro dia do ano para elogiar investimentos do governo Jair Bolsonaro na sua área. O ex-juiz aproveitou ainda para agradecer o ministro da Economia, Paulo Guedes, pelo “apoio” nos gastos.

“Governo do PR @jairbolsonaro começa ano com investimentos na segurança. Concurso para agente penitenciário federal. Cargo estratégico para políticas federais de isolamento das lideranças criminosas e de retomada, via Força de intervenção, do controle dos presídios estaduais”, postou Moro nesta quarta-feira, 1º.A decisão foi publicada em uma portaria do dia 30 de dezembro. De acordo com o texto, do total de 309 vagas, 294 são de agentes federais de Execução penal e outras quinze, de especialistas em assistência à Execução Penal. Moro acrescentou que as ações federais na área de segurança têm garantido a redução de índices de criminalidade. “Isolar líderes criminosos e retomar o controle de presídios estaduais têm contribuído para a queda dos índices criminais. Reduzir a impunidade, prendendo e neutralizando criminosos perigosos, reduz os crimes. Óbvio assim. Obrigado @MinEconomia pelo apoio no investimento estratégico”, concluiu.

veja.

Um ataque ordenado por Donald Trump mata o general Qassim Suleimani, o segundo nome mais poderoso do Irã. Isso inicia uma nova onda de instabilidade no Oriente Médio, o que coloca o mundo em alerta e desperta o risco de um conflito em larga escala

Crédito: Greg C. Biondo/U.S. air force

TENSÃO Embarque de paraquedistas da 82ª Divisão de Infantaria Aerotransportada do Exército: Pentãgono está enviando 4,5 mil soldados ao Oriente Médio, que se somarão aos 50 mil já baseados na região (Crédito: Greg C. Biondo/U.S. air force)

MULTIDÃO Manifestantes carregam o caixão no funeral de Qassim Suleimani, no Irã. Mais de 50 pessoas morreram em tumultos (Crédito:Iranian Leader Press Office / Ha)

Herói nacional e figura conhecida da comunidade internacional, o general iraniano Qassim Suleimani aterrissou na capital do Iraque na quinta-feira 2 dando sequência a um giro por países do Oriente Médio. Sua presença no país era usual e às claras. Entrou em um carro blindado, e os automóveis de sua pequena comitiva deixaram o aeroporto. Nada indicava o que viria a seguir. Em menos de dois segundos, mísseis surgidos do céu eliminaram o militar em uma grande explosão, incendiando o Oriente Médio e levando a uma escalada de violência capaz de engolfar todo o planeta. Representa o confronto internacional mais grave das últimas décadas e coloca o mundo em alerta com o risco de expansão do conflito em larga escala. A “Terceira Guerra Mundial” tornou-se assunto que mobilizou especialistas e foi o tópico mais comentado das redes sociais. A ação espetacular tirou de cena o comandante da Força Quds, a unidade de elite da Guarda Revolucionária do Irã focada em operações no exterior. Suleimani era popular, ascendeu com o regime dos aiatolás e foi o arquiteto de quase todas as principais operações militares e de inteligência do Irã nas duas últimas décadas, incluindo a promoção de atentados terroristas, o fortalecimento do Hezbollah no Líbano, a aproximação com o ditador sírio Bashar al-Assad e o patrocínio de grupos insurgentes no Iêmen e Iraque. Vários ataques contra tropas americanas e britânicas são atribuídos ao militar. Isso, aos olhos dos EUA, justificava o ataque, ainda que Barack Obama e George W. Bush tenham evitado tomar uma medida tão extrema em suas gestões. Na versão oficial do Pentágono, Suleimani “estava desenvolvendo planos para atacar diplomatas e americanos em serviço no Iraque e em toda a região”. Além dele, o sub-comandante Abu Mahdi al-Muhandis, da Força de Mobilização Popular (FMP), um movimento iraquiano pró-Irã, também morreu.

A notícia foi recebida com comoção no Irã, que registrou as maiores demonstrações populares desde o retorno do exílio do aiatolá Khomeini, o pai da Revolução Islâmica, em 1979. Multidões se formaram para recepcionar o corpo de Suleimani — em sua cidade natal, mais de 50 pessoas morreram em um tumulto. O aitalolá Ali Khamenei, líder espiritual e maior autoridade do país, chorou ao lado do caixão e prometeu uma “vingança implacável”. A escalada do conflito não tardou. Na terça-feira 7, Teerã lançou ao menos 22 mísseis balísticos contra as bases de Ayn al Asad, no oeste do Iraque, e de Erbil, na região autônoma curda, utilizadas pelos americanos. Foi o maior ataque direto do Irã contra os EUA desde 1979. O país ainda advertiu que se houvesse resposta dos EUA uma nova onda de ataques seria “em território americano”. Trazendo ainda mais dúvida e instabilidade, na mesma noite de terça-feira um avião da companhia UIA (Ukraine International Airlines), que havia acabado de decolar do aeroporto de Teerã, caiu com a morte das 176 pessoas. O Irã declarou num primeiro momento que a suspeita era de falha mecânica e não havia relação com os ataques, mas reteve as caixas-pretas da aeronave. A Ucrânia investiga as hipóteses de ataque de míssil ou terrorismo, e cresce nos EUA a suspeita de que um artefato iraniano tenha causado a tragédia por engano. O episódio permanece nebuloso. Empresas aéreas como Air France, Lufthansa e KLM cancelaram por tempo indeterminado seus voos para o Irã e o Iraque. Com o aumento da tensão, o valor do barril do petróleo avançou mais de 4%.

UMA GUERRA “GAMEFICADA”
Conflito reafirma o poderio dos EUA e consagra o uso de drones, que foram criados inicialmente para reconhecimento

COMOÇÃO Do alto à esq., em sentido horário: manifestantes acompanham a recepção do corpo do general iraniano Qassim Suleimani na sua cidade-natal, Kerman. O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, visita os familiares do militar assassinado (no detalhe, na foto). Membro de milícia que atuou na Síria contra o Estado Islâmico — Suleimani coordenava os movimentos que executavam ações pró-Irã no exterior. O sucessor e novo comandante da Força Quds, Esmail Qaani, beija o caixão com o corpo de Soleimani (Crédito:Iranian Leader Press Office / Ha/ATTA KENARE/DELIL SOULEIMAN)

“Mundo em crise”

“O Ano Novo começou com o mundo em crise. Vivemos tempos perigosos. As tensões geopolíticas estão no ponto mais alto deste século e essa crise está escalando”, declarou o secretário -geral da ONU, António Guterres. A chanceler alemã, Angela Merkel, o presidente francês, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, apelaram à contenção no Golfo. O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, condenou o ataque do Irã às duas bases militares dos EUA. “A Otan pede ao Irã que se abstenha de mais violência. Os aliados continuam comprometidos com nossa missão de treinamento [das forças iraquianas] no Iraque”, disse. Os EUA colocaram suas forças no Oriente Médio em alerta máximo. Preparando-se para a escalada, Trump anunciou o envio de 4,5 mil soldados para o Oriente Médio. O contingente inclui 600 paraquedistas da 82ª Divisão de Infantaria Aerotransportada do Exército, que deixaram a Carolina do Norte com destino ao Kuwait. O objetivo é reforçar o contingente de 50 mil militares que já estão na região. O Pentágono também passou a reforçar postos avançados, bases e aeródromos no Oriente Médio. Na quarta-feira 8, a atenção mundial se voltou para Washington. Trump havia ameaçado com uma “reação desproporcional” caso o Irã revidasse o assassinato de Suleimani. Por isso, havia expectativa generalizada com o pronunciamento que ele faria nesse dia. Cercado por militares, o americano apareceu visivelmente tenso e declarou que o Irã parecia “estar recuando” em suas ameaças.

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Os telefones para contato são: (87)98858.0756 e (87)99145.4065. 

Glamour Garcia é a Capa da Semana da Quem (Foto: Ícaro Cerqueira/ Ed. Globo)

Trabalhada no ‘close’ e no ‘carão’, Glamour Garcia brilha por onde passa. A atriz transgênero, que recentemente foi eleita revelação no troféu Melhores do Ano por sua atuação como Britney em A Dona do Pedaço, recebeu a reportagem em seu quarto de hotel, em Salvador, para uma conversa franca em que contou que, apesar dos louros atuais, seu caminho foi de pedras pontiagudas.
Nascida em Marília, no interior de São Paulo, Daniela – que nasceu Daniel, mas desde sua adolescência decidiu ser chamada pela identidade a que se entendia – tem sorriso largo e fala com tranquilidade sobre o sucesso como atriz trans em um país tão preconceituoso.
“O que mudou, para mim, como ser humano, para a Daniela Glamour e não só a Glamour Garcia, foi de sair de um patamar de artista conceitual e me tornar uma celebridade. O susto foi grande, porque nem a própria empresa [TV Globo], nem o Walcyr Carrasco (autor da novela) esperavam o grande sucesso que a personagem fez de imediato. Todo mundo torcia para este sucesso, mas ele ultrapassou as expectativas de uma forma que ela acabou se tornando uma das preferidas do público”, explica.

Glamour Garcia é a Capa da Semana da Quem (Foto: Ícaro Cerqueira/ Ed. Globo)

Para Glamour, o sucesso de Britney aconteceu especialmente pelo fato de a personagem ter sido construída de maneira natural para gerar identificação com o público. “Ela acabou se tornando a mocinha. Tinha esse lado romantizado, não tinha falha de caráter, de índole. Era uma menina apaixonada. Essa aceitação do público aconteceu não só com as mulheres ou não só com a comunidade LGBT, mas com todo mundo que se reconhece nela nesse lugar de alguém que está batalhando, sonhando, idealizando”. Apesar de fazer sucesso entre os fãs, Glamour revelou que não foi tão simples assim aceitar a fama. Quando Britney estourou e ela passou a ser reconhecida na rua, sua primeira reação foi se retrair. “Eu perdi a minha privacidade, me tornei uma pessoa pública e tomei um susto gigantesco. Minha primeira reação foi uma depressão, porque antes conseguia fazer tudo normalmente, e de repente não conseguia mais. Com o tempo aprendi a me desdobrar no dia a dia, mas demorei meses a voltar a ir ao mercado tranquilamente, a comprar um pão. Quando digo ‘tranquilamente’, digo ‘eu estar bem ao ponto de saber lidar com o público’. De ser a Daniela e não apenas a Glamour”, diz.

Hoje em dia, no entanto, a atriz mostra que entende um pouco melhor o que a fama a trouxe. Em Salvador, por exemplo, caminhou tranquilamente por vários pontos turísticos, como Pelourinho, Ladeira do Carmo e Praia do Amado, sempre com sorriso no rosto. Após a sessão de fotos, ainda chegou animada para um almoço no restaurante Casa de Tereza, que fica no bairro Rio Vermelho, e se deliciou com a culinária típica local.

SUCESSO REPENTINO

A história de Daniela Machado começou em 2003, em Marília, na escola. Com ajuda de uma professora formada em Artes Cênicas pela Escola de Artes da USP, ela criou um grupo de teatro chamado MedArtes.
Paralelo ao teatro, ela conta que decidiu, na época, criar um Fotolog (blog de fotos) para falar sobre a sua vida pessoal e a vida de famosos. Este espaço foi chamado de Glamour Garcia e ela entendeu que este também deveria ser o seu nome artístico, posteriormente. “Todo mundo achava que o nome prejudicaria a minha carreira, que isso não era nome de artista. Mas este era, inconscientemente, um movimento pessoal de contemplação da minha vida, de viver literalmente a minha transexualidade. Só hoje percebo que de uma maneira muito intuitiva, já estava fazendo isso”.
Apesar de Glamour ter uma longa trajetória dentro do teatro, o sucesso e a fama aconteceram de maneira súbita, mudando toda a rotina de Daniela, que não esperava as dificuldades do “ser famosa”. “Hoje, eu me sinto liberta. Mas eu estava me sentindo sufocada, porque a visibilidade é muito grande”, explicou, garantindo que não se sentia exatamente julgada. “Eu perdia a paciência. Era muita gente acessando, muita gente o tempo todo e não tem como. Às vezes eu só queria ser a Daniela. Sair na rua, tomar uma água de coco, ir à farmácia. Não é uma resistência contra o público e tampouco uma fobia social”, explica.

O sucesso e aceitação de Glamour na TV com Britney foi tanto que a atriz garante não ter vivenciado nenhum tipo de aversão à sua pessoa pública até então. Nem mesmo na internet. Para ela, essa devolutiva foi um presente. No entanto, afirma que se mantém sóbria com relação aos fãs, porque entende que alguma parte deles se mantém curioso pelo fato de estar lidando e conhecendo uma pessoa trans bem sucedida.

“A gente vive em um país que é machista, misógino, fetichista. Eu virei o prato cheio de tudo isso. A forma como algumas pessoas acessavam a mim, começou a ser pesado e forte demais. Claro que eu sei que a gente se torna um objeto. Eu sei disso, mas para mim aconteceu neste momento, quando vi que algumas pessoas não tinham respeito, mesmo. E até hoje, não tem. Mas hoje, já aprendi a lidar”.

Glamour tem consciência que o assédio acontece por conta de sua atuação impactante como Britney em A Dona do Pedaço. No entanto, ela garante que tenta manter os pés no chão para que o sucesso não suba à cabeça. “Não quero cair em um processo de vaidade extrema para sempre. Eu quero conseguir ficar humilde, de continuar sendo a artista que sou”.

ÍCONE DA COMUNIDADE LGBTQIA+
Como Daniela, antes de se tornar Glamour Garcia, a atriz viveu muitas situações de preconceito por conta de ser uma pessoa transexual. Hoje, com todo o sucesso, se tornou ícone para a comunidade LGBTQIA+ e uma esperança para muitos.

Segundo a ANTRA, Associação Nacional de Travestis e Transexuais, no Brasil, por conta da violência, a estimativa de vida de uma pessoa transexual é de 35 anos de idade; Glamour lamenta que, por isso, muitas não conseguem entender a sua transexualidade em vida. “Essas coisas não calam dentro da gente e não vão se calar nunca, pelo menos dentro de mim. Acho que não é só a questão da injustiça. É a destituição dos direitos básicos. Essa destituição dos direitos básicos faz com que a sociedade seja conivente com os crimes mais hediondos, com as formas de expressão mais horrorosas que existem. Tudo isso para dizer que o que acontece é a violência de morte contra a população LGBT. Principalmente contra a população trans. Ser um ícone, para mim, não é superação e nem vitória. É uma alegria. É uma alegria saber que uma pessoa como eu hoje tem um espaço não só para se realizar como profissional e artista, mas ter o espaço de poder literalmente trazer felicidade para as pessoas”.

“Ser um ícone, para mim, não é superação e nem vitória. É uma alegria”

Além de perceber que fez e faz, diariamente, a diferença para a comunidade LGBTQIA+ e especialmente para as pessoas transexuais, Glamour também agradece por ter obtido tanto crescimento pessoal. “Meu trabalho como atriz, com a Britney, foi a coisa mais construtiva que vi acontecer em toda a minha vida”, conta, revelando que viu pessoalmente a vida de muitas pessoas mudar.

“Eu vi toda a comunidade [LGBTQIA+] feliz e unida acompanhando a história dessa personagem. Vi que não só que as travestis estavam sendo recebidas de volta em casa, mas também os gays, as lésbicas, os bissexuais estavam sendo recolocados no seio familiar. O mesmo pai que espancou, chamou de volta. A mesma mãe que expulsou, recebeu de braços abertos. Eu sei disso porque vi. Não foram uma, não foram duas, foram várias pessoas me dando este depoimento pessoalmente, ao vivo e a cores”.

Glamour Garcia é a Capa da Semana da Quem (Foto: Ícaro Cerqueira/ Ed. Globo)

Glamour Garcia é a Capa da Semana da Quem (Foto: Ícaro Cerqueira/ Ed. Globo)

VOZ E MILITÂNCIA
Glamour pôde ver que, aos poucos, sua voz fez a diferença dentro do universo LGBTQIA+. Em 2020, no entanto, ela garante que uma de suas metas é aprender. A atriz conta que em seus projetos designará parte do tempo para frequentar workshops, manifestações e encontros, para poder ouvir como a comunidade se manifesta e como ela poderá agregar dentro da militância.

Glamour Garcia é a Capa da Semana da Quem (Foto: Ícaro Cerqueira/ Ed. Globo)

“Quero capacitar o meu discurso. As poucas oportunidades que tive dentro dos grupos ajudaram a construir a mulher que eu sou, a atriz que eu sou. Isso foi importante para que eu me humanizasse. E que humanizasse também as histórias que acabei vivenciando. Acontece um processo de desumanização grande, e com pessoas trans isso é enorme. O processo de transfobia da sociedade brasileira é terrível.

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Resultado de imagem para ENTREVISTA-Caixa Econômica vai acelerar negócios ligados ao setor imobiliário em 2020

Por Aluisio Alves

SÃO PAULO (Reuters) – A Caixa Econômica Federal vai ampliar linhas de negócio ligadas ao financiamento imobiliário em 2020, valendo-se de posição de liderança no setor para ampliar receitas num mercado que vem se recuperando rapidamente no país.

Enquanto prevê crescimento de 30% das concessões de crédito para compra de residências neste ano, a Caixa também planeja acelerar o home equity, empréstimos em que o tomador oferece imóvel como garantia em troca de taxas de juros menores. “Isso pode nos ajudar a ampliar o relacionamento com muitos dos nossos clientes”, disse o presidente-executivo da Caixa, Pedro Guimarães. Com uma carteira de cerca de 480 bilhões de reais no final de 2019, a Caixa lidera com folga o crédito imobiliário no país, com cerca de 60% do setor. Mas embora também seja a maior no segmento de home equity, seus ativos no setor somam cerca de 6 bilhões de reais, número considerado tímido por especialistas. Além disso, a Caixa está começando financiamento para interessados em comprar cerca de 70 mil imóveis retomados pelo banco por conta de inadimplência, ativos avaliados em cerca de 5 bilhões de reais. Há cerca de dois anos, o banco tentou vender parte dessa carteira em grandes lotes a investidores, mas o leilão fracassou.

“Achamos que podemos ganhar mais financiando a compra deles”, disse ele.

Desde que assumiu o comando da Caixa no começo do ano passado, Guimarães, um veterano do mercado financeiro, tem defendido o maior uso de instrumentos de mercado como forma de ampliar o volume de recursos para empréstimo imobiliário. No segundo semestre de 2019, a Caixa lançou uma linha no setor atrelada ao IPCA, principal índice de inflação do país. Segundo Guimarães, o banco já emprestou 5 bilhões de reais por esta linha e aprovou outros 11 bilhões de reais. Em março, o banco vai lançar ma linha imobiliária prefixada. O plano de Guimarães é de que metade do que for originado nestas duas linhas seja securitizado e vendido a investidores.

VENDAS DE ATIVOS

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              (foto: Valério Ayres/CB/D.A Press)

Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão do Ministério da Educação (MEC), quer descartar livros didáticos considerados sem utilidade, que nunca foram entregues a alunos das escolas públicas do País. Com isso, ao menos 2,9 milhões de exemplares, comprados em gestões anteriores, podem ser descartados.

O processo para “desfazimento dos livros inservíveis” começou no fim de 2019, quando a área de logística e distribuição do FNDE alertou, em documento, para a necessidade de reduzir o estoque armazenado em depósito alugado dos Correios, em Cajamar, Grande São Paulo. O documento, obtido com exclusividade pelo jornal O Estado de S. Paulo, aponta que o total de exemplares no local não é nem mesmo conhecido pelo órgão, por isso, indica a necessidade de se montar uma comissão para levantar o número de livros e sua “validade”.
Levantamento preliminar do estoque feito em dezembro apontou que a reserva técnica tinha 4,2 milhões de livros didáticos, sendo que 2,9 milhões “venceram” entre 2005 e 2019. O Estado apurou que esses livros, de todas as disciplinas e de todas as séries (do ensino fundamental e do médio), estão ainda embalados e nunca foram abertos. Há ainda uma quantidade desconhecida de exemplares, que chegaram a ser entregues nas escolas antes de 2012, e depois foram levados ao local.Contando só os 2,9 milhões de livros nunca usados, o gasto estimado é de mais de R$ 20,3 milhões – em média, a compra de cada unidade custa R$ 7. Segundo o Estado apurou, servidores calculam que o estoque possa ser até três vezes maior.

Os exemplares foram comprados pelo MEC no Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), que distribui obras a todas as escolas públicas municipais e estaduais. Para evitar que alunos fiquem sem livro no caso de abertura de turmas ou colégios, sempre é adquirida uma reserva técnica. Há ainda escolas que rejeitam exemplares recebidos muito tempo após iniciar o ano letivo. Essas unidades vão para o depósito.

A minuta da portaria para formar a comissão que vai levantar o tamanho do estoque foi feita, mas ainda não foi publicada. No documento a que o Estado teve acesso, o grupo deverá listar os livros “desatualizados, obsoletos, ociosos, irrecuperáveis, antieconômicos ou em desuso” para serem descartados. A expectativa é de concluir o mapeamento até o fim de abril.

O desafio é dar um destino para esses livros, que trazem gasto, uma vez que há custo para manter o estoque. Mas exemplares desatualizados não podem ser entregues aos alunos. Outra saídas, como doar parte do material, também são complexas, segundo especialistas ouvidos pela reportagem.

Este mês, o presidente Jair Bolsonaro classificou os livros didáticos como “péssimos” e com “muita coisa escrita”. Dias depois, o ministro Abraham Weintraub reforçou a crítica e disse que já deu “boa limpada” no material. A necessidade de descarte de livros “inservíveis” foi apresentada a ele no fim do ano, pouco antes da troca do comando do FNDE. No dia 24, a servidora Karine dos Santos, que já chefiou a área responsável pelo PNLD, foi nomeada para a presidência do órgão.

Em nota, o FNDE disse que “não há efetivamente nenhum prejuízo” com a reserva de livros e defende ter cota extra para atender “as escolas novas criadas a cada ano, os alunos que ingressam no sistema de ensino e a eventual falta de livros em determinada unidade”. Também afirmou ter controle de “quais e quantos exemplares estão armazenados e disponibilizados para solicitações das escolas”. Mas não comentou sobre o estudo de descarte.

Problema

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Resultado de imagem para Governo retira 1,3 milhão de beneficiários do programa Bolsa Família
Resultado de imagem para Governo retira 1,3 milhão de beneficiários do programa Bolsa Família
Criado em 2003, o Bolsa Família é um programa de transferência de renda do governo federal
(foto: Rafael Lampert Zart/Agência Brasil )

Até novembro do ano passado, o governo federal retirou 1,3 milhão de beneficiários do programa Bolsa Família devido a irregularidades no cadastro. De acordo com Ministério da Cidadania, o cancelamento de benefícios gerou economia de R$ 1,3 bilhão para os cofres públicos. Segundo o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, o governo está com estudos adiantados para reformular o programa. No entanto, ainda não há prazo para que a reformulação seja lançada. O porta-voz ainda confirmou à Agência Brasil que a mudança de nome do Bolsa Família está sendo analisada. “É uma das propostas, mas ainda não está fechada. Tudo indica [que sim]”.

Transferência de renda

Criado em 2003, o Bolsa Família é um programa de transferência de renda do governo federal que tem o objetivo de combater a extrema pobreza no país. Em 2020, o Orçamento da União prevê que R$ 29,5 bilhões sejam pagos em benefícios do programa. O público-alvo do programa é formado, prioritariamente, por famílias que vivem em situação de extrema pobreza, com renda per capita de até R$ 89 mensais, e de pobreza, com renda entre R$ 89,01 e R$ 178 mensais por membro. O benefício médio pago a cada família é de R$ 189,21. Para receber o benefício, é necessário que haja na família crianças ou adolescentes com idade até 17 anos. Para garantir o acesso ao benefício, as famílias devem seguir as condicionantes impostas pelo governo, como matrícula na escola e levar as crianças até 7 anos para serem vacinadas conforme o calendário de vacinação do Ministério da Saúde.
“As propositas para melhoria para vidas dos mais carente para o ano 2020 já começam a aparecer.”
em.com.br

São Paulo — “O ano de 2020 parece realmente preocupante”, diz o grupo Eurasia em relatório publicado nesta semana. No documento, a consultoria americana aponta os maiores riscos políticos e econômicos previstos para este ano, entre eles, a relação entre Estados Unidos e China e o descontentamento em países da América LatinaNo caso do Brasil, a consultoria vê como um avanço as reformas propostas pela equipe econômica, com destaque para a da Previdência, aprovada em outubro, e para a tributária, ainda em tramitação no Congresso. Mas alerta para o risco de as medidas não se converterem no crescimento econômico esperado. A Eurasia alerta que o momento pelo qual o mundo passa, de deterioração das relações entre os países e consequente redução do comércio, é mais propício para uma crise global. Ao mesmo tempo, os recursos disponíveis para que governos e setor privado lutem contra isso, estão cada vez mais escassos.

“A economia global, depois de ter emergido da grande recessão de 2008 com a mais longa expansão do período pós-guerra, agora está arrefecendo. Mais economistas esperam uma recessão em 2020 ou 2021. E o o mundo está entrando agora em uma recessão geopolítica cada vez mais profunda, com uma falta de liderança global como resultado do unilateralismo dos EUA, do declínio ma Rússia, que quer minar a estabilidade e a coesão dos Estados Unidos e de seus aliados, e um crescente empoderamento da China. E, finalmente, as mudanças climáticas, que já atrapalham o avanço econômico. Isso só vai aumentar com o tempo”, diz.

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP)
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP)
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Estadão

Giulia Raphaela – que é assessora parlamentar de Alcolumbre desde a época em que ele atuava na política local do Macapá – e Paulo Augusto, que é chefe de gabinete do senador, receberam diárias por 10 dias consecutivos, incluindo no dia de Natal. A dupla foi beneficiada por diárias até mesmo em dias que Alcolumbre não esteve no Amapá.

No dia 27 de dezembro, por exemplo, Alcolumbre postou em suas redes sociais que havia passado o dia em Brasília resolvendo questões de seu Estado. Apenas no dia seguinte, um domingo, dia 28, ele voltou ao Macapá. Os dois assessores receberam R$ 1.276,17 em diárias para assessorar o senador “em viagem oficial no Amapá” naquele dia 27, mesmo com o parlamentar em Brasília. Dois policiais legislativos do Senado também receberam o mesmo valor, com a mesma justificativa. Nas redes sociais, Alcolumbre afirmou: “27 de dezembro e a gente tá como?! Trabalhando muito em Brasília! Ao longo dos últimos meses temos dado muitas notícias boas para o nosso Amapá. Não poderia ser diferente nestes últimos dias do ano. E, especialmente neste 27 de dezembro, aqui em Brasília, estou muito feliz em compartilhar com vocês a liberação que conseguimos de R$ 110 milhões, para a finalização das obras estruturantes da nossa capital.”

Por meio de nota, o Senado confirmou que, no dia 27, Alcolumbre esteve em Brasília e retornou na manhã seguinte o Amapá. Mas afirmou que os servidores ganharam diárias porque “permaneceram no Estado cuidando dos preparativos para os eventos subsequentes”.

Durante a jornada de recesso em Macapá, Alcolumbre fez vários vídeos e postagens nas redes sociais das suas atividades políticas locais, onde aparecia inaugurando obras e exibindo suas benfeitorias políticas. Em um desses vídeos, gravado em 30 de dezembro, o presidente do Senado lamentou que as atividades do dia teriam de ser canceladas por causa da chuva, já que o aeroporto da capital do estado estava interditado e ele e sua comitiva estavam impedidos de partir para o interior do Estado.

“Estávamos com tudo pronto para irmos ao encontro de vocês (se referendo à população do Jari), mas infelizmente nossa viagem teve que ser adiada, por conta do mau tempo”, disse. Apesar do cancelamento da agenda, logo pela manhã, as diárias aos assessores foram devidamente pagas.

A assessoria do Senado confirmou que os quatro assessores estão lotados no gabinete de Alcolumbre, mas ressaltou que eles não cometem nenhuma irregularidade ao receber diárias em viagem oficial, já que a lotação de trabalho dos servidores é Brasília.

” O povão deve ir analisando a situação caótica que passa o nosso país”

Ana Arraes foi às turras com o neto, João Campos / Fotos: Agência Câmara e JC Imagem
Ana Arraes foi às turras com o neto, João Campos
Fotos: Agência Câmara e JC Imagem
Igor Maciel, da coluna Pinga-fogo

Igor Maciel*

Monarquias, quando bem estabelecidas na cultura popular, costumam só serem abaladas por eventos internos. São raras as que não caem somente de dentro pra fora, expostas por algum escândalo. Em tempos nos quais Pernambuco é exaltado no Twitter com a expressão #Pernambucomeupaís, a “monarquia socialista” que governa o Estado parece começar a se abalar, não pela voz da oposição que grita à porta dos palácios há anos sem muito sucesso, mas pelos verbos e, principalmente, pelos adjetivos e substantivos que saem da boca da matriarca da família, Ana Arraes.

Desde a morte do filho, o ex-governador Eduardo Campos, a filha de Miguel Arraes parecia que iria manter-se quieta em seu cargo no TCU, sendo mais técnica que política. Até que os ataques de João Campos contra o próprio tio, e filho de Ana, Antônio Campos, despertaram a mulher que, até antes de João, tinha a maior votação da história de PE para a Câmara Federal. Em 2010, Ana teve 387 mil votos. João Campos teve 460 mil votos em 2018.

Mas, apenas ter poderio histórico e político não é o mais importante nessa análise. O fato é que às vozes da oposição que gritavam para os muros dos palácios ganharam o reforço de ninguém menos que a avó do principal herdeiro, de forma ativa e disposta a não deixar passar nenhuma oportunidade para desnudá-lo perante os súditos e até mesmo dentro dos muros, entre os mais fieis companheiros. Estava faltando em Pernambuco, uma boa história de crise familiar monárquica. A família real, pelo que se sabe, já existe.

                                                                                               

Caso seja candidato, João Campos terá que ir além de provar que mesmo não tendo experiência terá capacidade de governar o Recife a partir de 2021. Seu segundo maior problema, depois desse, será explicar por qual motivo nem a própria avó, mãe de Eduardo Campos e filha de Miguel Arraes, apoia sua candidatura. No imaginário popular, avós são seres capazes de apoiar tudo que os netos façam pelo amor que sentem por eles. Isso pode pesar.

jconline.ne10

Plataforma de petróleo na Baía de Guanabara Foto: Bloomberg / Agência O Globo
Plataforma de petróleo na Baía de Guanabara
Foto: Bloomberg / Agência O Globo
BRASÍLIA – O Ministério Público Federal apresentou denúncia contra 29 envolvidos em fraudes no aporte de recursos milionários dos fundos de pensão da Caixa (Funcef), Petrobras (Petros), Banco do Brasil (Previ) e Vale (Valia) na empresa Sete Brasil, responsável pela construção de sondas para exploração do petróleo na camada pré-sal. Na denúncia, a Força-Tarefa Greenfield calcula que o prejuízo aos aposentados foi de R$ 5,5 bilhões e solicita a reparação no valor do triplo desse prejuízo, que chega a R$ 16,5 bilhões. É o maior caso já denunciado pela Greenfield, força-tarefa da Procuradoria da República no Distrito Federal que apura investimentos fraudulentos dos fundos de pensão, com prejuízos aos seus aposentados. De acordo com a denúncia, o governo federal, à época comandado pelo então presidente Lula, usou sua influência política no comando dos fundos de pensão para que eles aportassem recursos milionários na Sete Brasil ignorando os riscos do investimento, assumindo a possibilidade de prejuízos para os pensionistas.

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Nathalia Dill pratica atividade esportiva na praia do Leblon (Foto: AgNews)

Nathalia Dill foi fotografada jogando volêi na praia do Leblon, na zona sul do Rio de Janeiro, na manhã desta quarta-feira (8). De maiô e shorts, a atriz mostrou sua habilidade na prática esportiva.

Em entrevista para Quem, Nathalia contou que o vôlei de praia é uma modalidade nova para ela. “Tento cuidar do corpo o ano todo, só que às vezes isso não acontece (risos). No verão tento manter as atividades que já costumo fazer: yoga e funcional com levantamento de peso olímpico. O que eu adicionei de diferente foi o vôlei de praia, ele faz parte da preparação do filme, mas com certeza vou incorporar pra vida.”

Em férias da televisão desde o fim da novela A Dona do Pedaço, em que interpretou a vilã Fabiana, a atriz pretende concluir as filmagens do longa Um Casal Inseparável no primeiro semestre de 2020, em que viverá justamente uma jogadora de vôlei de praia.Por conta do novo trabalho no cinema, Nathalia precisou passar por uma transformação na terça-feira (7) e mostrou o resultado em seu Instagram. “Mudança pronta. Vem aí, Manuela!”, escreveu.“Como é uma personagem que está sempre na praia, pensamos em mudar um pouco a cor, dar um efeito mais praiano, e também diminuir um pouco o comprimento”, comentou Nathalia sobre a mudança.

Nathalia Dill tem vôlei de praia como aliado a seus cuidados com o corpo (Foto: Agnews)Nathalia Dill conta que vôlei de praia é aliado a seus cuidados com o corpo (Foto: AgNews)

Antes e depois: Nathalia Dill (Foto: Reprodução/Instagram)

Nathalia Dill tem vôlei de praia como aliado a seus cuidados com o corpo

(Foto: Agnews)

Nathalia Dill joga vôlei em praia carioca (Foto: AgNews)Nathalia Dill se exercita em praia carioca (Foto: AgNews)Nathalia Dill joga vôlei nas areias do Leblon (Foto: AgNews)

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Katie Holmes (Foto: Splash News/ Vogue Runway)

Não é preciso ser muito antenado aos sites de moda ou contas do gênero nas redes sociais para receber de todos os cantos as mais diversas referências de looks de celebridades. Não é preciso copiar qualquer um deles ao pé da letra. A grande maioria das vezes, as imagens servem de boas referências que nos ensinam a olhar para uma cor de um jeito novo ou experimentar uma silhueta que jamais consideramos antes, ou mesmo observar uma nova tendência.

O maior ícone de estilo de 2019, porém, não brincou com grandes tendências, não experimentou novas cores, não deu a dica de novas silhuetas. Bastou, na verdade, um simples sutiã de cashmere para que todos notassem que Katie Holmes é, atualmente, a dona do guarda-roupa mais invejado de Hollywood.

ttega Veneta de Daniel Lee (a nova sucessora da Celine de Phoebe Philo). Mas em meio a muitos babados, brilhos, cores elétricas e exageros deliciosos que nos fazem suspirar e sonhar em sair com looks de passarelas pelas ruas, Katie Holmes soube mostrar toda a sedução de um closet conciso, esperto, feito para o dia a dia de absolutamente qualquer mulher.

Seu armário é repleto de bons tecidos, peças de alfaiataria com cortes impecáveis – tudo em tons clássicos. Pense em muito bege, off-white, azul marinho e ocasionalmente o preto. Pense também em muita repetição. A atriz já disse que não é de fazer muitas compras, e só compra mesmo o que sabe que vai usar muitas vezes. É o caso de seu sobretudo de lã azul marinho, ou de sua calça de lã xadrez de boca larga, que ela já usou com suéter ou com camiseta vintage cor-de-rosa.

Katie Holmes em Nova York (Foto: Vogue Runway/ Splash News)

                                             Katie Holmes em Nova York (Foto: Vogue Runway/ Splash News)

Entre seus truques mais inspiradores estão poucas peças statement em texturas surpreendentes (saia de vinil, casaco Teddy Bear) em tons clássicos, como marrom ou caramelo, sempre combinados ao que ela já tem em seu armário com um toque preppy: uma camisa social azul clara, uma calça de lã em preto e branco.

Katie Holmes (Foto: Backgrid)

Entre tantos looks montados por stylists que nos deixam com vontade de experimentar todas as tendências que piscam no universo fashionista, Katie Holmes chegou discreta mostrando todo o apelo da atemporalidade: um closet simples, que qualquer mulher consegue montar sem quebrar o orçamento, e a mensagem tão sustentável de que poucas e acertadas compras são o grande segredo de um estilo marcante e de looks charmosos. Na verdade, é aí que mora boa parte de seu apelo: os looks de street style de Katie Holmes são mais sobre consistência do que sobre novas compras. São sobre enxergar o potencial das peças de vida real que você tem no armário, apenas sob um olhar mais inspirado, tirando o máximo de proveito delas. O guarda-roupa vida real não precisa ser monótono, afinal. A fantasia da moda é maravilhosa. É o antídoto perfeito para dias de notícias tão amargas, um respiro entre rotinas corridas. Mas quando a vida real é assim tão chique e cheia de boas ideias, a realidade também não é nada mal, não?

Entre praia, piscina e outros passeios, a pausa para um lanche é indispensável. Por quê então não aproveitar a companhia das crianças e convidá-las para auxiliar na preparação das comidinhas? Além de um divertido passatempo, a atividade estreita laços e pode ainda revelar talentos escondidos para as artes culinárias.

A seguir, preparamos uma seleção de 30 receitas saborosas que podem ser feitas com os pequenos. De doces a salgados, não faltarão opções de lanchinhos para as férias. Confira:

Lanche colorido

Biscoito recheado com geleia

Broinha de fubá com goiabada

Broinha de fubá com goiabada

Muffins de chocolate

Muffins de chocolate

Torta bauru

Receita Torta Bauru

Pão de queijo fofinho

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Longe das passarelas desde 2015, mas eternamente influente no mundo fashion, Gisele Bündchen pode também ser considerada um ícone do estilo de vida saudável. Basta uma rápida olhada no Instagram dela para perceber o quanto a top model valoriza o bem-estar, investindo em meditação, sustentabilidade e, claro, bons momentos na companhia de pessoas queridas. Mas com uma rotina naturalmente atarefada, é claro que ela enfrenta situações de estresse. Para lidar com estes momentos, ela possui algumas técnicas especiais, que revelou em uma série de lições de beleza na nova campanha para a linha de skincare Capture Totale, da Dior.Sofrendo com ataques de pânico aos 20 anos, a modelo sentia que estava se tornando uma prisioneira da própria vida. “Por fora, parecia que eu tinha tudo, mas na realidade eu sentia como se não conseguisse respirar. Foi nesse momento que percebi que precisava mudar alguns dos meus hábitos” revelou a gaúcha, afirmando que deu início a uma nova vida.Uma de suas fontes de felicidade é a natureza, pela qual a modelo é apaixonada. “Quando quero desestressar, não há nada como estar na natureza.

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Bolsonaro e Moro. Foto: Agência Brasil.

BOLSONARO E MORO. FOTO: AGÊNCIA BRASIL.

Bolsonaro chegou a vetar 33 pontos da nova lei, mas 18 desses vetos acabaram derrubados no Congresso. A Lei de abuso de autoridade, sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro em setembro, entra em vigor nesta sexta-feira (3), tornando crime, a partir de agora, uma série de condutas por parte, por exemplo, de policiais, juízes e promotores.

CartaCapital precisa de você para continuar fazendo um jornalismo que vigia a fronteira entre a civilização e a barbárie. Um jornalismo que fiscaliza o poder em todas as suas dimensões. Sua luta é a nossa luta. Seja Sócio CartaCapital. A democracia agradece. Associações de magistrados, de membros do Ministério Público, de policiais e de auditores fiscais foram ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedir uma liminar (decisão provisória) para tentar suspender a lei antes que entrasse em vigor, mas não foram atendidas a tempo pelo ministro Celso de Mello, relator de ao menos quatro ações diretas de constitucionalidade (ADI) que foram abertas contra a norma. Não há prazo definido para que o assunto seja julgado. Atendendo a alguns apelos, Bolsonaro chegou a vetar 33 pontos da nova lei, mas 18 desses vetos acabaram derrubados no Congresso. Dessa maneira, a Lei de Abuso de Autoridade passou a prever punição de multa ou até mesmo prisão para condutas como negar habeas corpus quando manifestamente cabível (um a quatro anos de prisão, mais multa) e negar o acesso aos autos do processo ao interessado ou seu defensor (seis meses a dois anos de prisão, mais multa).

Além de penas de prisão e multa, diversos pontos preveem ainda sanções administrativas, como a perda ou afastamento do cargo, e cíveis, como indenização. Para incorrer em crime, a lei prevê que as condutas sejam praticadas com a finalidade de beneficiar a si mesmo ou a terceiro, ou com o objetivo de prejudicar alguém, ou ainda “por mero capricho ou satisfação pessoal”.

Confira abaixo outros pontos que passam a ser crime, de acordo com a nova lei de abuso de autoridade:

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