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Mariana Molina (Foto: Styling: Patricia Bastos Foto e beleza: Vinicius Mochizuki)

Mariana Molina

Evelyn, de Bom Sucesso é uma personagem que remente a muitas outras. Devido ao figurino comportado e jeito desejeitado, a referência mais óbvia é Betty de Betty, a Feia, novela colombiana de 1999, traduzida para mais de 100 idiomas e considerada por alguns a melhor de todos os tempos. O que faz a moça interiorana da novela das 19h da TV Globo especial, portanto? Bem, Mariana Molina.
Com sensibilidade e coragem para se jogar em cena (mesmo quando precisa atropeçar no estúdio), a atriz tem conquistado o carinho do público pelo jeito para o humor, dando um toque pessoal ao arquétipo já consagrado. “Eu me realizo com a personagem. É um trabalho em que eu posso me jogar sem medo do ridículo”, contou a atriz, que também participou da criação do figurino da personagem, em entrevista à GQ

Como parte da transformação prevista em roteiro, Evelyn já tem aparecido em cena como o sexy alter-ego Irene Adler – uma das tantas referências literárias do texto de Rosane Svartman e Paulo Halm. Para Mariana, trata-se de uma questão de autoestima. “A beleza está muito mais ligada ao autoconhecimento. Acho que a Evelyn pode se transformar por esse caminho, não pela questão do visual”, reflete.

Mariana Molina (Foto: Foto e beleza: Vinicius Mochizuki)

                                                Mariana Molina

(Foto: Styling: Patricia Bastos Foto e beleza: Vinicius Mochizuki)

GQ: Oi, Mariana. Muito obrigado por falar com a GQ! Para começar, nós queríamos saber como foi criado o figurino comportado da Evelyn. É impressão nossa ou ela foi inspirada em Betty, a Feia?

O figurino da Evelyn foi pensado junto com a Ro (Rosane Berni), figurinista da novela e tem, sim, uma inspiração, em Betty, a Feia. Mas não só nela. Também tem alguma coisa da Andrea, a personagem de Anne Hathaway em O Diabo Veste Prada. A ideia é mostrar que a Evelyn nunca foi uma pessoa ligada na imagem e que veio do interior, portanto não tinha muito acesso à moda. O figurino mostra que ela é uma pessoa que tem a cabeça no trabalho.

GQ: Reflexo da sociedade machista, o humor já foi predominantemente masculino na TV, com muito mais humoristas homens do que mulheres em outras décadas. Para criar a personagem, você buscou referência no trabalho de outras atrizes e comediantes mulheres?

Eu concordo que o humor já foi muito masculino. Felizmente, isso está mudando muito, né? A gente tem o exemplo da Tatá Werneck e da Dani Calabresa, duas pessoas que chegaram há relativamente pouco tempo e vieram com tudo, mudando o cenário para melhor. Eu adoro o humor da Fernanda Torres, da Andréa Beltrão, da Tatá… Elas foram uma grande inspiração para mim. Eu me realizo com a personagem. Sempre foi um sonho para mim trabalhar com humor. É um trabalho em que eu posso me jogar sem medo do ridículo.

GQ: Em sua opinião, fazer rir é mais difícil do que fazer chorar na dramaturgia?

Acho que são duas coisas muito difíceis. O que pega mesmo é “atravessar” o espectador de alguma maneira. O importante é que a pessoa que está assistindo ao trabalho tenha algum tipo de identificação. Ela precisa se ver ou ver alguém. No humor, a gente pode criticar ou apontar problemas da sociedade de uma maneira mais leve. Mas não deixa de ser difícil –  assim como o drama exige muito. Eu não sei. São dois momentos de atuação muito intensos.

GQ: Em 2015, época de Verdades Secretas, você chegou a dizer em entrevista que não era muito fã de academia e se considerava “indisciplinada com a boa forma”. Para viver a fase sexy de Evelyn, você precisará de algum cuidado adicional com a aparência?

Eu realmente disse isso na época e me considero assim até hoje. Eu entendo que, por motivos de saúde, a gente tem que cuidar do corpo, mas eu não sou essa pessoa que sente prazer na academia, sabe? Para fazer a parte mais sexy da Evelyn, a Irene Adler (faceta abertamente inspirada na musa das histórias de Sherlock Holmes), eu me atentei muito mais à postura do que com o próprio corpo. É uma coisa mais de comportamento. E, claro, a maquiagem e o figurino me ajudaram ainda mais a colocar a Evelyn neste lugar mais sexy.

Mariana Molina (Foto: Foto e beleza: Vinicius Mochizuki)

GQ: Algumas notícias indicam que Evelyn passará por várias transformações para conquistar Felipe (Arthur Sales). Como você essa situação de uma mulher, com baixa autoestima, disposta a mudar de vida e visual para atrair o homem que ama? É uma mudança saudável?

Ela estava disposta a se transformar em todos os sentidos para conquistar o Felipe. Em algum momento, ela percebeu que não valia a pena. Eu nunca passei por isso (de mudar para conquistar alguém). Acho que nós temos que descobrir a nossa essência ou mais atraente dentro do que a gente tem para oferecer, sabe? Acho que é uma coisa que vem de dentro para fora. Mudar o figurino ou aparência só por mudar não é uma coisa se sustenta. Não é genuíno. 

GQ: Você se considera uma pessoa com boa autoestima? Quais conselhos você daria para Evelyn?

Eu me considero. Mas acho que são fases. Não sei se a minha autoestima dura para sempre. Não sei se é uma coisa linear. Acredito que depende muito do momento em que a gente está em diversos sentidos, profissionalmente, emocionalmente… Hoje, eu diria para a Evelyn olhar para si mesmo e jamais mudar por alguém (risos). Esse é o conselho que eu tentei seguir a minha vida inteira.

GQ: Você foi apresentadora infantil no canal fechado Nickelodeon. Quão importante foi para você trabalhar em frente às câmeras desde cedo? Seu sonho de criança era trabalhar na TV?

Trabalhar na Nickelodeon foi uma super experiência. Foi fundamental para eu ganhar desenvoltura e entender o mundo da televisão. Aprendi como me portar, como me posicionar diante das câmeras. Eu sou tímida até hoje, mas eu consegui neste tempo aprender a me soltar. Hoje eu vejo que, na frente das câmeras, eu sou uma coisa que eu talvez não seja na vida real. Aquela coisa da confiança, sabe? Mas sempre quis trabalhar como atriz, não necessariamente na TV. Poderia ser no teatro ou no cinema. Acho que sempre soube que não teria uma profissão “tradicional”. Desde nova, tive inclinação para o mundo das artes. 

GQ: Para finalizar: a sua personagem suscita o debate dos padrões de beleza. Para você, Evelyn já é bonita na fase “comportada”? Por que ela não se vê dessa forma?

Eu acho que os padrões de beleza estão sendo transformados. As marcas, as indústrias da beleza, as próprias pessoas estão vendo que não existe um padrão. Acho maravilhoso que as pessoas têm falado mais sobre isso e, o mais importante, se aceitado mais. Eu, por exemplo, fui modelo por muitos anos. Eu me encaixava no padrão de beleza daquela época, mas não foi a época em que tive a maior autoestima da minha vida, sabe? A beleza está muito mais ligada ao autoconhecimento. Acho que a Evelyn pode se transformar por esse caminho, não pela questão do visual.

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