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Em reunião recheada de palavrões e xingamentos, presidente expõe sua truculência e deixa explícita sua necessidade de intervir no comando da PF para proteger familiares e amigos

Crédito: Marcos Corrêa/PR

SHOW DE HORRORES Reunião de ministros revela o lado mais sombrio do governo:

falta de educação e autoritarismo 

Que o presidente Jair Bolsonaro é destemperado e tem por hábito ofender quem diverge dele não é novidade. Mas o que se sabe sobre o conteúdo do vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril, antevéspera da saída do então ministro da Justiça Sergio Moro, vai além da falta de educação. O encontro, em meio a ataques, xingamentos e palavrões, vindos do presidente e de alguns ministros, revela que Bolsonaro pretendia interferir na troca do superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro com o objetivo específico de proteger familiares e amigos. Com quase duas horas de duração, e ainda sob sigilo, o vídeo foi exibido na terça (12) para Moro e seus advogados, representantes da Advocacia-Geral da União (AGU) e investigadores da PF e do Ministério Público.

A partir daí, alguns trechos foram vazados e acabaram confirmando o argumento dado por Moro para deixar o governo. No vídeo, Bolsonaro teria dito que sua família não poderia se “f***” por causa da “perseguição”, e que trocaria todos da “segurança” antes disso acontecer. Além disso, afirmou que não poderia ser “surpreendido” por não ter informes antecipados da PF. O trecho vazado foi confirmado por ao menos três fontes que assistiram ao vídeo e viram na fala de Bolsonaro um ataque ao trabalho de Moro e do diretor-geral da PF, Maurício Valeixo. Para rebater os vazamentos, Bolsonaro tentou emplacar outra versão, baseada nos depoimentos dos ministros — generais da reserva Augusto Heleno (Gabinete da Segurança Institucional), Walter Braga Netto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), que ocorreram no mesmo dia. Mas a história não se sustentou.

Bolsonaro negou que tenha usado os termos “Polícia Federal”, “investigação” e “superintendente”, mas admitiu os palavrões. Teve ainda um “bosta”, destinado ao governador João Doria (PSDB-SP), e “estrume” para o governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel (PSC). Mas o que ficou sem explicação é que se o objetivo era a “segurança pessoal” da família e não o controle da PF-RJ, o alvo das críticas deveria ser o general Heleno e não Moro. Cabe ao GSI e à Agência Brasileira de Inteligência (Abin), vinculada ao GSI, a segurança pessoal do presidente e familiares. Aliás, o titular da Abin era Alexandre Ramagem, indicado por Bolsonaro para o lugar de Valeixo, medida que acabou suspensa pelo ministro Alexandre de Morais (STF).

No seu depoimento, Braga Netto insistiu que Bolsonaro não falou sobre trocar a PF-RJ, mas sobre segurança pessoal, GSI e Abin. Esse argumento, contudo, contradiz o que foi dito pelos generais Heleno e Ramos. Em seu depoimento, Heleno disse que Bolsonaro falou sobre a necessidade de receber relatórios antecipados da inteligência da PF e teria reclamado de saber das coisas pela imprensa. Ao depor, Ramos disse que Bolsonaro fez menção à PF, confirmando o que já havia sido dito por Heleno. As oitivas dos ministros foram separadas, mas expressões como “não me recordo” e “não ouvi” estiveram nos três depoimentos. Ramos, inclusive, pediu duas alterações em seu depoimento após Bolsonaro apontar um equívoco de sua parte ao citar a PF.

Os ministros da chamada ala ideológica do governo também contribuíram com ofensas e xingamentos durante a reunião. Ernesto Araújo, das Relações Exteriores, provocou gargalhadas de Bolsonaro ao repetir que a China é a culpada pela pandemia da Covid-19 e pela disseminação do que apelidou de “comunavírus”. Conhecido pelos erros de português, o ministro da Educação Abraham Weintraub afirmou que “tem que mandar todo mundo para a cadeia, começando pelo STF” e completou xingando os ministros do Supremo de “filhos da p***”. Nem a cristã Damares Alves, ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, se conteve: defendeu a “prisão de prefeitos e governadores” que foram contra a flexibilização do isolamento proposta por Bolsonaro.

Os depoimentos, que devem continuar nos próximos dias, e o vídeo fazem parte do inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal (STF) a pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras, para investigar as declarações de Moro sobre interferência de Bolsonaro na PF, e tem como relator o ministro Celso de Mello. Há pressão para que Mello libere o sigilo sobre o vídeo. Na quarta-feira (13), em petição ao STF, Moro reitera o pedido para suspensão total do sigilo ou ao menos das falas de Bolsonaro na reunião, para caracterizar a ação autoritária do presidente e a intenção de intervir na PF. O general Heleno, por outro lado, diz que a divulgação seria “antipatriótica”. Seja como for, o que foi divulgado teve um efeito devastador sobre a imagem de Bolsonaro e escancarou a vocação autoritária e a truculência do governo.

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