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O presidente contou que nomeou Ricardo Vélez para o MEC por indicação de Olavo de Carvalho; “depois, tive de dar uma radicalizada”, disse em entrevista

Jair Bolsonaro

Foto: Flickr

Em entrevista, Bolsonaro revelou como decidiu sobre demissão do ex-ministro Ricardo Vélez

O presidente Jair Bolsonaro admitiu que indicar Ricardo Vélez para o cargo de ministro da Educação foi um erro. O nome do ex-ministro foi sugerido por Olavo de Carvalho que, segundo Bolsonaro, também não o conhecia pessoalmente. As declarações foram dadas em entrevista à revista Veja . “Errei no começo quando indiquei o Ricardo Vélez como ministro. Foi uma indicação do Olavo de Carvalho? Foi, não vou negar. Ele teve interesse, é boa pessoa”, disse Jair Bolsonaro . O presidente também contou que após a crise no Ministério da Educação (MEC), voltou a buscar o ideólogo: “Depois liguei para ele: ‘Olavo, você conhece o Vélez de onde?’. ‘Ah, de publicações’. ‘Pô, Olavo, você namorou pela internet?’, disse a ele”.

Logo nos primeiros meses de governo, o MEC se viu envolto em uma crise causada por uma grande quantidade de demissões e decisões polêmicas da pasta. Nesse momento, Bolsonaro disse ter se reunido com outros ministros e decidido pela substituição de Ricardo Vélez pelo economista Abraham Weintraub. “Depois, tive de dar uma radicalizada. Em conversas aqui com meus ministros, chegamos à conclusão de que era preciso trocar, não se pode ter pena, e trocamos”, explicou. Quando perguntado pela Veja se os problemas no MEC estavam resolvidos, o presidente classificou o ministério como “um campo minado” com pessoas concursadas e militantes. “Quando vazou aquela história de que o MEC estava orientando a cantar o Hino Nacional, a filmar os estudantes e tudo debaixo do slogan ‘Brasil acima de tudo, Deus acima de todos’, eu cheguei: ‘Pô, Vélez, tem uma lei do [ex-presidente] Lula que diz para cantar o Hino Nacional, conforme eu conversei contigo. Por que colocar o slogan? Quem escreveu isso lá?’ ‘É, foi o meu gabinete’. ‘Demita o cara, pelo amor de Deus’, contou. Ainda no tema da educação, o presidente disse não ser contra os estudos nas escolas e universidades sobre Che Guevara, o guerrilheiro líder da Revolução Cubana, contanto que também se fale aos estudantes sobre o coronel Brilhante Ustra (apontado como torturador durante a ditadura militar). Na mesma entrevista, Jair Bolsonaro também falou que sofre “sabotagens” e “muita pressão” . Ele contou que “imaginava que ia ser difícil [governar o país], mas não tão difícil assim”, e afirmou que comandar o Brasil é uma “missão”.

“É lamentável o ter um presidente que é ou ingênuo ou incompetente, será que ele percebe que ainda tem muitos a conter?”

Fonte:  iG 

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