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Na semana que se encerrou no sábado (9), o Brasil registrou o maior número de casos da covid-19 em sete dias desde os primeiros relatos da doença do país. Foram quase 360 mil novos casos de infecção no período. Até então, o patamar mais elevado foi observado na semana entre 13 e 19 de dezembro, quando a soma de contaminados ultrapassou 320 mil. Dados sobre mortes também apresentaram crescimento. Até 9 de janeiro foram 6.906, resultado mais expressivo registrado desde a segunda semana de agosto. A média móvel de mortes – soma de todos os casos dos últimos sete dias, dividida por sete – chegou a 987, o que também não era observado desde agosto. As informações estão disponíveis no site do Ministério da Saúde, que fornece atualizações diárias dos números oficiais da pandemia no Brasil. Ainda segundo a página, o país tinha mais de 720 mil pacientes com a covid-19 em acompanhamento até este domingo (10). O Brasil registrou 29.792 casos da covid-19 somente neste domingo (10), segundo dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde. Com isso, o total de infectados desde o início da pandemia é de 8.105.790 no país. O número de óbitos confirmados em 24 horas foi de 469. Mais de 203 mil vidas já foram perdidas para o coronavírus em território nacional. 

A novela das vacinas

Nesse sábado (9), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pediu novos documentos ao Instituto Butantan para o processo de aprovação do uso emergencial da CoronaVac. Segundo a agência, faltam documentos que são “condição necessária para viabilizar a avaliação, a conclusão e a deliberação sobre a autorização de uso emergencial das vacinas”.Os levantamentos requisitados pela Anvisa dizem respeito à demografia, resultados do estudo por população de intenção de tratamento, descrição de desvios de protocolo, entre outros. Por meio de nota, o Instituto Butantan informou que atendeu prontamente ao pedido e “permanece fornecendo todos os documentos necessários”.  De acordo com o órgão, o prazo para autorização de uso da vacina não foi alterado.

O governador de São Paulo, João Doria, criticou indiretamente o pedido. Sem citar a requisição, ele escreveu em uma rede social: “É preciso senso de urgência da Anvisa p/ liberação da vacina do Butantan. Ritos da ciência devem ser respeitados, mas devemos lembrar que o Brasil perde cerca de mil vidas/dia para a covid-19. Com a liberação da Anvisa, milhões de vacinas que já estão prontas poderão salvar vidas”. Doria está envolvido em um embate político com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) desde o início da pandemia. Nos últimos meses, a disputa tem como principal objeto de polêmica a campanha de vacinação contra o coronavírus. A vacina do Instituto Butantan, ligado ao governo de São Paulo, é fruto de uma parceria com uma empresa chinesa. Em julho, o presidente já alardeava críticas sem embasamento ao imunizante produzido na China, maior parceiro comercial do Brasil. No início de novembro, ele chegou a comemorar, como uma vitória pessoal, a suspensão dos testes da vacina, determinada temporariamente pela Anvisa por um efeito adverso. A morte de um voluntário, que foi relatada pelo Butantan, não tinha relação com a substância.

Saiba o que é o novo coronavírus

É uma vasta família de vírus que provocam enfermidades em humanos e também em animais. A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que tais vírus podem ocasionar, em humanos, infecções respiratórias como resfriados, entre eles a chamada “síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS)”. Também pode provocar afetações mais graves, como é o caso da Síndrome Respiratória Aguda Severa (SRAS). A covid-19, descoberta pela ciência mais recentemente, entre o final de 2019 e o início de 2020, é provocada pelo que se convencionou chamar de “novo coronavírus”. 

Como ajudar quem precisa?

A campanha “Vamos precisar de todo mundo” é uma ação de solidariedade articulada pela Frente Brasil Popular e pela Frente Povo Sem Medo. A plataforma foi criada para ajudar pessoas impactadas pela pandemia da covid-19. De acordo com os organizadores, o objetivo é dar visibilidade e fortalecer as iniciativas populares de cooperação.

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