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REFLEXÕES DO PASSADO E PRESENTE: PERSPECTIVA DE MELHORA PARA O FUTURO


 

Agricultura

Ao todo foram 2,1 mil cestas de alimentos e 2,6 mil litros de leite partilhados na ação solidária – Foto: Wellington Lenon/MST-PR

Cerca de 20 caminhões de diferentes tamanhos carregaram as mais de 48 toneladas de mandioca, feijão, arroz, fubá, batata, legumes, frutas e leite doados por famílias camponesas de Quedas do Iguaçu e Espigão Alto do Iguaçu a moradores da região, na última sexta-feira (23). Ao todo foram 2,1 mil cestas de alimentos e 2,6 mil litros de leite partilhados na ação solidária que marcou o Dia Internacional da Agricultura Familiar, comemorado no domingo, 25 de julho. Os alimentos chegaram a famílias urbanas dos municípios e também da Terra Indígena Rio das Cobras, localizadas em Nova Laranjeiras, formada pelos povos Kaingang e Guarani. Nove comunidades rurais se uniram para a atividade, como forma de amenizar os efeitos da crise econômica e sanitária potencializada pelo governo Bolsonaro. Em todo o Brasil, mais de 116,8 milhões de pessoas não têm o suficiente para se alimentar ou passam fome – segundo pesquisa feita em dezembro de 2020 pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional. 


Doações vieram de famílias camponesas de Quedas do Iguaçu e Espigão Alto do Iguaçu / Foto: Wellington Lenon/MST-PR

A bênção dos alimentos marcou o início da partilha, na Praça São Pedro, centro de Quedas do Iguaçu, com participação do Padre Carlos de Oliveira Egler, vigário geral da Diocese de Guarapuava, representando o Bispo Dom Amilton Manoel da Silva. Depois de um mês de preparação, o momento da entrega emocionou camponeses e autoridades presentes. “Hoje é o grande dia da gente poder compartilhar o que nós temos na nossa casa. Às famílias da cidade eu quero estender um grande abraço em nome de toda a ‘companheirada’, se sintam abraçados pelos nossos alimentos. Hoje a gente está doando um pouquinho da nossa vida para vocês, e dizendo que há solução, sim, para fome no Brasil, a solução se chama Reforma Agrária”, disse Jonas Furis, morador do acampamento Dom Tomás Balduíno, de Quedas, e integrante da coordenação do MST, no ato de abertura da ação. Oito das nove comunidades que participaram da ação integram o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), somando mais de duas mil famílias: em Quedas do Iguaçu são os assentamentos Celso Furtado e Rio Perdido; e os acampamentos Vilmar Bordin; Dom Tomás Balduíno; Fernando de Lara; e Leonir Orbach. Já em Espigão Alto do Iguaçu estão o acampamento Segunda Conquista (conhecido como Solidor) e o assentamento Primeira Conquista (conhecido como Bracatinga). Também participa da mobilização a comunidade Araucária, de Quedas Iguaçu, não integrante do Movimento. 


Oito das nove comunidades que participam da ação integram

o MST / Foto: Juliana Barbosa/MST-PR

Além do gesto de solidariedade e protesto contra o crescimento da fome, a iniciativa foi uma forma de comemoração da conquista do Cadastro de Produtor Rural (CAD/PRO) por mais de 800 famílias acampadas em Quedas do Iguaçu. As emissões ocorreram nas últimas semanas, respondendo a uma reivindicação antiga das famílias camponesas acampadas, e também a uma nota técnica emitida pelo Ministério Público do Paraná, publicada em março.

Reconhecimento da Reforma Agrária

As mais de duas mil famílias envolvidas na mobilização têm em comum a luta pelo direito à terra para produzir alimentos e conquistar uma vida digna. A maior parte das comunidades onde hoje vivem as famílias camponesas já esteve sob domínio de um único dono, a madeireira Giacomet Marodin, atual Araupel. Pelo menos 83 mil hectares de terras públicas, que abrange diferentes municípios da região, foram adquiridos de forma grilada pela empresa em 1972.

Desde 1996, quando houve a primeira ocupação na região em áreas da empresa, passou a haver a substituição do monocultivo de pinus pela produção de alimentos da agricultura camponesa. Entre as comunidades frutos dessas lutas está o assentamento Celso Furtado, com 1,2 mil famílias, maior assentamento de Reforma Agrária da América Latina, e um dos que participou da ação de sexta. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

As mais de duas mil famílias envolvidas na mobilização têm em comum a luta pelo direito à terra / Foto: Juliana Barbosa/MST-PR

A confirmação da prática de grilagem veio em agosto de 2017, quando o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) declarou nulos parte dos títulos de propriedade da madeireira Araupel ocupada pelo MST. A determinação foi resultado de uma ação judicial movida pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em 2014. Há dez anos, o Instituto contestava a validade dos títulos do imóvel localizado entre os municípios de Rio Bonito do Iguaçu e Quedas do Iguaçu. O desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná Fernando Prazeres, presidente da Comissão Estadual de Conflitos Fundiários do Paraná (CEJUSC), esteve presente na abertura das entregas dos alimentos e enfatizou a possibilidade de haver formas pacíficas para resolver os conflitos no campo. “Vejo hoje neste evento o objetivo e a finalidade que deve alcançar no nosso trabalho na Comissão, que é justamente aproximar o campo e a cidade, sem qualquer tipo de conflito. Nós lutamos, e vejo aqui a confluência dos nossos objetivos, por uma sociedade justa, fraterna, igualitária, onde os conflitos fundiários sejam resolvidos de forma consensual.” 


Doação de mais de 48 toneladas de alimentos no dia 23 de julho

/ Foto: Juliana Barbosa/MST-PR

A vice-prefeita da cidade, Edith Helma Maier, reconheceu o papel das famílias agricultoras Sem Terra: “Estou muito emocionada com esse esforço de vocês, por essas mãos dadas dos lutadores da comida, os plantadores da saúde e da vida, porque se nós não temos alimentos, nós não temos vida, e vocês são os responsáveis. Essa união que fez vocês virem até aqui é o maior exemplo de que a união faz a força.” Também estiveram presentes na ação Manoel Caetano, professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e advogado da equipe do presidente Lula, Darci Frigo, vice-presidente do Conselho Nacional de Direitos Humanos, e Paulo Porto, professor da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e indigenista.

“Solidariedade é amor e união”

Jucimar da Silva, conhecida como Pátria Livre, está entre as milhares de famílias Sem Terra da região que ainda lutam pelo direito de permanecer nas áreas onde vivem. A agricultora mora no acampamento Vilmar Bordim, em Quedas do Iguaçu. “Nós estamos em cima da terra, lutando por um alimento saudável, sem agrotóxicos”, explicou. Além de doar parte dos frutos do seu trabalho, ela e o filho fizeram parte do grupo de mais de 50 pessoas que ajudaram no mutirão de montagem das cestas e carregamento dos caminhões, no barracão comunitário do assentamento Celso Furtado. “Eu, como mãe da família, sei o que é colocar só o arroz na panela e não ter o que dar para o filho, isso é muito triste. Tem muitas famílias que às vezes não têm o pão de cada dia para dar para o seu filho, e hoje nós estamos doando para quem não tem, e isso é muito gratificante”, disse a agricultora, emocionada. A camponesa resume o sentido da palavra solidariedade como “amor e união”.


Alimentos chegaram a famílias urbanas dos municípios e também da Terra Indígena Rio das Cobras / Foto: Wellington Lenon/MST-PR

Iraci Dias, de 61 anos, esteve entre as milhares de pessoas que receberam uma cesta de alimentos em Quedas do Iguaçu, “eu achei muito bonita a atitude de hoje, só tenho a agradecer”. Ela tem amigos que vivem nas comunidades do MST na região e admira as conquistas das famílias Sem Terra ao longo dos anos. “Às vezes eles falam ‘Sem Terra’. Sem terra somos nós que moramos na cidade e que não temos”, disse dona Iraci, em tom de brincadeira. Ela vive em uma casa alugada, junto a outros sete familiares. “A pessoa com salário não pode comprar casa […]. É bem difícil. A gente que pagar aluguel, tem que pagar, porque se não pagar eu fico na rua. Eu não posso ir morar na rua com meus netos”. A renda da família vem do trabalho do esposo e do filho, que trabalham em Cascavel. Joraci França, também moradora de Quedas do Iguaçu, sente que a pandemia piorou as condições de vida. “Meu marido está desempregado, trabalhando por dia. Eu não sou aposentada e tenho muitos gastos com remédio. O meu ganho é o Bolsa Família e vem pouco, só 89 reais. Quero agradecer e dar os parabéns a todos que doaram os alimentos. Eu acho muito bom o que estão fazendo, são pessoas trabalhadoras, que gostam de repartir. Muitos criticam, muitos parabenizam, eu nunca critiquei, eu sou a favor do trabalhador”, disse.

 

 

Moradores urbanos relatam que a pandemia piorou as condições de vida

/ Foto: Juliana Barbosa/MST-PR

Augusto Conde, violinista da Orquestra Sinfônica do Paraná, trouxe a sua arte para o hino do MST. Ele está entre os apoiadores do Movimento que participaram do ato de abertura e de bênção da partilha. “A luta contra a desigualdade é uma responsabilidade de todos e todas. É um privilégio usar a nossa arte nesta causa”, afirmou o músico, que também é militante do coletivo Marmitas da Terra.

Ações de solidariedade do MST na pandemia

As ações fazem parte da campanha nacional do MST em solidariedade a quem enfrenta o desemprego e a fome. Em todo o país, já foram partilhadas mais de cinco mil toneladas de alimentos e um milhão de marmitas. Com a ação realizada nesta sexta, as famílias Sem Terra do Paraná partilharam mais de 760 toneladas de alimentos saudáveis desde o início da pandemia. Somente as famílias camponesas de Quedas do Iguaçu e Espigão já compartilharam mais de 113 toneladas de alimentos. Foram pelo menos 120 ações de doação de alimentos in natura e industrializados, com participação de mais de 60 acampamentos e 130 assentamentos do estado. Desde maio de 2020, o MST também coordena a ação Marmitas da Terra, que produz e distribui refeições a pessoas em situação de rua e moradoras da periferia de Curitiba e Região Metropolitana. Pelo menos 1.100 marmitas são doadas todas as quartas-feiras, num total de mais de 66 mil refeições até agora, produzidas principalmente com alimentos vindos de áreas da Reforma Agrária. Além das mobilizações na região Centro, outras 300 cestas de alimentos da Reforma Agrária foram doadas para famílias da comunidade urbana Vila União, localizada no Tatuquara, também na capital, no sábado (24). Junto aos alimentos industrializados, cerca de três toneladas de alimentos frescos, vindos dos acampamentos Maria Rosa do Contestado e Padre Roque Zimmermann, de Castro, do assentamento Contestado, da Lapa, e do acampamento Maila Sabrina, de Ortigueira. A ação é organizada desde junho de 2020 por um grupo de entidades, pastorais, sindicatos e movimentos, entre eles o MST. O Coletivo Marmitas da Terra produziu e distribuiu duas mil marmitas na última quarta-feira (21), em Curitiba e região.

Fonte: BdF Paraná

Chamas de uma queimada ilegal se alastram pela Amazônia, em agosto de 2020.
Chamas de uma queimada ilegal se alastram pela Amazônia, em agosto de 2020.CARL DE SOUZA / AFP

A partir desta terça-feira, os dados sobre queimadas e incêndios florestais no Brasil serão monitorados e divulgados pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), subordinado ao Ministério da Agricultura, e não mais pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), um órgão estritamente técnico, vinculado ao Ministério de Ciência e Tecnologia. A medida, que o Governo Bolsonaro afirma que não afetará o trabalho do INPE, alarmou mais uma vez especialistas e pesquisadores, que veem na mudança uma forma de tentar controlar a informação e enfraquecer o órgão, que já foi atacado por Jair Bolsonaro. Os últimos dados divulgados pelo INPE mostram que a Amazônia teve o maior número de focos de queimadas dos últimos 14 anos para mês de junho, com 2.308 focos de calor.

O anúncio da mudança foi feito na segunda-feira, durante reunião com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, com o diretor do Inmet, Miguel Ivan Lacerda de Oliveira. O diretor afirmou que os dados sobre locais com maior probabilidade de ocorrência de queimadas serão divulgados pelo Painel de Monitoramento ao Risco de Incêndio, uma ferramenta criada, segundo Oliveira, para evitar problemas de integração de dados, uma vez que as informações meteorológicos vinham do Inmet. “É um problema que o Brasil enfrentava há décadas, na verdade, há mais de 40 anos, a pulverização na divulgação de dados sobre incêndio e meteorologia”, disse.

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Fiscais relatam dificuldade no trabalho de campo por conta de declarações do presidente Bolsonaro contra os trabalhos de fiscalização – Arquivo/EBC

As multas pagas por crimes ambientais, nos estados da Amazônia Legal, despencaram em 93% nos dois primeiros anos do governo de Jair Bolsonaro, comparados aos quatro anos anteriores.

O levantamento é do Centro de Sensoriamento Remoto e do Laboratório de Gestão de Serviços Ambientais da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), divulgado nesta segunda-feira (19) pelo jornal O Estado de S. PauloOs entraves à fiscalização ambiental da Amazônia colocados por Jair Bolsonaro têm atrapalhado o monitoramento das infrações no campo e também os órgãos federais que julgam esses processos. A centralização de decisões e a burocratização de processos ajudam a explicar o mau desempenho. Segundo o estudo da UFMG, a média anual era de 688 processos com multas pagas entre 2014 e 2018 no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama). Porém, em 2019 e 2020, sob o comando do ex-ministro Ricardo Salles, os balanços foram 74 e 13 multas pagas – média de 44. O número de processos relacionados a infrações que envolvem a vegetação julgados em 1ª e 2ª instâncias também recuou: de 5,3 mil anuais entre 2014 e 2018 para somente 113 julgamentos em 2019 e 17, no ano passado. Conforme os pesquisadores, mudanças em regras internas do Ministério do Meio Ambiente e na legislação entre 2019 e 2020 burocratizaram ainda mais o trabalho de campo dos fiscais e o andamento interno de processos ligados à apuração de infrações ambientais, como desmate e extração de madeira irregular.

Burocratização

Ao Estadão, o biólogo da UFMG e autor do estudo, Felipe Nunes, afirmou que o risco da ausência de responsabilização por crimes ambientais é a desmoralização institucional e sensação maior de impunidade. De acordo com ele, a responsabilização começa com o fiscal em campo, que expede autos de infração quando vê irregularidades. Mas, para a punição valer, é preciso ter julgamento do processo. Os processos envolvendo autos de infrações ambientais são julgados de forma administrativa pelo Ibama ou pelo Instituto Chico Mendes (ICMBio) em duas instâncias e, em alguns casos, são encaminhados para a esfera judicial.

Entretanto, em 2019, um decreto obrigou os dois órgãos a fazerem audiências de conciliação com os autuados. Antes dessa audiência, a multa não é cobrada nem passa por julgamento. Portanto, na prática, travou o andamento dos processos. “Toda a explicação que o fiscal dava em campo, de que podia parcelar a multa, optar pela recuperação do dano, agora tem de ser feita também em audiência de conciliação”, explicou Alex Lacerda, servidor do Ibama e diretor-executivo da Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Especialista em Meio Ambiente, ao jornal. De acordo com ele, a demora na apuração dos casos por conta dos entraves burocráticos criados pela gestão Bolsonaro coloca em risco a punibilidade de milhares de processos devido à prescrição. O servidor do Ibama disse ainda que, na área em que trabalha, é feita uma audiência de conciliação por semana. Mas, para dar conta dos cerca de 1,8 mil autos de infração por ano, seria preciso ter 30 vezes mais audiências.

Impunidade

Os fiscais afirmam que têm encontrado dificuldade no trabalho de campo devido às falas do presidente Bolsonaro contra os trabalhos de fiscalização. Há relatos de medo, pois a agressividade com os fiscais aumentou. Entre os infratores, a sensação é de que a fiscalização está paralisada. Atualmente, há cerca de 99 mil processos de infração ambiental pendentes de julgamento no Ibama, em 1ª ou 2ª instâncias, diz o levantamento da UFMG. Essa baixa conversão dos crimes ambientais em multas efetivamente pagas cria uma sensação de impunidade e prejudica até os trabalhos de fiscalização. O estudo mostra ainda que houve redução nos embargos ambientais, de 2.589 em 2018 para 385 em 2020. Quando uma área é embargada, a produção obtida é considerada irregular, entra em uma lista compartilhada internacionalmente e não pode ser comercializada. Em 2020, o número de desembargos pelo Ibama foi superior ao de embargos. É a primeira vez que isso acontece no Brasil.

 (crédito: AFP / EVARISTO SA)
O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, afirmou nesta terça-feira, 6, que cerca de 3 mil militares das Forças Armadas serão deslocados para atuar em ações de apoio e combate ao desmatamento.
Mourão, que preside o Conselho Nacional da Amazônia Legal, se reuniu com alguns ministros para apresentar informações sobre a “Operação Samaúma”, como foi batizada a nova investida militar. “Nós vínhamos numa trajetória muito boa até o final do mês de abril. Após a saída das Forças Armadas, houve um aumento significativo do desmatamento, principalmente no mês de maio. Os índices foram bem elevados”, disse Mourão, acrescentando que a meta agora é reduzir entre 10% e 12% o índice de desmatamento verificado de julho do ano passado a agosto deste ano, em relação a julho de 2019 a agosto de 2020. O efetivo vai permanecer na floresta até o fim de agosto, mas o prazo poderá ser prorrogado, caso o governo julgue necessário. Na avaliação de Mourão, a atuação dos militares no combate ao desmatamento e incêndios tem segurado o avanço dos crimes na floresta. Ele chegou a afirmar que, quando os militares deixaram a Amazônia no fim de abril, houve aumento do desmatamento. O que o vice-presidente não comentou é que, naturalmente, com o fim das chuvas em muitas regiões, sempre ocorre o avanço dos criminosos sobre as áreas protegidas. “Vamos atuar em força neste mês de julho, de modo que a gente feche o ciclo com uma redução na faixa de 10%, 12%. O ponto focal é que todas as agências cooperem para que haja uma sinergia nesse negócio” afirmou o vice-presidente. “A gente tem que chegar ao final do mês de julho com uma redução de 1 mil quilômetros quadrados de desmatamento. É um objetivo factível.” O índice de desmatamento verificado em unidades de conservação federais registrou um aumento de 312% em maio deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. As florestas protegidas, que são fiscalizadas pelo Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), registraram 11.296 hectares de desmatamento, número bem superior ao registrado em maio de 2020, quando 2.741 hectares de florestas foram perdidos.
Recorde
O desmatamento acumulado também aponta que o País caminha para um novo recorde. As medições oficiais são feitas de agosto de um ano até julho do ano seguinte. Entre agosto de 2020 e maio de 2021, as unidades de conservação somam 33.820 hectares de mata devastada. Esse volume é 40% superior ao verificado entre agosto de 2019 e maio de 2020, intervalo que registrou 24.165 hectares de florestas perdidas. Mourão disse que o governo precisa melhorar os números para chegar à Conferência do Clima (COP-26), em novembro, com o Brasil menos pressionado por sua atuação na área ambiental. O vice chamou a atenção ainda para a contratação temporária de mais de mil brigadistas pelo Ministério do Meio Ambiente, que, segundo ele, passou a contar com 3,2 mil em ações em campo.
As ações da Operação Samaúma ocorrerão em 26 municípios que apresentam maior quantidade anual de alertas de desmatamento, localizados no Amazonas (Apuí, Boca do Acre, Canutama, Humaitá, Lábrea, Manicoré e Novo Aripuanã); Mato Grosso (Apiacás, Aripuanã, Colniza, Cotriguaçú, Marcelândia, Nova Bandeirantes, Peixoto de Azevedo e Paranaíta); Pará (Altamira, Itaituba, Jacareacanga, Novo Progresso, São Félix do Xingu e Trairão); e Rondônia (Candeias do Jamari, Cujubim, Itapuã do Oeste, Machadinho DOeste e Porto Velho).

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(Foto: @zi3000/depositphotos)

Um estudo publicado na revista BMJ Nutrition, Prevention & Health mostra que pessoas que adotam uma dieta baseada em plantas (plant based) ou no máximo com peixes têm 73% menos chance de desenvolver sintomas moderados a severos de Covid-19, quando comparados com os que seguem as demais dietas. A pesquisa chamada “Dietas à base de plantas, dietas pescetarianas e severidade de Covid-19: um estudo de caso-controle de base populacional em seis países” analisou 2884 participantes (94,8% eram médicos e 5,2% enfermeiras e assistentes) que trabalhavam na linha de frente contra a Covid-19 em seis países (França, Alemanha, Itália, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos).Foram avaliadas a severidade e a duração da infecção, ocorridas entre 17 de julho e 25 de setembro de 2020, em 568 casos e 2316 controles. “Indivíduos que relataram seguir dietas com baixo carboidrato e alta proteína tiveram maior chance de doença grave, quando comparados com indivíduos que relataram seguir dietas baseadas em vegetais ou dietas pescetarianas com maior ingestão de vegetais, legumes e nozes, e menor ingestão de aves e carnes vermelhas e processados. Nossos resultados sugerem que uma dieta saudável rica em alimentos ricos em nutrientes pode ser considerada para proteção contra Covid-19 grave. Estudos futuros com dados detalhados de macro e micronutrientes são necessários para estudar associações entre a ingestão alimentar e a gravidade do Covid”, dizem os pesquisadores.O artigo aponta que há ainda outros estudos epidemiológicos demonstrando que “o consumo de frutas e vegetais está associado a um menor risco de infecção do trato respiratório superior, como resfriado, gripe ou sinusite”.O estudo foi feito na fase inicial da pandemia global, antes da detecção de variantes preocupantes do SARS-CoV2, “o que poderia complicar ainda mais uma análise epidemiológica multinacional, ao alavancar uma rede existente de profissionais de saúde”. E contou ainda com a resposta dos participantes sobre suas dietas, portanto “existe a possibilidade de viés de memória”.

Dietas plant based são ricas em nutrientes

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Vitória de Santo Antão foi o município que mais forneceu alface para a Ceasa. FOTO: IFPE/Divulgação

Os municípios pernambucanos de Vitória de Santo Antão, Camocim de São Félix, Vicência, São Vicente Ferrer, Floresta, Cabrobó, Petrolândia e Petrolina tem algo em comum quando o assunto é frutas e hortaliças. Os oito figuram na lista dos vinte maiores produtores do Brasil. Alguns deles, como Camocim e Vitória de Santo Antão no ramo das hortaliças. Outros, a exemplo de Petrolina, tanto em hortaliças quanto frutas.

A produção dois oitos municípios, segundo o Boletim Hortifrutigranjeiro deste mês da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), foi de 12.788,4 toneladas de frutas e hortaliças em maio. As nove principais centrais de abastecimento (Ceasas) do país contabilizaram 7.335 toneladas de cebola, tomate e alface vindas de quatro destes municípios pernambucanos e 5.453 toneladas de melancia, banana e maça, de cinco. Os dados, explica o boletim, “são tabulados e validados pelo próprio entreposto e encaminhados mensalmente à Conab, por meio de um arquivo previamente parametrizado, ou ainda, alimentados de um sistema de lançamento específico”. Em síntese, as informações são recebidas pela equipe técnica da companhia, que revisa os dados e disponibiliza de forma compilada, em seguida, “para acesso público”. Petrolina responde por mais de um terço de toda a produção de frutas e hortaliças no estado. Ao todo, os produtores do município distribuíram, 4.528 toneladas, sendo 3.605,9 de cebola; 443,6 de melancia; e 479 de maça. No ranking montado pela Conab, este município do Sertão do São Francisco aparece na segunda colocação de entrega de cebola, sendo o primeiro lugar o produto importado.

CEBOLA NORDESTINA
A oferta de cebola foi grande em maio. Não só de Petrolina, mas também de Cabrobó, o 12º maior produtor da hortaliça do país, e de municípios baianos, como o município vizinho de Petrolina, Juazeiro. Os números refletiram nos preços. “Em maio, houve reversão da alta de preços. A queda foi provocada pela intensificação da oferta da região Nordeste, notadamente Bahia e Pernambuco”, diz o boletim. O quilo no Recife ficou, em média, em R$ 1,80, representando uma redução de 39,60% quando comparado ao valor de abril. Em Fortaleza, também sob efeito da produção nordestina, o preço despencou 19,41%, ficando em R$ 2,99 o quilo. Ainda quanto ao ranking da Conab, Camocim de São Félix, no Agreste, e Floresta, no Sertão, despontam em terceiro lugar em duas lista. Camocim aparece nesta posição entre os produtores de tomate no Brasil, com 2.747 toneladas, atrás de Ribeirão Branco (SP) e Goianápolis (GO). A colheita de 1.315 toneladas de melancia fez Floresta ser superada apenas por Uruana e Goiânia, ambos municípios de Goiás.

De Vicência, na Mata Norte, e São Vicente Ferrer, no Agreste, saíram em maio 2.452 toneladas de banana. Vicência não só é o maior produtor da fruta do estado, como o quarto maior do país, enquanto São Vicente, o 16º nacional. A origem de tais números, explicou o técnico do IPA Luiz Gonzaga Bione, à Ceasa Pernambuco, vem em sua grande maioria de pequenas glebas, com característica de pequenos produtores.

MAÇÃ DO SÃO FRANCISCO 

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No próximo sábado (22), celebra-se o Dia Internacional da Biodiversidade. E listamos alguns destinos no Brasil onde o turista pode interagir e se encantar com variadas espécies de animais. Diversos estudos apontam o Brasil como o país com maior biodiversidade do mundo, por ter em seu território biomas ricos em espécies animais e vegetais. De acordo com o Catálogo Taxonômico da Fauna do Brasil (CTFB), até o momento, há mais de 119 mil espécies válidas de animais no país. Um programa que alia natureza, bem-estar e um maior conhecimento do nosso fascinante e vasto bioma é o BioParque do Rio, antigo zoológico da cidade do Rio de Janeiro que chega com um novo conceito. O equipamento turístico conta com as melhores práticas mundiais de bem-estar animal e conservação ambiental, ao mesmo tempo em que permite experiências imersivas e transformadoras para o público. Entre as demais opções listadas, hotéis e pousadas da Associação Roteiros de Charme, como a Pousada Zé Maria, em Fernando de Noronha (PE), e a Quinta do Bucanero, em Imbituba (SC); e o safári do Portobello – o único do Brasil dentro de um resort – localizado em Mangaratiba (RJ). Clique AQUI e saiba tudo sobre ótimos destinos de viagem principalmente para os amantes da Natureza!

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  Nessa Ultima sexta feira dia 30 de abril o Gerente Regional do IPA Petrônio Ramos, junto ao técnico do município de Santa Terezinha Darlécio Bezerra, participaram de uma reunião com o Prefeito dessa cidade o Sr. Delson Lustosa, com o Secretario de Agricultura Adarivan Santos e o técnico dessa Secretária, Edisney Silva. Na pauta ressaltamos a parceria entre os órgãos, os quais tem como interesse comum o fortalecimento da agricultura familiar, e os preparativos finais para iniciarmos mais uma etapa do Programa de Aquisição de Alimentos – PAA, o que irá beneficiar agricultores/as e beneficiários das entidades socioassistências teresinhense. 

 

 

 

 

 

 

 

A Gerência Regional do IPA de Afogados da Ingazeira através do Gerente Petrônio Ramos, se reuniu ontem dia 22 com o Secretário de Agricultura do município de Santa Terezinha, o Sr. Adarivan Santos e o Técnico Agrícola Edisney Lima, com uma pauta voltada para a mutua colaboração entre as partes objetivando melhorar e ampliar as execuções de políticas públicas e consequentemente a satisfação da família de base familiar local. O município irá dar início em breve o Programa de Aquisição de Alimentos – PAA, e o técnico do IPA local Darlécio Bezerra já contará com o apoio necessário do Governo Municipal para que esse programa tenha um funcionamento cada vez mais eficaz e atenda mais uma vez as expectativas dos agricultores/as fornecedores/as e das entidades socioassistências receptoras.

Ao todo, serão entregues 472.150 sementes, beneficiando quase 80 mil agricultores do estado

A partir desta quinta-feira (18), agricultores do Sertão do São Francisco serão beneficiados com sementes de sorgo e milho do Programa Campo Novo, por meio do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA). O presidente do IPA, Kaio Maniçoba e o secretário de Desenvolvimento Agrário do estado, Claudiano Martins, participam das entregas. Na quinta (18), o município de Santa Maria da Boa Vista recebe as sementes. Na sexta-feira (19), as cidades de Floresta e Itacuruba são beneficiadas. Já na segunda (22), as entregas seguem nos municípios de Serra Talhada e Manari, no Sertão pernambucano. De acordo com o presidente do IPA, Kaio Maniçoba, o benefício atinge muitos produtores do estado e atinge diretamente o homem do campo. “O Campo Novo é um dos programas mais importantes do Governo do estado voltado para o agricultor, diretamente para o homem do campo, porque ele tem um beneficio muito grande e atinge muitos produtores, muitas cidades e várias famílias. Essas sementes são distribuídas baseadas em estudos técnicos, para que a gente possa ter essa planilha e os números do que a gente vai poder distribuir. Estamos fazendo as entregas no período fértil, que é no início das chuvas no Sertão.”, explica. Ao todo, serão entregues 82.290 quilos de sementes de sorgo e milho, nos municípios de Afrânio, Dormentes, Lagoa Grande, Orocó, Petrolina e Santa Maria da Boa Vista. A iniciativa deverá beneficiar mais de 13.700 agricultores. No estado, a previsão é que sejam entregues 472.150 sementes, beneficiando quase 80 mil agricultores familiares do Sertão do Araripe, Pajeú, São Francisco, Itaparica, Central e Moxotó. A distribuição começou pelo Sertão do Araripe, no início do período chuvoso na região. Os agricultores receberam cerca de 148 toneladas de sementes, entre milho e sorgo. As cidades de Exú e Ouricuri foram as primeiras contempladas. Exú vai receber 16.540 quilos de sementes e Araripina 25.180. Em 2020, o programa distribuiu 75 toneladas de sementes de sorgo, que permitiu o cultivo de 7.500 hectares de sorgo forrageiro, produzindo cerca de 337 mil toneladas de matéria verde. “Temos um compromisso de apoiar a agricultura familiar, mantendo a distribuição de sementes, observando as normas de segurança sanitária e o quadro das chuvas”, ressalta o presidente.

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ICMBio recupera solo e vegetação no Parque Nacional da Furna Feia

Um projeto coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) vem avançando desde março na recuperação de áreas degradadas no interior do Parque Nacional da Furna Feia, localizado entre os municípios de Mossoró e Baraúna (RN). A iniciativa prevê a revitalização da unidade com o plantio de 135 mil mudas. O principal método de regeneração no Parque Nacional da Furna Feia será o plantio de espécies nativas com o apoio da comunidade local. Para isso, 60 pessoas que vivem no entorno do parque foram capacitadas para coleta e produção de mudas que, depois, serão compradas e utilizadas no projeto. Em atuação com parcerias locais, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) definiu quais áreas serão recuperadas. Além disso, visando ampliar o engajamento comunitário, o ICMBio promoveu ações de educação ambiental, contribuindo para a preservação da unidade e geração de renda pelas atividades realizadas por diversas famílias da região.O parque, localizado entre os municípios de Mossoró e Baraúna (RN), abriga a rica biodiversidade da caatinga, único bioma exclusivamente brasileiro. São mais de 8,5 mil hectares de áreas protegidas, e mais de 100 deles serão recuperados na ação.

Combate à desertificação

O projeto se insere na agenda de combate à desertificação do MMA, que no fim do ano passado avançou com a assinatura de protocolo para recuperação de terras degradadas na bacia hidrográfica de Juramento-MG. A bacia do rio Juramento abastece o município de Montes Claros, onde vivem mais de 340 mil brasileiros.

 MMA
(61)2028-1227

“Esperamos com isso que o Biden desista da ideia de passar recursos (ao governo Bolsonaro), já que na verdade ele vai reafirmar uma liderança que está cada vez mais isolada”, observa Wagner Ribeiro

Pragmatismo estadunidense e desmatamento na Amazônia

Desde a chegada de Jair Bolsonaro ao poder, o desmatamento na região vem batendo recorde. Mas a devastação não acontece sem reação de organizações e movimentos ligados às questões ambientais.

Na semana passada, por exemplo, um grupo com mais de 200 ONGs enviou uma carta ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, sobre eventuais negociações “a portas fechadas” entre ele e Bolsonaro a respeito da Amazônia, sem a inclusão das organizações. A suspeita em relação às tratativas foi levantada por organizações da sociedade civil após convite do governo dos EUA ao presidente brasileiro para participar da Cúpula dos Líderes sobre o Clima, que será realizada virtualmente nos dias 22 e 23 de abril. A articulação também levou 23 chefes de Executivo estaduais a formarem a “Coalizão Governadores pelo Clima”. O bloco ainda é signatário de uma carta que será enviada a Biden pedindo que os estados tenham acesso aos recursos necessários de enfrentamento ao desmatamento diante do vácuo do governo federal.

Fracasso de Bolsonaro

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Arquivo Embrapa. -

Instituído pela ONU em 1992, o Dia Mundial da Água é comemorado em 22 de março. Para alertar sobre o risco de escassez deste precioso recurso, a Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) lembra da necessidade da preservação e os cuidados no uso racional da água, tão vital para a manutenção da vida e para o equilíbrio dos ecossistemas do planeta.

As águas cobrem três quartos da superfície do planeta Terra. Mais de 97% desta água estão nos oceanos. Menos de 3% são água doce, portanto, próprias para consumo humano, dessedentação de animais e outros usos, como na agricultura. Desse total, 77% estão nas geleiras, calotas polares e congeladas nas montanhas; 29,9% são subterrâneos; 0,9% está presente na umidade do solo e na região dos pântanos; e apenas 0,3% em rios e lagos. Assim, apenas uma pequena parte de água doce está prontamente disponível para nosso uso.

A água é um recurso essencial diretamente ligado à saúde e a qualidade de vida. O uso da água apresenta também uma destacada importância econômica, seja para a geração de energia elétrica, uso industrial, ou na produção de alimentos, por meio da irrigação na agricultura e nos manejos da pecuária. Farta em algumas regiões e já escassas ou degradadas em outras, o uso inadequado deste recurso pode levar as próximas gerações a enfrentar o problema ainda maior da escassez dessa substância essencial à vida.

Mas como o Brasil lida com a água? Estamos explorando mal esse valioso recurso? Como a ciência tem atuado para sua conservação e para melhorar o seu uso?

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Situação de emergência foi decretada por causa da seca
Pernambuco declara situação de emergência em 54 municípios do Sertão por causa de estiagem (Alexandre Gondim/JC Imagem

Governo de Pernambuco, declarou nesta terça-feira (9), situação de emergência para 54 municípios do Sertão por causa da estiagem. Segundo o texto publicado no Diário Oficial do Estado, o decreto é válido por 180 dias.

interior

  A Secretaria Municipal de Agricultura de Santa Terezinha PE, através da Rede Pluviométrica do Estado, Informou a este blog, o total de chuvas neste mês de fevereiro caídas no referente município.
      Conforme segue:
Dia 13/02:   9,00 ml 
Dia 15/02: 82,00 ml
Dia 16/02: 11,02 ml
Dia 17/02:   8,09 ml
Dia 23/02: 17,00 ml
Dia 24/02: 31,08 ml
Somando um total de: 
159,03.
Até o fecha desta edição

Por G1 MT

Antes e depois das queimadas em reserva no Pantanal de MT — Foto: Jeferson Prado/Sesc Pantanal

Antes e depois das queimadas em reserva no Pantanal de MT

— Foto: Jeferson Prado/Sesc Pantanal

Árvores que servem de alimentos para animais do Pantanal mato-grossense começaram a dar frutos na maior Reserva Particular do Patrimônio Natural do país (RPPN), Sesc Pantanal, após 93% da área ser queimada pelo fogo em 2020.Acuri, canjiqueira, jatobá, bocaiuva, jenipapo, figueira e marmelada, fontes naturais de alimentação de animais como araras, queixadas e o maior mamífero terrestre da América do Sul, a anta, já frutificam na região.De acordo com o Sesc Pantanal, no Dia Nacional das RPPNs (31), os primeiros sinais de recuperação na unidade de conservação, deixam pesquisadores otimistas, mas cautelosos diante dos impactos em longo prazo dos incêndios florestais no bioma.Em 2020, o Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais (LASA) registrou 4,350 milhões de hectares incendiados no Pantanal, ou seja, 30% do bioma.

Armadilha fotográfica instalada em reserva no Pantanal de MT para acompanhar animais — Foto: Gabriela Schuck

Armadilha fotográfica instalada em reserva no Pantanal de MT para acompanhar animais — Foto: Gabriela Schuck

Entre os locais mais severamente atingidos pelo fogo, a grande área com acuris na RPPN surpreendeu e já dá seus primeiros frutos, após quatro meses. A expectativa inicial era que isso acontecesse somente em um ano. A bióloga e pesquisadora do Grupo de Estudos em Vida Silvestre (GEVS), Gabriela Schuck, explicou que a área estava cinza e que não dava nem para saber se os acuris estavam vivos. Embora os incêndios tenham alcançado 93% da área de 108 mil hectares da RPPN, o fogo teve intensidades diferentes em toda esta extensão, resultado da atuação da brigada de incêndio do Sesc Pantanal, existente há 20 anos, e dos contrastes acentuados da estrutura do mosaico da paisagem. Segundo a instituição, foram 50 dias de combate, em locais simultâneos, o que retardou o avanço do fogo, permitindo a fuga de animais para áreas ainda preservadas ou já atingidas.

Árvore começa a dar frutos 4 meses após queimadas  — Foto: Gabriela Schuck

Árvore começa a dar frutos 4 meses após queimadas — Foto: Gabriela Schuck

Ação emergencial

Em setembro de 2020 teve início imediato o diagnóstico do impacto do fogo na fauna da Reserva pelo Sesc Pantanal e o GEVS, formado por pesquisadores do Museu Nacional Rio de Janeiro, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ)Eles levantaram dados detalhados acerca do número de carcaças de animais encontrados em amostras de toda a área da Reserva. Paralelamente, com o apoio da Ampara Silvestre, SOS Pantanal, o grupo É o bicho e parte dos pesquisadores, foram iniciadas também ações emergências de apoio aos animais sobreviventes com a distribuição de alimentos e água em 165 pontos, que tinham cochos instalados e monitorados com armadilhas fotográficas.

165 cachos retirados do Pantanal — Foto: Gabriela Schuck

165 cachos retirados do Pantanal — Foto: Gabriela Schuck

Por meio das armadilhas, cerca de 300 registros da fauna eram baixados semanalmente. Por estarem debilitados, muitos andaram quilômetros em busca de água e alimentos e se concentravam próximos aos pontos instalados pelo Sesc Pantanal. Essa grande concentração de animais não foi mais vista no último mês. Isso demonstra a importância do suporte emergencial, que foi essencial para que os animais sobreviventes passassem pela fase aguda, na direção de retomarem a vida normal gradativamente, entre eles a anta, também conhecida como a jardineira das florestas. A queda do número de registros pelas câmeras, que passou a ser em média de 30 por semana, a redução do consumo dos alimentos oferecidos, a identificação do reestabelecimento das fontes naturais de alimentação e água, vinda da chuva, contribuíram para o fim da ação emergencial, com a retirada dos cochos e suspensão da distribuição de alimentos. O objetivo com a ação emergencial, que teve mais de 30 toneladas de alimentos distribuídos, foi alcançado, explica a bióloga.

Antes e depois das queimadas no Pantanal de MT — Foto: Jeferson Prado/Sesc Pantanal

Antes e depois das queimadas no Pantanal de MT — Foto: Jeferson Prado/Sesc Pantanal

Transição do Pantanal

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Eliminar terrenos baldios em áreas urbanas, produzir e fornecer hortaliças para o consumo de escolas e famílias e melhorar a qualidade da alimentação da comunidade são algumas das vantagens da implantação de hortas comunitárias nas cidades.

Instaladas em lotes vagos que muitas vezes são utilizados como depósitos de entulho e se transformam em focos de doenças, a produção das hortas comunitárias abastece famílias que moram perto destes terrenos. Na maioria dos casos, a produção é feita a partir dos princípios de agricultura orgânica.Há 15 anos, em uma área pública de cinco mil metros quadrados, a terra vermelha deu lugar a hortaliças e árvores frutíferas, tornando-se o que é considerada hoje a maior horta urbana do Distrito Federal – o Instituto Horta Girassol. A coordenadora do projeto, Hosana Alves, conta que tudo começou em agosto de 2005, quando aconteceu um surto de hantavirose na região. “A comunidade ficou muito preocupada porque tinha um lixão. Todos se mobilizaram e pedimos a ajuda da administração regional, que limpou o local”, lembra. A partir de então, para evitar que o lixo voltasse a se acumular no local, a horta foi criada. Inicialmente, a plantação era pequena e, hoje, o Instituto Horta Girassol tem um projeto chamado Comunidade que Sustenta Agricultura (CSA), que funciona em parceria com produtores orgânicos e membros da comunidade. Os produtos colhidos são fornecidos aos participantes que ajudam com contribuição financeira para o espaço. Toda semana, após a colheita, eles recebem uma cesta de verduras, frutas e legumes em casa.

Outra experiência é a Horta Comunitária do Guará, criada em 2017, por meio da revitalização de um espaço público abandonado nos fundos da unidade básica de Saúde, na QE 38, no Guará II, também no Distrito Federal. Um grupo pequeno de voluntários se reuniu para limpar o mato, fazer a capina, os canteiros e começou a plantar. “A iniciativa, além da produção de alimentação orgânica e saudável, sem agrotóxicos, promove o alívio de stress, bem-estar, segurança alimentar, terapia e educação ambiental e sustentabilidade”, destaca a engenheira ambiental Dahiana Ribeiro. Atualmente, a horta conta com cerca de 200 voluntários que a cada 15 dias se reúnem para plantar, cuidar dos canteiros e fazer a colheita nos encontros comunitários, realizados sempre aos sábados pela manhã. Muitos voluntários visitam a horta em busca de conhecimentos para replicar o modelo em seus bairros. Outros, para estudos acadêmicos e há aqueles que querem frequentar as oficinas de produção de sabão líquido e em barra. A Horta Comunitária também conta com um Centro de Educação Ambiental, onde as crianças participam de brincadeiras e têm contato com legumes, verduras e frutas, aprendendo e se familiarizando com os alimentos produzidos: tomate, couve, beterraba, alface, jiló, repolho, quiabo e outros. Os encontros envolvem plantio de hortaliças, oficinas, discussão de temas, lanches comunitários, colheita e distribuição de cestas aos voluntários, e doação para entidades sociais como creches e igrejas.

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Vista aérea de área desmatada na Amazônia 14/08/2020 REUTERS/Ueslei Marcelino
Vista aérea de área desmatada na Amazônia

O desmatamento na Amazônia aumentou 13,7% em dezembro de 2020 na comparação com o mesmo mês de 2019, mostraram dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que também apontaram que 2020 foi o segundo ano com maior área desmatada desde que o Inpe adotou uma nova versão do sistema Deter para monitorar os alertas de desmatamento. De acordo com os dados do Inpe, os alertas de desmatamento na Amazônia somaram 216 quilômetros quadrados, contra os 190 quilômetros quadrados de dezembro de 2019. Para todo o ano de 2020, a área desmatada apontada pelo Deter foi de 8.426 quilômetros quadrados, uma queda de 8,2% em relação a 2019, mas ainda 70,2% maior do que em 2018. O dado significa que os dois primeiros anos do governo do presidente Jair Bolsonaro, um defensor da exploração econômica da Amazônia –como legalização do garimpo, por exemplo– detêm os dois maiores registros de desmatamento da série histórica da nova versão do sistema do Deter. “Bolsonaro tem dois anos de mandato e os dois piores anos de Deter ocorreram na gestão dele. As queimadas, tanto na Amazônia quanto no Pantanal, também cresceram por dois anos consecutivos. Não é coincidência, mas sim o resultado das políticas de destruição ambiental implementadas pelo atual governo”, avaliou Marcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima em nota distribuída pela entidade. Em novembro, o Inpe anunciou que o desmatamento anual da Amazônia, medido entre agosto de um ano a julho do ano seguinte, foi o maior em 12 anos no período 2019/2020. De acordo com o sistema Prodes, que mede o desmatamento anual da floresta, 11.088 quilômetros quadrados de área foram perdidos, aumento de 9,5% em relação a 2018/2019. O governo Bolsonaro é alvo de críticas de ambientalistas e também de pressão internacional por causa do aumento do desmatamento da Amazônia, assim como pelo crescimento das queimadas tanto na Floresta Amazônica como no Pantanal. O aumento do desmatamento da Amazônia ocorre mesmo com a mobilização das Forças Armadas, destacadas para conter a perda florestal e os crimes ambientais na região.

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Com o Zarc, o produtor sabe o melhor período para plantar em sua região

Uma das culturas agrícolas mais tradicionais do Brasil, o cajueiro passa a contar, a partir deste mês, com o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). As portarias com o zoneamento da cultura em vários estados foram publicadas no Diário Oficial da União desta quinta-feira (17). A nova ferramenta permite a indicação de datas e períodos de plantio por município. A análise leva em consideração características do clima, tipo de solo e o ciclo de desenvolvimento da cultivar. O objetivo é evitar que adversidades climáticas coincidam com as fases mais sensíveis da produção, minimizando as perdas agrícolas. Como resultado desse trabalho, o Zarc identificou os municípios aptos para o cultivo do cajueiro no Brasil e os períodos de plantio das mudas no campo, em três níveis de risco (20%, 30% e 40%) e em conformidade com o tipo do solo (Tipo 1, Tipo 2 e Tipo 3) para o ano-safra 2021/2022. De acordo com Marlos Bezerra, chefe adjunto de Transferência de Tecnologia (TT) da Embrapa Agroindústria Tropical (Fortaleza-CE) e coordenador do Zarc Caju, a metodologia usada foi a mesma para as demais culturas. Os parâmetros, contudo, mudaram. “Pela primeira vez, utilizamos uma metodologia padrão para identificar as regiões aptas para o cultivo do caju, demonstrando a possibilidade de cultivo em novas áreas, como nos estados de Mato Grosso e Tocantins. Já há gente produzindo nessas áreas, mas com o Zarc essa atividade passa a contar com uma validação técnico-científica”, explica. Ele acrescenta: “O Zarc estabelece as datas ideais para se levar as mudas ao campo. Isso vale até mesmo para as áreas novas. Tudo isso é baseado em um registro de 35 anos de dados climáticos. Usamos, nesse processo, mais de 3,5 mil estações meteorológicas de todo o país”.

Participação e benefícios

A elaboração do Zarc contou com a participação de técnicos e produtores de todo o Brasil. Por causa das limitações impostas pela pandemia do coronavírus, os encontros ocorreram de forma remota. Para Josenilto Vasconcelos, produtor de caju e cajuína no município de Parnaíba (PI), o zoneamento agrícola é importante porque “ajusta as informações de acordo com a realidade de cada região, melhorando a tomada de decisão e validando-as perante as instituições de crédito e de políticas agrícolas”.Elano Gomes, presidente da Câmara Técnica da Cajucultura do Rio Grande do Norte, destaca a importância do zoneamento para os agricultores do estado. “Tive a oportunidade de participar de uma reunião online. Muitos municípios estavam fora de programas de financiamento agrícolas por não estarem zoneados. O Zarc dá uma segurança ao cajucultor que ele não tinha, em especial no tocante ao preparo da terra e ao plantio”. O viveirista Edmundo Alves da Silva comercializa mudas de cajueiro-anão do Ceará para produtores de toda a Região Nordeste. Saber quais são os períodos do ano mais adequados para o plantio, em cada estado produtor, é essencial em sua atividade. “O zoneamento é de extrema importância para a cultura do cajueiro, pois norteia ou fomenta o início da implantação da cultura e nos proporciona realizar um melhor planejamento no manejo, principalmente, no que diz respeito a perdas de insumos como mudas, sementes e adubo”.

Desafios da cajucultura

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Mutirão de plantio agroecológico no Assentamento Contestado, em Lapa (PR) – Divulgação/MST

No Paraná, as ações de solidariedade do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) têm se fortalecido a partir da criação de 17 hortas comunitárias e centros de produção de alimentos saudáveis. A horta mais recente foi inaugurada na semana passada, em mutirão realizado por 400 famílias que vivem no Acampamento Maila Sabrina, localizado em Ortigueira (PR). A comunidade, que desde o início da pandemia já doou 34 toneladas de alimentos e 1,9 mil pães caseiros para famílias de Curitiba e Londrina, tem um grande histórico de luta e resistência. São 18 anos em que as famílias estão acampadas e buscando a efetivação da conquista da área. 

                                                 

“Esse é um momento muito triste no Brasil. Uma realidade muito triste. Mas para nós, o momento de contribuir é de muita alegria”, destaca a agricultora Joelia Cordeiro de Godoi, que faz parte da direção do acampamento.

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Farias Calçados

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