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REFLEXÕES DO PASSADO E PRESENTE: PERSPECTIVA DE MELHORA PARA O FUTURO


 

REFLEXÕES DO PASSADO E PRESENTE: PERSPECTIVA DE MELHORA PARA O FUTURO


 

Agricultura

Aportes de valores para as regiões do Agreste e Sertão foram feitos hoje, garantindo a continuidade do Programa em Pernambuco e injetando R$ 102 milhões na economia

Boa notícia para os agricultores familiares de Pernambuco. O Governo do Estado honrou o compromisso assumido com os homens e mulheres do campo, efetuando o aporte de valores para as duas regiões do semiárido (Agreste e Sertão) beneficiadas com o Programa Garantia-Safra (Safra 2017/2018). Ao todo, serão injetados na economia das duas regiões um montante de R$ 102 milhões. A assinatura da ordem de pagamento, no valor integral de R$ 12.4 milhões, foi feita nesta segunda-feira (14/01) pelo secretário de Desenvolvimento Agrário, Dilson Peixoto. Dessa forma, ao cumprir com as regras do programa e efetuar o pagamento dos aportes necessários, o Governo de Pernambuco se mantém apto a continuar nas próximas safras. No total, deverão ser atendidos 103 municípios, sendo 50 do Agreste e 53 do Sertão, podendo beneficiar até 120 mil famílias da zona rural. A resposta positiva aos agricultores pernambucanos foi possível graças ao empenho do secretário, que assumiu recentemente a gestão da pasta com a missão de avançar na execução de ações e projetos para o fortalecimento da agricultura e da pecuária no Estado, com um olhar especialmente voltado à agricultura familiar, conforme determinação do governador Paulo Câmara. “O Governo do Estado cumpriu com o seu compromisso. Agora, o próximo passo é acompanharmos de perto os trâmites em Brasília a respeito do processo de verificação de perda dos municípios aderidos e a liberação do pagamento por parte do Governo Federal”, assegurou o secretário Dilson Peixoto.O Garantia Safra é um programa estratégico para Pernambuco, construído com a participação do Governo Federal, Estadual, Municipal e agricultores familiares. O programa é um benefício no valor de R$ 850, pago em 5 parcelas, aos agricultores familiares que perderam suas lavouras por conta de catástrofes climáticas, como excesso ou escassez de chuvas.

Saiba como melhorar a gestão, manejo da lavoura e elevar a rentabilidade do canavial

As usinas de cana-de-açúcar gerenciam a produção de etanol e açúcar de acordo com as demandas do mercado. Com atividade de porte empresarial, a maioria das usinas conta com sistemas informatizados de controle do negócio e boas práticas de gestão. Além de colherem a própria matéria-prima, muitas usinas complementam o volume de processamento comprando cana de terceiros.

Os fornecedores, no entanto, ainda pecam em muitos aspectos que impactam no desenvolvimento do negócio. Confira 9 problemas que prejudicam os produtores de cana e soluções ofertadas na Rede AgroServices (ainda não faz parte da rede? Cadastre-se aqui).

1 – Gestão imprecisa

De acordo com o professor do Pecege João Rosa (Botão), os produtores de cana têm dificuldade de controlar as despesas do negócio. “A maior parte dos produtores não controla os custos de produção. Geralmente ele só controla o fluxo de caixa e sabe se a conta fecha no azul ou no vermelho no fim da safra”, diz.Para ajudar o produtor a resolver esse problema, a associação Pecege oferece o serviço Diagnóstico dos Custos de Canapara resgate por pontos na Rede AgroServices (confira o serviço aqui). “O nosso serviço dá uma avaliação mais precisa do negócio, com maior confiabilidade e previsibilidade. Os cálculos não são complexos, é a organização da base de dados que tem inteligência”, explica Botão. O Pecege é uma associação com foco em pesquisa e educação que realiza estudos e levantamentos sobre custos da cana há mais de 10 anos. De acordo com o professor, o serviço oferecido pelo Pecege na Rede AgroServices não é uma consultoria padrão. Trata-se de um serviço com foco no cliente e que ainda oferece “benchmarking”, ou seja, informações de mercado e de concorrentes que servem de base para melhor orientar o produtor. O atendimento tem início com a primeira visita presencial, para analisar os dados da fazenda. “Depois vamos auxiliar e acompanhar o negócio. O nosso trabalho costuma ser muito customizado, a depender do nível de informações que o produtor tem”, explica Botão.

2 – Depreciação do maquinário

Uma colhedora de cana vale, em média, R$ 1 milhão, e tem vida útil considerada baixa. “Em cerca de seis anos a colhedora fica depreciada, em função da intensidade da sua atividade no campo”, afirma o professor do Pecege. Já que a depreciação de maquinário é inerente à atividade canavieira, o produtor precisa aprender a lidar com esse problema, estudando a melhor forma de investir. “Para ter escala [de produção] suficiente que compense a compra de uma máquina, o produtor tem que ter acima de 900 hectares cultivados O custo do maquinário é um dos mais importantes, cerca de 40% dos custos de produção da cana são investidos na colheita”, explica Botão.A solução para pequenos produtores é contratar serviços de colheita terceirizada da cana ou apostar em parcerias com outros produtores, em condomínios para aquisição de máquinas compartilhadas.

3 – Replantio do canavial

A colheita inadequada, com velocidade acima do recomendado ou problemas no ajuste das colhedoras, causa estragos. “Um abalo da soqueira compromete os cortes seguintes, deixa muita perda no campo”, afirma o professor João Rosa (Botão). Com isso, a longevidade do canavial é abreviada e o produtor precisa investir na renovação da lavoura com maior frequência. O problema é que o plantio de cana exige um alto investimento, em torno de R$ 7.500 por hectare. De acordo com Botão, essa despesa precisa ser gerida com eficiência. “É interessante ter um canavial mais longevo porque, quanto mais tempo produzindo, menos custo”, diz Botão. “Isso depende muito do cuidado com o canavial. Geralmente, a cana dá entre 5 e 7 cortes, mas tem produtor que consegue chegar a 13 cortes.”

4 – Produtividade e qualidade

Para calcular a produtividade da lavoura, a maioria dos produtores se baseia na quantidade de cana colhida por hectare. O problema é que esse dado pode ser impreciso. O que importa para a renda do produtor é a quantidade efetiva de açúcar que foi extraída da cana.Portanto, para melhorar o desenvolvimento do negócio, o cálculo de produtividade deve levar em conta o ATR – Açúcar Total Recuperável. “O ATR influencia na receita do produtor. Então é importante ter produtividade por hectare com uma matéria-prima de qualidade, com maior ATR e livre de resíduos”, explica Botão.

5 – Economia de insumos

Diversas questões interferem na produtividade, como o clima e muitos detalhes de manejo. O clima é um fator incontrolável, enquanto que o manejo pode ser aprimorado a cada safra. Um problema de manejo, segundo João Rosa (Botão), é descuidar do investimento em insumos. “O produtor precisa parar de enxergar os insumos como custo. O investimento em fertilizante, herbicida, inseticida e maturador não são custos, eles são essenciais para atingir altas produtividades”, afirma o professor do Pecege. Como solução, o produtor deve buscar um equilíbrio para esse investimento, com base na análise de custo-benefício.

6 – Cálculo de rentabilidade

A formação do preço da cana depende do mix de produção de açúcar e etanol. Mas os preços são influenciados por questões mercadológicas e oscilam muito. “Estamos numa atividade que trabalha com commodities. O produtor não tem nenhum controle sobre o preço de venda da cana, pois isso é determinado pelo mercado”, diz Botão.

Para contornar esse problema, a única solução é reforçar o controle financeiro. “O lucro é igual ao preço menos o custo. Se o produtor não controlar o custo, não tem como saber se vai ganhar dinheiro”, diz Botão. Com o cálculo assertivo dos custos de produção e acompanhamento dos fatores de mercado que influenciam no preço da cana, o produtor pode traçar estratégias para garantir rentabilidade. “O produtor precisa fazer uma reserva de caixa e ter uma boa gestão dos custos. Ele tem que se planejar para o negócio aguentar momentos de preços ruins”, diz o professor do Pecege.

7 – Comercialização

A cana matura ao longo do ano e a quantidade de açúcar em seu interior é variável. Geralmente, entre os meses de julho e setembro, o tempo seco nas principais regiões produtoras faz com que a planta estoque mais açúcar no colmo. Por registrar o maior nível de ATR, esse é o momento certo para vender a cana com melhor rentabilidade.O problema é que as usinas não processam toda a produção de cana em apenas três meses. Para entregar a colheita no pico de safra ou evitar possíveis perdas, o produtor pode encontrar soluções para o contrato de comercialização. “O produtor pode incluir uma cláusula que determine quando a cana será colhida para mitigar o risco ou travar o preço do ATR”, diz o professor do Pecege.

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Incorporada ao Ministério da Agricultura a partir de 1º de janeiro de 2019 com a posse do presidente eleito, Jair Bolsonaro, a agricultura familiar deve ter tratamento especial. A promessa foi feita hoje (27) pela futura ministra da pasta, Tereza Cristina, que passou a manhã em reuniões no gabinete de transição, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), onde também está Bolsonaro.“É a coisa do meu coração. Vocês vão ver o espetáculo que este governo vai fazer”, disse ao deixar, no final da manhã, o gabinete de transição no CCBB.

A futura ministra da Agricultura, Tereza Cristina fala aos jornalistas depois de reunião com a equipe de transição no CCBB.
A futura ministra da Agricultura, Tereza Cristina, diz que agricultura familiar terá tratamento especial – Arquivo/ Agência Brasil

Tereza Cristina já havia confirmado o início de estudos para a incorporação do setor de pesca e as políticas relacionadas à agricultura familiar e reforma agrária ao Ministério da Agricultura. As estruturas estão, atualmente, sob duas secretarias especiais vinculadas diretamente ao Palácio do Planalto, sem status de ministério.

Os estudos encomendados pelo presidente eleito devem estar concluídos nos próximos dias. Paralelamente há conversas com representantes desses setores, como o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Um dos assuntos na mesa gira em torno das exigências legais para a unificação dessas áreas.

istoedinheiro

Vende-se uma área de madeira de algaroba, para corte de lenha de peso e cerâmica. No município de Santa Terezinha – PE.

Entre em contato pelo telefone (87) 988082735

Valorizando a Pele é o nome do novo projeto da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Trabalho e Qualificação de Pernambuco com o Sebrae e o Senai para a promoção do desenvolvimento da cadeia produtiva de ovinocaprinocultura. Foi escolhido o município de Floresta para aproveitar a matéria-prima abundante e a potencialidade em costura da região com a integração com o polo de confecção do Estado. A ideia é agregar valor à pele dos caprinos e ovinos de Pernambuco considerada de excepcional qualidade. O projeto irá incentivar a produção de artigos de vestuário e acessórios com pele de caprinos e ovinos após a realização de capacitações e assistência técnicas que contribuam para a agregação de valor dos produtos e o acesso a novos mercados. Os empreendedores receberão treinamento em processos produtivos, gestão de negócios, comercialização e técnicas de marca, design e estilismo bem como a oferta de linhas de crédito via Agência de Fomento de Pernambuco (Agefepe). Segundo o secretário Alexandre Valença, inicialmente serão contemplados 20 empreendedores que trabalham com manufatura de produtos de couro em Floresta. No Nordeste, Pernambuco concentra o segundo maior rebanho de caprinocultura, atrás apenas da Bahia. Esta criação encontra-se predominantemente na região do sertão de Pernambuco com 51% do total de animais, ressaltando que 26% encontram-se nas cidades de Floresta, no sertão de Itaparica, e Petrolina, no sertão de São Francisco.

“Este projeto visa focar a melhoria e o aperfeiçoamento da manufatura de produtos a partir da pele de caprino e ovino com o objetivo de comercializar a produção de calçados, acessórios e vestuário ao cliente final, no município de Floresta e o seu entorno, por se situar em uma região que apresenta menos oportunidade de trabalho formal, mas que apresenta um grande potencial de beneficiamento de pele”, analisa Valença.

Sabesp/Divulgação

Mais de 2 bilhões de pessoas no planeta não têm acesso à água potável e mais de 4,5 bilhões não têm serviços de saneamento adequados

Para vocês terem ideia, mais de 2 bilhões de pessoas no planeta não têm acesso à água potável e mais de 4,5 bilhões não têm serviços de saneamento adequados. A precariedade dessa política pública é inclusive um dos maiores causadores de deficiência em alguns países em desenvolvimento como o Brasil. Dez anos após a Lei do Saneamento Básico entrar em vigor aqui, metade da população do país continua sem acesso a coleta de esgoto . Isso significa que mais de 100 milhões de pessoas jogam seus dejetos em rios ou usam fossas, que podem contaminar o solo.

E na ONU me deparei que é a mulher, sobretudo a mais pobre, quem carrega a água do mundo na cabeça. Ficam o dia inteiro levando água de lá para cá, desde meninas, e por isso não tem tempo para poderem estudar. Vira um ciclo que perpetua a exclusão e a dependência econômica. E muitas não conseguem fugir da violência doméstica por conta dessa dependência. Juntas, mulheres e meninas em países de baixa renda gastam cerca de 40 bilhões de horas por ano coletando água — uma soma feita pela Unicef. E antes da disputa pela água, há ainda a luta pela igualdade de gêneros. Essa realidade me causa a sensação de fazer parte de um contingente gigantesco, mas ainda muito subrepresentado. Quem do Poder Público olha realmente para essas mulheres e meninas? Afinal, a mulher ainda é minoria na política, onde ocorrem as maiores relações de poder no mundo. Eu sou um exemplo disso. Faço parte dos tímidos 11% de mulheres no Congresso. No Brasil, por exemplo, apesar de as mulheres terem progredido no acesso à educação e à saúde , a baixa representação na política foi o principal responsável pelo desempenho no relatório do Fórum Econômico Mundial, que mede igualdade entre homens e mulheres. Em 2017, o Brasil perdeu 11 posições e caiu para a 90º lugar entre 144 países.

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Plenário da Câmara dos Deputados aprova a Medida Provisória (MP) 838/18 que concede subsídio na comercialização do óleo diesel.

No único dia de votações em setembro, o plenário da Câmara aprovou a medida provisória que viabiliza a renegociação de dívidas rurais de agricultores familiares. A matéria ainda precisa ser votada pelo Senado. O projeto de lei de conversão do senador Fernando Bezerra (MDB-PE) envolve as operações contratadas no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) com bancos federais. A proposta estabelece que as operações contratadas até 31 de dezembro de 2006 tenham desconto de 70%; e as operações contratadas entre 1º de janeiro de 2007 e 31 de dezembro de 2011, tenham desconto de 45% para liquidação. O texto prevê ainda desconto de até 60% para agricultores familiares das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e o desconto será de até 95% para agricultores familiares das regiões Norte e Nordeste. A medida define como prazo final para liquidação ou repactuação de dívidas o dia 30 de dezembro de 2019 com os bancos do Nordeste (BnB) ou da Amazônia (Basa) em operações com recursos do Fundo Constitucional do Nordeste (FNE) ou do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO).

Multinacionais agroquímicas controlam cerca de 68% de todo o fornecimento comercial de sementes - Créditos: Foto: Reginaldo Teodoro de Souza/Embrapa
Multinacionais agroquímicas controlam cerca de 68% de todo o fornecimento comercial de sementes / Foto: Reginaldo Teodoro de Souza/Embrapa

O agronegócio, modelo de produção agrícola baseado no monocultivo, no grande latifúndio e no uso ostensivo de agrotóxicos, consome cerca de 70% dos recursos de terra e água do planeta, mas produz apenas 30% do alimento mundial. Além disso, esse modelo de produção gera 40% das emissões de gases de efeito estufa.

Já a agricultura familiar e camponesa é responsável por 70% dos alimentos, enquanto utiliza apenas 30% dos mesmos recursos. Os dados são do Grupo de Ação sobre Erosão, Tecnologia e Concentração (ETC) e revelam uma realidade completamente diferente do que prega o discurso das corporações agrícolas sobre o compromisso de alimentar a humanidade.

“Tudo o que eles [grupos empresariais que atuam no ramo de alimentos] fazem não é para realmente combater a fome, mas para controlar mais o mercado e controlar o mercado de quem pode pagar por ele”, analisa Maureen Santos, coordenadora de Programas e Projetos de Justiça Socioambiental da Fundação Heinrich Böll Brasil.

A exigência de pagamento de royalties por patentes, por exemplo, é uma das formas de controle de mercado, já que o agricultor que planta culturas transgênicas fica vinculado, por força de contrato, à empresa que detém a propriedade intelectual da semente – a safra transgênica não produz sementes férteis, forçando o produtor rural a comprar novas sementes das corporações a cada colheita.

Dessa forma, os agricultores são restringidos no direito de decidir sobre seu próprio sistema alimentar e produtivo, já que as multinacionais agroquímicas controlam cerca de 68% de todo o fornecimento comercial de sementes, conforme dados do Grupo ETC.”Essas grandes tecnologias de sementes estão muito ligadas a alimentos que não se come, como a soja, que é a base em alguns lugares do mundo, mas ela não é a base da população da grande maioria dos países”,completa Santos.

O agro é ‘tech’?

Pulverização de veneno sobre lavoura no interior brasileiro. Foto: Agência Brasil

A concentração de insumos agrícolas e sementes transgênicas nas mãos de poucas empresas impulsiona também a dependência de fertilizantes químicos e pesticidas, que são produzidos pelas mesmas empresas. São produtos capazes de contaminar todas as formas de vida.  

“Em Mato Grosso, foi feita uma pesquisa onde a água, a terra, o ar, os alimentos, tudo, até o leite materno de mulheres amamentando, estão envenenados por esses agrotóxicos”, enfatiza Regina Reinart, encarregada de projetos da Misereor na América Latina. A organização da Igreja Católica da Alemanha de combate à miséria atua em diversos países de América, África e Ásia. Dos 504 agrotóxicos liberados no Brasil, 30% são proibidos na União Europeia pelos riscos que oferecem à saúde e ao meio ambiente. Há uma década, o Brasil lidera o uso de agrotóxicos no mundo, com 20% do comércio mundial. As consequências sociais, sanitárias e ecológicas desse modelo de produção atingem, principalmente, os povos e comunidades tradicionais, como afirma Reinart.

Pesquisas têm relacionado o uso de agrotóxicos com o aumento no número de doenças psiquiátricas e suicídios no meio rural.

Agro é ‘pop’?

De 2013 a 2017, o número de assassinatos no campo subiu 105%, muitos deles em chacinas relacionadas justamente à disputa pelos modos de produção no campo, de acordo com a Comissão Pastoral da Terra (CPT). Além do aumento no número de mortes, as tentativas de assassinatos subiram 63%, e as ameaças de morte, 13%.

Entre as vítimas dos conflitos, figuram principalmente camponeses, indígenas e quilombolas. Já os agentes da violência são, em grande medida, fazendeiros, empresários e grileiros, seguidos de mineradoras, madeireiras, hidrelétricas e do próprio Estado, que deveria coibir a violência.O trabalho escravo e o êxodo rural também são pontos cruciais das estratégias do capital internacional para o campo, como destaca Pat Mooney, fundador e diretor-executivo do Grupo ETC.”A falta de alimentos nutritivos, além dos altos preços, sempre gera violência. A luta pelo controle da terra e pelo controle da água para a irrigação neste mundo certamente gera violência. E isso leva a mais migrações e todas as tragédias que acontecem durante a migração de uma parte do mundo para outra. Essas coisas estão intrinsecamente ligadas”.”Tudo isso é um ciclo vicioso desse comércio do agronegócio e do plano econômico do Brasil, que está vendendo o país sem respeitar a lei da natureza e os povos”, completa Regina Reinart.

O agro é lobby

Michel Temer (MDB), Geraldo Alckmin (PSDB) e seus secretários e ministros em megaevento do agronegócio em São Paulo. Foto: Beto Barata / PR

No âmbito político, a bancada ruralista, conjunto de deputados e senadores que representa o agronegócio corporativo no Legislativo brasileiro, articula para restringir direitos dos trabalhadores do campo enquanto patrocina propostas como o Projeto de Lei 6.299/2002, conhecido como Pacote do Veneno, aprovado em comissão especial da Câmara dos Deputados no último dia 25 de junho. A proposta pretende facilitar a produção, importação, registro e comércio de agrotóxicos no Brasil.

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