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REFLEXÕES DO PASSADO E PRESENTE: PERSPECTIVA DE MELHORA PARA O FUTURO


 

REFLEXÕES DO PASSADO E PRESENTE: PERSPECTIVA DE MELHORA PARA O FUTURO


 

Agricultura

Por Globo Rural

Incêndios no Centro-Oeste causam prejuízos milionários para produtores rurais
                      Incêndios no Centro-Oeste causam prejuízos milionários para produtores rurais

O Centro-Oeste ainda enfrenta graves problemas causados pelas queimadas na região. Em Mato Grosso do Sul, os focos de incêndio atingiram o Pantanal, já em Mato Grosso o fogo matou animais e trouxe prejuízos para os agricultores. Por causa das queimadas, foi decretada situação de emergência nos dois estados com a esperança de receberem mais auxílio do governo federal.Na propriedade da agricultora Aparecida Fabiano Rocha, em Rondonópolis, a semana foi de recuperação após os incêndios destruírem cercas, pomares e 19 hectares de pasto. “Eu não consegui até agora fazer um levantamento correto, mas eu creio que eu vou gastar mais de R$ 30 mil (para recuperar tudo)”, calcula Aparecida.Além disso, das 10 cabeças de gado no sítio, uma morreu com o fogo. Os animais que sobreviveram estão feridos e a produtora rural precisa aplicar remédios para curar as feridas.Em outra fazenda, localizada no município de Canabrava do Norte, cerca de 50 animais morreram nos incêndios.Já em Primavera do Leste, o fogo também levou prejuízos para uma produção de algodão. No total, 250 fardos de pluma pegaram fogo. Um prejuízo estimado em mais de R$ 1 milhão .De acordo com os produtores da região, o fogo teria começado na palhada de milho de uma propriedade vizinha. E, mesmo depois de vários dias, os funcionários ainda precisam fazer o resfriamento da área.

Desde janeiro, Corumbá, a maior cidade do pantanal, já registrou mais de 3.100 focos de incêndio.Nas margens da BR-262, são muitos os flagrantes de animais mortos em meio à vegetação devastada.A fazenda Caiman, na região de Miranda, está entre os locais mais atingidos. O incêndio se alastrou rapidamente destruindo mais de 30 mil hectares de vegetação nativa.

Thais Fersoza e Michel Teló (Foto: Reprodução)

Thais Fersoza fica com os olhos brilhando quando o assunto é o marido, Michel Teló. A atriz contou, em conversa com QUEM, que pretende se mudar por um mês para o Rio de Janeiro para acompanhá-lo durante as apresentações ao vivo de The Voice Brasil, como concilia as agendas e, claro, se derreteu pelo maridão: “Ele é um cara por quem eu tenho uma profunda admiração e amor em tudo, como profissional e como pessoa. Ele é imbatível – como pai e marido. Como artista, é realmente diferenciado. Ele é muito talentoso, é músico, cantor, apresentador. Na verdade, ele desempenha muito bem tudo o que se propõe a fazer”.

Mãe de Melinda, de 3 anos, e Teodoro, de 2, do casamento com o músico, Thais contou como faz para se desdobrar para cuidar da rotina que envolve duas crianças pequenas, um marido com agenda lotada de shows pelo país e a carreira: “Tenho vários papéis e gosto de desempenhar todos. Aliás, a gente pode ser muitas coisas e ser o que queremos ser, né?  Quando estou com as crianças estou 100% com elas. Já quando estou no meu trabalho, também estou inteira. Tenho meu canal no Youtube e lancei um livro, ‘Nasce Uma Mãe: meus primeiros aprendizados e minhas aventuras na maternidade’, diz. “O livro é o meu terceiro filho e tenho o maior orgulho”, completou.  

Michel Teló e Thais Fersoza com os filho

Agendas
“Eu o conheci e ele já tinha esta rotina de trabalho, de viajar, fazer shows no país e no mundo todo. Para nós, isto é nossa rotina e nossa vida. Tenho meu trabalho, meus compromissos e meus filhos. Não o acompanho na estrada como fazia antes, quando a gente estava namorando. Naquela época, não tinha a nossa casa, a nossa estrutura, os nossos filhos.

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4 de setembro de 2019 – É impossível negar. O neoliberalismo não pode prosperar sem explorar o ser humano, sem destruir, destruir e aniquilar o meio ambiente, assim como é difícil que funcione sem tráfico de drogas e prostituição, dois mercados de nicho. É parte da sua natureza, forma corpo em sua essência como sistema. Talvez seja o coração disso, ou talvez a alma.

O direito sul-americano – funcional aos interesses que defende – adora a destruição do meio ambiente; ele faz isso “em benefício da produção e desenvolvimento”, livre concorrência, mercado e economia, para os quais exerce argumentos tão estranhos quanto uma geleia de chuva. Nesse caso, discursos bombásticos, cujo significado é entendido apenas por ela e seus economistas. Sabe muito bem que dessa maneira ele não resolverá a pobreza ou a desigualdade.

A direita sul-americana adora destruir o ambiente e sobrecarregar os lares.

Um dia antes da ascensão de Jair Bolsonaro à presidência do Brasil, metade das espécies de árvores na Amazônia estava em perigo de extinção. Nesse ritmo de desmatamento, em menos de 20 anos, 57% dessa área gigantesca estará em alerta vermelho, pela morte de metade das espécies existentes. Bolsonaro e a direita brasileira querem apressar o passo e ajudar a Amazônia a morrer rapidamente. O governo do ex-capitão do exército autorizou com ‘orgulho nacional’ a invasão de empresas e aventureiros na área, para que eles desmatem e explorem tudo o que é possível explorar.

O “pulmão verde” do mundo hoje sofre o corte maciço de suas árvores. As organizações preocupadas com a conservação do meio ambiente e a proteção da natureza garantem que cinquenta e dois milhões de árvores sejam mortas a cada hora na Amazônia.

Sim, leu bem, 52 milhões de árvores a cada hora. Uma estupidez brutal que começa a se tornar um crime contra a humanidade.

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Fundo Amazônia já arrecadou R$ 3 bilhões desde sua criação, em 2008. (Foto: Roberto Konda/Ed. Globo)

Noruega vai suspender repasses equivalentes a R$ 133 milhões para o Fundo Amazônia em ações de proteção da floresta. A notícia foi dada pelo ministro de Clima e Meio Ambiente do país, Ola Elvestuen. Segundo o jornal norueguês Dagens Næringsliv, o governo do país nórdico estaria insatisfeito com as novas configurações do Comitê do Fundo Amazônia, em discussão em Brasília. Além da Noruega, a Alemanha se posicionou contra a medida e também suspendeu verbas destinadas a projetos de conservação da biodiversidade da Amazônia no Brasil. 

Após o anúncio da Noruega, o presidente Jair Bolsonaro sugeriu que o país use o dinheiro “para ajudar a Angela Merkel a reflorestar a Alemanha”, disse. O presidente ainda fez outras referências à Noruega e ressaltou que o país não tem nada a dar de exemplo. “A Noruega não é aquela que mata baleia lá em cima, no Polo Norte, não? Que explora petróleo também lá? Não tem nada a dar exemplo para nós, pega a grana e ajude a Angela Merkel a reflorestar a Alemanha”, disse o presidente brasileiro.

O Fundo Amazônia foi criado em 2008 e tem como objetivo levantar recursos para financiar projetos de estados e municípios que visem o desenvolvimento sustentável da Amazônia Legal. Desde sua criação, o fundo já arrecadou R$ 3 bilhões em doações. As contribuições da Noruega e Alemanha representam 90% do total do fundo, administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

revistagloborural

Até 2000, a área verde total do planeta ainda crescia, depois, a tendência se inverteu. A culpa é das secas, desencadeadas pelas mudanças climáticas.

As queimadas na Amazônia ganharam os holofotes nos últimos dias, mas o buraco é mais embaixo. Um estudo publicado no periódico Science Advancesmostrou que a área verde total do planeta está diminuindo desde os anos 2000.

O pesquisa reuniu observações de satélite das décadas de 1980, 1990 e 2000. Até o final dos anos 1990, a vegetação do planeta ainda estava em expansão, depois, a tendência se inverteu. A chave para entender o fenômeno está na redução da umidade do ar em decorrência das mudanças climáticas. O estudo associa a diminuição das áreas verdes com um dado chamado déficit de pressão do vapor — que é a diferença entre a umidade presente no ar e o máximo de umidade que ele aguentaria carregar.Se esse déficit está alto, é porque que o ar poderia estar carregando muito mais umidade do que ele realmente está, indicando que a atmosfera está seca. Desde o final da década de 1990, o déficit aumentou e a vegetação encolheu em mais da metade dos biomas do planeta.

Quando as plantas detectam a atmosfera seca, elas diminuem o tamanho de seus poros para evitar a transpiração e conservar água. No entanto, isso também diminui a absorção de gás carbônico (CO2), essencial para a fabricação de alimento por meio de fotossíntese, o que acaba prejudicando seu crescimento.

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Para os povos indígenas, a chamada mãe terra é fonte de vida, espaço religioso e de convivência - Créditos: Foto: Reprodução
Para os povos indígenas, a chamada mãe terra é fonte de vida, espaço
religioso e de convivência / Foto: Reprodução

Cerca de 60% da população indígena brasileira vive em suas aldeias em uma relação de dependência e proteção dos recursos ambientais. Como guardiões da floresta, os nativos garantem a preservação da biodiversidade por meio de reflorestamentos e agroecologia, por exemplo. No Brasil, existem em torno de 305 etnias indígenas, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2010. 

Alvos de constantes violências, os povos originários batalham pela demarcação de suas terras, pela garantia de direitos básicos e pela preservação de tradições que têm na terra uma dimensão sagrada. 

“Tudo que acontecer à terra acontecerá aos filhos da terra”, disse o cacique Seattle na “Carta da Terra”. O texto, que chegou a ser distribuído pela Organização das Nações Unidas (ONU), é considerado um dos pronunciamentos mais comoventes na defesa do meio ambiente. Escrita no século 19, a carta permanece atual, na avaliação do antropólogo Benedito Prezia, um dos autores do livro “Povos Indígenas – terra, culturas e lutas”, publicado este mês pela Editora Expressão Popular. Há 10 anos, Prezia coordena o Pindorama (terra das palmeiras, em tupi-guarani), programa de inclusão de indígenas no ensino superior da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). 

Além de contribuir no estudo da temática indígena, a obra tem a finalidade de formar aliados da causa, especialmente após os retrocessos na política indigenista promovidos pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL), salienta Prezia. Para a Amazônia, por exemplo, a solução defendida pelo presidente é a exploração do território em “parceria” com os Estados Unidos, colocando ainda mais em risco a sobrevivência de comunidades tradicionais. 

“O primeiro ponto e desafio é essa questão da natureza. A gente sempre fala que os indígenas são os guardiões da natureza. Em torno de 12% do território nacional é terra indígena. Se fosse 30%, com certeza o nosso território estaria muito mais protegido e resguardado”. Ao contrário, os territórios estão cada vez mais ameaçados pela pressão e invasão de madeireiros, garimpeiros, posseiros e latifundiários. “A gente lamenta que o Brasil esteja vivendo este momento trágico. Em torno de 15 a 20 mil garimpeiros ilegais atuam na Terra Indígena Yanomami. Isto é uma tragédia com tudo o que acarreta de envenenamento dos rios, poluição e desmatamento”, enfatiza Prezia, ativista da causa indígena desde 1983. A Terra Yanomami é uma das maiores reservas indígenas do Brasil, localizada nos estados de Roraima e Amazonas, perto da fronteira com a Venezuela. O território foi homologado em 1992 e cobre mais de 96 mil quilômetros quadrados de floresta tropical. 

A terra indígena em um país capitalista

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A região sofre queimadas ininterruptas há duas semanas. A Nasa detectou que em 2019 a desflorestação é 84% maior que no último ano

A defesa da Floresta Amazônica se tornou a atenção do globo nesta semana. Isto porque a Nasa (Agência Espacial dos Estados Unidos) noticiou ter detectado uma fumaça na região que poderia ter sido ocasionada pelas queimadas. Grupos de representação indígena defendem que as queimadas no local ocorrem há 17 dias seguidos. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas (Inpe), em 2019 mais de 53 mil focos de queimada foram registrados no Norte do País. Em 2018, esse número foi de 26,5 mil.

A coordenação do Observatório do Clima, rede que reúne cerca de 50 organizações não governamentais do País em prol de ações contra as mudanças climáticas, reagiu às insinuações feitas nesta quarta-feira, 21, pelo presidente da República, Jair Bolsonaro – de que ONGs estariam envolvidas com as queimadas da Amazônia – e afirmou que o recorde de focos de incêndioobservados neste ano é apenas “o sintoma mais visível da antipolítica ambiental do governo de Jair Bolsonaro”. Em nota divulgada à imprensa, a coordenação do Observatório do Clima pontuou que as ações do governo federal contribuíram para o aumento do desmatamentona região e que “o fogo reflete a irresponsabilidade do presidente com o bioma que é patrimônio de todos os brasileiros, com a saúde da população amazônida e com o clima do planeta, cujas alterações alimentam a destruição da floresta e são por ela alimentadas, num círculo vicioso”. O número de queimadas em todo o Brasil neste ano já é o mais alto dos últimos sete anos, conforme mostrou o jornal O Estado de S. Paulo na segunda-feira, 19. Desde 1.º de janeiro até a terça-feira, 20, foram contabilizados 74.155 focos, alta de 84% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com o Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que contabiliza esses dados desde 2013.

Um pouco mais da metade (52,6%) desses focos vem ocorrendo na Amazônia, com o Mato Grosso na liderança. As queimadas já superam em 8% o recorde de 2016, um ano de extrema seca, que tinha registrado 68.484 focos no mesmo intervalo de tempo. Considerando apenas o bioma Amazônia, eram 39.033 focos de calor até o dia 20 – alta de 140% em relação ao ano passado e de 70% em relação à média dos três anos anteriores.

FOTO: ARQUIVO PESSOAL

O agricultor Gelson Luiz de Paula recorda com pesar a manhã de 23 de setembro de 2013, quando sua propriedade foi invadida por carros da Polícia Federal para prendê-lo, em Irati, no sul do Paraná. “Eram 6 horas da manhã e minha mulher telefonou para dizer que estava cheio de viaturas em nossa casa para me prender. Eu havia dormido na sede da Associação, que fica em Irati.” Ali começava o seu drama e de outros 12 pequenos produtores.

Os homens fortemente armados cercaram a pequena casa. Além da prisão, havia um mandado de busca e apreensão de um carro no valor de 80 mil reais e de um iate, bens que jamais existiram. Gelson, um ex-produtor de fumo, que trocou o tabaco pelo plantio de feijão, milho e hortaliças, sobrevivia à custa de uma área de menos de 1 alqueire e meio, dividida em comodato com o pai. Surpreendeu-se ao perceber que era um dos alvos da Operação Agro Fantasma, destinada a investigar supostos desvios no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), do governo federal. Como ele, outros 12 agricultores foram presos por determinação do então juiz Sérgio Moro, à época sem os holofotes que ganharia com a Lava Jato.Em dezembro de 2016, a juíza substituta da 13ª Vara Federal de Curitiba, Gabriela Hardt, a mesma que substituiu Moro na Lava Jato, decretava a absolvição dos réus. No despacho, Hardt assinalou que, “ante todo o exposto”, julgava improcedente a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal. Não foram encontradas provas. Nenhuma prova, absolutamente nada.

Era tarde. Dezenas de agricultores e familiares tiveram suas vidas devassadas, vários deles viram-se obrigados a deixar as terras e buscar empregos na cidade. Até hoje são poucos os que ainda falam sobre o caso. Gelson e seus companheiros foram presos pelo inquisidor das Araucárias sob a argumentação de que, “além do risco à investigação e à instrução criminal”, havia o risco à ordem pública. “Fomos levados de camburão para a sede da Polícia Federal, em Curitiba. Fiquei 48 dias preso, amontoado com todo tipo de delinquente. Alguns companheiros ficaram 60 dias. Saí de lá emocionalmente abalado. Minha vida se tornou um rebuliço. Perdi tudo, acumulei dívidas.”

Além da criminalização e da prisão indevida dos agricultores, a Operação Agro Fantasma deu início ao desmonte do PAA, criado durante o governo do ex-presidente Lula para combater a fome e incentivar a agricultura familiar. “Após a deflagração dessa operação, os requisitos para o acesso ao programa tornaram-se inflexíveis, distantes da realidade dos produtores rurais”, comenta a advogada Naiara Andreoli Bittencourt, da ONG Terra de Direitos, que acompanhou o caso de perto.

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal acatada por Moro, os agricultores “forjavam a entrega de produtos às entidades destinatárias”, além de usarem falsas notas fiscais. De acordo com Naiara Bittencourt, os produtores apenas entregaram alimentos em quantidades inferiores àquelas previstas em contrato, o que acabava sendo compensado pelos camponeses. Na prática, o que ocorria era a substituição de um produto por outro. Às vezes, exemplifica a advogada, estava prevista a entrega de 20 quilos de alface, mas a produção era de apenas 15 quilos. “O que faltava, eles completavam, por exemplo, com 5 quilos de rúcula. Esse foi o crime dos agricultores.” Todo o processo correu em segredo de Justiça.A nutricionista Islândia Bezerra, professora da Universidade Federal do Paraná, debruçou-se sobre o caso durante sua pesquisa de doutorado. “Minha tese foi arrolada como peça da defesa, e também da Promotoria, pois trazia um retrato fiel dos aspectos da operacionalização do PAA na região”, conta a professora.

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Depois de constatado o crescimento recorde de devastação da Amazônia, o governo da Alemanha decidiu reter uma nova doação de 35 milhões de euros, o equivalente a mais de R$ 151 milhões para o Fundo Amazônia. A Alemanha já repassou R$ 193 milhões para o programa.

Desmatamento na amazônia

247 – Depois de constatado o crescimento recorde de devastação da Amazônia, o governo da Alemanha decidiu reter uma nova doação de 35 milhões de euros, o equivalente a mais de R$ 151 milhões para o Fundo Amazônia. A Alemanha já repassou R$ 193 milhões para o programa.

A reportagem do jornal O Estado de S. Paulo destava que “a decisão de segurar o novo aporte, conforme apurou o Estado, está relacionada às incertezas que rondam o futuro do programa. A doação será retida enquanto o governo Bolsonaro não anunciar, claramente, o que pretende fazer com o principal programa de combate ao desmatamento do País.” A matéria ainda acrescenta que “na tarde desta quarta-feira, 03, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, esteve reunido com embaixador da Alemanha, Georg Witschel, e o embaixador da Noruega, Nils Martin Gunneng. Na conversa, que durou 45 minutos, trataram de temas gerais do fundo.”

brasil247

Brasília – Chamada pública lançada pelo Comando do 2º Batalhão de Fronteira do Exército Brasileiro, em Cáceres (MT), é oportunidade de venda para produtores rurais da região, localizada na fronteira com a Bolívia.  A lista de demandas é composta por frutas, verduras, ovos, hortaliças e polpas de suco que vão abastecer a unidade por um ano. As propostas e documentos das cooperativas devem ser entregues na sede da unidade até 28 de maio. O edital vai destinar R$ 1,3 milhão para a compra de produtos da agricultura familiar.

A aquisição será feita por meio da modalidade Compra Institucional, do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Por lei, ao menos 30% dos produtos obtidos para alimentação nas instituições públicas federais devem vir da agricultura familiar.

A coordenadora-geral de Aquisição e Distribuição de Alimentos do Ministério da Cidadania, Hetel Santos, destaca o lado positivo do processo de comercialização da Força Armada na região. “É uma oportunidade para a economia local, destacando que é também uma ação importante para a segurança nacional, reforçando o apoio do Exército naquela área de fronteira, fortalecendo a relação junto com os agricultores familiares”, apontou.

‘SÓ NÃO SE IMPORTAM COM O EMPOBRECIMENTO RURAL EM MASSA’

Voltem uns séculos e calculem nossa dívida social com os trabalhadores do campo

Há expressões, textuais ou figurativas, que ótimos pensadores criam e que alguns de nós que ousamos escrever, por timidez, evitamos repetir para não parecer plágio ou, citado o(a) autor(a), puxa-saquismo. Não me vexo, por dar aos meus textos uma levada de humor, nas genialidades de Millôr Fernandes, Ivan Lessa, e outros pasquinianos eternos. Neste artigo me servirei de Luís Nassif. Ele reconhecerá que não se trata dos dois riscos acima citados. Usarei seu famoso “cabeça-de-planilha”, analistas e economistas que pensam apenas fazendo dos números certezas, sem cuidar das circunstâncias que os cercam ou da abrangência dos atributos que as ciências sociais fornecem.  Uma dupla de cabeças-de-planilha, Guilherme Resende Oliveira, doutor em economia pela UnB (meritocráticos , esses moços), trabalha para o governo de Goiás (Caiado, entendo); o outro, é diretor de uma secretaria (são muitas) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), José Eustáquio Ribeiro Vieira Fº, técnico de planejamento e pesquisa do IPEA. Juntaram esforços e planilhas para publicar, recentemente, no Valor, a sucursal de O Globo em São Paulo, o artigo “Previdência rural e assistencialismo”. Para quem vem a meus textos, poderia parar por aí. Prevendo a rasteira da dupla, ágeis, logo pulariam alto.Saiamos de suas planilhas e vamos direto às suas preleções. São a favor do que aí virá. No lugar da Previdência ao trabalhador rural, ora em vigor, propõem “sair do assistencialismo”, que assim a consideram, e promover: 1) aumento de tecnologias produtivas; 2) intensificar a qualificação da mão de obra; 3) investir nas “atividades de extensão e atividade técnica”. Bidus. E quem não acha o mesmo? Mais uma roubada minha, essa de Mino Carta (condolências): “até o mundo mineral sabe disso”. Todos cabeças-de-planilha tentam invalidar, como assistencialistas, os programas que serviram para retirar da extrema pobreza 36 milhões de brasileiros, além de permitirem alargar a faixa da classe média baixa. É como, 9 entre 10 analistas, tentam se redimir da eterna sina do meio rural: é preciso oferecer apoio técnico e qualificar a mão de obra. “Dinheiro, pra quê dinheiro”?

Aqui paro e aqui me fino. Pouco originais os rapazes que tiveram seu texto publicado no Valor. Ó fraquinhos editores, saibam que a madrinha de um deles, em São Joaquim da Barra, SP, os parabenizou e enviou um bolo de fubá.

Então tá, companheiros, permitam-me assim chamá-los, sem qualquer intenção partidária, pois já percebi as suas.

Quando se quer relativizar a agricultura familiar, assentados, indígenas, comunidades quilombolas, enfim, as pequenas propriedades, a que se referem? Seus pesos e incapacidades reprodutivas, como fez Bolsonaro? Ou ao que lhes sobra para a não extinção. Sabem o quê? O Estado, imbecis. E não aquele mínimo, que tanto querem. Assistencialista sim, se em país miserável.

Vamos planilhar, como propõem os autores:

“Em dez anos, o déficit rural [da Previdência] cresceu à taxa de 3,3% ao ano”. Um índice que sugere exterminá-los. Guedes comemorará.

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criacao_suino_ (Foto: Ernesto de Souza/Ed. Globo)

A peste suína africana, que já dizimou 1 milhão de porcos na China, já está causando efeitos diretos na pauta de exportações brasileira de carnes. Em abril, houve um aumento de 44,3% no volume de vendas de suínos em relação ao mesmo período do ano passado, segundo a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal). Foram embarcadas 58,1 mil toneladas. A maior parte (27,7%) seguiu para a China e Hong Kong (24,1%). “O estoque de suínos da China está no final, já que os abates continuam”, diz Francisco Turra, presidente da ABPA. “A tendência é de aumento contínuo das exportações brasileiras de suínos para os chineses”, afirma. Os preços também devem subir. Em abril, já foi registrado um aumento nas receitas de 27,6%, totalizando US$ 119,7 milhões, diante de US$ 93,8 milhões em abril de 2018. No acumulado do ano, de janeiro a abril, o faturamento chegou a US$ 418,1 milhões, um resultado 2,2% superior ao obtido no mesmo período de 2018. “O Brasil tem uma carne de boa qualidade e valores competitivos, o que coloca o país no radar dos chineses”, diz Douglas Coelho, sócio da Radar Investimentos. O governo brasileiro pretende facilitar a habilitação de 50 plantas de suínos e aves durante a visita da ministra Tereza Cristina à China neste mês, mais do dobro das unidades atualmente prontas a exportar. A expectativa é que as vendas de frango também tenham um aumento. A China, maior produtora mundial de suínos, deve perder de 25% a 35% de seu plantel até o final do ano, segundo o Rabobank. Com isso, haveria uma queda na produção de 13 milhões de toneladas de carne suína no país. “Os chineses provavelmente terão que substituir uma parte do consumo de carne de porco por outras proteínas”, diz Turra. Os suínos levam oito meses para se desenvolver e chegar ao ponto do abate. “Nem todos os países exportadores juntos conseguiram suprir a demanda chinesa de porco”, afirma. O aumento da procura já tem se revertido em alta de ações de grandes frigoríficos, como a americana Tyson Food, com uma valorização de 40% desde o início do ano, e a Pilgrim´s Pride, subsidiária nos Estados Unidos da JBS, voltada à produção de carne de frango (aumento de 70%).

Bovinos

Os produtores de carne de boi também tem motivos para comemorar. As exportações tiveram um aumento de 53,5% em abril, gerando uma receita de US$ 502,1 milhões – o valor é 43,3% superior ao de abril de 2018. A retomada das vendas para a Rússia responde por boa parte desse resultado, de acordo com a Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne).

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Por G1

Desmatamento no interior de Alagoas — Foto: Jonathan Lins/FPI do São Francisco

Desmatamento no interior de Alagoas — Foto: Jonathan Lins/FPI do São Francisco

Um manifesto publicado na revista “Science” no fim de abril chamou atenção da comunidade científica internacional e da classe política brasileira. Mais de 600 pesquisadores pediram à União Europeia que condicione as parcerias com o Brasil à proteção ambiental. Afinal, por que há essa preocupação internacional? De acordo com cientistas ouvidos pelo G1 e pesquisas consultadas pela reportagem, o Brasil é importante para o equilíbrio ambiental do mundo inteiro pelas seguintes razões:.

Ativistas do Greenpeace penduram em muralha da Cidade Velha de Jerusalém banner com a frase, em inglês, "Bolsonaro, pare a destruição da Amazônia", nesta segunda-feira (1º) — Foto: Ohad Zwigenberg/AFP

Ativistas do Greenpeace penduram em muralha da Cidade Velha de Jerusalém banner com a frase, em inglês, “Bolsonaro, pare a destruição da Amazônia”, nesta segunda-feira (1º) — Foto: Ohad Zwigenberg/AFP.Por isso, alguns dados divulgados recentemente chamaram a atenção da comunidade científica internacional. A Amazônia perdeu 18% da área de floresta em três décadas, e o Brasil foi o país que mais desmatou em 2018.

Embora esses dados apontem para anos anteriores e, portanto, outros governos brasileiros, ambientalistas preocupados com a possibilidade de a devastação se acentuar chamam atenção por medidas e situações ligadas à atual administração, do presidente Jair Bolsonaro. Veja quais:

Terra Indígena — Foto: Portal Amazônia/Reprodução

Terra Indígena — Foto: Portal Amazônia/Reprodução

Além da reação dos cientistas europeus, o Museu de História Natural de Nova York revogou o aluguel cedido a um evento que homenagearia Bolsonaro. Um dos motivos, segundo nota do estabelecimento, era a preocupação com a “necessidade urgente de conservar a Amazônia, que tem profundas implicações para a diversidade biológica, as comunidades indígenas, mudança climática e o futuro da saúde do nosso planeta”.

Temer e Aloysio Nunes na Noruega — Foto: Beto Barata/PR/FotosPúblicas

O que diz o governo?

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Resultado de imagem para 602 cientistas pedem que Europa condicione importações do Brasil a cumprimento de compromissos ambientais

A edição de sexta-feira (26) da revista Science traz uma carta assinada por 602 cientistas de instituições europeias pedindo para que a União Europeia (UE), segundo maior parceiro comercial do Brasil, condicione a compra de insumos brasileiros ao cumprimento de compromissos ambientais.Em linhas gerais, o documento faz três recomendações para que os europeus continuem consumindo produtos brasileiros, todas baseadas em princípios de sustentabilidade. Pede que sejam respeitados os direitos humanos, que o rastreamento da origem dos produtos seja aperfeiçoado e que seja implementado um processo participativo que ateste a preocupação ambiental da produção – com a inclusão de cientistas, formuladores de políticas públicas, comunidades locais e povos indígenas.O grupo de cientistas tem representantes de todos os 28 países-membros da UE. O teor da carta ecoa preocupações da Comissão Europeia – órgão politicamente independente que defende os interesses do conjunto de países do bloco político-econômico – que há cerca de quatro anos vem estudando como suas relações comerciais impactam o clima mundial.

Desmatamento da Amazônia, em foto de 2018
Direito de imagemAFP
Image captionAmazônia perdeu 50 mil km² de matas nos últimos 7 anos

Pesquisador de questões de uso do solo, políticas de mitigação climática, combate ao desmatamento e cadeias produtivas, o brasileiro Tiago Reis, da Universidade Católica de Louvain, é um dos autores da carta. Em entrevista à BBC News Brasil, ele afirmou que a publicação do texto tem como objetivo mostrar às instituições europeias que a comunidade científica entende a questão como “prioritária e extremamente relevante”.”A iniciativa é importante, sobretudo neste momento em que sabemos que a Comissão Europeia está estudando o assunto e formulando uma proposta de regulação para a questão da ‘importação do desmatamento'”, disse o cientista.O artigo foi divulgado nesta quinta-feira. Procurado pela reportagem da BBC News Brasil, o Ministério do Meio Ambiente ainda não respondeu ao pedido de entrevista sobre o tema.

Sustentabilidade e direitos humanos

“Exortamos a União Europeia a fazer negociações comerciais com o Brasil sob as condições: a defesa da Declaração das Nações Unidas sobre os direitos dos povos indígenas; a melhora dos procedimentos para rastrear commodities no que concerne ao desmatamento e aos conflitos indígenas; e a consulta e obtenção do consentimento de povos indígenas e comunidades locais para definir estrita, social e ambientalmente os critérios para as commodities negociadas”, diz a carta veiculada no periódico científico.

Parque Nacional da Chapada dos GuimarãesDireito de imagemTHIAGO FORESTI
Image captionExportações para a UE representaram 17,56% do total do Brasil em 2018

A carta ressalta que a UE comprou mais de 3 bilhões de euros de ferro do Brasil em 2017 – “a despeito de perigosos padrões de segurança e do extenso desmatamento impulsionado pela mineração” – e, em 2011, importou carne bovina de pecuária brasileira associada a um desmatamento de “mais de 300 campos de futebol por dia”.Segundo dados do Ministério da Economia, as exportações para a UE representaram 17,56% do total do Brasil em 2018 – um total de mais de US$ 42 bilhões, com superávit de US$ 7,3 bilhões. A exportação de carne responde por cerca de US$ 500 milhões deste total, minério de ferro soma quase US$ 2,9 bilhões e cobre, US$ 1,5 bilhão.De acordo com dados divulgados em novembro pelo ministérios do Meio Ambiente e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, a Amazônia enfrenta índices recordes de desmatamento.Os sistemas do Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Amazônia Legal por Satélite (Prodes) registraram um aumento de 13,7% do desmatamento em relação aos 12 meses anteriores – o maior número registrado em dez anos. Isso significa que, no período, foram suprimidos 7.900 quilômetros quadrados de floresta amazônica, o equivalente a mais de cinco vezes a área do município de São Paulo.A principal vilã é a pecuária. Estudo realizado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) em 2016 apontou que 80% do desmatamento do Brasil se deve à conversão de áreas florestais em pastagens.Atividades de mineração respondem por 7% dos tais danos ambientais.Principal autora do texto, a bióloga especialista em conservação ambiental Laura Kehoe, pesquisadora da Universidade de Oxford, acredita que, como forte parceria comercial, a Europa é corresponsável pelo desmatamento brasileiro.”Queremos que a União Europeia pare de ‘importar o desmatamento’ e se torne um líder mundial em comércio sustentável”, disse ela. “Nós protegemos florestas e direitos humanos ‘em casa’, por que temos regras diferentes para nossas importações?” “É crucial que a União Europeia defina critérios para o comércio sustentável com seus principais parceiros, inclusive as partes mais afetadas, neste caso as comunidades locais brasileiras”, afirmou a bióloga conservacionista Malika Virah-Sawmy, pesquisadora da Universidade Humboldt de Berlim.

Fogo no cerrado brasileiroDireito de imagemTHIAGO FORESTI
Image caption“Queremos que a União Europeia pare de ‘importar o desmatamento’ e se torne um líder mundial em comércio sustentável”, defende bióloga Laura Kehoe

A carta dos cientistas apresenta preocupações, mas a aplicação dos tais compromissos como condições para tratativas comerciais depende de regras a serem criadas pela Comissão Europeia. Se o órgão acatar as sugestões, será preciso definir de que maneira o Brasil – e outros parceiros comerciais da UE – precisaram criar organismos e estabelecer as métricas para o cumprimento das exigências.

Medidas do governo Bolsonaro

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O Brasil desmatou 11% de sua área de florestas entre 1985 e 2017 – ao todo, a área equivale a 2,6 estados de São Paulo. Desse total, 61,5% foram perdas de floresta na Amazônia. Os dados foram coletados com ajuda de imagens de satélite, e mostram também uma redução de 18% no cerrado, de 11% no Pantanal e de 9,5% na Caatinga. O Pampa e a Mata Atlântica foram os únicos dos seis biomas brasileiros que viram sua área de florestas aumentar neste período de 32 anos. Os dados são os mais recentes que detalham a situação por bioma no país e foram compilados pelo projeto Mapbiomas – uma parceria entre universidades, ONGs, institutos nacionais e o Google. Os cientistas analisaram todas as imagens registradas desde 1985 pelos satélites internacionais Landsat. Nas fotos dos satélites, cada pixel retrata áreas de 900 metros quadrados no solo. A partir da compilação de milhões de imagens do território brasileiro e da análise via algoritmos, o projeto mostra o uso da terra e a vegetação

Avanço da agropecuária no Brasil — Foto: Rodrigo Sanches/G1

Avanço da agropecuária no Brasil — Foto: Rodrigo Sanches/G1

Histórico da região

Entre 1985 e 2017, a Amazônia viveu dois marcos com alta nas taxas de desmatamento – entre os anos de 1994 e 1995, no governo Fernando Henrique Cardoso, e em 2004 e 2005, com Lula.

“O grande marco foi a Medida Provisória 2166 feita pelo Fernando Henrique que aumentou o percentual de reserva legal da Amazônia. Ele faz essa MP justamente para responder ao aumento de desmatamento e aprova uma série de legislações. Por exemplo, a lei de crimes ambientais é de 1996. O estado passa a ter uma série de medidas para aumentar a capacidade de atuar contra o desmatamento e o crime ambiental”, disse Márcio Astrini, coordenador de Políticas Públicas do Greenpeace. Além disso, tanto no período FHC, quanto no de Lula, ocorreu uma alta na criação de Unidades de Conservação e terras indígenas. Outro marco foi a criação do Plano de Combate ao Desmatamento na Amazônia, criado por sugestão da então ministra Marina Silva.

Segundo Astrini, com as medidas e mudanças propostas pelo atual governo, o movimento é contrário:

“Agora é exatamente o inverso. Então, o que dá certo no combate ao desmatamento? Melhoria da legislação, melhoria da capacidade dos órgãos de atuação, melhoria das áreas protegidas. O que o governo Bolsonaro está fazendo? Ele desmantela os órgãos de fiscalização e controle, e usa o discurso: vamos acabar com as áreas dos índios, vamos acabar com as Unidades de Conservação”. Na sexta-feira (26), ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, rebateu críticas de ambientalistas à atual gestão. O ministro disse que o “Brasil é exemplo de sustentabilidade” e que o “problema ambiental brasileiro está nas cidades, e não no campo”. Segundo ele, o agronegócio brasileiro “é o mais comprometido com a preservação do meio ambiente no mundo”. Cientistas pedem que União Europeia exija do Brasil comprometimento com o meio ambiente

Jornal da Globo
Cientistas pedem que União Europeia exija do Brasil comprometimento com o meio ambiente

Cientistas pedem que União Europeia exija do Brasil comprometimento com o meio ambiente

G1 fez recortes específicos para os seis biomas. A Amazônia representa metade do território do país e, também por isso, é responsável por 61% de tudo o que perdemos em floresta nestes 32 anos – o equivalente a 1,6 estado de São Paulo de vegetação apenas na parte Norte do país.

“Essa área mantém o Brasil historicamente como o país que mais destrói florestas tropicais do planeta. É um desmatamento que não gera riqueza para a população brasileira, ela gera uma destruição associada a isso, tem uma violência enorme contra populações, povos da floresta, e é uma área que é convertida e desperdiçada”, avalia Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima.

“Boa parte dela é ocupada por pastagens com criação de gado com baixíssima eficiência, tem boa parte delas degradadas, abandonadas, ou subutilizadas”, completa. Além disso, um estudo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) feito na região do Xingu aponta uma alta de 1ºC na região de áreas desmatadas. “Em 10 anos, entre 2000 e 2010, houve um aumento naquela região de quase 1ºC. Ou seja: com o aumento de temperatura você altera o regime de chuva, por exemplo, e isso pode causar problemas para a agricultura. O descontrole do desmatamento e a fragmentação de floresta já mostram mudanças de temperatura local”.

Cerrado

O cerrado é um dos biomas mais ameaçados do Brasil. Embora os dados do Mapbiomas mostrem uma redução de 18% na sua área de florestas entre 1985 e 2017, o diretor-executivo do WWF-Brasil, Mauricio Voivodic, observa que o cerrado já foi reduzido em 50% desde sua formação original. Segundo ele, as razões para isso são claras: “A principal é a agropecuária, que causou mais de 80% de desmatamento do cerrado”, diz. Além disso, ele afirma que a expansão das plantações de soja ao longo das últimas décadas é o segundo fator mais nocivo à vegetação nativa no centro do Brasil. O cerrado é um bioma essencial para a irrigação do país e, portanto, sua destruição tem consequências reais.

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   A barragem do Cascudo, em de Santa Terezinha PE. Começou sangrar na última segunda-feira dia 08.04.19, a mais de 15 anos. É uma alegria para todos da nossa região,motivo para agradecer e engrandecer o nome do Senhor nosso Deus, todo poderoso, pois quando Ele quer a natureza obedece.  Tudo está no comando e no controle do Todo Poderoso.

 Desde que começaram as chuvas no município,em janeiro chovei 24.18 mm, fevereiro 264 mm,março 232 mm,abril 96,06 mm  somam é de 677,06 mm. E ainda continuar as chuvas menas intensidade. Os dados são da APAC.

                                                                                                                                

   Na comunidade Caldeirão, município  de Santa Terezinha-PE, o  sr. Sebastião Araújo,  conhecido como (Bastião  Canuto). O mesmo  plantou 3 hectares  de milho, feijão e batata. Desde os 8 anos de idade que trabalha na agricultura, hoje com 62 anos, continua fazendo suas plantações com sua família. “Só alegria”.

Auditores da CGU afirmam que recursos atualmente empregados pelo Ibama não são suficientes para concluir a digitalização dos processos físicos em um prazo razoável — Foto: G1 Santos

Enquanto o governo brasileiro anuncia medidas para transformar multas ambientais em ações de recuperação e preservação do meio ambiente, o Ibama tem um problema bem mais prosaico a resolver: a paralisação no despacho de pilhas de papel que impede a cobrança de até R$ 20,8 bilhões em multas que o órgão tem a receber. Auditoria da CGU (Controladoria Geral da União) encontrou 96,4 mil processos parados no principal órgão de fiscalização ambiental do país à espera de digitalização. O valor total das multas em papel equivale a 13 vezes o orçamento anual do Ibama, de cerca de R$ 1,5 bilhão. “Enquanto a digitalização não ocorre, não é possível realizar nenhum ato administrativo em tais processos, evidenciando a criticidade da situação observada”, diz o relatório da CGU, lembrando que, desde 2017, o próprio Ibama criou um sistema eletrônico e proibiu, por meio de uma portaria, a tramitação de processos que não estivessem digitalizados. Esse montante, que o Ibama poderia arrecadar se essas multas fossem integralmente mantidas e cobradas, é oito vezes maior que o custo que o governo brasileiro vai ter, por exemplo, com o pagamento do 13º do Bolsa Família, programa que atende atualmente 14,1 milhões de famílias.

‘Festa’ de multas

Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro – que já foi multado pelo Ibama em R$ 10 mil por pescar numa estação ecológica em 2012 – assinou um decreto para converter multas em ações de compensação ambiental, que prevê, segundo o jornal O Globo, “a conversão de multas simples em serviços de preservação do meio ambiente e descontos de até 60% no valor da multa em audiências de conciliação”. O governo justificou a medida dizendo que ela iria “tornar a cobrança mais ágil”. A proposta estava entre as prioridades dos 100 primeiros dias de governo de Bolsonaro que, e em dezembro, havia anunciado que pretendia acabar com a “festa” de multas do Ibama. “Não vou mais admitir o Ibama sair multando a torto e a direito por aí, bem como o ICMbio [Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade]. Essa festa vai acabar”, afirmou o então presidente eleito, em referência aos dois órgãos ligados ao Ministério do Meio Ambiente responsáveis, respectivamente, pela fiscalização ambiental e conservação das unidades federais.

‘Inviável’

A auditoria da CGU, cujo relatório foi concluído e divulgado na semana passada, levou em conta autos de infração lavrados e julgados entre 2013 e 2017. Mas os próprios auditores ressaltam, no relatório, que o problema da digitalização dificilmente seria sanado rapidamente.

Trecho do relatório de auditoria da CGU — Foto: BBC/Reprodução

Trecho do relatório de auditoria da CGU

— Foto: BBC/Reprodução

“Considerando uma hipotética meta de concluir a digitalização dos 96.485 processos no período de dois anos, seria necessário realizar a preparação e a digitalização de cerca de 190 processos por dia útil de trabalho. Assim, seriam 48 processos a serem escaneados por dia por cada escâner, o que se mostra inviável, uma vez que os escâners destinados a essa atividade não são especializados para o tratamento de grande volume de material”, diz o relatório da CGU.Os auditores ressaltam ainda que “os recursos atualmente empregados pelo Ibama não são suficientes para concluir a digitalização dos processos físicos em um prazo razoável” e alertam para o risco dessas multas jamais serem aplicadas por causa da demora.

O montante que o Ibama poderia arrecadar se os R$ 20,8 bi em multas dos processos em papel fossem integralmente cobradas é oito vezes maior que o custo com o pagamento do 13º do Bolsa Família — Foto: G1 Santos

O montante que o Ibama poderia arrecadar se os R$ 20,8 bi em multas dos processos em papel fossem integralmente cobradas é oito vezes maior que o custo com o pagamento do 13º do Bolsa Família — Foto: G1 Santos

“Este cenário acarreta para a instituição o risco da extinção de processos em decorrência da prescrição, além do não atendimento ao critério cronológico de tramitação e julgamento dos processos, na medida em que existe um passivo de processos sem tratamento, aguardando a digitalização”, alertou a CGU. A CGU informa que o objetivo da auditoria foi avaliar o desempenho e a gestão dos processos de instrução e julgamento das infrações ambientais. As fragilidades e problemas que os auditores encontraram, contudo, vão muito além da dificuldade de incluir no novo sistema eletrônico os milhares de processos. Segundo o relatório, todas as etapas dos processos são demoradas – das mais simples, como a abertura do processo administrativo, às mais complexas, como o julgamento. A média de tramitação dos processos é de mais de 5 anos.

Desde 2017, portaria do Ibama proíbe tramitação de processos físicos, mas órgão enfrenta dificuldade para digitalizar multas aplicadas — Foto: Ibama-MT/Divulgação

Desde 2017, portaria do Ibama proíbe tramitação de processos físicos, mas órgão enfrenta

dificuldade para digitalizar multas aplicadas — Foto: Ibama-MT/Divulgação

O modelo para escolher quem julga as multas aplicadas foi considerado inadequado para atender à demanda de processos que, de acordo com o relatório, impacta “na qualidade e na imparcialidade das decisões”. Para julgar multas com valores acima de R$ 100 mil, por exemplo, o Ibama contava, no ano passado, com 34 autoridades. Além de considerar o número insuficiente, a CGU identificou “situações que podem suscitar graves conflitos éticos” como, por exemplo, casos em que superintendentes do próprio Ibama eram alvos de autos de infração em tramitação. Também ganharam destaque no relatório da CGU fragilidades dos controles relativos aos prazos prescricionais e deficiências no processo de apuração de responsabilidade de servidores que deixam processos expirarem. Os auditores salientaram que faltava um controle informatizado para controlar as prescrições e destacaram a “ausência informações confiáveis sobre a quantidade de processos prescritos ou em risco de prescrição”. No período de 2014 a 2017, o número médio de autos de infração aplicados pelo Ibama superou 16 mil por ano. Em média, 40% deles estão relacionados a danos à flora.

Infográfico de autos de infração aplicados pelo Ibama — Foto: CGU/Reprodução

Infográfico de autos de infração aplicados pelo Ibama — Foto: CGU/Reprodução

Outro lado

A CGU informou que uma versão preliminar do relatório foi encaminhada ao Ibama para que o órgão ambiental pudesse se posicionar a respeito dos resultados da auditoria. “No entanto, até a conclusão do trabalho, esta CGU não havia recebido a manifestação do Instituto sobre o conteúdo do relatório”, registraram os auditores. A BBC News Brasil também procurou o Ibama para comentar o relatório e informar, por exemplo, quantos processos continuam parados à espera de digitalização e o valor total das multas que deixam de ser aplicadas por causa da dificuldade de incluir as informações no novo sistema eletrônico. O Ibama pediu que as perguntas fossem encaminhadas ao Ministério do Meio Ambiente que, por sua vez, não respondeu, até a publicação desta reportagem, aos pedidos de esclarecimentos enviados na quarta-feira da semana passada.

Segundo auditores da CGU, a demora em processar e julgar as multas pode incentivar a impunidade — Foto: Ibama/Divulgação

Segundo auditores da CGU, a demora em processar e julgar as multas

pode incentivar a impunidade — Foto: Ibama/Divulgação

Impunidade

A CGU justificou a realização da auditoria dizendo que um dos efeitos do trabalho do Ibama, cujos agentes têm poderes de multar e deter infratores, é a dissuasão de transgressores, ou seja, é fazer com que o indivíduo tema a punição e deixe de praticar novas infrações.Os auditores são categóricos em dizer que as deficiências encontradas no Ibama, em especial a falta de celeridade na conclusão dos processos, podem aumentar a percepção de impunidade.O relatório da CGU destaca que, além de “prejuízo à eficácia e efetividade das ações fiscalizatórias”, a demora desestimula o pagamento das multas, aumenta o risco de prescrição dos processos e também eleva o custo administrativo diante do longo período de tramitação”

Maioria dos processos do Ibama está relacionados a danos à flora — Foto: Ibama/Divulgação

Maioria dos processos do Ibama está relacionados a danos à flora — Foto: Ibama/Divulgação

Os auditores dizem que não identificaram relação direta entre o valor das multas e o tempo de tramitação dos processos. No relatório, eles registraram que os autos de infração no valor acima de R$ 10 milhões tramitam, em média, por 4,4 anos e têm julgamento mais rápido que os autos com valores menores. Mas o que chamou atenção foi o fato de ter havido um salto significativo no tempo médio dos autos com valores acima de R$ 500 mil, saindo de 3,6 anos de duração para 5,7 anos no período analisado. Desde 2012, autos de infração acima de R$ 500 mil são julgadas na sede do Ibama, em Brasília.

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     Em solenidade realizada no Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agriculturas Familiares de Águas Belas, os produtores rurais do município receberam, neste sábado (13), as sementes do programa Campo Novo, lançado pelo Governo do Estado. Ao todo, estão sendo distribuídas 435 toneladas de milho, feijão e sorgo forrageiro, beneficiando 45 mil famílias dos municípios do Agreste Meridional, Central e Setentrional.Em nome do governador Paulo Câmara, o secretário de Desenvolvimento Agrário, Dilson Peixoto, reafirmou aos beneficiados pelo programa o compromisso do Governo do Estado em manter o cronograma da distribuição de sementes respeitando o período ideal para o plantio. “Apesar do ambiente nacional desfavorável, estamos conseguindo entregar as sementes aos agricultores e agricultoras rurais no tempo certo. A quantidade pode ainda não ser a ideal, mas temos o compromisso de entregar as sementes no momento certo para o plantio que é período das chuvas”, afirmou o secretário.“Todos nós em Águas Belas ficamos muito felizes em receber aqui, na nossa cidade, o lançamento desse programa tão importante para os nossos agricultores e agricultoras. Ainda temos muito a fazer, mas queremos começar fazendo essa parceria cada vez mais forte”, destacou o prefeito de Águas Belas, Luiz Aroldo. Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares, Tavares Leite, as chuvas que têm caído na região e a chegada das sementes renovam a esperança de novos tempos na zona rural do município. “Vivemos tempos difíceis com a seca e agora estamos na esperança de ver as sementes germinando e as lavouras crescendo novamente”, disse. Junto com o secretário Dilson Peixoto, estiveram presentes no evento o secretário Executivo de Agricultura Familiar, Gleybson Neves; o presidente do Iterpe, Altair Correia; o diretor de pesquisa do IPA, Gabriel Maciel; além do vice-prefeito do município, Maurício de Josué; do presidente da Câmara Municipal, Josué de Curral Novo; e dos vereadores Nitalmo Leite e Valdo Fulni-ô.

“Tarde demais, a região do alto pajeú a maioria dos agricultores já plantaram e estão bem perto da colheita”

TEREZINHA

A agenda no Agreste Meridional incluiu ainda visita à cidade de Terezinha, onde o secretário Dilson Peixoto formalizou, ao lado do prefeito Matheus Martins, a entrega de dez barragens e de uma adutora construídas com recursos do Governo do Estado, além da assinatura da ordem de serviço para a perfuração de dois poços artesianos. Ao todo, foram beneficiadas 11 comunidades. A cerimônia, que fez parte das comemorações do 55º aniversário de emancipação do município, contou ainda com a presença do deputado federal Pastor Eurico e dos estaduais Claudiano Martins e Sivaldo Balbino, e dos prefeitos de Palmerina, Marcelo Neves; Alagoinha, Uilas Leal; e Brejão, Beta Cadengue.

Baleia jubarte mo Parque Nacional de Abrolhos, sul da Bahia - Créditos: ICMBio
                                                      Baleia jubarte mo Parque Nacional de Abrolhos, sul da Bahia / ICMBio

A inclusão de reservas de petróleo localizadas no Arquipelágo de Abrolhos, no litoral sul da Bahia, no próximo leilão preocupa entidades ambientalistas e sindicais. A decisão de autorizar a inserção partiu do presidente do Ibama, Eduardo Bim, apesar de recomendação contrária dos próprios técnicos do órgão. 

Abrolhos é o primeiro Parque Nacional Marinho considerado um marco para a conservação marinha no país. Thiago Almeida, da campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil, explica que a área tem grande relevância ambiental, sendo, por exemplo, área de reprodução de baleias jubarte. Ele explica que mesmo sem acidentes, a exploração petrolífera em si altera a dinâmica ecológica do local. Um dos casos é a atividade de prospecção de áreas específicas a serem exploradas, que envolvem explosões submarinas, afetando também, entre outras coisas, a população local que vive de pesca artesanal. “Estes blocos ainda podem ser excluídos do leilão. Esse é um precedente muito perigoso. A sensibilidade da região é muito grande. É o primeiro parque marinho brasileiro. É considerado a área mais importante de biodiversidade marinha de todo Atlântico Sul”, defende. Segundo  Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICM Bio) um levantamento da biodiversidade da região registrou aproximadamente 1.300 espécies, 45 delas consideradas ameaçadas, segundo listas do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

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