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REFLEXÕES DO PASSADO E PRESENTE: PERSPECTIVA DE MELHORA PARA O FUTURO


 

Agricultura

Luiz Augusto Lopes Serrano - Sementes guardadas há 20 anos apresentaram índice de germinação de 90%, o que é um alento para a ciência, preocupada com o declínio de populações de cajueiro

Sementes guardadas há 20 anos apresentaram índice de germinação de 90%, o que é um alento para a ciência, preocupada com o declínio de populações de cajueiro

Testes realizados na Embrapa Agroindústria Tropical (CE) e Embrapa Recursos Genéticos (DF) revelaram ser possível preservar o patrimônio genético do cajueiro, a longo prazo, por meio de sementes. Pelas características da planta, acreditava-se que as sementes do cajueiro não se mantivessem viáveis por longos períodos. Contrariando essa ideia, sementes guardadas há 20 anos foram testadas com índice de germinação de 90%. Esse resultado é um alento para a ciência, que está preocupada com o declínio crescente de populações de cajueiro, em decorrência do desmatamento, agricultura extensiva e da intensa ocupação da terra nas áreas de ocorrência natural da planta. 

O resultado do teste animou os pesquisadores porque a manutenção de sementes em câmara fria ampliará os esforços de conservação da diversidade. Até agora, o padrão estabelecido é a utilização de plantas em campo e telado, uma estratégia que exige grande investimentos em área agrícola, insumos e serviços. 

Para os pesquisadores, a viabilidade de uma segunda via de conservação representa uma esperança para o futuro. “O cajueiro é uma importante planta nativa, os velhos cajueiros gigantes, mesmo improdutivos, guardam um rico patrimônio genético”, diz a pesquisadora Ana Cecília Ribeiro de Castro, coordenadora do Banco de Germoplasma de Cajueiro, o BAG Caju – o maior e mais antigo banco dedicado à conservação da variabilidade genética do cajueiro do mundo. A cientista salienta que essa variabilidade é muito valiosa e guarda riquezas como resistência a doenças e pragas que poderão surgir no futuro. 

Do gelo para a mesa: sementes conservadas há mais de 20 anos germinam como novas.

” Nós somos uma nação riquíssimas, temos a natureza proporcionando inúmera fruticulturas etc. Lamentável que vivemos em um país que é galopante a corrupção, onde a mesma deixa mulheres de famílias na miserabilidade.”

Ana Cecília Ribeiro de Castro (foto à direita) explica que até o momento não havia dados de pesquisa que atestassem a viabilidade da manutenção de sementes de cajueiro a longo prazo. Uma remessa de sementes guardadas há 20 anos a – 20°C na Coleção de Base de Sementes (Colbase) – mantida na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, revelou que essa é uma estratégia factível. “Solicitamos o material ao pesquisador Juliano Pádua, responsável pela Colbase. A germinação foi praticamente a de uma semente recém-colhida. Excelente”, comemora.

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Foto: Divulgação

A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura enviou ao Palácio do Planalto uma carta em que cobra maior controle sobre o comércio de madeira. Segundo o grupo, formado por cerca de de 250 representantes da sociedade civil, do agronegócio, da academia e do setor financeiro, o governo federal é o principal culpado pelo comércio irregular. “Estudos recentes mostram que mais de 90% do desmatamento no país é realizado ilegalmente e a exploração florestal possui índices parecidos. Além do impacto ambiental e do prejuízo fiscal, a ilegalidade impune gera concorrência desleal para aqueles que operam dentro da lei”, afirma a coalizão no texto. “O maior obstáculo a esse modelo é, justamente, a insegurança jurídica causada pela falta de fiscalização e comando e controle pelo Estado”, prossegue.

Na última terça-feira 17, o presidente Jair Bolsonaro aproveitou uma reunião dos Brics para prometer a divulgação de uma lista de países que compram madeira ilegal do Brasil. “Revelaremos nos próximos dias o nome dos países que importam essa madeira ilegal nossa através da imensidão que é a região amazônica, porque daí, sim, estaremos mostrando que esses países, alguns deles que muito nos criticam, em parte têm responsabilidade nessa questão”, disse Bolsonaro. “O Brasil dispõe de conhecimento, informações e experiência suficientes para eliminar imediatamente a ilegalidade de sua produção e ir além. Mas isso só será possível quando todos os setores, públicos e privados, integrarem esforços, cooperarem e assumirem sua responsabilidade neste desafio”, diz ainda a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura. Conforme o grupo, “nenhuma parte das cadeias de produção, dentro e fora do país, pode se declarar livre do problema da ilegalidade, seja ela uma empresa, comércio, consumidor e, obviamente, o governo. Se, juntas, essas partes apostarem em uma solução e atuação conjunta, todos ganham. Mas basta um desses elos não cumprir com seu papel que todos perdem”.

Mourão leu a carta

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Mata Atlântica: bioma mais ameaçado. 

Um levantamento publicado em 5 de novembro pelo IBGE mostrou que 20% das espécies brasileiras de animais e plantas estavam ameaçadas em 2014 – quase 3,3 mil. Desse total, 1.989 estavam na Mata Atlântica, o bioma mais afetado.pesquisa “Contas de Ecossistemas” analisou a situação da biodiversidade no país, a partir das espécies de fauna e flora listadas pelo Centro Nacional de Conservação da Flora do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (CNCFlora/JBRJ) e pelo ICMBio.

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Pantanal mato-grossense encerrou o mês de outubro com 2.856 focos de incêndio registrados, o maior número desde o início das série histórica em 1998. No ano, o bioma já registou mais que o dobro de focos de incêndio no ano passado, segundo dados do Projeto Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).  do Instituto apontam que foram registrados 21.115 focos de incêndio no pantanal até este sábado dia 31 de outubro. Durante todo o ano de 2019, foram registrados 10.025. O total de 2020 é 12,4 vezes maior que os 1.691 focos registrados em 2018, último ano da gestão de Michel Temer. Na comparação mensal, o pantanal quebrou recordes de queimadas nos meses de março, abril, julho, setembro e outubro. O total de focos também superou os anos de 2002 e 2005, antigos recordes de focos ativos. A Amazônia é outro bioma que sofreu alta no número de focos ativos em outubro de 2020: apesar dos 17.326 focos registrados não serem um recorde para o mês, o número é mais que o dobro dos 7.855 focos registrados em 2019. O Inpe já registrou 93.356 focos de incêndio ativos neste ano dentro da Amazônia, contra 89.176 durante todo o ano passado. Os dados confrontam o discurso adotado pelo presidente Jair Bolsonaro, para quem a floresta equatorial não tem sido alvo de incêndios. Outro bioma que tem presenciado um aumento do número de queimadas são os pampas, localizados no sul do Brasil. Entre janeiro e outubro, as planícies campestres tiveram 1.602 focos de incêndio, número que deve quebrar os recordes históricos registrados em 2003 e 2004.

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Segundo especialistas, a recorrência do desmatamento e das queimadas em uma área de floresta contribuem para a savanização. – Bruno Kelly/Amazônia Real

Rica em biodiversidade, a Floresta Amazônica pode adquirir um aspecto que se assemelha ao de uma savana. A esse processo, dá-se o nome de savanização. De forma resumida, isso ocorre quando a diversidade de árvores é transformada em uma vegetação com espécies de pequeno e médio porte, com muitas áreas, inclusive, compostas por gramíneas (com folhas semelhantes a lâminas) originárias de outras partes do mundo, como da África.

Brasil de Fato conversou com o professor Rodrigo Fadini, do Programa de Pós Graduação em Biodiversidade da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), que há 15 anos estuda os impactos do processo de savanização na Floresta Amazônica. Fadini explica que o tipo de floresta que temos na Amazônia é a ombrófila densa, tropical, com bastante chuva. Esse tipo de vegetação presta serviços ecossistêmicos importantes, diz ele: “por hectare são toneladas de carbono estocados nas florestas preservadas da Amazônia, isso faz com que haja capacidade de mitigar os efeitos das mudanças climáticas evitando que esse carbono seja enviado para a atmosfera”, explica. “Outro papel importante das florestas é o de regular o clima. Então, nós temos uma massa florestal gigante aqui na Amazônia e que se sabe hoje que ela ajuda a regular o clima no mundo. Então, ela tem um efeito regional, um efeito nacional, inclusive, fornecendo chuva para o sul e sudeste do Brasil. Várias lavouras dependem da chuva que é transformada na Amazônia, é um efeito mundial“, pontua.

Confira abaixo a entrevista.

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No Pantanal mato-grossense, incêndio começou em cinco fazendas, duas delas dedicadas à criação de gado – Christiano Antonucci/Secom-MT

Parte do fogo que devasta o Pantanal mato-grossense teve origem em fazendas de pecuaristas que vendem gado para o grupo Amaggi, do ex-ministro e ex-senador Blairo Maggi, e para o grupo Bom Futuro, de Eraí Maggi, considerado o maior produtor de soja do mundo. Esses dois grupos empresariais, por sua vez, são fornecedores das gigantes multinacionais JBSMarfrig MinervaO levantamento da Repórter Brasil se baseou em estudo da ONG Instituto Centro de Vida, que identificou que as queimadas no Mato Grosso começaram em cinco propriedades, a partir da análise cruzada dos focos de calor do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), imagens dos satélites Sentinel-2 e Planet e mapeamento das áreas atingidas por incêndios da NASA. O estudo do ICV analisou os focos de incêndio no Mato Grosso entre 1º de julho e 17 de agosto, mas ressalta que a primeira queimada na região começou em 11 de julho. Com base na geolocalização dessas fazendas, a Repórter Brasil usou dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e da Secretaria de Estado da Fazenda para identificar os proprietários, bem como documentos para averiguar os compradores de dois desses fazendeiros. 

O fogo que teve início nessas cinco propriedades rurais voltadas para pecuária, todas localizadas em Poconé (100 km da capital Cuiabá), foi responsável por destruir 116.783 hectares, área equivalente à cidade do Rio de Janeiro. Esse volume de destruição correspondeu a 36% da área total atingida por incêndios no Pantanal mato-grossense no período analisado (entre julho e a primeira metade de agosto).O incêndio que atinge o Pantanal é alvo de investigação da Polícia Federal, que apura a responsabilidade de fazendas na área rural de Corumbá, no Mato Grosso do Sul. Já o estudo do ICV se concentrou no Mato Grosso, no entorno da cidade de Poconé Entre essas cinco propriedades rurais mato-grossenses, está a fazenda Comitiva, de Raimundo Cardoso Costa, onde o fogo começou em 20 de julho e foram registrados pelo menos 171 focos de incêndio. A área total destruída pelo fogo iniciado nesta fazenda foi de 25.188 hectares.De acordo com dados da Secretaria de Estado de Fazenda do Mato Grosso, Raimundo Cardoso Costa é proprietário de outra fazenda, vizinha à Comitiva, chamada Recanto das Onças. A Repórter Brasil identificou que a fazenda Recanto das Onças comercializou gado com o grupo Bom Futuro, mais conhecido pela produção de soja, mas que tem um rebanho de 130 mil cabeças de gado nelore. O grupo Bom Futuro está entre os fornecedores de gado dos maiores frigoríficos do Brasil: JBS, Marfrig e Minerva, conforme atestam documentos a que a reportagem teve acesso. Outra fazenda localizada em Poconé e que está entre as cinco analisadas pela Repórter Brasil é a Espírito Santo, de José Sebastião Gomes da Silva, onde o fogo começou em 4 de agosto. Segundo o Inpe, foram pelo menos 73 focos de incêndio que destruíram 14.292 hectares, segundo análise da NASA. Gomes da Silva também é dono de outra fazenda, a Formosa. Essa propriedade vende gado para a fazenda Rio Bonito, de Elza Junqueira de Carvalho Dias, que, por sua vez, comercializa gado com a JBS e Marfrig. A Fazenda Formosa também é fornecedora da Amaggi Pecuária. A empresa faz parte do grupo Amaggi, da família do político Blairo Maggi, que tem 10 fazendas no Mato Grosso e atua em diversos setores além de soja e pecuária, como energia e logística. A Amaggi Pecuária, por sua vez, está entre as fornecedoras da JBS, Marfrig e Minerva.  Na semana passada (14), uma equipe da Polícia Federal de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, estado que também abriga o bioma Pantanal, realizou buscas e apreensões em quatro fazendas, com a suspeita de que o fogo teria sido provocado intencionalmente para a abertura de pastos. Os policiais investigam se aconteceu com o Pantanal algo similar ao ‘Dia do Fogo’, quando fazendeiros e empresários de Novo Progresso, no Pará, organizaram queimadas na Amazônia nos dias 10 e 11 de agosto do ano passado.

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Uma vista aérea mostra a fumaça subindo no ar ao redor do rio Cuiabá, no Pantanal, a maior área úmida do mundo, em Pocone, estado de Mato Grosso, Brasil,

Destruição do Pantanal pelas queimadas chegou a quase 3 milhões de hectares

No dia em que a destruição do Pantanal pelas queimadas chegou a quase 3 milhões de hectares (equivalente à área da Bélgica), oito países europeus enviaram nesta quarta-feira (16/9) uma carta aberta ao vice-presidente brasileiro, general Hamilton Mourão, para protestar contra a política ambiental brasileira.

Os países afirmam que nos últimos anos o desmatamento aumentou no Brasil em ritmo alarmante e que estão “profundamente preocupados” com os efeitos dessa destruição para o desenvolvimento sustentável do país. A carta foi enviada pelos países que participam da declaração de Amsterdã, uma parceria entre nações para promover sustentabilidade e cadeias de produção de commodities que não cause a destruição de florestas. Participam Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Dinamarca, Noruega, Países Baixos e Bélgica.”Durante muito tempo o Brasil liderou a redução do desmatamento na Amazônia através do estabelecimento de instituições científicas independentes que garantem monitoramento rigoroso e transparente, de agências de controle competentes e do reconhecimento de territórios indígenas. Nos últimos anos, no entanto, o desmatamento tem crescido em ritmo alarmante, como foi documentado pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais)”, diz a carta.

A situação das florestas

Além das queimadas que estão devastando o Pantanal neste mês de setembro — e cujas origens podem ser criminosas, segundo investigação da Polícia Federal —, a Amazônia também está sofrendo com devastação gerada pelo fogo. Em apenas 14 dias, setembro de 2020 já registrou mais queimadas na Amazônia do que em todo o mesmo mês do ano passado, segundo o INPE.

 

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, conhecido mundialmente por suas decisões polêmicas que colocam em risco a preservação da fauna e flora brasileiras, cancelou de última hora, nesta sexta-feira (4) uma entrevista ao jornal internacional The Washington Post. A matéria escrita pelo jornalista Terrence McCoy e Heloísa Traiano para a coluna “The Americas”, fala sobre o aumento na exploração ilegal do ouro brasileiro e a intensificação da crise ambiental na Amazônia durante a pandemia do novo coronavírus, que tem preocupado não apenas boa parte do Brasil, mas também órgãos internacionais, como o Parlamento Europeu. O texto faz críticas ao governo Bolsonaro, em específico à decisão do presidente de elencar militares para manobrar a crise ambiental na Amazônia, que falhou. Os jornalistas também apontaram para os cortes no financiamento do Ibama, escreveram sobre as vagas não preenchidas no órgão e trouxeram as inúmeras críticas ao Instituto feitas pelo chefe de Estado brasileiro.“O gabinete de Bolsonaro recusou os pedidos por um comentário. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, inicialmente concordou em fazer parte de uma entrevista ao The Washington Post, mas cancelou”, contam.Entretanto, apesar da decisão de Ricardo Salles, a reportagem pôde ouvir um parecer do Ministério da Defesa, que declarou apoio as decisões tomadas pelo governo Federal.“O país é injustamente acusado de não tomar conta da região”, declarou o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva.

Confira aqui a matéria do The Washington Post

Área devastada corresponde a seis vezes o tamanho da cidade de São Paulo. Após a divulgação dos dados, Mourão disse que os sistemas de monitoramento brasileiros “não são os melhores”

Incêndio é visto na Floresta Amazônica no distrito de Janaucá, em Careiro Castanho, a 113 km de Manaus, no dia 4 de agosto. — Foto: Chico Batata/AFP

Garimpo em área indígena na Amazônia – Reprodução
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(Gustavo Marinho)

Via MST – Celebrado no dia 25 de julho, o dia do trabalhador e da trabalhadora rural será lembrado em Alagoas por mais ações de solidariedade organizadas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Dessa vez o Movimento vai distribuir centenas de marmitas solidárias aos entregadores e entregadoras de aplicativo na capital Maceió, que realizam mais uma paralisação nacional em protesto contra a precarização do trabalho.

Prevista para acontecer durante o período da manhã de sábado (25), a entrega das marmitas solidárias deve ser realizada em diversos pontos de Maceió onde se concentram os entregadores e entregadoras que trabalham com os aplicativos. De acordo com Débora Nunes, da coordenação nacional do MST, a ação é mais uma iniciativa do Movimento em apoio e solidariedade aos trabalhadores e trabalhadoras da cidade.

“Enfrentamos um período repleto de dificuldades e desafios para aqueles que lutam e resistem no campo e na cidade e é fundamental que estejamos juntos e juntas na defesa de uma sociedade mais justa. Prestar solidariedade aos trabalhadores de aplicativo que vivem cotidianamente submetidos a uma lógica de muita precarização do seu trabalho é uma forma de dizer que essa luta também é nossa e que mesmo vivendo no campo, defendemos que todos e todas tenham seus direitos garantidos”, destaca. As marmitas organizadas pelo MST levam em seu cardápio uma expressão daquilo que os Sem Terra de Alagoas produzem cotidianamente em seus territórios.

Ações de solidariedade em Alagoas

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Ogoverno federal lançou nesta quarta-feira (17), no Palácio do Planalto, o Plano Safra 2020-2021, com R$ 236,3 bilhões para apoiar a produção agropecuária nacional, um aumento de R$ 13,5 bilhões em relação ao plano anterior. Os financiamentos poderão ser contratados de 1º de julho de 2020 a 30 de junho de 2021. A cerimônia ocorreu no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Jair Bolsonaro e da ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento). Do total, R$ 179,38 bilhões serão destinados ao custeio e comercialização (5,9% acima do valor da safra passada) e R$ 56,92 bilhões serão para investimentos em infraestrutura (aumento de 6,6%). Todos esses recursos vão garantir a continuidade da produção no campo e o abastecimento de alimentos no país durante e após a pandemia do novo Coronavírus.

Os recursos destinados aos investimentos cresceram em média 29%. Durante o lançamento do Plano Safra, o presidente Jair Bolsonaro destacou que a produção agrícola não parou durante a pandemia, garantindo o alimento para toda a população brasileira. “Todos os países têm como objetivo a segurança alimentar. A cidade pode parar, mas se um dia o campo parar, todos sucumbirão”, disse Bolsonaro.  A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse que o Plano Safra continua focado nos pequenos e médios produtores. Segundo ela, o incentivo à produção sustentável também tem destaque na safra 2020/2021, que vem com mais recursos e melhores condições de financiamento, a juros mais baixos. “Semear, plantar, cuidar, esperar florescer e enfim colher os frutos da terra é e sempre será algo essencial e belo. Uma atividade totalmente ligada à natureza só pode ter como caminho a busca da sustentabilidade”, destacou a ministra.  Ela também lembrou que, graças ao trabalho do agro e das áreas de transporte e logística, o Brasil manteve o abastecimento em todo o país e honrou os compromissos com seus parceiros comerciais.  “O esforço do governo Jair Bolsonaro para viabilizar esse Plano Safra é um reconhecimento às conquistas e ao potencial do setor que está pronto para contribuir para a retomada econômica”.

O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Eduardo Sampaio, disse que este é o maior Plano Safra já anunciado. “Representa um esforço grande do governo para proporcionar aos agricultores melhores condições. Também é a garantia de que os alimentos continuarão chegando à mesa dos brasileiros e de que o Brasil continuará sendo um grande exportador de alimentos”, disse.

Pequeno e médio produtor

Os pequenos produtores rurais terão R$ 33 bilhões para financiamento pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com juros de 2,75% e 4% ao ano, para custeio e comercialização. Para os médios produtores rurais, serão destinados R$ 33,1 bilhões, por meio do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), com taxas de juros de 5% ao ano (custeio e comercialização). Para os grandes produtores, a taxa de juros será de 6% ao ano. 

>> Confira a apresentação dos números do Plano Safra 2020/2021

A subvenção ao Prêmio do Seguro Rural teve um acréscimo de 30% no valor, chegando a R$ 1,3 bilhão, o maior montante desde a criação do seguro rural. O valor deve possibilitar a contratação de 298 mil apólices, num montante segurado da ordem de R$ 52 bilhões e cobertura de 21 milhões de hectares.Para incentivar a construção de armazéns nas propriedades, serão destinados R$ 2,2 bilhões. Para o financiamento de armazéns com capacidade de até 6 mil toneladas nas propriedades, a taxa de juros é de 5% ao ano.

Guilherme Martimon/Mapa

Outro setor beneficiado será o da pesca comercial, que terá apoio para acessar o crédito rural. Desta forma, a atividade poderá financiar a compra de equipamentos e infraestrutura para processamento, armazenamento e transporte de pescado.

Sustentabilidade

O Plano Safra destaca linhas de crédito que contribuem para a sustentabilidade da agricultura. O Programa para Redução de Emissão de Gases de Efeito Estufa na Agricultura (Programa ABC), que é a principal linha para financiamento de técnicas sustentáveis, terá R$ 2,5 bilhões em recursos com taxa de juros de 6% ao ano, uma ampliação de R$ 400 milhões. Na safra 2020-2021, os produtores terão acesso à linha ABC Ambiental, com recursos para restauração florestal, voltada para contribuir com a adequação das propriedades rurais ao Código Florestal. A taxa de juros é de 4,5% ao ano. A partir de 1º de julho de 2020, os produtores poderão financiar aquisição de cotas de reserva ambiental, medida aprovada pelo Conselho Monetário Nacional. Também há incentivos à adoção de tecnologias relacionadas aos bioinsumos dentro das propriedades rurais e pelas cooperativas. Os produtores podem acessar pelas modalidades de custeio, para aquisição de bioinsumos, ou investimento, na montagem de biofábricas dentro das propriedades (onfarm). Os recursos estão previstos no Inovagro e, no caso dos investimentos em biofábricas, podem chegar a 30% do valor de todo o financiamento. Para as cooperativas, as linhas de crédito é o Prodecoop, para a aquisição de equipamentos para a produção dos bioinsumos.

Outra novidade é o Pronaf-Bio, voltado para apoiar as cadeias produtivas da bioeconomia.

Inovação

No Plano Safra 2020/2021, está disponível financiamento para aquisição de equipamentos de monitoramento climatológico, como estações meteorológicas e softwares, e de monitoramento da umidade do solo. Os financiamentos poderão ser feitos pelo Programa de Incentivo à Irrigação e à Produção em Ambiente Protegido (Moderinfra).  A pecuária também terá apoio financeiro por meio do Programa de Incentivo à Inovação e Tecnológica na Produção Agropecuária (Inovagro). Os pecuaristas poderão financiar a aquisição de equipamentos e serviços de pecuária de precisão. Os setores da pecuária bovina e bubalina, de leite e de corte também estão contempladas nos financiamentos para automação, adequação e construção de instalações.

Agricultura Familiar

Os agricultores familiares poderão continuar usando o crédito para financiar e reformar casas rurais. Nesta safra, os recursos para este fim somam R$ 500 milhões. O filho ou filha do agricultor familiar, que possua Declaração de Aptidão (DAP) da sua unidade familiar, poderá também solicitar financiamento para construção ou reforma de moradia na propriedade dos pais. No Programa de Garantia de Preços para Agricultura Familiar (PGPAF), o bônus de desconto será elevado para as operações de custeio e de investimento.

Nos investimentos coletivos para atividades de suinocultura, avicultura, aquicultura, carcinicultura (criação de crustáceos) e fruticultura, o limite por beneficiário foi ampliado.

Assistência Técnica
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Especialistas recomendam alimentação saudável, rica em frutas, legumes e verduras (Foto: Reprodução/Instagram)

Especialistas recomendam alimentação saudável, rica em frutas, legumes e verduras 

Recentemente, o Ministério da Saúde recomendou a quarentena à população para tentar barrar a proliferação do novo coronavírus, a Covid-19, pelo Brasil. A medida restritiva — e de caráter emergencial, no entanto, tem impactado a rotina das pessoas, que estão tendo que ficar confinadas em casa a fim de evitar o avanço da doença. Muitos trabalhadores estão fazendo home office e as crianças também estão sem sair de casa, em uma espécie de férias forçadas. Por conta dessa mudança no dia a dia, os hábitos alimentares de muita gente estão mudando consideravelmente. Em tempos de necessidade de se reforçar o sistema imunológico, o ideal é ingerir alimentos nutritivos, que são ricos em vitaminas e minerais. No entanto, muitas pessoas ficam ansiosas e acabam comendo besteiras, como doces, snacks e refrigerantes. Para piorar a situação, a restrição de academias e de exercícios físicos também altera a alimentação. Não são poucos os memes na web que brincam com a forma desastrosa e nada saudável de comer de quem está preso em casa nos últimos dias. O mais famoso deles diz: ”Quarentena — Dia 1: Já comi tudo o que comprei para 15 dias”. Para saber como manter uma alimentação saudável em meio à pandemia, Quem entrevistou quatro especialistas que deram dicas preciosas para driblar a ansiedade e para reforçar o sistema imunológico. Leia, abaixo, as recomendações da endocrinologista Ana Cristina Belsito, chefe do serviço de Endocrinologia do Hospital São Vicente de Paulo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, e membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia; do nutrólogo Danilo Klein, do Hospital Badim, na Zona Norte do Rio; da nutricionista Izabella Rocha, da Clínica Karla Assed, na Zona Sul do Rio; e do farmacêutico homeopata Jamar Tejada, de São Paulo.

Vegetais verdes escuros são uma boa pedida para quem é do grupo de risco (Foto: Reprodução/Instagram)

 Vegetais verdes escuros são uma boa pedida para quem é do grupo de risco

ENDOCRINOLOGISTA ANA CRISTINA BELSITO

DRIBLANDO A ANSIEDADE
”O ideal é evitar açúcares, gorduras e frituras e procurar ter uma alimentação mais rica em verduras e legumes, como alface, brócolis e espinafre, que são alimentos ricos em fibras e que vão ajudar a aumentar o tempo de saciedade. Frutas como laranja e abacate, que têm um efeito sacietógeno, são recomendadas, sem falar que o abacate é uma gordura saudável. Também recomendo aumentar a ingestão de fibras ricas em ômega três, como as nozes e as castanhas, que aumentam a saciedade porque também têm relação com a produção de cortisol. Sugiro o consumo de alimentos ricos em triptofano, que também tem efeito na saciedade, como, por exemplo, o chocolate amargo, numa média de dez gramas por dia, além de fibras como aveia, que diminui a absorção do açúcar, e o iogurte natural, numa faixa de 150 g por dia, que além de aumentar a saciedade, ainda melhora a parte intestinal. Outra coisa: os ovos também têm esse efeito sacietógeno, assim como o coco seco, que é rico em magnésio e potássio. Todos eles são alimentos interessantes para ingerir ao longo do dia de forma equilibrada”.

PARA AS CRIANÇAS
”Minha dica é evitar comprar uma grande quantidade de glicídios, doces, refrigerantes, balas e chocolates como forma compensatória pelo fato de a criança estar nesse período em casa. São alimentos de alto valor calórico e, com eles, a criança vai ter cada vez mais vontade de comer, porque eles estimulam a fome. Como opção, sugiro a ingestão de alimentos saudáveis e a variação dos pratos de legumes e verduras. O interessante é inventar novas saladas e outras formas de apresentar os legumes, como suflês e refogados. Sugiro ainda o preparo de salada de frutas, servida com iogurte e frutas secas, que são formas de saciar a fome, mas sempre de forma variada”.

Perdas de floresta virgem contabilizadas por relatório podem ser, em muitos casos, a degradação, momento inicial de um processo de desmatamento Foto: Getty Images
Perdas de floresta virgem contabilizadas por relatório podem ser, em muitos casos, a degradação, momento inicial de um processo de desmatamento Foto: Getty Images

Em 2019, segundo o novo relatório da Global Forest Watch, o mundo perdeu 3,8 milhões de hectares de florestas primárias tropicais — uma área quase do tamanho da Suíça, ou o equivalente a um campo de futebol a cada 6 segundos.

No Brasil, 95% da perda ocorreu na Amazônia, de acordo com a organização plataforma, que utiliza dados do monitoramento por satélite feito pela Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, em parceria com o Google, a Nasa e o Serviço Geológico dos Estados Unidos. Analistas do Global Forest Watch apontaram, como principais razões da perda, para o desmatamento por ação humana (criação de pastos, especulação de terra) e incêndios.Em segundo e terceiro lugar, a República Democrática do Congo e a Indonésia tiveram pequenas reduções na área de floresta virgem que perderam no ano passado. E a Bolívia chegou ao quarto lugar da lista, por causa dos incêndios que devastaram áreas de alta biodiversidade no país em agosto de 2019.

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Foram impetradas três ações, no STF e na Justiça Federal, contra a política ambiental do governo Bolsonaro. Grupo acusa a União de omissão

Um grupo de entidades ligadas ao meio ambiente está processando o governo Bolsonaro por conta de suas políticas ambientais. O grupo acusa o governo de omissão e de favorecer a exportação ilegal de madeira. Serão impetradas três ações no STF e na Justiça Federal. 

Fazem parte da iniciativa a Associação Brasileira dos Membros do Minitério Público de Meio Ambiente (Abrampa); o Observatório do Clima, rede composta por 50 ONGs e movimentos sociais; o Greenpeace; além dos partidos de oposição REDE, PSB e PT. “A agenda ambiental deixou de ser uma questão social para se tornar uma questão de polícia”, afirma Márcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima.A primeira ação foi ajuizada pela Abrampa e corre na Justiça Federal do Amazonas. A ação civil pública, contra a União e o Ibama, pede a anulação de despacho emitido pelo presidente do Ibama, Eduardo Bim, que liberou a exportação de madeira nativa sem fiscalização, a pedido expresso de madeireiras, de acordo com a entidade. O documento foi assinado em fevereiro, duas semanas após a Associação de Exportadores de Madeira do Pará (Arimex) solicitar o fim das inspeções. Segundo o grupo, A área técnica do Ibama  deu parecer contrário à liberação, mas o autor deste parecer foi exonerado pelos presidente do Ibama. As outras duas peças são ações diretas de inconstitucionalidade (Adin). Elas acusam a União de omissão e foram movidas por particos políticos no Supremo Tribunal Federal. Elas exigem a retomada imediata dos fundos Amazônia e Clima, que foram  congelados há ano pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. 

Dia mundial do meio ambiente

A ação coordenada foi anunciada por conta do dia mundial do meio ambiente, celebrado hoje.  Este ano, no entanto, não há motivo para comemoração. Em meio à maior pandemia do século, a pauta do meio ambiente parece ter sido deixada de lado.Nem mesmo a queda nas emissões, provocada pela paralisação de boa parte da atividade econômica, pode ser considerada uma boa notícia, uma vez que que, em maio, o gás carbônico acumulado na atmosfera atingiu um novo recorde histórico, de 417 partes por milhão. Segundo cálculos do governo americano, é o nível mais alto em milhões de anos.

“O Brasil até o bioma querem evadiram” Ou as autoridades  entram com com rigor de acordo com as leis ou então a situação fica cada vez caótica” 

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O governo mais obtuso de nossa história recente fez outra vítima. O Atlas da Mata Atlântica, da Fundação SOS Mata Atlântica e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), publicado em maio de 2020, mostra que depois de dois ciclos de queda aumentou o desmatamento na mais biodiversa floresta tropical do planeta. Entre 2018 e 2019, período que coincide com a ascensão do governo Bolsonaro, foram deflorestados 14.502 hectares. Isso representa um crescimento de 27,2% em comparação ao período anterior, 2017/18, que foi de 11.399 hectares. Mata Atlântica, nova vítima da política de Jair Bolsonaro é o post de opinião de hoje.

Mata Atlântica, nova vítima da política de Jair Bolsonaro

O diretor de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica, Mário Mantovani, não tem dúvida (nós, também não): “a ampliação do desmatamento da Mata Atlântica mostra que a destruição do meio ambiente não tem ocorrido apenas na Amazônia. E o fato é preocupante, já que restam apenas 12,4% da Mata Atlântica – o bioma é o que mais perdeu floresta no país até hoje”.

Mantovani acrescentou ao G1: “Ele sinalizou um vale-tudo. E esse pessoal [que já desmatava antes] se sentiu inspirado.”

A importância da Mata Atlântica

De acordo com o site da ONG, “a Mata Atlântica abrange cerca de 15% do território nacional, em 17 estados (todos o Estados costeiros desde o Rio Grande do Sul até o Piauí, e ainda, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul).”

imagem de rio formado na mata atlântica
Água, o bem mais precioso, está em perigo.

“É o lar de 72% dos brasileiros e concentra 70% do PIB nacional. Dela dependem serviços essenciais como abastecimento de água, regulação do clima, agricultura, pesca, energia elétrica e turismo.”

Site do Ministério do Meio Ambiente confirma importância do bioma

Ministério do Meio Ambiente concorda com a importância do bioma. O site do MMA  mostra porquê: “estima-se que existam na Mata Atlântica cerca de 20 mil espécies vegetais (35% das espécies existentes no Brasil, aproximadamente), incluindo espécies endêmicas e ameaçadas de extinção.”

imagem de mata atlântica
A maior concentração de plantas por hectare. Isto é a Mata Atlântica.

“Em relação à fauna, o bioma abriga, aproximadamente, 850 espécies de aves, 370 de anfíbios, 200 de répteis, 270 de mamíferos e 350 de peixes. As florestas e demais ecossistemas que compõem a Mata Atlântica são responsáveis pela produção, regulação e abastecimento de água (para mais de 100 milhões de pessoas); regulação e equilíbrio climáticos; proteção de encostas e atenuação de desastres; fertilidade e proteção do solo…”

A interação entre a Mata Atlântica e o oceano Atlântico

Por que ela se chama Mata Atlântica? Sob a forma de névoa ou chuva, a umidade (do oceano) ajudou a criar as condições necessárias para as diversas formações do bioma que sobe a costa brasileira desde o extremo sul, sempre margeando o oceano. Por isso o nome.

imagem da baía de Guaraqueçaba cercada de mata atlântica
A paisagem da baía de Guaraqueçaba, Paraná, demonstra bem a interação entre a Mata Atlântica e o oceano.

Ela é considerada um dos cinco principais hotspots do mundo. Contando com os insetos, são aproximadamente 1.600.000 espécies. Só de plantas são 20 mil; 8 mil, endêmicas.

imagem do mico leão da cara pretaimagem de inseto polinizando

Onde, e por que, o desmatamento aconteceu

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Choveu bem neste domingo (17), na cidade de Santa Terezinha PE. Segundo o Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) -PE, o volume foi de 75 ml. No sertão do Pajeú as chuvas têm sido constantes desde o mês de janeiro até aqui. Tinha dado uma trégua, mas voltaram novamente. É benção de Deus, para nosso sertão, que já passou por tantas secas prolongadas. Nos últimos anos, têm sido um dos melhores inverno na nossa região.
GLAUCO UMBELINO/DIVULGAÇÃO/CHESF
O Aproveitamento Hidrelétrico de Sobradinho está instalada no São Francisco, principal rio da região nordestina, com área de drenagem de 498.968 km2 – FOTO: GLAUCO UMBELINO/DIVULGAÇÃO/CHESF

Aproveitamento Hidrelétrico de Sobradinho, localizada na Bahia e instalada no rio São Francisco, a cerca de 40 km de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, começou o final desta semana (18 de abril) beirando 90% da sua capacidade, de acordo com a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf). A previsão da Chesf é de que o volume útil do reservatório atinja 87,64% neste sábado (18) e 88,11% neste domingo (19). Quanto a defluência, que é a quantidade de água liberada, está com vazão de 1.600m³/s (metros cúbicos por segundo). Regularmente, a vazão é de 2.060 m³/s. De acordo com o diretor de operações da Chesf, João Henrique Franklin, a causa do aumento de volume foram as chuvas deste último período úmido. “Desse último ciclo, que começou em novembro de 2019 e está encerrando em maio de 2020, nós não podemos reclamar, foi um período de muita chuva, o que possibilitou acumulação”, destacou. A última vez que o reservatório ultrapassou 80% foi em 2012. No dia 1º, a usina hidrelétrica de Sobradinho começou a operar pela primeira vez sem limite máximo para vazão de água liberada em um mês de abril desde 2013. No último mês, também foi a primeira vez que o maior reservatório da bacia do rio São Francisco entrou na faixa de operação Normal — quando o volume útil está entre 60% e 100% — desde 1º de maio de 2019, quando as atuais regras operativas das barragens das principais hidrelétricas da bacia entraram em vigor. Em 31 de março, a barragem acumulava 73,98% de seu volume útil.

                                                                                   

A resolução nº 2.081/2017 da Agência Nacional de Águas (ANA) diz que Sobradinho tem três faixas de operação: Normal (quando o volume útil está acima de 60% até 100%); Atenção (acima de 20% até 60%); e Restrição (até 20%). Na faixa de operação Normal, a defluência mínima média diária é de 1.100 m³/s na hidrelétrica de Xingó (AL/SE) e de 800 m³/s em Sobradinho. Ambos os reservatórios ficam liberados de um teto para liberação de água. No início da semana, em alguns locais como a Ilha do Rodeadouro e a Ilha do Fogo, entre as cidades de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), moradores relataram ao NE10 interior que os balneários já estavam cobertos pelas águas do Velho Chico. O ambientalista Victor Flores comemora as boas notícias: “Isso tudo traz uma satisfação enorme para o nordestino, para o povo do semiárido, para ver o rio cheio novamente”. Para ele, porém, é preciso ficar alerta com relação à qualidade da água que está chegando em Três Marias, já que o rio de lá é um dos principais afluentes do São Francisco.

Barragem de Sobradinho

O Aproveitamento Hidrelétrico de Sobradinho está instalada no São Francisco, principal rio da região nordestina, com área de drenagem de 498.968 km2 , bacia hidrográfica da ordem de 630.000 km2, com extensão de 3.200 km, desde sua nascente na Serra da Canastra em Minas Gerais, até sua foz em Piaçabuçu/AL e Brejo Grande/SE. A Usina está posicionada no rio São Francisco a 748 km de sua foz, possuindo, além da função de geração de energia elétrica, a de principal fonte de regularização dos recursos hídricos da região, segundo a Chesf. O reservatório de Sobradinho tem cerca de 320 km de extensão, com uma superfície de espelho d’água de 4.214 km2 e uma capacidade de armazenamento de 34,1 bilhões de metros cúbicos em sua cota nominal de 392,50 m, constituindo-se no maior lago artificial do mundo, garantindo assim, através de uma depleção de até 12 m, juntamente com o reservatório de Três Marias/CEMIG, uma vazão regularizada de 2.060 m3/s nos períodos de estiagem, permitindo a operação de todas as usinas da Chesf situadas ao longo do Rio São Francisco.

Rio São Francisco

O Velho Chico nasce na Serra da Canastra, em Minas Gerais, e chega à sua foz, no Oceano Atlântico, entre Alagoas e Sergipe, percorrendo cerca de 2.800km. O curso d’água passa por Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. O São Francisco é o rio 100% nacional com maior extensão. A bacia possui 503 municípios e engloba parte do Semiárido, que corresponde a aproximadamente 58% desta região hidrográfica, que está dividida em quatro unidades: Alto, Médio, Submédio e Baixo São Francisco.

” Mais um quadro vergonhoso como sempre, os corruptos sempre agindo sem serem punidos, até quando vai ficar deste jeito? Um país no descalabro por conta dos corruptos e corruptores.

Evento está sendo construído há dois anos pelas bases do Movimento. Na programação, há mesas e debates sobre capitalismo, patriarcado, racismo e violência – Juliana Adriano / MST

Com o lema “Mulheres em Luta: Semeando a Resistência”, cerca de 3,5 mil mulheres ocuparão Brasília (DF), entre os dias 5 e 9 de março, durante o 1º Encontro Nacional das Mulheres Sem Terra.

Esta é a primeira vez na história do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que um encontro é protagonizado exclusivamente por mulheres camponesas. O evento ocorrerá no Parque da Cidade, um dos maiores parques urbanos do mundo e o maior da América Latina.“Nós temos, desde a Amazônia até o Sul do país, as nossas experiências de resistência e, com certeza, nesses dias nós teremos um importante diagnóstico e, mais do que isso, uma projeção sobre como que as mulheres participam e vão participar ainda mais da luta”, diz Kelli Mafort, integrante da coordenação nacional do MST, que explica que o Encontro também servirá para orientar os movimentos sobre a questão de gênero. As bases do MST estão se mobilizando há dois anos para viabilizar o evento. Mulheres sem terra de acampamentos e assentamentos em 24 estados participaram de debates e formações sobre vários temas, como a produção agroecológica, produção de alimentos saudáveis, enfrentamento à violência, autonomia econômica das mulheres e resistência nos territórios.  Mafort destaca que o encontro está estrategicamente posicionado em uma conjuntura de ataque do governo Bolsonaro às políticas de reforma agrária e pautas das mulheres e que um dos objetivos é traçar uma perspectiva de médio prazo para a luta política do país. “A conjuntura exige uma ação de radicalidade para gente poder enfrentar e derrotar esse projeto que está no poder. Essa luta radical, ela vem daqueles e daquelas que lutam por terra, por direitos, mas também lutam em defesa da vida e quando a gente fala da luta das mulheres, a gente fala da luta de seres humanos que lutam para se manter vivos. Então falamos de situações extremas de violência de feminicídio, violência que ainda são piores em relação as mulheres do campo, as mulheres negras”, aponta Mafort.

Quando a gente fala da luta das mulheres, a gente fala da luta de seres humanos que lutam para se manter vivos

Povo sob pressão

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Terras indígenas desmatamento

Ipam
Terras indígenas são essenciais para o equilíbrio do clima na Amazônia

Em 2019, o desmatamento na Amazônia cresceu em ritmo maior em territórios com a presença de povos indígenas isolados, alerta relatório do Instituto Socioambiental (ISA) que será apresentado nesta terça-feira (3) em uma sessão da Comissão de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU). No documento, o instituto afirma que há no país risco elevado de genocídio de povos indígenas isolados. De acordo com o ISA, que cita dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foram desmatados nessas áreas da Amazônia 21.028 hectares no ano passado, o que representa alta de 113% em relação a 2018. Em todo o país, há registro de 115 povos isolados, 28 deles confirmados. Segundo o relatório, 115 terras indígenas registraram alta no desmatamento em 2019, na comparação com 2018, somando 42.679 hectares. Enquanto o desmatamento na Amazônia legal como um todo cresceu 30%, a alta foi de 80% nas áreas de terras indígenas. O levantamento aponta que seis delas (Ituna/Itatá, Kayapó, Munduruku, Uru-Eu-Wau-Wau, Yanomami e Zoró), que possuem dez registros de povos isolados, estão entre os 13 territórios que respondem por 90% do desmatamento em terras indígenas na Amazônia brasileira. O relatório afirma que o recorde de desmatamento registrado na Amazônia “está diretamente associado à política ambiental do governo Bolsonaro” e pede que o Brasil se comprometa a não regredir na proteção e garantia dos direitos humanos dos povos indígenas isolados.”As mudanças legislativas e atos executivos e administrativos estabelecidos até o momento indicam a precarização do aparato nacional para a proteção dos povos indígenas no Brasil, o que resulta em uma ameaça direta ao direito à vida, integridade, cultura, propriedade, liberdade e meio ambiente sadio de milhares de pessoas”, diz o documento, que cita, entre os fatores de risco para as populações indígenas na Amazônia , a precarização do Ibama e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a inviabilização do funcionamento da Funai e o projeto para regulamentar a exploração econômica em terras indígenas apresentado pelo governo federal e que será analisado pelo Congresso.

Fonte:  iG 

Eles juntaram o empreendedorismo, o amor pela gastronomia e a dedicação ao meio ambiente para criar soluções para o desperdício desenfreado de alimentos

“É melhor sobrar, do que faltar”. Essa expressão, feita principalmente na hora de fazer as compras no supermercado, parece inofensiva, mas fomenta a cultura do desperdício de alimentos que, além de trazer danos ambientais, também é responsável pela desigualdade entre quem tem muito o que comer e quem luta para não morrer de fome. No mundo, 30% de toda a comida produzida por ano é desperdiçada ou se perde ao longo das cadeias produtivas de alimentos, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). Isso é equivalente a 1,3 bilhão de toneladas de comida. Dentro dessa estatística, 45% das frutas e vegetais produzidos do mundo são desperdiçados a cada ano, tanto no plantio quanto depois da colheita, nas etapas de processamento, distribuição e consumo, também segundo dados da FAO.

Produtores colhendo alimentos orgânicos

Produtores organizando alimentos orgânicosProdutores organizando alimentos orgânicos (Tom Werner/Getty Images)

Diante deste cenário, algumas soluções estão sendo apresentadas para reduzir o descarte excessivo de alimentos, como, por exemplo, reaproveitar partes que são consideradas “restos” de legumes, verduras e frutas, como as cascas, talos e sementes. Isso é bom tanto para o meio ambiente, já que reduz o volume de resíduos, quanto para a nossa saúde, já que promove uma alimentação mais saudável e orgânica.

Pensando nisso, alguns projetos foram criados para disseminar o consumo consciente, estabelecer conexões entre produtores e consumidores e, ainda, reduzir os índices de fome no Brasil por meio da reutilização de alimentos e da capacitação de jovens no meio gastronômico. É o caso do Favela OrgânicaFruta Imperfeita e Gastromotiva. Conheça a história e o trabalho de cada um desses projetos a seguir.

Aproveitando até o talo

Fundado pela chef de cozinha e empreendedora social Regina Tchelly, o Favela Orgânica nasceu nas comunidades Babilônia e Chapéu Mangueira, na zona sul do município do Rio de Janeiro, em 2011. Natural de Serraria, na Paraíba, Regina já tinha o costume de aproveitar os alimentos integralmente e ficou indignada com a quantidade de vegetais que eram desperdiçados nas feiras livres da capital fluminense. “Pensei que eu tinha que fazer algo para mudar isso”, conta à CLAUDIACom um investimento inicial de apenas R$140, o projeto foi criado com a proposta de aproveitar integralmente os alimentos naturais, incluindo cascas, talos e caroços, por meio de receitas criativas. Além de reduzir o desperdício, a ideia é modificar a relação das pessoas com os alimentos, conscientizando-as acerca de sua própria alimentação, desde o planejamento das compras, até o preparo e o descarte. “Conhecer sobre o ciclo do alimento e o aproveitamento dos alimentos transforma nossa relação com a comida e nos faz repensar sobre nossas responsabilidades enquanto cidadãos”, aponta Regina. Para ajudar nessa missão, a Favela Orgânica criou ainda, junto com a Hellmann’s e o Facebook, uma plataforma para inspirar as pessoas a reduzir o desperdício de alimento. Denominada “Heróis da Geladeira”, o bot, disponível no Messenger, possibilita conversas entre especialistas e interessados em aprender a fazer a geladeira render. “A expectativa é que estas conexões se transformem em aprendizados para estimular as pessoas no início da jornada da mudança de hábito em relação ao desperdício de alimento”, finaliza.Mas é realmente saudável comer talos, sementes e cascas?  Sim! Para tirar essa dúvida, CLAUDIA conversou com a nutróloga Nivea Bordin, da Clínica Leger, que nos garantiu que reaproveitar essas partes que seriam descartadas é realmente saudável. “A semente da abóbora, que é seca, quando ingerida tem efeito antiparasitário, bem importante pro intestino”, exemplifica. “Ela tem os macronutrientes (enxofre, fósforo, magnésio, cálcio e potássio) e micronutrientes (cobre, zinco, manganês e ferro), fibras e é excelente para o corpo.” De acordo com a profissional, talos de couve e agrião também podem ser usados para o preparo de bolos. Eles são importantes porque têm vitaminas do Complexo B, além de vitamina A, C, K, minerais (potássio, ferro, cálcio e fósforo), que são substâncias essenciais para o funcionamento do corpo.

Já a folha da beterraba, por exemplo, pode ser consumida como salada e o talo pode ser refogado e consumido. São alimentos ricos em fibras, fósforo, zinco, magnésio, potássio, cobre, manganês, cálcio, ferro, vitaminas A, B6, C, e fonte de antioxidantes.

Imperfeitos são perfeitos

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