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REFLEXÕES DO PASSADO E PRESENTE: PERSPECTIVA DE MELHORA PARA O FUTURO


 

Agricultura

Bella Hadid (Foto: Backgrid)

Nesta temporada, algumas tendências dos anos 90 estão retornando à cena fashion com força total, entre elas as sandálias de tiras fininhas, a bandana e também o cardigã, que volta em diferentes variações (das básicas com “cara de vovó” às mais elaboradas). A peça já conquistou famosas fashionistas como Bella Gigi HadidKaia GerberKendall JennerEmma Roberts e Katie Holmes

Apesar de ser uma ótima peça para a meia-estação, o cardigã não tem sido usado exatamente com a função de aquecer. A tendência do momento é vestir o item sem nenhuma roupa por baixo, como mostram Bella, Gigi e Kaia, e apostar numa combinação mais despojadada com jeans e tênis ou botas. O item cai bem até para uma ocasião noturna. Nossa sugestão é combinar com um sutiã ou um top, como fez Katie Homes – que chamou atenção ao vestir o conjuntinho de cashmere da Khaite. O truque de styling torna o look muito mais cool e interessante. O cardigã funciona também num look mais chique: Bella usou uma opção branca superbásica por cima de um vestido. Com certeza, uma peça must-have no guarda-roupa! 

Bella Hadid (Foto: BACKGRID)Kendall Jenner (Foto: BACKGRID)Katie Holmes (Foto: Backgrid)

vogue

O Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu nesta terça-feira (15) autorizar a composição de dívidas de produtores rurais e cooperativas de produção que tiveram problemas climáticos ou de comercialização. Em evento em Chapecó (SC), a ministra Tereza Cristina disse que a medida vai beneficiar especialmente os produtores de arroz do país. “Foi uma luta, mas se conseguiu. Amanhã, se deus quiser vamos colocar os parâmetros da linha de financiamento para essas pessoas continuarem no campo, continuarem produzindo, enfim, mostrar esse Brasil que dá ânimo à gente”, disse. A medida vale para operações de crédito rural de custeio e de investimento contratadas até 28 de dezembro de 2017, inclusive aquelas prorrogadas por autorização do CMN. O objetivo é possibilitar o alongamento dos prazos de reembolso dos financiamentos de produtores rurais e suas cooperativas de produção, cujo pagamento no cronograma contratual foi dificultado por problemas climáticos ou de comercialização. Segundo o Ministério da Economia, entre as condições da composição de dívidas estão o limite de crédito por beneficiário de R$ 3 milhões com taxa efetiva de juros de 8% ao ano. O prazo de reembolso é de até 12 anos, incluídos 36 meses de carência. O volume de recursos da medida é de até R$ 1 bilhão.

agricultura.gov

Queimada nas proximidades da estrada que segue de Manuel Urbano ao município de Feijó Foto: Jorge William/28.08.2019 / Agência O Globo
Queimada nas proximidades da estrada que segue de Manuel Urbano ao município de Feijó Foto: Jorge William/28.08.2019 / Agência O Globo

O GLOBO apurou que os números usados no documento são os mesmos que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, tem apresentado em encontros com autoridades de governo e investidores no exterior. Eles constam de slides que ele exibiu, por exemplo, no Wilson Center, centro cultural em Washington, nos EUA. Os dados compilados pelo Ipea constam de um dos volumes da publicação Cadernos ODS, em que o instituto monitora o status dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU e indicadores relacionados. O trabalho foi divulgado ontem por comunicado segundo o qual “o Brasil deve cumprir meta voluntária de redução das emissões de CO2 em 2020”. Segundo as autoras do trabalho, Enid Rocha e Valeria Rezende, a chance de o país encerrar o ano que vem cumprindo sua palavra “é bastante factível, se não ocorrerem alterações bruscas na trajetória percorrida nos últimos anos, até 2015”. O documento lista uma série de projeções sobre as emissões do Brasil, baseados na as taxas de emissão até 2015, período após o qual o desmatamento, a principal fonte de CO2 no país, voltou a subir. As autoras também ignoram o dispositivo da Política Nacional sobre Mudança do Clima, lei de 2009 exigindo “redução de 80% dos índices anuais de desmatamento na Amazônia Legal em relação à média verificada entre os anos de 1996 a 2005”.

oglobo

Lavínia Vlasak volta a interpretar a modelo Natasha Olivier, personagem que viveu em Totalmente Demais (Globo, 2015), em Bom Sucesso, atual novela das 7. As primeiras cenas devem ser exibidas na quinta-feira (10) e a atriz se mostra empolgada com o trabalho.

Na trama, ela tem a chance de voltar a contracenar com Antonio Fagundes, com quem trabalhou em seu primeiro trabalho na TV, a novela O Rei do Gado (Globo (1886). “Quando comecei, tinha 19 anos, hoje tenho 43. Reencontrar o Fagundes agora me fez pensar em todo o caminho que fiz até aqui. Sou casada há 18 anos, tenho dois filhos, uma história. Foi como olhar para trás, para os lados, para frente e ver como a vida foi boa para mim”, disse a atriz, que estreou na TV como Lia, filha do personagem Bruno Mezenga, vivido pelo ator em O Rei do Gado. Nos bastidores de gravação, Lavínia se mostrou com grande expectativa para viver Natasha. “O grande desafio de voltar a interpretar uma personagem é retomar os trejeitos dela. É preciso lembrar o que aquele personagem foi e trazer a mesma embocadura. Minha expectativa é agradar ao público”, diz.

Lavínia Vlasak (Foto: Paulo Belote/TV Globo)

revistaquem

Congresso em Foco publicou, em primeira mão, nesse domingo (29), o conteúdo de um documento em que um funcionário do Ibama alerta seus superiores que os reforços enviados pelo governo federal para conter os incêndios na Amazônia se recusaram a cooperar em ao menos três operações. A recusa aconteceu porque as ações poderiam resultar em destruição de maquinários de garimpeiros ou madeireiros ilegais. Questionado pela reportagem sobre as ocorrências, o Ministério da Defesa não esclareceu, nesta segunda feira (30), se houve a recusa de ajuda para destruir os equipamentos apreendidos.

No dia 11 de setembro a ajuda das forças enviadas através da Garantia da Lei e da Ordem (GLO) foi negada pela primeira vez, segundo o documento. Funcionários do Ibama solicitaram apoio para ação de combate ao garimpo na terra indígena Trincheira Bacajá, mas por haver a possibilidade “de a apreensão dos bens ter como desdobramento a sua destruição”, a cooperação foi rejeitada.

A segunda situação aconteceu no dia 15 de setembro, quando “a equipe do Ibama que atuaria no Alto Rio Guamá obteve a negativa de apoio do Comando Militar do Norte, também devido ao fato de que dessa ação haveria provável destruição de bens”, afirma o documento.A terceira  recusa foi justificada sob o argumento de que a operação poderia atrapalhar a negociação que estava em curso com os garimpeiros no último dia 23.Diante dos fatos a reportagem encaminhou um e-mail para o Ministério da Defesa, perguntando se a pasta reconhece a autenticidade do conteúdo do documento e qual seria a justificativa para tal recusa.

Abaixo segue a resposta do Ministério da Defesa na íntegra:

“Um país sem rumo”

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Um trecho de 3.730 hectares de floresta — equivalentes a 23 parques Ibirapuera ou 31 aterros do Flamengo — desapareceu. Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo
Um trecho de 3.730 hectares de floresta — equivalentes a 23 parques Ibirapuera ou 31 aterros do Flamengo — desapareceu. Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo

Localizada na divisa entre os municípios de São Félix do Xingu e Altamira, no Pará, a Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu deveria ser rebatizada — de proteção ambiental não tem nada. Na última semana de agosto, os focos de incêndio ali já eram poucos, mas o rastro de destruição deixado pelo fogo estava por toda parte. Às margens das precárias e empoeiradas estradas, contrastando com áreas ainda com vegetação nativa, apenas o solo preto e árvores retorcidas.

De todas as regiões da Amazônia que arderam ou ainda estão queimando neste ano, nenhuma se compara em tamanho à área visitada por ÉPOCA na última semana de agosto. Um único trecho de 3.730 hectares de floresta, equivalentes a 23 parques Ibirapuera, em São Paulo, ou 31 aterros do Flamengo, no Rio de Janeiro, simplesmente desapareceu. Ele ocupa o 1º lugar no vergonhoso ranking das maiores queimadas de 2019. A derrubada no local provocou a emissão de 111 alertas entre 6 de maio e 29 de julho, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) contabilizados pela ONG MapBiomas. Não por coincidência, a segunda maior área de desmatamento fica na mesma região, a 160 quilômetros de distância.

O caminho para chegar ao ponto mais desmatado da Amazônia começa em São Félix do Xingu, município de menos de 130 mil habitantes. Do centro da cidade, uma balsa leva meia hora para cruzar o Rio Xingu. Na terça-feira 27, fazendeiros e funcionários de propriedades locais aproveitavam o tempo de travessia para comentar o noticiário. A influência do discurso do presidente Jair Bolsonaro se fazia ouvir. “O povo das ONGs está queimando tudo aí para cima”, dizia um homem com correntes de ouro nos braços e sotaque nordestino, propagando a acusação sem provas apresentada pelo presidente na semana anterior. Nenhum dos presentes fez comentário.O mecanismo do desmatamento não é segredo para ninguém naquele ponto do Pará — e não há histórico de crimes ambientais cometidos por organizações não governamentais voltadas para a preservação da floresta. Nessa região, as árvores desaparecem e dão lugar a pasto.

Imagem divulgada pelo Greenpeace mostra área de queimada na Floresta Amazônica em 23 de agosto. Foto: Victor Moriyama / Greenpeace / AFP
Imagem divulgada pelo Greenpeace mostra área de queimada na Floresta Amazônica em 23 de agosto.
Foto: Victor Moriyama / Greenpeace / AFP
Com suas copas altas que atingem até 45 metros de altura, as castanheiras-do-pará destacam-se na floresta. Foto: Ricardo Funari / Brazil Photos / LightRocket via Getty Images

A destruição dessa parte da Amazônia avança rapidamente. Depois da saída da balsa, o que se vê são pastagens a perder de vista e gado, muito gado. São Félix do Xingu orgulha-se de ter o maior rebanho do país. A maior fazenda da região é a Santa Bárbara, do banqueiro Daniel Dantas, do Grupo Opportunity. Nos 50 quilômetros iniciais da estrada, a manutenção é feita pela prefeitura de São Félix do Xingu. Dos outros 200 quilômetros até chegar à área de desmatamento são os fazendeiros que tomam conta. O nome das propriedades, a maioria dentro do município de São Félix, e o valor correspondente despendido são destacados em placas afixadas ao longo do caminho. Somente na véspera do encontro dos líderes do G7, as sete maiores economias do mundo, no sul da França, e quando o aumento no número de queimadas neste ano ganhava as manchetes da imprensa internacional, homens do Ibama e da Polícia Militar do Pará deram início a uma fiscalização na região da Fazenda Ouro Verde.

O desmatamento ali ocorria havia pelos menos cinco meses. O problema, porém, não se resumiu ao atraso no combate. Como numa cena coreografada para parecer bem-sucedida, todos fazem sua parte para a ação não dar em nada. A batida até teve resultados concretos. Encontrou motosserras (14 delas), espingardas (7), motos (19) e cerca de 50 homens, trabalhadores braçais que se dividiam em 11 acampamentos no meio da mata. Alguns haviam levado a mulher. Até duas crianças na faixa dos 3 anos de idade viviam ali, em condições precárias.

Infelizmente, o Ibama e a polícia paraense não mostraram a mesma competência para chegar ao principal suspeito pelo desmatamento. A figura conhecida na região pelo curioso e até irônico apelido de Geraldinho Palmeira fugiu sem ser perseguida. “A gente estava no meio da mata, e ele passou correndo dentro de uma caminhonete. Nem tivemos tempo de pará-lo”, contou um policial que participou da ação.

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Famílias afirmam que não foram notificadas. Maioria não tem para onde ir e não recebeu a indenização a que tem direito

Despejo é motivado por obra de macrodrenagem da bacia do Tucunduba. Operação contou com a presença da Tropa de choque da polícia militar - Créditos: Foto: Catarina Barbosa
Despejo é motivado por obra de macrodrenagem da bacia do Tucunduba. Operação contou com a presença da Tropa de choque da polícia militar / Foto: Catarina Barbosa

Dona Marlene Martins Rosário tem 60 anos e consegue cerca de R$ 400 por mês trabalhando como manicure. O marido José Lima do Rosário, tem 67 anos e é pedreiro. Foi ele quem construiu a casa onde viveu com a esposa por 43 anos. Nesta quinta-feira (19), Marlene e José viram a casa que construíram juntos ser destruída, na passagem Gracinha, no bairro da Terra-Firme, em Belém (PA). A demolição foi feita pela equipe da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas (Sedop). O órgão afirma que forneceu apoio às famílias, mas as pessoas relatam o contrário. A reintegração de posse ocorreu com a presença do batalhão de choque da polícia militar e da equipe das Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas (Rotam). A manicure teve que assistir não só a sua casa, mas a do seu filho, Carlos André, de 43 anos, virar escombros. A outra filha do casal, Carla Andreia, de 41 anos, recebeu no dia do despejo a notificação de que precisará sair de sua casa em – no máximo – cinco dias.  O processo de reintegração consiste não só na retirada das famílias das residências, mas na destruição do imóvel. Telhas, janelas, portas, vigas, paredes tudo é posto abaixo com o auxílio de marretas e uma retroescavadeira finaliza o processo transformando lar em escombros. A demolição começou pela casa de Dona Marlene, por volta das oito horas da manhã. Ela reclama que não conseguiu salvar nada da estrutura da casa, porque a retroescavadeira derrubou seu imóvel em menos de uma hora. Porém, na casa do filho, Carlos André, os familiares interviram para salvar telhas, grades e o que foi possível. 

   Tropa de choque da PM acompanhou a reintegração de posse. Na passagem Gracinha, quatro casas foram destruídas (Foto: Catarina Barbosa)

     Os moradores que perderam as casas repetem a mesma afirmação: não há para onde ir. Não há dinheiro para começar uma nova vida. O direito à moradia é garantido na Constituição Federal, mas o Pará tem um dos piores déficits habitacionais do Brasil, segundo a Síntese de Indicadores Sociais de 2018, uma publicação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O documento aponta que cerca de 12,4% da população vive com algum tipo de privação relacionado à moradia. A média no Brasil é de 11%. Dona Marlene alega que o dinheiro ofertado pelo Estado como forma de indenização é insuficiente para comprar uma casa nova e que, no momento, ela não tem recursos para começar uma nova vida em outro lugar: “Primeiro as casas são destruídas, depois é que vem o dinheiro da indenização”, queixa-se. ”Eu não fui notificada, fui avisada por telefone que ia ter uma ação aqui na quinta-feira e hoje eles já vieram e quebraram a casa. Não temos para onde ir. Não temos dinheiro, porque o dinheiro eles dizem que já está na conta, mas só podemos tirar depois que a justiça vem e agora que a justiça veio. A gente só vai poder recorrer de amanhã em diante”, relata a senhora de pouco mais de um metro e meio de altura, pele parda, cabelos brancos e óculos. Sem casa, Marlene dormirá na casa de Carla Andreia, a filha que recebeu aviso de despejo durante a demolição da casa da mãe. A residência fica praticamente em frente ao local onde ficava a casa dos pais. Na noite de quinta-feira, a casa de Carla serviu de abrigo não são para seus pais, mas para todos os vizinhos que tiveram as suas residências derrubadas.

Trator destrói casas no bairro da Terra-firme, no Pará 

(Foto: Catarina Barbosa)

Por volta das 16h30, a última coisa foi colocada abaixo. Vizinhos e amigos ajudaram a carregar móveis, telhas e eletrodomésticos. À noite, as famílias tiveram uma reunião com o advogado Pedro Cavaleiro, que trabalha junto com a deputada Marinor Brito (Psol) para saber quais serão os próximos passos de suas vidas.

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Por Globo Rural

Incêndios no Centro-Oeste causam prejuízos milionários para produtores rurais
                      Incêndios no Centro-Oeste causam prejuízos milionários para produtores rurais

O Centro-Oeste ainda enfrenta graves problemas causados pelas queimadas na região. Em Mato Grosso do Sul, os focos de incêndio atingiram o Pantanal, já em Mato Grosso o fogo matou animais e trouxe prejuízos para os agricultores. Por causa das queimadas, foi decretada situação de emergência nos dois estados com a esperança de receberem mais auxílio do governo federal.Na propriedade da agricultora Aparecida Fabiano Rocha, em Rondonópolis, a semana foi de recuperação após os incêndios destruírem cercas, pomares e 19 hectares de pasto. “Eu não consegui até agora fazer um levantamento correto, mas eu creio que eu vou gastar mais de R$ 30 mil (para recuperar tudo)”, calcula Aparecida.Além disso, das 10 cabeças de gado no sítio, uma morreu com o fogo. Os animais que sobreviveram estão feridos e a produtora rural precisa aplicar remédios para curar as feridas.Em outra fazenda, localizada no município de Canabrava do Norte, cerca de 50 animais morreram nos incêndios.Já em Primavera do Leste, o fogo também levou prejuízos para uma produção de algodão. No total, 250 fardos de pluma pegaram fogo. Um prejuízo estimado em mais de R$ 1 milhão .De acordo com os produtores da região, o fogo teria começado na palhada de milho de uma propriedade vizinha. E, mesmo depois de vários dias, os funcionários ainda precisam fazer o resfriamento da área.

Desde janeiro, Corumbá, a maior cidade do pantanal, já registrou mais de 3.100 focos de incêndio.Nas margens da BR-262, são muitos os flagrantes de animais mortos em meio à vegetação devastada.A fazenda Caiman, na região de Miranda, está entre os locais mais atingidos. O incêndio se alastrou rapidamente destruindo mais de 30 mil hectares de vegetação nativa.

Thais Fersoza e Michel Teló (Foto: Reprodução)

Thais Fersoza fica com os olhos brilhando quando o assunto é o marido, Michel Teló. A atriz contou, em conversa com QUEM, que pretende se mudar por um mês para o Rio de Janeiro para acompanhá-lo durante as apresentações ao vivo de The Voice Brasil, como concilia as agendas e, claro, se derreteu pelo maridão: “Ele é um cara por quem eu tenho uma profunda admiração e amor em tudo, como profissional e como pessoa. Ele é imbatível – como pai e marido. Como artista, é realmente diferenciado. Ele é muito talentoso, é músico, cantor, apresentador. Na verdade, ele desempenha muito bem tudo o que se propõe a fazer”.

Mãe de Melinda, de 3 anos, e Teodoro, de 2, do casamento com o músico, Thais contou como faz para se desdobrar para cuidar da rotina que envolve duas crianças pequenas, um marido com agenda lotada de shows pelo país e a carreira: “Tenho vários papéis e gosto de desempenhar todos. Aliás, a gente pode ser muitas coisas e ser o que queremos ser, né?  Quando estou com as crianças estou 100% com elas. Já quando estou no meu trabalho, também estou inteira. Tenho meu canal no Youtube e lancei um livro, ‘Nasce Uma Mãe: meus primeiros aprendizados e minhas aventuras na maternidade’, diz. “O livro é o meu terceiro filho e tenho o maior orgulho”, completou.  

Michel Teló e Thais Fersoza com os filho

Agendas
“Eu o conheci e ele já tinha esta rotina de trabalho, de viajar, fazer shows no país e no mundo todo. Para nós, isto é nossa rotina e nossa vida. Tenho meu trabalho, meus compromissos e meus filhos. Não o acompanho na estrada como fazia antes, quando a gente estava namorando. Naquela época, não tinha a nossa casa, a nossa estrutura, os nossos filhos.

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4 de setembro de 2019 – É impossível negar. O neoliberalismo não pode prosperar sem explorar o ser humano, sem destruir, destruir e aniquilar o meio ambiente, assim como é difícil que funcione sem tráfico de drogas e prostituição, dois mercados de nicho. É parte da sua natureza, forma corpo em sua essência como sistema. Talvez seja o coração disso, ou talvez a alma.

O direito sul-americano – funcional aos interesses que defende – adora a destruição do meio ambiente; ele faz isso “em benefício da produção e desenvolvimento”, livre concorrência, mercado e economia, para os quais exerce argumentos tão estranhos quanto uma geleia de chuva. Nesse caso, discursos bombásticos, cujo significado é entendido apenas por ela e seus economistas. Sabe muito bem que dessa maneira ele não resolverá a pobreza ou a desigualdade.

A direita sul-americana adora destruir o ambiente e sobrecarregar os lares.

Um dia antes da ascensão de Jair Bolsonaro à presidência do Brasil, metade das espécies de árvores na Amazônia estava em perigo de extinção. Nesse ritmo de desmatamento, em menos de 20 anos, 57% dessa área gigantesca estará em alerta vermelho, pela morte de metade das espécies existentes. Bolsonaro e a direita brasileira querem apressar o passo e ajudar a Amazônia a morrer rapidamente. O governo do ex-capitão do exército autorizou com ‘orgulho nacional’ a invasão de empresas e aventureiros na área, para que eles desmatem e explorem tudo o que é possível explorar.

O “pulmão verde” do mundo hoje sofre o corte maciço de suas árvores. As organizações preocupadas com a conservação do meio ambiente e a proteção da natureza garantem que cinquenta e dois milhões de árvores sejam mortas a cada hora na Amazônia.

Sim, leu bem, 52 milhões de árvores a cada hora. Uma estupidez brutal que começa a se tornar um crime contra a humanidade.

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Fundo Amazônia já arrecadou R$ 3 bilhões desde sua criação, em 2008. (Foto: Roberto Konda/Ed. Globo)

Noruega vai suspender repasses equivalentes a R$ 133 milhões para o Fundo Amazônia em ações de proteção da floresta. A notícia foi dada pelo ministro de Clima e Meio Ambiente do país, Ola Elvestuen. Segundo o jornal norueguês Dagens Næringsliv, o governo do país nórdico estaria insatisfeito com as novas configurações do Comitê do Fundo Amazônia, em discussão em Brasília. Além da Noruega, a Alemanha se posicionou contra a medida e também suspendeu verbas destinadas a projetos de conservação da biodiversidade da Amazônia no Brasil. 

Após o anúncio da Noruega, o presidente Jair Bolsonaro sugeriu que o país use o dinheiro “para ajudar a Angela Merkel a reflorestar a Alemanha”, disse. O presidente ainda fez outras referências à Noruega e ressaltou que o país não tem nada a dar de exemplo. “A Noruega não é aquela que mata baleia lá em cima, no Polo Norte, não? Que explora petróleo também lá? Não tem nada a dar exemplo para nós, pega a grana e ajude a Angela Merkel a reflorestar a Alemanha”, disse o presidente brasileiro.

O Fundo Amazônia foi criado em 2008 e tem como objetivo levantar recursos para financiar projetos de estados e municípios que visem o desenvolvimento sustentável da Amazônia Legal. Desde sua criação, o fundo já arrecadou R$ 3 bilhões em doações. As contribuições da Noruega e Alemanha representam 90% do total do fundo, administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

revistagloborural

Até 2000, a área verde total do planeta ainda crescia, depois, a tendência se inverteu. A culpa é das secas, desencadeadas pelas mudanças climáticas.

As queimadas na Amazônia ganharam os holofotes nos últimos dias, mas o buraco é mais embaixo. Um estudo publicado no periódico Science Advancesmostrou que a área verde total do planeta está diminuindo desde os anos 2000.

O pesquisa reuniu observações de satélite das décadas de 1980, 1990 e 2000. Até o final dos anos 1990, a vegetação do planeta ainda estava em expansão, depois, a tendência se inverteu. A chave para entender o fenômeno está na redução da umidade do ar em decorrência das mudanças climáticas. O estudo associa a diminuição das áreas verdes com um dado chamado déficit de pressão do vapor — que é a diferença entre a umidade presente no ar e o máximo de umidade que ele aguentaria carregar.Se esse déficit está alto, é porque que o ar poderia estar carregando muito mais umidade do que ele realmente está, indicando que a atmosfera está seca. Desde o final da década de 1990, o déficit aumentou e a vegetação encolheu em mais da metade dos biomas do planeta.

Quando as plantas detectam a atmosfera seca, elas diminuem o tamanho de seus poros para evitar a transpiração e conservar água. No entanto, isso também diminui a absorção de gás carbônico (CO2), essencial para a fabricação de alimento por meio de fotossíntese, o que acaba prejudicando seu crescimento.

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Para os povos indígenas, a chamada mãe terra é fonte de vida, espaço religioso e de convivência - Créditos: Foto: Reprodução
Para os povos indígenas, a chamada mãe terra é fonte de vida, espaço
religioso e de convivência / Foto: Reprodução

Cerca de 60% da população indígena brasileira vive em suas aldeias em uma relação de dependência e proteção dos recursos ambientais. Como guardiões da floresta, os nativos garantem a preservação da biodiversidade por meio de reflorestamentos e agroecologia, por exemplo. No Brasil, existem em torno de 305 etnias indígenas, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2010. 

Alvos de constantes violências, os povos originários batalham pela demarcação de suas terras, pela garantia de direitos básicos e pela preservação de tradições que têm na terra uma dimensão sagrada. 

“Tudo que acontecer à terra acontecerá aos filhos da terra”, disse o cacique Seattle na “Carta da Terra”. O texto, que chegou a ser distribuído pela Organização das Nações Unidas (ONU), é considerado um dos pronunciamentos mais comoventes na defesa do meio ambiente. Escrita no século 19, a carta permanece atual, na avaliação do antropólogo Benedito Prezia, um dos autores do livro “Povos Indígenas – terra, culturas e lutas”, publicado este mês pela Editora Expressão Popular. Há 10 anos, Prezia coordena o Pindorama (terra das palmeiras, em tupi-guarani), programa de inclusão de indígenas no ensino superior da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). 

Além de contribuir no estudo da temática indígena, a obra tem a finalidade de formar aliados da causa, especialmente após os retrocessos na política indigenista promovidos pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL), salienta Prezia. Para a Amazônia, por exemplo, a solução defendida pelo presidente é a exploração do território em “parceria” com os Estados Unidos, colocando ainda mais em risco a sobrevivência de comunidades tradicionais. 

“O primeiro ponto e desafio é essa questão da natureza. A gente sempre fala que os indígenas são os guardiões da natureza. Em torno de 12% do território nacional é terra indígena. Se fosse 30%, com certeza o nosso território estaria muito mais protegido e resguardado”. Ao contrário, os territórios estão cada vez mais ameaçados pela pressão e invasão de madeireiros, garimpeiros, posseiros e latifundiários. “A gente lamenta que o Brasil esteja vivendo este momento trágico. Em torno de 15 a 20 mil garimpeiros ilegais atuam na Terra Indígena Yanomami. Isto é uma tragédia com tudo o que acarreta de envenenamento dos rios, poluição e desmatamento”, enfatiza Prezia, ativista da causa indígena desde 1983. A Terra Yanomami é uma das maiores reservas indígenas do Brasil, localizada nos estados de Roraima e Amazonas, perto da fronteira com a Venezuela. O território foi homologado em 1992 e cobre mais de 96 mil quilômetros quadrados de floresta tropical. 

A terra indígena em um país capitalista

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A região sofre queimadas ininterruptas há duas semanas. A Nasa detectou que em 2019 a desflorestação é 84% maior que no último ano

A defesa da Floresta Amazônica se tornou a atenção do globo nesta semana. Isto porque a Nasa (Agência Espacial dos Estados Unidos) noticiou ter detectado uma fumaça na região que poderia ter sido ocasionada pelas queimadas. Grupos de representação indígena defendem que as queimadas no local ocorrem há 17 dias seguidos. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas (Inpe), em 2019 mais de 53 mil focos de queimada foram registrados no Norte do País. Em 2018, esse número foi de 26,5 mil.

A coordenação do Observatório do Clima, rede que reúne cerca de 50 organizações não governamentais do País em prol de ações contra as mudanças climáticas, reagiu às insinuações feitas nesta quarta-feira, 21, pelo presidente da República, Jair Bolsonaro – de que ONGs estariam envolvidas com as queimadas da Amazônia – e afirmou que o recorde de focos de incêndioobservados neste ano é apenas “o sintoma mais visível da antipolítica ambiental do governo de Jair Bolsonaro”. Em nota divulgada à imprensa, a coordenação do Observatório do Clima pontuou que as ações do governo federal contribuíram para o aumento do desmatamentona região e que “o fogo reflete a irresponsabilidade do presidente com o bioma que é patrimônio de todos os brasileiros, com a saúde da população amazônida e com o clima do planeta, cujas alterações alimentam a destruição da floresta e são por ela alimentadas, num círculo vicioso”. O número de queimadas em todo o Brasil neste ano já é o mais alto dos últimos sete anos, conforme mostrou o jornal O Estado de S. Paulo na segunda-feira, 19. Desde 1.º de janeiro até a terça-feira, 20, foram contabilizados 74.155 focos, alta de 84% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com o Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que contabiliza esses dados desde 2013.

Um pouco mais da metade (52,6%) desses focos vem ocorrendo na Amazônia, com o Mato Grosso na liderança. As queimadas já superam em 8% o recorde de 2016, um ano de extrema seca, que tinha registrado 68.484 focos no mesmo intervalo de tempo. Considerando apenas o bioma Amazônia, eram 39.033 focos de calor até o dia 20 – alta de 140% em relação ao ano passado e de 70% em relação à média dos três anos anteriores.

FOTO: ARQUIVO PESSOAL

O agricultor Gelson Luiz de Paula recorda com pesar a manhã de 23 de setembro de 2013, quando sua propriedade foi invadida por carros da Polícia Federal para prendê-lo, em Irati, no sul do Paraná. “Eram 6 horas da manhã e minha mulher telefonou para dizer que estava cheio de viaturas em nossa casa para me prender. Eu havia dormido na sede da Associação, que fica em Irati.” Ali começava o seu drama e de outros 12 pequenos produtores.

Os homens fortemente armados cercaram a pequena casa. Além da prisão, havia um mandado de busca e apreensão de um carro no valor de 80 mil reais e de um iate, bens que jamais existiram. Gelson, um ex-produtor de fumo, que trocou o tabaco pelo plantio de feijão, milho e hortaliças, sobrevivia à custa de uma área de menos de 1 alqueire e meio, dividida em comodato com o pai. Surpreendeu-se ao perceber que era um dos alvos da Operação Agro Fantasma, destinada a investigar supostos desvios no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), do governo federal. Como ele, outros 12 agricultores foram presos por determinação do então juiz Sérgio Moro, à época sem os holofotes que ganharia com a Lava Jato.Em dezembro de 2016, a juíza substituta da 13ª Vara Federal de Curitiba, Gabriela Hardt, a mesma que substituiu Moro na Lava Jato, decretava a absolvição dos réus. No despacho, Hardt assinalou que, “ante todo o exposto”, julgava improcedente a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal. Não foram encontradas provas. Nenhuma prova, absolutamente nada.

Era tarde. Dezenas de agricultores e familiares tiveram suas vidas devassadas, vários deles viram-se obrigados a deixar as terras e buscar empregos na cidade. Até hoje são poucos os que ainda falam sobre o caso. Gelson e seus companheiros foram presos pelo inquisidor das Araucárias sob a argumentação de que, “além do risco à investigação e à instrução criminal”, havia o risco à ordem pública. “Fomos levados de camburão para a sede da Polícia Federal, em Curitiba. Fiquei 48 dias preso, amontoado com todo tipo de delinquente. Alguns companheiros ficaram 60 dias. Saí de lá emocionalmente abalado. Minha vida se tornou um rebuliço. Perdi tudo, acumulei dívidas.”

Além da criminalização e da prisão indevida dos agricultores, a Operação Agro Fantasma deu início ao desmonte do PAA, criado durante o governo do ex-presidente Lula para combater a fome e incentivar a agricultura familiar. “Após a deflagração dessa operação, os requisitos para o acesso ao programa tornaram-se inflexíveis, distantes da realidade dos produtores rurais”, comenta a advogada Naiara Andreoli Bittencourt, da ONG Terra de Direitos, que acompanhou o caso de perto.

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal acatada por Moro, os agricultores “forjavam a entrega de produtos às entidades destinatárias”, além de usarem falsas notas fiscais. De acordo com Naiara Bittencourt, os produtores apenas entregaram alimentos em quantidades inferiores àquelas previstas em contrato, o que acabava sendo compensado pelos camponeses. Na prática, o que ocorria era a substituição de um produto por outro. Às vezes, exemplifica a advogada, estava prevista a entrega de 20 quilos de alface, mas a produção era de apenas 15 quilos. “O que faltava, eles completavam, por exemplo, com 5 quilos de rúcula. Esse foi o crime dos agricultores.” Todo o processo correu em segredo de Justiça.A nutricionista Islândia Bezerra, professora da Universidade Federal do Paraná, debruçou-se sobre o caso durante sua pesquisa de doutorado. “Minha tese foi arrolada como peça da defesa, e também da Promotoria, pois trazia um retrato fiel dos aspectos da operacionalização do PAA na região”, conta a professora.

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Depois de constatado o crescimento recorde de devastação da Amazônia, o governo da Alemanha decidiu reter uma nova doação de 35 milhões de euros, o equivalente a mais de R$ 151 milhões para o Fundo Amazônia. A Alemanha já repassou R$ 193 milhões para o programa.

Desmatamento na amazônia

247 – Depois de constatado o crescimento recorde de devastação da Amazônia, o governo da Alemanha decidiu reter uma nova doação de 35 milhões de euros, o equivalente a mais de R$ 151 milhões para o Fundo Amazônia. A Alemanha já repassou R$ 193 milhões para o programa.

A reportagem do jornal O Estado de S. Paulo destava que “a decisão de segurar o novo aporte, conforme apurou o Estado, está relacionada às incertezas que rondam o futuro do programa. A doação será retida enquanto o governo Bolsonaro não anunciar, claramente, o que pretende fazer com o principal programa de combate ao desmatamento do País.” A matéria ainda acrescenta que “na tarde desta quarta-feira, 03, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, esteve reunido com embaixador da Alemanha, Georg Witschel, e o embaixador da Noruega, Nils Martin Gunneng. Na conversa, que durou 45 minutos, trataram de temas gerais do fundo.”

brasil247

Brasília – Chamada pública lançada pelo Comando do 2º Batalhão de Fronteira do Exército Brasileiro, em Cáceres (MT), é oportunidade de venda para produtores rurais da região, localizada na fronteira com a Bolívia.  A lista de demandas é composta por frutas, verduras, ovos, hortaliças e polpas de suco que vão abastecer a unidade por um ano. As propostas e documentos das cooperativas devem ser entregues na sede da unidade até 28 de maio. O edital vai destinar R$ 1,3 milhão para a compra de produtos da agricultura familiar.

A aquisição será feita por meio da modalidade Compra Institucional, do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Por lei, ao menos 30% dos produtos obtidos para alimentação nas instituições públicas federais devem vir da agricultura familiar.

A coordenadora-geral de Aquisição e Distribuição de Alimentos do Ministério da Cidadania, Hetel Santos, destaca o lado positivo do processo de comercialização da Força Armada na região. “É uma oportunidade para a economia local, destacando que é também uma ação importante para a segurança nacional, reforçando o apoio do Exército naquela área de fronteira, fortalecendo a relação junto com os agricultores familiares”, apontou.

‘SÓ NÃO SE IMPORTAM COM O EMPOBRECIMENTO RURAL EM MASSA’

Voltem uns séculos e calculem nossa dívida social com os trabalhadores do campo

Há expressões, textuais ou figurativas, que ótimos pensadores criam e que alguns de nós que ousamos escrever, por timidez, evitamos repetir para não parecer plágio ou, citado o(a) autor(a), puxa-saquismo. Não me vexo, por dar aos meus textos uma levada de humor, nas genialidades de Millôr Fernandes, Ivan Lessa, e outros pasquinianos eternos. Neste artigo me servirei de Luís Nassif. Ele reconhecerá que não se trata dos dois riscos acima citados. Usarei seu famoso “cabeça-de-planilha”, analistas e economistas que pensam apenas fazendo dos números certezas, sem cuidar das circunstâncias que os cercam ou da abrangência dos atributos que as ciências sociais fornecem.  Uma dupla de cabeças-de-planilha, Guilherme Resende Oliveira, doutor em economia pela UnB (meritocráticos , esses moços), trabalha para o governo de Goiás (Caiado, entendo); o outro, é diretor de uma secretaria (são muitas) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), José Eustáquio Ribeiro Vieira Fº, técnico de planejamento e pesquisa do IPEA. Juntaram esforços e planilhas para publicar, recentemente, no Valor, a sucursal de O Globo em São Paulo, o artigo “Previdência rural e assistencialismo”. Para quem vem a meus textos, poderia parar por aí. Prevendo a rasteira da dupla, ágeis, logo pulariam alto.Saiamos de suas planilhas e vamos direto às suas preleções. São a favor do que aí virá. No lugar da Previdência ao trabalhador rural, ora em vigor, propõem “sair do assistencialismo”, que assim a consideram, e promover: 1) aumento de tecnologias produtivas; 2) intensificar a qualificação da mão de obra; 3) investir nas “atividades de extensão e atividade técnica”. Bidus. E quem não acha o mesmo? Mais uma roubada minha, essa de Mino Carta (condolências): “até o mundo mineral sabe disso”. Todos cabeças-de-planilha tentam invalidar, como assistencialistas, os programas que serviram para retirar da extrema pobreza 36 milhões de brasileiros, além de permitirem alargar a faixa da classe média baixa. É como, 9 entre 10 analistas, tentam se redimir da eterna sina do meio rural: é preciso oferecer apoio técnico e qualificar a mão de obra. “Dinheiro, pra quê dinheiro”?

Aqui paro e aqui me fino. Pouco originais os rapazes que tiveram seu texto publicado no Valor. Ó fraquinhos editores, saibam que a madrinha de um deles, em São Joaquim da Barra, SP, os parabenizou e enviou um bolo de fubá.

Então tá, companheiros, permitam-me assim chamá-los, sem qualquer intenção partidária, pois já percebi as suas.

Quando se quer relativizar a agricultura familiar, assentados, indígenas, comunidades quilombolas, enfim, as pequenas propriedades, a que se referem? Seus pesos e incapacidades reprodutivas, como fez Bolsonaro? Ou ao que lhes sobra para a não extinção. Sabem o quê? O Estado, imbecis. E não aquele mínimo, que tanto querem. Assistencialista sim, se em país miserável.

Vamos planilhar, como propõem os autores:

“Em dez anos, o déficit rural [da Previdência] cresceu à taxa de 3,3% ao ano”. Um índice que sugere exterminá-los. Guedes comemorará.

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criacao_suino_ (Foto: Ernesto de Souza/Ed. Globo)

A peste suína africana, que já dizimou 1 milhão de porcos na China, já está causando efeitos diretos na pauta de exportações brasileira de carnes. Em abril, houve um aumento de 44,3% no volume de vendas de suínos em relação ao mesmo período do ano passado, segundo a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal). Foram embarcadas 58,1 mil toneladas. A maior parte (27,7%) seguiu para a China e Hong Kong (24,1%). “O estoque de suínos da China está no final, já que os abates continuam”, diz Francisco Turra, presidente da ABPA. “A tendência é de aumento contínuo das exportações brasileiras de suínos para os chineses”, afirma. Os preços também devem subir. Em abril, já foi registrado um aumento nas receitas de 27,6%, totalizando US$ 119,7 milhões, diante de US$ 93,8 milhões em abril de 2018. No acumulado do ano, de janeiro a abril, o faturamento chegou a US$ 418,1 milhões, um resultado 2,2% superior ao obtido no mesmo período de 2018. “O Brasil tem uma carne de boa qualidade e valores competitivos, o que coloca o país no radar dos chineses”, diz Douglas Coelho, sócio da Radar Investimentos. O governo brasileiro pretende facilitar a habilitação de 50 plantas de suínos e aves durante a visita da ministra Tereza Cristina à China neste mês, mais do dobro das unidades atualmente prontas a exportar. A expectativa é que as vendas de frango também tenham um aumento. A China, maior produtora mundial de suínos, deve perder de 25% a 35% de seu plantel até o final do ano, segundo o Rabobank. Com isso, haveria uma queda na produção de 13 milhões de toneladas de carne suína no país. “Os chineses provavelmente terão que substituir uma parte do consumo de carne de porco por outras proteínas”, diz Turra. Os suínos levam oito meses para se desenvolver e chegar ao ponto do abate. “Nem todos os países exportadores juntos conseguiram suprir a demanda chinesa de porco”, afirma. O aumento da procura já tem se revertido em alta de ações de grandes frigoríficos, como a americana Tyson Food, com uma valorização de 40% desde o início do ano, e a Pilgrim´s Pride, subsidiária nos Estados Unidos da JBS, voltada à produção de carne de frango (aumento de 70%).

Bovinos

Os produtores de carne de boi também tem motivos para comemorar. As exportações tiveram um aumento de 53,5% em abril, gerando uma receita de US$ 502,1 milhões – o valor é 43,3% superior ao de abril de 2018. A retomada das vendas para a Rússia responde por boa parte desse resultado, de acordo com a Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne).

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