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REFLEXÕES DO PASSADO E PRESENTE: PERSPECTIVA DE MELHORA PARA O FUTURO


 

Agricultura

Educação ambiental deve estar atrelada à rotina escolar e familiarEsses mesmos valores devem ser ensinados em relação aos cuidados e preservação do meio ambiente, seja na família ou escola. O processo de degradação e tragédias ambientais causadas pelo homem são problemáticas que necessitam de ações urgentemente, não somente para amenizar estragos que perpetuarão por décadas, mas para evitar que desastres futuros ocorram. Entender e aplicar soluções que atenuem os impactos negativos no meio ambiente é responsabilidade de todos: população e poder público.

Após a implantação da Lei 9795, que instituiu a Política Nacional de Educação Ambiental, determinando que esse seja um componente essencial e permanente da educação, 65% das escolas do ensino fundamental do país inserem a temática ambiental em suas disciplinas de 1ª a 4ª série, sendo que 27% desenvolvem projetos específicos sobre o assunto, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP).

Mas, é possível perceber que os números ainda são preocupantes quando a pesquisa do Ibope revela que 94% dos brasileiros se declaram preocupados com o meio ambiente. Porém, 76% não fazem a separação do lixo domiciliar por tipo de material e quase um terço (28%) não sabe identificar por cores as lixeiras para coleta seletiva. É nítido que existe uma diferença clara entre o discurso e a prática. Falar que se importa é uma coisa, mas de fato mudar comportamento é outra.

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Crédito: José Cruz/Agência Brasil

São Paulo, 4 – A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse nesta quarta-feira, 4, que um dos grandes desafios da pasta para 2020 é melhorar o acesso à tecnologia e assistência técnica para os pequenos agricultores. “Nós temos que tirar o pequeno agricultor do patamar de baixa tecnologia, de baixa renda”, disse ela na abertura do Agrocenário 2020, evento promovido pela Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja) em Brasília. “Os pequenos agricultores precisam entrar no sistema produtivo como a grande agricultura comercial faz. Vamos fazer isso através da ciência, da tecnologia, da pesquisa da nossa Embrapa, levando a eles tudo o que o produtor empresarial foi buscar nessa tecnologia.”Conforme nota da pasta, em entrevista após o evento, a ministra afirmou que a expectativa para 2020 é de que a safra de grãos supere a dos anos anteriores e que o Brasil continue na liderança da produção agrícola mundial. “Nós temos aí uma previsão de uma grande safra para o ano que vem. Agora as chuvas se regularizaram e a gente espera que continue bem e que nós vamos bater outro recorde.”

Carne para os EUA

Questionada sobre a possibilidade de reabertura das exportações brasileiras de carne bovina in natura para os Estados Unidos, a ministra ressaltou que as negociações técnicas levam tempo, mas que o Brasil está buscando prospectar outros mercados tão importantes quanto o norte-americano. “Todos os mercados são prioritários para o Brasil, pelo tamanho, pelo gigantismo da nossa pecuária, nós temos o maior rebanho bovino do mundo (….) Temos aí muita proteína para mostrar para o mundo”, disse a ministra. Tereza Cristina acrescentou que o mercado global de carne passa por um período de transição em razão da alta demanda da China por proteína animal, já que o país teve perdas significativas de animais por causa da peste suína africana. “Estamos vivendo um momento de transição muito bom, é bom que os pecuaristas possam investir mais no seu negócio, melhorar o desfrute do nosso rebanho, produzir uma quantidade maior de proteínas, porque o mundo está ansioso por essa proteína, não só do Brasil, mas o mundo todo, pelo problema que vive hoje o mercado chinês, que é um grande mercado, e tem mudado o cenário internacional das proteínas”.

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Em alta: Brasil se consolida como maior exportador de carne do mundo

Em dezembro de 2018, a exportação de carne para o exterior já tinha sido 11% maior do que em 2017, vendendo cerca de 1,64 milhão de toneladas. Em 2019, o país já conseguiu se consolidar como o maior exportador de carne bovina do mundo, de acordo com a ABIEC (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne). A maior parte da carne é destinada para a Ásia, principalmente para Hong Kong e China. O primeiro, comprou cerca de 57,2 mil toneladas somente no primeiro bimestre do ano, enquanto que os chineses adquiriram cerca de 49,4 mil toneladas. A exportação deste produto para a União Europeia, considerado um dos mercados mais exigentes do mundo com relação a qualidade da carne, vem crescendo de forma igual ao ano passado: 8,8%.

Manter um bom nível de comércio com a UE atesta que a carne brasileira possui um “selo de qualidade”. Isso porque, a região só aceita carnes que passaram por rigorosas normas pré-estabelecidas, que atestam a qualidade e procedência do produto.

Quem realiza a verificação do gado que pode ser comercializado para mercados mais exigentes é o SISBOV (Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Bovinos e Bubalinos).Já são cerca de 1.780 fazendas credenciadas e 4,3 milhões de animais são rastreados anualmente. A tendência é que o número aumente, o que resultará em exportação de carne de qualidade para todo o mundo, principalmente para locais mais exigentes como a UE, que chega a pagar R$ 4,00 a mais por arroba.E vem mais crescimento por aí: entre os dias 10 e 28 de julho deste ano, os EUA farão uma visita de inspeção ao Brasil para definir se o país poderá voltar a exportar carne para o território norte-americano.Para agilizar essa abertura, o presidente Jair Bolsonaro propôs abrir uma cota com tarifa e para a importação de 750 mil toneladas de trigo dos Estados Unidos, além de sinalizar positivamente para a comercialização da carne de porco americana.

O que esperar para o futuro?

A tendência é que o Brasil continue com alto volume de exportação de carne (e possivelmente de outros produtos) para o exterior, e por isso, você precisa aproveitar essa boa maré e investir em uma carreira no Comércio Exterior, já que o mercado demandará de profissionais qualificados para suprir as novas vagas que serão criadas.

Por que a carne bovina ficou caríssima principalmente para os mais pobres???

www.abracomex.org

O preço da carne disparou. O produto, indispensável na dieta dos brasileiros, está mais caro do que nunca e segundo todas as projeções, os preços ficarão nas alturas durante longos meses pela frente.

247 – Do início de setembro para cá, o valor da carne bovina no atacado já subiu quase 50%, aumento que foi repassado quase que integralmente para o varejo em alguns cortes de bovino.

É o caso do contrafilé que, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), teve reajustes acima de 50% em menos de três meses, e do coxão mole, que subiu 46% no período. Reportagem da Exame aponta que segundo pesquisa da BoiSCOT Consultoria, o mercado está agitado com cotações subindo em média 8,9% por semana desde início de novembro. De acordo como o levantamento, o atual preço da arroba bateu recordes e chega a ser negociado por R$ 230, com aumentos registrados em 29 das 32 praças do Estado de São Paulo pesquisadas pela entidade. “É a primeira vez, desde novembro de 1991, que a cotação atinge esse patamar (considerando o preço nominal e também o preço deflacionado)”, disse a BoiSCOT quado o preço bateu R$ 200. Não há uma previsão sobre até quando os preços da carne continuarão subindo, mas na opinião de economistas, ainda falta uns meses para que o mercado possa encontrar um equilíbrio. Na semana passada, a ministra da Agricultura Tereza Cristina chegou a dizer que o preço da arroba do boi gordo poderia arrefecer nesse período, mas que não retornaria mais ao patamar anterior, uma vez que a sinalização do mercado é de que os preços estão deprimidos.

brasil24

A Amazônia passa pela maior devastação do século. Governo afirma que problema é “cultural”

Crédito: AP Photo/Leo Correa

CRIMES AMBIENTAIS A falta de fiscalização contribui para o aumento das queimadas

(Crédito: AP Photo/Leo Correa)

A floresta amazônica segue sofrendo com o aumento do desmatamento. Dessa vez, o problema foi reconhecido pelo governo federal, considerando como verdadeiros os dados colhidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que monitora a integridade da cobertura vegetal da região por meio de imagens de satélite. No início de julho, o mesmo governo duvidou da metodologia do órgão. A mudança de posicionamento ocorreu diante das queixas de ambientalistas e da comunidade internacional, mas ainda é pouco.

Entre 1º de agosto de 2018 e 31 de julho de 2019, foi registrado um aumento de 29,5% na devastação, em relação ao mesmo período anterior. As causas são as queimadas ilegais, garimpos, extração de madeira e abertura de pastagens. Isso fez com que a floresta perdesse o equivalente a 10 mil quilômetros quadrados, cerca de cinco vezes a área da cidade de São Paulo. É o maior percentual registrado desde 1998, quando o índice foi de 31%. Não se registrava uma área afetada tão grande desde 2008, com quase 11 mil quilômetros quadrados devastados.

Os estados que mais derrubaram árvores foram Pará e Mato Grosso, somando 56%.

Quem conduziu a apresentação dos dados, na segunda-feira 18, foi o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmando que as causas estão nos “motivos já conhecidos” que ocorrem “há anos”.

A declaração foi considerada “relativista”. “Há uma tendência de alta desde 2012, só que a variação média era de 10,2%. Agora foi quase o triplo”, disse Carlos Rittl, do Observatório do Clima. Salles também fez de conta que o desmonte dos órgãos ambientais não possui relação direta com o problema.

“Queremos um ambientalismo de resultados. Precisamos
de alternativa de economia sustentável para aquela região da Amazônia” Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, que não citou os planos existentes (Crédito:Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Questão cultural

Já as declarações do presidente Jair Bolsonaro foram tentativas de tergiversação. Indagado na terça-feira 19, ele disse que quem cuidava da questão toda era o ministro do Meio Ambiente. No dia seguinte, afirmou que o problema era “cultural”.

“É lamentável que a cultura no Brasil seja a devastação.” É muito cinismo.

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O bom desempenho na produção de milho, algodão e ovos no mercado interno, aliado às exportações recordes do grão, contribuíram para o cenário positivo.

A equipe de Conjuntura do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revisou de 0,5% para 1,4% a previsão de crescimento do produto interno bruto (PIB) do setor agropecuário em 2019. Para 2020, espera-se que o setor avance mais que 3% nos dois cenários avaliados. Usando o primeiro prognóstico de safra do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado neste mês, a previsão de crescimento é de 3,2% no ano que vem. A projeção vai a 3,7% ao se levar em consideração o levantamento da safra de grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Para os dois cenários, os pesquisadores do Ipea também consideraram informações do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para a pecuária. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 19, na seção de Economia Agrícola da Carta de Conjuntura do Ipea, apresentada em seminário na sede do instituto, em Brasília.

A análise dos componentes do PIB agropecuário aponta que a lavoura deve encerrar 2019 com alta de 1%, e a pecuária com avanço de 1,8%. Com base nos dados do IBGE, os principais destaques para o terceiro trimestre do ano foram o milho e o algodão, pelo lado agrícola – com aumentos previstos de 23,2% e 39,7%, respectivamente –, e os ovos, pela pecuária, com avanço de 3,4% em sua produção. O PIB do setor agropecuário cresceu 2,7% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.Para 2020, a pecuária será protagonista, com expectativa de crescimento de 4,3%, influenciado por uma alta de 5,8% na produção de bovinos. Ainda de acordo com o Grupo de Conjuntura do Ipea, a pecuária deve registrar um recorde de produção, impulsionado principalmente pelo aumento na demanda de mercados como China, Hong Kong e Emirados Árabes.Em relação aos produtos agrícolas, a previsão é de que a soja — grão que possui o maior peso no PIB do setor – cresça no mínimo 4,7% em 2020. Já a produção de milho, destaque em 2019, deve sofrer uma queda de ao menos 1,7% na safra 2019/2020.

Exportações: milho versus soja

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Bella Hadid (Foto: Backgrid)

Nesta temporada, algumas tendências dos anos 90 estão retornando à cena fashion com força total, entre elas as sandálias de tiras fininhas, a bandana e também o cardigã, que volta em diferentes variações (das básicas com “cara de vovó” às mais elaboradas). A peça já conquistou famosas fashionistas como Bella Gigi HadidKaia GerberKendall JennerEmma Roberts e Katie Holmes

Apesar de ser uma ótima peça para a meia-estação, o cardigã não tem sido usado exatamente com a função de aquecer. A tendência do momento é vestir o item sem nenhuma roupa por baixo, como mostram Bella, Gigi e Kaia, e apostar numa combinação mais despojadada com jeans e tênis ou botas. O item cai bem até para uma ocasião noturna. Nossa sugestão é combinar com um sutiã ou um top, como fez Katie Homes – que chamou atenção ao vestir o conjuntinho de cashmere da Khaite. O truque de styling torna o look muito mais cool e interessante. O cardigã funciona também num look mais chique: Bella usou uma opção branca superbásica por cima de um vestido. Com certeza, uma peça must-have no guarda-roupa! 

Bella Hadid (Foto: BACKGRID)Kendall Jenner (Foto: BACKGRID)Katie Holmes (Foto: Backgrid)

vogue

O Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu nesta terça-feira (15) autorizar a composição de dívidas de produtores rurais e cooperativas de produção que tiveram problemas climáticos ou de comercialização. Em evento em Chapecó (SC), a ministra Tereza Cristina disse que a medida vai beneficiar especialmente os produtores de arroz do país. “Foi uma luta, mas se conseguiu. Amanhã, se deus quiser vamos colocar os parâmetros da linha de financiamento para essas pessoas continuarem no campo, continuarem produzindo, enfim, mostrar esse Brasil que dá ânimo à gente”, disse. A medida vale para operações de crédito rural de custeio e de investimento contratadas até 28 de dezembro de 2017, inclusive aquelas prorrogadas por autorização do CMN. O objetivo é possibilitar o alongamento dos prazos de reembolso dos financiamentos de produtores rurais e suas cooperativas de produção, cujo pagamento no cronograma contratual foi dificultado por problemas climáticos ou de comercialização. Segundo o Ministério da Economia, entre as condições da composição de dívidas estão o limite de crédito por beneficiário de R$ 3 milhões com taxa efetiva de juros de 8% ao ano. O prazo de reembolso é de até 12 anos, incluídos 36 meses de carência. O volume de recursos da medida é de até R$ 1 bilhão.

agricultura.gov

Queimada nas proximidades da estrada que segue de Manuel Urbano ao município de Feijó Foto: Jorge William/28.08.2019 / Agência O Globo
Queimada nas proximidades da estrada que segue de Manuel Urbano ao município de Feijó Foto: Jorge William/28.08.2019 / Agência O Globo

O GLOBO apurou que os números usados no documento são os mesmos que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, tem apresentado em encontros com autoridades de governo e investidores no exterior. Eles constam de slides que ele exibiu, por exemplo, no Wilson Center, centro cultural em Washington, nos EUA. Os dados compilados pelo Ipea constam de um dos volumes da publicação Cadernos ODS, em que o instituto monitora o status dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU e indicadores relacionados. O trabalho foi divulgado ontem por comunicado segundo o qual “o Brasil deve cumprir meta voluntária de redução das emissões de CO2 em 2020”. Segundo as autoras do trabalho, Enid Rocha e Valeria Rezende, a chance de o país encerrar o ano que vem cumprindo sua palavra “é bastante factível, se não ocorrerem alterações bruscas na trajetória percorrida nos últimos anos, até 2015”. O documento lista uma série de projeções sobre as emissões do Brasil, baseados na as taxas de emissão até 2015, período após o qual o desmatamento, a principal fonte de CO2 no país, voltou a subir. As autoras também ignoram o dispositivo da Política Nacional sobre Mudança do Clima, lei de 2009 exigindo “redução de 80% dos índices anuais de desmatamento na Amazônia Legal em relação à média verificada entre os anos de 1996 a 2005”.

oglobo

Lavínia Vlasak volta a interpretar a modelo Natasha Olivier, personagem que viveu em Totalmente Demais (Globo, 2015), em Bom Sucesso, atual novela das 7. As primeiras cenas devem ser exibidas na quinta-feira (10) e a atriz se mostra empolgada com o trabalho.

Na trama, ela tem a chance de voltar a contracenar com Antonio Fagundes, com quem trabalhou em seu primeiro trabalho na TV, a novela O Rei do Gado (Globo (1886). “Quando comecei, tinha 19 anos, hoje tenho 43. Reencontrar o Fagundes agora me fez pensar em todo o caminho que fiz até aqui. Sou casada há 18 anos, tenho dois filhos, uma história. Foi como olhar para trás, para os lados, para frente e ver como a vida foi boa para mim”, disse a atriz, que estreou na TV como Lia, filha do personagem Bruno Mezenga, vivido pelo ator em O Rei do Gado. Nos bastidores de gravação, Lavínia se mostrou com grande expectativa para viver Natasha. “O grande desafio de voltar a interpretar uma personagem é retomar os trejeitos dela. É preciso lembrar o que aquele personagem foi e trazer a mesma embocadura. Minha expectativa é agradar ao público”, diz.

Lavínia Vlasak (Foto: Paulo Belote/TV Globo)

revistaquem

Congresso em Foco publicou, em primeira mão, nesse domingo (29), o conteúdo de um documento em que um funcionário do Ibama alerta seus superiores que os reforços enviados pelo governo federal para conter os incêndios na Amazônia se recusaram a cooperar em ao menos três operações. A recusa aconteceu porque as ações poderiam resultar em destruição de maquinários de garimpeiros ou madeireiros ilegais. Questionado pela reportagem sobre as ocorrências, o Ministério da Defesa não esclareceu, nesta segunda feira (30), se houve a recusa de ajuda para destruir os equipamentos apreendidos.

No dia 11 de setembro a ajuda das forças enviadas através da Garantia da Lei e da Ordem (GLO) foi negada pela primeira vez, segundo o documento. Funcionários do Ibama solicitaram apoio para ação de combate ao garimpo na terra indígena Trincheira Bacajá, mas por haver a possibilidade “de a apreensão dos bens ter como desdobramento a sua destruição”, a cooperação foi rejeitada.

A segunda situação aconteceu no dia 15 de setembro, quando “a equipe do Ibama que atuaria no Alto Rio Guamá obteve a negativa de apoio do Comando Militar do Norte, também devido ao fato de que dessa ação haveria provável destruição de bens”, afirma o documento.A terceira  recusa foi justificada sob o argumento de que a operação poderia atrapalhar a negociação que estava em curso com os garimpeiros no último dia 23.Diante dos fatos a reportagem encaminhou um e-mail para o Ministério da Defesa, perguntando se a pasta reconhece a autenticidade do conteúdo do documento e qual seria a justificativa para tal recusa.

Abaixo segue a resposta do Ministério da Defesa na íntegra:

“Um país sem rumo”

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Um trecho de 3.730 hectares de floresta — equivalentes a 23 parques Ibirapuera ou 31 aterros do Flamengo — desapareceu. Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo
Um trecho de 3.730 hectares de floresta — equivalentes a 23 parques Ibirapuera ou 31 aterros do Flamengo — desapareceu. Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo

Localizada na divisa entre os municípios de São Félix do Xingu e Altamira, no Pará, a Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu deveria ser rebatizada — de proteção ambiental não tem nada. Na última semana de agosto, os focos de incêndio ali já eram poucos, mas o rastro de destruição deixado pelo fogo estava por toda parte. Às margens das precárias e empoeiradas estradas, contrastando com áreas ainda com vegetação nativa, apenas o solo preto e árvores retorcidas.

De todas as regiões da Amazônia que arderam ou ainda estão queimando neste ano, nenhuma se compara em tamanho à área visitada por ÉPOCA na última semana de agosto. Um único trecho de 3.730 hectares de floresta, equivalentes a 23 parques Ibirapuera, em São Paulo, ou 31 aterros do Flamengo, no Rio de Janeiro, simplesmente desapareceu. Ele ocupa o 1º lugar no vergonhoso ranking das maiores queimadas de 2019. A derrubada no local provocou a emissão de 111 alertas entre 6 de maio e 29 de julho, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) contabilizados pela ONG MapBiomas. Não por coincidência, a segunda maior área de desmatamento fica na mesma região, a 160 quilômetros de distância.

O caminho para chegar ao ponto mais desmatado da Amazônia começa em São Félix do Xingu, município de menos de 130 mil habitantes. Do centro da cidade, uma balsa leva meia hora para cruzar o Rio Xingu. Na terça-feira 27, fazendeiros e funcionários de propriedades locais aproveitavam o tempo de travessia para comentar o noticiário. A influência do discurso do presidente Jair Bolsonaro se fazia ouvir. “O povo das ONGs está queimando tudo aí para cima”, dizia um homem com correntes de ouro nos braços e sotaque nordestino, propagando a acusação sem provas apresentada pelo presidente na semana anterior. Nenhum dos presentes fez comentário.O mecanismo do desmatamento não é segredo para ninguém naquele ponto do Pará — e não há histórico de crimes ambientais cometidos por organizações não governamentais voltadas para a preservação da floresta. Nessa região, as árvores desaparecem e dão lugar a pasto.

Imagem divulgada pelo Greenpeace mostra área de queimada na Floresta Amazônica em 23 de agosto. Foto: Victor Moriyama / Greenpeace / AFP
Imagem divulgada pelo Greenpeace mostra área de queimada na Floresta Amazônica em 23 de agosto.
Foto: Victor Moriyama / Greenpeace / AFP
Com suas copas altas que atingem até 45 metros de altura, as castanheiras-do-pará destacam-se na floresta. Foto: Ricardo Funari / Brazil Photos / LightRocket via Getty Images

A destruição dessa parte da Amazônia avança rapidamente. Depois da saída da balsa, o que se vê são pastagens a perder de vista e gado, muito gado. São Félix do Xingu orgulha-se de ter o maior rebanho do país. A maior fazenda da região é a Santa Bárbara, do banqueiro Daniel Dantas, do Grupo Opportunity. Nos 50 quilômetros iniciais da estrada, a manutenção é feita pela prefeitura de São Félix do Xingu. Dos outros 200 quilômetros até chegar à área de desmatamento são os fazendeiros que tomam conta. O nome das propriedades, a maioria dentro do município de São Félix, e o valor correspondente despendido são destacados em placas afixadas ao longo do caminho. Somente na véspera do encontro dos líderes do G7, as sete maiores economias do mundo, no sul da França, e quando o aumento no número de queimadas neste ano ganhava as manchetes da imprensa internacional, homens do Ibama e da Polícia Militar do Pará deram início a uma fiscalização na região da Fazenda Ouro Verde.

O desmatamento ali ocorria havia pelos menos cinco meses. O problema, porém, não se resumiu ao atraso no combate. Como numa cena coreografada para parecer bem-sucedida, todos fazem sua parte para a ação não dar em nada. A batida até teve resultados concretos. Encontrou motosserras (14 delas), espingardas (7), motos (19) e cerca de 50 homens, trabalhadores braçais que se dividiam em 11 acampamentos no meio da mata. Alguns haviam levado a mulher. Até duas crianças na faixa dos 3 anos de idade viviam ali, em condições precárias.

Infelizmente, o Ibama e a polícia paraense não mostraram a mesma competência para chegar ao principal suspeito pelo desmatamento. A figura conhecida na região pelo curioso e até irônico apelido de Geraldinho Palmeira fugiu sem ser perseguida. “A gente estava no meio da mata, e ele passou correndo dentro de uma caminhonete. Nem tivemos tempo de pará-lo”, contou um policial que participou da ação.

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Famílias afirmam que não foram notificadas. Maioria não tem para onde ir e não recebeu a indenização a que tem direito

Despejo é motivado por obra de macrodrenagem da bacia do Tucunduba. Operação contou com a presença da Tropa de choque da polícia militar - Créditos: Foto: Catarina Barbosa
Despejo é motivado por obra de macrodrenagem da bacia do Tucunduba. Operação contou com a presença da Tropa de choque da polícia militar / Foto: Catarina Barbosa

Dona Marlene Martins Rosário tem 60 anos e consegue cerca de R$ 400 por mês trabalhando como manicure. O marido José Lima do Rosário, tem 67 anos e é pedreiro. Foi ele quem construiu a casa onde viveu com a esposa por 43 anos. Nesta quinta-feira (19), Marlene e José viram a casa que construíram juntos ser destruída, na passagem Gracinha, no bairro da Terra-Firme, em Belém (PA). A demolição foi feita pela equipe da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas (Sedop). O órgão afirma que forneceu apoio às famílias, mas as pessoas relatam o contrário. A reintegração de posse ocorreu com a presença do batalhão de choque da polícia militar e da equipe das Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas (Rotam). A manicure teve que assistir não só a sua casa, mas a do seu filho, Carlos André, de 43 anos, virar escombros. A outra filha do casal, Carla Andreia, de 41 anos, recebeu no dia do despejo a notificação de que precisará sair de sua casa em – no máximo – cinco dias.  O processo de reintegração consiste não só na retirada das famílias das residências, mas na destruição do imóvel. Telhas, janelas, portas, vigas, paredes tudo é posto abaixo com o auxílio de marretas e uma retroescavadeira finaliza o processo transformando lar em escombros. A demolição começou pela casa de Dona Marlene, por volta das oito horas da manhã. Ela reclama que não conseguiu salvar nada da estrutura da casa, porque a retroescavadeira derrubou seu imóvel em menos de uma hora. Porém, na casa do filho, Carlos André, os familiares interviram para salvar telhas, grades e o que foi possível. 

   Tropa de choque da PM acompanhou a reintegração de posse. Na passagem Gracinha, quatro casas foram destruídas (Foto: Catarina Barbosa)

     Os moradores que perderam as casas repetem a mesma afirmação: não há para onde ir. Não há dinheiro para começar uma nova vida. O direito à moradia é garantido na Constituição Federal, mas o Pará tem um dos piores déficits habitacionais do Brasil, segundo a Síntese de Indicadores Sociais de 2018, uma publicação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O documento aponta que cerca de 12,4% da população vive com algum tipo de privação relacionado à moradia. A média no Brasil é de 11%. Dona Marlene alega que o dinheiro ofertado pelo Estado como forma de indenização é insuficiente para comprar uma casa nova e que, no momento, ela não tem recursos para começar uma nova vida em outro lugar: “Primeiro as casas são destruídas, depois é que vem o dinheiro da indenização”, queixa-se. ”Eu não fui notificada, fui avisada por telefone que ia ter uma ação aqui na quinta-feira e hoje eles já vieram e quebraram a casa. Não temos para onde ir. Não temos dinheiro, porque o dinheiro eles dizem que já está na conta, mas só podemos tirar depois que a justiça vem e agora que a justiça veio. A gente só vai poder recorrer de amanhã em diante”, relata a senhora de pouco mais de um metro e meio de altura, pele parda, cabelos brancos e óculos. Sem casa, Marlene dormirá na casa de Carla Andreia, a filha que recebeu aviso de despejo durante a demolição da casa da mãe. A residência fica praticamente em frente ao local onde ficava a casa dos pais. Na noite de quinta-feira, a casa de Carla serviu de abrigo não são para seus pais, mas para todos os vizinhos que tiveram as suas residências derrubadas.

Trator destrói casas no bairro da Terra-firme, no Pará 

(Foto: Catarina Barbosa)

Por volta das 16h30, a última coisa foi colocada abaixo. Vizinhos e amigos ajudaram a carregar móveis, telhas e eletrodomésticos. À noite, as famílias tiveram uma reunião com o advogado Pedro Cavaleiro, que trabalha junto com a deputada Marinor Brito (Psol) para saber quais serão os próximos passos de suas vidas.

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Por Globo Rural

Incêndios no Centro-Oeste causam prejuízos milionários para produtores rurais
                      Incêndios no Centro-Oeste causam prejuízos milionários para produtores rurais

O Centro-Oeste ainda enfrenta graves problemas causados pelas queimadas na região. Em Mato Grosso do Sul, os focos de incêndio atingiram o Pantanal, já em Mato Grosso o fogo matou animais e trouxe prejuízos para os agricultores. Por causa das queimadas, foi decretada situação de emergência nos dois estados com a esperança de receberem mais auxílio do governo federal.Na propriedade da agricultora Aparecida Fabiano Rocha, em Rondonópolis, a semana foi de recuperação após os incêndios destruírem cercas, pomares e 19 hectares de pasto. “Eu não consegui até agora fazer um levantamento correto, mas eu creio que eu vou gastar mais de R$ 30 mil (para recuperar tudo)”, calcula Aparecida.Além disso, das 10 cabeças de gado no sítio, uma morreu com o fogo. Os animais que sobreviveram estão feridos e a produtora rural precisa aplicar remédios para curar as feridas.Em outra fazenda, localizada no município de Canabrava do Norte, cerca de 50 animais morreram nos incêndios.Já em Primavera do Leste, o fogo também levou prejuízos para uma produção de algodão. No total, 250 fardos de pluma pegaram fogo. Um prejuízo estimado em mais de R$ 1 milhão .De acordo com os produtores da região, o fogo teria começado na palhada de milho de uma propriedade vizinha. E, mesmo depois de vários dias, os funcionários ainda precisam fazer o resfriamento da área.

Desde janeiro, Corumbá, a maior cidade do pantanal, já registrou mais de 3.100 focos de incêndio.Nas margens da BR-262, são muitos os flagrantes de animais mortos em meio à vegetação devastada.A fazenda Caiman, na região de Miranda, está entre os locais mais atingidos. O incêndio se alastrou rapidamente destruindo mais de 30 mil hectares de vegetação nativa.

Thais Fersoza e Michel Teló (Foto: Reprodução)

Thais Fersoza fica com os olhos brilhando quando o assunto é o marido, Michel Teló. A atriz contou, em conversa com QUEM, que pretende se mudar por um mês para o Rio de Janeiro para acompanhá-lo durante as apresentações ao vivo de The Voice Brasil, como concilia as agendas e, claro, se derreteu pelo maridão: “Ele é um cara por quem eu tenho uma profunda admiração e amor em tudo, como profissional e como pessoa. Ele é imbatível – como pai e marido. Como artista, é realmente diferenciado. Ele é muito talentoso, é músico, cantor, apresentador. Na verdade, ele desempenha muito bem tudo o que se propõe a fazer”.

Mãe de Melinda, de 3 anos, e Teodoro, de 2, do casamento com o músico, Thais contou como faz para se desdobrar para cuidar da rotina que envolve duas crianças pequenas, um marido com agenda lotada de shows pelo país e a carreira: “Tenho vários papéis e gosto de desempenhar todos. Aliás, a gente pode ser muitas coisas e ser o que queremos ser, né?  Quando estou com as crianças estou 100% com elas. Já quando estou no meu trabalho, também estou inteira. Tenho meu canal no Youtube e lancei um livro, ‘Nasce Uma Mãe: meus primeiros aprendizados e minhas aventuras na maternidade’, diz. “O livro é o meu terceiro filho e tenho o maior orgulho”, completou.  

Michel Teló e Thais Fersoza com os filho

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“Eu o conheci e ele já tinha esta rotina de trabalho, de viajar, fazer shows no país e no mundo todo. Para nós, isto é nossa rotina e nossa vida. Tenho meu trabalho, meus compromissos e meus filhos. Não o acompanho na estrada como fazia antes, quando a gente estava namorando. Naquela época, não tinha a nossa casa, a nossa estrutura, os nossos filhos.

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4 de setembro de 2019 – É impossível negar. O neoliberalismo não pode prosperar sem explorar o ser humano, sem destruir, destruir e aniquilar o meio ambiente, assim como é difícil que funcione sem tráfico de drogas e prostituição, dois mercados de nicho. É parte da sua natureza, forma corpo em sua essência como sistema. Talvez seja o coração disso, ou talvez a alma.

O direito sul-americano – funcional aos interesses que defende – adora a destruição do meio ambiente; ele faz isso “em benefício da produção e desenvolvimento”, livre concorrência, mercado e economia, para os quais exerce argumentos tão estranhos quanto uma geleia de chuva. Nesse caso, discursos bombásticos, cujo significado é entendido apenas por ela e seus economistas. Sabe muito bem que dessa maneira ele não resolverá a pobreza ou a desigualdade.

A direita sul-americana adora destruir o ambiente e sobrecarregar os lares.

Um dia antes da ascensão de Jair Bolsonaro à presidência do Brasil, metade das espécies de árvores na Amazônia estava em perigo de extinção. Nesse ritmo de desmatamento, em menos de 20 anos, 57% dessa área gigantesca estará em alerta vermelho, pela morte de metade das espécies existentes. Bolsonaro e a direita brasileira querem apressar o passo e ajudar a Amazônia a morrer rapidamente. O governo do ex-capitão do exército autorizou com ‘orgulho nacional’ a invasão de empresas e aventureiros na área, para que eles desmatem e explorem tudo o que é possível explorar.

O “pulmão verde” do mundo hoje sofre o corte maciço de suas árvores. As organizações preocupadas com a conservação do meio ambiente e a proteção da natureza garantem que cinquenta e dois milhões de árvores sejam mortas a cada hora na Amazônia.

Sim, leu bem, 52 milhões de árvores a cada hora. Uma estupidez brutal que começa a se tornar um crime contra a humanidade.

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Fundo Amazônia já arrecadou R$ 3 bilhões desde sua criação, em 2008. (Foto: Roberto Konda/Ed. Globo)

Noruega vai suspender repasses equivalentes a R$ 133 milhões para o Fundo Amazônia em ações de proteção da floresta. A notícia foi dada pelo ministro de Clima e Meio Ambiente do país, Ola Elvestuen. Segundo o jornal norueguês Dagens Næringsliv, o governo do país nórdico estaria insatisfeito com as novas configurações do Comitê do Fundo Amazônia, em discussão em Brasília. Além da Noruega, a Alemanha se posicionou contra a medida e também suspendeu verbas destinadas a projetos de conservação da biodiversidade da Amazônia no Brasil. 

Após o anúncio da Noruega, o presidente Jair Bolsonaro sugeriu que o país use o dinheiro “para ajudar a Angela Merkel a reflorestar a Alemanha”, disse. O presidente ainda fez outras referências à Noruega e ressaltou que o país não tem nada a dar de exemplo. “A Noruega não é aquela que mata baleia lá em cima, no Polo Norte, não? Que explora petróleo também lá? Não tem nada a dar exemplo para nós, pega a grana e ajude a Angela Merkel a reflorestar a Alemanha”, disse o presidente brasileiro.

O Fundo Amazônia foi criado em 2008 e tem como objetivo levantar recursos para financiar projetos de estados e municípios que visem o desenvolvimento sustentável da Amazônia Legal. Desde sua criação, o fundo já arrecadou R$ 3 bilhões em doações. As contribuições da Noruega e Alemanha representam 90% do total do fundo, administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

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Até 2000, a área verde total do planeta ainda crescia, depois, a tendência se inverteu. A culpa é das secas, desencadeadas pelas mudanças climáticas.

As queimadas na Amazônia ganharam os holofotes nos últimos dias, mas o buraco é mais embaixo. Um estudo publicado no periódico Science Advancesmostrou que a área verde total do planeta está diminuindo desde os anos 2000.

O pesquisa reuniu observações de satélite das décadas de 1980, 1990 e 2000. Até o final dos anos 1990, a vegetação do planeta ainda estava em expansão, depois, a tendência se inverteu. A chave para entender o fenômeno está na redução da umidade do ar em decorrência das mudanças climáticas. O estudo associa a diminuição das áreas verdes com um dado chamado déficit de pressão do vapor — que é a diferença entre a umidade presente no ar e o máximo de umidade que ele aguentaria carregar.Se esse déficit está alto, é porque que o ar poderia estar carregando muito mais umidade do que ele realmente está, indicando que a atmosfera está seca. Desde o final da década de 1990, o déficit aumentou e a vegetação encolheu em mais da metade dos biomas do planeta.

Quando as plantas detectam a atmosfera seca, elas diminuem o tamanho de seus poros para evitar a transpiração e conservar água. No entanto, isso também diminui a absorção de gás carbônico (CO2), essencial para a fabricação de alimento por meio de fotossíntese, o que acaba prejudicando seu crescimento.

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Para os povos indígenas, a chamada mãe terra é fonte de vida, espaço religioso e de convivência - Créditos: Foto: Reprodução
Para os povos indígenas, a chamada mãe terra é fonte de vida, espaço
religioso e de convivência / Foto: Reprodução

Cerca de 60% da população indígena brasileira vive em suas aldeias em uma relação de dependência e proteção dos recursos ambientais. Como guardiões da floresta, os nativos garantem a preservação da biodiversidade por meio de reflorestamentos e agroecologia, por exemplo. No Brasil, existem em torno de 305 etnias indígenas, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2010. 

Alvos de constantes violências, os povos originários batalham pela demarcação de suas terras, pela garantia de direitos básicos e pela preservação de tradições que têm na terra uma dimensão sagrada. 

“Tudo que acontecer à terra acontecerá aos filhos da terra”, disse o cacique Seattle na “Carta da Terra”. O texto, que chegou a ser distribuído pela Organização das Nações Unidas (ONU), é considerado um dos pronunciamentos mais comoventes na defesa do meio ambiente. Escrita no século 19, a carta permanece atual, na avaliação do antropólogo Benedito Prezia, um dos autores do livro “Povos Indígenas – terra, culturas e lutas”, publicado este mês pela Editora Expressão Popular. Há 10 anos, Prezia coordena o Pindorama (terra das palmeiras, em tupi-guarani), programa de inclusão de indígenas no ensino superior da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). 

Além de contribuir no estudo da temática indígena, a obra tem a finalidade de formar aliados da causa, especialmente após os retrocessos na política indigenista promovidos pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL), salienta Prezia. Para a Amazônia, por exemplo, a solução defendida pelo presidente é a exploração do território em “parceria” com os Estados Unidos, colocando ainda mais em risco a sobrevivência de comunidades tradicionais. 

“O primeiro ponto e desafio é essa questão da natureza. A gente sempre fala que os indígenas são os guardiões da natureza. Em torno de 12% do território nacional é terra indígena. Se fosse 30%, com certeza o nosso território estaria muito mais protegido e resguardado”. Ao contrário, os territórios estão cada vez mais ameaçados pela pressão e invasão de madeireiros, garimpeiros, posseiros e latifundiários. “A gente lamenta que o Brasil esteja vivendo este momento trágico. Em torno de 15 a 20 mil garimpeiros ilegais atuam na Terra Indígena Yanomami. Isto é uma tragédia com tudo o que acarreta de envenenamento dos rios, poluição e desmatamento”, enfatiza Prezia, ativista da causa indígena desde 1983. A Terra Yanomami é uma das maiores reservas indígenas do Brasil, localizada nos estados de Roraima e Amazonas, perto da fronteira com a Venezuela. O território foi homologado em 1992 e cobre mais de 96 mil quilômetros quadrados de floresta tropical. 

A terra indígena em um país capitalista

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A região sofre queimadas ininterruptas há duas semanas. A Nasa detectou que em 2019 a desflorestação é 84% maior que no último ano

A defesa da Floresta Amazônica se tornou a atenção do globo nesta semana. Isto porque a Nasa (Agência Espacial dos Estados Unidos) noticiou ter detectado uma fumaça na região que poderia ter sido ocasionada pelas queimadas. Grupos de representação indígena defendem que as queimadas no local ocorrem há 17 dias seguidos. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas (Inpe), em 2019 mais de 53 mil focos de queimada foram registrados no Norte do País. Em 2018, esse número foi de 26,5 mil.

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