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REFLEXÕES DO PASSADO E PRESENTE: PERSPECTIVA DE MELHORA PARA O FUTURO


 

Agricultura

Evento está sendo construído há dois anos pelas bases do Movimento. Na programação, há mesas e debates sobre capitalismo, patriarcado, racismo e violência – Juliana Adriano / MST

Com o lema “Mulheres em Luta: Semeando a Resistência”, cerca de 3,5 mil mulheres ocuparão Brasília (DF), entre os dias 5 e 9 de março, durante o 1º Encontro Nacional das Mulheres Sem Terra.

Esta é a primeira vez na história do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que um encontro é protagonizado exclusivamente por mulheres camponesas. O evento ocorrerá no Parque da Cidade, um dos maiores parques urbanos do mundo e o maior da América Latina.“Nós temos, desde a Amazônia até o Sul do país, as nossas experiências de resistência e, com certeza, nesses dias nós teremos um importante diagnóstico e, mais do que isso, uma projeção sobre como que as mulheres participam e vão participar ainda mais da luta”, diz Kelli Mafort, integrante da coordenação nacional do MST, que explica que o Encontro também servirá para orientar os movimentos sobre a questão de gênero. As bases do MST estão se mobilizando há dois anos para viabilizar o evento. Mulheres sem terra de acampamentos e assentamentos em 24 estados participaram de debates e formações sobre vários temas, como a produção agroecológica, produção de alimentos saudáveis, enfrentamento à violência, autonomia econômica das mulheres e resistência nos territórios.  Mafort destaca que o encontro está estrategicamente posicionado em uma conjuntura de ataque do governo Bolsonaro às políticas de reforma agrária e pautas das mulheres e que um dos objetivos é traçar uma perspectiva de médio prazo para a luta política do país. “A conjuntura exige uma ação de radicalidade para gente poder enfrentar e derrotar esse projeto que está no poder. Essa luta radical, ela vem daqueles e daquelas que lutam por terra, por direitos, mas também lutam em defesa da vida e quando a gente fala da luta das mulheres, a gente fala da luta de seres humanos que lutam para se manter vivos. Então falamos de situações extremas de violência de feminicídio, violência que ainda são piores em relação as mulheres do campo, as mulheres negras”, aponta Mafort.

Quando a gente fala da luta das mulheres, a gente fala da luta de seres humanos que lutam para se manter vivos

Povo sob pressão

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Terras indígenas desmatamento

Ipam
Terras indígenas são essenciais para o equilíbrio do clima na Amazônia

Em 2019, o desmatamento na Amazônia cresceu em ritmo maior em territórios com a presença de povos indígenas isolados, alerta relatório do Instituto Socioambiental (ISA) que será apresentado nesta terça-feira (3) em uma sessão da Comissão de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU). No documento, o instituto afirma que há no país risco elevado de genocídio de povos indígenas isolados. De acordo com o ISA, que cita dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foram desmatados nessas áreas da Amazônia 21.028 hectares no ano passado, o que representa alta de 113% em relação a 2018. Em todo o país, há registro de 115 povos isolados, 28 deles confirmados. Segundo o relatório, 115 terras indígenas registraram alta no desmatamento em 2019, na comparação com 2018, somando 42.679 hectares. Enquanto o desmatamento na Amazônia legal como um todo cresceu 30%, a alta foi de 80% nas áreas de terras indígenas. O levantamento aponta que seis delas (Ituna/Itatá, Kayapó, Munduruku, Uru-Eu-Wau-Wau, Yanomami e Zoró), que possuem dez registros de povos isolados, estão entre os 13 territórios que respondem por 90% do desmatamento em terras indígenas na Amazônia brasileira. O relatório afirma que o recorde de desmatamento registrado na Amazônia “está diretamente associado à política ambiental do governo Bolsonaro” e pede que o Brasil se comprometa a não regredir na proteção e garantia dos direitos humanos dos povos indígenas isolados.”As mudanças legislativas e atos executivos e administrativos estabelecidos até o momento indicam a precarização do aparato nacional para a proteção dos povos indígenas no Brasil, o que resulta em uma ameaça direta ao direito à vida, integridade, cultura, propriedade, liberdade e meio ambiente sadio de milhares de pessoas”, diz o documento, que cita, entre os fatores de risco para as populações indígenas na Amazônia , a precarização do Ibama e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a inviabilização do funcionamento da Funai e o projeto para regulamentar a exploração econômica em terras indígenas apresentado pelo governo federal e que será analisado pelo Congresso.

Fonte:  iG 

Eles juntaram o empreendedorismo, o amor pela gastronomia e a dedicação ao meio ambiente para criar soluções para o desperdício desenfreado de alimentos

“É melhor sobrar, do que faltar”. Essa expressão, feita principalmente na hora de fazer as compras no supermercado, parece inofensiva, mas fomenta a cultura do desperdício de alimentos que, além de trazer danos ambientais, também é responsável pela desigualdade entre quem tem muito o que comer e quem luta para não morrer de fome. No mundo, 30% de toda a comida produzida por ano é desperdiçada ou se perde ao longo das cadeias produtivas de alimentos, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). Isso é equivalente a 1,3 bilhão de toneladas de comida. Dentro dessa estatística, 45% das frutas e vegetais produzidos do mundo são desperdiçados a cada ano, tanto no plantio quanto depois da colheita, nas etapas de processamento, distribuição e consumo, também segundo dados da FAO.

Produtores colhendo alimentos orgânicos

Produtores organizando alimentos orgânicosProdutores organizando alimentos orgânicos (Tom Werner/Getty Images)

Diante deste cenário, algumas soluções estão sendo apresentadas para reduzir o descarte excessivo de alimentos, como, por exemplo, reaproveitar partes que são consideradas “restos” de legumes, verduras e frutas, como as cascas, talos e sementes. Isso é bom tanto para o meio ambiente, já que reduz o volume de resíduos, quanto para a nossa saúde, já que promove uma alimentação mais saudável e orgânica.

Pensando nisso, alguns projetos foram criados para disseminar o consumo consciente, estabelecer conexões entre produtores e consumidores e, ainda, reduzir os índices de fome no Brasil por meio da reutilização de alimentos e da capacitação de jovens no meio gastronômico. É o caso do Favela OrgânicaFruta Imperfeita e Gastromotiva. Conheça a história e o trabalho de cada um desses projetos a seguir.

Aproveitando até o talo

Fundado pela chef de cozinha e empreendedora social Regina Tchelly, o Favela Orgânica nasceu nas comunidades Babilônia e Chapéu Mangueira, na zona sul do município do Rio de Janeiro, em 2011. Natural de Serraria, na Paraíba, Regina já tinha o costume de aproveitar os alimentos integralmente e ficou indignada com a quantidade de vegetais que eram desperdiçados nas feiras livres da capital fluminense. “Pensei que eu tinha que fazer algo para mudar isso”, conta à CLAUDIACom um investimento inicial de apenas R$140, o projeto foi criado com a proposta de aproveitar integralmente os alimentos naturais, incluindo cascas, talos e caroços, por meio de receitas criativas. Além de reduzir o desperdício, a ideia é modificar a relação das pessoas com os alimentos, conscientizando-as acerca de sua própria alimentação, desde o planejamento das compras, até o preparo e o descarte. “Conhecer sobre o ciclo do alimento e o aproveitamento dos alimentos transforma nossa relação com a comida e nos faz repensar sobre nossas responsabilidades enquanto cidadãos”, aponta Regina. Para ajudar nessa missão, a Favela Orgânica criou ainda, junto com a Hellmann’s e o Facebook, uma plataforma para inspirar as pessoas a reduzir o desperdício de alimento. Denominada “Heróis da Geladeira”, o bot, disponível no Messenger, possibilita conversas entre especialistas e interessados em aprender a fazer a geladeira render. “A expectativa é que estas conexões se transformem em aprendizados para estimular as pessoas no início da jornada da mudança de hábito em relação ao desperdício de alimento”, finaliza.Mas é realmente saudável comer talos, sementes e cascas?  Sim! Para tirar essa dúvida, CLAUDIA conversou com a nutróloga Nivea Bordin, da Clínica Leger, que nos garantiu que reaproveitar essas partes que seriam descartadas é realmente saudável. “A semente da abóbora, que é seca, quando ingerida tem efeito antiparasitário, bem importante pro intestino”, exemplifica. “Ela tem os macronutrientes (enxofre, fósforo, magnésio, cálcio e potássio) e micronutrientes (cobre, zinco, manganês e ferro), fibras e é excelente para o corpo.” De acordo com a profissional, talos de couve e agrião também podem ser usados para o preparo de bolos. Eles são importantes porque têm vitaminas do Complexo B, além de vitamina A, C, K, minerais (potássio, ferro, cálcio e fósforo), que são substâncias essenciais para o funcionamento do corpo.

Já a folha da beterraba, por exemplo, pode ser consumida como salada e o talo pode ser refogado e consumido. São alimentos ricos em fibras, fósforo, zinco, magnésio, potássio, cobre, manganês, cálcio, ferro, vitaminas A, B6, C, e fonte de antioxidantes.

Imperfeitos são perfeitos

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Formatura
Formatura da primeira turma de Direito/Pronera – Wellington Lenon

O decreto nº 20.252 publicado no Diário Oficial de 20 de fevereiro de 2020 reorganiza a estrutura do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), enfraquecendo programas importantes para o desenvolvimento dos Movimentos Sem Terra e Quilombolas.

Na reestruturação, o governo extingue a Coordenação responsável pela Educação do Campo. Assim, fica inviabilizada a continuidade do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária, o Pronera, voltado para a formação de estudantes do campo. A medida é mais um ataque do Governo Bolsonaro aos movimentos populares e aos trabalhadores do campo

Para Isabela da Cruz,  formada no curso de Direito do Pronera na Universidade Federal do Paraná (UFPR ), não é de hoje que a política pública voltada para melhorias de vida no campo vem sendo sucateada. “É um projeto político de extinção da população rural, vindo de um governo que menospreza a educação, a leitura e o conhecimento”, diz. Além de advogada recém-formada, Cruz é historiadora e ativista da Comunidade quilombola Paiol de Telha e considera que o momento é de agir. “Não é hora de choro. É hora de fortalecer ainda mais os espaços de fortalecimento da educação”, ressalta.

Educação para população do campo

O Pronera, criado em 1998, foi responsável pela formação de cerca de 9 mil alunos que concluíram seu ensino médio; 5.347 foram graduados no ensino superior em convênio com universidades públicas; 1.765 deles tornaram-se especialistas e 1.527 são alunos na Residência Agrária Nacional.

Em 2014, a Universidade Federal do Paraná (UFPR), em parceria com o Pronera, criou uma turma especial do curso de Direito para assentados. Em 2019, 47 alunos desta primeira turma foram formados. Segundo informações da Universidade, a turma do Pronera no Direito da UFPR foi composta por estudantes vindos de 15 estados, além do Paraná, mas todos têm em comum o fato de possuírem vínculos com as comunidades tradicionais do campo — elas são o foco do programa, voltado a reduzir o déficit educacional dessas populações. Para Izabel Cortez da Silva Ferreira, recém formada do curso de Direito, a extinção do programa pelo governo de Jair Bolsonaro (sem partido) é um grande ataque à educação dos povos do campo. “Este governo mostra a que veio, que é questionar a ciência, a educação. E traz muito sofrimento para as pessoas”, diz.

Sobre a formação recebida no Pronera, Ferreira destaca a riqueza de trazer jovens do campo para dentro das Universidades. “Os jovens têm a oportunidade de estudar, aprofundar e voltar para contribuir nas suas comunidades e produzir conhecimento também”, afirma.  Ela é militante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e atualmente cursa mestrado em Direito na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).

Primeira da família a chegar à Universidade

Sobre o sonho de chegar a uma Universidade, que o Pronera possibilitou para milhares de pessoas do campo, Ana dos Santos, também recém-formada no curso de Direito,  diz que a graduação representa uma conquista muito grande para sua família. “Sou da primeira geração a ter oportunidade de terminar o segundo grau e uma das únicas a cursar ensino superior. Ouvi a vida inteira minha mãe falando que a única coisa que poderia nos dar era estudo. Mas, no campo, se resumia ao ensino médio”, conta. Para ela, o programa foi também abertura de horizontes. “Abriu horizontes para todos, mostrou ser possível que nós, filhas e filhos de camponeses, pudéssemos estudar e realizar um sonho que já era de nossos pais”. Ana lamenta o fim do programa que, para ela, representou resistência e sensibilidade. “Ao mesmo tempo em que se mostrou como política de resistência, de embate, porque antes Universidade era luxo para poucos, também se colocou de forma muito sensível para a efetivação de um direito humano”, pontua.

Fórum Nacional de Educação do Campo

Preocupados com a situação do Pronera, os integrantes do Fórum Nacional de Educação no Campo divulgaram nota em defesa do direito da população camponesa a educação no seu local de trabalho. “O decreto extinguiu uma parte fundamental da política, porém, não extinguirá a dívida que o Estado brasileiro tem em relação ao direito de acesso dos camponeses à educação. Tampouco extinguirá nossa disposição de seguir lutando por esse direito, componente de um projeto de Reforma Agrária no País como condição basilar de uma sociedade democrática que busque superar as aterradoras desigualdades sociais que hoje o caracterizam”, diz o texto.

Leia na íntegra a nota do Fórum Nacional de Educação do Campo em defesa do Pronera:

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   A barragem do Cascudo, em de Santa Terezinha PE. Começou a sangrar na última terça-feira dia 25/02/2020. É uma alegria para todos da nossa região, motivo para agradecer e engrandecer o nome do Senhor nosso Deus, pois quando Ele quer a natureza obedece. Os agricultores continuam felicitados com os lucros que vão obter em mais um ano consecutivo. Até o fechar desta edição choveu 227.5mm. Em 2019 a barragem sangrou e recebeu 677,06 mm de acordo com APAC. A mesma tem uma excelente fonte de água, que faz com que ela sangre com facilidade, por que recebe bastante água da cachoeira do Timóteo. 

                                                                         

Os produtores rurais brasileiros em breve terão a opção de comprar novo tipo de semente de cenoura para cultivo orgânico, já batizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) como Cenoura BRS Paranoá. As hortaliças da nova cenoura são mais resistentes à queima de folhas – principal doença da cultura, causada por bactérias e fungos – e não exigem adição de defensivos químicos para evitar pragas. A nova cultivar também é mais tolerante a problemas causados por microrganismos do solo (nematoides das galhas) que afetam o crescimento da raiz.

A expectativa é que as lavouras da Cenoura BRS Paranoá sejam mais produtivas do que as plantações com as sementes hoje disponíveis no mercado.“Tem potencial produtivo de pelo menos o dobro da cenoura híbrida”, disse Agnaldo Carvalho, pesquisador da área de melhoramento genético da Embrapa Hortaliças, no Distrito Federal.A polinização da cultivar desenvolvida pela Embrapa é aberta, não precisa ser induzida como ocorrem com as sementes híbridas atualmente mais utilizadas.

Menor custo

O método tem custo menor e os produtores, quando capacitados, podem aproveitar as sementes colhidas para o próximo plantio, evitando o gasto com a aquisição de novas sementes.  Ainda neste semestre, a Embrapa deverá lançar edital de oferta pública da semente da BRS Paranoá para que empresas privadas possam fazer o licenciamento da tecnologia, já registrada, e multipliquem e comercializem as sementes. A estatal de pesquisa agropecuária recomenda o plantio da semente da BRS Paranoá entre os meses de outubro e março, período de entressafra de cultivares tradicionais –  quando há mais calor e chuvas (típico do verão) – e o preço da cenoura tende a ser melhor para os pequenos produtores orgânicos. A colheita deve ser feita 90 dias após a semeadura.

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Última fronteira agrícola no norte de Mato Grosso. Aumento do desmatamento ilegal deve reduzir fatores fávoraveis para a produção agrícola. Foto: Image by Ramesh Thadani / Getty Images
Última fronteira agrícola no norte de Mato Grosso. Aumento do desmatamento ilegal deve reduzir fatores fávoraveis para a produção agrícola.
Foto: Image by Ramesh Thadani / Getty Images

Uma análise sobre o desmatamento no Cerrado a partir de dados coletados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) revelou que, entre agosto de 2018 e julho de 2019, uma área de 933 km² foi destruída apenas no Mato Grosso. Deste total, a devastação ocorreu por meio de ações ilegais em 88% dos casos.  O número significa uma redução de 6% em relação à área desmatada no ano anterior, mas segundo o documento divulgado pelo Instituto Centro de Vida, o ritmo de destruição no bioma ainda é “alarmante” pelo elevado grau de ilegalidade nas ações.O estudo também revela que grande parte do desmatamento ilegal identificado é proveniente de imóveis rurais registrados no Cadastro Ambiental Rural (CAR). Esse registro eletrônico é obrigatório e tem como objetivo integrar as informações ambientais sobre áreas de preservação de florestas e vegetação nativa.

Distribuição do desmatamento no Cerrado por categoria fundiária Foto: Instituto Centro de Vida
Distribuição do desmatamento no Cerrado por categoria fundiária Foto: Instituto Centro de Vida

Do desmatamento ilegal identificado nessas propriedades registradas no sistema nacional, 64% se concentra em grandes imóveis, com mais de 1.500 hectares. Segundo Vinícius Silgueiro, coordenador do Núcleo de Inteligência Territorial do ICV, os números demonstram que a destruição é feita por quem já possui poder econômico e por isso seriam facilmente identificáveis pelos órgãos ambientais para a responsabilização pelos crimes.“Quando olhamos para o universo de propriedades desmatando ilegalmente há uma concentração em menos de 900 fazendas, um número bem pequeno quando comparado ao número total de propriedades no Cerrado, cerca de 3%. É preocupante que poucas propriedades que poderiam estar sendo fiscalizadas destruam mais de 60% do bioma e coloquem em risco a produção agropecuária do estado inteiro”, alertou.

Concentração do desmatamento entre agosto de 2018 e julho de 2019 Foto: Instituto Centro de Vida
Concentração do desmatamento entre agosto de 2018 e julho de 2019 Foto: Instituto Centro de Vida

Sobre a queda de 6% no desmatamento quando comparado ao ano anterior, Silgueiro considera que o patamar ainda é muito elevado, na casa de 100 mil hectares por ano. Esse número ainda está distante do compromisso assumido pelo estado de Mato Grosso durante a Conferência do Clima em Paris, em 2015. No evento, o governo se comprometeu a reduzir o desmatamento do Cerrado para 150 km² por ano até 2030. “O que notamos é uma queda enorme, desde 2015, nas autuações feitas pelo Ibama no estado. A Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) tem um esforço maior: implantaram em 2019 um sistema novo de monitoramento com imagens em alta resolução, mas ainda precisamos aguardar o reflexo disso para entender se o combate está sendo feito de forma mais efetiva”. Para Vinícius Silgueiro, a imagem de impunidade sobre crimes ambientais ainda pode prejudicar a relação com mercados externos, já que não há garantias sobre a legalidade da produção agropecuária.

RELEVÂNCIA DO CERRADO

O Cerrado é o segundo maior bioma da América do Sul, ocupando cerca de 22% do território nacional. Considerado a “caixa d’água” do país, a região localizada no centro do país possui nove das doze bacias hidrográficas existente no Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estática (IBGE).

As nascentes dos maiores rios que correm pelo país estão no bioma, entre eles o rio São Francisco, Araguaia e Tocantins. A perda de vegetação no Cerrado pode prejudicar diretamente a disponibilidade de água e aumentar processos erosivos, prejudicando a produção agropecuária.

 

Foto: Ricardo Azouryi/Istockphoto

FOTO: RICARDO AZOURYI/ISTOCKPHOTO

“Cada dia a natureza produz o suficiente para nossa carência. Se cada um tomasse o que lhe fosse necessário, não havia pobreza no mundo e ninguém morreria de fome.”

“A natureza fez o homem feliz e bom, mas a sociedade deprava-o e torna-o miserável.”

Jean-Jacques Rousseau

Veja quem são as empresas e os agropecuaristas mais multados e como eles vivem sob a proteção do governo Bolsonaro

*Por Alceu Luís Castilho e Leonardo Fuhrmann. Com reportagem de Maria Lígia Pagenotto, Priscilla Arroyo e Yago Sales


As multas aplicadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis não param de despencar. Elas se tornaram significativas, em quantidade e valor, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, atingiram o pico de arrecadação nos dois mandatos de Lula e, de lá para cá, diminuem paulatinamente. Em menor ritmo sob a gestão de Dilma Rousseff. E mais aceleradamente durante o período de Michel Temer e, principalmente, no primeiro ano de Jair Bolsonaro. Não foi por falta de aviso. Em dezembro de 2018, dois meses após ter sido eleito, Bolsonaro afirmou, em referência ao trabalho dos fiscais do Ibama: “Essa festa vai acabar”. O ex-capitão repete aos quatro ventos, sem medo da desmoralização, que o desmatamento na Amazônia é um problema “cultural”. Seu ministro da Economia, Paulo Guedes, foi mais direto no Fórum de Davos, o convescote dos donos do dinheiro global aos pés de uma aprazível montanha nos Alpes suíços: a culpa é dos pobres.

Menos multas representam menos fiscalização sobre os desmatadores de sempre, reincidentes compulsivos, conforme o levantamento apresentado nesta reportagem. Com agravantes: no primeiro ano do governo Bolsonaro, empresas e agropecuaristas que costumavam aparecer com frequência na lista, a começar pelas empresas de um velho conhecido de CartaCapital, o banqueiro Daniel Dantas, deixaram de figurar entre os autuados pelo Ibama, ou receberam multas irrisórias para a extensão de seus crimes ambientais. Em um passe de mágica, infratores contumazes tornaram-se cidadãos de ficha limpa. Não por coincidência, a devastação da Floresta Amazônica, bioma onde são lavradas as multas de maior valor, voltou a crescer em ritmo preocupante.A análise das multas aplicadas pelo Ibama em um período de 25 anos revela que Dantas, envolvido em tantos e tantos escândalos políticos e financeiros no eixo Rio-São Paulo-Brasília, resolveu deixar um legado de destruição na maior floresta tropical do planeta. Uma assinatura, digamos. Entre as empresas, a Agropecuária Santa Bárbara, atualmente denominada AgroSB, foi a campeã de multas no período. Ao todo, as autuações atingem a soma de 323 milhões de reais. Não se trata de perseguição dos fiscais. Imagens por satélite divulgadas pelo próprio Ibama mostram enormes clareiras nas propriedades da empresa.

DD RESOLVEU IMPRIMIR SUA MARCA NA FLORESTA. FOTO: GLAUCIO DETTMAR

O caso de Dantas ilustra a riqueza dos dados de multas e embargos da autarquia federal. A partir de uma base de quase 285 mil autuações na categoria flora, a equipe do De Olho nos Ruralistas produziu um ranking dos maiores infratores entre 1995 e 2019. Nesta categoria inclui-se o desmatamento propriamente dito, seja por supressão direta, seja por participação na cadeia produtiva. Algumas autuações estão em disputa administrativa ou judicial. Uma parte ínfima foi paga (1,42% do total). Outras prescreveram. O ranking não pode ser confundido com uma lista de criminosos condenados pela Justiça em inúmeras instâncias. Mas é certamente a triste história do desmatamento na região. E dos desmatadores.

A rigor, o CNPJ com mais multas pertence ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, o Incra, com um total de 428 milhões reais em multas em oito anos diferentes, entre 2006 e 2014. Não é possível, no entanto, nem honesto apontar um personagem único neste caso. Até porque não são os assentados os principais responsáveis pela destruição das matas. O Incra entra na história pelo fato de o Ibama não identificar os verdadeiros culpados: ladrões de terras, grileiros etc. Não é a reforma agrária que desmata, mas a vista grossa do Estado. De qualquer forma, a “liderança” do Incra está ameaçada: os dados reunidos pela reportagem mostram que, somadas as multas das empresas ligadas ao grupo de Dantas, o desmatamento no Brasil passa a ter um recordista de fato.

A soma das multas aplicadas às empresas de Daniel Dantas, o campeão de infrações, passa de 300 milhões de reais

Os vários CNPJ da Agropecuária Santa Bárbara encontram-se inativos. Quem está ativa neste momento é a AgroSB Agropecuária S.A., com sede em Palmas e capital social de 1,7 bilhão de reais. O nome do banqueiro não aparece entre os principais gestores, mas o de sua irmã, Verônica Dantas, está lá, assim como o do ex-cunhado Carlos Bernardo Torres Rodenburgo, parceiro de tantos rolos e tantas jornadas de DD. Dantas não está lá em pessoa, mas ninguém duvida de sua participação direta nos empreendimentos. Em 2008, e-mails interceptados pela Polícia Federal expuseram a conexão entre as empresas agropecuárias da família no Pará e o Banco Opportunity. As transcrições davam conta de uma confusão deliberada entre os patrimônios das diferentes pessoas jurídicas, “ajustes realizados segundo a conveniência do momento”.

Das inúmeras autuações da AgroSB, no total de 323 milhões de reais, apenas uma minoria não alcança a casa do milhão. Algumas poucas somam 437 mil, expedidas depois de fiscalizações em 2013, 2014 e 2018. Em outros cinco anos (2008 a 2011 e em 2017), as cifras foram bem maiores, a ponto de a empresa de Dantas também ter sido a recordista em multas por flora em 2017.Por conta de irregularidades em Cumaru do Norte, sudeste do Pará, a agropecuária foi instada a pagar 77 milhões de reais.

As mais de 30 autuações por desmatamento foram aplicadas em diversas fazendas da família, localizadas em seis municípios paraenses: Cumaru do Norte, Eldorado do Carajás, Marabá, São Félix do Xingu, Santana do Araguaia e Xinguara. Coincidência ou não, Dantas, na mesma região, tem negócios de mineração. A Santa Ana Agropecuária, outra empresa do grupo, foi multada em 30 milhões de reais em 2003, 2006 e 2009, mais uma vez em Cumaru do Norte. Acrescente-se à conta os 70 milhões aplicados no mesmo município em nome de Tarley Helvecio Alves, ex-presidente do Sindicato Rural de Redenção e administrador da Fazenda Caracol, de propriedade de Verônica Dantas. Em um processo na Justiça, Alves e a Agropecuária Santa Bárbara figuravam como réus, “na qualidade de proprietários ou usufrutuários da Fazenda Caracol”.

Os dados sobre embargos do Ibama, acessados pela reportagem em paralelo à pesquisa sobre autuações, mostram que as multas para Alves foram lavradas por conta de seu trabalho na Fazenda Caracol. Ou seja, é possível somar os 100 milhões da Santa Ana e de Alves/Caracol aos 323 milhões da AgroSB, como braços de um mesmo grupo econômico. E assim a família do banqueiro, que informa possuir 500 mil hectares na Amazônia, acotovelando-se entre os maiores latifundiários do País, ultrapassa o Incra.

Em nota, a AgroSB se diz vítima de perseguição do Ibama entre 2008 e 2010, afirmou que diversas autuações foram anuladas nos últimos dois anos e se apresenta como um empreendimento modelo que visa melhorar a produtividade, evitar o desmate e gerar empregos na região.

Dantas é o maior infrator, mas não o único. Enquanto ONGs ambientalistas internacionais são demonizadas por Bolsonaro e sua equipe, como se fossem responsáveis pela devastação da Amazônia, outros estrangeiros têm sido alvos, desde 1995, de centenas de multas por desmatamento. Entre eles figuram multinacionais como a Bunge, a Cargill e o Banco Santander, autuados por participarem de cadeias produtivas que destroem o meio ambiente. Outros têm uma responsabilidade mais direta no processo, entre eles um sueco apresentado como ambientalista e que poderia ter saído das páginas de História Universal da Infâmia, de Jorge Luis Borges. Seu nome? Johan Eliasch.

ELIASCH SUMIU. A DÍVIDA, NÃO. FOTO: JEFF SPICER/GETTY IMAGES/AFP

Ao comprar 160 mil hectares de terras na Amazônia em 2005, Eliasch afirmou que sua intenção era manter “as árvores de pé”. Em 2007, o bilionário ciceroneou por suas propriedades o príncipe Andrew, quarto na linha de sucessão do trono inglês e amigo de longa data. Gabava-se do que chamava de áreas de preservação sob seu controle. Suas conexões com o poder britânico iam além da família real. Entre 2007 e 2010, Eliasch atuou como consultor do então primeiro-ministro Gordon Brown para o tema Desmatamento e Energia Limpa.

No ano seguinte à visita do príncipe, a Justiça Federal do Amazonas decidiu tornar indisponíveis os bens, as contas bancárias e parte das terras da Gethal, empresa ligada ao sueco e dona da propriedade autuada. Com a decisão, a Justiça acatava um pedido do Ibama para o ressarcimento por danos ambientais à Floresta Amazônica e indenizações por danos materiais e morais à sociedade. 

MICHEL TEMER E HENRIQUE PRATA. FOTO: ALAN SANTOS/PR

A SOJA AVANÇA.

FOTO: ADRIANO GAMBARINI/WWF-BRASIL

Em maio de 2008, a Gethal tinha sido multada oito vezes em Manicoré, sudeste do Amazonas, com valores que, somente naquele mês, chegaram a 224,3 milhões de reais. Com direito a duas multas máximas, na época 50 milhões. Por causa de outra autuação de “apenas” 6,3 milhões de reais em Itacoatiara, nos arredores de Manaus, a empresa do sueco figura em quarto lugar na lista das empresas com o maior número de infrações entre 1995 e 2019 na categoria flora. Uma das campeãs de desmatamento na história do Brasil, portanto.

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“O PAA praticamente acabou. Eu diria que virou uma lenda. Ficou para a história, já não representa uma alternativa" - Créditos: Foto: Agência Brasil
“O PAA praticamente acabou. Eu diria que virou uma lenda. Ficou para a história, já não representa uma alternativa” / Foto: Agência Brasil

A exemplo de outras iniciativas de combate à insegurança alimentar e nutricional, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) está prestes a se tornar passado. Um dos eixos fundamentais para tirar o Brasil do Mapa da Fome tem cada vez menos recursos e rapidamente se transforma numa sombra do que foi.O PAA atua em duas pontas. De um lado, compra de agricultores familiares. De outro, distribui parte à população mais ameaçada pela insegurança alimentar e nutricional.

Desde a criação, em 2003, os recursos destinados pelo governo federal ao programa tiveram crescimento constante de forma acentuada até 2006, e de forma mais lenta seguiram até 2012, quando se chegou ao teto de R$ 1,2 bilhão.Em 2018 foram aplicados apenas R$ 253 milhões, “valor comparativamente menor que o aplicado no primeiro ano do programa, considerando-se a correção monetária”, aponta estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). No ano passado, o valor executado pelo PAA com recursos do Ministério da Cidadania foi de R$ 188 milhões, ou um sexto do que teve o projeto no ápice.

Para o período que se inicia, a perspectiva é ainda pior. O previsto na Lei Orçamentária Anual 2020 é de R$ 101 milhões. A estimativa para o próximo Plano Plurianual, de 2020 a 2023, é de pouco mais de R$ 520 milhões. Isso significa que o valor previsto para o programa ao longo de quatro anos é menor que o executado apenas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 2012 por meio das compras públicas, com R$ 586 milhões investidos. Naquele ano, 128,8 mil agricultores familiares foram beneficiados com 297 mil toneladas de alimentos adquiridas por meio das compras feitas pela Conab. Em 2018 foram 9.675 produtores, com 23 mil toneladas e R$ 63 milhões em compras públicas operacionalizadas pela companhia.

“O PAA praticamente acabou. Eu diria que virou uma lenda. Ficou para a história, já não representa uma alternativa. Permitir que produtos disponíveis em baixo volume, mas que podem ser aproveitados, possam ser incluídos no programa, isso tudo já se perdeu. Porque o grande diferencial era a compra simultânea que a Conab realizava”, afirma Silvio Porto, o diretor que mais tempo ficou à frente da companhia, entre 2003 e 2014.

“O país já vinha e continua na ingovernabilidade, sempre absurdos e absurdos

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Educação ambiental deve estar atrelada à rotina escolar e familiarEsses mesmos valores devem ser ensinados em relação aos cuidados e preservação do meio ambiente, seja na família ou escola. O processo de degradação e tragédias ambientais causadas pelo homem são problemáticas que necessitam de ações urgentemente, não somente para amenizar estragos que perpetuarão por décadas, mas para evitar que desastres futuros ocorram. Entender e aplicar soluções que atenuem os impactos negativos no meio ambiente é responsabilidade de todos: população e poder público.

Após a implantação da Lei 9795, que instituiu a Política Nacional de Educação Ambiental, determinando que esse seja um componente essencial e permanente da educação, 65% das escolas do ensino fundamental do país inserem a temática ambiental em suas disciplinas de 1ª a 4ª série, sendo que 27% desenvolvem projetos específicos sobre o assunto, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP).

Mas, é possível perceber que os números ainda são preocupantes quando a pesquisa do Ibope revela que 94% dos brasileiros se declaram preocupados com o meio ambiente. Porém, 76% não fazem a separação do lixo domiciliar por tipo de material e quase um terço (28%) não sabe identificar por cores as lixeiras para coleta seletiva. É nítido que existe uma diferença clara entre o discurso e a prática. Falar que se importa é uma coisa, mas de fato mudar comportamento é outra.

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Crédito: José Cruz/Agência Brasil

São Paulo, 4 – A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse nesta quarta-feira, 4, que um dos grandes desafios da pasta para 2020 é melhorar o acesso à tecnologia e assistência técnica para os pequenos agricultores. “Nós temos que tirar o pequeno agricultor do patamar de baixa tecnologia, de baixa renda”, disse ela na abertura do Agrocenário 2020, evento promovido pela Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja) em Brasília. “Os pequenos agricultores precisam entrar no sistema produtivo como a grande agricultura comercial faz. Vamos fazer isso através da ciência, da tecnologia, da pesquisa da nossa Embrapa, levando a eles tudo o que o produtor empresarial foi buscar nessa tecnologia.”Conforme nota da pasta, em entrevista após o evento, a ministra afirmou que a expectativa para 2020 é de que a safra de grãos supere a dos anos anteriores e que o Brasil continue na liderança da produção agrícola mundial. “Nós temos aí uma previsão de uma grande safra para o ano que vem. Agora as chuvas se regularizaram e a gente espera que continue bem e que nós vamos bater outro recorde.”

Carne para os EUA

Questionada sobre a possibilidade de reabertura das exportações brasileiras de carne bovina in natura para os Estados Unidos, a ministra ressaltou que as negociações técnicas levam tempo, mas que o Brasil está buscando prospectar outros mercados tão importantes quanto o norte-americano. “Todos os mercados são prioritários para o Brasil, pelo tamanho, pelo gigantismo da nossa pecuária, nós temos o maior rebanho bovino do mundo (….) Temos aí muita proteína para mostrar para o mundo”, disse a ministra. Tereza Cristina acrescentou que o mercado global de carne passa por um período de transição em razão da alta demanda da China por proteína animal, já que o país teve perdas significativas de animais por causa da peste suína africana. “Estamos vivendo um momento de transição muito bom, é bom que os pecuaristas possam investir mais no seu negócio, melhorar o desfrute do nosso rebanho, produzir uma quantidade maior de proteínas, porque o mundo está ansioso por essa proteína, não só do Brasil, mas o mundo todo, pelo problema que vive hoje o mercado chinês, que é um grande mercado, e tem mudado o cenário internacional das proteínas”.

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Em alta: Brasil se consolida como maior exportador de carne do mundo

Em dezembro de 2018, a exportação de carne para o exterior já tinha sido 11% maior do que em 2017, vendendo cerca de 1,64 milhão de toneladas. Em 2019, o país já conseguiu se consolidar como o maior exportador de carne bovina do mundo, de acordo com a ABIEC (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne). A maior parte da carne é destinada para a Ásia, principalmente para Hong Kong e China. O primeiro, comprou cerca de 57,2 mil toneladas somente no primeiro bimestre do ano, enquanto que os chineses adquiriram cerca de 49,4 mil toneladas. A exportação deste produto para a União Europeia, considerado um dos mercados mais exigentes do mundo com relação a qualidade da carne, vem crescendo de forma igual ao ano passado: 8,8%.

Manter um bom nível de comércio com a UE atesta que a carne brasileira possui um “selo de qualidade”. Isso porque, a região só aceita carnes que passaram por rigorosas normas pré-estabelecidas, que atestam a qualidade e procedência do produto.

Quem realiza a verificação do gado que pode ser comercializado para mercados mais exigentes é o SISBOV (Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Bovinos e Bubalinos).Já são cerca de 1.780 fazendas credenciadas e 4,3 milhões de animais são rastreados anualmente. A tendência é que o número aumente, o que resultará em exportação de carne de qualidade para todo o mundo, principalmente para locais mais exigentes como a UE, que chega a pagar R$ 4,00 a mais por arroba.E vem mais crescimento por aí: entre os dias 10 e 28 de julho deste ano, os EUA farão uma visita de inspeção ao Brasil para definir se o país poderá voltar a exportar carne para o território norte-americano.Para agilizar essa abertura, o presidente Jair Bolsonaro propôs abrir uma cota com tarifa e para a importação de 750 mil toneladas de trigo dos Estados Unidos, além de sinalizar positivamente para a comercialização da carne de porco americana.

O que esperar para o futuro?

A tendência é que o Brasil continue com alto volume de exportação de carne (e possivelmente de outros produtos) para o exterior, e por isso, você precisa aproveitar essa boa maré e investir em uma carreira no Comércio Exterior, já que o mercado demandará de profissionais qualificados para suprir as novas vagas que serão criadas.

Por que a carne bovina ficou caríssima principalmente para os mais pobres???

www.abracomex.org

O preço da carne disparou. O produto, indispensável na dieta dos brasileiros, está mais caro do que nunca e segundo todas as projeções, os preços ficarão nas alturas durante longos meses pela frente.

247 – Do início de setembro para cá, o valor da carne bovina no atacado já subiu quase 50%, aumento que foi repassado quase que integralmente para o varejo em alguns cortes de bovino.

É o caso do contrafilé que, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), teve reajustes acima de 50% em menos de três meses, e do coxão mole, que subiu 46% no período. Reportagem da Exame aponta que segundo pesquisa da BoiSCOT Consultoria, o mercado está agitado com cotações subindo em média 8,9% por semana desde início de novembro. De acordo como o levantamento, o atual preço da arroba bateu recordes e chega a ser negociado por R$ 230, com aumentos registrados em 29 das 32 praças do Estado de São Paulo pesquisadas pela entidade. “É a primeira vez, desde novembro de 1991, que a cotação atinge esse patamar (considerando o preço nominal e também o preço deflacionado)”, disse a BoiSCOT quado o preço bateu R$ 200. Não há uma previsão sobre até quando os preços da carne continuarão subindo, mas na opinião de economistas, ainda falta uns meses para que o mercado possa encontrar um equilíbrio. Na semana passada, a ministra da Agricultura Tereza Cristina chegou a dizer que o preço da arroba do boi gordo poderia arrefecer nesse período, mas que não retornaria mais ao patamar anterior, uma vez que a sinalização do mercado é de que os preços estão deprimidos.

brasil24

A Amazônia passa pela maior devastação do século. Governo afirma que problema é “cultural”

Crédito: AP Photo/Leo Correa

CRIMES AMBIENTAIS A falta de fiscalização contribui para o aumento das queimadas

(Crédito: AP Photo/Leo Correa)

A floresta amazônica segue sofrendo com o aumento do desmatamento. Dessa vez, o problema foi reconhecido pelo governo federal, considerando como verdadeiros os dados colhidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que monitora a integridade da cobertura vegetal da região por meio de imagens de satélite. No início de julho, o mesmo governo duvidou da metodologia do órgão. A mudança de posicionamento ocorreu diante das queixas de ambientalistas e da comunidade internacional, mas ainda é pouco.

Entre 1º de agosto de 2018 e 31 de julho de 2019, foi registrado um aumento de 29,5% na devastação, em relação ao mesmo período anterior. As causas são as queimadas ilegais, garimpos, extração de madeira e abertura de pastagens. Isso fez com que a floresta perdesse o equivalente a 10 mil quilômetros quadrados, cerca de cinco vezes a área da cidade de São Paulo. É o maior percentual registrado desde 1998, quando o índice foi de 31%. Não se registrava uma área afetada tão grande desde 2008, com quase 11 mil quilômetros quadrados devastados.

Os estados que mais derrubaram árvores foram Pará e Mato Grosso, somando 56%.

Quem conduziu a apresentação dos dados, na segunda-feira 18, foi o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmando que as causas estão nos “motivos já conhecidos” que ocorrem “há anos”.

A declaração foi considerada “relativista”. “Há uma tendência de alta desde 2012, só que a variação média era de 10,2%. Agora foi quase o triplo”, disse Carlos Rittl, do Observatório do Clima. Salles também fez de conta que o desmonte dos órgãos ambientais não possui relação direta com o problema.

“Queremos um ambientalismo de resultados. Precisamos
de alternativa de economia sustentável para aquela região da Amazônia” Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, que não citou os planos existentes (Crédito:Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Questão cultural

Já as declarações do presidente Jair Bolsonaro foram tentativas de tergiversação. Indagado na terça-feira 19, ele disse que quem cuidava da questão toda era o ministro do Meio Ambiente. No dia seguinte, afirmou que o problema era “cultural”.

“É lamentável que a cultura no Brasil seja a devastação.” É muito cinismo.

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O bom desempenho na produção de milho, algodão e ovos no mercado interno, aliado às exportações recordes do grão, contribuíram para o cenário positivo.

A equipe de Conjuntura do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revisou de 0,5% para 1,4% a previsão de crescimento do produto interno bruto (PIB) do setor agropecuário em 2019. Para 2020, espera-se que o setor avance mais que 3% nos dois cenários avaliados. Usando o primeiro prognóstico de safra do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado neste mês, a previsão de crescimento é de 3,2% no ano que vem. A projeção vai a 3,7% ao se levar em consideração o levantamento da safra de grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Para os dois cenários, os pesquisadores do Ipea também consideraram informações do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para a pecuária. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 19, na seção de Economia Agrícola da Carta de Conjuntura do Ipea, apresentada em seminário na sede do instituto, em Brasília.

A análise dos componentes do PIB agropecuário aponta que a lavoura deve encerrar 2019 com alta de 1%, e a pecuária com avanço de 1,8%. Com base nos dados do IBGE, os principais destaques para o terceiro trimestre do ano foram o milho e o algodão, pelo lado agrícola – com aumentos previstos de 23,2% e 39,7%, respectivamente –, e os ovos, pela pecuária, com avanço de 3,4% em sua produção. O PIB do setor agropecuário cresceu 2,7% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.Para 2020, a pecuária será protagonista, com expectativa de crescimento de 4,3%, influenciado por uma alta de 5,8% na produção de bovinos. Ainda de acordo com o Grupo de Conjuntura do Ipea, a pecuária deve registrar um recorde de produção, impulsionado principalmente pelo aumento na demanda de mercados como China, Hong Kong e Emirados Árabes.Em relação aos produtos agrícolas, a previsão é de que a soja — grão que possui o maior peso no PIB do setor – cresça no mínimo 4,7% em 2020. Já a produção de milho, destaque em 2019, deve sofrer uma queda de ao menos 1,7% na safra 2019/2020.

Exportações: milho versus soja

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Bella Hadid (Foto: Backgrid)

Nesta temporada, algumas tendências dos anos 90 estão retornando à cena fashion com força total, entre elas as sandálias de tiras fininhas, a bandana e também o cardigã, que volta em diferentes variações (das básicas com “cara de vovó” às mais elaboradas). A peça já conquistou famosas fashionistas como Bella Gigi HadidKaia GerberKendall JennerEmma Roberts e Katie Holmes

Apesar de ser uma ótima peça para a meia-estação, o cardigã não tem sido usado exatamente com a função de aquecer. A tendência do momento é vestir o item sem nenhuma roupa por baixo, como mostram Bella, Gigi e Kaia, e apostar numa combinação mais despojadada com jeans e tênis ou botas. O item cai bem até para uma ocasião noturna. Nossa sugestão é combinar com um sutiã ou um top, como fez Katie Homes – que chamou atenção ao vestir o conjuntinho de cashmere da Khaite. O truque de styling torna o look muito mais cool e interessante. O cardigã funciona também num look mais chique: Bella usou uma opção branca superbásica por cima de um vestido. Com certeza, uma peça must-have no guarda-roupa! 

Bella Hadid (Foto: BACKGRID)Kendall Jenner (Foto: BACKGRID)Katie Holmes (Foto: Backgrid)

vogue

O Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu nesta terça-feira (15) autorizar a composição de dívidas de produtores rurais e cooperativas de produção que tiveram problemas climáticos ou de comercialização. Em evento em Chapecó (SC), a ministra Tereza Cristina disse que a medida vai beneficiar especialmente os produtores de arroz do país. “Foi uma luta, mas se conseguiu. Amanhã, se deus quiser vamos colocar os parâmetros da linha de financiamento para essas pessoas continuarem no campo, continuarem produzindo, enfim, mostrar esse Brasil que dá ânimo à gente”, disse. A medida vale para operações de crédito rural de custeio e de investimento contratadas até 28 de dezembro de 2017, inclusive aquelas prorrogadas por autorização do CMN. O objetivo é possibilitar o alongamento dos prazos de reembolso dos financiamentos de produtores rurais e suas cooperativas de produção, cujo pagamento no cronograma contratual foi dificultado por problemas climáticos ou de comercialização. Segundo o Ministério da Economia, entre as condições da composição de dívidas estão o limite de crédito por beneficiário de R$ 3 milhões com taxa efetiva de juros de 8% ao ano. O prazo de reembolso é de até 12 anos, incluídos 36 meses de carência. O volume de recursos da medida é de até R$ 1 bilhão.

agricultura.gov

Queimada nas proximidades da estrada que segue de Manuel Urbano ao município de Feijó Foto: Jorge William/28.08.2019 / Agência O Globo
Queimada nas proximidades da estrada que segue de Manuel Urbano ao município de Feijó Foto: Jorge William/28.08.2019 / Agência O Globo

O GLOBO apurou que os números usados no documento são os mesmos que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, tem apresentado em encontros com autoridades de governo e investidores no exterior. Eles constam de slides que ele exibiu, por exemplo, no Wilson Center, centro cultural em Washington, nos EUA. Os dados compilados pelo Ipea constam de um dos volumes da publicação Cadernos ODS, em que o instituto monitora o status dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU e indicadores relacionados. O trabalho foi divulgado ontem por comunicado segundo o qual “o Brasil deve cumprir meta voluntária de redução das emissões de CO2 em 2020”. Segundo as autoras do trabalho, Enid Rocha e Valeria Rezende, a chance de o país encerrar o ano que vem cumprindo sua palavra “é bastante factível, se não ocorrerem alterações bruscas na trajetória percorrida nos últimos anos, até 2015”. O documento lista uma série de projeções sobre as emissões do Brasil, baseados na as taxas de emissão até 2015, período após o qual o desmatamento, a principal fonte de CO2 no país, voltou a subir. As autoras também ignoram o dispositivo da Política Nacional sobre Mudança do Clima, lei de 2009 exigindo “redução de 80% dos índices anuais de desmatamento na Amazônia Legal em relação à média verificada entre os anos de 1996 a 2005”.

oglobo

Lavínia Vlasak volta a interpretar a modelo Natasha Olivier, personagem que viveu em Totalmente Demais (Globo, 2015), em Bom Sucesso, atual novela das 7. As primeiras cenas devem ser exibidas na quinta-feira (10) e a atriz se mostra empolgada com o trabalho.

Na trama, ela tem a chance de voltar a contracenar com Antonio Fagundes, com quem trabalhou em seu primeiro trabalho na TV, a novela O Rei do Gado (Globo (1886). “Quando comecei, tinha 19 anos, hoje tenho 43. Reencontrar o Fagundes agora me fez pensar em todo o caminho que fiz até aqui. Sou casada há 18 anos, tenho dois filhos, uma história. Foi como olhar para trás, para os lados, para frente e ver como a vida foi boa para mim”, disse a atriz, que estreou na TV como Lia, filha do personagem Bruno Mezenga, vivido pelo ator em O Rei do Gado. Nos bastidores de gravação, Lavínia se mostrou com grande expectativa para viver Natasha. “O grande desafio de voltar a interpretar uma personagem é retomar os trejeitos dela. É preciso lembrar o que aquele personagem foi e trazer a mesma embocadura. Minha expectativa é agradar ao público”, diz.

Lavínia Vlasak (Foto: Paulo Belote/TV Globo)

revistaquem

Congresso em Foco publicou, em primeira mão, nesse domingo (29), o conteúdo de um documento em que um funcionário do Ibama alerta seus superiores que os reforços enviados pelo governo federal para conter os incêndios na Amazônia se recusaram a cooperar em ao menos três operações. A recusa aconteceu porque as ações poderiam resultar em destruição de maquinários de garimpeiros ou madeireiros ilegais. Questionado pela reportagem sobre as ocorrências, o Ministério da Defesa não esclareceu, nesta segunda feira (30), se houve a recusa de ajuda para destruir os equipamentos apreendidos.

No dia 11 de setembro a ajuda das forças enviadas através da Garantia da Lei e da Ordem (GLO) foi negada pela primeira vez, segundo o documento. Funcionários do Ibama solicitaram apoio para ação de combate ao garimpo na terra indígena Trincheira Bacajá, mas por haver a possibilidade “de a apreensão dos bens ter como desdobramento a sua destruição”, a cooperação foi rejeitada.

A segunda situação aconteceu no dia 15 de setembro, quando “a equipe do Ibama que atuaria no Alto Rio Guamá obteve a negativa de apoio do Comando Militar do Norte, também devido ao fato de que dessa ação haveria provável destruição de bens”, afirma o documento.A terceira  recusa foi justificada sob o argumento de que a operação poderia atrapalhar a negociação que estava em curso com os garimpeiros no último dia 23.Diante dos fatos a reportagem encaminhou um e-mail para o Ministério da Defesa, perguntando se a pasta reconhece a autenticidade do conteúdo do documento e qual seria a justificativa para tal recusa.

Abaixo segue a resposta do Ministério da Defesa na íntegra:

“Um país sem rumo”

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