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REFLEXÕES DO PASSADO E PRESENTE: PERSPECTIVA DE MELHORA PARA O FUTURO


 

REFLEXÕES DO PASSADO E PRESENTE: PERSPECTIVA DE MELHORA PARA O FUTURO


 

Agricultura

Vende-se uma área de madeira de algaroba, para corte de lenha de peso e cerâmica. No município de Santa Terezinha – PE.

Entre em contato pelo telefone (87) 988082735

Valorizando a Pele é o nome do novo projeto da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Trabalho e Qualificação de Pernambuco com o Sebrae e o Senai para a promoção do desenvolvimento da cadeia produtiva de ovinocaprinocultura. Foi escolhido o município de Floresta para aproveitar a matéria-prima abundante e a potencialidade em costura da região com a integração com o polo de confecção do Estado. A ideia é agregar valor à pele dos caprinos e ovinos de Pernambuco considerada de excepcional qualidade. O projeto irá incentivar a produção de artigos de vestuário e acessórios com pele de caprinos e ovinos após a realização de capacitações e assistência técnicas que contribuam para a agregação de valor dos produtos e o acesso a novos mercados. Os empreendedores receberão treinamento em processos produtivos, gestão de negócios, comercialização e técnicas de marca, design e estilismo bem como a oferta de linhas de crédito via Agência de Fomento de Pernambuco (Agefepe). Segundo o secretário Alexandre Valença, inicialmente serão contemplados 20 empreendedores que trabalham com manufatura de produtos de couro em Floresta. No Nordeste, Pernambuco concentra o segundo maior rebanho de caprinocultura, atrás apenas da Bahia. Esta criação encontra-se predominantemente na região do sertão de Pernambuco com 51% do total de animais, ressaltando que 26% encontram-se nas cidades de Floresta, no sertão de Itaparica, e Petrolina, no sertão de São Francisco.

“Este projeto visa focar a melhoria e o aperfeiçoamento da manufatura de produtos a partir da pele de caprino e ovino com o objetivo de comercializar a produção de calçados, acessórios e vestuário ao cliente final, no município de Floresta e o seu entorno, por se situar em uma região que apresenta menos oportunidade de trabalho formal, mas que apresenta um grande potencial de beneficiamento de pele”, analisa Valença.

Sabesp/Divulgação

Mais de 2 bilhões de pessoas no planeta não têm acesso à água potável e mais de 4,5 bilhões não têm serviços de saneamento adequados

Para vocês terem ideia, mais de 2 bilhões de pessoas no planeta não têm acesso à água potável e mais de 4,5 bilhões não têm serviços de saneamento adequados. A precariedade dessa política pública é inclusive um dos maiores causadores de deficiência em alguns países em desenvolvimento como o Brasil. Dez anos após a Lei do Saneamento Básico entrar em vigor aqui, metade da população do país continua sem acesso a coleta de esgoto . Isso significa que mais de 100 milhões de pessoas jogam seus dejetos em rios ou usam fossas, que podem contaminar o solo.

E na ONU me deparei que é a mulher, sobretudo a mais pobre, quem carrega a água do mundo na cabeça. Ficam o dia inteiro levando água de lá para cá, desde meninas, e por isso não tem tempo para poderem estudar. Vira um ciclo que perpetua a exclusão e a dependência econômica. E muitas não conseguem fugir da violência doméstica por conta dessa dependência. Juntas, mulheres e meninas em países de baixa renda gastam cerca de 40 bilhões de horas por ano coletando água — uma soma feita pela Unicef. E antes da disputa pela água, há ainda a luta pela igualdade de gêneros. Essa realidade me causa a sensação de fazer parte de um contingente gigantesco, mas ainda muito subrepresentado. Quem do Poder Público olha realmente para essas mulheres e meninas? Afinal, a mulher ainda é minoria na política, onde ocorrem as maiores relações de poder no mundo. Eu sou um exemplo disso. Faço parte dos tímidos 11% de mulheres no Congresso. No Brasil, por exemplo, apesar de as mulheres terem progredido no acesso à educação e à saúde , a baixa representação na política foi o principal responsável pelo desempenho no relatório do Fórum Econômico Mundial, que mede igualdade entre homens e mulheres. Em 2017, o Brasil perdeu 11 posições e caiu para a 90º lugar entre 144 países.

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Plenário da Câmara dos Deputados aprova a Medida Provisória (MP) 838/18 que concede subsídio na comercialização do óleo diesel.

No único dia de votações em setembro, o plenário da Câmara aprovou a medida provisória que viabiliza a renegociação de dívidas rurais de agricultores familiares. A matéria ainda precisa ser votada pelo Senado. O projeto de lei de conversão do senador Fernando Bezerra (MDB-PE) envolve as operações contratadas no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) com bancos federais. A proposta estabelece que as operações contratadas até 31 de dezembro de 2006 tenham desconto de 70%; e as operações contratadas entre 1º de janeiro de 2007 e 31 de dezembro de 2011, tenham desconto de 45% para liquidação. O texto prevê ainda desconto de até 60% para agricultores familiares das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e o desconto será de até 95% para agricultores familiares das regiões Norte e Nordeste. A medida define como prazo final para liquidação ou repactuação de dívidas o dia 30 de dezembro de 2019 com os bancos do Nordeste (BnB) ou da Amazônia (Basa) em operações com recursos do Fundo Constitucional do Nordeste (FNE) ou do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO).

Multinacionais agroquímicas controlam cerca de 68% de todo o fornecimento comercial de sementes - Créditos: Foto: Reginaldo Teodoro de Souza/Embrapa
Multinacionais agroquímicas controlam cerca de 68% de todo o fornecimento comercial de sementes / Foto: Reginaldo Teodoro de Souza/Embrapa

O agronegócio, modelo de produção agrícola baseado no monocultivo, no grande latifúndio e no uso ostensivo de agrotóxicos, consome cerca de 70% dos recursos de terra e água do planeta, mas produz apenas 30% do alimento mundial. Além disso, esse modelo de produção gera 40% das emissões de gases de efeito estufa.

Já a agricultura familiar e camponesa é responsável por 70% dos alimentos, enquanto utiliza apenas 30% dos mesmos recursos. Os dados são do Grupo de Ação sobre Erosão, Tecnologia e Concentração (ETC) e revelam uma realidade completamente diferente do que prega o discurso das corporações agrícolas sobre o compromisso de alimentar a humanidade.

“Tudo o que eles [grupos empresariais que atuam no ramo de alimentos] fazem não é para realmente combater a fome, mas para controlar mais o mercado e controlar o mercado de quem pode pagar por ele”, analisa Maureen Santos, coordenadora de Programas e Projetos de Justiça Socioambiental da Fundação Heinrich Böll Brasil.

A exigência de pagamento de royalties por patentes, por exemplo, é uma das formas de controle de mercado, já que o agricultor que planta culturas transgênicas fica vinculado, por força de contrato, à empresa que detém a propriedade intelectual da semente – a safra transgênica não produz sementes férteis, forçando o produtor rural a comprar novas sementes das corporações a cada colheita.

Dessa forma, os agricultores são restringidos no direito de decidir sobre seu próprio sistema alimentar e produtivo, já que as multinacionais agroquímicas controlam cerca de 68% de todo o fornecimento comercial de sementes, conforme dados do Grupo ETC.”Essas grandes tecnologias de sementes estão muito ligadas a alimentos que não se come, como a soja, que é a base em alguns lugares do mundo, mas ela não é a base da população da grande maioria dos países”,completa Santos.

O agro é ‘tech’?

Pulverização de veneno sobre lavoura no interior brasileiro. Foto: Agência Brasil

A concentração de insumos agrícolas e sementes transgênicas nas mãos de poucas empresas impulsiona também a dependência de fertilizantes químicos e pesticidas, que são produzidos pelas mesmas empresas. São produtos capazes de contaminar todas as formas de vida.  

“Em Mato Grosso, foi feita uma pesquisa onde a água, a terra, o ar, os alimentos, tudo, até o leite materno de mulheres amamentando, estão envenenados por esses agrotóxicos”, enfatiza Regina Reinart, encarregada de projetos da Misereor na América Latina. A organização da Igreja Católica da Alemanha de combate à miséria atua em diversos países de América, África e Ásia. Dos 504 agrotóxicos liberados no Brasil, 30% são proibidos na União Europeia pelos riscos que oferecem à saúde e ao meio ambiente. Há uma década, o Brasil lidera o uso de agrotóxicos no mundo, com 20% do comércio mundial. As consequências sociais, sanitárias e ecológicas desse modelo de produção atingem, principalmente, os povos e comunidades tradicionais, como afirma Reinart.

Pesquisas têm relacionado o uso de agrotóxicos com o aumento no número de doenças psiquiátricas e suicídios no meio rural.

Agro é ‘pop’?

De 2013 a 2017, o número de assassinatos no campo subiu 105%, muitos deles em chacinas relacionadas justamente à disputa pelos modos de produção no campo, de acordo com a Comissão Pastoral da Terra (CPT). Além do aumento no número de mortes, as tentativas de assassinatos subiram 63%, e as ameaças de morte, 13%.

Entre as vítimas dos conflitos, figuram principalmente camponeses, indígenas e quilombolas. Já os agentes da violência são, em grande medida, fazendeiros, empresários e grileiros, seguidos de mineradoras, madeireiras, hidrelétricas e do próprio Estado, que deveria coibir a violência.O trabalho escravo e o êxodo rural também são pontos cruciais das estratégias do capital internacional para o campo, como destaca Pat Mooney, fundador e diretor-executivo do Grupo ETC.”A falta de alimentos nutritivos, além dos altos preços, sempre gera violência. A luta pelo controle da terra e pelo controle da água para a irrigação neste mundo certamente gera violência. E isso leva a mais migrações e todas as tragédias que acontecem durante a migração de uma parte do mundo para outra. Essas coisas estão intrinsecamente ligadas”.”Tudo isso é um ciclo vicioso desse comércio do agronegócio e do plano econômico do Brasil, que está vendendo o país sem respeitar a lei da natureza e os povos”, completa Regina Reinart.

O agro é lobby

Michel Temer (MDB), Geraldo Alckmin (PSDB) e seus secretários e ministros em megaevento do agronegócio em São Paulo. Foto: Beto Barata / PR

No âmbito político, a bancada ruralista, conjunto de deputados e senadores que representa o agronegócio corporativo no Legislativo brasileiro, articula para restringir direitos dos trabalhadores do campo enquanto patrocina propostas como o Projeto de Lei 6.299/2002, conhecido como Pacote do Veneno, aprovado em comissão especial da Câmara dos Deputados no último dia 25 de junho. A proposta pretende facilitar a produção, importação, registro e comércio de agrotóxicos no Brasil.

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