Recicla Net

Lojas Surya
Supermercado Compre Bem
Natália Calçados

 

Para visualizar este conteúdo corretamente, é necessário ter o Flash Player instalado.

REFLEXÕES DO PASSADO E PRESENTE: PERSPECTIVA DE MELHORA PARA O FUTURO


 

Agricultura

  A Secretaria Municipal de Agricultura de Santa Terezinha PE, através da Rede Pluviométrica do Estado, Informou a este blog, o total de chuvas neste mês de fevereiro caídas no referente município.
      Conforme segue:
Dia 13/02:   9,00 ml 
Dia 15/02: 82,00 ml
Dia 16/02: 11,02 ml
Dia 17/02:   8,09 ml
Dia 23/02: 17,00 ml
Dia 24/02: 31,08 ml
Somando um total de: 
159,03.
Até o fecha desta edição

Por G1 MT

Antes e depois das queimadas em reserva no Pantanal de MT — Foto: Jeferson Prado/Sesc Pantanal

Antes e depois das queimadas em reserva no Pantanal de MT

— Foto: Jeferson Prado/Sesc Pantanal

Árvores que servem de alimentos para animais do Pantanal mato-grossense começaram a dar frutos na maior Reserva Particular do Patrimônio Natural do país (RPPN), Sesc Pantanal, após 93% da área ser queimada pelo fogo em 2020.Acuri, canjiqueira, jatobá, bocaiuva, jenipapo, figueira e marmelada, fontes naturais de alimentação de animais como araras, queixadas e o maior mamífero terrestre da América do Sul, a anta, já frutificam na região.De acordo com o Sesc Pantanal, no Dia Nacional das RPPNs (31), os primeiros sinais de recuperação na unidade de conservação, deixam pesquisadores otimistas, mas cautelosos diante dos impactos em longo prazo dos incêndios florestais no bioma.Em 2020, o Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais (LASA) registrou 4,350 milhões de hectares incendiados no Pantanal, ou seja, 30% do bioma.

Armadilha fotográfica instalada em reserva no Pantanal de MT para acompanhar animais — Foto: Gabriela Schuck

Armadilha fotográfica instalada em reserva no Pantanal de MT para acompanhar animais — Foto: Gabriela Schuck

Entre os locais mais severamente atingidos pelo fogo, a grande área com acuris na RPPN surpreendeu e já dá seus primeiros frutos, após quatro meses. A expectativa inicial era que isso acontecesse somente em um ano. A bióloga e pesquisadora do Grupo de Estudos em Vida Silvestre (GEVS), Gabriela Schuck, explicou que a área estava cinza e que não dava nem para saber se os acuris estavam vivos. Embora os incêndios tenham alcançado 93% da área de 108 mil hectares da RPPN, o fogo teve intensidades diferentes em toda esta extensão, resultado da atuação da brigada de incêndio do Sesc Pantanal, existente há 20 anos, e dos contrastes acentuados da estrutura do mosaico da paisagem. Segundo a instituição, foram 50 dias de combate, em locais simultâneos, o que retardou o avanço do fogo, permitindo a fuga de animais para áreas ainda preservadas ou já atingidas.

Árvore começa a dar frutos 4 meses após queimadas  — Foto: Gabriela Schuck

Árvore começa a dar frutos 4 meses após queimadas — Foto: Gabriela Schuck

Ação emergencial

Em setembro de 2020 teve início imediato o diagnóstico do impacto do fogo na fauna da Reserva pelo Sesc Pantanal e o GEVS, formado por pesquisadores do Museu Nacional Rio de Janeiro, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ)Eles levantaram dados detalhados acerca do número de carcaças de animais encontrados em amostras de toda a área da Reserva. Paralelamente, com o apoio da Ampara Silvestre, SOS Pantanal, o grupo É o bicho e parte dos pesquisadores, foram iniciadas também ações emergências de apoio aos animais sobreviventes com a distribuição de alimentos e água em 165 pontos, que tinham cochos instalados e monitorados com armadilhas fotográficas.

165 cachos retirados do Pantanal — Foto: Gabriela Schuck

165 cachos retirados do Pantanal — Foto: Gabriela Schuck

Por meio das armadilhas, cerca de 300 registros da fauna eram baixados semanalmente. Por estarem debilitados, muitos andaram quilômetros em busca de água e alimentos e se concentravam próximos aos pontos instalados pelo Sesc Pantanal. Essa grande concentração de animais não foi mais vista no último mês. Isso demonstra a importância do suporte emergencial, que foi essencial para que os animais sobreviventes passassem pela fase aguda, na direção de retomarem a vida normal gradativamente, entre eles a anta, também conhecida como a jardineira das florestas. A queda do número de registros pelas câmeras, que passou a ser em média de 30 por semana, a redução do consumo dos alimentos oferecidos, a identificação do reestabelecimento das fontes naturais de alimentação e água, vinda da chuva, contribuíram para o fim da ação emergencial, com a retirada dos cochos e suspensão da distribuição de alimentos. O objetivo com a ação emergencial, que teve mais de 30 toneladas de alimentos distribuídos, foi alcançado, explica a bióloga.

Antes e depois das queimadas no Pantanal de MT — Foto: Jeferson Prado/Sesc Pantanal

Antes e depois das queimadas no Pantanal de MT — Foto: Jeferson Prado/Sesc Pantanal

Transição do Pantanal

Continue lendo

Eliminar terrenos baldios em áreas urbanas, produzir e fornecer hortaliças para o consumo de escolas e famílias e melhorar a qualidade da alimentação da comunidade são algumas das vantagens da implantação de hortas comunitárias nas cidades.

Instaladas em lotes vagos que muitas vezes são utilizados como depósitos de entulho e se transformam em focos de doenças, a produção das hortas comunitárias abastece famílias que moram perto destes terrenos. Na maioria dos casos, a produção é feita a partir dos princípios de agricultura orgânica.Há 15 anos, em uma área pública de cinco mil metros quadrados, a terra vermelha deu lugar a hortaliças e árvores frutíferas, tornando-se o que é considerada hoje a maior horta urbana do Distrito Federal – o Instituto Horta Girassol. A coordenadora do projeto, Hosana Alves, conta que tudo começou em agosto de 2005, quando aconteceu um surto de hantavirose na região. “A comunidade ficou muito preocupada porque tinha um lixão. Todos se mobilizaram e pedimos a ajuda da administração regional, que limpou o local”, lembra. A partir de então, para evitar que o lixo voltasse a se acumular no local, a horta foi criada. Inicialmente, a plantação era pequena e, hoje, o Instituto Horta Girassol tem um projeto chamado Comunidade que Sustenta Agricultura (CSA), que funciona em parceria com produtores orgânicos e membros da comunidade. Os produtos colhidos são fornecidos aos participantes que ajudam com contribuição financeira para o espaço. Toda semana, após a colheita, eles recebem uma cesta de verduras, frutas e legumes em casa.

Outra experiência é a Horta Comunitária do Guará, criada em 2017, por meio da revitalização de um espaço público abandonado nos fundos da unidade básica de Saúde, na QE 38, no Guará II, também no Distrito Federal. Um grupo pequeno de voluntários se reuniu para limpar o mato, fazer a capina, os canteiros e começou a plantar. “A iniciativa, além da produção de alimentação orgânica e saudável, sem agrotóxicos, promove o alívio de stress, bem-estar, segurança alimentar, terapia e educação ambiental e sustentabilidade”, destaca a engenheira ambiental Dahiana Ribeiro. Atualmente, a horta conta com cerca de 200 voluntários que a cada 15 dias se reúnem para plantar, cuidar dos canteiros e fazer a colheita nos encontros comunitários, realizados sempre aos sábados pela manhã. Muitos voluntários visitam a horta em busca de conhecimentos para replicar o modelo em seus bairros. Outros, para estudos acadêmicos e há aqueles que querem frequentar as oficinas de produção de sabão líquido e em barra. A Horta Comunitária também conta com um Centro de Educação Ambiental, onde as crianças participam de brincadeiras e têm contato com legumes, verduras e frutas, aprendendo e se familiarizando com os alimentos produzidos: tomate, couve, beterraba, alface, jiló, repolho, quiabo e outros. Os encontros envolvem plantio de hortaliças, oficinas, discussão de temas, lanches comunitários, colheita e distribuição de cestas aos voluntários, e doação para entidades sociais como creches e igrejas.

Continue lendo

Vista aérea de área desmatada na Amazônia 14/08/2020 REUTERS/Ueslei Marcelino
Vista aérea de área desmatada na Amazônia

O desmatamento na Amazônia aumentou 13,7% em dezembro de 2020 na comparação com o mesmo mês de 2019, mostraram dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que também apontaram que 2020 foi o segundo ano com maior área desmatada desde que o Inpe adotou uma nova versão do sistema Deter para monitorar os alertas de desmatamento. De acordo com os dados do Inpe, os alertas de desmatamento na Amazônia somaram 216 quilômetros quadrados, contra os 190 quilômetros quadrados de dezembro de 2019. Para todo o ano de 2020, a área desmatada apontada pelo Deter foi de 8.426 quilômetros quadrados, uma queda de 8,2% em relação a 2019, mas ainda 70,2% maior do que em 2018. O dado significa que os dois primeiros anos do governo do presidente Jair Bolsonaro, um defensor da exploração econômica da Amazônia –como legalização do garimpo, por exemplo– detêm os dois maiores registros de desmatamento da série histórica da nova versão do sistema do Deter. “Bolsonaro tem dois anos de mandato e os dois piores anos de Deter ocorreram na gestão dele. As queimadas, tanto na Amazônia quanto no Pantanal, também cresceram por dois anos consecutivos. Não é coincidência, mas sim o resultado das políticas de destruição ambiental implementadas pelo atual governo”, avaliou Marcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima em nota distribuída pela entidade. Em novembro, o Inpe anunciou que o desmatamento anual da Amazônia, medido entre agosto de um ano a julho do ano seguinte, foi o maior em 12 anos no período 2019/2020. De acordo com o sistema Prodes, que mede o desmatamento anual da floresta, 11.088 quilômetros quadrados de área foram perdidos, aumento de 9,5% em relação a 2018/2019. O governo Bolsonaro é alvo de críticas de ambientalistas e também de pressão internacional por causa do aumento do desmatamento da Amazônia, assim como pelo crescimento das queimadas tanto na Floresta Amazônica como no Pantanal. O aumento do desmatamento da Amazônia ocorre mesmo com a mobilização das Forças Armadas, destacadas para conter a perda florestal e os crimes ambientais na região.

Continue lendo

Com o Zarc, o produtor sabe o melhor período para plantar em sua região

Uma das culturas agrícolas mais tradicionais do Brasil, o cajueiro passa a contar, a partir deste mês, com o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). As portarias com o zoneamento da cultura em vários estados foram publicadas no Diário Oficial da União desta quinta-feira (17). A nova ferramenta permite a indicação de datas e períodos de plantio por município. A análise leva em consideração características do clima, tipo de solo e o ciclo de desenvolvimento da cultivar. O objetivo é evitar que adversidades climáticas coincidam com as fases mais sensíveis da produção, minimizando as perdas agrícolas. Como resultado desse trabalho, o Zarc identificou os municípios aptos para o cultivo do cajueiro no Brasil e os períodos de plantio das mudas no campo, em três níveis de risco (20%, 30% e 40%) e em conformidade com o tipo do solo (Tipo 1, Tipo 2 e Tipo 3) para o ano-safra 2021/2022. De acordo com Marlos Bezerra, chefe adjunto de Transferência de Tecnologia (TT) da Embrapa Agroindústria Tropical (Fortaleza-CE) e coordenador do Zarc Caju, a metodologia usada foi a mesma para as demais culturas. Os parâmetros, contudo, mudaram. “Pela primeira vez, utilizamos uma metodologia padrão para identificar as regiões aptas para o cultivo do caju, demonstrando a possibilidade de cultivo em novas áreas, como nos estados de Mato Grosso e Tocantins. Já há gente produzindo nessas áreas, mas com o Zarc essa atividade passa a contar com uma validação técnico-científica”, explica. Ele acrescenta: “O Zarc estabelece as datas ideais para se levar as mudas ao campo. Isso vale até mesmo para as áreas novas. Tudo isso é baseado em um registro de 35 anos de dados climáticos. Usamos, nesse processo, mais de 3,5 mil estações meteorológicas de todo o país”.

Participação e benefícios

A elaboração do Zarc contou com a participação de técnicos e produtores de todo o Brasil. Por causa das limitações impostas pela pandemia do coronavírus, os encontros ocorreram de forma remota. Para Josenilto Vasconcelos, produtor de caju e cajuína no município de Parnaíba (PI), o zoneamento agrícola é importante porque “ajusta as informações de acordo com a realidade de cada região, melhorando a tomada de decisão e validando-as perante as instituições de crédito e de políticas agrícolas”.Elano Gomes, presidente da Câmara Técnica da Cajucultura do Rio Grande do Norte, destaca a importância do zoneamento para os agricultores do estado. “Tive a oportunidade de participar de uma reunião online. Muitos municípios estavam fora de programas de financiamento agrícolas por não estarem zoneados. O Zarc dá uma segurança ao cajucultor que ele não tinha, em especial no tocante ao preparo da terra e ao plantio”. O viveirista Edmundo Alves da Silva comercializa mudas de cajueiro-anão do Ceará para produtores de toda a Região Nordeste. Saber quais são os períodos do ano mais adequados para o plantio, em cada estado produtor, é essencial em sua atividade. “O zoneamento é de extrema importância para a cultura do cajueiro, pois norteia ou fomenta o início da implantação da cultura e nos proporciona realizar um melhor planejamento no manejo, principalmente, no que diz respeito a perdas de insumos como mudas, sementes e adubo”.

Desafios da cajucultura

Continue lendo

Mutirão de plantio agroecológico no Assentamento Contestado, em Lapa (PR) – Divulgação/MST

No Paraná, as ações de solidariedade do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) têm se fortalecido a partir da criação de 17 hortas comunitárias e centros de produção de alimentos saudáveis. A horta mais recente foi inaugurada na semana passada, em mutirão realizado por 400 famílias que vivem no Acampamento Maila Sabrina, localizado em Ortigueira (PR). A comunidade, que desde o início da pandemia já doou 34 toneladas de alimentos e 1,9 mil pães caseiros para famílias de Curitiba e Londrina, tem um grande histórico de luta e resistência. São 18 anos em que as famílias estão acampadas e buscando a efetivação da conquista da área. 

                                                 

“Esse é um momento muito triste no Brasil. Uma realidade muito triste. Mas para nós, o momento de contribuir é de muita alegria”, destaca a agricultora Joelia Cordeiro de Godoi, que faz parte da direção do acampamento.

Continue lendo

Luiz Augusto Lopes Serrano - Sementes guardadas há 20 anos apresentaram índice de germinação de 90%, o que é um alento para a ciência, preocupada com o declínio de populações de cajueiro

Sementes guardadas há 20 anos apresentaram índice de germinação de 90%, o que é um alento para a ciência, preocupada com o declínio de populações de cajueiro

Testes realizados na Embrapa Agroindústria Tropical (CE) e Embrapa Recursos Genéticos (DF) revelaram ser possível preservar o patrimônio genético do cajueiro, a longo prazo, por meio de sementes. Pelas características da planta, acreditava-se que as sementes do cajueiro não se mantivessem viáveis por longos períodos. Contrariando essa ideia, sementes guardadas há 20 anos foram testadas com índice de germinação de 90%. Esse resultado é um alento para a ciência, que está preocupada com o declínio crescente de populações de cajueiro, em decorrência do desmatamento, agricultura extensiva e da intensa ocupação da terra nas áreas de ocorrência natural da planta. 

O resultado do teste animou os pesquisadores porque a manutenção de sementes em câmara fria ampliará os esforços de conservação da diversidade. Até agora, o padrão estabelecido é a utilização de plantas em campo e telado, uma estratégia que exige grande investimentos em área agrícola, insumos e serviços. 

Para os pesquisadores, a viabilidade de uma segunda via de conservação representa uma esperança para o futuro. “O cajueiro é uma importante planta nativa, os velhos cajueiros gigantes, mesmo improdutivos, guardam um rico patrimônio genético”, diz a pesquisadora Ana Cecília Ribeiro de Castro, coordenadora do Banco de Germoplasma de Cajueiro, o BAG Caju – o maior e mais antigo banco dedicado à conservação da variabilidade genética do cajueiro do mundo. A cientista salienta que essa variabilidade é muito valiosa e guarda riquezas como resistência a doenças e pragas que poderão surgir no futuro. 

Do gelo para a mesa: sementes conservadas há mais de 20 anos germinam como novas.

” Nós somos uma nação riquíssimas, temos a natureza proporcionando inúmera fruticulturas etc. Lamentável que vivemos em um país que é galopante a corrupção, onde a mesma deixa mulheres de famílias na miserabilidade.”

Ana Cecília Ribeiro de Castro (foto à direita) explica que até o momento não havia dados de pesquisa que atestassem a viabilidade da manutenção de sementes de cajueiro a longo prazo. Uma remessa de sementes guardadas há 20 anos a – 20°C na Coleção de Base de Sementes (Colbase) – mantida na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, revelou que essa é uma estratégia factível. “Solicitamos o material ao pesquisador Juliano Pádua, responsável pela Colbase. A germinação foi praticamente a de uma semente recém-colhida. Excelente”, comemora.

Continue lendo

Foto: Divulgação

A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura enviou ao Palácio do Planalto uma carta em que cobra maior controle sobre o comércio de madeira. Segundo o grupo, formado por cerca de de 250 representantes da sociedade civil, do agronegócio, da academia e do setor financeiro, o governo federal é o principal culpado pelo comércio irregular. “Estudos recentes mostram que mais de 90% do desmatamento no país é realizado ilegalmente e a exploração florestal possui índices parecidos. Além do impacto ambiental e do prejuízo fiscal, a ilegalidade impune gera concorrência desleal para aqueles que operam dentro da lei”, afirma a coalizão no texto. “O maior obstáculo a esse modelo é, justamente, a insegurança jurídica causada pela falta de fiscalização e comando e controle pelo Estado”, prossegue.

Na última terça-feira 17, o presidente Jair Bolsonaro aproveitou uma reunião dos Brics para prometer a divulgação de uma lista de países que compram madeira ilegal do Brasil. “Revelaremos nos próximos dias o nome dos países que importam essa madeira ilegal nossa através da imensidão que é a região amazônica, porque daí, sim, estaremos mostrando que esses países, alguns deles que muito nos criticam, em parte têm responsabilidade nessa questão”, disse Bolsonaro. “O Brasil dispõe de conhecimento, informações e experiência suficientes para eliminar imediatamente a ilegalidade de sua produção e ir além. Mas isso só será possível quando todos os setores, públicos e privados, integrarem esforços, cooperarem e assumirem sua responsabilidade neste desafio”, diz ainda a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura. Conforme o grupo, “nenhuma parte das cadeias de produção, dentro e fora do país, pode se declarar livre do problema da ilegalidade, seja ela uma empresa, comércio, consumidor e, obviamente, o governo. Se, juntas, essas partes apostarem em uma solução e atuação conjunta, todos ganham. Mas basta um desses elos não cumprir com seu papel que todos perdem”.

Mourão leu a carta

Continue lendo

Mata Atlântica: bioma mais ameaçado. 

Um levantamento publicado em 5 de novembro pelo IBGE mostrou que 20% das espécies brasileiras de animais e plantas estavam ameaçadas em 2014 – quase 3,3 mil. Desse total, 1.989 estavam na Mata Atlântica, o bioma mais afetado.pesquisa “Contas de Ecossistemas” analisou a situação da biodiversidade no país, a partir das espécies de fauna e flora listadas pelo Centro Nacional de Conservação da Flora do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (CNCFlora/JBRJ) e pelo ICMBio.

revistaplaneta

Pantanal mato-grossense encerrou o mês de outubro com 2.856 focos de incêndio registrados, o maior número desde o início das série histórica em 1998. No ano, o bioma já registou mais que o dobro de focos de incêndio no ano passado, segundo dados do Projeto Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).  do Instituto apontam que foram registrados 21.115 focos de incêndio no pantanal até este sábado dia 31 de outubro. Durante todo o ano de 2019, foram registrados 10.025. O total de 2020 é 12,4 vezes maior que os 1.691 focos registrados em 2018, último ano da gestão de Michel Temer. Na comparação mensal, o pantanal quebrou recordes de queimadas nos meses de março, abril, julho, setembro e outubro. O total de focos também superou os anos de 2002 e 2005, antigos recordes de focos ativos. A Amazônia é outro bioma que sofreu alta no número de focos ativos em outubro de 2020: apesar dos 17.326 focos registrados não serem um recorde para o mês, o número é mais que o dobro dos 7.855 focos registrados em 2019. O Inpe já registrou 93.356 focos de incêndio ativos neste ano dentro da Amazônia, contra 89.176 durante todo o ano passado. Os dados confrontam o discurso adotado pelo presidente Jair Bolsonaro, para quem a floresta equatorial não tem sido alvo de incêndios. Outro bioma que tem presenciado um aumento do número de queimadas são os pampas, localizados no sul do Brasil. Entre janeiro e outubro, as planícies campestres tiveram 1.602 focos de incêndio, número que deve quebrar os recordes históricos registrados em 2003 e 2004.

congressoemfoco

Segundo especialistas, a recorrência do desmatamento e das queimadas em uma área de floresta contribuem para a savanização. – Bruno Kelly/Amazônia Real

Rica em biodiversidade, a Floresta Amazônica pode adquirir um aspecto que se assemelha ao de uma savana. A esse processo, dá-se o nome de savanização. De forma resumida, isso ocorre quando a diversidade de árvores é transformada em uma vegetação com espécies de pequeno e médio porte, com muitas áreas, inclusive, compostas por gramíneas (com folhas semelhantes a lâminas) originárias de outras partes do mundo, como da África.

Brasil de Fato conversou com o professor Rodrigo Fadini, do Programa de Pós Graduação em Biodiversidade da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), que há 15 anos estuda os impactos do processo de savanização na Floresta Amazônica. Fadini explica que o tipo de floresta que temos na Amazônia é a ombrófila densa, tropical, com bastante chuva. Esse tipo de vegetação presta serviços ecossistêmicos importantes, diz ele: “por hectare são toneladas de carbono estocados nas florestas preservadas da Amazônia, isso faz com que haja capacidade de mitigar os efeitos das mudanças climáticas evitando que esse carbono seja enviado para a atmosfera”, explica. “Outro papel importante das florestas é o de regular o clima. Então, nós temos uma massa florestal gigante aqui na Amazônia e que se sabe hoje que ela ajuda a regular o clima no mundo. Então, ela tem um efeito regional, um efeito nacional, inclusive, fornecendo chuva para o sul e sudeste do Brasil. Várias lavouras dependem da chuva que é transformada na Amazônia, é um efeito mundial“, pontua.

Confira abaixo a entrevista.

Continue lendo

No Pantanal mato-grossense, incêndio começou em cinco fazendas, duas delas dedicadas à criação de gado – Christiano Antonucci/Secom-MT

Parte do fogo que devasta o Pantanal mato-grossense teve origem em fazendas de pecuaristas que vendem gado para o grupo Amaggi, do ex-ministro e ex-senador Blairo Maggi, e para o grupo Bom Futuro, de Eraí Maggi, considerado o maior produtor de soja do mundo. Esses dois grupos empresariais, por sua vez, são fornecedores das gigantes multinacionais JBSMarfrig MinervaO levantamento da Repórter Brasil se baseou em estudo da ONG Instituto Centro de Vida, que identificou que as queimadas no Mato Grosso começaram em cinco propriedades, a partir da análise cruzada dos focos de calor do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), imagens dos satélites Sentinel-2 e Planet e mapeamento das áreas atingidas por incêndios da NASA. O estudo do ICV analisou os focos de incêndio no Mato Grosso entre 1º de julho e 17 de agosto, mas ressalta que a primeira queimada na região começou em 11 de julho. Com base na geolocalização dessas fazendas, a Repórter Brasil usou dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e da Secretaria de Estado da Fazenda para identificar os proprietários, bem como documentos para averiguar os compradores de dois desses fazendeiros. 

O fogo que teve início nessas cinco propriedades rurais voltadas para pecuária, todas localizadas em Poconé (100 km da capital Cuiabá), foi responsável por destruir 116.783 hectares, área equivalente à cidade do Rio de Janeiro. Esse volume de destruição correspondeu a 36% da área total atingida por incêndios no Pantanal mato-grossense no período analisado (entre julho e a primeira metade de agosto).O incêndio que atinge o Pantanal é alvo de investigação da Polícia Federal, que apura a responsabilidade de fazendas na área rural de Corumbá, no Mato Grosso do Sul. Já o estudo do ICV se concentrou no Mato Grosso, no entorno da cidade de Poconé Entre essas cinco propriedades rurais mato-grossenses, está a fazenda Comitiva, de Raimundo Cardoso Costa, onde o fogo começou em 20 de julho e foram registrados pelo menos 171 focos de incêndio. A área total destruída pelo fogo iniciado nesta fazenda foi de 25.188 hectares.De acordo com dados da Secretaria de Estado de Fazenda do Mato Grosso, Raimundo Cardoso Costa é proprietário de outra fazenda, vizinha à Comitiva, chamada Recanto das Onças. A Repórter Brasil identificou que a fazenda Recanto das Onças comercializou gado com o grupo Bom Futuro, mais conhecido pela produção de soja, mas que tem um rebanho de 130 mil cabeças de gado nelore. O grupo Bom Futuro está entre os fornecedores de gado dos maiores frigoríficos do Brasil: JBS, Marfrig e Minerva, conforme atestam documentos a que a reportagem teve acesso. Outra fazenda localizada em Poconé e que está entre as cinco analisadas pela Repórter Brasil é a Espírito Santo, de José Sebastião Gomes da Silva, onde o fogo começou em 4 de agosto. Segundo o Inpe, foram pelo menos 73 focos de incêndio que destruíram 14.292 hectares, segundo análise da NASA. Gomes da Silva também é dono de outra fazenda, a Formosa. Essa propriedade vende gado para a fazenda Rio Bonito, de Elza Junqueira de Carvalho Dias, que, por sua vez, comercializa gado com a JBS e Marfrig. A Fazenda Formosa também é fornecedora da Amaggi Pecuária. A empresa faz parte do grupo Amaggi, da família do político Blairo Maggi, que tem 10 fazendas no Mato Grosso e atua em diversos setores além de soja e pecuária, como energia e logística. A Amaggi Pecuária, por sua vez, está entre as fornecedoras da JBS, Marfrig e Minerva.  Na semana passada (14), uma equipe da Polícia Federal de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, estado que também abriga o bioma Pantanal, realizou buscas e apreensões em quatro fazendas, com a suspeita de que o fogo teria sido provocado intencionalmente para a abertura de pastos. Os policiais investigam se aconteceu com o Pantanal algo similar ao ‘Dia do Fogo’, quando fazendeiros e empresários de Novo Progresso, no Pará, organizaram queimadas na Amazônia nos dias 10 e 11 de agosto do ano passado.

Continue lendo

Uma vista aérea mostra a fumaça subindo no ar ao redor do rio Cuiabá, no Pantanal, a maior área úmida do mundo, em Pocone, estado de Mato Grosso, Brasil,

Destruição do Pantanal pelas queimadas chegou a quase 3 milhões de hectares

No dia em que a destruição do Pantanal pelas queimadas chegou a quase 3 milhões de hectares (equivalente à área da Bélgica), oito países europeus enviaram nesta quarta-feira (16/9) uma carta aberta ao vice-presidente brasileiro, general Hamilton Mourão, para protestar contra a política ambiental brasileira.

Os países afirmam que nos últimos anos o desmatamento aumentou no Brasil em ritmo alarmante e que estão “profundamente preocupados” com os efeitos dessa destruição para o desenvolvimento sustentável do país. A carta foi enviada pelos países que participam da declaração de Amsterdã, uma parceria entre nações para promover sustentabilidade e cadeias de produção de commodities que não cause a destruição de florestas. Participam Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Dinamarca, Noruega, Países Baixos e Bélgica.”Durante muito tempo o Brasil liderou a redução do desmatamento na Amazônia através do estabelecimento de instituições científicas independentes que garantem monitoramento rigoroso e transparente, de agências de controle competentes e do reconhecimento de territórios indígenas. Nos últimos anos, no entanto, o desmatamento tem crescido em ritmo alarmante, como foi documentado pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais)”, diz a carta.

A situação das florestas

Além das queimadas que estão devastando o Pantanal neste mês de setembro — e cujas origens podem ser criminosas, segundo investigação da Polícia Federal —, a Amazônia também está sofrendo com devastação gerada pelo fogo. Em apenas 14 dias, setembro de 2020 já registrou mais queimadas na Amazônia do que em todo o mesmo mês do ano passado, segundo o INPE.

 

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, conhecido mundialmente por suas decisões polêmicas que colocam em risco a preservação da fauna e flora brasileiras, cancelou de última hora, nesta sexta-feira (4) uma entrevista ao jornal internacional The Washington Post. A matéria escrita pelo jornalista Terrence McCoy e Heloísa Traiano para a coluna “The Americas”, fala sobre o aumento na exploração ilegal do ouro brasileiro e a intensificação da crise ambiental na Amazônia durante a pandemia do novo coronavírus, que tem preocupado não apenas boa parte do Brasil, mas também órgãos internacionais, como o Parlamento Europeu. O texto faz críticas ao governo Bolsonaro, em específico à decisão do presidente de elencar militares para manobrar a crise ambiental na Amazônia, que falhou. Os jornalistas também apontaram para os cortes no financiamento do Ibama, escreveram sobre as vagas não preenchidas no órgão e trouxeram as inúmeras críticas ao Instituto feitas pelo chefe de Estado brasileiro.“O gabinete de Bolsonaro recusou os pedidos por um comentário. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, inicialmente concordou em fazer parte de uma entrevista ao The Washington Post, mas cancelou”, contam.Entretanto, apesar da decisão de Ricardo Salles, a reportagem pôde ouvir um parecer do Ministério da Defesa, que declarou apoio as decisões tomadas pelo governo Federal.“O país é injustamente acusado de não tomar conta da região”, declarou o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva.

Confira aqui a matéria do The Washington Post

Área devastada corresponde a seis vezes o tamanho da cidade de São Paulo. Após a divulgação dos dados, Mourão disse que os sistemas de monitoramento brasileiros “não são os melhores”

Incêndio é visto na Floresta Amazônica no distrito de Janaucá, em Careiro Castanho, a 113 km de Manaus, no dia 4 de agosto. — Foto: Chico Batata/AFP

Garimpo em área indígena na Amazônia – Reprodução
revistaforum
Untitled-20.jpg

(Gustavo Marinho)

Via MST – Celebrado no dia 25 de julho, o dia do trabalhador e da trabalhadora rural será lembrado em Alagoas por mais ações de solidariedade organizadas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Dessa vez o Movimento vai distribuir centenas de marmitas solidárias aos entregadores e entregadoras de aplicativo na capital Maceió, que realizam mais uma paralisação nacional em protesto contra a precarização do trabalho.

Prevista para acontecer durante o período da manhã de sábado (25), a entrega das marmitas solidárias deve ser realizada em diversos pontos de Maceió onde se concentram os entregadores e entregadoras que trabalham com os aplicativos. De acordo com Débora Nunes, da coordenação nacional do MST, a ação é mais uma iniciativa do Movimento em apoio e solidariedade aos trabalhadores e trabalhadoras da cidade.

“Enfrentamos um período repleto de dificuldades e desafios para aqueles que lutam e resistem no campo e na cidade e é fundamental que estejamos juntos e juntas na defesa de uma sociedade mais justa. Prestar solidariedade aos trabalhadores de aplicativo que vivem cotidianamente submetidos a uma lógica de muita precarização do seu trabalho é uma forma de dizer que essa luta também é nossa e que mesmo vivendo no campo, defendemos que todos e todas tenham seus direitos garantidos”, destaca. As marmitas organizadas pelo MST levam em seu cardápio uma expressão daquilo que os Sem Terra de Alagoas produzem cotidianamente em seus territórios.

Ações de solidariedade em Alagoas

Continue lendo

plano safra1.jpg

Ogoverno federal lançou nesta quarta-feira (17), no Palácio do Planalto, o Plano Safra 2020-2021, com R$ 236,3 bilhões para apoiar a produção agropecuária nacional, um aumento de R$ 13,5 bilhões em relação ao plano anterior. Os financiamentos poderão ser contratados de 1º de julho de 2020 a 30 de junho de 2021. A cerimônia ocorreu no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Jair Bolsonaro e da ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento). Do total, R$ 179,38 bilhões serão destinados ao custeio e comercialização (5,9% acima do valor da safra passada) e R$ 56,92 bilhões serão para investimentos em infraestrutura (aumento de 6,6%). Todos esses recursos vão garantir a continuidade da produção no campo e o abastecimento de alimentos no país durante e após a pandemia do novo Coronavírus.

Os recursos destinados aos investimentos cresceram em média 29%. Durante o lançamento do Plano Safra, o presidente Jair Bolsonaro destacou que a produção agrícola não parou durante a pandemia, garantindo o alimento para toda a população brasileira. “Todos os países têm como objetivo a segurança alimentar. A cidade pode parar, mas se um dia o campo parar, todos sucumbirão”, disse Bolsonaro.  A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse que o Plano Safra continua focado nos pequenos e médios produtores. Segundo ela, o incentivo à produção sustentável também tem destaque na safra 2020/2021, que vem com mais recursos e melhores condições de financiamento, a juros mais baixos. “Semear, plantar, cuidar, esperar florescer e enfim colher os frutos da terra é e sempre será algo essencial e belo. Uma atividade totalmente ligada à natureza só pode ter como caminho a busca da sustentabilidade”, destacou a ministra.  Ela também lembrou que, graças ao trabalho do agro e das áreas de transporte e logística, o Brasil manteve o abastecimento em todo o país e honrou os compromissos com seus parceiros comerciais.  “O esforço do governo Jair Bolsonaro para viabilizar esse Plano Safra é um reconhecimento às conquistas e ao potencial do setor que está pronto para contribuir para a retomada econômica”.

O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Eduardo Sampaio, disse que este é o maior Plano Safra já anunciado. “Representa um esforço grande do governo para proporcionar aos agricultores melhores condições. Também é a garantia de que os alimentos continuarão chegando à mesa dos brasileiros e de que o Brasil continuará sendo um grande exportador de alimentos”, disse.

Pequeno e médio produtor

Os pequenos produtores rurais terão R$ 33 bilhões para financiamento pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com juros de 2,75% e 4% ao ano, para custeio e comercialização. Para os médios produtores rurais, serão destinados R$ 33,1 bilhões, por meio do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), com taxas de juros de 5% ao ano (custeio e comercialização). Para os grandes produtores, a taxa de juros será de 6% ao ano. 

>> Confira a apresentação dos números do Plano Safra 2020/2021

A subvenção ao Prêmio do Seguro Rural teve um acréscimo de 30% no valor, chegando a R$ 1,3 bilhão, o maior montante desde a criação do seguro rural. O valor deve possibilitar a contratação de 298 mil apólices, num montante segurado da ordem de R$ 52 bilhões e cobertura de 21 milhões de hectares.Para incentivar a construção de armazéns nas propriedades, serão destinados R$ 2,2 bilhões. Para o financiamento de armazéns com capacidade de até 6 mil toneladas nas propriedades, a taxa de juros é de 5% ao ano.

Guilherme Martimon/Mapa

Outro setor beneficiado será o da pesca comercial, que terá apoio para acessar o crédito rural. Desta forma, a atividade poderá financiar a compra de equipamentos e infraestrutura para processamento, armazenamento e transporte de pescado.

Sustentabilidade

O Plano Safra destaca linhas de crédito que contribuem para a sustentabilidade da agricultura. O Programa para Redução de Emissão de Gases de Efeito Estufa na Agricultura (Programa ABC), que é a principal linha para financiamento de técnicas sustentáveis, terá R$ 2,5 bilhões em recursos com taxa de juros de 6% ao ano, uma ampliação de R$ 400 milhões. Na safra 2020-2021, os produtores terão acesso à linha ABC Ambiental, com recursos para restauração florestal, voltada para contribuir com a adequação das propriedades rurais ao Código Florestal. A taxa de juros é de 4,5% ao ano. A partir de 1º de julho de 2020, os produtores poderão financiar aquisição de cotas de reserva ambiental, medida aprovada pelo Conselho Monetário Nacional. Também há incentivos à adoção de tecnologias relacionadas aos bioinsumos dentro das propriedades rurais e pelas cooperativas. Os produtores podem acessar pelas modalidades de custeio, para aquisição de bioinsumos, ou investimento, na montagem de biofábricas dentro das propriedades (onfarm). Os recursos estão previstos no Inovagro e, no caso dos investimentos em biofábricas, podem chegar a 30% do valor de todo o financiamento. Para as cooperativas, as linhas de crédito é o Prodecoop, para a aquisição de equipamentos para a produção dos bioinsumos.

Outra novidade é o Pronaf-Bio, voltado para apoiar as cadeias produtivas da bioeconomia.

Inovação

No Plano Safra 2020/2021, está disponível financiamento para aquisição de equipamentos de monitoramento climatológico, como estações meteorológicas e softwares, e de monitoramento da umidade do solo. Os financiamentos poderão ser feitos pelo Programa de Incentivo à Irrigação e à Produção em Ambiente Protegido (Moderinfra).  A pecuária também terá apoio financeiro por meio do Programa de Incentivo à Inovação e Tecnológica na Produção Agropecuária (Inovagro). Os pecuaristas poderão financiar a aquisição de equipamentos e serviços de pecuária de precisão. Os setores da pecuária bovina e bubalina, de leite e de corte também estão contempladas nos financiamentos para automação, adequação e construção de instalações.

Agricultura Familiar

Os agricultores familiares poderão continuar usando o crédito para financiar e reformar casas rurais. Nesta safra, os recursos para este fim somam R$ 500 milhões. O filho ou filha do agricultor familiar, que possua Declaração de Aptidão (DAP) da sua unidade familiar, poderá também solicitar financiamento para construção ou reforma de moradia na propriedade dos pais. No Programa de Garantia de Preços para Agricultura Familiar (PGPAF), o bônus de desconto será elevado para as operações de custeio e de investimento.

Nos investimentos coletivos para atividades de suinocultura, avicultura, aquicultura, carcinicultura (criação de crustáceos) e fruticultura, o limite por beneficiário foi ampliado.

Assistência Técnica
Continue lendo

Especialistas recomendam alimentação saudável, rica em frutas, legumes e verduras (Foto: Reprodução/Instagram)

Especialistas recomendam alimentação saudável, rica em frutas, legumes e verduras 

Recentemente, o Ministério da Saúde recomendou a quarentena à população para tentar barrar a proliferação do novo coronavírus, a Covid-19, pelo Brasil. A medida restritiva — e de caráter emergencial, no entanto, tem impactado a rotina das pessoas, que estão tendo que ficar confinadas em casa a fim de evitar o avanço da doença. Muitos trabalhadores estão fazendo home office e as crianças também estão sem sair de casa, em uma espécie de férias forçadas. Por conta dessa mudança no dia a dia, os hábitos alimentares de muita gente estão mudando consideravelmente. Em tempos de necessidade de se reforçar o sistema imunológico, o ideal é ingerir alimentos nutritivos, que são ricos em vitaminas e minerais. No entanto, muitas pessoas ficam ansiosas e acabam comendo besteiras, como doces, snacks e refrigerantes. Para piorar a situação, a restrição de academias e de exercícios físicos também altera a alimentação. Não são poucos os memes na web que brincam com a forma desastrosa e nada saudável de comer de quem está preso em casa nos últimos dias. O mais famoso deles diz: ”Quarentena — Dia 1: Já comi tudo o que comprei para 15 dias”. Para saber como manter uma alimentação saudável em meio à pandemia, Quem entrevistou quatro especialistas que deram dicas preciosas para driblar a ansiedade e para reforçar o sistema imunológico. Leia, abaixo, as recomendações da endocrinologista Ana Cristina Belsito, chefe do serviço de Endocrinologia do Hospital São Vicente de Paulo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, e membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia; do nutrólogo Danilo Klein, do Hospital Badim, na Zona Norte do Rio; da nutricionista Izabella Rocha, da Clínica Karla Assed, na Zona Sul do Rio; e do farmacêutico homeopata Jamar Tejada, de São Paulo.

Vegetais verdes escuros são uma boa pedida para quem é do grupo de risco (Foto: Reprodução/Instagram)

 Vegetais verdes escuros são uma boa pedida para quem é do grupo de risco

ENDOCRINOLOGISTA ANA CRISTINA BELSITO

DRIBLANDO A ANSIEDADE
”O ideal é evitar açúcares, gorduras e frituras e procurar ter uma alimentação mais rica em verduras e legumes, como alface, brócolis e espinafre, que são alimentos ricos em fibras e que vão ajudar a aumentar o tempo de saciedade. Frutas como laranja e abacate, que têm um efeito sacietógeno, são recomendadas, sem falar que o abacate é uma gordura saudável. Também recomendo aumentar a ingestão de fibras ricas em ômega três, como as nozes e as castanhas, que aumentam a saciedade porque também têm relação com a produção de cortisol. Sugiro o consumo de alimentos ricos em triptofano, que também tem efeito na saciedade, como, por exemplo, o chocolate amargo, numa média de dez gramas por dia, além de fibras como aveia, que diminui a absorção do açúcar, e o iogurte natural, numa faixa de 150 g por dia, que além de aumentar a saciedade, ainda melhora a parte intestinal. Outra coisa: os ovos também têm esse efeito sacietógeno, assim como o coco seco, que é rico em magnésio e potássio. Todos eles são alimentos interessantes para ingerir ao longo do dia de forma equilibrada”.

PARA AS CRIANÇAS
”Minha dica é evitar comprar uma grande quantidade de glicídios, doces, refrigerantes, balas e chocolates como forma compensatória pelo fato de a criança estar nesse período em casa. São alimentos de alto valor calórico e, com eles, a criança vai ter cada vez mais vontade de comer, porque eles estimulam a fome. Como opção, sugiro a ingestão de alimentos saudáveis e a variação dos pratos de legumes e verduras. O interessante é inventar novas saladas e outras formas de apresentar os legumes, como suflês e refogados. Sugiro ainda o preparo de salada de frutas, servida com iogurte e frutas secas, que são formas de saciar a fome, mas sempre de forma variada”.

Perdas de floresta virgem contabilizadas por relatório podem ser, em muitos casos, a degradação, momento inicial de um processo de desmatamento Foto: Getty Images
Perdas de floresta virgem contabilizadas por relatório podem ser, em muitos casos, a degradação, momento inicial de um processo de desmatamento Foto: Getty Images

Em 2019, segundo o novo relatório da Global Forest Watch, o mundo perdeu 3,8 milhões de hectares de florestas primárias tropicais — uma área quase do tamanho da Suíça, ou o equivalente a um campo de futebol a cada 6 segundos.

No Brasil, 95% da perda ocorreu na Amazônia, de acordo com a organização plataforma, que utiliza dados do monitoramento por satélite feito pela Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, em parceria com o Google, a Nasa e o Serviço Geológico dos Estados Unidos. Analistas do Global Forest Watch apontaram, como principais razões da perda, para o desmatamento por ação humana (criação de pastos, especulação de terra) e incêndios.Em segundo e terceiro lugar, a República Democrática do Congo e a Indonésia tiveram pequenas reduções na área de floresta virgem que perderam no ano passado. E a Bolívia chegou ao quarto lugar da lista, por causa dos incêndios que devastaram áreas de alta biodiversidade no país em agosto de 2019.

epoca

Foram impetradas três ações, no STF e na Justiça Federal, contra a política ambiental do governo Bolsonaro. Grupo acusa a União de omissão

Um grupo de entidades ligadas ao meio ambiente está processando o governo Bolsonaro por conta de suas políticas ambientais. O grupo acusa o governo de omissão e de favorecer a exportação ilegal de madeira. Serão impetradas três ações no STF e na Justiça Federal. 

Fazem parte da iniciativa a Associação Brasileira dos Membros do Minitério Público de Meio Ambiente (Abrampa); o Observatório do Clima, rede composta por 50 ONGs e movimentos sociais; o Greenpeace; além dos partidos de oposição REDE, PSB e PT. “A agenda ambiental deixou de ser uma questão social para se tornar uma questão de polícia”, afirma Márcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima.A primeira ação foi ajuizada pela Abrampa e corre na Justiça Federal do Amazonas. A ação civil pública, contra a União e o Ibama, pede a anulação de despacho emitido pelo presidente do Ibama, Eduardo Bim, que liberou a exportação de madeira nativa sem fiscalização, a pedido expresso de madeireiras, de acordo com a entidade. O documento foi assinado em fevereiro, duas semanas após a Associação de Exportadores de Madeira do Pará (Arimex) solicitar o fim das inspeções. Segundo o grupo, A área técnica do Ibama  deu parecer contrário à liberação, mas o autor deste parecer foi exonerado pelos presidente do Ibama. As outras duas peças são ações diretas de inconstitucionalidade (Adin). Elas acusam a União de omissão e foram movidas por particos políticos no Supremo Tribunal Federal. Elas exigem a retomada imediata dos fundos Amazônia e Clima, que foram  congelados há ano pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. 

Dia mundial do meio ambiente

A ação coordenada foi anunciada por conta do dia mundial do meio ambiente, celebrado hoje.  Este ano, no entanto, não há motivo para comemoração. Em meio à maior pandemia do século, a pauta do meio ambiente parece ter sido deixada de lado.Nem mesmo a queda nas emissões, provocada pela paralisação de boa parte da atividade econômica, pode ser considerada uma boa notícia, uma vez que que, em maio, o gás carbônico acumulado na atmosfera atingiu um novo recorde histórico, de 417 partes por milhão. Segundo cálculos do governo americano, é o nível mais alto em milhões de anos.

“O Brasil até o bioma querem evadiram” Ou as autoridades  entram com com rigor de acordo com as leis ou então a situação fica cada vez caótica” 

Continue lendo

Farias Calçados

Faça Sua Pesquisa no Google Aqui!
 
bove=""

 

Visitas
contador de visitas
Redes Sociais
Click e acesse
Zé Freitas no Facebook

Lições Bíblicas
Zé Freitas no Twitter
Portal Correio-PB

 
CLIQUE E ACESSE!
Parceiros