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REFLEXÕES DO PASSADO E PRESENTE: PERSPECTIVA DE MELHORA PARA O FUTURO


 

Corrupção

Funcionário terceirizado da Caixa Econômica Federal e irmão da primeira-dama Michelle Bolsonaro, Eduardo Torres, recebeu R$ 3,6 mil em auxílio emergencial. A informação foi divulgada pela coluna do jornalista Guilherme Amado. Torres atua como fotógrafo e editor audiovisual na Caixa desde 2009. Dentre as funções que desempenha está acompanhar agendas do presidente da estatal, Pedro Guimarães, algumas delas, inclusive, no Palácio do Planalto. Em 2021, por exemplo, o irmão de Michelle trabalhou em lives do presidente Bolsonaro com Guimarães. O benefício do auxílio-emergencial foi recebido por Eduardo Torres entre julho e dezembro de 2020. De acordo com a coluna, a Caixa não confirmou o total pago ao funcionário e Torres não respondeu aos contatos. Eduardo Torres chegou a ser candidato a deputado pelo Distrito Federal. Ele disputou uma vaga na Câmara Legislativa do DF em 2018, filiado ao PRP. Em uma ocasião dividiu o trio elétrico com Bolsonaro, durante um evento em Ceilândia. Nos vídeos da campanha se apresentava como “cunhado de Bolsonaro”. Em maio o Congresso em Foco revelou que a principal estrela da campanha publicitária da Caixa Econômica para divulgar o auxílio emergencial, o locutor de rodeio Cuiabano Lima, foi o mestre de cerimônias do presidente Jair Bolsonaro em atos pró-governo. Cuiabano negou que tivesse recebido cachê para participar do evento e disse que foi “pelo agro”. O locutor é proprietário rural no Triângulo Mineiro.

congressoemfoco

Por interesse pessoal, o presidente da Câmara, Arthur Lira, impede o avanço dos mais de 130 pedidos de impeachment. Ao proteger um presidente que perde condições de governabilidade, torna-se sócio dos malfeitos do governo

Crédito: Ueslei Marcelino

PARCEIROS Arthur Lira e Jair Bolsonaro, em junho: o presidente da Câmara se beneficia ao segurar no poder um mandatário fraco

Quem acompanhou o presidente nos últimos dias viu um homem acuado, à beira de um ataque de nervos. Com a popularidade derretendo e sofrendo reveses em série na CPI da Covid e na Justiça, Bolsonaro tem recorrido aos militares e faz ameaças crescentes às próximas eleições para tentar se agarrar a um poder que já começa a lhe escapar das mãos. A maior crise institucional desde 2016 avança a passos largos à medida que as investigações sobre a negligência do governo na pandemia se somam às revelações sobre a corrupção na compra de vacinas. Apesar das ameaças crescentes do mandatário contra as próximas eleições, os presidentes do STF (ministro Luiz Fux), do TSE (ministro Luís Roberto Barroso) e do Congresso (senador Rodrigo Pacheco) expressaram em declarações firmes a defesa da Constituição e da normalidade democrática. O único fora do tom, até o momento, é exatamente aquele a quem cabe dar início ao processo de impeachment:o presidente da Câmara, Arthur Lira.

PRÓ-GOVERNO Lira acelerou na Câmara as pautas de interesse do bolsonarismo, como o voto impresso e o ensino domiciliar (Crédito:Pablo Valadares)

Ele tem se mantido inabalável na defesa do presidente: “Impeachment como ação política eu não faço. Faço com materialidade”. Disse isso apesar dos 23 crimes de responsabilidade apontados apenas no superpedido de impeachment protocolado no último dia 30, que incluem violar o direito à vida dos cidadãos na pandemia, incitar militares à desobediência à lei e não agir contra subordinados que agem ilegalmente. Além de dizer que não há fatos objetivos que justifiquem a abertura do processo (um deboche), o deputado usa o pretexto de que não há condições políticas para sua abertura — afinal, são necessários dois terços dos deputados para aprová-lo. “Esse assunto, já estou cansado de dizer e repetir. Eu não posso fazer esse impeachment sozinho. Erra quem pensa que a responsabilidade é só minha. Ela é uma somatória de características que não se configuram”, afirmou. Esse discurso injustificável é apenas uma cortina de fumaça. O deputado age ativamente para blindar o presidente, a quem deve o cargo. Como líder do Centrão, Lira foi o articulador do casamento de interesses entre o grupo fisiológico e o presidente há um ano.Em troca, Bolsonaro patrocinou sua eleição em fevereiro passado, por meio de um balcão de negócios entre o Planalto e o Congresso. Com o avanço da crise, aumentou o poder do deputado no jogo de barganhas com o Executivo. Para o presidente da Câmara, quanto mais Bolsonaro estiver debilitado, melhor, desde que se mantenha no cargo. Essa é lógica que move a relação entre os dois. Para o deputado federal e ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha (PT-SP), Lira firmou o compromisso de proteger o governo Bolsonaro já na época em que disputava a presidência da Câmara. “Ele não coloca o impeachment para votar porque foi eleito, inclusive, com esse compromisso. Durante a campanha à presidência da Câmara, esse tema foi debatido”, afirma.No Congresso, a inércia de Lira incomoda, em especial a oposição. Mas a avaliação dos deputados para a inação do deputado de Alagoas é parecido, da direita à esquerda. Uma pessoa muito próxima ao presidente da Câmara disse que estranha apenas o fato de ele não arquivar os pedidos de impeachment. E atribui esse gesto exatamente à sua sede de poder. “Isso permite que ele fique com a faca no pescoço do Executivo”, disse esse influente parlamentar. E complementa: “A pergunta que deve ser respondida é: se Lira diz que não há fundamentos, por que ele não nega formalmente os pedidos de impeachment? Ele não faz isso pra deixar o presidente sob ameaça constante. É pelo poder.”

Impeachment

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José Firmino (MDB), ex-prefeito de Viçosa do Ceará. Ele e mais cinco gestores públicos estão com processos de cassação em tribunais eleitorais.

Mesmo com a conclusão do pleito eleitoral em 2020, em seis municípios do Ceará, as eleições ainda não acabaram, são eles: Viçosa do Ceará, Itaiçaba, Jaguaruana, Martinópole, Missão Velha e Pedra Branca. Em Viçosa do Ceará, o prefeito eleito, José Firmino (MDB) e seu vice, Marcelo Ferreira (MDB), foram cassados por abuso de poder econômico e político. Em maio, o presidente da Câmara de Vereadores, Manuel Crente (MDB), assumiu interinamente a gestão do município. José Firmino, além de ter o mandato cassado, teve o nome incluído na lista de “ficha suja”, ficando inelegível por oito anos. A condenação prevê ainda o pagamento de multa no valor de R$ 27 mil. A Prefeitura de Itaiçaba também teve as candidaturas do prefeito, Frank Gomes (PDT), e do vice cassadas, aguardando a decisão final do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Ceará julgou procedente o processo de cassação e manteve a decisão através de Recurso Contra Expedição de Diploma (RCED), ação jurídico-eleitoral que é promovida em juízo eleitoral de primeiro grau, cabendo ainda recurso no TSE. Gomes teve as contas desaprovadas pela Câmara Municipal.

Processos

Os outros quatro municípios cearenses quw estão com processos de cassação em aberto nos tribunais eleitorais, segundo dados do TRE-CE, são Jaguaruana (PDT), Martinópole (PP), Missão Velha (MDB) e Pedra Branca (PSD). Os quatro estão com processos de candidatura indeferidos pelos órgãos jurídicos eleitorais. Em Pedra Branca, o TSE, em decisão monocrática, manteve o indeferimento da candidatura do psdebista Antonio Gois, por este ter renunciado ao cargo de prefeito em 2019 para evitar um processo de cassação por crimes cometidos durante sua gestão durante seu mandato (2017-2020). No caso de Martinópole, o TRE reformou a sentença e deferiu o registro. Houve recurso especial para o TSE. O relator no TSE, ministro Alexandre de Moraes, indeferiu registro em decisão monocrática publicada em 17 de novembro de 2020. De acordo com informações do TRE-CE, James Bel, agora ex-prefeito, foi barrado por abandonar o cargo de professor da rede pública.

Cariri

No Cariri, em Missão Velha, o mdebista Washington Macedo teve a candidatura indeferida por improbidade administrativa. Em Juazeiro do Norte, o prefeito Glêdson Bezerra (Podemos) e o vice Giovanni Sampaio (PSD) tiveram as candidaturas cassadas por abuso de poder econômico. Nas eleições de 2020, um helicóptero de um aliado político de Glêdson teria sido usado como ferramenta de campanha. Além disso, Giovanni Sampaio é investigado por “furar a fila” da vacinação contra o novo coronavírus no município. A cassação das candidaturas de Glêdson e Giovanni foram julgadas em 1ª instância, ainda cabendo recurso.

Novas Eleições

Em Missão Velha, Martinópole e Pedra Branca, novos pleitos eleitorais foram marcados pelo TRE-CE para o mês de agosto. Em Missão Velha concorrem ao cargo Dr. Lorim (PDT) e Fitinha (PT). Em Pedra Branca, Matheus Gois (PSD) e Padre Antonio (PDT) disputam a prefeitura. Já em Martinópole, o prefeito cassado, James Bel (Progressistas) tenta disputar o novo pleito contra Júnior Fontenele (PL). As candidaturas de Bel e de Júnior estão sendo alvo de processos de impugnação pelo Ministério Público.

Fonte: BdF Ceará

A diretora técnica da Precisa Medicamentos, responsável por intermediar a compra da vacina indiana Covaxin, Emanuela Medrades, afirmou em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 no Senado nesta quarta-feira (14) que a empresa nunca ofereceu o imunizante no valor de US$ 10.

Foto: Gabriela Biló / Estadão Conteúdo

O valor menor do que o contratado, que foi de US$ 15 por dose, a mais cara firmada pelo governo, constava em uma ata de memória do Ministério da Saúde, sobre uma reunião realizada em 20 de novembro de 2020, entre os diretores da Precisa, do governo federal e do laboratório indiano Bharat Biotech, responsável pelo desenvolvimento e produção do imunizante. Está gostando da notícia? Fique por dentro das principais notícias

Questionada por mais de uma vez sobre o valor, Medrades afirmou que havia um “equívoco” no documento da pasta e que a política de preços “é 100% da Bharat Biotech”. Segundo seu depoimento, foi ela quem tomou a iniciativa para negociar com o governo e ofertar a vacina.

“A Precisa recebeu oferta de US$ 18 e não repassamos ao Ministério da Saúde porque esse valor estava muito longe do que eu gostaria de ofertar ao Brasil. Se na memória de reunião constava US$ 10, é uma memória unilateral”, disse aos senadores. Orientada por seu advogado, Medrades, então, começou a falar que poderia “ser uma expectativa” o valor de US$ 10 ou menos. Diversos senadores pediram que ela dissesse quem poderia ter falado o número e a diretora falou que não se lembrava, que poderia até ser ela, porque tinha o objetivo de conseguir a vacina com o menor valor possível. Sobre a polêmica ‘invoice’ enviada pela Precisa solicitando o adiantamento de US$ 45 milhões dos valores de compra, Medrades disse que o procedimento era padrão da Bharat em todo o mundo e que fez a solicitação de maneira formal.

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Emanuela Batista de Souza Medrades e o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM) – Waldemir Barreto/Agência Senado

Volta ao palco da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, nesta quarta-feira (14), a diretora técnica da Precisa Medicamentos, Emanuela Medrades. O presidente da CPI, o senador Omar Aziz (PSD-AM), decidiu suspender o depoimento de Medrades desta terça-feira (13), depois que a depoente optou por permanecer em silêncio. Medrades foi para a sessão com um habeas corpus (HC) em mãos, concedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, que lhe deu o direito de se recusar a responder às perguntas que poderiam incriminá-la. Em outros assuntos, tinha o dever de responder aos senadores. Sua defesa, no entanto, afirmou que a própria depoente é responsável por decidir o que pode incriminá-la ou não. Aziz, então, solicitou a Luiz Fux que explicasse quais são os limites do habeas corpus concedido à depoente. Por telefone, o ministro reafirmou ao presidente da CPI o que já se sabia: o direito de ficar em silêncio recai apenas sobre perguntas e respostas que possam incriminar a depoente. No entanto, também afirmou que cabe à CPI decidir se um depoente está ou não abusando do direito concedido pelo HC

Quem é Emanuela Medrades?

Foi Medrades que comunicou a Regina Oliveira, fiscal do contrato da vacina indiana Covaxin dentro do Ministério da Saúde, que não seria possível garantir a primeira entrega de 4 milhões de doses. Isso porque uma regulamentação da Índia limita a exportação a US$ 50 milhões, o equivalente a 3 milhões de doses, teria afirmado Medrades a Oliveira por e-mail. A discrepância no quantitativo de doses foi apontada por William Amorim Santana, que é subordinado a Luis Ricardo Fernandes Miranda, chefe da divisão de importação do Ministério da Saúde. Na primeira nota fiscal (conhecida como “invoice”), datada de 18 de março, emitida para a primeira entrega e que contém as informações da remessa, também foram questionados outros dados, como a solicitação de um pagamento antecipado de US$ 45 milhões a uma terceira empresa, não prevista no contrato, a Madison Biotech. Mesmo assim, Oliveira autorizou a importação das doses. Ela afirmou aos senadores que verificar a questão da Madison seria responsabilidade do setor de importação, do qual Luis Ricardo é vinculado.

Francisco Emerson Maximiano

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O senador Rogério Carvalho (PT-SE) discute o futuro da CPI da Pandemia, que investiga ações e omissões do governo federal no combate à pandemia – Agência Senado

O senador Rogério Carvalho (PT-SE), um dos suplentes da CPI da Covid, vai participar nesta sexta-feira (9), às 10h15, de uma entrevista ao vivo nos canais do Brasil de Fato no YouTube e no Facebook. Durante a conversa, o congressista vai debater o futuro da comissão e o quanto o avanço das investigações impacta nas condições de governabilidade do presidente Jair Bolsonaro. Carvalho é um dos senadores conhecidos por fazer discursos inflamados contra as ações e omissões do governo federal contra a pandemia do novo coronavírus na CPI. O sergipano é médico formado na Universidade Federal do Sergipe, com mestrado e doutorado na Unicamp.O petista foi eleito pela primeira vez para um cargo eletivo nas eleições de 2006. Foi eleito deputado estadual em Sergipe com 26.208 votos. Em seguida, assumiu a Secretaria de Saúde do Estado a convite do então governador Marcelo Déda, ocupando o cargo até se eleger deputado federal, em 2010. Na ocasião, obteve 116.417 votos, o equivalente a 11,31% dos votos válidos, tornando-se o deputado mais votado da história de Sergipe até aquele momento.

Em 2014, disputou uma vaga no Senado Federal, obteve 45,52%, porém foi derrotado pela senadora Maria do Carmo (DEM), que buscava seu terceiro mandato, que obteve 48,91% (448.102 votos). Em 2018, Rogério disputou mais uma vez o cargo de senador pelo estado de Sergipe, desta vez conseguiu ser eleito com 300.247 votos, se elegendo em segundo lugar na disputa para o pleito, ao lado de Alessandro Vieira (Cidadania-SE).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Carvalho é um dos senadores conhecidos por fazer discursos inflamados contra as ações e omissões do governo federal / Pedro França / Agência Senado

Inoportuna e inadequada

Nesta semana, Carvalho chamou de “inoportuna e inadequada” a nota conjunta emitida na quarta-feira (7) pelo ministro da Defesa, Walter Braga Neto, e pelos comandantes das Forças Armadas com críticas ao presidente da CPI da Pandemia, senador Omar Aziz (PSD-AM).

Em discurso no plenário do Senado, acompanhou a declaração de Aziz de que a manifestação das Forças Armadas foi uma tentativa de intimidação. “O papel das Forças Armadas é de defesa da sociedade e das instituições. Somos parte dessas instituições, portanto, eu vejo que a manifestação é um ataque à institucionalidade democrática”, declarou o senador petista.

À CPI da Covid, servidora admite que contrato da Covaxin ficou quase um mês sem fiscal

Servidora do Ministério da Saúde Regina Célia

Oliveira depõe na CPI da Covid no Senado

BRASÍLIA (Reuters) – A servidora do Ministério da Saúde Regina Célia Oliveira admitiu à CPI da Covid no Senado que só foi nomeada para fiscalizar o contrato para a compra da vacina indiana Covaxin no dia 22 de março, quase um mês depois da assinatura do acordo, dia 25 de fevereiro, que está sob suspeita de irregularidades. “Eu gostaria de explicar, porque a portaria de nomeação que me indicou como fiscal desse contrato só foi publicada no dia 22. Eu não poderia me manifestar antes disso”, disse ela à CPI. Ainda assim, a servidora afirmou não ter visto nada de “atípico” na documentação referente ao processo de importação da vacina indiana. Segundo documento elaborado pela relatoria da CPI em que são elencados destaques e pontos de contradição, há diferença “gritante” no prazo contado das trativas à assinatura dos contratos entre doses da Covaxin (97 dias) e da Pfizer (330 dias). A servidora também é fiscal de contratos com as empresas Pfizer, Janssen e União Química, laboratório brasileiro que deverá produzir a vacina russa Sputnik.

O contrato da Covaxin está no centro das investigações da CPI e do Supremo Tribunal Federal (STF) após o presidente Jair Bolsonaro ter sido alertado no dia 20 de março pelo deputado federal Luís Miranda (DEM-DF) e pelo irmão dele, o também servidor do ministério Luís Ricardo Miranda, chefe do setor de importação da pasta, de irregularidades no processo de aquisição da vacina, segundo relataram em depoimentos anteriores à comissão de inquérito. Miranda chegou a falar, em entrevista, que recebeu oferta de propina para não atrapalhar o contrato da Covaxin. Bolsonaro disse ter determinado ao então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, apurar o caso e que não teria encontrado qualquer irregularidade na negociação. Esse caso está no centro das investigações da CPI da Covid e tornou Bolsonaro alvo de um inquérito por prevaricação no Supremo Tribunal Federal.

À CPI, Regina Célia admitiu ter autorizado a redução da entrega do primeiro lote de vacinas da Covaxin, de 4 milhões para 3 milhões de doses. O contrato previa a importação total de 20 milhões de doses do imunizante e a primeira remessa teria de ser feita até 17 de março. Segundo a servidora, essa diminuição no quantitativo das doses da vacina é prática comum nos contratos e que “não haveria prejuízo” num primeiro momento porque poderia ser suprida no lote seguinte. A minha decisão de aceitar o quantitativo de 3 milhões (de doses) naquele embarque era que não haveria prejuízo”, disse ela. A servidora também procurou minimizar as alterações feitas nas invoices (faturas) para importação, dizendo que elas foram “corrigidas” depois. Foi por meio de uma dessas invoices que iria haver o pagamento.Regina Célia afirmou que no dia 30 de março fez a primeira notificação de atraso no cumprimento da entrega do primeiro lote. Posteriormente, em 24 de maio, ela disse ter enviado um ofício à Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do ministério alertando o atraso.

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Bolsonaro transformou o governo em um condomínio de interesses escusos. A CPI da Covid desvendou um personagem central dessa operação, o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros. Seu nome é ligado a operações bilionárias de compras de imunizantes

Crédito: Alan Santos/PR

PODER O líder do governo, Ricardo Barros, ao lado do presidente no Planalto, no dia 28 de setembro: influência na administração e na compra de vacinas (Crédito: Alan Santos/PR)

DEMITIDO Roberto Dias teria pedido propina para Luiz Dominguetti, da empresa Davati (Crédito:Marcello Casal Jr Agência Brasil)

A sucessão de escândalos de corrupção no governo Bolsonaro continua em ritmo alucinante. A CPI da Covid não desnudou apenas a orientação negacionista na Saúde e o gabinete paralelo que atuava à revelia dos técnicos e das autoridades. Mais importante, elucidou a essência corrompida do governo. Enquanto o presidente, seu grupo pessoal e as milícias digitais cuidavam do combate ideológico, uma teia de interesses escusos era operada nos subterrâneos por grupos que miram o dinheiro público. O presidente não entregou o governo ao Centrão apenas para fugir do impeachment. Encontrou nele um operador essencial. E o grupo fisiológico encontrou seu parceiro ideal.

ANTÍDOTO CHINÊS Luciano Hang (esq.) e Carlos Wizard lideraram os empresários que queriam a vacina da CanSina (Crédito:Divulgação)

No centro dessa rede, como a CPI mostrou, está o deputado Ricardo Barros, líder do governo na Câmara. Ele representa para Bolsonaro o que Zé Dirceu significou para Lula. Assim como o governo Lula foi definido pelo seu braço-direito, que o ex-presidente chamava de “capitão do time”, o governo Bolsonaro tem em Barros o seu símbolo máximo. O líder do governo também opera nas sombras, e suas digitais estão por vários braços da administração. No Ministério da Saúde, o escândalo Covaxin mostrou que foi um apadrinhado de Barros, Roberto Ferreira Dias, diretor do Departamento de Logística, quem pressionou pela aceleração na liberação irregular do imunizante. Mas o pulo do gato seria o imunizante Convidecia, da chinesa CanSino. Essa é conhecida como a “vacina do Barros” em Brasília. São fortes as suspeitas que envolvem a compra desse imunizante chinês. Em 4 de junho, o Ministério da Saúde assinou uma carta de intenção para a aquisição de 60 milhões de doses, a um custo superior a R$ 5 bilhões – mais de três vezes o montante da Covaxin. A forma de aquisição foi similar à do enrolado imunizante indiano: por meio de um intermediário, e com um valor superior (US$ 17) às outras vacinas já aprovadas pela Anvisa, como a Pfizer (US$ 10) e a Astrazeneca (US$ 5,25). O valor da Convidecia é maior até do que a Covaxin (US$ 15), até então a mais cara, e 70% superior ao da Janssen — as duas são de dose única. O intermediário do imunizante da CanSino é próximo de Barros. Quem faria o negócio é a Belcher Farmacêutica, empresa de Maringá (PR), reduto eleitoral do deputado. E foi um advogado de Barros, Flávio Pansieri, quem atuou como representante dos chineses junto à Anvisa. Esse imunizante também era patrocinado por empresários bolsonaristas que pretendiam comprar vacinas privadas. Foi esse grupo, liderado por Carlos Wizard e Luciano Hang, o responsável pelo pedido de autorização de uso do imunizante. A CPI suspeita que Wizard tenha sido um dos facilitadores do negócio. Protegido por uma decisão do STF, o empresário não comentou o assunto em seu depoimento à CPI, na última quarta-feira (invocou o direito de ficar em silêncio 70 vezes). A comissão agora terá a oportunidade de inquirir o próprio Barros sobre sua eventual participação, no dia 8, quando o líder do governo foi convocado a depor. A começar pela sua ligação com a Belcher. Ele é próximo da família de um dos sócios da companhia, que é filho de Francisco Feio Ribeiro Filho, que teve cargos nas gestões de Barros como prefeito de Maringá, no fim dos anos 1980. Com essa nuvem de suspeição, a CanSino cancelou a parceria com a Belcher no último dia 10, alegando razões de compliance.

O caso Davati

Não é apenas o caso CanSino que assombra o Planalto. Um intermediário da empresa Davati Medical Supply, Luiz Paulo Dominguetti Pereira, acusou o indicado de Barros na Saúde, Roberto Ferreira Dias, de pedir US$ 1 de propina para cada dose a ser comprada de uma nova remessa do imunizante Oxford/Astrazeneca. A oferta inicial era de 400 milhões de doses, e o desvio poderia chegar a R$ 1 bilhão. Em depoimento à CPI, na quinta-feira, Dominguetti voltou a confirmar essa tentativa de achaque, mas mirou o deputado Luis Miranda, acusando-o de tentar negociar vacinas. Isso levantou a suspeita de que teria sido instrumentalizado pelo bolsonarismo para melar a denúncia dos Miranda. Dominguetti apresentou um áudio que comprovaria uma negociação de vacinas de Miranda, mas foi logo contestado. Miranda diz que a gravação é de outubro passado e se referia a uma negociação de luvas nos EUA, o que foi confirmado pelo representante da Davati no Brasil, o empresário Cristiano Alberto Carvalho. A biografia de Dominguetti é suspeita, além disso. Ele é policial militar em Minas Gerais e seu nome aparece em 37 processos judiciais. A reação destemperada do senador Flávio Bolsonaro contra a apreensão do celular de Dominguetti no colegiado aumentou a percepção de que uma farsa foi montada, o que pode complicar ainda mais a situação do presidente. “Dominguetti é o bode na sala, com áudio suspeito a tiracolo, para colocar em suspeição o depoimento dos irmãos Miranda”, resumiu a senadora Simone Tebet. Miranda e membros da CPI pediram a prisão do PM. A acusação de Dominguetti é claramente nebulosa, já que a própria Astrazeneca nega que trabalhe com representantes. Mas a gravidade do caso fez o governo se mexer rapidamente: Dias foi exonerado na quarta-feira. Ele, que deve depor no dia 7 na CPI, não é um personagem qualquer. Pazuello tentou demiti-lo em outubro passado, mas Bolsonaro vetou essa exoneração após intervenção do senador Davi Alcolumbre (DEM). Foi indicado por Bolsonaro nessa época para atuar na Anvisa exatamente na área técnica responsável pela análise e aprovação de vacinas. A indicação só foi retirada depois que o seu nome apareceu em uma investigação do TCU sobre a suspeita de direcionamento na compra de 10 milhões de kits para testes de Covid. Antes de ingressar no Ministério da Saúde, em 2019, Dias havia trabalhado na gestão de Cida Borguetti, esposa de Barros. E permaneceu no Ministério mesmo durante a troca de três ministros. Outra pessoa ligada a Barros também está por trás do escândalo da Covaxin. A servidora Regina Célia Silveira Oliveira foi citada por Luis Ricardo Miranda, irmão do deputado Luis Miranda, como outra pessoa que teria pressionado pela aprovação da Covaxin, apesar das irregularidades. Barros negou que tivesse indicado Regina, mas rapidamente foi desmentido pela cópia do Diário Oficial que registrava sua assinatura na contratação dela, quando ele era ministro da Saúde. Além disso, o deputado Luis Miranda assegura que recebeu uma oferta de suborno para ficar calado sobre esse escândalo em uma reunião com o lobista Silvio Assis, homem de confiança de Barros, no dia 31 de março. O líder do governo estava presente. Isso, 11 dias após Miranda ter delatado o esquema.

Barros, assim, tem muitas explicações a dar à CPI da Covid. Neste ano, ele já cobrou publicamente a aprovação do uso emergencial da Covaxin e da Sputnik V. Em fevereiro, ameaçou “enquadrar” a diretoria da Anvisa. Seu envolvimento em casos suspeitos não é surpresa em Brasília. Líder do Centrão, o paranaense há anos aumenta sua influência na administração pública, seja qual for o governo. Foi líder de FHC na Câmara e vice-líder de Lula. Mesmo sendo vice-líder de Dilma, articulou o impeachment da petista e tornou-se ministro da Saúde no governo Temer. Não participou do governo Bolsonaro no início, mas tornou-se figura-chave da nova gestão ao assumir a liderança na Câmara em agosto de 2020. Na época de ministro, defendeu uma redução na cobertura do SUS. Informou que a pasta não fiscalizaria a qualidade dos planos de saúde e foi um dos defensores da redução da cobertura e criação de planos populares. Criticou a quantidade de exames feitos pelo SUS. A Saúde não é seu único alvo. Já defendeu o nepotismo na administração pública e, desde que se converteu ao bolsonarismo, tem atuado para fortalecer projeto do presidente. Lançou a ideia de uma nova Constituinte, pois desejava tirar o poder de juízes e promotores. Ameaçou o STF, ao dizer que chegaria a hora em que Executivo e Legislativo “deixariam de cumprir as determinações do Judiciário”.

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A Polícia Federal (PF) desencadeou, nesta quinta-feira (20), a segunda parte da operação para investigar a suspeita de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro em contratos de saúde firmados entre 2013 e 2016 pela Prefeitura de Timbaúba, na Zona da Mata Norte de Pernambuco.Segundo a PF, a organização criminosa fraudou processos licitatórios realizados pela prefeitura para aquisição de medicamentos e materiais odontológicos e hospitalares com recursos destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS). O prejuízo aos cofres públicos já apurado é de R$ 7.916.744. A Operação Desmame II cumpre, nesta quinta-feira, dois mandados de busca e apreensão em Timbaúba e outros dois no Recife. As ordens judiciais foram expedidas pela 25ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Goiana, também na Mata Norte.De acordo com a PF, de sete licitações realizadas para a aquisição dos insumos médicos, seis foram vencidas pela mesma empresa, que teria apresentado proposta com preços até 50% inferiores aos preços de referência contidos nos editais de publicação dos certames e considerados impraticáveis no mercado do ramo.”Ademais, através da análise dos processos licitatórios correspondentes, foram identificados vários indícios de direcionamento e de fraude ao caráter competitivo das licitações analisadas”, informou a PF, por meio de nota.A polícia informou ainda que o aprofundamento das investigações mostrou diversos vínculos entre a empresa contratada de forma fraudulenta e políticos de Timbaúba, cujos nomes não foram revelados. Há indícios, segundo a PF, da existência de movimentações financeiras milionárias entre empresas do grupo econômico de um dos políticos envolvidos e a distribuidora de medicamentos contratada pela Prefeitura de Timbaúba.

A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Timbaúba para repercutir a operação, mas não obteve retorno.

Primeira fase e crimes 
Em 3 de fevereiro deste ano, a PF deflagrou a primeira fase da operação. Segundo a corporação, foi possível robustecer os elementos de prova, fortalecendo os indícios de utilização de pessoas interpostas (popularmente conhecidas como “laranjas”) para fins de ocultação das vantagens ilícitas obtidas pela organização criminosa, em prejuízo aos recursos públicos destinados à saúde dos cidadãos de Timbaúba.

Os envolvidos no esquema criminoso irão responder pelos crimes de fraude à licitação, falsidade ideológica, peculato, lavagem de capitais e organização criminosa, a depender do grau de participação nos fatos apurados.

 

PF encaminha ao STF pedido de investigação contra Toffoli por possível venda de decisões

O presidente do Supremo Tribunal Federal, José Antonio Dias Toffoli, em Brasília, em 3 de fevereiro de 2020 – AFP

A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que abra um inquérito para apurar a suspeita de repasses ilegais ao ministro Dias Toffoli. A linha de investigação da PF foi baseada na colaboração premiada do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral. De acordo com informações obtidas pela jornalista Camila Mattoso, da Folha de S. Paulo, Cabral teria afirmado que Toffoli teria beneficiado dois prefeitos fluminenses em processo na Suprema Corte em troca de R$ 4 milhões. Vale lembrar que o ministro presidiu o STF de maio de 2014 a maio de 2016. A quantia endereçada ao então presidente do tribunal teria sido enviada entre 2015 e 2015. Sérgio disse que os pagamentos foram intermediado por Hudson Braga, ex-secretário de Obras do Rio de Janeiro.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

” Um pais esta cheio de corruptos, ninguém saber a onde vai para. Enquanto isto existem mais de 14 milhões de desempregados passando fome, isto para banca as luxurias dos corruptos é um crueldade imensa.

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Emedebista é investigado na Operação Sépsis, que investiga supostas propinas ao político em esquema de desvios no FGTS

Cunha cumpria prisão domiciliar por causa da pandemia do novo coronavírus

Cunha cumpria prisão domiciliar por causa da pandemia do novo coronavírus

ANTONIO CRUZ/ AGÊNCIA BRASIL

O TRF1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região) revogou a prisão domiciliar do ex-presidente da Câmara do Deputados, Eduardo Cunha, no processo da Operação Sépsis, que investigou o pagamento de propina de empresas interessadas na liberação de verbas do FGTS (Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). 

O desembargador Ney Bello, responsável pela decisão, disse não ver necessidade de manter a prisão, já que Cunha estava em prisão domiciliar há mais de um ano. “Notadamente, pelo tempo em que a medida constritiva foi determinada, em razão de não se ter notícia do descumprimento das obrigações impostas, e também, pela demora em se marcar o julgamento da apelação já interposta em favor do requerente”, afirmou. Agora, o ex-deputado irá responder ao processo em liberdade. Em outra ação, relacionada à operação Lava Jato, o emedebista teve a prisão preventiva revogada na semana passada. Cunha estava preso desde outubro de 2016 e há cerca de um ano começou a cumprir a prisão em casa em função da pandemia de covid-19, com o uso de tornozeleira eletrônica.  

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  • Juiz vê criminalização da política e absolve Temer, Cunha e Geddel 
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    Juiz vê criminalização da política e absolve Temer, Cunha e Geddel 

Em nota, a defesa de Eduardo Cunha comemorou a revogação da prisão domiciliar. “Não havia mais qualquer motivo para manutenção de uma prisão preventiva que era abusiva, desproporcional e sem fundamento legal”, afirmou o advogado Aury Lopes Jr. Em março de 2017, Cunha foi condenado a 15 anos e quatro meses de prisão pelo ex-juiz Sergio Moro, em regime fechado, pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. De acordo com a sentença, o ex-deputado solicitou pagamento de 1,3 milhão de francos suíços em propina para exploração da Petrobras em um campo de petróleo no Benin, na África, e recebeu o valor em uma conta na Suíça, configurando o crime de lavagem de dinheiro.

” Ato vergonhoso”

noticias.r7

A CPI da Pandemia pode votar a partir da próxima semana a convocação de cinco ministros de Estado, quatro governadores, quatro prefeitos, 13 secretários estaduais e municipais de saúde e um integrante do Supremo Tribunal Federal (STF). Dos 209 requerimentos que ainda aguardam deliberação do colegiado, 134 são pedidos de convocação. Outros 73 são de convite e apenas dois de informações.

Os parlamentares sugerem a convocação dos ministros Paulo Guedes (Economia), Walter Braga Netto (Defesa e ex-Casa Civil), Luiz Eduardo Ramos (Casa Civil e ex-Secretaria de Governo), Marcos Pontes (Ciência, Tecnologia e Inovações) e Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos). O ministro Wagner Rosário, da Controladoria Geral da União (CGU), é chamado a depor em um pedido de convite. Há ainda requerimentos para a convocação do ex-ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores) A CPI da Pandemia pode votar ainda a convocação dos governadores João Doria (São Paulo), Wilson Lima (Amazonas), Rui Costa (Bahia) e Hélder Barbalho (Pará). Wellington Dias (Piauí) é convidado como representante do Fórum de Governadores. O prefeito de Manaus (AM), David Almeida, é alvo de três requerimentos. Além dele, há pedidos para a convocação dos gestores de Chapecó (SC), João Rodrigues; Ilha Bela (RJ), Toninho Colucci; e São Lourenço (MG), Walter Lessa. Outro requerimento pede a convocação do ex-prefeito de Fortaleza (CE), Roberto Cláudio. A CPI da Pandemia pode votar ainda a convocação dos secretários estaduais de Saúde de Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Sergipe e Rio Grande do Norte. Além deles, podem ser convocadas a depor as gestoras municipais de Saúde de Manaus e de Porto Seguro (BA). Há ainda requerimentos para a convocação de ex-secretários do Amazonas, do Distrito Federal e de Fortaleza.

“Gabinete do ódio”

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exame

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou nesta segunda-feira, em entrevista à rádio Jovem Pan, que não vê motivos para a apresentação de 95% dos pedidos de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro. Em meio à crise sanitária e social decorrente da Covid-19, Lira disse que não é o momento de levar o assunto adiante. Entenda como as decisões da Câmara e do Senado afetam seus investimentos. O presidente da Câmara falou sobre o tema após ser perguntado sobre um “superpedido” de impeachment que deve ser apresentado pela oposição e deputados de direita que não apoiam Bolsonaro. Ao todo, Lira já tem mais de 70 pedidos à espera pela deliberação.

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A comissão parlamentar de inquérito (CPI) que vai investigar as ações do governo e o uso de verbas federais na pandemia de covid-19 se reúne pela primeira vez na próxima terça-feira (27), a partir das 10h. Com a instalação oficial, a CPI escolherá seu presidente, seu vice-presidente e seu relator.A reunião acontecerá no Plenário nº 3, na Ala Senador Alexandre Costa, e será semipresencial, com a possibilidade de participação dos membros da CPI em pessoa ou virtualmente. A eleição do presidente e do vice-presidente, que é secreta, será restrita aos que comparecerem no local.O único candidato já registrado para a presidência da comissão é o senador Eduardo Girão (Podemos-CE), autor do requerimento que estendeu o foco de atuação da CPI. O senador Omar Aziz (PSD-AM) também deve concorrer ao cargo. As inscrições podem ser feitas até a hora da votação. Caberá ao presidente eleito a escolha do relator da CPI, que dará o tom das investigações a partir do seu plano de trabalho. O senador Renan Calheiros (MDB-AL) tem sido o nome mais lembrado para a função até agora. O senador Otto Alencar (PSD-BA), como membro mais idoso entre os titulares da comissão, presidirá a reunião inaugural.

Trabalhos presenciais

Depois da instalação e da escolha dos postos-chave, a CPI terá autonomia para decidir se os seus próximos compromissos serão presenciais, virtuais ou mistos. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, avalia que algumas atividades da comissão terão de ser realizadas exclusivamente em reuniões presenciais.

— Uma CPI impõe atos como interrogatórios, inquirição de testemunhas incomunicáveis, reunião e exame de documentos sigilosos, perícias. Tudo isso recomenda que, por ser um trabalho investigativo, seja feito presencialmente — observou ele no último dia 13, quando a CPI foi oficialmente criada. Para a reunião de terça-feira, várias precauções sanitárias já estão estabelecidas. O acesso ao plenário será reservado aos senadores e a um número restrito de servidores — inclusive com limitação de cadeiras no espaço físico. A captação de imagens da reunião será feita apenas pelos profissionais dos órgãos de comunicação do Senado.

Compartilhamento de informações

Antes mesmo do início dos trabalhos, algumas movimentações no Senado já preparam o terreno para as investigações da CPI da Pandemia. A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) já requereu que a CPI atue em coordenação com a Comissão Temporária da Covid-19 do Senado, que acompanha ações de saúde pública relacionadas à pandemia. Ela solicita que a comissão compartilhe documentos e informações com a CPI e que sejam realizadas audiências públicas conjuntas, quando isso for conveniente. Outra medida em análise é o acesso da CPI a documentos sigilosos já obtidos pela CPI Mista das Fake News, caso eles sejam relevantes para a investigação. A CPMI já se debruçou sobre denúncias de notícias falsas a respeito da eficácia da vacinação, por exemplo. Para que esse compartilhamento aconteça, a CPI da Pandemia deverá aprovar requerimentos específicos para cada documento de interesse, com fundamentação para cada um. Após a aprovação, caberá ao presidente da CPI das Fale News, senador Angelo Coronel (PSD-BA), autorizar ou não a liberação dos documentos em questão. Segundo o Regimento Interno do Senado, documentos sigilosos recebidos pelas comissões não podem ser transcritos e devem ser apreciados em sessão secreta. Caso eles sejam encaminhados para a instrução de alguma matéria, ficarão em envelope lacrado e sua tramitação será acompanhada sempre pelo presidente da comissão. Além de solicitarem documentos de órgãos públicos, CPIS podem requerer quebras de sigilos fiscal, bancário e de dados. Essas informações dependem de atos fundamentados e devem ser mantidas em sigilo pela comissão.

Focos

A CPI da Pandemia foi criada a partir do requerimento do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), e teve seu foco ampliado a partir do requerimento de CPI apresentado posteriormente por Eduardo Girão. O RQS 1.371/2021, de Randolfe, propôs uma comissão de inquérito para investigar ações e omissões do governo federal no combate à pandemia de covid-19, com foco especial na situação do estado do Amazonas, primeiro estado do país onde hospitais reportaram desabastecimento de oxigênio para pacientes. Depois, Girão apresentou o pedido (RQS 1.372/2021) para que a CPI investigasse, também, o uso de verbas federais repassadas a estados e municípios para o enfrentamento da crise sanitária. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, incorporou os dois requerimentos em uma única CPI, por considerar o segundo tema — as verbas repassadas aos entes federativos — conexo ao primeiro. — O requerimento do senador Randolfe Rodrigues (…) tem precedência regimental por ser o mais antigo. Nesses termos, a comissão terá como objeto o constante do requerimento do Senador Randolfe Rodrigues, acrescido do objeto do requerimento do senador Eduardo Girão, este, portanto, limitado apenas quanto à fiscalização dos recursos da União repassados aos demais entes federados para as ações de prevenção e combate à pandemia da covid-19, excluindo as matérias de competência constitucional atribuídas aos Estados, Distrito Federal e Municípios — explicou Pacheco ao anunciar a criação da CPI, na sessão deliberativa do dia 13 de abril.

Ex-ministros

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Alvo da CPI da Covid no Senado, o uso de verbas federais para combate ao coronavírus por Estados e municípios já rendeu 75 operações especiais da Polícia Federal desde o início da pandemia. As irregularidades investigadas atingem prefeituras ou governos de 23 Estados e somam quase R$ 2,2 bilhões, valor que representa 3,5% dos R$ 64 bilhões repassados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Consumidores fazem compras em rua comercial do Rio de Janeiro 16/09/2020 REUTERS/Ricardo Moraes
Consumidores fazem compras em rua comercial do Rio de Janeiro 16/09/2020 REUTERS/Ricardo Moraes

Foto: Reuters

As investigações tiveram início em abril de 2020, a partir de denúncias de superfaturamento em contratos envolvendo recursos federais. A prefeitura de Aroeiras (PB) foi alvo da primeira ação, que teve como foco a compra, sem licitação, de livros e cartilhas educativas sobre o vírus – material que, na época, era oferecido pelo Ministério da Saúde sem custo.

De lá para cá, mais 93 municípios entraram na mira da PF e de outros órgãos federais, como a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Ministério Público Federal (MPF), que geralmente participam das operações. Em um ano, foram cumpridos 1.160 mandados de busca e apreensão, que levaram à prisão temporária de 135 pessoas e à prisão preventiva de outras 12.

A lista de detidos inclui até um senador. Chico Rodrigues (DEM-RR), que naquela época era vice-líder do governo de Jair Bolsonaro no Senado, acabou preso em outubro do ano passado por suspeita de participar de um esquema que teria desviado recursos de emendas parlamentares destinadas ao enfrentamento da doença em Roraima. Durante a abordagem dos policiais, Rodrigues escondeu R$ 33 mil na cueca. Rodrigues, que nega as acusações, pediu licença do mandato e ficou quatro meses afastado, retomando a atividade parlamentar em fevereiro. Ele afirmou que o dinheiro encontrado é lícito e seria usado para o pagamento de funcionários de uma empresa familiar.

Rodrigues não integra a CPI, mas casos como o dele devem ser abordados ao longo da Comissão Parlamentar de Inquérito que deve ser instalada na próxima terça-feira. Com a ampliação do escopo da investigação – após pressão do governo Jair Bolsonaro -, denúncias de irregularidades no uso de verba federal por Estados e municípios podem levar governadores e prefeitos a compor a lista de “convidados” pelo grupo. O prefeito de Manaus, David Almeida (PSC), deve ser um dos primeiros a serem ouvidos no subgrupo da CPI que terá como alvo a crise de oxigênio no Amazonas. O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello já responde a processo aberto pelo Ministério Público Federal (MPF) no Estado por improbidade administrativa derivada de suposta omissão durante o colapso.

‘Iceberg’

Defensor da ampliação do escopo da CPI, o senador Eduardo Girão (Podemos-CE) afirmou que “as operações da PF são de muita relevância por permitir que os recursos alocados no combate à covid cheguem ao povo brasileiro”. Sobre o fato de as apurações policiais alcançarem apenas 3,5% do total de repasses feitos pelo SUS, o parlamentar disse que o valor pode ser apenas a “ponta do iceberg”. “Apurar o destino de R$ 64 bilhões requer mais tempo, é um valor considerável.” Girão se coloca como candidato a presidir a CPI da Covid. Pelo acordo feito entre os partidos, porém, o posto de presidente deve ficar com Omar Aziz (PSD-AM) e a relatoria, com Renan Calheiros (MDB-AL). Os cargos serão oficializados na primeira reunião do colegiado, na terça-feira.

” Vejam e analise se eles estão pensando no bem estar social ou se querem que seja realizado o censo do qual houve um corte de  R$ 1,76 bilhão, este dinheiro se encontra com esta turma”

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Segundo o ministro Alexandre de Moraes, o juízo da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro não tem competência para processar e julgar a ação. Com isso, todos os atos decisórios estão anulados.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou a incompetência do juízo da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro para processar e julgar a ação penal a que respondem o ex-presidente Michel Temer,o ex-ministro Wellington Moreira Franco e outros seis denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) pelos crimes de corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro, na esteira da Operação Descontaminação. Ele também declarou a nulidade de todos os atos decisórios praticados na ação penal, inclusive o recebimento da denúncia. Os autos devem ser enviados para a 12ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal.

A decisão se deu na Reclamação (RCL) 46519, em que a defesa de Moreira Franco alegava que a manutenção da ação penal na Justiça Federal do Rio de Janeiro violaria decisão do STF no Inquérito (INQ) 4327. Nesse processo, o Plenário do Supremo discutiu a competência para julgamento do chamado “Quadrilhão do PMDB” e concluiu que os autos deveriam ser remetidos à Justiça Federal do DF.

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Fonte: Agência Senado

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Arquivo PF

Recife/PE – A Polícia Federal deflagrou na manhã de hoje (13/4) a Operação Contrassenso, objetivando investigar possível prática dos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, fraude em licitação, falsidade ideológica e organização criminosa, através de contratações realizadas pela Secretaria de Educação da Prefeitura de Petrolina/PE. Cerca de 150 policiais federais e auditores da Controladoria Geral da União – CGU participam do cumprimento de 33 mandados de busca e apreensão, autorizados pela Justiça Federal em Petrolina/PE. As buscas estão sendo realizadas em sedes de órgãos da Prefeitura de Petrolina/PE, bem como na região metropolitana do Recife/PE e no Estado de Minas Gerais. As investigações apontam irregularidades no fornecimento de kit escolar, entre o final do ano de 2015 até o ano de 2020, com emprego de recursos federais oriundos do FUNDEB, verba sob fiscalização da União. A investigação é uma decorrência da análise do material apreendido na denominada Operação Casa de Papel, deflagrada pela Polícia Federal no ano passado. As investigações apontam pagamento de possível propina, através de transferências bancárias em favor de terceiros, indicada por um dos servidores investigados, além de demonstrar um frequente contato entre os servidores públicos e os líderes do grupo econômico, principalmente em atos referentes ao pagamento da prefeitura às empresas do grupo. A CGU realizou auditoria em parte das contratações, apontando evidências dos artifícios utilizados pelo grupo empresarial para burlar os processos licitatórios, em especial o uso de empresas de fachada criadas em nome de interpostas pessoas (laranjas).

gov.br

Ferrenho defensor de Jair Bolsonaro nas redes sociais, o colunista de extrema-direita Rodrigo Constantino não conseguiu defender o filho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), no caso da compra da mansão de R$6 milhões em Brasília. Desde a noite desta segunda-feira (1), Constantino não tem poupado críticas ao parlamentar e, por isso, vem sendo criticado por bolsonaristas, de quem antes era próximo. “Bolsonaro não precisa de adversários; ele os tem dentro de casa”, escreveu o colunista em uma postagem com um vídeo de uma reportagem sobre a compra da mansão. Em outro tuíte, Constantino chega a chamar Flávio Bolsonaro de imbecil: “Que escárnio!!! É muito sem noção mesmo. Duro até de acreditar que o sujeito seja tão imbecil a esse ponto. Qual é a explicação???”.

Confira abaixo algumas das críticas feitas pelo até então bolsonarista.

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