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REFLEXÕES DO PASSADO E PRESENTE: PERSPECTIVA DE MELHORA PARA O FUTURO


 

REFLEXÕES DO PASSADO E PRESENTE: PERSPECTIVA DE MELHORA PARA O FUTURO


 

Educação

Estudante de escola pública, Tabata Amaral, recebeu uma bolsa integral para fazer graduação na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Formou-se em Ciência Política em 2016 e, de volta ao Brasil, foi eleita deputada federal pelo PDT de São Paulo em 2018. Uma de suas principais bandeiras é a defesa por uma Educação de qualidade para redução das desigualdades no Brasil.

Nascida na periferia de São Paulo, Tabata recebeu bolsa para estudar Ciências Políticas em uma das maiores universidades do mundo, Harvard. (Foto: Acervo Pessoal)

Futura & Educação: Como foi a sua trajetória até chegar a Harvard? Alguma vez você já imaginou que poderia ir tão longe?

Tabata Amaral: Eu tive a chance de participar da 1ª OPMEP (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas) e ganhar uma bolsa de estudos em São Paulo numa escola particular. Até então, eu estudava em uma escola pública na Vila Missionária [um bairro na periferia de São Paulo formado por migrantes de outros estados]. Assim, pude ter acesso a uma melhor qualidade no ensino e a matérias que eu não estudava. Vi que essa outra realidade era muito diferente. Nesta escola conheci pessoas que falavam outro idioma, viajavam para fora, já faziam intercâmbio. E eu, que demorava 4h para ir e voltar da escola, nunca tinha possibilidade de pensar em qual era o meu sonho. Conheci um mundo muito mais amplo que o meu. Foi então que eu comecei a sonhar em fazer uma faculdade fora. Inicialmente, eu queria fazer Astrofísica. Os professores conseguiam um quartinho para eu ficar na escola. De onde eu venho, eu tenho claro como é a desigualdade no Brasil. Falta educação de qualidade para muita gente. Por alguns momentos eu conseguia vislumbrar essa realidade.

“De onde eu venho, tenho claro como é a desigualdade no Brasil. Falta educação de qualidade pra muita gente.”

Eu perdi meu pai 4 dias depois que fui aprovada em Harvard. O que fez que meu sonho em ser Astrofísica também mudasse. Daí, decidi que ia fazer Ciências Políticas. Fiz faculdade entre 2012 e 2016.

Futura & Educação: Qual a origem da sua família? Conta um pouquinho mais sobre a sua história.

Tabata: Minha mãe veio do interior da Bahia. Ela começou a estudar com 10 anos, mas quando engravidou de mim ela saiu da escola e foi trabalhar. Meu pai conheceu minha mãe quando ela estava grávida. Ele é de São Gonçalo e foi pra São Paulo com 15 anos, mas tinha doenças psicológicas e vícios. Ele nasceu na Paraíba, mas viveu em São Gonçalo. Ele junto com minha mãe foram morar numa ocupação na Vila Missionária, onde ela mora até hoje.

Tábata ao lado de Malala, uma de suas principais inspirações. (Foto: Acervo Pessoal)

Futura & Educação: Como foi o período em que esteve em Harvard? O que mudou na Tabata?

Tabata: Uma coisa que mudou foi a minha visão do mundo. Eu tive muitas oportunidades muito jovem, mas eu sempre morei na Missionária. Hoje, eu tenho uma visão muito mais complexa da desigualdade. Lá [nos EUA}, eu conheci tanta gente: mulheres, homens, jovens, negros… pude ver que a solução não é simples, mas precisamos de políticas públicas para transformar a Educação no Brasil.

Futura & Educação: Por que decidiu voltar ao Brasil?

Tabata: Eu fui para Harvard quase sem falar inglês. Minha mãe ficou desempregada e não tinha condições de pagar um cursinho de idiomas. Eu só fui porque os meus professores do colégio e minha mãe me convenceram a ir. Na época, eu me sentia muito culpada por não poder ajudar meu pai. Só fui mesmo porque me convenceram que assim eu poderia mudar as coisas. No segundo ano eu mudei de curso porque decidi estudar mais sobre Política e Educação. Queria – e ainda quero – mudar a realidade do Brasil. Nas férias, eu voltava para o Brasil. Eu sei que lá ganharia muito mais, mas acho que fazia mais sentido eu voltar. Conheci de perto a Secretaria de Educação no Ceará (Sobral) e depois a Secretaria pública de Salvador (BA). Eu pude ver o que é possível transformar a nossa Educação.

Tábata foi uma das 11 jovens selecionadas para conhecer Barack Obama durante a visita do ex-presidente americano ao Brasil. (Foto: Anna Carolina Negri)

“Eu sei que lá ganharia muito mais, mas acho que fazia mais sentido eu voltar pro Brasil.”

Futura & Educação: Como mudar a educação pública no Brasil?

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A boa vontade é uma virtude supervalorizada em educação. Dada a ausência do básico em muitas escolas país afora, transformamos uma virtude em ferramenta de trabalho. Um dos resultados é fácil de auferir. Hoje, a relação entre pais e professores está ruim de dar dó. Quem é o culpado favorito? A boa vontade, apontada como sujeito ausente em muitas conversas país afora – tanto na sala de professores quanto na sala de estar.

Pois bem, trago algumas notícias. A primeira é amarga. A boa vontade, tal como a gentileza, é muito apreciada por aqui, importante, de verdade. Porém, ela não vai mudar o mundo e é incapaz de mudar situações em que a reunião de pais e mestres já foi para o cantinho da disciplina (o famoso brejo escolar). A segunda é melhor – e não necessariamente mais fácil de engolir. Existe muita ciência para melhorar esse diálogo entre a turma do “meu filho perfeito, minhas regras maravilhosas” versus “seu filho insuportável, minha aula destruída”.Recentemente, visitei uma escola pública em San Diego, extremo sul da Califórnia (EUA). Para os padrões americanos, era uma instituição modesta. Se não fosse pela abundância de computadores, poderia estar em um bairro de classe média baixa de São Paulo. Fui até lá durante uma viagem pela Nova Escola e, confesso, me surpreendi pouco – exceto por um cargo muito específico da instituição. Havia uma pessoa responsável por organizar a relação entre pais e mestres, veja só. “Rapaz, temos aí uma pessoa capaz de colocar fim ao conflito Israel e Palestina”, tive vontade de falar (mas não falei). Fui conversar com ele e recebi um choque de esperança (nem sabia que ainda era capaz de nutrir tão bela sensação). Antes da criação do posto, as escolas pobres de San Diego tinham problemas semelhantes a muitas escolas brasileiras, independentemente da classe social. A discussão entre pais e professores, tal como aqui, também era recheada de ressentimento e desconfiança. Alguns anos atrás, a escola geralmente só chamava os responsáveis quando algo dava errado ou para cobrar algo – de nota a disciplina. Muitas mães e pais também não colaboravam e adotavam a política da relação mínima com a instituição. Só procuravam a escola quando algo dava muito errado.

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Ed Alves/CB/D.A Press

O governo de Jair Bolsonaro enviou ontem ao Congresso Nacional o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2020 com uma previsão de reajuste do salário mínimo apenas pela inflação no próximo ano. O documento não prevê realização de novos concursos e leva em consideração aumento salarial apenas para os militares no ano que vem. O secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, destacou que o aumento do mínimo é “paramétrico” e que a nova regra de reajuste ainda deverá ser definida até dezembro.  “Estamos colocando como uma previsão. Não é uma política do salário mínimo”, afirmou. Sobre reajuste para os militares, Rodrigues e o secretário especial adjunto da Fazenda, Esteves Colnago, negam que o texto contenha esse aumento. Segundo Colnago, a proposta incorporou, sim, uma previsão orçamentária para a reestruturação da carreira, prevista no projeto de mudança previdenciária das Forças Armadas, negociada pela equipe econômica com  a categoria. Eles confirmaram que o PLDO não prevê reajuste de servidores muito menos a realização de novos concursos. A reforma dos militares prevê um gasto de R$ 86,8 bilhões ao longo de 10 anos com a reestruturação da carreira, que consumirão a maior parte da economia de R$ 97,3 bilhões no mesmo período com mudança do regime de aposentadorias da categoria. No fim, resta saldo líquido positivo de apenas R$ 10,4 bilhões. Já a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma da Previdência dos demais trabalhadores prevê um impacto fiscal bem maior, de R$ 1,1 trilhão em uma década. “Entendemos que a nova Previdência faz todos os segmentos da sociedade darem sua contribuição. Os militares contribuem com o equilíbrio fiscal”, garantiu Colnago.

Metas piores

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Balanço aponta principais feitos do MEC no primeiro trimestre deste ano (Foto: André Borges/MEC)Um acordo com o Ministério da Justiça para apurar indícios de corrupção praticada por gestões anteriores foi uma das primeiras medidas tomadas pela nova gestão do Ministério da Educação, no governo de Jair Bolsonaro. Em 14 de fevereiro, o então ministro Ricardo Vélez Rodríguez assinou um protocolo de intenções com o ministro Sérgio Moro com a finalidade de fazer uma ampla investigação no âmbito do MEC e suas autarquias. Também assinaram o documento o ministro da Controladoria-Geral da União, Wagner Rosário, e o Advogado-Geral da União, André Mendonça. As investigações estão em andamento.

O reajuste do piso salarial do magistério para R$ 2.557,74 a partir de 1º de janeiro de 2019 foi outra ação da nova gestão do MEC. O reajuste foi de 4,17%, conforme determinação da Lei nº 11.738/2008. O valor corresponde ao vencimento inicial dos profissionais do magistério público da educação básica, com formação de nível médio, modalidade normal e jornada de 40 horas semanais. A nova gestão também iniciou 2019 com a criação de duas secretarias – a de Modalidades Especializadas de Educação (Semesp), com o objetivo de garantir inclusão e acessibilidade a pessoas com deficiência, capacitação de profissionais, metodologias e material didático para a educação especial e incentivar o acesso da população indígena, quilombola e do campo ao conhecimento e à sua própria história, e a Secretaria de Alfabetização (Sealf), com a finalidade de dar suporte estratégico ao trabalho de alfabetização. Também foi criada a Subsecretaria de Fomento às Escolas Cívico-Militares (Secim), com o objetivo de democratizar o ensino de qualidade oferecido pelas escolas militares do Brasil. Ao longo dos primeiros 100 dias do governo de Jair Bolsonaro, outras ações realizadas no MEC foram a oferta recorde de bolsas para o Programa Universidade para Todos (ProUni); a assinatura de acordo com o Ministério da Justiça para investigar indícios de corrupção na pasta; as parcerias para educação de cegos e surdos; o início do Programa de Apoio à Implementação da Base Nacional Comum Curricular (ProBNCC); o anúncio da impressão de livros em braile para ampliar a educação inclusiva no Brasil.

Alfabetização –

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Atividades com intencionalidade marcam a vida das crianças e garantem muita aprendizagem

Crédito: Getty Image

 

Quando comecei minha jornada na Educação como professora da Educação Infantil na década de 1980, não tinha materiais educativos, orientações, nem mesmo preparo para lecionar, afinal ainda estava fazendo na época o Magistério em nível médio. Para suprir minhas necessidades e de meus alunos, eu mesma, durante muitos anos, construí meus materiais pedagógicos. Muitos deles com ideias retiradas da revista Nova Escola, que desde aqueles anos já era minha companheira. Uma vez lembro que encontrei na escola um dos poucos livros disponíveis, “Pinote, o fracote e Janjão, o fortão”, de Fernanda Lopes de Almeida. Era uma história sobre oprimidos, opressores, bullying (que na época nem tinha esse nome), amizades e superação. Copiei os desenhos dos personagens do livro em papel, transformei em fantoches. Li o livro para meus alunos, eles manusearam os fantoches e a história ganhou interatividade. Conversamos sobre os temas. Eles adoraram: pela descoberta que um livro pode proporcionar, por ter acesso pela primeira vez a um livro, pelo encantamento de participar da história. Mas naquele momento eu não tinha a compreensão da aprendizagem proposta pela prática. Provavelmente reproduzi o que vivenciei nas escolas com minhas professoras quando criança. 

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Fechamento de escolas rurais e incerteza sobre continuidade do Pronera foram pontos de debate - Créditos: Marcos Santos/USP Imagens
Fechamento de escolas rurais e incerteza sobre continuidade do
Pronera foram pontos de debate / Marcos Santos/USP Imagens

O Fórum Nacional de Educação do Campo – articulação que reúne movimentos populares, estudantes, docentes e instituições de ensino – se reúne em Brasília nesta semana. Na tarde desta quinta-feira (11), realizou um ato público para apresentar demandas e críticas relacionadas ao desmonte de políticas públicas voltadas para o tema.O objetivo dos três dias de encontro nacional é justamente pensar métodos de atuação para garantir a permanência de tais políticas. As questões mais mencionadas são o contínuo fechamento de escolas rurais e a insegurança em relação à continuidade de ações como o Programa Nacional de Educação na Reforma AgráriaPara Mônica Molina, professora da UnB e uma das organizadoras do encontro, a mudança política no cenário brasileiro representa uma ameaça a continuidade destas iniciativas, seja por conta do discurso ideológico dos atuais governantes, seja por questões objetivas, de constrangimento financeiro. “Tem uma disputa muito forte do imaginário da sociedade para desconstituir os sujeitos camponeses como sujeitos portadores de direitos. Há toda uma ação midiática contra o movimento sem-terra. Além disso, há uma discussão sobre o orçamento, sobre os fundos públicos para essas políticas”, analisa. Gaudêncio Frigotto, professor da UERJ, introduziu o debate desta quinta-feira, apontando que, ao contrário de outras sociedades, o modelo imposto pelas elites brasileiras nunca garantiu direitos básicos, como a educação, à maioria de sua população. O docente ainda destacou como a mudança no comando do Ministério da Educação aproxima a pasta dos interesses do capital financeiro, por conta da trajetória do novo indicado. “Uma sociedade de capitalismo dependente, de desenvolvimento desigual e combinado. Que concentra brutalmente a riqueza e a miséria. O MEC, hoje, tem uma equipe econômica ligada à equipe econômica”, disse. Ouvindo as demandas dos presentes no encontro, Deborah Duprat, integrante da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, defendeu que a educação no campo – como parte da educação pública, universal e gratuita – compõe a realização do espírito constitucional de combate às desigualdades. “A Constituição de 1988 é o resultado de lutas de muitos segmentos populares. Como você monta um texto constitucional diante de uma sociedade historicamente tão desigual? A Constituição tem um princípio que vai organizar isso, no artigo 3º. Ali se pensa uma sociedade justa, igual, fraterna e solidária”, explicou. 

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educação domiciliar
Arquivo/MEC

Responsáveis legais perderão o direito à educação domiciliar quando o aluno for reprovado nas avaliações anuais

O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta quinta-feira (11) projeto de lei que regula a educação domiciliar de crianças e adolescentes , prática conhecida como homeschooling. A proposta fez parte dos instrumentos assinados em uma cerimônia no Palácio do Planalto que marcou a passagem dos 100 dias de governo. Segundo o Palácio do Planalto, o texto traz os requisitos mínimos que os pais ou responsáveis legais deverão cumprir para exercer essa opção, tais como o cadastro em plataforma a ser oferecida pelo Ministério da Educação ( MEC ) e a possibilidade de avaliação anual.O documento abrange o exercício do direito à educação domiciliar, além de alterar o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a Lei nº 9.394/96, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. O projeto de lei estabelece o registro periódico das atividades pedagógicas junto ao MEC, além de exigir documentos como a certidão de antecedentes criminais dos responsáveis. Os pais também devem declarar a opção pela educação domiciliar, nos termos da lei.“Os estudantes matriculados em educação domiciliar serão submetidos a avaliações anuais, sob gestão do Ministério da Educação, para fins de certificação da aprendizagem”, dispõe o texto.Caso o desempenho do estudante na avaliação seja considerado insatisfatório, será oferecida uma prova de recuperação. Todos os prazos relativos à realização das avaliações serão definidos pelo MEC, em calendário a ser divulgado.O texto prevê também que estudante matriculado na educação domiciliar poderá participar das avaliações formalmente instituídas pelo Ministério da Educação, observada a periodicidade das avaliações e a série cursada pelo estudante.Os responsáveis legais não poderão optar pela educação domiciliar ou perderão o direito à opção quando o estudante for reprovado nas avaliações anuais e nas provas de recuperação, em dois anos consecutivos ou em três anos não consecutivos; quando o aluno injustificadamente não comparecer à avaliação anual ou quando não for renovado o cadastramento anual na plataforma virtual.

Medida provisória x projeto de lei

A princípio, o governo  havia planejado editar medida provisória (MP) sobre a educação domiciliar . No entanto, em entrevista coletiva nesta quarta-feira, o chefe da Casa Civil da Presidência da República, ministro Onyx Lorenzoni, disse que o governo resolveu enviar projeto de lei ao Congresso Nacional por entender que sua tramitação trará mais segurança para a família que quiser adotar essa modalidade de ensino.Para virar lei, a medida provisória precisa ser aprovada pelo Congresso em até 120 dias. Caso contrário, perderá a validade. “E se ela [MP] caduca, e se cai por decurso de prazo? E as famílias que optaram por esse método? E as crianças, vão ficar sem salvaguarda? Vão perder aquele ano escolar? Então foi uma medida de proteção às crianças”, disse Onyx.

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Creche com obra parada em Altinho
Divulgação

Obras paradas atrapalharam a criação de novas vagas em creches

Das mais de 8.800 creches e escolas que deveriam ter sido construídas desde 2007, com o Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos da Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Pró-infância), menos da metade foi finalizada e pouco mais de 1.400 foram entregues à população. A Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC) do Senado discutiu os reflexos das obras paradas nesta quinta-feira (11). Isso significa que, no mínimo, 1,2 milhão de bebês e crianças não puderam ser matriculadas na rede pública nas vagas que, sem a conclusão das obras paradas , não puderam ser abertas. O diagnóstico foi feito por especialistas em audiência pública. As creches e pré-escolas foram financiadas com recursos da União, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), mas contratadas pelos municípios, que recebiam os recursos por meio de convênios até 2012. Segundo os dados apresentados pelos órgãos de controle na reunião, os erros vão desde o método de construção escolhido até a falta de fiscalização na execução das obras levaram ao desperdício de recursos, levando ao elevado número de construções paralisadas ou nem sequer iniciadas. Foram R$ 6,4 bilhões repassados, de um total de R$ 13,7 bilhões previstos no Proinfância. De acordo com José Paulo Barbiere, da Controladoria Geral da União (CGU), até março de 2017, das 8.824 creches pactuadas, 3.482 foram concluídas, sendo que, destas, somente 2.708 tinham todos os serviços plenamente executados e 1.478 estavam em funcionamento. 710 do total estão abandonadas, ou seja, o contrato com a construtora foi encerrado sem a finalização da obra.Outras 304 estão paralisadas, mas com contratos em vigor. A construção de 1.860 creches já havia sido cancelada sem nenhuma execução apesar de terem sido liberados recursos, levando ao desperdício de cerca de R$ 2 bilhões. Das 1.645 ainda em execução, 85% estão atrasadas ou paralisadas.Se todas as creches e pré-escolas pactuadas tivessem sido concluídas, alertou Barbieri, mais de 1,8 milhão de vagas teriam sido abertas, número próximo aos 2,3 milhões de vagas necessárias para o cumprimento das metas do Plano Nacional de Educação (PNE), de matricular 50% das crianças de 0 a 3 anos em creches e 100% de crianças de 4 e 5 anos em escolas infantis.

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    O campeão mundial de FREE FIRE Ariano Ferreira, residente na cidade de Santa  Terezinha PE, filho do casal Adriano Ferreira e Ana Cristina, que concorreu no campeonato em Banguecoque capital da Tailândia, no dia 06/04/19.
 O mesmo chegou em Santa Terezinha PE,  neste dia 10/04/19, onde foi recepcionado na EMJPS, com fogos, banda marcial da referida escola, a qual estudou o ensino fundamental.  Depois seguiu em carreata pelas principais ruas da cidade,  acompanhado de sua família, do prefeito da cidade Geovane Martins, do vice prefeito Adarivan Santos, da secretária municipal de educação Mariza Lima, estudantes e demais pessoas. A trajetória finalizou na EREM-ST,  onde o mesmo concluiu o ensino médio em 2018. Foi recepcionado pela gestora Acidália Siqueira, da coordenadora Solange Silva, professores, demais funcionários da Escola e estudantes. A recepção aconteceu na quadra poliesportiva com muitos aplausos,  faixas, e a fala da gestora, do prefeito, dos pais de Ariano e do próprio.  Como podem verificar nas fotos e vídeos. “Este blog parabeniza ARIANO FERREIRA, campeão mundial de jogos Free Fire. Desejando que Deus o abençoe e que possa realizar grandes proezas em sua vida. Isto serve de incentivo para os demais jovens, não no que diz respeito aos jogos, mas a qualquer carreira. Mostrando que abaixo de Deus está a determinação e a força de vontade,  para alcançar os objetivos”.

O economista Abraham Weintraub vai comandar a Educação a partir de agora no governo de Jair Bolsonaro. O ex-secretário executivo da Casa Civil tem uma carreira como professor na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e na iniciativa privada. Quando seu nome foi anunciado pelo presidente via Twitter, houve surpresa, pois pouca gente conhecia o currículo do novo ministro.

Abraham Weintraub é mais conhecido por suas propostas para a reforma da Previdência, que envolvem a aposentadoria fásica, que seria a reforma do sistema atual, e a poupança individual de aposentadoria (PIA). Na visão do economista, as aposentadorias pelo INSS teriam teto bem menor que o atual, mas os trabalhadores poderiam receber antecipações – 25% do salário mínimo a partir de 55 anos com 20 anos de contribuição, subindo o porcentual gradualmente. Já a PIA representa uma conta individual para aporte livre pelo trabalhador, administradas por instituições financeiras do mercado, e com isenção tributária. Em palestras diante de empresários e estudantes, Weintraub é mais aberto sobre suas opiniões. Veja algumas frases do ministro:”Diante de ameaças é necessário lutar pelo país em que se vive. Os venezuelanos descobriram isso muito tarde. Perderam o controle de sua pátria e hoje são colônia dos ditadores que controlam Cuba. São escravos”.”Esquerda ou direita, acho que é uma rotulação pobre. Somos humanistas, democratas, liberais, lemos a Bíblia (Velho e Novo Testamento) e a temos como referência”.”Durante o século XX, mais da metade das pessoas do mundo viveram sob alguma forma de terror. Hoje, a América do Sul, e o Brasil em particular, faz parte do espaço vital de uma estratégia clara para a tomada de poder por grupos totalitários socialistas e comunistas. Eu não acreditava nisso. Achava que era teoria da conspiração. Todavia, está tudo documentado! O Foro de São Paulo é uma realidade! As FARC eram convidadas de honra. O crack foi introduzido no Brasil de caso pensado. Vejam os arquivos, está na internet!”.“Desejamos que o Brasil mude, que acabe o roubo epidêmico, a corrupção, os privilégios, o patrulhamento ideológico, o narcotráfico e a ameaça de totalitarismo bolivariano. Em 2014, acreditávamos que Marina era a melhor alternativa. Hoje, evidentemente, Jair Bolsonaro representa o Brasil do futuro pelo qual estamos dispostos a lutar”.

novaescola

LAR 9778O último painel da programação da XXII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios desta terça-feira, 9 de abril, contou com a participação do ministro da Cidadania, Osmar Terra; e de representantes do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). O lançamento de um aplicativo para monitorar a alimentação escolar, a construção de uma nova proposta do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e ações do Ministério da Cidadania estiveram entre as discussões da plenária. Osmar Terra iniciou a sua palestra com explicações referentes ao funcionamento do Ministério da Cidadania e as respectivas Secretarias Nacionais subordinadas à pasta. Ele também citou o alcance de programas como, por exemplo, o Bolsa Família. Nesse sentido, o ministro reforçou o anúncio do presidente Jair Bolsonaro de reajustar o 13º dos beneficiários do Bolsa Família. Entretanto, descartou a possibilidade de aumento das demais parcelas. “Este ano o reajuste foi o do 13º, que vai ficar em 8,5%”, explicou.Na área da Cultura, Terra também informou que o governo pretende definir ações que possam revitalizar patrimônios históricos e de aumentar a proporção de ingressos subsidiados para população mais carente. “Nós estamos discutindo agora recursos para a reconstrução do Patrimônio Histórico e dos museus”, disse. O ministro concluiu a sua apresentação com a apresentação do Município + Cidadão, que pretende construir áreas de lazer para a população das cidades, principalmente as de pequeno porte.

FNDE
As palestras do FNDE foram apresentadas pela diretora de gestão de fundos, Sylvia Gouveia, e pelo diretor Arcione Viagi. Segundo a explicação da representante, ter a CNM como parceria é muito relevante para a construção do novo Fundeb. A vigência do Fundo vai até 2020 e a CNM já defendeu no Congresso Nacional a aprovação de uma proposta que torna o Fundeb permanente. A matéria tramita na Câmara dos Deputados.“Essa parceria é importante porque trazemos a experiência com a operacionalização e os diagnósticos. Ouvimos as propostas e testamos como se fossem uma simulação para poder chegar ao que de fato interessa que é o impacto delas. A partir dos nossos diagnósticos, já tínhamos avançado nessa proposta particular: de tornar o Fundeb permanente, mas queremos ampliar o alcance do efeito redistributivo do Fundo”, explicou.LAR 9691Por sua vez, o diretor Arcione Viagi mostrou ao público o funcionamento do aplicativo e-pnae, que permite ao gestor e ao cidadão o monitoramento da alimentação escolar. De acordo com o representante do FNDE, é por meio dele que o gestor terá acesso e feedback de como está sendo vista a alimentação escolar da sua cidade. “O Município terá controle e as escolas não poderão dizer que o ente não repassou o dinheiro porque o aplicativo permite esse controle on-line e promove mais transparência”, detalhou. A programação da XXII Marcha segue até a próxima quinta-feira, 11 de abril.

Por: Allan Oliveira

Da Agência CNM de Notícias

Salário pode ultrapassar R$ 3 mil

A cidade de Juazeiro do Norte, no Ceará, abriu um grande concurso público para diversas áreas, entre elas, a Educação, que está com mais de 800 vagas (imediatas e de cadastro de reserva). Há oportunidades para auxiliar de apoio educacional, secretário escolar, orientador educacional, pedagogo, psicopedagogo, professor de Ensino Fundamental, Educação Infantil, Ensino Religioso, Educação Física, Matemática, Geografia, História, Língua Portuguesa e Libras.O salário varia de R$ 998,00 a 3.395,56, a depender do cargo pretendido. Interessados devem se inscrever até o dia 25 de abril através deste site. A taxa para cargos de nível médio e técnico é de R$ 85,00 e para os de nível superior é de R$ 125,00. Haverá prova objetiva para todos os cargos, discursiva para os cargos de orientador educacional, pedagogo, professor e psicopedagogo, a ser realizada na mesma data da prova objetiva e prova de títulos para os cargos de nível superior. Consulte o edital para mais informações.

Entre exonerações e pedidos de demissão, Ministério da Educação teve 18 baixas em cerca de um mês. O ministro Ricardo Vélez Rodríguez também causou polêmica ao sugerir revisão de livros didáticos por causa da ditadura militar

POR:

Camila Cecílio

A exemplo do que aconteceu em março, o Ministério da Educação entrou abril com mais duas mudanças em seu alto escalão. O assessor especial Bruno Meirelles Garschagen, considerado braço direito do ministro Ricardo Vélez Rodríguez, foi demitido, assim como a chefe de gabinete Josie Priscila Pereira de Jesus. Ela foi substituída pelo ex-subcomandante geral da Polícia Militar do Distrito Federal, Marcos de Araújo, conforme o Diário Oficial da União desta quinta-feira (04/04). Entre pedidos de demissão e exonerações, já são 18 baixas no MEC em cerca de um mês.

Bruno Garschagen, que é autor dos livros “Direitos Máximos, Deveres Mínimos” e “Pare de Acreditar no Governo”, participou da decisão de enviar às escolas de todo o país uma carta com o slogan de campanha de Jair Bolsonaro, pedindo que os estudantes fossem filmados cantando o Hino Nacional, segundo o Blog de Renata Cafardo. O Diário Oficial não trouxe o nome do substituto e nem o MEC comunicou a nomeação para o cargo.Horas após a publicação, Bruno postou em seu perfil no Twitter: “Após quase três meses de intenso trabalho, deixo o MEC, em decisão acordada com o ministro @ricardovelez, para cuidar dos meus projetos pessoais, incluindo o doutorado e os lançamentos do meu livro novo, ‘Direitos Máximos, Deveres Mínimos'”.Josie de Jesus ocupou a chefia de gabinete por menos de um mês. Ela é ex-funcionária do Centro Paula Souza, autarquia ligada ao governo de São Paulo, de onde havia vindo o chamado “grupo técnico” do MEC. O ex-secretário executivo do ministério, Luiz Antonio Tozi, vinha do Paula Souza. Ele foi exonerado após críticas de Olavo de Carvalho e seus ex-alunos. A ex-secretária de Educação Básica, Tania Leme de Almeida, que pediu demissão, também pertencia ao grupo.
O substituto de Josie de Jesus é Marcos de Araújo, que além de ter sido subcomandante da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), é professor da Academia do Corpo de Bombeiros de Brasília e fundador de uma empresa de assessoria jurídica e desenvolvimento humano. É advogado, mestre em Ciência Política e especialista em gestão estratégica em segurança pública e doutor em Ciência Jurídica e Social. Uma terceira funcionária também foi exonerada nesta quinta – mas fora do alto escalão do MEC. Também deixa sua cadeira no MEC Juliana Alves Isaac, coordenadora-geral da coordenação-geral de avaliação de programas da Educação à distância da diretoria de acompanhamento de políticas da Educação Básica da Secretaria de Educação Básica.

Golpe de 64 e livros didáticos

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sala de aulaArquivo/Agência Brasil
Educação

Profissionais temem que mudanças reduzam interesse pela carreira

Publicado em 04/04/2019 – 16:43

Por Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil  Brasília

A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados pode recomendar a rejeição do trecho da reforma da Previdência que trata da aposentadoria dos professores. Segundo a deputada Professora Rosa Neide (PT-MT), a comissão pretende sugerir uma nova redação para esse trecho da reforma, mas ainda não há uma proposta consolidada.“Isso será decidido na própria comissão. A maioria dos deputados aponta para isso [rejeição], mas ainda haverá uma decisão”, disse Rosa Neide, que presidiu hoje (4) a primeira audiência pública sobre a reforma da Previdência e seus impactos sobre os professores.Para ajudar na elaboração das sugestões, a comissão pediu à Consultoria Legislativa da Casa um estudo sobre os impactos das mudanças referentes à categoria que constam da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6/19.Na audiência desta quinta-feira, a PEC foi criticada tanto pela maioria dos palestrantes quanto pela maioria dos parlamentares presentes. “Vai ter impacto na atratividade de jovens para a carreira, que já é pouco atraente em função do desgaste físico, dos salários baixos e da grande diferença em relação às demais carreiras com o mesmo nível de formação”, afirmou Luiz Alberto dos Santos, membro do  Corpo Técnico do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). Atualmente, apenas 3,3% dos estudantes brasileiros de 15 anos querem ser professores. Quando se trata daqueles que querem ser professores em escolas, na educação básica, que vai do ensino infantil ao ensino médio, esse percentual cai para 2,4%, de acordo com dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Professoras

Entre os pontos mais criticados na proposta de reforma da Previdência está o fim da diferença entre homens e mulheres na idade de aposentadoria. A idade mínima para aposentadoria de professores passaria a ser de 60 anos e o tempo de contribuição, de 30 anos, para ambos os sexos. Pelas regras atuais, as professoras podem dar entrada no benefício com tempo de contribuição mínimo de 25 anos e os professores, com 30 anos. Para os profissionais de escolas públicas, onde trabalha a maioria dos docentes, a idade mínima é de 50 anos para mulheres e 55 anos para homens. Isso significa que as professoras passarão a aposentar 10 anos mais tarde do que hoje e os professores, cinco anos mais tarde. “A proposta está exigindo maior esforço das mulheres brasileiras”, disse o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo. De acordo com Alessandro Roosevelt, assessor da Secretaria de Previdência do Ministério da Economia, a equiparação se deu seguindo modelos de outros países, onde não há diferenciação entre homens e mulheres. Ele disse que o objetivo inicial do governo era acabar com a diferenciação em todas as aposentadorias. “Hoje sabemos que essa discussão ainda está muito crua para ser colocada no Congresso. Como professores já têm redução [em relação às demais categorias] na questão da idade, não teria muita lógica essa separação”, afirmou.A idade mínima dos professores é inferior à proposta, no geral, pela PEC, que estabelece a idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 para homens.  

Salário integral

Pela proposta em tramitação, professores receberão, ao se aposentar, 60% da média salarial mais 2% por ano de contribuição que exceder a 20 anos. Ou seja, com o tempo de contribuição mínimo de 30 anos, os professores se aposentarão recebendo 80% da média salarial. Para receber 100% da média salarial, será necessário trabalhar 40 anos. Haverá um processo de transição até a regra ser totalmente implementada.Caso um professor comece a trabalhar aos 25 anos de idade, terá que trabalhar até os 65 anos para receber a média de todos os salários que ganhou.Atualmente, os professores da rede pública recebem, ao se aposentar, a integralidade da média salarial. Os demais professores estão sujeitos ao regime geral, que usa o chamado fator previdenciário, que leva em consideração o tempo de contribuição, a idade do segurado e a expectativa de sobrevida. No caso dos professores, são acrescidos ao cálculo cinco anos de contribuição no caso dos homens e dez anos, no caso das mulheres. O fator previdenciário incide sobre a média salarial.

Condições de trabalho

Heleno Araújo ressaltou que os professores brasileiros estão, no geral, expostos a condições precárias de trabalho, como falta de infraestrutura, e carecem de formação continuada adequada. Os salários também não são altos. Atualmente, o piso da categoria é R$ 2.557,74. Segundo levantamento do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), os professores de escolas públicas ganham 25% menos que os demais profissionais com o mesmo nível de formação.

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   Reuniram-se neste dia 05/04/19, no auditório da E.M.J.P.S, na cidade de Santa Terezinha PE, a equipe gestora, professores e demais funcionários da escola. Estavam presentes também a equipe da GRE de Afogados da Ingazeira, os vereadores Lindomar Leite e Elizangela Lira (Langinha) e a representante do prefeito Geovane Martins, a senhora Lindeci Martins.

   Numa roda de conversa de forma democrática, os mesmos trataram de assuntos pertinentes a educação. A secretária de educação municipal Mariza Lima iniciou a reunião dando boas vindas a todos e tratou do assunto que será removido alguns alunos para o clube municipal, por questões de espaço. Mas a mesma explicou, juntamente com o engenheiro Pedro Guedes, que o clube passará por uma reforma geral, onde ficará apropriado para receber os alunos. Será colocado ar condicionado em todas as salas e demais equipamentos para um bom funcionamento.

   Foi esclarecido também que para que esta reforma aconteça será necessário a aprovação pelos vereadores.

  A pedagoga Salédja Sales, que faz parte do quadro de funcionários da referida secretaria também fez uma explanação de toda prestação de contas, entradas e saídas de verbas do FNDE, algo relevante, demonstrando a transparência, para que todos saibam como está sendo administrado o dinheiro público na educação de Santa Terezinha.

     Falou também Patrícia Roberta da GRE, que destacou a importância dos níveis de educação em Santa Terezinha, que se encontra numa situação muito boa, mas é necessário continuar crescendo cada vez mais.

   A secretária geral, Lindeci Martins falou que a prefeitura e a secretaria de educação estão de portas abertas, está documentada e que qualquer cidadão que deseje poderá verificar, pois é um direito do cidadão. Lamentou a falta dos demais vereadores, que apesar de terem sido convidados, não compareceram, o que segundo ela é uma pena, pois os mesmos poderiam ter ouvido as propostas e também dado sugestões a respeito do que foi tratado. A mesma falou que o governo municipal deseja trabalhar de forma participativa em prol do desenvolvimento da mesma, sem distinção de partido.

    No final a secretária Mariza Lima convidou a todos para visitarem a escola e o clube e juntamente com o engenheiro Pedro Gomes, mostraram a deficiência de espaço e a necessidade dessa mudança. Também mostrou a escola Mônica Tavares e o aterro que seria necessário fazer para a reforma, com um custo muito alto e que mesmo assim ficaria sem espaço. Seria um dinheiro gasto sem resultados. Por conta disso optaram por esta mudança para o clube, onde ficará um espaço mais propício e mais aconchegante.

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A reunião foi muito produtiva, com democracia e transparência, onde todos participaram, deram sugestões. ”Essa é a forma que deve sempre trabalhar para se obter um bom desempenho e desenvolvimento de toda sociedade”.

   Para que a pessoa humana possa ter dignidade, serão necessários que lhe sejam assegurados os seus direitos sociais previstos no artigo 6º, da Constituição Federal (educação, saúde, trabalho, lazer, segurança, previdência social, proteção a maternidade e a infância e assistência aos desamparados) como o mínimo normativo, … Os direitos civis são os direitos fundamentais à vida, à liberdade, à propriedade privada e à igualdade perante a lei. É o direito de ir e vir e de liberdade de expressão e pensamento. Os direitos políticos garantem a participação do cidadão no governo. Assim, os direitos humanos são todos direitos e liberdades básicas, considerados fundamentais para dignidade. … São direitos humanos básicos: direito à vida, à liberdade de expressão de opinião e de religião, direito à saúde, à educação e ao trabalho.

   O acesso à informação pública não é apenas um direito resguardado pela Constituição Federal, mas sim um direito fundamental individual e coletivo que visa a instrumentalizar o exercício da cidadania, pilar da democracia. Tão essencial que mereceu especial atenção de leis e regulamentos de Direitos Humanos no nível internacional.

O acesso à informação pública; direito fundamental; cidadania; democracia; direitos humanos.. A Constituição Federal de 1988 adotou o sistema democrático de direito, sendo instituída a república presidencialista. Para isso elegeu como um de seus preceitos fundamentais a cidadania, que deve ser exercida de forma direta (p.ex. associações) ou indireta (voto). Adotou, também, como um de seus pilares, a separação dos três poderes, objetivando o controle do poder pelo próprio poder.

   Portanto, para a existência de uma ordem democrática pressupõe-se, entre outros fatos, o controle de um Poder pelo outro, sendo todos fiscalizados pelo povo, que é de onde emana a força do Estado existente. Contudo, para isso se faz necessário o conhecimento, por parte destes, dos fatos, atos ou omissões acontecidas no âmbito estatal, já que só assim será possível a formação de opinião para poder distinguir e julgar as políticas públicas adotadas.

Crédito: Getty Images

Nenhuma escola está realmente preparada para lidar com uma tragédia como a da Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, em que dez pessoas morreram. Passado o choque inicial, é preciso discutir como preparar professores e gestores para lidar com questões como violência e planejar ações de prevenção. Para isso, a Undime SP convocou seu conselho de representantes, que reúne Dirigentes Municipais de Educação de quase 500 municípios do Estado que são filiados à entidade, para um debate nesta segunda-feira (08/04) sobre violência nas escolas e promoção de saúde emocional de professores, alunos e familiares. O objetivo do encontro, que acontece neste dia 8 de abril, é discutir as diretrizes da Campanha que será lançada com o objetivo de incentivar a criação de políticas públicas fundamentadas e eficientes. O público alvo da campanha será toda a Comunidade Escolar: gestores, funcionários, professores, alunos, familiares e moradores das comunidades do entorno das escolas.Foram convidados para palestras seguidas de debate Ernesto Farias do IEDE, que vai abordar como dados sobre violência podem ajudar as comunidades escolares a se organizar para tomar as medidas apropriadas, e as psicólogas Gabriela Casellato Santos e Patrícia Hernandez, do Instituto 4 Estações, especializado em atendimento a indivíduos, comunidades e escolas em situação de emergências, luto e violência. A mediação do debate será feita pela psicóloga e também secretária municipal de Educação, Cristiana Berthoud, especialista em famílias e comunidades e membro da diretoria executiva da Undimesp.

novaescola

Ministro da Educação comentou sobre fala de Jair Bolsonaro de que ele “não está dando certo” no comando do MEC

ministro da Educação, Ricardo Vélez, disse nesta sexta-feira que não vai entregar o cargo e que não conversou com o presidente Jair Bolsonaro sobre o assunto, após o presidente ter sinalizado possível demissão do auxiliar.

Vélez, durante audiência no Senado 26/2/2019 REUTERS/Ueslei Marcelino
Vélez, durante audiência no Senado 26/2/2019 REUTERS/Ueslei Marcelino

Foto: Ueslei Marcelino / Reuters

Não vou entregar o cargo“, disse Vélez a repórteres durante participação em evento com empresários promovido pelo Lide em Campos do Jordão (SP). Mais cedo, Bolsonaro afirmou em café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto que Vélez “não está dando certo” no comando do Ministério da Educação, indicando sua possível demissão, de acordo com sites de jornais.

” Já devia ter tirado a muitos tempo, o mesmo não tem competência para exercer o que tão elevado como ministros da educação”

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Deputada federal Tábata Amaral (PDT-SP)

O ministro da Educação, Ricardo Veléz, participou, nesta quarta-feira, de uma reunião na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, onde foi duramente questionado sobre as seguidas nomeações e demissões em cargos estratégicos da pasta. A participação mais crítica e incisiva na reunião, no entanto, ficou por conta da deputada federal Tábata Amaral (PDT-SP), cientista política e astrofísica de 25 anos e estreante na Casa. O vídeo da participação da deputada viralizou nas redes sociais e ela própria o postou no Twitter, dizendo que questionou insistentemente o ministro sobre os projetos e metas para a educação no Brasil, mas que não obteve resposta. A educação está no centro da plataforma política de Tábata Amaral.”Em um trimestre, não é possível que o senhor apresente um powerpoint com dois, três desejos para cada área da educação. Cadê os projetos? Cadê as metas? Quem são os responsáveis? Isso daqui não é planejamento estratégico, isso e uma lista de desejos. Eu quero saber onde que eu encontro esses projetos? Quando cada um começa a ser implementado? Quando serão entregues? Quais são os resultados esperados? São três meses, a gente consegue fazer mais do que isso”, questionou a deputada logo no início do vídeo.  A conclusão da fala da deputada não foi mais amena. “Eu não espero mais nenhuma resposta, já entendi que isso não vai acontecer. A mim, me resta lamentar o que está acontecendo, continuar o meu trabalho de educação, que não começa com este mandato, e esperar que o senhor mude de atitude – o que parece completamente improvável – ou saia do cargo de ministro da Educação.” Visivelmente irritado, Veléz respondeu também em tom de embate. “Se a senhora não espera nenhuma resposta, para que faz perguntas?” O ministro, no entanto, disse em seguida que precisava ir embora, pelo adiantado da hora e finalizou garantindo que permanece no cargo. “A única coisa que posso dizer é que fico. Só me demito se o senhor presidente da República me pedir. Se ele, que é o chefe do Estado, achar que minha colaboração não está sendo adequada.”

Confira o vídeo na íntegra: 

                                                             

Hoje participei de uma reunião com o Ministro Ricardo Veléz na Comissão de Educação. Insistentemente o questionei sobre quais eram os projetos e metas para melhorar a qualidade da educação no Brasil, mas não obtive resposta. Sexta candidata à Câmara mais votada em São Paulo em 2018, Tábata Amaral se formou na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, foi uma das 11 lideranças a participar de um encontro com o ex-presidente americano Barack Obama em 2017 e a mais jovem liderança a participar de um debate com a ativista paquistanesa e Nobel da Paz Malala Yousafzai em sua primeira visita ao Brasil.

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Na disputa entre grupos dentro do Ministério da Educação, Marcus Vinicius Rodrigues é a quarta baixa do alto escalão.

Marcus Vinicius Rodrigues no dia de sua posse no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep)    Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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NOVA ESCOLA

Marcus Vinicius Rodrigues é a mais nova baixa no alto escalão do Ministério da Educação (MEC). O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), autarquia responsável pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), foi exonerado na noite desta terça-feira (26/03) por decisão do ministro Ricardo Vélez Rodríguez, após polêmica envolvendo a decisão de suspender a avaliação de Alfabetização neste ano.  Marcus Vinicius substituiu Maria Inês Fini à frente do INEP. Ela chegou a ser duramente criticada pelo presidente Jair Bolsonaro após uma questão na prova do Enem em 2018, que incluía o dialeto pajubá, usado por algumas comunidades LGBT. Nesse sentido, a nomeação de Marcus Vinicius, indicado por Antonio Testa, cientista político que nem chegou a tomar posse, entrou na conta do chamado “grupo técnico” dentro do MEC, que coexiste com as nomeações da bancada evangélica e dos chamados “olavetes”, o grupo de ex-alunos de Olavo de Carvalho.

Marcus Vinicius envolveu-se na polêmica de adiar para 2021 a avaliação, que fica sob responsabilidade da autarquia. Em comunicado, o Inep alegou que o “adiamento” da avaliação externa para as turmas de Alfabetização tem a ver com o momento de implementação da Base. Isso porque 2018 e 2019 são os dois anos definidos como o prazo para que as escolas possam se estruturar para tirar a BNCC do papel e torná-la realidade nas salas de aula. Dentro desse período, as redes de ensino estarão em momentos diferentes da implementação. No município de São Paulo, por exemplo, os currículos alinhados à Base foram implementados em 2018. Outras redes estaduais e municipais levaram neste ano o documento para as escolas, enquanto outras o farão apenas em 2020.  O pedido para o adiamento teria partido do secretário de Alfabetização, Carlos Nadalim. A decisão levou à saída de Tânia Leme de Almeida da Secretaria de Educacão Básica. A exoneração dela ainda não foi publicada no Diário Oficial, mas já é oficial. O engenheiro é doutor em Engenharia de Produção e Administração de Empresas e especialista em Formação de Executivos. Tem passagem por empresas como Correios e Fundação Getúlio Vargas (FGV), onde atuou como executivo e consultor organizacional. Ele também deu aula na FGV e foi professor visitante do Instituto Universitário de Lisboa, autor de vários livros de gestão do trabalho e editor da Revista de Gestão dos Países de Língua Portuguesa. 

Lista de exonerações cresce no MEC

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