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REFLEXÕES DO PASSADO E PRESENTE: PERSPECTIVA DE MELHORA PARA O FUTURO


 

Educação

Governo deve enfrentar dificuldade com MP da Carteira Verde e Amarela, que aprofunda reforma trabalhista

Primeiro semestre do ano legislativo tende a ser mais acelerado por conta das eleições municipais em outubro  - Créditos: Foto: Saulo Cruz/Câmara dos Deputados
Primeiro semestre do ano legislativo tende a ser mais acelerado por conta das eleições municipais em outubro / Foto: Saulo Cruz/Câmara dos Deputados

Neste primeiro semestre de 2020, a oposição terá como prioridade no Congresso Nacional a pauta da reforma tributária. Parlamentares ouvidos pelo Brasil de Fato apontam que a medida tende a centralizar as energias desse campo político já nos primeiros meses do ano legislativo, que começa oficialmente em 3 de fevereiro.

Diferentes medidas para a mudança do sistema tributário tramitam nas duas casas legislativas, com destaque para a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 110/2019 – que está no Senado e é assinada pelo presidente, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e pela maioria da Casa – e para a PEC 45/2019 – de autoria do deputado Baleia Rossi (MDB-SP), membro do chamado “centrão”, bloco que reúne partidos da direita liberal. Uma outra proposta, de autoria do governo Bolsonaro, deverá ser enviada em breve ao Legislativo, mas ainda não foi detalhada. Em linhas gerais, as duas PECs em destaque reorganizam o sistema de impostos, unificando tributos indiretos que incidem sobre o consumo. Elas não alteram o caráter regressivo do sistema brasileiro, caracterizado pela cobrança massiva de impostos sobre a classe média e as camadas mais pobres e pela isenção dos mais ricos em determinadas transações financeiras e faixas de renda.

Por conta disso, enquanto a maioria dos parlamentares tenta chegar a um acordo para a elaboração de um texto único, a oposição batalha pela aprovação da emenda substitutiva global nº 178/19 à PEC 45. A medida desonera a classe média e os trabalhadores em geral e impõe cobrança tributária sobre renda e patrimônio dos mais ricos, criando um sistema progressivo.  

“Eles querem votar uma reforma que não mexe na distribuição da carga tributária. Nós queremos votar uma que não apenas simplifique os tributos, o que é necessário, mas que também torne mais justa a distribuição dessa carga”, resume o líder da oposição, Alessandro Molon (Rede-RJ).   Segundo o deputado, em meio ao contexto nacional de desemprego massivo e crise econômica, as preocupações com a geração de emprego e renda também devem constar na agenda de prioridades da oposição neste semestre.

“É mais no sentido de uma abordagem dos projetos que virão, sejam os do governo ou sejam os nossos. Em todos eles, nosso foco vai ser este: qual o impacto na geração de emprego e renda? Isso enfrenta esse problema? Porque a pauta econômica do governo não toca nisso. Fala-se apenas de recuperar a confiança dos empresários”, critica o líder.

Educação

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A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) analisa projeto de lei que prevê possibilidade expressa de doação direta, dedutível do Imposto de Renda (IR), em favor de projetos desenvolvidos por entidades de atendimento a criança e adolescentes. A sugestão, que consta do Projeto de Lei do Senado (PLS) 546/2018, é de autoria do ex-senador Edison Lobão. A matéria encontra-se pronta para pauta no colegiado.

O texto altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA – Lei 8.069, de 1990) que, atualmente, apenas permite a dedução das doações realizada aos fundos dos direitos da criança e do adolescente nacional, distrital, estaduais ou municipais, sem ampliar essa possibilidade a recursos destinados diretamente a projetos específicos em favor dessa parcela da população. O PLS, então, modifica a sistemática de doação, passando a permitir a doação direta para os projetos aprovados por conselhos dos direitos da criança e do adolescente.

Lobão observou, na justificativa do projeto, que não há impedimentos à medida relativos à responsabilidade fiscal, uma vez que as doações, na prática, já são feitas e não geram gastos tributários adicionais. Para ele, a aprovação da matéria proporcionará ao contribuinte maior poder de fiscalização e controle sobre o dinheiro doado, por permitir que o doador indique o projeto e a entidade beneficiária.

O autor afirmou que “o objetivo do presente projeto é suprir a lacuna legal existente, deixando expressa a possibilidade de doação direta na legislação tributária, o que vai fortalecer e viabilizar a obtenção de recursos para projetos desenvolvidos por entidades de atendimento a crianças e adolescentes”. Para ele, o projeto vai “fomentar práticas que ampliem investimentos em área assegurada como prioridade absoluta pela Constituição e pelo ECA”.

Apoio do relator

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Reportagem do Jornal Nacional desta segunda-feira detonou o ministro da Educação

Bolsonaro e Weintraub (Foto: Foto: Gabriel Jabur/MEC)
 O Jornal Nacional, da Rede Globo, não poupou o ministro da Educação, Abraham Weintraub, ao reportar os problemas na correção do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A imprecisão das informações dadas pelo governo Federal foi bastante criticada na edição desta segunda-feira (20) do telejornal.

Logo após exibir fala dita por Weintraub na sexta-feira dizendo que o Enem de 2019 foi o “melhor de todos os tempos”, a repórter do JN, Zileide Silva, foi direta e disse: “Não foi”. O chefe do MEC fez a declaração logo que as notas da prova foram reveladas. A partir daí, a reportagem mostrou que enquanto diversos estudantes começavam a reclamar que as notas estariam trocadas, o ministro tentava minimizar o problema, dizendo que menos de 0,1% dos que fizeram a prova foram afetados – cerca de 6 mil estudantes.“De novo minimizou”, foi o que disse a repórter ao exibir uma declaração dada por Weintraub nesta segunda-feira, quando tentou explicar o processo da máquina de impressão que teria gerado a confusão na correção. Segundo o INEP, 5954 candidatos foram afetados e tiveram as notas corrigidas nesta segunda-feira. Levantamento do Estado de S. Paulo aponta que mais de 60 mil estudantes reclamaram que as notas estariam trocadas e pediram recorreção da prova.

brasildefato

Coletivo Transformação oferece aulas de cursinho pré-vestibular para pessoas trans - Créditos: Foto: Coletivo Transformação
Coletivo Transformação oferece aulas de cursinho pré-vestibular para pessoas trans
/ Foto: Coletivo Transformação

“Quando a gente fala de uma população que enfrenta um histórico de mais 300 anos de escravidão e que ainda vivencia o racismo de uma forma estrutural – econômica, política e dentro da sua subjetividade –, ter acesso a uma educação libertadora e de qualidade é fundamental para a transformação dessa estrutura.” A autora da frase é Débora Dias, de 21 anos, que cresceu em um bairro periférico em São Paulo, criada por sua mãe e sua avó, ambas empregadas domésticas. Sabendo das dificuldades impostas pela sua condição de mulher negra e trabalhadora, buscou, em 2016, cursinhos populares que oferecessem gratuitamente aulas com disciplinas para a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Cursou dois cursos oferecidos pela Uneafro Brasil e, no final do mesmo ano, conseguiu a aprovação em quatro universidades públicas. A Uneafro é uma frente de articulação e formação que surgiu como herdeira das lutas de diversas organizações negras, como a Frente Negra Brasileira e o Movimento Negro Unificado (MNU), da década de 1980 e 1990. Hoje, com mais de dez anos de criação, a organização atua nas cidades do Rio de Janeiro (RJ) e de São Paulo (SP), e já atendeu mais de 15 mil alunos de regiões periféricas.

Para ela, o diferencial do cursinho popular é o foco na valorização da autoestima, reconhecimento identitário e pertencimento comunitário. “Quando a gente está dentro de um espaço crítico, como um cursinho popular, construído coletivamente, seja no lanche, seja no material que você vai ter que dividir, seja na xerox que você vai ter que dividir, você começa a pensar em uma outra lógica de educação, que não é essa que a gente passou a vida inteira tendo”, afirma Débora, que hoje cursa Ciências Sociais na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e trabalha como orientadora socioeducativa.

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Felipe Neto
Felipe Neto dá opinião sobre cotas públicas e alfineta Bolsonaro(Imagem: Reprodução / Instagram)

Felipe Neto usou seu Twitter para defender o uso de cotas para universidades e concursos, após o assunto voltar a render debates. Em postagem, no youtube mostrou um argumento a favor de contemplar setores da sociedade prejudicados por racismo e ainda alfinetou o governo de Jair Bolsonaro (sem partido).

“É inacreditável alguém ser contra cotas em pleno 2020”, tuitou ele, sem citar nomes. “Um projeto que deu tão certo que nem o governo Bolsonaro ousa mexer. E olha que ele, no comum (sic) de sua burrice, já criticou cotas inúmeras vezes”, comentou o famoso. Crítico do atual governo, Felipe Neto afirmou que o sistema atual precisa de melhoras, mas celebrou a inclusão de pessoas que antes não teriam oportunidades em concursos e universidades.

Pode melhorar? Sim. Tem erros? Tem. Mas foi um imenso passo na inclusão”, defendeu o digital influencer, após a repercussão da declaração do ator Thiago Martins sobre o assunto. O global está sendo criticado ao falar, em entrevista ao canal no Youtube de Bruno Simone, que é contra o sistema de cotas.

A cota, para mim, é vergonhoso no país. O negro bem-sucedido no Brasil ou é jogador de futebol ou a música muda o caminho dele. Ele não tem espaço que nós brancos temos. Eu tenho muitos amigos negros e a gente conversa sobre isso […] Isso [me] dói porque a cor da pele não muda nossa inteligência e nosso caráter, nós somos iguais. A única coisa que muda é nossa pele”, disse ele. Martins completou: “Para que existe cota para os negros? Não! Universidade e escola têm que ser para todo mundo. Emprego tem que ser pra todo mundo. A gente vê exemplos de negros bem-sucedidos pelo país, tanto na música, quanto no futebol, quanto sendo empresário, sendo advogado. Por que tiveram a chance e aproveitaram. Hoje eu aplaudo realmente os discursos”.

“Concordo plenamente, existem inúmeros problema sérios para resolver no país do qual só vê falar em corrupções.”

Com uma política de promoção do embrutecimento e da grosseria, demonstrações de desprezo pelos livros didáticos e paranoia com a doutrinação esquerdista, o presidente Jair Bolsonaro e o ministro Abraham Weintraub afundam o futuro do ensino no Brasil

Crédito: Divulgação

DUPLA INCENDIÁRIA Em vez de desenvolver e melhorar políticas públicas que dão certo, o presidente e seu ministro apostam e se divertem na crítica insensata (Crédito: Divulgação

GESTÃO Armazém em Cajamar onde foram encontrados livros didáticos novos e embalados para descarte: apesar de algumas falhas, o PNLD funciona e atende 48 milhões de alunos (Crédito:Divulgação)

A descoberta de que há 2,9 milhões de livros didáticos acumulados e alimentando traças em um galpão alugado pelos Correios em Cajamar, na região metropolitana de São Paulo, foi chocante. Mais terrível ainda foi a primeira reação do Ministério da Educação (MEC), que ameaçou descartá-los sumariamente num processo que classificou com a rebuscada frase (quem sabe a merecer um latim) “desfazimento de livros inservíveis”. Destruir livros é algo típico de regimes autocratas e períodos de trevas. Os nazistas, por exemplo, começaram a queimá-los em 1933. Obras que não estavam de acordo com suas ideias obscurantistas iam para o fogo. A ditadura militar brasileira também fez isso: em 1977, queimou três toneladas de produtos culturais em um forno instalado no Aeroporto Internacional de Brasília. Agora, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão do Ministério, divulgou uma nota informando que, antes do descarte das obras de Cajamar, haverá uma análise para descobrir o que deve ou não ser aproveitado. Seja como for, o caso demonstra que as intenções do atual governo em relação à educação e ao conhecimento são incendiárias. O presidente Jair Bolsonaro age com displicência e dá sinais claros de que não gosta de livros, sejam didáticos ou qualquer obra que contenha “letras demais” — letrinhas, para ele, talvez só na sopa em forma de macarrão.

Vontade doutrinadora

Ele e seu ministro da Educação, Abraham Weintraub, deram diversas declarações contrárias aos livros selecionados atualmente pelo MEC e à prática da leitura, vistos pelo governo, de um modo geral, como um caminho para a educação esquerdista e ideologizante. Na sexta-feira 3, Bolsonaro, dirigindo-se a apoiadores postados em frente ao Palácio da Alvorada, demonstrou pouco apreço aos materiais distribuídos aos estudantes e disse que são “um lixo”. “Os livros hoje em dia, como regra, são um montão, um amontoado de muita coisa escrita, tem que suavizar aquilo”, declarou. “Estudei na cartilha ‘Caminho Suave’, você nunca esquece. Não é esse lixo que, como regra, está aí. Essa ideologia de Paulo Freire”. Dias depois, Weintraub afirmou que deu uma “boa limpada” no material didático distribuído pelo governo e excluiu “muita porcaria”. “Mas ainda vai sair muita coisa que a gente não gosta”, completou. Para ele, que faz generalizações indevidas e comete erros crassos de português — dias atrás escreveu “imprecionante” no Twitter em vez de impressionante —, a função dos livros é ensinar e não doutrinar. Gorda mentira: é ele quem ideologiza o ensino. O que deveria fazer é ler mais para aprender português.

DISTOPIA Cena do filme Fahrenheit 451, de François Truffault, baseado no livro homônimo de Ray Bradbury: criminalização da posse de livros e destruição do conhecimento (Crédito:Divulgação)

Diante da profusão de absurdos, o futuro do ensino no País preocupa, principalmente quando se considera que o pouco apreço à leitura é a base da “política educacional” que o atual governo quer implantar. Em um Brasil que já lê mal e pouco, muito menos do que seria aceitável, o elogio da ignorância e a preocupação insensata com a doutrinação pode ter efeitos deletérios. “O que é dito por autoridades tem conseqüências e acaba impactando na formação de uma geração”, afirma a professora Cláudia Costin, diretora do Centro de Excelência e Inovação em Política Educacionais da FGV-RJ. “Ainda que haja algum livro didático ruim, temos um problema mais sério que é desenvolver nos nossos jovens a capacidade de análise num nível mais sofisticado porque o ser-humano está sendo substituído por robôs no mercado de trabalho”. É a capacidade analítica que garantirá o emprego dos jovens brasileiros no futuro. Para disputar um lugar melhor no mercado, precisarão ter a habilidade de compreender e traduzir realidades complexas e desenvolver o pensamento abstrato. Sem leitura, isso é impossível. A leitura pressupõe a liberdade; a liberdade pressupõe a crítica; e sem crítica não há aprendizado.

Manobra diversionista

A política brasileira de distribuição de livros escolares, chamada de Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), existe há 30 anos e é uma das mais efetivas e abrangentes do mundo. Ela custa R$ 2 bilhões por ano aos cofres públicos, garante a distribuição de 165 milhões de obras e permite o acesso ao material escolar por crianças e adolescentes nos rincões mais profundos. Os livros são distribuídos para 48 milhões de alunos em cerca de 150 mil escolas de todo o País. “As declarações do presidente revelam um desconhecimento muito grande do conteúdo e dos propósitos dos livros didáticos e podem colocar em xeque o próprio PNLD”, alerta a pedagoga Anna Helena Altenfelder, presidente do Conselho de Administração do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec). “Todas as obras são analisadas tecnicamente e com seriedade por uma comissão de especialistas e produzidas a partir de um edital de licitação. O programa está consolidado, é bom e contribui para a aprendizagem dos alunos”. Anna Helena diz que não consegue entender quando Bolsonaro afirma que há muito conteúdo, muita coisa escrita dentro de um livro. Para ela, trata-se de uma manobra diversionista para tirar a atenção dos problemas realmente importantes da educação.Os livros guardados no armazém de Cajamar, todos novos e ainda embalados, fazem parte da reserva técnica do PNLD. Há sempre uma sobra nas compras anuais que acaba sendo estocada. No caso, trata-se de material acumulado durante 14 anos, entre 2005 e 2019. A reserva técnica é importante porque a realidade do ensino é bastante dinâmica, os jovens mudam de escola e de cidade e é preciso garantir que todos os alunos recebam o material didático. Ainda que o acúmulo revele uma eventual falha de gestão, ela não pode invalidar os inúmeros acertos do programa. Os 2,9 milhões de livros estocados que Bolsonaro quer jogar no lixo, de todas as disciplinas e destinados a todas as séries, representam um custo de R$ 20,3 milhões, considerando o preço unitário de R$ 7. “Não faz sentido destruir livros, ainda que os mais antigos possam estar ultrapassados”, diz Anna Helena. “É preciso ver o que pode ser aproveitado e enviado para as escolas e é importante que haja transparência nesses critérios”. Os livros podem ser destinados para bibliotecas ou escolas públicas ou privadas sem fins lucrativos. Há certamente um bom uso para esse material, mesmo que parte dele esteja desatualizada.

Temas Periféricos

O problema é que o governo atual mostra má vontade com os livros em geral e, em vez de propor políticas públicas ou compreender e estimular as que já existem e funcionam, prefere entrar em discussões ideológicas que nada contribuem para o desenvolvimento da educação. Como é típico de governantes autocráticos, Bolsonaro denuncia a doutrinação de governos anteriores pensando em impor sua própria doutrina. “Há um risco real de retrocesso na educação no Brasil”, afirma Cláudia Costin. “O governo prefere entrar em discussões ideológicas em vez de fomentar políticas públicas bem-sucedidas”. As sucessivas declarações do ministro Weintraub têm gravitado em torno de temas periféricos e irrelevantes que não traduzem as reais necessidades e os desafios da educação no País. Há, por exemplo, um Plano Nacional da Educação (PNE) que foi construído de uma maneira participativa e aprovado pela Câmara dos Deputados quando o próprio Bolsonaro era deputado. O PNE tem 20 metas, como elevar a taxa de alfabetização da população e triplicar as matrículas da educação profissional técnica de ensino médio, que deixam claro quais são as prioridades da área. Essas metas, como lembra Anna Helena, não foram cumpridas, além de terem sido ignoradas pelo governo durante todo o ano passado. No lugar disso lançam-se temas como as escolas cívico-militares ou a escola sem partido, cujo objetivo é criar uma cortina de fumaça sobre as questões importantes.
A Política Nacional de Alfabetização, outro desafio enorme no Brasil, é mais uma iniciativa que vem sendo distorcida. O governo denuncia um problema de método sempre com o argumento canhestro da doutrinação, mas não discute o assunto profundamente e nem demonstra ter qualquer estratégia para implantar um novo modelo. Em vez disso, se dedica a falar mal do educador Paulo Freire, um brasileiro genial e ilustre, e a elogiar a cartilha “Caminho Suave”, que serviu para alfabetizar 48 milhões de brasileiros entre 1950 e 1990, mas hoje está defasada. Tudo o que o governo diz é vago e rancoroso. “Não se pode reduzir a alfabetização ao uso de uma cartilha, que foi utilizada em um contexto muito específico”, afirma Anna Helena. “Quando a gente fala em política de alfabetização, estamos falando de planejamento, formação de professores, definição do número de alunos por sala de aula, livros didáticos e muitas outras coisas”. Observa-se um desconhecimento de qual é a verdadeira atribuição e o papel do MEC e de suas reais necessidades. Houve avanços no acesso à educação, na alfabetização, na avaliação, no desempenho dos alunos, na autonomia dos professores e na gestão democrática, mas ainda são tímidos. E, enquanto isso, o governo pensa mais em destruir do que em construir.

A prova cabal de que Bolsonaro e Weintraub estão se lixando para melhorar a educação pública é a queda do orçamento do MEC para 2020. O corte anunciado foi de 16,2% em relação ao ano passado — de R$ 121,9 bilhões para R$ 101,2 bilhões. Em um sistema de ensino que sofre com falta de infraestrutura, falta de professores e salários baixos, alunos desconectados da internet e que precisa de dinheiro para avançar é uma péssima notícia. A redução orçamentária afeta a educação básica. Como destaca Cláudia, países desenvolvidos que viveram crises econômicas importantes, mesmo em situação difícil, jamais fizeram isso. “Vejo com muita preocupação essa redução de orçamento porque mostra que a educação não é prioridade”, diz ela. Sob as rédeas de Bolsonaro caminhamos para uma distopia muito bem representada no livro Fahrenheit 451, do americano Ray Bradbury, que mostra uma sociedade em que os livros foram proscritos e tê-los em casa era crime. Corremos o sério risco de o País se tornar uma enorme fornalha.

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Após cancelar a licitação para compra de uniformes escolares, a Prefeitura de São Paulo decidiu liberar R$ 215,00 por aluno para os pais comprarem a vestimenta diretamente em lojas cadastradas pela Secretaria da Educação.

Resultado de imagem para Com licitação cancelada, Prefeitura dará R$ 215 para famílias comprarem uniforme escolar

O valor será disponibilizado por cartões bancários enviados às escolas em fevereiro. As aulas começam no próximo dia 5. O processo de credenciamento dos estabelecimentos aptos a vender os uniformes está em andamento. Segundo o secretário Bruno Caetano, os pontos, em toda a cidade, serão visitados para verificar a procedência e o valor dos produtos. Também serão feitos testes de qualidade. A medida foi anunciada pela gestão Bruno Covas (PSDB) após as 20 empresas que participaram da licitação para a entrega dos uniformes serem desclassificadas ou por não cumprirem as especificações exigidas no edital ou por terem sido reprovadas nos testes de qualidade. Entre os problemas encontrados, estavam tênis que machucavam os pés e agasalhos com abertura muito larga para o capuz.

As etapas de recurso da concorrência foram esgotadas. 

A licitação previa que cada estudante receberia uma calça, um moletom, uma jaqueta, cinco camisetas, uma bermuda, cinco meias e um par de tênis para 660 mil alunosO custo estimado necessário para a aquisição era de R$ 130 milhões. 

Com o cartão, as famílias poderão compôr o kit de uniforme da forma como acharem melhor. Em 2017 e 2018, os uniformes entregues pela prefeitura às escolas municipais chegaram com problemas. Entre os motivos de reclamações estavam o tamanho errado, a fragilidade das peças e a falta de conforto. Após as queixas, o município decidiu mudar especificações das vestimentas, substituindo o tactel por poliéster e aumentando a espessura dos tecidos, além de alterar os calçados para melhor durabilidade e qualidade.

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O ministro da Educação, Abraham Weintraub - Pedro França/Agência SenadoO ministro da Educação, Abraham WeintraubImagem: Pedro França/Agência Senado

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, publicou hoje em suas redes sociais um vídeo para dizer que o Fundeb “está garantido”. Weintraub, no entanto, reafirmou o envio de uma nova PEC (Proposta de Emenda Constitucional) ao Congresso para tratar da renovação do fundo, o que faria a tramitação da matéria voltar à estaca zero.

“É prioridade total e isso está garantido. O governo Bolsonaro não vai deixar faltar recurso, em hipótese alguma, para a educação básica, seja onde for”, declarou o ministro. A afirmação de Weintraub acontece após publicação de reportagem pelo UOL em que a deputada Professora Dorinha (DEM-TO), relatora da PEC do Fundeb que tramita na Câmara desde 2015, fez críticas à proposta do ministro e afirmou que não há tempo para recomeçar a discussão. O Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) é o principal mecanismo de financiamento da educação básica no país e vence em dezembro de 2020. O fundo agrupa recursos de municípios, de estados e da União e os distribui para as redes públicas de ensino de todo o país.

“Eu não acredito que a gente comece do zero, porque o trabalho legislativo e as instituições que participaram do debate precisam ser respeitadas. E, mais do que isso, não existe tempo para começar do zero”, afirmou a deputada. A parlamentar declarou, ainda, que “não é o ministro que decide o funcionamento do Congresso”.

Em 2019, por 10 vezes, tratamos do Fundeb, seja em encontros no MEC, no Congresso, em audiências públicas. Com muita responsabilidade, sugerimos aumento de 10% para 15% no valor da contribuição a estados e municípios. Mas, teve gente que propôs 40%. De onde viria esse dinheiro?

Vídeo incorporado
No vídeo, Weintraub afirma que “demagogos” que “não conseguiram colocar o Brasil em um patamar razoável de educação” agora estão “alardeando que precisa fazer a proposta que está em tramitação no Congresso”. “Não faltou vontade nossa de tentar criar critérios técnicos, objetivos para a proposta do Fundeb. Infelizmente, prevaleceu a demagogia, então a decisão do governo federal é enviar um Projeto de Emenda Constitucional nosso para tramitar durante esse ano no Congresso Nacional”, diz o ministro.

Em dezembro, governo antecipou verba do Fundeb para nove estados

Ponto de conflito

Ao longo de 2019, no entanto, parlamentares e entidades ligadas à educação se queixaram de que o MEC (Ministério da Educação) estaria ausente das discussões sobre os rumos do fundo. O modelo atual do Fundeb, cuja estimativa de receita para 2020 é de cerca de R$ 170 bilhões, é válido por lei até dezembro deste ano. Hoje, a União complementa com 10% do total da contribuição vinda de estados e municípios.

O principal ponto de conflito entre a proposta que está hoje na Câmara e o ministro Weintraub diz respeito à complementação da União. Em setembro do ano passado, após Dorinha apresentar à comissão uma minuta que elevava o aporte federal de 10% para 40%, de forma gradual, Weintraub afirmou que o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) discordava desse salto e defendeu que a complementação da União atinja um percentual de, no máximo, 15%. No vídeo publicado hoje, Weintraub voltou a defender a proposta que estabelece como teto para a complementação da União o percentual de 15%. “A proposta que está no Congresso aumenta 4 vezes o volume [de aporte federal]. E aí, quem vai pagar por tudo isso? Eu vou dizer: eu, você, com mais impostos, crise fiscal, recessão e inflação”, disse.

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              (foto: Valério Ayres/CB/D.A Press)

Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão do Ministério da Educação (MEC), quer descartar livros didáticos considerados sem utilidade, que nunca foram entregues a alunos das escolas públicas do País. Com isso, ao menos 2,9 milhões de exemplares, comprados em gestões anteriores, podem ser descartados.

O processo para “desfazimento dos livros inservíveis” começou no fim de 2019, quando a área de logística e distribuição do FNDE alertou, em documento, para a necessidade de reduzir o estoque armazenado em depósito alugado dos Correios, em Cajamar, Grande São Paulo. O documento, obtido com exclusividade pelo jornal O Estado de S. Paulo, aponta que o total de exemplares no local não é nem mesmo conhecido pelo órgão, por isso, indica a necessidade de se montar uma comissão para levantar o número de livros e sua “validade”.
Levantamento preliminar do estoque feito em dezembro apontou que a reserva técnica tinha 4,2 milhões de livros didáticos, sendo que 2,9 milhões “venceram” entre 2005 e 2019. O Estado apurou que esses livros, de todas as disciplinas e de todas as séries (do ensino fundamental e do médio), estão ainda embalados e nunca foram abertos. Há ainda uma quantidade desconhecida de exemplares, que chegaram a ser entregues nas escolas antes de 2012, e depois foram levados ao local.Contando só os 2,9 milhões de livros nunca usados, o gasto estimado é de mais de R$ 20,3 milhões – em média, a compra de cada unidade custa R$ 7. Segundo o Estado apurou, servidores calculam que o estoque possa ser até três vezes maior.

Os exemplares foram comprados pelo MEC no Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), que distribui obras a todas as escolas públicas municipais e estaduais. Para evitar que alunos fiquem sem livro no caso de abertura de turmas ou colégios, sempre é adquirida uma reserva técnica. Há ainda escolas que rejeitam exemplares recebidos muito tempo após iniciar o ano letivo. Essas unidades vão para o depósito.

A minuta da portaria para formar a comissão que vai levantar o tamanho do estoque foi feita, mas ainda não foi publicada. No documento a que o Estado teve acesso, o grupo deverá listar os livros “desatualizados, obsoletos, ociosos, irrecuperáveis, antieconômicos ou em desuso” para serem descartados. A expectativa é de concluir o mapeamento até o fim de abril.

O desafio é dar um destino para esses livros, que trazem gasto, uma vez que há custo para manter o estoque. Mas exemplares desatualizados não podem ser entregues aos alunos. Outra saídas, como doar parte do material, também são complexas, segundo especialistas ouvidos pela reportagem.

Este mês, o presidente Jair Bolsonaro classificou os livros didáticos como “péssimos” e com “muita coisa escrita”. Dias depois, o ministro Abraham Weintraub reforçou a crítica e disse que já deu “boa limpada” no material. A necessidade de descarte de livros “inservíveis” foi apresentada a ele no fim do ano, pouco antes da troca do comando do FNDE. No dia 24, a servidora Karine dos Santos, que já chefiou a área responsável pelo PNLD, foi nomeada para a presidência do órgão.

Em nota, o FNDE disse que “não há efetivamente nenhum prejuízo” com a reserva de livros e defende ter cota extra para atender “as escolas novas criadas a cada ano, os alunos que ingressam no sistema de ensino e a eventual falta de livros em determinada unidade”. Também afirmou ter controle de “quais e quantos exemplares estão armazenados e disponibilizados para solicitações das escolas”. Mas não comentou sobre o estudo de descarte.

Problema

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O ministro Weintraub reafirmou a presença de maconha nas universidades federais. Créditos: EBC

O MINISTRO WEINTRAUB REAFIRMOU A PRESENÇA DE MACONHA NAS UNIVERSIDADES FEDERAIS.

CRÉDITOS: EBC

Após escrever ‘paralisação’, Abraham Weintraub volta a cometer erro ao responder o deputado Eduardo Bolsonaro
O ministro da Educação, Abraham Weintraub, voltou a agitar as redes sociais na noite desta quarta-feira 8. O motivo foi um uma resposta do ministro para o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) na qual ele escreve impressionante utilizando a letra ‘c’.CartaCapital precisa de você para continuar fazendo um jornalismo que vigia a fronteira entre a civilização e a barbárie. Um jornalismo que fiscaliza o poder em todas as suas dimensões. Sua luta é a nossa luta. Seja Sócio CartaCapital. A democracia agradece.

“Caro @BolsonaroSP, agradeço seu apoio. Mais imprecionante (sic): Não havia a área de pesquisa em Segurança Pública. Agora, pesquisadores em mestrados, doutorados e pós doutorados poderão receber bolsas para pesquisar temas, como o mencionado por ti, que gerem redução da criminalidade”, escreveu Weintraub, que apagou a mensagem minutos depois da publicação.

É possível????

A Escola de Referência em Ensino Médio Santa Terezinha está com as matrículas abertas das 8hs as 17hs até o dia 17/01/2020, bem como renovação das existentes, para o ano de 2020. Pais ou responsáveis pelos alunos procurem o estabelecimento de ensino para realização das mesmas. 

  “ É importante que os pais e toda comunidade escolar se empenhem em incentivar os estudantes, conscientizando-os que o futuro profissional e social de cada um depende do compromisso com os estudos. ”

Representantes do setor apontam os principais fatos

para explicar o fenômeno

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
 Entre 2014 e 2018, as escolas privadas no Brasil perderam 27% de seus alunos de ensino médio, o que corresponde a 351 mil estudantes que migraram para escolas e institutos públicos de educação. Representantes do setor apontam que os principais fatos para explicar o fenômeno foi a crise econômica dos últimos anos, agravada após o golpe contra Dilma Rousseff, o salto no valor das mensalidades e o aumento de institutos federais.O aumento das mensalidades é explicado, em partes, pelo maior número de professores e profissionais mais bem remunerados. No entanto, nos colégios privados, esse valor mais do que dobrou em sete anos, segundo o IBGE – mesmo com a grave recessão dos últimos anos.Por conta da grande evasão, escolas menores e que não fazem parte das grandes redes precisaram fechar as portas. O Rio de Janeiro, por exemplo, perdeu o Colégio Republicano, em Vaz Lobo, que tinha 91 anos. “A falta de alunos é um dos fatores que levaram ao fechamento. Mas a lei do calote também pesou, junto da crise financeira, o que não isenta a administração, que não se preocupou em modernizar a escola”, avaliou um professor, em entrevista ao O Globo.

“Fomos muito prejudicados em dois momentos. Primeiro com a lei do Prouni (que oferece bolsas em faculdades privadas), no começo da década, que só é destinada a alunos que fizeram o ensino médio na rede pública, o que não acho correto. O outro foi a proliferação dos institutos federais de educação, onde os alunos encontram um ensino com qualidade parecida e de graça”, avaliou Ademar Batista Pereira, presidente do Sindicato das Escolas Particulares (Sinepe) nacional.

revistaforum

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O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC) liberou nesta semana R$ 23.797.700,20 do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). Os recursos já estão nas contas bancárias das escolas beneficiadas.

O orçamento do PDDE para 2006 é de R$ 350 milhões. Desse montante, já foram transferidos mais de 80%: exatos R$ 295.323.724,00 foram repassados a 25.188 escolas estaduais, 92.145 escolas municipais e 1.575 associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes). Foram atendidos 10.347.413 alunos da rede pública estadual de ensino fundamental, 15.735.040 estudantes da rede municipal e 188.235 alunos portadores de necessidades especiais.

O PDDE foi criado em maio de 1995. Sua finalidade é prestar assistência financeira, em caráter suplementar, às escolas públicas do ensino fundamental das redes estaduais, municipais e do Distrito Federal e às escolas de educação especial qualificadas como entidades filantrópicas ou por elas mantidas, desde que registradas no Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS).

Os recursos são destinados à cobertura de despesas de custeio, manutenção e de pequenos investimentos, exceto gastos com pessoal, devendo ser empregados na aquisição de material permanente (quando receberem recursos de capital); na manutenção, conservação e pequenos reparos da unidade escolar; na aquisição de material de consumo necessário ao funcionamento da escola; na avaliação de aprendizagem; na implementação de projeto pedagógico; e no desenvolvimento de atividades educacionais.

Lucy Cardoso

portal.mec.gov.br

Após vencer quatro etapas na seleção promovida pelo Governo de Pernambuco, a professora Tabirense Socorro Amaral conquistou o 1º lugar, e será nomeada gerente da GRE do Sertão do Alto Pajeú. A publicação acontece ainda este ano e Socorro Amaral assumirá a GRE no dia 02 de janeiro.  A professora figurou na lista tríplice onde o governador Paulo Câmara fez a escolha dela e das demais gerentes, adotando o critério da meritocracia. A diretora atual Míriam Nogueira que respondia pela GRE desde a saída de Cecília Patriota, não participou da disputa. (Por Anchieta Santos)

Ouço por aí muitos pais se perguntando o que devem fazer para incentivar os filhos a gostar de ler.

Eu costumo dizer que não existe receita de bolo para que as crianças se interessem pela leitura – e que não importa se o jovem está lendo uma receita de bolo ou um clássico da literatura. O importante é que ele leia algo que o incentive a tomar gosto pela leituraQuando se veem diante da tarefa de estimular os filhos a ler, muitos pais pensam automaticamente em munir a criança com livros. Embora eles sejam fundamentais para o desenvolvimento de um indivíduo, as obras literárias não precisam ser a única porta de entrada para o mundo da leitura. No meu caso, acredito que as revistas infantojuvenis europeias foram, em grande parte, responsáveis por despertar o meu interesse para o hábito de ler. Meu pai, alemão, e minha mãe, francesa, assinavam para mim publicações infantis da França e da Alemanha – bastante comuns na Europa. As publicações traziam curiosidades, histórias e receitas, além de textos que explicavam o que estava acontecendo no mundo de uma forma que as crianças – como eu, na época – conseguiam entender. E eu adorava ficar por dentro de tudo.

Os jovens ouvem pais e outros adultos falando sobre assuntos da atualidade e querem compreender melhor os temas tratados. Ao terem contato com publicações infantojuvenis que tratam sobre essas questões, passam a ver nesses materiais a possibilidade de entenderem melhor o mundo à sua volta – e de não ficarem alheios ao que as pessoas estão falando por aí.

Além da possibilidade de obter informações novas, outra coisa que me encantava nas publicações da minha infância era a sensação de dever cumprido toda vez que eu terminava uma leitura – algo que não vinha de forma tão rápida com livros, onde, naturalmente, os textos são maiores do que as notícias curtas das publicações infantis.

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Reprodução
Paulo Freire, criador do “método” de alfabetização que leva o seu nome – e que foi transformado pela esquerda nacional e mundial, ao longo dos últimos 50 anos, em algo tão importante quanto a invenção da escrita – foi chamado de “energúmeno” pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Até aí, nenhuma novidade. O surpreendente desta vez é que não houve o escândalo que geralmente se arma quando o presidente dá de falar essas coisas. De duas uma, então: ou os adversários já estão ficando cansados de bater boca com o presidente, ou Freire, um dos maiores petistas de “raiz” jamais criados no Brasil, não está com essa bola toda. Quer dizer: chamam o homem de energúmeno e fica por isso mesmo. A verdade é que muita gente, e não só Bolsonaro, acha hoje em dia que ele é de fato um energúmeno, ou coisa muito parecida. Morto em 1997, Freire ganhou fama em todo mundo – tem até uma estátua junto com Mao Tse-tung na Suécia, sem contar uma penca de prêmios de tudo, títulos de tudo, um caso clássico de figura que virou celebridade por ser esquerdista.Seu “método” é uma paçoca ideológica segundo a qual as necessidades de aprender a ler e a escrever devem estar subordinadas ao “uso político” do conhecimento. Em vez de utilizar a cartilha para alfabetizar as pessoas, como em geral ocorre no resto do planeta, o “método Paulo Freire” manda professores e alunos fazerem uma “investigação conjunta” do que deve ser aprendido, e selecionam as “palavras-chave” que devem ser ensinadas.

Você imagina que palavras são essas: “povo, exploração” “oprimido”, “pobreza”, “fome”, etc. O objetivo, em resumo, é fazer uma “uma análise crítica da situação social”. A característica principal do método é a seguinte: jamais foi adotado em nenhum país do mundo onde educação é tratada a sério. Segundo os seus crentes, parece que houve aplausos quando o sistema foi aplicado no “movimento de reforma agrária do Chile”, ou na Guiné Bissau, ou em Moçambique – esse tipo de coisa. É pouco provável que o “método Paulo Freire” possa ser ressuscitado no Brasil. Não há clima, digamos assim. No mesmo momento em que chamava Freire de “energúmeno”, o presidente mandou não renovar o contrato (de R$ 350 milhões, sem prazo) entre o Ministério da Educação e a Fundação Roquette Pinto. Bom sinal.

A Fundação, até agora, vinha produzindo “programas educacionais” para a TV Escola, do MEC – na verdade, fazia programação política de esquerda com dinheiro público. É mais uma a menos.

metropoles

Os casos de violência contra professores dentro das escolas seguem cada vez mais frequentes no país e apontam para as consequências na saúde física e emocional de profissionais da Educação

Crédito: Getty Images

Somente na última semana, a imprensa e as redes sociais noticiaram diversos casos de agressões físicas contra professores brasileiros. Em uma das ocorrências, sete alunos em uma escola estadual em Carapicuíba arremessaram livros e carteiras em uma professora. Em outro, a mãe de um aluno agrediu fisicamente uma professora na saída da escola. De acordo com dados de uma pesquisa feita pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sobre violência em escolas com mais de 100 mil professores, o Brasil lidera o ranking de agressões contra docentes. Dentre os professores ouvidos, 12,5% afirmaram ser vítimas de agressões verbais ou intimidações de alunos. Em São Paulo, segundo levantamento feito pela GloboNews, o número de agressões a professores cresceu 73% em 2018 em relação ao ano anterior. Já dados divulgados sobre uma pesquisa feita pelo Sindicato dos Professores de São Paulo apontam que mais da metade dos docentes da rede estadual de ensino afirmam já ter sofrido algum tipo de agressão, sendo a mais comum a agressão verbal (44%), seguida por discriminação (9%), bullying (8%), furto/roubo (6%), e agressão física (5%). 

Cultura de paz nas escolas

A violência no ambiente escolar ocorre de diversas formas, seja pelo bullying ou por manifestações mais extremas como na tragédia da Raul Brasil, em Suzano. A violência contra professores é mais uma forma de violência que, infelizmente, parece normalizada pela falta de debate ou de propostas práticas para lidar com o problema.

Quando nos deparamos com qualquer tipo de manifestação de violência na escola, surge a pergunta: mas, afinal, de quem é a culpaDa família ou da escola? É complexo responder a perguntas como essas justamente por não haver uma única resposta. A educação de um indivíduo se dá principalmente de três formas: pela família, responsável pela socialização primária, pela escola, local onde a criança passa a conhecer a vida coletiva, e pela sociedade, com suas múltiplas influências culturais e sociais. Portanto, não se trata de responsabilizar uma ou outra, mas sim de reconhecer os diferentes papéis de cada uma e atuar em parceria para que de forma intencional tenhamos como base o convívio social pacífico, o respeito, o olhar atento para manifestações preocupantes relacionadas à saúde mental, o aprendizado sobre como resolver os nossos conflitos, e a capacidade de reconhecer as nossas emoções para que saibamos reagir a elas sem violência verbal ou física. Além disso, o poder público deve oferecer propostas e subsídio financeiro para o desenvolvimento de projetos voltados à cultura de paz nas escolas e apoiar o diagnóstico sobre a cultura escolar em diferentes insituições para que, assim, medidas preventivas possam ser adotadas. 

Impactos na saúde física e emocional

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Faça chuva ou sol, as cerca de 30 crianças que moram na aldeia indígena Teko Haw — localizada no Santuário dos Pajés, próximo ao Noroeste — precisam andar aproximadamente 1 km até a Epia Norte para pegarem o transporte escolar que os leva para diversas escolas na Asa Norte e no Cruzeiro. Com idades de 5 a 17 anos, os estudantes passam pelo esforço diário durante a semana. Jaline reclama: “Não gosto [do caminho]. É muito longe”. Já Amaro só não acha ruim quando o pai, Ashaninka, está de carro e o conduz até a parada de ônibus. Os alunos são ainda reféns do clima. Nessa quarta-feira (11/12/2019), por exemplo, as crianças que ainda não terminaram o ano letivo saíram da aldeia debaixo de temporal. Sem guarda-chuva para todos, a maioria do grupo infantil chegou encharcada ao ponto de ônibus e, consequentemente, suas respectivas escolas.

Uma dos pequenos estava tão molhado pela água da chuva que a mãe o levou de volta para a moradia da família. No entanto, Ashaninka ressalta que nem sempre é possível deixar os filhos em casa. “Tem um limite [de faltas]. Se eles não forem, perdem o direito de estudar”, lamentou o pai de Amaro.

Ele conta ainda que são frequentes os casos em que as crianças indígenas são intimidadas pelos outros alunos por chegarem molhadas ao colégio. O bullying ocorre também por causa do sotaque. O grupo tem como língua-mãe o Tupi Zen’gnte, ensinado pelos mais velhos da tribo.

Na aldeia, os adultos fazem questão de passar para a garotada noções sobre a cultura indígena, como o idioma — tanto na fala quanto na escrita. Ashaninka destaca que as tradições indígenas não estão inseridas na grade curricular das escolas frequentadas pelos meninos e meninas da Teko Haw.

Depois de uma caminhada de mais de 10 minutos, é preciso esperar. Todos ficam atentos ao horário: o transporte está marcado para passar às 11h40, enquanto a aula começa às 13h. Porém, não é sempre que há pontualidade.

“Tem o trânsito, então, às vezes, atrasa”, conta o cacique da aldeia, Francisco Guajajara. Por causa da chuva, o ônibus também costuma chegar depois do horário previsto. Para não irem ao colégio com fome, as crianças costumam comer antes de sair de casa.

Enquanto esperam, os estudantes estão sujeitos a tudo. Nessa quarta-feira, três adultos acompanhavam meninos e meninas no trajeto, mas nem sempre é possível ter uma mãe ou um pai zelando por eles. Ashaninka se preocupa quando não há ninguém conhecido com as crianças. “[A EPIA] é movimentada. Passa muita gente que não sabemos quem é”, explica. O medo de os filhos serem abordados por alguém mal-intencionado é grande. Ashaninka conta ainda que não são raras as ocasiões em que já está escuro quando os estudantes retornam da escola e precisam percorrer o caminho sem luz até a aldeia, o que aumenta a preocupação.

Diante do cansaço, das dificuldades trazidas pelo clima e da insegurança, os indígenas pedem que o ônibus passe pela aldeia. Apesar de a estrada ser de chão batido, eles afirmam que veículos transitam tranquilamente pelo local.

Metrópoles questionou a Secretaria de Educação do DF sobre a possibilidade de o transporte escolar chegar até a porta das casas dos indígenas. A pasta informou ter realizado vistoria na região. Após fazer medições, o órgão “verificou que, do ponto mais distante da aldeia Santuário do Pajé, os alunos andam cerca de 900 metros até o local de embarque e desembarque. A dificuldade de acesso não permite a entrada dos ônibus na região da aldeia, que é área federal, descoberta pelos contratos de transporte, que só permitem os veículos circularem no Distrito Federal”.

Dinheiro pouco

Os pais mais ricos dos mundo  1 – Catar 2 – Macau 3 – Luxemburgo 4 – Cingapura.

(blog.ciclic.com.br)

Se fosse permitido trazer as riqueza destes pais para o Brasil ainda não dava para resolver os problemas, por que as redes de corrupção roubaria todo o dinheiro e deixaria a maioria na miserabilidade.”

As melhores universidades do mundo, segundo o QS Ranking

1) MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts)

2) Universidade Stanford

3) Universidade Harvard

4) Universidade de Oxford

“Inúmero filhos e filhas de brasileiros estudam, ainda existe outras como no Estados Unidos, Inglaterra.

  Enquanto a matéria acima agente vê uma situação desprezável.”

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Comemorar a conclusão do curso universitário está se tornando um negócio cada mais lucrativo no Brasil, que desperta o interesse de milhares de formandos e de empresas especializadas

Crédito: Divulgação

ALEGRIA Eventos para comemorar a conclusão do curso universitário movimentam R$ 1,7 bilhão por ano (Crédito: Divulgação)

Os universitários estão mais animados do que nunca. Todos querem festa. Virou uma febre nacional promover uma noite de gala para marcar a conclusão de um curso superior. Além de evidenciar o momento marcante da conclusão dos estudos na universidade, a proliferação de eventos de formatura serve também para movimentar um mercado cada vez mais lucrativo e atrativo com grande potencial de crescimento. De acordo com estimativas da Associação Brasileira das Empresas de Eventos (ABEOC Brasil), as festas de formatura movimentaram cerca de R$ 1,7 bilhão em 2018 – pouco mais de 10% de todo o valor movimentado pela organização de cerimônias sociais no ano — e projetam um aumento de expressivos 14% para 2019. A indústria hoje já oferece diferentes padrões de festa, que podem ter atrações famosas, ambientes com espaços temáticos, opções variadas de alimentos e bebidas, além de durarem até o amanhecer – algumas empresas oferecem café da manhã e até mesmo pastel de feira para alimentar os convidados após uma noite de comemoração. Nas festas mais sedutoras, a comida e a bebida são “open” durante a festa inteira, ou seja, consumo liberado, permitindo todo tipo de extravagância aos convidados.
O entretenimento é o grande foco das empresas do ramo, mas outro aspecto tem se mostrado um diferencial para atrair o interesse de comissões de formatura: plataformas de pagamento que criam facilidades para que o formando e sua família consigam consultar com simplicidade as parcelas, quanto já foi pago, a quantia restante e até manter um canal de comunicação direto com a empresa através de um aplicativo para celular.

LUXO Há festas para todos os gostos e bolsos: objetivo é se divertir (Crédito:Divulgação)

Participar de um evento desse tipo custa caro. O preço pode ultrapassar R$ 5 mil para cada formando e seu grupo de convidados. Por isso, fazer parte de uma festa de formatura exige planejamento, com muitos estudantes começando a pagar parcelas desde o primeiro ano da faculdade. É normal também que os estudantes façam rifas para arrecadar dinheiro, com cada aluno responsável por uma quantidade de números. Uma empresa de formatura pode atrair comissões organizadoras com o oferecimento de brindes e prêmios para os sorteios, que podem ser simples como kits com bebidas e até veículos em grandes ações conjuntas e que envolvem diferentes turmas de cursos diferentes.

Negócios em alta

Um processo de pagamento transparente e confiável é vital ao optar por uma celebração de gala como essas. Em maio deste ano, por exemplo, 124 formandos do Rio de Janeiro que foram informados na data e no local da festa que a empresa não honraria o compromisso. Cada formando investiu cerca de R$ 3,5 mil na ocasião, pagos por mais de dois anos, aumentando a decepção de cada convidado com o calote. Passar por este tipo de trauma é o maior medo de qualquer formando que sonha com um baile de formatura.

Por esses motivos, a expansão de franquias de formatura é algo que começa a ser observado no País. É normal na história de empresas de formatura que a fundação delas se dê por jovens que são entusiastas da organização de eventos, que após experiências bem sucedidas com festas — em repúblicas universitárias na maioria das ocasiões — decidem levar a atividade para outro nível. Muito se fala em escolher uma empresa confiável e experiente no setor, para evitar decepções e dinheiro perdido, portanto, optar por grandes redes de eventos pode ser um diferencial para conquistar as comissões de formatura. Existem franquias que custam de R$ 200 mil a R$ 400 mil, com previsão de retorno entre 12 e 36 meses. No cenário ideal, a perspectiva de lucro para o proprietário é de R$ 10 mil a R$ 50 mil por mês. Existem também mecanismos financeiros para evitar o desvio de recursos dos formandos, permitindo que o prestador de serviço garanta aos clientes a segurança de que tudo ocorrerá nos conformes. O importante no mercado das formaturas é seguir um conceito extremamente básico: cumprir o que foi prometido aos formandos. Dessa forma, é possível que a indústria prospere cada vez mais, evitando a contaminação com fraudes e oferecendo aos estudantes uma memória inesquecível para lidar com uma nova fase de sua vida.

O entretenimento é prioridade das empresas do ramo, mas oferecer facilidade e segurança para pagar pela festa é essencial.

 

Resultado de imagem para Câmara aprova projeto que libera recurso para ampliar banda larga nas escolas

O projeto tem sua origem no Senado e segue agora para sanção presidencial. Texto autoriza o uso de recursos do Fundo de Universalização das Telecomunicações (Fust)

BRASÍLIA – Deputados aprovaram na noite desta segunda-feira, 9, projeto que autoriza o uso de recursos do Fundo de Universalização das Telecomunicações (Fust) para ampliação da banda larga nas escolas. Foi aprovado o substituto do deputado Vinicius Poit (Novo-SP). O projeto tem sua origem no Senado e segue agora para sanção presidencial. O Fust arrecada R$ 1 bilhão anualmente e já tem acumulados R$ 21,8 bilhões, mas praticamente não foi utilizado para investimentos no setor de telecomunicações. Atualmente, a lei permite a aplicação dos recursos apenas para a expansão da telefonia fixa. O projeto cria um conselho para avaliar os projetos que serão financiados com recursos do fundo com representantes da sociedade civil, Ministério da Educação e do Ministério da Saúde. E, em vez de apenas as escolas de áreas rurais, todas as escolas públicas serão beneficiadas com os recursos do Fust para ampliação da banda larga.

Segundo a Câmara, o Fust arrecada R$ 1 bilhão anualmente e já tem acumulado R$ 21,8 bilhões, mas praticamente não foi utilizado para investimentos no setor de telecomunicações. Hoje, a Lei do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações, que regulamenta o Fust, só permite que os recursos sejam utilizados para a expansão da telefonia fixa – serviço prestado em regime público.

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