Lojas Surya
Óticas Olhar Brasil
Farias Calçados

Lojas Surya
Supermercado
Natália Calçados

Seg Vida
 

Para visualizar este conteúdo corretamente, é necessário ter o Flash Player instalado.

REFLEXÕES DO PASSADO E PRESENTE: PERSPECTIVA DE MELHORA PARA O FUTURO


 

Educação

Os casos de violência contra professores dentro das escolas seguem cada vez mais frequentes no país e apontam para as consequências na saúde física e emocional de profissionais da Educação

Crédito: Getty Images

Somente na última semana, a imprensa e as redes sociais noticiaram diversos casos de agressões físicas contra professores brasileiros. Em uma das ocorrências, sete alunos em uma escola estadual em Carapicuíba arremessaram livros e carteiras em uma professora. Em outro, a mãe de um aluno agrediu fisicamente uma professora na saída da escola. De acordo com dados de uma pesquisa feita pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sobre violência em escolas com mais de 100 mil professores, o Brasil lidera o ranking de agressões contra docentes. Dentre os professores ouvidos, 12,5% afirmaram ser vítimas de agressões verbais ou intimidações de alunos. Em São Paulo, segundo levantamento feito pela GloboNews, o número de agressões a professores cresceu 73% em 2018 em relação ao ano anterior. Já dados divulgados sobre uma pesquisa feita pelo Sindicato dos Professores de São Paulo apontam que mais da metade dos docentes da rede estadual de ensino afirmam já ter sofrido algum tipo de agressão, sendo a mais comum a agressão verbal (44%), seguida por discriminação (9%), bullying (8%), furto/roubo (6%), e agressão física (5%). 

Cultura de paz nas escolas

A violência no ambiente escolar ocorre de diversas formas, seja pelo bullying ou por manifestações mais extremas como na tragédia da Raul Brasil, em Suzano. A violência contra professores é mais uma forma de violência que, infelizmente, parece normalizada pela falta de debate ou de propostas práticas para lidar com o problema.

Quando nos deparamos com qualquer tipo de manifestação de violência na escola, surge a pergunta: mas, afinal, de quem é a culpaDa família ou da escola? É complexo responder a perguntas como essas justamente por não haver uma única resposta. A educação de um indivíduo se dá principalmente de três formas: pela família, responsável pela socialização primária, pela escola, local onde a criança passa a conhecer a vida coletiva, e pela sociedade, com suas múltiplas influências culturais e sociais. Portanto, não se trata de responsabilizar uma ou outra, mas sim de reconhecer os diferentes papéis de cada uma e atuar em parceria para que de forma intencional tenhamos como base o convívio social pacífico, o respeito, o olhar atento para manifestações preocupantes relacionadas à saúde mental, o aprendizado sobre como resolver os nossos conflitos, e a capacidade de reconhecer as nossas emoções para que saibamos reagir a elas sem violência verbal ou física. Além disso, o poder público deve oferecer propostas e subsídio financeiro para o desenvolvimento de projetos voltados à cultura de paz nas escolas e apoiar o diagnóstico sobre a cultura escolar em diferentes insituições para que, assim, medidas preventivas possam ser adotadas. 

Impactos na saúde física e emocional

Continue lendo

Faça chuva ou sol, as cerca de 30 crianças que moram na aldeia indígena Teko Haw — localizada no Santuário dos Pajés, próximo ao Noroeste — precisam andar aproximadamente 1 km até a Epia Norte para pegarem o transporte escolar que os leva para diversas escolas na Asa Norte e no Cruzeiro. Com idades de 5 a 17 anos, os estudantes passam pelo esforço diário durante a semana. Jaline reclama: “Não gosto [do caminho]. É muito longe”. Já Amaro só não acha ruim quando o pai, Ashaninka, está de carro e o conduz até a parada de ônibus. Os alunos são ainda reféns do clima. Nessa quarta-feira (11/12/2019), por exemplo, as crianças que ainda não terminaram o ano letivo saíram da aldeia debaixo de temporal. Sem guarda-chuva para todos, a maioria do grupo infantil chegou encharcada ao ponto de ônibus e, consequentemente, suas respectivas escolas.

Uma dos pequenos estava tão molhado pela água da chuva que a mãe o levou de volta para a moradia da família. No entanto, Ashaninka ressalta que nem sempre é possível deixar os filhos em casa. “Tem um limite [de faltas]. Se eles não forem, perdem o direito de estudar”, lamentou o pai de Amaro.

Ele conta ainda que são frequentes os casos em que as crianças indígenas são intimidadas pelos outros alunos por chegarem molhadas ao colégio. O bullying ocorre também por causa do sotaque. O grupo tem como língua-mãe o Tupi Zen’gnte, ensinado pelos mais velhos da tribo.

Na aldeia, os adultos fazem questão de passar para a garotada noções sobre a cultura indígena, como o idioma — tanto na fala quanto na escrita. Ashaninka destaca que as tradições indígenas não estão inseridas na grade curricular das escolas frequentadas pelos meninos e meninas da Teko Haw.

Depois de uma caminhada de mais de 10 minutos, é preciso esperar. Todos ficam atentos ao horário: o transporte está marcado para passar às 11h40, enquanto a aula começa às 13h. Porém, não é sempre que há pontualidade.

“Tem o trânsito, então, às vezes, atrasa”, conta o cacique da aldeia, Francisco Guajajara. Por causa da chuva, o ônibus também costuma chegar depois do horário previsto. Para não irem ao colégio com fome, as crianças costumam comer antes de sair de casa.

Enquanto esperam, os estudantes estão sujeitos a tudo. Nessa quarta-feira, três adultos acompanhavam meninos e meninas no trajeto, mas nem sempre é possível ter uma mãe ou um pai zelando por eles. Ashaninka se preocupa quando não há ninguém conhecido com as crianças. “[A EPIA] é movimentada. Passa muita gente que não sabemos quem é”, explica. O medo de os filhos serem abordados por alguém mal-intencionado é grande. Ashaninka conta ainda que não são raras as ocasiões em que já está escuro quando os estudantes retornam da escola e precisam percorrer o caminho sem luz até a aldeia, o que aumenta a preocupação.

Diante do cansaço, das dificuldades trazidas pelo clima e da insegurança, os indígenas pedem que o ônibus passe pela aldeia. Apesar de a estrada ser de chão batido, eles afirmam que veículos transitam tranquilamente pelo local.

Metrópoles questionou a Secretaria de Educação do DF sobre a possibilidade de o transporte escolar chegar até a porta das casas dos indígenas. A pasta informou ter realizado vistoria na região. Após fazer medições, o órgão “verificou que, do ponto mais distante da aldeia Santuário do Pajé, os alunos andam cerca de 900 metros até o local de embarque e desembarque. A dificuldade de acesso não permite a entrada dos ônibus na região da aldeia, que é área federal, descoberta pelos contratos de transporte, que só permitem os veículos circularem no Distrito Federal”.

Dinheiro pouco

Os pais mais ricos dos mundo  1 – Catar 2 – Macau 3 – Luxemburgo 4 – Cingapura.

(blog.ciclic.com.br)

Se fosse permitido trazer as riqueza destes pais para o Brasil ainda não dava para resolver os problemas, por que as redes de corrupção roubaria todo o dinheiro e deixaria a maioria na miserabilidade.”

As melhores universidades do mundo, segundo o QS Ranking

1) MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts)

2) Universidade Stanford

3) Universidade Harvard

4) Universidade de Oxford

“Inúmero filhos e filhas de brasileiros estudam, ainda existe outras como no Estados Unidos, Inglaterra.

  Enquanto a matéria acima agente vê uma situação desprezável.”

Continue lendo

Comemorar a conclusão do curso universitário está se tornando um negócio cada mais lucrativo no Brasil, que desperta o interesse de milhares de formandos e de empresas especializadas

Crédito: Divulgação

ALEGRIA Eventos para comemorar a conclusão do curso universitário movimentam R$ 1,7 bilhão por ano (Crédito: Divulgação)

Os universitários estão mais animados do que nunca. Todos querem festa. Virou uma febre nacional promover uma noite de gala para marcar a conclusão de um curso superior. Além de evidenciar o momento marcante da conclusão dos estudos na universidade, a proliferação de eventos de formatura serve também para movimentar um mercado cada vez mais lucrativo e atrativo com grande potencial de crescimento. De acordo com estimativas da Associação Brasileira das Empresas de Eventos (ABEOC Brasil), as festas de formatura movimentaram cerca de R$ 1,7 bilhão em 2018 – pouco mais de 10% de todo o valor movimentado pela organização de cerimônias sociais no ano — e projetam um aumento de expressivos 14% para 2019. A indústria hoje já oferece diferentes padrões de festa, que podem ter atrações famosas, ambientes com espaços temáticos, opções variadas de alimentos e bebidas, além de durarem até o amanhecer – algumas empresas oferecem café da manhã e até mesmo pastel de feira para alimentar os convidados após uma noite de comemoração. Nas festas mais sedutoras, a comida e a bebida são “open” durante a festa inteira, ou seja, consumo liberado, permitindo todo tipo de extravagância aos convidados.
O entretenimento é o grande foco das empresas do ramo, mas outro aspecto tem se mostrado um diferencial para atrair o interesse de comissões de formatura: plataformas de pagamento que criam facilidades para que o formando e sua família consigam consultar com simplicidade as parcelas, quanto já foi pago, a quantia restante e até manter um canal de comunicação direto com a empresa através de um aplicativo para celular.

LUXO Há festas para todos os gostos e bolsos: objetivo é se divertir (Crédito:Divulgação)

Participar de um evento desse tipo custa caro. O preço pode ultrapassar R$ 5 mil para cada formando e seu grupo de convidados. Por isso, fazer parte de uma festa de formatura exige planejamento, com muitos estudantes começando a pagar parcelas desde o primeiro ano da faculdade. É normal também que os estudantes façam rifas para arrecadar dinheiro, com cada aluno responsável por uma quantidade de números. Uma empresa de formatura pode atrair comissões organizadoras com o oferecimento de brindes e prêmios para os sorteios, que podem ser simples como kits com bebidas e até veículos em grandes ações conjuntas e que envolvem diferentes turmas de cursos diferentes.

Negócios em alta

Um processo de pagamento transparente e confiável é vital ao optar por uma celebração de gala como essas. Em maio deste ano, por exemplo, 124 formandos do Rio de Janeiro que foram informados na data e no local da festa que a empresa não honraria o compromisso. Cada formando investiu cerca de R$ 3,5 mil na ocasião, pagos por mais de dois anos, aumentando a decepção de cada convidado com o calote. Passar por este tipo de trauma é o maior medo de qualquer formando que sonha com um baile de formatura.

Por esses motivos, a expansão de franquias de formatura é algo que começa a ser observado no País. É normal na história de empresas de formatura que a fundação delas se dê por jovens que são entusiastas da organização de eventos, que após experiências bem sucedidas com festas — em repúblicas universitárias na maioria das ocasiões — decidem levar a atividade para outro nível. Muito se fala em escolher uma empresa confiável e experiente no setor, para evitar decepções e dinheiro perdido, portanto, optar por grandes redes de eventos pode ser um diferencial para conquistar as comissões de formatura. Existem franquias que custam de R$ 200 mil a R$ 400 mil, com previsão de retorno entre 12 e 36 meses. No cenário ideal, a perspectiva de lucro para o proprietário é de R$ 10 mil a R$ 50 mil por mês. Existem também mecanismos financeiros para evitar o desvio de recursos dos formandos, permitindo que o prestador de serviço garanta aos clientes a segurança de que tudo ocorrerá nos conformes. O importante no mercado das formaturas é seguir um conceito extremamente básico: cumprir o que foi prometido aos formandos. Dessa forma, é possível que a indústria prospere cada vez mais, evitando a contaminação com fraudes e oferecendo aos estudantes uma memória inesquecível para lidar com uma nova fase de sua vida.

O entretenimento é prioridade das empresas do ramo, mas oferecer facilidade e segurança para pagar pela festa é essencial.

 

Resultado de imagem para Câmara aprova projeto que libera recurso para ampliar banda larga nas escolas

O projeto tem sua origem no Senado e segue agora para sanção presidencial. Texto autoriza o uso de recursos do Fundo de Universalização das Telecomunicações (Fust)

BRASÍLIA – Deputados aprovaram na noite desta segunda-feira, 9, projeto que autoriza o uso de recursos do Fundo de Universalização das Telecomunicações (Fust) para ampliação da banda larga nas escolas. Foi aprovado o substituto do deputado Vinicius Poit (Novo-SP). O projeto tem sua origem no Senado e segue agora para sanção presidencial. O Fust arrecada R$ 1 bilhão anualmente e já tem acumulados R$ 21,8 bilhões, mas praticamente não foi utilizado para investimentos no setor de telecomunicações. Atualmente, a lei permite a aplicação dos recursos apenas para a expansão da telefonia fixa. O projeto cria um conselho para avaliar os projetos que serão financiados com recursos do fundo com representantes da sociedade civil, Ministério da Educação e do Ministério da Saúde. E, em vez de apenas as escolas de áreas rurais, todas as escolas públicas serão beneficiadas com os recursos do Fust para ampliação da banda larga.

Segundo a Câmara, o Fust arrecada R$ 1 bilhão anualmente e já tem acumulado R$ 21,8 bilhões, mas praticamente não foi utilizado para investimentos no setor de telecomunicações. Hoje, a Lei do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações, que regulamenta o Fust, só permite que os recursos sejam utilizados para a expansão da telefonia fixa – serviço prestado em regime público.

terra

Alunos da Escola Estadual Tiradentes

ALUNOS DA ESCOLA ESTADUAL TIRADENTES

Resultados do Pisa indicam que o ensino no Brasil está estagnado desde 2009, com nível de desempenho abaixo da média dos países da OCDE

Os resultados do Pisa 2018 (Programa Internacional de Avaliação dos Estudantes), publicados nesta terça-feira 03, indicam que o ensino no Brasil está estagnado desde 2009, com nível de desempenho muito abaixo da média dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento (OCDE). Para a analista de educação da OCDE, Camila de Moraes, a desigualdade no desempenho dos alunos brasileiros é um fator preocupante. “Há muitos países que conseguem ter alto desempenho [dos alunos] e baixa desigualdade. No caso do Brasil, estamos do lado contrário, temos um desempenho abaixo da média e uma desigualdade acima da média”, afirma. A avaliação usa uma escala de seis níveis para classificar o desempenho dos estudantes de 15 e 16 anos nas provas de leitura, matemática e ciências, sendo que o nível 1 é considerado insuficiente e o nível 2 é o mínimo de proficiência. No Pisa 2018, 50% dos brasileiros não atingiram o nível 2 em leitura, ou seja, são incapazes de identificar a ideia geral de um texto, encontrar informações explícitas ou analisar a finalidade daquele material.

Situação preocupante

De acordo com o estudo, 43% dos jovens do Brasil não atingiram o nível mínimo em leitura, nem em matemática, nem em ciências. “Isso é preocupante, ainda mais quando estamos em uma sociedade que valoriza cada vez mais níveis elevados de habilidades e conhecimentos”, avalia Moraes. A analista salienta que há uma relação forte entre o valor do investimento por aluno e o desempenho dos estudantes na avaliação. Com um pouco mais de investimento, o Brasil poderia melhorar seus resultados. “Investimentos mais altos por alunos estão associados a resultados melhores no Pisa. Para quem está no começo da curva – caso do Brasil que tem um investimento baixo –, um pequeno aumento no investimento por aluno estaria associado a uma melhora significativa na performance dos alunos em leitura, por exemplo.”

Indisciplina e faltas são razão para alerta

A edição mais recente da avaliação internacional trouxe ainda informações sobre o comportamento, o bem-estar e a satisfação dos jovens de 15 e 16 anos com a escola. Camila de Moraes destaca os altos níveis de indisciplina e de ausência nas aulas como temas que devem receber atenção do governo.

A metade dos estudantes brasileiros que fizeram a avaliação internacional disse ter faltado à escola ao menos um dia nas duas semanas anteriores ao teste. O índice é mais que o dobro dos países da OCDE, onde 21% dos estudantes afirmaram ter perdido algum dia de aula.

A indisciplina toma bastante tempo dos professores no início das aulas, segundo 41% dos estudantes brasileiros. Os professores gastam parte da aula para deixar a turma em silêncio. Nos países da OCDE, 26% dos alunos relataram o mesmo problema em classe. “O Brasil ficou abaixo da média no índice de satisfação com a vida. Entre 2015 e 2018, houve um aumento significativo de alunos que se consideraram não satisfeitos com a vida e uma diminuição daqueles que se consideram satisfeitos. Além disso, o Brasil está acima da média em relação à ocorrência de bullying. São fatores que devem ser investigados mais a fundo”, avalia a analista de educação da OCDE.

Ranking de educação

Os estudantes brasileiros com condição socioeconômica e cultural mais elevada são piores em leitura em comparação aos alunos pobres de outros países, como a China. Na disciplina Leitura, o Brasil ficou na 57ª colocação no ranking da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), com nota 413 — a média geral foi 487. A OCDE divulgou nesta terça-feira, 3, os resultados da edição de 2018 do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, em inglês), a principal avaliação de educação básica. O levantamento é realizado a cada três anos, com 600 mil estudantes entre 15 e 16 anos de 79 países. O relatório da organização divide os alunos em quatro grupos, de acordo com as suas condições socieconômicas e culturais. Os brasileiros que alcançam o topo da pirâmide são minoria e estão entre os mais ricos. Em 2018, apenas 2% alcançou os níveis cinco ou seis em uma das matérias: contra uma média de 16% nos países desenvolvidos. Em comparação com a disciplina leitura, a média do grupo de alunos brasileiros mais ricos é 470 pontos, o que coloca o país na 54ª posição entre os estudantes do mesmo nível socioeconômico. Entretanto, a nota é superada pela média dos alunos mais pobres de oito países: China, Estônia, Cingapura, Canadá, Finlândia, Irlanda, Coreia do Sul e Reino Unido.

veja

Créditos: EBC

Os sistemas de ensino, saúde e de assistência social terão um ano para se adequar ao atendimento após a publicação da lei

O Congresso derrubou nesta quarta-feira 27 o veto do presidente Jair Bolsonaro à lei que obriga escolas públicas a contar com profissionais de psicologia e de assistência social. Com a decisão, volta a valer o texto do ex-deputado José Carlos Elias (PTB) aprovado pelo plenário da Câmara em setembro. A nova norma será promulgada pela Presidência da República. O texto determina que o Poder Público assegure atendimento psicológico e de assistência social aos alunos da rede pública de educação básica. O serviço deve ser prestado por psicólogos vinculados ao SUS e por assistentes sociais vinculados aos serviços públicos de assistência social. Ainda prevê que os sistemas de ensino, saúde e de assistência social se adequem no período de um ano para ao atendimento, após a publicação da leiÀ época, o governo alegou que o veto ia ao encontro do posicionamento dos ministérios da Educação e da Saúde que eram contra a obrigatoriedade do atendimento por criar despesas sem indicar fonte de receita e impactos orçamentários.O fim do veto foi comemorado por parlamentares e especialistas ligados à promoção de direitos de crianças e adolescentes. O deputado federal David Miranda (PSOL) afirmou que trata-se de uma vitória.“Ao Vetar, Bolsonaro se mostrou insensível com a violência nas escolas, mesmo após o massacre ocorrido na escola Raul Brasil, em Suzano, que vitimou 8 pessoas, entre alunos e funcionários, em março desse ano. Ele defende armas para todos, prega o ódio e a intolerância e veta propostas de prevenção a violência escolar, doméstica e ao suicídio de crianças e adolescentes. A derrubada do veto presidencial pelo Congresso Nacional foi uma grande conquista dos movimentos sociais, sindicatos, dos conselhos de psicologia e serviço social e da sociedade brasileira”, declarou.

cartacapita

A pergunta comporta diferentes respostas, e seu teor explosivo requer cuidado na abordagem. Mas vamos responder, como sempre, com base nas evidências. Este post dá continuidade à série sobre o Estudo “Para desatar os nós da educação – uma nova agenda“, que vem sendo publicada neste blog nas últimas semanas.

Comecemos pelo começo: salários fazem diferença no perfil das pessoas que procuram diferentes ocupações. Portanto, não é possível atribuir “diferenças” no desempenho dos alunos apenas a salários – é mais importante entender qual o nível de qualificação das pessoas para então tentar medir o seu impacto.

Como tudo no Brasil, salários são muito desiguais. Eles são desiguais entre homens e mulheres. São desiguais entre ocupações que exigem o mesmo nível de escolaridade. São desiguais entre setor público (geralmente mais elevados) e setor privado, e são desiguais em função de tempo de serviço. E também são desiguais em função de características das pessoas – algumas dessas são observáveis (como o tipo de curso que fizeram ou a trajetória no mercado de trabalho) outras não (como algumas características pessoais). Estamos, portanto, em terreno escorregadio.

Há dois conjuntos importantes de informação que nos ajudam a entender melhor a questão – e essa informação provém dos países mais desenvolvidos, os países membros da OCDE. Na maioria desses países, cerca de 30% dos egressos do ensino médio ingressam no ensino superior. Portanto, por definição, os professores integram o conjunto dos 30% melhores alunos do ensino médio. Em alguns países como a Finlândia e Cingapura, a seleção é ainda mais rigorosa, e os professores são recrutados entre os 3 a 5% melhores de sua geração. Esse conjunto de países tem um desempenho razoável, com média próxima de 500 pontos no Pisa, alguns deles com média bastante acima disso. O outro conjunto de informações refere-se aos salários. Na maioria dos países desenvolvidos, o salário do professor gira em torno do valor médio do PIB per capita. No Brasil, gira em torno de 1,5 do PIB per capita, o que não é o caso da maioria da população. Veja essa figuraDe posse dessas informações, podemos examinar os dados empíricos sobre salário de professores no Brasil. Esse quadro mostra que a variação de salários dos professores tem impacto ínfimo no desempenho dos alunos, seja do 5º ou do 9º ano. Uma diferença entre 1.400 e 3.500 reais está associada com um aumento de pouco mais de três pontos; entre 3 e 6,5 mil reais aumenta dois pontos. O mesmo ocorre no 9º ano.  Se o salário passa do nível mais baixo (cerca de 1.500 reais) para o nível mais alto (acima de 6.500 reais) o aumento é de 5 pontos – o que representa pouco mais de três meses de escolaridade. Não é um ganho desprezível, mas o custo é extremamente elevado para um ganho tão modesto.

Os dados sugerem, com ênfase, que o simples fato de pagar mais ou menos aos professores não está associado a melhores resultados dos alunos. Esses dados conflitam com o senso comum.

Jacqueline Lisboa/Esp. MetrópolesJACQUELINE LISBOA/ESP. METRÓPOLES

O Ministério da Educação (MEC) lançou nesta segunda-feira (25/11/2019) a carteirinha estudantil digital, batizada de ID Estudantil. Os alunos de instituições da rede pública e privada já poderão solicitar o documento a partir de hoje.O novo documento, previsto na Medida Provisória 895/2019, assinada pelo presidente Jair Bolsonaro, trará informações sobre estudantes de todo o Brasil e ainda possibilitará o pagamento de meia-entrada em teatros, shows, cinema e diversos outros eventos culturais. O custo de cada carteira emitida será de R$ 0,15 para o governo.A ID Estudantil poderá ser obtida gratuitamente por meio das lojas de aplicativos da Google Play e da Apple StoPara assegurar o acesso à ID Estudantil, um representante de cada instituição de ensino deverá enviar as informações dos alunos, como CPF, data de nascimento, curso, matrícula, ano e semestre de ingresso dos estudantes para o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Este, por sua vez, vai alimentar o banco de dados do MEC, chamado Sistema Educacional Brasileiro (SEB).Segundo o ministro da Educação, Abraham Weintraub, se mais da metade dos estudantes do Brasil emitissem carteirinhas pelos moldes antigos, o valor seria “superior a R$ 1 bilhão, quase próximo a R$ 2 bilhões”. De acordo com o chefe da pasta, com o programa do governo, o custo total será de R$ 12 milhões. Antes, a distribuição de documentos que garantem a meia-entrada para estudantes era feita exclusivamente pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes).Questionado se há algum número levantado pelo governo referente a fraudes no sistema de carteirinhas estudantis, o ministro se limitou a dizer que o “controle de segurança é muito baixo”. “Não tem condição de falar se tem [fraude] ou não tem. Não tem controle nenhum. Não tem transparência”, declarou.

Emissão
A ID estudantil e outras carteirinhas digitais poderão ser emitidas oficialmente pelas seguintes instituições:

  • Associação Nacional de Pós-Graduandos;
  • União Nacional dos Estudantes (UNE);
  • União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes);
  • No próprio portal do MEC.

Continue lendo

A Comissão de Educação promove na quarta-feira (27) uma audiência pública sobre o Dia Nacional de Mobilização pelo Novo Fundeb, um movimento coordenado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). A reunião será às 14h30 na sala 15 da Ala Alexandre Costa.

Foram convidados para o debate o presidente da CNTE, Heleno Araújo; a presidente da Associação Nacional de Pesquisa em Financiamento da Educação (Fineduca), Nalú Farenzena; a governadora do Rio Grande do Norte e representante do Fórum dos Governadores do Brasil no debate sobre o novo Fundeb, Fátima Bezerra; a coordenadora-executiva do Fórum Nacional Popular de Educação, Adércia Bezerra Hostin; e o presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Pedro Gorki.

Também estarão entre os debatedores a deputada Professora Dorinha (DEM-TO) e o senador Flávio Arns (Rede-PR). A deputada é relatora, na Câmara, da Comissão Especial do Fundeb, que analisa uma proposta de emenda à Constituição para tornar o fundo permanente (PEC 15/2015). Flávio Arns, por sua vez, é relator, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, de uma proposta com o mesmo objetivo (a PEC 65/2019, que poderá tramitar em conjunto com a PEC 33/2019).

Complementação de recursos

O Fundeb foi instituído em 2007 em substituição ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino fundamental e Valorização do Magistério (Fundef), que vigorou entre 1998 e 2006. Com a transição, a complementação da União aos fundos estaduais saltou de R$ 492 milhões, em 2006, para R$ 14 bilhões em 2019, conforme a justificativa do senador Jean Paul Prates (PT-RN), autor do pedido de audiência.

O senador argumenta que, com o encerramento do período de vigência do Fundeb, em 2020, é preciso inserir o fundo como política de Estado no texto permanente da Constituição e aperfeiçoá-lo, em conformidade com o Plano Nacional de Educação (PNE).

“Caso o Parlamento não aprove uma emenda constitucional instituindo um novo Fundeb, o impacto nos municípios será devastador, uma vez que os municípios vão continuar tendo de investir no mínimo 25% da receita resultante de impostos em manutenção e desenvolvimento do ensino, conforme estabelece a Constituição, mas deixarão de receber as transferências de recursos estaduais para garantia do valor mínimo por aluno definido nacionalmente, enquanto os estados deixarão de receber a complementação da União”, justifica Jean Paul.

Fonte: Agência Senado

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) volta a discutir, nesta terça-feira (26), a possibilidade conceder isenção da cobrança das taxas para emissão de passaporte de estudantes carentes. O projeto (PL 861/2019) permitirá que, ao viajarem para pesquisas, extensão ou outras atividades de ensino no exterior, esses estudantes sejam isentos dessas cobranças.O projeto, do senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB), já está com o relatório favorável do senador Styvenson Valentim (Podemos-RN).Igualmente está na pauta de votação o PL 3941/2019, do senador Dário Berger (MDB-SC), que concede meia-entrada para estudantes, idosos, pessoas com deficiência e jovens de 15 a 29 anos comprovadamente carentes em espetáculos artístico-culturais e esportivos. Também está com parecer favorável do senador Jorginho Mello (PL-SC). Ao todo, são 16 itens na pauta de votação da comissão, incluindo um requerimento, um projeto de resolução e 14 projetos de lei. A reunião deliberativa está prevista para começar às 11h, devendo ser presidida pelo senador Dário Berger ou pelo senador Flávio Arns (Rede-PR), o vice-presidente.

Fonte: Agência Senado

Crianças da educação infantil em sala de aula Arquivo/ Agência Brasil

O uso do inglês como prática social – aquela aplicada a necessidades básicas de comunicação, como se apresentar, pedir produtos em uma loja ou manter uma conversa curta – ainda não é o foco principal do ensino da língua estrangeira na rede pública, de acordo com a pesquisa divulgada pela agência do governo britânico British Council. Apenas dois estados brasileiros avaliados atingiram todos os critérios necessários para o ensino de qualidade do inglês: Paraná e Pernambuco. São Paulo e Distrito Federal ficaram atrás, mas acima da média brasileira. Pará, Amapá, Goiás, Mato Grosso e Alagoas não aparecem no estudo. Os demais estados apresentaram desempenho mediano ou insuficiente para os critérios do British Council, agência internacional do Reino Unido para educação e cultura. Chamado Políticas Públicas para o Ensino de Inglês, o levantamento avalia o panorama que receberá, no ano que vem, as mudanças na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira. De acordo com o texto da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), aprovada em 2018, o ensino da língua inglesa passará a integrar o currículo como matéria obrigatória.

Desafios

Continue lendo

Andre Borges/Esp. MetrópolesANDRE BORGES/ESP. METRÓPOL

No feriado de Proclamação da República, os ministros da Casa Civil, Onyx Lorezoni, da Cidadania, Osmar Terra, e das Mulheres, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, se reuniram no Palácio do Planalto e convocaram uma entrevista coletiva para anunciar o início de um projeto a ser detalhado no futuro. De acordo com Onyx, a reunião serviu para o governo “analisar todas as políticas sociais desenvolvidas no Brasil ao longo dos últimos anos”. Além disso, ele repetiu que o foco do governo será na “primeira infância”.

“Nessa preocupação constante que o presidente Bolsonaro tem de transformar e mudar o Brasil, nós aproveitamos hoje, o Dia da República, para reunir os ministérios que trabalham mais focados na questão social, que é o caso da Família, da Educação, com toda equipe aqui, da Casa Civil, para poder analisar todas as políticas todas as políticas sociais que o Brasil tem desenvolvido ao longo dos últimos anos”, disse o ministro.

Mais cedo, alguns integrantes do governo se manifestaram nas redes sociais com mensagens de desapreço à República e exaltação de personagens da monarquia. Nesse sentido se pronunciaram Weintraub e Onyx nesse sentido. Na entrevista, Onyx disse que o governo vai analisar as políticas para fazer um estudo que visa elaborar um projeto e “mostrar como o governo Bolsonaro transforma a vida de crianças mais carentes”. Nada de mais concreto que isso.

“Já temos algumas diretrizes. O foco fundamental é nas crianças. Vamos trabalhar nas próximas semanas para aprontar esse conjunto de ações”, disse o ministro. “O nosso foco fundamental é na criança e, particularmente, na primeira infância, desde sua concepção, passando por seu nascimento, dos primeiros passos que ela dá que ela se forme no primeiro grau”, anunciou. “O detalhamento será feito dentro do mês de dezembro”, disse. Da coletiva, chamada em cima da hora, também falaram os ministros da Cidadania, Osmar Terra e da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves. Damares protagonizou um dos pontos altos da entrevista. “Eu posso ousar dizer que nós estamos protagonizando aqui o maior pacto pela criança do mundo”, disse a ministra. “Infelizmente nossas crianças foram deixadas para trás. Por exemplo, a Amazônia e o pior local do Brasil para ser criança do mundo”, disse a ministra.

Continue lendo

Resultado de imagem para enemMovimentação dos candidatos para o segundo dia de prova do Enem na faculdade Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo Foto: FramePhoto / Agência O Globo

BRASÍLIA – O ministro da Educação, Abraham Weintraub , disse neste domingo que a pessoa responsável por divulgar imagens da prova do Enem aplicada neste domingo já foi identificada. Segundo ele, as fotos foram vazadas por um candidato após a conclusão da prova, porém antes das 18h, horário mínimo em que participantes podem levar os cadernos de respostas.

— O dano disso foi zero. O papel do Enem é coibir esse tipo de atitude. Estatisticamente é um erro amostral. Tem que punir essas pessoas de forma exemplar, para saber que uma ação danosa que pode prejudicar. Essas pessoas vão ser punidas. Já fizemos um boletim de ocorrência. Toda vez que ele (o responsável) fizer entrevista de emprego, ele vai ter que explicar por que ele resolveu sabotar o Enem naquele dia (neste domingo). No resto da vida, essa pessoa, que é maior de idade, adulto, responsável pelos seus atos, vai ter que se explicar — disse o ministro. — Esse aí é um trouxa. Não devemos dar a publicidade a um idiota desses.  De acordo com dados do Inep, 3,7 milhões de pessoas fizeram o Enem neste domingo. A taxa de abstenção foi de 27,19%, a menor da série histórica. Só neste domingo, foram eliminados 371 candidatos, informou o Inep. 

O ministro preferiu não revelar onde o candidato que vazou o material fez a prova. Para Weintraub, os episódios deste domingo são classificados como “mau comportamento” por parte do candidato, o que seria menos grave do que os vazamentos da semana passada, quando duas aplicadoras no Ceará foram identificadas por ter divulgado imagens da prova.  — Esses casos todos, com exceção dessas aplicadoras do Ceará, são pontuais, sem impacto nenhum. Se faz para manter a barreira. Se a gente não demonstra que existem consequências no ato, você perdeu a barreira, e o mau comportamento avança. A pessoa não vai fazer exame e fica na ficha corrida dela pro resto da vida — afirmou.

Weintraub disse que ainda há uma investigação se uma das aplicadoras seria inocente. O ministro classificou o ato de terrorismo. — Essas duas ou ainda uma seja inocente. Tem uma pessoa no Ceará, essa pessoa, sim, a gente tem que escangalhar a vida dela. Como sociedade, o que ela tentou fazer foi terrorismo. Colocar terror na sociedade civil. Mesmo com essas pessoas, o Enem foi um enorme sucesso — afirmou o ministro.

Weintraub disse que a aplicação da prova foi mais tranquila que a da semana passada.
— No Brasil todo foi mais tranquilo. Dessa vez foi um passeio. Fui almoçar em casa. Passeio total — afirmou o ministro.
Ao ser questionado sobre o conteúdo da prova, o ministro afirmou que o balanço do Enem indica que as provas serão “menos ideológicas”.
— O que existirá nos próximos anos? Um exame técnico e não ideológico. Não vai precisar ficar buscando nos manuais de esquerda ou de direita ou qualquer lugar que seja, ideologias. O objetivo é, que para todos os brasileiros, seja feita uma seleção justa— disse Weintraub.
 Em outro trecho da entrevista coletiva, o ministro disse haver no país um “totalitarismo de esquerda”:— Foram décadas de uma cultura totalitarista de esquerda sendo imposta a nós brasileiros, e isso precisa acabar. A eleição do presidente Jair Bolsonaro é o começo do fim desse martírio. O que deveria se passar é que o Enem foi um sucesso.

Apoie o jornalismo profissional

                                                                              Dyelle Menezes e Shismênia Oliveira, do Portal MEC

Ônibus novinhos vão rodar em 133 municípios do estado de Goiás. O governo federal entregou, ao todo, 214 veículos nesta sexta-feira, 8 de novembro, em solenidade realizada em Goiânia, com a presença do presidente da República, Jair Bolsonaro, do ministro da Educação, Abraham Weintraub e do governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Com investimento de R$ 43,3 milhões, a iniciativa faz parte do programa Caminho da Escola.

Durante o evento, Bolsonaro destacou que os ônibus irão atender especialmente crianças que moram mais longe da escola. Com o nome do programa, o presidente lembrou da sua infância. “Naquela época, eu estudei um livro chamado Caminho Suave, que cada letra do alfabeto tinha uma história que estimulava a fazer a coisa certa e perseguir com um ideal. É isso que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, está colocando de novo no livro da garotada”, disse.

Toda a frota conta com poltronas móveis que facilitam o embarque e o desembarque de alunos com deficiência física ou com algum tipo de mobilidade reduzida. A maioria dos ônibus, 157, tem capacidade para transportar 29 alunos sentados. Cada um desse modelo custou R$ 189,9 mil. Outros 40 ônibus comportam 59 passageiros, ao valor unitário de R$ 228,9 mil. Os demais, 17, têm 44 assentos. Nesse caso, cada veículo saiu por R$ 226,5 mil.

Weintraub lembrou que a entrega dos ônibus são o retorno para a sociedade do que é pago em impostos. “É para o pagador de imposto que todos nós devemos bater palmas. Todos os ônibus saíram do bolso de quem paga imposto no Brasil”, afirmou.

Se for considerar duas viagens ao dia – ida e volta de casa para a escola e vice-versa, por exemplo – com todos os assentos ocupados, o conjunto de entregas pode beneficiar cerca de 15 mil alunos. A maioria dos estudantes e suas famílias vive em áreas de difícil acesso, incluindo zonas rurais.

O governador de Goiás disse que os ônibus vão ajudar a elevar a qualidade da educação no estado. “Nós vamos implementar a qualidade exigida pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub. […] Precisamos de dar a essas crianças condição de competividade. Dar boa formação é a maneira de fazermos que jovens não caminhem para criminalidade e tenham oportunidade no amanhã”, afirmou Caiado.

A deputada federal Flávia Morais (PDT-GO) também esteve presente. A parlamentar disse que os veículos são resultado do empenho do Ministério da Educação e do presidente Jair Bolsonaro junto ao Congresso Nacional. “Graças a essa união, hoje emendas parlamentares destinadas à educação são executadas e os prefeitos voltam para suas cidades com mais esse benefício, ônibus para dar conforto a estudantes irem à escola, principalmente na zona rural”, disse.

Caminho da Escola O programa tem o objetivo de renovar, padronizar e ampliar a frota de veículos escolares em escolas públicas do ensino fundamental e do ensino médio de todo o país.

Continue lendo

Confira experiências de projetos reais que conseguiram aproximar a relação entre família e escol

“Esse tipo de atitude traz alegria no coração, nos faz sentir pessoas amadas, valorizadas, igual e sem preconceito, nada mais que amor ao outro sem distinção de cor e raça”. As palavras, escritas em letra cursiva em um português recém-aprendido sobre um papel cor-de-rosa, vieram de uma mãe haitiana. Ela direcionou os elogios à equipe da Escola Municipal Professor Waldir Garcia, que atende alunos do Ensino Fundamental I, entre os quais uma comunidade de migrantes em Manaus (AM).

A atitude a qual essa mãe se refere é o fato de os funcionários da escola terem se disponibilizado a estudar, fora do horário de trabalho, o crioulo, idioma falado no Haiti. Lúcia Cristina Cortez, diretora da escola que não conteve as lágrimas quando leu a carta, conta que essa foi uma maneira encontrada pela equipe escolar de se aproximar das famílias dos alunos que, em grande parte, são estrangeiras. “A gente estuda porque a gente quer conversar com eles, quer se aproximar, quer vencer uma barreira da língua”, conta a diretora.

A aproximação com as famílias dos alunos é um desafio que transborda a barreira da língua. É muito comum que famílias e escolas sem um diálogo próximo acabem buscando “culpados” dentro dessa relação para o fracasso escolar dos alunos – o que cria um clima tenso entre essas duas pontas e uma relação pouco propícia à cooperação e à parceria.

De quem é o primeiro passo na relação?
Beatriz Cortese, gerente de Construção de Tecnologias Educacionais do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação Cultura e Ação Comunitária (Cenpec) explica que o primeiro passo para melhorar essa relação deve vir da escola. A equipe gestora, geralmente, tem a sensação de que os pais e responsáveis não valorizam a escola. Entretanto, em muitos casos, eles apenas não sabem como agir. “Pouquíssimas são as famílias que não se importam com a escola e que não ligam para os filhos. O que acontece com a maioria das famílias é que elas não sabem o que fazer com as demandas que chegam para elas das escolas”, afirma a especialista.

Menos dedos apontados e mais mãos entrelaçadas
Quando Beatriz fala das demandas que as escolas depositam sobre os pais, ela se refere ao fato de que, no geral, as escolas só chamam as famílias dos alunos para conversar quando há algum problema de aprendizagem, rendimento ou comportamento. Segundo ela, isso acaba criando uma relação muito tensa entre dois lados que deveriam, na verdade, andar de mãos dadas.

A especialista afirma que muito melhor que apontar dedos aos pais sobre o que eles deixam de fazer em relação à Educação dos filhos, é explicar em quais aspectos a escola precisa dessa parceria e, principalmente, saber respeitar os limites da família. “O pedido tem que ser proporcional à possibilidade de ajuda do outro, senão o outro se engessa e aí ele deixa de fazer qualquer coisa”, explica Beatriz. Para tal, é preciso conhecê-la. “Deve sempre ser um diálogo: quais são as minhas possibilidades, quais são as suas possibilidades e qual é o caminho a gente vai encontrar juntos”.
A especialista também aponta que ações simples da família, como mostrar para as crianças que os responsáveis valorizam o trabalho da escola, perguntar o que as crianças estão lendo (mesmo que não seja uma demanda da escola) e os ajudar a ter momentos na rotina dedicados à escola (como a lição de casa) já faz diferença na relação com a escola.
A aproximação entre escola e família deve partir de toda a escola, e não apenas da equipe gestora. Desde o funcionário que recebe as crianças e responsáveis na porta da escola, até a direção, passando por cada um dos professores: todos devem estar engajados em realizar essa aproximação com os pais dos alunos. “Cabe ao diretor liderar essa proposta, mas o projeto tem que ser da escola inteira”, afirma Beatriz.

Parceria com as famílias muda a rotina da escola para melhor

Continue lendo

Com a ampliação, programa vai beneficiar, ao todo, 11,6 milhões de estudantes de norte a sul do país

 


O ministro da Educação, Abraham Weintraub (dir.), e o secretário de Educação Básica do MEC, Janio Macedo, em coletiva de imprensa na sede do MEC (Foto: Luís Fortes/MEC)

Dyelle Menezes e Guilherme Pera, do Portal MEC

Democratizar o acesso à internet de qualidade em escolas públicas nos quatro cantos do Brasil. É com esse intuito que o Ministério da Educação (MEC) amplia o programa Educação Conectada para mais 24,5 mil escolas públicas urbanas. Com investimento de R$ 82,6 milhões, o projeto vai alcançar 11,6 milhões de estudantes em 4.545 municípios e no Distrito Federal. O anúncio foi feito em coletiva de imprensa realizada na sede do MEC, em Brasília, nesta segunda-feira, 4 de novembro. Participaram o ministro Abraham Weintraub, o secretário de Educação Básica do MEC, Janio Macedo, e a diretora de Apoio às Redes de Educação Básica do MEC, Aline Dantas.

A maioria das escolas públicas a receber a conexão é da rede municipal: são 13.634, com mais de 5,5 milhões de alunos. O restante é instituição da rede estadual de educação básica, com 10.828 escolas e 6,1 milhões de estudantes. Para Weintraub, conectar as escolas é colocar o Brasil em sintonia com outros países e facilitará os principais serviços do MEC. “Para ter o Enem [Exame Nacional do Ensino Médio] Digital, é preciso dar condições iguais para todos. [A entrega anunciada hoje] vai ao encontro da necessidade de o Brasil ter exames periódicos para nossas crianças”, disse.

Continue lendo

Gestão Bolsonaro prometeu que prova seria ‘neutra’ e não abordariam temas ‘controversos’

Isabela Palhares, Luiz Carlos Pavão e Paula Felix

As questões do primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) abordaram diversos temas ligados aos direitos humanos, como violência contra a mulher, racismo, refugiados, escravidão e discursos de ódio nas redes sociais. No entanto, nenhuma das 90 questões trouxe, por exemplo, a temática LGBT que foi criticada pelo presidente Jair Bolsonaro na edição passada.

Enem 2019: provas começam a ser aplicadas neste domingo (3) para mais de 5 milhões de estudantes em todo o país (Arquivo: 3/10/2016)
Enem 2019: provas começam a ser aplicadas neste domingo (3) para mais de 5 milhões de estudantes em todo o país.
Neste domingo, 3, os 5 milhões de candidatos inscritos fizeram a redação e 90 questões de Linguagens e Ciências Humanas. O tema da dissertação foi a “Democratização do acesso ao cinema no Brasil” que os professores de cursinho consideraram “neutro”.”Uma prova com bastante cara de Enem, sem nenhuma grande surpresa em termos ideológicos, como eles [líderes do atual governo gostam de falar”, diz Fabio Romano, coordenador editorial de Ciencias Humanas do Sistema de Ensino COC.Ele destaca como positivo que não houve nenhuma questão polêmica para nenhum dos expectros políticos. “Não caiu nenhuma letra de música de Chico Buarque, Caetano Veloso ou texto de [Karl] Marx. Não caiu socialismo. Não teve texto de Olavo de Carvalho”.

Ausência de temas

Cláudio Hansen, gerente pedagógico do Descomplica e professor de geografia e atualidades, notou a ausência de alguns temas que foram recorrentes em anos anteriores, como o governo Vargas, Guerra Fria e a Segunda Guerra Mundial, problemas e conflitos urbanos.”Alguns dos medos que tínhamos em relação a conteúdos deixarem de estar presentes na prova por conta da nova formulação de governo acabaram não se confirmando. Houve questões que tratavam como os direitos das minorias, problemas da concentração de renda, uso do agrotóxicos brasileiros, isso tudo apareceu na prova”, disse. Professor de Filosofia e Sociologia do ProEnem, Leandro Vieira disse que a prova abordou vários expoentes da área da Filosofia, como René Descartes, Adam Smith, Francis Bacon e Immanuel Kant, mas que temas que costumavam aparecer na prova de História ficaram de fora. “Temas recorrentes, como Segunda Guerra Mundial, Regime Militar e Era Vargas não apareceram. A prova abordou Grécia Antiga, Renascimento Comercial e teve uma questão sobre a Constituição de 1824.

Continue lendo

Quase metade dos inscritos no Enem fazem provas pela primeira vez
Enem começa neste domingo – Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Dos mais de 5 milhões de candidatos inscritos no Enem este ano, 47% farão a prova pela primeira vez. A informação foi divulgada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Em Pernambuco, mais de 273 mil estudantes enfrentam, neste domingo (3), o primeiro dia da maratona de provas. Nos arredores da Unicap, apesar do nervosismo, as expectativas dos estudantes são as melhores. A estudante Rebeca Mikaely sonha com uma vaga na Faculdade de Direito do Recife. Ela conta que a preparação foi intensa, mas que o peso da redação ainda é motivo para muita ansiedade. “A gente tá confiante, mas o medo todo é da redação. Foram dois anos de curso intensivo. Então foi o ano todinho se dedicando.” Neste domingo, os estudantes realizam provas de Linguagens e suas Tecnologias, Ciências Humanas, além da Redação. Ao todo, são 90 questões de múltipla escolha, 45 de cada área. O futuro psicólogo Samuel Barbosa conta que está confiante para as provas de hoje. “Eu desejo psicologia. A expectativa é que eu faça uma prova boa porque eu já faço simulado todo semestre na escola, então eu já estou calejado.” Nesta primeira etapa do Enem, os estudantes terão cinco horas e meia para entregar as provas e a redação concluídas. Os portões abrem ao meio-dia e fecham de 13h. A partir das 15h30, os candidatos já podem deixar os locais de prova.

radiojornal.ne10.uol

Educação sexual para crianças: qual é a melhor forma de tratar o tema?

Ao contrário do senso comum, educação sexual vai além de falar sobre sexo: previne abusos sexuais, doenças e até mesmo gravidez

Mari Rosa, de 34 anos, é mãe de Alice, de nove. Ambas moram juntas na cidade de Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Mari é mãe solo e decidiu que a melhor maneira de educar sua filha seria falando abertamente com ela sobre sexualidade. Assim que Alice veio ao mundo, Mari começou a pesquisar maneiras de como falar sobre o assunto com sua filha para poder protegê-la de um trauma que a fotografa passou ainda na infância: ser abusada sexualmente. Aos oito anos, ainda em Jaboticabal, cidade onde nasceu no interior de São Paulo, Mari foi abusada por um tio próximo da família e sofreu muito com isso, chegando a se culpar pelo ato criminoso.

“Eu vim de uma família católica tradicional, cresci com pais amorosos e preocupados. Sempre foram presentes e extremamente cuidadosos, mas não se falava de sexo em casa, e uma criança de oito anos não sabe exatamente o que está acontecendo,  muito menos como se proteger sem informação. A verdade é que éramos todos punidos moralmente e eu me sentia culpada, por isso não contei para meus pais o que aconteceu”, disse a fotógrafa.

Agora, a ideia da moradora do interior de São Paulo é fazer com que sua filha se empodere e tenha consciência do seu corpo para não passar pela mesma situação. Mari explica que, na sua visão, educação sexual é falar sobre amor e limites e não só sobre sexo.“Pra mim foi muito importante quebrar a vergonha em falar sobre o assunto para conseguir me empoderar. Quero ensinar minha filha que o verdadeiro valor de uma mulher está em ela ser dona de si”, explicou.

MARI E SUA FILHA, ALICE.
FOTO: REPRODUÇÃO

Nesse processo, a fotógrafa contou com ajuda de vídeos e livros que tratam do assunto com uma linguagem mais acessível para crianças. Assim ela consegue falar sobre o tema com Alice de uma forma mais natural e esclarecedora. Uma das obras utilizada por Mari foi  “Pipo e Fifi”, um livro que busca ajudar pais, professores e amigos a abordarem o problema da violência sexual contra crianças utilizando uma narrativa ilustrada. O livro foi escrito pela pedagoga e especialista em educação sexual, Caroline Arcari. Após um trabalho de seis anos, a moradora da cidade de Rio Verde, interior de Goiás, escreveu a obra com a intenção de trazer crianças e adolescentes para o debate sobre seus corpos, transformando-os em sujeitos da sua própria aprendizagem.

“O senso comum acredita que educação sexual se resume a falar sobre camisinha e sexo. É muito mais abrangente que isso. A criança precisa entender seu corpo para se apropriar dele, desenvolver o autoconhecimento, aprimorar a autoestima e se prevenir de possíveis abusos”, conta a escritora.

ILUSTRAÇÃO DO LIVRO “PIPO E FIFI”, DE CAROLINE ARCARI.
FOTO: REPRODUÇÃO

A educação sexual como prevenção ao abuso

Continue lendo

Faça Sua Pesquisa no Google Aqui!
 
bove=""

 

Visitas
contador de visitas
Redes Sociais
Click e acesse
Zé Freitas no Facebook

Zé Freitas no Twitter
Portal Correio-PB

 
CLIQUE E ACESSE!
Parceiros