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REFLEXÕES DO PASSADO E PRESENTE: PERSPECTIVA DE MELHORA PARA O FUTURO


 

REFLEXÕES DO PASSADO E PRESENTE: PERSPECTIVA DE MELHORA PARA O FUTURO


 

Educação

    Esteve neste dia 25/04/19, visitando a Escola de Referência em Ensino Médio Santa Terezinha (EREM-ST), o professor Deputado Estadual PAULO DUTRA. Com o objetivo de agradecer os votos que obteve nesta cidade e conversar com professores, alunos e demais funcionários da referida escola, bem como com a gestora Acidália Pessoa, a qual mantém uma amizade de longas datas. Também conheceu o prefeito Geovane Martins, já na saída. A assessoria do deputado enviou o convite a este blog em primeira mão, para fazer a cobertura do evento. Foi feita  entrevista ao vivo ao deputado durante sua palestra e registrado com vídeos e fotos, in-loco, como é de costume fazer, como os internautas poderão ver.

  Em seu terceiro mês de mandato, o Deputado Estadual, Professor Paulo Dutra (PSB) integra, como titular, as Comissões Permanentes de Ciência, Tecnologia e Informática; Esportes e Lazer; e Educação e Cultura, onde ocupa a vice-presidência do colegiado. O parlamentar também é suplente na Comissão Permanente de Meio Ambiente e Sustentabilidade, assim como na Comissão Especial da Reforma da Previdência Social. Já na Frente Parlamentar que discute os impactos da 4ª Revolução Industrial em Pernambuco, o socialista é o relator.

   Como marco de seu início de mandato, o deputado entregou indicações solicitando ao Governo do Estado e à Secretaria de Educação e Esportes, a interiorização do Curso Técnico em Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS, criado por ele mesmo em 2005 na Escola Técnica Almirante Soares Dutra, ano em que ocupava a direção da unidade de ensino. O pedido é para que o curso seja oferecido a partir de 2020 em Escolas Técnicas do Interior do Estado, com o objetivo de capacitar pessoas que interpretem LIBRAS fora da Região Metropolitana do Recife.

Deputado Paulo Dutra a (E) e o Prefeito Geovane Martins a (D)

Gestora da EREM Santa Terezinha – PE. Acidália dos Passos a (E) e o Deputado Paulo Dutra a (D)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                           

ACESSEM O VÍDEO, VEJAM NA ÍNTEGRA

Estão abertas as inscrições para o Programa de Bolsas Santander Ibero-Americanas. O banco oferece 750 bolsas para estudantes brasileiros de graduação e pós-graduação que pretendam estudar na Argentina, Colômbia, Chile, Espanha, Peru, Porto Rico, Portugal, México e Uruguai. A bolsa de estudo tem valor equivalente a 3 mil euros e é destinada às despesas como custos de taxa da universidade de destino (quando aplicável), transporte, hospedagem e alimentação durante a estadia no exterior.Para se inscrever, o estudante precisa primeiro conferir se sua universidade está participando do programa. Caso a resposta seja positiva, basta baixar o aplicativo e se inscrever até 7 de agosto de 2019. Todas as etapas do processo seletivo e critérios usados na seleção serão definidos pela sua universidade, que deve publicar um edital com todas as informações necessárias. Para mais informações, clique aqui e acesse o site oficial do programa.

novaescola

Natalino Uggioni quer que as escolas sejam “queridas” pela sociedade e, para melhorar o Ensino Médio, não descarta o uso de EAD e parcerias

Em 2019, NOVA ESCOLA vai publicar entrevistas com os secretários de Educação dos 26 estados e do Distrito Federal para ouvir os planos, perspectivas e as opiniões de quem lidera a pasta pelo país.
O secretário estadual de Educação de Santa Catarina, Natalino Uggioni, acredita na ideia de que é preciso uma aldeia inteira para educar uma criança. Durante sua entrevista a NOVA ESCOLA, o secretário citou o provérbio africano várias vezes. “É toda uma aldeia trabalhando pela Educação”, defende ele. “Nesse contexto tem uma vertente que já está dando eco, que é a nossa escola ser querida pelo entorno. Eu falo de pais, empresários, comunidade”.
Para o secretário é preciso que toda a sociedade esteja cada vez mais envolvida com as escolas, de forma que os pais queiram visitar o local de estudo dos filhos sem precisar de convite ou dia marcado – apenas para verificar como andam as coisas e, se for o caso, fazer cobranças. “Venha na escola, frequente as instalações, você não é proibido de entrar no banheiro, de entrar na sala de aula, de olhar o pátio, é aqui que o seu filho passa muitas horas por dia, então nos ajude a cobrar do diretor e dos responsáveis para que essa escola tenha as melhores condições”, convida Natalino Uggioni.Escolhido pelo governador Carlos Moisés (PSL), o secretário vai comandar uma rede que, de acordo com dados do Censo 2018, administra 1.291 escolas, recebeu matrículas de 395.206 estudantes e conta com 48.994 funcionários. Santa Catarina está entre os oito estados brasileiros que já alcançaram o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) maior ou igual a 6 pontos (6,3 para a Educação pública) nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Esta meta era prevista apenas para 2021. No entanto, assim como o resto do país, o estado está abaixo da meta no Ensino Médio e ainda enfrenta o problema da evasão nessa etapa.

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Paulo Dutra e deputado estadual no plenário da Assembleia legislativa de Pernambuco.

Vejam a biografia com as informações do Prof. Paulo Dutra e deputado estadual.

    Em seu terceiro mês de mandato, o Deputado Estadual Professor Paulo Dutra (PSB) integra, como titular, as Comissões Permanentes de Ciência, Tecnologia e Informática; Esportes e Lazer; e Educação e Cultura, onde ocupa a vice-presidência do colegiado. O parlamentar também é suplente na Comissão Permanente de Meio Ambiente e Sustentabilidade, assim como na Comissão Especial da Reforma da Previdência Social. Já na Frente Parlamentar que discute os impactos da 4ª Revolução Industrial em Pernambuco, o socialista é o relator.

   Como marco de seu início de mandato, o deputado entregou indicações solicitando ao Governo do Estado e à Secretaria de Educação e Esportes, a interiorização do Curso Técnico em Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS, criado por ele mesmo em 2005 na Escola Técnica Almirante Soares Dutra, ano em que ocupava a direção da unidade de ensino. O pedido é para que o curso seja oferecido a partir de 2020 em Escolas Técnicas do Interior do Estado, com o objetivo de capacitar pessoas que interpretem LIBRAS fora da Região Metropolitana do Recife.

   Crítico dos direcionamentos tomados pelo MEC nos últimos meses, Paulo Dutra é defensor da escola como espaço de aprendizado e vivência para a formação das crianças. Desta forma, o parlamentar se posiciona contra a educação domiciliar e contra a adoção do ensino à distância como substituição ao espaço escolar, embora acredite na EAD como importante ferramenta de apoio ao aprendizado. Da mesma forma, Paulo Dutra é contra a Reforma da Previdência nos moldes propostos pelo governo federal, principalmente por acreditar que classes historicamente sofridas, como a dos professores, serão penalizadas caso a nova Previdência Social passe a vigorar.

  Doutorando em Educação pela UFPE, o timbaubense Paulo Dutra trabalhou durante quase 40 anos na Rede Estadual de Ensino. Sua primeira experiência na educação foi como professor de física. Foi ainda gestor em três escolas e durante os últimos dez anos atuou como Secretário Executivo de Educação Profissional de Pernambuco. Neste último posto, coordenou a implantação e a expansão do Programa de Educação Integral, sendo responsável pela instalação de cada Escola Técnica Estadual (ETE) e cada Escola de Referência do Ensino Médio (EREM) do Estado.

O mesmo estará chegando na cidade as 10:hs e 30, agenda do mesmo será na EREM Santa Terezinha, a informação e do seu assessor Israel Leal.

No Brasil, a estimativa é que 15 mil crianças e adolescentes já estejam praticando o ensino domiciliar

A Educação Domiciliar ou homeschooling consiste na prática pela qual os próprios pais ou responsáveis assumem a responsabilidade direta pela Educação formal dos filhos, que é feita em casa. As aulas podem ser ministradas por eles ou por professores particulares contratados com o auxílio de materiais didáticos e pedagógicos. Mais de 60 países permitem ou ao menos não proíbem o ensino domiciliarcomo é o caso dos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Nova Zelândia, França, Portugal, Bélgica, Irlanda, Finlândia, entre outros. Outros proíbem essa prática, como é o caso da Alemanha, Espanha, Grécia e Suécia. É um fenômeno emergente e crescente e, apenas nos Estados Unidos, estima-se que mais de 2 milhões de americanos recebem ensino domiciliar. O grau de intervenção estatal varia da desnecessidade de notificação ao órgão educacional oficial ao acompanhamento regular do ensino doméstico, com a submissão a avaliações periódicas para supervisão do desempenho acadêmico. No Brasil, apesar de não haver legislação permissiva, estima-se que cerca de 7 mil famílias e 15 mil crianças e adolescentes praticavam o ensino domiciliar em 2018. A Constituição Federal de 1988 (CF/88), ao mesmo tempo em que assegura a liberdade de consciência e de crença e a liberdade de aprender e ensinar sob uma pluralidade de concepções pedagógicas, prevê a proteção integral da criança e do adolescente. No campo do Direito Fundamental à Educação, direito de todos e dever do Estado e da família, com a colaboração da sociedade, a proteção integral se materializa na garantia da educação básica obrigatória dos 4 aos 17 anos, no dever do Poder Público de recensear os educandos e zelar, junto aos pais, pela frequência à escola e na garantia de permanência na escola.Alinhados aos ditames constitucionais, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) dispõem, de um lado, sobre o direito das crianças e adolescentes à educação e, de outro, o dever do Estado de ofertar a educação básica obrigatória dos 4 aos 17 anos e o dever dos pais ou responsáveis de matriculá-los na rede regular de ensino e zelar por sua frequência, sob pena de incorrer em crime de abandono intelectual tipificado no Código Penal.

Nesse contexto, pergunta-se: os pais ou responsáveis podem optar pela Educação Domiciliar ou há a obrigatoriedade de matricularem seus filhos na rede regular de ensino? A resposta a essa indagação já foi debatida tanto no Congresso Nacional quanto no Supremo Tribunal Federal (STF).

Educação domiciliar em foco no Congresso Nacional

Tema que divide opiniões, o ensino domiciliar é pauta antiga e recorrente no Congresso Nacional. O tema foi submetido à Câmara dos Deputados pela primeira vez em 1994, quando o Deputado João Teixeira apresentou o Projeto de Lei (PL) nº 4.657, autorizando a “prática do ensino domiciliar de 1º grau”. Posteriormente, foram apresentados o PL nº 6.001, de 2001, do Deputado Ricardo Izar, dispondo sobre o “ensino em casa” e o PL nº 6.484, de 2002, do Deputado Osório Adriano, que objetivava instituir a “educação domiciliar no sistema de ensino dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios”. No ano de 2008, os Deputados Henrique Afonso e Miguel Martini, apresentaram o PL nº 3.518 para “admitir e reconhecer a modalidade de educação domiciliar no nível básico”, ao qual foi apensado o PL nº 4.122, apresentado pelo Deputado Walter Brito Neto direcionando para o Ministério da Educação a regulamentação do “regime de educação domiciliar”. Houve até uma Proposta de Emenda à Constituição, a PEC nº 444, apresentada, em 2009, pelo Deputado Wilson Picler. Todas essas proposições legislativas foram arquivadas. Atualmente tramitam três projetos na Câmara dos Deputados: o PL nº 3.179, de 2012, do Deputado Lincoln Portela; o PL nº 10.185, de 2018, do Deputado Alan Rick e o PL nº 3.261, de 2015, do Deputado Eduardo Bolsonaro, esses dois últimos apensados ao primeiro. Em estágio mais avançado de discussão, já houve apresentação de Substitutivo a esses projetos pela Relatora, Deputada Professora Dorinha Seabra Rezende. Em linhas gerais, o Substitutivo altera a LDB e o ECA para admitir o regime de estudos domiciliar, nos termos das diretrizes gerais estabelecidas pela União e das respectivas normas locais, a partir de cinco premissas: Já no Senado Federal há dois Projetos de Lei (PLS) do Senador Fernando Bezerra Coelho: o PLS nº 28, de 2018, e o PLS 490, de 2017. O primeiro altera o Código Penal para estipular que o ensino domiciliar não pode ser tipificado como crime de abandono intelectual. Já o segundo modifica a LDB e o ECA para regulamentar essa modalidade de ensino. Prevê que é necessária autorização específica e a supervisão dorespectivo sistema de ensino, observando-se os seguintes requisitos:

Educação domiciliar na pauta do Poder Judiciário

Não foi apenas o Congresso Nacional que se debruçou sobre essa pauta. A educação domiciliar foi apreciada pelo STF em setembro de 2018 ao julgar o Recurso Extraordinário nº 888.815 contra decisão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul que negou o pleito de uma criança de 11 anos, representada por seus pais, de ser educada em regime domiciliar.

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A criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Universidades Públicas, na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), para investigar um possível “aparelhamento de esquerda” e gastos públicos excessivos na Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), vem impulsionando outras articulações em prol das universidades federais.Na quarta-feira 24, será criada na Câmara dos Deputados a Frente pela Valorização das Universidades Federais, que contará com uma coordenação colegiada formada pelas deputadas Margarida Salomão (PT-MG), Alice Portugal (PCdoB-BA) e pelos deputados Danilo Cabra (PSB-PE) e Edmilson Rodrigues (PSOL-PA).Para a deputada Margarida Salomão, o objetivo é atuar na defesa da autonomia universitária e unir forças entre o Parlamento e as instituições de ensino com o objetivo de debater e construir projetos para a defesa do sistema de universidades federais.

 A DEPUTADA FEDERAL MARGARIDA SALOMÃO (FOTO: CLEIA VIANA/CÂMARA DOS DEPUTADOS)

“Estamos vivendo um processo de ataque não só à autonomia universitária, mas também à sua subsistência, por meio de cortes sistemáticos nos orçamentos”, enfatiza.

USP, Unicamp e Unesp na mira

De autoria do deputado estadual Wellington Moura (PRB) e com apoio da base do governo de João Doria (PSDB), a CPI da Alesp também quer levar para discussão o processo de nomeação dos reitores das universidades e a cobrança de mensalidades por parte das instituições, ideia que vem sendo defendida como forma de diminuir a participação do Estado no orçamento.Também consta entre as justificativas do requerimento para a investigação o fato de as universidades receberem 9,57% de arrecadação de ICMS do Estado, valor em torno de 9 bilhões de reais, e se declararem em “crise financeira, motivo alegado para deixar de honrar os salários, manutenção das instalações e, pasmem, suspensão de vestibular”. O texto ainda cita possíveis irregularidades no pagamento de salários pelas instituições, o que levaria as três universidades a extrapolarem o teto constitucional.Para a deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL), a CPI serve a dois propósitos, pautados pelo governo Bolsonaro e dos quais coadunam o governador João Doria. “Um é o da privatização das universidades, a ideia de passar o pente fino no orçamento é criar uma narrativa para isso. O outro de interferir na liberdade de cátedra e na autonomia universitária, garantidos na Constituição”, alerta.“Estamos diante de uma política anti-intelectual, que não reconhece a importância dos centros de excelência, da ciência e da tecnologia que sofreu corte da ordem dos 40%, que pauta o esvaziamento do MECEstamos no segundo ministro que não tem a menor relação com a produção acadêmica ou com a gestão de conhecimento na educação”, enfatiza.O deputado federal Alencar Santana (PT-SP), suplente da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, considera a medida uma “forte agressão” não só às universidades de São Paulo, mas de outros Estados, por interferir em todo o processo universitário. “Não há qualquer dado concreto para a criação dessa teoria de que há irregularidade nas universidades. Elas precisam de maiores investimentos, e não de uma CPI como essa que quer perseguir pensamentos livres dentro das instituições públicas.”Para Alencar, o governo tem usado a vinculação de orçamento via ICMS como uma desculpa para não colocar mais investimentos nas instituições. “Não necessariamente o que está vinculado ao ICMS é o necessário para a universidade, é uma garantia mínima para que ela não fique presa a uma vontade ou não do governo de plantão de alocar recursos, mas não significa por si só necessidade”, explica.O parlamentar também condena uma possível revisão da nomeação dos reitores nas universidades, hoje feita pelo governador após ter acesso a uma lista tríplice, gerada a partir da participação de estudantes, professores e funcionários. “Deixar exclusivamente na mão do governador é permitir uma forte ingerência política em um espaço que deve ser livre”, avalia.O deputado acredita ainda que uma possível cobrança de mensalidade por parte das universidades funcionaria como um mecanismo de “exclusão” para boa parte dos estudantes que estão no Ensino Superior e para os que ainda pensam em ingressar. “Precisamos é democratizar cada vez mais o acesso e a permanência dos estudantes nas universidades públicas”, defende.

Caça aos desvios

O professor Vahan Agopyan, reitor da USP, entende que é “salutar” discutir a função das universidades públicas e explicar a importância de tais instituições para a sociedade, mas reitera que, no âmbito de uma CPI, somente se procura desvios. “Esse definitivamente não é o caso das universidades públicas paulistas, que, desde a implantação da autonomia, aumentaram o seu desempenho, tanto em quantidade quanto em qualidade e, hoje, além de se destacar dentre as universidades latino-americanas, têm um grande reconhecimento internacional.”

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Estudante de escola pública, Tabata Amaral, recebeu uma bolsa integral para fazer graduação na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Formou-se em Ciência Política em 2016 e, de volta ao Brasil, foi eleita deputada federal pelo PDT de São Paulo em 2018. Uma de suas principais bandeiras é a defesa por uma Educação de qualidade para redução das desigualdades no Brasil.

Nascida na periferia de São Paulo, Tabata recebeu bolsa para estudar Ciências Políticas em uma das maiores universidades do mundo, Harvard. (Foto: Acervo Pessoal)

Futura & Educação: Como foi a sua trajetória até chegar a Harvard? Alguma vez você já imaginou que poderia ir tão longe?

Tabata Amaral: Eu tive a chance de participar da 1ª OPMEP (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas) e ganhar uma bolsa de estudos em São Paulo numa escola particular. Até então, eu estudava em uma escola pública na Vila Missionária [um bairro na periferia de São Paulo formado por migrantes de outros estados]. Assim, pude ter acesso a uma melhor qualidade no ensino e a matérias que eu não estudava. Vi que essa outra realidade era muito diferente. Nesta escola conheci pessoas que falavam outro idioma, viajavam para fora, já faziam intercâmbio. E eu, que demorava 4h para ir e voltar da escola, nunca tinha possibilidade de pensar em qual era o meu sonho. Conheci um mundo muito mais amplo que o meu. Foi então que eu comecei a sonhar em fazer uma faculdade fora. Inicialmente, eu queria fazer Astrofísica. Os professores conseguiam um quartinho para eu ficar na escola. De onde eu venho, eu tenho claro como é a desigualdade no Brasil. Falta educação de qualidade para muita gente. Por alguns momentos eu conseguia vislumbrar essa realidade.

“De onde eu venho, tenho claro como é a desigualdade no Brasil. Falta educação de qualidade pra muita gente.”

Eu perdi meu pai 4 dias depois que fui aprovada em Harvard. O que fez que meu sonho em ser Astrofísica também mudasse. Daí, decidi que ia fazer Ciências Políticas. Fiz faculdade entre 2012 e 2016.

Futura & Educação: Qual a origem da sua família? Conta um pouquinho mais sobre a sua história.

Tabata: Minha mãe veio do interior da Bahia. Ela começou a estudar com 10 anos, mas quando engravidou de mim ela saiu da escola e foi trabalhar. Meu pai conheceu minha mãe quando ela estava grávida. Ele é de São Gonçalo e foi pra São Paulo com 15 anos, mas tinha doenças psicológicas e vícios. Ele nasceu na Paraíba, mas viveu em São Gonçalo. Ele junto com minha mãe foram morar numa ocupação na Vila Missionária, onde ela mora até hoje.

Tábata ao lado de Malala, uma de suas principais inspirações. (Foto: Acervo Pessoal)

Futura & Educação: Como foi o período em que esteve em Harvard? O que mudou na Tabata?

Tabata: Uma coisa que mudou foi a minha visão do mundo. Eu tive muitas oportunidades muito jovem, mas eu sempre morei na Missionária. Hoje, eu tenho uma visão muito mais complexa da desigualdade. Lá [nos EUA}, eu conheci tanta gente: mulheres, homens, jovens, negros… pude ver que a solução não é simples, mas precisamos de políticas públicas para transformar a Educação no Brasil.

Futura & Educação: Por que decidiu voltar ao Brasil?

Tabata: Eu fui para Harvard quase sem falar inglês. Minha mãe ficou desempregada e não tinha condições de pagar um cursinho de idiomas. Eu só fui porque os meus professores do colégio e minha mãe me convenceram a ir. Na época, eu me sentia muito culpada por não poder ajudar meu pai. Só fui mesmo porque me convenceram que assim eu poderia mudar as coisas. No segundo ano eu mudei de curso porque decidi estudar mais sobre Política e Educação. Queria – e ainda quero – mudar a realidade do Brasil. Nas férias, eu voltava para o Brasil. Eu sei que lá ganharia muito mais, mas acho que fazia mais sentido eu voltar. Conheci de perto a Secretaria de Educação no Ceará (Sobral) e depois a Secretaria pública de Salvador (BA). Eu pude ver o que é possível transformar a nossa Educação.

Tábata foi uma das 11 jovens selecionadas para conhecer Barack Obama durante a visita do ex-presidente americano ao Brasil. (Foto: Anna Carolina Negri)

“Eu sei que lá ganharia muito mais, mas acho que fazia mais sentido eu voltar pro Brasil.”

Futura & Educação: Como mudar a educação pública no Brasil?

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A boa vontade é uma virtude supervalorizada em educação. Dada a ausência do básico em muitas escolas país afora, transformamos uma virtude em ferramenta de trabalho. Um dos resultados é fácil de auferir. Hoje, a relação entre pais e professores está ruim de dar dó. Quem é o culpado favorito? A boa vontade, apontada como sujeito ausente em muitas conversas país afora – tanto na sala de professores quanto na sala de estar.

Pois bem, trago algumas notícias. A primeira é amarga. A boa vontade, tal como a gentileza, é muito apreciada por aqui, importante, de verdade. Porém, ela não vai mudar o mundo e é incapaz de mudar situações em que a reunião de pais e mestres já foi para o cantinho da disciplina (o famoso brejo escolar). A segunda é melhor – e não necessariamente mais fácil de engolir. Existe muita ciência para melhorar esse diálogo entre a turma do “meu filho perfeito, minhas regras maravilhosas” versus “seu filho insuportável, minha aula destruída”.Recentemente, visitei uma escola pública em San Diego, extremo sul da Califórnia (EUA). Para os padrões americanos, era uma instituição modesta. Se não fosse pela abundância de computadores, poderia estar em um bairro de classe média baixa de São Paulo. Fui até lá durante uma viagem pela Nova Escola e, confesso, me surpreendi pouco – exceto por um cargo muito específico da instituição. Havia uma pessoa responsável por organizar a relação entre pais e mestres, veja só. “Rapaz, temos aí uma pessoa capaz de colocar fim ao conflito Israel e Palestina”, tive vontade de falar (mas não falei). Fui conversar com ele e recebi um choque de esperança (nem sabia que ainda era capaz de nutrir tão bela sensação). Antes da criação do posto, as escolas pobres de San Diego tinham problemas semelhantes a muitas escolas brasileiras, independentemente da classe social. A discussão entre pais e professores, tal como aqui, também era recheada de ressentimento e desconfiança. Alguns anos atrás, a escola geralmente só chamava os responsáveis quando algo dava errado ou para cobrar algo – de nota a disciplina. Muitas mães e pais também não colaboravam e adotavam a política da relação mínima com a instituição. Só procuravam a escola quando algo dava muito errado.

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Ed Alves/CB/D.A Press

O governo de Jair Bolsonaro enviou ontem ao Congresso Nacional o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2020 com uma previsão de reajuste do salário mínimo apenas pela inflação no próximo ano. O documento não prevê realização de novos concursos e leva em consideração aumento salarial apenas para os militares no ano que vem. O secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, destacou que o aumento do mínimo é “paramétrico” e que a nova regra de reajuste ainda deverá ser definida até dezembro.  “Estamos colocando como uma previsão. Não é uma política do salário mínimo”, afirmou. Sobre reajuste para os militares, Rodrigues e o secretário especial adjunto da Fazenda, Esteves Colnago, negam que o texto contenha esse aumento. Segundo Colnago, a proposta incorporou, sim, uma previsão orçamentária para a reestruturação da carreira, prevista no projeto de mudança previdenciária das Forças Armadas, negociada pela equipe econômica com  a categoria. Eles confirmaram que o PLDO não prevê reajuste de servidores muito menos a realização de novos concursos. A reforma dos militares prevê um gasto de R$ 86,8 bilhões ao longo de 10 anos com a reestruturação da carreira, que consumirão a maior parte da economia de R$ 97,3 bilhões no mesmo período com mudança do regime de aposentadorias da categoria. No fim, resta saldo líquido positivo de apenas R$ 10,4 bilhões. Já a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma da Previdência dos demais trabalhadores prevê um impacto fiscal bem maior, de R$ 1,1 trilhão em uma década. “Entendemos que a nova Previdência faz todos os segmentos da sociedade darem sua contribuição. Os militares contribuem com o equilíbrio fiscal”, garantiu Colnago.

Metas piores

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Balanço aponta principais feitos do MEC no primeiro trimestre deste ano (Foto: André Borges/MEC)Um acordo com o Ministério da Justiça para apurar indícios de corrupção praticada por gestões anteriores foi uma das primeiras medidas tomadas pela nova gestão do Ministério da Educação, no governo de Jair Bolsonaro. Em 14 de fevereiro, o então ministro Ricardo Vélez Rodríguez assinou um protocolo de intenções com o ministro Sérgio Moro com a finalidade de fazer uma ampla investigação no âmbito do MEC e suas autarquias. Também assinaram o documento o ministro da Controladoria-Geral da União, Wagner Rosário, e o Advogado-Geral da União, André Mendonça. As investigações estão em andamento.

O reajuste do piso salarial do magistério para R$ 2.557,74 a partir de 1º de janeiro de 2019 foi outra ação da nova gestão do MEC. O reajuste foi de 4,17%, conforme determinação da Lei nº 11.738/2008. O valor corresponde ao vencimento inicial dos profissionais do magistério público da educação básica, com formação de nível médio, modalidade normal e jornada de 40 horas semanais. A nova gestão também iniciou 2019 com a criação de duas secretarias – a de Modalidades Especializadas de Educação (Semesp), com o objetivo de garantir inclusão e acessibilidade a pessoas com deficiência, capacitação de profissionais, metodologias e material didático para a educação especial e incentivar o acesso da população indígena, quilombola e do campo ao conhecimento e à sua própria história, e a Secretaria de Alfabetização (Sealf), com a finalidade de dar suporte estratégico ao trabalho de alfabetização. Também foi criada a Subsecretaria de Fomento às Escolas Cívico-Militares (Secim), com o objetivo de democratizar o ensino de qualidade oferecido pelas escolas militares do Brasil. Ao longo dos primeiros 100 dias do governo de Jair Bolsonaro, outras ações realizadas no MEC foram a oferta recorde de bolsas para o Programa Universidade para Todos (ProUni); a assinatura de acordo com o Ministério da Justiça para investigar indícios de corrupção na pasta; as parcerias para educação de cegos e surdos; o início do Programa de Apoio à Implementação da Base Nacional Comum Curricular (ProBNCC); o anúncio da impressão de livros em braile para ampliar a educação inclusiva no Brasil.

Alfabetização –

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Atividades com intencionalidade marcam a vida das crianças e garantem muita aprendizagem

Crédito: Getty Image

 

Quando comecei minha jornada na Educação como professora da Educação Infantil na década de 1980, não tinha materiais educativos, orientações, nem mesmo preparo para lecionar, afinal ainda estava fazendo na época o Magistério em nível médio. Para suprir minhas necessidades e de meus alunos, eu mesma, durante muitos anos, construí meus materiais pedagógicos. Muitos deles com ideias retiradas da revista Nova Escola, que desde aqueles anos já era minha companheira. Uma vez lembro que encontrei na escola um dos poucos livros disponíveis, “Pinote, o fracote e Janjão, o fortão”, de Fernanda Lopes de Almeida. Era uma história sobre oprimidos, opressores, bullying (que na época nem tinha esse nome), amizades e superação. Copiei os desenhos dos personagens do livro em papel, transformei em fantoches. Li o livro para meus alunos, eles manusearam os fantoches e a história ganhou interatividade. Conversamos sobre os temas. Eles adoraram: pela descoberta que um livro pode proporcionar, por ter acesso pela primeira vez a um livro, pelo encantamento de participar da história. Mas naquele momento eu não tinha a compreensão da aprendizagem proposta pela prática. Provavelmente reproduzi o que vivenciei nas escolas com minhas professoras quando criança. 

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Fechamento de escolas rurais e incerteza sobre continuidade do Pronera foram pontos de debate - Créditos: Marcos Santos/USP Imagens
Fechamento de escolas rurais e incerteza sobre continuidade do
Pronera foram pontos de debate / Marcos Santos/USP Imagens

O Fórum Nacional de Educação do Campo – articulação que reúne movimentos populares, estudantes, docentes e instituições de ensino – se reúne em Brasília nesta semana. Na tarde desta quinta-feira (11), realizou um ato público para apresentar demandas e críticas relacionadas ao desmonte de políticas públicas voltadas para o tema.O objetivo dos três dias de encontro nacional é justamente pensar métodos de atuação para garantir a permanência de tais políticas. As questões mais mencionadas são o contínuo fechamento de escolas rurais e a insegurança em relação à continuidade de ações como o Programa Nacional de Educação na Reforma AgráriaPara Mônica Molina, professora da UnB e uma das organizadoras do encontro, a mudança política no cenário brasileiro representa uma ameaça a continuidade destas iniciativas, seja por conta do discurso ideológico dos atuais governantes, seja por questões objetivas, de constrangimento financeiro. “Tem uma disputa muito forte do imaginário da sociedade para desconstituir os sujeitos camponeses como sujeitos portadores de direitos. Há toda uma ação midiática contra o movimento sem-terra. Além disso, há uma discussão sobre o orçamento, sobre os fundos públicos para essas políticas”, analisa. Gaudêncio Frigotto, professor da UERJ, introduziu o debate desta quinta-feira, apontando que, ao contrário de outras sociedades, o modelo imposto pelas elites brasileiras nunca garantiu direitos básicos, como a educação, à maioria de sua população. O docente ainda destacou como a mudança no comando do Ministério da Educação aproxima a pasta dos interesses do capital financeiro, por conta da trajetória do novo indicado. “Uma sociedade de capitalismo dependente, de desenvolvimento desigual e combinado. Que concentra brutalmente a riqueza e a miséria. O MEC, hoje, tem uma equipe econômica ligada à equipe econômica”, disse. Ouvindo as demandas dos presentes no encontro, Deborah Duprat, integrante da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, defendeu que a educação no campo – como parte da educação pública, universal e gratuita – compõe a realização do espírito constitucional de combate às desigualdades. “A Constituição de 1988 é o resultado de lutas de muitos segmentos populares. Como você monta um texto constitucional diante de uma sociedade historicamente tão desigual? A Constituição tem um princípio que vai organizar isso, no artigo 3º. Ali se pensa uma sociedade justa, igual, fraterna e solidária”, explicou. 

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Arquivo/MEC

Responsáveis legais perderão o direito à educação domiciliar quando o aluno for reprovado nas avaliações anuais

O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta quinta-feira (11) projeto de lei que regula a educação domiciliar de crianças e adolescentes , prática conhecida como homeschooling. A proposta fez parte dos instrumentos assinados em uma cerimônia no Palácio do Planalto que marcou a passagem dos 100 dias de governo. Segundo o Palácio do Planalto, o texto traz os requisitos mínimos que os pais ou responsáveis legais deverão cumprir para exercer essa opção, tais como o cadastro em plataforma a ser oferecida pelo Ministério da Educação ( MEC ) e a possibilidade de avaliação anual.O documento abrange o exercício do direito à educação domiciliar, além de alterar o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a Lei nº 9.394/96, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. O projeto de lei estabelece o registro periódico das atividades pedagógicas junto ao MEC, além de exigir documentos como a certidão de antecedentes criminais dos responsáveis. Os pais também devem declarar a opção pela educação domiciliar, nos termos da lei.“Os estudantes matriculados em educação domiciliar serão submetidos a avaliações anuais, sob gestão do Ministério da Educação, para fins de certificação da aprendizagem”, dispõe o texto.Caso o desempenho do estudante na avaliação seja considerado insatisfatório, será oferecida uma prova de recuperação. Todos os prazos relativos à realização das avaliações serão definidos pelo MEC, em calendário a ser divulgado.O texto prevê também que estudante matriculado na educação domiciliar poderá participar das avaliações formalmente instituídas pelo Ministério da Educação, observada a periodicidade das avaliações e a série cursada pelo estudante.Os responsáveis legais não poderão optar pela educação domiciliar ou perderão o direito à opção quando o estudante for reprovado nas avaliações anuais e nas provas de recuperação, em dois anos consecutivos ou em três anos não consecutivos; quando o aluno injustificadamente não comparecer à avaliação anual ou quando não for renovado o cadastramento anual na plataforma virtual.

Medida provisória x projeto de lei

A princípio, o governo  havia planejado editar medida provisória (MP) sobre a educação domiciliar . No entanto, em entrevista coletiva nesta quarta-feira, o chefe da Casa Civil da Presidência da República, ministro Onyx Lorenzoni, disse que o governo resolveu enviar projeto de lei ao Congresso Nacional por entender que sua tramitação trará mais segurança para a família que quiser adotar essa modalidade de ensino.Para virar lei, a medida provisória precisa ser aprovada pelo Congresso em até 120 dias. Caso contrário, perderá a validade. “E se ela [MP] caduca, e se cai por decurso de prazo? E as famílias que optaram por esse método? E as crianças, vão ficar sem salvaguarda? Vão perder aquele ano escolar? Então foi uma medida de proteção às crianças”, disse Onyx.

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Creche com obra parada em Altinho
Divulgação

Obras paradas atrapalharam a criação de novas vagas em creches

Das mais de 8.800 creches e escolas que deveriam ter sido construídas desde 2007, com o Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos da Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Pró-infância), menos da metade foi finalizada e pouco mais de 1.400 foram entregues à população. A Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC) do Senado discutiu os reflexos das obras paradas nesta quinta-feira (11). Isso significa que, no mínimo, 1,2 milhão de bebês e crianças não puderam ser matriculadas na rede pública nas vagas que, sem a conclusão das obras paradas , não puderam ser abertas. O diagnóstico foi feito por especialistas em audiência pública. As creches e pré-escolas foram financiadas com recursos da União, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), mas contratadas pelos municípios, que recebiam os recursos por meio de convênios até 2012. Segundo os dados apresentados pelos órgãos de controle na reunião, os erros vão desde o método de construção escolhido até a falta de fiscalização na execução das obras levaram ao desperdício de recursos, levando ao elevado número de construções paralisadas ou nem sequer iniciadas. Foram R$ 6,4 bilhões repassados, de um total de R$ 13,7 bilhões previstos no Proinfância. De acordo com José Paulo Barbiere, da Controladoria Geral da União (CGU), até março de 2017, das 8.824 creches pactuadas, 3.482 foram concluídas, sendo que, destas, somente 2.708 tinham todos os serviços plenamente executados e 1.478 estavam em funcionamento. 710 do total estão abandonadas, ou seja, o contrato com a construtora foi encerrado sem a finalização da obra.Outras 304 estão paralisadas, mas com contratos em vigor. A construção de 1.860 creches já havia sido cancelada sem nenhuma execução apesar de terem sido liberados recursos, levando ao desperdício de cerca de R$ 2 bilhões. Das 1.645 ainda em execução, 85% estão atrasadas ou paralisadas.Se todas as creches e pré-escolas pactuadas tivessem sido concluídas, alertou Barbieri, mais de 1,8 milhão de vagas teriam sido abertas, número próximo aos 2,3 milhões de vagas necessárias para o cumprimento das metas do Plano Nacional de Educação (PNE), de matricular 50% das crianças de 0 a 3 anos em creches e 100% de crianças de 4 e 5 anos em escolas infantis.

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    O campeão mundial de FREE FIRE Ariano Ferreira, residente na cidade de Santa  Terezinha PE, filho do casal Adriano Ferreira e Ana Cristina, que concorreu no campeonato em Banguecoque capital da Tailândia, no dia 06/04/19.
 O mesmo chegou em Santa Terezinha PE,  neste dia 10/04/19, onde foi recepcionado na EMJPS, com fogos, banda marcial da referida escola, a qual estudou o ensino fundamental.  Depois seguiu em carreata pelas principais ruas da cidade,  acompanhado de sua família, do prefeito da cidade Geovane Martins, do vice prefeito Adarivan Santos, da secretária municipal de educação Mariza Lima, estudantes e demais pessoas. A trajetória finalizou na EREM-ST,  onde o mesmo concluiu o ensino médio em 2018. Foi recepcionado pela gestora Acidália Siqueira, da coordenadora Solange Silva, professores, demais funcionários da Escola e estudantes. A recepção aconteceu na quadra poliesportiva com muitos aplausos,  faixas, e a fala da gestora, do prefeito, dos pais de Ariano e do próprio.  Como podem verificar nas fotos e vídeos. “Este blog parabeniza ARIANO FERREIRA, campeão mundial de jogos Free Fire. Desejando que Deus o abençoe e que possa realizar grandes proezas em sua vida. Isto serve de incentivo para os demais jovens, não no que diz respeito aos jogos, mas a qualquer carreira. Mostrando que abaixo de Deus está a determinação e a força de vontade,  para alcançar os objetivos”.

O economista Abraham Weintraub vai comandar a Educação a partir de agora no governo de Jair Bolsonaro. O ex-secretário executivo da Casa Civil tem uma carreira como professor na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e na iniciativa privada. Quando seu nome foi anunciado pelo presidente via Twitter, houve surpresa, pois pouca gente conhecia o currículo do novo ministro.

Abraham Weintraub é mais conhecido por suas propostas para a reforma da Previdência, que envolvem a aposentadoria fásica, que seria a reforma do sistema atual, e a poupança individual de aposentadoria (PIA). Na visão do economista, as aposentadorias pelo INSS teriam teto bem menor que o atual, mas os trabalhadores poderiam receber antecipações – 25% do salário mínimo a partir de 55 anos com 20 anos de contribuição, subindo o porcentual gradualmente. Já a PIA representa uma conta individual para aporte livre pelo trabalhador, administradas por instituições financeiras do mercado, e com isenção tributária. Em palestras diante de empresários e estudantes, Weintraub é mais aberto sobre suas opiniões. Veja algumas frases do ministro:”Diante de ameaças é necessário lutar pelo país em que se vive. Os venezuelanos descobriram isso muito tarde. Perderam o controle de sua pátria e hoje são colônia dos ditadores que controlam Cuba. São escravos”.”Esquerda ou direita, acho que é uma rotulação pobre. Somos humanistas, democratas, liberais, lemos a Bíblia (Velho e Novo Testamento) e a temos como referência”.”Durante o século XX, mais da metade das pessoas do mundo viveram sob alguma forma de terror. Hoje, a América do Sul, e o Brasil em particular, faz parte do espaço vital de uma estratégia clara para a tomada de poder por grupos totalitários socialistas e comunistas. Eu não acreditava nisso. Achava que era teoria da conspiração. Todavia, está tudo documentado! O Foro de São Paulo é uma realidade! As FARC eram convidadas de honra. O crack foi introduzido no Brasil de caso pensado. Vejam os arquivos, está na internet!”.“Desejamos que o Brasil mude, que acabe o roubo epidêmico, a corrupção, os privilégios, o patrulhamento ideológico, o narcotráfico e a ameaça de totalitarismo bolivariano. Em 2014, acreditávamos que Marina era a melhor alternativa. Hoje, evidentemente, Jair Bolsonaro representa o Brasil do futuro pelo qual estamos dispostos a lutar”.

novaescola

LAR 9778O último painel da programação da XXII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios desta terça-feira, 9 de abril, contou com a participação do ministro da Cidadania, Osmar Terra; e de representantes do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). O lançamento de um aplicativo para monitorar a alimentação escolar, a construção de uma nova proposta do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e ações do Ministério da Cidadania estiveram entre as discussões da plenária. Osmar Terra iniciou a sua palestra com explicações referentes ao funcionamento do Ministério da Cidadania e as respectivas Secretarias Nacionais subordinadas à pasta. Ele também citou o alcance de programas como, por exemplo, o Bolsa Família. Nesse sentido, o ministro reforçou o anúncio do presidente Jair Bolsonaro de reajustar o 13º dos beneficiários do Bolsa Família. Entretanto, descartou a possibilidade de aumento das demais parcelas. “Este ano o reajuste foi o do 13º, que vai ficar em 8,5%”, explicou.Na área da Cultura, Terra também informou que o governo pretende definir ações que possam revitalizar patrimônios históricos e de aumentar a proporção de ingressos subsidiados para população mais carente. “Nós estamos discutindo agora recursos para a reconstrução do Patrimônio Histórico e dos museus”, disse. O ministro concluiu a sua apresentação com a apresentação do Município + Cidadão, que pretende construir áreas de lazer para a população das cidades, principalmente as de pequeno porte.

FNDE
As palestras do FNDE foram apresentadas pela diretora de gestão de fundos, Sylvia Gouveia, e pelo diretor Arcione Viagi. Segundo a explicação da representante, ter a CNM como parceria é muito relevante para a construção do novo Fundeb. A vigência do Fundo vai até 2020 e a CNM já defendeu no Congresso Nacional a aprovação de uma proposta que torna o Fundeb permanente. A matéria tramita na Câmara dos Deputados.“Essa parceria é importante porque trazemos a experiência com a operacionalização e os diagnósticos. Ouvimos as propostas e testamos como se fossem uma simulação para poder chegar ao que de fato interessa que é o impacto delas. A partir dos nossos diagnósticos, já tínhamos avançado nessa proposta particular: de tornar o Fundeb permanente, mas queremos ampliar o alcance do efeito redistributivo do Fundo”, explicou.LAR 9691Por sua vez, o diretor Arcione Viagi mostrou ao público o funcionamento do aplicativo e-pnae, que permite ao gestor e ao cidadão o monitoramento da alimentação escolar. De acordo com o representante do FNDE, é por meio dele que o gestor terá acesso e feedback de como está sendo vista a alimentação escolar da sua cidade. “O Município terá controle e as escolas não poderão dizer que o ente não repassou o dinheiro porque o aplicativo permite esse controle on-line e promove mais transparência”, detalhou. A programação da XXII Marcha segue até a próxima quinta-feira, 11 de abril.

Por: Allan Oliveira

Da Agência CNM de Notícias

Salário pode ultrapassar R$ 3 mil

A cidade de Juazeiro do Norte, no Ceará, abriu um grande concurso público para diversas áreas, entre elas, a Educação, que está com mais de 800 vagas (imediatas e de cadastro de reserva). Há oportunidades para auxiliar de apoio educacional, secretário escolar, orientador educacional, pedagogo, psicopedagogo, professor de Ensino Fundamental, Educação Infantil, Ensino Religioso, Educação Física, Matemática, Geografia, História, Língua Portuguesa e Libras.O salário varia de R$ 998,00 a 3.395,56, a depender do cargo pretendido. Interessados devem se inscrever até o dia 25 de abril através deste site. A taxa para cargos de nível médio e técnico é de R$ 85,00 e para os de nível superior é de R$ 125,00. Haverá prova objetiva para todos os cargos, discursiva para os cargos de orientador educacional, pedagogo, professor e psicopedagogo, a ser realizada na mesma data da prova objetiva e prova de títulos para os cargos de nível superior. Consulte o edital para mais informações.

Entre exonerações e pedidos de demissão, Ministério da Educação teve 18 baixas em cerca de um mês. O ministro Ricardo Vélez Rodríguez também causou polêmica ao sugerir revisão de livros didáticos por causa da ditadura militar

POR:

Camila Cecílio

A exemplo do que aconteceu em março, o Ministério da Educação entrou abril com mais duas mudanças em seu alto escalão. O assessor especial Bruno Meirelles Garschagen, considerado braço direito do ministro Ricardo Vélez Rodríguez, foi demitido, assim como a chefe de gabinete Josie Priscila Pereira de Jesus. Ela foi substituída pelo ex-subcomandante geral da Polícia Militar do Distrito Federal, Marcos de Araújo, conforme o Diário Oficial da União desta quinta-feira (04/04). Entre pedidos de demissão e exonerações, já são 18 baixas no MEC em cerca de um mês.

Bruno Garschagen, que é autor dos livros “Direitos Máximos, Deveres Mínimos” e “Pare de Acreditar no Governo”, participou da decisão de enviar às escolas de todo o país uma carta com o slogan de campanha de Jair Bolsonaro, pedindo que os estudantes fossem filmados cantando o Hino Nacional, segundo o Blog de Renata Cafardo. O Diário Oficial não trouxe o nome do substituto e nem o MEC comunicou a nomeação para o cargo.Horas após a publicação, Bruno postou em seu perfil no Twitter: “Após quase três meses de intenso trabalho, deixo o MEC, em decisão acordada com o ministro @ricardovelez, para cuidar dos meus projetos pessoais, incluindo o doutorado e os lançamentos do meu livro novo, ‘Direitos Máximos, Deveres Mínimos'”.Josie de Jesus ocupou a chefia de gabinete por menos de um mês. Ela é ex-funcionária do Centro Paula Souza, autarquia ligada ao governo de São Paulo, de onde havia vindo o chamado “grupo técnico” do MEC. O ex-secretário executivo do ministério, Luiz Antonio Tozi, vinha do Paula Souza. Ele foi exonerado após críticas de Olavo de Carvalho e seus ex-alunos. A ex-secretária de Educação Básica, Tania Leme de Almeida, que pediu demissão, também pertencia ao grupo.
O substituto de Josie de Jesus é Marcos de Araújo, que além de ter sido subcomandante da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), é professor da Academia do Corpo de Bombeiros de Brasília e fundador de uma empresa de assessoria jurídica e desenvolvimento humano. É advogado, mestre em Ciência Política e especialista em gestão estratégica em segurança pública e doutor em Ciência Jurídica e Social. Uma terceira funcionária também foi exonerada nesta quinta – mas fora do alto escalão do MEC. Também deixa sua cadeira no MEC Juliana Alves Isaac, coordenadora-geral da coordenação-geral de avaliação de programas da Educação à distância da diretoria de acompanhamento de políticas da Educação Básica da Secretaria de Educação Básica.

Golpe de 64 e livros didáticos

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