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REFLEXÕES DO PASSADO E PRESENTE: PERSPECTIVA DE MELHORA PARA O FUTURO


 

Notícias

PixabayCriança sozinha em campoPixabay

Ao menos 12.211 crianças de até seis anos de idade no Brasil ficaram órfãs de um dos pais vítimas da Covid-19 entre 16 de março de 2020 e 24 de setembro deste ano. Segundo a Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), 25,6% das crianças de até seis anos que perderam um dos pais na pandemia não tinham completado um ano.

Já 18,2% tinham um ano de idade; 18,2%, dois anos de idade; 14,5%, três anos; 11,4%, quatro anos; 7,8% tinham cinco anos e 2,5%, seis anos. São Paulo, Goiás, Rio de Janeiro, Ceará e Paraná foram os estados que mais registraram óbitos de pais com filhos nesta faixa etária. Os dados foram levantados com base no cruzamento entre os CPFs dos pais nos registros de nascimentos e de óbitos feitos nos 7.645 cartórios de registro civil do país desde 2015, ano em que as unidades passaram a emitir o documento diretamente nas certidões de nascimento das crianças recém-nascidas em todo o território nacional. Os números obtidos pela Arpen-Brasil, entidade que representa os cartórios de registro civil do Brasil e administra o Portal da Transparência, mostram que 223 pais morreram antes do nascimento de seus filhos, enquanto 64 crianças, até a idade de seis anos, perderam pai e mãe vítimas da Covid-19.“A base de dados dos cartórios tem auxiliado constantemente os poderes públicos, os laboratórios e os institutos de pesquisas a dimensionar o tamanho da Covid-19 em nosso país e o fato de termos esta parceria com a Receita Federal para a emissão do CPF na certidão de nascimento dos recém-nascidos nos permitiu chegar a este número parcial, mas já impactante”, disse, em nota, o presidente da Arpen-Brasil, Gustavo Renato Fiscarelli.

Rio de Janeiro

No estado do Rio de Janeiro, ao menos 774 crianças de até seis anos de idade ficaram órfãs de um dos pais vítimas da Covid-19 entre 16 de março de 2020 e 24 de setembro deste ano. Os dados foram levantados com base no cruzamento entre os CPFs dos pais nos registros de nascimentos e de óbitos feitos nos 168 cartórios de registro civil do estado.Segundo o levantamento, no estado do Rio, 23 pais faleceram antes do nascimento de seus filhos, enquanto cinco crianças, até a idade de seis anos, perderam pai e mãe vítimas da covid-19. “As diversas parcerias firmadas pelo Registro Civil permitiram realizar esse levantamento, unindo a base de dados dos cartórios de registro civil, o que tem nos proporcionado dimensionar o tamanho do impacto da Covid-19 no Rio de Janeiro. O resultado de levantamentos como esse indica caminhos para que os poderes públicos possam ser mais assertivos na resolução de questões que envolvem a cidadania e a dignidade daqueles que ficaram órfãos”, afirmou o presidente da Arpen/RJ, Humberto Costa.

leiaja

Reprodução

O advogado-geral da União, Bruno Bianco, enviou uma notificação extrajudicial à revista IstoÉ pedindo direito de resposta por uma capa crítica ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), na qual o retrata como Adolf Hitler. A edição mais recente da revista, publicada na última sexta-feira (16/10), aborda o relatório da CPI da Covid e o desempenho do governo frente à pandemia de coronavírus. “Arquiteto da tragédia – As práticas abomináveis do mercador da morte”, dizem a manchete e a legenda da capa.“O Brasil está enfrentando seu momento Nuremberg [tribunal que julgou crimes do regime nazista]. É hora de compreender a extensão da catástrofe perpetrada pelo presidente e por seus asseclas. E é o que a comissão está fazendo”, afirma o texto. Na imagem central da capa, Bolsonaro aparece com um bigode semelhante ao de Hitler e está escrita a palavra “genocida”. A AGU afirma que “essa veiculação não condiz com a verdade dos fatos” e que “a notícia veiculada atinge direta e indevidamente a imagem do presidente da República, como chefe de Estado e do governo no país e no exterior”.

Além disso, teria se mostrado “o periódico, estranhamente, omisso sobre os programas e avanços públicos desenvolvidos pelo Estado brasileiro na seara da saúde desde o início da crise sanitária, no que repercute em difusão de informações dotadas de parcialidade, com prejuízos não só ao agente alvo de infundada criminalização, mas ao público leitor, o que corrobora a pertinência deste pedido de resposta”.

A AGU recomenda que se substitua o título, em edição próxima, de “Arquiteto da tragédia” por “Vidas, empregos, dignidade”. Na capa, Bolsonaro acenando e em desfile de 7 de setembro, além de abraçado por brasileiros. “Comparar este governo a um que planejou e executou o extermínio do próprio povo é um artifício ao mesmo tempo ridículo, pueril, acintoso e criminoso. E chega a ser um deboche com a inteligência de quem ainda lê esta revista”, o órgão pretende que sua versão da revista seja publicada, segundo a AGU recomenda como direito de resposta.

Metrópoles entrou em contato com a IstoÉ perguntando qual medida será tomada pelo veículo. Até o momento, no entanto, a revista não retornou. O espaço segue aberto.

metropoles

Macarrão primavera
Para comer bem não é necessário apelar para pratos calóricos. Essa deliciosa receita de macarrão primavera vai agradar seu paladar sem te tirar da linha. Veja o passo a passo:
Ingredientes

– 500g de massa curta
– 4 tomates firmes
– 2 abobrinhas raladas
– 1 lata de milho verde em conserva
– 1 dente de alho
– 1 cebola pequena
– 100g de muçarela de búfala
– Manjericão a gosto
– 3 colheres sopa de azeite extra virgem
– 5g de sal
– 2 colheres de sopa de azeitona preta
– 1 colher de chá de mostarda dijon

Preparo

Cozinhe o macarrão em 2 litros de água e 5g de sal. Tire as sementes do tomate e corte em quadradinhos. Corte em tirinhas finas a abobrinha e a mussarela de búfala. Escorra a água do milho. Em uma panela aqueça o azeite e salteie a cebola e o alho cortados finamente. Adicione o milho verde e as azeitonas picadas, a abobrinha e os tomates. Depois de uma cozida rápida, salpique o manjericão e a muçarela de búfala. Reserve. Faça um molho com o azeite, sal e a mostarda. Após o cozimento da massa, escorra a água. Coloque a massa na travessa que será servida e misture a ela, os legumes regando com o molho.

metropoles

Dia Mundial da Alimentação: refeições chegam à população mais vulnerável por meio de doações

O trabalho realizado por ONGs e entidades em favor do acesso à alimentação segura para toda a população ganha cada vez mais destaque no Brasil. Entre os exemplos bem-sucedidos estão os projetos do G10 Favelas, organização sem fins lucrativos comandada por líderes e empreendedores de impacto social e que conta com mais de 300 favelas beneficiadas por suas iniciativas. Na busca por proporcionar acesso a uma alimentação de qualidade às pessoas em situação de vulnerabilidade, o G10 criou o projeto Mãos de Maria, que conta com cozinheiras capacitadas pela coordenação da iniciativa para preparar a comida que é distribuída para os moradores. Cerca de 100 delas fazem esse trabalho dentro de suas próprias casas, graças à doação de cozinhas pela organização.
Gilson Rodrigues, presidente do G10 Favelas, conta que a ONG está entre as entidades auxiliadas pelo projeto Fazer o Bem Faz Bem, da JBS, segunda maior empresa de alimentos e líder global do setor de proteína. Segundo ele, a doação feita pela companhia dá o exemplo e inspira outras empresas para que o país se torne menos desigual. “A ação da JBS serve de estímulo para que outras grandes companhias ajudem a oferecer uma alimentação segura para as pessoas mais vulneráveis. Eu acredito muito no exemplo como processo de mudança e inspiração”. Rodrigues ressalta que as doações trazem fôlego e esperança para que possa continuar seguindo em busca de alternativas, por meio do empreendedorismo, aumentando cada vez mais o acesso à alimentação segura.

Participação do setor privado
A alimentação segura tem um espaço importante na agenda de responsabilidade social das empresas que têm desempenhado um papel relevante nesse cenário, como é o caso da JBS.O tema está ainda mais evidente por conta do Dia Mundial da Alimentação, comemorado em 16 de outubro. Para celebrar a data, a JBS anuncia a doação de 130 toneladas de proteínas ao longo deste ano, somando 533 toneladas no biênio 2020/2021, o que equivale a 5,3 milhões de refeições. O G10 Favelas integra o grupo de instituições do terceiro setor que receberá doações em proteínas por parte da JBS neste ano, incluindo o Ação Cidadania, Amigos do Bem, Child Fund, Escola de Gastronomia Social, Grupo Sol, Instituto Capim Santo e Gastromotiva.“Por meio do programa Fazer o Bem Faz Bem, investimos R$ 400 milhões no enfrentamento da Covid-19 e seus impactos, o que inclui iniciativas em saúde pública, pesquisa científica e ações de combate à fome”, conta Fernando Meller, gestor do programa. As doações são realizadas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Piauí, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Maranhão, Pernambuco, Pará e Paraíba, além do Distrito Federal.

istoe
O governo do presidente Jair Bolsonaro está disposto a brigar no Supremo Tribunal Federal (STF) para não precisar adotar políticas públicas de combate a fome ou retomar o auxílio emergencial no valor deR$ 600.

A pedido da ONG Ação e Cidadania, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) protocolou Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) no STF no fim de setembro questionando a omissão do governo no combate à fome. Com isso, a entidade pediu que o tribunal obrigue a atual administração federal a adotar medidas para atenuar o crescimento da miséria no Brasil. “Apesar de a situação de grave insegurança alimentar e quadro generalizado de fome não ser um problema novo no país, fato é que se agravou com a epidemia e com a atual gestão do governo federal, que vem incorrendo em graves omissões e retrocessos em políticas públicas de combate à miséria e garantia do direito à alimentação”, afirmou o presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, na ação. Nesta sexta-feira (15), a Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou parecer pedindo a rejeição da ADPF. A AGU alega que Bolsonaro tem trabalhado contra a fome mesmo com “limitações orçamentário-financeiras existentes”. “A não concordância com a legislação e regulamentos postos ou com a atuação da Administração Pública não é demonstrar que estaestaria agindo em descumprimento ao ordenamento jurídico vigente”, defendeu a AGU.

Retorno da fome no Brasil de Bolsonaro

retorno da fome ao país já é uma realidade. Estão cada vez mais comuns cenas de brasileiros recorrendo a ossos e outras partes do boi que seriam descartadas para se alimentar. Um indicador da Conab estima que o consumo de carne (bovina, suína, de peixes, de aves) será o menor no Brasil dos últimos 25 anos.A inflação registrada somente em relação às carnes frescas, no período de julho de 2020 a junho de 2021, foi de 38%, segundo o acumulado do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).Relatório da FAO, organismo da ONU para alimentação e a agricultura, divulgado em julho revelou ainda que dobrou o número de brasileiros que passam fome desde 2018.

Em live, Bolsonaro chegou a admitir que a comida era mais barata nos governos Lula e Dilma Rousseff.

“Ele só não briga contra a corrupção que continuar galopante”.

revistaforum

Maria Júlia Coutinho, a Maju, foi escalada para substituir Tadeu Schmidt no Fantástico, após o apresentador ser escolhido para ficar a frente do Big Brother Brasil 22. Com isso, o salário da jornalista dobrou, de acordo com Carolina Stramasso, do PopLine. Agora, Maju vai receber R$ 120 mil por mês. De acordo com informações de André Romano, do Observatório da TV, o valor é a mesma quantia que Poliana Abritta recebe. Maria Júlia vai ocupar o lugar de Tadeu no final deste ano. Já quem fica no lugar da jornalista é César Tralli, que vai apresentar o Jornal Hoje, além de manter seu posto na Edição das 18h, da GloboNews.

contilnetnoticias

Sergio Moro, ex-juiz e ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro, postou em suas dedes sociais que vai palestrar na Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, nesta quarta (13). O tema é “a experiência brasileira recente no combate à corrupção. Os internautas não perderam tempo e enquadraram o ex-juiz, considerado suspeito e parcial pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nas ações contra o ex-presidente Lula. “Fala que no Brasil tu é um juiz ladrão, chefiou uma gangue judicial, prendeu sem provas o candidato favorito das eleições presidenciais, elegeu um miliciano, virou ministro, acobertou a bandidagem até levar um pé na bunda do Bolsonaro, não foi preso e ainda quer ser presidente. “Vai contar quando você colocou grampo na Dilma e jogou na imprensa? Isso daria cadeia pra um juiz aí nos EUA”. “Você explicou pq os tucanos foram poupados na Lava Jato? ”Começa não sendo parcial em seus julgamentos, aé, tu não é mais juiz. Nem conseguiu fazer nada pra ajudar no combate a corrupção”. “Fale sobre como vc violou o devido processo legal. Como vc fabricou e ‘premiou’ delatores. Como 15 de seus condenados foram absolvidos, pelo próprio TRF4 por falta de provas! Como vc destruiu a vida dezenas de pessoas e famílias; e para quê? Para gerar desemprego!”. “O senhor vai citar como exemplo de prevenção de corrupção aquele episódio em que a PF colocou o joelho no pescoço de um porteiro para o rapaz ser silenciado? E aquele lance do caixa 2 de Onyx ? Corrupção acaba com uma simples confissão? Lembra que o senhor ‘perdoou’?”. “O que será que eles acham do senhor virar Ministro do Governo cujo candidato foi beneficiado pelo fato da sua condenação sem provas do principal adversário na disputa, em um julgamento que nem cabia à sua competência?” .“É como a Suzane Von Richthofen falar sobre as relações entre pais e filhos”. “Tua cara não treme de vergonha? Um juiz suspeito para falar sobre combate à corrupção. Você tem as digitais marcadas nesse caos que estamos vivendo”.

revistaforum

Empresas já não querem se expor ao risco de comprometer sua reputação com um derramamento de óleo perto de reservas

Investidores estrangeiros não querem se aventurar em áreas de proteção ambiental, como Fernando de Noronha – FUP

Foi uma grande humilhação para o governo: na 17ª rodada de licitações de áreas exploratórias de petróleo e gás, a Agência Nacional de Petróleo (ANP) ofereceu aos investidores 92 blocos de concessão. Mas apenas cinco foram arrematados por apenas duas empresas. A Shell e a Ecopetrol da Colômbia compraram os cinco lotes na semana passada sem pagar um dólar de ágio. Elas pareciam certas de que ninguém mais faria uma oferta pelas concessões.

Isso é uma vergonha para o governo. Foi o leilão com a menor taxa de sucesso desde a abertura do setor de petróleo brasileiro, há 22 anos. As empresas pagam pouco menos de sete milhões de dólares. Só a preparação e organização da licitação, teria custado significativamente mais. Só para comparação: em dois leilões em 2018 e 2019, preparados pelo governo anterior, as empresas internacionais investiram, cada uma, mais de dois bilhões de dólares em campos brasileiros de petróleo e gás.

Existem várias razões por trás da relutância das multinacionais do petróleo na semana passada. Os cofres vazios após o ano pandêmico contribuíram para isso. Seus já altos investimentos no Brasil nos últimos anos também os impediram de gastar mais dinheiro.

Ponto de inflexão

Mas o que é muito mais importante é que o setor está atualmente passando por um ponto de inflexão: todas as multinacionais de petróleo estão tentando investir na produção de energia climaticamente neutra, em vez de continuar a investir em campos convencionais de petróleo e gás. Eles estão sendo pressionados por acionistas e investidores que atualmente estão desvalorizando ações ligadas ao petróleo e trocando-as por papéis de produtores de energia verde. A agência reguladora estatal de petróleo não parece ter se dado muito conta dessa tendência. Sem hesitar, ofereceu áreas de concessão próximas aos arquipélagos de Fernando de Noronha e Atol das Rocas. A probabilidade de as petroleiras obterem nesses locais uma licença de produção das autoridades ambientais é baixa. Também em leilões anteriores, houve petroleiras que adquiriram licenças na foz do Amazonas e ainda aguardam as licenças. Dificilmente empresas de petróleo internacionais desejarão se expor ao risco de comprometer sua reputação com um derramamento de óleo próximo a reservas naturais conhecidas. Mesmo que certamente existam empresas cuja administração ou proprietários não se intimidem com o risco – bancos, investidores e acionistas não querem participar mais disso. Também é bem possível que as empresas evitem investir em depósitos inexplorados no Brasil devido à má reputação que o país agora desfruta em todo o mundo em questões ambientais. A entrada em um setor que já é difícil em si, como o de óleo e gás, fica ainda mais complicada quando a localização é no Brasil. Portanto, é elogiável a eficiência com que o mercado funcionou neste caso. O sinal dos investidores foi claro: tire as mãos daí!

**Este é um artigo de opinião. A visão do autor não necessariamente expressa a linha editorial do jornal Brasil de Fato.

Centro Nacional de Furacões alerta para tempestade se formando no Atlântico
Divulgação/NOAA

Centro Nacional de Furacões alerta para tempestade se formando no Atlântico

O Centro Nacional de Furacões (CNF) dos  Estados Unidos emitiu um alerta nesta quarta-feira (29) à respeito da formação de ‘Victor’, uma tempestade tropical que ganha corpo no Atlântico leste. O fenômeno trata-se do penúltimo previsto para ocorrer neste ano. As informações são do portal CNN. Neste momento, Victor se desenvolve a centenas de quilômetros ao sul das ilhas de Cabo Verde. Sua formação, porém, ocorreu na costa oeste da África com ventos de 65 quilômetros por hora. Segundo previsão do CNF, a expectativa é de que o fenômeno siga para o noroeste e se torne um furacão nos próximos dias. Mesmo com o alerta, é improvável que Victor toque um pedaço de terra. De acordo com imagens de satélites, essa tempestade tropical forma-se em um giro no sentido anti-horário. Victor possui uma “circulação bem definida e seu raio de vento máximo é de até 50 quilômetros”, segundo o CNF. Após Victor se dissipar, é esperado que o furacão ‘Wanda’ encerre uma temporada acima da média em aparecimentos destes fenômenos.

ultimosegundo.ig

Nos últimos dias, tempestades de poeira foram registradas em estados do Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste, em São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Maranhão. Nos próximos dias, o fenômeno pode se estender para locais como o Tocantins e a Bahia, segundo previsões do Climatempo. Todos esses lugares têm um importante fator em comum, o solo seco, devido a uma estiagem prolongada, e a probabilidade de tempestades com ventos de até 90 quilômetros por hora. O interior de São Paulo, que presenciou o fenômeno nos últimos dias, deve ser poupado — a chegada das chuvas na região está assentando a poeira.

“As áreas que ainda não receberam chuvas, como o norte de Minas Gerais, Tocantins e o interior da Bahia, estão mais sujeitas a tempestades de poeira”, diz Dóris Palma, meteorologista do Climatempo. Os especialistas ainda tentam entender todas as circunstância do fenômeno, mas uma coisa é clara: as mudanças climáticas, com períodos mais prolongados de secas e temperaturas em elevação, respondem por grande parte do problema. O desmatamento na Amazônia também vem sendo discutido nesse contexto. A umidade da floresta ajuda a regular o regime de chuvas do Sudeste. Conforme a área sem cobertura vegetal aumenta, maiores são as chances de um desequilíbrio das condições climáticas que levam à formação de nuvens. Conhecido como “haboob”, o fenômeno, considerado mais comum em áreas de savana na África do que no restante do mundo, ocorre quando fortes rajadas que antecedem as chuvas entram em contato com o solo. Quando a terra está muito seca, os ventos levantam parte da camada da superfície. A poeira pode chegar até o nível das nuvens, formando uma espécie de paredão que se encontra com a tempestade.  No último final de semana, três pessoas morreram no interior de São Paulo em função do fenômeno. Em Santo Antônio de Aracanguá, funcionários de uma propriedade rural tentavam combater uma queimada quando uma forte ventania levantou um paredão de poeira, fumaça e fogo. Dois trabalhadores da fazenda e um dos donos do local acabaram não resistindo. Houve relatos de vítimas de ferimentos causados pelas tempestades de poeira em cidades como Presidente Prudente, Oswaldo Cruz e Dracena.

exame

Fux e Aras se reúnem em meio a crise entre os PoderesGustavo Moreno/Especial Metrópoles

Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Luiz Fux se tornará “vice” do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), entre a noite desta terça-feira (5/10) e a noite de quinta-feira (7/10). Isso acontecerá porque, nesse período, tanto o vice-presidente, Hamilton Mourão, quanto os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), estarão fora do Brasil. Segundo a Constituição, os cargos ocupados por Mourão, Lira, Pacheco e Fux são, respectivamente, o segundo, terceiro, quarto e quinto da linha sucessória do Planalto. Com os três antecessores ausentes, o presidente do STF se tornará o segundo da fila. Nesse período, caso Bolsonaro também se ausente do país ou fique impedido de alguma forma de exercer a Presidência da República, o comando do país será assumido pelo chefe do Supremo.

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Bolsonaro diz que aceita depor presencialmente à PF; STF adia julgamento sobre formato
Bolsonaro diz que aceita depor presencialmente à PF; STF adia julgamento sobre formato.
Celso de Mello vota a favor de depoimento presencial de Bolsonaro à PF
Celso de Mello vota a favor de depoimento presencial de Bolsonaro à PF

A cadeira de Celso de Mello foi assumida pelo ministro Nunes Marques, nomeado por Bolsonaro para a vaga. Desde a interrupção do julgamento, também se aposentou o ministro Marco Aurélio Mello, cuja vaga ainda não foi preenchida.

O que diz a AGU

No documento, a AGU afirma que Bolsonaro “manifesta perante essa Suprema Corte o seu interesse em prestar depoimento em relação aos fatos objeto deste Inquérito mediante comparecimento pessoal”.“Requer lhe seja facultada a possibilidade de ser inquirido em local, dia e hora previamente ajustados, em aplicação ao que prevê o artigo 221, caput do Código de Processo Penal, prerrogativa que compatibilizará o pleno exercício das funções de Chefe de Estado e do seu direito de defesa na ocasião da prestação de depoimento em modo presencial”, diz a AGU.

A AGU também diz que o pedido é para que haja “plena colaboração com a jurisdição dessa Suprema Corte” e para que o Supremo reconsidere o recurso anterior, que contestava o depoimento presencial.

Julgamento suspenso

Até esta quarta, o STF julgava um recurso da AGU em sentido contrário – pedindo que os ministros autorizassem Bolsonaro a prestar depoimento por escrito, em vez de comparecer pessoalmente. No único voto dado sobre o recurso até o momento, Celso de Mello avaliou que a Constituição e as leis brasileiras não dariam tal direito a Bolsonaro.Isso porque, no inquérito sobre interferência política na Polícia Federal, Bolsonaro aparece como investigado. A manifestação por escrito seria direito exclusivo de vítimas e testemunhas.”Entendo que não, que não pode, que não lhe assiste esse direito, pois as prerrogativas submetidas ao presidente da República são aquelas que a Constituição e as leis do Estado o concederam”, afirmou.

O inquérito no STF

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A pandemia de coronavírus continua afetando a vida de milhões de brasileiros que vivem em situação de vulnerabilidade. Com o anúncio do fim do programa auxílio emergencial, previsto para este mês, muitos não sabem como encontrar meios para o sustento de sua família. Penando nisso, o Governo do Amazonas criou um benefício no valor de R$ 150 para continuar atendendo cerca de 300 mil famílias amazonenses. Serão 158 mil que moram capital Manaus e outras 142 mil que vivem no interior.Os pagamentos começam em 1º de novembro, logo após o fim do auxílio emergencial. Para receber os valores, será necessário estar com o cadastro ativo no CadÚnico e comprovar ausência de renda fixa.“As famílias em vulnerabilidade social foram as mais prejudicadas durante a pandemia e necessitam de um reforço para recomeçar. Estamos lançando um programa totalmente voltado para as pessoas em situação de vulnerabilidade e esse pagamento inicia logo no dia 1º de novembro. A proposta é aquecer a economia”, disse o governador de Amazonas, Wilson Lima.

Quem pode receber

De acordo com informações da Secretaria de Assistência Social (Seas), os critérios de elegibilidade do programa serão os seguintes:

Auxílio emergencial nacional

A prorrogação do auxílio emergencial ainda não foi totalmente descartada pelo governo federal. Tendo em vista a dificuldade de aprovação do Auxílio Brasil, a equipe do ministro Paulo Guedes já estuda a possibilidade. “O ministro Tarcísio (de Freitas, da Infraestrutura) vai vender mais 22 aeroportos. O ministro Rogério Marinho (do Desenvolvimento Regional) vai concluir as obras. O ministro João Roma vai estender o auxílio emergencial. Nós somos um time remando pelo Brasil”, sinalizou Guedes durante cerimônia no Palácio do Planalto. O presidente Jair Bolsonaro também indicou que os pagamentos podem ser estendidos. Em uma declaração recente, o chefe do Executivo disse que “temos um país rico e podemos atender aos mais necessitados por mais algum tempo”. Contudo, ainda não há nenhuma confirmação oficial sobre a prorrogação.

capitalist

O BCB informa que diversos fatores impactaram na elevação dos preços. Veja mais detalhes oficiais sobre essa elevação!

Como aumento do Dólar impacta no valor dos nossos alimentos e combustíveis?

Aumento dos preços dos alimentos 

Os preços de alimentos voltaram a subir de forma significativa (2,76%) após acomodação no trimestre anterior, informa o Relatório de Inflação, divulgado pelo Banco Central do Brasil. Sendo assim, o aumento foi disseminado por vários produtos, mas se destaca a contribuição dos aumentos nos preços de carnes, de aves e ovos, e de leite, relata o BC.No entanto, parte dessa alta decorre do repasse do aumento de custos com ração animal, que interage com a menor disponibilidade de pastagens em decorrência da seca. Também teve papel relevante o recuo modesto dos preços de alimentos in natura, em comparação ao padrão sazonal típico, refletindo a piora das condições climáticas. Dessa forma, os preços dos bens industriais continuaram em forte elevação (2,53%). Trata-se do quinto trimestre consecutivo com elevação superior a 1,50%, revelando a persistência do fenômeno.

Composição dos gastos familiares 

Elevação dos preços dos serviços

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Deputados de oposição em protesto contra a PEC 32 no plenário da Câmara, em agosto deste ano – Johnathan Cornélio/Câmara dos Deputados

Aprovada no último dia 23 em comissão especial na Câmara dos Deputados, a reforma administrativa continua sendo o maior dos atuais pesadelos do funcionalismo. O segmento aproveita o intervalo entre a última votação e a avaliação da proposta pelo plenário para bombardear a medida que faz brilhar os olhos do ministro da Economia, Paulo Guedes, defensor da agenda de Estado mínimo. Entidades que reúnem servidores têm dividido a energia entre as articulações políticas nas bases estaduais e as agendas na capital federal. As ações vão desde a organização de shows e peças de teatro com artistas populares para divulgar a campanha contra a reforma e popularizar o tema até o corpo a corpo direto com parlamentares na sede da Câmara.

O foco hoje está principalmente nos deputados aparentemente indecisos, apontados como aqueles que não fizeram qualquer manifestação pública contrária ou favorável à PEC.Entre os oposicionistas, PT, PDT, PSB, PSOL, PCdoB, REDE, Solidariedade e PV fecharam questão contra a reforma. Juntas, as oito siglas reúnem uma média de 150 votos, menos de um terço do total de 513 cadeiras da Casa. Para aprovar o texto, o governo precisa de 308 votos. Não há um levantamento matemático que indique quais parlamentares exatamente estariam no grupo dos indecisos e o funcionalismo volta suas baterias principalmente para os deputados de fora da oposição. Com o jogo ainda amorfo, o resultado é a falta de previsão sobre o dia em que a matéria será votada, o que não foi anunciado até o momento pelo presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), apesar da articulação e do coro do pepista nas últimas semanas pela celeridade da matéria. “É a pressão que nós estamos fazendo com os parlamentares de não poupar ninguém e de afirmar categoricamente: ‘Se voltar, não volta’”, atribui o coordenador-geral do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), David Lobão. A identificação é a mesma do líder da oposição, Alessandro Molon (PSB-RJ), para quem as articulações dentro e fora da Câmara ajudam a dar ainda mais elasticidade ao calendário de tramitação da PEC. 04.10.21 Molon_Cris (1:00) “O governo não tem votos ainda pra votar isso no plenário e tenho muita dúvida se em algum momento terá porque é uma reforma extremamente impopular, agressiva com servidores, que nem o governo quer defender, mas que o Arthur Lira colocou na cabeça que quer aprovar (1:18)”, acrescenta o pessebista, ao mencionar a falta de manifestações públicas de Bolsonaro em favor do texto. A declaração de Molon é também uma referência às interrogações que pairam hoje no jogo político a respeito do futuro da proposta. É comum entre parlamentares e analistas políticos, por exemplo, a leitura de que não há clima para se votar a PEC neste momento no Senado, onde o governo Bolsonaro enfrenta hoje um terreno político menos fértil do que já teve em outros momentos.

                                                     
Com chances de a medida emperrar após sair da Câmara, diminui entre deputados a expectativa de se votar o texto, inclusive por conta do período pré-eleitoral. Por ter alta rejeição popular, a PEC é vista como pauta antiestratégica para se colocar neste cenário.

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 (Foto: Arquivo/Agência Brasil)

A Operação Mata Atlântica em Pé chegou ao fim, após dez dias de fiscalizações em 17 estados, com o saldo de R$ 55,5 milhões de multas aplicadas. A ação foi coordenada nacionalmente pelo Ministério Público do Paraná e flagrou o desmate ilegal de 8.189 hectares. A informação foi divulgada na quinta-feira (30) pelo MP do Paraná. Ao todo, foram fiscalizadas 649 áreas. O montante em multas foi 70% superior ao total aplicado no ano passado, que chegou a R$ 35,5 milhões. A operação foi deflagrada nos estados de Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Alagoas, Sergipe, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Bahia, Goiás e Mato Grosso do Sul. Em cada estado, a operação foi executada pelo Ministério Público local, com a participação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), das respectivas Polícias Ambientais e órgãos ambientais estaduais e, em alguns casos, municipais. Foram parceiros na realização da operação a Fundação SOS Mata Atlântica, a plataforma MapBiomas, uma iniciativa multi-institucional que une universidades, além de empresas de tecnologia e organizações não governamentais que realizam o mapeamento anual da cobertura e do uso do solo no Brasil. 
“Parabéns tem de agir com rigor”

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O deputado estadual de Roraima Jalser Renier (Solidariedade), que foi presidente da Assembleia Legislativa do estado até janeiro deste ano, foi preso nesta sexta-feira (1°) sob a acusação de ser o mandante do sequestro do jornalista da TV Imperial, afiliada da Record TV, Romano dos Anjos, apresentador do programa Mete Bronca, em outubro de 2020. Segundo a ordem expedida pela juíza convocada Graciete Sotto Mayor Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Roraima, Jalser teria sido o mentor do crime. Ele é acusado também de associação criminosa e tortura. Para que o deputado estadual permaneça preso, conforme a determinação judicial, uma votação em plenário, com a participação de todos os membros da Assembleia Legislativa, terá que decidir nesse sentido, já que ele tem imunidade parlamentar. Após uma intensa movimentação policial no escritório político de Jalser nesta tarde, em Boa Vista, que envolveu unidades de elite da PM e da Polícia Civil, o acusado finalmente foi detido, após reagir aos gritos à ação, que foi registrada em vídeo por agentes e outras testemunhas que estavam no local no momento da operação batizada de Politzer II, em referência ao prêmio jornalístico mais conhecido do mundo.

Relembre o caso

O jornalista Romano dos Anjos foi levado de sua residência, enquanto jantava com esposa, na noite de 26 de outubro do ano passado. Três homens armados colocaram a vítima no veículo da família e tomaram rumo desconhecido. O carro foi encontrado horas depois em chamas, numa rodovia estadual, mas sem qualquer corpo dentro. Romano foi espancado, torturado e teve os dois braços quebrados, sendo deixado numa área de mata amordaçado e vendado pelos criminosos. Ele conseguiu se desamarrar na manhã seguinte e pedir socorro. Além do ex-presidente da Assembleia Legislativa, outras sete pessoas foram presas por determinação da Justiça, seis deles policiais militares, entre eles um coronel, um major e dois subtenentes, além de um ex-servidor do parlamento estadual, que teriam participado do sequestro e das torturas infligidas ao jornalista.

revistaforum

Homenageado na USP nesta sexta-feira (1/10), o ministro do STF Dias Toffoli fez uma defesa enfática do trabalho que o colega Alexandre de Moraes tem desempenhado na Corte. Moraes é o relator dos inquéritos que investigam redes estruturadas para disseminar fake news e a organização de atos antidemocráticos.“O ministro Alexandre faz um trabalho de extrema coragem, de extrema dificuldade, e tem atuado na defesa do Estado democrático de Direito de maneira destemida”, disse Toffoli, que é um dos poucos interlocutores que o presidente Jair Bolsonaro mantém no STF. Bolsonaro implodiu as pontes que restavam com a Corte ao atacar Moraes durante os atos do dia 7 de setembro. Dias depois, o presidente recuou das declarações e conversou com Moraes por intermédio do ex-presidente Michel Temer, mas o relacionamento com o STF permaneceu deteriorado. O discurso de Toffoli ocorreu após o ministro receber a medalha Armando de Salles Oliveira, principal condecoração da USP. Ele declarou que “não é fácil enfrentar a tempestade orquestrada de desinformação. Mas é essencial que as instituições democráticas o façam”. Toffoli foi o responsável por abrir os inquéritos das fake news e dos atos antidemocráticos e por designar Moraes como relator de ambos. “Por isso, a atuação firme do STF diante das notícias fraudulentas e das orquestrações antidemocráticas é hoje plenamente compreendida pela ampla maioria da população brasileira”, afirmou. O ministro disse que há “exemplos dramáticos dos efeitos danosos da desinformação e das campanhas de ódio” nos fenômenos totalitários do século XX, o que inclui genocídios “respaldados por multidões fanatizadas”. Segundo ele, “o terraplanismo é o exemplo mais folclórico dessa tendência, e a resistência a vacinas, incluída a vacina contra a Covid-19, o exemplo mais absurdo”.

 

Nuvens de poeira voltam a cobrir cidades no Sudeste e no Centro-Oeste
Nuvens de poeira voltam a cobrir cidades no Sudeste e no Centro-Oeste

No Brasil, voltaram a aparecer nuvens de poeira em cidades do Sudeste e do Centro-Oeste. Passava das 14h desta sexta-feira (1º) quando uma nuvem gigante encobriu a cidade de Pereira Barreto, no interior de São Paulo. Moradores fizeram imagens da nuvem às margens do rio Tietê. A equipe de reportagem do Jornal Nacional estava na área rural de Santo Antônio do Aracanguá e foi surpreendida com vento forte e muita terra. Moradores de várias cidades da região noroeste registraram a chegada do vendaval. Em São José do Rio Preto, pouco depois das 15h, o centro da cidade ficou completamente coberto por poeira. O vento, que ultrapassou 70 quilômetros por hora, prejudicou o transporte aéreo. Um voo precisou ser desviado para Ribeirão Preto e outro foi cancelado. Nas estradas a visibilidade também ficou prejudicada. Uma das cidades mais afetadas foi Araçatuba, no interior de São Paulo. Vários bairros e o centro da cidade ficaram sem energia depois do forte vento. As lojas do calçadão tiveram que fechar as portas mais cedo. E duas unidades de saúde suspenderam os atendimentos. O fenômeno alcançou cidades dos estados de Goiás e de Mato Grosso do Sul. Só no estado de São Paulo é a segunda vez que acontece em menos de uma semana. De acordo com os meteorologistas, isso é provocado pelo excesso de terra e pó acumulados no solo depois de um longo período de estiagem. A chegada do vento levantou a poeira provocando a chamada frente de rajada.

g1.globo

Totem de posto de gasolina

Preço da gasolina subiu mais de 30% em 2021

O preço médio da gasolina no país segue firme acima de R$ 6 — e passa de R$ 7 em algumas localidades.

Os dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) apontam a oitava alta consecutiva na semana até 25 de setembro, em meio a novos recordes na cotação do barril de petróleo e de temores de uma crise energética na Europa.Entenda, a seguir, quatro fatores que ajudam a explicar por que os preços subiram tanto nos últimos meses — e por que a tendência, pelo menos no curto prazo, não é de alívio.

1. Aumento da demanda

A cotação do petróleo vem em uma sequência de alta forte desde o início do ano. O preço do barril do tipo Brent, referência internacional, passou de US$ 80 na terça-feira (28/9) pela primeira vez desde outubro de 2018.Uma parte do aumento se deve à maior demanda. Os programas de vacinação contra a covid-19 têm permitido que diversos países reabram suas economias — e o impacto da retomada tem sido em algumas regiões mais forte do que o esperado.

Como explica a professora da Faculdade de Economia da Universidade Federal Fluminense (UFF) Julia Braga, a China vem usando mais gás natural como substituto do carvão em suas termelétricas. A medida é parte do esforço do país para cumprir as metas para redução da emissão de poluentes e entra na política de médio e longo prazo de transição energética da China.

“Isso também pressiona o preço do barril”, ressalta.

O preço do gás natural disparou nas últimas semanas com o maior consumo também na Europa, surpreendida pela redução da geração de energia renovável, que vinha tendo papel cada vez mais importante na matriz da região. Muitos dos parques eólicos do continente estão produzindo menos do que a capacidade porque tem ventado menos. Nesta quarta (29/9), a SSE Renewables, empresa britânica do setor, afirmou em comunicado que sua produção entre abril e setembro ficou 32% abaixo do previsto e apontou como uma das razões o fato de o último verão ter sido um dos que menos ventou na Irlanda e Reino Unido. O cenário acendeu um alerta entre as autoridades, ante a iminência da chegada do inverno no continente, quando o consumo de energia sazonalmente cresce.

2. Restrição de oferta

Se a demanda por petróleo e derivados cresceu de um lado, a oferta não acompanhou. Uma das razões vem da própria dinâmica da Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep), um cartel que reúne 13 países e concentra cerca de 33% da produção global da commodity (por volta de 30 milhões de barris por dia).O grupo muitas vezes limita a produção para evitar quedas substanciais nos preços ou mesmo valorizar a cotação do barril.Isso aconteceu no ano passado, quando a Opep decidiu cortar a produção por conta da pandemia. As atividades estão sendo normalizadas gradativamente, com a expectativa de que a oferta seja completamente retomada até dezembro de 2022.A demanda, contudo, vem crescendo em ritmo mais rápido.O salto no preço do barril nos últimos meses tem levado países como os Estados Unidos a pressionar a Opep e seus aliados (que formam, com a organização, a Opep+) a acelerar a retomada. Assim como no Brasil, o preço da gasolina nos EUA deu um salto em 2021.

3. Dólar alto

A valorização do barril de petróleo tem um duplo efeito para países como o Brasil, que passam por uma profunda desvalorização cambial. O preço sobe não apenas porque a commodity em si custa mais, mas porque o dólar também está mais caro. Uma série de fatores explica porque a moeda americana tem se mantido em patamar elevado, acima de R$ 5 por dólar. Alguns são externos, como a expectativa de aumento de juros nos Estados Unidos e de retirada do programa de estímulos monetários, outros, internos.

“Aí entra muito da crise institucional, a briga entre os poderes”, explica Braga.

“E essa imagem muito ruim que o Brasil passa para o mundo inteiro, não apenas na parte política, mas também a visão anti-Ciência [do governo], a política ambiental, com aumento das queimadas, em um momento em que o mundo está cada vez mais sensível a essas questões. Tudo isso acaba afetando a decisão dos investidores internacionais de apostar no Brasil”, avalia.

Bomba de gasolina

Política de preços da Petrobras acompanha mercado internacional desde 2016

4. Elevação dos preços de biocombustíveis

Os biocombustíveis que entram na composição da gasolina e do diesel também experimentam forte alta, contribuindo para pressionar o preço final dos combustíveis.O álcool anidro responde por 27% do litro da gasolina vendida dos postos; já o biodiesel hoje equivale a 10% do diesel que sai das bombas.O primeiro acumula alta de quase 60% desde o início do ano, conforme os dados do Cepea/Esalq. O salto é consequência direta dos efeitos climáticos adversos que têm se abatido sobre o país: a falta de chuvas e as geadas de junho e julho reduziram a produção das lavouras de cana-de-açúcar, sua matéria-prima.A soja usada no biodiesel, por sua vez, também está mais cara. Com maior demanda e a oferta também prejudicada pelas estiagens, a cotação da commodity acumula alta de mais de 70%.

Operário agachado e trabalhando em frente a logo da Petrobras pintado no muro

Plano estratégico da Petrobras foca na extração e reduz refino

E a Petrobras?

O dólar e a cotação do petróleo vêm tendo mais influência sobre os preços de combustíveis no Brasil desde 2016, quando a Petrobras passou a praticar o Preço de Paridade Internacional (PPI), que se orienta pelas flutuações do mercado internacional.A mudança de política foi uma resposta ao controle de preços que vigorou na estatal entre 2011 e 2014 como parte de uma estratégia do governo da então presidente Dilma Rousseff (PT) para segurar a inflação.O caixa da companhia foi duramente afetado. De um lado, arrecadava menos que o potencial; de outro, chegava a subsidiar o preço, importando muitas vezes combustível mais caro e vendendo-o mais barato no mercado interno para fazer frente à demanda. Os desequilíbrios levaram a empresa a elevar seu nível de endividamento, comprometendo a capacidade de investimento. Esse também foi um período em que bilhões em recursos foram desviados em grandes esquemas de corrupção.

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