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REFLEXÕES DO PASSADO E PRESENTE: PERSPECTIVA DE MELHORA PARA O FUTURO


 

Política

Collor pede perdão aos brasileiros por confisco da poupança em 1990

Antônio Cruz/EBC

Em sua conta no Twitter, o ex-presidente Fernando Collor pediu desculpas aos brasileiros pelo confisco das poupançasanunciado em 16 de março de 1990. “Pessoal, entendo que é chegado o momento de falar aqui, com ainda mais clareza, de um assunto delicado e importante: o bloqueio dos ativos no começo do meu governo. Quando assumi o governo, o país enfrentava imensa desorganização econômica, por causa da hiperinflação: 80% ao mês!”, iniciou Collor.

“Os mais pobres eram os maiores prejudicados, perdiam seu poder de compra em questão de dias, pessoas estavam morrendo de fome. O Brasil estava no limite! Durante a preparação das medidas iniciais do meu governo, tomei conhecimento de um plano economicamente viável, mas politicamente sensível, com grandes chances de êxito no combate à inflação. Era uma decisão dificílima. Mas resolvi assumir o risco. Sabia que arriscava ali perder a minha popularidade e até mesmo a Presidência, mas eliminar a hiperinflação era o objetivo central do meu governo e também do País. Acreditei que aquelas medidas radicais eram o caminho certo. Infelizmente errei. Gostaria de pedir perdão a todas aquelas pessoas que foram prejudicadas pelo bloqueio dos ativos. Eu e a minha equipe não víamos alternativa viável naquele início de 1990. Quisemos muito acertar. Nosso objetivo sempre foi o bem do Brasil e dos brasileiros”, defendeu.

” Depois de 30 anos o prepotente e arrogante ex- preside Colo vem que um pedido de desculpas. Quantas pessoas morram, empresas fora a valência. Será que poderia chama de imbecil?.’

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Em reunião recheada de palavrões e xingamentos, presidente expõe sua truculência e deixa explícita sua necessidade de intervir no comando da PF para proteger familiares e amigos

Crédito: Marcos Corrêa/PR

SHOW DE HORRORES Reunião de ministros revela o lado mais sombrio do governo:

falta de educação e autoritarismo 

Que o presidente Jair Bolsonaro é destemperado e tem por hábito ofender quem diverge dele não é novidade. Mas o que se sabe sobre o conteúdo do vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril, antevéspera da saída do então ministro da Justiça Sergio Moro, vai além da falta de educação. O encontro, em meio a ataques, xingamentos e palavrões, vindos do presidente e de alguns ministros, revela que Bolsonaro pretendia interferir na troca do superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro com o objetivo específico de proteger familiares e amigos. Com quase duas horas de duração, e ainda sob sigilo, o vídeo foi exibido na terça (12) para Moro e seus advogados, representantes da Advocacia-Geral da União (AGU) e investigadores da PF e do Ministério Público.

A partir daí, alguns trechos foram vazados e acabaram confirmando o argumento dado por Moro para deixar o governo. No vídeo, Bolsonaro teria dito que sua família não poderia se “f***” por causa da “perseguição”, e que trocaria todos da “segurança” antes disso acontecer. Além disso, afirmou que não poderia ser “surpreendido” por não ter informes antecipados da PF. O trecho vazado foi confirmado por ao menos três fontes que assistiram ao vídeo e viram na fala de Bolsonaro um ataque ao trabalho de Moro e do diretor-geral da PF, Maurício Valeixo. Para rebater os vazamentos, Bolsonaro tentou emplacar outra versão, baseada nos depoimentos dos ministros — generais da reserva Augusto Heleno (Gabinete da Segurança Institucional), Walter Braga Netto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), que ocorreram no mesmo dia. Mas a história não se sustentou.

Bolsonaro negou que tenha usado os termos “Polícia Federal”, “investigação” e “superintendente”, mas admitiu os palavrões. Teve ainda um “bosta”, destinado ao governador João Doria (PSDB-SP), e “estrume” para o governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel (PSC). Mas o que ficou sem explicação é que se o objetivo era a “segurança pessoal” da família e não o controle da PF-RJ, o alvo das críticas deveria ser o general Heleno e não Moro. Cabe ao GSI e à Agência Brasileira de Inteligência (Abin), vinculada ao GSI, a segurança pessoal do presidente e familiares. Aliás, o titular da Abin era Alexandre Ramagem, indicado por Bolsonaro para o lugar de Valeixo, medida que acabou suspensa pelo ministro Alexandre de Morais (STF).

No seu depoimento, Braga Netto insistiu que Bolsonaro não falou sobre trocar a PF-RJ, mas sobre segurança pessoal, GSI e Abin. Esse argumento, contudo, contradiz o que foi dito pelos generais Heleno e Ramos. Em seu depoimento, Heleno disse que Bolsonaro falou sobre a necessidade de receber relatórios antecipados da inteligência da PF e teria reclamado de saber das coisas pela imprensa. Ao depor, Ramos disse que Bolsonaro fez menção à PF, confirmando o que já havia sido dito por Heleno. As oitivas dos ministros foram separadas, mas expressões como “não me recordo” e “não ouvi” estiveram nos três depoimentos. Ramos, inclusive, pediu duas alterações em seu depoimento após Bolsonaro apontar um equívoco de sua parte ao citar a PF.

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello determinou que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) seja comunicado que um grupo de advogados apresentou uma ação com o intuito de forçar o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) a analisar um pedido de impeachment. O pedido para o afastamento do chefe do Executivo consta em uma denúncia por crime de responsabilidade do mesmo.
De acordo com a decisão do ministro do STF, Bolsonaro pode contestar a ação. O grupo de advogados responsável por ela recorreu ao STF com o objetivo de fazer com que Maia analise o pedido de impedimento. No início de abril, o presidente da Câmara afirmou que não iria arquivar os pedidos de impeachment do chefe do Executivo. Na ação, os advogados também solicitaram à Corte que cobre a Bolsonaro medidas em relação ao novo coronavírus, como, por exemplo, que o presidente seja impedido de promover e participar de aglomerações, além de entregar cópia dos exames que fez para detectar se contraiu a Covid-19. Bolsonaro chegou a participar de eventos pedindo pelo fim do isolamento social e até entrou em contato físico com seus apoiadores. O presidente da República também se negou a apresentar cópia dos exames para comprovar que não contraiu o novo coronavírus. Os resultados, depois de exigidos pelo STF, foram entregues na última terça-feira (12) e indicaram que o paciente testou negativo.
Nesta sexta-feira (15), uma polêmica veio à tona: um dos pseudônimos utilizados por Bolsonaro na realização do exame para o coronavírus é o nome do filho de uma major que trabalha no Hospital das Forças Armadas (HFA). A major Maria Amélia Alves da Costa Ferraz auxiliou no atendimento do presidente no dia 17 de março deste ano.
DP

A novidade está disponível para quem transferir os recursos para uma conta do Mercado Pago via Banco 24 Horas. O saque é feito sem cartão, usando código QR

Os beneficiários do auxílio emergencial têm uma alternativa para sacar os 600 reais, além de ir às agências da Caixa Econômica Federal que têm ficado lotadas nas últimas semanas. A partir de agora, é possível fazer a retirada do dinheiro nos 23.700 caixas eletrônicos do Banco 24 Horas, graças ao Mercado Pago, fintech doMercado Livre, que permite fazer saque sem cartão.Na prática, funciona assim: o beneficiário faz a transferência do dinheiro da conta poupança social da Caixa para uma conta do Mercado Pago, vai até um caixa eletrônico do Banco 24 Horas e saca usando um código QR gerado pelo aplicativo de celular. O custo do saque é de 4,90 reais por operação.“A expectativa é que o Mercado Pago seja a porta de entrada de milhões de pessoas no sistema financeiro”, diz Tulio Oliveira, vice-presidente do Mercado Pago.

Segundo Ariovaldo Ribeiro, superintendente de autoatendimento da Tecban — empresa responsável pelo Banco 24 Horas —, o isolamento social reduziu em cerca de 10% o volume de transações nos caixas eletrônicos do Banco 24 Horas. Por outro lado, o valor médio sacado pelas pessoas aumentou 12%. “Cerca de 60% de nossos usuários são das classes C, D e E; é bom lembrar que existem alguns ‘Brasis’, em um deles, 50 milhões de pessoas não têm conta em banco”, diz Ribeiro. Mas o Mercado Pago não desenvolveu apenas uma solução para o saque. Os beneficiários que não têm interesse em tirar o dinheiro podem usar os 600 reais em milhares de lojas físicas e online que agora aceitam o cartão de débito virtual da Caixa com bandeira Elo. “Faz duas semanas que o Mercado Livre já aceita; somos a primeira empresa de meios de pagamento a aceitar o cartão no e-commerce”, afirma Oliveira. A iniciativa tem como intuito impulsionar as vendas dos varejistas — inclusive, os pequenos vendedores que utilizam link de pagamento para comercializar seus produtos pelas redes sociais, e-mail e WhatsApp — e dar poder de compra para os beneficiários do programa assistencial. 

O Mercado Pago também concederá isenção de tarifa para 25 transferências na modalidade TED para contas de outras instituições por mês. Para envio de dinheiro entre contas do Mercado Pago não há cobrança de tarifas. “Algumas iniciativas já estavam no forno, outras a gente adaptou para o novo cenário. Isso mostra nossa velocidade de execução e como estamos engajados em apoiar o comércio”, diz Oliveira.

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou no fim da tarde desta sexta-feira recurso apresentado mais cedo pela Advocacia-Geral da União (AGU) e manteve a suspensão da posse do delegado Alexandre Ramagem para ocupar o cargo de diretor-geral da Polícia Federal.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. 17/04/2018. REUTERS/Adriano Machado.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. 17/04/2018. REUTERS/Adriano Machado.

Foto: Reuters

Na nova decisão, Moraes não chegou a analisar o teor em si do recurso e julgou “prejudicado” o mandado de segurança. A alegação dele é que, como o governo desistiu da nomeação de Ramagem, o pedido perdeu o objeto. A AGU argumentava que a ação não havia perdido seu objeto, apesar de Bolsonaro ter tornado a nomeação sem efeito após a decisão de Moraes e de ter nomeado posteriormente Rolando Alexandre de Souza para o comando da PF.
terra

Editorial da revista The Lancet critica ações do governo brasileiro no combate à covid-19

Editorial da revista The Lancet critica ações do governo brasileiro no combate à covid-19. A “Lancet” é uma das principais vozes da Ciência desde 1823. A revista britânica nasceu num ambiente de revoluções políticas e revoltas sociais. O fundador Thomas Wakley queria que os fatos científicos iluminassem o debate e a Lancet surgiu pra influenciar os tomadores de decisão em todo o mundo. As revistas científicas sempre foram um espaço onde as pessoas encontram artigos revisados por especialistas, com rigor cientifico. A Lancet está entre as mais renomadas do mundo. Ao longo de mais de 10 mil exemplares, a revista publicou textos que contribuíram para a saúde humana. É com esse mesmo espírito que a Lancet olha para o Brasil. O diretor da revista acompanha de perto o estrago do novo coronavírus. Richard Horton conta que resolveu escrever um editorial depois de saber do “e daí?” de Jair Bolsonaro – diante de milhares mortes. A Lancet afirma que, hoje, no Brasil: “talvez a maior ameaça à resposta à COVID-19 seja o presidente brasileiro”. A revista escreve para o mundo que Jair Bolsonaro “está semeando confusão, desprezando e desencorajando abertamente as sensatas medidas de distanciamento físico e confinamento introduzidas pelos governadores e prefeitos”. O editorial mostra preocupação, sobretudo, com os riscos às comunidades indígenas e a velocidade do contágio nas favelas. A Lancet destaca que milhões vivem em espaços muito pequenos e às vezes com pouco o acesso à água limpa e elogia aqueles que, mesmo assim, tentam seguir o distanciamento físico e a higienização – dentro do possível. O diretor da revista afirma que o governo nem precisa ouvir os conselhos da OMS, basta ouvir os cientistas brasileiros. Robert Horton afirma que o Brasil tem alguns dos maiores cientistas do mundo: o Brasil é uma potência científica. E que essas pessoas tentam passar as melhores informações, mas o presidente não quer ouvir e ele não entende o porquê. O editorial afirma que o desafio da Saúde no Brasil é um problema político. E como faz a ciência, a Lancet levanta uma hipótese: “Bolsonaro precisa mudar drasticamente o seu rumo ou terá de ser o próximo a sair.”

     

Toffoli fala sobre violência contra imprensa e importância de harmonia entre os poderes.

Três dias depois das cenas de selvageria registradas na Praça dos Três Poderes, em Brasília, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, se manifestou sobre os atos de violência contra jornalistas e cobrou a apuração de responsabilidades pelas agressões aos profissionais e à democracia, exatamente no dia da liberdade de imprensa.

“A data comemorativa foi definida pelas Nações Unidas em homenagem ao artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que diz o seguinte: ‘todo ser humano tem direito à liberdade de opinião e expressão. Este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar e receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras’. Por isso, em nome da corte, gostaria de deixar registrado, na ata dessa décima sessão ordinária do plenário, o nosso repúdio a todo e qualquer tipo de agressão aos profissionais da imprensa, devendo a conduta dos agressores ser devidamente apurada pelas autoridades competentes”, defendeu Toffoli.

O presidente do STF destacou o papel fundamental da imprensa livre para a democracia e também no combate à pandemia.

“Sem imprensa livre, não há liberdade de expressão e de informação. Sem imprensa livre, não há democracia.

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Dia Mundial da Liberdade de Imprensa é comemorado com socos e pontapés em Brasília

 

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   Fotógrafo do Estadão Dida Sampaio, é escoltado da manifestação que cobria após ser agredido

“Tenho certeza de uma coisa, nós temos um povo emocionado, nós temos as Forças Armadas ao lado do povo pela lei”, disse Bolsonaro no protesto em que participou na tarde deste domingo (3). Mais uma vez, o tom autoritário e agressivo de Jair Bolsonaro ecoou em seus seguidores. Num ato antidemocrático, no qual milhares de pessoas protestaram em frente ao Planalto pedindo o fechamento do Congresso e do STF, jornalistas e suas equipes foram agredidos com chutes e socos por apoiadores do presidente da República.  A manifestação, que contou com a presença de Bolsonaro e sua filha de nove anos, Laura, ocorreu no Dia Mundial da Liberdade de Imprensa e resultou em pancadaria, quando membros da mídia foram atacados por manifestantes. O fotógrafo Dida Sampaio do Estadão, e o motorista de sua equipe, Marcos Pereira, foram os primeiros a sofrer violência, que depois se estendeu ao repórter da Folha de S. Paulo Fabio Pupo, que tentou defender o par. O jornalista do Poder 360 Nivaldo Carboni também foi agredido fisicamente. Todos foram retirados do local por uma escolta policial e passam bem.  

Líderes democráticos rapidamente repudiaram os ataques, assim como o discurso bélico e absolutista do presidente da República. 

O líder da oposição na Câmara dos Deputados, André Figueiredo afirmou: “É inadmissível a agressão por parte de militantes bolsonaristas à equipe do Estadão, principalmente no Dia Internacional da Liberdade de Imprensa. É a violência e a intolerância que vão ganhando força, cria de um presidente que ataca a democracia e se pauta pelo ódio e o autoritarismo”. O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil  (OAB), Felipe Santa Cruz também se pronunciou:“Os limites que existem são os da Constituição, e valem para todos, inclusive e sobretudo para o presidente. A única paciência que chegou ao fim, legitimamente e com razão, é a paciência da sociedade com um governante que negligencia suas obrigações, incita o caos e a desordem, em meio a uma crise sanitária e econômica”.Em nota à imprensa, a ministra Carmen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, deixou claro seu repúdio aos acontecimentos”É inaceitável, é inexplicável que, no Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, ainda tenhamos cidadãos que não entenderam que o papel da imprensa é que permite a nós sermos livres, e que garante a liberdade de expressão, sem a aqual não há dignidade. não há dignidade sem liberdade. E não há liberdade sem sermos informados sobre o que acontece. Esse é um papel que a imprensa cumpre superiormente, por ser seu dever e por garantir a liberdade de cada um de nós”. 

Rodrigo Maia, Presidente da Câmara dos Deputados foi mais um que se posicionou contra as ações de Bolsonaro e seus apoiadores: “Ontem enfermeiras ameaçadas. Hoje jornalistas agredidos. Amanhã qualquer um que se opõe à visão de mundo deles. Cabe às instituições democráticas impor a ordem legal a esse grupo que confunde fazer política com tocar o terror. Minha solidariedade aos jornalistas e profissionais de saúde agredidos. Que a Justiça seja célere para punir esses criminosos. No Brasil, infelizmente, lutamos contra o coronavírus e o vírus do extremismo, cujo pior efeito é ignorar a ciência e negar a realidade. O caminho será mais duro, mas a democracia e os brasileiros que querem paz vencerão”.

O presidente ainda não se manifestou sobre as agressões cometidas por seus seguidores.

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Presidente Jair Bolsonaro participa de manifestações em Brasília. Foto: AFP

PRESIDENTE JAIR BOLSONARO PARTICIPA DE MANIFESTAÇÕES EM BRASÍLIA.

FOTO: AFP

O Aliança pelo Brasil fez o contato entre as lideranças de grupos e movimentos de direita

As manifestações que aconteceram em Brasília no último domingo 03, que defendiam pautas antidemocráticas, foram organizadas com a ajuda da cúpula do partido Aliança pelo Brasil, sigla que o presidente Jair Bolsonaro tenta criar. Segundo revelou o jornal Estado de S. Paulo, o ato teve ajuda do segundo vice-presidente do Aliança, o empresário Luís Felipe Belmonte. A informação foi confirmada ao jornal pelo próprio Belmonte, que é o terceiro na escala de comando do Aliança pelo Brasil e atua como operador do partido. O partido foi a ponte, o contato entre as lideranças de grupos e movimentos de direita, que se organizaram para mobilizar os bolsonaristas em todo o País para participarem da manifestação. Belmonte respondeu que ajudou “com essa movimentação que eu fiz das pessoas”. “Eu botei as pessoas em contato. Tinha pessoal de um tipo de movimento, outro tipo de movimento. Eu botei eles em contato e falei ‘vocês combinem e vocês façam a organização disso aí’. Foi isso aí que eu fiz.” Ele chegou a ir pessoalmente no ato de domingo, quando Bolsonaro já tinha deixado a rampa do Palácio do Planalto. Conversou com as lideranças dos movimentos e declarou que era preciso reafirmar o apoio a Bolsonaro, mas sem ruptura de Poderes.
cartacapital

Um grupo de empresários do Paraná vai fazer uma campanha em defesa de Sergio Moro. Eles prometem espalhar a imagem do ex-ministro da Justiça em outdoors de 30 cidades do estado nos próximos dias. A iniciativa é do Sindicato das Empresas de Gastronomia, Entretenimento e Similares de Curitiba (Sindiabrabar) e da Federação das Empresas de Hospedagem (Feturismo). A ideia, segundo o organizadores, é proteger a imagem do ex-juiz da Lava-Jato, duramente atacado nas redes sociais desde que deixou o governo e acusou o presidente Bolsonaro de tentar interferir politicamente na Polícia Federal.

“Nos assusta essa guerra virtual, essa submundo que tenta macular  a imagem do Sergio Moro”, diz Fábio Aguayo, presidente do Sindiabrabar. O empresário conta que a campanha vai começar pelo Paraná, estado natal do ex-juiz, mas já surgiram interessados em levá-la também a Santa Catarina e Minas Gerais.  Aguayo conta que, nesse primeiro momento, a iniciativa tem apenas a intenção de preservar a imagem de Moro — o mote é “Fechado com Sergio Moro”.  Mais adiante, o grupo não descarta lançar a candidatura presidencial do ex-ministro. “A maioria da população está do lado dele. Se ele se filiar a um partido, acho que tem chance de ser presidente da República. Tenho certeza que ele é a tão sonhada terceira via que o Brasil busca, de sair dessa polarização: nem Aliança nem PT”, afirma Aguayo. Amigo de Sérgio Moro, o empresário garante que a campanha é espontânea, de iniciativa dos empresários paranaenses. Moro, segundo ele, não foi consultado.

veja

Bolsonaro — Foto: GloboNews

A Justiça Federal de Brasília deu 72 horas para que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) explique a mudança no comando da Polícia Federal no Rio de Janeiro. A decisão foi publicada nesta terça-feira (5), mesmo dia em que o chefe do Executivo confirmou a saída de Carlos Henrique Oliveira do cargo de superintendente da corporação no estado. À reportagem, a Advocacia-Geral da União informou que não foi notificada da decisão e que tomará “as medidas judiciais cabíveis”. A medida judicial atende a um pedido de um dos coordenadores do Movimento Brasil Livre (MBL), Rubens Nunes. Ele questionou a legalidade da substituição do cargo, que é considerado estratégico em investigações. Como novo superintende da PF no Rio de Janeiro foi escolhido o delegado Tácio Muzzi. O substituto foi indicado pelo novo diretor-geral da Polícia Federal, Rolando de Souza. A troca de comando também será investigada pela Procuradoria Geral da República (PGR). A análise será um desdobramento dentro do inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar a suposta interferência política do presidente Jair Bolsonaro na autonomia da Polícia Federal, após a demissão do ex-ministro Sergio Moro.

Número 2 da PF

Nesta terça, Bolsonaro informou a jornalistas, na saída do Palácio da Alvorada, que Oliveira foi convidado por Rolando de Souza a assumir o cargo considerado o segundo mais importante da Polícia Federal. Questionado se a mudança seria uma “interferência” nas apurações da Polícia Federal, o presidente mandou repórteres calarem a boca (veja vídeo abaixo). E prosseguiu: “Cala a boca! Está saindo de lá para ser diretor-executivo a convite do atual diretor-geral. Não interfiro em nada. Se ele for desafeto meu e se eu tivesse ingerência na PF, não iria para lá. É a mensagem que vocês dão. Não tenho nada contra o superintendente do Rio de Janeiro. E não interfiro na Polícia Federal. E ele está sendo convidado para ser diretor-executivo. É o 02”, disse.

                                                                               

Acessem o vídeo. Quem diria que os brasileiros iam ter o presidente mau educado e desorientado.

 

O ex-ministro da Justiça Sergio Moro afirmou em seu depoimento prestado no último sábado que recebeu uma mensagem de celular do presidente Jair Bolsonaro na qual ele teria afirmado expressamente que “queria” a Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro sob sua influência, sem explicar seus interesses específicos nesse cargo.

Nas dez páginas de seu depoimento à PF, Moro detalhou as pressões feitas pelo presidente para trocar cargos da Polícia Federal desde agosto do ano passado, que incluíam mudar o superintendente do Rio de Janeiro e demitir o então diretor-geral Maurício Valeixo — que acabou sendo exonerado no mês passado e gerou a crise que resultou no anúncio de demissão do próprio ministro da Justiça. Nessa mensagem citada no depoimento, Bolsonaro teria dito a Moro que o então ministro da Justiça poderia escolher todos os demais superintendentes da PF, mas que ele queria definir o nome para o Rio de Janeiro.

“No começo de março de 2020, estava em Washington, em missão oficial com o Dr. Valeixo; que recebeu mensagem pelo aplicativo de Whatsapp do Presidente da República, solicitando, novamente, a substituição do Superintendente do Rio de Janeiro, agora Carlos Henrique; que a mensagem tinha mais ou menos o seguinte teor: ‘Moro você tem 27 Superintendências, eu quero apenas uma, a do Rio de Janeiro’”, relatou no depoimento. A PF tem superintendências em cada um dos 26 Estados e uma no Distrito Federal. Nesta segunda-feira, Bolsonaro nomeou o novo diretor-geral da PF, Rolando Alexandre de Souza, e uma das suas primeiras medidas foi justamente trocar o comando da Superintendência da PF do Rio. A mudança foi vista por investigadores como uma corroboração das acusações de Moro.

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O delegado Tacio Muzzi deve assumir a Superintendência da Polícia Federal do Rio de Janeiro após o atual chefe da corporação fluminense Carlos Henrique Oliveira ser convidado por Rolando Alexandre de Souza para a direção-executiva da PF. Atualmente Tacio Muzzi é Delegado Regional Executivo da PF do Rio e já atuou interinamente à frente da corporação fluminense durante a crise no ano passado. Além disso, coordenou trabalhos de repressão à criminalidade econômica e crime organizado e acumula passagem pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

Muzzi chefiou a PF como interino em 2019 após crise envolvendo o antecessor de Oliveira no comando da corporação, o delegado Ricardo Saadi. Foi quando Bolsonaro tentou trocar o superintendente da corporação fluminense pela primeira vez e acabou gerando atrito com então ministro Sérgio Moro e o diretor-geral da corporação, Maurício Valeixo.Mineiro e doutor em Direito Empresarial pela Universidade Federal de Minas, Muzzi foi Diretor-Geral do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) e Diretor-adjunto do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), órgãos ligados ao MJSP.O delegado tem uma larga experiência e a fama entre seus pares de “competente e honesto”. Muzzi deverá assumirá a vaga deixada por Oliveira, que será o número dois do novo diretor geral, Rolando Alexandre de Souza. Um dos primeiros atos do novo chefe da PF, após sua posse na segunda, 4, em cerimônia a portas fechadas e não divulgada que durou 20 minutos, foi trocar o comando da superintendência da corporação no Rio. A promoção de Oliveira foi vista por delegados como uma forma “estratégica” de mudar o comando da PF fluminense.A troca da superintendência, área de interesse do presidente Jair Bolsonaro e seus filhos chegou até a entrar no radar dos investigadores que apuram suposta interferência do presidente da República na corporação. A decisão de Rolando é argumento em ação que pede a suspensão imediata de sua nomeação. Ao anunciar sua saída do governo Jair Bolsonaro, Moro acusou o presidente de suposta interferência política na PF envolvendo trocas na Diretoria-Geral e em superintendências regionais da corporação. “O problema é que nas conversas com o presidente e isso ele me disse expressamente, que o problema não é só a troca do diretor-geral. Haveria intenção de trocar superintendentes, novamente o do Rio, outros provavelmente viriam em seguida, como o de Pernambuco, sem que fosse me apresentado uma razão para realizar esses tipos de substituições que fossem aceitáveis”, disse Moro, ao pedir demissão do governo. No último sábado, em longo depoimento que prestou na Polícia Federal em Curitiba, Moro disse que recebeu mensagem pelo aplicativo WhatsApp do Presidente da República, cobrando a substituição do Superintendente do Rio de Janeiro. O ex-ministro relatou que a mensagem tinha, mais ou menos o seguinte teor: “Moro você tem 27 Superintendências, eu quero apenas uma, a do Rio de Janeiro.”

” Agora está do jeito que Bolsonaria queria que Mouro fizesses”

VEJAM O QUE O PRESIDENTE APRONTA, É UM VERDADEIRA DISCREPÂNCIA.Créditos: Reprodução / Redes Sociais

O ex-ministro será questionado sobre as acusações de que o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir no trabalho da PF

Apoiadores do ex-ministro Sergio Moro e do presidente Jair Bolsonaro entraram em confronto em frente à sede da Polícia Federal, em Curitiba, neste sábado 2. Os grupos, que portavam faixas de apoio, chegaram a protagonizar um empurra empurra. Os simpatizantes do presidente chamaram Moro de traíra e seus apoiadores de comunistas.

Vídeo incorporado
” Com um pandemia deste jeito e o presidente
cartacapital

A família da atriz Regina Duarte considera que ela vem sendo humilhada por Jair Bolsonaro e não possui autonomia para conduzir a Secretaria da Cultura, como lhe foi prometido, além de sofrer hostilidade aberta do bolsonarismo. Por isso, seus parentes mais próximos querem que ela peça demissão

Gabriela Duarte, Regina Duarte e Jair Bolsonaro
Gabriela Duarte, Regina Duarte e Jair Bolsonaro
(Foto: Reprodução | Alan Santos/PR)
 247 – Os parentes mais próximos de  Regina Duarte, em especial sua irmã mais próxima, Tereza,  e a filha Gabriela estão “perplexos a aborrecidos” com o tratamento que a atriz tem recebido no governo e querem que ela peça demissão. Na visão da família, a vem sendo humilhada por Jair Bolsonaro e não possui autonomia para conduzir a Secretaria da Cultura, como lhe havia sido prometido. No entendimento de seus parentes, “ela  foi enganada, assim como Sergio Moro: sem poder de gestão”, segundo o jornalista João Batista Jr, da coluna Veja Gente. Segundo o jornalista, parentes querem que a atriz deixe o governo o quanto antes como forma de não prolongar uma crise que não deve acabar tão cedo. “Não estou participando nem sei de nada”, disse André Duarte, único filho que apoiou a ida da mãe ao governo. A assessoria de imprensa de Regina Duarte afirma que seus parentes não querem que ela deixe o governo.
É uma tristeza ter um homem desequilibrado como o presidente da república Jair Bolsonaro, homem que só criar bagunça para a nação.”

Na entrevista, ex-ministro, que pediu demissão ao afirmar que Bolsonaro queria interferir na PF, anunciou que apresentará provas contra o presidente ao STF

O ex-ministro da Justiça SergioMoro disse em entrevista à última edição da “Revista Veja” que “o combate à corrupção não é prioridade do governo” do presidente Jair Bolsonaro.

Moro pediu demissão na última sexta-feira com um discurso contundente, no qual acusou Bolsonaro de ter tentado interferir indevidamente na atuação da Polícia Federal. Na segunda-feira, o ministro Celso de Mello abriu inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar os fatos. Moro também disse à “Veja” que vai apresentar provas ao tribunal para embasar suas acusações.

“Sinais de que o combate à corrupção não é prioridade do governo foram surgindo no decorrer da gestão. Começou com a transferência do Coaf para o Ministério da Economia. O governo não se movimentou para impedir a mudança. Depois, veio o projeto anticrime. O Ministério da Justiça trabalhou muito para que essa lei fosse aprovada, mas ela sofreu algumas modificações no Congresso que impactavam a capacidade das instituições de enfrentar a corrupção”, diz o ex-ministro.

“Recordo que praticamente implorei ao presidente que vetasse a figura do juiz de garantias, mas não fui atendido. É bom ressaltar que o Executivo nunca negociou cargos em troca de apoio, porém mais recentemente observei uma aproximação do governo com alguns políticos com histórico não tão positivo. E, por último, teve esse episódio da demissão do diretor da Polícia Federal sem o meu conhecimento. Foi a gota d’água”, disse Moro à revista

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O presidente reclama da falta de diálogo com a atriz, que chegou ao posto há menos de dois meses

Foto: Reprodução

Menos de dois meses após assumir a Secretaria Nacional de Cultura, a atriz Regina Duarte vem sofrendo pressão para se demitir por parte do próprio governo. O presidente Jair Bolsonaro já teria autorizado um processo de fritura contra ela. Segundo reportagem de Gustavo Uribe e Talita Fernandes, da Folha de S. Paulo, o presidente está insatisfeito com a atuação da atriz na pasta e tem reclamado com interlocutores da falta de diálogo com Duarte. Além do presidente, integrantes da própria secretaria estariam trabalhando para que ela se demita do governo menos de dois meses após assumir a pasta. Duarte chegou à Esplanada após a polêmica envolvendo o ex-secretário Roberto Alvim, que publicou um vídeo com estética e discurso nazista ao comentar sobre um programa cultural lançado pela secretaria.

revistaforum

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O germe do golpe não existe mais no Brasil’, diz Luís Roberto Barroso. O ministro afirma que a democracia é forte o suficiente para se defender de ataques e admite que as eleições deste ano talvez tenham de ser adiadas

Cristiano Mariz/

O ministro afirma que a democracia é forte o suficiente para se defender de ataques e admite que as eleições deste ano talvez tenham de ser adiadas. Assim como vem ocorrendo com uma parcela significativa dos brasileiros, a rotina do ministroLuís Roberto Barroso, 62 anos, mudou radicalmente nas últimas semanas. Cioso de sua saúde, ele segue à risca as orientações das autoridades sanitárias e tem trabalhado de casa, entre sessões virtuais do Supremo Tribunal Federal (STF), a leitura de processos e videoconferências. Em meio a sua quarentena, porém, observou atentamente as manifestações da semana passada de grupos que defendem a volta da ditadura militar. Cenas que merecem repúdio, segundo ele, mas que não representam risco à solidez do regime democrático. Na opinião de Barroso, o Congresso, o Judiciário e a imprensa estão suficientemente maduros para servir como travas contra eventuais arroubos autoritários. Nesta entrevista a VEJA, Barroso admite que o adiamento das eleições municipais é uma possibilidade real (ele acaba de ser eleito presidente do Tribunal Superior Eleitoral), fala sobre críticas que alguns grupos fazem ao STF e sobre a situação do médium João de Deus, acusado de abusar de dezenas de mulheres e de quem recebeu um tratamento espiritual contra um câncer.

” alt=”” aria-hidden=”true” />Ministro, diante da presença do presidente Jair Bolsonaro em uma manifestação pró-AI-5 e pela volta da ditadura, existe alguma ameaça à democracia brasileira?Acho que não. As instituições estão funcionando bem. Apesar de alguns protestos e reações contrárias aqui e ali, o Legislativo e o Judiciário funcionam com independência e altivez. A imprensa também é livre e tem sido duramente crítica. Não vejo nenhum sinal preocupante em relação à democracia. Mais do que isso, vejo nas Forças Armadas o desempenho de um papel exemplar. Nos últimos trinta anos, se existe um lugar de onde não veio notícia ruim foi das Forças Armadas. O germe do golpe não existe mais no Brasil. Não se deve então dar importância a essas manifestações?Esse episódio acendeu uma luz amarela no coração e na mente de todos os democratas — e a reação foi imediata e vigorosa. Eu mesmo, que tenho por princípio não me pronunciar sobre o fato político do dia, nessa situação achei que era necessário um gesto de defesa das instituições, da Constituição e da democracia. Mas o que esse episódio revelou, como outros de invocação do AI-5, foi uma sociedade muito vigorosa na defesa da democracia. Vieram protestos da Câmara, do Senado, do Supremo, da mídia, dos partidos políticos, num espectro que vai da esquerda à direita.

O presidente da República ultrapassa limites legais ao participar de atos assim?Neste momento, esse tipo de indagação deve ser mais bem respondida por comentaristas políticos. É importante sermos capazes de separar varejo e retórica política do que seja verdadeiramente uma ameaça institucional. O STF não participa desse varejo. Não é órgão de consulta nem de debates. Continua após a publicidade“Embora eu seja totalmente contra agressões e insultos, a verdade é que a cada dia fica mais difícil para um vigarista sair à rua. Estamos derrotando a naturalização das coisas erradas”Essas manifestações, aliás, também são contra o Supremo. Por que o tribunal vem sendo tão criticado nos últimos tempos?

” alt=”” aria-hidden=”true” />Quem quer que exerça poder em uma democracia vira vidraça em alguma medida, e é bom que seja assim. Na questão do enfrentamento da corrupção, houve uma demanda da sociedade por integridade. Esperava-se por uma reação mais vigorosa do Supremo nos casos da Lava-Jato, como se esboçou no mensalão. O exercício da competência criminal trouxe um desgaste para o STF, como as idas e vindas quanto à execução da pena depois da condenação em segundo grau. Não obstante isso, o Brasil mudou. Acabamos com o fetiche do corrupto rico, poderoso e intocável. A sociedade brasileira deixou de aceitar o inaceitável. Embora eu seja totalmente contra agressões e insultos, a verdade é que a cada dia fica mais difícil para um vigarista sair à rua. Estamos derrotando a naturalização das coisas erradas. Isso é um grande avanço. Além das idas e vindas, os ministros são criticados por falar muito fora dos autos e pela insegurança jurídica que algumas decisões provisórias provocam.Acho que o tribunal tem um problema de monocratização. O STF tem onze pessoas com trajetórias, ideias e visões próprias. Minha proposta é que todas as decisões individuais sejam colocadas no plenário virtual para a ratificação ou não pelos demais ministros. Isso evitaria idas e vindas. Outro problema importante é o volume de ações. Com 70 000 processos por ano não é possível julgar colegiadamente. Juiz também não tem de falar fora dos autos sobre processos em curso. Ninguém faz a menor ideia das minhas preferências políticas. Ninguém precisa nem vai saber se eu votei em A, se votei em B ou se votei em branco. Agora, sobre questões institucionais acerca do funcionamento do Supremo ou que envolvam reforma política ou prorrogação de mandatos, por serem debates institucionais, acho que os ministros podem e devem participar.

Como o senhor se classificaria politicamente?Um juiz não é nem de esquerda nem de direita. A lógica de um juiz é o certo ou o errado, o legítimo ou o ilegítimo. Venho de uma geração que acreditava no Estado como protagonista das transformações sociais. Acho que o Estado deve ser um regulador eficiente e seu grande papel é redistribuir riquezas e oportunidades com tributação justa, educação básica de alta qualidade e um sistema de saúde capaz de atender às necessidades essenciais da população. Eu me consideraria hoje um liberal progressista. É claro que é perfeitamente legítimo as pessoas serem conservadoras. Sou contrário é à prática da intolerância e do ódio.

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Foto: Reprodução/YouTube
  REGINA DUARTE É COBRADA POR AUSÊNCIAS E SILÊNCIOS
– FOTO: Foto: Reprodução/YouTube

Aberta por Luiz Henrique Mandetta e ampliada por Sergio Moro, a fila da potenciais baixas no governo, por vontade própria ou não, pode ganhar outro nome ilustre: a atriz Regina Duarte.A secretária de Cultura vem, aos poucos, percebendo que caiu em uma armadilha ao deixar uma carreira artística de sucesso e aceitar o convite de Bolsonaro para entrar no governo.Como o Radar mostrou, a secretária foi isolada numa espécie de limbo administrativo desde que entrou no governo. Não tem força para convencer ministros a destravar sua agenda cultural e também não conta com apoio do Planalto para sequer escolher a própria equipe.Isolada e com medo, Regina deu sinais de que pode abandonar o barco. “Quando me desapego do que tenho, recebo o que necessito. É tudo que preciso aprender… desapego. Tá em tempo ainda”, escreveu Regina num post na rede no fim de semana. “Seja o que Deus quiser”, registrou em outro.Saiba logo no início da manhã as notícias mais importantes sobre a pandemia do coronavirus e seus desdobramentos. A frase foi encarada por aliados de Regina como uma perigosa mensagem de que ela pensa em sair do governo. A conferir.

” Neste ritmo só vai ficar Bolsa”

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O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Foto: Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados

O PRESIDENTE DA CÂMARA, RODRIGO MAIA (DEM-RJ).

FOTO: MARYANNA OLIVEIRA/CÂMARA DOS DEPUTADOS

Presidente da Câmara tem dez dias para prestar informações sobre pedido de impedimento que chegou em março no Congresso

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), dê informações sobre um pedido de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro, feito no fim de março por um grupo de advogados. Segundo a decisão, o prazo é de dez dias.O pedido de impeachment em questão chegou à Câmara em 31 de março. Em 19 de abril, foi levado ao STF um mandado de segurança que pede que Maia seja obrigado a decidir sobre o pedido de cassação.O mandado é de dois dos quatro advogados que propõem a abertura do processo de impedimento: José Rossini Campos do Couto Correa, ex-integrante da cúpula da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), e Thiago Santos Aguiar de Pádua, ex-assessor da ministra Rosa Weber.

Segundo os autores do pedido, Bolsonaro cometeu crimes de responsabilidade e quebras de decoro em série, como atacar profissionais da imprensa e sabotar o Ministério da Saúde no combate à pandemia do novo coronavírus.Conforme mostrou CartaCapital, ex-assessores de Celso de Mello comentam que, neste fim de carreira, o magistrado tem tomado decisões de olho na História. Ele tem mais seis meses de duração no STF, antes de se aposentar.Na decisão, Celso de Mello reporta que o mandado de segurança em questão atribui “comportamento omissivo” a Maia. Por lei, é o presidente da Câmara que decide sobre a abertura do processo de impeachment.

“Entendo prudente solicitar, no caso, prévias informações ao senhor presidente da Câmara dos Deputados, autoridade apontada como coatora, que deverá manifestar-se, inclusive, sobre a questão pertinente à cognoscibilidade da presente ação de mandado de segurança”, escreveu o magistrado. “Impõe-se, ainda, no presente caso, a citação do senhor presidente da República, Jair Bolsonaro, na condição de litisconsorte passivo necessário.”

cartacapita

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