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REFLEXÕES DO PASSADO E PRESENTE: PERSPECTIVA DE MELHORA PARA O FUTURO


 

Política

Decreto diz que o objetivo é enfrentar o crime organizado, formalizando troca de informações: Em fim de governo, Temer institui força-tarefa de inteligência

© REUTERS / Ueslei Marcelino (Foto de arquivo)  

Em fim de governo, Temer institui força-tarefa de inteligência

A menos de três meses do fim de seu mandato, o presidente Michel Temer assinou decreto que cria um comitê para compartilhamento de informações e produção de relatórios entre órgãos de inteligência do governo federal.

O decreto, publicado na terça-feira (16), cria a Força-Tarefa de Inteligência. O texto diz que o objetivo é o “enfrentamento ao crime organizado no Brasil com as competências de analisar e compartilhar dados e de produzir relatórios de inteligência com vistas a subsidiar a elaboração de políticas públicas”. Além da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), fazem parte do grupo, entre outros, a Receita Federal, as Forças Armadas, a Polícia Federal e o Ministério da Segurança Pública. As atividades serão coordenada pelo GSI (Gabinete de Segurança Institucional). Hoje, as estruturas de inteligência já fazem intercâmbio de informações e, eventualmente, reuniões de caráter informal. A criação do comitê, além de agilizar a troca de dados, dá autonomia administrativa para que os seus participantes façam missões oficiais, segundo pessoas envolvidas no decreto. O grupo deve trocar informações envolvendo, por exemplo, facções criminosas, tráfico de armas e drogas, atividades terroristas e ataques cibernéticos. Segundo a legislação federal, organização criminosa é uma associação de quatro ou mais pessoas com o objetivo de obter vantagem mediante a prática de infrações penais. As ações e princípios do grupo serão regidos por uma norma geral, que ainda está em processo de elaboração. A ideia é que esteja em consonância com a Política Nacional de Inteligência, que define os parâmetros e limites de atuação na área.

Segundo assessores e auxiliares presidenciais, o comitê de inteligência foi criado em uma última tentativa de Temer de imprimir a marca de que priorizou nos últimos dois anos a área da segurança pública, principal carro-chefe da campanha de Jair Bolsonaro (PSL), além de estabelecer uma espécie de legado para seu sucessor. Eles excluíram, por exemplo, a possibilidade de movimentos sociais serem investigados pela iniciativa. A intenção do presidente é de que a estrutura seja mantida pelo seu sucessor, que tem o poder de revogá-la. A reportagem enviou questionamentos ao ministro Sérgio Etchegoyen, do GSI, que não respondeu. O jornal perguntou, entre outras coisas, as razões que levaram o Planalto a criar essa força-tarefa nesse poucos meses de mandato do presidente e se algum episódio recente levou a essa medida. A reportagem questionou ainda qual o critério para a força-tarefa definir “crime organizado” e se haveria risco de investigação de movimentos sociais. Com informações da Folhapress.

msn.com

O presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro, afirmou neste domingo que fará uma “faxina” e que os “marginais vermelhos” serão “banidos” do país, em referência aos seus adversários. Em fala transmitida a manifestantes a favor de sua candidatura na avenida Paulista, em São Paulo, e “dedicada a todo o Brasil” Bolsonaro afirmou que seus apoiadores são a maioria e que eles são “o Brasil de verdade”.

“Não tem preço as imagens que vejo agora da Paulista e de todo o meu querido Brasil. Perderam ontem, perderam em 2016 e vão perder a semana que vem de novo. Só que a faxina agora será muito mais ampla. Essa turma, se quiser ficar aqui, vai ter que se colocar sob a lei de todos nós. Ou vão pra fora ou vão para a cadeia. Esses marginais vermelhos serão banidos de nossa pátria”, disse o candidato, em referência aos que apoiam seu adversário, Fernando Haddad (PT). “Essa pátria é nossa. Não é dessa gangue que tem uma bandeira vermelha e tem a cabeça lavada”, afirmou. A exemplo do ocorrido no primeiro turno, manifestantes a favor de Bolsonaro foram às ruas neste domingo para defender o candidato, um dia após protestos contra o líder nas pesquisas. Vídeos e imagens publicados em seu perfil do Twitter mostravam multidões em manifestações em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Maceió, Salvador, Belém e Brasília, entre outras cidades. O capitão reformado aproveitou a fala para bater mais uma vez na tecla da corrupção, acusando Haddad de estar próximo de ser preso para fazer companhia ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que cumpre pena desde abril em Curitiba após condenação por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do apartamento tríplex no litoral de São Paulo. “Aqui não terá mais lugar para a corrupção. E seu Lula da Silva, se você estava esperando o Haddad ser presidente para soltar o decreto de indulto, eu vou te dizer uma coisa: você vai apodrecer na cadeia. E brevemente você terá Lindbergh Farias (senador do PT) para jogar dominó no xadrez. Aguarde, o Haddad vai chegar aí também. Mas não será para visitá-lo, não, será para ficar alguns anos ao teu lado”, afirmou. “Já que vocês se amam tanto, vocês vão apodrecer na cadeia. Porque lugar de bandido que rouba o povo é atrás das grades.” O tom da fala, em clima de vitória, apesar do pedido do candidato para que seus apoiadores não se desmobilizem até a votação no próximo domingo, seguiu com Bolsonaro afirmando que irá cortar as “mordomias” de petistas. “Pretalhada, vai tudo vocês para a ponta da praia. Vocês não terão mais vez em nossa pátria”, avisou. “Vocês não terão mais ONGs para saciar a fome de mortadela de vocês. Será uma limpeza nunca vista na história do Brasil.” O candidato aproveitou para reafirmar que as Forças Armadas e de segurança terão papel importante em seu governo. Mais cedo, em vídeo de entrevista à Band divulgado em seu Twitter, o presidenciável afirmou que poderia utilizar militares para patrulhamento de rotina nas cidades, desde que o Congresso aprove excludentes de ilicitude.

                                                                                                                            

Também voltou a declarar que pretende tipificar como terrorismo as atividades do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).

“Vocês verão umas Forças Armadas altivas. Que estará colaborando com o futuro do Brasil. Vocês, pretalhada, verão uma Polícia Civil e Militar com retaguarda jurídica para fazer valer a lei no lombo de vocês”, ameaçou. “Bandidos do MST, bandidos do MTST, as ações de ações serão tipificadas como terrorismo. Vocês não levarão mais o terror ao campo ou às cidades. Ou vocês se enquadram e se submetem às leis ou vão fazer companhia ao cachaceiro lá em Curitiba.” O segundo turno da eleição presidencial entre Bolsonaro e Fernando Haddad (PT) ocorre no próximo dia 28. Segundo pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira, Bolsonaro tem 59 por cento dos votos válidos, enquanto Haddad soma 41 por cento.

veja.abril

Reprodução

Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (19) mostrou que metade dos eleitores brasileiros acredita que é possível a volta de uma ditadura no Brasil. A primeira pergunta feita pelos entrevistadores foi: “Atualmente, você acha que há alguma chance de haver uma nova ditadura no Brasil?”. As respostas foram divididas em quatro categorias: 31% dos entrevistados acham que há muita chance de isso acontecer, 19% acreditam que há pouca chance, 42% dizem que não existe nenhuma chance e 8% não souberam responder. De acordo com o Datafolha, o índice de pessoas que acham que pode haver alguma chance de um regime ditatorial aumentou 11 pontos, quando comparado com a pesquisa de fevereiro de 2014. O índice de eleitores que declararam que não há chance nenhuma de nova ditadura recuou de 51% para 42%. Quando são analisados maiores detalhes da pesquisa, é possível observar que os maiores percentuais de quem falou que não há nenhuma chance de ter uma nova ditadura estão entre homens e pessoas com renda acima de cinco salários mínimos. A ideia de que existe alguma chance de uma nova ditadura é mais alta entre as mulheres.

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Deputado e filho do candidato da extrema direita afirmou, em palestra antes do primeiro turno, que se o STF tentar impugnar a candidatura do pai “terá que pagar para ver o que acontece. Se quiser fechar o STF você não manda nem um Jipe, manda um soldado e um cabo”, afirmou

  

Filho do candidato de extrema direita Jair Bolsonaro (PSL), o deputado Eduardo Bolsonaro deu mais uma declaração, no mínimo desrespeitosa e em tom de ameaça sobre o Supremo Tribunal Federal (STF). Durante uma palestra, pouco antes do primeiro turno, ele afirmou que se o STF impugnar a candidatura do pai “terá que pagar para ver o que acontece. Será que eles vão ter essa força mesmo? Se quiser fechar o STF você não manda nem um Jipe, manda um soldado e um cabo”. A declaração foi em resposta a uma indagação de alguém da plateia sobre qual seria a reação do Exército no caso de impugnação da candidatura de Bolsonaro. Foi o suficiente para ele afirmar: “Mas aí eles vão ter que pagar para ver. Será que vão ter essa força toda mesmo? O pessoal até brinca lá: se quiser fechar o STF você não manda nem um Jipe, manda um soldado e um cabo. Não é querendo desmerecer o soldado e o cabo. O que que é o STF? Tira o poder da caneta de um ministro do STF, o que que ele é na rua?”, questionou.  “Se você prender um ministro do STF, você acha que vai ter uma manifestação popular em favor dos ministros do STF? Milhões na rua ‘solta o Gilmar, solta o Gilmar’ (referência ao ministro do STF Gilmar Mendes), com todo o respeito que tenho pelo ministro Gilmar Mendes, que goza de imensa credibilidade junto aos senhores”, ironizou.

                           

revistaforum

#EleNão volta às ruas no Brasil e no exterior

No Rio de Janeiros, os manifestantes se reuniram na Cinelândia

Os gritos de “Ele Não” voltaram a tomar as ruas das principais cidades brasileiras neste sábado 20. Os protestos contra Jair Bolsonaro ocorreram em ao menos 29 cidades de 15 estados e no Distrito Federal neste sábado 20. As maiores concentrações aconteceram na Avenida Paulista, em São Paulo, na Cinelândia, no Rio de Janeiro, e no centro de Salvador. Os atos foram organizados pelas redes sociais e partiram do grupo Mulheres contra Bolsonaro, também responsável pelas manifestações ocorridas em 29 de setembro, antes do primeiro turno.

Em comunicado, o grupo explicou o motivo da nova mobilização. “Este ato não representa apenas a continuidade da luta das mulheres, mas também vem ao encontro das recentes manifestações de preocupação por parte da imprensa internacional, de diversas entidades dos direitos civis e humanos e de juristas, advogados e intelectuais com o que uma vitória de Bolsonaro representa para a nossa democracia”.Também ocorreram protestos no exterior, particularmente em capitais europeias. Em Paris, políticos franceses se juntaram aos manifestantes. “A situação no Brasil é muito preocupante. Nós esperamos que uma reviravolta seja possível antes que o pior aconteça, mas o que é certo é que nós estaremos ao lado dos brasileiros de Paris, da França e dos brasileiros em geral diante desta situação difícil da história do Brasil”, declarou à Radio France Internationale o vice-prefeito de Paris, Emmanuel Grégoire.

A senadora Laurence Cohen, outra participante, se mostrava muito preocupada com a possível eleição de Bolsonaro. “Esta ascensão da extrema-direita no Brasil vem de longe, ela começa com o golpe contra Dilma Rousseff, seguida pela prisão de Lula, por uma acusação de corrupção que não foi provada, impedindo-o, assim, de concorrer às eleições”, acusa Cohen.

 

A ação movida pela coligação de Fernando Haddad (PT) para que o Tribunal Superior Eleitoral investigue a campanha de Jair Bolsonaro (PSL) foi distribuída na corte e terá como relator o ministro Jorge Mussi, corregedor-geral eleitoral. O processo está baseado em uma reportagem da Folha de S.Paulo segundo a qual empresas pagaram, em contratos que chegariam a 12 milhões de reais, pelo envio em massa de conteúdos contra o petista no WhatsApp.

A campanha petista pede que, ao final das investigações, a ação seja julgada procedente para que Bolsonaro seja considerado inelegível por abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação. A ação do PT aponta haver no caso práticas vedadas pela Lei Eleitoral, como doação de pessoa jurídica e compra de cadastros de usuários. O partido ainda pede que o WhatsApp apresente em 24 horas, sob pena de suspensão, medidas para conter o envio das mensagens.

Os advogados do PT também afirmam que a campanha de Bolsonaro é beneficiada pela proliferação de fake news (notícias falsas) nas redes sociais.  “A sistematização das fake news, ao que se aponta, parece estar claramente voltada ao favorecimento dos noticiados, o que faz surgir a preocupação acerca da autoria e responsabilidade de quem está produzindo tais materiais. Eis que, não é crível atribuir apenas à militância orgânica de Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão a capacidade produzir e disseminar com tamanha eficácia todas as notícias falsas editadas em detrimento da Coligação noticiante.”

Por meio de uma transmissão em sua página no Facebook, o presidenciável Jair Bolsonaro negou que sua campanha tenha relação com notícias falsas disseminadas no WhatsApp e redes sociais contra seu adversário. “Não tem prova de nada, é a Folha jogando nesse time do Haddad. Nós não precisamos de fake news para combater o Haddad, as verdades são mais que suficientes”, afirmou Bolsonar

A defesa de Bolsonaro junto ao TSE disse que a notícia da Folha é falsa e que irá tomar todas as medidas judiciais cabíveis para apurar “os atos ilegais e criminosos perpetrados pela coligação de Haddad”. “A campanha de Jair Bolsonaro foi acusada falsamente de contratar via caixa dois serviços de WhatsApp para disseminar fake news em reportagem de um veículo que, desde o primeiro turno, desvirtua fatos para tentar persuadir o eleitor. Sem provas e fundamentação jurídica, ajuizam uma ação de investigação judicial eleitoral com base, exclusivamente, nessa notícia falsa”, diz nota dos advogados.

O pedido de investigação envolve, além da chapa de Bolsonaro e o WhatsApp, o empresário Luciano Hang e as agências Quickmobile, Yacows, Croc Services e SMS Market — que, segundo a Folha, prestaram o serviço. Ao jornal, a QuickMobile afirmou não atuar na área política. A Yacows e a SMS Market não se manifestaram. A Croc Services disse ter vendido pacotes de envio em massa só para as bases do candidato ao governo de MG Romeu Zema (Novo) — o que é legal. Luciano Hang, dono da rede varejista Havan e entusiasta da campanha de Bolsonaro, negou que tenha pago para impulsionar mensagens contra o PT e a favor do candidato do PSL.  “Eu uso o meu próprio celular, gravo esses vídeos com mensagens que as pessoas entendem e compartilham, no WhatsApp e nas redes sociais. Eu não pago para impulsionar o meu WhatsApp”, afirmou o empresário, em transmissão ao vivo no Facebook. Ele também disse que processará a FolhaO dono da Havan já foi condenado pela Justiça Eleitoral a pagar uma multa de 10.000 reais por ter impulsionado conteúdos em suas redes sociais a favor de Bolsonaro, o que foi considerado doação irregular de campanha. À época, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aceitou a alegação do candidato do PSL, de que ele desconhecia o fato de que Hang recorreu ao procedimento, e o inocentou de participação na ação ilegal, multando apenas o empresário.

Repercussão

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Militantes reunidos durante ato de lançamento da Frente Ampla em Defesa da Democracia, em Brasília (DF) - Créditos: Foto: Cristiane Sampaio
Militantes reunidos durante ato de lançamento da Frente Ampla em Defesa da Democracia,
em Brasília (DF) / Foto: Cristiane Sampaio

Sete partidos do campo progressista lançaram, nesta quinta-feira (18) à noite, em Brasília (DF), a Frente Ampla em Defesa da Democracia. A iniciativa envolve PT, PCdoB, Psol, PDT, Pros, PSB e PCB e tem o propósito de unir forças pela defesa da ordem democrática. A articulação tem como pano de fundo o cenário eleitoral em torno da disputa pela Presidência da República. A candidatura de extrema direita de Jair Bolsonaro (PSL) é interpretada pelos referidos partidos como uma ameaça ao regime democrático e à garantia de direitos. Por conta disso, a direção local das legendas lançou o “Manifesto em defesa da democracia, dos direitos e da soberania nacional”, em sintonia com o movimento nacional de oposição a Bolsonaro. No documento, as siglas destacam as diferenças existentes entre o projeto político da chapa do PSL e o projeto do candidato Fernando Haddad (PT), que polariza a disputa com ele neste segundo turno. A nutricionista Maria Élida Logrado não é filiada a nenhum partido político, mas resolveu se somar ao ato de lançamento da Frente, que ocorreu na região central de Brasília. Em entrevista ao Brasil de Fato, ela afirmou que, na condição de cidadã e trabalhadora, se sente ameaçada diante das ideias de Bolsonaro. “Nós estamos aqui em busca da democracia e pra fazer frente ao fascismo. Estamos em busca de proteger o Brasil do pior que pode acontecer daqui pra frente, pra preservar os nossos direitos”. Marivaldo Pereira, militante do Psol-DF, aponta que a classe trabalhadora corre altos riscos neste cenário. Uma eventual vitória do candidato do PSL traria, segundo ele destaca, chance de uma piora econômica que leve à perda de mais direitos, no embalo ainda do aumento do desemprego. O problema já atinge 12,7 milhões de pessoas no país, segundo dados do IBGE.Pereira acrescenta que a camada mais pobre da população tende a ser a mais atingida não só pelas crises econômicas, mas também pelas políticas autoritárias, baseadas na cultura do extermínio, no racismo, na homofobia, entre outras coisas. Os riscos, para ele, impõem a necessidade de uma grande reunião de forças progressistas.

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Para 73% brasileiros, o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, deveria comparecer a debates contra seu adversário no segundo turno, Fernando Haddad (PT). O número representa ser esta a posição, portanto, de três a cada quatro brasileiros entrevistados pelo instituto Datafolha, em nova pesquisa que foi divulgada na noite desta quinta-feira 18. Outros 23% consideram que o presidenciável não deveria comparecer, enquanto 4% não souberam responder à pergunta. Dos entrevistados, 67% disseram considerar os debates como importantes para a decisão de voto nas eleições. Ao todo, 13% disseram considerar “um pouco importante”, enquanto 19% não levam os encontros  transmitidos pela televisão em consideração.

Bolsonaro não foi aos últimos debates do primeiro turno, se recuperando de uma facada que sofreu no começo do mês passado, durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG). Ele foi vetado nos primeiros encontros do segundo turno pela equipe médica. O postulante foi liberado a comparecer a partir desta semana, mas o presidente nacional do PSL, Gustavo Bebianno, já adiantou que Bolsonaro não pretende participar de nenhum debate até o próximo dia 28.

A pesquisa do Datafolha mostrou Bolsonaro mais uma vez em primeiro lugar, com 59% das intenções de voto, quando são considerados apenas os sufrágios válidos, excluindo brancos e nulos. Haddad tem 41%. A diferença entre os dois candidatos oscilou de dezesseis para dezoito pontos percentuais, dentro da margem de erro do levantamento, de dois pontos, para mais ou para menos.

veja

247 – Um twitter bombástico: o próprio diretor do Datafolha, Mauro Paulino, usando seu olhar técnico como analista de pesquisas, admite que a subida de Bolsonaro foi impulsionada por uma fraude. Ele explica que a onda na reta final do primeiro turno foi patrocinada por práticas ilegais de uso massivo do WhatsApp com caixa dois digital patrocinado ilegalmente por empresas.

“PESQUISAS ELEITORAIS evidenciaram a impulsão da onda nos momentos finais. RJ, MG e DF são claros exemplos. Ao se comparar as fotos das vésperas, registradas por Ibope e Datafolha, em comparação com a foto das urnas, o fenômeno é claramente explicitado.” A seguir, no tuíte, o link para a manchete da Folha desta quinta-feira: “Empresários bancam campanha contra PT pelo WhatsApp”.

 

247 – Mais de mil acadêmicos americanos das áreas de história, ciências sociais, literatura, cultura e ciências assinaram a declaração “Defenda a democracia no Brasil: diga não a Jair Bolsonaro”, que diz em parte “queremos expressar nosso crescente alarme diante da iminente ameaça presente na eleição de Jair Bolsonaro para a presidência em 27 de outubro de 2018. Seu programa de extrema-direita radical reflete uma perigosa tendência internacional da eleição de políticos extremamente conservadores que conquistaram o poder estatal nos últimos anos.”

A petição foi endossada por acadêmicos proeminentes e estudantes das principais universidades dos Estados Unidos — Harvard, Yale, Princeton, Brown, Stanford, Universidade de Chicago, Berkeley, etc.– por professores e alunos das universidades estaduais mais importantes do país, e por acadêmicos em faculdades e universidades menores, representando 200 universidades em 38 estados dos Estados Unidos da Califórnia à Flórida, e do Texas ao Maine. Ativistas e brasileiros que estudam e trabalham nos Estados Unidos também apoiaram a declaração pública.

A petição conclui afirmando que as “políticas propostas por Bolsonaro poderiam significar o fim de todos os benefícios políticos, sociais, econômicos e culturais das últimas quatro décadas liderados por movimentos sociais e políticos progressistas para consolidar e expandir a democracia no Brasil.

Leia, abaixo, o texto na íntegra:

Nós, abaixo-assinados, acadêmicos, ativistas e outros, brasileiros e não-brasileiros, pessoas que vivem, trabalham e estudam nos Estados Unidos, queremos expressar nossa crescente preocupação com a ameaça iminente da eleição de Jair Bolsonaro para a presidência em 27 de outubro de 2018. Seu programa de extrema-direita radical reflete uma perigosa tendência internacional da eleição de políticos extremamente conservadores que conquistaram o poder estatal nos últimos anos.

Bolsonaro defende explicitamente a ditadura militar brasileira que governou o país de 1964-85 e elogia a tortura e os torturadores. Ele denigre os esforços pelos direitos humanos. Ele expressou hostilidade agressiva e vil em relação às mulheres, afrodescendentes, a comunidade LGBT +, os povos indígenas e os pobres. Suas propostas políticas poderiam significar o fim de todos os benefícios políticos, sociais, econômicos e culturais das últimas quatro décadas liderados por movimentos sociais e políticos progressistas para consolidar e expandir a democracia no Brasil.

Defenda a democracia no Brasil: diga não a Jair Bolsonaro!

Veja: democracybrazil.org

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Crédito: EVARISTO SA / AFP

Rosa Weber durante entrevista coletiva em Brasília

(Crédito: EVARISTO SA / AFP)

Estadão Conteúdo

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pediu à Polícia Federal (PF) que investigue uma mensagem enviada ao tribunal, direcionada à presidente da Corte, ministra Rosa Weber, em tom de ameaça. Recebida através de uma rede social do TSE, o texto fala que o presidenciável do Jair Bolsonaro, do PSL, está “matematicamente eleito”, e que “se as urnas forem fraudadas”, a população irá para as ruas até que uma nova eleição com voto impresso. “Experimente deixar que isso aconteça”, diz parte da mensagem.

A história foi revelada pelo jornal Folha de S.Paulo nesta terça-feira, 16, e confirmada pelo Broadcast Político/Estadão. A reportagem apurou que a PF foi avisada na segunda-feira, 15, sobre a mensagem, e que um ofício para o órgão já foi elaborado para que a origem e o autor da mensagem sejam identificados, e seja feita uma apuração em torno da ameaça. “Espero que a senhora fique de olho”, diz outro trecho do texto. Questionamentos sobre a lisura do processo eleitoral têm sido um tópico frequente nessas eleições, com dúvidas lançadas por um de seus próprios concorrentes. Na disputa pela Presidência da República, Bolsonaro já chegou a dizer que não aceitava resultado das eleições diferente de sua vitória. Mais recentemente, na sexta-feira, 12, o candidato voltou a falar do assunto e disse que a suspeição vale somente para a votação para presidente. Questionamentos sobre a lisura do processo eleitoral têm sido um tópico frequente nessas eleições, com dúvidas lançadas por um de seus próprios concorrentes. Na disputa pela Presidência da República, Bolsonaro já chegou a dizer que não aceitava resultado das eleições diferente de sua vitória. Mais recentemente, na sexta-feira, 12, o candidato voltou a falar do assunto e disse que a suspeição vale somente para a votação para presidente.

Bolsonaro disputa o segundo turno das eleições presidenciais com Fernando Haddad, do PT.

                                                    

                                                     Foto: Reprodução/TV Cultura

Sergio Banhos, ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou, nesta segunda-feira (15), que o Facebook retire da página pessoal de 38 usuários um vídeo que contém informações falsas sobre Manuela D’Ávila (PCdoB), candidata à vice-presidência na chapa de Fernando Haddad (PT). Com a iniciativa, de acordo com reportagem de André Richter, da Agência Brasil, a empresa terá 24 horas para cumprir a ordem judicial, depois de ser notificada.A decisão do ministro foi motivada por pedido de remoção feito pelos advogados da Coligação “O Povo Feliz de Novo” (PT/PCdoB/PROS). De acordo com a defesa, uma decisão anterior determinou a retirada dos vídeos, que foram considerados ofensivos a Manuela, mas o conteúdo continuou postado na rede social. Ao recorrer ao TSE, a coligação alegou que foram divulgadas fake news, com difamações contra a candidata. Segundo os advogados, os perfis de usuários divulgaram “imagens que hipersexualizam crianças, sugerindo que a candidata incentivaria tais situações”. Na mesma decisão, Sergio Banhos determinou que os usuários sejam identificados e incluídos no processo. “Conforme registrei na decisão liminar anteriormente deferida, as afirmações inverídicas e injuriosas trazidas nas mídias impugnadas, pelas razões já endereçadas, autorizam a limitação à livre manifestação do pensamento, com remoção de conteúdo, uma vez que configura ofensa à honra e consubstancia agressão e ataque à candidata em sítio da internet”, afirmou.

 

Apesar de ter sido salvo pelo SUS, Bolsonaro não defende mais recursos para a saúde pública em seu plano de governo. - Créditos: Agência Brasil
Apesar de ter sido salvo pelo SUS, Bolsonaro não defende mais recursos para a saúde pública em seu plano de governo. / Agência Brasil

Foi o pronto atendimento oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) que permitiu que Jair Bolsonaro, esfaqueado na região do tórax no último dia 6 de setembro durante campanha presidencial em Juiz de Fora (MG), não sofresse consequências mais graves. O candidato do Partido Social Liberal (PSL) foi levado a Santa Casa da cidade, onde passou por uma cirurgia para reparar perfurações nos intestinos grosso e delgado, e, posteriormente, foi transferido para o Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

Apesar de ter sido salvo pelo SUS, Bolsonaro não defende mais recursos para a saúde pública em seu plano de governo. De acordo com o candidato, “é possível fazer muito mais com os atuais recursos”.

As propostas dos presidenciáveis para a área foram analisadas pelos especialistas Mário Scheffer, Ligia Bahia e Ialê Falleiros Braga, organizadores do estudo “A saúde nos programas dos candidatos à Presidência da República do Brasil em 2018 – Análise sobre a relevâncias das proposições para a melhoria da rede de serviços e da saúde da população”.Em letras maiúsculas, o programa de governo do candidato do PSL enfatiza: “A saúde deveria ser muito melhor com o valor que o Brasil já gasta!”. Na avaliação de Scheffer, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), a falta de financiamento do SUS e a insuficiência de recursos é estrutural no Brasil, e a gestão das verbas, em si, não é o principal problema.

Contradição

“Essa discussão que se faz de que uma melhor gestão e economia de recursos seriam suficientes para que o SUS pudesse cumprir todas as suas obrigações, é uma visão incompleta. Comparando com outros países, o percentual de recursos públicos destinados ao SUS é infinitamente menor do que o de outros países que também possuem sistemas universais de saúde. A insuficiência de recursos é um fato”, argumenta Scheffer.

Em 2018, o orçamento destinado a toda rede pública de saúde foi de apenas R$ 131 bilhões.

“Dois candidatos, Amoêdo e Bolsonaro, consideram que os gastos com saúde são suficientes ou são excessivos. E que, supostamente, com melhor utilização desse recursos, eles seriam suficientes. Nesse caso, há uma leitura inadequada”, reforça o especialista.

Os pesquisadores ressaltam que, diferente do pleito eleitoral de 2014, o investimento na saúde é um ponto convergente entre os programas dos demais candidatos, ainda que de forma genérica.

“Informações rasteiras”

Para justificar que não é necessário o aumento de recursos para a saúde, o plano de governo do candidato do PSL apresenta um gráfico de 2014, em que o Brasil teria gastos compatíveis com a média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), com base em estatísticas de saúde da própria organização. Porém, a pesquisa invalida o argumento. “Bolsonaro fundamenta seu diagnóstico em dados mal interpretados de um gráfico comparativo de países desatualizado e sem legenda”, critica o texto.

Lígia Bahia, professora do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), também responsável pela estudo, define o dado apresentado como uma falácia.

“Isso é preocupante porque trata-se de uma pessoa que está na política há muito tempo e que, para fazer isso, se vale de informações desatualizadas. Ele omite a informação de que no Brasil mais da metade dos gastos são gastos privados e não públicos”, explica Bahia. Dessa forma, por mais que o Brasil tenha gastos na área, a maior porcentagem é destinada ao setor privado, ou seja, gastos com planos de saúde, medicamentos particulares, entre outros.

A professora lamenta que as propostas de governo do candidato seja formulado por “informações rasteiras, em que não há um debate de ideias ou concepções de saúde”.

“Isso significa uma total insensibilidade com os problemas de saúde do país. A saúde é a principal preocupação da população. Bolsonaro, um candidato que se apresenta dizendo que não precisa de mais recursos, que é desnecessário, que ele irá resolver de outra maneira. É muito ruim, muito aquém do que seria um debate sério sobre políticas de saúde”, opina a docente.

Investimentos congelados

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Fernando Haddad é professor universitário e foi ministro da educação no governo Lula - Créditos: Foto: Ricardo Stuckert
                                      Fernando Haddad é professor universitário e foi ministro da educação no governo Lula
/ Foto: Ricardo Stuckert

O candidato Fernando Haddad (PT) passou o dia dos professores, comemorado nesta segunda-feira, 15 de outubro, ao lado dos docentes da rede pública de ensino. Em debate realizado no Sindicato dos professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeosp), Haddad afirmou que um “país não tem futuro sem professores motivados e valorizados”.

Haddad é professor universitário e tem defendido uma política com “mais livros e menos armas”, em contraponto ao candidato de extrema direita Jair Bolsonaro (PSL). O petista lamentou não estar em debate e disse que a campanha de Bolsonaro está baseada em mentiras veiculadas por mensagens de WhatsApp. “Se você desligar o WhatsApp por cinco dias, o Bolsonaro desaparece”, ironizou. 

No evento, o candidato respondeu a perguntas de professores. A primeira pergunta, questionou como Haddad cumpriria seu programa de governo com a limitação de investimentos públicos estabelecida pela Emenda Constitucional 95 (EC 95). “É impossível cumprir sem a revogação da EC 95. O que o governo Temer fez, com apoio do partido de Bolsonaro, é congelar gastos públicos por 20 anos. Os gastos públicos tem que acompanhar, no mínimo, o crescimento do PIB”, afirmou.

Valorização dos docentes

Pesquisa realizada pelo Ibope em julho deste ano apontou que 49% dos professores da rede pública e privada não recomendariam a carreira de docente para ser seguida por considerar a profissão desvalorizada, com má remuneração e problemas envolvendo a rotina docente. A pesquisa também apontou que 33% dos professores afirmam estar totalmente insatisfeitos.

O candidato petista propõe a valorização dos professores por meio de formação continuada aos docentes, cumprindo as estratégias propostas no Plano Nacional de Educação. Haddad lembrou ainda que, quando foi ministro da educação no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, criou o Piso Salarial Nacional do Magistério, lei que pela primeira vez estabeleceu um salário mínimo para os professores de escolas públicas da Educação Básica.

Ensino médio

Outro professor da rede pública de ensino perguntou como o candidato pretender tratar os problemas do ensino médio, como a evasão escolar. Haddad propôs dialogar com os governadores, lembrando que a responsabilidade do ensino médio é dos governos estaduais.

“O ensino médio é muito importante. Nós espalhamos escolas de ensino médio federal em todo o país. Saímos de 140 para 600 escolas. Nossa proposta é transformar o ensino médio federal em referência para as escolas estaduais e fazer uma pactuação, com recurso, para que o padrão de qualidade da escola federal chegue também às escolas estaduais”, disse. O petista também lembrou que seu adversário Jair Bolsonaro propõe aplicar a educação à distância para o ensino fundamental. “É falta de compreensão do processo educativo”, disse Haddad. “Quem sabe ele [Bolsonaro] também não propõe resolver o problema da falta de vagas em creches criando educação à distância para a creche”, ironizou o petista.

Augusto Heleno: “Essa história de que ficam cobrando programa de governo é uma farsa" - Créditos: Marcelo Casall Jr/Agência Brasil
                    Augusto Heleno: “Essa história de que ficam cobrando programa de governo é uma farsa”
/ Marcelo Casall Jr/Agência Brasil

Oficiais do Exército brasileiro têm ganhado cada vez mais protagonismo nas discussões do programa de Jair Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PSL. Três generais comandam o debate econômico, principalmente, em relação ao setor de infraestrutura: Oswaldo Ferreira, Augusto Heleno e Aléssio Ribeiro Souto. A presença dos três militares significa um compartilhamento de concepções com o principal assessor econômico de Bolsonaro, Paulo Guedes. O guru ultra-liberal, investigado pelo Ministério Público por suposta fraude bilionária em fundos de pensão, ainda dita as principais linhas do programa, defendendo medidas polêmicas como a volta da CPMF e uma alíquota única para o Imposto de Renda.

O grupo militar trabalha em Brasília, ao passo que Guedes opera no Rio de Janeiro.  

Em comum, os três generais têm uma grande influência: Golbery de Couto e Silva. As monografias na Escola de Comando e Estado-Maior, pela qual passaram, apontam a influência na questão geopolítica da visão do criador da doutrina de segurança nacional, pautada na ideia de “inimigo interno” a ser eliminado. 

Augusto Heleno Ribeiro Pereira

Primeira opção de Bolsonaro para ser seu vice, não ocupou o cargo na chapa pois seu partido, o PRP, não fechou aliança formal com o PSL. Comandou as tropas brasileiras no Haiti e exerce grande influência também na área de segurança pública do programa, defendendo temas como a revisão da maioridade penal no país. Ele mesmo, porém, relativiza o papel do programa de governo. “Essa história de que ficam cobrando programa de governo é uma farsa. São meros protocolos de intenção. Enquanto não tiver ministro designado, não faz sentido. Os programas vão ser feitos mesmo ali, nos dois meses entre o resultado da eleição e a posse, em janeiro”, chegou a afirmar em entrevista. 

Oswaldo Ferreira

Provável ministro dos Transportes, é o principal nome militar no debate de infraestrutura. Defende a flexibilização do licenciamento ambiental, visão que se coaduna com o programa de governo já publicado, que prevê o fim do Ministério do Meio Ambiente e a transferência de suas funções para o Ministério da Agricultura, historicamente dirigido pelos ruralistas. Declarou que “no meu tempo, não tinha Ministério Público e Ibama para encher o saco”, em referência à experiência de construção de estradas durante a Ditadura Militar. 

Aléssio Ribeiro Souto

Na academia militar, estudou a questão tecnológica no Brasil. Comandou o CTEX (Centro Tecnológico do Exército) entre 2006 e 2009. Na questão educacional, afirma que a valorização salarial do magistério não é o principal elemento a ser defendido: “Há uma série de pontos que tratam da valorização dos professores. O quinto ou o sexto é a questão salarial”, já defendeu.  Afirma que a deposição de João Goulart não foi um golpe militar e que “os livros que não trazem a verdade sobre o regime de 1964 têm que ser eliminados”.

.brasildefato

Na avaliação de Carlos Marun (MDB), Bolsonaro tem mais “afinidade” com a pauta econômica governo que seu opositor, Fernando Haddad (PT)

Carlos Marun, ministro de Temer, recomenda voto em Bolsonaro por
                                                    Valter Campanato/Agência Brasil – 15.12.17

Carlos Marun, ministro de Temer, recomenda voto em Bolsonaro por “afinidade”

Carlos Marun (MDB), articulador político de Michel Temer, revelou que votará em Jair Bolsonaro para presidente da República no segundo turno. De acordo com o ministro de Temer, existem mais pontos em comum com o deputado federal do que com o Partido dos Trabalhadores. Ele frisou, no entanto, que essa é sua posição pessoal e que o governo se manterá neutro na disputa.

“Tenho divergências em relação à política externa, divergências em relação a algumas colocações que ele fez. Mas nesse momento não me cabe colocar as divergências. Se estou dizendo que estou recomendando o voto nele, deixe que os adversários colocarem o que ele pensa de errado”, disse o ministro de Temer . Carlos Marun , que é chefe da Secretaria de Governo, também falou sobre os projetos finais do governo, que se encontra em seus últimos dias. Ele apelou para o “patriotismo” dos parlamentares em prol da aprovação da Medida Provisória (MP) 840, que criou 164 cargos destinados ao Ministério da Segurança Pública. A MP perde a vigência na próxima quarta-feira (17). “Estamos otimistas em razão da certeza que temos em relação ao patriotismo das senhoras e senhores parlamentares. Sabemos que foi uma eleição difícil, atípica. Mas os mandatos para o qual nós nos elegemos vai até janeiro. Existem necessidades de votação e os parlamentares não faltarão com seu dever de votar”, disse o ministro em entrevista coletiva no Palácio do Planalto. Marun é deputado federal, licenciado para exercer o cargo de ministro. Seu mandato termina no final de janeiro.

Ele afirmou que o governo não tem trabalhado com a possibilidade de ver a MP perder a vigência sem uma aprovação nesta semana. O ministro de Temer acredita que o Congresso aprovará a matéria, baseado no apoio que o governo teve, segundo ele, para a criação da pasta. “O governo vai analisar eventuais possibilidades, mas não estamos trabalhando com isso [não aprovação da MP]. Haja vista a importância do tema, o apoio que tivemos quando da instalação do ministério estamos trabalhando com a hipótese da aprovação desta MP”.

Fonte:G 

Carlos José Marques

O que é a intolerância, o radicalismo? É antes de tudo a indisposição ao diálogo para ouvir, aceitar e saber sobre o pensamento distinto do outro. Esse clima pegou o Brasil de jeito. Colocou a Nação em módulo indolente e refém, sem direito ao contraditório, ao questionamento das opções. Tomou conta com tal virulência que difícil hoje é aplacar os ânimos. Resgatar a convergência. Pacificar o debate. Ninguém se arrisca a contrapor interlocutores, temendo ser tachado de corrompido visceral, racista incorrigível, homofóbico enrustido ou coisa pior. De onde vem tamanha resistência ao divergente? Existe forma e raiz para tal resposta. O “nós contra eles”, que soube se impregnar no preconceito rançoso do confronto – pregado às últimas consequências pelo Lulopetismo -, impôs um modelo tão falacioso como oportunista. Quem não se lembra das ruas tomadas por black blocs a depredar patrimônio e a incitar a baderna para fazer valer a tese de que o PT era injustiçado e precisava se manter no poder? Quem apagou da memória declarações insolentes, como as dos senadores Gleisi Hoffmann e Lindberg Farias, ameaçando incendiar o País se o demiurgo líder Lula fosse preso? Quem não levou a sério quando o próprio criminoso, mentor e articulador da pilhagem bilionária aos cofres públicos, arvorou-se o papel de Deus, comparável a Jesus Cristo, e se disse transmutado em “uma ideia” a ser disseminada por milhões de lulinhas País afora, estimulando a insubordinação à Lei? Há algo mais fascista e totalitário que isso? Inexistem nesse ambiente as condições mínimas para aproximar os dois polos gestados na rixa. O tribalismo político está em voga. Hoje a maioria dos brasileiros, mesmo a contragosto, virou Lula ou anti-Lula. Não tem opção. Ou se alinha com ele ou contra ele. Não interessa se do outro lado do ringue está um radical, um mero pau-mandado ou um pacífico coroinha de paróquia. A polarização pressupõe apenas o antagonismo extremo, as faces de uma mesma e venenosa moeda com o espectro inquisidor do capo petista. Seu oponente, no caso o capitão reformado de epítetos tão repulsivos quanto, terá a projeção, intenção e estatura necessárias para se contrapor à ameaça corrosiva do Lulopetismo? A dúvida é simples assim. Vista por esse prisma a eleição deu verniz institucional a uma guerra. Não ideológica apenas. De princípios, de modelos para o futuro, de ação e reação. A hostilidade é o amálgama que sedimenta as candidaturas de Bolsonaro e Haddad neste segundo turno. É inútil e improdutivo se colocar em cima do muro, pois um dos dois sairá presidente. Alguém escolherá pelos indecisos e, em boa medida, tal escolha pode e deve aborrecê-los. Os brasileiros são o esteio da democracia nativa. Enalteceram e reiteraram apoio majoritário a ela até em pesquisa recente. Muitos ainda, é verdade, incorrem no erro de se deixar levar pelo teatro dos disfarces que cada candidato costuma usar nessas horas para angariar votos desgarrados. O Partido dos Trabalhadores é mestre na arte da encenação. Recorreu à tática ainda na primeira vitória com o mantra do “Lulinha paz e Amor”. Repetiu a prática com a Dilma toda pura distribuindo promessas de luz e combustível baratos e agora dobra a aposta tirando, como que por encanto, a bandeira vermelha da campanha de Haddad, que passa a adotar o verde e amarelo e a evitar visitas ao presidiário Lula na cadeia, para descolar em parte a imagem um do outro. Até onde esse marketing do engodo é capaz de engabelar novos seguidores só as urnas dirão. Decerto, a farsa não deveria servir de instrumento na tentativa de convencimento. Em nenhuma hipótese. Mas o hábito tomou especialmente o Partido de Lula. Lá, por exemplo, o falso conflito de classes que rachou o País ganhou musculatura e fez escola. A modelagem de defesa petista das classes menos favorecidas representou na prática a submissão dos necessitados, sem resgate efetivo de sua condição, levando-os a vivenciar a seguir a falta de perspectiva, o desemprego em larga escala e, em muitos casos, a fome. O embuste acabou por gerar revolta. Enquanto a agremiação aparelhava o Estado e saqueava seus cofres resolveu colocar a culpa na oposição para evitar o rebosteio de um projeto de poder. Muitos dos lesados foram agora à forra e o conflito acabou armado. Cabe as agremiações não se comportarem mais como forças messiânicas, tal qual seitas, que saem atrás de missionários alienados para espalhar a mensagem do caos se o inimigo levar a contenda. Seria desejável que em suas cartilhas a lição da harmonia, e não a da divisão sectária, estivesse presente como princípio basilar a reger seus seguidores. Só assim haverá o retorno da paz política.

Istoé

Ibope: 47% dos eleitores não votariam em Haddad; rejeição a Bolsonaro é de 35%

Candidato do PT à presidência, Fernando Haddad, durante entrevista

com a AFP em São Paulo, em 13 de outubre de 2018 – AFP

Segundo pesquisa Ibope/Estado/TV Globo divulgada nesta segunda-feira, 15, 47% dos eleitores dizem que não votariam “de jeito nenhum” em Fernando Haddad (PT) no segundo turno da eleição presidencial. Por outro lado, 35% do eleitorado afasta a possibilidade de votar em Jair Bolsonaro (PSL). Na pesquisa, Bolsonaro tem 59% das intenções de votos válidos e Haddad aparece com 41%.

O Ibope levantou o potencial de voto de cada um dos dois candidatos que disputam o segundo turno da eleição. Somando a quantidade de pessoas que votariam “com certeza” e as que “poderiam votar” em Bolsonaro, o potencial do candidato chega a 52%. Já o do petista é de 39%.

Entre os entrevistados, 41% declaram que “com certeza” votariam em Bolsonaro para presidente, enquanto que 35% dizem que não votariam nele “de jeito nenhum”. O porcentual respondendo que poderia votar no candidato do PSL é de 11%. No levantamento, 11% dos eleitores não o conhecem o suficiente para opinar e 2% responderam não saber se votariam em Bolsonaro.

Crédito: Reprodução

Jair Bolsonaro em visita ao Bope (Crédito: Reprodução)

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, visitou hoje (15) pela manhã a sede do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Bolsonaro chegou ao quartel, em Laranjeiras, na zona sul da capital fluminense, ao lado de assessores. A visita não foi acompanhada pela imprensa.

Por volta do meio-dia, um vídeo foi divulgado pela assessoria do candidato. Nas imagens, Bolsonaro, que é capitão da reserva do Exército, aparece dentro do quartel, no centro, cercado por policiais. Os homens do Bope são chamados de “caveira”. Ele posou para fotos ao lado dos policiais e fez um breve discurso para a tropa.

Isso que estamos vendo nas ruas, as agressões brutais a pessoas identificadas com o PT não é o retrato de uma luta política para vencer as eleições na marra, no grito, na força; é um trailer do que será o Brasil se Bolsonaro for eleito. É o clima em que viveremos durante os quatro anos de seu governo se essa desgraça anunciada acontecer. Quando ele diz que não consegue controlar seus apoiadores que agem como se fossem donos do país está lhes dando uma carta branca para barbarizar.

E ele ainda nem chegou ao poder.

Na Alemanha dos anos 30, atolada na miséria, o histérico, esquisito e desconhecido Adolf Hitler venceu as eleições atribuindo a culpa pela desgraça alemã aos judeus. Seus eleitores não tiveram dúvida: passaram a agredir, atacar e matar judeus achando que assim levariam o país à prosperidade. Sem judeus a Alemanha voltaria a crescer. Ao assumir, Hitler fundou o 3º. Reich e transformou o extermínio de judeus em política de estado, exacerbando a ideia de que acabando com esses seres de raça impura os problemas da Alemanha seriam resolvidos. Agora sabemos que esse transe coletivo comandando por um maluco serial killer resultou num genocídio sem precedentes de judeus, ciganos e gays – os impuros – e levou o mundo à Segunda Guerra. Milhões de pessoas foram assassinadas – não apenas judeus, ciganos e gays – e a miséria na Alemanha só aumentou.

Quando os alemães perceberam que a culpa não era dos judeus e sim de Hitler já era tarde demais. O país estava destruído. E boa parte da Europa também. Os alemães passaram a ser confundidos com Hitler. Ser alemão era vergonhoso e vexatório.

brasil247.

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