Lojas Surya
Óticas Olhar Brasil
Farias Calçados

Lojas Surya
Supermercado
Natália Calçados

Seg Vida
 

Para visualizar este conteúdo corretamente, é necessário ter o Flash Player instalado.

REFLEXÕES DO PASSADO E PRESENTE: PERSPECTIVA DE MELHORA PARA O FUTURO


 

Política

Untitled-21.jpg

(Crédito: Alan Santos/PR)

No primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro, o Brasil caiu no ranking que avalia o desempenho democrático dos governos. A classificação de 2019 foi publicada nesta quarta-feira 22/I pela The Economist Intelligence Unit, um braço da revista The Economist, e reproduzida pela coluna de Jamil Chade no UOL. O Brasil somou apenas 6,8 pontos, numa escala de zero a dez, abaixo do que registrou em 2018. Com isso, o país despencou para a 52ª posição, praticamente ao lado da Tunísia. Na América Latina, o Brasil ocupa somente a 10ª posição. Assim, o Brasil foi foi inserido na categoria de “democracias falhas” ou “democracias imperfeitas”. Quando o ranking foi lançado, em 2006, o Brasil ocupava a 42ª posição, com 7,3 pontos. Em 2008, chegou a subir para a 41ª posição. Em 2018, era o 50º. Neste ano, o estudo aponta que três países da América Latina atingiram o status de democracias plenas: Costa Rica, Uruguai e Chile.

.conversaafiada

Resultado de imagem para Regina Duarte terá de suspender contrato com a Globo para assumir secretaria
Regina Duarte aceitou participar de uma fase de testes no cargo de secretária da Cultura do governo federal nesta segunda-feira (20). Para assumir a pasta, no entanto, a atriz terá de suspender seu contrato com a Rede Globo.
“A atriz Regina Duarte tem contrato vigente com a Globo e sabe que, se optar por assumir cargo público, deve pedir a suspensão de seu vínculo com a emissora, como impõe a nossa política interna de conhecimento de todos os colaboradores.”, informou o departamento de Comunicação da Globo.
A escolha da atriz para a Secretaria de Cultura ocorre depois de um episódio conturbado que acabou com a demissão de Roberto Alvim da pasta na última sexta-feira. Segundo apurou o jornal O Estado de S. Paulo, a ideia do governo é que a atriz ajude a “pacificar” o setor, um dos pontos fracos neste início de gestão de Bolsonaro.
Nesta segunda, após encontro com o presidente Jair Bolsonaro, a Secretaria de Comunicação da Presidência emitiu o seguinte comunicado: 
“Após conversa produtiva com o presidente Jair Bolsonaro, Regina Duarte estará em Brasília na próxima quarta-feira (22) para conhecer a Secretaria Nacional de Cultura do governo federal. ‘Estamos noivando’, disse a artista após o encontro ocorrido nesta tarde no Rio de Janeiro.”
O comunicado não deixa claro, no entanto, se ela aceitou o convite.
diariodepernambuco
Resultado de imagem para CGU: Pensionistas do governo federal receberam até R$ 573 mil em dezembro...

A Controladoria-Geral da União publicou uma lista com os rendimentos de novembro e dezembro de 2019 de pensionistas ligados ao Poder Executivo Federal. No total, são cerca de 310 mil pensionistas. Em dezembro, o maior valor foram os R$ 573,3 mil recebidos por uma viúva, em valores brutos.

No mês, o total de pagamentos chegou a aproximadamente R$ 1,66 bilhão, com média de R$ 5.328 por pessoa. Constam 23 pagamentos acima de R$ 100 mil. Em novembro, foram cerca de R$ 3,21 bilhões pagos, com média de R$ 10.358 por pessoa, sendo que 32 foram acima de R$ 100 mil. A lista foi obtida graças a um pedido via Lei de Acesso à Informação (LAI) feito pela Fiquem Sabendo, agência de dados independente especializada em LAI, formada por jornalistas.

Na lista, há pensões vitalícias e temporárias. A pensão mais antiga começou a ser paga em 1939.

Pensões antigas não mudaram com reforma

reforma da Previdência, que entrou em vigor em novembro do ano passado e alterou regras de aposentadoria e pensão para trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos, não mudou o cálculo dessas pensões. Isso porque as novas regras só valem para quem começou a receber o benefício depois da reforma. O TCU (Tribunal de Contas da União), havia firmado entendimento de que filhas solteiras maiores de 21 anos que recebem pensão de pais servidores públicos poderiam perder o benefício, se tivessem outra fonte de renda que garantisse a subsistência. Uma liminar em 2018 do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, porém, derrubou essa decisão, mantendo o direito ao pagamento.

economia.uo

Ao falar da suposta demissão do ministro da Justiça, Sérgio Moro, em agosto de 2019, o jornal O Globo afirma que ela teria sido impedida pelo general Augusto Heleno, Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Mesmo que o general já tenha desmentido todas as informações peremptoriamente. O presidente Jair Bolsonaro ironizou em suas redes sociais o que chamarei, por caridade, de deslize. Embora estou a falar de um dos maiores e mais importantes jornais do Brasil.

“Essa imprensa é uma vergonha. Lê meus pensamentos e ministros se convencem a não demitirem a si próprios. KKKKKKKKKKKKKKKKK”, farpeou Bolsonaro.

O Globo corrigiu a manchete, mas o registo ficou.

É difícil entender a estratégia da imprensa que definha dia após dia. Luta incansavelmente para morrer o mais rápido possível, enquanto todo ser vivo luta pela sobrevivência. O que diria Paulo Francis ao ver esses órgãos de imprensa atuais

tercalivre.com.br

Conforme publicou a Folha de S. Paulo, a atriz Regina Duarte foi convidada para assumir o comando da Secretaria Especial da Cultura no lugar de Roberto Alvim, que caiu após copiar discurso e estética nazista em pronunciamento. O próprio Jair Bolsonaro teria telefonado para ela, que ficou de responder até sábado, 18. Caso aceite a vaga, Regina terá uma queda enorme de seus rendimentos. Alvim recebia 15.689,26 reais de salário. Na Rede Globo, Regina tem salário fixo de 60 000 reaise passa para 120 000 reais quando está no ar. Procurada por VEJA, a emissora informa que a atriz segue com contrato vigente com a empresa. Regina ainda não comunicou o convite à Globo. A atriz disse dar uma resposta a Bolsonaro até sábado, 18.

A verdade é que Regina Duarte se sente deslocada dentro da emissora, diante da conjuntura do país e da visão dela de mundo. Apoiadora contumaz de Jair Bolsonaro, que por sua vez tem na emissora carioca uma grande inimiga, Regina não tem emplacado personagens marcantes em produções recentes. No fim do ano passado, com os cortes promovidos pela Globo, o nome dela foi falado como um dos que seriam limados – algo que não aconteceu.

André Sturm, Secretário de Audiovisual, também apareceu como cotado para assumir o posto de Alvim. Pessoas próximas a ele negam o convite.

veja

O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste sábado, 18, que sancionou o fundo eleitoral com verba de 2 bilhões de reais para o pleito de 2020 “contra a vontade”. Bolsonaro voltou a afirmar que um eventual veto aos recursos poderia implica-lo em crime de responsabilidade. O aval à proposta, anunciado na noite de sexta pelo ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Jorge Oliveira, rendeu críticas de bolsonaristas ao presidente nas redes sociais.“Temos que agir com inteligência. De vez em quando, recuar. Algumas coisas, eu sanciono contra a minha vontade. Outras, eu veto contra a minha vontade também. O Brasil não sou eu”, disse Bolsonaro a apoiadores durante evento em Brasília de seu novo partido, Aliança pelo Brasil, ainda em processo de criação.O presidente declarou ainda que, caso consiga viabilizar sua fundação a tempo de participar do pleito deste ano, a nova legenda não usará a verba do fundo eleitoral.

100 parlamentares

No evento, Bolsonaro reafirmou sua intenção de disputar a reeleição em 2022 e mostrou otimismo quanto ao potencial do Aliança pelo Brasil. Segundo ele, se o partido conseguir se mobilizar, pode formar uma bancada de 100 parlamentares no Congresso daqui a dois anos. Em 2018, o PSL, ex-partido do presidente, elegeu 56 parlamentares.

(Com Agência Brasil)

                                            Jair Bolsonaro

Da Época:

A empresa da mulher e filha de Joel Novaes da Fonseca, assessor especial de Jair Bolsonaro, faturou R$ 161 mil com verba de gabinete de deputados do PSL em 2019. A Locar1000 aluga carros. Está registrada em Brasília, no nome de Ghislaine Maria de Oliveira Barros e Leticia Barros Novaes da Fonseca, mulher e filha de Joel. Joel está lotado no gabinete pessoal de Bolsonaro e recebe salário de R$ 13,6 mil. Antes, trabalhou na Câmara para Jair Bolsonaro, em 2016 e 2018, e Eduardo Bolsonaro, em 2015 e 2017. (…)

diariodocentrodomundo

Resultado de imagem para fundo eleitoral de R$ 2 bi

O presidente Jair Bolsonaro sancionou sem vetos a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2020. O anúncio foi feito ontem (17), pouco antes das 23h, pelo ministro-chefe da Secretaria-Geral de Governo, Jorge Oliveira, num post na rede social Twitter.

A expectativa é que a publicação saia no Diário Oficial da União de segunda-feira (20). O Orçamento, o primeiro elaborado durante a gestão de Bolsonaro, foi sancionado com o fundo de R$ 2 bilhões para o financiamento de campanhas eleitorais.

Com previsão de receitas e despesas totais de R$ 3,687 trilhões para 2020, a LOA foi aprovada em 19 de dezembro pelo Congresso Nacional. O texto tinha até 30 dias para ser sancionado.

O Orçamento deste ano destina R$ 2.375,8 trilhões para o Orçamento Fiscal, R$ 1.189,7 trilhão para a Seguridade Social, e R$ 121,4 bilhões para os investimentos das estatais. Para a rolagem (renovação) da dívida pública, estão reservados R$ 917,1 bilhões.

A LOA projeta cotação média do dólar a R$ 4 e crescimento de 2,32% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país). A inflação oficial pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), está prevista em 3,53% neste ano. A meta da taxa de juros básica, a Selic, é de 4,40%. A meta fiscal para o déficit primário do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) ficou em R$ 124,1 bilhões, ante R$ 139 bilhões em 2019.

Este será o quarto exercício financeiro consecutivo de cumprimento da emenda constitucional do teto dos gastos, que limita o crescimento das despesas públicas pelos próximos 20 anos. Em 2020, as despesas primárias não poderão ultrapassar R$ 1.454.470,30.

Para este ano, o Orçamento estima déficit da Previdência em R$ 326,1 bilhões, o equivalente a 4,3% do PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas no país). Desse total, R$ 241,2 bilhões correspondem ao déficit da Previdência Social, que engloba os trabalhadores da iniciativa privada e das estatais; R$ 43 bilhões do regime dos militares e R$ 41,8 bilhões do regime próprio dos servidores públicos federais civis.

“Está chegando os momentos para o povão receberem alguns litros de gasolina para sair em carretas pelas avenidas, conta de luz, sacos de cimentos, abraços, inúmeras promessas. Vocês sabem quem serão os beneficiados com esta enxurrada de dinheiro? Depois das eleições, a conversa é que receberam a prefeitura com um rombo muito grande, na saúde, educação, agricultura, assistência social, enfim tudo sucateado, em péssimas situações, e o pior é que quando encontra os vereadores e prefeitos, vocês sabem as respostas… lembrem-se nas campanhas anteriores houve muita humilhação e sofrimento e não parar por aí, ainda tem os babões, bajuladores nas portas dos prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, algo que talvez muitos não perceberam. O eleitor sincero que não vive explorando os políticos é esquecido e ficam sem nenhum valor. Sabem que tem o valor? O adversário que trabalha o tempo todo contra os que conseguiram se eleger. E ainda mais, existem os acordos com os politiqueiros que ficam negociando com os votos dos eleitores para ter seus privilégios garantidos. Pensem bem, quem pode mudar esta situação é o povo. Uma boa parte da nação de baixa e média renda vivem em uma situação caótica, e quem pode mudar somos nós. Fiquem de olhos bem abertos.”

agenciabrasil

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP)
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP)
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Estadão

Giulia Raphaela – que é assessora parlamentar de Alcolumbre desde a época em que ele atuava na política local do Macapá – e Paulo Augusto, que é chefe de gabinete do senador, receberam diárias por 10 dias consecutivos, incluindo no dia de Natal. A dupla foi beneficiada por diárias até mesmo em dias que Alcolumbre não esteve no Amapá.

No dia 27 de dezembro, por exemplo, Alcolumbre postou em suas redes sociais que havia passado o dia em Brasília resolvendo questões de seu Estado. Apenas no dia seguinte, um domingo, dia 28, ele voltou ao Macapá. Os dois assessores receberam R$ 1.276,17 em diárias para assessorar o senador “em viagem oficial no Amapá” naquele dia 27, mesmo com o parlamentar em Brasília. Dois policiais legislativos do Senado também receberam o mesmo valor, com a mesma justificativa. Nas redes sociais, Alcolumbre afirmou: “27 de dezembro e a gente tá como?! Trabalhando muito em Brasília! Ao longo dos últimos meses temos dado muitas notícias boas para o nosso Amapá. Não poderia ser diferente nestes últimos dias do ano. E, especialmente neste 27 de dezembro, aqui em Brasília, estou muito feliz em compartilhar com vocês a liberação que conseguimos de R$ 110 milhões, para a finalização das obras estruturantes da nossa capital.”

Por meio de nota, o Senado confirmou que, no dia 27, Alcolumbre esteve em Brasília e retornou na manhã seguinte o Amapá. Mas afirmou que os servidores ganharam diárias porque “permaneceram no Estado cuidando dos preparativos para os eventos subsequentes”.

Durante a jornada de recesso em Macapá, Alcolumbre fez vários vídeos e postagens nas redes sociais das suas atividades políticas locais, onde aparecia inaugurando obras e exibindo suas benfeitorias políticas. Em um desses vídeos, gravado em 30 de dezembro, o presidente do Senado lamentou que as atividades do dia teriam de ser canceladas por causa da chuva, já que o aeroporto da capital do estado estava interditado e ele e sua comitiva estavam impedidos de partir para o interior do Estado.

“Estávamos com tudo pronto para irmos ao encontro de vocês (se referendo à população do Jari), mas infelizmente nossa viagem teve que ser adiada, por conta do mau tempo”, disse. Apesar do cancelamento da agenda, logo pela manhã, as diárias aos assessores foram devidamente pagas.

A assessoria do Senado confirmou que os quatro assessores estão lotados no gabinete de Alcolumbre, mas ressaltou que eles não cometem nenhuma irregularidade ao receber diárias em viagem oficial, já que a lotação de trabalho dos servidores é Brasília.

” O povão deve ir analisando a situação caótica que passa o nosso país”

Ana Arraes foi às turras com o neto, João Campos / Fotos: Agência Câmara e JC Imagem
Ana Arraes foi às turras com o neto, João Campos
Fotos: Agência Câmara e JC Imagem
Igor Maciel, da coluna Pinga-fogo

Igor Maciel*

Monarquias, quando bem estabelecidas na cultura popular, costumam só serem abaladas por eventos internos. São raras as que não caem somente de dentro pra fora, expostas por algum escândalo. Em tempos nos quais Pernambuco é exaltado no Twitter com a expressão #Pernambucomeupaís, a “monarquia socialista” que governa o Estado parece começar a se abalar, não pela voz da oposição que grita à porta dos palácios há anos sem muito sucesso, mas pelos verbos e, principalmente, pelos adjetivos e substantivos que saem da boca da matriarca da família, Ana Arraes.

Desde a morte do filho, o ex-governador Eduardo Campos, a filha de Miguel Arraes parecia que iria manter-se quieta em seu cargo no TCU, sendo mais técnica que política. Até que os ataques de João Campos contra o próprio tio, e filho de Ana, Antônio Campos, despertaram a mulher que, até antes de João, tinha a maior votação da história de PE para a Câmara Federal. Em 2010, Ana teve 387 mil votos. João Campos teve 460 mil votos em 2018.

Mas, apenas ter poderio histórico e político não é o mais importante nessa análise. O fato é que às vozes da oposição que gritavam para os muros dos palácios ganharam o reforço de ninguém menos que a avó do principal herdeiro, de forma ativa e disposta a não deixar passar nenhuma oportunidade para desnudá-lo perante os súditos e até mesmo dentro dos muros, entre os mais fieis companheiros. Estava faltando em Pernambuco, uma boa história de crise familiar monárquica. A família real, pelo que se sabe, já existe.

                                                                                               

Caso seja candidato, João Campos terá que ir além de provar que mesmo não tendo experiência terá capacidade de governar o Recife a partir de 2021. Seu segundo maior problema, depois desse, será explicar por qual motivo nem a própria avó, mãe de Eduardo Campos e filha de Miguel Arraes, apoia sua candidatura. No imaginário popular, avós são seres capazes de apoiar tudo que os netos façam pelo amor que sentem por eles. Isso pode pesar.

jconline.ne10

No total, a PF expediu dois pedidos de prisões temporárias, além de seis mandados de busca e apreensão, sendo dois deles no Distrito Federal e os outros divididos entre Pará e Tocantins. Os crimes investigados são de falsidade ideológica eleitoral (caixa dois), formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.De acordo com a corporação, a investigação começou a partir de delação premiada de executivos da empreiteira Odebrecht no âmbito da Lava Jato, que revelou que “um candidato ao governo do Pará recebeu três pagamentos de 500 mil reais cada, intermediados por um ex-senador ligado ao então governo paraense”.“Durante o trabalho investigativo, foram encontrados indícios de que pelo menos um dos pagamentos foi realizado em endereço ligado a parentes do ex-senador da República citado pelos executivos”, afirmou a PF, em nota, sem nomear os suspeitos, conforme os regulamentos da corporação sobre a identificação de seus alvos.

O caso investigado inicialmente tramitava no Supremo Tribunal Federal (STF), mas foi encaminhado à Justiça Eleitoral em Belém após decisão que confirmou entendimento sobre a competência da Justiça Eleitoral para processar e julgar crimes comuns em conexão com crimes eleitorais.

veja

Formatura de soldados em São Paulo - Créditos:  Eduardo Saraiva/A2IMG/Fotos Públicas
                      Formatura de soldados em São Paulo
/ Eduardo Saraiva/A2IMG/Fotos Públicas

De acordo com a pesquisa Datafolha, divulgada nesta segunda-feira (30), 57% dos brasileiros acredita que o investimento nas áreas sociais devem ser a prioridade no combate à violência. Para 41%, o foco deve ser a segurança pública. Outros 2% responderam que não sabem. Essa preferência é clara mesmo entre os apoiadores do governo de Jair Bolsonaro, eleito com o discurso de endurecimento das políticas de segurança pública. Entre os que consideram o governo ótimo ou bom, 51% optam pelo investimento social como prioridade. A pergunta feita pelo instituto compara ações como o “combate ao desemprego e melhorias na educação” com outras diretamente ligadas à segurança, como “aumentar o número de policiais treinados e equipados nas ruas”. A pesquisa também compara as respostas de acordo com sexo, escolaridade, renda e região do país. Dentre os fatores, as maiores diferenças estão entre aqueles que estudaram até o ensino fundamental, segmento em que a minoria (42%) prefere o investimento social, e os que têm ensino médio e superior, parcela em que esta opção cresce para, respectivamente, 60% e 72%. Nas faixas de renda, há também uma diferença relevante na escolha por investimento social entre os que declaram até dois salários mínimos (51%) e as demais, em que a preferência varia de 61% (2 a 5 salários mínimos) a 73% (5 a 10 salários mínimos).

A única faixa etária em que não há uma preferência por investimento social é entre os maiores de 60 anos, com empate dentro da margem de erro de 49% a 47%. Entre homens e mulheres, a diferença não ultrapassa a margem de erro, que é de 2 pontos percentuais.

 

Especialistas avaliam que reajuste do mínimo sem ganho real causa impactos negativos em toda a cadeia produtiva.

Valor anunciado pelo governo não melhora as condições de consumo das famílias - Créditos: Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Valor anunciado pelo governo não melhora as condições de consumo das famílias
/ Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Pelo terceiro ano consecutivo, o reajuste do salário mínimo no Brasil não representa ganho real para o trabalhador. O valor definido pela gestão de Jair Bolsonaro para 2020 é de R$ 1.039. A correção de 4,1% leva em consideração apenas a inflação e ficou abaixo até mesmo dos R$ 1.040 que o governo havia proposto em abril no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias.

A definição do salário mínimo influencia toda a cadeia econômica e é referência para mais de 49 milhões de pessoas, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Pelos cálculos da instituição, o mínimo em 2020 deveria ser de R$ 4.021,39 para suprir as reais necessidades do trabalhador. Essa conta leva em consideração os valores da cesta básica e de gastos com alimentação, moradia, saúde, higiene, educação, vestuário, lazer, transporte e Previdência Social.

Alexandre Ferraz, analista do Dieese, ressalta que acabar com a política de valorização do salário mínimo coloca o Brasil em uma situação preocupante e gera impactos negativos no consumo das famílias, no Produto Interno Bruto (PIB) e na distribuição de renda. Ele lembra que a reforma trabalhista não foi capaz de aumentar a geração de empregos formais e que a precarização do trabalho se consolida no país.

“A economia está andando de lado e não está gerando empregos formais. O trabalhador não está se beneficiando do andamento da economia. Se você não implementar uma política macroeconômica que crie investimentos, você não vai ter geração de empregos. Setenta por cento dos brasileiros ganham até dois salários mínimos. Nós não vemos muita perspectiva, principalmente pela falta de investimentos e, agora, sem política para o salário mínimo, de expansão dos gastos das famílias, que são as duas coisas que alavancam o crescimento”, explica.

Continue lendo

Crédito: Reprodução/ TV Cultura

O risco de sofrer um impeachment levantado pelo presidente Jair Bolsonaro, caso ele não sancione o fundo eleitoral, foi chamado de “estelionato moral” e “mentira” pela deputada Joice Hasselmann (PLS-SP). “É lamentável. É uma mentira, É usar da boa-fé das pessoas. Ele está induzindo as pessoas a achar que ele pode sofrer um impeachment”, afirmou a ex-líder do governo na Câmara dos Deputados. O Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para as eleições municipais deste ano foi aprovado pelo Congresso Nacional em 17 de dezembro no valor de R$ 2,034 bilhões. O fundão eleitoral está previsto em lei e esse é um dos argumentos do presidente para ter de sancionar o fundo, apesar de já ter mencionado que não concorda com o recurso.

O presidente lembrou nesta quinta-feira, 2, que tem o dever de “seguir a lei”. Bolsonaro citou ainda o artigo 85 da Constituição sobre crimes de responsabilidade ligados a atos do presidente da República.

“Não existe nenhuma linha da legislação sobre isso. É uma prerrogativa do presidente vetar ou não. É uma mentira (a possibilidade de impeachment) para fazer jogo político e colocar a população contra o Congresso Nacional”, opinou Joice Hasselmann.

Continue lendo

Comércio e indústria no Brasil estimam prejuízo bilionário com 11 feriados em 2020
Foto: Pixabay

Só na cidade do Rio de Janeiro, o varejo estima perdas de R$ 4,8 bilhões. Por outro lado, o turismo regional aumenta com as folgas durante o ano

Por Agência O Globo-Exame

O ano de 2020 terá mais feriados em dias de semana e também mais fins de semana prolongados do que 2019. O que é uma boa notícia para a maioria das pessoas preocupa a indústria e o comércio, de um lado, mas é comemorado pelos segmentos ligados ao turismo, de outro. O próximo ano terá 251 dias úteis, dois a menos que 2019, e o número de feriados em dias da semana será maior: serão 11 contra oito. Mais que isso, serão seis dias de folga que poderão ser emendados com sábado e domingo, contra dois em 2019. Esse efeito calendário terá influência na atividade econômica. O brasileiro vai folgar mais e trabalhar menos no próximo ano. A retomada do crescimento mais forte da economia em 2020 é esperada pelo governo, analistas e bancos. Segundo o boletim Focus, do Banco Central, a economia brasileira poderá crescer 2,25% no ano que vem. O BC revisou a própria previsão de crescimento de 2020 de 1,8% para 2,2%. Com menos folgas, a expansão poderia ser maior. Segundo o gerente de pesquisa industrial do IBGE, André Macedo, a maior ou a menor presença de dias úteis influencia a indústria. — O maior número de feriados não atinge setores de produção contínua, como o siderúrgico e o de óleo e gás, mas afeta o de automóveis e o de eletrodomésticos.Para ele, porém, o mais importante é se a economia estará ou não aquecida.

No varejo do Rio, o maior número de folgas representará prejuízo. O setor estima perdas de R$ 4,8 bilhões. Conforme o Centro de Estudos do Clube de Diretores Lojistas do município (CDL-Rio), cada dia parado representa perda média de R$ 405 milhões. A entidade diz que terá mais de 20 dias de movimento prejudicado. Abril terá mais feriados: Paixão de Cristo (sexta-feira), Tiradentes (terça-feira) e São Jorge (quinta-feira), seguido de novembro com Finados (segunda-feira) e Consciência Negra (sexta-feira). João Gomes, presidente da Fecomércio do Estado do Rio, afirma que feriados prolongados causam perda de até R$ 3 bilhões por dia no comércio de bens e serviços: —Mais de 60% das lojas do estado estão em regiões não turísticas, e 80% se encontram em lojas de rua. Não contabilizamos estabelecimentos situados em shoppings.O economista-chefe da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco, diz que há queda da produtividade: os trabalhadores folgam no feriado, mas recebem:— Você produz menos, seu custo não cai e há impacto na contabilidade das empresas. O PIB (Produto Interno Bruto) pode não refletir as horas trabalhadas, mas registra o ritmo de produção e o faturamento.

Segundo o Ministério do Turismo, no ano passado, feriados prolongados resultaram em 13,9 milhões de viagens domésticas, injeção de R$ 28,84 bilhões na economia.

Os feriados de maio movimentaram R$ 9 bilhões e 4,5 milhões de viagens. Em 12 de outubro (Dia de Nossa Senhora Aparecida) foram 3,24 milhões de viagens, com impacto de R$ 6,7 bilhões nos destinos nacionais visitados.

Continue lendo

No último encontro do ano com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada, Bolsonaro demonstrou irritação ao ser perguntado sobre a suposta demissão do ministro da Educação

Abraham Weintraub e Bolsonaro (Foto: Divulgação/MEC)
Em encontro com apoiadores no início da tarde desta sexta-feira (27) em frente ao Palácio da Alvorada, Jair Bolsonaro demonstrou irritação ao ser perguntado sobre a suposta demissão do ministro da Educação, Abraham Weintraub. Ao ser questionado por um apoiador se iria trocar o ministro da Educação, Bolsonaro indagou: “Você é repórter, cara?”. “Não”, respondeu o rapaz. “Então fica para outra área”, afirmou Bolsonaro, antes de emendar: “No meu governo não tem troca-troca”. Bolsonaro aproveitou para alfinetar os jornalistas ao responder sobre as dificuldades que vem enfrentando no seu governo.

“É o olho de algumas pessoas que estão no poder. A insensatez de umas poucas pessoas. Até vocês mesmos da imprensa têm que entender – e sei que quem decide não é vocês muitas vezes – a gente está no mesmo barco. Não é me ajudar. Falar a verdade o tempo todo, a gente ajudaria a deslanchar o Brasil”.

Férias
Em férias pela segunda vez desde que assumiu a pasta, em maio deste ano, Abraham Weintraub pode não voltar em 2020. Atacado até mesmo pelos seguidores de Olavo de Carvalho, especula-se que Weintraub não voltará para o comando do Ministério após as férias de fim de ano. Para o lugar do polêmico ministro, Bolsonaro pode recorrer ao deputado federal Mendonça Filho (DEM-PE), que ocupou a função durante o governo do ex-presidente Michel Temer. Segundo a colunista Sonia Racy, do Estadão, o nome de Mendonça está entre os nomes avaliados pelo presidente e ganha vantagem sobre os adversários por já ter comandado o MEC, ser do Nordeste e ter apoiado Bolsonaro no segundo turno das eleições de 2018. Por outro lado, setores do DEM e olavistas não veem com bons olhos essa aproximação.

revistaforum

Congresso terá um papel fundamental para reformar o País. Precisa driblar a desarticulação do governo Bolsonaro e o cansaço dos brasileiros com o radicalismo

Crédito: Waldemir Barreto

PROTAGONISMO As mudanças para destravar a economia dependem

do Congresso, que terá o controle de fato da agenda política

(Crédito: Waldemir Barreto)

Se não fosse a ação determinada dos presidentes da Câmara e do Senado, com o apoio majoritário dos parlamentares, o País iniciaria 2020 em um quadro de crise política e sem rumo na economia. Felizmente, não foi assim. A Reforma da Previdência, que permitiu o reequilíbrio das contas públicas e impediu a quebra do País, foi garantida pelo Congresso. E isso aconteceu enquanto o presidente perdia o foco das necessidades urgentes do País, estimulava sua guerrilha virtual contra inimigos reais e imaginários e voltava suas baterias contra os generais qualificados de sua própria equipe. Nesse momento, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, teve um papel moderador essencial para restabelecer a urgência das mudanças e o equilíbrio entre os Poderes.

REFORMAS Presidente terá dificuldades em aprovar mudanças

Bolsonaro prepara uma minirreforma ministerial. O objetivo é aumentar a interlocução com o Congresso

Se depender do mandatário, há mais turbulência à vista. Ao contrário do imaginado, a polarização política não diminuiu no primeiro ano do governo Bolsonaro. O radicalismo imperou no novo governo, na oposição esquerdista e também naqueles que acompanharam o ataque crescente à Lava Jato, dos dois lados do espectro. Mas um novo cenário político se desenha a partir das articulações para o pleito presidencial de 2022 e das eleições municipais de outubro próximo.

No Congresso, o Executivo tem cada vez menos força para impor sua agenda. O presidente dinamitou sua base de sustentação na Câmara. Não disporá de uma legenda própria, já que está em pé de guerra com o seu antigo partido, o PSL, a segunda maior bancada na Câmara. O novo partido bolsonarista, o Aliança pelo Brasil, não deve obter o número mínimo necessário de assinaturas a tempo de disputar o pleito de 2020. O PSL, desidratado pela saída do presidente e da ala bolsonarista, ainda terá uma bancada grande, mas perderá seu principal cabo eleitoral. Com isso, perderá sua relevância. Novas forças vão se consolidar. O governador de São Paulo, João Doria, mantém um controle cada vez maior no PSDB, o que o fortalece para 2022. E o polo de esquerda continuará gravitando em torno do PT, apesar do desgaste do ex-presidente. Lula apostou na radicalização quando saiu da prisão, mas esse discurso não tem tido aderência na população — o ex-presidente continuará contando principalmente com sua militância. O campo independente ainda depende, essencialmente, da candidatura do apresentador Luciano Huck, que evita se expor para não queimar a largada. Dessa forma, Maia permanecerá o fiel da balança entre os dois extremos. A saída para a política brasileira é pelo centro.

Como a mostrar que os extremos perdem força, Bolsonaro encerrou o primeiro ano de mandato tendo sofrido vários reveses. Depois de conseguir paralisar as investigações contra Flávio Bolsonaro, com o auxílio do presidente do STF, ministro Dias Toffoli, o presidente viu o Ministério Público do Rio de Janeiro fazer buscas em endereços do filho e do seu ex-auxiliar, Fabrício Queiroz, e de parentes de sua ex-mulher, Ana Cristina Valle. foi revelado que ex-assessores de Flávio deram R$ 2 milhões a Queiroz, em 483 depósitos ou transferências para o ex-PM. Cresce a gravidade do caso, que vai fragilizar ainda mais a posição de Bolsonaro. As pesquisas mostram que a queda de sua popularidade estancou depois que a economia deu sinais de retomada, ainda que tímida. Mas sua grande base de sustentação ainda é circunscrita aos seus eleitores originais, ou cerca de um terço da população.

FIEL DA BALANÇA O presidente da Câmara,
Rodrigo Maia (DEM-RJ), deve liderar novamente a
agenda reformista no Congresso (Crédito:Divulgação)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O destino do presidente, e a possibilidade de que o País quebre o ciclo de estagnação, está na continuidade das reformas. Mas elas não acontecerão pela ação do governo.

Continue lendo

Continue lendo

Ricardo Coutinho, ex-governador da Paraíba, teve prisão preventiva mantida em audiência de custódia — Foto: Walter Paparazzo/G1

Ricardo Coutinho, ex-governador da Paraíba, teve prisão preventiva mantida em audiência de custódia

                                                                                             — Foto: Walter Paparazzo/G1

O ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) teve sua prisão preventiva mantida em audiência de custódia realizada na manhã desta sexta-feira (20) na Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba, em João Pessoa. O juiz Adilson Fabrício decidiu que o político deve ser transferido para a Penitenciária de Segurança Média Juiz Hitler Cantalice, no bairro de Mangabeira, na capital paraibana, onde também estão os demais presos na sétima fase da Operação Calvário com prerrogativa de prisão especial. ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho (PSB) foi preso no fim da noite desta quinta-feira (19) após desembarcar no Rio Grande do Norte, ao retornar de viagem à Europa. O político é um dos alvos da sétima fase da Operação Calvário, que investiga desvios de R$ 134,2 milhões na saúde e educação da Paraíba.

Polícia Federal prende ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB)

Polícia Federal prende ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB)

A defesa do ex-governador, por meio do advogado Eduardo Cavalcanti, esperava que a prisão fosse revogada na audiência de custódia. Entre os pontos defendidos na sustentação da defesa estava a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares pelo bom comportamento e falta de antecedentes criminais. O juiz destacou que a substituição da prisão preventiva por outras medidas não seria possível, principalmente, porque na sentença do desembargador Ricardo Vital de Almeida, que deu origem à sétima fase da “Calvário”, explicou os motivos pelos quais a prisão preventiva seria a melhor decisão. “Sou um juiz de primeira entrância, não cabe a mim julgar em desacordo com uma decisão superior”, comentou.  Ainda de acordo com a decisão do relator, desembargador Ricardo Vital de Almeida, Ricardo Coutinho deve ficar separado do irmão Coriolano Coutinho e dos ex-gestores Waldson de Souza e Gilberto Carneiro para evitar que influenciem ou interfiram politicamente nas investigações.Tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ) um pedido de habeas corpus movido pela defesa de Ricardo Coutinho. Até o fim da manhã desta sexta-feira (20) não havia decisão do STJ a respeito do pedido.

                                                                    

Ricardo Coutinho foi apontado pelo Ministério Público como chefe da suposta organização criminosa suspeita de desviar dinheiro público. O ex-governador era integrante do núcleo político da organização, que ainda se dividia em núcleos econômico, administrativo, financeiro operacional. O ex-governador nega as acusações, disse, na terça-feira (17) que “jamais seria possível um Estado ser governado por uma associação criminosa e ter vivenciado os investimentos e avanços nas obras e políticas sociais nunca antes registrados”

Mandado de prisão expedido na terça

Desde a terça-feira (17), um mandado de prisão preventiva foi expedido contra Ricardo Coutinho no âmbito da sétima Operação Calvário. No entanto, ele estava em viagem de férias fora do país e só retornou na noite desta quinta-feira. Ainda na manhã quinta-feira, antes de Ricardo retornar ao Brasil, a defesa pediu um habeas corpus ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), para tentar evitar a detenção de Coutinho, mas ainda não houve decisão. O ex-governador deve passar audiência de custódia ainda nesta sexta-feira, em João Pessoa, em que será decidido se ele seguirá preso ou se responderá em liberdade. Na Operação Calvário, 13 pessoas foram presas, sendo nove na Paraíba, duas no Rio Grande do Norte, uma no Rio de Janeiro e uma no Paraná. Outras quatro pessoas alvos de mandado de prisão preventiva seguem foragidas. Todos os 54 mandados de busca e apreensão foram cumpridos. A investigação identificou fraudes em procedimentos licitatórios e em concurso público, além de corrupção e financiamento de campanhas de agentes políticos e superfaturamento em equipamentos, serviços e medicamentos.

Atual governador foi alvo de busca

O governador da Paraíba, João Azevêdo (sem partido), e o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB), se tornaram alvos, na manhã da terça-feira (17), de nova fase da Operação Calvário, da Polícia Federal.Contra Ricardo foi expedido um mandado de prisão preventiva e João Azevêdo foi alvo de mandados de busca e apreensão, determinados para o Palácio da Redenção – sede do governo estadual – e para a Granja Santana – residência oficial do governador.Segundo a “Operação Calvário – Juízo Final”, do valor total desviado da saúde e educação, mais de R$ 120 milhões foram destinados a agentes políticos e às campanhas eleitorais de 2010, 2014 e 2018. Uma conversa gravada mostra Ricardo Coutinho debatendo valores de supostas propinas com o operador da Organização Social Cruz Vermelha (CVB) e Instituto de Psicologia Clínica Educacional e Profissional (Ipcep), Daniel Gomes. No áudio, Ricardo questiona sobre o pagamento de quantias em atraso.

O Ministério Público apresentou a hierarquização e divisão da suposta organização criminosa que desviou R$ 134,2 milhões de recursos da saúde e educação. São quatro núcleos divididos em político, econômico, administrativo e financeiro operacional.

  1. Núcleo político: composto por ex-agentes políticos e agentes políticos.
  2. Núcleo econômico: formado por empresas contratadas pela administração pública com a obrigação pré-ajustada de entregarem vantagens indevidas a agentes públicos de alto escalão e aos componentes do núcleo político.
  3. Núcleo administrativo: integrado por gestores públicos do Governo do Estado da Paraíba que solicitavam e administravam o recebimento de vantagens indevidas pagas pelos empresários para compor o caixa da organização em favorecimento próprio e de seu líder.
  4. Núcleo financeiro operacional: constituído pelos responsáveis em receber e repassar as vantagens indevidas e ocultar a origem espúria
'Calvário': MP identificou núcleos e Ricardo Coutinho como chefe de suposta organização criminosa — Foto: Arte/G1
“Democracia em Vertigem” entra em lista de pré-selecionados ao Oscar
Documentário da diretora Petra Costa mostra o processo de impeachment de Dilma Rousseff e a crise política no Brasil

O documentário Democracia em vertigem da diretora Petra Costa entrou em uma pré-lista de 15 filmes que podem ser indicados ao Oscar 2020. A lista final com cinco concorrentes será divulgada no dia 13 de janeiro. A possibilidade foi anunciada na segunda-feira 16 pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood. CartaCapital precisa de você para continuar fazendo um jornalismo que vigia a fronteira entre a civilização e a barbárie. Um jornalismo que fiscaliza o poder em todas as suas dimensões. Sua luta é a nossa luta. Seja Sócio CartaCapital. A democracia agradece. “Democracia em vertigem” mostra o processo de impeachment de Dilma Rousseff e a crise política no Brasil, e foi lançado pela Netflix em junho de 2019. Petra também assina os documentários “Elena” (2012) e “Olmo e a gaivota” (2014), premiados nos festivais de Brasília e do Rio, respectivamente. Esta é sua primeira indicação ao Oscar. Outro pré-indicado na categoria de documentário, “Privacidade hackeada”, tem como um dos roteiristas o brasileiro Pedro Kos. O Brasil, no entanto, ficou de fora da pré-lista da categoria de melhor filme internacional. O longa “A vida invisível”, de Karim Aïnuz havia sido escolhido pela Academia Brasileira de Cinema (ABC) para tentar a vaga, mas ficou de fora. Os dez filmes da pré-lista da categoria internacional incluem “Parasita”, da Coreia do Sul, e “Dor e glória”, da Espanha, mas não “A vida invisível”.

Faça Sua Pesquisa no Google Aqui!
 
bove=""

 

Visitas
contador de visitas
Redes Sociais
Click e acesse
Zé Freitas no Facebook

Zé Freitas no Twitter
Portal Correio-PB

 
CLIQUE E ACESSE!
Parceiros