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REFLEXÕES DO PASSADO E PRESENTE: PERSPECTIVA DE MELHORA PARA O FUTURO


 

REFLEXÕES DO PASSADO E PRESENTE: PERSPECTIVA DE MELHORA PARA O FUTURO


 

Política

Foto: Alan Santos/PR

Circula nas redes sociais nesta quarta-feira (25) um vídeo com falas preconceituosas do presidente Jair Bolsonaro (PSL) que tem como alvo estados do Nordeste.“Porque é vantajoso comprar carro na Bahia, Carol?”, questiona Bolsonaro, para logo em seguida ele responder: “porque já vem com o freio de mão puxado”. Logo em seguida em um outro pronunciamento, Bolsonaro diz que “a única coisa boa do Maranhão é o presídio de Pedrinhas”.No início desta década as rebeliões em Pedrinhas ficaram famosas pelas decapitações de presos em rebeliões.Desde a semana passada o presidente Jair Bolsonaro enfrenta críticas após ter chamado governadores do Nordeste de “Paraíba”.Nesta terça em agenda para inauguração de um aeroporto em Vitória da Conquista (BA), a estratégia de Bolsonaro de convidar apenas apoiadores para a inauguração veio conjugada com um forte esquema de segurança para impedir qualquer participação popular no evento que foi transformado em comício.Em uma determinada parte do vídeo o cantor, compositor e poeta, Ton Oliveira, pede respeito ao povo do Nordeste: “Um Brasil sem nordestinos seria mesmo melhor? Sem ter Hebert Vianna, Raul Seixas, Belchior, tendo que quebrar o galho sem Zé, sem Elba Ramalho”, questiona.

revistaforum

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe na tarde desta quinta-feira (25) o governador do Ceará, Camilo Santana (PT),  e o senador Jaques Wagner (PT-BA). Nos últimos dois meses aumentou o movimento de políticos do Nordeste na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba onde Lula está preso.

Três dos quatro governadores eleitos pelo PT se reuniram com Lula desde junho, apenas a governadora Fátima Bezerra (RN) não foi a Curitiba nos últimos meses. No dia 27 de junho, Lula chamou para conversar os mandatários da Bahia, Rui Costa, e do Piauí, Wellington Dias.”Lula tem recebido senadores e governadores para tratar da conjuntura do PT”, disse Jaques Wagner ao Congresso em Foco. Ele declarou que Lula gosta de se informar sobre as realidades locais do PT nos Estados, mas afirmou ser difícil as eleições municipais de 2020 serem discutidas nesta tarde.Perguntada sobre a reunião, a assessoria do governador Camilo Santana disse que “eles [Lula e Camilo] são amigos e é a primeira visita do governador a ele desde que foi preso”.O líder do PT também conversou com representantes de outros partidos na Região. No dia 6 de junho, o governador do Maranhão, Flavio Dino (PC do B), e a vice-governadora de Pernambuco e presidente do PC do B, Luciano Santos, estiveram na capital paranaense.No dia 10 de abril de 2018, três dias após Lula ser preso, 9 governadores tentaram visitar o ex-presidente na prisão, mas tiveram seu acesso barrado pela juíza Carolina Lebbos, da 12ª Vara de Execuções Penais de Curitiba. Os então mandatários que não puderam visitar Lula na época eram Tião Viana (PT-AC), Paulo Câmara (PSB-PE), Flávio Dino (PC do B-MA), Camilo Santana (PT-CE), Wellington Dias (PT-PI), Ricardo Coutinho (PSB-PB), Renan Filho (MDB-AL), Rui Costa (PT-BA) e Valdez Goes (PDT-AP).

Bolsonaro e Nordeste

Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro entrou em guerra declarada com os governadores nordestinos. Na sexta-feira (19), ao receber jornalistas estrangeiros para um café da manhã no Palácio do Planalto, o político do PSL falou reservadamente com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni: “daqueles governadores de ‘paraíba’ o pior é o do Maranhão; tem que ter nada para esse cara”. As imagens e áudio já estavam sendo captados pelo sistema de transmissão da TV Brasil e assim a conversa passou a circular publicamente.

O caso teve desdobramento na terça-feira (23), quando o presidente foi a cidade baiana de Vitória da Conquista inaugurar um aeroporto. Inicialmente previsto para participar do evento, o governador da Bahia, Rui Costa, cancelou sua ida.

congressoemfoco

O celular do ministro da Economia, Paulo Guedes, foi hackeado na noite desta segunda-feira (22). De acordo com a assessoria do ministro, “todas as medidas cabíveis” contra o hacker serão tomadas nesta terça-feira (23). A assessoria pediu que sejam desconsideradas todas as mensagens vindas do número do ministro e pessoas do gabinete.  domingo (21), a líder do governo no Congresso Nacional, deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP), informou pelo Twitter que teve o telefone clonado. Segundo ela, bandidos mandaram mensagens para jornalistas em seu nome. Ela acrescentou que também recebeu ligações do próprio número, assim como ocorreu com o ministro da Justiça, Sergio Moro. “A polícia já foi acionada”, disse a deputada.

Com Agência Brasil

Durante o discurso, Bolsonaro disse lamentar que o governador Rui Costa (PT) não estivesse no evento e que não tem preconceitos em relação a partidos, mas que não aceita quem quiser “impor a nós o socialismo ou o comunismo”

Bolsonaro na inauguração do aeroporto Glauber Rocha, na Bahia (
Reprodução/TV Globo)
  Demonstrando nervosismo para uma plateia de cerca de 700 apoiadores durante ato de inauguração do aeroporto Glauber Rocha, em Vitória da Conquista, na Bahia, nesta terça-feira (23), Bolsonaro buscou minimizar as polêmicas em torno de suas declarações xenofóbicas contra o povo do Nordeste em sua primeira viagem à região após a repercussão de suas falas.

“Não estou na Bahia, nem no Nordeste. Estou no Brasil”, discursou, enfatizando que logo depois que “não há divisões entre nós”. “Somos um só povo, uma só raça, um só ideal e um só objetivo colocar esse grande país no lugar de destaque que ele merece”.Durante o discurso, Bolsonaro disse lamentar que o governador da Bahia, Rui Costa(PT), não estivesse no evento e que não tem preconceitos em relação a partidos, mas que não aceita quem quiser “impor a nós o socialismo ou o comunismo”.Em outro momento do discurso, ele disse que ama o Nordeste e ressaltou a relação que tem com a região pelo relacionamento com o sogro, cearense.“Eu amo o nordeste, afinal de contas, a minha filha, tem em suas veias, sangue de cabra da peste. Cabra da peste de Crateús, o nosso estado aqui, mais pra cima, o nosso Ceará”, disse.

revistaforum

Em entrevista exclusiva à BBC News Brasil, ex-presidente opina sobre atual gestão no Planalto, sua conversa com Joesley Batista, vazamento de diálogos atribuídos a Sergio Moro e Deltan Dallagnol e a Reforma da Previdência.

Michel Temer é um homem com tempo. Quase oito meses depois de deixar a Presidência da República, ele está em dia com os principais lançamentos da plataforma Netflix: assistiu às minisséries Olhos que Condenam (“O Trump deveria pedir desculpas aos negros”, comenta) e Guerras Brasileiras (“Faltou incluir a Revolução Constitucionalista nos episódios”, nota), além de Os Últimos Czares.

Em entrevista exclusiva à BBC News Brasil, Temer classificou seu governo como 'reformista' e elogiou seu sucessor, Jair Bolsonaro
Em entrevista exclusiva à BBC News Brasil, Temer classificou seu governo como ‘reformista’ e elogiou seu sucessor, Jair Bolsonaro
Foto: Felix Lima/BBC News Brasil / BBC News Brasil

Temer passa seus dias entre o escritório de advocacia e a casa, onde mora com a mulher Marcela e o filho Michelzinho, de 10 anos. Ocupa-se também da própria defesa – é réu em seis processos e chegou a ser preso em março e depois em maio, em um caso comandado pelo juiz Marcelo Bretas, responsável pelo braço carioca da Operação Lava Jato. E, por fim, dedica-se a seu novo projeto, um romance que qualifica como “uma ficção da minha biografia”.”Romance é uma coisa assim, é um trabalho, você escreve, de repente você volta, rasga aquilo, escreve, reescreve”, explicou Temer em entrevista à BBC News Brasil em seu escritório em São Paulo, na última quinta-feira. Na conversa, Temer repassa pontos de seu governo, que chama de “reformista”, e elogia o atual presidente Jair Bolsonaro (PSL) por dar “continuidade” a seu programa, o que inclui a aprovação da Reforma da Previdência e a proposta de uma reforma tributária. “Eu me recordo, quando presidente da República, eu dizia: ‘olha, será bem sucedido o presidente que der sequência àquilo que estou fazendo’. Do jeito que as coisas vão indo, o governo vai bem, porque está dando sequência ao nosso governo”, disse. O político do MDB comenta ainda seus dias atrás das grades, a prisão e o ostracismo dos antigos companheiros políticos, as conversas atribuídas ao ex-juiz federal Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol e a conversa que teve com o empresário Joesley Batista, cuja divulgação detonou a maior crise política de seu governo e quase o derrubou.

O ex-presidente fez questão de colocar um exemplar da Constituição sobre a mesa para a entrevista
O ex-presidente fez questão de colocar um exemplar da Constituição
sobre a mesa para a entrevista
Foto: Felix Lima/BBC News Brasil / BBC News Brasil
Com as mãos sobre uma cópia da Constituição, que fez questão de colocar em cima da mesa, ele se compara ao protagonista da série americana Designated Survivor, em que um secretário de governo é alçado à Presidência depois da morte do presidente e de todo o resto do gabinete.”É a história de um sujeito que assume em um impasse. Eu assisti naquela época (do impeachment). Eu me via muito na figura dele, sabia? Porque ele assumiu meio acidentalmente, né (risos)?”, afirmou.

A seguir, os principais trechos da entrevista.

BBC News Brasil – Como o senhor avalia o governo Bolsonaro?

Michel Temer – Você sabe que eu acabo avaliando até positivamente… Por uma razão, digamos, singela, e que vem muito ao encontro daquilo que eu penso. Eu me recordo, quando presidente da República, eu dizia: “olha, será bem sucedido o presidente que der sequência àquilo que estou fazendo”. Do jeito que as coisas vão indo, o governo vai bem, porque está dando sequência ao nosso governo.E veja, eu posso dar aqui vários exemplos. Por exemplo, a questão da Previdência Social. A Previdência Social só foi aprovada agora porque na verdade, durante dois anos, eu fiz um debate intensíssimo sobre a Previdência Social e agora acabou sendo aprovada em primeiro turno. Suponho que será aprovada em segundo turno, é importante, fundamental para o país. No passado houve muita resistência, mas esta resistência foi vencida pela campanha que nós fizemos ao longo do tempo.

BBC News Brasil – O senhor acha que essa vitória da Previdência é mais sua do que de Bolsonaro?

Temer Não… Sabe o que é, nós temos muito no Brasil essa concepção política equivocada que é tentar sempre destruir o governo anterior. Eu não faço isso em relação a nenhum governo. Agora, o meu teve esse mérito de colocar a Previdência, como de colocar outras reformas. Reformas fundamentais para o país, como a reforma trabalhista, a reforma do Ensino Médio, a recuperação das estatais…Convenhamos, a inflação tinha dois dígitos, veio para menos. Quando terminei o governo, tava em 3,75%, portanto abaixo da média. Os juros, que estavam em 14,25%, vieram para 6,5%, o meio ambiente. Eu dou o exemplo aqui da União Europeia e Mercosul… Como se chegou a isso? Praticamente não deu tempo, digamos assim, no meu governo, de fechar este acordo, mas ele concluiu-se nesse governo. Então, eu digo: o governo Bolsonaro não saiu da linha pré-traçada no meu. E por isso, digamos assim, eu posso falar positivamente em relação ao governo que ele está fazendo.

Temer cumprimenta Bolsonaro em sua posse; emedebista diz que avanço da pauta da Previdência no governo atual herda campanha de seu mandato
Temer cumprimenta Bolsonaro em sua posse; emedebista diz que
avanço da pauta da Previdência no governo atual herda campanha
de seu mandato
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil / BBC News Brasil
'No meu tempo de menino, o juiz tomava o cuidado de não falar com quase ninguém', lembra Temer ao comentar caso de falas vazadas e atribuídas ao ex-juiz Sergio Moro
Temer durante detenção em maio; ex-presidente caracteriza prisões como 'um desrespeito brutal'
Temer durante detenção em maio; ex-presidente caracteriza prisões como ‘um desrespeito brutal’

Foto: Reuters / BBC News Brasil

” Já devia continuar na cadeia e devolver o nosso dinheiro ao cofres públicos mas….”

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familiares seriam alvos de um grupo terrorista, segundo revista Foto: Cristiano Mariz
Jair Bolsonaro e seu familiares seriam alvos de um grupo terrorista, segundo revista
Foto: Cristiano Mariz

Um grupo terrorista ligado a questões ambientais estaria fazendo ameaças de morte ao presidente Jair Bolsonaro e seus familiares

A reportagem de capa da revista Veja desta semana traz uma entrevista com uma pessoa identificada como “Anhanga” que supostamente faz parte de um grupo terrorista com raízes por alguns países da América Latina e da Europa, como o Brasil, México, Espanha e Grécia, e que estaria no encalço do presidente da República, e de alguns de seus ministros, como o do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, a fim de matá-los.

Segundo Veja, há cerca de seis meses a Polícia Federal estaria investigando os integrantes desse grupo terrorista, que já praticou pelo menos três atentados a bomba em Brasília. O grupo em questão seria a Sociedade Secreta Silvestre (SSS), que se apresenta como braço brasileiro do Individualistas que Tendem ao Selvagem (ITS), uma organização internacional que se diz ecoextremista e é investigada por promover ataques a políticos e empresários em vários países. De acordo com a revista, um de seus profissionais de comunicação manteve contato com “Anhangá” via deep web, e ele teria relatado o porquê de querer matar Jair Bolsonaro e seus ministros.”A finalidade máxima seriam disparos contra Bolsonaro ou sua família, seus filhos, sua esposa”, teria dito um dos integrantes do grupo terrorista.

“Como ele (Bolsonaro) é um estúpido populista às vezes falha com sua segurança e sai aqui em Brasília aleatoriamente sem uma proteção adequada. Ou em outros lugares como no Rio de Janeiro. As motivações (para matá-lo) carecem de justificativas porque são óbvias. Bolsonaro e sua administração tem declarado guerra ao meio ambiente, a Amazônia especialmente, tem feito de órgãos que teoricamente deveriam proteger a natureza catapultas para negócios danosos, facilitadores de exploração mineira, madeireira, caças, agropecuária, etc”, disse Anhangá.

Jair Bolsonaro é crítico da grande imprensa, à exceção do SBT, Record e da Jovem Pan (Foto: Gabriel Cardoso/SBT)
Jair Bolsonaro (Foto: Gabriel Cardoso/SBT)

Sobre o ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, o líder da SSS diz que o membro do governo de Bolsonaro “é um cínico, e não descansará em paz, quando menos esperar, mesmo que saia do ministério que ocupa, a vez dele chegará. Aquele sujeito já chegou a adulterar documentos para beneficiar mineradoras. Tudo o que faz e declara é antagônico ao cargo que ocupa. É um lobo cuidando do galinheiro”, afirmou. Já em relação à ministra Damares, Anhangá diz que as ameaças devem-se ao fato de ela ser uma “cristã branca evangelizadora que prega o progresso e condena toda a ancestralidade. Outro motivo é que o eco-extremismo é extremamente incompatível com o que o seu ministério, é um choque filosófico”.

Foto: Reprodução/Instagram (Foto: Reprodução/Instagram)
O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi (RJ), anunciou, no início da tarde desta quarta-feira (17), a suspensão provisória da deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP) e outros sete parlamentares da sigla que votaram a favor da reforma da Previdência. Segundo Lupi, a punição impede que os parlamentares “falem em nome” do partido. O líder pedetista na Câmara, André Figueiredo (PDT-CE), deverá pedir a retirada dos dissidentes das comissões da Casa Legislativa.
“Os oito parlamentares estão com as suas atividades partidárias e de representação na Câmara suspensas. Nenhum desses oito pode falar em nome do partido, ter função em nome do partido ou participar da direção do partido até a decisão final do diretório nacional”, disse Carlos Lupi, ex-ministro do Trabalho. 

Lupi e os outros membros da Executiva nacional, da Comissão de Ética e de movimentos sociais ligados ao PDT se reuniram em Brasília desde a manhã desta quarta-feira (17) para começar a debater a instauração de processos disciplinares. A expectativa é que todo o processo no máximo 60 dias. De acordo com o estatuto do PDT, os envolvidos terão prazo para apresentação da defesa. Ao final desse período, a comissão decidirá se expulsa ou não os oito dissidentes. Tabata Amaral e os colegas que votaram a favor da reforma não participaram da reunião partidária. O vice-presidente nacional do PDT e candidato à Presidência nas eleições de 2018, Ciro Gomes, não pôde comparecer porque estava em evento em Salvador.  Além de Tabata, serão alvo de processos disciplinares os deputados Alex Santana (BA), Subtenente Gonzaga (MG), Silvia Cristina (RO), Marlon Santos (RS), Jesus Sérgio (AC), Gil Cutrim (MA) e Flávio Nogueira (PI). No total, a bancada do PDT na Câmara é formada por 27 parlamentares. 
Caso haja, ao fim do processo, expulsão dos oito dissidentes na votação da Previdência, a bancada pedetista sofrerá uma redução de aproximadamente um terço. Ala minoritária do PDT apresenta preocupação de forma que isso possa impactar na redução do tempo de rádio e TV em campanhas eleitorais, bem como no fundo público de campanha, ambos proporcionais ao tamanho das bancadas no Congresso Nacional.  Em entrevista à “Folha de S.Paulo”, no domingo (14), Lupi declarou que Tabata defende uma “democracia da conveniência” e “acha bom quando o partido decide como ela quer e ruim quando decide como ela não quer”. 
 Assim como os demais rebeldes, a parlamentar paulistana tem sido duramente criticada pelos correligionários e também por eleitores em redes sociais. “Se ela acha que a esmagadora decisão de uma convenção nacional de mais de 500 membros, em que ela estava presente, não é democrática, quero saber o que ela acha que é [democrático]. É ouvir o Jorge Paulo Lemann?”, disse Lupi à “Folha de S. Paulo”, em referência ao bilionário cuja fundação apoiou a trajetória da deputada.
diariodepernambuco

O novo PSDB promete não ceder mais espaço em suas fileiras para políticos corruptos e já avisou ao deputado Aécio Neves: ou desfilia-se ou será expulso do partido

Crédito: Divulgação

UM PÉ FORA O deputado Aécio Neves não tem mais clima para ficar no

renovado PSDB (Crédito: Divulgação)

No filme Tropa de Elite, o capitão Nascimento, interpretado pelo ator Wagner Moura, diz a um dos policiais que destoava da equipe, “pede pra sair”, dando a entender que ele seria afastado do grupo caso saísse da linha. Com o deputado Aécio Neves (PSDB-MG) acontece a mesma coisa. Envolvido em vários atos de corrupção e recentemente virando réu em uma ação na qual é investigado por ter recebido R$ 2 milhões em propinas do grupo JBS, Aécio recebeu um ultimato da nova direção do PSDB, agora presidido pelo ex-ministro Bruno Araújo, homem de confiança do governador de São Paulo, João Doria: ou Aécio pede licença e se afasta voluntariamente, ou será expulso. A atual cúpula tucana quer excluir do partido políticos como Aécio, Beto Richa (ex-governador do Paraná) e Marconi Perillo (ex-governador de Goiás), todos denunciados por corrupção, sob o argumento da não contaminação da agremiação, que deseja disputar a Presidência da República em 2022 livre de companhias indesejadas. Na quinta-feira 11, o diretório tucano de São Bernardo deu um passo além: pediu formalmente a expulsão de Aécio.

Propina de R$ 2 milhões

O político mineiro começou a cair em desgraça no PSDB em abril do ano passado, quando era senador por Minas Gerais. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou uma denúncia contra ele, feita pela Procuradoria-Geral da República, com base nas investigações da Polícia Federal. Durante a Operação Patmos, deflagrada em 18 de maio de 2017, na esteira das conversas pouco republicanas entre o empresário Joesley Batista e o então presidente Michel Temer, a PF prendeu o primo do senador, Frederico Pacheco de Medeiros, com uma mala contendo R$ 500 mil recebida das mãos do delator Ricardo Saud, da JBS. A dinheirama seria destinada ao tucano. Era a primeira remessa dos R$ 2 milhões em propinas que o senador receberia da JBS.

Na mesma operação, a PF gravou uma conversa de Aécio com Joesley Batista, na qual o tucano combinava o recebimento do dinheiro. Aécio indicou o primo para pegar a encomenda. “Tem que ser um que a gente mata ele (sic) antes de fazer delação. Vai ser o Fred com um cara seu”, disse o tucano. O “cara seu” era Saud. Além de Fred e Aécio, são acusados de corrupção na ação sua irmã, Andréa Neves (que também pediu dinheiro a Joesley), e Mandherson Lima, assessor do então senador Zezé Perrella.

Ou eu ou Aécio Neves” Bruno Covas, prefeito de São
Paulo ao defender expulsão de deputado mineiro do
PSDB (Crédito:RENATO S. CERQUEIRA/FUTURA PRESS)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Com a denúncia, Aécio percebeu que não se reelegeria senador e disputou as eleições de 2018 como candidato a deputado federal, amargando um grande desgaste no partido, onde foi a grande estrela até 2014, quando chegou a ser o candidato a presidente. Desmoralizado, ele queria, a todo custo, manter o foro privilegiado, já que no STF teria mais chances de ficar impune. Não adiantou: o STF considerou que o crime cometido por Aécio aconteceu quando ele estava investido no mandato de senador e que agora, na condição de deputado, teria perdido o foro especial. O caso foi enviado à Justiça paulista, onde fica a sede da JBS. No último dia 5, o juiz federal João Batista Gonçalves, da 6ª Vara Criminal Federal, aceitou a denúncia e o tornou réu por corrupção e tentativa de obstrução da Justiça.

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“Se ela acha que a esmagadora decisão de uma convenção nacional de mais de 500 membros, em que ela estava presente, não é democrática, quero saber o que ela acha que é. É ouvir o Jorge Paulo Lemann?”, criticou Carlos Lupi

O presidente do PDT, Carlos Luppi (Foto: Divulgação/PDT)

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, rebateu neste domingo (14) que a deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP) e disse que ela defende uma “democracia da conveniência”. “Acha bom quando o partido decide como ela quer e ruim quando decide como ela não quer”, destacou Lupi. O posicionamento veio depois do artigo de Tabata publicado na Folha de S.Paulo, no qual ela criticava a falta de flexibilidade da “extrema esquerda”, que estaria “enclausurada em suas amarras”. A deputada tem sido criticada por partidos de esquerda e por sua própria legenda por ter votado a favor da reforma da Previdência.“Se ela acha que a esmagadora decisão de uma convenção nacional de mais de 500 membros, em que ela estava presente, não é democrática, quero saber o que ela acha que é [democrático]. É ouvir o Jorge Paulo Lemann?”, criticou Lupi, lembrando que o bilionário é o responsável pela fundação que apoiou a jovem parlamentar.

Veja também:  Tabata Amaral comemora “vitória da bancada feminina” na reforma e recebe enxurrada de críticas.Tabata disse que estava sendo vítima de perseguição política, o que Lupi nega. “Eu quero te perguntar onde tem alguma palavra da direção do PDT ofendendo a honra dela. Você pode procurar e não vai achar. Nós restringimos e criticamos o comportamento dela, não a honra”, ressaltou o dirigente. Na avaliação dele, o artigo de Tabata “é natural em alguém que queira justificar os seus erros”. “Foi um partido que a recebeu de portas abertas. Incentivamos, apoiamos, era um nome que a gente cogitava para ser prefeita de São Paulo”, finalizou.
revistaforum

O presidente da Câmara lembrou ainda que quando vai em uma comunidade, “saímos de lá com 30 currículos, porque o desemprego só aumenta no Brasil”

Bolsonaro e Rodrigo Maia. Foto: Carolina Antunes/PR
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) afirmou em entrevista ao jornal O Globo, publicada neste domingo (14), que o governo de Jair Bolsonaro (PSL-RJ) “não tem uma preocupação, uma palavra para o pobre brasileiro”.“O que me preocupa é o governo não ter uma agenda. No final do ano o projeto do Betinho voltou a ter que dar alimentos para as pessoas e o governo depois de seis meses não tem uma preocupação, uma palavra para o pobre brasileiro. Isso que me preocupa. Se eu estiver fazendo a reforma da Previdência e o governo conseguir se organizar para reduzir a pobreza e o desemprego, este é o meu papel. Não é o quanto pior, melhor.”Maia disse ainda querer que o governo dê certo. “Demos uma demonstração disso, e esperamos que eles possam olhar para os brasileiros mais pobres. O presidente Bolsonaro sempre representou corporações, que têm estabilidade no emprego. Esse é um eleitor que não passa fome, não fica desempregado”, disse.O presidente da Câmara lembrou ainda que quando vai em uma comunidade, “saímos de lá com 30 currículos, porque o desemprego só aumenta no Brasil nos últimos cinco anos. É para essa parte da sociedade que a gente está querendo falar”, encerrou.
globo.com

Mais mulheres, mais negros e mais deficientes. Pela primeira vez na história do país, teremos um senador assumidamente gay: Fabiano Contarato (Rede-ES), delegado da Polícia Civil que estreou na política derrotando nas urnas dois veteranos políticos que as pesquisas apontavam como favoritos. Aos 27 anos, o também capixaba Felipe Rigoni (PSB) se tornou o primeiro deficiente visuala conquistar uma cadeira na Câmara.

COR E RAÇA

Senadores

  • Branca: 40
  • Parda: 11
  • Preta: 3

Deputados

  • Amarela: 2%
  • Branca: 385
  • Indígenda: 1
  • Parda: 104
  • Preta: 21

Veremos ainda a primeira mulher indígena a ostentar o broche de deputada federal. Joênia Wapichana (Rede-RR), que se formou em Direito para defender melhor a causa dos povos indígenas, estará sob o mesmo teto que o ex-ator pornô Alexandre Frota (PSL-SP), eleito deputado com o discurso da promoção dos valores da família que forma um dos pilares do movimento ultraconservador capitaneado por Jair Bolsonaro.

Complicado compreender um Congresso que será ao mesmo tempo mais plural, mais diversificado e mais retrógrado. Um Parlamento que abrirá espaço para lideranças que ganharam força a partir das manifestações de 2013 – como Kim Kataguiri (DEM-SP), à direita; e Tabata Amaral (PDT-SP) e Sâmia Bomfim (Psol-SP), à esquerda – e, simultaneamente, ampliará o espaço institucional do bolsonarismo

GÊNERO

Senadores

  • Masculino: 47
  • Feminino: 7

Deputados

  • feminino: 77
  • Masculino: 436

Rastrear os personagens, tendências e configurações deste Legislativo será a nossa obsessão nos próximos dias e anos, como tem sido desde aquele fatídico dia 12 de fevereiro de 2004 no qual este siteveio ao mundo. Mas aqui vão alguns aspectos fundamentais sobre o Congresso brasileiro nascido das urnas do último domingo.

(Grande parte do conteúdo agora publicado foi enviada na manhã de segunda-feira, horas depois de encerrada a apuração do primeiro turno, para os assinantes do produto “Análise Express”. Repetiremos a dose no segundo turno. Maiores informações pelo email comercial@congressoemfoco.com.br)  

FORTE RENOVAÇÃO –Dos 32 senadores candidatos à reeleição, apenas oito se elegeram. A taxa de derrota eleitoral, portanto, foi de 75%, índice excepcionalmente alto e muito superior ao previsto por todas as pesquisas de intenções de votos. A renovação também foi grande na Câmara, onde 157 deputados (43% dos 362 que eram candidatos à reeleição) não tiveram a aprovação dos eleitores para continuar em Brasília.

Para se manter no poder, os parlamentares, entre outras medidas, haviam reduzido o tempo de campanha de 90 para 45 dias e aumentado para R$ 2,6 bilhões os recursos públicos destinados aos partidos neste ano. Não foi o suficiente, e o desejo de renovação política da população falou mais alto.

BOMBEIROS A MENOS – O encolhimento do centro político, campo ocupado ao longo das últimas décadas sobretudo pelos políticos do MDB e do PSDB, demonstra que haverá menos bombeiros no Congresso a partir de 2019. Essa tendência é mais forte na Câmara, onde os partidos de direita – hoje com 247 assentos – terão 264, enquanto as forças de esquerda (incluindo PT, PCdoB, Psol, Rede, PSB, PPS, PPL, PMN e PDT) passarão de 136 para 153 cadeiras.

ESTADO CIVIL

Senadores

  • Casado(a): 43
  • Divorciado(a): 9
  • Separado judicialmente: 1
  • Solteiro: 1

Deputados

  • Casado(a): 355
  • Divorciado(a): 42
  • Separado(a) judicialmente: 2
  • Solteiro(a): 111
  • Viúvo(a): 3

Num cenário de radicalização política e no qual a extrema-direita representada pelo PSL sai das oito cadeiras atuais na Câmara para mais de 50 e ainda elegeu quatro senadores, é certo que não faltará gente para jogar gasolina em incêndio se houver oportunidade para tanto. Como a extrema-esquerda (no Brasil restrita ao PSTU, PCO e PCB) permanecerá fora do Congresso, será fundamental verificar também os rumos que tomará o petismo, que conserva absoluta hegemonia na esquerda brasileira. Em geral moderado e conciliador quando exerceu o poder, o PT radicalizou o discurso desde o impeachment de Dilma Rousseff e elevou o tom ainda mais após a prisão do ex-presidente Lula. Resta saber se, como tratamos no item a seguir, o partido ouviu o recado das urnas e retomará a trilha da ponderação, como parece inclinado a fazer o candidato a presidente Fernando Haddad.

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Em conversa exclusiva com o Congresso em Foco, a embaixadora contou que ela mesma levou 30 anos para assumir a chefia de uma missão diplomática, pois antes disso fez cursos, teses e diversas viagens internacionais para assistir as equipes diplomáticas e, assim, aprender in loco como funciona o trabalho de um embaixador. “Ninguém assume a chefia de uma grande embaixada aos 35 anos. Você leva muito tempo, no mínimo 20 anos de carreira”, revelou Marina Celina, contando que decidiu se manifestar sobre o assunto, mesmo sem citar nomes, porque precisava defender a carreira.  “A ideia não é atacar ninguém, mas lembrar que há pessoas qualificadas para isso. Esta é uma carreira séria, com pessoas sérias. Então, por que não encontraram gente nos quadros?”, questionou Maria Celina.

Junto com a diretoria da ABD, a embaixadora ainda assinou uma nota pública sobre o assunto, lembrando que há pelo menos 1,5 mil diplomatas brasileiros representando o País mundo a fora. “Embora ciente das prerrogativas presidenciais na nomeação de seus representantes diplomáticos, a ADB recorda que os quadros do Itamaraty contam com profissionais de excelência, altamente qualificados para assumir quaisquer embaixadas no exterior”, destaca o documento.

Mesmo assim, Eduardo Bolsonaro foi indicado pelo pai, o presidente Jair Bolsonaro, para assumir a embaixada do Brasil nos Estados Unidos apenas um dia depois de completar 35 anos – idade mínima exigida de um embaixador. Depois disso, ele afirmou que tinha credenciais para assumir o posto porque sabia falar inglês e espanhol e tinha habilidades apreciadas pelos americanos, como fritar hambúrguer. A declaração, por sinal, gerou diversos memes na internet – memes que, segundo Maria Celina, têm atacado ainda mais o prestígio dos diplomatas.

“Surgiram memes dizendo que, para ser embaixador da China, você precisa fritar pastel. Esses memes deixaram de ser engraçados para nós porque, nesse pacote, vai junto a diminuição da nossa carreira, de tudo que nos esforçamos, trabalhamos e lutamos. Eu não estudei para fazer concurso e fazer uma tese para depois virar chacota como fritadora de pastel”, lamentou a presidente da Associação Brasileira dos Diplomatas.

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São Paulo – O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira (11) que pode indicar o seu filho e deputado federal Eduardo Bolsonaro como embaixador do Brasil nos Estados Unidos. Em entrevista coletiva relatada pela Folha de São Paulo e pelo G1, o presidente justificou afirmando que Eduardo fala inglês com fluência e tem uma relação boa com a família do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“Já foi cogitado no passado. Levamos em conta o custo-benefício”, disse o presidente.

“Imagina o filho do Macri [Maurício Macri, presidente da Argentina] aqui como embaixador da Argentina. Teria tratamento diferenciado. Está no meu radar, sim, e, no meu entender, poderia ser uma pessoa adequada e daria conta em Washington”, completou. O site Brazil Journal havia reportado mais cedo que a nomeação aconteceria nas próximas horas, de acordo com uma fonte com acesso direto ao Planalto. O timing teria a ver com o fato de que Eduardo completou ontem 35 anos, a idade mínima para ocupar o cargo de embaixador. O deputado, que está em seu segundo mandato, é presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados.

Uma eventual nomeação precisaria ser aprovada pelo Senado Federal após sabatina.

exame

Presidente deposta Dilma Rousseff destacou como a Vaza Jato deixa clara a perseguição ao ex-presidente Lula, a quem visitou nesta quinta-feira 11, e coloca um problema sério para a Justiça, retratada como parcial; “Não somente aos olhos da sociedade brasileira, mas do mundo”, diz; “Uma Justiça só merece o nome de Justiça se ela for imparcial. No momento que ela passa a ser parcial, ela passa a ser injusta”

247 – A presidente deposta pelo golpe, Dilma Rousseff, visitou Lula na tarde desta quinta-feira 11 na sede da Polícia Federal em Curitiba e destacou como os vazamentos da Lava Jato, que vêm sendo publicados pelo site The Intercept, em parceria com outros veículos de comunicação, deixa clara a perseguição ao ex-presidente. Dilma fez a visita acompanhada da escritora espanhola Pilar Del Río, viúva do escritor José Saramago. Os vazamentos, afirmou Dilma, “colocam um problema seríssimo para a Justiça brasileira, não somente aos olhos da sociedade brasileira, mas do mundo. Porque isso é inadmissível num Estado que se diz democrático. Imagino que ao longo desse processo será avaliado o impacto disso em torno do inquérito”. “Uma Justiça só merece o nome de Justiça se ela for imparcial. No momento que ela passa a ser parcial, ela passa a ser injusta”, completou Dilma Rousseff. Em sua avaliação, “todo o processo em relação ao ex-presidente Lula está viciado”.

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O prefeito de Ingazeira, Lino Morais (PSB), tomou um grande
susto na noite desta quarta-feira (10).
O carro em que seguia se chocou com dois animais na PE 275. O mesmo tinha participado na capital pernambucana do Seminário promovido pela AMUPE. Próximo do Distrito de Albuquerque Né o carro foi atingido por um boi que surgiu na pista com um segundo animal. O prefeito e seu motorista Juninho não tiveram ferimentos, o carro ficou parcialmente destruído.
maispajeu
Paralmentares vão receber R$ 3 bilhões até o final do ano - Créditos: Câmara dos Deputados
Paralmentares vão receber R$ 3 bilhões até o final do ano
/ Câmara dos Deputados

O governo federal liberou R$ 1 bilhão para atender pedidos de deputados. O agrado é mais uma tentativa de conseguir apoio dos parlamentares para aprovar, o mais rápido possível, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da reforma da Previdência, que altera o modelo previdenciário brasileiro com a criação da capitalização individual, redução do valor inicial das aposentadorias, corte de pensões, idade mínima e maior tempo de contribuição.O ex-ministro da Previdência e Trabalho Ricardo Berzoini disse que essa manobra do governo para conseguir o voto dos deputados e aprovar a reforma da Previdência é o “velho balcão de negócios”.“Trata-se de um vergonhoso toma-lá-dá-cá, para aprovar uma reforma que visa retirar os direitos previdenciários e assistenciais do povo e abrir o bilionário negócio da capitalização, que aumentará o lucro dos bancos e a pobreza da maior parte do povo brasileiro. Um crime”, disse o ex-ministro. De acordo com a reportagem publicada nesta terça-feira, 12 de março, pela Folha de S.Paulo, cerca de R$ 700 mil são para emendas diretamente propostas pelos parlamentares e os outros R$ 300 mil são de emendas de bancadas. O deputado da base aliada do governo de extrema-direita, Major Vitor Hugo (PSL-GO), disse à Folha que o dinheiro foi liberado e deve chegar para os beneficiários na semana que vem. A intenção do governo federal é liberar, até o final do ano, um total de R$ 3 bilhões para as emendas de deputados. As emendas são pedidos de verbas que os deputados fazem, muitas vezes para conseguir apoio político com melhorias em locais de influência, mas que não estão no Orçamento.

” Quase todos alegres a custa da miserabilidade da pobreza.”

Plenário da Câmara dos Deputados votou texto da reforma da Previdência em clima eletrizante e sob protestos de opositores - Créditos: Michel Jesus/Câmara dos Deputados
Plenário da Câmara dos Deputados votou texto da reforma da Previdência em
clima eletrizante e sob protestos de opositores / Michel Jesus/Câmara dos Deputados

A reforma da Previdência foi aprovada em primeiro turno na noite desta quarta-feira (10), na Câmara dos Deputados, sob protestos das siglasPT, PSOL, PCdoB, PSB, PDT e Rede, que orientaram seus membros a votarem contra a proposta.

Do outro lado da disputa, estiveram PP, MDB, PTB, PL, PSD, PSDB, DEM, Solidariedade, Podemos, Pros, PSC, Cidadania, Novo, Avante, Patriota, PHS e PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, que pediram aos correligionários um voto favorável à medida. O PV, que tem quatro membros, liberou a bancada para votar livremente, tendo registrado dois votos de cada lado.

O placar terminou em 379 votos contrários e 131 favoráveis, com a participação de 510 dos 513 parlamentares da Casa.    

“É uma decisão lamentável de uma maioria que votou olhando apenas os números, sem ver as pessoas. É preciso achar o equilíbrio ideal entre estes dois lados, para que a dose do remédio não vire veneno, tanto para o povo como para a nossa economia. Infelizmente, não foi isso que vimos aqui hoje”, disse o líder da oposição na Câmara dos Deputados, Alessandro Molon (PSB-RJ), ao ressaltar que os parlamentares do campo defendem mudanças no sistema previdenciário, mas rejeitam as regras propostas pelo governo. “Essa fatura será cobrada da Câmara quando o povo brasileiro sentir na pele os efeitos das crueldades aprovadas esta noite. Tenho certeza de que a Casa será obrigada a rever essa decisão mais à frente”, acredita Molon.A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 6/2019, nome técnico da reforma, entra agora na fase de votação dos destaques (sugestões de alteração) e, depois, precisa de um segundo turno de votação, que pode ocorrer ainda esta semana.Em linhas gerais, o texto aprovado exige idade mínima para requerer aposentadoria, fixando a norma em 65 anos para homens e 62 para mulheres, impõe alterações no cálculo dos benefícios e regras de transição para quem está na ativa atualmente. Também determina, por exemplo, que o piso do benefício será de 60% da média das contribuições feitas pelo trabalhador, enquanto exige 40 anos de contribuição para ter direito a 100% dessa marca. “É a reforma mais perversa e mais cruel que um presidente encaminhou a esta Casa. Nem nos tempos do FHC e do Temer [foi assim]. Todos queriam reforma. O Lula fez, a Dilma fez, mas ninguém teve a ousadia que o Bolsonaro está tendo de quebrar a ordem constitucional e fazer a mais drástica e ampla restrição de direitos”, criticou o deputado José Guimarães (PT-CE), um dos articuladores políticos da bancada petista.

“Eu duvido que cada um desses deputados que votam na reforma tenha coragem de voltar às suas cidades para apertar a mão do motorista, do operário da construção civil, do cobrador de ônibus, daqueles que fazem a vida das cidades e do Brasil crescer e dizer ‘olha, eu pedi o seu voto ano passado para ser deputado em Brasília e agora estou voltando para dizer que aprovei uma reforma da Previdência que ferra com sua aposentadoria’”, provocou Lídice da Mata (PSB-BA) durante os debates desta quarta, que se deram em clima eletrizante.

Obstrução

A oposição tentou insistentemente obstruir o processo de votação e utilizou, para tanto, recursos previstos no regimento para desacelerar as sessões da PEC. Na sessão desta quarta-feira, um requerimento de retirada de pauta, por exemplo, terminou com o placar de 334 votos contrários e 29 favoráveis, com três abstenções. Na terça (9), quando começou oficialmente o debate no plenário, um requerimento do campo pediu a retirada da proposta de pauta. O resultado, no entanto, foi favorável aos aliados do governo, que exerceram pressão do outro lado para atropelar as discussões.

Um requerimento apresentado pelo PSL, partido de Bolsonaro, para encerrar o debate e agilizar o processo de votação, por exemplo, terminou em 353 votos favoráveis e 118 contrários. O placar serviu de termômetro para indicar a configuração de forças que se revelaria adiante na votação da PEC.

Instabilidade

A tramitação da reforma até a fase atual de análise teve como traço fundamental a instabilidade política. Apesar das fortes investidas de Rodrigo Maia, considerado o embaixador da proposta no Poder Legislativo, nos últimos meses, o andamento da PEC cambaleou diante de uma soma de intempéries que cercam a gestão Bolsonaro. Os problemas de articulação política do governo, que ainda não formou uma base oficial de partidos apoiadores na Câmara, e a impopularidade da reforma tiveram destaque entre os elementos da disputa, que se manteve em nível de insegurança até esta quarta-feira.

Na terça (9), enquanto o Palácio do Planalto e aliados afirmavam ter uma média de 320 a 340 votos, cálculos feitos pela oposição após consulta aos parlamentares da Casa apontavam que o governo não teria mais de 260, segundo anunciado pela líder da minoria, Jandira Feghali (PCdoB-RJ). Como os nomes dos apoiadores de cada lado não foram publicamente divulgados, o placar da corrida esteve imerso em dúvidas até o momento da votação. Por consequência desse cenário, os últimos dias foram marcados por intensas articulações de ambos os lados, com diversas reuniões paralelas nos bastidores de Brasília para tentar alinhavar apoios. A instabilidade fez com que o governo investisse, mais uma vez, num troca-troca de parlamentares. Os ministros Onyz Lorezoni (Casa Civil), Marcelo Álvaro Antônio (Turismo) e Tereza Cristina (Agricultura), que têm mandatos de deputado federal e estavam licenciados para atuar no Poder Executivo, foram exonerados temporariamente por Bolsonaro para retornar à Câmara e garantir mais três votos em favor da PEC no plenário.O ministro da Cidadania, Osmar Terra, que também tem mandato na Casa, não passou pelo mesmo procedimento porque tem como suplente o deputado Darcísio Perondi (MDB-RS), vice-líder do governo e um dos principais interlocutores da reforma. A dança das cadeiras também foi adotada pelos governistas nas vésperas da votação da PEC na comissão especial que avaliou a proposta.  

Dissidências

O apoio à reforma foi marcado por dissidências dentro de diferentes siglas, com destaque especial para o chamado “centrão”, grupo situado no espectro da direita liberal, em que houve divergências em partidos como PL e PSD, que registraram, respectivamente, 95% e 94% de adesão à PEC, segundo levantamento da consultoria XP Política.No campo progressista também houve fissuras. PDT e PSB chegaram a ter, respectivamente, 30% e 34% de apoios à reforma, apesar de o diretório nacional dos dois partidos ter fechado questão contra a pauta. Com isso, os deputados que se posicionaram a favor podem sofrer processos no âmbito institucional e exclusão do quadro partidário. Somente PT, PSOL, PCdoB, Rede e PMN, este último com apenas um membro, tiveram 100% de votos contrários.

“Velha política”

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Foto: Arquivo/Agência Brasil (Foto: Arquivo/Agência Brasil)
O PSB Nacional anunciou nesta segunda-feira (8) o fechamento de questão contra a proposta de reforma da Previdência (PEC 6/19) que será votada no plenário da Câmara dos Deputados, a partir desta terça-feira (9). A decisão vincula a votação dos 32 deputados que compõem a bancada na Câmara e também se estenderá aos três senadores da sigla. Dessa forma, o parlamentar que descumprir a decisão pode sofrer sanções que vão desde a censura até a expulsão do partido.Pela resolução, aprovada por ampla maioria, o partido considera que a proposta “imporá medidas cruéis aos trabalhadores mais sofridos e às classes médias de nosso país”, “diminuirá o poder de compra desta parcela da população” e “agravará o principal problema brasileiro, que é a acintosa desigualdade que se verifica entre os brasileiros”.
Votação em Plenário
A proposta da Reforma foi aprovada em comissão especial, após 16 horas de debate e precisa agora de pelo menos 308 votos favoráveis no plenário – em dois turnos de votação – para que seja enviada ao Senado.Na avaliação da líder da Minoria, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), ainda não há o número necessário de votos para aprovação em plenário. “Na nossa avaliação, eles não têm mais de 260 votos. Nós estamos mapeando todas as bancadas e todos os partidos e nós temos hoje no nosso mapeamento uma posição muito favorável a não aprovação da reforma. Nós estamos trabalhando para garantir a não aprovação e o alargamento desse cronograma”, afirmou Jandira.
O governo, no entanto, demonstra otimismo e confia na aprovação do texto. Ontem (7), depois de se reunir com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, estimou em 330 o número de votos favoráveis à proposta: “Temos um cálculo realista ao redor de 330, com pé bem no chão, e caminhamos para ter algo em torno de 330 e pode ser até mais do que isso. É uma margem que a gente acredita ser possível”.Maia, que passou o final de semana em reuniões com parlamentares, também disse confiar na aprovação do texto em plenário “com boa margem de votos”.
Oposição
Parlamentares dos partidos da oposição já adiantaram que usarão o “kit obstrução” para tentar adiar a votação da proposta. O objetivo é inviabilizar a análise do texto antes do recesso legislativo, que começa no dia 18 de julho.Segundo o deputado Professor Israel (PV-DF), a comissão de Educação fez uma requerimento pedindo a retirada dos professores da reforma. Pelo texto aprovado na comissão especial, as professoras poderão se aposentar com 57 anos de idade e 25 de contribuição; e os professores, com 60 de idade e 30 de contribuição. Os profissionais do magistério terão de comprovar efetivo exercício na educação infantil ou nos ensinos médio e fundamental.”Nós estamos reunindo os deputados da bancada da educação ainda hoje para tentar articular com outros deputados e a gente atender ao que a comissão entendeu como justo. É muito raro conseguir uma moção unânime, que reúna partidos tão distantes como PSL e PT, mas conseguimos isso na comissão de educação”, assegurou.
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