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REFLEXÕES DO PASSADO E PRESENTE: PERSPECTIVA DE MELHORA PARA O FUTURO


 

Política

Carlos Bolsonaro é suspeito do assassinato de Marielle, não é culpado. Vejo uma chuva de comentários, artigos, postagens, afirmações, todas elas inquisitoriais. Isto é, as pessoas “já sabem que Carlos Bolsonaro é culpado”. Quem pensa assim traz dentro de si a lógica de julgamento da Santa Inquisição. Passados mais de 500 anos, esta mentalidade está presente. Imagine-se não encontrando seu celular dentro de casa. Aí você pergunta para alguém que mora contigo: “onde está meu celular?” Trata-se de uma pergunta inquisitorial. Totalmente diferente seria se você perguntasse: “por acaso você viu meu celular?”

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O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, durante reunião no Plenário da Câmara, que analisa a Medida Provisória 886/19.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), marcou para o próximo dia 20 o lançamento da Agenda Social, um pacote de propostas legislativas com foco no combate à pobreza e que inclui um reforço de R$ 9,8 bilhões no programa Bolsa Família. Na ocasião, também será instalada a primeira das cinco comissões especiais que estarão encarregadas de analisar os projetos. A ideia de Maia, com a iniciativa, é que o Congresso assuma um protagonismo no combate às desigualdades sociais, ocupando o vácuo deixado, nessa área, pelas políticas públicas do governo do presidente Jair Bolsonaro. A definição das prioridades da Agenda Social está a cargo de um grupo coordenado pela deputada Tabata Amaral (PDT-SP) e que é formado por parlamentares e consultores da Presidência da Câmara. A escolha de Tabata para a missão foi do próprio presidente da Câmara. As discussões finais para o lançamento do pacote social reuniram, na noite desta terça-feira (12), na residência oficial da Presidência da Câmara, em Brasília, cerca de 30 deputados, governistas e de oposição. Além de Rodrigo Maia e de Tabata, a lista de participantes incluiu Eduardo Barbosa (PSDB-MG), Carmen Zanotto (Cidadania-SC), Professor Israel Batista (PV-DF) e Rodrigo Agostinho (PSB-SP). Em entrevista ao Correio,Tabata Amaral disse que, além da ausência do governo no esforço pela redução das desigualdades sociais, os recentes protestos em países como Chile, Equador e Bolívia também tornaram urgente a atuação do Congresso brasileiro no combate à pobreza. Segundo ela, essa preocupação foi externada por vários deputados durante a reunião de terça-feira.
Com esse conjunto de medidas, disse a parlamentar, o presidente da Câmara pretende também demonstrar que o Legislativo não está empenhado apenas em aprovar as reformas econômicas de interesse do governo federal.

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Em Recife, o festival ocorre a partir das 12h e contará com mais de 40 atrações culturais - Créditos: Ricardo Stuckert
Em Recife, o festival ocorre a partir das 12h e contará com mais de 40 atrações culturais / Ricardo Stuckert

Pernambuco receberá o Festival Lula Livre neste domingo (17), em Recife, na Praça Nossa Senhora do Carmo, a partir das 12h. O ato político e cultural estava agendado como parte da programação do Comitê Nacional Lula Livre antes de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ser libertado, em caráter de luta e resistência contra sua prisão política. Com a conquista de sua liberdade, após 580 dias preso, Lula poderá fazer parte do Festival.

                                                       

A visita a Recife dá início ao projeto de Lula de rodar todo o país. Antes mesmo de deixar a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR), em entrevistas, Lula já havia sinalizado a vontade de percorrer o Brasil. Ao realizar seu primeiro discurso em liberdade, o ex-presidente voltou a destacar o interesse: “A partir de agora eu estou indo para São Paulo, amanhã tenho um encontro no Sindicato dos Metalúrgicos e depois as portas do Brasil estarão abertas para que eu possa percorrer este país e discutir com nosso povo uma saída”. Em São Bernardo do Campo (SP), no último sábado (9), um dia depois de ser solto, Lula ressaltou a importância da existência de outros representantes políticos que compartilhem de seus sonhos e ideias de um projeto para o Brasil. “Eu tenho dito em todo discurso: não adianta tentar me impedir de andar por este país, porque têm milhões e milhões de Boulos, de Manuelas, de Dilmas Rousseffs neste país para andar por mim”, afirmou.

Festival Lula Livre

Há cerca de um mês, o festival em Recife estava programado para ser realizado no Cais da Alfândega. Com a presença de Lula confirmada na segunda-feira (11), o Comitê Nacional Lula Livre optou pela transferência do evento para o pátio da Igreja Nossa Sra. do Carmo, que acomoda uma quantidade maior de pessoas. Esse modelo de ato cultural e político já havia sido realizado em outras cidades do país, entre elas São Paulo e Rio de Janeiro, como forma de pressionar a justiça a reavaliar o processo repleto de irregularidades que culminou na prisão do ex-presidente. Em Pernambuco, o ato assume a posição de reivindicar a inocência de Lula, perante as revelações realizadas pela série Vaza Jato, do portal The Intercept Brasil.

O evento contará com a participação de artistas como Marcelo Jeneci, Mundo Livre S/A, Odair José, Otto, RAPadura, Siba, Mãe Beth de Oxum, Bongar e Dona Del, Fábio Trummer (Banda Eddie), Flaira Ferro, Francisco El Hombre, Isaar, Johnny Hooker e Lia de Itamaracá, além da festa Odara, Som na Rural e cortejos de Afoxé, Maracatu e “Amor em Bloco & Blocão da Democracia”. Confira a programação completa. Como forma de cobrir os custos do evento, o Comitê está com campanha de financiamento coletivo aberta. Toda a programação será transmitida ao vivo pelo Brasil de Fato em nossa página oficial do Facebook. 

Repercussão

Em apoio à campanha Lula Livre, diversos políticos e artistas repercutiram o evento e realizaram chamamento público em suas redes pessoais. O músico Chico César publicou em seu twitter “Amanhã tem Festival #LulaLivre em #Recife! Bora?”. Ivan Moraes, vereador pelo PSOL, destacou a diversidade das atrações. “Me mostraram um esboço da programação do Festival #LulaLivre no Recife. Atração que só a gota, três palcos pelo centro da cidade. Bem dizer um domingo de Carnaval”, tuitou.

No seu primeiro discurso depois de sair da cadeia, Lula demonstra vontade de inflamar as massas, enquanto o governo tenta mandá-lo de volta para a prisão por ameaça à ordem pública. A tensão política que acomete o País vai se intensificar e coloca em risco a democracia

Crédito: Carlos Vera/Colectivo2+

arregado na frente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo: ex-presidente quer o povo nas ruas para combater o governo (Crédito: Carlos Vera/Colectivo2+)

Uma coisa é certa: a saída do ex-presidente Lula da prisão transforma completamente o jogo político e a polarização tende a avançar para o radicalismo. A disputa entre extremos que se retroalimentam e colocam o Brasil atualmente em um estado de beligerância permanente vai se intensificar e pode ameaçar a própria democracia. Haverá agora um embate direto entre duas lideranças raivosas que não poupam esforços para convencer a população de seus projetos de poder. De um lado, Jair Bolsonaro e sua política conservadora e truculenta, que aumenta a desigualdade e ameaça direitos sociais, e de outro, Lula, ressentido e se julgando injustiçado pelos 580 dias na prisão, voltando à cena com um discurso de enfrentamento ao governo e cheio de vontade de atacar a política neoliberal do ministro Paulo Guedes. Há uma escalada radical e é difícil vislumbrar o que se encontrará no fim do túnel. O certo é que esse cenário de crispação não levará à solução de nenhum problema brasileiro. Lula quer detonar as iniciativas de Bolsonaro, pensando nas eleições municipais do ano que vem e na presidencial de 2022. Bolsonaro avisa que pode usar a Lei de Segurança Nacional (LSN), que ele quer ativar ao seu bel prazer, para inibir os movimentos populares e estabelecer, inclusive, um regime de exceção.

Tensão social

Em liberdade, Lula tem um plano de ação e de renascimento concentrado em sua própria figura demiúrgica. Ainda na cadeia, em Curitiba, ele anunciou que pretende fazer uma longa caravana pelo Brasil e envolver a população com seu projeto de oposição. Com bom preparo físico – ele diz que corre 10 quilômetros por dia – vai percorrer o País para propagar seu papel de “fio condutor da pacificação nacional”. Seu projeto é circular por vários estados e se vender como um líder salvacionista, capaz de conter a fúria destruidora de políticas sociais de Bolsonaro. Seu primeiro discurso em liberdade, na frente da sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, sábado 9, mostrou, porém, a intenção evidente de Lula de aumentar a tensão social em suas andanças pelo País ao invés de trabalhar pela pacificação. A tendência é que seu discurso acirre a insatisfação popular e deflagre uma série de movimentos organizados contra o governo. O plano de Lula só será bem delineado no próximo dia 22, quando ele fará um “discurso para o Brasil” no Congresso Nacional do PT, em São Paulo. Ali ficará claro qual será sua verdadeira atuação oposicionista, se incendiária ou conciliadora. O tom de sua oratória estará mais ajustado. Outra ideia que circula é a montagem de um governo paralelo, como o PT fez em 1990, depois da eleição de Fernando Collor, formado por militantes notáveis de partidos de esquerda para questionar cada uma das decisões tomadas pelo governo Bolsonaro. A marcação será cerrada.

Ressentido pelos 580 dias na prisão, Lula volta à cena com um discurso de enfrentamento e ataca a política de Paulo Guedes

Alta rejeição

Nos dois extremos do campo político, o que se prevê é uma aglutinação, em torno de seus grandes líderes, de forças que se dispersaram depois da eleição de 2018 e não conseguem superar seus conflitos. A volta de Lula ao debate e aos palanques torna o PT mais aguerrido e entusiasmado e abre a possibilidade de união de grupos e partidos de esquerda. Tudo indica que o espectro das coligações será menos amplo do que o necessário para uma oposição consistente e capaz de atrair o eleitor moderado. O PDT de Ciro Gomes, que se recusa a conversar com o ex-presidente, é uma baixa imediata. Da Rede Sustentabilidade e de sociais-democratas nem se fala. Embora Lula só pense no PT, ele se mostra disposto a fazer acordos imediatos com o PSOL e o PC do B na disputa pelas prefeituras, em especial pela do Rio de Janeiro, onde o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL) será o candidato da esquerda. Chega a falar em ser um impulsionador da “unidade nacional”, mas isso soa como pura retórica. A sociedade está rachada e Lula ainda sofre uma grande rejeição. Poderá fazer barulho, mas é pouco provável que desperte a maioria silenciosa e os “isentões” para suas causas.

Para Bolsonaro, a reaparição de Lula também pode levar a um fortalecimento de alianças com outros grupos e partidos de direita que começavam a ficar sem um eixo de ação. Agora eles têm contra quem pregar. Bolsonaro vem perdendo aliados, por causa de suas posições extremas, das interferências indevidas de seus filhos na rotina do governo e da sua aversão aos ritos da democracia. Seu partido, o PSL rachou e apoiadores, como o Movimento Brasil Livre (MBL), se afastaram do governo. Agora o presidente anuncia a criação de um novo partido, o Aliança pelo Brasil, possivelmente com o mesmo espírito autoritário da Aliança Renovadora Nacional (ARENA), braço político da ditadura. Será a sigla da família Bolsonaro e quem quiser que se una a ela. Trinta e um dos 53 dos deputados do PSL revelaram intenção de se juntar ao novo partido. Essa iniciativa de criação da Aliança pelo Brasil é mais uma demonstração de que Bolsonaro está se lixando para o jogo político e só quer fazer as coisas da sua própria maneira, que costuma ser despótica. Um dia depois do discurso de Lula em São Bernardo, o movimento Vem pra Rua e o Partido Novo convocaram seus militantes a se manifestar contra a decisão do STF de acabar com a prisão em segunda instância, que beneficiou Lula. Para o Partido Novo, a decisão do STF representa um retrocesso na “luta contra a impunidade”. Protestos foram realizados em dez capitais do País e levaram milhares de adversários do líder petista às ruas.

Debate interno

A saída de Lula da cadeia tem sido um assunto de intenso debate interno no PT. Há uma corrente que prega alguma contenção nas suas palavras ou mesmo o retorno do “Lulinha paz e amor” numa tentativa de atrair os setores da classe média desiludidos com o atual governo. Outros pregam a máxima contundência contra Bolsonaro e suas ideias. A cúpula do partido considerou o discurso na sede do Sindicato do Metalúrgicos excessivo em alguns pontos, embora creditando as palavras mais duras ao fato do ex-presidente estar emocionado após deixar a cadeia. Avalia-se que ele terá vários julgamentos pela frente e não vale a pena tumultuá-los ou se indispor com militares, por exemplo. Causou incômodo quando Lula disse que o presidente nunca trabalhou e que arrumou uma confusão no Exército para se aposentar cedo. Essa foi uma das provocações questionadas no partido. Não houve, contudo, qualquer objeção ao trecho do discurso em que Lula confrontou Bolsonaro e disse que “ele foi eleito para governar para o povo brasileiro e não para governar para os milicianos do Rio de Janeiro”. Da fala de Lula na frente do sindicato, o que mais incomodou o governo foi sua convocação para que a população repita os acontecimentos do Chile no Brasil, interpretada por Bolsonaro como uma tentativa de subverter a ordem institucional. Lula, no caminho oposto ao da pacificação, convocou a militância para reagir ao governo Bolsonaro e declarou que é preciso “atacar” e não apenas se defender. “É uma questão de honra a gente recuperar esse País. A gente tem que seguir o exemplo do povo do Chile, do povo da Bolívia. A gente tem que resistir. Não é resistir. Na verdade, é lutar, é atacar e não apenas se defender. A gente está muito tranqüilo”, declarou. Para o governo, essas palavras foram encaradas como subversão e Bolsonaro determinou que alguns de seus aliados fossem à Justiça contra o ex-presidente. Três pedidos de prisão preventiva foram feitos à Procuradoria Geral da República (PGR). O primeiro veio do deputado Major Olimpio (SP), que entrou com uma representação na PGR com base na LSN, em que alega tentativa de incitação da violência contra a ordem pública. Os deputados do PSL Ubiratan Sanderson (RS) e Carla Zambelli (SP) protocolaram outro pedido do tipo, assim como o Movimento Brasil Livre (MBL), que havia rompido com o governo. Na quarta-feira 13, o procurador-geral, Augusto Aras, disse que os pedidos de prisão preventiva de Lula foram encaminhados para o Ministério Público de São Bernardo, onde ele mora. Para os aliados de Lula, ele só exerceu seu direito à liberdade de expressão.

Mídias sociais

Os primeiros movimentos de Bolsonaro nas mídias sociais depois da saída de Lula da cadeia foram econômicos. Ele só fez três postagens e seu filho Carlos, outras duas, se referindo ao ex-presidente sem citar seu nome. Na sequência, Carlos abandonou temporariamente as redes. Em uma de suas postagens ofensivas, Bolsonaro disse que começou “há poucos meses a nova fase de recuperação do Brasil e não é um processo rápido, mas avançamos com fatos”.

E completou: “Não dê munição ao canalha, que momentaneamente está livre, mas carregado de culpa”. Lula não chamou Bolsonaro de canalha. Destinou o adjetivo apenas para Moro, a quem culpa diretamente por sua ida à prisão. “Preciso provar que o juiz Moro não era um juiz. Era um canalha que estava me julgando”, disse. Em outro tuíte, Bolsonaro convocou seus seguidores a se organizarem. “Amantes da liberdade e do bem, somos a maioria. Não podemos cometer erros. Sem um norte e um comando, mesmo a melhor tropa se torna num bando que atira para todos os lados, inclusive nos amigos”, declarou. Finalmente disse que não responderá “a criminosos que por ora estão soltos. Meu partido é o Brasil!”. E completou: “Não vamos dar espaço, nem contemporizar com presidiários”.

Ao longo da semana, Bolsonaro se dedicou basicamente a promover sua própria agenda e obras do governo federal, principalmente no Nordeste, região que se apresenta como um campo prioritário da batalha entre direita e esquerda. Foi a única região em que o PT venceu a eleição presidencial e é o lugar onde Bolsonaro encontra mais dificuldades para avançar com suas políticas conservadoras e conquistar aliados. Para tentar reverter essa tendência e chegar mais perto do povo, ele foi a Campina Grande (PB) inaugurar o conjunto residencial Aluízio Campos, do Programa Minha Casa, Minha Vida, criado pela ex-presidente Dilma Rousseff. Lula, que pensa, inclusive, em mudar sua residência para o Nordeste, visitou dois estados. Na quinta-feira 14, foi a Salvador (BA) para participar da reunião da Executiva Nacional do PT. E no domingo estava programada uma viagem para Recife (PE), onde compareceria ao festival nacional de música Lula Livre.O festival, agora orientado para celebrar sua libertação, estava programado desde antes de Lula deixar a prisão.

Lei de segurança

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Michael Melo/Metrópoles
MICHAEL MELO/METRÓPOLES

Depois de passar o fim de semana em São Paulo, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) voltou a Brasília neste domingo (17/11/2019). Ao chegar ao Palácio da Alvorada, o chefe do Executivo foi questionado por jornalistas sobre medida do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, para ter acesso a dados sigilosos de 600 mil pessoas, mas se negou a comentar o assunto. “Eu sou o chefe do Executivo, tá ok?”, limitou-se a dizer.

Na semana passada, Toffoli determinou ao Banco Central (BC) o envio de cópia de todos os relatórios de inteligência financeira (RIFs) produzidos pela Unidade de Inteligência Financeira (UIF), antigo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), nos últimos três anos. O pedido do ministro foi feito no âmbito do processo que analisa o uso de dados de órgãos de controle, como a UIF e a Receita Federal, sem autorização judicial. Com isso, o presidente da Corte suspendeu todas as investigações que usam esse tipo de informação. A medida beneficiou o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, que era investigado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por suposto esquema de “rachadinha” – quando funcionários devolvem parte do salário.

Reforma administrativa
Bolsonaro afirmou também que a reforma administrativa – proposta do governo para mexer na estrutura do funcionalismo público – será enviada ao Congresso em breve. “Vai aparecer, mas não sei quando”, arrematou.

A medida, que prevê o fim da estabilidade para novos servidores e a redução dos salários iniciais, faz parte de um pacote de ações elaborado pela equipe econômica do governo para controlar as contas públicas.

 

Reportagem do site The Intercept, publicada nesta quinta-feira (14), revela que a família do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM), enriqueceu e acumulou poder com a grilagem de terras no Amapá. “Há desde a apropriação de terrenos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, o Dnit, até a compra de áreas já griladas por multinacionais”, diz o texto

À mesa, presidente do Senado, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP).
À mesa, presidente do Senado, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP). (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)

247 – Reportagem do site The Intercept, publicada nesta quinta-feira (14) em parceria com o De Olho nos Ruralistas, revela que a família do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), enriqueceu e acumulou poder com a grilagem e a devastação do meio ambiente no Amapá. “A especialidade: grilagem de terras públicas”, destaca reportagem . Como mostram processos judiciais, aos quais o Intercept teve acesso, há desde a apropriação de terrenos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, o Dnit, até a compra de áreas já griladas por multinacionais e agora em disputa na justiça”, destaca o texto. O texto destaca que até mesmo terras pertencentes ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária(Incra), que deveriam ser empregadas na implantação de assentamentos rurais, foram incorporadas por familiares de Alcolumbre, como  uma área de 108,22 hectares que pertence ao Incra, batizada de Fazenda São Miguel, na Vila Santa Luzia do Pacuí, e “que está embargada pelo Ibama stá embargada pelo Ibama, em função da devastação da flora, desde 2016. Ali, um primo do senador, Salomão Alcolumbre, conhecido como Salomãozinho, implantou uma criação de búfalos.  “Pela devastação, o instituto aplicou uma multa de R$ 109 mil a Salomãozinho, que ainda não foi paga. O valor corresponde a 10% do total de multas que a família Alcolumbre recebeu nos últimos dez anos por descumprir a legislação ambiental, segundo dados do próprio Ibama. Essas multas somam mais de R$ 1 milhão em um estado que gosta de se vender como verde – 70% do território do Amapá é composto por áreas protegidas”, observa a reportagem.

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Governadores, lideranças do Nordeste e líderes do PT estão reunidos com Lula em Salvador na manhã desta quinta-feira. O objetivo é costurar uma aliança regional pela democracia e contra o programa econômico Bolsonaro-Guedes

Chegada ao Nordeste em reunião com os governadores Rui Costa (Bahia), Fátima Bezerra (Rio Grande do Norte) e Wellington Dias (Piauí) debatendo os desafios para a região, na companhia de Fernando Haddad, da presidenta do PT, Gleisi Hoffmann e do senador Jaques Wagner
Chegada ao Nordeste em reunião com os governadores Rui Costa (Bahia), Fátima Bezerra (Rio Grande do Norte) e Wellington Dias (Piauí) debatendo os desafios para a região, na companhia de Fernando Haddad, da presidenta do PT, Gleisi Hoffmann e do senador Jaques Wagner (Foto: Ricardo Stuckert)

247 – Lula está em Salvador nesta quinta-feira (14), onde participará de diversas atividades, entre elas a reunião da Executiva Nacional do PT. Ele está em reunião de manhã com governadores e líderes da região e do PT, para costurar uma aliança política de oposição a Bolsonaro e ao programa econômico de Paulo Guedes.

Participam da reunião os governadores Rui Costa (Bahia), Fátima Bezerra (Rio Grande do Norte) e Wellington Dias (Piauí). além de Fernando Haddad, da presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, do senador Jaques Wagner e outras lideranças nordestinas. A Executiva do partido se reúne em Salvador, Bahia, com um recado simbólico: prestigiar a região que foi desprezada pelo governo Bolsonaro na catástrofe do derramamento de óleo em seu litoral. Em nota da direção do partido desta quarta (13), o PT destaca que “a Comissão Executiva Nacional do PT reúne-se nessa quinta-feira em Salvador, preparando o 7º Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores que será realizado em São Paulo de 22 a 24 de novembro. A escolha da Bahia para esta reunião da executiva reflete a importância social e política da região Nordeste, nesta conjuntura de resistência ao governo de extrema-direita e de construção de novas propostas de políticas públicas.”

O comunicado ainda sublinha que “a reunião marcará a solidariedade do PT ao povo nordestino, diante do descaso do governo federal com o grave desastre ecológico que atingiu o litoral da região. A reunião da executiva marcará também o reencontro da direção partidária com o ex-presidente Lula, após a prisão injusta e ilegal que durou 580 dias. Lula participará da primeira parte da reunião em Salvador.”

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Resultado de imagem para Toffoli critica radicalismo e diz que 'Judiciário saberá agir'

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, reagiu na noite deste domingo, 10, aos discursos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que, após ser solto na última sexta-feira, 8, tem convocado a esquerda a confrontar instituições consolidadas no País.

“O Judiciário e a Justiça são feitos para a pacificação social. Se alguém quer se valer da Justiça para uma luta social, não vai conseguir. A Justiça não tolerará uma crise institucional e saberá agir a tempo e a hora”, afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo, sem mencionar nomes.

Para Dias Toffoli, “radicalismo não leva a lugar nenhum. O que se espera é que as pessoas tenham serenidade e pensem no Brasil”. O presidente do Supremo declarou, ainda, que “a nação brasileira é devedora das Forças Armadas para a construção do Brasil e para a unidade nacional, assim como o Judiciário”. E completou: “O Judiciário saberá agir no momento certo”.Toffoli deu, na última semana, o voto de minerva que permitiu a presos condenados, como Lula, aguardarem em liberdade até que todos os seus recursos sejam julgados pela Justiça, o que pode levar anos. A decisão mudou entendimento anterior da Corte pelo qual era possível o cumprimento da pena a partir da condenação em segunda instância.Desde o julgamento do Supremo, na última semana, além de Lula foram soltos vários outros presos pela Operação Lava Jato. Entre eles, o ex-ministro José Dirceu. Lula fez dois discursos após deixar a prisão nos quais criticou as instituições brasileiras. Num deles, disse que foi condenado pelo “lado podre do Estado brasileiro, o lado podre da Justiça, o lado podre do Ministério Público, o lado podre da Receita Federal, o lado podre da Polícia Federal, que trabalharam para tentar criminalizar o PT, criminalizar o Lula.”

José Dirceu, com que Lula se encontrou horas após os dois serem soltos na sexta-feira, também incitou os “esquerdistas” a saírem do imobilismo. “Estou de novo na trincheira da luta. Agora não é mais do Lula livre. Agora é para nós voltarmos e retomarmos o governo do Brasil. Nós somos petistas, de esquerda e socialistas”, convocou. Os discursos animaram a militância nas redes sociais.

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Ex-presidente criticou Moro, Lava Jato e Bolsonaro em discursoGibran Mendes / CUT Paraná/8.nov.2019


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi solto nesta 6ª feira (8.nov.2019), depois de ficar 580 dias detido na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR).Saiu acompanhado por seus advogados, familiares, namorada e a presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann, além de outros filiados da sigla. Discursou por 16 minutos e 4 segundos, rodeado por apoiadores.

Assista ao vídeo (23min37 seg):

 

Eis a íntegra do discurso:

“Olha, faz muito tempo que eu não vejo uma multidão tão forte na minha frente. Olha, queridos companheiros e queridas companheiras, vocês não têm dimensão do significado de eu estar aqui junto com vocês. Eu, que a vida inteira estive conversando com o povo brasileiro, eu não pensei que no dia de hoje eu poderia estar aqui conversando com homens e mulheres que, durante 580 dias, gritaram ‘bom dia’, ‘boa tarde’, ‘boa noite’. Não importa que estivesse chovendo, que estivesse 40 ou zero grau. Todo santo dia, vocês eram o alimento da democracia que eu precisava para resistir à safadeza e à canalhice que o lado podre do Estado brasileiro fez comigo e com a sociedade brasileira. Que o lado, o lado podre da Polícia Federal, o lado podre do Ministério Público, da Receita Federal, trabalham e trabalharam para tentar criminalizar a esquerda, o PT, e o Lula. E eu não poderia ir embora daqui sem poder cumprimentar vocês.

[agradece nominalmente a integrantes do PT e MS]

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Jornal Nacional ofusca importância da libertação do ex-presidente Lula e faz campanha por aprovação de PEC no Congresso

William Bonner  Foto: Reprodução/TV Globo

O Jornal Nacional, da Rede Globo, levou ao ar nesta sexta-feira (8) uma edição que deu destaque ao noticiário internacional ao invés do local, abrindo o telejornal com os 30 anos da queda do Muro de Berlim. A matéria sobre a libertação do ex-presidente Lula ficou para o segundo bloco. Uma reportagem sobre os 30 anos da queda do Muro de Berlim foi o que abriu a edição. A derrota da União Soviética na ocasião e o retorno do nacionalismo na Alemanha foram exibidos, em um suposto paralelo com o Brasil. Com destaque a uma suposta rapidez na libertação do ex-presidente, o JN comentou sobre a soltura de outros condenados pela Lava Jato que também cumpriam a execução antecipada da pena. O governador Sérgio Cabral, que está preso por prisão preventiva e não por ter sido condenado em segunda instância, também apareceu na matéria, apesar de ser feita tal ressalva. Um curto trecho do discurso de Lula, em que ele exaltava o amor para vencer o ódio, foi exibido. O telejornal ainda destacou a possibilidade do Poder Legislativo aprovar uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que permita a execução antecipada da pena após condenação em segunda instância. Dois parlamentares, ambos a favor da aprovação do texto, foram entrevistados.

Outras emissoras

A decisão de ofuscar a importância da libertação de Lula não foi exclusividade da Rede Globo. Segundo o Viomundona Band e no SBT  também foi dado pouco espaço para o ex-presidente. “JN colocou o Lula depois da previsão do tempo. Na Band o Lula só mastigou palavras. No SBT, algumas palavras, pueris. Na Globo, não tem Lula acusando a Globo de liderar a quadrilha. O jornalismo brasileiro vale pelo que NÃO noticia”, publicou o veículo em suas redes sociais.

“A TV GLOBO e as demais supracitadas sempre foram contra os pobres e prestigiaram os presidentes que pagam altas quantias com publicidade, dinheiro do povo que serve para serem divulgadas as notícias que venham manipular a mente dos desinformados. O Grupo Globo recebeu R$ 10,2 bilhões em publicidade federal de 2000 a 2016. Não agem com imparcialidade”

Crédito: HENRY MILLEO / AFP

Durante o primeiro discurso após ser libertado, o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva disse que a sua prisão foi resultado de um “lado podre” do Estado brasileiro, “da Justiça, do Ministério Público, da Polícia Federal e da Receita Federal”, que, segundo o presidente, “trabalhou para tentar criminalizar a esquerda, o PT e o Lula”. “O lado mentiroso da PF que fez inquérito contra mim, o lado canalha do MP e da força-tarefa.”“Se pegar o (Deltan) Dallagnol (chefe da força-tarefa do Ministério Público Federal em Curitiba), o (Sergio) Moro (ex-juiz da Lava Jato) e alguns delegados, enfia e bate num liquidificador. O que sobrar não é dez por cento da honestidade que eu represento nesse País. Eles têm que saber que caráter e dignidade não é uma coisa que a gente compra em shopping center, em feira ou no bar”, discursou o presidente.“O Moro tem que saber uma coisa: não prenderam um homem. Tentaram matar uma ideia, mas uma ideia não desaparece”, disse Lula, retomando as ideias da sua fala no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC logo antes de ser preso em abril de 2018.

O presidente também fez críticas a veículos de imprensa. “Eu quero lutar para provar que se existe uma quadrilha e um bando de mafioso é essa maracutaia, liderada pela Rede Globo.” Lula ainda afirmou que “não tem mágoas” nem dos policiais federais, nem dos carcereiros.

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 O romance entre os dois foi revelado em maio deste ano pelo ex-ministro Luiz Carlos Bresser Pereira (Foto: Carl de Souza / AFP)

Após deixar a cela que ocupava na Polícia Federal de Curitiba há 580 dias, o ex-presidente Lula comemorou sua liberdade com um discurso de agradecimento aos seus apoiadores e um beijo em sua namorada, a socióloga Rosangela da Silva, também conhecida como Janja, com quem afirma que pretende se casar. 

O romance entre os dois foi revelado em maio deste ano pelo ex-ministro Luiz Carlos Bresser Pereira. “Está apaixonado e seu primeiro projeto ao sair da prisão é casar”, disse Bresser após fazer uma visita a Lula.  Lula beija namorada Rosângela após o povo pedir. Ele ainda disse que vai se casar. E vamos acompanhando a soltura do ex-presidente aqui no nosso @matheusantospe.

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem planos de morar na região Nordeste após ser libertado. Hoje, Lula reside em São Bernardo do Campo, ABC paulista, onde começou sua carreira como sindicalista.
A mudança de ares é uma vontade antiga, mas que foi adiada devido à relação da falecida ex-primeira dama Marisa Letícia com sua cidade natal. Em entrevista dada ao jornal Brasil de Fato, na Polícia Federal, onde cumpre pena, em Curitiba, Lula comentou a possibilidade. “Fico sonhando em sair daqui, decidir onde vou morar. Quando deixei a Presidência, tinha vontade de morar no Nordeste, vontade de voltar para meu Pernambuco, vontade de morar não perto da praia, mas num lugar em que pudesse ir à praia. Pensava em ir para Bahia, Rio Grande do Norte, mas a Marisa não quis ir porque ela nasceu em São Bernardo, e o mundo dela era São Bernardo. Eu não tenho mais o que fazer em São Bernardo. Não sei para onde ir, mas quero me mudar para outro lugar”, afirmou o ex-presidente. Lula nasceu em Caetés, quando o município ainda pertencia a Garanhuns, no agreste pernambucano.
O Nordeste é a região em que Lula mantém grande popularidade. 

Na quinta-feira (7), após a decisão do Supremo Tribunal Federal retomando o entendimento que réus podem começar o cumprimento de sua pena apenas quando esgotarem todos os recursos, advogados de Lula pediram a soltura imediata do ex-presidente. Há a expectativa de que a soltura ocorra até a próxima segunda (11).
diariodepernambuco

                     

Policiais da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), da Polícia Civil da Paraíba, prenderam 11 dos 19 vereadores de Santa Rita, cidade da Grande João Pessoa, na madrugada de hoje (5). Os parlamentares são suspeitos de forjar a participação em um evento que, segundo eles, ocorreu em Gramado (RS), para pagar com dinheiro público as despesas com a viagem.

Além dos políticos de Santa Rita, também foram detidos um contador da Câmara Municipal de Santa Rita e um vereador da cidade de Lagartos (CE). O grupo foi preso pouco após deixar o Aeroporto de Recife, onde desembarcou ao retornar de Gramado. Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba (MP-PB), eles alegaram que participariam de um seminário, que sabiam que não ocorreria, para passear no município turístico da Serra Gaúcha às custas do dinheiro público. De acordo com o promotor do Gaeco, Romualdo Tadeu de Araújo Dias, a viagem dos políticos para participar do suposto seminário que, segundo o grupo, ocorreria entre os dias 29 de outubro e 4 de novembro, chegou a ser noticiada na imprensa regional. Com base em dados da própria Câmara Municipal, o Ministério Público estima que as passagens aéreas, hospedagem e outras despesas custaram ao menos R$ 71 mil aos munícipes. Só as inscrições no seminário que, segundo o MP-PB, jamais ocorreu, custaram R$ 8.400, ou cerca de R$ 760 cada.

“Verificaram-se indícios de que, na verdade, este seminário seria uma forma de desviar dinheiro público”, disse Dias, explicando que as investigações tiveram apoio do Ministério Público do Rio Grande do Sul e da Polícia Civil de Sergipe. “Foi identificado que só 13 pessoas participaram do evento divulgado, dentre elas 11 vereadores de Santa Rita; um contador da Câmara Municipal de Santa Rita e um vereador da cidade de Lagartos (CE)”, acrescentou o promotor, sem saber informar se algum dos investigados viajou acompanhado por parentes, amigos ou assessores.

Vereadores pouco se encontraram

O Ministério Público da Paraíba sustenta que, dos cinco dias que passaram em Gramado, os 11 vereadores de Santa Rita pouco se encontraram. “Eles se reuniram apenas três vezes, todas no período da manhã”, disse Dias ao fornecer detalhes da investigação a jornalistas. Segundo o promotor, no local onde o suposto seminário ocorreria, sequer houve eventos no primeiro e no último dia em que o grupo esteve na cidade gaúcha.

“Identificado que houve o pagamento de diárias, de passagens e até de inscrição, montamos toda a operação que resultou na prisão dos vereadores pelo crime de peculato [desvio de valores ou bens público por funcionários públicos] ”, disse Dias. “Houve um trabalho de monitoramento e o que foi relatado e está materializado é que, durante cinco dias, houve apenas três reuniões, sempre no período da manhã. Depois desses encontros, cada um saia para turistar”, disse o promotor, dizendo que, tradicionalmente, nesta época do ano, Gramado atrai viajantes interessados em ver o show de luzes de Natal que a cidade promove anualmente. 

Gastos chamaram a atenção

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O senador e ex-presidente Fernando Collor de Mello avalia “não ver a menor possibilidade” do governo Jair Bolsonaro dar certo caso insista no rumo atual. Ainda segundo ele, a declaração sobre o AI-5 feita pelo deputado Eduardo Bolsonaro “não cabe em momento algum”

Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. \r\rEm discurso, à tribuna, senador Fernando Collor (Pros-AL).\r\rFoto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. \r\rEm discurso, à tribuna, senador Fernando Collor (Pros-AL).\r\rFoto: Jefferson Rudy/Agência Senado (Foto: Jefferson Rudy)

247 – O senador e ex-presidente Fernando Collor de Mello avalia “não ver a menor possibilidade” do governo Jair Bolsonaro  caso insista no rumo atual. “Continuando assim, eu não vejo a menor possibilidade de este governo dar certo. O que acontecerá, eu não saberia dizer. Mas, se continuar do jeito que está, o governo não tem como levar adiante o período governamental”, afirmou Collor em entrevista ao jornal Correio Braziliense “É um filme que eu já vi, embora haja diferenças entre o início do governo Bolsonaro e o início do meu governo, parece que está passando novamente na minha frente. Certos episódios e eventos me deixam muito preocupado, talvez não cheguemos a um bom termo sobre o mandato mal exercido pelo presidente da República — a começar por essa falta de interesse em construir uma base sólida de sustentação no Parlamento”, disse. Para Collor, Bolsonaro faz “um governo completamente diferente dos outros. Primordialmente, é um governo que se nega a entender os partidos políticos como os canais institucionalmente válidos para a interlocução entre os interesses da população e não usa a capacidade do Executivo para atendê-las”.  Segundo ele, a declaração do deputado Eduardo Bolsonaro – que na semana passada defendeu a reedição do AI-5 – representa um risco à democracia. “Estamos vivendo num regime democrático, uma democracia com sobressaltos, mas uma democracia moderna. Declarações desse tipo, ameaças desse tipo, elucubrações desse tipo, não cabem realmente no momento atual em que vivemos, nem em momento nenhum”, disse. 

Sobre a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Collor foi enfático ao afirmar que ele é avo de uma “injustiça”. “Acho que o Lula sofreu uma injustiça. Sou suspeito para falar, mas acho que foi uma injustiça e essa condenação dele merece ser reconsiderada. Acho que ele está preso imerecidamente”, disse. 

brasil247

Após confessar que obstruiu a investigação sobre o assassinato de Marielle Franco, ao recolher as gravações de seu condomínio, Jair Bolsonaro praticamente cuspiu na cara do povo brasileiro. “Cadê Globo, já acharam quem matou a Marielle? Foi eu mesmo, ou não?”, questionou, dando risada. Oposição quer impeachment

247 – Jair Bolsonaro tripudiou, na noite deste sábado, da investigação sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista dela, Anderson Gomes, em andamento há um ano e oito meses na Polícia Civil do Rio de Janeiro, segundo aponta reportagem do jornal Valor Econômico. Em um segundo passeio na moto nova que buscou nesta manhã na concessionária, ele provocou, em tom de ironia: “Cadê Globo, já acharam quem matou a Marielle?”, questionou o presidente. “Foi eu mesmo, ou não?”, completou, dando risada. Neste sábado, pela manhã, Bolsonaro confessou o crime de obstrução judicial. “Nós pegamos [a gravação], antes que fosse adulterada, ou tentasse adulterar, pegamos toda a memória da secretária eletrônica que é guardada há mais de ano. A voz não é a minha”, afirmou.

Os dois principais suspeitos de assassinar Marielle Franco, Ronnie Lessa e Élcio Queiroz, são milicianos de uma organização que tem ligação com a família Bolsonaro. Diante do crime confessado ontem, a oposição prepara um pedido de impeachment.

Bolsonaro deixa suas atribuições como presidente da república, e entra na onda do deboche. Uma pessoa com o cargo mais alto do país se mostra através de suas ações como um pessoa desorientado”

Em nota, a Associação dos Servidores Ambientais Federais, Ascema Nacional se posicionou diante das críticas de Jair Bolsonaro sobre licenciamento ambiental e das ameças aos servidores. “Ameaças às instituições como STF, à imprensa, aos servidores públicos, às populações tradicionais e a inoperância no enfrentamento de crimes ambientais não podem ser a tônica de um governo que se pretenda democrático”, diz a nota.

247 – Associação dos Servidores Ambientais Federais, Ascema Nacional, divulgou nota de repúdio no último sábado (02) às ameaças de Jair Bolsonaro contra os servidores. Posição da Ascema se refere às críticas de Bolsonaro sobre o licenciamento ambiental, quando ele, em uma live na última sexta-feira (1), usou de uma “gíria” da época da ditadura para ameaçar os servidores.

“O presidente Jair Bolsonaro agravou a pressão que os servidores públicos da área ambiental vêm sofrendo. Sobre a dificuldade do dono da Havan, Luciano Hang, conseguir uma licença ambiental para construção de uma loja da rede em Rio Grande (RS), na visão presidencial, os servidores atrapalham o progresso do país, segundo vídeo postado em suas redes sociais: ‘Eu tenho ascendência, porque os diretores, o presidente têm mandato, porque se não tivessem, eu cortava a cabeça mesmo. Quem quer atrapalhar o progresso vai atrapalhar na ponta da praia, aqui não'”, relatou a nota. A Ascema Nacional afirmou que decidiu tomar as medidas cabíveis contra a declaração de Bolsonaro. “O presidente da República, nos obriga, com suas declarações, a rememorar o que foi aquele período obscuro do País, do qual ele e seus filhos têm tanta saudade. Ameaças às instituições como STF, à imprensa, aos servidores públicos, às populações tradicionais e a inoperância no enfrentamento de crimes ambientais não podem ser a tônica de um governo que se pretenda democrático. Diante da gravidade das declarações, a Ascema Nacional decidiu adotar todas as medidas cabíveis para coibir este tipo de atitude para proteger a integridade física dos servidores e a dignidade humana”.

“Ponta da praia”

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Resultado de imagem para O Brasil vai acordar?

O governo Jair Bolsonaro é marcado por uma sucessão de crises.

A oposição assistiu, até agora, passivamente o desenrolar dos acontecimentos. Inúmeras vezes, o presidente atacou os princípios da Constituição de 1988 e somente recebeu tímidas respostas. Na ação administrativa tem solapado a estrutura de Estado construída nos últimos trinta anos, e o seu objetivo é destruir todas as conquistas democráticas. As reações não foram à altura das consequências dos atos. O País ainda está anestesiado ou cansado de enfrentar medidas presidenciais lesivas aos interesses nacionais e públicos.

Pode ser – estamos neste processo desde 2014 – que o enfado tenha tomado conta do sentimento popular. Como se fosse infrutífera qualquer forma de reação, de mobilização, é como se todas as alternativas políticas não contemplassem o anseio de mudança efetiva, real. E a sucessão dos três últimos presidentes reforça esta convicção. O impeachment de Dilma Rousseff trouxe ao poder Michel Temer e depois abriu caminho para Jair Bolsonaro, em um processo de degeneração da política nunca visto na história do Brasil republicano. Sendo assim, o povo deve pensar: adianta protestar? O que pode vir, ainda pior do que o pífio deputado que passou 28 anos no Parlamento sem sequer relatar um projeto?

O desânimo tomou conta daqueles mais interessados em acompanhar a política nacional. O noticiário das sucessivas crises, a falta de alternativas concretas à barbárie bolsonarista, a estagnação econômica, a ausência de um debate nacional sobre os rumos do país, a pobreza da elite política — uma das piores, se não for a pior, do último meio século – produzem um sentimento de apatia. Não adianta participar, ter esperança, pois tudo acaba inalterado, como se a roda da história não se movimentasse. Parece que ela só se mexe para agravar os enormes problemas nacionais.

istoe

Na última semana o que não faltou foi notícia quente com vídeos virais. Teve o presidente da República comparando o Supremo Tribunal Federal e outras instituições a hienas, teve live de Bolsonaro prometendo não renovar concessão da Rede Globo. Não vamos nos esquecer dos militares que chamaram o presidente de traidor no Congresso e da entrevista polêmica de Ciro Gomes a este site, dizendo que Lula é um enganador profissional e responsável pela “tragédia que estamos vivendo”. E, claro, Eduardo Bolsonaro sinalizando com a volta do AI-5, em entrevista à apresentadora Leda Nagle. O filho 03 do presidente ainda se envolveu em outra polêmica, uma troca de “ofensas pornô” com o deputado Alexandre Frota na CPI mista das Fake News.

Na terça (29) o ex-líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO), acusou o presidente de trair os militares com a reforma da Previdência da categoria. É claro que o Congresso em Foco estava lá para registrar este momento.

Na mesma noite um Bolsonaro completamente exaltado reagiu à reportagem da TV Globo sobre um depoimento que o citava nas investigações do assassinato de Marielle Alves e Anderson Gomes. Em uma live feita da Arábia Saudita, onde estava em missão oficial, o presidente ameaçou não renovar a concessão da emissora carioca.

Ainda na terça (pensa em um dia agitado!), os militares que estavam na comissão especial da reforma previdenciária começaram a chamar Bolsonaro de traidor e afirmaram que nenhum praça votaria mais no capitão da reserva.

E quando todos pensaram que os vídeos da semana só iriam até ali, veio quinta (31) com Eduardo Bolsonaro fazendo uma ameaça: se a esquerda radicalizar, o governo adotar um novo AI-5.

congressoemfoco

Ricardo Salles faz de seu Ministério uma trincheira ideológica. Enquanto bate-boca nas redes, o governo negligencia em ações concretas no combate a desastres ambientais

Crédito: Marcos Corrêa/PR

GUERRA Em plena crise do petróleo, Ricardo Salles ataca o Greenpeace e a Venezuela: antes, os vilões eram o javali e o MST (Crédito: Marcos Corrêa/PR)

Em um ano marcado por desastres ambientais — Brumadinho, queimadas na Amazônia e derramamento de petróleo no litoral —, seria crucial contar com um Ministério do Meio Ambiente ativo e eficiente para informar, orientar e mobilizar órgãos de Estado. Isso é tudo o que o titular da Pasta, Ricardo Salles, deixou de fazer. Ao contrário, preferiu investir na agenda ideológica e em brigas com os críticos. Como resultado, o combate às catástrofes é ineficiente ou inexistente, a economia é prejudicada e a população sofre com as consequências — entre elas, graves riscos à saúde. Atualmente, Salles se lambuza com o óleo que já atingiu 268 localidades em nove estados do Nordeste e ameaça o parque marinho de Abrolhos. Enquanto a tragédia se avolumava silenciosamente, ele procurava culpados. O primeiro alvo caiu como uma luva para o governo Bolsonaro: a Venezuela. O ministro anunciou que o óleo provinha desse país, fazendo uma tabela com o presidente, que chegou a falar em “terrorismo”. Com a reação negativa, recuou, mas não totalmente. Em rede nacional de rádio e tevê, 55 dias após o início do desastre, anunciou que a Venezuela seria acionada na OEA. A próxima vítima da retórica ministerial foi o Greenpeace, que já tinha sido chamado de “ecoterrorista”. No melhor estilo das teorias conspiratórias, Salles divulgou em seu perfil no Twitter que um navio da ONG poderia ser o responsável pelo derramamento de petróleo no litoral brasileiro — sem atinar para a falta de lógica. Uma pequena embarcação não poderia vazar a quantidade de óleo já recuperada, que supera mil toneladas. “Tem umas coincidências na vida, né… Parece que o navio do #greenpixe estava justamente navegando em águas internacionais, em frente ao litoral brasileiro bem na época do derramamento de óleo venezuelano…”, tuitou. A gratuidade da insinuação irritou até o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que o questionou. Para ele, o ministro fez uma “ilação desnecessária”. A ONG disse que o ministro tentou criar uma “cortina de fumaça” e entrou com ação no STF.

Já as ações para mitigar o desastre ambiental, proteger a população, corrigir falhas de supervisão e buscar racionalmente a origem do óleo correm lentamente. Para incidentes dessa natureza, o Ministério tinha um Plano de Contingência, que deveria ter sido acionado em 2 de setembro, de acordo com o protocolo. Mas isso só aconteceu em 11 de outubro, 41 dias depois. Dois comitês que integravam esse plano foram extintos pelo governo Bolsonaro em abril.

Situações Vexatórias

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