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REFLEXÕES DO PASSADO E PRESENTE: PERSPECTIVA DE MELHORA PARA O FUTURO


 

Saúde

Profissionais de saúde em hospital em Seattle, EUANova variante do Sars-CoV-2 foi identificada no interior de São Paulo e tem o nome de P.4 (Foto: Fusion Medical Animation)

Variante Delta se dissemina com facilidade mesmo entre pessoas vacinadas

Variante Delta se dissemina com facilidade mesmo entre pessoas vacinadas

Variante delta é tão contagiosa quanto vírus da catapora, alerta documento do CDC (Foto: Fusion Medical Animation)

De acordo com um documento interno do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, a variante delta (B.1.617.2) do novo coronavírus é capaz se espalhar tão facilmente quanto o vírus da catapora e pode causar um quadro de Covid-19 mais grave do que as cepas registradas em momentos anteriores da pandemiaO relatório foi obtido pelo jornal norte-americano The Washington Post no formato de uma apresentação de slides. Conforme publicou o veículo, um dos profissionais do CDC afirmou que os dados dos estudos mencionados no documento devem ser disponibilizados ainda nesta sexta-feira (30).Um dos slides estava atrelado ao aumento de casos no condado de Barnstable, no estado de Massachusetts. O órgão federal de saúde dos EUA divulgou a pesquisa, revelando que, entre 3 e 17 de julho de 2021, foram registrados 469 casos positivos de Covid-19. Desses, 346 (74%) foram pessoas vacinadas e, sendo que em 133 indivíduos foi identificada a variante delta. As informações de estudos recentes sobre surtos de Covid-19 mostram que pessoas vacinadas, uma vez contaminadas com a variante delta, podem transmitir o vírus com tanta facilidade quanto aquelas que não foram imunizadas. Além disso, observou-se que os vacinados apresentaram uma carga viral similar ao restante dos indivíduos.

Variante delta é tão contagiosa quanto vírus da catapora, alerta documento do CDC (Foto: Reprodução Twitter/@DataDrivenMD)
Slide mostra que variante delta é mais transmissível do que a cepa ancestral do Sars-CoV-2 e os vírus que causam Mers, Sars, Ebola, resfriado comum e gripe sazonal (Foto: Reprodução Twitter/@DataDrivenMD)

“Apesar de ser raro, nós acreditamos que, a nível individual, os vacinados podem transmitir o vírus, e foi por isso atualizamos a nossa recomendação”, explicou um integrante do CDC, sob a condição de anonimato, referindo-se à diretriz que volta a solicitar o uso universal de máscaras em espaços fechados nas regiões com alta transmissão — em maio, o órgão havia dispensado a proteção para quem estivesse com o esquema vacinal completo contra o Sars-CoV-2.Um dos slides constata ainda que o risco de hospitalização e morte em decorrência da variante delta é maior entre os mais velhos, independentemente do status de vacinação, e em pacientes com problemas imunológicos. As estimativas também indicam que há aproximadamente 35 mil infecções sintomáticas por semana entre os 162 milhões de norte-americanos imunizados.

Desafio norte-americano

O documento reflete um dos grandes obstáculos dos Estados Unidos para controlar a pandemia: fazer com que a vacinação seja aderida em massa. Os slides destacam que o CDC deve continuar enfatizando a eficácia dos imunizantes na prevenção de casos severos e de mortes e, ao mesmo tempo, informar à população que surtos de infecções leves talvez não sejam tão raros e que indivíduos vacinados ainda podem transmitir o vírus. O material evidencia que os imunizantes fornecem uma proteção expressiva contra o Sars-CoV-2 e que é dever do órgão de saúde norte-americano “aprimorar a comunicação quanto ao risco individual entre os vacinados” e que essa possibilidade depende de outros fatores, como a idade e o sistema imunológico de cada um. Para Kathleen Neuzil, especialista em imunizantes da Escola de Medicina da Universidade de Maryland entrevistada pelo The Washington Post, vacinar o máximo de pessoas possível ainda é uma prioridade. E, junto a essa medida, é importante que todos entendam que a humanidade ainda vai conviver com o Sars-CoV-2 por um bom tempo. “Nós realmente precisamos mudar o foco para a prevenção de quadros graves, deficiências e consequências médicas, e não nos preocuparmos com todos os vírus detectados no organismo de alguém”, diz Neuzil. “É difícil, mas acredito que devemos nos conformar com a presença do coronavírus”, finaliza.

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Fila para vacinação na campanha contra a Covid no Complexo da Maré (RJ)
Fila para vacinação na campanha contra a Covid no Complexo da Maré (RJ)
Foto: Bruna Carvalho/CNN

Um levantamento divulgado nesta sexta-feira (30) pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) mostra que 90,3% das cidades brasileiras concordam com a obrigatoriedade da vacinação contra o novo coronavírus, com ressalvas para as pessoas com recomendação médica para a não imunização.  

A pesquisa contou 2,2 mil prefeituras, que foram ouvidas entre 26 e 29 de julho. Destes, 216 municípios do país discordam do método de vacinação forçada da população contra a Covid-19. Atualmente, a vacinação contra a Covid-19 no Brasil não é obrigatória. Entretanto, uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em dezembro de 2020, deu aval para os estados brasileiros e os municípios estabelecerem a vacinação compulsória, ou seja, medidas legais para tornar a imunização obrigatória.  A anuência dos municípios pela obrigatoriedade da vacinação é explicada pelo não comparecimento do público aos postos de imunização.O levantamento da CNM aponta que 72,6% das cidades registraram casos de pessoas que foram convocadas e não compareceram para tomar a primeira dose. A pesquisa destaca ainda que 68,7% dos municípios tiveram pessoas que não voltaram para completar o esquema vacinal. Raphael Guimarães, pesquisador em saúde pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) afirmou à CNN que não concorda com a vacinação compulsória. De acordo com ele, tornar a imunização obrigatória é uma medida de controle o estado e não uma política sanitária.  “Esse tema cria polêmica há mais de 100 anos. Por um lado, você entende que é uma medida sanitária para conter uma pandemia. Por outro, você viola o direito humano dela escolher. Existem municípios que querem obrigar a vacinação, mas não aplicam médicas sanitárias de distanciamento, por exemplo. A obrigação da vacina é uma medida de controle estatal”, disse.

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Ator, de 52 anos de idade, concedeu uma entrevista ao Fantástico depois de passar um mês internado devido a um caso gravíssimo da doença

© Da Redação Ator, de 52 anos de idade, concedeu uma entrevista ao Fantástico depois de passar um mês internado devido a um caso gravíssimo da doença

32 dias depois de uma internação em decorrência de um quadro grave de Covid-19, Luciano Szafir, de 52 anos de idade, teve alta no sábado, dia 24, e concedeu uma entrevista exibida no Fantástico, no último domingo, dia 25, para falar sobre as dificuldades no enfrentamento a doença. Com 15 quilos a menos, intubação e duas cirurgias depois, Szafir ainda revelou que terá que passar por algumas cirurgias em breve, como a reconstrução de seu intestino, que foi acometido pelo vírus.

– Não dá para descrever. Não dá para descrever o quão próximo… Eu achei que eu ia embora, disse ele emocionado.

– O intubar foi a pior coisa da minha vida. Lembro que falei: não sei se saio daqui.

E explicou que ainda está longe de ficar 100%:

– Tenho aí uma luta aí pela frente de alguns meses. Depois eu tenho que fazer muita cirurgia para reconstruir o intestino, mas tudo bem. É um dia de cada vez. Abro o olho hoje, e a primeira coisa que eu faço é agradecer à vida. O ator descobriu a doença pouco antes de se vacinar. Com alguns sintomas, ele ficou isolado em casa antes de procurar o hospital, onde deu entrada já precisando de oxigênio:

– Eu sempre tive muito medo. Eu sempre fui muito cuidadoso. Eu saía com duas máscaras. Como eu peguei? Onde? Não sei.

Família

Sasha Meneghel, filha mais velha do artista, estava em lua de mel após se casar em maio deste ano com João Figueiredo:

– Quando ela soube da internação ela veio correndo. Depois que a gente se encontrou eu falei: pô estraguei a lua de mel. É muito difícil pensar em quem você ama e saber que você pode deixá-los a qualquer instante, disse o ator sobre o encontro com a filha da relação com Xuxa. 

Galeria: Paola Carosella toma segunda dose da vacina contra Covid-19: Dor pelos que se foram; veja os famosos que já receberam o imunizante! (Estrelando)

Além de Sasha, Szafir é pai de Davi e Mikael, frutos da relação com sua atual companheira Luhanna Melloni. Para o ator, a luta não é apenas contra a doença: – São duas lutas: contra vírus e contra a cabeça. O tempo todo eu pensava nos filhos, na minha mulher, na minha família, sabe? Ele ainda pediu responsabilidade das pessoas:  – Sentia muita dor, sentia muito pânico. Eu sentia muitas vezes que não ia passar de quinze minutos. Isso não é fácil. Não queiram sentir isso. Sejam responsáveis. Se vacinem. Eu abro o olho e agradeço; A gente precisa de tão pouco para ser feliz, né?

Complicações

O médico pneumologista e diretor-geral do Copa Star, João Pantoja, falou sobre o quadro de Szafir, revelando que ele teve um comprometimento pulmonar de 50%. Internado no dia 22 de junho, Szafir desenvolveu uma embolia pulmonar no dia 2 de julho. Com o uso dos anticoagulantes, ele perfurou uma alça intestinal e fez sangue na cavidade abdominal.

– É muito grave. Ele poderia ter feito uma sepse fulminante. Ele estava em uso de corticoide, que é uma medicação que reduz a inflamação e reduz a resposta imunológica da pessoa também. Ele teve que ser operado às pressas. Foi feita então uma remoção desse segmento do intestino que estava isquemiado, e ele teve que fazer então uma colostomia, disse o médico. 

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Crédito: Ministério da Saúde/Divulgação

COLAPSO Pazuello na entrega de 30 leitos em Manaus, em 26/1: omissão, improbidade e negócios duvidosos (Crédito: Ministério da Saúde/Divulgação)

Não há personagem que represente melhor a alma do governo Bolsonaro do que o general Eduardo Pazuello. Alçado ao cargo para implementar as diretrizes negacionistas no Ministério da Saúde, em plena pandemia, também serviu como uma cunha para a entrada de militares na administração federal e, no caminho inverso, para a infiltração do bolsonarismo nos quartéis. Fez uma gestão medíocre marcada pela inação na compra de vacinas, carência de insumos básicos como oxigênio e distribuição de remédios sem eficácia contra a Covid. O que o País ainda não sabia, e descobriu escandalizado, é que o militar também transitava entre as tratativas que transformaram a pasta em um balcão de negócios escusos com a pandemia.
QUESTÃO MILITAR Ao participar de uma manifestação sem ser punido, Pazuello foi útil para Bolsonaro: Forças Armadas capitularam ao bolsonarismo (Crédito:WAGNER MEIER)

O papel mais abjeto do general até agora foi revelado por um vídeo gravado por ele mesmo em 11 de março, quando recebeu fora da agenda um grupo de empresários que oferecia 30 milhões de doses da Coronavac por um preço quase três vezes superior ao negociado pelo Instituto Butantan. O interlocutor de Pazuello, chamado de John, agradeceu as “portas abertas” do Ministério e disse que gostaria de negociar mais insumos, além da vacina. É ocioso lembrar, mas não custa: a Coronavac é a vacina que o Instituto Butantan oferecia desde julho de 2020 e Bolsonaro vetou, levando o próprio Pazuello a registrar essa recusa ao lado do presidente, na frase que resumiu a filosofia da gestão (“um manda, outro obedece”). Também é um imunizante negociado no Brasil com exclusividade pelo Butantan. Então qual era a credencial para atravessadores oferecerem com sobrepreço escandaloso dois meses depois de o próprio governo adquirir 100 milhões de doses do instituto paulista? Essa revelação deixou indignado o governador João Doria, que bancou o imunizante contra toda a pressão federal. “Uma vergonha nacional!”, afirmou. No dia seguinte à divulgação do vídeo, o general negou com veemência que tivesse negociado a compra da Coronavac com intermediários, apesar do vídeo mostrar que anunciou a assinatura de um memorando de entendimentos para concretizar o negócio “o mais rapidamente possível”. Pazuello divulgou uma nota que mais parece uma confissão de culpa — como mau gestor, no mínimo. “Após a gravação, os empresários se despediram e, ato contínuo, fui informado que a proposta era completamente inidônea e não fidedigna. Imediatamente, determinei que não fosse elaborado o citado memorando de entendimentos, assim como que não fosse divulgado o vídeo realizado”, divulgou.

“Quando se fala em propina, é pelado dentro da piscina. Se fosse secreto, ele não dava entrevista” Jair Bolsonaro

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OMS alerta para risco de nova onda e de novas cepas, que podem não responder às vacinas já existentes.

Trabalhadora da saúde participa de oração coletiva pelas vítimas da covid em hospital de Belém (PA) – Tarso Sarraf / AFP

Precisa ficar explícito que a pandemia não está ao fim. Temos menos 20% da população vacinada

Mesmo com a queda contínua nos números de novos casos e de óbitos por Covid-19, o Brasil ainda está longe do fim da pandemia, por isso é fundamental manter todos os protocolos de segurança, como o distanciamento social e o uso de máscara. O país atingiu patamares tão altos de mortes e contágio que mesmo em queda, os dados ainda são considerados muito elevados por especialistas, que ressaltam também os riscos de surgimento de novas cepas.

“Precisa ficar explícito que a pandemia não está chegando ao fim. Temos notícias boas, temos que comemorar, mas o Brasil ainda tem grandes desafios. Temos menos 20% da população vacinada”, ressaltou o médico de família e comunidade Aristoteles Cardona, em entrevista ao podcast Covid-19 na Semana, repercutido na edição de hoje (26) do Programa Bema Viver. Esse posicionamento foi endossado na última semana pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que alertou que a pandemia está longe do fim. Entre 11 e 17 de julho houve um aumento de 11,5% no número de casos no mundo. A Organização reforçou que pode ocorrer uma nova onda global, sendo que a desigualdade na vacinação manteria bolsões de contágio propícios ao surgimento de novas cepas, que podem não responder às vacinas já existentes. “Já sabemos que a variante Delta é mais transmissível e tem se tornado dominante em alguns países. Temos identificado aumento de casos e de hospitalizações em países que já tinham vacinado muito. A mortalidade permanece baixa, um reflexo da vacinação. Porém, os países que tão tem taxas altas de vacinação estão sim registrando um aumento nas mortes”, disse Aristoteles. “Além disso existe o risco surgirem variantes que as vacinas não protegem.” Por isso, o médico reforça a necessidade de manter as medidas não farmacológicas de controle da pandemia, como uso de máscara, distanciamento social e higiene constante das mãos. Ele reforça que o fato de haver parte grande da população não vacinada circulando normalmente pode abrir espaço para novas cepas e para o descontrole da pandemia.

“Mesmo longe do fim, estamos em um clima de uma pós pandemia, de normalidade, e isso não é real. Temos que comemorar conquistas, mas ainda estamos em plena pandemia. Temos risco de sofrer tudo mais uma vez. Faz parte da política de enfrentamento se adiantar ao vírus e não estamos fazendo isso.”

Jongo

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Vacinação de jovens acima de 18 anos em Manaus (AM); Brasil precisa correr com a imunização para diminuir as chances de piora no cenário – Camila Batista©/Semsa/Fotos Públicas

Não tem como dizer que o risco não existe. Os cuidados devem permanecer.

Em mais uma semana que confirma a tendência de queda nos números de novos casos e óbitos pela covid-19, o Brasil vive hoje o maior período de declínio do ritmo da pandemia em território nacional. Há um mês, os dados caem diariamente, quase que de maneira contínua. O ritmo de expansão menos acentuado é observado nas novas contaminações e nos casos fatais. Em 24 de junho, o país alcançava a pior média de casos em 24 horas de toda a trajetória do coronavírus por aqui: mais de 77,2 mil infectados. A média de mortes era superior a 2 mil. Agora, os registros de infectados se aproximam de 35 mil por dia e os de casos fatais estão em cerca de 1,1mil. Já é consenso que esse cenário tem impactos diretos da campanha de vacinação, mas o Brasil ainda tem menos de 20% da população totalmente vacinada. No entanto, o cenário está longe de significar luz no fim do túnel. Ainda há um trajeto longo e desafiador pela frente, que passa pela imunização de pelo menos 70% da população e da manutenção das medidas de prevenção ao contágio. Entre fevereiro e junho deste ano, o país chegou a um patamar tão alto de crescimento diário, que mesmo a queda constante e relativamente longa de agora não conseguiu  tirar o país da lista de nações com mais casos e mortes a cada 24 horas. O número de óbitos ainda é superior aos piores registros do ano passado. Em conversa no podcast A Covid-19 na Semana, o médico de família Aristóteles Cardona, da Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares, afirma que a queda nos números é positiva, mas que o estado de atenção ainda é muito necessário.

:: Ex-presidente da Anvisa alerta para subnotificação de casos da variante delta no Brasil ::

Cardona explica que o aumento de casos em países que estão com a vacinação mais adiantada que o Brasil deve acender o alerta. Ele cita a circulação da variante delta, confirmada em mais de 100 casos no paísSegundo o médico, nas nações que imunizaram uma porcentagem maior da população, a cepa tem aumentado as infecções, mas as mortes não crescem tanto. Entre os que não têm a vacinação avançada, o cenário é outro. “A mortalidade baixa é consequência direta da vacinação. A gente é um país gigante, ainda falta muita gente pra se vacinar. Tudo isso aponta para a necessidade de a gente ainda precisar seguir com muito cuidado”, explica.

:: Mais de 113 mil crianças ficaram total ou parcialmente órfãs no Brasil em consequência da covid ::

A percepção de que a batalha não está vencida é reforçada por alguns alertas divulgados pela Organização Mundial da Saúde ao longo da semana. Na segunda-feira (19), a diretora técnica da entidade, Maria van Kerkhove, disse que o fim da pandemia pode estar cada vez mais longe. Ela pontuou que, na semana anterior, houve um aumento de 11,5% no número de novos casos da covid-19 em todo o mundo. A américa está entre os continentes com os menores índices, mas ainda assim em situação alarmante, “Foram quase 1 milhão de novos casos nas Américas e 22 mil mortes”, ressaltou. Aristóteles Cardona questiona: “E se surgir, em algum momento, uma variante em que as vacinas não protejam tão bem? Não tem como dizer que o risco não existe. Os  cuidados devem permanecer”, reforça o médico. “Há um forte debate hoje sobre os países que melhoraram muito, que vacinaram grande parte da população e estão vivendo um clima de ‘superamos a pandemia’. A gente ainda está vivendo em plena pandemia e a gente tem que se antecipar aos movimentos que vêm pela frente”, finaliza.

Pandemia recua no Brasil, mas avança no mundo. “Estamos longe do fim nas Américas”, diz OMS

Na a quarta-feira (21) Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, endossou o recado. Segundo ele, o mundo está entrando em uma nova onda de transmissões. A desigualdade na distribuição das vacinas tende a colocar o mundo todo em insegurança. Sem o controle em todos os países, o risco permanece. “Isso não é apenas um ultraje moral, é também epidemiológica e economicamente autodestrutivo”, disse Tedros. Segundo ele, “a pandemia é um teste e o mundo está falhando”.

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Visando combater a disseminação de novas cepas do coronavírus em Pernambuco, o Governo do Estado irá investir na compra de 1,4 milhão de testes rápidos de antígeno. A medida tem como foco, sobretudo, a variante delta, que tem gerado preocupação no mundo inteiro. De acordo com o secretário estadual de Saúde, André Longo, os exames serão distribuídos para todos os municípios para que possam ser usados na atenção primária. “Já está em fase de análise das amostras dos testes uma ata de registro de preço para aquisição de mais de 1,4 milhão de testes. Queremos que todas as pessoas sintomáticas e as pessoas que tiverem contato com elas tenham acesso a testagem de antígeno”, disse o secretário. Ainda segundo Longo, é preciso agir mesmo não havendo transmissão comunitária da variante detectada pela primeira vez na Índia em Pernambuco.  Até o momento, os únicos casos confirmados foram de dois tripulantes filipinos do navio cargueiro Shoveler ancorado no Porto do Recife desde 30 de junho. Com 19 tripulantes, dez testaram negativo para a doença e nove positivos. Dos casos confirmados, três foram hospitalizados. Além do que recebeu alta na quarta-feira (21) e o que segue internado, um morreu no último dia 18 de julho.

Dos outros seis tripulantes positivos, apenas um permanece em isolamento. Os demais já negativaram para a doença.

Vacina abaixo da média
Questionado por que Pernambuco está abaixo da média nacional de vacinação contra Covid, André Longo jogou a responsabilidade para o Governo Federal e cobrou do Ministério da Saúde uma distribuição mais igualitária dos imunizantes. “Os Estados do Nordeste fizeram um documento para levar ao Ministério da Saúde. Não podemos ver estados podendo progredir muito mais rapidamente que outros. Nesse momento, o Nordeste está prejudicado por essa distribuição desigual e o ministro como paraibano, como nordestino, precisa olhar para isso”, falou.

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Mesmo com o avanço da variante delta, o governo de São Paulo prepara a flexibilização das regras contra a Covid-19 mantendo o uso de máscara e distanciamento.

Já são nove os casos de transmissão comunitária da variante, que é mais transmissível, no estado. Apesar da preocupação, o governo avalia que é possível dar continuidade à flexibilização do Plano São Paulo. Nesta quarta (21), o vice governador Rodrigo Garcia (DEM) disse que “não há expectativa” de recuo do planejamento inicial de encerrar a fase de transição em 31 de julho. Com a queda consecutiva dos indicadores da pandemia, o avanço da vacinação e o monitoramento da nova variante, os integrantes do governo indicaram que as restrições atuais devem ser retiradas. Atualmente, todo o estado de São Paulo tem toque de recolher das 23h às 5h no estado. Comércio e serviços também têm restrições, podendo funcionar com 60% da capacidade e até as 23h.”Não estamos pensando nesse momento na retirada das máscaras. Os países em que estamos vendo a recrudescência de casos já tinham suspendido a obrigatoriedade das máscaras e das regras de distanciamento. Vamos continuar caminhando de forma segura”, disse Paulo Menezes, coordenador do Centro de Contingência.A previsão é de que toda a população adulta do estado tenha recebido ao menos a primeira dose da vacina até 20 de agosto. Segundo Jean Gorinchteyn, secretário estadual de Saúde, a imunização completa de pessoas mais velhas também traz segurança para controlar a nova variante. No estado, 95% das pessoas na faixa etária acima dos 90 anos tomaram as duas doses. A cobertura é de 100% no público de 70 a 89 anos.”O impacto da mortalidade [pela variante delta] foi maior nos países que não tinham completado a imunização dos idosos. Temos [em São Paulo] um programa vacinal bastante acelerado na população adulta e a proteção já garantida dos mais idosos.”O governo estadual também informou ter um plano de monitoramento e de bloqueio da variante delta. O Instituto Butantan fará o sequenciamento genético de todos os casos positivos nas cidades que já registraram casos de transmissão comunitária da variante. “Todas as amostras desses municípios que vierem positivadas serão avaliadas do ponto de vista gnômico para identificarmos se estamos tratando da variante delta”, disse o secretário.No estado de São Paulo, foram confirmados nove casos de transmissão comunitária da nova variante –sete na capital e dois na região do Vale do Paraíba. Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, também informou que será feita uma enquete soroepidemiológica nessas regiões para identificar a penetração da variante.

teste covid em massa ministerio saude
Vinícius Schmidt/Metrópoles

Em coletiva realizada nesta quarta-feira (21/7), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, voltou a falar em testagem em massa, mas ainda sem informar datas para implementação dessa medida. Na ocasião, o cardiologista adiantou que a pasta contará com a parceria da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Queiroga afirmou também que o Ministério da Saúde adotará duas estratégias para combater as variantes, em especial a Delta, que tem colocado o mundo em alerta: vacinação e vigilância. “Nós precisamos conhecer bem qual é o perfil desses indivíduos: qual é o percentual de pacientes já vacinados com as duas doses da vacina; onde eles estão localizados; e o isolamento dessas pessoas, para evitar que haja uma transmissão comunitária da variante Delta“, ressaltou Queiroga.

A variante

A variante Delta, de acordo com estudos recentes, é a mais contagiosa entre todas as cepas já sequenciadas. Segundo pesquisas da Organização Mundial da Saúde (OMS), essa mutação tem transmissibilidade 97% maior do que a cepa original do coronavírus, oriunda da China. A cepa já está presente em mais de 96 países, é predominante em alguns deles, e preocupa a OMS. A estimativa da entidade é que, em alguns meses, a variante prevaleça em todo o mundo. Até o momento, alguns casos da Covid-19 causada pela Delta já foram identificados em estados como Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Goiás. No país, foram registrados dois óbitos de pessoas com a cepa: uma gestante de 42 anos no Paraná e um tripulante de 54 anos de um navio chinês atracado no Maranhão.

Prevenção contra o coronavírus

COMO SE PREVENIR PARA NÃO CONTRAIR O CORONAVÍRUS

Uso da máscara com o nariz de fora é um dos erros mais comuns (Foto: Alvaro Pegoraro/Folha do Mate)

Uso incorreto de máscara

Diante de tantas informações circulando nos meios de comunicação, precisamos ficar atentos para seguir corretamente as medidas de prevenção contra o Coronavírus

  Operação constatou aglomeração de pessoas em Manaus, na noite desta quarta (15). — Foto: Patrick Marques/G1 AM
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Até o momento, os registros foram feitos em 12 municípios do estado do Rio de Janeiro – Jaqueline Deister

O estado do Rio de Janeiro registra o maior número de casos da variante delta no país. Ao todo, são 97 casos da variante Delta do coronavírus identificados e notificados no Brasil, segundo informado pelo Ministério da Saúde, no último domingo (18). O estado do Rio de Janeiro responde por 76,2% destes casos, com 74 ocorrências. 

A delta tem se mostrado amplamente transmissível e preocupa agentes de saúde por conta da velocidade de contágio. De acordo com o governo do estado, no último sábado (17), foram confirmados mais 63 casos da variante, do total de 380 amostras processadas. Até o momento, os registros foram feitos em 12 municípios do estado. Somente na cidade do Rio a prefeitura confirmou mais 16 casos neste fim de semana, totalizando 23 identificados ao todo na capital. Os novos municípios com identificação de casos da variante delta são: Duque de Caxias, Itaboraí, Itaguaí, Japeri, Maricá, Mesquita, Niterói, Nova Iguaçu, Queimados. Em Seropédica, São João de Meriti e Rio de Janeiro, já havia sido identificado casos anteriormente. Além dos casos registrados no Rio, no Maranhão foram registrados seis casos, há outros nove no Paraná, três no estado de São Paulo, dois em Pernambuco, dois em Goiás e um em Minas Gerais, segundo última atualização do Ministério da Saúde.

Vacinação na capital

Nesta segunda-feira (19), a cidade do Rio vacina mulheres com 36 anos. De acordo com o cronograma estipulado no calendário de imunização do município, até o final da semana, todos os moradores com 35 anos ou mais devem estar vacinados. O calendário ainda prevê que a vacinação dos moradores que têm 33 anos ou mais deve ser concluída até o final do mês. Nesta semana, o cronograma apresenta duas datas de repescagem para quem perder o dia de imunização. A próxima quarta-feira (21) será destinada à repescagem de homens e mulheres a partir de 36 anos. Já no sábado (24), a faixa atendida será ampliada e quem tem mais de 35 anos poderá receber a vacina.

Fonte: BdF Rio de Janeiro

                                       Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, em entrevista coletiva na sede da agência em foto de arquivo — Foto: Christopher Black/OMS/Reuters

Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, em entrevista coletiva na sede da agência em foto de arquivo — Foto: Christopher Black/OMS/Reuters

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse nesta segunda-feira (12) que a variante delta do coronavírus será predominante no mundo “em breve”. Ao menos 104 países já registram casos de infecção por esta variante do coronavírus, mais transmissível, segundo levantamento da agência de saúde das Nações Unidas.

“A variante delta está agora em mais de 104 países e esperamos que em breve seja a cepa da Covid-19 dominante em circulação mundial”, disse o chefe da OMS em entrevista coletiva.

“O mundo está assistindo em tempo real enquanto o vírus da Covid-19 continua a mudar e a se tornar mais transmissível”, afirmou o cientista. Ghebreyesus reforçou o que vem dizendo publicamente de que enquanto países ricos pensam em doses de reforço, países pobres seguem sem proteger profissionais de saúde na linha de frente. O diretor-executivo de emergências da OMS, Mike Ryan, reforçou a importância de vacinar a população mais vulnerável e afirmou que “os números são claros, são eles que estão morrendo, desprotegidos”.

Variante delta

Em meados de junho, a cientista-chefe da OMSSoumya Swaminathan, alertou que a variante delta do coronavírus vinha se tornando dominante no mundo por conta de sua “maior transmissibilidade”Uma variante é resultado de modificações genéticas que o vírus sofre durante seu processo de replicação. Um único vírus pode ter inúmeras variantes. Quanto mais circula (transmitido de uma pessoa para outra), mais ele faz replicações – e maior é a probabilidade de ocorrência de modificações no seu material genético. Mas isso não significa que ela seja resistente às vacinas. A chefe do programa de emergências da OMS, Maria van Kerkhove, afirmou que as vacinas conseguem reduzir casos graves de Covid-19. Ela reafirmou, no entanto, que as duas doses da vacina – quando a aplicação é feita em duas doses – são importantes para garantir a proteção completa.

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Cepa Delta do coronavírus se espalhou pelo mundo e está presente em mais de cem países, segundo a OMSD imitris_Barletis / stock.adobe.com

Identificada pela primeira vez na Índia, em outubro do ano passado, a variante Delta do coronavírus se espalhou pelo mundo e está presente em mais de cem países, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A chegada ao Brasil levanta preocupações devido à maior transmissibilidade e à redução da eficácia de primeira dose de vacinas contra covid-19 – como resposta, diferentes Estados, incluindo o Rio Grande do Sul, estão antecipando a segunda aplicação da AstraZeneca e da Pfizer.  Há, oficialmente, 20 infecções pela Delta no Brasil, segundo boletim epidemiológico mais recente do Ministério da Saúde. Mas, como a vigilância genômica no Brasil é falha, afirmam analistas, é provável que haja muito mais casos no país. No Rio Grande do Sul, dois casos são suspeitos e estão em análise pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Em nações como Estados Unidos, Reino Unido, Portugal, Rússia e Indonésia, a Delta foi responsável por uma nova onda de casos, hospitalizações e mortes – com maior prevalência entre os não vacinados. As bolsas de valores ao redor do mundo chegaram a ser afetadas pela ascensão da Delta e o consequente receio de restrições econômicas para conter a transmissão e salvar vidas. No Brasil, especialistas temem que a Delta possa causar grandes estragos em meio à baixa cobertura vacinal de segunda dose e à ausência de medidas de restrição, o que permite ao vírus circular basicamente livre. Ainda assim, cinco especialistas consultados por GZH concordam que não é possível saber se a Delta predominará sobre a Gama, originária de Manaus e hoje a mais presente no Brasil. Em outras nações, a prevalência é da Alfa, do Reino Unido – no Brasil, entretanto, essa cepa não ganhou força.— A Delta se tornou predominante no Reino Unido e caminha para ser nos Estados Unidos, mas há particularidades geográficas, populacionais, de suscetibilidade da população e de competição entre variantes. Não vimos a mesma cepa assumir protagonismo em todos os lugares — diz Marco Aurélio Sáfadi, médico e professor de Infectologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.  A boa notícia é que os estudos mostram que as vacinas mantêm alta proteção contra hospitalizações e mortes causadas pela Delta, desde que tomadas as duas doses. Já somente uma aplicação aparenta oferecer proteção bem menor do que contra variantes anteriores – a constatação eleva a importância de os brasileiros buscarem postos de saúde para realizarem o esquema vacinal completo. 

A preocupação agora tem que ser vacinar e vacinar. Enquanto isso, temos que ter bastante cuidado nas medidas de prevenção, que continuam as mesmas

MAURÍCIO NOGUEIRA

Médico e virologista

O médico e virologista Maurício Nogueira, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Virologia (SBV), afirma que, para entender o possível impacto da Delta, não basta olhar apenas para suas características biológicas, mas também para as condições do ambiente que for recebê-la. Com parcela de vacinados e parte dos brasileiros já infectada, a nova variante pode ter menos espaço. — Não sabemos o número de suscetíveis à Delta, o que vai modular se ela será mais transmissível ou não. Vamos supor que o vírus seja 10 vezes mais transmissível. Mas e se eu tiver só um terço da população suscetível, já que o resto está vacinado ou já pegou? E quem carrega o vírus somos nós, então, nosso comportamento modula. A preocupação agora tem que ser vacinar e vacinar. Enquanto isso, temos que ter bastante cuidado nas medidas de prevenção, que continuam as mesmas — afirma. 

Confira perguntas e respostas sobre a variante Delta:

Onde a variante foi detectada?

Em mais de cem países, segundo a OMS. Na Índia, a Delta foi responsável por uma onda gigantesca de casos e pelo colapso do sistema de saúde. Ela já se tornou predominante em países como Reino Unido (90% das infecções), Holanda e Portugal, onde foi responsável por uma nova onda de casos, a despeito da grande cobertura vacinal. Nos Estados Unidos, corresponde a 20% dos novos casos. 

Onde a Delta está no Brasil?

A Delta está longe de ser a mais presente no país: dados do Ministério da Saúde mostram que a Gama, originária de Manaus, é a predominante. Até agora, a variante originária da Índia está presente em seis Estados: Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo. No Rio Grande do Sul, dois casos suspeitos estão sendo analisados pela Fiocruz, no Rio de Janeiro.

O que outros países fizeram com a ascensão da Delta?

Com a ascensão da Delta e uma nova onda de casos, hospitalizações e mortes, nações mais ricas voltaram a exigir o uso de máscaras, como Israel. Em Portugal, o governo proibiu viagens a Lisboa. Alguns países, como o Canadá,  optaram por encurtar o intervalo entre as doses para assegurar que mais pessoas estejam com esquema vacinal completo o quanto antes, uma vez que apenas uma dose parece ser menos efetiva. Já outras nações, como Alemanha e Espanha, permitiram a vacinação cruzada, com doses de laboratórios diferentes. 

Os sintomas da Delta são diferentes?

Sim. Os primeiros sintomas mais comuns são dor de cabeça, nariz escorrendo, garganta dolorida e febre. Ao contrário da infecção por outras variantes, a Delta não costuma causar perda de olfato e paladar. A mudança preocupa médicos, cujo receio é de que a população confunda os sintomas. — Há um potencial para as pessoas tomarem menos cuidados, irem às ruas e se aglomerarem achando que estão apenas com uma alergia ou resfriado, o que contribuiria para maior transmissão — diz o médico Estevão Urbano, professor de infectologia da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. 

A Delta é mais contagiosa? 

Estudos em laboratório e análises estatísticas da vida real indicam que sim, mas os números variam conforme o estudo e o país. Pesquisa feita na Inglaterra mostrou que a Delta é entre 40% e 60% mais contagiosa do que a variante Alfa (britânica). A Alfa, por sua vez, já era 50% mais transmissível do que a cepa original, de Wuhan, na China

Em coluna em GZH, o médico Drauzio Varella destacou outra análise: modelos epidemiológicos criados na London School of Hygiene & Tropical Medicine estimam que a capacidade de contágio da Delta seja 50% a 100% maior do que a da variante Alfa. Como a variante Alfa é 50% mais contagiosa do que a originária de Wuhan, e a Delta é 50% a 100% mais contagiosa do que Alfa, a cepa indiana seria duas vezes mais contagiosa do que aquela do início da pandemia.

Nos Estados Unidos, a Delta vem afetando em especial os jovens. Não se sabe se isso ocorre porque eles se expõem mais ou se é porque são o público menos imunizado do país. A Holanda vive um crescimento exponencial no número de novos casos, assim como o Reino Unido. — Em relação à variante britânica, há estudos mostrando que seja entre 10% a 20% mais infectante, e outros sugerem até 60% a mais de transmissão. Mas são estudos que não permitem conclusões exatas — diz Estevão Urbano, professor de infectologia da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. O médico infectologista Eduardo Sprinz, coordenador do serviço de Infectologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), destaca que estudos in vitro mostram que amostras de pessoas infectadas pela variante Delta carregam uma carga maior de vírus, o que, em tese, pode estar associado a um quadro mais grave de coronavírus. 

Por que ela é mais transmissível?

A variante Delta tem mutações na proteína S, responsável pelo sistema de chave-fechadura entre o vírus e as células de defesa. Essas alterações fazem os anticorpos se ligarem menos ao vírus, o que torna a vacina menos eficiente, explica José David Urbaez Brito, médico infectologista e presidente da Sociedade de Infectologia do Distrito Federal.

A Delta ainda se encaixa melhor na entrada da célula quando comparada com o vírus original — afirma Brito.

A Delta é mais letal?

Não se sabe. Na Índia, a Delta foi responsável por mais mortes, mas, em Israel, não – o que indica que as vacinas estão salvando vidas e que os não imunizados apresentam maior vulnerabilidade. Na Inglaterra, a nova variante causou nova onda de hospitalizações e mortes, mas não no mesmo nível do repique de casos. Estudo na Escócia publicado na revista The Lancet mostrou que a taxa de hospitalização de infectados com a Delta era 85% maior do que contaminados pela Alfa.  A Delta, em laboratório, tem uma maior transmissibilidade do que a Alfa e a Gama. Sabe-se que gerou aumento no número de internações e de óbitos, o que não significa que ela cause mais danos, porque pode ser que, por ser mais transmissível, haja mais casos, mais hospitalizações e, portanto, mortes — diz José David Urbaez Brito, médico e presidente da Sociedade de Infectologia do Distrito Federal. 

O médico Estevão Urbano também pontua que há incertezas sobre a questão: 

— Quanto maior a replicação do vírus dentro do corpo, o que acontece com a Delta, há uma tendência de maior gravidade e, portanto, hospitalização e óbitos. Mas não se sabe ainda. O médico infectologista Eduardo Sprinz, do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, adota avaliação oposta: Parece que a população mais desprotegida (jovens) tem menos vulnerabilidade para as complicações da covid. Em termos de agressividade, provavelmente é a mesma de outras variantes — observa. 

Como se proteger da variante Delta?

Com as mesmas medidas contra outras cepas: uso de máscaras, distanciamento social e álcool gel seguem sendo medidas válidas. 

Já peguei coronavírus. Posso pegar novamente?

Não se sabe, mas há indícios de que é possível haver reinfecção. 

— A gente sabe que os casos de reinfecção não ocorrem de forma imediata: há um intervalo de oito a 12 semanas. As anticorpos induzidos contra a covid não têm longa permanência, então, as defesas que sobram são ineficientes contra as variantes — comenta o médico infectologista Eduardo Sprinz. O virologista Fernando Spilki lembra que a imunidade de rebanho por infecção não existe para a covid-19, e destaca que as pessoas podem se recontaminar.  — A gente tem visto reinfecções entre linhas mais antigas e novas, entre variantes diferentes e entre as próprias linhagens antigas. Indivíduos com uma covid muito leve tendem a não formar uma imunidade muito robusta e ficam suscetíveis a uma nova infecção. Não é impossível que, passados semanas ou meses, o indivíduo venha a se infectar. Não existe imunidade de rebanho por infecção, ela não é duradoura — diz o virologista.  

gauchazh

Os hospitais geridos pelas três Forças Armadas brasileiras enviaram, para a CPI da Covid, dados sobre a ocupação de seus leitos durante os quatro primeiros meses de 2021. Enquanto os sete hospitais da Marinha e as nove instalações da Força Aérea também sofreram em alguns momentos com picos de 100% de ocupação, os 25 hospitais do Exército declararam picos de 678% na ocupação de seus leitos de covid-19. Os números estão em relatórios encaminhados pelo Ministério da Defesa – que gere as três pastas – ao Senado Federal. A taxa de ocupação mais alta para os leitos de UTI para covid, de 678%, teria sido registrada no Hospital de Guarnição de Tabatinga (AM), gerido pelo Exército Brasileiro na fronteira com a Colômbia. O Hospital Geral de Juiz de Fora (MG) registrou uma taxa de ocupação de 591% em janeiro. Hospitais do Exército em Manaus, Rio e Brasília registraram, em ao menos um mês entre janeiro e maio deste ano, mais de 200% de ocupação. Os valores diferem radicalmente da taxa de ocupação de leitos de UTI não-covid dos mesmos hospitais. Em fevereiro, quando abria leitos emergenciais para atender os casos de covid da região do Alto Solimões, o Hospital de Guarnição de Tabatinga registrava apenas 33% de ocupação nos leitos clínicos; no mês seguinte, quando a ocupação dos leitos de covid baixou para 210%, os leitos comuns tiveram 17% de ocupação. A situação apresentou mais normalidade nas unidades hospitalares das outras duas forças. Entre os hospitais geridos pela Marinha do Brasil, a ocupação chegou a 100% apenas em abril, em dois dos seus sete hospitais. A ocupação de leitos de covid, tanto de UTI quanto de enfermaria, se manteve entre 80% e 90% durante a maioria deste tempo.

A Força Aérea registrou um estresse maior de sua rede – o Hospital da Força Aérea em São Paulo (HFASP) chegou a 128% de ocupação, enquanto o Hospital Central da Aeronáutica (HCA), no Rio de Janeiro, operou no seu limite durante os quatro meses.

 Há ainda um quarto relatório relativo ao Hospital das Forças Armadas (HFA), sediado em Brasília e de responsabilidade direta do Ministério. O complexo hospitalar, para onde também vai o presidente da República, não registrou taxas de ocupação superior a 100%. Em todos os documentos, há a mesma conclusão: “Diante do exposto, depreende-se a não existência, nesse período, de leitos ociosos, por conta das peculiaridades do Sistema de Saúde Militar”. Em nenhum dos relatórios há menção de leitos dos hospitais militares aos civis. Em maio deste ano, as suspeitas que os leitos de hospitais militares estariam ociosos e reservados a oficiais fizeram com que o Tribunal de Contas da União (TCU) se manifestasse. Em um relatório aberto por técnicos do tribunal, ficou recomendado que o Ministério da Saúde requisitasse tais leitos para tratamento dos civis, em um período em que o país ainda registrava perto de 3.000 mortes de covid-19 por dia, em situação de estresse do seu sistema de saúde. O caso, de relatoria do ministro Benjamin Zymler, ainda não foi julgado.
Variante Delta do coronavírus é linhagem predominante no mundo, dizem EUA

Palavra Covid-19 refletida numa gota em uma seringa

A variante Delta da Covid-19 é agora a linhagem predominante em todo o mundo, disseram nesta sexta-feira autoridades dos Estados Unidos, país que registra uma disparada de casos e mortes pela doença entre pessoas não vacinadas. Os casos de Covid-19 dos EUA aumentaram 70% em relação à semana anterior e as mortes subiram 26%. Os surtos ocorrem em partes dos EUA com índices de vacinação baixos, disse Rochelle Walensky, diretora do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC), durante uma entrevista coletiva.
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Número de mortos seria menor no país se vacinação tivesse começado mais cedo
Número de mortos seria menor no país se vacinação tivesse começado mais cedo – Michael Dantas / AFP

O Brasil superou a marca de 540 mil mortes por covid-19 (veja quadro abaixo) depois do registro de 1.456 vítimas nas últimas 24 horas, de acordo com o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass). Os dados oficiais das secretarias estaduais de Saúde ainda apontam para 45.591 novas infecções registradas no último período, somando 19,3 milhões de casos de covid-19. Com o avanço da vacinação, a maior parte do país segue em tendência de recuo dos indicadores da covid-19. Entretanto, o último boletim Infogripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado hoje (16), aponta para piora em dois estados: Amazonas e Amapá. Entre as capitais, apresentam sinais de crescimento Macapá, Manaus, Porto Alegre e Vitória.


Números da pandemia de covid-19 no país em 16 de julho de 2021 / Conass

No restante do Brasil, outras sete capitais estão em ponto de estabilização, ou seja, a queda observada nos casos e mortes por covid-19 nas últimas semanas foi interrompida. São elas: Brasília, Florianópolis, João Pessoa, Recife, Rio Branco, Rio de Janeiro e Teresina. A transmissão do vírus segue em níveis alarmantes em todo o país de acordo com a entidade. Das 27 capitais, Belém, Boa Vista, Cuiabá, Palmas e Vitória apresentam nível alto de transmissão; enquanto Aracaju, Florianópolis, Fortaleza, João Pessoa, Manaus, Natal, Porto Velho, Recife, Rio Branco, Rio de Janeiro, Salvador e São Luís têm nível muito alto. Já Belo Horizonte, Brasília, Campo Grande, Curitiba, Goiânia, Macapá, Maceió, Porto Alegre, São Paulo e Teresina exibem nível extremamente alto.

Falta de cuidados

Embora as curvas epidemiológicas de novos casos e mortes diárias apresentem queda sustentável, os dados da Fiocruz apontam que a situação está longe do controle. Isso se deve, de acordo com a instituição, devido ao relaxamento de medidas de segurança contra o vírus, como distanciamento social e uso de máscaras. “Essa situação manterá o número de hospitalizações e óbitos em patamares altos, com tendência de agravamento nas próximas semanas caso não haja nova mobilização por parte das autoridades e população”, afirma o boletim. O pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe, reafirma a necessidade de cuidados: “Mesmo  com essa redução ainda temos a imensa maioria do território em situação gravíssima. Todos os estados apresentam macrorregiões em nível alto ou superior, sendo que 12 estados e o Distrito Federal apresentam macrorregiões em nível extremamente elevado. Isso evidencia a necessidade de manutenção de medidas de mitigação da transmissão”.

Longe do fim

A disseminação da variante delta do vírus, até 70% mais contagiosa e mais resistente às vacinas, motiva a piora de indicadores em muitos países. Entre eles, a Inglaterra, que já tem 60% da população totalmente imunizada com duas doses e cerca de 80% já com a primeira dose em dia. Sem medidas de restrição, o número de novos casos explodiu no país. Entretanto, as vacinas seguem se mostrando efetivas para prevenir mortes, já que o número de vítimas não acelerou no mesmo nível. Especialistas comemoram a eficácia das vacinas, mas consideram a situação de alto risco. O maior receio é de que alguma variante nova possa ser mais letal, ou mesmo driblar a imunidade alcançada com as vacinas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) lamentou as tendências recentes da covid-19. “A pandemia está longe de acabar”, disse o diretor-geral, Tedros Adhanom. O Comitê de Emergência da OMS alertou sobre “forte probabilidade” do surgimento de novas variantes no panorama atual. “As tendências recentes são preocupantes. Dezoito meses depois de declarar a emergência de saúde pública internacional, continuamos correndo atrás do coronavírus”, disse o presidente do Comitê, Didier Houssin. Ele ainda destacou que as chances do surgimento de cepas mais perigosas são igualmente elevadas. Além de reforçar o pedido para a manutenção de cuidados não farmacológicos com o vírus, a entidade fez críticas sobre a falta de vacinas em países mais pobres. “Vamos continuar defendendo incansavelmente o acesso e distribuição igualitários das vacinas em todo o mundo, fomentando a troca de doses, a produção a nível local, a liberação dos direitos de propriedade intelectual, assim como a transferência de tecnologia, o aumento da capacidade de produção e, obviamente, o financiamento necessário para conseguir tudo isso”, disse Houssin.

brasildefato

Em sete meses de imunização, Brasil não chega nem a 15% da população totalmente protegida – Mauro Pimentel©/AFP

Não adianta fazer um puxadinho no Plano Nacional de Imunização

Neste sábado (17), o Brasil completa sete meses do início da campanha de vacinação contra a covid-19. Mais de um semestre depois da primeira inoculação, ainda não há direcionamento nacional quanto a temas importantes e gargalos que poderiam ser resolvidos com medidas simples, como a mera orientação básica à população.

Entre os debates que marcaram a semana, estão decisões tomadas por estados e municípios sobre a antecipação da segunda dose e a imunização de adolescentes. Sem unidade em todo o país para esses temas, há chance de que eles acabem causando discrepâncias no Plano Nacional de Imunização (PNI). A conversa em torno da vacinação para menores de 18 anos voltou à pauta no último domingo (11), quando o governo de São Paulo anunciou um novo calendário de imunização, incluindo pessoas a partir de 12 anos. Nesse mesmo dia, as autoridades estaduais informaram que têm como meta vacinar toda a população paulista adulta até agosto. Em reação imediata, a Sociedade Brasileira de Imunizações considerou o anúncio uma espécie de estratégia política e disse que tratar do assunto agora pode causar confusão. Para a entidade, o ideal é aguardar o avanço da vacinação em adultos e as definições do PNI. O anúncio do governo de São Paulo veio seguido de um alerta da prefeitura da capital. Na segunda-feira (12), o prefeito Ricardo Nunes (MDB) disse que a cidade não tinha doses suficientes para seguir o cronograma estadual. Dois dias depois, a contagem de cidades do estado que interromperam a vacinação por falta de doses chegava a 30 municípios. Essa realidade se repete pelo Brasil. Na última semana, houve informações sobre paralisação em Goiânia e Curitiba, por exemplo.  Em participação no podcast A Covid-19 na Semana, a médica de família e comunidade Nathalia Neiva dos Santos, da Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares, afirma que há ausência de coordenação nacional desde o início da campanha. “Quando o Ministério da Saúde anunciou o Plano de Operacionalização da Vacinação, em março deste ano, havia uma falta de concretude de como se daria a vacinação”, aponta a médica. Segundo Natália, em consequência disso, estados e municípios têm colocado em prática medidas antecipadas, “sem de fato conseguir cumprir um cronograma que foi estabelecido inicialmente obedecendo o padrão comportamental do vírus. É um espelho da falta de centro e de governo”. Ao portal UOL, o Ministério da Saúde disse que a vacinação para adolescentes está em estudo. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária já havia atestado a segurança da aplicação de doses da Pfizer entre os jovens. Mas, mesmo assim, não há ainda um direcionamento nacional oficial. O assunto também foi tratado pelo Supremo Tribunal Federal. Na terça-feira (13), o ministro Gilmar Mendes determinou que o governo analise a necessidade de inclusão de cidadãos entre 12 e 18 anos no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação, com priorização dos grupos de risco. Para além dessa questão, há outros obstáculos que precisam ser superados, entre eles a falta de retorno para a segunda dose. Ainda, segundo cálculos da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual Paulista, 20% dos brasileiros com mais de 40 anos, que já poderiam estar imunizados, ainda não procuraram os postos de saúde.

Mesmo com essas questões não resolvidas, pelo menos sete estados brasileiros já informaram que vão antecipar a segunda aplicação da vacina para os imunizantes da Pfizer e Astrazeneca, outra decisão importante que não conta com coordenação nacional. No caso da Astrazeneca, a  Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) orienta a manutenção do prazo de 12 semanas entre as duas doses. “A pergunta que fica é: em qual momento  se viu um estímulo à adesão à vacinação? Há pouca campanha. Do que adianta começar a fazer algo que não é recomendação?”, questiona Nathália Neiva. A correria, na opinião da médica, “passa por cima de orientações científicas”. Ela teme que os anúncios de medidas não orientadas possam “iludir” a população para o fim de uma crise que ainda deve perdurar.  É fato que a semana que se encerra neste sábado (17) confirma tendência de queda no ritmo de crescimento da covid-19 em solo nacional. Segundo a Fiocruz, pela primeira vez desde dezembro, nenhum estado tem ocupação de UTIs superior a 90%. No entanto, o Brasil chegou a um patamar tão alto de contaminações e mortes por dia que os números mais baixos de hoje ainda são piores do que os registrados nos momentos mais dramáticos da pandemia em 2020. Há quase um mês, o país é a nação do mundo que registra a pior média diária de óbitos, segundo a plataforma Our World In Data, da Universidade de Oxford. Os registros da variante delta em território nacional também estão crescendo. Segundo estudos, ela é mais infecciosa. “Enquanto a vacina for encarada como uma solução individual, vai dar uma falsa sensação de segurança e de controle. Essa campanha é uma estratégia coletiva. Precisa funcionar de forma organizada, com uma perspectiva ampliada. Não adianta fazer um puxadinho no Plano Nacional de Imunização”, finaliza Nathália.

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Filho revela que Bolsonaro foi intubado na UTI para evitar broncoaspiração: "Muito líquido"
Filho revela que Bolsonaro foi intubado na UTI para evitar broncoaspiração: “Muito líquido” 

O presidente Jair Bolsonaro foi intubado para evitar a bronco-aspiração do líquido que se acumulava no estômago, informou um dos filhos do político.Em entrevista à Jovem Pan, Flávio Bolsonaro contou detalhes do estado de saúde do pai. “Ele foi submetido a uma endoscopia e a alguns exames de imagem, onde foi constatado um entupimento do intestino, com muito líquido já no estômago”, declarou.

Segundo ele, houve também uma entrada na Unidade de Terapia Intensiva.

“Ele foi para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), chegou a ser intubado, sim, para evitar que ele broncoaspirasse o líquido. Isso já havia acontecido em cirurgias passadas, por precaução, nada de grave”, encerrou. Bolsonaro já desembarcou em SP onde será acompanhado pela equipe médica nas próximas horas. O presidente vai passar por mais exames que pretendem detectar se é necessária uma cirurgia de emergência.  Quem deu a notícia foi o Ministro das Comunicações, Fábio Faria, em uma publicação nas redes sociais“Após exames realizados no HFA, em Brasília, o Dr. Macedo, médico responsável pelas cirurgias no abdômen do Presidente da República, decorrentes do atentado a faca ocorrido em 2018, constatou uma obstrução intestinal e resolveu levá-lo para São Paulo onde fará exames complementares para definição da necessidade, ou não, de uma cirurgia de emergência”, diz a nota

Márcia Goldschmidt vive drama após perda de memória após Covid-19: "Não lembrava o nome das minhas filhas"
Márcia Goldschmidt vive drama após perda de memória após Covid-19: “Não lembrava o nome das minhas filhas” 

A apresentadora Márcia Goldschmidt passou por uma bateria de exames nesta sexta-feira (9) após sofrer uma perda temporária de memória. Ela contou que não lembrava nem o nome das filhas. “Eu tive um susto muito grande, tive um branco, não lembrava o nome das minhas filhas, de ninguém. Fiquei em pânico”, contou ela. Como teve Covid-19 recentemente, ela ficou assustada e foi informada pelos médicos que este é uma das possíveis sequelas da doença.“Vim pro hospital, fiz uma tomografia do cérebro, falei com os médicos e uma das sequelas é um Banco que dá. Foi desesperador. Agora estou com uma dor de cabeça”, contou. Ela também espera o resultado dos exames. Morando fora do Brasil, a apresentadora Márcia Goldschmidt abriu o coração em entrevista ao programa Sensacional, apresentado por Daniela Albuquerque na RedeTV!. Na atração, ela fez um relato sincero da gravidez complicada das filhas gêmeas. “Não queria ser mãe, quem queria era meu marido. Fiz porque sou ousada, achei que nunca daria certo e vieram duas meninas”, declarou ela.

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Um funcionário público de 58 anos recebeu alta de um hospital em Joinville, em Santa Catarina, após mais de nove meses internado por conta da Covid-19. As informações são da Folha. Marcos Elias Jacobsen deu entrada no hospital em 22 de setembro do ano passado e recebeu alta nesta quinta-feira (8), nove meses e 16 dias depois, após superar diversas complicações por conta da doença.Jacobsen passou 58 dias internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e além do comprometimento pulmonar, ele desenvolveu insuficiência renal, úlcera, trombose e por um tempo ficou totalmente dependente dos aparelhos conectados ao seu corpo. Ainda segundo o jornal, a família chegou a ser avisada que, caso ele sobrevivesse, teria graves sequelas. Ele ainda precisará retornar diariamente ao hospital para trocar curativos e, nesta segunda-feira (12), vai iniciar sessões de fisioterapia para recuperar os movimentos dos pés e das mãos, os mais comprometidos pelo tempo que não pôde se movimentar. Após receber alta, a saída de Jacobsen do hospital foi celebrada pelos funcionários da unidade, que fizeram uma minifesta de despedida para o funcionário público.
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Os indicadores seguem elevados, e o Brasil é o país com mais mortes diárias pelo vírus no mundo
Os indicadores seguem elevados, e o Brasil é o país com mais mortes diárias pelo vírus no mundo – Michael Dantas/AFP

O Brasil registrou 1.639 mortos pela covid-19 nas últimas 24 horas. Com o acréscimo, são 530.179 mortos desde o início da pandemia, em março de 2020. Os novos casos reportados hoje – Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador – foram 53.725, totalizando 18.962.762.Os indicadores seguem elevados, e o Brasil é o país com mais mortes diárias pelo vírus no mundo. Entretanto, a tendência é de queda. A média móvel de mortes, calculada em sete dias, está em 1.441. É a menor desde 5 de março. O país supera a marca de 530 mil mortos pela covid-19 na mesma data em que é comemorado o Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador. Estudos de membros da comunidade acadêmica mostram que essa tragédia deveria ser menor. O Brasil tem taxa de mortalidade 4,4 vezes superior ao resto do mundo e é o país com mais mortes pelo vírus em 2021. No centro da maior crise sanitária da história no país, um presidente que nega a ciência, rejeita os fatos, ataca pesquisas e pesquisadores e trabalha contra a proteção dos brasileiros.

Negacionismo

Não são poucos os países que controlaram a pandemia e registram número mínimo de mortes pelo vírus. Nova Zelândia, Australia, Vietnã, Cuba, Uruguai, China entre outros.Em comum, todos seguiram as orientações da ciência e da Organização Mundial da Saúde (OMS).A receita é conhecida. Isolamento social, testagem em massa, uso de máscaras, rastreio de contágios e, posteriormente, vacinação ágil. Em cada um desses pontos, Bolsonaro seguiu exatamente o caminho oposto.O presidente negou a gravidade da doença, estimulou e promoveu aglomerações, divulgou mentiras sobre a segurança de vacinas e o uso de máscaras. Ao politizar o vírus, Bolsonaro também vê agora seu governo envolto em uma série de escândalos de corrupção. Entre eles, prevaricação na compra de vacinas e suposto esquema de corrupção envolvendo a assinatura de contratos com farmacêuticas. Tudo isso, envolto em uma ideologia que nega os avanços da ciência e, consecutivamente, o direito ao bem-estar social.

Retrocesso

Hoje é, também, aniversário da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Em virtude disso, a entidade de 73 anos promoveu um encontro virtual com cientistas e lideranças políticas para falar sobre o atual momento da ciência no país. Em pauta, a grande relevância dos pesquisadores no enfrentamento à pandemia e, também, o negacionismo do presidente e o desmonte no setor promovido por essa gestão.

O atual presidente da SBPC, Ildeu Moreira – que será substituído por Renato Janine Ribeiro – destacou que a entidade está em um momento de preocupação. “Estamos muito preocupados, inclusive com a democracia. Registramos nosso pesar pelos mais de 530 mil brasileiros e brasileiras mortos pela covid-19. Nos solidarizamos com todos os profissionais da Saúde, pesquisadores, cientistas que estão enfrentando essa pandemia”, afirma. “A ciência é o elemento central para superação disso. Essa tragédia poderia ter sido muito menor se não houvesse um negacionismo orquestrado”.

Descaso

O negacionismo bolsonarista levantado por Moreira foi ponto de crítica de muitos participantes. “Se tivessemos vacinado rapidamente, teríamos protegido a vida das pessoas e também sairíamos na frente economicamente. O terraplanismo é uma nova forma de colonização, uma maneira de paralisar a tecnologia dos países através dessa doença ideológica”, disse o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP). Teixeira completou ao lamentar que a ciência, para além do negacionismo do presidente durante a pandemia, está sob ataque. Pesam cortes de orçamento e descaso do poder público. “A partir de 2016 (ano do golpe) com a Emenda Constitucional 95 e a partir de 2019 (início do mandato de Bolsonaro), com o ataque à ciência produzido por esse governo, ficamos para trás. Isso tem um custo enorme em vidas. São mais de 530 mil vidas perdidas”, completou.

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