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REFLEXÕES DO PASSADO E PRESENTE: PERSPECTIVA DE MELHORA PARA O FUTURO


 

Saúde

                                         

ACESSEM E VEJAM PROGRAMAÇÃO

    O sorriso é um dos primeiros parâmetros pessoais notados por alguém em um primeiro contato; geralmente dando deixas que refletem a personalidade de cada indivíduo. Cuidar do sorriso e da saúde bucal vai muito além de estética e qualidade de vida: atrai também bons relacionamentos e influi completamente o ambiente profissional. Então, procedimentos voltados para melhoria ou recuperação do sorriso,não é apenas um simples tratamento, e sim um investimento com garantia de retorno.

   Profissionalmente, um sorriso saudável é capaz de aproximar a equipe, pois é muito importante para o relacionamento interpessoal. Os dentes bem cuidados, branquinhos e alinhados também abrem oportunidades para o reposicionamento no mercado de trabalho.

A importância do sorriso no dia a dia

 O sorriso perfeito vai além da beleza: ele transmite uma sensação de que a pessoa se preocupa com sua imagem e higiene pessoal, associando-se como alguém responsável e cuidadoso. Isso aproxima as outras pessoas de forma subliminar.

  Uma pessoa bem apresentável não é aquela que é a mais bonita, e sim aquela que demonstra mais cuidado consigo mesma. Seja com a roupa, com o cabelo, perfume, maquiagem, e nesse pacote tem maior peso a saúde bucal; afinal, pense em como é desagradável estar perto de quem tem mau hálito.Este conjunto faz com que as pessoas ao redor sintam a pessoa bem valorizada nos âmbitospessoal e corporativo, associando a conexão com chaves mentais de liderança, confiança, comprometimento e cumplicidade.

  Consequências de um sorriso mal cuidado

   Quem tem uma saúde bucal comprometida, como a falta de dentes, desalinhamento e amarelamento, ou mesmo a insatisfação com seu sorriso atual, pode expressar uma fisionomia negativa. Um semblante fechado, triste e com baixa autoestima é percebido por qualquer pessoa, o que pode afetar o desempenho no trabalho, socialmente e até mesmo nas relações interpessoais. Graças à tecnologia associada à odontologia, hoje existem diversos procedimentos que podem ajudar na conquista do sorriso perfeito. Como procedimentos de limpeza, clareamento e a sensação do momento, as lentes de contato dentais.

Poderoso antioxidante, o ativo é hidrata, estimula a produção de colágeno e cria uma barreira de proteção na pele

A Vitamina C é muito conhecida por proporcionar diversos benefícios à pele e tornou um cosmético essencial para a rotina de cuidados faciais. Mas você realmente sabe quais são essas vantagens? A Extratos da Terra separou alguns motivos para incluir o produto no seu dia a dia. Confira: 

A Vitamina C possui ação antioxidante, que tem o poder de combater o processo de envelhecimento precoce das células; É capaz de estimular e aumentar a produção de colágeno na pele, deixando-a mais firme e elástica;

O uso de Vitamina C e o filtro solar pode evitar a formação de manchas;

Promove uma hidratação prolongada; 

Possui ação anti-inflamatória; 

Desempenha um papel fundamental na barreira de proteção da pele; 

Auxilia na diminuição das linhas de expressão e rugas;

Acelera a esfoliação e, consequentemente, o processo de renovação celular;

corpoacorpo

Por g1 PB

Casos de coronavírus na Paraíba em 18 de abril de 2022 — Foto: Divulgação/Ascom
  • Casos de coronavírus na Paraíba em 18 de abril de 2022 

    A Paraíba tem 600.615 casos confirmados de contaminação pelo novo coronavírus, segundo informações da Secretaria de Estado da Saúde (SES) divulgadas nesta terça-feira (19). O número de mortes confirmadas por Covid-19 é de 10.198 no estado desde o início da pandemia. São 255 novos casos e nenhuma morte computada nas últimas 24h. A ocupação total de leitos de UTI na Paraíba é de 3%. Em João Pessoa, o percentual é de 9%. Em Campina Grande, 1% dos leitos estão ocupados. A ocupação no Sertão é de 0%.

    Até o momento, 3.495.725 pessoas foram vacinadas com a primeira dose (86,12% do total) e 3.263.964 completaram os esquemas vacinais, o que representa 80,41% da população total do estado. Do total de vacinados com o esquema primário completo, 3.178.324 tomaram as duas doses e 85.640 utilizaram imunizante de dose única.Sobre as doses adicionais, foram aplicadas 44.692 em pessoas com alto grau de imunossupressão e 1.799.670 doses de reforço na população com idade a partir de 18 anos.

    Boletim do coronavírus na Paraíba:

    600.615 casos confirmados

    10.198 mortes

    223 cidades com casos confirmados

    223 cidades com mortes registradas

Esquema de consultorias falsas é operado por indicados do PL e do PP por meio de empresas-laranja e foi montado após o casamento de conveniências de Bolsonaro com o Centrão. O fundo bilionário que deveria beneficiar a educação virou um balcão de negócios para favorecer os aliados do governo

Crédito: Divulgação

UNIDOS O ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, e Bolsonaro em cerimônia do programa Renda e Oportunidade: aliança em 2020 deu ao Centrão o controle do FNDE (Crédito: Divulgação)

PRESIDENTE Marcelo Ponte comanda o FNDE: ex-chefe de
gabinete no Senado de Ciro Nogueira, ministro da Casa Civil (Crédito:Antônio Machado)

O Ministério da Educação (MEC) está se tornando rapidamente a maior vitrine de malfeitos e desvios do governo Bolsonaro. Os escândalos já revelados incluem a articulação de pastores lobistas em busca de comissões, o sobrepreço na aquisição de ônibus escolares, verbas para a construção de escolas fake e o envio de kits a colégios que nem têm água encanada. Agora, a ISTOÉ teve acesso a documentos que comprovam existir também um esquema de consultorias fake, que funcionam por meio de empresas laranja e geram caixa para partidos da base aliada do governo.

POPULISMO Arthur Lira (terceiro da direita para a esquerda), com políticos beneficiados pelo kit robótico (Crédito:Divulgação)

A fonte de recursos é o rico Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que gerencia um orçamento de R$ 55 bilhões. Bolsonaro delegou o controle do FNDE ao PP logo após celebrar sua aliança com o Centrão, em 2020. O presidente do órgão, Marcelo Lopes da Ponte, foi indicado pelo atual ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (Ponte era o seu antigo chefe de gabinete no Senado). Ciro foi um dos pilotos do casamento do grupo fisiológico com Bolsonaro, assim como Valdemar da Costa Neto, presidente do PL, atual partido do presidente. E Valdemar virou o outro manda-chuva do FNDE, que se transformou no maior balcão de negócios de interesses paroquiais para cooptar prefeituras e aliados. A caixa-preta do FNDE funciona sob a batuta desses dois caciques.

Desde que começaram a surgir as denúncias de corrupção, o governo tenta evitar que a oposição instale uma CPI para investigar desvios no FNDE

SEM ÁGUA Escola Municipal Almirante Benjamin Sodré em Canapi (AL), que receberá um kit de robótica patrocinado por Arthur Lira (Crédito:Pedro Ladeira)

De acordo com denúncias enviadas à reportagem da ISTOÉ, o esquema de consultorias fake é comandado por Gabriel Medeiros Vilar, que já trabalhava no MEC antes do governo Bolsonaro, mas passou a atuar em coordenação com os dois políticos. Gabriel, de apenas 27 anos, que também é conhecido como “menino de ouro” ou “menino raposo” por sua agilidade, é diretor de Articulação e Projetos Educacionais e seria o responsável por toda a articulação política do esquema, já que ele sempre manteve um bom relacionamento com vários parlamentares. É ele quem bate o martelo sobre liberação de orçamentos e consultorias. Já fazia parte dos quadros do MEC, mas se fortaleceu na atual gestão. Recentemente, ficou conhecido por ter comprado um automóvel cujo valor é incompatível com o salário que ele recebe.

EM ALAGOAS Kit robótico entregue à Escola Municipal João Lemos Ribeiro, na zona rural de Maravilha: até R$ 14 mil por unidade (Crédito:Pedro Ladeira)

O suposto esquema conta ainda com a participação de um homem forte indicado por Valdemar da Costa Neto: Garigham Amarante, diretor de Ações Educacionais do FNDE, responsável pelo recebimento de emendas para aplicação em programas de alimentação e transporte escolar (ele também foi flagrado com um automóvel de valor incompatível ao seu salário). A Diretoria de Tecnologia e Inovação está a cargo de Paulo Roberto Guimarães Júnior, que substituiu Paulo Roberto Aragão Ramalho, também indicado por Valdemar, após este ter sido exonerado em outubro do ano passado por indício de fraude em convênio assinado pelo FNDE.

Paulo Ramalho conheceu Valdemar Costa Neto na época em que o cacique do PL foi preso por envolvimento no esquema do mensalão. Ramalho era uma espécie de tutor de Valdemar quando este ficou em prisão domiciliar. Desde então, viraram amigos e Valdemar, que sempre lhe foi grato, em 2020 indicou Ramalho para o cargo no FNDE. Como sua diretoria só mexia com recursos para movimentar a própria diretoria, Ramalho começou a tentar fechar alguns contratos via Diretoria de Gestão de Fundos e Benefícios, então sob a gestão de Renata de Aguiar, que acabou sendo exonerada. Ela foi substituída por Gustavo Lopes de Souza, indicado por Ciro Nogueira, e este passou a ser responsável receber emendas para aplicação programas de financiamentos estudantis.

O esquema de consultorias envolve a contratação de firmas suspeitas, que recebem até R$ 300 mil mensais. Fontes informaram para a ISTOÉ que Gabriel Medeiros Vilar ficaria com 5% do montante, e a diferença seria enviada para os partidos. De acordo com as informações, as contratações dos consultores e das empresas de consultoria são articuladas pela funcionária terceirizada Lázara Caroline Martins, cujo nome consta como bolsista com função de professora no cadastro do FNDE, mas ela é terceirizada pela empresa G&E Serviços Terceirizados e não tem diploma de professora. Detalhe: no cadastro de consulta pública do FNDE, o nome de Lázara Caroline aparece como bolsista do FNDE desde 2011, sendo que ela começou a trabalhar lá como secretária há menos de dois anos. Quem a contratou foi Paulo Ramalho.

SOBREPREÇO Ônibus escolares em Caxias do Sul (RS):
FNDE preparou licitação que pagaria até R$ 732 milhões acima do valor de mercado (Crédito:Antonio Machado)

Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa do FNDE informou serem seis os projetos vigentes de cooperação internacional no âmbito do órgão, mas não respondeu quais empresas de consultoria foram contratadas nem os valores pagos por cada uma delas. A reportagem teve acesso ao nome de duas dessas companhias, a T&S Telemática e Sistemas e a G&E Serviços Terceirizados, mas os telefones de contato que estão nos sites são inexistentes. O que se sabe é que esse esquema de consultorias começou em 2020. Um ano antes, o Ministério da Educação (MEC) anulou um acordo de assistência técnica e contratação de consultores que havia sido firmado com a Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI)desde 2008. Quando o ministro Abraham Weintraub pediu demissão da pasta, o Centrão entrou e o esquema começou.

SEM SUCESSO O senador Randolfe Rodrigues (dir.) tenta viabilizar CPI do MEC junto ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (Crédito:Jefferson Rudy)

Escândalos em série

Os escândalos no FNDE se sucedem. As propinas e vantagens ilícitas de prefeituras de todo o Brasil com participação dos pastores-lobistas Gilmar Silva dos Santos e Arilton Moura levaram à queda do ministro Milton Ribeiro. Desde o início do ano passado, os religiosos intermediavam verbas do FNDE com municípios para a construção de escolas, creches e fornecimento de equipamentos e serviços de educação. Tudo com o aval do presidente. Depois da queda do ministro, uma licitação de ônibus escolares que ocorreria no início de abril indicava um sobrepreço de R$ 732 milhões. A licitação previa a aquisição de 3.850 veículos para o programa Caminho da Escola. Conforme dados do setor técnico do MEC, cada veículo deveria custar R$ 270,6 mil. Apesar das indicações em contrário, o presidente, Marcelo Pontes, e do diretor de Ações Educacionais, Garigham Amarante, aprovaram o negócio em que o governo poderia pagar até R$ 480 mil por cada ônibus, o que aumentaria o valor total da compra em 55%, passando de R$ 1,3 bilhão, para 2,045 bilhões. Uma diferença de R$ 745 milhões. Depois da denúncia, a licitação foi suspensa pelo ministro Walton Alencar, do TCU.

Agora já se sabe que o FNDE autorizou a construção de 2 mil escolas, apesar de haver outras 3,5 mil com obras paradas em todo o país. Isso tudo repassando recursos que seriam insuficientes para sua execução e num esquema operado pelo indicado de Ciro Nogueira. No Piauí, reduto do ministro da Casa Civil, seriam construídas 52 escolas fake, abandonando outras 99 obras que estavam em andamento no Estado. A maioria quase que absoluta dos contratos para a realização das obras por lá foi feita com prefeituras piauienses comandadas pelo PP. O esquema garante que deputados aliados conquistem votos em suas bases com obras que, na prática, nunca sairão do papel por falta de previsão orçamentária. O FNDE também destinou R$ 4,1 milhões à compra de caminhões frigoríficos para o transporte de merenda escolar. Três quartos da verbas eram destinados a 14 cidades governadas por prefeitos do PP, sendo nove no Piauí, reduto eleitoral de Ciro Nogueira.

Outro líder do PP, Arhtur Lira, atuou para liberar dinheiro de um “kit robótica” para escolas que não têm água nem computadores em Alagoas, seu reduto eleitoral. Sete municípios receberam R$ 26 milhões por meio do orçamento secreto, esquema criado na gestão do atual presidente da Câmara. Os kits foram comprados por preço bem superior ao praticado no mercado, com valores liberados em velocidade incomum. A atual cúpula do Centrão não tem o monopólio da bandalheira no FNDE. Em 2019, no primeiro ano do governo Bolsonaro, impediu-se a licitação de R$ 3 bilhões para aquisição de notebooks para colégios pelo País. Numa única escola em Minas Gerais, cada um dos 255 estudantes receberia 117 laptops. O edital foi cancelado, mas nunca foram apontados os responsáveis.

Freio nas investigações

Desde que começaram a surgir as denúncias de corrupção no MEC, o governo e a oposição vêm travando uma batalha para travar ou instalar uma CPI para investigar o que vem acontecendo Educação com os recursos do FNDE. Neste ano de 2022, o FNDE tem um orçamento aprovado no valor de R$ 64,78 bilhões. O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que está à frente da batalha para instalar a CPI, busca, desde semana passada, obter as 27 assinaturas que são necessárias. Até poucos dias ele havia conseguido reunir as assinaturas necessárias, mas três senadores resolveram retirar seus nomes da lista (Oriovisto Guimarães, do Podemos do Paraná; StyvensonValetim, do Podemos do Rio Grande do Norte; e Weverton Rocha, do PDT do Maranhão). Randolfe acusa o governo de agir com sua tropa de choque para impedir a CPI. Para ele, as denúncias envolvendo o MEC demonstram que se estabeleceu um balcão de negócios na pasta. “Inicialmente, pensamos que se tratasse apenas do caso envolvendo os pastores lobistas, mas não. De fato, não tínhamos noção do que acontecia lá dentro. Nada no FNDE passou a ser lícito, agora com essas novas denúncias”.

HOMEM-FORTE Garigham Amarante, diretor do FNDE: indicado pelo presidente do PL (Crédito:Divulgação)

Já a deputada Tábata Amaral (PSB) diz que a Câmara está se esforçando para ter uma CPI, mas que está esbarrando com a bancada religiosa e com o Centrão. Ela diz também que há um paralelo entre os escândalos no MEC e a condução da pandemia feita pelo governo Bolsonaro. “Temos um governo que persegue a mentira, conforme vimos durante a pandemia, e que não tinha nada programado para a Educação. Faço esse paralelo porque abaixo disso tudo temos que dizer que existe, sim, corrupção. Tudo isso serve para abafar esquemas de corrupção muito grandes. Os envolvidos são os mesmos de sempre, não é ninguém de fora”. Além dos esquemas bilionários de desvio com vacinas desvendados pela CPI da Covid, os sinais vêm de várias áreas da administração. É o caso da Codevasf, que expandiu sua atuação com verbas de negociação política e passou a beneficiar quase metade dos municípios do País para obras de pavimentação e maquinário. Mas entrega obras precárias, sem planejamento nem controle adequado, segundo órgãos de fiscalização e documentos da própria estatal.

NA CHEFIA Valdemar da Costa Neto com correligionários em 2021: líder do PL divide o comando do FNDE com o PP (Crédito:Adriano Machado)

“Não tem o que investigar aqui, não fazemos nada de errado”, disse Bolsonaro sobre as últimas acusações. É mais uma impostura. Apesar das evidências sobre os ônibus superfaturados, os aliados do presidente no PP e no PL desconsideraram os alertas e prosseguiram com a bandalha, parando apenas quando o esquema foi revelado. O objetivo de Bolsonaro, mais uma vez, é escapar ileso das denúncias que se multiplicam. Nos últimos dias, a PF concluiu que Ciro Nogueira praticou corrupção e lavagem de dinheiro ao receber dinheiro do grupo J&F, segundo documento enviado ao STF. Os pagamentos teriam sido feitos ao ministro para que o PP apoiasse a campanha de reeleição da então presidente Dilma Rousseff, em 2014. Ciro é vital para o governo e a aliança com o Centrão, mas as denúncias em série, e no momento em que a disputa eleitoral começa a esquentar, virou um problema para o presidente que tenta transmitir uma imagem de paladino anticorrupção – apesar de todas as provas em contrário. A queda do ministro da Educação, Milton Ribeiro, na esteira do bolsolão, já foi uma tentativa de aliviar a imagem do presidente. Com a PF carimbando no seu principal ministro a marca de corrupção, já se ensaia no bolsonarismo o discurso de que as acusações contra PP se referem “aos governos anteriores”. Mas Bolsonaro, como não cansa de demostrar, não só herdou com gosto os esquemas suspeitos, como os ampliou.

Em nota, a defesa dos diretores do FNDE se pronunciou sobre o caso

As acusações lançadas contra os diretores Garigham Amarante Pinto (de Ações Educacionais) e Gabriel Vilar (Gestão, Articulação e Projetos Educacionais) do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) são genéricas, anônimas e infundadas.

Os dois diretores não trataram das supostas contratações mencionadas na reportagem da revista e, portanto, não cometeram nenhuma irregularidade. Contratações de empresas de terceirizados são de responsabilidade de outras áreas da administração e passam por rigoroso processo de fiscalização.

O aparente desconhecimento técnico dos autores dos ataques parece ser a tônica, haja vista induzir o completo desconhecimento do procedimento interno do FNDE e os responsáveis

As insinuações contra os dois diretores, baseadas em fontes anônimas, são uma manobra de caráter político com o claro objetivo de desgastar o governo e criar um clima de animosidade em ano eleitoral. Esperamos que a verdade seja colocada no seu devido lugar.

Robson Halley, advogado

istoe

Segundo dados da Secretaria de Saúde, a Paraíba totaliza 599.987 casos confirmados da doença, que estão distribuídos por todos os 223 municípios
Covid-19
Foto: Imagem ilustrativa/Divulgação/CRM-PB

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) registrou, nesta quinta-feira (14), 221 casos de Covid-19. Entre os casos confirmados neste boletim, oito (3,62%) são moderados ou graves e 213 (96,38%) são leves. Agora, a Paraíba totaliza 599.987 casos confirmados da doença, que estão distribuídos por todos os 223 municípios. Até o momento, já foram realizados 1.504.545 testes para diagnóstico da Covid-19.

 

Neste boletim não foram registrados óbitos. Já são nove dias sem mortes por Covid-19 na Paraíba. Assim, o estado continua totalizando 10.197 mortes. O boletim registra ainda um total de 443.638 pacientes recuperados da doença.

Vacinação

Foi registrada a aplicação de 8.522.600 doses. Até o momento, 3.468.796 pessoas foram vacinadas com a primeira dose (85,46% do total) e 3.244.627 completaram os esquemas vacinais, o que representa 79,94% da população total do estado.

Do total de vacinados com o esquema primário completo, 3.159.651 tomaram as duas doses e 84.976 utilizaram imunizante de dose única. 

Sobre as doses adicionais, foram aplicadas 43.748 em pessoas com alto grau de imunossupressão e 1.751.859 doses de reforço na população com idade a partir de 18 anos. A Paraíba já distribuiu um total de 9.134.144 doses de vacina aos municípios.

Ocupação de leitos Covid-19

A ocupação total de leitos de UTI (adulto, pediátrico e obstétrico), em todo estado, é de 7%. Fazendo um recorte apenas dos leitos de UTI para adultos na Região Metropolitana de João Pessoa, a taxa de ocupação chega a 14%. Em Campina Grande, 1% dos leitos de UTI adulto está ocupado. No Sertão não há ocupação dos leitos de UTI para adultos. De acordo com o Centro Estadual de Regulação Hospitalar, dois pacientes foram internados nas últimas 24 horas. Ao todo, 46 pacientes estão internados em unidades públicas de referência para a Covid-19.

portalcorreio

Serviços do SUS vão além da atenção primária e hospitalar – Foto: Arquivo EBC

Nesta quinta, 7 de abril, é celebrado o Dia Mundial da Saúde e é necessário refletir sobre a importância do Sistema Único de Saúde (SUS) – considerado um dos melhores do mundo. Se você é brasileiro ou mora no Brasil, com certeza já deve ter utilizado os serviços, mesmo sem saber. Isso porque além das consultas, vacinas e até transplantes de órgãos, o sistema público de saúde é utilizado diariamente na vida dos brasileiros, mesmo quando são usuários dos sistemas privados.O mundo voltou os olhos para o SUS após a chegada do coronavírus e muitos países perceberam a importância do sistema público de saúde. Através do serviço gratuito instaurado no país, milhares de brasileiros foram curados da Covid-19 e vacinados. Apesar do esforço dos profissionais da área, o setor ainda luta por maiores
investimentos e recursos do governo
.

 

Mas, como o SUS atua na vida dos brasileiros sem que eles saibam?

Postos de vacinação e farmácias

Graças ao SUS, por meio do Programa Nacional de Imunização (PNI), os brasileiros têm acesso gratuito às principais vacinas. Além disso, é pelo sistema que usuários podem consultar o valor máximo de medicamentos nas farmácias e drogarias. Outros procedimentos mais complexos, como quimioterapia e transplantes de órgãos também são ofertados.

Mercados e restaurantes

É provável que você nunca tenha pensado nisso, mas o SUS está presente nas compras do mercado e em idas à restaurantes. Isso porque cabe ao sistema público de saúde, por meio da Vigilância Sanitária, a fiscalização e qualidade de alimentos nos estabelecimentos comerciais de alimentos.

Sistema hídrico

A água que chega à torneira de casa também faz parte de um serviço do SUS. Ela precisa ser distribuída conforme o padrão de potabilidade estabelecido na legislação vigente, para que se torne própria para consumo. Nesse contexto, o Programa Nacional de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Vigiagua), estruturado a partir dos princípios do sistema público de saúde, desempenha papel fundamental. O programa atua sobre todas as formas de abastecimento de água coletivas ou individuais na área urbana e rural, de gestão pública ou privada, incluindo as instalações intradomiciliares.

Portos e aeroportos

Durante viagens, os brasileiros também usam o SUS. Por meio dele a Vigilância Sanitária fiscaliza normas sanitárias, além da adoção de medidas preventivas e de controle de surtos, epidemias e agravos à saúde pública em portos e aeroportos, garantindo a segurança da população.

Veterinário

Sim, o SUS também está presente quando o pet é levado ao veterinário. Por meio da Subsecretaria de Vigilância, Fiscalização Sanitária e Controle de Zoonoses (Subvisa), são verificados os cumprimentos de normas sanitárias nos estabelecimentos.

A Vigilância Sanitária de Zoonoses também é responsável pela imunização de animais; castração; controle de pragas; prevenção e controle de doenças de animais urbanos e rurais; entre outras ações do tipo.

Meditação

O SUS disponibiliza atualmente, por meio da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, 19 tratamentos que utilizam recursos terapêuticos e são baseados em conhecimentos tradicionais, entre eles meditação, ioga, homeopatia, medicina tradicional chinesa, medicina antroposófica, medicina ayurveda, musicoterapia e reiki.

Bancos de leite

O Brasil possui a maior rede de bancos de leite do mundo. De acordo com o Ministério da Saúde, atualmente existem no país 221 bancos de leite humano e 186 postos de coleta. Toda lactante pode doar leite, desde que esteja saudável e não esteja tomando nenhum medicamento que interfira na amamentação.

Transição de gênero

O SUS oferece cirurgias e procedimentos ambulatoriais para pacientes que desejam fazer a readequação de gênero. Entre os serviços, estão: cirurgia plástica mamária reconstrutiva (incluindo próteses de silicone), cirurgia de redesignação sexual, cirurgia de mastectomia (retirada de mama) e cirurgia de tireoplastia (troca de timbre de voz).

DIU de cobre

O SUS disponibiliza o DIU de cobre, um dos métodos contraceptivos mais eficazes. A rede pública também distribui nas UBSs: pílula combinada, anticoncepção de emergência, minipílula, anticoncepcional injetável mensal e trimestral, diafragma e preservativo feminino e masculino.

Cirurgias reparadoras para vítimas de violência

O sistema público de saúde oferece cirurgias plásticas reparadoras de sequelas e lesões decorrentes de atos de violência contra a mulher. Entre eles: cirurgia plástica reparadora e reconstrutiva, cirurgia do aparelho geniturinário, cirurgia da mama, reconstrução da orelha, tratamento cirúrgico de lesões extensas com perda de substância de pele, reconstrução craniana e crânio-facial, reconstrução dos lábios, nariz, mandíbula, maxilar e gengiva e tratamento cirúrgico de fístula reto-vaginal.

Edição: Rodrigo Durão Coelho

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Serviços do SUS vão além da atenção primária e hospitalar – Foto: Arquivo EBC

Nesta quinta, 7 de abril, é celebrado o Dia Mundial da Saúde e é necessário refletir sobre a importância do Sistema Único de Saúde (SUS) – considerado um dos melhores do mundo. Se você é brasileiro ou mora no Brasil, com certeza já deve ter utilizado os serviços, mesmo sem saber. Isso porque além das consultas, vacinas e até transplantes de órgãos, o sistema público de saúde é utilizado diariamente na vida dos brasileiros, mesmo quando são usuários dos sistemas privados.O mundo voltou os olhos para o SUS após a chegada do coronavírus e muitos países perceberam a importância do sistema público de saúde. Através do serviço gratuito instaurado no país, milhares de brasileiros foram curados da Covid-19 e vacinados. Apesar do esforço dos profissionais da área, o setor ainda luta por maiores investimentos e recursos do governo.

Mas, como o SUS atua na vida dos brasileiros sem que eles saibam?

Postos de vacinação e farmácias

Graças ao SUS, por meio do Programa Nacional de Imunização (PNI), os brasileiros têm acesso gratuito às principais vacinas. Além disso, é pelo sistema que usuários podem consultar o valor máximo de medicamentos nas farmácias e drogarias. Outros procedimentos mais complexos, como quimioterapia e transplantes de órgãos também são ofertados.

Mercados e restaurantes

É provável que você nunca tenha pensado nisso, mas o SUS está presente nas compras do mercado e em idas à restaurantes. Isso porque cabe ao sistema público de saúde, por meio da Vigilância Sanitária, a fiscalização e qualidade de alimentos nos estabelecimentos comerciais de alimentos.

Sistema hídrico

A água que chega à torneira de casa também faz parte de um serviço do SUS. Ela precisa ser distribuída conforme o padrão de potabilidade estabelecido na legislação vigente, para que se torne própria para consumo. Nesse contexto, o Programa Nacional de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Vigiagua), estruturado a partir dos princípios do sistema público de saúde, desempenha papel fundamental.O programa atua sobre todas as formas de abastecimento de água coletivas ou individuais na área urbana e rural, de gestão pública ou privada, incluindo as instalações intradomiciliares.

Portos e aeroportos

Durante viagens, os brasileiros também usam o SUS. Por meio dele a Vigilância Sanitária fiscaliza normas sanitárias, além da adoção de medidas preventivas e de controle de surtos, epidemias e agravos à saúde pública em portos e aeroportos, garantindo a segurança da população.

Veterinário

Sim, o SUS também está presente quando o pet é levado ao veterinário. Por meio da Subsecretaria de Vigilância, Fiscalização Sanitária e Controle de Zoonoses (Subvisa), são verificados os cumprimentos de normas sanitárias nos estabelecimentos.

A Vigilância Sanitária de Zoonoses também é responsável pela imunização de animais; castração; controle de pragas; prevenção e controle de doenças de animais urbanos e rurais; entre outras ações do tipo.

Meditação

O SUS disponibiliza atualmente, por meio da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, 19 tratamentos que utilizam recursos terapêuticos e são baseados em conhecimentos tradicionais, entre eles meditação, ioga, homeopatia, medicina tradicional chinesa, medicina antroposófica, medicina ayurveda, musicoterapia e reiki.

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Adriana Coodenadora do PSF Prixímo a Moça: Cirurgia de frenectomia lingual,(remoção  do freio lingual), para que a língua  possa voltar as suas funções normais, realizada na UBS LUAN DE MORAIS PELO DENTISTA LAIRTON LOPES

Adriana Coodenadora do PSF Prixímo a Moça: Na rua José  Luiz da Silva

Entra em  vigor nesta sexta-feira (1º/4) a maior alta nos preços dos remédios dos últimos 10 anos. Os medicamentos ficam, em média, 10,89% mais caros a partir de hoje.
Com alta do dólar, inflação de remédios faz paciente ter de escolher qual doença tratar
O anúncio prévio, no dia 16 de março – de competência da Câmara de Regulação de Mercado de Medicamentos (CMED), órgão interministerial vinculado à Agência Nacional de Vigilância sanitária (Anvisa)-, provocou nessa quinta-feira (31/3) uma corrida às farmácias.
Entenda
Seguindo a alta acumulada da inflação nos últimos 12 meses, o segmento de medicamentos teve os preços reajustados, conforme o   Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma), de 10,89%, na média, porém, alguns remédios podem ser reajustados em  até 18% em todo o país. Cerca de 10 mil medicamentos estão na lista oficial. E a atualização dos valores é feita anualmente. No ano passado, o reajuste ficou em 9%, em média, com máxima de 10,08%Considerando o percentual máximo e não a média, em 2020, o reajuste foi de até 5,21% e, em 2019, os medicamentos ficaram até 4,33% mais caros. Em 2018, o percentual máximo foi menor ainda, de 2,43%, enquanto em 2017 foi de 4,76%Em 2016, um ano fora da curva, o máximo aplicado foi de 12,5%. Foi a primeira vez que o aumento autorizado ultrapassou a inflação acumulada entre abril de 2015 e março de 2016, que foi de 10,36%Em 2015, a alta foi de até 6%; em 2014, até 3,52%; em 2013, de até 4,59%, e, em 2012, até 2,81%. Mas o aumento não é linear. Ele poderá variar de um item para o outro. Os de baixa concorrência tendem a ter reajuste menor, pois a CMED atua para coibir abuso de preço. E os de alta concorrência, como os genéricos, podem sofrer maior alteração, por terem mais liberdade de regulação no mercado. Então, de maneira geral, a variação poderá ser de 2% a 20%


O Senado aprovou nesta terça-feira (29) o PL 6.554/2019, de autoria da ex-senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) que amplia o atendimento de atenção integral à mulher pelo Sistema Único de Saúde (SUS), na prevenção diagnóstico, tratamento e controle dos cânceres do colo uterino, mama e colorretal. Em suas redes, Vanessa Grazziotin comemorou a aprovação do projeto e explicou que, até então, as mulheres só podiam acessar o sistema de exames e prevenção ao câncer a partir dos 40 anos. Agora, com a aprovação do PL, esse limite de idade deixa de existir. O projeto segue para sanção do presidente da República. “Esse projeto é muito importante, porque hoje os acessos de controle e prevenção, principalmente, eles só são permitidos às mulheres a partir dos 40 anos e o projeto tira essa limitação. A mulher que precisar terá acesso a esse tipo de exame. É um avanço muito importante para a assistência integral à saúde integral da mulher”, comemorou Grazziotin.

Entenda o que muda com a nova lei

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Perda de emprego e diminuição da renda das famílias levaram à evasão de um milhão de alunos, que deixaram a rede particular e se matricularam em escolas públicas durante a pandemia

Crédito: GABRIEL REIS

POSITIVA O garoto Yan e a família estão satisfeitos com a mudança para a escola pública: falta de adaptação ao ensino online (Crédito: GABRIEL REIS)

MUDANÇA Escola pública e professor particular: opção mais em conta para a família de Midiam (Crédito:GABRIEL REIS)

Durante a pandemia, Rosana Almeida de Araújo, de 43 anos, notou que seu filho, Yan, 7, estava atrasado em comparação aos outros colegas de sala. Estudando em uma escola particular na Zona Leste de São Paulo, ele tinha dificuldades em falar as vogais, não entendia o que a professora ensinava e ficava nervoso com facilidade. Nascido prematuro, aos seis meses, Yan sofreu uma paralisia cerebral e foi diagnosticado com déficit de atenção. “Se para as outras crianças as aulas online foram ruins, para ele foram um terror”, explica Rosana. Como a renda familiar caiu bruscamente com a pandemia, ficou insustentável manter Yan no colégio particular. A mãe o matriculou na rede pública: “foi a melhor decisão que tomei”, afirma. Em pouco mais de três meses, a diferença de comportamento e o crescimento vocabular do filho são evidentes. “Eu estava receosa com a mudança, mas foi uma surpresa muito boa. Ele está mais feliz. Não queremos excesso de conteúdo, queremos um ensino adequado e uma boa qualidade de vida para nosso filho.”

O caso de Yan não é isolado, as escolas privadas brasileiras perderam um milhão de estudantes nos dois primeiros anos de pandemia. O número representa uma queda de 10% de matrículas, quando comparada a 2019. Os anos iniciais do Ensino Fundamental (do 1º ao 5º ano) foram os mais afetados nas escolas particulares. Cerca de 265 mil estudantes não retornaram para fazer a matrícula, queda de 9% em relação a três anos atrás.

Foi o caso de Ana Clara, 7 anos, que cursa o 3º ano do Ensino Fundamental em uma escola pública. A mãe, Midiam Moura, conta que a filha sempre estudou em colégios da rede particular, mas que, com a recente mudança de casa – ela saiu do ABC Paulista para a Zona Norte de São Paulo –, a família se assustou com os preços cobrados pelas escolas particulares na região. A mensalidade mais em conta era de R$ 860 reais, bem acima do que pretendia pagar. O marido de Midiam perdeu o emprego na pandemia e precisou trabalhar como motorista de aplicativo para ganhar uma renda extra. Mesmo assim, não era o suficiente para arcar com os gastos que a escola pedia. “Coloquei minha filha na escola pública e, com o dinheiro, contratei um professor particular”, diz Midiam, que economizará R$ 600 com a decisão.

RETORNO Livia e Enzo: esforço para manter o filho na escola particular (Crédito:Divulgação)

A maior evasão na rede particular ocorreu na educação infantil, que reúne as creches e a pré-escola, com quase 600 mil perdas (298 mil nas creches e 308 mil na pré-escola, representando queda de 21% e 25%, respectivamente). Luca Oliveira, de 5 anos, foi uma das crianças que não voltaram à escola particular. Entrou em uma creche privada com três anos, mas os preços elevados e a falta de adaptação às aulas on-line fizeram a mãe, Juliana dos Reis Oliveira, optar por um um colégio público para cursar a pré-escola. “Sentia que estava investindo em algo que não estávamos usufruindo. Apesar da crença de que a escola pública seria mais ‘fraca’, achei o trabalho desenvolvido muito melhor do que na particular”, diz.

Turbulência

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Segundo Genial/Quaest, 51% dos eleitores de Lula e 22% dos de Bolsonaro defendem uso de máscara em todos os lugares

Os “nem-nem” adotam postura intermediária entre os eleitores de Lula e Bolsonaro em relação ao uso de máscaras – Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (16), que traz o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como favorito na eleição presidencial, também mostra a percepção dos brasileiros em relação à pandemia. Como resultado, 39% dos entrevistados defendem o uso de máscaras em todos os locais, enquanto 41% defendem somente em locais fechados. Outros 18% disseram que deveriam ser autorizadas a deixar de usar máscaras qualquer situação. Entre os eleitores de Lula, a maioria (51%) defende o uso de máscaras em todos os lugares e outros 37%, apenas em locais fechados. Os que querem o fim do uso do equipamento somam 11%. Até mesmo entre eleitores de Bolsonaro a maioria, 45%, considera necessário usar máscaras ao menos em locais fechados, enquanto outros 22% defendem o uso em todos os locais. Mas 31% dos bolsonaristas querem o fim das máscaras em todos os locais.Entre os que dizem que não votarão nem em Lula, nem em Bolsonaro, 47% defendem as máscaras em locais fechados. 34% em todos os locais e 18% acham que seu uso deve ser abolido. No geral, 44% ainda estão “muito preocupados” com a pandemia, enquanto 43% se dizem “pouco preocupados”. Outros 13% não estão “nada preocupados”. Há um mês, os “muito preocupados” somavam 67%, contra 27% “pouco preocupados” e 7% “nada preocupados”.

 


Dados da pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (16) / Genial/Quaest


Dados da pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (16) / Genial/Quaes

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Para André Longo, a vacinação muda a realidade, mas a desigualdade no acesso aos imunizantes ainda nos deixa inseguros em relação a possíveis novas variantes

MIVA FILHO/SES
Para André Longo, vacinação é peça fundamental para que reverter o curso da pandemia e salvar vidas – FOTO: MIVA FILHO/SES
Nesta entrevista à jornalista Cinthya Leite, o secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo, faz um balanço da pandemia no Estado e reforça que, mesmo com queda dos indicadores, a situação ainda não é confortável. “A vacinação muda a realidade, mas a desigualdade no acesso aos imunizantes ainda nos deixa inseguros em relação a possíveis novas variantes”, diz Longo.

JC — Como o senhor avalia o enfrentamento à pandemia, em Pernambuco e no Brasil, ao longo destes 2 anos?
ANDRÉ LONGO — No Brasil, precisamos lamentar a ausência de uma coordenação nacional na condução da pandemia, aliada a um discurso negacionista no plano federal, que gerou uma mensagem inadequada para a população. Precisamos destacar a articulação dos Estados do Nordeste, que se uniram no enfrentamento à pandemia para resistir ao negacionismo, com a criação, inclusive, de um Comitê Científico de Combate ao Coronavírus. Especificamente aqui em Pernambuco, nesta longa jornada de dois anos, por determinação do governador Paulo Câmara, fomos guiados pela ciência, atuando com total transparência para levar a melhor informação à população e sempre em articulação com as secretarias municipais de Saúde, por meio do Cosems-PE (Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Pernambuco). Assim, procuramos responder à altura desta maior crise sanitária em 100 anos. Na assistência, colocamos em prática um grande plano de mobilização de leitos, insumos e de recursos humanos e, com isso, montamos a maior rede hospitalar para atendimento de casos de síndrome respiratória aguda grave entre os Estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Na vacinação, que é peça fundamental para que pudéssemos reverter o curso da pandemia e salvar vidas, também estamos fazendo um intenso trabalho. Montamos uma ágil operação logística de distribuição das doses para que todas as prefeituras conseguissem planejar e avançar nas suas ações.

JC — Com a queda dos indicadores nesta fase atual, acredita que estamos perto do fim da pandemia?
ANDRÉ LONGO — Observamos, semana após semana, uma melhora nos indicadores da Covid-19, com redução na positividade, no número de pacientes internados, no registro de novos casos e óbitos. Mas, para continuarmos colhendo resultados positivos, o único caminho é avançarmos ainda mais na vacinação. Também não podemos entrar no clima de fim de pandemia. A vacinação está mudando a realidade, mas a desigualdade no acesso aos imunizantes, ao redor do globo, ainda nos deixa inseguros em relação ao aparecimento de novas variantes.

JC — Onde se concentram hoje os bolsões de não vacinados em Pernambuco e quais as estratégias que têm sido adotadas para solucionar este desafio?

ANDRÉ LONGO — Para atingir esses bolsões e apoiar os municípios com maiores dificuldades, acelerando a imunização no Estado, criamos, em parceria com a Opas/OMS, o Programa Vacina Mais Pernambuco. E, ao longo dos últimos três meses, fizemos um grande trabalho de varredura vacinal, com busca ativa, casa a casa, em 15 municípios do Estado – a maioria localizada na Mata Sul. Neste trabalho, também detectamos infelizmente que existe um sub-registro das vacinas aplicadas contra a covid-19 na população. Isso significa dizer que as doses são aplicadas, mas não estão sendo devidamente informadas e/ou registradas nos sistemas. Por isso, é importante que as equipes de saúde dos municípios se organizem e adotem medidas para incrementar o registro de dados nos sistemas oficiais de informação. A precisão das informações é crucial para o planejamento da necessidade municipal e estadual.

JC — A cobertura para a terceira dose ainda está baixa no Estado. Com a pandemia mais calma atualmente, as pessoas podem relaxar e não retornar para tomar este reforço. Como o Estado tem
sensibilizado esse público?

ANDRÉ LONGO — Em dois anos de pandemia, está muito claro que não podemos baixar a guarda. O único caminho para superarmos este momento, é avançarmos ainda mais na vacinação, seja na proteção das crianças de 5 a 11 anos, seja ampliando a cobertura da terceira dose nos adultos que tomaram a segunda dose há mais de quatro meses. As vacinas, como sempre digo, são seguras e são a nossa principal aliada para a proteção da vida e para vencermos o vírus. Por isso, é fundamental o compromisso de cada um de nós com o processo vacinal.

jc.ne10

Você pode nunca ter ouvido falar, mas provavelmente já bebeu substâncias químicas geradas a partir do tratamento da água, os chamados subprodutos da desinfecção. Eles são seguros desde que mantidos abaixo de uma concentração determinada pelo Ministério da Saúde. Levantamento inédito feito pela Repórter Brasil revela que 493 municípios, ou seja, 1 em cada 5 que fizeram testes encontraram esses produtos acima do limite de segurança pelo menos uma vez entre 2018 e 2020.  Diferente dos sintomas imediatos e já conhecidos após o consumo de água contaminada por coliformes fecais, a presença contínua desses produtos aumenta o risco de doenças crônicas que podem ter consequências silenciosas a longo prazo, como problema no fígado, rins e sistema nervoso, além de aumentar o risco de câncer.

Mapa mostra substâncias químicas encontradas na água de cada município

© Repórter BrasilMapa mostra substâncias químicas encontradas na água de cada município

São Paulo, Florianópolis e Guarulhos estão entre as 75 cidades com o alerta máximo: locais onde a água apresentou esse problema de modo recorrente nos três anos analisados. Os maiores riscos à saúde estão justamente no consumo contínuo dessas substâncias acima do limite. As informações foram obtidas do Sisagua (Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano), do Ministério da Saúde, que reúne os resultados de testes feitos pelas empresas e instituições responsáveis pelo abastecimento de todo o país. Os dados foram interpretados pela Repórter Brasil, com a ajuda de técnicos especialistas, e podem ser consultados por cidade na página do especial Mapa da Água. Os subprodutos surgem da reação de substâncias que podem estar na água, como algas e esgoto, com o cloro ou outro desinfectante. Entretanto, o processo de tratamento é essencial, pois impede a propagação de doenças que podem ser fatais, como cólera, giardíase, disenteria e febre tifóide.

“O risco é realmente quando o monitoramento mostra que, durante anos, a água está com o valor elevado desses produtos, porque tem um efeito cumulativo que pode trazer consequências a longo prazo”, afirma Valter Pádua, professor do departamento de engenharia sanitária e ambiental da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Dos cinco subprodutos monitorados no Brasil, trihalometanos e ácidos haloacéticos são os que mais aparecem acima do limite. Esses grupos são classificados como “possivelmente cancerígenos” pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), órgão da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Produtos químicos classificados como cancerígenos foram detectados na água tratada de cidades como São Paulo por três anos seguidos

© UnsplashProdutos químicos classificados como cancerígenos foram detectados na água tratada de cidades como São Paulo por três anos seguidos

“É uma encruzilhada. A gente não pode deixar de usar cloro, porque o risco de ter um surto de tifo ou cólera é muito sério. Por outro lado, você não pode usar cloro demais, não pode ter essa produção de produtos secundários [outro termo para os subprodutos da desinfecção] em alta concentração, pois isso também pode gerar um risco das pessoas desenvolverem câncer”, pontua Paulo Barrocas, professor e pesquisador do Departamento de Saneamento e Saúde Ambiental da Fiocruz. O Ministério da Saúde determina limites considerados seguros para cada um dos subprodutos monitorados na água, a fim de evitar o aparecimento de doenças na população. As instituições responsáveis pelo abastecimento (empresas, órgãos públicos ou outros grupos) devem realizar os testes para verificar a presença dessas substâncias e a sua concentração na água de 2 a 4 vezes por ano. A norma brasileira determina que, em caso de testes acima do limite permitido, a população deve ser avisada, de forma transparente e clara, sobre os riscos que estão correndo e sobre as medidas que serão adotadas pelos responsáveis para solucionar o problema. Em nenhum dos municípios apurados pela reportagem isso aconteceu: São Paulo, Guarulhos e Florianópolis.

Subprodutos na maior cidade do país

Entre 2018 e 2020, 185 testes realizados pela Sabesp no município de São Paulo apontaram a presença de subprodutos, sendo que 6% estavam acima do valor máximo permitido para trihalometanos, substância que mais excedeu o limite no país. Além dos sistemas de abastecimento da companhia, foram encontradas substâncias acima do limite até mesmo na saída do tratamento de poços profundos, usados como alternativas.

Um teste acima do valor máximo permitido significa que a população utilizou aquela água por dias ou até meses para beber, tomar banho e até cozinhar. O contato com os subprodutos não acontece somente quando verificam a qualidade da água, mas sim de forma constante. A Sabesp –  empresa responsável pela distribuição de água, coleta e tratamento dos esgotos em mais de 370 municípios paulistas, incluindo a capital – negou que tiveram resultados acima do limite. Já a Secretaria de Saúde de São Paulo, responsável pela fiscalização, minimizou os casos e afirmou que “alguns foram encontrados ligeiramente acima do valor máximo permitido”. Confira as respostas na íntegra da Secretaria e da Sabesp.

Sabesp minimizou o problema da contaminação por subprodutos do tratamento. Prefeitura, responsável por fiscalizar a empresa, classificou como “ligeiramente acima”

© SabespSabesp minimizou o problema da contaminação por subprodutos do tratamento. Prefeitura, responsável por fiscalizar a empresa, classificou como “ligeiramente acima”

Outro grande município que apresentou testes acima do limite por 3 anos seguidos foi Guarulhos. Apesar de receber os dados da reportagem, a prefeitura negou o fato. Veja a resposta da prefeitura de Guarulhos.

Destino turístico em perigo

Entre 2018 e 2020, a água de Florianópolis teve duas substâncias acima do permitido: ácidos haloacéticos e nitrato, classificado como provavelmente cancerígeno pela IARC.

De acordo com a Secretaria de Saúde de Florianópolis, a Casan (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento) foi notificada e substituiu um dos produtos utilizados no processo de desinfecção. A prefeitura não respondeu às questões sobre como cumpriu seu dever de informar a população sobre o problema. 

A Casan respondeu que toma medidas rápidas quando identifica valores acima do valor máximo. “As primeiras são ações praticadas na rede de distribuição, como as descargas para limpeza das tubulações”. De acordo com a empresa, uma das medidas foi alterar o desinfetante na maior unidade de tratamento e abastecimento de água da Grande Florianópolis, a estação Cubatão. Dos 5 municípios de Santa Catarina abastecidos por essa estação, 3 apresentaram resultados acima do limite para subprodutos.  Confira as respostas da prefeitura e da Casan na íntegra.

Estação de tratamento em Crateús, no Ceará, estado foi o que teve maior proporção de água imprópria por teste feito

© Fernando Frazão/Agência BrasilEstação de tratamento em Crateús, no Ceará, estado foi o que teve maior proporção de água imprópria por teste feito

O problema dos subprodutos não fica restrito à região sudeste do país. Proporcionalmente, o pior é o Ceará. Só no município de Independência, dos 18 testes realizados, 17 estavam acima do permitido entre 2018 e 2020.O problema é reconhecido por Neuma Buarque, superintendente de Controle e Qualidade da Cagece, companhia responsável pelo abastecimento do estado. “Investimos em produtos mais eficazes e estamos adequando nossas estações de tratamento para tecnologias mais eficientes”. Ela afirma que a companhia substituiu o produto utilizado no processo de desinfecção pelo dióxido de cloro, “uma forma de cloro mais eficiente na redução dos indicadores dessas substâncias”. Leia a resposta completaApesar de o uso de alternativas como dióxido de cloro e carvão ativado poderem encarecer o processo, especialistas afirmam que esse não deve ser um entrave quando a saúde da população está em risco. “Tem que alterar o processo de tratamento para gente, como consumidor, ter segurança de beber água sem colocar em risco a nossa saúde”, finaliza o professor da UFMG Valter Pádua.

msn

O que é câncer de colo do útero?

O que é colo do útero?

É a parte do útero localizada no final da vagina. Por localizar-se entre os órgãos externos e internos, fica mais exposto ao risco de contrais doenças.

O que é câncer do colo do útero?

É um tipo de câncer que demora muitos anos para se desenvolver. As alterações das células que dão origem ao câncer do colo do útero são facilmente descobertas no exame preventivo. Conforme a doença avança, os principais sintomas são sangramento vaginal, corrimento e dor.

O que pode levar ao câncer do colo do útero?

A principal causa é a infecção por alguns tipos de vírus chamados de HPV – Papiloma Vírus Humano. Fatores como o início precoce da atividade sexual, a diversidade de parceiros, o fumo e a má higiene íntima podem facilitar a infecção.

Como evitar?

Fazendo o exame preventivo (Papanicolaou). As lesões que precedem o câncer do colo do útero não têm sintomas, mas podem ser descobertas por meio do Papanicolaou. Quando diagnosticado na fase inicial, as chances de cura são de 100%.

O que é o exame preventivo?

É a coleta da secreção do colo do útero, utilizando espátula e escovinha. O material é colocado em uma lâmina de vidro para ser examinado posteriormente num microscópio.

Quem deve se submeter ao exame?

Todas as mulheres que têm ou já tiveram atividade sexual, principalmente aquelas com idade de 25 a 59 anos. As mulheres grávidas também podem fazer o preventivo.

Quais os cuidados para a realização do exame preventivo?

Não ter relação sexual, nem mesmo com camisinha, dois dias antes do exame; não usar duchas ou medicamentos vaginais nos dois dias anteriores ao exame e não estar menstruada (regulada). Em caso de sangramento fora do período menstrual, a mulher deve procurar o serviço de ginecologia.

O exame dói?

O exame é simples e rápido. Pode, no máximo, provocar um pequeno incômodo. No entanto, esse desconforto diminui se a mulher conseguir relaxar e se o exame for feito com delicadeza e boa técnica.

O que fazer após o exame?

A mulher deve retornar ao local onde foi realizado o exame – ambulatório, posto de saúde ou centro de saúde mais próximo – na data marcada para saber do resultado e receber instruções. Tão importante quanto realizar o exame é buscar o resultado.

E se o resultado der alguma alteração?

O médico deverá encaminhar a mulher para a realização de outro exame mais detalhado. Caso seja necessário, será feito um tratamento.

Com que frequência deve ser feito o preventivo?

Caso o exame não tenha apresentado qualquer alteração, a mulher deve fazer o preventivo no ano seguinte. Se novamente não houver alteração, o exame poderá ser realizado de três em três anos.

saude.gov.br

HÉLIA SCHEPPA/SEI
“É fundamental que estas primeiras doses de influenza sejam distribuídas imediatamente”, diz André Longo – FOTO: HÉLIA SCHEPPA/SEI
O aparecimento e o salto repentino da gripe H3N2 no fim do ano passado em Pernambuco, provocados por um subtipo do vírus influenza conhecido como Darwin, fazem despontar agora uma preocupação adicional com a doença neste período em que tradicionalmente se inicia a sazonalidade (termo que se refere a uma determinada estação ou época) das infecções respiratórias no nosso Estado e demais localidades do Nordeste. Apreensivo com este cenário, o secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo, cobra que o Ministério da Saúde antecipe a campanha de vacinação contra contra gripe. 

Diante desse impacto provocado pelo H3N2 num surto fora de época, é preciso pressa para iniciar a imunização nesta sazonalidade. E as vacinas já estão disponíveis para isso. Na última sexta-feira (25), o Instituto Butantan adiantou a entrega de imunizantes contra influenza para a imunização deste ano, com o envio do primeiro lote de 2 milhões de doses ao Programa Nacional de Imunizações. A entrega foi feita antes do previsto, após os dados obtidos sobre as novas cepas serem enviados e aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O Butantan trabalha para entregar, até abril, 80 milhões de doses para a campanha nacional. A vacina que será distribuída no Sistema Único de Saúde (SUS) é composta pelos vírus H1N1, a cepa B e o H3N2 do subtipo Darwin, que causou os surtos no fim do ano passado.

Baixa vacinação explica UTIs lotadas em Rondônia

Os dados do Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização (SI-PNI) dão sinais de que ainda estamos distantes da imunidade coletiva. Na Paraíba, mais de um milhão de estão com o esquema de vacinação contra a covid-19 incompleto, ou seja, apenas 40,32% da população está com a dose de reforço em dia.

Pelos cálculos, 439.639 pessoas não compareceram ainda para tomar a segunda dose. 

A variante ômicron só pode ser enfrentada com esquema vacinal completo, é o que afirma o Secretário de Saúde da Paraíba: “Enquanto não alcançarmos a imunidade coletiva através da vacinação com esquemas completos, estamos favorecendo o desenvolvimento de novas variantes e colocando a vida de todos em risco. Os estudos comprovam que a dose de reforço é fundamental nesse contexto e receber esse complemento é necessário para alcançar a proteção contra a ômicron”.  Geraldo Medeiros enfatiza que “os dados informados pelos municípios ao SI-PNI nos mostram que 15 localidades concentram mais de 55% das doses de reforço atrasadas. Lembramos que é preciso que a população busque essa dose e que os municípios possam manter a ampla oferta para que todos sejam vacinados”. A deputada estadual Cida Ramos (PT-PB) questiona nas redes sociais: “O Governo do Estado e dos Municípios não deveriam investir em um forte chamamento da população? Não deveria traçar um plano de busca ativa envolvendo para além das equipes institucionais (Saúde, Assistência Social, etc). Não deveriam realizar uma ampla campanha de convocação de todas as secretarias para, em um esforço coletivo, envolver a sociedade na mobilização pela vacinação?” Até o início da tarde da última quarta-feira (16), a Paraíba já havia aplicado um total de 7.654.830 doses de vacinas contra covid-19, das quais 1.258.956 são doses de reforço. A vacinação segue acontecendo em todos os 223 municípios para todas as faixas etárias elegíveis para receber os imunizantes.

Fonte: BdF Paraíba

Um dos grandes mistérios que surgiram na pandemia do novo coronavírus — e que ainda está sendo investigado por especialistas em doenças infecciosas — é por que algumas pessoas pegam a doença e outras não? E por que isso ocorre mesmo quando estão igualmente expostas ao vírus? É comum saber de famílias inteiras que pegaram covid e tiveram de se isolar, mas também existem várias histórias de casais, famílias e colegas onde algumas pessoas pegaram o vírus, conviveram com seus parentes, mas não houve contaminação generalizada.

Uma explicação para o fenômeno

O Imperial College London se debruçou sobre a diversidade de cenários de contaminação e, segundo os estudos recentes da instituição, coordenados pela especialista em infecções respiratórias Rhia Kundu, pessoas com níveis mais altos de células T (um tipo de célula do sistema imunológico) estimuladas pelo coronavírus do resfriado comum eram menos propensas a serem infectadas com SARS-CoV-2, o vírus que causa a covid-19. “Descobrimos que altos níveis de células T pré-existentes, criadas pelo corpo quando infectado com outros coronavírus humanos, como o resfriado comum, podem proteger contra a infecção por covid-19”, disse Kundo, em entrevista à CNBC. No entanto, ela também alertou que, embora esta seja uma descoberta importante, é apenas uma forma de proteção, e enfatiza que ninguém deve confiar apenas nisso. “Em vez disso, a melhor maneira de se proteger contra o covid-19 é ser totalmente vacinado, inclusive recebendo uma terceira dose de reforço”, afirma Kundu. A teoria é apoiada por pesquisadores da Universidade de Warwik, que coletaram dados neste mesmo sentido: ‘cerca de 20% das infecções por resfriado comum são causadas por coronavírus de resfriado comum, e essa seria uma forma com a qual alguns indivíduos mantêm níveis de imunidade adquirida previamente’.

Por que os sintomas variam tanto?

Outra questão que surgiu durante a pandemia é por que duas pessoas com covid podem responder de forma tão diferente à infecção; uma pode ter sintomas intensos, por exemplo, e o outra pode ser assintomática. A resposta pode estar nos genes. Um estudo preliminar sobre imunogenética, que é a relação entre genética e sistema imunológico, do Imperial College, descobriu que variações entre os sistemas imunológicos das pessoas “fazem a diferença”, pelo menos no que diz respeito a ter a doença sintomática ou não. A pesquisa é focada em diferentes genes do Sistema de Antígeno Leucocitário humano (HLA, na sigla em inglês), e está analisando como eles podem afetar a resposta à covid, com alguns tipos de HLA mais ou menos propensos a experimentar uma infecção sintomática ou assintomática.

Como por exemplo, a descoberta de que pessoas que possuem o gene ‘HLA-DRB1 * 1302’ são significativamente mais propensas a ter infecção sintomática do que os que não possuem. Essa variações também foram experimentadas em outro estudo, já noticiado nesta reportagem de EXAME, onde jovens saudáveis foram intencionalmente expostos ao vírus da covid para entender mais a fundo sobre a resposta do corpo ao SARS-CoV-2. Os resultados surpreenderam: quase metade dos participantes que receberam uma dose baixa de vírus não foi infectada, enquanto alguns dos que foram infectados não apresentaram sintomas. Os participantes que desenvolveram covid relataram sintomas leves a moderados, já sete tiveram sintomas de covid longa. Nessas diferentes pesquisas, a resposta de ciência se conecta à diversidade das populações humanas. Pelo todo, lança uma explicação sobre o porque alguns países que possuem níveis semelhantes de vacinação e controle de infecção do vírus podem ter, neste momento onde a ômicron se espalha, cenários tão diferentes na contabilização dos casos.

exame

Um estudo publicado na revista médica The BMJ descobriu que cerca de um terço dos pacientes com covid-19 apresenta um novo sintoma meses após a infecção.

coronavirus pandemic. young female in grey blouse wearing ffp2 mask.© CentralITAlliance/istock coronavirus pandemic. young female in grey blouse wearing ffp2 mask.

Segundo os autores, alguns dos sintomas desenvolvidos incluem alterações em órgãos e sistemas, abrangendo distúrbios cardíacos, lesão renal, insuficiência respiratória e problemas no fígado. Eles também observaram que a infecção também afetou as condições de saúde mental e deixou os pacientes mais propensos a desenvolver fadiga e pressão alta após a total recuperação.

Como foi feito o estudo?

Os pesquisadores revisaram os registros dos planos de saúde para identificar 133.366 idosos que tiveram covid-19 antes de 1º de abril de 2020. Com esses dados em mãos, eles então observaram quaisquer novas condições que surgiram 21 dias após o diagnóstico. Cerca de 32% procuraram atendimento médico após esses 21 dias por uma condição nova ou persistente. Os autores destacaram que além de insuficiência respiratória, demência e fadiga pós-viral, as sequelas se assemelham às da doença viral do trato respiratório inferior em adultos mais velhos. ” Esses achados destacam ainda mais a ampla gama de sequelas importantes após a infecção aguda pelo vírus SARS-CoV-2″, escreveram. O estudo ocorre em um momento em que os cientistas ainda estão examinando os efeitos a longo prazo da covid-19, a chamada covid longa.

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