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REFLEXÕES DO PASSADO E PRESENTE: PERSPECTIVA DE MELHORA PARA O FUTURO


 

Saúde

O Congresso Nacional encerrou a sessão conjunta desta quarta-feira (17) e derrubou o veto parcial ao dispositivo que aumenta o piso salarial dos agentes comunitários de saúde e de combate às endemias, constante do projeto de lei de conversão da Medida Provisória 827/18. São os agentes comunitários de saúde e de combate às endemias que trabalham diariamente nas comunidades onde moram e, muitas vezes, são os que levam informações a população e estão na dianteira no combate a várias doenças, por isso, essa categoria precisa ser valorizada e reconhecida, avaliou Gonzaga Patriota.

De acordo com o texto, o aumento será de R$ 1.014,00 para R$ 1.550,00 mensais após três anos. Em 2019, o valor será de R$ 1.250,00; em 2020, de R$ 1.400,00; e os R$ 1.550,00 valeriam a partir de 1º de janeiro de 2021.

O presidente do Senado, Eunício Oliveira, convocou outra sessão do Congresso para o próximo dia 24, em horário a definir.

GONZAGA PATRIOTA

Semana do Bebê mobiliza municípios brasileiros pelos direitos das crianças

Este ano, iniciativa apoiada pelo UNICEF começa em maio no município de Canela e será realizada pela primeira vez no Rio de Janeiro e em outros 24 municípios. No Ceará, passou a fazer parte do calendário oficial de eventos do Estado.

Brasília, 25 de abril – Mobilizar os municípios brasileiros pela garantia da sobrevivência e do desenvolvimento de criança em seus primeiros anos de vida. Esse é o objetivo da Semana do Bebê, iniciativa apoiada pelo UNICEF que vem contribuindo para a garantia do direito de cada bebê a sobreviver e se desenvolver, aprender, brincar, conviver com sua família e comunidade, crescer sem violência e ser protegido do HIV/aids e de outras doenças.

A iniciativa é realizada anualmente há 12 anos no município de Canela (RS) e já vinha sendo adotada por outros municípios do Rio Grande do Sul, além de cidades em Portugal, na Argentina e no Uruguai. No ano passado, com o apoio do UNICEF, a experiência foi sistematizada e apresentada na publicação “Como realizar a Semana do Bebê em seu município”. A partir dessa metodologia, a Semana do Bebê também passou a ser divulgada para outras regiões do País.

A proposta da Semana do Bebê é reunir esforços de governos e da sociedade em torno da garantia dos direitos das gestantes, mães e seus filhos. Em cada município, são realizadas parcerias para a realização de diferentes atividades: oficinas, cursos, palestras e atividades artísticas e culturais. A data da ação também fica a critério de cada município, mas a ideia é que ela se repita a cada ano.

A importância da atenção à primeira infância – Os seis primeiros anos de vida são fundamentais para o desenvolvimento integral de meninas e meninos. Nessa fase da vida, a criança desenvolve grande parte do potencial cognitivo que terá quando adulto. Por isso, representa uma janela de oportunidades. A atenção integral nessa faixa etária tem impacto decisivo nos processos de aprendizagem e de construção de relações sociais, fatores que influenciarão a vida afetiva, profissional e social.

Por isso, o UNICEF dá prioridade às ações que garantam o direito de cada criança brasileira a sobreviver e se desenvolver, apoiando o desenvolvimento de novas tecnologias sociais, identificando e disseminando boas práticas como a Semana do Bebê. Dessa forma, pretende estimular a implementação de planos, programas e projetos voltados para a atenção a crianças de até 6 anos de idade.

Mais informações
Estela Caparelli
E-mail: mecaparelli@unicef.org
Telefone: 61 3035 1963

Alexandre Amorim
E-mail: aamorim@unicef.org
Telefone: 61 3035 1947

Pelo oitavo ano a fachada do Congresso Nacional ganha iluminação especial até o fim do mês para marcar a participação do Senado e da Câmara dos Deputados no tradicional movimento internacional Outubro Rosa, de luta contra o câncer de mama. A abertura do evento, nesta terça-feira (2), contou com apresentações de dança afro e de balé clássico e com o lançamento do livro O grande Encontro, de Joana Jeker dos Anjos.

A autora é presidente da Recomeçar, a Associação de Mulheres Mastectomizadas de Brasília. No livro, ela narra sua experiência de ter sido diagnosticada com câncer de mama aos 30 anos, e de como venceu a doença para começar um grande movimento em prol de políticas públicas que atendam as vítimas. Sua luta agora é para garantir um diagnóstico mais rápido por meio da aprovação, na Câmara, do projeto de lei (PL 3.752/2012 naquela Casa) que determina o prazo máximo de 30 dias para a realização de exames pelo SUS. — Já há previsão para o primeiro tratamento em 60 dias, mas não há nenhuma lei ainda que determine um prazo para os exames. E a gente sabe que há muitas mulheres que esperam de seis meses até um ano para ter acesso a um diagnóstico no Sistema Único de Saúde — disse.

Prevenção

A importância da detecção precoce da doença foi ressaltada pelo senador Pedro Chaves (PRB-MS) na cerimônia de abertura. — Se, no momento do diagnóstico, a doença estiver em estágio inicial, as chances de cura chegam a 95%. Na população mundial, a sobrevida média por cinco anos é de 61%. Desta forma, faço um apelo veemente pela conscientização da importância da prevenção do câncer de mama.

O senador defendeu a realização de forma obrigatória e preventiva da mamografia para mulheres até os 40 anos. A proposta é da Defensoria Pública da União (DPU) representada no evento por Jair Soares Junior, que destacou avanços como a oferta pelo SUS do medicamento para tratamento da doença.

Entre os convidados, Humberto Fonseca, secretário estadual de Saúde do Distrito Federal, anunciou o fim da fila de espera da mamografia, que já foi de mais de 10 mil mulheres nessa unidade federativa. — O desafio hoje é a cirurgia, nós já temos a fila de mastectomia zerada em algumas regiões e estamos trabalhando muito forte para que consigamos ter a cirurgia realizada em tempo em todo o Distrito Federal — esclareceu.

Ações

As ações realizadas este mês por órgãos integrados nas duas Casas Legislativas foi destacado por outros convidados. Uma das ações é a de arrecadação de lenços para cobrir a cabeça de mulheres em tratamento contra a doença. No Senado são nove postos de coleta. Ao final da campanha, os lenços serão distribuídos para a Rede de Combate ao Câncer no Hospital de Base de Brasília.

O Congresso também disponibilizará o exame de mamografia para as funcionárias terceirizadas, dos dias 5 a 11 de outubro. São 104 vagas por dia, divididas na metade para Câmara e Senado. — Temos a comunidade, temos os meios de comunicação, temos os órgãos internos e temos os gestores públicos dos três Poderes, é isso que precisa para a campanha funcionar. São esses órgãos que fazem o Outubro Rosa acontecer, são mulheres também que se apoiam — afirmou  Rita Polli Rebelo, coordenadora da Procuradoria Especial da Mulher no Senado.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado

                     

Jornal da Record 

00:12/02:01
Uma avaliação do Conselho Regional de Medicina de São Paulo mostrou que 7 em cada 10 médicos não sabe aferir a pressão de um paciente ou identificar um infarto. O conselho culpa o ensino precário pelos resultados. Para assistir ao conteúdo na íntegra acesse PlayPlus.com.

” Que país este? É vergonhoso, uma tristeza.”

Consulta com urologista pode começar a partir dos 15 anos de idade, segundo a SBU

shutterstock

Consulta com urologista pode começar a partir dos 15 anos de idade, segundo a SBU

Engana-se quem pensa que a consulta com o urologista é recomendada apenas para homens acima de 45 anos. A especialidade também deve ser consultada na fase jovem da vida masculina, conforme reforça a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). Para conscientizar a população sobre a necessidade de jovens entre 15 e 19 anos irem a uma consulta com o urologista a SBU promove neste mês a Campanha #VemProUro, com foco no público adolescente.

Diferentemente das meninas, que na maioria, desde a adolescência vão ao ginecologista e criam o hábito de ir ao médico, os meninos, da mesma faixa etária, não têm o mesmo hábito de buscar orientação médica. O coordenador da campanha, Daniel Suslik Zylbersztejn, membro do Departamento de Sexualidade e Reprodução da SBU, destaca que a necessidade é orientar os rapazes, pois problemas que acometem os adolescentes podem causar transtornos no futuro, como infertilidade , por exemplo.

“É preciso que os adolescentes vejam o urologista como o médico que vai segui-los durante muitos anos à frente e não só como o médico do homem dos 45 anos a 50 anos de idade”, disse, ressaltando que os homens procuram o profissional na fase adulta para o exame de toque retal que evita o câncer de próstata. “[O homem] Fica sem ninguém; vai a um urologista por algum problema geniturinário específico, mas não tem o seu médico de referência”, destacou Zylbersztejn.

Para o médico, a ida ao urologista desde a adolescência pode ajudar a tirar dúvidas sobre sexualidade, e evitar doenças, como a varicocele, que é uma dilatação dos vasos do testículo que pode levar a uma redução da produção de espermatozoides e, no futuro, até causar infertilidade. Caso o problema seja identificado já adolescência, pode ser tratado com sucesso.

Campanha reforça consulta com urologista cedo

Consulta com urologista pode ajudar a prevenir problemas sérios no futuro, como infertilidade e câncer de próstata
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Consulta com urologista pode ajudar a prevenir problemas sérios no futuro, como infertilidade e câncer de próstata

A campanha tem duas fases. A primeira para mostrar a importância de o homem ir ao médico em todas as idades, inclusive na adolescência.

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Nossos cabelos sempre sofrem muito com químicas e processos agressivos, desde alisamentos até modelagens. Tudo isso, além de enfraquecer os fios, também retarda o crescimento do cabelo. Até mesmo a nutrição, por mais que positiva, pode fazer com que seu cabelo cresça menos. Nesse aspecto, o que comemos pode realmente ajudar a reparar, fortalecer e alongar nossos cabelos com vitaminas.

Esse é um dos segredos de Alicia Rountree, modelo, nutricionista certificada e dona de restaurante. A alimentação dela é um fator super importante na saúde dos seus cabelos – sem contar a pele e a saúde dela por si só. Para a nutricionista, alguns alimentos podem complementar os tratamentos feitos para o crescimento dos cabelos, desde que ingeridos de forma correta.

Confira 5 alimentos que podem acelerar o crescimento do seu cabelo de forma natural:

Abacates

Os abacates são uma grande fonte de antioxidantes e são ricos em vitaminas E e B, que fortalecem os cabelos e ajudam a prevenir danos causados por processos agressivos. Algumas formas de prepará-los são em uma salada, amassadinho em uma torrada no café da manhã, ou até mesmo em uma máscara de cabelos.

Cenouras

As cenouras têm vitaminas vitais, como C e E, que estimulam o crescimento dos fios e engrossam o cabelo quando ingeridas diariamente. Para facilitar o crescimento, um caminho muito bom é tomar um copo (mais ou menos 85g) de suco de cenoura fresco por dia. Você pode até mesmo fazer uma vitamina, adicionando beterrabas, maçãs e gengibre.

Nozes

Não só são uma ótima opção de lanche para levar para o trabalho ou faculdade, as nozes também são cheias de ômega-3, biotina, proteína, cobre e vitamina E. Todos esses componentes são essenciais para conseguir fios brilhantes, e ao mesmo tempo protegem seus cabelos dos raios solares severos.

Chocolate amargo

O chocolate amargo tem minerais vitais para o fortalecimento dos cabelos, que incluem zinco, cobre e ferro. A mistura desses elementos ajuda a trazer o fluxo de sangue para o seu couro cabeludo e promove o crescimento (com moderação, claro).

Folhas de goiaba

Para conseguir extrair os benefícios das folhas, é necessário fervê-las. Elas são ricas em vitamina C, que ajuda na produção de colágeno. Depois de levantar fervura, espere a água esfriar e use em seu cabelo como tratamento. Esse segredinho ajuda a prevenir a queda dos cabelos e ainda fortalece os fios.

claudia

A UPAE Garanhuns viveu mais uma vez a SIPAT – Semana Interna de Prevenção de Acidentes, com diversas atividades, dentre elas palestras e aulas de dança e ginástica. A iniciativa é uma realização da CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. A SIPAT, que este ano teve sua segunda edição, no período de 03 a 06 de setembro, contou com o apoio da coordenação da UPAE Garanhuns. 

A SIPAT iniciou com a palestra “Acidentes com perfuro-cortante e suas implicações”, com a enfermeira Michelle Torres, da educação permanente da UPAE Garanhuns. Na terça (04) o enfermeiro Raimundo Neto, do CAPS/Garanhuns, discorreu sobre “Os perigos do álcool e das drogas”. Na quarta-feira (05), a nutricionista Laila Brasil apresentou “Nutrição aliada ao desenvolvimento cognitivo”. Na quinta-feira (06), véspera de feriado, a SIPAT incentivou as práticas esportivas e o lazer. A equipe de fisioterapeutas liderou uma ginástica laboral e o auxiliar em farmácia, Mikael Cristiano, ministrou uma aula de dança.

Sob a presidência do enfermeiro Álvaro Simões e seu vice, Fábio Tavares, supervisor de faturamento, juntamente com outros 12 funcionários da UPAE Garanhuns, a CIPA se reúne mensalmente para avaliar as condições de trabalho da unidade. Nathália Monteiro é a Técnica de Segurança do Trabalho da UPAE Garanhuns.

A Unidade Pernambucana de Atenção Especializada de Garanhuns é unidade da Rede SUS da Secretaria Estadual de Saúde, sob gestão IMIP e parceria com a V GERES e Secretarias Municipais de Saúde. 

O Brasil tem uma das populações mais ansiosas do mundo, com 19 milhões de pessoas sofrendo com a doença. O alívio pode estar em novas terapias que alteram as memórias, testes que permitem a escolha do remédio certo para cada caso e até no uso de tecnologias como a realidade virtual

“E se eu perder o emprego? For assaltado? Meu filho ficar doente? Perder as minhas economias ao investir em um negócio? E se…” Conjecturar é uma característica da mente humana, formatada para analisar o máximo possível de cenários e chegar na decisão acertada. O problema é que em tempos tão difíceis quanto os atuais, o “e se” deixou de ser para muita gente um recurso que dá segurança na tomada de decisão, para se tornar um pensamento neurótico que atormenta com incertezas a cabeça de quem busca um caminho a seguir. A ansiedade tomou o Brasil. Cerca de 19 milhões de brasileiros sofrem com a doença, segundo a Organização Mundial de Saúde. A demora na retomada da economia e um desencanto em relação ao futuro aumentaram a angústia. Segundo a Interfarma — entidade que reúne as principais farmacêuticas em atuação no País — em 2016 o faturamento com a venda de ansiolíticos foi de R$ 342 milhões. Em 2017, R$ 376 milhões. Ou seja, um crescimento de 10%.

A ansiedade é, em si, um sentimento benigno. Ela faz parte dos recursos mentais desenvolvidos pelo ser humano ao longo da evolução para se proteger de ameaças à sua sobrevivência. Na medida certa, ela significa prudência. Não é por outra razão que, do ponto de vista cerebral, ela tem parte de seu processamento registrado nas estruturas mais primitivas, as primeiras a funcionar quando o homem lutava com outros animais por espaço e comida. Por meio do aprendizado com as situações, associações e registro das memórias, partes do cérebro como a amigdala e o hipocampo passaram a atuar conjuntamente para avaliar o que representava ameaça. Quando a conclusão era a de que a defesa se fazia necessária, sinais enviados ao resto do corpo preparavam a reação: coração e pulmão acelerados para garantir maior suprimento de sangue e oxigênio; glândulas sudoríparas elevando a produção de suor para manter a temperatura estável. Éramos puro instinto. A análise das informações sob a luz da lógica veio depois, quando a mente ganhou recursos para decidir pela mobilização de energia somente quando fosse realmente necessário.

Ou pelo menos deveria ser assim. Por uma combinação de fatores que incluem predisposição genética, circunstâncias do ambiente e experiências pessoais, a mente pode se manter em alerta permanente, inibindo que a análise racional se sobreponha e desarme o sistema quando a ameaça não é real. Sai-se do campo da prudência para entrar no da patologia. Ao contrário do primeiro, em vez de proteger, o último desgasta. O organismo fica exposto, levando a colapsos cardiovasculares, dores, insônia, emagrecimento ou obesidade, entre outras repercussões.

A manifestação da ansiedade patológica ocorre de diferentes maneiras. Uma das mais comuns é a ansiedade generalizada. Nesse caso, há um temor difuso das coisas em geral, embora uma ou outra possa se sobressair. Na atual realidade brasileira, entram na lista o receio de perder o emprego ou o de sofrer violência. A sensação corrói gradualmente. Um cansaço que não passa, uma irritação com qualquer coisa e dificuldade para pegar no sono se instalam. Outros gêneros são a síndrome do pânico e a fobia social. No primeiro tipo, situações cotidianas, como o trânsito parado, desencadeiam sintomas como taquicardia ou falta de ar. Na fobia social, o pavor de se expor desencadeia os mesmos sinais.

Por ser multifatorial, não há uma única maneira de tratar a ansiedade nociva. Se necessário, remédios são indicados para tirar os pacientes do quadro agudo, facilitando a transição para um estado mental mais tranquilo. Entre as medicações, existem os ansiolíticos e antidepressivos modernos com atuação contra a ansiedade e depressão, enfermidade que costuma cursar em conjunto. “Tem crescido a indicação de remédios com menos efeitos colaterais como o ganho de peso”, afirma Márcio Bernik, coordenador do Programa de Ansiedade do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo. “Isso aumenta a adesão ao tratamento”, diz.

ATENÇÃO Demorou, mas Caroline aprendeu a meditar: a
técnica impediu o surgimento de mais crises (Crédito:Aneto Herculano)

A escolha do remédio certo é um desafio. Em relação aos antidepressivos, eles não funcionam em até 30% dos casos. E não se trata necessariamente de ineficácia, mas de não ser a medicação correta para aquele paciente específico. Hoje, por meio de exames genéticos, é possível identificar qual produto funcionará de acordo com cada um. A companhia brasileira GnTech disponibiliza um teste que analisa a resposta do paciente a vários medicamentos contra a ansiedade. “É uma forma de oferecer tratamentos individualizados”, afirma o psiquiatra Guido May, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, e diretor da empresa.

Recentemente introduzida no tratamento, a realidade virtual treina pacientes para reagirem melhor a situações que servem de gatilho para as crises. As pessoas são virtualmente expostas a armadilhas que as levam a comer mais, por exemplo, ou a terem uma crise pânico diante de um inseto. Aos poucos, ganham controle sobre as situações. Também está sendo possível testar a eficácia da aplicação de ondas eletromagnéticas nas regiões envolvidas. Os resultados apontam redução dos sintomas.

EFEITO Para Bernik, medicações modernas aumentam adesão
ao tratamento (Crédito: Rafael Hupsel/Agência Istoé)

Essas são alternativas para casos nos quais não houve sucesso com outras abordagens e o prejuízo na vida toma proporções preocupantes — a pessoa não consegue sair de casa para trabalhar, por exemplo. O esforço médico e psicológico é para recolocar o indivíduo no controle por meio de estratégias mais simples, como o uso de técnicas de respiração ou meditação, que contêm o fluxo incessante de pensamentos de preocupação e até mesmo impedem crises. A publicitária Caroline Apple, 33 anos, de São Paulo, usufrui dos benefícios da meditação contra a ansiedade e a depressão. “Aprendi a ouvir meu corpo. Perdi vinte quilos, a agressividade foi canalizada e nunca mais tive crises”, conta.

As terapias psicológicas são fundamentais para o alívio. Até há pouco tempo a mais usada era a terapia cognitivo-comportamental, cujo objetivo é ajudar o indivíduo a modificar hábitos e pensamentos associados à ansiedade. O entendimento recente, porém, é o de que é preciso atuar um pouco antes, na origem dos pensamentos e as razões pelas quais eles se manifestam. O que se quer é apagar as emoções negativas que estão em sua base, resultantes da experiência de vida de cada um. “É uma reconsolidação das memórias vinculadas à ansiedade”, explica o psiquiatra Diogo Lara, do Rio Grande do Sul, autor do livro “Imersão, um romance terapêutico”. “O objetivo não é mais aprender a suportar a ansiedade, mas mudar o relacionamento com ela”, diz o médico Bernik.

RECEITA Fernanda fez o teste genético para encontrar a
medicação mais eficaz para seu caso e tem apoio da família
(Crédito:Divulgação)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quando os recursos são usados respeitando a história e o contexto individual, a chance de sucesso é enorme.

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Dietas da moda não trazem benefícios a longo prazo

Dietas da moda, como a do ovo, da sopa, da proteína ou dos sucos detox vendem propaganda enganosa e podem prejudicar a saúde de quem tem predisposição a alguma doença

A televisão, a internet e as revistas vendem um padrão de peso que não condiz com a realidade. Muitas vezes as pessoas buscam diversos artifícios para emagrecer e alcançar esse status de beleza exigido ou o “corpo fitness”. É aí que entram as chamadas dietas da moda, procedimentos que prometem efeitos fantasiosos, como perder dez quilos em uma semana.

O tema, muito discutido na mídia, alerta para a interferência na saúde dos indivíduos que buscam um milagre, mas podem acabar encontrando um problema. “O que as dietas da moda vendem é uma propaganda enganosa. A pessoa até consegue algum emagrecimento, mas não há benefícios em longo prazo. Elas podem, inclusive, trazer prejuízos à saúde e muitas vezes o peso perdido volta rápido”, aponta Nathalia Pizato, professora do Departamento de Nutrição da Universidade de Brasília.

Quais os efeitos das dietas da moda na saúde?

As dietas da moda que prometem redução de peso rápida são dissociadas dos diversos determinantes da saúde e da nutrição, e constituem padrões de comportamento alimentar não usuais, adotados entusiasticamente por seus seguidores. Seu sucesso é atribuído especialmente à motivação inicial das pessoas pelo contato com algo novo, além da promessa de resultados rápidos.

Entretanto, a adesão à dieta é temporária, uma vez que as mudanças propostas não condizem com os hábitos e o cotidiano do indivíduo. De forma geral, além de muitas vezes não possuírem embasamento científico, essas dietas criam expectativas irreais relacionadas à velocidade e à quantidade de peso perdida. Podem, ainda, causar deficiências nutricionais e potenciais riscos à saúde, se conduzidas por um longo período.

“Se alguém tenta aquela dieta dos sucos detox, por exemplo, ela emagrece em alguns dias porque ingere um número pequeno de calorias. Mas como ninguém consegue seguir com ela por muito tempo, volta aos velhos hábitos alimentares e, consequentemente, ao peso antigo. Sem falar que algumas dietas restritivas podem complicar a saúde de uma pessoa que tem predisposição a alguma doença. Se ela corta o leite, vai ter deficiência de cálcio. Se não come carne vermelha, fica sem Vitamina B12. A pessoa pode descobrir o problema da pior maneira”, explica Nathalia Pizato.

Procure orientação profissional

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SAÚDE

Passar horas no Instagram ou no WhatsApp não é um hábito tão inofensivo assim

Atire a primeira pedra quem nunca passou horas deslizando os polegares na tela do smartphone. O hábito, que parece inofensivo até certo ponto, começa a preocupar especialistas, que se veem diante de pacientes queixando-se de dores nas mãos e nos pulsos. Em 2014, a revista americana Lancet publicou o termo WhatsAppite, que, em português, seria algo como: Síndrome de WhatsAppinite, uma referência à tendinite.

Segundo o ortopedista Mateus Saito, de São Paulo, em entrevista ao Estadão, houve uma mudança no perfil dos pacientes. Hoje, os mais jovens, entre 12 e 17 anos, chegam aos consultórios se queixando de incômodos. Por outro lado, os idosos, que já têm algum nível de artrose e que acabam aderindo ao uso dos smartphones, também aparecem.

É preciso ficar atento aos hábitos e aos sintomas para procurar um especialista antes que qualquer problema se agrave. Uma avaliação profissional poderá verificar se há diagnósticos mais sérios, como tendinite, artrite ou mialgia. Além da redução do uso do celular, o especialista em mãos poderá indicar sessões de fisioterapia, terapia ocupacional ou o uso de órteses.

A prevenção é simples – mas não necessariamente fácil! Cuide-se para não passar horas a fio digitando ou rolando a tela e faça pausas durante o uso. Se possível, utilize o recurso de completar texto para evitar a escrita total das palavras. Sempre que possível, prefira ligar ou mandar uma mensagem de áudio. E, por fim, não deixe de reservar um tempo para ficar completamente desconectado.

claudia

Carreta oferta assistência odontológica de média complexidade em

aldeia do Maranhão

“Estou muito mais nova!”. Foram estas as primeiras palavras de Edileusa Bento Guajajara, no dia 10 de agosto, ao contemplar-se no espelho enquanto usava, pela primeira vez, a prótese dentária confeccionada pelos profissionais da Carreta da Saúde Bucal, na Aldeia Bacurizinho, área de abrangência do Distrito Sanitário Especial Indígena Maranhão (DSEI/MA). Atuando na região desde o dia 23 de julho, a Carreta tem realizado até 120 atendimentos diários, além de outros 50 realizados por trabalhadores do DSEI que também participam da atividade que faz parte do Projeto Sesai em Ação – Saúde Indígena Brasil Adentro.

“Em dois ou três dias, podemos mudar a vida de uma pessoa, ao solucionar problemas de saúde bucal”, comemorou o secretário Especial de Saúde Indígena, Marco Antônio Toccolini, que foi conferir o trabalho da Carreta na Aldeia Bacurizinho, município de Grajaú (MA), em 10 de agosto, e ficou animado com os resultados apresentados pela equipe do DSEI-MA: entre 23 de julho e 10 de agosto, os cerca de 100 profissionais de saúde bucal atenderam 1964 indígenas das aldeias Colônia, Três Irmãos, Elbetel e Bacurizinho. No total, foram 21.673 procedimentos realizados.

A confecção de próteses parciais ou totais foi um dos serviços mais procurados, com 466 peças produzidas e entregues em pouco mais de duas semanas. “A gente via muita gente até com vergonha de sorrir e que agora vai melhorar não só a autoestima, mas também a alimentação”, destacou a enfermeira Tairini Lopes Guajajara, que atua na assistência a seu povo. Enquanto a Carreta esteve na Aldeia Bacurizinho, ela participou de ações de educação e prevenção em saúde.

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Créditos: Africa Studio/Shutterstock

Nutricionista explica sobre os malefícios e benefícios do açúcar e dá alguns truques para acabar com a vontade de comer doce em excesso

Por Kelly Bastone

O açúcar está praticamente todos os alimentos que você ingere. Desde os iogurtes até aos cereais matinais. Embora saibamos que açúcar em excesso não é bom, é muito difícil resistir. Isso ocorre porque comer açúcar estimula os receptores de dopamina do cérebro. São os mesmos que causam dependência de drogas, fazendo com que nos sintamos nas alturas – e ansiosos por outra dose. E, como corredores, nosso problema é ainda mais complicado. Pois muitos de nós dependemos de géis e bebidas energéticas (e, às vezes, de simples balas) para obter energia e nos recuperar dos treinos. Mas correr não nos isenta dos problemas causados pelo excesso de açúcar refinado. Como por exemplo, o aumento no risco de obesidade, diabetes, doenças de coração, depressão e distúrbios do sono. Isso é um fato, quer você faça exercício, quer não. “Isso porque açúcares refinados vão diretamente à corrente sanguínea”, diz Kristen Gradney, nutricionista e porta-voz da Academy of Nutrition and Dietetics (a maior organização de profissionais da nutrição dos Estados Unidos). O que força seu corpo a processar níveis carnavalescos de açúcar rapidamente. “Nós ficamos menos eficientes nisso ao longo do tempo, tornando-nos mais suscetíveis a problemas como diabetes”, conta Kristen. Dessa forma, isso significa que até mesmo pessoas saudáveis – como corredores – devem limitar a ingestão diária de açúcar adicionado menos de 25g, como recomendado pela Organização Mundial da Saúde.Mas não é necessário evitar alimentos naturalmente doces ou integrais, que contêm água, fibras e/ou proteínas que retardam a absorção do açúcar.

Benefícios de cortar o açúcar

Muita gente anda recorrendo a planos de “detox” que eliminam todo o açúcar durante 30 ou mais dias. Os adeptos dizem que cortar a ingestão de açúcares refinados melhora o sono, cura a acne, elimina quilos e aumenta o bom-humor e a concentração.

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A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) já tem condições de analisar o Projeto de Lei do Senado (PLS) 316/2014, que fixa em R$10.991,19 o valor do piso salarial para médicos e cirurgiões-dentistas. O relator, senador Garibaldi Alves Filho (MDB-RN), entregou ao colegiado seu voto favorável à iniciativa. Os quase R$ 11 mil superam o piso previsto na Lei 3.999, de 1961, que é de três vezes o valor do salário mínimo (R$ 937 atualmente).

A proposta também estabelece o reajuste anual do piso pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e fixa a jornada desses profissionais em quatro horas diárias ou 20 horas semanais.

“Entendemos que o novo valor está em consonância com a proposta da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), que recomenda um salário mínimo de R$ 11.675 para 20 horas semanais de trabalho. O estabelecimento de valor muito acima do proposto por aquela entidade poderia levar a problemas, como relações informais na contratação de alguns profissionais. A fixação do piso servirá para conferir segurança a essas categorias, além de reduzir a alta rotatividade”, explicou o relator.

Correção

O autor do projeto, o ex-senador Paulo Davim, afirma que a proposta vai sanar uma irregularidade, visto que a Constituição proíbe a vinculação ao salário mínimo para quaisquer fins.

“É, portanto, inconstitucional a utilização do salário mínimo como indexador de base de cálculo de piso salarial, conforme já pacificado pelo Supremo Tribunal Federal, em sua Súmula Vinculante 4. Assim, estamos propondo os ajustes necessários para que cessem as discussões acerca da lei”, explicou Davim na justificação do projeto.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Foto: Reprodução/Internet (Foto: Reprodução/Internet)
Foto: Reprodução/Internet
Pernambuco investiga 18 casos de sarampo. Em novo alerta sobre as transmissões da doença no Brasil, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) atualizou a quantidade de casos suspeitos e descartados no estado. Dos 63 notificados neste ano, 45 já tiveram o risco afastado. Entre os outros ainda em análise, estão cinco pessoas de uma mesma família, notificadas no fim de julho. Diante da forte possibilidade de confirmação desses registros, do grande fluxo de viajantes e da epidemia que ocorre na Venezuela, o estado alerta que o risco de reintrodução do vírus é elevada.

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Como uma perigosa combinação de sociedades médicas clandestinas, desinformação de pacientes e desejo de obter beleza a qualquer custo tem resultado em complicações e mortes que ameaçam a confiança em cirurgias e procedimentos estéticos

Crédito: Divulgação

Casos recentes de erros médicos e óbitos decorrentes de cirurgias plásticas expuseram os riscos de uma atividade que tem atraído uma parcela crescente da população, sobretudo feminina. Dados do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) mostram uma explosão de queixas envolvendo a especialidade. Em 2015, foram 10 denúncias. O número saltou para 27 em 2016 e chegou a 68 no ano passado. Apesar do aumento, as reclamações ainda não refletem a realidade: muitos pacientes prejudicados preferem o silêncio. Não denunciam seus médicos e nem ingressam com ação judicial, mesmo quando há comprovação de erro durante o procedimento. As razões para não levar processos adiante são muitas. “Há descrença no Judiciário, indisposição para enfrentar um processo que pode ser custoso e demorado, além da falta de estrutura emocional para as vítimas reviverem os fatos infelizes e trágicos pelos quais passaram”, diz Fernando Polastro, voluntário responsável pelos primeiros atendimentos, triagem e direcionamento de pacientes que procuram a Associação Brasileira de Vítimas de Erro Médico (Abravem). “Outros não denunciam por desconhecimento de seus direitos ou dúvida sobre ter havido ou não erro médico em seu caso”. Como resultado dessa omissão, mais e mais pessoas se tornam sujeitas a procedimentos inseguros, negligência, imperícia e imprudência de médicos. A falta de bom sendo na busca por um corpo perfeito, modelado por implantes de silicone ou lipoesculturas é outro fator que contribui para o aumento de casos sem final feliz. Para atender a uma crescente demanda por transformações estéticas, surgiram no País até sociedades médicas clandestinas, que colocam em risco a vida de pacientes.

Código ultrapassado

A divulgação de procedimentos cirúrgicos por meio de redes sociais deve ser vista com desconfiança. “Cirurgia plástica só com cirurgião plástico. Procedimento estético pode ser com dermatologista”, afirma Alexandre Senra, cirurgião do Hospital Albert Einstein e membro da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica Estética (ASAPS). “Não existe mágica. Desconfie de preços muito abaixo da média, afinal é a sua vida”, adverte. Segundo ele, o código de 1957 sobre o exercício da medicina que diz que após os seis anos de formação o médico pode exercer qualquer especialidade está ultrapassado. “Existe uma jurisprudência que diz que o médico que faz procedimento sem estar habilitado pode ser penalizado. A relação médico-paciente continua primordial, mas está se perdendo. O médico precisa conhecer o paciente e vice-versa. Sem isso, somos apenas técnicos.”

A filosofia da cirurgia plástica é gerar bem-estar, auto-estima e contribuir para a harmonia da auto-imagem do paciente. Bem diferente da venda de fantasias e ilusões feita por profissionais não habilitados colocando em risco pacientes. O presidente da SBCP, Níveo Steffen, afirma que a Sociedade é frontalmente contra a banalização dos procedimentos cirúrgicos. “Cabe ao cirurgião plástico ser honesto ao examinar e escutar o paciente para identificar a indicação ou não da cirurgia plástica, informando sobre as reais possibilidades de resultado, riscos cirúrgicos e pós-operatório”. Segundo Steffen, a SBCP tem cerca de 6.500 membros. Apenas seis cirurgiões plásticos e um dermatologista estão entre os 289 médicos processados por problemas em procedimentos relacionados à cirurgia plástica entre 2001 e 2008.

Corporativismo

Ainda que poucos cometam erros, o corporativismo da classe costuma proteger os negligentes. Uma empresária de Campo Grande de 36 anos, que pediu para não ser identificada, tem vivido esse drama. Ela colocou prótese nas mamas em 2006. No ano passado, depois de amamentar dois filhos, achou que os seios estavam um pouco assimétricos e consultou um renomado cirurgião plástico da cidade, professor da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, indicado por várias pessoas. “Combinamos a retirada das próteses com correção estética no mesmo procedimento.” Segundo ela, consta no prontuário médico que foi uma cirurgia de retirada de implantes mamários com correções estéticas. “Não sei no que ele errou, mas sei que o resultado foi um pesadelo na minha vida”.

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A decisão sobre levar ou não adiante uma gravidez é um direito fundamental da mulher? Quando começa a vida? Como evitar as milhares de mortes de mulheres por abortos inseguros no Brasil? A quem cabe decidir sobre o tema, Judiciário ou Legislativo?

Supremo começa nesta sexta audiências públicas para debater ação que pede a descriminalização do aborto
Supremo começa nesta sexta audiências públicas para debater ação que pede a descriminalização do aborto

Foto: Getty Images / BBC News Brasil

Essas são algumas das questões que devem ser debatidas nesta sexta (3) e na próxima segunda (6) nas audiências públicas do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a ação que pede a descriminalização do aborto.Cerca de 60 pessoas, entre representantes de religiões, médicos, juristas e ativistas brasileiros e estrangeiros, apresentarão suas posições aos ministros do tribunal e ao público presente.A discussão passa por definir se o aborto deve ser visto como um problema de saúde pública, se o direito de decidir sobre o próprio corpo no caso de uma gestação é garantido pela Constituição, e se tratar a interrupção da gravidez como crime é ou não uma medida eficiente para evitar a prática do aborto e, ao mesmo tempo, proteger a vida das mulheres. A audiência foi convocada pela ministra Rosa Weber, relatora da Ação por Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442, apresentada pelo PSOL, com assessoria técnica do Instituto de Bioética Anis.

Ainda não há data marcada para o julgamento do caso.

A ação argumenta que os artigos do Código Penal que proíbem o aborto afrontam preceitos fundamentais da Constituição Federal, como o direito das mulheres à vida, à dignidade, à cidadania, à não discriminação, à liberdade, à igualdade, à saúde e ao planejamento familiar, entre outros. O PSOL pede que o aborto feito até a décima segunda semana de gestação não seja considerado crime. Atualmente, o aborto só é permitido no Brasil em caso de estupro, risco de vida para a mãe e feto com anencefalia- neste último caso a autorização foi dada pelo Supremo, em julgamento de 2012.

O STF recebeu mais de 180 pedidos para falar na audiência sobre o pedido de descriminalização do aborto e selecionou os palestrantes com base na representatividade, na qualificação técnica e na “pluralidade” das opiniões.A BBC News Brasil conversou com algumas dessas pessoas para saber que argumentos levarão ao debate.

Os palestrantes pró-descriminalização do aborto

Palestrantes favoráveis à desciminalização vão apresentar dados sobre mortes de mulheres em abortos clandestinos e argumentar que a legislação atual não reduz o número de abortos
Palestrantes favoráveis à desciminalização vão apresentar dados sobre mortes de mulheres em abortos clandestinos e argumentar que a legislação atual não reduz o número de abortos

Foto: Agência Brasil / BBC News Brasil

O grupo de pessoas selecionadas para falar a favor da descriminalização do aborto é composto por diferentes setores – de médicos a ONGs internacionais e grupos religiosos que defendem que as mulheres devem ter autonomia para interromper a gestação. Cada setor deve se aprofundar em uma dessas quatro linhas de argumentação identificadas pela BBC News Brasil:

Morte das mulheres

O primeiro dia de audiências abordará o efeito da legislação sobre aborto em diferentes aspectos da saúde – psicológico e físico, além do impacto social.Os médicos favoráveis à descriminalização devem expor a experiência de tratar mulheres com complicações decorrentes de abortos inseguros.A médica ginecologista e obstetra Melania Amorim disse à BBC News Brasil que defenderá que a descriminalização é necessária para reduzir a mortalidade materna e o número de abortos provocados. Segundo ela, interrupções da gestação feitas de forma insegura são a quarta principal causa de morte de materna no Brasil.A médica diz que, ao longo dos quase 30 anos de carreira, atendeu na rede pública dezenas de pacientes com complicações graves de abortos clandestinos. Mas a primeira experiência foi a que mais impactou.”Eu tinha 17 anos, tinha acabado de entrar na faculdade e estava estagiando num hospital. Uma menina de 13 anos chegou já desorientada, em estado grave após um aborto clandestino. Ela entrou em estado de choque séptico e morreu”, conta.”Entrei na maternidade esperando ver partos lindos e bebês saudáveis e me vi sempre à frente da morte. Já me deparei várias vezes como mulheres nessa situação. Hemorragia e septicemia. As mulheres recorrem a instrumentos perfurantes ou soluções tóxicas.”

Ministra Rosa Weber é relatora da ação do PSOL que pede a descriminalização do aborto
Ministra Rosa Weber é relatora da ação do PSOL que pede a descriminalização do aborto

Foto: Carlos Moura/STF / BBC News Brasil

Melania diz que também apresentará dados para sustentar a tese de que a descriminalização do aborto poderá, inclusive, diminuir as interrupções de gestações, na medida em que o tema deixará de ser “tabu”.“Você evita o aborto de repetição, que é responsável por mais de 40% dos abortos provocados. Com o acolhimento das mulheres durante e após o aborto, você evita um próximo aborto. Você consegue ouvir a mulher e aconselhá-la a usar um método contraceptivo eficiente”, afirma.Um estudo que deve ser mencionado, na audiência, é o da pesquisadora Gilda Sedgh, do Instituto Guttmacher, de Nova York, que aponta que, em países onde o aborto é crime, as taxas de aborto chegam a ser um pouco mais altas que as de nações onde o procedimento é legalizado.

Conforme o levantamento, a taxa é de 37 abortos a cada mil mulheres em países que vetam o aborto em qualquer circunstância ou que só o permitem em caso de risco de vida para a mãe. Em nações onde a interrupção da gravidez é permitida e oferecida mediante pedido da gestante, o número de abortos é de 34 para cada mil mulheres.

Desigualdade social

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Com os níveis de stress elevados e a dependência excessiva de alimentos processados, a inflamação – que perturba o equilíbrio natural do corpo – é cada vez mais frequente em nosso organismo. Resultado: maior exposição a doenças. Porém, há esperanças!

Aqui, listamos os 10 alimentos que vão prevenir o envelhecimento precoce e ajudar a combater problemas da cabeça aos pés:

1. Azeite extravirgem

Ele é rico em polifenóis, substâncias que proporcionam benefícios antioxidantese anti-inflamatórios. Por isso, vale usar o azeite de oliva extravirgem na maioria de suas refeições. Mais de 70% do seu teor de gordura vem de uma gordura monoinsaturada, chamada ácido oléico, que ajudar a baixar a pressão arterial, reduzir o LDL (colesterol ruim) e aumentar o HDL (colesterol bom).

2. Ervas e temperos

Ervas e especiarias são cheios de fitonutrientes que são ótimos para a sua saúde. Eles adicionam sabor aos pratos e podem substituir o de excesso de sal ou açúcar – ingredientes que podem causar inflamação.  As opções são: canela, que reduz o inchaço e estabiliza o açúcar no sangue; açafrão, que contém propriedades anti-inflamatórias e anticancerígenas; orégano, com propriedades antibióticas; e alecrim e lavanda, recomendados para diminuir a ansiedade e aliviar a dor

3. Alho e cebola

Esses famosos temperos, assim como alho-poró, o aspargo, o brócolis e as alcachofras, são deliciosas fontes de carboidratos de baixo teor calórico. Uma vez que esses alimentos não são totalmente digeridos no intestino, o material restante alimenta as chamadas bactérias boas, o que resulta em um funcionamento mais saudável do órgão. É por meio desse processo que elas estimulam o sistema imunológico e diminuem a inflamação.

boaforma

Erich Fonoff adotava discurso moralista nas redes sociais, em defensa da ética e a favor do impeachment de Dilma Rousseff, mas no dia a dia, segundo a PF, fazia parte de um esquema de fraudes no SUS

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Erich Fonoff, neurocirurgião do Hospital das Clínicas (SP), com especialização em Mal de Parkinson, foi um dos presos, em condução coercitiva, durante ação da Polícia Federal, que fez parte da Operação Dopamina, de acordo com o Pragmatismo Político. Segundo os investigadores, ele e outros médicos faziam parte de um esquema criminoso de desvio de recursos públicos para a compra de equipamentos médicos. A estimativa dos prejuízos aos cofres públicos chega a R$ 18 milhões.

Apesar disso, o médico virou um assíduo “militante anti-corrupção. Desde que a presidenta Dilma Rousseff foi eleita em 2014, ele passou a frequentar vários protestos pró-impeachment e, pelas redes sociais, pedia o “fim da corrupção”, pregando a prisão do ex-presidente Lula e espalhando boatos como de que o governo federal cortaria o Bolsa Família de quem não votasse em Dilma nas eleições de 2014. As apurações indicaram que os pacientes com Mal de Parkinson eram orientados por Fonoff e pelo diretor administrativo do setor de neurocirurgia do hospital, Waldomiro Pazin, a procurarem a Justiça para conseguir marcapassos cerebrais. Por meio de decisões judiciais, o hospital adquiria equipamentos sem a necessidade de licitação, que custavam cerca de quatro vezes mais que o preço real.

A fraude funcionou de 2009 a 2014, nos governos do PSDB de José Serra e Geraldo Alckmin. No período foram feitas 154 cirurgias de implante para tratamento de Parkinson com recursos do SUS (Sistema Único de Saúde) com ordem judicial. Não houve licitação para compra de marcapassos de maneira regular.

revistaforum

Grupos que pregam contra os imunizantes e a falta de informação até entre profissionais da saúde são fatores que trazem de volta ao País doenças que haviam desaparecido, como o sarampo, e o risco da poliomielite. É preciso impedir esse inaceitável retrocesso na saúde pública

Crédito: Divulgação

SEGURANÇA É direito das crianças serem vacinadas

(Crédito: Divulgação)

Até quarta-feira 18, o Brasil registrou 677 casos de sarampo. A doença costuma ser encarada como algo leve, típica da infância, sem maiores consequências e, desta forma, aceitável. Está errado pensar assim. A volta dos casos ao País representa uma derrota no âmbito da saúde pública. A enfermidade estava erradicada aqui desde 2016, graças a uma política de vacinação bem-sucedida que até então havia garantido a proteção de crianças e adultos contra o vírus responsável pela doença. Somada à informação de que 312 cidades brasileiras — 44 em São Paulo, o estado mais rico da nação — encontram-se sob risco para o aparecimento de casos de poliomielite, a situação traça um panorama preocupante. A polio está erradicada no Brasil desde 1990 e, assim como o sarampo, é prevenível por vacina. Ambos os imunizantes estão disponíveis gratuitamente na rede pública de saúde e apresentam riscos baixíssimos de causarem efeitos colaterais mais sérios. Não é admissível, portanto, que o Brasil depare-se agora com a ameaça de ver a volta de doenças contra as quais a medicina obteve uma de suas principais vitórias. Foi em 1796 que o médico inglês Edward Jenner descobriu que inocular pessoas com o conteúdo tirado de pústulas de varíola assegurava imunização contra o vírus causador da enfermidade que, àquela altura, matava milhares de pessoas. Desde então, as vacinas servem para impedir que males assim dizimem populações.

PROTEGIDA Júlia Goretti leva a filha, Luiza, para receber as doses necessárias (Crédito: Marco Ankosqui)

No entanto, desde 2011 observa-se no Brasil a queda na cobertura vacinal relativa a várias enfermidades. Naquele ano, o índice de crianças vacinadas com a tríplice viral, que imuniza contra o sarampo, a caxumba e a rubéola, alcançou 100%. Em 2017, parou nos 83%. Neste ano, há um esforço de vacinação em Roraima, numa tentativa de evitar a disseminação do vírus trazido com a chegada maciça de crianças venezuelanas infectadas. A cobertura relativa à polio também era total no início da década. No ano passado, ficou em 77%. Em 15% das cidades da Bahia, menos da metade das crianças foi vacinada. Ao todo, 800 mil crianças estão vulneráveis à infecção. O País patina ainda na prevenção de doenças como a febre amarela e a gripe, as duas também evitadas por meio de vacinas. A forma urbana da febre amarela está erradicada desde 1942, mas os casos silvestres (em áreas de matas) avançaram nos últimos anos. Entre julho de 2017 e maio de 2018, foram 1.266

“O Estado precisa assumir seu papel de gestor e a população entender a importância da vacinação”
Carla Domingues, epidemiologista (Crédito:Mateus Bonomi/Futura Press)

pessoas atingidas, com 415 óbitos. No início do ano, com a explosão do surto no Sudeste, o pânico tomou conta da população e postos de saúde foram invadidos por pessoas desesperadas pela vacina. Semanas depois, a notícia de mortes por causa de reações ao imunizante fez com que o medo se instalasse, desta vez ao contrário. Mesmo pessoas que precisariam ser imunizadas por viver em áreas de risco pararam de buscar a proteção. O resultado é que, hoje, a cobertura vacinal de febre amarela mal passa da metade, com índice de 52,45%.

Quanto à gripe, o Ministério da Saúde conseguiu atingir, na semana passada, cobertura para 90% do grupo prioritário, formado por pessoas a partir de 60 anos, crianças de seis meses a cinco anos, trabalhadores de saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes, mães até 45 dias após o parto, detentos e funcionários do sistema prisional. Porém, entre as grávidas e os com menos de cinco anos, a cobertura foi de 77% e 76%, respectivamente. Os estados com menores taxas de vacinação foram Roraima (67%) e Rio de Janeiro (77%) . Enquanto isso, o total de óbitos subiu de 285, no ano passado, para 839 em 2018.

A falta de adesão da população em relação às vacinas no Brasil não pode ser explicada por um viés somente. Há a combinação de obstáculos que envolvem basicamente dificuldade de acesso, falta de senso de responsabilidade individual e muita desinformação. Em referência ao primeiro ponto, é fato que os imunizantes estão disponíveis nos postos de saúde, mas em grande parte das cidades eles funcionam em horário comercial, quando pais e responsáveis estão no trabalho e, as crianças, na escola. O ideal seria ter horários maleáveis.

CONTENÇÃO Em Roraima, crianças venezuelanas recebem cuidados médicos para não se infectarem pelo sarampo (Crédito:Nacho Doce)

Porém, é preciso que cada um dos adultos cumpra a sua parte como responsável pelo cuidado com as crianças e as levem para serem vacinadas, respeitando o calendário vacinal. Assim como o casal Vagner Rubini e Suhianh Kill, em São Paulo, com os filhos Lorena e Nicoli. “Cumprimos as datas”, dizem. E também os pais de Anne Carolinne, de sete meses. “Obedecemos as orientações do pediatra”, diz Sirlene Tamaki, ao lado do marido, Rodrigo.

Erro de avaliação

O combate à desinformação exige esforços extras. Há três grandes desafios neste sentido. É um paradoxo, mas o controle das doenças por meio das vacinas alcançado nas últimas décadas levou à sensação de que as enfermidades não representam mais ameaça. “O fato de as doenças terem desaparecido fez com que muita gente ache que a vacina é desnecessária”, afirma a epidemiologista Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunizações. Pensar assim é um equívoco que pode fazer com que as enfermidades readquiram força de transmissão. A mesma percepção é observada entre profissionais de saúde. Muitos nunca viram vítimas de poliomielite ou com sarampo porque cresceram em tempos nos quais elas não ocorriam. Por isso, não estão alertas quanto à sua prevenção.

O combate à desinformação exige esforços extras. Há três grandes desafios neste sentido. É um paradoxo, mas o controle das doenças por meio das vacinas alcançado nas últimas décadas levou à sensação de que as enfermidades não representam mais ameaça. “O fato de as doenças terem desaparecido fez com que muita gente ache que a vacina é desnecessária”, afirma a epidemiologista Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunizações. Pensar assim é um equívoco que pode fazer com que as enfermidades readquiram força de transmissão. A mesma percepção é observada entre profissionais de saúde. Muitos nunca viram vítimas de poliomielite ou com sarampo porque cresceram em tempos nos quais elas não ocorriam. Por isso, não estão alertas quanto à sua prevenção.

DOSES EM DIA Anne Caroline com os pais Sirlene e Rodrigo Tamaki: eles seguem a orientação do pediatra (Crédito:Marco Ankosqui)

Também enfrenta-se a praga das notícias falsas. Elas se propagam pelas redes sociais e têm impacto impressionante em quem as lê. Durante o surto de febre amarela do início do ano os estragos foram estarrecedores, tanto para espalhar o pânico que levou à invasão de postos quanto para afastar a população das doses. Primeiro, correntes incitavam todos a exigir a vacina, quando se sabe que há casos nos quais ela é contraindicada (transplantados e pacientes em quimioterapia, por exemplo). Depois, com a profusão de informações infundadas de que o imunizante faz mais mal do que bem. Como toda medicação, as vacinas apresentam efeitos adversos, mas em sua maioria em escala muito menor do que o benefício que produzem (leia quadro)

istoe.com

Mulher bebendo leite

 (DenizA/Thinkstock/Getty Images)

Se você eliminou o leite integral da sua dieta e aderiu às versões semi ou desnatadas (ou ainda, às bebidas vegetais) para evitar a ingestão de gorduras maléficas ao coração, está na hora de repensar a escolha. Uma pesquisa da Universidade do Texas, Estados Unidos, publicada no periódico American Journal of Clinical Nutrition, sugere que o leite de vaca e derivados, como queijo e manteiga, não só são inofensivos para a saúde cardiovascular como podem diminuir o risco de derrame.

Os autores investigaram a relação entre três tipos de gordura presentes no leite e a incidência de problemas do coração e mortes em geral, durante 22 anos. Cerca de 3 mil pessoas, de 65 anos ou mais, participaram da pesquisa e realizaram exames de sangue nesse período, enquanto consumiam leite integral e produtos feitos com ele.

A conclusão foi significativa: nenhum dos tipos de gordura do leite foi associado à taxa de mortalidade das pessoas observadas no estudo. Um deles foi, inclusive, responsável por diminuir eventuais doenças cardiovasculares: quem ingeriu mais produtos lácteos e acumulou mais níveis dessa gordura no sangue teve 42% menos risco de sofrer um derrame.

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