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REFLEXÕES DO PASSADO E PRESENTE: PERSPECTIVA DE MELHORA PARA O FUTURO


 

REFLEXÕES DO PASSADO E PRESENTE: PERSPECTIVA DE MELHORA PARA O FUTURO


 

Saúde

O grupo cobrava entre R$ 2 mil e R$ 8 mil de cada paciente, diz a investigação.

As ordens de prisão temporária foram decretadas contra dois médicos, assessores, secretárias e intermediadores, um deles vereador de Bandeirantes (PR). Os mandados de busca são cumpridos em dez cidades (Curitiba, Campo Largo, Marechal Cândido Rondon, Almirante Tamandaré, Campina Grande do Sul, Telêmaco Borba, Bandeirantes, Campo Magro, Colombo e Siqueira Campos), atingindo também o diretório de um partido político, hospital e clínicas.

Nota de esclarecimento:

O deputado estadual Ademir Bier aguarda para ter acesso à investigação para emitir uma resposta definitiva ao caso. Contudo, desde já, é importante deixar claro para a opinião pública que refuta veementemente o seu envolvimento em qualquer ilícito. Sobre o caso, sabe-se apenas que um assessor comissionado, conhecido como “Paulinho”, vinculado ao gabinete do deputado, foi preso na manhã de hoje (10) pelo Gaeco, em razão de por ele ter tido efetivado supostos atendimentos e encaminhamentos de pacientes oriundos do interior, na área da saúde. Ademir Bier não tem razões para desconfiar da pessoa em questão e acredita que o assessor não está envolvido em atos irregulares. Porém, caso confirme a participação do referido assessor em ilícitos, reitera que este servidor não agiu com anuência e autorização do deputado, devendo, neste último caso, responder por seus atos. Por fim, manifesta seu profundo respeito e admiração pelo trabalho do Ministério Público e do Poder Judiciário, acreditando na apuração com responsabilidade do caso.

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A combinação batata-doce com frango é queridinha das fit girls, mas prepará-la da mesma forma todos os dia pode enjoar. Para ganhar energia antes do treino, as nutricionistas Luciana Candeia e Diane Eloy, do Grupo Naturebas, sugerem fazer bolinhos – bem mais fácil de carregar na mochila, não acha? O tubérculo é fonte de amido resistente, que dá pique e saciedade, enquanto o frango fornece proteína para ajudar na formação de massa muscular. Demais, né? Clique aqui para aprender a receita!

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O suco de laranja é, sem dúvida, um dos protagonistas do desjejum. Mas de acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, virar um copão da bebida logo após sair da cama pode não ser a melhor maneira de começar o dia.É que os estudiosos descobriram que, por conter muito açúcar em sua composição – chamado de frutose –, a substância acaba indo parar no fígado e no intestino grosso. “Esse primeiro órgão metaboliza o açúcar, gerando uma alta quantidade de glicose que acaba sendo armazenada em forma de gordura”, explica Samanta Brito, nutricionista da Estima Nutrição, de São Paulo. Já no intestino grosso, de acordo com os pesquisadores, o açúcar tem o potencial de desregular a microbiota intestinal.De acordo com especialistas, um único copo da bebida contém mais açúcar do que o corpo é capaz de processar. “E o mesmo vale para os sucos de melancia, uva, melão e tangerina”, lembra Samanta. Por isso, o ideal é apostar em um suco verde à base de couve, abacaxi, gengibre e limão. “Essa alternativa é antioxidante, auxilia na prevenção do envelhecimento, favorece o funcionamento do intestino e ainda fortalece o sistema imunológico sem sobrecarregar o organismo com frutose”, enumera a especialista.Mas se você não consegue ou simplesmente não quer abrir mão do bom e velho suco de laranja, não tem problema. Basta consumi-lo com alimentos fibrosos. É que as fibras retardam a absorção da frutose e, aí, o organismo tem a chance de processá-la aos poucos – em quantidades moderadas o intestino delgado já dá conta do recado e não precisa repassar o excesso para o fígado ou o intestino. Saúde

 

Dar ao corpo as horas de descanso necessárias é essencial para manter a saúde física e mental. Além de restabelecer diversas funções químicas do organismo e até evitar doenças, o sono é responsável por nos manter focados, com a memória funcionando e de bom humor.

Porém, com a rotina cada vez mais intensa que vivemos, nem sempre é fácil alcançar um repouso de qualidade. Para driblar alguns dos problemas mais comuns que afetam o sono, conversamos com especialistas e listamos abaixo 8 dicas que vão te ajudar a dormir melhor. Confira!

 (Pexels/Pexels)

1.Descubra o seu ritmo

Analisar como o seu organismo funciona nos diferentes momentos do dia faz toda a diferença na hora de regular o sono, explica Andrea Bacelar, neurologista e presidente da Associação Brasileira do Sono. “Saber se o seu cronotipo é matutino ou vespertino ajuda a estabelecer qual é a melhor hora para dormir e acordar. Quem tem um rendimento melhor à noite, pode optar por dormir mais tarde e, também, acordar mais tarde. O mesmo serve para quem é mais ativo pela manhã e começa a se sentir cansado cedo”, explica a médica.   

2.Crie uma rotina do sono

Tenha regularidade no horário de deitar e levantar. O corpo funciona como um ciclo e, quando criamos uma rotina, ele entende que deve segui-la. Por isso, se você exercitar o seu organismo para dormir às 23h, por exemplo, ele compreenderá que essa é a sua hora de ir para a cama e se preparará para isso.

3.Desconecte-se

O celular e o computador também podem atrapalhar uma boa noite de descanso. A luz azul emitida por esse tipo de aparelho interfere na secreção do hormônio melatonina, que ajuda o corpo a pegar no sono. O indicado é parar de utilizá-los, pelo menos, uma hora antes de dormir.

4.A insônia bateu? Não fique rolando na cama

Ficar virando de um lado para o outro na cama, torcendo para dormir, só faz com que a ansiedade aumente e o sono fique mais distante. “Nesse caso, levantar e fazer alguma atividade para dispersar o cérebro pode ajudar. Deixar o ambiente com uma luz baixa e ler um livro, por exemplo, é uma boa alternativa”, explica Andrea.

5.Pratique exercícios físicos

A prática de exercícios é essencial para a saúde e traz inúmeros benefícios. Além de aumentar o fluxo sanguíneo, ativar o metabolismo e produzir hormônios necessários, movimentar o corpo também ajuda a diminuir o estresse e ansiedade, que são vilões de noites bem dormidas por dificultarem o relaxamento do organismo e da mente.

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 A procuradora-geral da República e presidente do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Raquel Dodge,  abre o seminário 30 Anos da Constituição Federal, na sede do CNMP.
Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Em seminário promovido pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, disse hoje (29) que a judicialização da saúde é tema desafiante, que assumiu grande relevo dentro do sistema de administração de Justiça e exige diálogo entre vários órgãos governamentais. “Se há um assunto que interessa, preocupa e é priorizado pelos brasileiros há muitas décadas é exatamente a dificuldade de acesso à saúde”, avaliou. Dodge se declarou defensora do Sistema Único de Saúde (SUS), mas destacou que há “mazelas” que precisam ser resolvidas. Segundo ela, trata-se de um sistema de ampla cobertura, mas com dificuldades na acessibilidade, na cobertura e na qualidade dos serviços prestados. “Ao contrário do que se esperava – que houvesse uma política publica de saúde no país desenhada de modo a evitar a judicialização – isso acabou não acontecendo. O fenômeno da judicialização precisa ser examinado em relação a suas causas, aos problemas que tornam essa realidade hoje tão visível no âmbito do nosso sistema.” “O que se espera é que a política pública seja eficiente a ponto de dispensar a judicialização desses temas e da necessidade de implementação dos direitos”, disse. “As mazelas têm sido reclamadas com razão pela população que, desassistida no momento em que necessita, precisa recorrer ao Judiciário”, completou, ao citar a falta de medicamentos e de assistência especializada na rede pública.

Para a procuradora-geral, a intervenção judicial, ainda que necessária em casos específicos, pode ter um efeito “maléfico”, que é atender a alguns, mas inibir a cobertura de vários. “Talvez a excessiva judicialização coloque o gestor numa situação de inércia, de aguardar ser demandado, já que o Ministério Público e o Judiciário vão interferir mesmo, ao invés de termos um diálogo e uma atitude que promova a qualidade da política pública”.

Prioridade

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Profissionais brasileiros inscritos no novo edital do programa Mais Médicos começaram nesta semana a ocupar as vagas deixadas pelos cubanos, mas desistências já preocupam os municípios. Nesta segunda-feira, 224 brasileiros se apresentaram às cidades onde irão trabalhar, segundo o Ministério da Saúde. A médica Carolina Serafim da Silva, de 27 anos, foi uma delas. Nesta terça, começou a trabalhar em Votorantim (SP). Pelo menos 1.307 médicos cubanos que atuavam em 733 municípios – de um total de 8,3 mil profissionais da ilha – já deixaram o País, disse a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).

Médicos cubanos deixam o aeroporto de Brasília
Médicos cubanos deixam o aeroporto de Brasília

Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

“Encaro como uma oportunidade, pois penso em me especializar em Medicina da Família”, diz ela, que terá cerca de 4 mil moradores sob seus cuidados. A jovem, que vivia de plantões, acredita que o programa vai garantir a ela mais estabilidade. Além da bolsa de R$ 11,8 mil, terá uma ajuda de custo de R$ 1,8 mil para gastos com aluguel. Nesta terça, a professora Claudia Ferreira, de 47 anos, foi conhecer a novata e aproveitou para medir a pressão. “Espero que tenha o mesmo pique da doutora Liliana, a cubana que nos deixou. Com ela, o atendimento melhorou muito.” Saiu animada. “Ela (Carolina) é simples como a gente, simpática. Acho que vai ser uma continuidade.” Segundo a Secretaria de Saúde de Votorantim, há ainda uma vaga aberta por uma brasileira que saiu do programa sem terminar o contrato. Antes de Cuba anunciar o rompimento, havia cerca de 2 mil vagas não preenchidas no País – de 18.240 postos do programa federal.  O novo edital também tem atraído recém-formados. É o caso de Raphael Fittipaldi, que vai atuar em Ourinhos (SP). “Como sou da cidade, me coloquei à disposição para assumir de imediato a vaga”, conta ele, que pegou o diploma no 1.º semestre e começou a trabalhar ontem. A Secretaria de Saúde de São Paulo informou que já tem os nomes dos 78 profissionais inscritos para trabalhar na capital e eles vão se apresentar no dia 3.

Desistências

Já em Cosmópolis (SP), de sete aprovados no novo edital, só três estão disponíveis. Três desistiram antes de “tomar posse”, diz a prefeitura, e um não se apresentou. A reposição dos desistentes já foi pedida. Lá havia oito médicos cubanos – sete saíram. O outro fez o Revalida, exame de validação do diploma obtido no exterior, e foi aprovado. O Estado tentou contato com os desistentes, mas eles não quiseram falar.

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Acompanhando o programa desde 2013, o médico faz um balanço do impacto da saúde dos profissionais cubanos do estado - Créditos: PH Reinaux
Acompanhando o programa desde 2013, o médico faz um balanço do
impacto da saúde dos profissionais cubanos do estado / PH Reinaux

Aristóteles Cardona é formado em medicina pela Universidade Federal de Pernambuco, integrante da Rede de Médicos Populares e tutor do Programa Mais Médicos desde 2013. Em entrevista ao Brasil de Fato Pernambuco, o médico explica os três pilares do programa criado no governo Dilma e aponta perspectivas para a saúde pública a partir de 2019.

Brasil de Fato: Como realmente funciona o programa mais médicos?

Aristóteles Cardona: O Mais Médicos, pra resumir um pouco, ele surge com três componentes: o primeiro é exatamente esse mais emergencial, que é levar profissionais para as áreas onde estivessem faltando médicos.O segundo foram vários investimentos feitos nas estruturas das unidades de saúde, e é muito perceptível, aqui na realidade do sertão pernambucano, muitas cidades em que as unidades foram reformadas ou construídas e os profissionais que ali fossem trabalhar teriam condição de atender bem aquela população que necessitasse,e o terceiro componente é o da formação de profissionais. O projeto era não só formar mais profissionais no Brasil, mas formar melhor, com estímulo, por exemplo a formação de médicos e médicas em Medicina de Família e Comunidade, que é uma especialidade voltada ao trabalho na Unidade de Saúde da Família, voltada para o trabalho nas comunidades. Então esses três componentes juntos formavam o que a gente passou a chamar de Mais Médicos.

BdF: Qual o impacto do programa no estado de Pernambuco, considerando as cidades atendidas, e os indicadores sociais?
Aristóteles: Temos um impacto gigante só para se ter uma ideia até o mês que vem vamos acompanhar saída de 414 médicos e médicas cubanas em todo o estado. Hoje a gente são 14 profissionais médicos que trabalham em Distritos Sanitários Especiais Indígenas, que são as áreas indígenas do estado onde estão os Fulni-ô, Pankararu, Truká, e desses 14 médicos, 13 são cubanos e estão indo embora. Se a gente fizer uma conta rápida, já que um profissional médico faz atendimento no mês de cerca de 350 pessoas, estamos falando de cerca de 140 a 150 mil consultas todos os meses que deixam de ser feitas no estado. 

BdF: Existem muitos mitos em torno do Mais Médicos. Quais são as mentiras contadas sobre o programa? 

Aristóteles: O Programa Mais Médicos sofreu muitos ataques de quem se posicionava contrariamente e com os mesmos métodos que a gente veio conhecer mais nesse período eleitoral com o que se convencionou a chamar de fake news e com histórias inventadas. Desde aquele momento no início do programa, quando diziam que não eram médicos que estavam vindo, mas eram guerrilheiros de Cuba que estavam sendo enviados para cá, o que é um absurdo pensar dessa maneira. Diziam que o curso de medicina lá não formava médicos e que não viriam médicos, mas técnicos em saúde, que o curso de medicina lá não tem a duração do curso de medicina no Brasil e tudo isso desde o início a gente sabia que era mentira porque a gente sabia o currículo e a formação dos profissionais de Cuba e não à toa, exatamente por isso, que Cuba foi escolhida, por ser um centro de excelência de formação de profissionais de saúde, particularmente no caso, de médicos e médicas que compreenderiam a realidade do nosso país e assim nós vimos nos últimos anos a atuação deles.

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Acesso ao atendimento em saúde se agrava para brasileiros que vivem em lugares distantes dos grandes centros - Créditos: Foto: Reprodução Internet
Acesso ao atendimento em saúde se agrava para brasileiros que vivem em lugares distantes dos grandes centros / Foto: Reprodução Internet

A maior parte dos médicos prefere trabalhar nas grandes cidades e região central. De acordo com o estudo “Demografia Médica no Brasil 2018”, coordenada pelo professor Mário Sheffer, do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), o Brasil contava em janeiro de 2018, com 452.801 médicos, o que corresponde à razão de 2,18 médicos por mil habitantes. Conforme o levantamento, as capitais das 27 unidades da federação reúnem 23,8% da população e 55,1% dos médicos. Ou seja, mais da metade dos registros de médicos em atividade se concentra nas capitais onde mora menos de 1/4 da população do País. Esse descompasso entre a demanda e a oferta de médicos no Brasil tem relação com a falta de recursos e de estrutura para trabalhar nas cidades menores, valores de salários e outras garantias. A contratação de médicos é responsabilidade das prefeituras e os salários oferecidos, muitas vezes, não são atrativos. De acordo com a receita da cidade e os repasses vindos da União e estado para a área de saúde, os salários variam entre R$ 3 mil e R$ 11 mil, segundo a médica Daniela Santos.“A remuneração não é um ponto preponderante para a baixa fixação médica no interior. A possibilidade de cursar uma especialização, uma pós-graduação com especialização em serviço, é um fator determinante, assim como a infraestrutura do ambiente onde o médico será inserido”, disse Stephan Sperling, da Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares.

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Pressionados por Cuba a voltar, profissionais recrutados para trabalhar no Mais Médicos que gostariam de permanecer no País se queixam de abandono de autoridades do Brasil. Cerca de 1,4 mil deles se casaram com brasileiros e, com isso, têm a opção de ficar com a situação regularizada. Se ficarem, porém, não têm garantia de trabalho.

“A partir de segunda-feira estaremos desempregados, sem saber ao certo o que será de nossas vidas”, afirmou a médica cubana Esther Carina Mena. Na última terça-feira, um grupo de médicos cubanos enviou ao Ministério da Saúde uma carta pedindo informações sobre como proceder e se há garantia de que poderão continuar no programa. “Não recebemos resposta. Estamos por nossa conta e risco”, disse Esther, que trabalha em Içara (SC) desde 2014.

A promessa inicial do governo era a de que o grupo poderia participar de um edital destinado a profissionais formados no exterior, com publicação esperada para a próxima semana. Nesta quinta-feira, 22, no entanto, o ministério disse que o edital foi adiado. A previsão é de que seja publicado só em dezembro, depois de concluída a seleção de brasileiros, que têm prioridade no preenchimento de vagas. Casada há dois anos com um morador da Içara, Esther disse estar disposta a participar do edital. “Mas não sabemos se haverá vagas disponíveis”, afirma ela, que já trabalhou em Honduras, Guatemala e Venezuela. “Desde formada, nunca fiquei desempregada. Sabe o que vai ser ver toda essa população que atendia e não fazer nada? Não poder atender?” A vaga ocupada por Esther já foi incluída no novo edital. Na mesma situação estão os demais cubanos que trabalham no programa. “A escolha é: voltar para Cuba e ter emprego garantido ou ficar aqui, com a família que constituímos e não ter ocupação garantida.” Nesta semana, ministro Gilberto Occhi havia afirmado que cubanos receberiam assistência para ficar no Brasil. “O que isso significa, se nos é tirado o emprego?”, disse um médico cubano à reportagem, sob condição de anonimato. “Já suspeitava que o apoio poderia ser só um discurso. Mas, agora, com o adiamento do edital, começo a ter certeza e a pensar mais seriamente em voltar para Cuba.” O médico Ramon Burgos, que desde 2014 trabalhava em Sorocaba (SP), não voltará a Cuba porque se casou com uma brasileira e pretende usar essa condição para adquirir a cidadania. “Estou procurando um trabalho para meu custeio e para ajudar minha família, enquanto espero para fazer o Revalida (exame de validação do diploma de médico obtido no exterior).”

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Cuba recebe como heróis primeiros médicos que retornam do Brasil

Uma médica cubana espera pelo embarque no

aeroporto de Brasília para voltar para seu país,

em 22 de novembro de 2018 – AFP

De jaleco branco e levando bandeiras dos dois países, chegaram nesta sexta-feira a Havana os primeiros 200 médicos cubanos que retornam do Brasil, depois que a ilha decidiu deixar o programa Mais Médicos em reação às críticas do presidente eleito Jair Bolsonaro. O presidente Miguel Díaz-Canel, que na quinta-feira foi anfitrião do chefe de governo espanhol, Pedro Sánchez, foi ao terminal aéreo junto com outros dirigentes para saudar os compatriotas, relatou o jornal “Juventud Rebelde”. “Nas primeiras horas de sexta-feira começam a chegar à Pátria os apóstolos da saúde cubana que são #MasQueMedicos. Nossa homenagem aos homens e mulheres que fizeram história no Brasil. Bem-vindos pra casa”, tuitou Díaz-Canel. O voo da Cubana de Aviación, um IL-96-300 de fabricação russa, aterrissou em Havana às 5h15 locais (8h15 em Brasília) depois de um trajeto de quase sete horas de voo. Trata-se do primeiro grupo dos mais de 8.300 cubanos que devem deixar o Brasil até 10 de dezembro, depois que Havana decidiu se retirar do acordo mantido pela Organização Panamericana de Saúde (OPS) há cinco anos com o Brasil. “Voltamos hoje, e assim farão nossos colegas, com toda honra e dignidade do mundo. Nunca permitiremos ameaças, nem que questionem o humanismo e o profissionalismo com que atendemos nossos pacientes brasileiros”, disse um dos médicos ao “Juventud Rebelde”, ao desembarcar. Bolsonaro condicionou a permanência dos médicos a uma revalidação de seu diploma e a contratos individuais com o governo brasileiro, que lhes permita receber o salário integral, assim como liberdade para levarem suas famílias para o Brasil.Cuba paga a seus médicos no exterior 30% do que recebem por seu trabalho, mantém seu posto de trabalho e salário na Ilha e dedica o restante dos recursos ao orçamento público, sobretudo, para o apoio de um sistema de saúde gratuito e universal para seus cidadãos.A exportação de mão de obra profissional é a primeira atividade da economia cubana, que proporcionou mais de 10 bilhões de dólares anuais ao orçamento estatal. Esse montante baixou consideravelmente nos últimos anos, porém, devido à crise da Venezuela, onde trabalham milhares de médicos cubanos. Desde que a decisão de Cuba foi anunciada, há uma semana, a imprensa local faz uma intensa campanha sobre o tema com fortes acusações contra Bolsonaro.

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O site do programa Mais Médicos saiu do ar três horas após o início das inscrições no novo edital de contratação de profissionais após a saída de Cuba. O Ministério da Saúde diz que o grande número de acessos simultâneos recebido no sistema é “característico de ataques cibernéticos” e está investigando o caso. A pasta afirmou ter recebido um milhão de acessos, mais do que o dobro do quantitativo de médicos em atuação no País. Apenas na primeira hora de início da inscrição, foram recebidas 2 mil inscrições, segundo a pasta. O prazo é até o dia 25 de novembro e o início das atividades está previsto para 3 de dezembro. Primeiro, o governo afirmou que o sistema estava instável em função do “grande número de acessos”. Depois, ministério informou que investiga suspeita de ataque ao site. Em nota divulgada por volta das 13h desta quarta-feira, 21, o ministério informou que, apesar da instabilidade, foram feitas em três horas de abertura do sistema 3.336 inscrições. O ministério sugere que interessados devam manter a tentativa de acesso. Não haverá alteração do cronograma de inscrição. Em nota, a Associação Médica Brasileira (AMB) diz ver com preocupação a instabilidade no site e diz que vai solicitar a prorrogação do prazo para inscrição.

Edital

O Ministério da Saúde publicou no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira, 20, edital para selecionar profissionais que queiram aderir ao programa Mais Médicos. Serão ofertadas 8.517 vagas, das quais 8.332 abertas em decorrência da saída de médicos cubanos do programa, que devem deixar o País até o dia 12 de dezembro.

O governo de Cuba anunciou na semana passada o rompimento unilateral da participação no programa Mais Médicos. O motivo para a decisão foram as declarações do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) com críticas ao programa.

Os profissionais selecionados irão atuar em 2.824 municípios e 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas, antes ocupados pelos cubanos. As inscrições começam nesta Quarta-feira e seguem até o dia 25 deste mês para médicos brasileiros com CRM Brasil ou com diploma revalidado no País. O salário líquido é de R$ 11.244,56. O novo edital flexibiliza algumas regras para a seleção de interessados e assim tenta evitar o apagão na assistência básica provocada pela saída de Cuba do programa. O cronograma é mais curto, por exemplo, e os contratados com diploma obtido no exterior serão dispensados de um curso de capacitação, que era exigido desde a criação do programa, em 2013.

Revalida

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Os dados constam de balanço do Inep, instituto responsável pela avaliação, com base na mais recente edição da prova, aplicada em 2016. Naquele ano, 24,3% dos cubanos foram aprovados no exame. Entre os brasileiros, o índice foi de 28,5%. A média de todas as nacionalidades é de 24,8%. O Revalida é composto de duas etapas: a primeira é uma prova escrita, com questões de múltipla escolha e discursivas, e a segunda, uma prática, com simulações de situações frequentes no SUS. Em 2016, cerca de 37,8% dos cubanos foram aprovados na primeira etapa. Entre os brasileiros, o índice foi de 37,5%, dentro da média geral. Já entre os selecionados para a segunda fase, o índice de aprovação dos cubanos foi de 64,4%, pouco abaixo da média geral, que é de 66%. Entre brasileiros formados no exterior que passaram para a segunda etapa, o índice de aprovação foi de 75,9%.

Desde 2011, 459 cubanos foram aprovados no Revalida, de acordo com os dados do Inep. Não há informações sobre quantos desses participantes são integrantes do Mais Médicos. Na quarta (16), o governo de Cuba anunciou o fim da parceria com o Brasil no programa, o que deve levar à saída de 8.332 médicos. A decisão é atribuída a críticas de Bolsonaro à qualidade da formação dos médicos e à intenção manifestada por ele em modificar o acordo com a Opas (Organização Pan-americana de Saúde), responsável por intermediar a vinda dos profissionais cubanos ao país.

Entre as mudanças que o presidente eleito defendeu, estava a exigência de revalidação do diploma –o presidente eleito, porém, não deixou claro se essa exigência de revalidação do diploma valerá apenas aos cubanos ou a todos os médicos formados no exterior, inclusive os brasileiros. Criado em 2013, o Mais Médicos permite que profissionais estrangeiros atuem no Brasil sem ter o diploma revalidado. Neste caso, eles passam a ser considerados “intercambistas”. Ainda assim, a procura dos cubanos pelo Revalida tem aumentado nos últimos anos.

Dados do Inep mostram que, em 2016, 1.456 profissionais do país se inscreveram para participar da avaliação. Em 2011, foram só 14. Já em 2014, após a criação do Mais Médicos, 32 profissionais da ilha buscaram o exame, seguidos de 159 no ano seguinte. Atualmente, eles são a segunda nacionalidade que mais procura o exame, atrás apenas de brasileiros formados no exterior –que somaram 2.919 participantes em 2016. Ao mesmo tempo em que o Revalida volta a ter destaque como exigência de Bolsonaro para atuação de médicos estrangeiros, a aplicação de uma nova edição do exame ainda não tem data para ocorrer em 2019. A diretora de avaliação de educação superior do Inep, Mariângela Abrão, disse  que definições sobre datas e eventuais mudanças na prova devem ficar a cargo da próxima gestão. Nesta segunda, o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, afirmou que pretende discutir com o Ministério da Educação a possibilidade de realizar mudanças na prova.

Entre as medidas em análise, está repassar a responsabilidade pela aplicação a hospitais federais da rede de ensino e aumentar a frequência do exame para aumentar as oportunidades de revalidação.

Recentemente, a avaliação tem sido alvo de turbulências.

Ao contrário de anos anteriores, em que as duas fases do exame ocorriam no mesmo ano, a segunda fase ainda da edição do Revalida 2017 foi aplicada apenas neste final de semana –após quase um ano da aprovação na primeira etapa. Já a edição de 2018 não chegou a ter edital anunciado e não não há nem sequer previsão para isso. O motivo para o atraso foi uma enxurrada de ações judiciais ainda na primeira etapa do Revalida. Segundo o Inep, ao menos 1.377 participantes optaram pela via judicial para inscrição na prova. “A quase totalidade dos processos recebidos face ao Revalida concentra-se na tentativa de participação no exame por indivíduo que não possui um diploma de graduação em medicina, conforme exigido pela legislação nacional”, diz o instituto, em nota. Com a demora na realização da segunda fase, a nova edição foi cancelada para evitar gastos desnecessários, diz Abrão.

 

Segundo o Inep, como a segunda fase consiste em um teste prático, realizado nos hospitais com simulação de casos reais e avaliação por banca examinadora, a previsão é que o resultado da edição de 2017 seja divulgado apenas em fevereiro de 2019. A indefinição sobre a nova data tem gerado apreensão entre médicos, sobretudo brasileiros formados no exterior, que temem que Bolsonaro os impeça de atuar no Mais Médicos. Com o fim da participação de cubanos no Mais Médicos, o governo Michel Temer (MDB) anunciou nesta segunda-feira (19) um edital para seleção de profissionais para ocupar as 8.517 vagas que serão abertas. A inscrições iniciam na quarta (21) e vão até domingo (25). O processo valerá inicialmente para médicos brasileiros e estrangeiros que já tenham diploma revalidado para atuar no país.

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Carlos Alzenir Catto (E) salientou que município tem edital para contratar médicos, mas não consegue profissionais Crédito: Prefeitura de Chapada / Divulgação CP

Correio do Povo

Insatisfeito com o anúncio do Ministério da Saúde de Cuba, que decidiu retirar do país os profissionais que estão atuando no Programa Mais Médicos, o prefeito de Chapada, Carlos Alzenir Catto (PDT), convidou o médico cubano Richel Collazo para assumir o cargo de secretário municipal da Saúde. Desde 2014 atuando na cidade do Alto Uruguai, Collazo trabalha em uma das equipes de Estratégia de Saúde da Família (ESF). Logo que tomou conhecimento da decisão de Cuba, o prefeito entrou em contato com Collazo e formalizou o convite para a Secretaria da Saúde. Além de destacar que o profissional é benquisto pelos moradores, Catto reforça a competência do profissional. “A população gosta dele. Fizemos uma publicação no Facebook informando a nossa decisão e a maioria das pessoas aprovou e parabenizou a prefeitura. Estou muito seguro do convite que fiz”, explica. Preocupado com a possibilidade de perder um dos médicos do município, Catto relatou que o cubano pediu um tempo para avaliar a proposta. “Será uma grande perda se ele sair”, destaca.

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Presidente eleito afirma que vai acolher profissionais de Cuba que quiserem permanecer no Brasil. Ele promete que não vai acabar com o Mais Médicos e que cubanos serão substituídos por brasileiros ou estrangeiros.

Jair Bolsonaro “Quero tratamento humanitário para os cubanos que estão aqui e para os pacientes”, disse Bolsonaro

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O presidente eleito Jair Bolsonaro disse nesta quarta-feira (14/11) que seu governo vai oferecer asilo político aos médicos cubanos que trabalham no programa Mais Médicos e não queiram regressar a seu país de origem.

Após Bolsonaro acenar com mudanças nas condições de trabalho dos médicos cubanos no Brasil, Cuba considerou “inaceitáveis” as novas regras propostas pelo futuro governo e anunciou que vai se retirar do programa. A decisão significa que os cerca de 8,3 mil médicos cubanos que trabalham no Brasil deverão retornar à ilha.  “Se eu for o presidente, o cubano que quiser pedir asilo aqui vai ter”, assegurou o capitão reformado. Ele disse que os governos do Partido dos Trabalhadores (PT) ameaçaram deportar os médicos cubanos que pedissem asilo no Brasil, motivo pelo qual poucos decidiram fazê-lo. “Não podemos admitir isso”, ressaltou. “Temos que dar asilo às pessoas que queiram. Não podemos continuar ameaçando [de expulsão do país] como foi no passado”, disse Bolsonaro.

“É trabalho escravo”, diz Bolsonaro sobre o Mais Médicos

O programa Mais Médicos é uma iniciativa do governo da ex-presidente Dilma Rousseff, que prevê a contratação de profissionais brasileiros e estrangeiros para assistir a população brasileira em áreas remotas, isoladas e pobres. O Ministério da Saúde Pública de Cuba anunciou nesta quarta-feira que decidiu retirar os profissionais de saúde do programa Mais Médicos após declarações “ameaçadoras e depreciativas” de Bolsonaro. O governo de Cuba disse que a equipe do presidente eleito pôs em questão a preparação dos médicos cubanos, condicionou a permanência deles à validação do diploma e colocou como única via a contratação individual. “Não é aceitável que se questione a dignidade, profissionalismo e altruísmo dos colaboradores cubanos”, afirmou o ministério em nota divulgada na imprensa estatal cubana.

Bolsonaro disse que não cancelará o programa Mais Médicos e que o governo deverá substituir os cerca de 8,3 mil profissionais cubanos por brasileiros ou estrangeiros. “Estamos formando, tenho certeza, em torno de 20 mil médicos por ano, e a tendência é aumentar esse número. Nós podemos suprir esse problema com esses médicos. O programa não está suspenso, [médicos] de outros países podem vir para cá. A partir de janeiro, pretendemos, logicamente, dar uma satisfação a essas populações que serão desassistidas.” O presidente eleito disse que suspensão do programa foi “unilateral por parte da ditadura cubana”, que não levou em conta os prejuízos à população mais pobre do Brasil. Ele disse que o seu governo verificará se há alguma cláusula que prevê sanção caso o acordo fosse rescindido por uma das partes. Bolsonaro disse que sua rejeição ao Mais Médicos se dá por razões humanitárias e trabalhistas. Em torno de 70% do salário dos médicos é “confiscado pela ditadura cubana”, e cubanos são forçados a viajar sem suas famílias, criticou. “Tem muita senhora desempenhando função de médico, e seus filhos menores estão em Cuba.”

Bolsonaro reafirmou a exigência que seu governo fará para manter os médicos cubanos no programa. “Se fizerem o Revalida, salário integral e puderem trazer a família, eu topo continuar o programa [com Cuba].”

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A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) divulgou uma nota nesta quinta-feira (15) na qual informou que a saída de cubanos do programa Mais Médicos afetará 28 milhões de pessoas. Nesta quarta (14), o presidente eleito Jair Bolsonaro informou que o governo cubano decidiu deixar o programa por não concordar com testes de capacidade. O Ministério de Saúde Pública de Cuba, contudo, informou ter tomado a decisão em razão de “declarações ameaçadoras e depreciativas” de Bolsonaro. Em agosto, ainda em campanha, Bolsonaro declarou que “expulsaria” os médicos cubanos do Brasil.”O valor do Programa Mais Médicos (PMM), ecoado nos diversos cantos do Brasil, demonstrou ser uma das principais conquistas do movimento municipalista frente à dificuldade de realizar a atenção básica, com a interiorização e a fixação de profissionais médicos em regiões onde há escassez ou ausência desses profissionais”, afirmou a CNM em nota.“Entre os 1.575 Municípios que possuem somente médico cubano do programa, 80% possuem menos de 20 mil habitantes. Dessa forma, a saída desses médicos sem a garantia de outros profissionais pode gerar a desassistência básica de saúde a mais de 28 milhões de pessoas”, acrescentou a entidade. Mais cedo, nesta quinta-feira, o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, avaliou em entrevista à GloboNews que a decisão do governo cubano é “ruim” e “hostil”.”Eu acho ruim [a saída], porque isso foi uma política que permitiu o atendimento para pessoas que não teriam acesso de outra forma, são 8 mil médicos. Mas nós vamos resolver essa questão de outra forma, o Ministério da Saúde está tomando já providências para suprir essa ausência”, afirmou Aloysio Nunes à GloboNews.”É uma decisão que o governo cubano já tomou, acho uma decisão hostil, sem cabimento”, acrescentou.

Cuba enviava profissionais ao Brasil desde 2013. No Mais Médicos, pouco mais da metade dos profissionais – 8,47 mil dos mais de 16 mil profissionais – vieram de Cuba, segundo dados obtidos pelo G1.

Governo de Cuba anuncia a saída do programa Mais Médicos

‘Extrema preocupação’

Ainda na nota divulgada nesta quinta, a Confederação Nacional dos Municípios afirmou que a situação é de “extrema preocupação” e exige a superação “em curto prazo”.“Acreditamos que o governo federal e de transição encontrarão as condições adequadas para a manutenção do programa. Enquanto aguardamos a rápida resolução do ocorrido pelo órgão competente, estamos certos de que os gestores municipais manterão o máximo empenho para seguir o atendimento à saúde de suas comunidades”, afirmou a entidade.

São quase o dobro dos 4.700 brasileiros que buscaram vagas para trabalhar, pela simples razão de que não aparecem médicos brasileiros em quantidade para suprir as vagas, nas quais têm prioridade.São os cubanos que estão nos lugares mais remotos, mais pobres, muitas vezes pequenas aldeias.

Em cinco anos, fizeram 113 milhões de atendimentos gratuitos, pelo SUS.

A tão alegada “incapacidade profissional”, em tantos procedimentos, jamais levou a um caso escandaloso de mau atendimento, e olhe que eles trabalham sob lupa: qualquer imperícia grave que cometam iria parar nas páginas de jornal.Como foram os casos de médicos que “desertaram” do programa e que, em seguida, mostraram que queriam mesmo era uma oportunidade de ir para os Estados Unidos, patrocinados por organizações que estimulam a fuga de profissionais de Cuba.Os cubanos têm contrato com seu governo e este, por sua vez, com a Organização Panamericana de Saúde, que “pilota” o contrato com o Brasil. Recebem uma parte lá, outra aqui.O governo cubano, é evidente, “vende” serviços de saúde como fonte de receitas para o país. Exatamente como fazem os planos de saúde privados como empresas: pagam aos médicos muito menos do que recebem do cliente pelo atendimento.Este é um problema deles com seus médicos e, sob a lei brasileira, o Supremo Tribunal Federal decidiu em 2017, já no Governo Temer, pela legalidade dos contratos .O nosso problema é não ter, salvo pelos os cubanos, um número significativo de médicos dispostos a atender em locais pobres e remotos

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Pesquisa Saúde do Homem, Paternidade e Cuidado, do Ministério da Saúde, aponta que 8 de cada 10 homens, presentes nas consultas de pré-natal, passaram a ficar mais cuidadosos com sua saúde

A terceira etapa da pesquisa Saúde do Homem, Paternidade e Cuidado, realizada pelo Ministério da Saúde, indica que 72,25% (26.965) dos pais ou cuidadores entrevistados participaram das consultas de pré-natal com suas parceiras no país. Desse total, 80,71% (21.763) afirmaram que esse envolvimento os motivaram a cuidar melhor da sua saúde. Os dados demonstram que a paternidade é a principal porta de entrada do homem na unidade de saúde para que ele também se cuide.“Na saúde brasileira, por barreiras socioculturais, por exemplo, diferentemente da mulher, a população masculina tende a buscar os serviços de saúde já na atenção especializada – e não no atendimento primário, por meio da promoção da saúde e da prevenção – o que traz como consequência o agravamento de doenças” explica o coordenador da Saúde do Homem do Ministério da Saúde, Francisco Norberto Moreira da Silva.Nesta terceira etapa da pesquisa foram realizadas 37.322 entrevistas com pais ou cuidadores que assumiram a figura paterna e que acompanharam o pré-natal, parto e pós-parto de crianças nascidas no Sistema Único de Saúde (SUS) no ano de 2015. O objetivo da pesquisa é obter dados sobre o acesso, acolhimento e cuidados com a saúde masculina nos serviços públicos de saúde; e levantar informações sobre o envolvimento do pai no pré-natal e nascimento da criança. A coleta de dados foi feita entre março de 2017 e março de 2018.Embora a pesquisa aponte maior conscientização em relação à saúde, devido a participação no pré-natal, ainda é alto o número de homens que não têm na sua rotina o cuidado com a saúde. Quando questionados sobre o costume de buscar os estabelecimentos públicos de saúde, 36,36% (13.570) dos entrevistados afirmaram não ter o hábito de ir nesses locais. Desse total, 47,57% (6.455) informaram que o desinteresse é motivado por nunca ter precisado; falta de interesse ou porque não gosta de hospital. Contudo, muitos agravos poderiam ser evitados, caso os homens realizassem, com regularidade, as medidas de prevenção.

A pesquisa Saúde do Homem, Paternidade e Cuidado integra a estratégia Pré-Natal do Parceiro, presente no eixo Paternidade e Cuidado, da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH), do Ministério da Saúde. A Política visa qualificar a saúde da população masculina, na perspectiva de linhas de cuidado, resguardando a integralidade da atenção (primária – promoção da saúde e prevenção do adoecimento; e especializada) no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

NOVEMBRO AZUL

Neste ano, o Ministério da Saúde irá trabalhar o tema ‘Homem, da infância à velhice, cuide de sua saúde, de novembro a novembro’. “O objetivo é chamar atenção da população, dos gestores e dos profissionais de saúde para a importância de olhar para a saúde do homem de forma integral, destacando a promoção da saúde e a prevenção. Sem reforçar apenas a questão da próstata, e sim todos os problemas que envolvem a saúde do homem em todas as fases da vida”, afirma o coordenador da saúde do homem Francisco Norberto Moreira da Silva

Neste mês, em especial, serão intensificadas as ações de comunicação no portal e nas redes sociais do Ministério da Saúde, tv e rádio, além da realização e participação da pasta em eventos relacionados ao mês. Também já está no ar, no portal da pasta, página exclusiva voltada à Saúde do Homem.

No dia 14 acontece o IV Fórum Ser Homem: Discutindo Políticas Públicas para a Saúde do Homem, no Tribunal de Contas da União (TCU), em Brasília. O evento será realizado em parceria com o Instituto Lado a Lado, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), Serviço Social do Comércio (SESC) e Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).

Nos dias 21 e 22 de novembro, a pasta promove o Simpósio Internacional: Saúde do Homem Integral e a Construção e Planejamento de Linha de Cuidado Participativa. O encontro será realizado no hospital do Paranoá, em Brasília, e contará com a presença de Noel Richardson, representante da Irlanda, primeiro país a implantar a política de saúde do homem. Também participa o professor da Universidade de Brasília (UnB), Muna Muhammad Odeh, que irá falar sobre o tema: A Construção de uma Linha de Cuidado Participativa e Integral em Doenças Prostáticas: Estudo Piloto na Região Leste.

                                                                               

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Nossos cabelos sempre sofrem muito com químicas e processos agressivos, desde alisamentos até modelagens. Tudo isso, além de enfraquecer os fios, também retarda o crescimento do cabelo. Até mesmo a nutrição, por mais que positiva, pode fazer com que seu cabelo cresça menos. Nesse aspecto, o que comemos pode realmente ajudar a reparar, fortalecer e alongar nossos cabelos com vitaminas.Esse é um dos segredos de Alicia Rountree, modelo, nutricionista certificada e dona de restaurante. A alimentação dela é um fator super importante na saúde dos seus cabelos – sem contar a pele e a saúde dela por si só. Para a nutricionista, alguns alimentos podem complementar os tratamentos feitos para o crescimento dos cabelos, desde que ingeridos de forma correta.

Confira 5 alimentos que podem acelerar o crescimento do seu cabelo de forma natural:

Abacates

Os abacates são uma grande fonte de antioxidantes e são ricos em vitaminas E e B, que fortalecem os cabelos e ajudam a prevenir danos causados por processos agressivos. Algumas formas de prepará-los são em uma salada, amassadinho em uma torrada no café da manhã, ou até mesmo em uma máscara de cabelos.

claudia

O Congresso Nacional encerrou a sessão conjunta desta quarta-feira (17) e derrubou o veto parcial ao dispositivo que aumenta o piso salarial dos agentes comunitários de saúde e de combate às endemias, constante do projeto de lei de conversão da Medida Provisória 827/18. São os agentes comunitários de saúde e de combate às endemias que trabalham diariamente nas comunidades onde moram e, muitas vezes, são os que levam informações a população e estão na dianteira no combate a várias doenças, por isso, essa categoria precisa ser valorizada e reconhecida, avaliou Gonzaga Patriota.

De acordo com o texto, o aumento será de R$ 1.014,00 para R$ 1.550,00 mensais após três anos. Em 2019, o valor será de R$ 1.250,00; em 2020, de R$ 1.400,00; e os R$ 1.550,00 valeriam a partir de 1º de janeiro de 2021.

O presidente do Senado, Eunício Oliveira, convocou outra sessão do Congresso para o próximo dia 24, em horário a definir.

GONZAGA PATRIOTA

Semana do Bebê mobiliza municípios brasileiros pelos direitos das crianças

Este ano, iniciativa apoiada pelo UNICEF começa em maio no município de Canela e será realizada pela primeira vez no Rio de Janeiro e em outros 24 municípios. No Ceará, passou a fazer parte do calendário oficial de eventos do Estado.

Brasília, 25 de abril – Mobilizar os municípios brasileiros pela garantia da sobrevivência e do desenvolvimento de criança em seus primeiros anos de vida. Esse é o objetivo da Semana do Bebê, iniciativa apoiada pelo UNICEF que vem contribuindo para a garantia do direito de cada bebê a sobreviver e se desenvolver, aprender, brincar, conviver com sua família e comunidade, crescer sem violência e ser protegido do HIV/aids e de outras doenças.

A iniciativa é realizada anualmente há 12 anos no município de Canela (RS) e já vinha sendo adotada por outros municípios do Rio Grande do Sul, além de cidades em Portugal, na Argentina e no Uruguai. No ano passado, com o apoio do UNICEF, a experiência foi sistematizada e apresentada na publicação “Como realizar a Semana do Bebê em seu município”. A partir dessa metodologia, a Semana do Bebê também passou a ser divulgada para outras regiões do País.

A proposta da Semana do Bebê é reunir esforços de governos e da sociedade em torno da garantia dos direitos das gestantes, mães e seus filhos. Em cada município, são realizadas parcerias para a realização de diferentes atividades: oficinas, cursos, palestras e atividades artísticas e culturais. A data da ação também fica a critério de cada município, mas a ideia é que ela se repita a cada ano.

A importância da atenção à primeira infância – Os seis primeiros anos de vida são fundamentais para o desenvolvimento integral de meninas e meninos. Nessa fase da vida, a criança desenvolve grande parte do potencial cognitivo que terá quando adulto. Por isso, representa uma janela de oportunidades. A atenção integral nessa faixa etária tem impacto decisivo nos processos de aprendizagem e de construção de relações sociais, fatores que influenciarão a vida afetiva, profissional e social.

Por isso, o UNICEF dá prioridade às ações que garantam o direito de cada criança brasileira a sobreviver e se desenvolver, apoiando o desenvolvimento de novas tecnologias sociais, identificando e disseminando boas práticas como a Semana do Bebê. Dessa forma, pretende estimular a implementação de planos, programas e projetos voltados para a atenção a crianças de até 6 anos de idade.

Mais informações
Estela Caparelli
E-mail: mecaparelli@unicef.org
Telefone: 61 3035 1963

Alexandre Amorim
E-mail: aamorim@unicef.org
Telefone: 61 3035 1947

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