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REFLEXÕES DO PASSADO E PRESENTE: PERSPECTIVA DE MELHORA PARA O FUTURO


 

Social

Groenlândia
Em 2019, a Groenlândia derramou cerca de 532 bilhões de toneladas de gelo no mar.
Foto: Ulrik Pedersen/NurPhoto/Getty Images

A Groenlândia está experimentando seu evento de degelo mais significativo do ano, devido ao aumento das temperaturas no Ártico. A quantidade de gelo que derreteu só na última terça-feira (27) seria suficiente para cobrir todo o estado da Flórida em cinco centímetros de água. É o terceiro caso de derretimento extremo no continente na última década, período durante o qual o derretimento se estendeu mais para o interior do que toda a era dos satélites, que começou na década de 1970. A Groenlândia perdeu mais de 8,5 bilhões de toneladas de massa superficial na terça-feira e 18,4 bilhões de toneladas desde domingo, de acordo com o Instituto Meteorológico da Dinamarca.

                                                 

Embora a perda total de gelo desta semana não seja tão extrema quanto um evento semelhante em 2019 – um ano recorde de derretimento – a área do manto de gelo que está derretendo é maior. “É um derretimento significativo”, disse Ted Scambos, pesquisador sênior do National Snow and Ice Data Center da Universidade do Colorado, à CNN. “Em 27 de julho, a maior parte da metade oriental da Groenlândia, desde a ponta norte até a ponta sul, derreteu, o que é incomum.” À medida que as mudanças climáticas causadas pelo homem aquecem o planeta, a perda de gelo aumentou rapidamente. De acordo com um estudo recente publicado na revista Cryosphere, a Terra perdeu impressionantes 28 trilhões de toneladas de gelo desde meados da década de 1990, uma grande parte das quais veio do Ártico, incluindo a camada de gelo da Groenlândia. “Na última década, já vimos que o derretimento da superfície na Groenlândia se tornou mais severo e errático”, disse Thomas Slater, glaciologista da Universidade de Leeds e co-autor do relatório. “À medida que a atmosfera continua a esquentar na Groenlândia, eventos como o derretimento extremo de ontem se tornarão mais frequentes.”

Manto de gelo na Antártica
Manto de gelo na Antártica
Foto: Alessandro Dahan/Getty Images

Embora o atual derretimento do gelo na Groenlândia não seja recorde, a magnitude com que esses eventos ocorrem é um sinal claro de como a mudança climática está criando mais períodos de derretimento.”No geral, estamos vendo que a Groenlândia derrete com mais frequência”, disse Scambos, que também é o autor das atualizações do National Snow and Ice Data Center da Groenlândia. “Em décadas ou séculos anteriores, é extremamente raro ficar acima de temperaturas de congelamento no cume da Groenlândia. “Em 2019, a Groenlândia derramou cerca de 532 bilhões de toneladas de gelo no mar. Durante aquele ano, uma primavera quente inesperada e uma onda de calor em julho fizeram com que quase toda a superfície do manto de gelo começasse a derreter. O nível global do mar aumentou permanentemente em 1,5 milímetros como resultado. À medida que a superfície da Groenlândia continua a derreter, Slater disse que as cidades costeiras ao redor do mundo são vulneráveis a enchentes, especialmente quando o clima extremo coincide com as marés altas. O derretimento da Groenlândia deve elevar o nível do mar global entre 2 e 10 centímetros até o final do século, acrescentou. Enormes mantos de gelo podem derreter rapidamente quando a temperatura do ar é quente. Mas a água mais quente do oceano também está erodindo a camada de gelo em torno das bordas. À medida que os humanos liberam gases de efeito estufa que prendem o calor, a atmosfera em aquecimento descongela o gelo branco e fresco – que reflete a energia do sol de volta ao espaço – na superfície. Isso expõe o gelo mais escuro abaixo, que absorve a energia solar e causa mais derretimento. Além disso, a água costeira mais quente derrete a camada de gelo em torno das bordas, quebrando icebergs massivos que contribuem para a elevação do nível do mar. Os cientistas dizem que as tendências nas quais as mudanças climáticas estão se acelerando são bastante claras e que, a menos que as emissões sejam reduzidas, esses eventos extremos continuarão a ocorrer com mais frequência. “Embora tais eventos sejam preocupantes, a ciência é clara”, disse Slater. “Metas e ações climáticas significativas ainda podem limitar o quanto o nível do mar global aumentará neste século, reduzindo os danos causados por inundações severas às pessoas e à infraestrutura em todo o mundo.”

cnnbrasil

TEXTO AUREO

“Tenha já fim a malícia dos ímpios, mas estabeleça-se o justo; pois tu, ó justo Deus, provas o coração e a mente.” (Sl 7.9)

VERDADE PRATICA

A coragem de Elias é exemplo e incentivo para os que são chamados a pregar e a exortar segundo a Palavra de Deus, independentemente de classe, raça ou credo.

LEITURA DIARIA

Segunda – Js 1.9   Deus sempre está com os seus, por isso, não há o que temer

Terça – 1 Co 16.13 O Senhor conta com homens e mulheres de coragem

Quarta – 1 Co 10.7 A idolatria deve ser banida

Quinta – 2 Tm 1.7   Deus deu aos seus o espírito de poder

Sexta – Jn 2.8        A misericórdia de Deus é desprezada quando se buscam coisas vãs

Sábado – 1 Cr 16.25,26    Somente o Senhor deve receber todo louvor e glória

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

2 Reis 1.1-8,13-17

1- E, depois da morte de Acabe, Moabe se revoltou contra Israel.

2 – E caiu Acazias pelas grades de um quarto alto, que tinha em Samaria, e adoeceu; e enviou mensageiros e disse-lhes: Ide e perguntai a Baal-Zebube, deus de Ecrom, se sararei desta doença.

3 – Mas o anjo do SENHOR disse a Elias, o tisbita: Levanta-te, sobe para te encontrares com os mensageiros do rei de Samaria e dize-lhes: Porventura, não há Deus em Israel, para irdes consultar a Baal-Zebube, deus de Ecrom?

4 – E, por isso, assim diz o SENHOR: Da cama, a que subiste, não descerás, mas sem falta morrerás. Então, Elias partiu.

5 – E os mensageiros voltaram para o rei, e ele lhes disse: Que há, que voltastes?

6 – E eles lhe disseram: Um homem nos saiu ao encontro e nos disse: Ide, voltai para o rei que vos mandou e dizei-lhe: Assim diz o SENHOR: Porventura, não há Deus em Israel, para que mandes consultar a Baal-Zebube, deus de Ecrom? Portanto, da cama, a que subiste, não descerás, mas sem falta morrerás.

7 – E ele lhes disse: Qual era o trajo do homem que vos veio ao encontro e vos falou estas palavras?

8 – E eles lhe disseram: Era um homem vestido de pelos e com os lombos cingidos de um cinto de couro. Então, disse ele: É Elias, o tisbita.

13 – E tornou o rei a enviar outro capitão dos terceiros cinquenta, com os seus cinquenta; então, subiu o capitão de cinquenta, e veio, e pôs-se de joelhos diante de Elias, e suplicou-lhe, e disse-lhe: Homem de Deus, seja, peço-te, preciosa aos teus olhos a minha vida e a vida destes cinquenta teus servos.

14 – Eis que fogo desceu do céu e consumiu aqueles dois primeiros capitães de cinquenta, com os seus cinquenta; porém, agora, seja preciosa aos teus olhos a minha vida.

15 – Então, o anjo do SENHOR disse a Elias: Desce com este, não temas. E levantou-se e desceu com ele ao rei.

16 – E disse-lhe: Assim diz o SENHOR: Por que enviaste mensageiros a consultar a Baal-Zebube, deus de Ecrom? Porventura, é porque não há Deus em Israel, para consultar a sua palavra? Portanto, desta cama, a que subiste, não descerás, mas certamente morrerás.

17 – Assim, pois, morreu, conforme a palavra do SENHOR, que Elias falara; e Jorão começou a reinar no seu lugar, no ano segundo de Jeorão, filho de Josafá, rei de Judá, porquanto não tinha filho.

HINOS SUGERIDOS: 116, 242, 382 da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL

Ressaltar a imprescindibilidade de se ter um relacionamento íntimo com Deus.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

  1. Descrever a idolatria e a infidelidade de Acazias;
  2. Assinalar a coragem de Elias;

III. Identificar as consequências dos atos de Acazias.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Acreditava-se que Baal-Zebube era um deus que tinha o dom da profecia. Por isso Acazias enviou mensageiros a Ecrom para saber se viveria ou não, após sua queda e consequente enfermidade. Essa atitude de Acazias evidencia a descrença e o desrespeito do rei pelo Deus de Israel. Como Acazias podia ignorar que aquele falso deus era irreal, sem sentido e impotente, e que jamais receberia qualquer resposta sobre seu destino? Como podia fazer de um ídolo mudo e morto, seu oráculo? Converse com seus alunos e mostre o quanto a cegueira e a tolice de certas pessoas as fazem buscar alternativas para servirem a Deus. Só existe um Deus verdadeiro, o Deus de Israel, que responde às nossas dúvidas, incertezas e anseios.

PONTO CENTRAL: A infidelidade leva o nosso relacionamento com Deus à ruína.

Tudo mudou agora!

COMENTÁRIO INTRODUÇÃO

O reinado de Acazias foi fortemente marcado pela idolatria, assim como o de seus antepassados. Após uma queda da sacada do palácio real e consequente ferimento, Acazias cometeu um ato de infidelidade a Deus ao consultar Baal-Zebube sobre o seu destino. O Senhor, através do profeta Elias, advertiu severamente o rei sobre esse gravíssimo erro, anunciando o decreto de sua morte (2 Rs 1.16).

Comentário

ACAZIAS

No hebraico, a quem Yahweh sustenta (I Reis 22:40,41 tem uma forma mais longa do nome; e II Reis 16:2, uma forma mais breve). Foi filho e sucessor de Acabe, como rei de Israel. Foi o oitavo rei de Israel. Reinou apenas por dois anos (cerca de 853-852 A.C.). Jezabel exerceu sua péssima influência sobre ele, tal como influenciara seu pai, tendo seguido toda espécie de coisas malignas.

  1. Revolta. Por ocasião da morte de Acabe, os moabitas revoltaram-se e recusaram-se a pagar tributo a Israel, o qual consistia de cem mil ovelhas e de um igual número de carneiros (ver II Reis 1:1 e 3:4.5).
  2. Acazias e Josafé, rei de Judá. Esses dois monarcas tentaram reavivar o tráfico marítimo por via do mar Vermelho, mas o projeto terminou em nada (ver II Crô. 20:35,37).
  3. Acazias e o oráculo. Acazias caiu pelas grades de um quarto elevado em seu oalácio, e quis saber se teria chances de recuperação. Então enviou alguém para consultar o oráculo de Baal-Zebube, deus de Ecrom. Mas Elias saiu ao encontro do grupo, enviando-os de volta, a fim de informarem ao rei que ele não mais recuperaria a saúde (ver II Reis 1:4). Assim sucedeu, e Acazias foi substituído no trono por seu irmão, Jeorão (ver II Reis 1:17; II Crô. 20:35). (S UN)

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 3735.

Aqui encontramos Acazias, o genuíno filho e sucessor de Acabe, no trono de Israel. Seu reinado não durou dois anos. Ele morreu, devido a uma queda em sua própria casa, da qual, após a menção à revolta de Moabe (v. 1), temos aqui um relato. I. A mensagem que, naquela ocasião, ele enviou para o deus de Eerom (v. 2). II. A mensagem que ele recebeu do Deus de Israel (w. -3-8). A destruição dos mensageiros que ele enviou para prender o profeta, mais de uma vez (w. 9-12). IV Sua compaixão, e condescendência, para com o terceiro mensageiro, diante de sua submissão, e a entrega da mensagem para o próprio rei (w. 13-16). V A morte de Acazias (w. 17,18). Na história podemos observai’ quão grande parece o profeta e quão pequeno o príncipe.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Josué a Ester. Editora CPAD. pag. 543.

Elias e Acazias (2Rs 1.1-8). O historiador mostra que o embate entre Elias, com sua crença absoluta no Senhor Deus (Javé), e a monarquia israelita, cuja crença ainda repousava basicamente em outras deidades, continua. Acazias é reprovado por consultar um deus estranho (v. 2-8) e sua tentativa em reverter a desaprovação de Javé a seu respeito mostra-se dramática (v. 9-17a). O ponto continua sendo o mesmo do episódio em Carmelo. Deus mostra, através do fogo, que ele não irá dividir sua glória com nenhum outro deus. 2Reis segue o primeiro sem qualquer interrupção.

Wiseman. Donald J., 1 e 2Reis Introdução e Comentário. Editora Vida Nova. pag. 169.

I – UM REINADO MARCADO PELA IDOLATRIA

1.O deus de Acazias.

Acazias era filho de Acabe e Jezabel e foi sucessor de seu pai no trono de Israel. Acazias venerava o deus Baal-Zebube de Ecrom, uma das cinco cidades dos filisteus, a sudoeste de Canaã. Ao adoecer em razão de uma queda, enviou mensageiros para consultar essa divindade a fim de saber se viveria ou morreria (2 Rs 1.2).

Comentário

E caiu Acazlas. A narrativa do breve dia e do governo desse rei de Israel teve início em I Reis 22.52-53.1 e II Reis, na Bíblia hebraica, formavam um único livro e, realmente, não havia nenhuma interrupção entre os dois livros. Portanto, aqui a história desse homem, que era filho de Acabe e Jezabel, continua. “Acazias estava amaldiçoado por maus pais. Ele foi criado na casa da crueldade e da irreligiosidade. Acabe e Jezabel eram seus pais! Como podia um filho de tal casal fazer outra coisa senão ter um mau fim? Acazias andou pelo caminho de seu pai, e pelas veredas de sua mãe (I Reis 22.53). Ruskin observou que a história de uma nação não se escreve por suas guerras, e, sim, por seus lares” (Raymond Calking, in loc.). Na verdade, lares onde dominam a ganância, a luxúria, o materialismo, as indulgências exageradas e a sensualidade são lugares apropriados para a criação de crianças perturbadas, pelo menos do ponto de vista espiritual. Apesar de não haver garantias — bons pais, às vezes, produzem filhos maus — um bom lar oferece a melhor esperança para que os filhos obtenham a virtude. A Queda de Acazias. Os cenáculos (no hebraico, ‘aliyyah) normalmente eram uma câmara sobre o teto de uma casa, construída sobre um portão da cidade (II Samuel 18.33), no canto de um telhado de casa (Neemias 3.31). Usualmente dispunham de uma escadaria para acesso. O cenáculo de Acazias era rodeado por alguma espécie de cerca. Ao que tudo indica, Acazias chegou perto demais; a cerca partiu-se e ele desabou. A queda não o matou instantaneamente, mas o feriu de tal modo que ele nunca mais se recuperou. Josefo (Antiq. IX. 2.1), entretanto, conjecturou que ele caiu quando começava a descer pela escadaria. Ou então havia uma grade protetora em uma larga janela aberta, que deixava entrar ar para ventilação. Acazias apoiou-se nessa grade, ela cedeu, e ele caiu. Buscando Ajuda Divina. A queda afetou muito a saúde de Acazias. Talvez tenha havido infecções e hemorragias internas. Assim sendo, ele buscou ajuda em altar ou santuário do deus pagão Baal-Zebube, uma das divindades do panteão de Ecrom. Esse culto não era para alguma obscura divindade local, conforme alguns têm pensado, mas antes, uma manifestação local do baalismo. No altar ou santuário (ou talvez até templo) haveria sacerdotes capazes de receber oráculos. Ver no Dicionário os artigos chamados Oráculos e Adivinhações. Baal significa “senhor”, e Baal-Zebube quer dizer “senhor das moscas”, com referência a seu alegado poder de livrar as pessoas das pragas de moscas. Entretanto, a maneira original de grafar a palavra era Baal-Zebul, que significa “senhor exaltado”. Entre seus muitos poderes estava, alegadamente, o seu poder de curar, sendo essa a razão pela qual ele foi consultado, em lugar de qualquer outro deus.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 1470.

Em sua agonia ele envia mensageiros para inquirir ao deus de Ecrom se ele iria se recuperar ou não (v. 2). E aqui:

  1. Sua pergunta foi muito tola: Sararei desta doença? Até a própria natureza perguntaria: “Que meios posso usar para que eu possa me recuperar?” Mas como alguém solícito apenas por saber sua sorte, não por saber seu dever, a sua pergunta é somente esta: Sararei desta doença? Pergunta para a qual um pouco de tempo daria a resposta. Nós devemos estar mais preocupados com o que será de nós após a morte do que como, ou quando, ou onde, nós morreremos, e mais desejosos de saber como nos conduzir bem em nossa doença, e conseguir, por meio dela, o bem para as nossas almas, do que se iremos nos recuperar dela.
  2. Seu envio de mensageiros a Baal-Zebube foi um ato muito ímpio. Fazer de um ídolo morto e mudo, talvez recentemente erigido (por idólatras que gostavam de fazer novos deuses), seu oráculo, não foi menos uma vergonha para a sua razão do que para a sua religião. Baal-Zebube, que significa o senhor de uma mosca, foi um de seus Baals que talvez desse suas respostas, pelo poder dos demônios ou pela astúcia dos sacerdotes, com um zumbido barulhento, como o de uma grande mosca, ou que tinha (como eles imaginavam) livrado seu país do enxame de moscas, com o qual ele foi infestado, ou de alguma doença pestilenta que lhes fora trazida por moscas. Talvez esse deus abjeto tenha sido tão famoso quanto foi o oráculo de Delfos, muito tempo depois, na Grécia. No Novo Testamento, o príncipe dos demônios é chamado Belzebu (Mt 12.24), pois os deuses dos gentios eram demônios, e este talvez tenha se tornado um dos mais famosos.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Josué a Ester. Editora CPAD. pag. 544.

Baal-Zebube, “O Senhor das Moscas”, (Septuagintas, Baal-Mvian) não está provado que seja uma troca deliberada de Baal-Zebul (“O Príncipe senhor” ou, possivelmente, “O Senhor da casa”; um epíteto de Baal ou, no ugarítico (“a chama”), como, por exemplo, de Mefibosete para Mefí-Baal). Embora o nome da divindade seja singular, é citado em Mateus 10.25. Consultar aqui significa buscar a vontade divina por meio de um oráculo (Am 5.5-6), uma prática de adivinhação proibida ao povo de Deus (Lv 19.31). Essa prática significava um desterro para Ecrom, atual Khirbet el-Muqanna, próximo a Aqir, cerca de dezesseis quilômetros a sudeste de Jaffa, cidade mais ao norte de Filístia, na fronteira com Judá. Este deus deve ter sido famoso pelas qualidades de cura. Tal consulta, em razão de alguma doença, a despeito da causa (no hebraico h°lî), ‘doença’, ou ‘ferimento’ era uma prática comum daquela época. O resultado, como normalmente referido nos textos com prognósticos médicos, é ‘ele viverá/morrerá’, cf. versículos 6,16 (“Você certamente morrerá ’).

Wiseman. Donald J., 1 e 2Reis Introdução e Comentário. Editora Vida Nova. pag. 169.

2.Acazias segue os passos de seus pais.

O reinado de Acazias foi um dos mais difíceis para Israel. Ele é mencionado na Bíblia como um rei que fez o que era mau aos olhos do Senhor e imitou Acabe, Jezabel e Jeroboão. No seu curto reinado de dois anos, conseguiu superar a maldade de seus antecessores. Acazias seguiu o péssimo exemplo de seus pais que certamente não acataram o sábio conselho de Salomão: “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele” (Pv 22.6)

Comentário

O reinado de Acazias foi dos mais difíceis para Israel. A Bíblia menciona-o como um rei que fez mal aos olhos do Senhor e imitou Acabe, Jezabel e Jeroboão. Portanto, no seu curto reinado de dois anos, Acazias conseguiu juntar a sua maldade aos seus antecessores.  Ele teve o exemplo danoso de pais que não serviram ao Senhor e que haviam introduzido e incentivado em Israel toda forma de idolatria e ideologias pagãs. Todos se esqueceram do que havia dito o seu antepassado Salomão: “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele” (Pv 22.6). Assim, observamos que pais perversos geralmente vão gerar e criar filhos perversos, e essa perversidade esteve presente no reinado de Acazias. Portanto, a consequência de uma educação anti-bíblica refletiu-se também nos súditos de Acazias, da mesma forma como foi com os seus pais. A idolatria estava tão incrustada no coração de Acazias que ele não conseguiu ver as consequências que sucederam aos seus pais por estes terem sido tão idólatras. Mas não é somente o pecado da idolatria que está em jogo aqui. O rei mandou consultar o falso deus, e isso significa buscar a vontade dele por meio de um oráculo, o que era terminantemente proibido em Israel, conforme a Lei mosaica: “Não vos virareis para os adivinhadores e encantadores; não os busqueis, contaminando-vos com eles. Eu sou o Senhor, vosso Deus” (Lv 19.31). Portanto, Acazias estava num só gesto infringindo dois preceitos da Lei: adorar e consultar um falso deus. Esse exemplo de Acabe e Jezabel na educação de Acazias serve-nos de alerta na maneira pela qual educamos nossos filhos, pois, na maioria das vezes, aquilo que fazemos de bom ou mal é aquilatado na vida deles de maneira “infinita”. Acazias viu os seus pais adorando Baal, caluniando e perseguindo profetas, ameaçando-os de morte, e foi exatamente isso que ele repetiu no seu reino. Não fosse a intervenção divina duas vezes matando os soldados que vieram buscá-lo, o fim de Elias certamente teria sido trágico nas mãos de Acazias. Além do problema do mau exemplo deixado pelos seus pais, Acazias foi educado mediante o autoritarismo exagerado de Jezabel e de um pai títere da esposa. Isso causava muita tensão na família, além de todas as pressões normais de pessoas famosas e com muito poder, como é o caso. Quando adultos agem com os seus filhos em frequente estado de tensão e coação, as crianças são vencidas interiormente pelo poder exagerado e não conseguem construir os seus próprios pontos de vista, não separam o certo do errado na atitude dos adultos, o que as manterá a predominância do erro durante toda a vida, não construindo princípios de justiça. Pais controladores, restritivos, hostis, agressores, ou permissivos, negligentes e/ou indiferentes (ambas como formas de rejeição), geram crianças que não sabem expressar suas ansiedades e raivas, podendo tornarem-se depressivas, autodestrutivas, suicidas, passivas, introvertidas, tímidas, desenvolverem hábitos nervosos, terem pesadelos e apresentarem sintomas psicossomáticos. Acazias, criado e educado na corte real, certamente teve muitos problemas com a sua educação e formação, aliado ao mau exemplo dos seus pais, e isso foi refletido no seu reinado.

Pommerening. Claiton Ivan,. O Plano de Deus para Israel em meio a infidelidade da Nação. Editora CPAD.

Cerca de uma década antes do acidente de Acazias, Elias havia conquistado uma grande vitória sobre Baal (1 Rs 18), mas Acabe e Jezabel não haviam sido convencidos nem convertidos, nem sua família (1 Rs 22:51-53). Quando Acazias feriu-se gravemente ao cair pelas grades de um quarto alto, buscou a orientação de Baal, não do Senhor Deus de Israel.

WIERSBE. Warren W. Comentário Bíblico Expositivo. A.T. Vol. II. Editora Central Gospel. pag. 492.

SÍNTESE DO TÓPICO I

Os erros ou as más condutas cometidas por nossos antecessores não devem ser repetidas.

SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO

Escreva na lousa ou em um flip-chart a seguinte pergunta: O que significa “fazer o que é mau aos olhos do Senhor”? Dê cinco minutos aos alunos para elaborarem a resposta. Ao cabo do tempo determinado, solicite que cada um, por seu turno, exponha sua resposta. Todas as respostas deverão ser anotadas no quadro. Não importa nesse momento se elas estão corretas ou não. A seguir, leia com eles os textos de 1 Rs 11.6; 14.22; 15.26,34; 21.25; 2 Rs 3.2. Ao terminarem a leitura, peça a eles que, baseados nos textos lidos, respondam novamente à pergunta inicial. Não deixe de analisar e comparar as duas respostas.

II – ELIAS DESAFIA A ADORAÇÃO A BAAL

1.A corajosa intervenção de Elias.

O rei Acazias enviou seus emissários para consultar o falso deus Baal-Zebube. Mas o anjo do Senhor ordenou ao profeta Elias que se encontrasse com eles em Samaria e os exortassem com uma dura palavra: “Porventura, não há Deus em Israel, para irdes consultar Baal-Zebube, deus de Ecrom?” (2 Rs 1.3b).

Comentário

O anjo do Senhor falara a Elias, instruindo-o a interceptar os mensageiros de Acazias, que estavam a caminho para consultar Baal-Zebube (vs. 2). Uma dura mensagem de repreensão deveria ser dita. Havia o Deus verdadeiro em Israel para ser consultado, Yahweh-Elohim, o Deus Eterno e Todo-poderoso. Mas Acazias insistia em sua idolatria até em momentos de agonia e de morte provável. Ele seguia os maus caminhos exemplificados por seus pais, Acabe e Jezabel (ver I Reis 22.52). Acazias, sem dúvida, sabia que Elias sempre trouxera uma mensagem triste para seu pai (ver I Reis 22.17,18). Ele queria ouvir falar em esperança, e não em desespero; e Elias não era um bom profeta para dar-lhe esse tipo de palavra. Deus de Israel, ”… todos os povos andam, cada um em nome do seu deus; mas, quanto a nós, andaremos no nome do Senhor nosso Deus para todo o sempre” (Miquéias 4.5).

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 1470.

Elias, guiado por Deus, encontra os mensageiros, e os envia de volta com uma resposta que os livraria do trabalho de irem a Ecrom. Tivesse Acazias enviado mensagem para Elias, se humilhado, e implorado suas orações, ele poderia ter recebido uma resposta de paz. Mas se ele enviou mensagem para o deus de Ecrom, ao invés de fazê-lo ao Deus de Israel, este, como Saul ao consultar a feiticeira, preencherá a medida de sua iniquidade, e trará sobre si a sentença de morte. Aqueles que não pedirem a palavra de Deus para o seu conforto deverão ainda assim ouvi-la, queiram eles ou não, para o seu espanto.

1.Ele lealmente reprova seu pecado (v. 3): Porventura não há (isto é, vós pensais que não há) um Deus em Israel (porque não há Deus nenhum em Israel, isto pode ser lido assim), para irdes consultar a Baal- Zebube, deus de Ecrom, uma cidade desprezível dos filisteus (Zc 9.7) desde há muito vencida por Israel? Aqui: (1) O pecado era mau o suficiente, dar ao demônio a honra que é devida apenas a Deus, um pecado realizado tanto por suas perguntas quanto por seus sacrifícios. Note: E uma coisa muito perversa, sob qualquer circunstância ou pretexto, consultar-se com o demônio. Essa impiedade reinou no mundo pagão (Is 47.12,13) e continua muito comum mesmo no mundo cristão, e o reino do demônio é apoiado por essa prática. (2) A interpretação que Elias, em nome de Deus, dá a isso, o torna algo muito pior: “Isso é porque tu pensas que não somente o Deus de Israel não é apto a lhe dizer, mas que não há Deus algum em Israel, de outra forma, tu não enviarias mensagem a um lugar tão distante para obter uma resposta divina”. Note: Um ateísmo prático e construtivo é a causa e a perversidade de nosso afastamento de Deus. Certamente nós pensamos que não há Deus em Israel quando vivemos à vontade, fazemos da carne o nosso braço, e buscamos uma porção nas coisas deste mundo.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Josué a Ester. Editora CPAD. pag. 544.

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goias moradores de rua igreja
Divulgação/Comitê de Direitos Humanos Dom Tomás Balduíno

Goiânia – Em razão da onda de frio que atinge o país nesta semana, quatro paróquias vão acolher, a partir desta quinta-feira (29/7), pessoas em situação de rua. As igrejas pedem doações para ajudar os que precisam.De acordo com o Centro de informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo), a previsão é que a temperatura atinja a mínima de 9°C durante esta madrugada. Desta vez, a frente fria chegou a Goiás acompanhada de rajadas de vento de até 20 km/h.

Iniciativa

A iniciativa de abrigo nas paróquias partiu do Comitê dos Direitos Humanos Dom Tomás Balduíno, que fez um comunicado ao arcebispo Dom Washington Cruz. As igrejas foram escolhidas de acordo com a localização geográfica, por estarem em regiões com maior número de pessoas em vulnerabilidade. Moradores em situação de rua ficarão nos salões paroquiais das igrejas. Segundo informações do comitê, um grupo está andando pela cidade para avisar a população de rua sobre o abrigo.

Como doar?

Os interessados em fazer doações podem levar os itens diretamente nas igrejas. Voluntários estarão no local. Os pedidos são por alimentos, roupas, cobertores, kits de higiene pessoal e colchões. Os locais para doação são:

  • Igreja São Judas Tadeu: Rua 242, n° 100, Setor Coimbra
  • Igreja Ateneu Dom Bosco: Alameda dos Buritis, n° 485, Setor Oeste
  • Igreja Sagrado Coração de Jesus: Praça Boaventura, Setor Leste Vila Nova
  • Catedral Metropolitana de Goiânia: Rua 14, Setor Central
  • metropoles
situação de rua
Só em São Paulo, a onda de frio deixou 12 pessoas mortas neste inverno – Rovena Rosa/ Agência Brasil

Neste inverno, o Brasil está enfrentando temperaturas muito baixas. A onda de frio já deixou 12 pessoas mortas em São Paulo e registrou neve em Santa Catarina por três dias seguidos. Em outros países, também foi possível observar grandes mudanças no clima. Canadá e China, por exemplo, registraram 49ºC no fim do mês passado (o Hemisfério Norte está passando pelo verão atualmente) e sofreram com grandes enchentes poucas semanas após o grande calor. De acordo com Stela Herschmann, especialista em política climática do Observatório do Clima, os casos são fruto da destruição ambiental. “A crise climática que já vivemos é causada por um aumento sem precedentes da concentração de gases de efeito estufa na atmosfera. Aumento esse que é causado pelo homem. E o mais conhecido é o CO2 (gás carbônico), emitido pelas indústrias”, explica.

Segundo o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, o mundo está chegando perto de um aquecimento médio de 1,5ºC. Segundo estudo publicado na revista Mudança Climática na Natureza, nos próximos 30 anos, as temperaturas recordes vão se tornar duas a sete vezes mais frequentes no mundo.De acordo com Rafael Franca, professor do departamento de geografia da Universidade de Brasília (UnB), a população mais pobre é a que mais sofre com a situação. “Quando uma chuva forte atinge uma cidade, ela não atinge a todos os habitantes desta cidade da mesma forma. Populações que vivem nessas situações de vulnerabilidade irão enfrentar maiores impactos. Então, a população em vulnerabilidade é sempre a mais atingida, o risco climático para elas é maior”, afirma.

brasildefato

Auxílio emergencial de 2021 é insuficiente, segundo governadores – Reprodução

Nesta quinta-feira (15), foi publicado no Diário Oficial da União, o calendário de pagamentos da quarta parcela do Auxílio Emergencial. Os depósitos em poupança social digital serão realizados a partir do próximo sábado (17) para quem não é do Bolsa Família. De acordo com o governo federal, todos os beneficiários receberão o crédito da 4ª parcela até o dia 30 de julho.  Vale lembrar que o Auxílio emergencial 2021 excluiu cerca de 22,6 milhões de brasileiros. Além disso, os valores foram reduzidos para R$ 150, R$ 250 e R$ 375. Na primeira fase do Auxílio, garantido pela oposição ao governo Bolsonaro no Congresso Nacional, 68,2 milhões de pessoas receberam o benefício de no mínimo R$ 600. Agora, somente, 45,6 milhões de pessoas recebem o valor. De acordo com uma projeção da Fundação Getúlio Vargas (FGV Social), 36% desses brasileiros, tiveram o auxílio emergencial como a sua única fonte de renda em 2020. A FGV Social aponta ainda que 27 milhões de pessoas começaram 2021 em situação de extrema pobreza. Cidadãos obrigados a sobreviver com R$ 8,20 por dia ouR$ 246 por mês

Atenção ao pagamento

Os trabalhadores podem consultar a situação do benefício por meio do aplicativo do auxílio emergencial no site auxilio.caixa.gov.br ou pelo https://consultaauxilio.cidadania.gov.br/. O pagamento será da seguinte forma: crédito em poupança social digital no dia 17 de julho para os cadastrados nascidos em janeiro, crédito no dia 18 de junho para quem nasceu em fevereiro e assim sucessivamente (veja o calendário no fim da matéria).  Já os saques e a autorização para transferência, por sua vez, serão liberados, somente, entre os dias 2 e 18 de agosto.

Nada muda para os beneficiados com o Bolsa Família

Para quem recebe o Bolsa Família não há alterações no pagamentos. Os valores serão depositados a partir do dia 19 de julho e seguem o calendário já estabelecido para o benefício, sempre nos últimos dez dias úteis de cada mês. Veja o calendário

  • Crédito em poupança social digital

  • Para quem nasceu em Janeiro: dia 17 de julho
  • Para quem nasceu em Fevereiro: dia 18 de julho
  • Para quem nasceu em Março: dia 20 de julho
  • Para quem nasceu em Abril: dia 21 de julho
  • Para quem nasceu em Maio: dia 22 de julho
  • Para quem nasceu em Junho: dia 23 de julho
  • Para quem nasceu em Julho: dia 24 de julho
  • Para quem nasceu em Agosto: dia 25 de julho
  • Para quem nasceu em Setembro: dia 27 de julho
  • Para quem nasceu em Outubro: dia 28 de julho
  • Para quem nasceu em Novembro: dia 29 de julho
  • Para quem nasceu em Dezembro: dia 30 de julho

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TEXTO AUREO

“Então, caiu fogo do SENHOR, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e o pó e ainda lambeu a água que estava no rego.”

(1 Rs 18.38)

VERDADE PRATICA

O Senhor sustenta com sua forte mão todos os que estão dispostos a proclamar a verdade de que Ele é o único Deus digno de adoração.

LEITURA DIARIA

Segunda Sl 37.18,19 Deus cuida de seus filhos e não os deixa desamparados

Terça   Sl 7.9 Deus conhece a sinceridade do coração dos seus filhos

Quarta Is 42.8  O único digno de glória e honra é o Senhor Deus

Quinta Êx 20.3,4      O Senhor impõe como mandamento não ter outros deuses além dEle

Sexta  Sl 145.14-18 Deus é aquEle que sustenta seus filhos, mesmo em tempo de dificuldades

Sábado 1 Co 8.6       Quem serve a Deus de coração compreende que há um só Deus e que tudo pertence a Ele

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

1 Reis 18.22-24,26,29,30,38,39; 19.8-14

1 Reis 18

22 – Então, disse Elias ao povo: Só eu fiquei por profeta do Senhor, e os profetas de Baal são quatrocentos e cinquenta homens.

23 – Deem-se-nos, pois, dois bezerros, e eles escolham para si um dos bezerros, e o dividam em pedaços, e o ponham sobre a lenha, porém não lhe metam fogo, e eu prepararei o outro bezerro, e o porei sobre a lenha, e não lhe meterei fogo.

24 – Então, invocai o nome do vosso deus, e eu invocarei o nome do Senhor; e há de ser que o deus que responder por fogo esse será Deus. E todo o povo respondeu e disse: É boa esta palavra.

26 – E tomaram o bezerro que lhes dera e o prepararam; e invocaram o nome de Baal, desde a manhã até ao meio-dia, dizendo: Ah! Baal, responde-nos! Porém nem havia voz, nem quem respondesse; e saltavam sobre o altar que se tinha feito.

29 – E sucedeu que, passado o meio-dia, profetizaram eles, até que a oferta de manjares se oferecesse; porém não houve voz, nem resposta, nem atenção alguma.

30 – Então, Elias disse a todo o povo: Chegai-vos a mim. E todo o povo se chegou a ele; e reparou o altar do SENHOR, que estava quebrado.

38– Então, caiu fogo do SENHOR, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e o pó, e ainda lambeu a água que estava no rego.

39 – O que vendo todo o povo, caiu sobre os seus rostos e disse: Só o SENHOR é Deus! Só o SENHOR é Deus!

1 Reis 19

8 – Levantou-se, pois, e comeu, e bebeu, e, com a força daquela comida, caminhou quarenta dias e quarenta noites até Horebe, o monte de Deus.

9 – E ali entrou numa caverna e passou ali a noite; e eis que a palavra do SENHOR veio a ele e lhe disse: Que fazes aqui, Elias?

10 – E ele disse: Tenho sido muito zeloso pelo SENHOR, Deus dos Exércitos, porque os filhos de Israel deixaram o teu concerto, derribaram os teus altares e mataram os teus profetas à espada; e eu fiquei só, e buscam a minha vida para ma tirarem.

11 – E ele lhe disse: Sai para fora e põe-te neste monte perante a face do SENHOR. E eis que passava o SENHOR, como também um grande e forte vento, que fendia os montes e quebrava as penhas diante da face do SENHOR; porém o SENHOR não estava no vento; e, depois do vento, um terremoto; também o SENHOR não estava no terremoto;

12 – e, depois do terremoto, um fogo; porém também o SENHOR não estava no fogo; e, depois do fogo, uma voz mansa e delicada.

13 – E sucedeu que, ouvindo-a Elias, envolveu o seu rosto na sua capa, e saiu para fora, e pôs-se à entrada da caverna; e eis que veio a ele uma voz, que dizia: Que fazes aqui, Elias?

14 – E ele disse: Eu tenho sido em extremo zeloso pelo SENHOR, Deus dos Exércitos, porque os filhos de Israel deixaram o teu concerto, derribaram os teus altares e mataram os teus profetas à espada; e eu fiquei só, e buscam a minha vida para ma tirarem.

HINOS SUGERIDOS: 45, 377, 459 da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL

Revelar que Deus opera milagres através de seus filhos.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Salientar que é necessário e urgente enfrentar o pecado;

Relatar que Deus responde às nossas súplicas;

Expor as fragilidades do ser humano.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Antes de convocar os profetas de Baal para o grande desafio, Elias indagou ao povo: “Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; e, se Baal, segui-o” (1 Rs 18.21). Comece a aula perguntando o significado de “pensar”, “coxear”, e “coxear entre dois pensamentos”. Pensar para decidir ou escolher algo é como pôr as coisas numa balança para se avaliar o peso de cada uma. Ora a balança pende para um lado, ora pende para o outro. Coxear significa mancar como um coxo, capengar, claudicar, pender de um lado para o outro. Quem coxeia dá um passo e se inclina para a direita e no próximo passo se inclina para a esquerda. É por isso que “coxear entre dois pensamentos” tem o sentido figurado de hesitar, vacilar. Isso era o que Elias quis dizer sobre a situação espiritual do povo de Israel.

COMENTÁRIO  INTRODUÇÃO

O profeta Elias é um dos mais relevantes personagens da Bíblia. Foi ele que apareceu com Moisés no Monte da Transfiguração conversando com Jesus. Este destacado profeta é, sem dúvida, um modelo de servo perseverante e fiel para todo cristão. Nesta lição, veremos como Elias desafiou corajosamente a idolatria em Israel; como orava de modo simples, mas cheio de confiança; e como, apesar de tudo o que fez, expôs sua humanidade ao cair em desânimo.                                                                                    

ACESSEM E SE APROFUNDA NO ASSUNTO

Comentário

Poucas pessoas têm tido um reconhecimento tão notório por suas orações como o profeta Elias. Quando ele orou ao seu Deus (o nome “Elias” significa “meu Deus é Jeová”), os resultados foram realmente notáveis. Uma das razões por que Elias obtinha resultados tão perceptíveis era certamente a manutenção de uma relação que não prescindia da comunicação regular com Deus. Esse relacionamento estreito transparece em 1 Reis 17.1: “Então, Elias, o tisbita, dos moradores de Gileade, disse a Acabe: Vive o Senhor, Deus de Israel, perante cuja face estou, que nestes anos nem orvalho nem chuva haverá, senão segundo a minha palavra”. As palavras “perante cuja face estou” indicam, no mínimo, que Elias mantinha uma estreita relação pessoal com Deus, derivando daí sua condição de representante. Mostra também que Elias tinha comunhão com o Deus a quem representava e de quem se habituara a receber direção.

Robert L. Brandt e Zenas J. Bicket. Teologia Bíblica da Oração. Editora CPAD. pag. 109.

“Elias apareceu na hora H na história de Israel… Tal qual um meteoro, ele iluminou o negro céu da noite espiritual de Israel”. Ninguém poderia ter lidado melhor com um casal como Acabe e Jezabel do que Elias. O rude e sombrio profeta de Tisbé tornara-se o instrumento da confrontação de Deus. A primeira coisa que exige nossa atenção é o nome de Elias. A palavra hebraica para “Deus” no Antigo Testamento é Elohim, usada em alguns momentos na forma abreviada de El. A palavra jah é o termo usado para “Jeová”. Assim, no nome de Elias (Elijah) encontramos as palavras usadas para “Deus” e “Jeová” . Entre elas existe um pequeno “i” que, em hebraico, é uma referência ao pronome pessoal “meu”. Colocando as palavras juntas, descobrimos que o significado do nome Elias é “Meu Deus é Jeová” ou “o Senhor é o meu Deus”.

SWINDOLL. CHARLES R.,. Elias Um homem de heroísmo e humildade. Editora Mundo Cristão. pag. 27-28.

Ceticismo. Argumenta que a morte dos profetas de Baal, além de demonstrar intolerância religiosa, foi um castigo exagerado da parte de um Deus que se diz misericordioso.

RESPOSTA APOLOGÉTICA: A morte era a pena prevista tanto para o falso profeta como para o idólatra. Sobre o falso profeta, lemos: ‘Porém o profeta que tiver a presunção de falar alguma palavra em meu nome que eu não lhe tenha mandado falar, ou o que falar em nome de outros deuses, esse profeta morrerá” (Dt 18.20). E sobre o idólatra, está escrito: “O que sacrificar aos deuses, e não só ao SENHOR, será morto” (Éx 22.20). Pelo contexto da referência em debate, os profetas de Baal estavam praticando os dois pecados. Devemos lembrar que Deus não é apenas soberano sobre toda a vida (“E disse (Jó]: Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o SENHOR o deu, e o SENHOR o tomou: bendito seja o nome do SENHOR” — Jó 1.21), mas absolutamente justo na execução da justiça (Gn 18.25).

Bíblia Apologética de Estudo, Edição Ampliada. lCP – Instituto Cristão de Pesquisas. Editora Geográfica. pag. 370.

I – O DESAFIO NO MONTE CARMELO

1.O zelo de Elias o pôs diante de um confronto.

Devido à apostasia do povo e à falta de liderança espiritual do rei Acabe, e de outros que lhe antecederam, Elias, como alguém que conhece muito bem o Deus que serve, viu-se na condição de lançar um grande desafio diante de todos. Mandou chamar os profetas de Baal e lhes incitou dizendo: “o deus que responder por fogo esse será Deus” (1 Rs 18.24).  O profeta foi levado a fazer isso em função da pergunta, sem resposta, que lançou antes do confronto: “Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; e, se Baal, segui-o” (1 Rs 18.21). O povo não tinha resposta para esta pergunta porque estava em dúvida sobre quem, de fato, era o verdadeiro Deus.

Comentário

Perceba que o povo de Israel já havia penetrado no campo radical da idolatria, mas mesmo ali eles estavam divididos e indecisos. Alguns estavam seguindo os postes-ídolos. Outros seguiam Baal. Outros ainda estavam hesitantes quanto ao Deus dos céus. Estavam indecisos.

Por causa disso, Elias os confronta com a verdade: “Ouçam. Até quando vocês estarão mornos? Por quanto tempo vão vacilar ou hesitar? Não é possível seguir os dois caminhos. Se o Senhor é Deus, então sigam-no. Se Baal é Deus, então sigam Baal. Fiquem de um lado o u de outro. E hora de decisão”. O povo não diz uma palavra. Eles não responderam ao desafio de Elias. Nem sequer argumentaram com ele. A coisa mais fácil a fazer n a hora da decisão é não se comprometer. Fique na zona neutra. E foi isso o que eles fizeram. Ficaram calados. Mas Elias não se intimidou. Permaneceu firme, sozinho, suplantado em número, mas absolutamente invencível nas mãos de Deus. Diante de Elias estava o povo, adoradores de ídolos e indecisos. A seu lado, os 850 profetas e sacerdotes de Baal e Aserá. Sem dúvida havia nichos de ídolos aqui e ali por todo o monte Carmelo, bem como na maioria dos montes de Israel daquela época. Mas Elias não estava com medo. Ele era o homem de Deus e tinha um plano que eles jamais conseguiriam ignorar ou esquecer. Como se diz, ele iria “dar um jeito” neles.

SWINDOLL. CHARLES R.,. Elias Um homem de heroísmo e humildade. Editora Mundo Cristão. pag. 86-87.

O povo concorda com ele: E boa esta palavra (v. 24). Ele concorda que a proposta é justa e perfeita. “Deus frequentemente tem respondido por fogo; se Baal não puder fazer isso, que seja banido como um usurpador”. Eles estavam muito desejosos de ver experiência, e pareciam resolvidos a aceitar o resultado, qualquer que fosse ele. Aqueles que estavam firmes em Deus não duvidavam que isso terminaria para a honra dele; os que eram indiferentes estavam inclinados a se decidirem; e Acabe e os profetas de Baal não ousavam se opor por medo do povo, e esperavam que eles obtivessem fogo do céu (embora nunca tivessem tido até ali), e isso porque, como pensam alguns, eles adoravam ao sol em Baal, ou que Elias não podia, porque não era no Templo, onde Deus tinha o costume de manifestar a sua glória. Se, nesse teste, eles pudessem conseguir pelo menos um empate, as suas outras vantagens lhes dariam a vitória. Portanto, vamos ao teste.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Josué a Ester. Editora CPAD. pag. 518.                                                      

ACESSEM E SE APROFUNDA NO ASSUNTO

2.O problema de não saber a quem adorar.

Este triste dilema espiritual se faz presente todas as vezes que o povo de Deus se envolve com a idolatria, pois os que adoram ídolos não conseguem enxergar o verdadeiro amor e cuidado divinos, uma vez que, a despeito de terem todas as características de divindade, esses pretensos deuses não passam de ilusão inventada pelo homem. Entretanto, mesmo sendo falsos, esses ídolos exercem muita força e influência sobre o coração do homem, tornando-o tão ignorante quanto eles próprios (Sl 135.18). Vale destacar que os ídolos não precisam necessariamente ser físicos, pois podem estar camuflados no coração humano a fim de controlarem as decisões e toda a vida de uma pessoa. Jesus nos alertou sobre isso (Mt 6.24).

Comentário

Até quando coxeareis entre dois pensamentos? A King James Version diz “coxeareis” (ficareis estacionários entre as duas possibilidades): a Revised Standard Version diz “saltareis”. O povo de Israel estava aleijado por causa de sua hesitação. O hebraico diz, originalmente, “saltareis”; mas, nesse caso, o sentido poderia ser “pular”. Israel pulava entre Yahweh e Baal. O quadro é o de um homem que pula sobre uma perna, e depois sobre a outra, em vez de andar com deliberação. Nesse caso, em lugar de pensamentos, deveríamos ler pernas. A palavra hebraica corresponde aos ramos das árvores (ver Isa. 17.6) que se subdividem aos pares, e essa poderia ser uma metáfora acerca das pernas humanas. Apesar de ser difícil determinar qual metáfora o profeta Elias usou, o seu significado é claro: havia em Israel a urgente necessidade de o povo escolher entre Yahweh e Baal. A síndrome do pecado-calamidade continuaria perseguindo os indecisos que não conseguiam livrar-se da idolatria.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 1439.

Elias censurou o povo por misturar a adoração a X Deus com a adoração a Baal. Não apenas alguns israelitas adoravam a Deus enquanto outros adoravam a Baal; mas os mesmos israelitas às vezes adoravam a um e às vezes a outro. Ele chama isso (v. 21) de coxear entre dois pensamentos (ou opin iões). Eles adoravam a Deus para agradar aos profetas, mas adoravam a Baal para agradar a Jezabel e bajular a corte. Eles pensavam em ficar no meio termo e jogar dos dois lados, como os samaritanos em 2 Reis 17.33. Agora Elias lhes mostra o absurdo dessa atitude. Ele não insiste na relação deles com Jeová — “Não é Ele o vosso Deus e o de vossos pais, enquanto Baal é o deus dos sidônios? E houve alguma nação que trocasse os seus deuses? (Jr 2.11). Não, ele põe de lado a prescrição e entra no mérito da questão:

— “não pode haver senão um Deus, senão um infinito e supremo: não se necessita senão de um Deus, um onipotente, um todo-suficiente. Qual é a necessidade de acrescentar algo ao que é perfeito? Agora, se no teste parecer que Baal é o Ser onipotente e infinito, o supremo Senhor e benfeitor todo-suficiente, vós deveis renunciar a Jeová e aderir apenas a Baal: mas se Jeová for aquele único Deus, Baal será uma fraude, e vós não deveis ter mais nada a ver com ele”. Observe:

  1. E uma coisa muito ruim coxear entre Deus e Baal. “Em diferenças reconciliáveis (diz o bispo Hall) nada mais seguro do que a indiferença da prática e da opinião; mas em casos de tal necessária hostilidade entre Deus e Baal, aquele que não está com Deus está contra Ele” (compare Marcos 9.38,39 com Mateus 12.30). O serviço a Deus e o serviço do pecado, o domínio de Cristo e o domínio de nossa concupiscência, esses são os dois pensamentos entre os quais é perigoso coxear. Coxeiam entre eles os que não têm firmeza de suas convicções, são inseguros e instáveis em seus propósitos, prometem o que é justo, mas não cumprem, começam bem, mas não continuam, são inconsistentes consigo mesmos, ou indiferentes e desanimados em relação àquilo que é bom. O seu coração está dividido (Os 10.2), ao passo que Deus deseja tudo ou nada.
  2. Nós temos total liberdade de escolha: escolhei hoje a quem sirvais (Js 24.15). Se pudermos encontrar alguém que tenha mais direito a nós ou que seja um senhor melhor para nós do que Deus, podemos escolhê-lo por nossa conta e risco. Deus não exige nada mais de nós do que lhe é de direito. A esta justa proposta, que Elias faz aqui, o povo não soube dizer nada: o povo lhe não respondeu nada. Ele não podia dizer nada para justificar-se e não diria nada para se condenar, mas, como povo confuso, deixou Elias falar o que desejasse.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Josué a Ester. Editora CPAD. pag. 518.

Na indagação de Elias, até quando coxeareis entre dois pensamentos? (21) podemos imaginar: O tormento da indecisão – (1) a atraente sedução de outros deuses, 18,19; (2) a reivindicação do Senhor de ser o único Deus, 21; (3) o crucial teste das consequências, 24; (4) O fracasso do falso, 25-29; (5) o triunfo da verdade, 30-40.

Harvey E. Finley. Comentário Bíblico Beacon I e II Reis. Editora CPAD. Vol. 2. pag. 332.

3.O desafio do fogo.

Elias tinha certeza de que Deus era com ele e, por isso, propôs o desafio: o Deus que respondesse com fogo deveria ser adorado. Os que andam com Deus não precisam desafiá-lo para testarem sua lealdade e seu amor. Tais pessoas são tão íntimas de Deus que são impelidas, guiadas, conduzidas em seu coração para aquilo que o Senhor quer fazer. Portanto, não foi a vontade de Elias lançar o desafio, mas a do próprio Deus para, mais uma vez, mostrar ao povo de Israel que Ele era, sempre foi e sempre será o único Deus verdadeiro, a quem deveria servir.

Comentário

Usos e Regulamentos Religiosos

Não era permitido acender fogo em dia de sábado, provavelmente como medida para impedir algum labor desnecessário, como o cozinhar (Êxo. 16:23; 35:3). Talvez para fins de aquecimento, braseiros eram acesos no dia anterior, que então eram mantidos a queimar. O fogo desempenhava um importante papel na adoração efetuada no tabernáculo e no templo de Jerusalém, onde os altares de incenso e das ofertas queimadas requeriam tal coisa. O fogo, no altar de Deus, era uma chama eterna (Lev. 6:13). Esse fogo era a fonte das chamas usadas no altar dos holocaustos. Não se podia usar fogo estranho (proveniente de qualquer outra fonte) (ver Lev. 10:1; Núm. 3:4; 26:61). No Antigo Testamento há mais de cem referências às estipulações que governavam as ofertas queimadas, concentradas principalmente nos livros de Levítico, Números e Deuteronômio. Em algumas raras ocasiões, chamas divinas consumidoras desceram sobre os sacrifícios postos sobre o altar, como nos casos de Aarão (Lev. 9:24); Davi (I Crô. 21:26); Salomão (II Crô. 7:1) e Elias (I Reis 18:38).

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 4443.

Dois novilhos. Foram preparados para serem sacrificados, cortados e postos sobre dois altares, o que proveria um modus operandi para testar a situação. Um sacrifício seria para Yahweh; o outro seria para Baal. Porventura Yahweh reagiria ao sacrifício e queimaria a oferenda mediante fogo enviado do céu? E Baal, faria o mesmo? Baal era considerado o deus do céu. Se fosse verdadeiramente isso e estivesse vivo, interessado no bem-estar de seu povo e de seu culto, não seria demais para ele enviar um corisco e queimar o sacrifício. Ele controlava ou não as condições atmosféricas? Yahweh, por outra parte, era o tradicional Deus de Israel, operador de milagres, que lhes dera as terras e a vida. Teria Ele o poder de enviar Seu corisco e consumir o sacrifício? Presumivelmente, aquele que fosse o verdadeiro Deus enviaria a chuva e poria fim à seca. Baal era o deus que, alegadamente, controlava as condições atmosféricas. Por que ele teria permitido que seus adoradores sofressem tão grande seca e fome? O Deus que Responde por meio do Fogo. Há uma lição moral em toda essa situação. Deus é um Deus de poder e de mudanças súbitas. Ele é um Deus de intervenção. Isso é o teísmo. Ver a respeito no Dicionário. Outra Lição Moral. Nas questões morais, a estrada do meio nem sempre é a correta. Os homens espirituais devem ser homens de convicções inarredáveis. Todo rei dividido contra si mesmo deve cair (ver Mat. 12.25).

Um Sinal do Céu. Israel estava acostumado com tais coisas e ansiava vê-las. Portanto, Elias apelou para o condicionamento religioso dos israelitas. Cf. Lev. 9.24; I Crô. 21.26; II Crô. 7.1. Jesus criticou o desejo excessivo de ver sinais (ver Mat. 12.38,39; e 16.1-4). O povo que se tinha reunido para ver o grande espetáculo (e podemos ter certeza de que havia ali grande multidão) concordou em aceitar o contesto. Yahweh venceu, mas a idolatria prosseguiu em Israel. Essa é uma das dificuldades com os sinais. Quando eles ocorrem (se é que ocorrem), ainda assim não tomamos nenhuma decisão, ou continuamos em nossos antigos caminhos.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 1439-1440.

Emblema da presença divina.

Embora o fogo literal seja um fenómeno sobrenatural, ele tem uma qualidade de mistério, um fator invariavelmente associado à divindade. Conseqüentemente, era um emblema da presença divina para os hebreus. Na primeira referência da Escritura ao fogo, quando Abraão fez sacrifício, “eis um fogareiro fumegante e uma tocha de fogo, que passou entre aqueles pedaços” (Gn 15.17). O fogo foi um emblema da presença divina para Moisés na sarça ardente; para Israel na “coluna de fogo”; e para Moisés e Israel no Monte Sinai, quando a lei foi entregue (Êx 3.2; 13.21; 19.18). Elias mandou descer fogo do céu para consumir dois contingentes de soldados; e também foi levado ao céu por “um carro de fogo, com cavalos de fogo” (2Rs 1.9-12; 2.11). Eliseu pediu a Deus para abrir seus olhos de servo para ver o monte que estava “cheio de cavalos e carros de fogo” (2Rs 6.17). Amais consistente expectativa da presença de Deus estava no altar, no momento em que os holocautos eram feitos. Há mais de cem referências ao fogo no altar no AT, incluindo as leis que regem os holocaustos (Lv, Nm, Dt). Há exemplos extraordinários do fogo divino consumindo sacrifícios oferecidos por Arão (Lv 9.24); por Davi (ICr 21.26); por Salomão (2Cr 7.1); por Elias (lRs 18.38). Também, o anjo fez um holocausto, em cada caso, com os alimentos oferecidos por Gideão e Manoá (Jz6.21; 13.20).

MERRILL C. TENNEY. Enciclopédia da Bíblia. Editora Cultura Cristã. Vol. 2. pag. 886.

SÍNTESE DO TÓPICO I

Assim como Elias confrontou os profetas de Baal diante da idolatria, os servos do Senhor devem estar dispostos a confrontar todo tipo de pecado.

SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO

Em sentido amplo a idolatria pode indicar a veneração ou adoração a qualquer objeto, pessoa, instituição ou ambição que tome o lugar de Deus, ou que diminua a honra que lhe devemos. Deus nunca admitiu outro além dEle. O Todo-Poderoso não divide seu louvor com quem quer que seja: Ele é o único. O Senhor é Deus zeloso e requer exclusividade. Jamais repartiria seu povo com um suposto rival. Por esta razão assevera enfaticamente: “Não terás outros deuses diante de mim” (Êx 20.3).

Promova um pequeno debate em sua turma fazendo uma simples pergunta: “O que é idolatria hoje?”

Todas as imagens, esculturas ou quaisquer outras inovações com o objetivo de tornar o culto mais atraente pelo seu visual divergem do sincero propósito de cultuar a Deus em espírito e verdade e, por isso, constituem um tropeço para uma verdadeira adoração.

II – A ORAÇÃO DE ELIAS

1.Os preparativos de Elias.

Diante da impossibilidade de resposta de Baal aos apelos de seus adoradores, Elias começou os preparativos para a operação do milagre (1 Rs 18.23). A primeira coisa que fez foi reparar o altar do Senhor, que estava quebrado; consequência imediata da idolatria (1 Rs18.30). A seguir,  juntou doze pedras que simbolizavam as doze tribos de Israel, cavou um rego em volta do altar, colocou a lenha, dividiu o bezerro em pedaços sobre a lenha e pediu para que se derramasse doze cântaros de água sobre o altar, de tal modo que ficasse totalmente encharcado; o que estava nele, e o rego em sua volta (1 Rs 18.31-35).

Comentário

A primeira coisa que Elias fez foi reconstruir o altar do Senhor, que fora destruído durante o período de idolatria na terra de Israel. Ele evitou qualquer contato com o altar que havia sido dedicado e associado a Baal. Se o fogo do céu vindo da parte de Deus deveria provar que Jeová era o único Deus, então o “altar do Senhor” precisava ser reconstruído para receber aquele fogo. Assim, usando doze pedras que representavam as doze tribos de Israel, Elias construiu um altar que seria usado unicamente para a glória de seu Deus.

Veja que Elias pediu ao povo que enchesse quatro cântaros com água. Alguns comentaristas acreditam que o termo traduzido como “cântaros” deveria ser “barris”. Seja como for, o importante aqui é perceber que eles usaram uma quantidade de água suficiente para encharcar o altar de Deus que fora reconstruído. Alguns críticos têm suas diferenças com este versículo. Eles dizem: “Se havia uma seca tal na terra, onde eles conseguiram aquela água?”. O que eles não levam em conta é que o monte Carmelo não está distante do Mar Mediterrâneo e que havia muita água ali. É claro que as pessoas não podiam bebê-la. Mas a água salgada cumpriria bem a função de encharcar a madeira. Imagine o povo descendo a montanha, indo pegar água e, então, subindo novamente e jogando sobre o altar. Fizeram esta viagem três vezes, de acordo com as instruções de Elias, até que a oferta e a madeira estivessem encharcadas a tal ponto que a água encheu o rego que fora cavado em volta do altar. O profeta estava determinado a provar sua posição.

SWINDOLL. CHARLES R.,. Elias Um homem de heroísmo e humildade. Editora Mundo Cristão. pag. 100-101.

Tomou doze pedras. O autor sacro quer que compreendamos que Elias tomou doze das pedras originais do altar e as colocou de volta no lugar, e com elas reconstruiu o altar. Para o profeta, Israel ainda era formado por doze tribos, tal como acontecera no império unificado de Israel. Por meio desse ato, Elias queria dizer que Yahweh continuava sendo o Deus de todo o Israel, as nações do norte (Israel) e do sul (Judá). Cf. Gên. 32.28. Com aquelas pedras edificou o altar em nome do Senhor. Isso representou a restauração do antigo altar, porque foram empregadas as mesmas pedras. Elias teve o cuidado de esclarecer que ele estava edificando aquele altar no nome de Yahweh, o objeto de sua adoração, lealdade e serviço.

Depois fez um rego em redor do altar. Esse rego era de tamanho suficiente para conter duas medidas de sementes. “Medidas”, aqui é a palavra hebraica seah, o equivalente a cerca de doze litros. Provavelmente devemos entender que o rego do outro lado do altar poderia conter o mesmo tanto. Ver o artigo Pesos e Medidas no Dicionário. Contudo, as opiniões variam quanto à capacidade de uma “medida”. A água que Elias lançaria sobre o altar escorreu e encheu os regos (ver o vs. 35), Ter água ali não ajudava muito, caso alguém quisesse que o fogo consumisse o sacrifício, e isso autenticava a realidade do acontecimento miraculoso. Então armou a lenha. A lenha era necessária para que houvesse uma oferta queimada, peio que ela foi cortada e disposta apropriadamente. O novilho foi corta do em pedaços e colocado sobre a lenha. Então quatro cântaros de água foram derramados sobre o conjunto. Os pedaços do animal e a lenha ficaram, assim, ensopados, isso foi feito uma segunda e, depois, uma terceira vez (ver o vs. 34). Elias chegou a exagerar com a água. O altar e o rego preparados transformaram-se numa pequena lagoa, com o sacrifício e a madeira projetando-se acima dela, completamente encharcados de água. Elias sabia que a água não haveria de impedir o fogo que Yahweh estava prestes a fazer cair sobre o altar e consumir a tudo.

Esperando a Chuva. Além do fato dramático de que o fogo faria evaporar toda a água, provando assim a autenticidade do milagre, também foi um símbolo do desejo de Elias pela chuva. De fato, foi um pedido pela chuva, a fim de que terminassem a seca e a fome. A operação foi repetida por três vezes para garantir a eficácia. Cf. I Reis 17.21 quanto ao significado do número três. Ver também no Dicionário o verbete chamado Número (Numeral, Numerologia). O profeta Elias fez o “retorno das chuvas”, que aconteceria não muito depois dessa cena, outra prova de que Yahweh era o verdadeiro Deus de Israel. O monte Carmelo tinha uma fonte perene que nunca se secava, mesmo nos tempos da seca mais severa, e sem dúvida foi dessa fonte que Elias tirou a água, conforme afirmou Josefo. A água corria ao redor do aliar. A água encheu os regos cavados por Elias (vs. 32). Com isso a mensagem estava sendo proclamada: “Este altar não pode pegar fogo exceto por intervenção divina. As chuvas também não poderão cair exceto pela intervenção divina. Yahweh é o Deus da intervenção. Volta a Ele, ó Israel”. O poder divino haveria de manifestar-se ou não. Todos veriam a resposta divina. Se ela acontecesse, os espectadores reconheceriam que o verdadeiro Deus tinha dado a resposta. Nenhum ser humano poderia fazer aquele altar tão encharcado de água queimar o sacrifício.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 1440-1441.

E difícil encontrar uma explicação a respeito do altar do Senhor que Elias reparou (30). Parece que a adoração a Deus, conduzida nesse local, havia sido interrompida. Uma provável sugestão é que esse altar fora usado por pessoas do Reino do Norte que eram fiéis a Deus, mas que foram proibidas de continuar com suas práticas religiosas por causa da religião de Acabe e Jezabel, que era dirigida à adoração a Baal e Aserá. A restauração de Elias significava que a religião de Deus seria novamente instalada. Talvez exista aí a explicação da razão pela qual Elias escolheu o monte Carmelo para a competição contra os profetas de Baal. As doze pedras (31), as quais simbolizavam as doze tribos de Israel, foram colocadas no altar com a finalidade de retratar o desejo de Deus para a unidade entre as tribos, particularmente uma crença unificada em sua pessoa. Segundo a largura de duas medidas de semente (32), isso “não pode significar duas medidas de cereais juntas, mas, provavelmente, a largura da vala em volta do altar, uma grande jarda, ou uma medida semelhante” (Berk). Depois de tomar grandes precauções à vista de todos, contra acusações de fraude (33-35), o sacrifício de Elias estava pronto.

Harvey E. Finley. Comentário Bíblico Beacon I e II Reis. Editora CPAD. Vol. 2. pag. 333.

3.Uma oração confiante.

A oração de Elias foi simples e curta, contrastando com as súplicas dos profetas de Baal (1 Rs 18.36,37).  Elias queria mostrar que, para Deus responder, não são necessárias cerimônias especiais, sacrifícios ou mutilações. Basta o exercício da fé no verdadeiro Deus. É relevante ressaltar que o profeta Elias, em sua oração, declarou, diante do povo, que o Deus a quem ele orava era o mesmo Deus dos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó, e que, pelo fato de também ser um servo de Deus e estar cumprindo a vontade dEle, tinha direito à manifestação divina como resposta. Nesta oração, o profeta expõe o verdadeiro motivo de ter erigido aquele altar, e da necessidade de Deus responder com fogo: “para que este povo conheça que tu, Senhor, és Deus e que tu fizeste tornar o seu coração para trás” (1 Rs 18.37).

Comentário

E foi então que Elias chegou-se à frente e iniciou sua oração: Sucedeu, pois, que, oferecendo-se a oferta de manjares, o profeta Elias se chegou e disse: Ó Senhor, Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, manifeste-se hoje que tu és Deus em Israel, e que eu sou teu servo, e que conforme a tua palavra fiz todas estas coisas. Responde-me, Senhor, responde-me, para que este povo conheça que tu, Senhor, és Deus e que tu fizeste tornar o seu coração para trás (1 Rs 18.36,37). O modo como nos dirigimos a Deus é totalmente relevante, podendo inclusive despertar o coração daquEle que nos ouve. Reconhecer quem é Deus edifica a fé naquilo que Ele pode fazer. Nosso Deus não tem nada a ver com divindades como Baal, que não podem dar resposta mesmo que seus pretensos profetas a busquem com a maior intensidade e importunação. Ao contrário, o Deus de Elias é também o Deus de Abraão, de Isaque e de Israel; cada um desses patriarcas recebeu respostas sobrenaturais às suas orações. Apenas uma vez, nas Escrituras, Deus se identifica desse modo, como o Deus de Abraão, Isaque e Jacó — naquela ocasião, o próprio Deus é quem aplica a si essa expressão, do meio da sarça ardente (cf. Êx 3.6). Nossas orações podem ser enriquecidas se, dirigindo-nos a Deus, basearmo-nos naquilo que Ele é. (Note a oração de Paulo em Ef 1.17: “O Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória”.)

Robert L. Brandt e Zenas J. Bicket. Teologia Bíblica da Oração. Editora CPAD. pag. 111.

Simplicidade Contrastada ao Frenesi. Certamente temos uma importante lição aqui. Se existe o poder divino, então não precisamos cair em estado frenético para fazer esse poder funcionar. Se esse frenesi for necessário, pode-se suspeitar que quem atraiu o poder não foi o divino, mas sim o poder humano, não bem compreendido, ou então um poder extra-humano (mas não divino). Existem muitos poderes e muita gente que atraem esses poderes e os chamam de poderes divinos. Elias ofereceu uma oração simples e direta. Algumas vezes, a ostentação é confundida com uma espiritualidade superior. O objeto da petição de Elias foi Yahweh-Elohim, o Deus Eterno e Todo- poderoso, que era o Deus do pai da nação, Abraão, bem como dos patriarcas Isaque e Jacó, seus descendentes diretos. Elias orou ao Deus do pacto, que pusera Israel no mapa, para começo de conversa. Ver Gên. 15.18 quanto ao Pacto Abraâmico. Quanto à fórmula dos nomes múltiplos (Abraão, Isaque e Jacó), cf. Gên. 46.1; 48.15; Êxo. 3.6,16; 4.5; Núm. 32.11; Deu. 1.8; II Reis 12.23; II Crô. 30.6; Jer. 33.26; Mat. 22.32; Atos 3.13. Ao mencionar os patriarcas, o profeta identificou a nação de Israel com as antigas tradições e pactos. Foi em nome desse Deus que Elias realizou o feito daquele dia, na esperança de que os idólatras vissem a luz e retornassem aos antigos caminhos da nação. Deus é um só; Israel deveria ter um Deus, em lugar de promover a idolatria com seu interminável panteão de deuses. Ver no Dicionário o artigo chamado Monoteísmo. Para que este povo saiba que tu, Senhor, és Deus. Ouve-me, ó Deus! Convence Este Povo! Esta foi a petição de Elias. Ele era um profeta de Deus, em lavor do povo. Se o coração deles tivesse de ser atraído para os antigos caminhos, somente Yahweh poderia permiti-lo. Os esforços e os desejos humanos só tinham contribuído para levar o povo da nação do norte, Israel, à apostasia. O Targum, aqui, tem uma paráfrase iluminadora: “Recebe a minha oração, ó Senhor acerca do fogo, e recebe a minha oração acerca da chuva”, a qual mostra que o autor sagrado compreendeu que a oração inteira era um pedido pela chuva, e não meramente uma demonstração espetacular de poder, enviando fogo para consumir tudo quanto havia sobre o altar. As palavras do profeta tinham por desígnio demonstrar aos circunstantes que tudo fora feito em sua capacidade de servo de Deus (cf. I Reis 17.1 e 18.15).

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 1441. 

Na hora em que o sacrifício da noite era habitualmente oferecido, Elias orou ao Deus dos patriarcas de Israel, que também era o seu Senhor. Ele orou, como somente uma pessoa obediente pode rogar, para que Deus pudesse responder, afastar o seu povo (37) de Baal e Aserá, e trazê-lo de volta para Si.

Harvey E. Finley. Comentário Bíblico Beacon I e II Reis. Editora CPAD. Vol. 2. pag. 333.

3.A misericórdia de Deus.

Na oração de Elias está claro que o desejo de Deus era que seu povo se voltasse para Ele através daquela demonstração de poder. A descida do fogo que consumiu o holocausto, a lenha, as pedras, o pó e ainda secou toda a água que estava ao redor do altar (1 Rs 18.38) é uma exata comprovação, não apenas de que Ele é Deus e está acima de tudo e de todos, mas de que Ele estava dando a Israel uma nova oportunidade de comunhão. A reação do povo foi unânime em reconhecer que o Eterno é o Deus verdadeiro (1 Rs 18.39). Com isso, a seca que já durava três anos e meio terminou (1 Rs 18.41,44). Elias subiu ao cume do monte Carmelo, orou a Deus e caiu uma abundante chuva (1 Rs 18.45).

Comentário

O conteúdo da oração simples de Elias, que obteve uma resposta imediata e inegável dos Céus (w. 38,39), revela a principal paixão do grande profeta. Para nós, tanto quanto para Elias, a oração é um reflexo do coração. Da perspectiva de Elias, Israel precisava conhecer duas coisas:

1) a identidade de Deus e

2) a origem da autoridade de Elias.

Robert L. Brandt e Zenas J. Bicket. Teologia Bíblica da Oração. Editora CPAD. pag. 111-112.

O plano de Elias era astuto, porém justo e simples. Baal era adorado como o deus do sol (o fogo do universo) e como o deus controlador de todas as colheitas e da produtividade da terra. Um deus assim com certeza teria raios e trovões em seu arsenal de armas! Se ele era capaz de fazer qualquer coisa, então poderia dar início a um incêndio. O mesmo podia ser dito com relação a Deus Jeová. O plano de Elias se transformaria numa ótima oportunidade para testar o poder das deidades rivais.

Veja o que o povo respondeu:

E todo o povo respondeu e disse: É boa esta palavra. 1 Reis 18:24b

“Boa idéia, Elias! Vamos fazer isso mesmo”, respondeu o povo a uma só voz.

SWINDOLL. CHARLES R.,. Elias Um homem de heroísmo e humildade. Editora Mundo Cristão. pag. 96-97.

Então caiu fogo do Senhor. A despeito de a oração de Elias ter sido tão simples e sem ruído e frenesi. Há nisso, por certo, uma lição preciosa para alguns segmentos da Igreja cristã, que dependem tanto de cultos caracterizados pelo frenesi a fim de atrair o “Espírito”. E não é um bom argumento dizer que Elias não precisava de ruído, mas nós precisamos. O ruído pode imitar a intensidade, e a intensidade pode existir juntamente com o frenesi.

O fogo foi eficaz e consumiu a tudo: o sacrifício, a lenha, a poeira que havia sobre o altar, a água que estava nas trincheiras e sobre o próprio altar. A água evaporou-se e foi transformada em nada. O fogo, como é claro, deve ser considerado algo sobrenatural. O fogo e a luz são associados à aparição de Yahweh. É inútil tentar encontrar alguma explicação física e natural para o milagre. Milagres simplesmente acontecem, ocasionalmente, com algum propósito em mira. Ver no Dicionário o verbete intitulado Milagres, como demonstração disso. Se os hebreus acreditavam que o relâmpago e os trovões procediam de Deus, essa não era toda a crença deles. Também criam em manifestações extraordinárias, e o acontecimento presente foi uma dessas manifestações. Nenhum relâmpago natural poderia ter feito o que foi aqui descrito, e é tolice falar em coincidência, como: “Por pura coincidência um relâmpago caiu sobre o altar naquele exato instante”. Também é insensatez falar de “coincidências significativas”. Deus esteve presente no acontecimento, mas foi um acontecimento natural. Pelo contrário, há ocasiões em que exibições divinas são providas pela graça e pelo poder de Deus. Os homens espirituais reconhecem quando isso acontece. Os criticos terão de aprender sobre esses acontecimentos, mais cedo ou mais tarde.

No entanto, “Elias era apenas uma voz que conclamava os homens a ‘preparar o caminho do Senhor’” (Ellicott, in loc.). Elias deve ter parecido um grande homem naquele dia. Mas foi Yahweh quem realizou todo o milagre. O Senhor é Deus! O Senhor é Deus! Tendo visto a cena incrível, o povo pôs-se a berrar: “Yahweh é Deus. Yahweh é o Deus de Israel”. E prostrou-se de joelhos diante do espantoso espetáculo. Cf. o que aconteceu à inauguração dos sacrifícios no tabernáculo (ver Lev. 9.24). Elias tinha provado a sua contenção e vencido o contesto, mas Israel continuaria marchando na direção da apostasia, até que o cativeiro assírio levasse toda a nação do norte (o que ocorreu em 722 A. C.). Mas tinha sido provida uma ampla oportunidade, e isso é que é importante.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 1441.

Deus respondeu a Elias e, bondosamente, honrou os fiéis israelitas com a sua santa presença. Seu fogo sagrado consumiu a lenha, o sacrifício encharcado de água e o próprio altar (38). O povo, cheio de admiração e espanto, confessou o que todo homem deve confessar – quanto mais cedo na vida, melhor: “Só o Senhor é Deus! Só o Senhor é Deus!” (39). Essa confissão deixava bem claro que eles haviam decidido em favor de Deus e contra Baal. Elias, então, ordenou que o povo agarrasse os profetas de Baal para matá-los. O Quisom (40), também mencionado na batalha de Débora e Baraque contra Sísera (Jz 4.13; 5.21), e que corre a cerca de 300 metros abaixo de el-Muhraka, pode ser alcançado quando se desce uma ravina cheia de pedras. No sacrifício e na oração de Elias podemos ver: (1) Uma fé que ousa submeter Deus a um teste, 30-35; (2) Um homem que está preocupado com a glória de Deus e a salvação de seu povo, 36,37; (3) A espécie de resposta dada por Deus a essa fé e a esses homens, 38;

e, (4) A resposta do povo diante do poder de Deus assim manifestado, 39.

(4) Deus envia a chuva (41-46). Elias fez o povo entender que era Deus, e não Baal, quem enviava a chuva e terminava com a terrível seca. A finalidade do milagre era mostrar claramente quem estava no controle de todo o reino da Natureza. As pessoas consideravam que Baal era particularmente o deus da tempestade e da chuva. Elas acreditavam que durante o verão, quando o campo se tornava seco e tostado, como acontece na Palestina, Baal dormia ou estava confinado ao mundo inferior. O retorno das chuvas em meados de outubro ou no início de novembro indicava que Baal retomava às suas atividades.

Harvey E. Finley. Comentário Bíblico Beacon I e II Reis. Editora CPAD. Vol. 2. pag. 333.

SÍNTESE DO TÓPICO II

Quando exercitamos a nossa fé e confiança no Senhor, Ele responde nossas orações e nos livra de qualquer adversidade.

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

“Elias rapidamente obtém do seu Deus uma resposta por fogo. Os profetas de Baal são forçados a desistir de sua causa e, agora, é a vez de Elias apresentar a sua. Vejamos se ele se dá bem:

Ele reparou o altar.

Ele jamais usaria o deles, que tinha sido contaminado com as orações a Baal, mas, encontrando em ruínas um altar ali, que anteriormente tinha sido usado no culto ao Senhor, ele escolheu reparar aquele (v.30) para insinuar a eles que ele não estava ali para introduzir nenhuma nova religião, mas reviver a fé e a adoração ao Deus de seus pais e convertê-los ao primeiro amor que tiveram e às primeiras obras que praticaram. Ele não podia levá-los ao altar em Jerusalém a menos que pudesse unir dos dois reinos novamente (o que, para a correção de ambos, Deus determinou que agora isso não devia ser feito), por isso, pela sua autoridade profética, ele constrói um altar no monte Carmelo e assim reconhece aquele que anteriormente tinha sido edificado ali. […] Então ele solenemente dirigiu-se a Deus em oração diante do seu altar, suplicando-lhe humildemente: lembre-se de todas as suas ofertas e aceite os teus holocaustos (Sl 20.3), e parta comprovar a sua aceitação dela. A sua oração não foi longa, pois ele não usou vãs repetições nem pensou que por muito falar seria ouvido; mas ela foi muito séria e serena, e mostrou que a sua mente estava calma e tranquila, e longe do ardor e das desordens em que se encontravam os profetas de Baal (vv. 36,37). Embora ele não estivesse no lugar designado, escolheu a hora prescrita da oferta de manjares, para testificar com isso sua comunhão com o altar em Jerusalém. Embora ele esperasse uma resposta por fogo, ainda assim aproximou-se do altar com coragem, e não temeu aquele fogo” (HENRY, Matthew. Comentário Bíblico Antigo Testamento: Josué a Ester. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p.519,20).

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Mulher com look bege
Photo by Mike Von on Unsplash

e-commerce Dafiti ganhou página exclusivamente dedicada a produtos com credenciais sustentáveis. A plataforma Dafiti Eco oferece roupas, acessórios e calçados de moda feminina e masculina, além de produtos de beleza. Dentro da página, é possível selecionar itens que atendam a pelo menos um dos seis pilares destacados pela empresa: matéria-prima sustentável, ecoprodução, compromisso social, respeito aos animais, moda inclusiva e beleza consciente. já inclui mais de 10 mil opções de produtos. Entre os quais, criações de marcas de vestuário, como Dzarm, Hering, Reserva e Tommy Hilfiger, a etiqueta esportiva Adidas e empresas calçadistas, como Grendene, Melissa e Vizzano. A iniciativa faz parte da estratégia de sustentabilidade do Global Fashion Group, que opera o Dafiti Group. A navegação intuitiva na plataforma permite que os clientes procurem produtos de acordo com os pilares com os quais se identificam, ao clicar em suas respectivas categorias. Na descrição, explica os atributos sustentáveis de cada item. Um vestido listrado da Tommy Hilfiger, por exemplo, atende ao pilar de matéria-prima sustentável, pois é feito de algodão orgânico, segundo a plataforma.

Look da pagina Dafiti Eco
A Dafiti ganhou página dedicada a produtos com credenciais sustentáveis
Camiseta da pagina Dafiti Eco
A página Dafiti Eco já tem mais de 10 mil produtos.

Vale destacar que os sites de varejo de moda Kanui e Tricae, que pertencem ao Dafiti Group, também ganharam páginas “Eco”, com destaque para produtos em quatro pilares: matéria-prima sustentável, ecoprodução, compromisso social e respeito aos animais. Recentemente, o grupo divulgou a própria estratégia de sustentabilidade, que atenta para a responsabilidade em cada elemento da cadeia de valor da empresa, desde a matéria-prima até a fase de entregas. “O consumidor está cada vez mais se posicionando frente aos problemas socioambientais, buscando opções que reflitam seus anseios, e procurando marcas que atendam a essas necessidades”, analisou Patrícia Schneid, gerente de estilo do Dafiti Group. “Estamos iniciando nossa jornada de sustentabilidade e acreditamos na importância dessas escolhas, por isso nos esforçamos para oferecer a esses consumidores os melhores produtos, com uma comunicação clara e confiável.”

Camiseta da pagina Dafiti Eco
Os pilares incluem: matéria-prima sustentável, ecoprodução, compromisso social, respeito aos animais, moda inclusiva e beleza consciente
Camiseta da pagina Dafiti Eco
Há peças de marcas como Reserva, Hering e Tommy Hilfiger
Look da pagina Dafiti Eco
Os clientes podem comprar produtos de acordo com os critérios que mais se identificam
Look da pagina Dafiti Eco
Os e-commerces Kanui e Tricae, que são do Dafiti Group, também ganharam páginas “Eco”

Nos últimos meses, a equipe da Dafiti fez workshops sobre moda com viés sustentável para as marcas que compõem o catálogo da plataforma de produtos sustentáveis, segundo informações do site Mercado & Consumo. Ao longo das próximas semanas, a Dafiti usará os próprios canais e de influenciadores parceiros para divulgar conteúdos que conscientizem o público em geral sobre a importância de escolhas mais sustentáveis nas compras de moda. O grupo tem escritórios em quatro países – Brasil, Argentina, Chile e Colômbia – e quatro centros de distribuição. Em fevereiro deste ano, o Global Fashion Group abriu o maior centro de atendimento automatizado de e-commerce da América Latina, em Minas Gerais.

 

O pagamento da quarta parcela do auxílio emergencial foi iniciado no último sábado (17), para os beneficiários que se inscreveram via aplicativo, site e CadÚnico, nascidos em janeiro. No entanto, nesta segunda-feira (19), a Caixa Econômica Federal também inicia o calendário de pagamentos dos cidadãos inscritos no Bolsa Família, que tenham o NIS terminado em 1.Vale ressaltar que, também nesta segunda-feira (19), a instituição está realizando o pagamento do último grupo ainda da terceira parcela do auxílio emergencial, para aqueles que optaram por receber o dinheiro do benefício em espécie e que nasceram em dezembro.

Calendário da 4ª parcela do auxílio emergencial para o grupo geral

Depósito na Conta Poupança Social Digital

Mês de nascimento Data do crédito em conta
Janeiro 17 de julho
Fevereiro 18 de julho
Março 20 de julho
Abril 21 de julho
Maio 22 de julho
Junho 23 de julho
Julho 24 de julho
Agosto 25 de julho
Setembro 27 de julho
Outubro 28 de julho
Novembro 29 de julho
Dezembro 30 de julho

Liberação dos saques e transferências

Mês de nascimento Data para saque em dinheiro
Janeiro 02 de agosto
Fevereiro 03 de agosto
Março 04 de agosto
Abril 05 de agosto
Maio 09 de agosto
Junho 10 de agosto
Julho 11 de agosto
Agosto 12 de agosto
Setembro 13 de agosto
Outubro 16 de agosto
Novembro 17 de agosto
Dezembro 18 de agosto

Calendário da 4ª parcela para os segurados do Bolsa Família

Inscritos NIS 4ª parcela
NIS de final 1 19 de julho
NIS de final 2 20 de julho
NIS de final 3 21 de julho
NIS de final 4 22 de julho
NIS de final 5 23 de julho
NIS de final 6 26 de julho
NIS de final 7 27 de julho
NIS de final 8 28 de julho
NIS de final 9 29 de julho
NIS de final 0 30 de julho

Auxílio emergencial

Em 2020, o programa foi retomando no mês de abril com regras e condições mais específicas. Houve redução das parcelas, do número de beneficiários e dos valores, que variam de R$ 150 a R$ 375 conforme a composição familiar.

Além disso, somente um membro por família pode ser contemplado pelo auxílio emergencial este ano. O programa ainda será prorrogado por mais três meses, de acordo com o avanço da vacinação conta a Covid-19.

O presidente Jair Bolsonaro e a primeira-dama Michelle Bolsonaro
Igo Estrela/Metrópoles

O casamento de Michelle e Jair Bolsonaro atravessa uma crise. O casal está estremecido há alguns meses, por razões desconhecidas inclusive por pessoas próximas ao casal. A coluna confirmou a informação com três amigos do presidente e da primeira-dama. Uma das razões aventadas por amigos é a relação de Michelle com os filhos homens de Bolsonaro, que está em um dos piores momentos. Michelle e Carlos Bolsonaro não se falam há tempos. Com Jair Renan, a primeira-dama nunca teve boa relação. Partiu dela o veto para que o filho fruto da relação do presidente com Ana Siqueira Valle não morasse no Palácio da Alvorada. Mas agora também há um crescente distanciamento de Michelle de Flávio e Eduardo Bolsonaro.A falta de comunicação entre Michelle e Carlos não mudou nem no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, onde o presidente está internado.

Peixe inteiro com pirão é um dos destaque do programa Sabores do Nordeste — Foto: Reprodução/TV Globo

Peixe inteiro com pirão é um dos destaque do programa Sabores do Nordeste — Foto: Reprodução/TV Globo

Praia combina com lazer e um bom prato de frutos do mar. Uma opção é degustar um peixe inteiro com pirão e arroz de tomate. Essas iguarias foram destaques gastronômicos da primeira edição do programa Sabores do Nordeste, exibido pela TV Globo para os nove estados da região neste sábado (17) (veja vídeo abaixo).

Chef dá dicas sobre receitas com frutos do mar

Chef dá dicas sobre receitas com frutos do mar

G1 mostra, a seguir, a receita completa, com a lista dos ingredientes necessários e o modo de preparo desse prato especial. Confira:

Ingredientes

Peixe

  • 1 KG de peixe inteiro (guaiuba, pargo ou cioba)
  • Limão
  • Sal
  • Trigo

Pirão

  • Caldo peixe
  • Farinha de mandioca

Arroz de tomate

  • 160 gramas de arroz
  • 80 gramas tomate em cubos
  • Alho
  • Cebola
  • Salsa
  • 50 gramas de molho de tomate

Modo de preparo

Tempere o peixe com sal e limão, empane e coloque para fritar no óleo bem quente. Depois, refogue o alho e a cebola, acrescente o arroz e finalize com o tomate, a salsa e o molho de tomate. Ferva o caldo de peixe e adicione a farinha, aos poucos, até que engrosse o pirão.

g1.globo

Senadores estarão em recesso parlamentar até o dia 3 de agosto
Senadores estarão em recesso parlamentar até o dia 3 de agosto Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo
prova de vida para aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios do Instituto nacional do Seguro Social (INSS) está mantida, mesmo com aprovação do Projeto de Lei 385/21 do Senado Federal, que adia o procedimento até o final do ano em decorrência da pandemia de coronavírus. Procurada pelo EXTRA, a autarquia informou que aguarda decisão do Senado para suspender ou não o recadastramento anual dos segurados. Suspenso desde março de 2020, o calendário foi retomado em 1º de junho deste ano e ampliado até 2022 no início deste mês. Como o Congresso Nacional entrou em recesso parlamentar, a possiblidade é de que o projeto, já aprovado na Câmara dos Deputados, volte à pauta após 3 de agosto. O PL do Senado precisa ser reavaliado pela Casa porque sofreu modificações na Câmara. Um substitutivo do deputado Danilo Cabral (PSB-PE), relator do PL, retirou do texto a permissão para o uso de outros meios para o segurado do INSS realizar o procedimento. Ou seja, a prova de vida pela plataforma Meu INSS também pode ser suspensa até o dia 31 de dezembro deste ano. Para o relator, “não há justificativa para que, em um momento tão grave de crise sanitária, a prevenção a possíveis fraudes esteja acima da preservação da vida de milhões de brasileiros com o risco de corte do benefício”.

Biometria

Em andamento, a prova de vida por biometria pode ser estendida a todos os segurados do INSS. No início do projeto-piloto no ano passado foram escolhidos 53 milhões de pessoas para realizar o procedimento pelo celular. O total de procedimentos realizados, no entanto, não foi informado pelo INSS. E por que estender a biometria? Porque o PL 385 prevê o uso preferencial de biometria para a realização da prova de vida, mesmo que seja por procuradores. De acordo com o texto, os bancos deverão dar preferência máxima de atendimento a beneficiários com mais de 80 anos ou com dificuldades de locomoção com o objetivo de evitar demora e exposição do idoso a aglomerações. Além disso, deverá informar ao cidadão outros meios remotos de realizar a prova de vida para evitar deslocamentos. Sobre as regras de recebimento dos benefícios por procurador, o projeto concede gratuidade na emissão da primeira via de procuração pública para esse fim exclusivo. Já a renovação do documento passa de semestral a anual. O projeto propõe ainda que a ligação telefônica para o segurado pedir benefícios deverá ser gratuita, por ser considerada de utilidade pública, seja de telefone fixo ou celular.

Fique de olho nas datas

O cadastramento é feito levando em conta o mês e o ano em que a última comprovação feita pelo segurado venceu. Se não for feito no mês indicado, o pagamento poderá ser bloqueado ou suspenso pelo INSS. Após a suspensão, se a prova de vida não for feita em um prazo de até seis meses, o benefício será, enfim, cessado. Ainda assim, o beneficiário terá uma última chance de recuperá-lo. Neste caso, será preciso solicitar a reativação do pagamento pelo Meu INSS. A prova de vida do INSS, para a grande maioria dos segurados, é feita nos bancos. Em geral, os beneficiários são informados da necessidade de atualização cadastral pelos terminais de autoatendimento das agências bancárias ou nos guichês de caixa. Nos casos em que os aposentados e os pensionistas têm biometria facial cadastrada nos bancos de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e dos Departamentos de Trânsito (Detrans), a prova de vida pode ser feita de forma digital (por meio de selfie), no aplicativo Meu INSS. Já as pessoas com mais de 80 anos de idade ou que não tenham condições de se locomover podem solicitar a visita de um servidor do órgão para a realização da prova de vida anual domiciliar ou hospitalar. O pedido pode ser feito pela central telefônica 135 e pelo aplicativo ou portal Meu INSS, mesmo que o idoso ou o incapacitado de se locomover não tenham um procurador ou um representante legal cadastrado junto ao instituto.

Confira o calendário

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Menino humilhado na escolaGiovana Bembom/Metrópoles

O Distrito Federal terá de pagar R$ 15 milde indenização por danos morais a alunoexposto a constrangimento e humilhação por vice-diretor da escola onde estudava, no Arapoanga, em Planaltina. O Estado também deverá custear, pelo prazo de um ano, atendimento psicológico à vítima. A decisão é do juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública do DF. Os pais do jovem, hoje com 16 anos, haviam pedido R$ 133 mil de danos morais. E o Ministério Público do DF e Territórios deu parecer favorável à indenização.

Menino humilhado na escola por usar chinelosGiovana Bembom/Metrópoles

À época, o garoto cursava o 7º ano do ensino fundamental no Centro de Ensino Fundamental do Arapoanga. Ele contou que teria sido humilhado e constrangido pelo servidor da instituição da rede pública, quando brincava com colegas, com os chinelos na mão, no intervalo da aula. Segundo ele, o vice-diretor pisou nos pés dele, pegou os calçados e o mandou de volta para a classe descalço. No trajeto até a sala, foi alvo de humilhações pelos demais alunos. Consta nos autos que um conselheiro tutelar foi chamado pela professora do estudante, que não entendeu o comportamento do menino ao chegar chorando à sala de aula. A PMDF também deslocou-se até o colégio e deu voz de prisão ao vice-diretor. Por causa disso, o servidor respondeu à infração penal no âmbito da 1ª Vara Criminal e do 1º Juizado Especial Criminal de Planaltina. Na esfera administrativa, no entanto, ele não recebeu sanções. Dessa forma, o autor requereu reparação legal, com base nos direitos constitucionais garantidos e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

“O Distrito Federal responde, de forma objetiva, pelo ato comissivo do vice-diretor, que, a pretexto de impor disciplina ao autor, excedeu limites éticos e legais, ao submeter o mesmo a intenso constrangimento (não o ato de recolher os chinelos, mas permitir que o aluno permanecesse descalço durante considerável período de tempo, sem qualquer assistência). O juiz reforçou que a instituição foi negligente ao permitir que o vice-diretor abusasse dos meios de correção e disciplina em relação ao autor. Segundo o magistrado, “ato medieval que deve ser superado em todas as instituições de ensino”. Diante dos fatos expostos, o magistrado concluiu que a atitude do vice-diretor extrapolou os limites, constituindo-se excesso e abuso de direito. Além disso, ressaltou que, conforme oitiva do conselheiro tutelar que atendeu a criança, o aluno necessitou de acompanhamento psicológico em razão do constrangimento sofrido.
“Quero aqui parabenizar o Ministério Público pela ação justa, a qual as vítimas tiveram direito. Enquanto muitos padecem pela falta de condições financeira, moradia e discriminação social, os corruptos estão a bel prazer usufruindo do dinheiro público dentro e fora do país. Isso é uma catástrofe sem precedentes, o que estão fazendo com o dinheiro público. Até num momento tão crítico, o qual passa nosso país, pela devastação causada pela pandemia, mesmo assim ainda tem os desumanos que se aproveitam do momento para se aproveitarem do dinheiro da saúde. Até mesmo das vacinas. É lastimável…”

TEXTO AUREO

“Saberás, pois, que o SENHOR, teu Deus, é Deus, o Deus fiel que guarda o conserto e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e guardam os seus mandamentos” (Dt 7.9)

 

VERDADE PRATICA

Deus é pai de amor, bondade e misericórdia abundantes, contudo, todo pecado e desobediência ao Senhor trazem consequências inevitáveis à vida humana.

LEITURA DIARIA

Segunda – Sl 31.19 As bondades do Senhor são inesgotáveis para os que o temem

Terça – Ex 33.19 Misericórdia é um atributo que pertence a Deus

Quarta – Jó 4.8 Tudo o que é semeado será colhido na mesma proporção

Quinta – SL 23.6 A misericórdia e a bondade de Deus acompanham o ser humano por toda vida

Sexta – 1 Pe 1.14 Os filhos de Deus devem ser obedientes e abandonar o mau caminho

Sábado – Dt 5.29 o desejo do Senhor é que seus filhos

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

1 Reis 16.29,30; 17.1-7; 18.17-21

1 Reis 16

29-E Acabe, filho de Onri, começou a reinar sobre Israel no ano trigésimo oitavo de Aso, rei de Judá; e reinou Acabe, filho de Onri, sobre Israel em Samaria, vinte e dois anos.

30-E fez Acabe, filho de Onri, o que era mal aos olhos do SENHOR, mais do que todos os que foram antes dele.

1 Reis 17

1– Então, Elias, o tisbita, dos mora- dores de Gileade, disse a Acabe: Vive o Senhor, Deus de Israel perante cuja face estou que nestes anos nem orvalho nem chuva haverd, senão segundo a minha palavra.

2- Depois, veio a ele a palavra do SENHOR, dizendo:

3- Vai-te daqui, e vira-te para o oriente, e esconde-te junto ao ribeiro de Querite, que está diante do Jordão.

4 – E há de ser que beberás do ribeiro; e eu tenho ordenado aos corvos que ali te sustentem.

5-foi, pois, e fez conforme a palavra do SENHOR porque foi e habitou junto ao ribeiro de Querite, que está diante do Jordão

6-E os corvos lhe traziam pão e carne pela manhã, como também pão e carne à noite: e bebia do ribeiro.

7-E sucedeu que, passados dias, o ribeiro se secou, porque não tinha havido chuva na terra.

1 Reis 18

17-E sucedeu que, vendo Acabe a Elias, disse-lhe Acabe: Es tu o perturbador de Israel?

18-Então, disse ele: Eu não tenho per turbado a Israel, mas tu e a casa de teu pai, porque deixastes os mandamentos do SENHOR e seguistes os baalins.

19-Agora, pois, envia, ajunta a mim todo o Israel no monte Carmelo, como também os quatrocentos e cinquenta profetas de Baal e os quatrocentos profetas de Asera, que comem da mesa de Jezabel.

20-Então, enviou Acabe os mensageiros a todos os filhos de Israel e ajuntou os profetas no monte Carmelo

21 – Então, Elias se chegou a todo o povo e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o SENHOR é Deus, segui-o; e, se Baal, segui-o. Porém o povo lhe não respondeu nada.

HINOS SUGERIDOS: 60, 111, 577 da Harpa Crista

OBJETIVO GERAL

Asseverar que todo pecado gera uma consequência.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo i refere-se ao tópico com seus respectivos subtopicos.

I – Apresentar a perversidade de Acabe e Jezabel;

II – Demonstrar o cuidado de Deus para com os seus filhos:

III – Registrar a aridez espiritual do rei Acabe.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

O profeta Elias apareceu em um período crítico da história de Israel. Época em que Acabe, influenciado por Jezabel, sua maléfica esposa, fez de tudo para eliminar a adoração a Javé em israel. Mas o próprio Deus, usando o profeta Elias, entrou no conflito e decisivamente derrotou os deuses pagãos, trazendo o povo de volta a verdadeira fé. Em tempos de apostasia, quando imperam a rebeldia insolente e a dureza de coração contra os mandamentos do Senhor, o Todo-poderoso sempre envia seus profetas para combater o sistema religioso corrupto e proclamar o autêntico sentido e o propósito do seu reino (1 Rs 17.1).

PONTO CENTRAL: É essencial estar em alerta diante dos chamados de Deus ao arrependimento.

COMENTÁRIO   INTRODUÇÃO

Acabe foi um dos mais perversos reis de Israel. Durante seu reinado, ele permitiu que seus terríveis pecados o desviassem completamente dos mandamentos sagrados e do temor a Deus (1 Rs 16.30). Além da desobediência já instalada em seu coração, casou-se com a ímpia Jezabel, que o induziu aos caminhos de morte (1 Rs 16.31). Suas grande seca em Israel, episódio que, mais tarde, o colocou frente a frente com o profeta Elias (1 Rs 17.1).

Comentário

O reinado de Acabe iniciou-se com a morte do seu pai, Onri, que iniciou uma dinastia no Reino do Norte de quatro governantes, uma das mais longas deste reino. Acabe foi o sétimo rei de Israel e reinou durante 22 anos (874–852 a.C.). Durante o seu reinado, teve embates com dois profetas: Elias, como veremos adiante, e Micaías. Acabe foi hostil a ambos, pois a sua idolatria e fracassos espirituais suscitaram várias profecias de Jeová contra ele e a sua esposa. Acabe chegou a afirmar que odiava Micaías, pois só lhe profetizava mal (1 Rs 22.8). Na profecia em que Micaías afirmou que Acabe perderia a guerra e seria morto, este mandou lançá-lo na prisão e sustentá-lo com pão e água (1 Rs 22.26). Temendo o cumprimento da profecia, Acabe entrou disfarçado na batalha, porém foi atingido por uma flecha perdida (1 Rs 22.34). Ele morreu naquele mesmo dia, e o seu sangue foi lambido pelos cães (1 Rs 21.19; 22.38), conforme a profecia de Elias.

Durante o seu reinado, Acabe fez escolhas que impediram as bênçãos de Deus sobre a sua vida e que comprometeram o seu reinado, mas o seu principal erro foi ter deixado por completo o seu temor ao Senhor; por isso, ele foi considerado o pior rei de Israel — mais do que todos que o antecederam (1 Rs 16.33). Além da desobediência instalada no seu coração pela sua ascendência idólatra, Acabe casou-se com Jezabel, que o levou a mais caminhos de desobediência, que, por fim, levaram a uma seca em Israel e ao seu encontro derradeiro com o profeta Elias, que tentou dissuadir o rei e a rainha dos seus maus caminhos. A péssima influência deste casal, Acabe e Jezabel, perdurou por vários sucessores do trono de Israel e também, além de Elias e Micaías, foram condenadas por Oseias (ver 1.4) e por Miqueias (6.16).

Pommerening. Claiton Ivan,. O Plano de Deus para Israel em meio a infidelidade da Nação. Editora CPAD.

ACESSEM

ACABE

No hebraico, irmão do pai. 1. Filho de Onri e sexto rei de Israel. Reinou por vinte e um anos, entre 918 e 897 A.C., aproximadamente. Foi um dos reis mais fracos e corruptos de Israel. Parece ter tido bons sentimentos e disposições, mas facilmente desviava-se para o mal. Sua história aparece principalmente em I Reis 16 -22. A narrativa mostra que a debilidade, por parte de alguma alta autoridade, pode produzir tanto o mal quanto a impiedade direta. Foi influenciado por sua associação com os fenícios, e vários erros por ele cometidos podem ser atribuídos a esse fato.

  1. Influência fenícia. Havia laços comerciais, provenientes do tempo de Davi e Salomão. Tais associações, após a divisão de Israel em dois reinos, tiveram fim em Judá, mas permaneceram fortes no norte, em Israel.
  2. Jezabel, sua esposa, era filha de Etball, rei de Tiro. Era mulher enérgica, mas ímpia e pagã, e conseguiu dominar completamente Acabe. Por meio da influência dela, pois, foi estabelecido o culto aos deuses fenícios, sobretudo o deus sol, Baal, no reino do norte.
  3. Antes disso houvera incidências de idolatria em Israel, mas agora caíram por terra todas as restrições. O rei erigiu um templo em Samaria, levantou uma imagem e consagrou um trecho arborizado a Baal. Muitos sacerdotes de Baal eram mantidos, ao ponto de a idolatria tornar-se a religião predominante em Israel. Tão poderoso foi o movimento que parecia que a antiga fé dos judeus se perderia para sempre.
  4. Elias (ver o artigo) era o homem certo para enfrentar a emergência. Ele se opôs vigorosamente à idolatria e à autoridade real que lhe dava o apoio. Foi autor de predições e milagres que visavam a fazer o povo voltar-se de novo para o Senhor.
  5. O caso de Nabote. Perto do palácio de Acabe, em Jezreel,

havia um cidadão chamado Nabote, cuja vinha Acabe desejava. Acabe tentou convencer Nabote a vendê-la, mas este recusou-se devido a direitos de herança de sua família (por lei divina). Jezabel tomou a questão nas mãos, quando viu o desapontamento de Acabe, pressionando os anciãos da cidade e subornando falsas testemunhas contra Nabote, que foi assassinado por alegadas blasfêmia e traição. Acabe tomou posse da vinha, mas, em sua volta para casa, Elias saiu ao encontro dele e predisse que cães lamberiam o seu sangue no lugar onde havia sido lambido o sangue de Nabote; que Jezabel seria comida por cães, perto das muralhas de Jezreel, e que o resto da família teria seus cadáveres devorados pelos cães da cidade, ou pelas feras e aves. Acabe ficou aterrorizado e arrependeu-se, e a execução plena da profecia foi adiada até depois de sua morte, no reinado de Jeorão, seu filho (ver I Reis 21).

  1. Morte de Acabe. Ele morreu de ferimentos recebidos em bata- iha contra os sírios, algo que fora predito por Micaías, embora o rei não tivesse crido na predição. Militarmente, ele fora bem-sucedido mantendo seu governo e autoridade, o que é indicado pela Pedra Moabita, linhas sétima e oitava, onde somos informados de que Onri e seu filho, Acabe, governaram a terra de Medeba (conquistada por Onri), durante quarenta anos. Porém, quando Acabe envolveu-se em guerra contra os sírios, Moabe se rebelou .
  2. Cumprimento da profecia de Elias. Acabe foi morto por um homem que atirou sua flecha ao acaso. Conseguiu manter-se de pé em seu carro de guerra, e morreu à tardinha, e seu exército dispersou-se. (Ver I Reis 22). Ao ser trazido para ser sepultado em Samaria, os cães lamberam o seu sangue, enquanto um servo lavava o seu carro de guerra.
  3. Acabe e a arqueologia. O nome dele aparece com preeminência nos monumentos assírios do grande conquistador Salmaneser III (859-824 A.C.). A inscrição Monolítica, atualmente no Museu Britânico, narra o choque entre os exércitos assírios, em 853 A.C., com uma colisão de reis sírios em Carcar, ao norte de Hamate, uma fortaleza que guardava os acessos para toda a baixa Síria. Essa inscrição mostra que Acabe conseguiu sustar com sucesso o avanço assírio. Acabe lançou dois mil homens nessa batalha, mais que qualquer outro. Ultrapassado somente pelo estado damasceno, ele mostrou ser a força militar mais poderosa na Síria central e inferior, nos meados do século IX A.C.
  4. O aspecto mais triste da história de Acabe é o seu fracasso espiritual, tendo-se oposto abertamente a Elias, por influência de sua esposa. O pecado dele afetou negativamente gerações sucessivas, o que foi condenado por Osé. 1:4 e Miq. 6:16.
  5. Surpreendentemente, nosso Senhor descendia de Acabe e Jezabel! Ver Mat. 1:8,9. OUzias ali mencionado é o mesmo Uzias ou Amazias, filho de Joás, neto de Atália e bisneto de Acabe e Jezabel.

ACABE

Sétimo rei de Israel, filho e sucessor de Onri. No livro dos Reis ele aparece tanto como um rei politicamente forte, como espiritualmente fraco. No aspecto secular, era capaz de conquistar o respeito tanto de amigos como de inimigos. No aspecto religioso, suas práticas de sincretismo traduziram a perdição da casa de Onri. Seu reino foi registrado como tendo durado 22 anos (1 Rs 16.29) considerados por Thiele entre os anos 874 e 853 a.C. (The Mysterious Numbers of the Hebrew Kings, p. 61). O casamento com Jezabel, com finalidade política, resultou em uma mistura de bênção e maldição. A aliança concomitante com Etbaal, rei dos sidônios (1 Rs 16.31) e pai de Jezabel, trouxe uma onda crescente de comércio, riqueza e da classe dos mercadores de Israel. Entretanto, Jezabel trouxe consigo uma forma de baalismo que entrou em choque direto com a adoração ao Senhor. Com zelo fanático, ela forçava o culto associado a Baal-Melcarte e Aserá, e gradualmente envolveu Acabe através de seu implacável vigor. Mais tarde, Acabe introduziu essa forma de baalismo em Judá, concedendo a mão de sua filha Atalia em casamento a Jeorão, filho de Josafá. Nem Acabe, nem Jezabel, foram capazes de se manter isentos de oposição. Elias, o tisbita, aparecia repetidamente como uma consciência acusadora. Ele parecia o campeão dentre os homens comuns ao se defrontar com Acabe na vinha de Nabote. Foi também o campeão do culto a Deus na vitória alcançada no Monte Carmelo. Embora as histórias de Elias mostrem Acabe como uma pessoa fraca e dominada por Jezabel, outros aspectos de seu reinado revelam seus pontos fortes. Suas atividades no setor de construções foram extensas e notáveis. Em Samaria, ele continuou a construção iniciada por seu pai Onri. Escavações feitas nesse local mostram como eram fortes os muros que mais tarde iriam suportar três anos de cerco. Marfins lavrados de Samaria nos dão exemplos da mobília que foi enviada à sua “casa de marfim” em Jezreel. Foi durante o seu reinado, e possivelmente sob suas ordens, que a cidade de Jericó foi reconstruída por Hiel de Betei. Outras cidades também foram reconstruídas e fortificadas durante esse período. O reinado de Acabe foi uma época de constantes conflitos internacionais. A Bíblia Sagrada mostra Acabe lutando contra o reino Sírio de Damasco (1 Rs 20), lutando com eles contra os assírios na batalha de Qarqar (registros de Salmanezer III) e, finalmente, aliado a Judá contra Ben-Hadade da Síria, em Ramote-Gileade (1 Rs 22). Nessa batalha, para recuperar Ramote-Gileade dos sírios, Acabe foi atingido por uma flecha lançada ao acaso. O rei morreu e seu Teino declinou rapidamente depois de sua morte. Moabe e outras áreas que lhe eram sujeitas se rebelaram e passaram a ser independentes de Israel (2 Rs 1.1). K M. Y.

PFEIFFER .Charles F. Dicionário Bíblico Wycliffe. Editora CPAD. pag. 17.

ACESSEM

I – O CASAMENTO DE ACABE COM JEZABEL

1.Consequências de escolhas

Acabe induziu o povo a se aprofundar no pecado da idolatria de maneira bem mais intensa que os reis que o antecederam. Além disso, cometeu o crasso erro de se casar com uma princesa do reino de Sidom, chamada Jezabel. Essa mulher era devota de Baal e Aserá, dois deuses adorados pelas nações vizinhas de Israel (1 Rs 16.31; 18.19). Essa princesa dos sidônios incitou tanto a maldade em Acabe que ele chegou ao ponto de se vender para fazer o que era mau aos olhos do Senhor (1 Rs 21.25).

Comentário

A confiança de Acabe, ao invés de ser depositada em Deus, foi feita nas alianças pagãs e nos acordos diplomáticos do seu pai, Onri, o que foi o seu erro, fazendo-o ir atrás dos falsos deuses. Acabe foi um dos piores reis de Israel, pois induziu o povo a aprofundar-se ainda mais no pecado da idolatria, mais do que já haviam sido levados pelos reis anteriores. Apesar de o escritor bíblico retratá-lo de maneira idólatra no seu reinado — como, de fato, o era —, Israel teve relações políticas e comerciais favoráveis com alguns povos vizinhos, o que trouxe relativa prosperidade. Casando-se com Jezabel, favoreceu relações com os fenícios; além disso, construiu e fortificou muitas cidades, inclusive Jericó, cobrou tributos de Moabe e manteve uma política de amizade com Judá, casando a sua filha Atalia com Jeorão, filho de Josafá. Durante o seu reinado, ocorreu a seca de três anos, vaticinada por Elias em consequência da desobediência, que trouxe muita carência de alimentos em Israel. Acabe cometeu o erro, certamente o pior, de casar-se com uma princesa do reino vizinho da Fenícia (Tiro e Sidom) chamada Jezabel. O casamento com mulheres não israelitas era proibido pela Lei mosaica. Além disso, esse casamento ainda foi celebrado diante de Baal pelos sacerdotes desse deus. Essa união trouxe a ruína moral, espiritual e social do Reino do Norte, fazendo com que Samaria fosse transformada no centro religioso principal de adoração a Baal e Aserá. Jezabel era devota desses dois deuses, que eram adorados pelos povos vizinhos de Israel (1 Rs 16.31; 18.19), cuja adoração envolvia todo tipo de orgias e rituais hediondos. Jezabel instigou a maldade de Acabe a ponto de ele vender a sua alma para fazer tudo aquilo de que Deus não se agradava (1 Rs 21.25).

Pommerening. Claiton Ivan,. O Plano de Deus para Israel em meio a infidelidade da Nação. Editora CPAD.

Jezabel era filha de Etbaal, rei de Tiro.

Tornou-se a esposa de Acabe, rei de Israel, a nação do norte, em cerca de 918 A.C. Ela pertencia a um clã fenício, tendo sido apenas natural que ela tivesse trazido consigo as ideias e as práticas de seu povo. Ela foi uma tremenda força corruptora em Israel, além do fato de que Acabe já tinha sua própria pesada dose de problemas. Embora chamado de «rei dos sidôníos» (I Reis 16:31), Etbaal, o pai de Jezabel, na verdade era o monarca da Fenícia inteira. Etbaal consolidou a sua autoridade através de vários homicídios. Começou a reinar com trinta e seis anos e manteve-se no trono por trinta e dois anos, e então, morreu. Desse modo, o começo de sua dinastia, embora banhada no sangue, conseguiu firmar-se no poder. Seu bisneto foi o último membro dessa dinastia. Ele morreu noventa e quatro anos após Etbaal ter subido ao trono, o que significa que essa dinastia de quatro gerações durou por quase um século. Casamento com Acabe. A lei mosaica havia proibido o casamento entre israelitas e pagãos; mas essa regra foi frequentemente ignorada, mormente quando havia interesses políticos envolvidos. O casamento de Jezabel com Acabe a imortalizou de modo negativo, dentro do registro bíblico, fazendo dela um permanente exemplo que deve ser evitado. A união de Acabe e Jezabel tinha por finalidade ratificar uma aliança feita entre Israel e Tiro, pelo que Onri, pai de Acabe, procurou eliminar a hostilidade de Damasco contra Israel (cerca de 880 A.C.). O que é incrível, nessa aliança, foi a licença dada a Jezabel para dar prosseguimento ao culto ao seu deus nativo, Baal, em Samaria, cidade que veio a tornar-se a sua nova residência. Esse compromisso não pôs fim, de modo algum, às lutas entre Damasco e Samaria. Ver I Reis 16:31-33.

CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 3. Editora Hagnos. pag. 506.

Esta mulher notavelmente má descende de um clã fenício o qual verdadeiramente representou. Esta família acaba por constituir uma das mais antigas confluências da história bíblica com a história clássica escrita da Grécia — se puder se supor que estas eram as fontes de Josefo. Apesar de chamado “rei dos sidônios”, Etbaal (lRs 16.31), seu pai, era rei de toda a Fenícia. Mediante assassinato de seu predecessor ele estabeleceu seu remado com a idade de trinta e seis anos. Seu reinado durou trinta e dois anos. Sua dinastia incluiu um bisneto, Pigmalião, que por ocasião de sua morte, noventa e quatro anos após a ascensão de Etbaal, pôs um fim ao reinado da dinastia (Veja Acabe). Casamento (1Rs 16.31). Apesar de o casamento dos hebreus com os povos cananitas do Levante ser estritamente proibido pela lei mosaica, foi precisamente sua união conjugal ilegal com Acabe (q.v.) que livrou seu nome do esquecimento da maioria dos outros antigos, e lhe assegurou uma infâmia perpétua onde quer que as Santas Escrituras sejam conhecidas.

MERRILL C. TENNEY. Enciclopédia da Bíblia. Editora Cultura Cristã. Vol. 3. pag. 582.

2.A rainha perversa.

Dentre tantas perversidades, Jezabel destruiu os profetas do Senhor (1 Rs 18.4), ameaçou a vida de Elias (1 Rs 19.2), ordenou injustamente a morte de Nabote para satisfazer a ganância do marido (1 Rs 21.10), e ainda praticou a prostituição e a feitiçaria (2 Rs 9.22). O trágico fim de Jezabel foi profetizado por Elias. O homem de Deus disse que ela não seria sepulta da, mas que os cães a devorariam, pois sua maldade e abominação contrariaram a justiça divina (1 Rs 21.23-27). Deus é misericordioso, mas julga com rigor àqueles que insistem em permanecer na prática do mal.

Comentário

A rainha pagã Jezabel promoveu todos os tipos de luxúria, excessos de rituais, feitiçarias, paganismo, sincretismo, prostituição e homossexualismo em nome da religião, com a participação de Acabe, dos profetas e dos sacerdotes e sacerdotisas. Por isso, a Bíblia chama-a de prostituta (2 Rs 9.22; Ap 2.20). Ela era uma cortesã sagrada, cheia de toda astúcia maligna e artifícios perversos que lhe garantiram a perpetuação do poder, mas que não a impediram de escapar da justiça divina como veremos. A associação de Jezabel com ornamentos femininos é uma brincadeira de mau gosto. Provavelmente resulta de má compreensão do texto de 2 Rs 9.30, que relata a visita de Jeú e o fato de a rainha se pintar e se adornar para receber o profeta [e futuro rei de Israel]. No Antigo Testamento, era muito comum as mulheres se adornarem com artefatos de ouro, prata e cobre, além, é claro de usarem maquiagem. A imagem caricata que se faz dessa personagem é jocosa e não representa a realidade, mas apenas tenta exprimi-la.

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Sem sinal de telefonia, no povoado Ludovico, cerca de 120 famílias acessam serviços dos Correios nos municípios mais próximos. – Mariana Castro

Sem sinal de operadora de telefonia celular, sem asfalto e sem pressa, a comunidade do povoado Ludovico, onde vivem cerca de 120 famílias no interior do Maranhão, não tem agência dos Correios, mas escolhe um dos municípios mais próximos para receber correspondências, resolver pendências e até receber os livros escolares.

                                               
A professora Áurea Alves ministra as disciplinas de Filosofia e Língua Portuguesa na escola da comunidade, que atende cerca de 300 pessoas. É dos Correios que chegam os livros escolares e as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de Ludovico.Um dos municípios mais próximos com agência dos Correios é Lago do Junco, município com pouco mais de 10 mil habitantes, há 28km do povoado. É de lá que chega o recado para a escola quando o material é recebido, para que um caminhão vá fazer a coleta dos livros. Áurea conta que outro importante papel desempenhado pelos Correios é a possibilidade de resolver pendências relacionadas à garantia de acesso aos programas sociais, como a comprovação de vida daqueles que recebem benefícios previdenciários. “A nossa comunidade é isolada, fica na zona rural, mas a gente tem pelo menos um mínimo de acesso. Solicitações de prova de vida de aposentados, por exemplo, essas cartas chegam no Correio e identifica todas as comunidades. Às vezes uma pessoa daqui vai lá e pega o de todos da comunidade. Eu já fiz muito isso”, conta. Com renda baseada no extrativismo do coco babaçu e na agricultura familiar, a região tem movimentos, associações e cooperativas que constantemente utilizam os serviços dos Correios para receber materiais de estudo, enviar seus produtos e garantir o desenvolvimento de projetos com financiamento nacional e internacional.


No povoado Ludovico, interior do Maranhão, família de professora e dirigentes de cooperativas destacam papel dos Correios / Mariana Castro

A família da professora Áurea faz parte desse grupo. Filha de Maria Alaídes, coordenadora do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB) e do senhor Ildo Lopes, ex-presidente da Cooperativa dos Pequenos Produtores Agroextrativistas de Lago do Junco (COPPALJ), ela explica que é pelos Correios que são enviadas todas as documentações das associações e assim mantido o desenvolvimento dos projetos.  

 “Toda documentação é assinada pela coordenadora, independentemente de onde ela esteja. Ela vem impressa e essa documentação tem que chegar original lá”, explica”E não só para os escritórios que fazem parte da associação, mas também para quem financia nossos projetos, em Minas, na Alemanha, toda a documentação é enviada pelo Correio”.

Única empresa pública federal presente em todos os municípios brasileiros, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos do Brasil, conhecida popularmente como Correios, teve origem em 1663 e além da distribuição de correspondência, oferece mais de cem produtos e serviços de apoio ao governo. Entre os serviços essenciais à garantia de direitos oferecidos pelos Correios estão a inscrição e regularização do Cadastro de Pessoa Física (CPF), fundamental nos municípios da Amazônia e do Nordeste, a exemplo de Lago do Junco, com dificuldades de acesso à internet. Durante a pandemia, o acesso ao auxílio emergencial do governo federal só tem sido possível graças ao papel desempenhado pelos Correios, presente mesmo nas comunidades mais vulneráveis como Lago do Junco. Em 2020, o Ministério da Cidadania firmou parceria com a empresa estatal, e qualquer pessoa sem acesso à internet ou mesmo ao aplicativo da Caixa, tem o serviço efetuado gratuitamente pelos funcionários dos Correios, que também oferecem os serviços bancários de saque e transferências nas regiões que não dispõem de agência bancária. Antônio Ivanildo Pereira, diretor do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Maranhão (SINTECT-MA) e secretário para Assuntos do Interior reforça a importância do papel social desenvolvido pela empresa nos pequenos municípios do país. “O Correio não trabalha somente na questão financeira, mas principalmente para a questão social. As correspondências representam um valor simbólico, pois fazemos um trabalho de cunho social. Levamos medicamentos, levamos provas do Enem, carregamos livros das escolas de todos os cantos do Brasil e isso não tem preço”, argumenta.


Para além dos lucros, Correios desenvolvem campanhas de solidariedades nas regiões mais vulneráveis / Divulgação/Correios

Além dos serviços, há mais de 30 anos os Correios também desenvolvem campanhas de solidariedade, como o Papai Noel dos Correios, sem qualquer fim lucrativo.

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Mineradora Equinox Gold tenta proibir os atingidos de realizarem manifestações na estrada que liga Aurizona a Godofredo Viana (MA) 

“Nós não vamos recuar”, a fala é de Dalila Alves Calisto, integrante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), que está sendo processada pela mineradora canadense Equinox Gold. A mineradora explora ouro na comunidade de Aurizona, município de Godofredo Viana, localizado a cerca de 206 km de São Luís, capital do Maranhão. Além da integrante do MAB, outras lideranças locais foram incluídas na ação judicial movida pela empresa que impede a comunidade de realizar protestos pelo direito de ter acesso à água potável. As lideranças locais, Jonias Pinheiro, Daiane Lima, Maria Valdiene Teixeira e Maria Aldineia Teixeira também são alvo.

Dalila Alves Calisto explica que intimidar, criminalizar, desqualificar e perseguir lideranças locais é prática corriqueira e sistemática por parte da Equinox Gold.

“Quando a mineradora vai até a justiça solicitar que ela proíba os manifestantes de realizarem ações de luta na região, essa mineradora está violando o direito de toda uma população de mais de 4 mil pessoas que estão lutando por água potável, após o rompimento dessa barragem. Essas pessoas estão sem o direito básico do ser humano, um direito  fundamental que é o direito à água potável. São mais de três meses dessas pessoas tendo esse direito violado e agora ainda há o risco de perder o direito de se manifestar”, afirma. A integrante completa ainda que essa não é a primeira vez que a mineradora move ações judiciais em Aurizona, “é comum eles apresentarem um manejo jurídico para coagir e intimidar as lideranças e assim frear e até impedir a comunidade de exercer seus direitos”, resume. 
Apesar das intimidações, Dalila afirma que o movimento e as lideranças não irão recuar. 
“Apesar de todo esse processo de perseguição, de criminalização, nós não vamos recuar, o MAB, os atingidos por barragens e as lideranças de Aurizona não vão recuar e nem desistir da luta, pelo contrário, vamos continuar nos organizando, reivindicando, denunciando os impactos, as violações de direitos humanos causados por essa empresa mineradora na região da Amazônia maranhense, porque nós sabemos como atingidos, que essa é única forma de conseguir e de conquistar alguma vitória de muita organização do povo atingido”, disse.

Entenda o caso

Em 25 de março deste ano, a barragem Lagoa do Pirocaua, de responsabilidade da mineradora canadense Equinox Gold, transbordou na comunidade de Aurizona, município de Godofredo Viana. Em dia 28 de abril, militantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e outras pessoas da cidade, atingidas por conta do transbordo, realizaram um protesto pelo direito à água. Agora, a empresa moveu ações judicias contra essas pessoas.Desde o transbordo, o movimento afirma que diversos acordos foram assinados pela empresa, mas ela não os cumpriu até então, e a população continua sofrendo com a falta de água, sendo que quando não há falta total de água, a água chega com uma coloração preta e com forte odor.  O protesto a que a mineradora se refere teve duração de mais de 36 horas e contou com dezenas de pessoas atingidas de Aurizona. Além do acesso à água potável, de forma regular e de qualidade para as famílias, o movimento pediu ainda que fosse instaurada uma mesa de negociação entre atingidos, o MAB, a Defensoria Pública, a Mineradora Equinox Gold e governos municipal e estadual para discutir os problemas emergenciais e históricos da população de Aurizona causados pela atuação da mineradora na região. O transbordo, em março deste ano, gerou a interrupção no abastecimento de água em Aurizona, e entre os impactos sociais e ambientais está a contaminação do reservatório Juiz de Fora que abastecia a população do distrito em sua integralidade.O MAB diz ainda que, no documento, a mineradora chega a acusar os próprios manifestantes de estarem bloqueando a entrega de água para os moradores de Aurizona, numa tentativa de culpabilizá-los pela falta de água na comunidade.“É inaceitável que diante de graves crimes ambientais e denúncias de violações de direitos humanos, a empresa permaneça impune. A luta pelo direito à água no Brasil não pode ser tratada como um crime. Para o MAB está clara a tentativa da mineradora de criminalizar a luta popular e a organização dos atingidos na região”, diz a nota

O que diz a Equinox Gold?

Brasil de Fato entrou em contato com a empresa, mas até o fechamento desta reportagem não fomos respondidos.

Em março, o presidente Jair Bolsonaro zerou, por dois meses, as alíquotas do PIS/Cofins incidentes sobre o óleo diesel para compensar as altas de preços devido à elevação do preço internacional do petróleo. Com o fim da isenção, os preços do diesel voltaram a subir. Para piorar, quase fizemos a barbaridade de encarecer produtos, eliminar empregos, reduzir a competitividade da indústria brasileira e ainda diminuir a arrecadação de impostos. Para impedir que o País passe por uma nova crise fiscal, a Lei de Responsabilidade Fiscal define, corretamente, que qualquer medida que reduza receitas ou eleve gastos — como a adotada por Bolsonaro — deve especificar a fonte dos recursos que a bancarão. Aí, começam os erros. Para compensar a perda de R$ 1,4 bilhão em arrecadação com a isenção temporária do PIS/Cofins sobre o óleo diesel, o governo propôs acabar com o REIQ (Regime Especial da Indústria Química), criado em 2013 para reduzir a discrepância tributária entre o Brasil e seus principais concorrentes no setor: China e EUA. A MP enviada ao Congresso erroneamente supunha que o aumento da alíquota não impactaria a quantidade produzida no Brasil, contrariando qualquer teoria econômica e o bom senso. A partir desta premissa equivocada, ela sugeria que a arrecadação cresceria R$ 1,4 bilhão.

A compensação tributária proposta pelo governo colocaria em risco 85 mil vagas de emprego e reduziria a produção da indústria em R$ 11,5 bilhões

De acordo com estimativa da FGV, a compensação tributária proposta pelo governo colocaria em risco 85 mil vagas de emprego e reduziria a produção da indústria brasileira em R$ 11,5 bilhões e, consequentemente, diminuiria a arrecadação do governo federal, estados e municípios em R$ 1,7 bilhão. Isso mesmo, o governo arrecadaria menos com o aumento da carga tributária devido à redução da produção. A eliminação do REIQ causaria ainda aumento dos preços de venda dos produtos químicos para as muitas indústrias que os utilizam como insumos, o que elevaria os preços pagos por consumidores em milhares de produtos, em um momento em que a inflação já está alta. Por ora, a Câmara dos Deputados resolveu manter o REIQ até 1/1/2025. Ainda bem. A solução para um Brasil com produtos mais baratos, mais empregos e mais riqueza é muito simples: menos impostos para a economia como um todo. Isto só será possível com uma redução significativa dos gastos públicos. Fora isso, compensar redução de tributos em um setor com aumentos em outro manterá nosso cobertor sempre curto. Assim, os brasileiros serão eternamente penalizados com menos empregos e produtos mais caros devido à gastança dos governantes.

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TEXTO AUREO

“Muitos propósitos há no coração do homem, mas o conselho do SENHOR permanecerá.” (Pv 19.21)

VERDADE PRATICA

Ressaltar a importância de ouvir bons conselhos.

LEITURA DIARIA

Segunda – Pv 11.14 Ouvir sábios conselhos direciona o ser humano para decisões seguras

Terça – Is 42.8 Deus é o detentor de toda glória e não a divide com ninguém

Quarta – Gl 5.19-21 O Reino de Deus pertence àqueles que abandonam as obras da carne

Quinta – Pv 12.15 Aquele que sabe ouvir conselhos é sábio

Sexta – Cl 3.5 Toda a idolatria e concupiscência carnal deve ser abolida quando se está em Cristo

Sábado – Pv 15.22 Compreender a necessidade de ouvir conselhos conduz à sabedoria

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

1 Reis 12.1-10,13,14,26-29

1- E foi Roboão para Siquém, porque todo o Israel veio a Siquém, para o fazerem rei.

2- E sucedeu, pois, que, ouvindo-o Jeroboão, filho de Nebate, estando ainda no Egito (porque fugira de diante do rei Salomão e habitava Jeroboão no Egito),

3- enviaram e o mandaram chamar; e Jeroboão e toda a congregação de Israel vieram e falaram a Roboão, dizendo:

4- Teu pai agravou o nosso jugo; agora, pois, alivia tu a dura servidão de teu pai e o seu pesado jugo que nos impôs, e nós te serviremos.

5- E ele lhes disse: Ide-vos até ao terceiro dia e voltai a mim. E o povo se foi.

6- E teve o rei Roboão conselho com os anciãos que estavam na presença de Salomão, seu pai, quando este ainda vivia, dizendo: Como aconselhais vós que se responda a este povo?

7- E eles lhe falaram, dizendo: Se hoje fores servo deste povo, e o servires, e, respondendo-lhe, lhe falares boas palavras, todos os dias serão teus servos.

8- Porém ele deixou o conselho que os anciãos lhe tinham aconselhado e teve conselho com os jovens que haviam crescido com ele, que estavam diante dele.

9- E disse-lhes: Que aconselhais vós que respondamos a este povo, que me falou, dizendo: Alivia o jugo que teu pai nos impôs?

10- E os jovens que haviam crescido com ele lhe falaram, dizendo: Assim falarás a este povo que te falou, dizendo: Teu pai fez pesadíssimo o nosso jugo, mas tu o alivia de sobre nós; assim lhe falarás: Meu dedo mínimo é mais grosso do que os lombos de meu pai.

13- E o rei respondeu ao povo duramente, porque deixara o conselho que os anciãos lhe haviam aconselhado.

14- E lhe falou conforme o conselho dos jovens, dizendo: Meu pai agravou o vosso jugo, porém eu ainda aumentarei o vosso jugo; meu pai vos castigou com açoites, porém eu vos castigarei com escorpiões.

26- E disse Jeroboão no seu coração: Agora, tornará o reino à casa de Davi.

27- Se este povo subir para fazer sacrifícios na Casa do SENHOR, em Jerusalém, o coração deste povo se tornará a seu SENHOR, a Roboão, rei de Judá, e me matarão e tornarão a Roboão, rei de Judá.

28- Pelo que o rei tomou conselho, e fez dois bezerros de ouro, e lhes disse: Muito trabalho vos será o subir a Jerusalém; vês aqui teus deuses, ó Israel, que te fizeram subir da terra do Egito.

29- E pôs um em Betel e colocou o outro em Dã.

HINOS SUGERIDOS: 25,131, 400 da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL

Ressaltar a importância de ouvir bons conselhos.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com seus respectivos subtópicos.

  1. Elencar as principais causas da divisão do reino;
  2. Apresentar as falhas e más decisões de Roboão;

III. Pontuar o pecado de idolatria de Jeroboão.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

A fim de preparar os alunos para a aplicação desta aula, comece conversando sobre a importância de se pedir orientação a Deus na hora de tomarmos as mais importantes decisões da nossa vida. Fale também sobre o cuidado e o discernimento que devemos ter diante dos conselhos que recebemos. O que vale mais, uma advertência conciliadora ou um conselho que promova a dissenção e divisão? O orgulho de Roboão foi demonstrado ao rejeitar a conciliação aconselhada pelos anciãos, preferindo uma exigência arrogante de submissão do povo. Para incentivar ainda mais a participação de seus alunos, faça a seguinte pergunta: A experiência e a prudência dos mais velhos é fator preponderante para a consideração de seus conselhos e orientações?

PONTO CENTRAL: Aquele que é capaz de distinguir os bons dos maus conselhos toma sábias decisões

COMENTÁRIO INTRODUÇÃO

Após a morte de Salomão em 931 a.C., seu filho Roboão subiu ao trono (1 Rs 11.43). Ele foi o principal responsável pela divisão do reino em duas partes: o reino do Norte (Israel) e o reino do Sul (Judá). A fatídica história de insensatez desse rei nos mostrará as consequências de uma má decisão. Essa história nos ensina a dependermos cada vez mais de Deus em momentos que tomamos decisões importantes na vida.

Comentário

Após a entrada na Terra Prometida, Israel começou a desenvolver-se como nação. O seu modelo social era o teocrático, onde Deus era, por excelência, o mandante supremo. Contudo, no livro dos Juízes, vemos esse modelo social entrando em profunda decadência. As pessoas não obedeciam mais a Deus, e cada um fazia o que achava bem aos seus olhos fazer (Jz 21.25). Após vários séculos, com o enfraquecimento do modelo social teocrático, Israel pediu por um rei (1 Sm 8.4) e, a partir de então, migrou do modelo teocrático para o monárquico.

Todavia, a monarquia unida sobreviveu por pouco tempo. Foram três os reis que reinaram no período da monarquia unida: Saul, Davi e Salomão. Esse período durou até meados de 926/931 a.C. Saul inaugurou a monarquia, sendo o primeiro rei; Davi, pelo seu amor a Deus, foi escolhido como um padrão de um bom rei, bem como para inaugurar a dinastia real, cujo ápice deu-se em Cristo, e cujo reinado é eterno, e Salomão marcou o seu reino com riquezas, poder e muita prosperidade para Israel. Entretanto, toda a majestade, pompa e riqueza do reinado de Salomão, que tanto orgulho e soberania nacional haviam trazido para os israelitas, estavam prestes a desmoronar com a morte dele. A sua ruína havia sido anunciada por Deus (1 Rs 11.9-13), que disse a ele que, pelo fato de não ter guardado o pacto estabelecido, rasgaria o seu reino e entregá-lo-ia a um servo de Salomão, apesar de Deus ter-lhe aparecido duas vezes e apesar das orações sinceras e bonitas que fizera outrora. O profeta Aías também predisse a ruína do reinado de Salomão ao rasgar a sua capa de profeta e dar dez pedaços a Jeroboão e vaticinar que Deus rasgaria o reino da mão de Salomão, justamente pelo fato de este se ter curvado aos deuses falsos e ter-se desviado dos caminhos do Senhor (1 Rs 11.29-39).

Seria simplista dizer que a culpa da divisão do reino é exclusiva de Salomão ou da insensatez de Roboão, o seu filho. Os sinais de insatisfação do povo mostraram-se presentes no reinado de Salomão, cujas causas serão analisadas neste texto, mas já remontavam à época de Davi, como veremos adiante. Após a morte de Salomão em 931 a.C., o seu filho Roboão subiu ao trono, o qual foi igualmente responsável pela divisão do reino em duas partes, o Reino do Norte (Israel) e o Reino do Sul (Judá). A fatídica história de insensatez desse rei irá mostrar-nos as consequências de uma má decisão. Essa história auxilia-nos a dependermos cada vez mais de Deus em momentos em que tomamos decisões importantes na vida.

O Reino do Norte ficou com a maior parte das tribos — dez no total — e teve 19 monarcas que reinaram por quase 200 anos até 722 a.C., momento do primeiro grande cativeiro protagonizado pelos assírios e que exterminou a nação do Norte (2 Rs 17.22,23). O Reino do Sul ficou com apenas duas tribos, Judá e Benjamim, e teve 20 monarcas que reinaram por pouco mais de 200 anos até 586 a.C., data do segundo cativeiro, quando foram dizimados pela Babilônia. Na ocasião, os babilônicos destruíram o Templo, queimaram as casas e os muros da cidade e levaram o povo, que permaneceu em cativeiro por 70 anos (Jr 25.11).

Pommerening. Claiton Ivan,. O Plano de Deus para Israel em meio a infidelidade da Nação. Editora CPAD.

Roboão (Reoboão) tomou o lugar de Salomão como rei, e o capítulo 12 descreve o seu reinado. Foi nos dias de Roboão que ocorreu a divisão entre o norte (Israel) e o sul (Judá) do reino unido de Salomão. Isso, como sabemos, aconteceu devido à idolatria de Salomão (I Reis 11.11,12). Mas Roboão, por causa de sua arrogância e falta de diplomacia, também contribuiu para a divisão, conforme lemos, com detalhes, no capítulo seguinte.

CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 1407.

Nós temos aqui a conclusão da história de Salomão, e nela:

  1. E feita uma referência a uma outra história então existente, mas (não sendo divinamente inspirada) perdida: o livro da história de Salomão (v. 41). Provavelmente, esse livro foi escrito por um cronista ou historiador, a quem Salomão empregou para escrever seus anais, de onde o autor sagrado extraiu o que Deus achou adequado para transmitir à sua igreja.
  2. Um sumário dos anos de seu reinado (v. 42): e o tempo que reinou Salomão em Jerusalém (não como seu pai, parte em Hebrom e parte em Jerusalém), sobre todo

o Israel (não como seu filho, e seu pai no começo do seu tempo, apenas sobre Judá), foram quarenta anos. Seu reinado foi tão longo quanto o de seu pai, mas não a sua vida. O pecado encurtou seus dias.

  1. A sua morte e sepultamento, e seu sucessor (v. 43).

(1) Ele seguiu seus pais à sepultura, dormiu junto deles e foi sepultado no túmulo de Davi, sem dúvida com honra.

(2) Seu filho o sucedeu no trono. Assim, as sepulturas vão se enchendo com os que morrem, e as casas vão se enchendo com aqueles que estão crescendo. Assim como clama a sepultura: “dá, dá”, assim também a terra nunca se perde por falta de herdeiro.

HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Josué a Ester. Editora CPAD. pag. 491.

I – AS PRINCIPAIS CAUSAS DA CISÃO

  1. AS PRINCIPAIS CAUSAS DA CISÃO

Devido às alianças externas feitas por Salomão, ele não precisou se dedicar às guerras. Seu reinado foi marcado, em parte, pela paz; seu trabalho era proteger, ampliar o Estado e conservá-lo uno. Seus investimentos eram direcionados para construções e projetos arquitetônicos grandiosos, tais como templos, palácios, e tantos outros que marcaram seu governo (1 Rs 5.3-5). Contudo, para que todas essas idealizações se tornassem realidade, a população pagava impostos muito pesados (1 Rs 12.4). Além disso, com o objetivo de colocar em prática os projetos do rei, havia a obrigação do uso da mão de obra de trabalhadores de quase todas as tribos.

Comentário

A carga tributária imposta por Salomão foi pesada tanto para dar conta das despesas normais do reino quanto para sustentar o harém de mil mulheres juntamente com os seus vassalos. Setecentas eram princesas, e cada uma delas requeria funcionárias ao seu dispor, com locais de moradia, alimentação, roupas caras e sustento tanto para as princesas quanto para os funcionários. Além disso, Salomão empreendeu duas grandes obras, o Templo e o seu próprio palácio, bem como palácios para algumas das suas esposas. Tudo isso era uma máquina governamental e palaciana pesada e cara para sustentar, que exigia meticulosos controles, funcionários e gastos para funcionar corretamente. Devido às alianças externas feitas por Salomão, ele não precisou dedicar-se às guerras. O seu reinado foi marcado, em parte, pela paz, e o seu trabalho era proteger e ampliar o estado e conservá-lo unido.

Os seus investimentos eram direcionados para construções, projetos arquitetônicos grandiosos, como, por exemplo, a construção do Templo e de palácios, dentre outros eventos que marcaram o seu governo. Contudo, para que todas essas construções tornassem-se realidade, a população pagava um alto preço com impostos muito pesados determinados para a nação, como também a exigência da mão de obra de trabalhadores de quase todas as tribos para tornarem reais os projetos do rei. Apesar de Salomão ter escrito em Provérbios que “o príncipe falto de inteligência também multiplica as opressões, mas o que aborrece a avareza prolongará os seus dias” (Pv 28.16), isso mostra que nem sempre, mesmo o discurso sábio, condiz com a prática de vida.

Salomão, assim como Davi, teve alguns inimigos no seu reino, e a ação desses inimigos sempre causam transtornos e prejuízos a qualquer reinado, ainda que um sólido como o de Salomão. Um dos inimigos de Salomão foi Hadade de Edom, cujo reino havia sido massacrado por Davi (2 Sm 8.13,14). Sendo Hadade adolescente, fugiu para o Egito, mas voltou para a sua terra quando soube que Davi morrera e, então, tornou-se inimigo de Salomão, numa atitude de vingança ao que fizera Davi aos edomitas (1 Rs 11.14). Outro inimigo de Salomão, como consequência das conquistas bélicas de Davi, foi Rezom de Damasco (1 Rs 11.23-25); e, por fim, o inimigo mais perigoso foi Jeroboão (1 Rs 11.26-28, 40), que se tornaria rei das tribos do Norte de Israel. Levantes já se mostravam até mesmo no reinado de Davi, que se manifestaram também com Salomão e consolidaram-se com Roboão sob o lema: “Que parte temos nós com Davi?” (2 Sm 20.1; 1 Rs 12.16). A insatisfação das dez tribos com Judá e Benjamim tinham outras e várias causas. Uma delas era a supremacia de Judá e a inveja de Efraim (Gn 48). Outras foram as controvérsias quanto às pelejas (Jz 8.1-3; 12.1-6). Quando da coroação de Davi, ela deu-se apenas na tribo de Judá inicialmente. Na rebelião de Seba, iniciou-se outra divergência entre as tribos do Norte e de Judá e a decisão de levar o rei Davi para Jerusalém (2 Sm 19.41-20.22). A principal causa da divisão do reino de Israel eclodiu no reinado de Salomão, que, além da pesada carga de tributos imposta ao povo, permitiu corromper o seu coração com as alianças políticas e todas as articulações e tribulações delas decorrentes, despertando um imenso desejo de poder e ostentação, mesmo com as lindas orações que Salomão fez no início do reinado e na consagração do Templo. As lealdades dos súditos seriam comprometidas e, especialmente, o rei comprometeu o seu perfeito e sincero relacionamento com Deus suscitando ausência de paz interior.

O Plano de Deus para Israel em meio a infidelidade da Naç

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contabilidade em micro e pequenas empresas também está diretamente ligada a gestão financeira. Em conjunto, essas duas interfaces de um negócio contribuem para o dimensionamento de todas as receitas e despesas, o que, por sua vez, permite aferir o potencial de lucro. Você chegou até aqui e já percebeu que o serviço do contador é importante para o seu negócio. E, acima de tudo, você vai dormir tranquilo, na certeza de que o seu contador lhe ofereceu as informações necessárias para agir dentro da lei e não esquecer nada importante. Além de cumprir com as obrigações e ter tudo organizado, você terá também muitas tarefas simplificadas, como a emissão de notas e automatização do pagamento das suas guias de impostos. Certo, você já está convencido, precisa de um contador. Ou melhor, de uma empresa de contabilidade que lhe ofereça uma variedade de especialistas a sua disposição operando processos de forma segura e ágil. Este serviço terá que ser um grande aliado, realmente interessado no seu sucesso. Ufa, mas isso pode custar muito!

Programas sociais como o PAA e o 1 Milhão de Cisternas, do Governo Federal, sofreram cortes de aproximadamente 50% e 94%, respectivamente
Programas sociais como o PAA e o 1 Milhão de Cisternas, do Governo Federal, sofreram cortes de aproximadamente 50% e 94%, respectivamente – Divulgação MDS/Cáritas/Crateús (CE)

A região Nordeste apresentou uma ampliação nas condições de seca. Os estados do Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte e Bahia tem seca moderada; e  Alagoas vive quadro de seca grave, segundo dados do Monitor de Secas do Brasil. O período seco no inverno, que costuma ser chuvoso e garante reserva de água para todo o ano, tem preocupado os moradores do semiárido, que já não contam mais com o mesmo empenho do Governo Federal nas políticas públicas de incentivo e proteção social.

“Eu avalio que a estiagem deve ser tratada politicamente, com políticas adequadas. Quando isto não acontece, a gente tem que chorar a estiagem, fica lamentando que ela venha. Mas quando acontece o tratamento adequado, ela vem e nós sabemos como trabalhar com ela”, analisa Naidison Baptista, coordenador executivo da Articulação Semiárido (ASA) pelo estado da Bahia.

De 2020 para 2021 houve um corte de aproximadamente 50% no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) do Governo Federal, além de um corte de cerca de 94% no “Programa 1 Milhão de Cisternas”. Esses dados estão na Lei Orçamentária Anual 2021. Isso impacta diretamente a vida da população do semiárido, uma vez que milhares de famílias dependem dessas políticas públicas. “[Essas políticas] mudaram a geografia, mudaram a vida das pessoas, mudaram o cenário brasileiro. É ridículo, absurdo e criminoso o Estado parar de reconhecer essa tecnologia social. Porque não se trata só de guardar água, se trata de salvar vidas.”, afirma Tone Cristiano, coordenador da Associação dos Agricultores e Agricultoras Agroecológicos de Bom Jardim (Agroflor), no município do Agreste pernambucano. 

A redução dos investimentos públicos é a principal dificuldade.

“Quando iniciou esse projeto, era uma questão das associações, dos grupos de agricultores formais e informais se organizarem para acessar esse recurso, essa era a dificuldade. Hoje. a dificuldade é em ter o recurso”, afirmou.  As políticas que contribuíam para a saúde e a subsistência das famílias, garantiam também a sua permanência no território, uma vez que a fome e a pobreza são os principais motivos do êxodo rural. “Sem essas políticas e com propriedades pequenas (a média dessas propriedades da agricultura familiar está entre 10 e 12 hectares) então, o que resta ao agricultor? Passar fome. Ou então sair do seu espaço, sair do seu lugar.”, analisa Naidison.

A equipe do Brasil de Fato entrou em contato com a Secretaria Especial de Desenvolvimento Social, que integra o Ministério da Cidadania, mas não obteve resposta até o fechamento da matéria.

Fonte: BdF Pernambuco

Farias Calçados

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