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O suplente da CPI da Pandemia Luis Carlos Heinze afirmou à CNN que a comissão precisa investigar recursos aplicados por estados e municípios

Jorge Fernando Rodrigues e Lucas Rocha, da CNN, em São Paulo
23 de maio de 2021 às 18:32
Em entrevista à CNN, o senador e suplente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia Luis Carlos Heinze (PP-RS) afirmou que pretende insistir na inclusão de governadores e prefeitos nos depoimentos da CPI.

“Insistimos em cima da questão específica de governadores e perfeitos. A cúpula da CPI resiste que governadores sejam convidados, só temos o governador do Amazonas. Nós insistimos que temos que investigar o volume de recursos que foi aplicado entre prefeitos e governadores”, disse. Segundo o senador, a convocação será baseada em relatórios que ainda estão em desenvolvimento pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal. “Em cima dessa relação, vamos trabalhar. São fatos que estão sendo investigados em diversos estados brasileiros”, disse.Está previsto para a próxima terça-feira (25) o depoimento da secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Mayra Pinheiro, que ficou conhecida como “capitã cloroquina” por defender o uso do medicamento, já comprovado ineficaz para o tratamento da Covid-19.”Seguramente ela deve esclarecer muitas dúvidas que a sociedade brasileira tem em cima de um tratamento que está dando certo e, por isso, ela está sendo questionada pelas suas posições favoráveis a esse tratamento precoce, além da vacinação”, afirmou Heinze.O depoimento do diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, também deverá acontecer nesta semana. Na quarta-feira (26), a comissão vota requerimentos que irão nortear os próximos passos da investigação. A pauta ainda não foi divulgada, porém a CPI já acumula mais de 300 requerimentos pendentes de apreciação.

Vacinação no país

Para o senador, a vacinação no Brasil enfrenta problemas semelhantes aos de outros países, incluindo os membros da União Europeia. Segundo ele, na última sexta-feira, foi realizada uma reunião com 12 laboratórios produtores da vacina no Brasil, com o objetivo de impulsionar a produção nacional. “Como posso atender a população brasileira? Com tratamento real que possa ter efeito e também com a vacinação, as que já estão compradas, agilizar compra dessas vacinas, e também que o Brasil seja produtor de vacinas”, concluiu.