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REFLEXÕES DO PASSADO E PRESENTE: PERSPECTIVA DE MELHORA PARA O FUTURO


 

Ribinha: "É muito gratificante ver o quanto as pessoas são felizes quando têm a oportunidade de participar, brincar, cantar e interagir” - Créditos: Foto: Arquivo/Boi de Maracanã
Ribinha: “É muito gratificante ver o quanto as pessoas são felizes quando têm a oportunidade de participar, brincar, cantar e interagir” / Foto: Arquivo/Boi de Maracanã

A cultura popular tem ultrapassado limites territoriais, de classes e grupos sociais, de cor e etnias, levando as manifestações culturais tradicionais para grupos e lugares diferentes daqueles de sua origem. Entre 6 a 9 de setembro, Minas Gerais recebeu o cantador de bumba meu boi maranhense, Ribinha de Maracanã, direto de São Luís para a capital mineira. Importante liderança de um dos grupos mais reconhecidos de bumba meu boi do Maranhão e do Brasil, Ribinha esteve em Belo Horizonte e região em curta temporada, realizando uma série de atividades, como oficinas, shows e vivências, difundindo a cultura maranhense e realizando intercâmbios com a cultura popular mineira. A iniciativa foi organizada por um coletivo de brincantes da cultura popular e artistas mineiros, integrantes dos grupos Boi Luzeiro, Coletivo Couro Encantado e Tambor de Crioula Turma de São Benedito.

Herdeiro direto de Humberto de Maracanã, mestre da cultura brasileira reconhecido pelo Ministério da Cultura e aclamado pelos brincantes de bumba meu boi como um dos maiores ícones da cultura popular maranhense, Ribinha está à frente do Boi de Maracanã, uma comunidade rural centenária com mais de mil integrantes. Além de intérprete, é também um dos líderes administrativos do grupo e compositor de diversas toadas, que se transformaram em verdadeiros hinos dos festejos juninos maranhenses. O Brasil de Fato conversou com Ribinha para saber mais sobre o bumba meu boi e sua estadia em Minas Gerais.

Brasil de Fato – O que é um bumba meu boi e o que ele representa para o estado do Maranhão?

Ribinha de Maracanã – O bumba meu boi é um grupo folclórico de origem afro-brasileira. No Maranhão, existem cinco sotaques de boi, ou seja, cinco ritmos diferenciados. Entre eles estão: o sotaque da ilha ou de matraca, como o grupo que eu participo, o Boi de Maracanã; o bumba meu boi de orquestra, que são grupos com instrumentos de cordas, sopros e também zabumbas; o bumba meu boi no sotaque de zabumba; os grupos do sotaque da baixada ou de Pindaré e o sotaque de costa de mão, que está no interior do estado.

O bumba meu boi no Maranhão é a maior manifestação cultural, a maior referência cultural do estado, que hoje já se expandiu para várias partes do país, mas não com o mesmo tradicionalismo, com o mesmo foco e com as mesmas canções. A cultura principal do Maranhão hoje é o bumba meu boi, que já tem um reconhecimento também como patrimônio cultural do Brasil, pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e pelo Ministério da Cultura.

Você veio para Minas Gerais para uma série de atividades, o que achou da sua experiência aqui?

Essa é a terceira vez que venho a Belo Horizonte. A primeira vez, vim com o Boi de Maracanã no projeto Vozes de Mestre. Brincamos em Belo Horizonte e depois em Ouro Branco. A segunda vez, vim com o grupo de música contemporânea Ponto BR. Agora vim a convite de um grupo cultural daqui que é o Boi Luzeiro. Conheci mais um pouco da cidade e me diverti bastante. A receptividade, não só do grupo que me trouxe, mas dos mineiros, foi muito boa. Agora, tenho ainda melhores referências para levar para minha cidade. Foi muito bom a vivência de bumba meu boi do Maranhão com a cultura local de Minas Gerais, como o candombe que conheci. Participamos de show com o Boi Luzeiro, além de oficinas e foi uma forma muito boa de compartilhar as músicas e as culturas diferenciadas. Quero agradecer, pois, na época junina, muitos mineiros vão para o Maranhão para prestigiar nossa cultura e, em especial, no Boi de Maracanã recebemos muitos turistas de Minas no dia 23 de junho, que é o batizado do boi, um ritual que fazemos para dar partida à nova temporada. Enfim, para mim foi um momento muito especial!

Você conviveu com brincantes e músicos que reproduzem aqui as manifestações culturais tradicionais de outros lugares, como tambor de crioula, bumba meu boi, coco e maracatu. qual sua opinião dessas manifestações extrapolarem o limite do lugar da tradição e estarem em todo Brasil? Qual é sua leitura desse fenômeno, que não acontece só em Minas, mas em todo país?

Achei muito especial a forma como o mineiro acolhe as culturas nordestinas, como o bumba meu boi, em especial, o meu grupo Boi de Maracanã. Também o tambor de crioula, que é uma das principais manifestações da cultura afro-brasileira do Maranhão, reconhecido como patrimônio cultural do Brasil, além do maracatu, que vem de Recife. Tive a oportunidade de conhecer amigos que confeccionam e tocam instrumentos, cantam o tambor de crioula e o bumba meu boi. Isso só enriquece e fortalece mais a questão do reconhecimento e do acolhimento do povo de Minas Gerais e do Sudeste em relação à cultura do Nordeste. Para nós, é muito gratificante ver o quanto as pessoas são felizes quando têm a oportunidade de conhecer a cultura nordestina, de participar, brincar, cantar e interagir. Eu pude me sentir, por alguns momentos, como se estivesse no Maranhão, junto do meu povo, porque vi o povo de Minas Gerais brincar o bumba meu boi e o tambor de crioula como se brinca lá. Isso é algo muito especial que levo dentro do meu coração e vou repassar para meus conterrâneos e o povo do meu grupo, o quanto a nossa cultura é bem recebida e acolhida aqui, o quanto as pessoas amam a cultura do Nordeste. Isso faz com que as pessoas entendam a riqueza do que é a cultura popular, o folclore e a cultura nordestina. Muitas vezes existe um preconceito, mas ele é quebrado quando as pessoas passam a ver, a cantar e a dançar. Eu quero deixar aqui um recado ao povo de Minas: que participem desses eventos feitos por mineiros que trazem a cultura do Nordeste, que vivenciem, brinquem, dancem, que isso só traz alegria.

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