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Gilson Machado Neto, presidente da Embratur (Foto: José Cruz / Agência Brasil)

                                                                                    GILSON MACHADO NETO, PRESIDENTE DA EMBRATUR (FOTO: JOSÉ CRUZ / AGÊNCIA BRASIL)

Presidente da Embratur, Gilson Machado Neto, atribui a Macron a maior culpa pela ‘pulverização da imagem do Brasil’ a partir de foto falsa

A forte repercussão internacional negativa dos incêndios na Amazônia causou um prejuízo imediato ainda incalculável para o turismo brasileiro, admite Gilson Machado Neto, à frente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur). Ele reconhece que a imagem do Brasil no exterior foi “pulverizada”, mas indica que vai aproveitar o interesse do mundo pela região para atrair turistas estrangeiros à floresta.“Houve um marketing negativo? Sim. Houve cancelamentos de passagens? Sim. O prejuízo foi muito grande e afetou a imagem do Brasil, que foi pulverizada lá fora de forma superlativa e desnecessariamente”, avalia Machado Neto, em entrevista à RFI, durante a maior feira de turismo da América Latina, a FIT, que aconteceu nesta semana em Buenos Aires.“Tivemos uma queda em torno de 15% dos voos para a Amazônia, de acordo com a companhia American Airlines (a única que voa dos Estados Unidos a Manaus)”, revela Machado Neto, calculando um impacto ainda maior entre os países europeus. “Da Europa, eu não tenho os números ainda, mas o impacto foi maior. Tivemos impacto, principalmente da França. Mas o número exato eu ainda não sei”, indica.

Culpa de Macron

A menção à França não é em vão. Gilson Machado Neto atribui ao presidente Emmanuel Macron a maior culpa pela “pulverização da imagem do Brasil” a partir de uma foto falsa. “Macron publicou uma foto tirada na Índia em 1989 de um fotógrafo que morreu em 2003. Com isso, disparou a reprodução de uma fake news que foi seguida por outras celebridades”, acusa o responsável pela Embratur.

Em agosto, o presidente francês usou uma imagem do fotógrafo da National Geographic, Loren McIntyre, falecido há 16 anos, como sendo uma imagem atual do fogo consumindo a floresta Amazônica. A foto foi reproduzida por famosos como Leonardo DiCaprio.

“Toda a divulgação negativa começou com Macron”, aponta Machado Neto, que, desde então, reverbera ao mundo que “a Amazônia não está pegando fogo”. “Ele deve ter feito isso para desviar a atenção interna. Como ele está mal politicamente, precisa encontrar um novo foco”, justifica.O presidente da Embratur refutou os dados segundo os quais as queimadas em 2019 estão mais graves, citando “documentos da Nasa” segundo os quais “tivemos 60% a menos de incêndios na Amazônia”. Machado Neto mostra a tela do seu celular com imagens de 2019 em comparação com as de 2018, que jura serem da agência espacial norte-americana.“O que pegou fogo foi o Cerrado, uma região pré-amazônica. Não é a Amazônia em si. O capim nativo do Cerrado pega fogo naturalmente na época de seca”, argumenta, antes de diferenciar a Amazônia Legal, que inclui o Cerrado, da Amazônia propriamente dita.

Do limão, uma limonada

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Essa será a tônica do governo brasileiro para o mundo. Em setembro, em discurso na cerimônia de abertura da Adventure Travel World Summit (ATWS), em Gotemburgo (Suécia), lá estava Gilson Machado Neto repetindo o mantra de que “a Amazônia está intacta”. “Nessa que é a maior feira de ecoturismo no mundo, falei para 800 dos maiores ‘players‘ de ecoturismo do mundo. Eles pensavam que o Brasil tinha pegado fogo, que São Paulo estava sem receber voos de tanta fumaça. E é isso o que vou fazer a partir de agora: ir às feiras e convidar as pessoas a conhecerem a Amazônia”, conta. O presidente da Embratur quer aproveitar o repentino interesse do mundo pela floresta para atrair turistas e convencer formadores de opinião. A estratégia foi conversada na própria FIT, em Buenos Aires, com a diretora da Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur), Rosilene Medeiros.

“Levaremos os jornalistas à região para mostrar a verdade: a Amazônia está preservada como nunca antes”, reforça. “Eu acredito que, em seis meses, reverteremos essa imagem negativa porque muita gente agora está querendo saber sobre a Amazônia. Então, vou fazer desse limão uma limonada”, ilustra. Nos nove primeiros meses do ano, o número de incêndios na Amazônia ficou 42,1% acima dos primeiros nove meses do ano passado, mas abaixo dos primeiros nove meses de 2017, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O mês alarmante foi agosto passado, o pior da década, quando 30.901 focos de incêndio foram registrados, número três vezes superior ao mesmo mês de 2018 ao combinar seca, altas temperaturas e desmatamentos. Apesar da queda de 19,6% no número de incêndios na Amazônia em setembro, outros ecossistemas brasileiros tiveram mais focos de incêndio, como o Cerrado e a Mata Atlântica, cujo aumento foi praticamente o dobro. Mesmo com menos incêndios na Amazônia em setembro, o desmatamento aumentou. A região perdeu 1.173,1 km quadrados de floresta, uma área 58,6 % superior aos 739,4 Km quadrados perdidos em setembro do ano passado.

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