Dr. Antônio Segundo Neto

CLIQUE AQUI PARA AMPLIAR!

Dr. Antônio Segundo Neto Urologista. CRM 4891 MEDICAL CENTER Rua: Fenelon Bonvavides S/N – Andar Sala 306 Bairro: Brasília – Patos- PB. (83) 34213865 -98724.654-9993865 Tim Email agcsegundoneto@ig.com.br

Ateliê Geilson
Natura
Natália Calçados

CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR

  • 28
  • 22
  • 24
  • 20
  • 11
  • 09
  • 11
  • 01
  • 29
  • 03
  • 04
  • 05
  • 07
  • 02

Supermercado
Infor Master
Para visualizar este conteúdo corretamente, é necessário ter oFlash Player instalado. 
Contabilize

Contatos

(87) 988420973 - (87)38591228

Portal Correio-PB

 
CLIQUE E ACESSE!
 

 Para visualizar este conteúdo corretamente, é necessário ter oFlash Player instalado. 

REFLEXÕES DO PASSADO E PRESENTE: PERSPECTIVA DE MELHORA PARA O FUTURO


 

 

A grande maioria dos países latino-americanos costuma seguir os caminhos traçados pelas instituições internacionais, mas deveriam começar a se questionar a respeito das suas consequências, em virtude da insatisfação social geradas por essas políticas econômicas e pelo livre comércio

Por Eduardo Camín

Um documento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), divulgado em março pela Assembleia da Província de Mendoza (Argentina), indica que a América Latina deve crescer abaixo da média do resto do mundo. Em sua análise macroeconômica, o BID projeta que o Produto Interno Bruto (PIB) da região terá um crescimento de 2,6% em média, entre 2018 e 2020. Estes índices estão alinhados com o histórico regional entre 1960 e 2017, porém abaixo das taxas previstas para a Ásia (6.5%) e a Europa (3.7%), por exemplo.

A grande maioria dos países latino-americanos costuma seguir os caminhos traçados pelas instituições internacionais, mas deveriam começar a se questionar a respeito das suas consequências, em virtude da insatisfação social geradas por essas políticas econômicas e pelo livre comércio. A primeira dúvida pertinente é a seguinte: em que a medida, a liberalização do comércio e dos investimentos estrangeiros diretos promove o emprego, a produtividade no mundo e o desenvolvimento nos nossos países, e que tipo de políticas, internacional e nacional, pode reforçar esses efeitos?

A Organização Mundial do Trabalho (OIT) reconheceu recentemente que a experiência dos últimos 20 anos provocou em todo o mundo uma inquietude geral pelo impacto dos fluxos mais livres do comércio e do capital sobre o emprego e os salários. Nos países industrializados, já há quem alerte sobre o fato de o livre comércio estar destruindo postos de trabalho não qualificados e aumentando a desigualdade salarial.

Ademais, a liberalização do comércio destrói especialmente os empregos de maior qualidade, e cria outros de menor qualidade, inclusive nos países que melhor se adaptaram à nova situação.

Comparando as duas informações, percebe-se que o informe do BID – esta comparação de dados sob os estimulantes conceitos de desenvolvimento, produtividade, crescimento e emprego – esconde habilmente em seu seio neoliberal o impulso do que verdadeiramente se pretende fazer: outorgar às companhias multinacionais um acesso incontrolado aos mercados, às matérias-primas e à mão de obra.

Se trata de acentuar o saque aos recursos naturais do continente, destruir a incipiente cadeia industrial e produtiva dos países latino-americanos, privatizar o petróleo, a água e a biodiversidade; manter o controle do investimento científico da região, etc. Em síntese, estas velhas receitas, longe de impulsar o desenvolvimento dos países latino-americanos, representam um assalto à sua economia.

Uma visão mais atenta sobre os acontecimentos da América Latina pode identificar rapidamente que existe, no atual projeto de globalização, uma batalha feroz pela redistribuição do mundo no terreno econômico, produtivo e financeiro. Por outra parte, sabe-se também que quem detém o controle da produção, da circulação e dos preços do petróleo tem em suas mãos o maior poder dentro do sistema central do capitalismo.

Por isso, os Estados Unidos estão no centro de todas as redes de dominação do petróleo, e envolvidos a sangue e fogo na luta pela dominação e controle sobre os países produtores do combustível desde a alvorada do século passado. O Oriente Médio, o Irã e diversos países da Ásia muçulmana concentram a maior parte das reservas petrolíferas e de gás. Essa é a causa que, durante muitos anos, manteve essa região na mira das grandes potências, os países que lutam por espaço no sistema de dominação planetária.

Por isso, devemos estar muito atentos a este impulso recolonizador na América Latina e no Caribe, que é um objetivo estratégico para os Estados Unidos. Para isso, além da crescente e intensa militarização regional, os norte-americanos contam também com os exacerbados mecanismos de dominação econômica, o onipresente poder do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, agentes do interesse imperial que avançam sobre a multidão de países subjugados por suas dívidas externas.

Por trás de qualquer desses projetos de dominação está o afã de se apropriar e controlar ao máximo os potenciais energéticos do continente. Não devemos esquecer que a América Latina e o Caribe contêm 11% das reservas mundiais de petróleo e produzem cerca de 15% do petróleo cru que extraídos no planeta.

Ademais, a América Latina conta com cerca do 6% das reservas internacionais de gás natural, grandes reservas de carvão mineral – suficientes para uns 288 anos de exploração – e abundantes recursos hidro energéticos, os quais, calcula-se, seriam mais de 20% do potencial mundial.

É verdade que as reservas petroleiras parecem pouco se comparadas com as do Oriente Médio, que contém dois terços das reservas mundiais, mas que, embora seja uma zona de maior interesse para todos os países industrializados, é historicamente conflitiva, enquanto a área da América Latina e do Caribe continua sendo vista como o quintal dos Estados Unidos, e sua riqueza energética está muito mais próxima geograficamente, além de supostamente mais segura.

Por tudo isso, o interesse pela energia latino-americana não pode ser menosprezado, porque as minguadas reservas petroleiras dos Estados Unidos não aguentarão mais uma dúzia de anos, e porque é evidente a intenção imperial de controlar o mundo através da total monopolização das fontes energéticas.

A América Latina e o Caribe contam com 12 % da área terrestre total e 6 % da população mundial, possui cerca de 27 % da água doce do planeta. Não obstante, quase um terço dos habitantes da região carece de acesso à água potável e uma proporção similar não conta com serviços de saneamento básico.

Se os povos latino-americanos e caribenhos não puderem conter a avalanche de dominação imperialista que desaba sobre a região com violência nunca antes vista, sofrerão a humilhação de ver como são vendidos pelo mundo inteiro nossas riquezas hídricas a preços fabulosos, sob os rótulos das corporações estadunidenses e multinacionais, enquanto as pessoas morrem de sede em nossos países, sem ter como comprar aquilo que sempre foi seu, um dom da terra e da vida.

Se o processo privatizador, que usou o pretexto do crescimento, desenvolvimento e emprego até o extremo para concentrar a renda ao máximo nas mãos de algumas poucas companhias multinacionais, detentoras do controle da exploração e distribuição da energia latino-americana e caribenha, a vulnerabilidade energética se tornará por si mesma o outro instrumento decisivo para que o império da globalização assegure a recolonização de toda a região.

Devemos ler a letra miúda dos rodapés dos informes sobre o crescimento econômico. Os números conhecidos talvez nos levem a melhorar diversos indicadores de progresso material, mas não a um que se assemelha a um progresso real da qualidade de vida e do bem-estar das nações.

Recordemos um informe do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), no qual também se falava do tema, e que destacava o fato de que a partir de 1980 gerou-se “uma crítica ao modelo de desenvolvimento predominante nesse momento, que vinculava, de forma direta, o crescimento econômico com o bem-estar de grupos e de pessoas”.

Logo, o organismo insistiu na ideia de que “o crescimento econômico por si só não produziria bem-estar individual, nem integração social”. Pelo contrário, parece que, apesar da alta produção de riqueza, estaríamos sofrendo o que muitos chamam de “paradoxo do crescimento infeliz”. Ou talvez estamos sendo enganados, e já há bastante tempo. Nos orgulhamos das maravilhosas taxas de crescimento, mas nos esquecemos de olhar a deterioração real da nossa qualidade de vida.

cartamaior

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Faça Sua Pesquisa no Google Aqui!
 
bove=""

 

Visitas
contador de visitas
Redes Sociais
Click e acesse
CLIQUE AQUI e fale com os ministros, fiquem de OLHO bem aberto alguma informação entre em contato com os ministros.

CLIQUE AQUI e veja receita e despesa do seu municípios.

Aqui você encontra informações sobre a aplicação do dinheiro público nos municípios e no estado de Pernambuco.

Zé Freitas no Facebook

Zé Freitas no Twitter
Parceiros