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Os quase 50 anos do Fórum Econômico Mundial foram completados este ano com uma questão ainda sem resposta: como lidar com as consequências da 3ª Revolução Industrial (a digitalização), entre elas o impacto ambiental. A conferência, que acontece todo ano em Davos, na Suíça, reúne empresários, líderes políticos, personalidades influentes, jornalistas e ativistas para discutir as questões mais urgentes enfrentadas mundialmente. Em 2020 o lema é Grupos de interesse para um mundo coeso e sustentável.

FEM, como também é conhecido o Fórum, é uma instituição imparcial e sem fins lucrativos, com a missão de ajudar a melhorar o mundo. A proposta nasceu em 1971, com o economista alemão, Klaus Schwab, que propôs usar conceitos de gestão corporativa para tratar de interesses mais amplos que envolvam também as comunidades. Ao longo dos anos o evento foi ganhando relevância mundial, mas muitos criticam que ainda há mais discussão do que ação.

Em Davos, a pauta de 2020 inclui discussões sobre a 4ª Revolução Industrial, já em andamento, que reflete a fusão de tecnologias e que vai (mais uma vez) mudar a maneira em que vivemos. É preciso, mais do que nunca, que os valores sejam sustentáveis. Empresários reconhecem que tragédias ambientais vistas nos quatro cantos do mundo, como os incêndios na Austrália e aquecimento dos oceanos, trazem maior risco aos negócios em geral, mas ao viajarem de jatinhos particulares para o encontro contribuem ainda mais para emissão de gás carbônico, transformando Davos em uma reunião dos principais poluidores da Terra. Paradoxalmente a uma das metas da conferência em andamento é influenciar significativamente para um efetivo comprometimento das empresas para reduzir a zero as emissões de carbono até 2050. Para equilibrar a questão dos jatos particulares, o Fórum Econômico Mundial tem menu vegano (um dia da semana) e plástico está terminantemente proibido.

A participação da jovem ativista Greta Thunberg, que participou da discussão nessa terça (21), foi direto ao ponto: “Países ricos têm de zerar suas emissões [de gases-estufa] e ajudar os pobres a fazerem-no. Até agora, absolutamente nada foi feito para parar as mudanças climáticas,” ela disse.  

claudia

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