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O período prolongado da quarentena em casa teve um aspecto positivo e inesperado para as famílias brasileiras: o público infanto-juvenil está lendo mais

Crédito: Rachel da Rocha / Gabriel Reis

MAIS LIVROS A carioca Luiza e o paulista Benício: crianças que não tinham o hábito de ler desenvolveram o gosto pela leitura (Crédito: Rachel da Rocha / Gabriel Reis)

Há pelo menos um aspecto positivo nesses tempos de quarentena pelo qual as famílias estão passando: o período prolongado em casa levou as crianças a ler mais. No início da pandemia, passaram mais tempo em frente às telas, celular, videogame e computador. De um tempo para cá, porém, houve um aumento nas vendas de livros infantis em todo o País. Na casa de Benício, de seis anos, a leitura passou a fazer parte do cotidiano. “À noite, antes de dormir, ele nos pede para contar uma história”, conta o designer Murilo Blasich, pai do menino. Essa família paulistana não tinha o hábito da leitura, mas percebeu a importância de incentivar a prática e dar bom exemplo ao filho. Nos últimos meses Benício já leu dois exemplares: o bem-humorado “O livro do corpo para lá de repugnante”, de Emma Dodson e Sarah Horne, e “Amoras”, do rapper Emicida. Para Dayana da Silva Bueno, da Fundação Abrinq, a leitura faz as crianças conhecerem melhor as palavras e desenvolve a capacidade de interpretação. “A leitura é um meio de entretenimento, mas também de conhecimento e prazer”, diz.

Crescimento

No último levantamento realizado pela Nielsen Bookscan, em parceria com o Sindicato Nacional dos Editores de Livros, o mercado dos livros infantojuvenis cresceu cerca de 20% em julho e agosto, na comparação com abril e maio. O fato também foi percebido pela escritora Janine Rodrigues, proprietária da EdTech Piraporiando, que fornece material literário a escolas do Brasil e do exterior. “Tivemos um aumento de 40% nas vendas durante a quarentena”, disse. Ela defende que a leitura na infância é essencial. “Além de fortalecer o vínculo familiar, a criança aprende a questionar as coisas”, diz. Para a família da fotógrafa carioca Rachel Cruz dos Santos, o livro foi um remédio, uma vez que sua filha Luiza, de seis anos, desenvolveu ansiedade durante a quarentena. Rachel conta que o pediatra chegou a prescrever medicamentos para a menina em julho. “Percebemos que ela ficava agitada ao passar muito tempo na frente das telas”, conta. Em vez de remédios, a mãe comprou livros. “Ela está lendo as ‘Reinações de Narizinho’, de Monteiro Lobato, e adora a Emília”, conta. A leitura reduziu os sintomas de ansiedade de Luiza. Em um País onde a média por habitante é de dois exemplares por ano e 30% da população nunca comprou um livro, a notícia de que as crianças brasileiras estão lendo mais é uma boa surpresa em meio a um ano complicado para todo o mundo.

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