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Mariana Goldfarb é a Capa da Semana na QUEM (Foto: Tavinho Costa)

Mariana Goldfarb é a Capa da Semana na QUEM

(Foto: Tavinho Costa)

Mariana Goldfarb aprendeu ao entrar para o mundo da moda, na adolescência, o poder das palavras e a importância de se ter uma autoestima bem trabalhada. Criada livre e em meio à natureza no Rio de Janeiro por Valéria, uma dona de papelaria e livraria, e Julius, um assessor financeiro, ela sofreu um choque ao entrar para um universo de competição e ouvir críticas ao seu físico. “Foi sofrido demais! Primeiro que a gente é ensinado a competir desde cedo. É uma competição ferrenha entre as modelos. As pessoas também nos tratavam muito mal. Você é só um cabide e tem que servir. Diziam que eu não estava magra o suficiente, que não era tão alta, que eu tinha ombro de nadadora, porque sou larga. Isso já foi um problema para mim”, relembra ela. No entanto, os efeitos colaterais da baixa autoestima começaram mesmo a serem sentidos quando ela entrou para a TV para apresentar o programa Ilhas Paradisíacas, sobre viagens e esportes radicais no Canal Off. Passar tanto tempo distante da família e sentir a necessidade de provar que tinha o talento para estar ali desencadearam o seu primeiro distúrbio alimentar. “Na primeira temporada do Off, passei um aperto porque aconteceram algumas situações que não foram muito legais. Não me senti bem recebida. Foi a primeira vez que eu viajei e fiquei longe da minha família, eu não estava preparada, não era boa em nenhum esporte, era estabanada… Eu tinha vontade, coragem e amava a natureza e achava que isso era suficiente. Comecei a lidar com muita ansiedade. Engordei doze quilos em dois meses devido à ansiedade. Doze quilos na TV, naquele meio de competição, é bem difícil. Quando voltei para casa, não me reconhecia, apesar de não entender na época o que estava acontecendo. Por isso, não dei a devida importância”, conta.

Assumir o relacionamento com um dos maiores galãs da TV brasileira, Cauã Reymond, em 2016, aumentou ainda mais a sua exposição e ela começou a ser alvo de comentários maldosos de internautas. A apresentadora passou então a lidar com a dismorfia e anorexia. “Quando comecei a namorar com ele, as pessoas vinham e comentavam: ‘O que essa garota tem demais?’. Isso era o comentário mais leve. Ouvia críticas em relação ao corpo… Dizer para você que eu não me incomodava seria uma mentira. Se não tivesse me incomodado, eu não tinha desenvolvido uma doença”, diz ela, que se casou com o ator em abril deste ano.

Mariana Goldfarb é fotografada por Tavinho Costa na Ilha de Páscoa (Foto: Tavinho Costa)

                                       Mariana Goldfarb é fotografada por Tavinho Costa na Ilha de Páscoa 

Mariana, que tem 1,71 metro de altura, chegou a pesar 50 quilos e ter menos de 5% de gordura em seu corpo após começar a fazer jejuns que às vezes duravam um dia inteiro. “Eu estava um esqueleto e só ouvia que estava maravilhosa. Fazia jejum direto, chegava a ficar 20 horas sem comer. Até para comer legumes, eu avaliava: ‘Não vou comer essa cenoura porque é carboidrato’. Cheguei a ter 4% e meio de gordura corporal, amenorreia, não menstruava… Mas eu não via o quanto dismórfico eu estava. Era assustador. Treinava muito em jejum. Passava mal, cheguei a cair depois de exercícios”, revela ela, que se deu conta de que não estava bem quando forçou vômito para não ganhar peso.“Logo depois que vomitei, me olhei no espelho e pensei: ‘O que eu estou fazendo? Vou ficar vomitando agora?’. Foi aí que me dei literalmente uns tapas na cara para acordar. Eu estava ficando doente e aquilo não tinha nada a ver com a minha alegria, com a forma com que eu queria levar a vida… Parei sozinha. Só depois que entrei para a terapia. Mas até hoje tenho que me policiar. É um processo que demora bastante. Acho que a terapia me ajuda a não voltar para a anorexia.”

“Fazia jejum direto, chegava a ficar 20 horas sem comer (…) A terapia me ajuda a não voltar para a anorexia”

A virada na vida pessoal também se estendeu para a profissional. Saudável com os seus 58 quilos aos 29 anos de idade, Mariana investe em um canal no YouTube para debater pautas importantes relacionadas a estilo de vida. Ela percebeu o espaço e a necessidade de falar sobre o assunto ao dividir seus distúrbios em sua rede social.

“Quando comecei a dividir os meus distúrbios com o público, tive um retorno muito bom. Acho que 80% das pessoas que me seguem são mulheres. Não quero impor nada para elas ou fazer com que elas pensem do jeito que eu penso. Quero só que elas reflitam sobre suas escolhas e se conheçam melhor. A mudança de dentro para fora é o que deixa a gente mais bonita, mais feliz. Quero usar o meu canal para falar principalmente sobre autoestima. Porque é na autoestima que a gente encontra esses gatilhos para os distúrbios alimentares. É o poder que você se dá, o modo como se olha”, explica ela, que em paralelo estuda Nutrição.  “Eu vou ser um canal. Quero chamar pessoas para trazerem informações pautáveis e a gente vai discutir o tema. Não será uma coisa pronta, como faça isso, faça aquilo. Vamos mostrar o caminho que algumas pessoas tiveram para chegar aquela situação. Eu quero ser um canal para as pessoas se descobrirem”, afirma.

Mariana Goldfarb é a Capa da Semana (Foto: Tavinho Costa)

Mariana Goldfarb é a Capa da Semana

Mantendo a essência de sua infância na sua rotina da fase adulta, Mariana não costuma fazer grandes planos para o futuro. Ela mantém o pé o chão e ainda valoriza mais do que grifes, luxo e posses, a possibilidade de viajar, fazer cursos e ler muitos livros. “Não fico ansiosa pensando no que vai acontecer daqui a dez anos. Espero estar feliz, mas não almejo ter uma quantia X de dinheiro, ter três casas, uma em Paris, Nova York e outra em Miami, vinte milhões de peças de roupa da moda… Não é esse o meu barato. A minha vida é bem mais simples do que as pessoas imaginam. Estou aqui sendo maquiada com um monte de looks para escolher. Mas a minha essência não é essa. Compro minhas roupas na feirinha saindo do metrô. São bem baratinhas. Gasto meu dinheiro com viagens, livros e cursos, coisas que vão alimentar a minha alma”, garante Mariana, que fez as fotos deste ensaio na Ilha de Páscoa. 

Como foi a sua infância no Rio de Janeiro?
Minha infância foi livre demais. Tive o privilégio de nascer e de crescer em frente à praia. Onde a gente morava, tinha muita criança. Eu ficava o dia inteiro brincando. A gente brincava de bicicleta, corria muito, ia para o mar, para cachoeira… Tudo que era ligado à natureza, eu gostava. Era quase que uma vida no interior. Sempre fui um bicho solto. Eu deixava os vizinhos loucos porque adorava soltar passarinhos das gaiolas. Pegava a minha bicicleta e andava pelo condomínio soltando os passarinhos. Tanto é que toda vez que eu pegava a bicicleta, os vizinhos começavam a se avisar e iam recolhendo as gaiolas para dentro de casa. Me incomodava vê-los presos. 

Você é a primeira artista da família. Os seus pais lidaram bem com a sua transição para esse meio artístico e da fama?
Não tem ninguém da família neste meio artístico. Minha mãe tem uma papelaria/livraria com meu avô e tia e meu pai é assessor financeiro. Minha irmã, que é linda de morrer, faz Relações Internacionais. Mas eu também nem imaginava que ia seguir por esse caminho. Tudo foi acontecendo na minha vida de uma maneira não esperava. Nunca me preparei para o Off, para a Oficina de Atores da Globo ou outras oportunidades que vieram, mas sempre fui aberta a elas. Acho que por isso que elas chegaram até mim. Mas foi difícil para eles lidarem com isso e para mim também. Eu acho que transito bem, mas não sou desse meio. Entro e saio com muita facilidade porque a minha essência e as coisas que eu prezo na vida, não são pautadas no glamour, no luxo, no que eu tenho ou no meu externo. Eu busco outro tipo de conexão. Se eu vou avaliar, para os meus pais, essa transição foi mais natural do que para mim. Eles sempre acharam que eu ia fazer parte disso. Tanto é que eles guardam todos os meus trabalhos que saíram impresso em uma pastinha em casa. Eles têm o maior orgulho.

A modelo e apresentadora Mariana Goldfarb em ensaio exclusivo para QUEM (Foto: Tavinho Costa)

A modelo e apresentadora Mariana Goldfarb em ensaio exclusivo para QUEM 

Como foi o começo como modelo?
Foi sofrido demais! Acho que até hoje é. Primeiro que a gente é ensinado a competir desde cedo. É uma competição ferrenha entre as modelos. As pessoas também nos tratavam muito mal. Você é só um cabide e tem que servir. Acho que não precisa tratar de forma grosseira alguém, ainda mais uma menina. Eu tinha uns 16, 17 anos quando comecei. É uma confusão na cabeça. Tinha as questões da escola, da paixão pelo primeiro menino… Ouvi falarem para outra modelo que ela tinha joelho de porco. Para mim, diziam que eu não estava magra o suficiente, que não era tão alta, que eu tinha ombro de nadadora, porque sou larga. Isso já foi um problema para mim. Mas hoje entendo que graças a isso, se você me jogar no mar, eu me viro. Comecei a ver o lado bom do meu corpo. 

“Diziam que eu não estava magra o suficiente, que não era tão alta, que eu tinha ombro de nadadora. Isso já foi um problema para mim”

Mariana Goldfarb em ensaio na Ilha de Páscoa (Foto: Tavinho Costa)A modelo e apresentadora Mariana Goldfarb em ensaio exclusivo para QUEM (Foto: Tavinho Costa)Mariana Goldfarb em ensaio na Ilha de Páscoa (Foto: Tavinho Costa)Mariana Goldfarb é a Capa da Semana (Foto: Tavinho Costa)

Isso deve ter tido um impacto grande na sua autoestima…
Muito! Até mesmo porque eu nunca quis ser modelo. Apenas aceitei trabalhar como modelo porque queria ganhar dinheiro. Desde cedo, meus pais ensinaram que era para a gente se virar sozinha. Fui atrás das minhas coisas. Nunca quis ser dependente de alguém. Se eu não estivesse trabalhando como modelo, estaria em uma loja. Cheguei até a mandar meus currículos. Mas minha mãe sempre insistiu para que eu tentasse a carreira de modelo e me levava nas agências.

Você já dividiu que teve anorexia. Os distúrbios alimentares começaram nesta época de modelo?
Eu tive anorexia depois. Nessa época de modelo, eu era muito inocente ainda. Começou depois que fui para a TV. Na primeira temporada do Off, passei um aperto porque aconteceram algumas situações que não foram muito legais. Não me senti bem recebida. Foi a primeira vez que eu viajei e fiquei longe da minha família, eu não estava preparada, não era boa em nenhum esporte, era estabanada… Eu tinha vontade, coragem e amava a natureza e achava que isso era suficiente. Enquanto isso, minha companheira de programa estava super habituada a fazer os esportes. Comecei a lidar com muita ansiedade. Engordei doze quilos em dois meses devido à ansiedade. Comia pasta de amendoim, que era o que tinha no barco, e sempre quando a gente parava no aeroporto, me entupia de chocolate. Doze quilos na TV, naquele meio de competição, é bem difícil. Quando voltei para casa, não me reconhecia, apesar de não entender na época o que estava acontecendo. Por isso, não dei a devida importância. Daí, anos depois, tive o contrário, a anorexia. Fazia jejum direto, chegava a ficar 20 horas sem comer. Até para comer legumes eu avaliava: ‘Não vou comer porque essa cenoura porque é carboidrato’. Cheguei a ter 4% e meio de gordura corporal, amenorreia, não menstruava… Mas eu não via o quanto dismórfico eu estava. Era assustador.

Quando você dividiu que tinha esses problemas com a autoestima foi uma surpresa…

É que o pessoal cobra muito. É difícil. É um meio que quando você entra, com sua inocência, se depara com um universo muito cruel e assustador. Meus pais liam os comentários na internet e sofriam muito. Hoje eles nem fazem mais isso. Eles sofriam com comentários de pessoas que nem me conheciam, que estavam ali atrás de suas telas de celular. Não sei explicar até hoje qual a razão de alguém fazer isso, se é porque ele se acha no direito de criticar a imagem da outra pessoa, se ele não está feliz com a vida dele… Mas os comentários eram muitos cruéis.

Esses comentários aumentaram depois que você assumiu um namoro com um galã da TV?

Acho que começou aí. O pessoal que me acompanhava pelo Off era muito tranquilo. Um público ligado à natureza. Mas quando comecei a namorar com ele, as pessoas vinham e comentavam: ‘O que essa garota tem demais?’. Isso era o comentário mais leve. Ouvia críticas em relação ao corpo… Dizer para você que eu não me incomodava seria uma mentira. Eu falava para todo mundo que eu estava tranquila e que não me incomodava, mas me incomodava sim. Se não tivesse me incomodado, eu não tinha desenvolvido uma doença.

E você disse que quanto mais magra você ficava, mas elogios recebia.
Nunca fui tão elogiada na minha vida. Eu estava um esqueleto e só ouvia que estava maravilhosa. Eu cheguei a pesar 50 quilos, sendo que o meu ideal é 60 quilos. Eu fui tão egoísta em relação a isso que eu não percebi o tanto que influenciei as pessoas de uma maneira tão negativa para elas ficarem com aquele corpo, que não estava saudável. Eu não estava feliz. Tinha uma pessoa com fome ali dentro. Mas na época não conseguia entender a mensagem que estava enviando para as pessoas. Eu queria ficar bonita, assim como qualquer outra pessoa. Mas hoje entendo que não é a qualquer preço e que cada um tem uma estrutura diferente. Quando você impõe padrões estéticos, você faz muita gente sofrer. Imagina, você vê uma pessoa magra desse jeito, com um trabalho legal, viajando para vários países e casada com um galã. Você pensa: ‘Também vou ficar assim’. É complicado isso.

Quando você se deu conta que aquele corpo não era o saudável para você?

Quando comecei a vomitar. Eu ficava muito tempo de jejum, mas quando eu quebrava esse jejum, ficava com muita fome e comia chocolate e outras coisas que não eram boas nutricionalmente, mas bem saborosas. Teve um dia que comi uma barra de chocolate e fui para o banheiro vomitar. Logo depois que vomitei, me olhei no espelho e pensei: ‘O que eu estou fazendo? Vou ficar vomitando agora?’. Foi aí que me dei literalmente uns tapas na cara para acordar. Eu estava ficando doente e aquilo não tinha nada a ver com a minha alegria, com a forma com que eu queria levar a vida… Parei sozinha. Só depois que entrei para a terapia. Mas até hoje tenho que me policiar. É um processo que demora bastante. Acho que a terapia me ajuda a não voltar para a anorexia.   

Você chegou a postar uma foto sua exibindo estrias. Imagino que tenha sido libertador…
É libertador, mas ao mesmo tempo não deveria ser. A gente é assim. Esse é o normal. A pele de neném não existe. O normal é a celulite, a estria… Por que não deixar isso cada vez mais normal para as mulheres entenderem que a maioria das coisas que elas veem nas redes sociais é mentira? Se as pessoas que têm o mínimo de visibilidade começarem a tratar essas questões tabus de maneira normal, vai ter menos gente achando que tem problema e querendo mudar para ficar igual a pessoa, que também não é assim. A pessoa posta uma mentira e outra tenta seguir aquele modelo que não vai chegar nunca lá.

Hoje você se sente mais bonita do que antes? Como é a sua autoestima?

Com certeza! Ninguém que está anoréxica se sente bem. Sempre estava faltando alguma coisa. Eu não me sentia bem. Hoje me sinto bem melhor, mas sei que é uma busca constante. Não estou 100% com a minha autoestima. Tem dias que são terríveis, que me sinto mal, para baixo. Mas hoje lido de uma forma diferente com isso e não me deixo influenciar por esses momentos.

Em paralelo, você tem estudado Nutrição. Com os estudos, sua relação com a alimentação mudou?
Muito! Eu mudei muitos hábitos depois que comecei a estudar Nutrição. Estou sempre buscando e me atualizando sobre teorias e estudos novos. Comecei a sentir mais o gosto das comidas. Ao invés de comer o abacate com mel, passei a comer só o abacate, café e chá sem açúcar, peixe sem shoyu… Comecei a entender mais para que certos alimentos servem e como podemos usá-los para nosso benefício, para não ficar doente. Me alimento pensando em como vou fazer o meu corpo funcionar da melhor maneira possível sem ter que ficar me entupindo de remédio, que eu sou contra. O objetivo é aproveitar o máximo que a natureza pode me dar em termos de alimentação.

Você come bobagem ou só coisas saudáveis? 

Acho que comer besteira de vez em quando também é ser saudável. Tem que ter equilíbrio. Ainda mais nós mulheres, que já lidamos com a questão hormonal, TPM, menstruação, ovulação… Nossos hormônios mudam toda hora. Comer um chocolate de vez em quando não faz mal nenhum. Eu amo chocolate. O branco então… 

Sua rotina fitness mudou?

Está bem diferente. Estou um pouco mais tranquila. Antes, eu treinava muito em jejum. Passava mal, cheguei a cair depois de exercícios. Não era saudável. Fazia uma dieta totalmente cetogênica, sem nenhum carboidrato e gordura. Hoje em dia me alimento bem. Faço ioga, tai chi, meditação, musculação trilha, caminhada…  

Você também levanta a bandeira de usar a sobrancelha ao natural, de mostrar suas sardas…

Eu nunca gostei de fazer a sobrancelha e não estou nem aí para isso. Quando alguém fala da minha sobrancelha, nem me afeta. Só não consigo entender o motivo da minha sobrancelha incomodar tanto o outro. Por que incomodo tanto por ser do jeito que eu sou? Daí que fico mais rebelde e não faço mesmo porque não quero ceder. Acho que é uma libertação também para as mulheres, que ainda sofrem a pressão para estar com tudo perfeito, unha feita, pele perfeita, sobrancelha sem um pelo fora do lugar. Acho que se for para elas mesmas, ok. Mas quando é para se adequar em um padrão ou para atender a expectativa de alguém, isso é um problema.

Esse discurso feminista foi algo que sempre esteve com você?

Não. Eu melhorei muito. Via as mulheres como competidoras. Hoje não as vejo mais assim. Antes, eu tinha que estar mais bonita do que todo mundo. A gente foi ensinada a ser assim desde cedo pela sociedade, que jogava uma mulher contra a outra. Acho que até hoje é meio assim, mas tenho visto melhoras. Tem uma mudança aí, mas ainda está longe do ideal.

As pessoas se surpreendem até hoje quando você e a Grazi Massafera trocam elogios…

Se elas soubessem o quanto eu converso com a Grazi elas iam ficar com a cara no chão. Não tem motivo para ser o contrário. Adoro ela. A admiro como profissional, como mãe da Sofia, como mulher. Por que nossa relação seria diferente? As pessoas inventam as coisas.

Como você e o Cauã Reymond se conheceram e começaram o relacionamento?
A gente já se conhecia há muito tempo. Fizemos natação juntos há uns 13 anos. Eu era uma garota e ele já era um pouco mais velho. A gente só se falava pelas raias. A gente se reencontrou e na época nada aconteceu. Eu estava em um relacionamento. Depois disso, a gente a se interessou um pelo outro. O que mais me encanta no Cauã não é a beleza dele. Só conhecendo ele mais de perto, pude me encantar e me apaixonar de verdade. O físico é legal, mas a gente acha gente bonita o tempo todo. Tem que ter algo a mais para a gente se entregar. A beleza não sustenta uma relacionamento. O que eu mais admiro nele não está por fora. Eu o admiro como ele é como pai, como profissional, a sua busca por ser uma pessoa cada vez melhor.

“O que mais me encanta no Cauã não é a beleza dele. A beleza não sustenta um relacionamento”

Ser mãe está nos planos?
Pretendo ser mãe e modéstia a parte, acho que serei uma boa mãe.

Você já fez Oficina de Atores, tem vontade de um dia investir mais na carreira de atriz?
Eu amo cinema, teatro e televisão. A oficina foi uma experiência única na minha vida, que amei. Foram quatro meses de estudos intensivos e era algo que eu tinha facilidade em fazer. Acho que os meus próximos planos já envolvem esses aprendizados que eu tive. 

Se você pudesse falar alguma coisa para aquela Mariana que sofreu com os distúrbios, o que falaria?
Para ela ser mais paciente, ter mais carinho com ela mesma, se gostar um pouco mais e entender que perfeição não existe. Falaria para ela se entender do jeito que é e ver que ela tem seus defeitos e qualidades e que tudo isso faz parte de quem ela é. Diria para ela nunca tomar como verdade o que as pessoas dizem sobre ela, que só ela se conhece e sabe quem ela é e a força que ela tem.

A modelo e apresentadora Mariana Goldfarb em ensaio exclusivo para QUEM (Foto: Tavinho Costa)

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