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O Brasil foi dormir ontem com uma bomba. O deputado federal do PSL, Daniel Silveira, foi preso por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Não é a primeira vez que um ministro do Supremo ordena a prisão de um deputado. O que de alguma forma pode ser entendido como uma sobreposição de um poder ao outro. Mas, é a primeira vez que isso acontece por conta de ataques de um parlamentar à instituição e aos seus ministros. Silveira incitou a violência contra ministros do Supremo e, ao mesmo tempo, os desafiou a prendê-lo. Mas não só a ele. Também disse o mesmo em relação ao general Villas Bôas, que fez chacota com a indignação do ministro Edson Facchin pelo tuite que postou há 3 anos, pouco antes de a corte julgar um habeas corpus para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para quem não se lembra das mensagens de Villas Boas, seguem. Elas são importantes para entender o que pode estar acontecendo hoje. “Nessa situação que vive o Brasil, resta perguntar às instituições e ao povo quem realmente está pensando no bem do País e das gerações futuras e quem está preocupado apenas com interesses pessoais?”, dizia a primeira postagem, feita no dia 3 de abril de 2018. “Asseguro à nação que o Exército Brasileiro julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à democracia, bem como se mantém atento às suas missões institucionais”, completava.

No voto que concedeu a favor do habeas corpus de Lula o ministro Celso de Mello deixou claro que havia entendido o recado e foi duro com Villas Boas.

Outros ministros fizeram-se de desentendidos, entre eles Facchin.

Mas isso de alguma maneira são águas passadas. O que é um dado do presente é que Villas Boas fez piada com a indignação de Facchin na tarde de ontem.

O ministro do Supremo disse que era “intolerável” a tentativa por parte dos militares de tentar pressionar a Corte em 2018. Ao comentar uma publicação no Twitter sobre o comentário de Fachin, Villas Bôas escreveu: “Três anos depois.”

Na esteira deste comentário de Villas Boas, Gilmar Mendes foi às redes e tuitou:

“A harmonia institucional e o respeito à separação dos Poderes são valores fundamentais da nossa república. Ao deboche daqueles que deveriam dar o exemplo responda-se com firmeza e senso histórico. Ditadura nunca mais!”

Por que Gilmar Mendes teria falado de ditadura neste contexto? Por que um ministro tão experiente teria ido tão longe no seu comentário? Por que jogar mais lenha na fogueira de um debate que teria relação com um acontecimento de 3 anos antes?

A decisão de Alexandre Moraes, de ordenar a prisão de Daniel Silveira, se deu neste contexto. Entre outras coisas, no vídeo em que ataca o Supremo, ele pergunta porquê os ministros não prendem o general Villas Bôas, porquê não prender o general Heleno. Este foi o principal desafio de Silveira no vídeo.

Quem assistiu aos vídeos do momento de sua prisão deve ter percebido que ele parecia estar cumprindo um roteiro pré-estabelecido. Com alguém pra lhe filmar, enfrentou a policial federal que lhe ordenava colocar máscara e ameaçou lhe agredir.

O deputado parecia não falar apenas por si. E não fazer um jogo de um homem só. Os próximos capítulos deixarão as coisas mais claras. Mas é preciso ficar atento. Por que Gilmar escreveu no twitter “Ditadura nunca mais?”

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