Dr. Antônio Segundo Neto

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REFLEXÕES DO PASSADO E PRESENTE: PERSPECTIVA DE MELHORA PARA O FUTURO


 

É revoltante ter consciência desse jogo de forças desiguais e sentir-se impotente

Sabe quando você acha que tudo está errado? Quando você está cansada de ser a chata? A do contra? A briguenta? Já tive até crise de identidade. Será que meu nome deveria ser Pollyanna, a que vive no mundo das ideias? Já cheguei a achar de forma bem pretenciosa que eu era muito especial e não pertencia a este mundo de capitalistas selvagens e, mais recentemente, cheio de “Bolsonaro-likes”. Passei algum tempo pensando dessa maneira e fiz minha bolha privada, meu isolamento, minha ilha de pensamentos. Lá eu era feliz. Livre! Embora inquieta, pois privatizações nem mesmo de pensamentos me representam. Até que assisti a série “Stranger Things” e acho que resolvi parcialmente essa crise que antes era ontológica, muito mais grave, e agora passou a ser meramente geográfica.

Assim, construí uma outra hipótese: estou, somente, na dimensão errada. O problema não é mais quem eu sou. O problema não é mais genético. Não nasci defeituosa com uma lente vermelha nos olhos, ao invés do cristalino límpido e transluzente autonômico dominante. Minha perspectiva de análise sobre fenômenos banais como: a falta de oportunidade condicionante, a meritocracia como eufemismo para desigualdade, a misoginia reverenciada, os racismos invertidos, os preconceitos dissimulados, políticas sociais e econômicas retrógradas, não poderia ser equivocada, irreal.

Fui apresentada à dimensão alternativa. Só não queria ter a aparência monstruosa dos seres desse submundo, desse outro universo paralelo, como na série. Mas acho que, de fato, eu tenho. Principalmente porque essa forma dos seres deste mundo, isso talvez explique os olhares frequentes aterrorizados, assustados, mesmo sem eu falar nada. Buscando argumentos filosóficos para corroborar minha hipótese (escolhi a filosofia somente pela minha pequena, quase nula, intelecção da Física), comecei a estudar o mundo invertido do qual fazemos parte e sobre o qual desconhecia.

Descobri, portanto, algumas características interessantes desse mundo invertido. Primeiro, nele um fenômeno não é somente a construção físico-química da matéria. Existe um jogo de forças intrínseco, constitutivo, em qualquer fenômeno do qual normalmente não vemos e não damos importância, embora saibamos que exista. Não conseguimos perceber as forças que atuam em um determinado objeto, embora, de fato, elas existam e até as calculamos (F= massa x aceleração).

Quando extrapolamos tais conhecimentos para contextos sociais, esse jogo de forças, não é um simples probleminha a ser resolvido. Na sociedade essa briga de forças se mostra deletéria, desonrosa, vergonhosa, podre, extorsiva e letal para maioria da população excluída. Perceber o extrínseco é fácil. Ter o entendimento do mundo das leis é “fácil”, principalmente para aqueles superdotados da Física. O difícil e revoltante é ter consciência desse jogo de forças desiguais, ou deparar com as consequências dele, e sentir-se impotente. Nessa dimensão, que para a filosofia hegeliana é conceituada de mundo suprassensível, ocorre o entendimento do intrínseco, como sendo um reino tranquilo de leis além do mundo percebido.

Esse mundo às avessas é dotado de uma transformação constante. Não é permanecer existindo, é, na verdade, permanecer no desaparecimento. Não tem como uma coisa ser essa mesma coisa, que dirá nós sermos a mesma pessoa. Além de biologicamente haver a perda real de células, substâncias e secreções, nossos pensamentos e ideias não são engessados, nem fixos, são fluídos, pelo menos deveriam. Embora parece que a teimosia consagrada prepondera.

Essa fluidez, erroneamente poderia nos levar a crer que o mundo às avessas é, simplesmente, ao contrário do que vivemos. Se fosse somente o contrário seria uma sátira, seria hipocrisia moral, seria um exagero da realidade e não a própria realidade. No entanto, nesse mundo nós que somos o contrário de nós mesmos, é um se voltar contra si mesmo, isso é ser um ser vivente.

Nesse mundo às avessas nossa consciência é autoconhecida, é conscientizada. Combatemos nossos instintos mais secretos e conscientes de olhar e não enxergar. De não perceber, de não sensibilizar nossos sentidos à miséria, à violência, à meritocracia elitista, à desigualdade de gêneros, de cor de pele, de classe social, para manter uma saúde mental mentirosa, comprada e egoísta. Precisamos, de fato, entender que o mundo às avessas é real, vivo e habitável, não é um plano espiritual de outra vida, transcendental ou uma ficção científica. Esse mundo são as nossas várias autoconsciências de nós mesmos seres vivos. E, portanto, precisamos urgentemente assimilar e aceitar a nossa unidade plural refletida e representada nos pensamentos.

No entanto, parece que nossa espécie humana tem a predileção por nos repelirmos mutuamente. É mais fácil construir novas categorias e distinções. Parece cada vez mais difícil e penoso dialogar com as autoconsciências, com a racionalidade. A boa notícia é que o mundo às avessas, de constante desaparecimento, está acontecendo aqui agora. Ele é verdadeiro. É onde vivemos. Infelizmente não encontrei nenhum portal que me transportasse a esse mundo, ou algum rádio para equalizar as frequências, ou até mesmo alguma passagem à venda com destino: Realidade. Pelo contrário, o mundo às avessas não é excludente, não escolhe quem faz parte dele.

Talvez se tivesse uma taxa para entrar ou tivesse uma carteirinha de sócio-master ou fosse categorizado seria mais fácil das pessoas compreendê-lo e aceitá-lo. Mas uma coisa eu sei, é nesse mundo às avessas que vivemos! Conscientemente ou não; autenticamente, ou não. O que será dele? Não contém spoilers, só nas próximas temporadas mesmo…

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