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Felipe Neto
Felipe Neto dá opinião sobre cotas públicas e alfineta Bolsonaro(Imagem: Reprodução / Instagram)

Felipe Neto usou seu Twitter para defender o uso de cotas para universidades e concursos, após o assunto voltar a render debates. Em postagem, no youtube mostrou um argumento a favor de contemplar setores da sociedade prejudicados por racismo e ainda alfinetou o governo de Jair Bolsonaro (sem partido).

“É inacreditável alguém ser contra cotas em pleno 2020”, tuitou ele, sem citar nomes. “Um projeto que deu tão certo que nem o governo Bolsonaro ousa mexer. E olha que ele, no comum (sic) de sua burrice, já criticou cotas inúmeras vezes”, comentou o famoso. Crítico do atual governo, Felipe Neto afirmou que o sistema atual precisa de melhoras, mas celebrou a inclusão de pessoas que antes não teriam oportunidades em concursos e universidades.

Pode melhorar? Sim. Tem erros? Tem. Mas foi um imenso passo na inclusão”, defendeu o digital influencer, após a repercussão da declaração do ator Thiago Martins sobre o assunto. O global está sendo criticado ao falar, em entrevista ao canal no Youtube de Bruno Simone, que é contra o sistema de cotas.

A cota, para mim, é vergonhoso no país. O negro bem-sucedido no Brasil ou é jogador de futebol ou a música muda o caminho dele. Ele não tem espaço que nós brancos temos. Eu tenho muitos amigos negros e a gente conversa sobre isso […] Isso [me] dói porque a cor da pele não muda nossa inteligência e nosso caráter, nós somos iguais. A única coisa que muda é nossa pele”, disse ele. Martins completou: “Para que existe cota para os negros? Não! Universidade e escola têm que ser para todo mundo. Emprego tem que ser pra todo mundo. A gente vê exemplos de negros bem-sucedidos pelo país, tanto na música, quanto no futebol, quanto sendo empresário, sendo advogado. Por que tiveram a chance e aproveitaram. Hoje eu aplaudo realmente os discursos”.

“Concordo plenamente, existem inúmeros problema sérios para resolver no país do qual só vê falar em corrupções.”

Com uma política de promoção do embrutecimento e da grosseria, demonstrações de desprezo pelos livros didáticos e paranoia com a doutrinação esquerdista, o presidente Jair Bolsonaro e o ministro Abraham Weintraub afundam o futuro do ensino no Brasil

Crédito: Divulgação

DUPLA INCENDIÁRIA Em vez de desenvolver e melhorar políticas públicas que dão certo, o presidente e seu ministro apostam e se divertem na crítica insensata (Crédito: Divulgação

GESTÃO Armazém em Cajamar onde foram encontrados livros didáticos novos e embalados para descarte: apesar de algumas falhas, o PNLD funciona e atende 48 milhões de alunos (Crédito:Divulgação)

A descoberta de que há 2,9 milhões de livros didáticos acumulados e alimentando traças em um galpão alugado pelos Correios em Cajamar, na região metropolitana de São Paulo, foi chocante. Mais terrível ainda foi a primeira reação do Ministério da Educação (MEC), que ameaçou descartá-los sumariamente num processo que classificou com a rebuscada frase (quem sabe a merecer um latim) “desfazimento de livros inservíveis”. Destruir livros é algo típico de regimes autocratas e períodos de trevas. Os nazistas, por exemplo, começaram a queimá-los em 1933. Obras que não estavam de acordo com suas ideias obscurantistas iam para o fogo. A ditadura militar brasileira também fez isso: em 1977, queimou três toneladas de produtos culturais em um forno instalado no Aeroporto Internacional de Brasília. Agora, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão do Ministério, divulgou uma nota informando que, antes do descarte das obras de Cajamar, haverá uma análise para descobrir o que deve ou não ser aproveitado. Seja como for, o caso demonstra que as intenções do atual governo em relação à educação e ao conhecimento são incendiárias. O presidente Jair Bolsonaro age com displicência e dá sinais claros de que não gosta de livros, sejam didáticos ou qualquer obra que contenha “letras demais” — letrinhas, para ele, talvez só na sopa em forma de macarrão.

Vontade doutrinadora

Ele e seu ministro da Educação, Abraham Weintraub, deram diversas declarações contrárias aos livros selecionados atualmente pelo MEC e à prática da leitura, vistos pelo governo, de um modo geral, como um caminho para a educação esquerdista e ideologizante. Na sexta-feira 3, Bolsonaro, dirigindo-se a apoiadores postados em frente ao Palácio da Alvorada, demonstrou pouco apreço aos materiais distribuídos aos estudantes e disse que são “um lixo”. “Os livros hoje em dia, como regra, são um montão, um amontoado de muita coisa escrita, tem que suavizar aquilo”, declarou. “Estudei na cartilha ‘Caminho Suave’, você nunca esquece. Não é esse lixo que, como regra, está aí. Essa ideologia de Paulo Freire”. Dias depois, Weintraub afirmou que deu uma “boa limpada” no material didático distribuído pelo governo e excluiu “muita porcaria”. “Mas ainda vai sair muita coisa que a gente não gosta”, completou. Para ele, que faz generalizações indevidas e comete erros crassos de português — dias atrás escreveu “imprecionante” no Twitter em vez de impressionante —, a função dos livros é ensinar e não doutrinar. Gorda mentira: é ele quem ideologiza o ensino. O que deveria fazer é ler mais para aprender português.

DISTOPIA Cena do filme Fahrenheit 451, de François Truffault, baseado no livro homônimo de Ray Bradbury: criminalização da posse de livros e destruição do conhecimento (Crédito:Divulgação)

Diante da profusão de absurdos, o futuro do ensino no País preocupa, principalmente quando se considera que o pouco apreço à leitura é a base da “política educacional” que o atual governo quer implantar. Em um Brasil que já lê mal e pouco, muito menos do que seria aceitável, o elogio da ignorância e a preocupação insensata com a doutrinação pode ter efeitos deletérios. “O que é dito por autoridades tem conseqüências e acaba impactando na formação de uma geração”, afirma a professora Cláudia Costin, diretora do Centro de Excelência e Inovação em Política Educacionais da FGV-RJ. “Ainda que haja algum livro didático ruim, temos um problema mais sério que é desenvolver nos nossos jovens a capacidade de análise num nível mais sofisticado porque o ser-humano está sendo substituído por robôs no mercado de trabalho”. É a capacidade analítica que garantirá o emprego dos jovens brasileiros no futuro. Para disputar um lugar melhor no mercado, precisarão ter a habilidade de compreender e traduzir realidades complexas e desenvolver o pensamento abstrato. Sem leitura, isso é impossível. A leitura pressupõe a liberdade; a liberdade pressupõe a crítica; e sem crítica não há aprendizado.

Manobra diversionista

A política brasileira de distribuição de livros escolares, chamada de Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), existe há 30 anos e é uma das mais efetivas e abrangentes do mundo. Ela custa R$ 2 bilhões por ano aos cofres públicos, garante a distribuição de 165 milhões de obras e permite o acesso ao material escolar por crianças e adolescentes nos rincões mais profundos. Os livros são distribuídos para 48 milhões de alunos em cerca de 150 mil escolas de todo o País. “As declarações do presidente revelam um desconhecimento muito grande do conteúdo e dos propósitos dos livros didáticos e podem colocar em xeque o próprio PNLD”, alerta a pedagoga Anna Helena Altenfelder, presidente do Conselho de Administração do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec). “Todas as obras são analisadas tecnicamente e com seriedade por uma comissão de especialistas e produzidas a partir de um edital de licitação. O programa está consolidado, é bom e contribui para a aprendizagem dos alunos”. Anna Helena diz que não consegue entender quando Bolsonaro afirma que há muito conteúdo, muita coisa escrita dentro de um livro. Para ela, trata-se de uma manobra diversionista para tirar a atenção dos problemas realmente importantes da educação.Os livros guardados no armazém de Cajamar, todos novos e ainda embalados, fazem parte da reserva técnica do PNLD. Há sempre uma sobra nas compras anuais que acaba sendo estocada. No caso, trata-se de material acumulado durante 14 anos, entre 2005 e 2019. A reserva técnica é importante porque a realidade do ensino é bastante dinâmica, os jovens mudam de escola e de cidade e é preciso garantir que todos os alunos recebam o material didático. Ainda que o acúmulo revele uma eventual falha de gestão, ela não pode invalidar os inúmeros acertos do programa. Os 2,9 milhões de livros estocados que Bolsonaro quer jogar no lixo, de todas as disciplinas e destinados a todas as séries, representam um custo de R$ 20,3 milhões, considerando o preço unitário de R$ 7. “Não faz sentido destruir livros, ainda que os mais antigos possam estar ultrapassados”, diz Anna Helena. “É preciso ver o que pode ser aproveitado e enviado para as escolas e é importante que haja transparência nesses critérios”. Os livros podem ser destinados para bibliotecas ou escolas públicas ou privadas sem fins lucrativos. Há certamente um bom uso para esse material, mesmo que parte dele esteja desatualizada.

Temas Periféricos

O problema é que o governo atual mostra má vontade com os livros em geral e, em vez de propor políticas públicas ou compreender e estimular as que já existem e funcionam, prefere entrar em discussões ideológicas que nada contribuem para o desenvolvimento da educação. Como é típico de governantes autocráticos, Bolsonaro denuncia a doutrinação de governos anteriores pensando em impor sua própria doutrina. “Há um risco real de retrocesso na educação no Brasil”, afirma Cláudia Costin. “O governo prefere entrar em discussões ideológicas em vez de fomentar políticas públicas bem-sucedidas”. As sucessivas declarações do ministro Weintraub têm gravitado em torno de temas periféricos e irrelevantes que não traduzem as reais necessidades e os desafios da educação no País. Há, por exemplo, um Plano Nacional da Educação (PNE) que foi construído de uma maneira participativa e aprovado pela Câmara dos Deputados quando o próprio Bolsonaro era deputado. O PNE tem 20 metas, como elevar a taxa de alfabetização da população e triplicar as matrículas da educação profissional técnica de ensino médio, que deixam claro quais são as prioridades da área. Essas metas, como lembra Anna Helena, não foram cumpridas, além de terem sido ignoradas pelo governo durante todo o ano passado. No lugar disso lançam-se temas como as escolas cívico-militares ou a escola sem partido, cujo objetivo é criar uma cortina de fumaça sobre as questões importantes.
A Política Nacional de Alfabetização, outro desafio enorme no Brasil, é mais uma iniciativa que vem sendo distorcida. O governo denuncia um problema de método sempre com o argumento canhestro da doutrinação, mas não discute o assunto profundamente e nem demonstra ter qualquer estratégia para implantar um novo modelo. Em vez disso, se dedica a falar mal do educador Paulo Freire, um brasileiro genial e ilustre, e a elogiar a cartilha “Caminho Suave”, que serviu para alfabetizar 48 milhões de brasileiros entre 1950 e 1990, mas hoje está defasada. Tudo o que o governo diz é vago e rancoroso. “Não se pode reduzir a alfabetização ao uso de uma cartilha, que foi utilizada em um contexto muito específico”, afirma Anna Helena. “Quando a gente fala em política de alfabetização, estamos falando de planejamento, formação de professores, definição do número de alunos por sala de aula, livros didáticos e muitas outras coisas”. Observa-se um desconhecimento de qual é a verdadeira atribuição e o papel do MEC e de suas reais necessidades. Houve avanços no acesso à educação, na alfabetização, na avaliação, no desempenho dos alunos, na autonomia dos professores e na gestão democrática, mas ainda são tímidos. E, enquanto isso, o governo pensa mais em destruir do que em construir.

A prova cabal de que Bolsonaro e Weintraub estão se lixando para melhorar a educação pública é a queda do orçamento do MEC para 2020. O corte anunciado foi de 16,2% em relação ao ano passado — de R$ 121,9 bilhões para R$ 101,2 bilhões. Em um sistema de ensino que sofre com falta de infraestrutura, falta de professores e salários baixos, alunos desconectados da internet e que precisa de dinheiro para avançar é uma péssima notícia. A redução orçamentária afeta a educação básica. Como destaca Cláudia, países desenvolvidos que viveram crises econômicas importantes, mesmo em situação difícil, jamais fizeram isso. “Vejo com muita preocupação essa redução de orçamento porque mostra que a educação não é prioridade”, diz ela. Sob as rédeas de Bolsonaro caminhamos para uma distopia muito bem representada no livro Fahrenheit 451, do americano Ray Bradbury, que mostra uma sociedade em que os livros foram proscritos e tê-los em casa era crime. Corremos o sério risco de o País se tornar uma enorme fornalha.

istoe

O governo Bolsonaro refez as contas, e autorizou um novo reajuste para o salário mínimo de 2020. O novo valor será de R$ 1.045. Até esta terça-feira (14), o mínimo estabelecido pelo governo era de R$ 1.039. O reajuste havia sido feito com a projeção da inflação pelo INPC, que acabou sendo maior em função da alta nos preços das carnes no final do ano.

O novo valor só entrará em vigor a partir de 1º de fevereiro, porque uma nova medida provisória será editada.

O martelo sobre o reajuste foi batido após duas reuniões entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente Bolsonaro: uma no Palácio do Planalto no início da tarde, e outra no Ministério da Economia, para onde o presidente Bolsonaro se deslocou, no final da tarde.

Além da reposição pelo INPC (Índice de Preços ao Consumidor) de 2019, que fechou em 4,48%, também foi incorporado um resíduo de 2018 (porcentagem do INPC daquele ano que não havia sido levada em conta no reajuste do mínimo de 2019). Com os aumentos, portanto, o poder de compra do salário mínimo fica igual ao que era no final de 2018. O total do reajuste do valor do mínimo de 2019 para 2020 ficou em 4,71%, já que em 2019, o salário mínimo estava em R$ 998.

 

Cauã e Alinne surgem juntos em clique
Cauã e Alinne surgem juntos em clique Foto:Globo
As preparações para o novo ano de Cauã Reymond estão a todo vapor. O galã voltará às telinhas da Rede Globo após ter tirado um tempo para se dedicar a sua filha com Grazi Massafera, a Sofia.

Em suas redes sociais, nesta terça-feira (14), o ator compartilhou um clique onde aparece ao lado de Alinne Moraes, com quem irá contracenar na nova novela das nove, Em Seu Lugar, que será exibida após Amor de Mãe, exibindo o ensaio da dupla.

PAI CORUJA:

contigo
Atriz está de férias das novelas da Globo
Atriz está de férias das novelas da Globo 

Nathalia Dill surge de cara lavada na praia e internautas elogiam beleza

De férias da televisão desde o final da novela A Dona do Pedaço, que terminou há alguns meses, a atriz Nathalia Dill só quer saber de praia e curtição.Em suas redes sociais, a artista da TV Globo que interpretou a vilã Fabiana na trama das 21 horas tem compartilhado diversas fotos nas quais aparece curtindo o verão brasileiro.Nesta sexta-feira, 10, uma nova imagem foi postada e gerou muitos comentários no Instagram. De cara lavada, a famosa esbanjou beleza ao surgir sem maquiagem e retoques no clique de biquíni. “Sexta”, legendou ela na web.“E essas sardinhas lindas?”, escreveu uma internauta. “Sem dúvida nenhuma, você é a mulher mais linda da TV!”, opinou outra pessoa no perfil de Nathalia Dill na rede social.“Saudade de ver a Fabiana todos os dias na televisão. Mulher maravilhosa!”, brincou outro fã ao relembrar da noviça maldosa que a atriz viveu recentemente na dramaturgia.

caras.uo

Resultado de imagem para Teto dos benefícios do INSS sobe para R$ 6.101,06 em 2020

O Ministério da Economia fixou em R$ 6.101,06 o teto de pagamento das aposentadorias e benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) com valores acima do salário mínimo. O novo valor decorre de um reajuste de 4,48%, que consiste na inflação oficial do País, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do IBGE. A confirmação do valor consta de portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU).

A correção tem efeito a partir de 1º de janeiro deste ano e permite que o teto do INSS passe de R$ 5.839,45 para R$ 6.101,06. A portaria da Economia define ainda os valores de auxílio-doença, auxílio-reclusão, pensão por morte e salário-família, além de benefícios pagos a aeronautas, pescadores, seringueiros, entre outros. A norma estabelece que, a partir de 1º de janeiro de 2020, o salário de benefício e o salário de contribuição não poderão ser inferiores a R$ 1.039,00, que o valor do salário mínimo definido pelo governo para este ano.

Valores de contribuições previdenciárias também estão descritos na portaria, em dois períodos distintos, de janeiro e fevereiro e, depois, a partir de março, quando entram em vigor a novas taxas de recolhimento aprovadas na reforma da Previdência ano passado.

Nos meses de janeiro e fevereiro, segurados empregados, inclusive o doméstico e o trabalhador avulso, deverão recolher para o INSS 8% se o salário de contribuição for de até R$ 1.830,29; 9%, para salário-contribuição entre R$ 1.830,30 e R$ 3.050,52; e 11%, para salário-contribuição de R$ 3.050,53 até R$ 6.101,06.

A partir de março, as faixas de recolhimento para esses trabalhadores serão de 7,5% para salários de contribuição de até 1.039,00; 9% para salários de R$ 1.039,01 até R$ 2.089,60; 12% para salários de R$ 2.089,61 até R$ 3.134,40; e 14% para salários de R$ 3.134,41 até R$ 6.101,06.

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Após cancelar a licitação para compra de uniformes escolares, a Prefeitura de São Paulo decidiu liberar R$ 215,00 por aluno para os pais comprarem a vestimenta diretamente em lojas cadastradas pela Secretaria da Educação.

Resultado de imagem para Com licitação cancelada, Prefeitura dará R$ 215 para famílias comprarem uniforme escolar

O valor será disponibilizado por cartões bancários enviados às escolas em fevereiro. As aulas começam no próximo dia 5. O processo de credenciamento dos estabelecimentos aptos a vender os uniformes está em andamento. Segundo o secretário Bruno Caetano, os pontos, em toda a cidade, serão visitados para verificar a procedência e o valor dos produtos. Também serão feitos testes de qualidade. A medida foi anunciada pela gestão Bruno Covas (PSDB) após as 20 empresas que participaram da licitação para a entrega dos uniformes serem desclassificadas ou por não cumprirem as especificações exigidas no edital ou por terem sido reprovadas nos testes de qualidade. Entre os problemas encontrados, estavam tênis que machucavam os pés e agasalhos com abertura muito larga para o capuz.

As etapas de recurso da concorrência foram esgotadas. 

A licitação previa que cada estudante receberia uma calça, um moletom, uma jaqueta, cinco camisetas, uma bermuda, cinco meias e um par de tênis para 660 mil alunosO custo estimado necessário para a aquisição era de R$ 130 milhões. 

Com o cartão, as famílias poderão compôr o kit de uniforme da forma como acharem melhor. Em 2017 e 2018, os uniformes entregues pela prefeitura às escolas municipais chegaram com problemas. Entre os motivos de reclamações estavam o tamanho errado, a fragilidade das peças e a falta de conforto. Após as queixas, o município decidiu mudar especificações das vestimentas, substituindo o tactel por poliéster e aumentando a espessura dos tecidos, além de alterar os calçados para melhor durabilidade e qualidade.

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Um secretário do deputado afastado Wilson Santiago (PTB-PB) foi filmado pela Polícia Federal (PF) recebendo R$ 50 mil no aeroporto de Brasília, em novembro do ano passado. De acordo com a investigação, o dinheiro foi levado para o Congresso, em seguida. A gravação faz parte da Operação Pés de Barro, que investiga um esquema de propinas no valor de R$ 1 ,2 milhão decorrentes do superfaturamento das obras de construção da Adutora Capivara, sistema adutor no sertão da Paraíba.

O dinheiro, entregue a Israel Nunes, foi negociado na noite anterior no estacionamento de uma rede de supermercados entre o empresário George Carvalho, dono da Construção, Empreendimentos e Comércio (Coenco), empresa responsável pela construção da adutora, e a secretária parlamentar de Santiago Evani Ramalho, apontada como responsável pela gerencia operacional e contábil do esquema. De acordo com a investigação, George saiu de João Pessoa (PB) em direção a Brasília em 7 de novembro do ano passado, levando uma mochila com a quantia em dinheiro. Ao chegar no local, entregou a quantia ao funcionário de Santiago, que saiu do aeroporto no carro que presta serviços para o parlamentar, pela Câmara.O advogado de Santiago, Luis Henrique Machado, disse que George ganhou “notoriedade na Paraíba por delatar terceiros para não ser preso” e não apresentou nenhuma prova de que Santiago recebeu dinheiro ilícito.”Tampouco a Polícia Federal apresentou provas que incriminassem o deputado. A ação controlada, as intercepções telefônicas, telemáticas e ambientais não dizem nada a respeito do deputado, somente ilações e conjecturas”, disse.As defesas de Israel e Evani não foram localizadas pela reportagem do Estadão.

Deputado afastado

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O ministro da Educação, Abraham Weintraub - Pedro França/Agência SenadoO ministro da Educação, Abraham WeintraubImagem: Pedro França/Agência Senado

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, publicou hoje em suas redes sociais um vídeo para dizer que o Fundeb “está garantido”. Weintraub, no entanto, reafirmou o envio de uma nova PEC (Proposta de Emenda Constitucional) ao Congresso para tratar da renovação do fundo, o que faria a tramitação da matéria voltar à estaca zero.

“É prioridade total e isso está garantido. O governo Bolsonaro não vai deixar faltar recurso, em hipótese alguma, para a educação básica, seja onde for”, declarou o ministro. A afirmação de Weintraub acontece após publicação de reportagem pelo UOL em que a deputada Professora Dorinha (DEM-TO), relatora da PEC do Fundeb que tramita na Câmara desde 2015, fez críticas à proposta do ministro e afirmou que não há tempo para recomeçar a discussão. O Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) é o principal mecanismo de financiamento da educação básica no país e vence em dezembro de 2020. O fundo agrupa recursos de municípios, de estados e da União e os distribui para as redes públicas de ensino de todo o país.

“Eu não acredito que a gente comece do zero, porque o trabalho legislativo e as instituições que participaram do debate precisam ser respeitadas. E, mais do que isso, não existe tempo para começar do zero”, afirmou a deputada. A parlamentar declarou, ainda, que “não é o ministro que decide o funcionamento do Congresso”.

Em 2019, por 10 vezes, tratamos do Fundeb, seja em encontros no MEC, no Congresso, em audiências públicas. Com muita responsabilidade, sugerimos aumento de 10% para 15% no valor da contribuição a estados e municípios. Mas, teve gente que propôs 40%. De onde viria esse dinheiro?

Vídeo incorporado
No vídeo, Weintraub afirma que “demagogos” que “não conseguiram colocar o Brasil em um patamar razoável de educação” agora estão “alardeando que precisa fazer a proposta que está em tramitação no Congresso”. “Não faltou vontade nossa de tentar criar critérios técnicos, objetivos para a proposta do Fundeb. Infelizmente, prevaleceu a demagogia, então a decisão do governo federal é enviar um Projeto de Emenda Constitucional nosso para tramitar durante esse ano no Congresso Nacional”, diz o ministro.

Em dezembro, governo antecipou verba do Fundeb para nove estados

Ponto de conflito

Ao longo de 2019, no entanto, parlamentares e entidades ligadas à educação se queixaram de que o MEC (Ministério da Educação) estaria ausente das discussões sobre os rumos do fundo. O modelo atual do Fundeb, cuja estimativa de receita para 2020 é de cerca de R$ 170 bilhões, é válido por lei até dezembro deste ano. Hoje, a União complementa com 10% do total da contribuição vinda de estados e municípios.

O principal ponto de conflito entre a proposta que está hoje na Câmara e o ministro Weintraub diz respeito à complementação da União. Em setembro do ano passado, após Dorinha apresentar à comissão uma minuta que elevava o aporte federal de 10% para 40%, de forma gradual, Weintraub afirmou que o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) discordava desse salto e defendeu que a complementação da União atinja um percentual de, no máximo, 15%. No vídeo publicado hoje, Weintraub voltou a defender a proposta que estabelece como teto para a complementação da União o percentual de 15%. “A proposta que está no Congresso aumenta 4 vezes o volume [de aporte federal]. E aí, quem vai pagar por tudo isso? Eu vou dizer: eu, você, com mais impostos, crise fiscal, recessão e inflação”, disse.

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Foto: Marcelo Camargo

FOTO: MARCELO CAMARGO

A Medida Provisória nº 905/2019 é um exemplo emblemático de que o egoísmo é um afeto dominante no Brasil de Bolsonaro e Paulo Guedes.

Quando em 1723 o médico holandês Bernard Mandeville escreveu a sátira “Fábula das Abelhas”, certamente não imaginava que expunha a essência de algo que no futuro viria a ser conhecido como capitalismo. Crítico atroz da sociedade inglesa do início do século XVIII, Mandeville apresentou aos seus leitores uma próspera colmeia de abelhas, que apesar de pujante e poderosa, vivia imersa no vício e na iniquidade. As abelhas não tinham uma noção exata da sua força econômica e tampouco da origem de sua riqueza. Não obstante, padeciam de tenazes remorsos pela sua ganância desmedida, comportamento desregrado e avareza.

CartaCapital precisa de você para continuar fazendo um jornalismo que vigia a fronteira entre a civilização e a barbárie. Um jornalismo que fiscaliza o poder em todas as suas dimensões. Sua luta é a nossa luta. Seja Sócio CartaCapital. A democracia agradece. O sentimento de culpa que flagelava as abelhas e a inveja generalizada reverberava na colmeia. Não raro haviam conflitos e acusações recíprocas de condutas reprováveis. Comovido com o clamor das abelhas por probidade, Júpiter decide eliminar delas todo o traço de egoísmo, tornando-as criaturas verdadeiramente virtuosas.

Nesse novo cenário a colmeia se transforma numa grande tribo em harmonia com a natureza. Não haviam mais guerras, querelas, vícios, luxúria, vaidade, ostentação, inveja, corrupção, usura, rapina e depredação. Paulatinamente a riqueza começa a minguar diante da recém-adquirida frugalidade das abelhas. O opulento aparato estatal se torna inútil, os soldados ficam ociosos, os advogados destituídos de causas, os tribunais de processos, os médicos de pacientes. Esvaziados, bares, bordéis e casas de jogos decretam falência. Os alfaiates são forçados a cobrar valores módicos por roupas de corte e tecidos modestos. O apetite das novas abelhas é mais comedido. Seus desejos, tranquilamente contidos. Enfim, na crônica de Mandeville o que movimenta a engrenagem econômica é o vício e a cupidez.

A “Fábula das Abelhas” é obviamente uma caricatura e, como tal, realça aspectos pouco elogiosos da sociedade inglesa da época, especialmente a cobiça excessiva. De qualquer forma, a ideia do egoísmo como necessário à prosperidade passou a influenciar o pensamento filosófico a partir do Século XVIII, redundando, 50 anos depois, na obra “A Riqueza das Nações” de Adam Smith que expõe as bases teóricas do liberalismo econômico, fundado na liberdade do mercado de se autorregular, com repulsa a qualquer atividade estatal que possa interferir nessa ordem espontânea e na natural acomodação dos preços à realidade.

Esse ideário quando posto em prática, contudo, revelou seu lado perverso, pois a prosperidade econômica resultante do individualismo e do utilitarismo ficou restrita a uma parcela minoritária dos países e da sociedade.

E o que é pior, trouxe a terrível sequela da exclusão, da dominação e da desigualdade na periferia do capitalismo. Daí, o surgimento de um clamor popular por uma ética que contemplasse o interesse pessoal sem que se ignorasse os imprescindíveis vínculos sociais entre os indivíduos. Pensadores do quilate de Jürgen Habermas preconizam ser imperiosa a construção de uma narrativa e de uma atitude em que a solidariedade prevalecesse sobre o egoísmo. Por essa forma de ver o mundo, um ajuste entre grupos de indivíduos deve ser superado por uma vontade racional universalizada. Para Habermas: “A justiça diz respeito à liberdade e direitos de um indivíduo único auto-suficiente, enquanto a solidariedade diz respeito ao bem-estar de seus semelhantes, e daqueles que a ele estão ligados intersubjetivamente em uma forma de vida comum, e assim também à manutenção da integridade dessa forma de vida. As normas não podem proteger uma coisa sem a outra, elas não podem proteger os direitos iguais e as liberdades individuais sem proteger o bem-estar de seus semelhantes e a comunidade à qual o indivíduo pertence”.

Lamentavelmente a realidade do nosso país após o golpe parlamentar-judicial-midiático de 2016 se afasta a cada dia dos pilares deontológicos da Constituição Cidadã de 1988, cujo objetivo primordial é a construção de uma sociedade livre, justa e solidária (artigo 3º, I da Constituição Federal). Por força de uma orientação governamental absolutamente antissocial, percebe-se o incremento colossal do abismo que separa os brasileiros ricos dos pobres, vulnerando o propósito maior da erradicação da pobreza e redução das desigualdades sociais.

Segunda a nova norma, beneficiários do seguro desemprego passarão a ser segurados obrigatórios da previdência social, e serão tributados pela contribuição previdenciária em alíquotas a partir de 7,5 % do valor do benefício. Esse ponto da Medida Provisória passa a valer a partir de 01º de março de 2020, primeiro dia do quarto mês subsequente ao da sua publicação. Esse novo tributo imposto a uma parcela notoriamente hipossuficiente da população busca compensar os incentivos fiscais concedidos aos empresários para a contratação de trabalhadores jovens pelo regime do Contrato de Trabalho Verde e Amarelo. Segundo dados do próprio governo, a desoneração projetada para as empresas é de R$ 10 bilhões em 5 (cinco) anos, ao passo que a arrecadação com a contribuição dos desempregados girará em torno de 11 a 12 bilhões no mesmo período.

O paradoxo é gritante, pois quem financiará o programa de empregos do Governo Federal, acredite se quiser, são os desempregados.

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Ministério existia desde a década de 1930 e sobreviveu até mesmo à ditadura militar - Créditos: Marcello Casal Jr/ABr
Ministério existia desde a década de 1930 e sobreviveu até mesmo à ditadura militar / Marcello Casal Jr/ABr

O fim do Ministério do Trabalho coloca o Brasil em uma posição de maior fragilidade frente a tendência de precarização dos empregos que vem sendo observada em todo o mundo e desequilibra a balança dos direitos e deveres de trabalhadores e patrões.  Essas são as conclusões de especialistas que acompanham de perto as mudanças na área desde meados do governo de Michel Temer e no primeiro ano da gestão de Jair Bolsonaro. Junto com processos como a reforma da previdência, a MP da Liberdade Econômica e a MP do Contrato Verde e Amarelo, o fim do Ministério é visto também como elemento que demonstra uma tentativa de enfraquecimento de direitos.

As análises de especialistas apontam ainda um processo de esvaziamento e limitação na atuação dos fiscais do trabalho. 

Há críticas quanto a falta de diálogo com entidades de classe e consultas públicas. Cenário que segundo o secretário de Administração da Federação Nacional dos Sindicatos em Saúde, Trabalho e Previdência Social, Moacir Lopes, aumenta os perigos da precarização do trabalho.“Estão precarizados porque não têm contribuição para o fundo de garantia, não têm contribuição à previdência social, não têm como pagar nenhum tipo de seguro, porque recebem muito pouco.  Há uma situação que impacta na sociedade e os reflexos serão no médio prazo. Essas pessoas um dia vão tentar se aposentar, e aí como vai ser? O governo está criando uma bomba de efeito retardado.” A extinção do ministério tira a pauta trabalhista do núcleo do poder executivo, desequilibra as relações entre empregadores e empregados e rompe um processo de construção e valorização que começou na década de 1930 durante o governo de Getúlio Vargas, na avaliação da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra). A pasta já tinha mais de 80 anos e sobreviveu até mesmo à ditadura militar. 

Getúlio Vargas criou o Ministério do Trabalho em 1930.

Foto: Presidência da República / Abr

O vice-presidente da Anamatra, Luiz Antonio Colussi cita o enfraquecimento dos mecanismos de fiscalização, a diminuição de auditores fiscais do trabalho e a perda de poder de atuação desses profissionais como pontos extremamente preocupantes. A revisão de normas regulamentadoras também é apontada como política temerosa. Colussi avalia que reverter os prejuízos vai demorar muitos anos. 

“Se estamos revisando as normas fiscalizadoras isso significa que simplifica a fiscalização e diminui a segurança no trabalho. Todo esse trabalho de desconstrução vem crescendo e eu imagino que seria necessária uma década ou mais para recuperar toda essa garantia e proteção social. Não é uma questão de ser a favor de a ou de b, estamos pensando em favor da sociedade.” 

Servidores na incerteza

As mudanças na área trabalhista não afetam somente o trabalhador em geral, mas causam também incertezas entre os servidores que atuavam diretamente com as atribuições do antigo Ministério do Trabalho. 

A Fenasps avalia que os funcionários públicos foram alienados das discussões sobre o processo de extinção do Ministério. Os lotados em Brasília foram para o Ministério da Economia. Quem está nos estados, atuando nas superintendências e agências do trabalho, segue sem certeza sobre as novas funções. Em novembro o governo anunciou que pretende unificar a operação de 1.200 Agências da Previdência Social e 498 Agências Regionais do Trabalho. Os projetos pilotos estão previstos para 16 municípios em Goiás, Ceará, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo.Para a Fenasps a unificação deixa dúvidas sobre as atribuições de funcionários que vêm de carreiras diferentes, com formação e salários distintos. Novamente a entidade critica a falta de diálogo para a construção das mudanças. Segundo a entidade, em duas audiências com o Ministério da Economia foi proposto um debate ampliado envolvendo o Congresso Nacional, sugestão que, de acordo com Moacir Lopes, não foi levada em conta. 

“Mesmo um projeto ultraliberal, pressupõe-se que vai ter algum setor da economia que vai funcionar, então tem que ter relações desse tipo. Eles não estão pensando nisso, é como se fosse terra arrasada, o último que sair apaga a luz e pronto.” 

Ministério histórico

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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, foi ao Twitter no primeiro dia do ano para elogiar investimentos do governo Jair Bolsonaro na sua área. O ex-juiz aproveitou ainda para agradecer o ministro da Economia, Paulo Guedes, pelo “apoio” nos gastos.

“Governo do PR @jairbolsonaro começa ano com investimentos na segurança. Concurso para agente penitenciário federal. Cargo estratégico para políticas federais de isolamento das lideranças criminosas e de retomada, via Força de intervenção, do controle dos presídios estaduais”, postou Moro nesta quarta-feira, 1º.A decisão foi publicada em uma portaria do dia 30 de dezembro. De acordo com o texto, do total de 309 vagas, 294 são de agentes federais de Execução penal e outras quinze, de especialistas em assistência à Execução Penal. Moro acrescentou que as ações federais na área de segurança têm garantido a redução de índices de criminalidade. “Isolar líderes criminosos e retomar o controle de presídios estaduais têm contribuído para a queda dos índices criminais. Reduzir a impunidade, prendendo e neutralizando criminosos perigosos, reduz os crimes. Óbvio assim. Obrigado @MinEconomia pelo apoio no investimento estratégico”, concluiu.

veja.

Um ataque ordenado por Donald Trump mata o general Qassim Suleimani, o segundo nome mais poderoso do Irã. Isso inicia uma nova onda de instabilidade no Oriente Médio, o que coloca o mundo em alerta e desperta o risco de um conflito em larga escala

Crédito: Greg C. Biondo/U.S. air force

TENSÃO Embarque de paraquedistas da 82ª Divisão de Infantaria Aerotransportada do Exército: Pentãgono está enviando 4,5 mil soldados ao Oriente Médio, que se somarão aos 50 mil já baseados na região (Crédito: Greg C. Biondo/U.S. air force)

MULTIDÃO Manifestantes carregam o caixão no funeral de Qassim Suleimani, no Irã. Mais de 50 pessoas morreram em tumultos (Crédito:Iranian Leader Press Office / Ha)

Herói nacional e figura conhecida da comunidade internacional, o general iraniano Qassim Suleimani aterrissou na capital do Iraque na quinta-feira 2 dando sequência a um giro por países do Oriente Médio. Sua presença no país era usual e às claras. Entrou em um carro blindado, e os automóveis de sua pequena comitiva deixaram o aeroporto. Nada indicava o que viria a seguir. Em menos de dois segundos, mísseis surgidos do céu eliminaram o militar em uma grande explosão, incendiando o Oriente Médio e levando a uma escalada de violência capaz de engolfar todo o planeta. Representa o confronto internacional mais grave das últimas décadas e coloca o mundo em alerta com o risco de expansão do conflito em larga escala. A “Terceira Guerra Mundial” tornou-se assunto que mobilizou especialistas e foi o tópico mais comentado das redes sociais. A ação espetacular tirou de cena o comandante da Força Quds, a unidade de elite da Guarda Revolucionária do Irã focada em operações no exterior. Suleimani era popular, ascendeu com o regime dos aiatolás e foi o arquiteto de quase todas as principais operações militares e de inteligência do Irã nas duas últimas décadas, incluindo a promoção de atentados terroristas, o fortalecimento do Hezbollah no Líbano, a aproximação com o ditador sírio Bashar al-Assad e o patrocínio de grupos insurgentes no Iêmen e Iraque. Vários ataques contra tropas americanas e britânicas são atribuídos ao militar. Isso, aos olhos dos EUA, justificava o ataque, ainda que Barack Obama e George W. Bush tenham evitado tomar uma medida tão extrema em suas gestões. Na versão oficial do Pentágono, Suleimani “estava desenvolvendo planos para atacar diplomatas e americanos em serviço no Iraque e em toda a região”. Além dele, o sub-comandante Abu Mahdi al-Muhandis, da Força de Mobilização Popular (FMP), um movimento iraquiano pró-Irã, também morreu.

A notícia foi recebida com comoção no Irã, que registrou as maiores demonstrações populares desde o retorno do exílio do aiatolá Khomeini, o pai da Revolução Islâmica, em 1979. Multidões se formaram para recepcionar o corpo de Suleimani — em sua cidade natal, mais de 50 pessoas morreram em um tumulto. O aitalolá Ali Khamenei, líder espiritual e maior autoridade do país, chorou ao lado do caixão e prometeu uma “vingança implacável”. A escalada do conflito não tardou. Na terça-feira 7, Teerã lançou ao menos 22 mísseis balísticos contra as bases de Ayn al Asad, no oeste do Iraque, e de Erbil, na região autônoma curda, utilizadas pelos americanos. Foi o maior ataque direto do Irã contra os EUA desde 1979. O país ainda advertiu que se houvesse resposta dos EUA uma nova onda de ataques seria “em território americano”. Trazendo ainda mais dúvida e instabilidade, na mesma noite de terça-feira um avião da companhia UIA (Ukraine International Airlines), que havia acabado de decolar do aeroporto de Teerã, caiu com a morte das 176 pessoas. O Irã declarou num primeiro momento que a suspeita era de falha mecânica e não havia relação com os ataques, mas reteve as caixas-pretas da aeronave. A Ucrânia investiga as hipóteses de ataque de míssil ou terrorismo, e cresce nos EUA a suspeita de que um artefato iraniano tenha causado a tragédia por engano. O episódio permanece nebuloso. Empresas aéreas como Air France, Lufthansa e KLM cancelaram por tempo indeterminado seus voos para o Irã e o Iraque. Com o aumento da tensão, o valor do barril do petróleo avançou mais de 4%.

UMA GUERRA “GAMEFICADA”
Conflito reafirma o poderio dos EUA e consagra o uso de drones, que foram criados inicialmente para reconhecimento

COMOÇÃO Do alto à esq., em sentido horário: manifestantes acompanham a recepção do corpo do general iraniano Qassim Suleimani na sua cidade-natal, Kerman. O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, visita os familiares do militar assassinado (no detalhe, na foto). Membro de milícia que atuou na Síria contra o Estado Islâmico — Suleimani coordenava os movimentos que executavam ações pró-Irã no exterior. O sucessor e novo comandante da Força Quds, Esmail Qaani, beija o caixão com o corpo de Soleimani (Crédito:Iranian Leader Press Office / Ha/ATTA KENARE/DELIL SOULEIMAN)

“Mundo em crise”

“O Ano Novo começou com o mundo em crise. Vivemos tempos perigosos. As tensões geopolíticas estão no ponto mais alto deste século e essa crise está escalando”, declarou o secretário -geral da ONU, António Guterres. A chanceler alemã, Angela Merkel, o presidente francês, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, apelaram à contenção no Golfo. O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, condenou o ataque do Irã às duas bases militares dos EUA. “A Otan pede ao Irã que se abstenha de mais violência. Os aliados continuam comprometidos com nossa missão de treinamento [das forças iraquianas] no Iraque”, disse. Os EUA colocaram suas forças no Oriente Médio em alerta máximo. Preparando-se para a escalada, Trump anunciou o envio de 4,5 mil soldados para o Oriente Médio. O contingente inclui 600 paraquedistas da 82ª Divisão de Infantaria Aerotransportada do Exército, que deixaram a Carolina do Norte com destino ao Kuwait. O objetivo é reforçar o contingente de 50 mil militares que já estão na região. O Pentágono também passou a reforçar postos avançados, bases e aeródromos no Oriente Médio. Na quarta-feira 8, a atenção mundial se voltou para Washington. Trump havia ameaçado com uma “reação desproporcional” caso o Irã revidasse o assassinato de Suleimani. Por isso, havia expectativa generalizada com o pronunciamento que ele faria nesse dia. Cercado por militares, o americano apareceu visivelmente tenso e declarou que o Irã parecia “estar recuando” em suas ameaças.

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    Já se encontra em pleno funcionamento uma ótima opção de lazer, fica a um km de distância da cidade, próximo a fazenda Barra Z, do lado direito, sentido Santa Terezinha-PE/Imaculada-PB.
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Glamour Garcia é a Capa da Semana da Quem (Foto: Ícaro Cerqueira/ Ed. Globo)

Trabalhada no ‘close’ e no ‘carão’, Glamour Garcia brilha por onde passa. A atriz transgênero, que recentemente foi eleita revelação no troféu Melhores do Ano por sua atuação como Britney em A Dona do Pedaço, recebeu a reportagem em seu quarto de hotel, em Salvador, para uma conversa franca em que contou que, apesar dos louros atuais, seu caminho foi de pedras pontiagudas.
Nascida em Marília, no interior de São Paulo, Daniela – que nasceu Daniel, mas desde sua adolescência decidiu ser chamada pela identidade a que se entendia – tem sorriso largo e fala com tranquilidade sobre o sucesso como atriz trans em um país tão preconceituoso.
“O que mudou, para mim, como ser humano, para a Daniela Glamour e não só a Glamour Garcia, foi de sair de um patamar de artista conceitual e me tornar uma celebridade. O susto foi grande, porque nem a própria empresa [TV Globo], nem o Walcyr Carrasco (autor da novela) esperavam o grande sucesso que a personagem fez de imediato. Todo mundo torcia para este sucesso, mas ele ultrapassou as expectativas de uma forma que ela acabou se tornando uma das preferidas do público”, explica.

Glamour Garcia é a Capa da Semana da Quem (Foto: Ícaro Cerqueira/ Ed. Globo)

Para Glamour, o sucesso de Britney aconteceu especialmente pelo fato de a personagem ter sido construída de maneira natural para gerar identificação com o público. “Ela acabou se tornando a mocinha. Tinha esse lado romantizado, não tinha falha de caráter, de índole. Era uma menina apaixonada. Essa aceitação do público aconteceu não só com as mulheres ou não só com a comunidade LGBT, mas com todo mundo que se reconhece nela nesse lugar de alguém que está batalhando, sonhando, idealizando”. Apesar de fazer sucesso entre os fãs, Glamour revelou que não foi tão simples assim aceitar a fama. Quando Britney estourou e ela passou a ser reconhecida na rua, sua primeira reação foi se retrair. “Eu perdi a minha privacidade, me tornei uma pessoa pública e tomei um susto gigantesco. Minha primeira reação foi uma depressão, porque antes conseguia fazer tudo normalmente, e de repente não conseguia mais. Com o tempo aprendi a me desdobrar no dia a dia, mas demorei meses a voltar a ir ao mercado tranquilamente, a comprar um pão. Quando digo ‘tranquilamente’, digo ‘eu estar bem ao ponto de saber lidar com o público’. De ser a Daniela e não apenas a Glamour”, diz.

Hoje em dia, no entanto, a atriz mostra que entende um pouco melhor o que a fama a trouxe. Em Salvador, por exemplo, caminhou tranquilamente por vários pontos turísticos, como Pelourinho, Ladeira do Carmo e Praia do Amado, sempre com sorriso no rosto. Após a sessão de fotos, ainda chegou animada para um almoço no restaurante Casa de Tereza, que fica no bairro Rio Vermelho, e se deliciou com a culinária típica local.

SUCESSO REPENTINO

A história de Daniela Machado começou em 2003, em Marília, na escola. Com ajuda de uma professora formada em Artes Cênicas pela Escola de Artes da USP, ela criou um grupo de teatro chamado MedArtes.
Paralelo ao teatro, ela conta que decidiu, na época, criar um Fotolog (blog de fotos) para falar sobre a sua vida pessoal e a vida de famosos. Este espaço foi chamado de Glamour Garcia e ela entendeu que este também deveria ser o seu nome artístico, posteriormente. “Todo mundo achava que o nome prejudicaria a minha carreira, que isso não era nome de artista. Mas este era, inconscientemente, um movimento pessoal de contemplação da minha vida, de viver literalmente a minha transexualidade. Só hoje percebo que de uma maneira muito intuitiva, já estava fazendo isso”.
Apesar de Glamour ter uma longa trajetória dentro do teatro, o sucesso e a fama aconteceram de maneira súbita, mudando toda a rotina de Daniela, que não esperava as dificuldades do “ser famosa”. “Hoje, eu me sinto liberta. Mas eu estava me sentindo sufocada, porque a visibilidade é muito grande”, explicou, garantindo que não se sentia exatamente julgada. “Eu perdia a paciência. Era muita gente acessando, muita gente o tempo todo e não tem como. Às vezes eu só queria ser a Daniela. Sair na rua, tomar uma água de coco, ir à farmácia. Não é uma resistência contra o público e tampouco uma fobia social”, explica.

O sucesso e aceitação de Glamour na TV com Britney foi tanto que a atriz garante não ter vivenciado nenhum tipo de aversão à sua pessoa pública até então. Nem mesmo na internet. Para ela, essa devolutiva foi um presente. No entanto, afirma que se mantém sóbria com relação aos fãs, porque entende que alguma parte deles se mantém curioso pelo fato de estar lidando e conhecendo uma pessoa trans bem sucedida.

“A gente vive em um país que é machista, misógino, fetichista. Eu virei o prato cheio de tudo isso. A forma como algumas pessoas acessavam a mim, começou a ser pesado e forte demais. Claro que eu sei que a gente se torna um objeto. Eu sei disso, mas para mim aconteceu neste momento, quando vi que algumas pessoas não tinham respeito, mesmo. E até hoje, não tem. Mas hoje, já aprendi a lidar”.

Glamour tem consciência que o assédio acontece por conta de sua atuação impactante como Britney em A Dona do Pedaço. No entanto, ela garante que tenta manter os pés no chão para que o sucesso não suba à cabeça. “Não quero cair em um processo de vaidade extrema para sempre. Eu quero conseguir ficar humilde, de continuar sendo a artista que sou”.

ÍCONE DA COMUNIDADE LGBTQIA+
Como Daniela, antes de se tornar Glamour Garcia, a atriz viveu muitas situações de preconceito por conta de ser uma pessoa transexual. Hoje, com todo o sucesso, se tornou ícone para a comunidade LGBTQIA+ e uma esperança para muitos.

Segundo a ANTRA, Associação Nacional de Travestis e Transexuais, no Brasil, por conta da violência, a estimativa de vida de uma pessoa transexual é de 35 anos de idade; Glamour lamenta que, por isso, muitas não conseguem entender a sua transexualidade em vida. “Essas coisas não calam dentro da gente e não vão se calar nunca, pelo menos dentro de mim. Acho que não é só a questão da injustiça. É a destituição dos direitos básicos. Essa destituição dos direitos básicos faz com que a sociedade seja conivente com os crimes mais hediondos, com as formas de expressão mais horrorosas que existem. Tudo isso para dizer que o que acontece é a violência de morte contra a população LGBT. Principalmente contra a população trans. Ser um ícone, para mim, não é superação e nem vitória. É uma alegria. É uma alegria saber que uma pessoa como eu hoje tem um espaço não só para se realizar como profissional e artista, mas ter o espaço de poder literalmente trazer felicidade para as pessoas”.

“Ser um ícone, para mim, não é superação e nem vitória. É uma alegria”

Além de perceber que fez e faz, diariamente, a diferença para a comunidade LGBTQIA+ e especialmente para as pessoas transexuais, Glamour também agradece por ter obtido tanto crescimento pessoal. “Meu trabalho como atriz, com a Britney, foi a coisa mais construtiva que vi acontecer em toda a minha vida”, conta, revelando que viu pessoalmente a vida de muitas pessoas mudar.

“Eu vi toda a comunidade [LGBTQIA+] feliz e unida acompanhando a história dessa personagem. Vi que não só que as travestis estavam sendo recebidas de volta em casa, mas também os gays, as lésbicas, os bissexuais estavam sendo recolocados no seio familiar. O mesmo pai que espancou, chamou de volta. A mesma mãe que expulsou, recebeu de braços abertos. Eu sei disso porque vi. Não foram uma, não foram duas, foram várias pessoas me dando este depoimento pessoalmente, ao vivo e a cores”.

Glamour Garcia é a Capa da Semana da Quem (Foto: Ícaro Cerqueira/ Ed. Globo)

Glamour Garcia é a Capa da Semana da Quem (Foto: Ícaro Cerqueira/ Ed. Globo)

VOZ E MILITÂNCIA
Glamour pôde ver que, aos poucos, sua voz fez a diferença dentro do universo LGBTQIA+. Em 2020, no entanto, ela garante que uma de suas metas é aprender. A atriz conta que em seus projetos designará parte do tempo para frequentar workshops, manifestações e encontros, para poder ouvir como a comunidade se manifesta e como ela poderá agregar dentro da militância.

Glamour Garcia é a Capa da Semana da Quem (Foto: Ícaro Cerqueira/ Ed. Globo)

“Quero capacitar o meu discurso. As poucas oportunidades que tive dentro dos grupos ajudaram a construir a mulher que eu sou, a atriz que eu sou. Isso foi importante para que eu me humanizasse. E que humanizasse também as histórias que acabei vivenciando. Acontece um processo de desumanização grande, e com pessoas trans isso é enorme. O processo de transfobia da sociedade brasileira é terrível.

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Resultado de imagem para ENTREVISTA-Caixa Econômica vai acelerar negócios ligados ao setor imobiliário em 2020

Por Aluisio Alves

SÃO PAULO (Reuters) – A Caixa Econômica Federal vai ampliar linhas de negócio ligadas ao financiamento imobiliário em 2020, valendo-se de posição de liderança no setor para ampliar receitas num mercado que vem se recuperando rapidamente no país.

Enquanto prevê crescimento de 30% das concessões de crédito para compra de residências neste ano, a Caixa também planeja acelerar o home equity, empréstimos em que o tomador oferece imóvel como garantia em troca de taxas de juros menores. “Isso pode nos ajudar a ampliar o relacionamento com muitos dos nossos clientes”, disse o presidente-executivo da Caixa, Pedro Guimarães. Com uma carteira de cerca de 480 bilhões de reais no final de 2019, a Caixa lidera com folga o crédito imobiliário no país, com cerca de 60% do setor. Mas embora também seja a maior no segmento de home equity, seus ativos no setor somam cerca de 6 bilhões de reais, número considerado tímido por especialistas. Além disso, a Caixa está começando financiamento para interessados em comprar cerca de 70 mil imóveis retomados pelo banco por conta de inadimplência, ativos avaliados em cerca de 5 bilhões de reais. Há cerca de dois anos, o banco tentou vender parte dessa carteira em grandes lotes a investidores, mas o leilão fracassou.

“Achamos que podemos ganhar mais financiando a compra deles”, disse ele.

Desde que assumiu o comando da Caixa no começo do ano passado, Guimarães, um veterano do mercado financeiro, tem defendido o maior uso de instrumentos de mercado como forma de ampliar o volume de recursos para empréstimo imobiliário. No segundo semestre de 2019, a Caixa lançou uma linha no setor atrelada ao IPCA, principal índice de inflação do país. Segundo Guimarães, o banco já emprestou 5 bilhões de reais por esta linha e aprovou outros 11 bilhões de reais. Em março, o banco vai lançar ma linha imobiliária prefixada. O plano de Guimarães é de que metade do que for originado nestas duas linhas seja securitizado e vendido a investidores.

VENDAS DE ATIVOS

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              (foto: Valério Ayres/CB/D.A Press)

Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão do Ministério da Educação (MEC), quer descartar livros didáticos considerados sem utilidade, que nunca foram entregues a alunos das escolas públicas do País. Com isso, ao menos 2,9 milhões de exemplares, comprados em gestões anteriores, podem ser descartados.

O processo para “desfazimento dos livros inservíveis” começou no fim de 2019, quando a área de logística e distribuição do FNDE alertou, em documento, para a necessidade de reduzir o estoque armazenado em depósito alugado dos Correios, em Cajamar, Grande São Paulo. O documento, obtido com exclusividade pelo jornal O Estado de S. Paulo, aponta que o total de exemplares no local não é nem mesmo conhecido pelo órgão, por isso, indica a necessidade de se montar uma comissão para levantar o número de livros e sua “validade”.
Levantamento preliminar do estoque feito em dezembro apontou que a reserva técnica tinha 4,2 milhões de livros didáticos, sendo que 2,9 milhões “venceram” entre 2005 e 2019. O Estado apurou que esses livros, de todas as disciplinas e de todas as séries (do ensino fundamental e do médio), estão ainda embalados e nunca foram abertos. Há ainda uma quantidade desconhecida de exemplares, que chegaram a ser entregues nas escolas antes de 2012, e depois foram levados ao local.Contando só os 2,9 milhões de livros nunca usados, o gasto estimado é de mais de R$ 20,3 milhões – em média, a compra de cada unidade custa R$ 7. Segundo o Estado apurou, servidores calculam que o estoque possa ser até três vezes maior.

Os exemplares foram comprados pelo MEC no Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), que distribui obras a todas as escolas públicas municipais e estaduais. Para evitar que alunos fiquem sem livro no caso de abertura de turmas ou colégios, sempre é adquirida uma reserva técnica. Há ainda escolas que rejeitam exemplares recebidos muito tempo após iniciar o ano letivo. Essas unidades vão para o depósito.

A minuta da portaria para formar a comissão que vai levantar o tamanho do estoque foi feita, mas ainda não foi publicada. No documento a que o Estado teve acesso, o grupo deverá listar os livros “desatualizados, obsoletos, ociosos, irrecuperáveis, antieconômicos ou em desuso” para serem descartados. A expectativa é de concluir o mapeamento até o fim de abril.

O desafio é dar um destino para esses livros, que trazem gasto, uma vez que há custo para manter o estoque. Mas exemplares desatualizados não podem ser entregues aos alunos. Outra saídas, como doar parte do material, também são complexas, segundo especialistas ouvidos pela reportagem.

Este mês, o presidente Jair Bolsonaro classificou os livros didáticos como “péssimos” e com “muita coisa escrita”. Dias depois, o ministro Abraham Weintraub reforçou a crítica e disse que já deu “boa limpada” no material. A necessidade de descarte de livros “inservíveis” foi apresentada a ele no fim do ano, pouco antes da troca do comando do FNDE. No dia 24, a servidora Karine dos Santos, que já chefiou a área responsável pelo PNLD, foi nomeada para a presidência do órgão.

Em nota, o FNDE disse que “não há efetivamente nenhum prejuízo” com a reserva de livros e defende ter cota extra para atender “as escolas novas criadas a cada ano, os alunos que ingressam no sistema de ensino e a eventual falta de livros em determinada unidade”. Também afirmou ter controle de “quais e quantos exemplares estão armazenados e disponibilizados para solicitações das escolas”. Mas não comentou sobre o estudo de descarte.

Problema

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Resultado de imagem para Governo retira 1,3 milhão de beneficiários do programa Bolsa Família
Resultado de imagem para Governo retira 1,3 milhão de beneficiários do programa Bolsa Família
Criado em 2003, o Bolsa Família é um programa de transferência de renda do governo federal
(foto: Rafael Lampert Zart/Agência Brasil )

Até novembro do ano passado, o governo federal retirou 1,3 milhão de beneficiários do programa Bolsa Família devido a irregularidades no cadastro. De acordo com Ministério da Cidadania, o cancelamento de benefícios gerou economia de R$ 1,3 bilhão para os cofres públicos. Segundo o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, o governo está com estudos adiantados para reformular o programa. No entanto, ainda não há prazo para que a reformulação seja lançada. O porta-voz ainda confirmou à Agência Brasil que a mudança de nome do Bolsa Família está sendo analisada. “É uma das propostas, mas ainda não está fechada. Tudo indica [que sim]”.

Transferência de renda

Criado em 2003, o Bolsa Família é um programa de transferência de renda do governo federal que tem o objetivo de combater a extrema pobreza no país. Em 2020, o Orçamento da União prevê que R$ 29,5 bilhões sejam pagos em benefícios do programa. O público-alvo do programa é formado, prioritariamente, por famílias que vivem em situação de extrema pobreza, com renda per capita de até R$ 89 mensais, e de pobreza, com renda entre R$ 89,01 e R$ 178 mensais por membro. O benefício médio pago a cada família é de R$ 189,21. Para receber o benefício, é necessário que haja na família crianças ou adolescentes com idade até 17 anos. Para garantir o acesso ao benefício, as famílias devem seguir as condicionantes impostas pelo governo, como matrícula na escola e levar as crianças até 7 anos para serem vacinadas conforme o calendário de vacinação do Ministério da Saúde.
“As propositas para melhoria para vidas dos mais carente para o ano 2020 já começam a aparecer.”
em.com.br

São Paulo — “O ano de 2020 parece realmente preocupante”, diz o grupo Eurasia em relatório publicado nesta semana. No documento, a consultoria americana aponta os maiores riscos políticos e econômicos previstos para este ano, entre eles, a relação entre Estados Unidos e China e o descontentamento em países da América LatinaNo caso do Brasil, a consultoria vê como um avanço as reformas propostas pela equipe econômica, com destaque para a da Previdência, aprovada em outubro, e para a tributária, ainda em tramitação no Congresso. Mas alerta para o risco de as medidas não se converterem no crescimento econômico esperado. A Eurasia alerta que o momento pelo qual o mundo passa, de deterioração das relações entre os países e consequente redução do comércio, é mais propício para uma crise global. Ao mesmo tempo, os recursos disponíveis para que governos e setor privado lutem contra isso, estão cada vez mais escassos.

“A economia global, depois de ter emergido da grande recessão de 2008 com a mais longa expansão do período pós-guerra, agora está arrefecendo. Mais economistas esperam uma recessão em 2020 ou 2021. E o o mundo está entrando agora em uma recessão geopolítica cada vez mais profunda, com uma falta de liderança global como resultado do unilateralismo dos EUA, do declínio ma Rússia, que quer minar a estabilidade e a coesão dos Estados Unidos e de seus aliados, e um crescente empoderamento da China. E, finalmente, as mudanças climáticas, que já atrapalham o avanço econômico. Isso só vai aumentar com o tempo”, diz.

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