O congresso Pensar Brasil, realizado no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, abre a programação da tarde desta quinta-feira (12) com as pautas sobre Direitos Sociais do trabalho, Direito Tributário e o Sistema de Justiça. O evento, que nesta manhã teve a presença do pré-candidato à presidência Ciro Gomes, receberá Pablo Marçal (PROS) e André Janones para comentar as atuais relações de trabalho, as necessidades da economia brasileira e o desenvolvimento do país. O primeiro dia do congresso será encerrado com a pré-estreia do longa-metragem brasileiro “Pureza”, que tem a proposta de trazer uma profunda reflexão sobre as relações de trabalho ao narrar a realidade cruel do trabalho escravo. Estrelado pela atriz Dira Paes e dirigido por Renato Barbieri, o filme retrata a história de Dona Pureza na incessante busca por encontrar e libertar o filho que saiu de casa para trabalhar em um garimpo. A programação completa do evento está disponível em www.pensarbrasil.com.br

A programação multisetorial do Pensar Brasil inclui temáticas que permeiam as discussões no universo do trabalho. Ao longo dos dois dias de palestras, os especialistas analisam a adequação das atuais relações de trabalho às necessidades da sociedade e da economia, às demandas criadas pelas novas tecnologias, pela mudança do perfil da população e, ainda, pela perspectiva de mobilidade e flexibilidade. Estão sendo abordados assuntos que estão na pauta nacional, como gênero e diversidade, saúde no ambiente de trabalho e empreendedorismo.

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Nesta segunda-feira, 9, a apresentadora compartilhou fotos mostrando os novos cabelos e impressionou ao surgir deslumbrante.Com os fios mais claros, Vera Viel deu adeus às madeixas totalmente morenas e apostou em uma cor moderna. “Iluminada”, mostrou o resultado em sua rede social.Nos comentários da publicação, os internautas deram sua opinião sobre a mudança. “Gente! Ficou mais linda”, exclamou a apresentadora Eliana (48). “Amei! Tá mais linda”, aprovaram os fãs. Ainda recentemente, Vera Viel surpreendeu e arrancou suspiros em sua rede social ao compartilhar um clique de um ensaio de lingerie.

CARA

Com a menor taxa de investimento em décadas, o Brasil segue na lanterna dos principais emergentes dando vexame no quesito investimento público.

Crédito: Divulgação

SEM CAMINHO Falta de estratégia e má gestão fazem com que o Brasil gaste mal seus recursos públicos e deixe a desejar em praticamente todas as áreas da infraestrutura. (Crédito: Divulgação)

Estradas esburacadas, pontes inacabadas, portos do século 19, prédios públicos sucateados ou abandonados… Não é preciso andar muito para perceber que o Brasil investe pouco (e muito mal) os recursos da União. E isso ajuda a explicar porque nossa economia vive em uma espécie de Era Medieval da competitividade. Essa dura realidade foi constatada pela Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib). O mais recente estudo da entidade mostra que em 1979 o Brasil investiu, em valores atualizados, R$ 930 bilhões em obras que serviriam para o País se tornar um polo do desenvolvimento mundial. Depois disso, especificamente entre 1980 e 2019, o volume somou R$ 45 trilhões. Se a cifra parece estrondosa quando olhada pela primeira vez, ela se torna vergonhosa quando comparada aos nossos pares emergentes. Caso o governo brasileiro tivesse acompanhado o ritmo da Índia, por exemplo, deveríamos ter investido mais de R$ 200 trilhões no mesmo período.

Mas a Índia é apenas um entre tantos exemplos. Sem investimentos suficientes para acelerar e dar competitividade à economia, o Brasil tem ficado para trás sob qualquer base de comparação internacional. Em números o estudo revela que entre 1980 e 2019, o País investiu 49 vezes o volume de 1979. No mesmo período, considerando outras nações emergentes, o multiplicador foi de 249 na Índia; 202 na Coreia do Sul; e 66 na África do Sul. Mesmo os Estados Unidos, a maior economia mundial, que já entraram no século 20 com boa parte de sua infraestrutura desenhada, foram investidas 81 vezes o valor de 1979 entre 1980 e 2019.

O diretor de Planejamento e Economia da Abdib, Roberto Guimarães, avalia que o baixo investimento e a má gestão dos recursos investidos minguaram a competitividade da indústria nacional nas últimas décadas. Para ele, como as despesas obrigatórias consomem quase todo o Orçamento, os cortes de gastos sempre recaem sobre os investimentos. O Orçamento previsto para este ano representa, segundo as contas da entidade, 25% do que foi há 15 anos.

SEM CAMINHO Falta de estratégia e má gestão fazem com que o Brasil gaste mal seus recursos públicos e deixe a desejar em praticamente todas as áreas da infraestrutura. (Crédito:Divulgação)

E como a engrenagem da economia precisa que os investimentos públicos e privados se movimentem de forma simultânea, essa falha do Estado desencoraja as empresas a investir. Nos cálculos da Abdib, a produção industrial brasileira poderia obter um adicional de R$ 6,5 trilhões se tivesse crescido como a Coreia do Sul, entre 2010 e 2021. Com relação ao México, R$ 5,1 trilhões (2,9 vezes). Com relação à África do Sul, teríamos dobrado a produção.

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Crédito: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Confira como fazer para dar entrada no auxílio e as diferenças entre auxílio-acidente, auxílio doença e aposentadoria por invalidez (Crédito: Marcelo Camargo/ Agência Brasil)

O Auxílio-Doença é um dos benefícios que são pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para quem se acidentou no trabalho ou está com alguma doença que o deixou impossibilitado de trabalhar por um período de tempo. No entanto, algumas dúvidas ainda ficam na cabeça do trabalhador quanto ao procedimento para dar entrada, as diferenças entre auxílio-doença, auxílio-acidente e aposentadoria por invalidez.   

O que é? 

O benefício é feito para quem se acidentou ou contraiu uma doença que o impede de trabalhar por mais de 15 dias. A obrigação dos primeiros 14 dias é da empresa empregadora. 

Diferença entre auxílio-acidente e aposentadoria por invalidez

Os auxílios doença e acidente podem ser muito parecidos, mas possuem diferenças bem importantes. 

O Auxílio-doença é quando você acabou de sofrer um acidente ou contraiu uma doença que te impede de trabalhar temporariamente. Já o auxílio-acidente pode ser um desdobramento do primeiro, quando o acidente sofrido deixou sequelas permanentes. Outra diferença entre os dois é que enquanto o pagamento do auxílio-doença se encerra com a alta médica, o auxílio-acidente continua sendo pago após a volta ao trabalho e só se encerra na aposentadoria. Já a aposentadoria por invalidez é mais grave e se dá quando o trabalhador se mostra totalmente incapacitado para realizar qualquer atividade laborativa e os peritos diagnosticaram que ele não tem expectativa de melhora.     

De quanto é o auxílio-doença? 

O valor pago pelo auxílio-doença equivale a 100% da média simples de todos os salários de contribuição do trabalhador, não mais desconsiderando as contribuições com salários mais baixos. O valor mínimo não pode ser abaixo de um salário mínimo e o máximo, não pode superar o salário máximo de contribuição, que em 2022 é de R$7.087,22. 

Como solicitar e dar entrada no benefício?

A solicitação do benefício pode ser feita no site ou aplicativo do Meu INSS ou pelo telefone 135. Nesse primeiro momento é preciso agendar a perícia médica. Depois disso, é preciso estar no posto do INSS onde a perícia foi agendada onde o beneficiário será periciado por um profissional. 

Pelo aplicativo também é possível fazer o pedido de prorrogação ao auxílio. 

Confira o passo a passo do procedimento 

  1. Acesse o site Meu INSS ou baixe o aplicativo;
  2. Faça login e escolha a opção “Agende sua Perícia”;
  3. Clique em “Agendar Novo” – em caso de 1º pedido ou em “Agendar Prorrogação” para solicitar que o benefício seja prorrogado;
  4. Acompanhe o andamento da sua solicitação pelo site ou aplicativo Meu INSS – opção “Resultado de Requerimento/Benefício por Incapacidade”;
  5. Compareça à unidade do INSS escolhida para fazer perícia médica;
  6. Acompanhe o andamento da solicitação e o resultado da perícia pelo site ou aplicativo Meu INSS na opção “Resultado de Requerimento/Benefício por Incapacidade”

Como comprovar a doença ou acidente? 

Para comprovar o seu estado para receber o benefício é preciso ter um atestado médico, receitas de medicamentos que precisam ser tomados e prontuários de internação que precisam ser levados na perícia. Além disso, é preciso estar munido de documento pessoal com foto e que conste o número do CPF; documento que comprove pagamentos ao INSS, como a Carteira de Trabalho e declaração do empregador dizendo qual o último dia de comparecimento no trabalho. 

Como sacar o benefício?

Na primeira parcela do auxílio, o trabalhador precisará ir até uma agência bancária que estará indicada na “Carta de Concessão”. Após imprimi-la, dirija-se até a agência com um documento de identificação com foto e fazer a retirada do benefício no caixa. Neste momento é possível fazer a escolha de como quer receber os outros meses: em uma conta indicada ou se pelo cartão magnético do INSS.  

 

” Os pobres sofrem no INSS”

istoedinheiro  

Crédito: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Pagamento instantâneo tem se popularizado, mas traz muitos perigos em casos de roubo ou furto (Crédito: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Com a introdução do Pix, o serviço de transferência criado pelo Banco Central que facilita e muito a transferência de valores entre bancos, não demorou para as quadrilhas perceberem que poderiam se aproveitar disso. Com alguns cliques em um smartphone é possível transferir milhares de reais em segundos com o serviço.

O que deve fazer, então, quem teve o celular roubado para evitar golpes?

Em primeiro lugar, é bom manter uma senha bloqueando a sua tela inicial. Dessa forma, o bandido já terá uma primeira dor de cabeça.O problema é que, sabendo disso, muitos assaltantes ao realizar roubos de celulares já exigem (sob ameaça ou violência) que os donos dos celulares desbloqueiem o aparelho e até coloquem a senha para entrar em determinado aplicativo de banco.Atravessando essa primeira barreira de acesso, eles conseguem mudar algumas senhas e mesmo realizar transferências bancárias. Isso porque quando o bandido tem acesso ao smartphone da pessoa, geralmente ele também terá acesso ao e-mail que ela usa e, obviamente, a caixa de entrada do sistema de mensagens SMS.Dessa forma, ele pode conseguir, facilmente, alterar senhas que exigem autenticação por SMS ou por e-mail para tanto, já que geralmente o e-mail fica logado quando a pessoa está usando o telefone e o SMS é algo que ele receberá facilmente assim que descobrir o número de aparelho (o que pode ser feito facilmente, como ligando pelo telefone roubado para um outro celular qualquer ou acessando as configurações do aparelho, onde o número fica disponível).

Indenizações e ressarcimentos

Com a onda de ataques que se seguiram ao lançamento do Pix, o Banco Central foi rápido em mudar algumas regras e reduzir o total do montante que pode ser transferido, sobretudo durante o período noturno, para coibir esses crimes (atualmente, o limite para transferências e pagamentos por meio do Pix entre 20h e 6h é de apenas R$ 1.000) Para ajudar os usuários de serviços bancários por smartphones e outros aparelhos, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) criou alguns tópicos fundamentais para que dificultar a vida dos criminosos.

1. Cuidado com as suas senhas

Não compartilhe sua senha com amigos e parentes ou encaminhe senhas por aplicativos de mensagens, e-mails ou SMS. Nunca utilize dados pessoais como senha (ex. data de aniversário, placa de carro etc.), nem números repetidos ou sequenciais (ex. 111111 ou 123456), nem anote senhas em papel, no celular ou no computador.

2. Cuidados com seu cartão

Nunca entregue seu cartão a ninguém. Os bancos não pedem os cartões de volta, mesmo se houver a possibilidade de fraude ou defeito. Eles também não mandam um portador buscar seu cartão.

3. Confira seu cartão após uma compra

Ao terminar de realizar uma compra na maquininha, verifique o nome no cartão para ter certeza de que realmente é o seu. Sempre confira o valor na maquininha antes de digitar a sua senha. E proteja o código de segurança.

4. Ative duplo fator de autenticação

Sempre ative a função de segurança “duplo fator de autenticação” em suas contas na internet que oferecem essa opção: e-mail, redes sociais, aplicativos, sistemas operacionais etc.

5. Atenção com ligações

Se receber contato em nome do banco solicitando para ligar para sua Central de Atendimento, ligue a partir de outro aparelho, assim evita que o golpista “prenda” a sua linha telefônica e nunca informe suas senhas

6. Nunca clique em links desconhecidos

Sempre confira a origem das mensagens ao receber promoções e e-mails que se dizem do banco. Nunca clique em links de promoções muito vantajosas ou que peçam sincronização, atualização, manutenção de token, app ou cadastro. O banco nunca envia e-mails informando que sua conta foi invadida e pede para enviar os seus dados.

7. Cuidado em compras online

Dê preferência a sites conhecidos e confira sempre se o endereço do site é o verdadeiro. Para garantir, não clique em links, digite o endereço no navegador. Sempre use o cartão virtual para realizar compras na internet.

8. Cuidado nas operações bancárias

Sempre confira o nome do recebedor ao pagar um boleto, realizar transferências ou Pix.

9. Não fotografe ou filme a tela do caixa eletrônico ao usá-lo

Nunca envie fotos, vídeos ou capturas de tela pelo celular. Se precisar de auxílio no caixa eletrônico, peça ajuda a um funcionário do banco devidamente identificado.

10. Cuidado com o que compartilha nas redes sociais

Um simples post pode dar muitas informações sobre você para golpistas. O que você compartilha pode ajudar bandidos a conhecer seu perfil e comportamento.

Roubo de celulares 

Já no caso de roubo ou furto de celulares, a entidade recomenda algumas medidas preventivas:

  • Mantenha os sistemas do seu celular ou notebook sempre atualizados.
  • Nunca use o recurso de “lembrar/salvar senha” em navegadores e sites.
  • Jamais anote senhas em bloco de notas ou em arquivos no aparelho.
  • Escolha a opção de acionamento do bloqueio automático de tela mais rápido e desative notificações que são exibidas independentemente do bloqueio de tela inicial.
  • Utilize os recursos de biometria, reconhecimento facial se os seus dispositivos possuem essa tecnologia e ative e dupla autenticação em todos as suas contas de internet como e-mail, aplicativos, sites etc…
  • Anote o código do IMEI do celular em algum local seguro para bloquear sua linha e o seu aparelho em caso de roubo ou perda.
  • Habilite a função de rastreio do celular para conseguir apagar os dados do seu aparelho e localizá-lo remotamente, se necessário.

Mas além dessas medidas, caso o celular seja roubado, existe alguma outra medida além de bloquear todos os cartões, chips e contas possíveis até você recuperar o acesso a suas contas com um B.O. em mãos e tudo mais? De acordo com o Banco do Brasil (BB), é fundamental agir com rapidez para reduzir os danos causados pelo roubo do celular. O primeiro passo é entrar em contato imediatamente com a central do banco no qual você tem conta para bloquear o aplicativo do banco o quanto antes. Além disso, também é importante contestar compras ou transações desconhecidas. Em seguida, a vítima deve ligar na operadora do smartphone e bloquear a linha, evitando cobranças indevidas e o uso de serviços da operadora não autorizados.

Número IMEI

Depois, deve ser feito um Boletim de Ocorrência (BO) para informar sobre o roubo: toda vez que algum celular é roubado, furtado ou perdido, é preciso informar a Identificação Internacional de Equipamento Móvel (IMEI) no B.O.. Ele funciona como uma espécie de RG do seu aparelho, e é só com esse número de identificação que é possível bloquear o celular para que ele não funcione mais. Para descobrir o número IMEI do seu aparelho, basta digitar *#06# no telefone ou procurá-lo na caixa original do smartphone ou nota fiscal do produto. Caso você guarde esse número, sua vida será bastante facilitada em casos de roubo, já que os criminosos tentarão utilizar o mais rápido possível seu dispositivo e suas contas para fazer transferências. Portanto, quanto antes você conseguir bloquear o aparelho, menores serão os danos financeiros causados.

Lembre-se: anote o número em um lugar seguro ou o memorize para estar à frente do criminoso nessas situações.

Apagando dados remotamente

Outra medida bastante importante para quem tem o celular roubado é apagar de forma remota seus dados.  Apagando determinadas informações, o acesso a aplicativos, contas e e-mails fica mais difícil para o golpista.No caso de aparelhos Android, é necessário acessar uma ferramenta do Google que permite localizar um dispositivo e limpar os dados vinculados à sua conta.Já se você tiver um iPhone, a Apple também disponibiliza uma plataforma em que é possível apagar os dados do seu celular a distância.

Outra ferramenta importante é chamada Registrato e foi criada pelo Banco Central.

Por meio dela, é possível conferir se seus dados pessoais foram utilizados para abrir contas em outras instituições, já que o sistema, criado pelo BC, compila relatórios com informações sobre contas e operações de crédito vinculadas ao seu CPF, podendo ajudar a identificar quando ocorre uma utilização indevida das suas informações.

Indenizações e recuperação dos valores transferidos

Caso nenhuma das dicas anteriores ou recomendações tenham ajudado e você já teve o celular furtado e perdeu valores com transferências feitas por bandidos para terceiros, não se desespere: ainda há uma última saída, a via judicial. Por conta dos inúmeros casos envolvendo quadrilhas especializadas em roubos e furtos de celulares para fazer transferências via Pix, já existe farta jurisprudência no sentido de que as instituições financeiras, no caso de roubo de celulares e transferências de valores pelo Pix, possuem responsabilidade objetiva em relação ao fato, ou seja, não precisam agir com culpa ou dolo para serem responsabilizadas pelo ressarcimento e indenizações devidos.

Em duas decisões do Tribunal de Justiça de São Paulo de dezembro de 2021, dois bancos foram condenados a indenizar os clientes por falha na prestação do serviço. Os consumidores haviam sido vítimas de furto de celular e perderam valores por conta de transferências via PIX realizadas pelos bandidos. Em um dos casos, o consumidor relatou que R$ 2,8 mil foram transferidos de sua conta via PIX após ter seu celular furtado. Apesar da defesa do Itaú dizendo que a culpa era exclusiva da vítima, o banco foi condenado a restituir os R$ 2,8 mil e, a título de indenização por danos morais, pagar adicionais R$ 3 mil.

Para o magistrado que proferiu a sentença nesse caso, o sistema do aplicativo do banco tinha falhas, o que reforça a responsabilidade pelo dano experimentado pelo consumidor. Já em outro processo, um caso bastante parecido: um cliente do Banco do Brasil teve o celular furtado e disse que perdeu R$ 1,7 mil por conta de transferências realizadas pelo Pix. Neste caso, além de ser determinado que o autor da ação tinha direito a ser ressarcido com os R$ 1,7 mil que perdeu, mas também, por conta de falhas nos aplicativos que acabam deixando os clientes expostos, determinou uma indenização por danos morais de R$ 5 mil. Vale a pena, portanto, entrar com uma ação judicial para pedir o ressarcimento dos valores, ainda mais porque, já que os valores geralmente estão longe de ficar acima de 40 salários mínimos, podem ser julgados em Juizados Especiais, que possuem um trâmite muito mais rápido.

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Crédito: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

Lei nº 14.331/2022 torna permanente a garantia de custeio pelo governo das perícias do INSS nos processos judiciais de benefícios por incapacidade (Crédito: Marcello Casal Jr / Agência Brasil )

A Lei nº 14.331/2022 que torna permanente a garantia de custeio pelo governo das perícias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) nos processos judiciais de benefícios por incapacidade entrou em vigor na semana passada. O fim da contribuição única e a mudança na regra de cálculo das aposentadorias com a volta do divisor mínimo são outras novidades do texto. A maioria das pessoas que ainda não se aposentou deverá ter redução em seus benefícios. A contribuição única permitia a alguns segurados fazerem um recolhimento ao INSS no valor do teto para aumentar a aposentadoria. As informações são do portal Jornal Contábil.

Com a volta do divisor mínimo, serão somados todos os salários de contribuição que o segurado teve entre julho de 1994 até o momento do pedido de aposentadoria e o resultado dividido pelo número de contribuições. Se o número de contribuições for menor que 108, este será o divisor utilizado. Depois da divisão, aplica-se o coeficiente de 60% sobre o resultado, e somam-se 2% ao ano que exceder 15 anos de contribuição para mulher e 20 anos para o homem. Todos os segurados que tiverem menos de 108 contribuições serão prejudicados, segundo o Jornal Contábil, porque o valor da soma será dividido por 108.A quarta mudança é que todos os segurados que tiveram o benefício por incapacidade negado administrativamente deverão realizar o pedido na justiça já contestando o resultado da avaliação do perito registrada no INSS. A Lei nº 14.331/2022 deriva do PL 4.491/2021, de autoria do senador Sérgio Petecão (PSD-AC). Na discussão do texto, o relator da matéria, o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), disse que “o projeto busca garantir e assegurar ao cidadão de baixa renda que foi injustiça do em pedidos administrativos o direito a contar com perícia custeadas pelo poder público no curso de processos judiciais contra o INSS”, segundo a Agência Senado. Os recursos para os pagamentos dependerão de autorização física e financeira na lei orçamentaria anual, de acordo com Trad.

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Crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Servidores do Banco Central querem reajuste salarial e reestruturação de carreira (Crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

A greve por tempo indeterminado dos servidores do Banco Central foi mantida nesta terça-feira (10) em assembleia. A paralisação é coordenada pelo Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal), que reivindica reajuste salarial e reestruturação de carreira. A manutenção da greve, que se arrasta desde abril, foi aprovada por ampla maioria dos servidores em um momento em que o governo recusa-se a negociar com a categoria. Segundo o Estadão, o governo deve decidir sobre um reajuste linear de 5% a todos os funcionários públicos federais até o próximo dia 22.

istoedinheiro

O governador João Azevêdo faz, nesta segunda-feira (9), a entrega de 10 mil notebooks do Programa Paulo Freire – Conectando Saberes, que tem como objetivo principal a valorização da prática docente.Criado em 2020, o Programa Paulo Freire possibilitou aos professores da Rede Estadual, por meio de edital, efetuar adesão ao programa, sem a existência de concorrência para recebimento de notebooks. A entrega será festa às 10h, no ECIT, no bairro de Jaguaribe.

MaisPB

Petrobras, Gasolina, DieselFoto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (9) um reajuste de 8,87% no preço do diesel para as distribuidoras. De acordo com a empresa, o preço do litro do combustível no atacado passará de R$ 4,51 para R$ 4,91, um aumento de R$ 0,40 a partir desta terça (10).Segundo a empresa, esse é o primeiro reajuste do combustível em 60 dias. A gasolina e o GLP (gás de cozinha) tiveram preços mantidos.

Com o reajuste, a mistura obrigatória de 90% de diesel A e 10% de biodiesel passará a custar para a distribuidora R$ 4,42 por litro, em vez dos atuais R$ 4,06, uma alta de R$ 0,36.Essa é a parcela da Petrobras no preço cobrado do consumidor, que ainda inclui custos e margens de lucro das distribuidoras e dos postos de combustível, além do ICMS. A empresa justifica o aumento informando que o balanço global de diesel está sendo impactado, nesse momento, por uma redução da oferta frente à demanda.“Os estoques globais estão reduzidos e abaixo das mínimas sazonais dos últimos cinco anos nas principais regiões supridoras. Esse desequilíbrio resultou na elevação dos preços de diesel no mundo inteiro, com a valorização deste combustível muito acima da valorização do petróleo. A diferença entre o preço do diesel e o preço do petróleo nunca esteve tão alta”, informa a empresa na nota divulgada à imprensa. A Petrobras informa ainda que refinarias estão operando próximo ao nível máximo e que o refino nacional não tem capacidade de atender toda a demanda do país. “Dessa forma, cerca de 30% do consumo brasileiro de diesel é atendido por outros refinadores ou importadores. Isso significa que o equilíbrio de preços com o mercado é condição necessária para o adequado suprimento de toda a demanda, de forma natural, por muitos fornecedores que asseguram o abastecimento adequado”, explica a Petrobras na nota.

“Os brasileiros aguentarão estes aumento abusivo e constantes?????.”

Mãe é a expressão do Amor de Deus. Ser mãe é uma dádiva de Deus. Ser mãe é receber de Deus um sublime dom. (Gera posteridade)

Ser mãe é receber um singelo dom. (Pois não existe outra forma de gerar o homem a não ser do ventre de uma mãe) Ser mãe é receber um perpétuo dom. (Ela concebe um ser que nasce para ser eterno, nunca morrerá) Dizem que cada criança que nasce é um telegrama de Deus anunciando que ainda ama o homem.

Por 289 vezes a palavra “mãe” ou “mães” aparece na Bíblia. Lendo-as, notamos que o princípio segundo o qual as mães devem ser honradas (Êxodo 20.12), junto com os pais, é repetido várias vezes, no Antigo e no Novo Testamento. Elas devem ser honradas por serem mães, mesmo que seus conselhos ou práticas não devem ser seguidos. Temos na Bíblia histórias de mães magníficas e outras nem tanto. Devemos, logo, afirmar que, embora haja uma imensa influência delas sobre os seus filhos, elas não são responsáveis pelas escolhas que eles fazem.

A MISSÃO DE SER MÃE

“Talvez um dos papéis mais preponderantes da mulher destacado na bíblia, seja o de mãe, embora todos os papéis sejam igualmente reconhecidos. Esse papel de mãe era tão importante nos tempos bíblicos que a esterilidade feminina chegava a ser considerada uma maldição divina, porquanto furtava a mulher de uma de suas funções mais importante na vida. Há casos destacados com especialidade como o de Sara( Gn 17:15), Raquel (Gn30), e Ana (I Sm 1:2). R. C.

Muitas noites acordadas, cansaços físicos, renúncias, ingratidões, uma tarefa difícil, árdua.

Porém é extremamente gratificante para a mãe ver o filho que ela amamentou crescido, criado, formado, bem encaminhado na vida. É honroso para a mãe ver em seus filhos suas próprias virtudes. É alentador para a mãe ser reconhecida por seus filhos como aquela que esteve ao seu lado nos momentos mais difíceis, educando, corrigindo, formando, protegendo, consolando, animando.

Todo e qualquer investimento, afim de que seja próspero tem que ter uma boa mão de que o cuida. Assim é a mãe, para que seu filho seja prospero durante sua vida.

As Ás várias funções da Mãe:

Alimentar. Consolar. Dar amor. Proteção. Educar. (ensinar, edificar, exortar, corrigir, repreender). “ Ensina a criança no caminho que deve andar e ainda quando for velho não se desviará dele” Pv 22:6 “ Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o aprendeste. E que desde a infância sabes as sagrada letras que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Jesus Cristo.” II Tm 3:14,15.

AS VÁRIAS MÃES DA BÍBLIA

  1. 1. Estamos hoje homenageando as mães, um tributo necessário àquelas que podem ser consideradas mães de verdade!
  2. Porém a grande maioria das mulheres, honram de fato a posição de mães que ocupam. Fazem de tudo para que seus filhos possam vir a ter umas vidas honradas na sociedade em que vivem. Muitas delas dão até mesmo a própria vida pelos seus filhos, fazendo de tudo para que possam crescer e ocupar espaços de destaque no mundo em que vivemos. Há exemplos de mães que, até mesmo, passaram privações, fome, para que seus filhos se formassem numa faculdade.Na Escritura encontramos vários exemplos de mães, os quais queremos trazer nesta noite. Vejamos:

ALGUNS EXEMPLOS NEGATIVOS E POSITIVOS DE MÃES DENTRO DA PALAVRA DE DEUS:

 

 AGAR – A MÃE DISPLICENTE

REBECA – A MÃE PARCIAL

EVA – A MÃE A DE TODA HUMANIDADE

 SARA – A MÃE SÍMBOLO DE FÉ

 JOQUEBEDE

ANA – A MÃE SUPLICANTE

RISPA, A MÃE MODELO

MARIA – A MÃE AGRACIADA E SOFREDORA

A HOMENAGEM DO NOSSO BLOG PARA TODAS AS MÃES DO MUNDO

A – EXEMPLOS NEGATIVOS:

 AGAR – A MÃE DISPLICENTE

Gn 21.13-18, “13 Mas também do filho da serva farei uma grande nação, por ser ele teu descendente. 14 Levantou-se, pois, Abraão de madrugada, tomou pão e um odre de água, pô-los às costas de Agar, deu-lhe o menino e a despediu. Ela saiu, andando errante pelo deserto de Berseba. 15 Tendo-se acabado a água do odre, colocou ela o menino debaixo de um dos arbustos 16 e, afastando-se, foi sentar-se defronte, à distância de um tiro de arco; porque dizia: Assim, não verei morrer o menino; e, sentando-se em frente dele, levantou a voz e chorou. 17 Deus, porém, ouviu a voz do menino; e o Anjo de Deus chamou do céu a Agar e lhe disse: Que tens, Agar? Não temas, porque Deus ouviu a voz do menino, daí onde está. 18 Ergue-te, levanta o rapaz, segura-o pela mão, porque eu farei dele um grande povo”.

1.. AGAR

  1. 2. Notem que Agar, mesmo sabendo da parte de Deus, que Ismael seria pai de muitas nações, abandonou o seu filho achando que o menino ia morrer. Foi incrédula e displicente! Parece que Agar era de fato era “avoada”, conforme nos indica seu nome. 

REBECA – A MÃE PARCIAL

Gn 25.28, “Isaque amava a Esaú, porque se saboreava de sua caça; Rebeca, porém, amava a Jacó”.

  1. Nome “Rebeca” 2. Todos nós sabemos da trama familiar montada por Rebeca, motivando e incentivando Jacó a enganar seu irmão Esaú, e que em virtude desta trama recebeu a bênção da primogenitura de seu pai Isaque, em lugar de seu irmão. Tal posição de Rebeca motivou uma intriga familiar muito séria – ódio e ameaça de assassinato. De seu nome podemos deduzir que ela apenas “se amarrou” apenas Jacó, quando de fato era mãe também de Esaú.

B – EXEMPLOS POSITIVOS: 

EVA – A MÃE A DE TODA HUMANIDADE

Gn 3.20, “E deu o homem o nome de Eva a sua mulher, por ser a mãe de todos os seres humanos”. A primeira mulher recebeu este nome por ser a mãe de todos os seres humanos. Como seu próprio nome indica, Eva deu origem ao processo de “vida” dos seres humanos a partir dela, recebendo o privilégio de ser chamada a “mãe de toda a humanidade”.

 SARA – A MÃE SÍMBOLO DE FÉ

Hb 11.11-12, “11 Pela fé, também, a própria Sara recebeu poder para ser mãe, não obstante o avançado de sua idade, pois teve por fiel aquele que lhe havia feito a promessa. 12 Por isso, também de um, aliás já amortecido, saiu uma posteridade tão numerosa como as estrelas do céu e inumerável como a areia que está na praia do mar”.

 “Sara”

-. Sara é um exemplo de fé para todas as mães, uma vez que mesmo sendo impossível gerar um filho pela sua idade avançada, creu nas promessas divinas e Deus a tornou fértil. Assim ela gerou Isaque, que seria o continuador da descendência de Abraão. Vemos nela de fato uma “princesa da fé”, podendo ser exemplo para todas as mães. Sua fé é inigualável e deve ser copiada por todas as mães.

 JOQUEBEDE – A MÃE “AMA DE CRIAÇÃO” DE SEU PRÓPRIO FILHO

Êx 2.1-9, “1 Foi-se um homem da casa de Levi e casou com uma descendente de Levi. 2 E a mulher concebeu e deu à luz um filho; e, vendo que era formoso, escondeu-o por três meses. 3 Não podendo, porém, escondê-lo por mais tempo, tomou um cesto de junco, calafetou-o com betume e piche e, pondo nele o menino, largou-o no carriçal à beira do rio. 4 A irmã do menino ficou de longe, para observar o que lhe haveria de suceder. 5 Desceu a filha de Faraó para se banhar no rio, e as suas donzelas passeavam pela beira do rio; vendo ela o cesto no carriçal, enviou a sua criada e o tomou. 6 Abrindo-o, viu a criança; e eis que o menino chorava. Teve compaixão dele e disse: Este é menino dos hebreus. 7 Então, disse sua irmã à filha de Faraó: Queres que eu vá chamar uma das hebréias que sirva de ama e te crie a criança? 8 Respondeu-lhe a filha de Faraó: Vai. Saiu, pois, a moça e chamou a mãe do menino. 9 Então, lhe disse a filha de Faraó: Leva este menino e cria-mo; pagar-te-ei o teu salário. A mulher tomou o menino e o criou”.

Joquebede

-. Sabemos que Joquebede foi a ama de seu próprio filho, Moisés. Quando a criança, para escapar da morte, foi colocada sobre o leito do rio e apanhada pela filha de Faraó, Joquebede foi chamada para ser-lhe “ama de criação”.
Isto aconteceu porque Joquebede colocou Miriã, sua filha mais velha, para vigiar a criança que deslizava no leito do rio. Foi Miriã que ofereceu à filha de Faraó, os serviços de sua mãe como “babá”, o que foi aceito pela princesa. De fato seu nome indica que Joquebede foi uma promotora da “glória” de Javé.

ANA – A MÃE SUPLICANTE

1 Sm 1.10-18, “10 levantou-se Ana, e, com amargura de alma, orou ao SENHOR, e chorou abundantemente. 11 E fez um voto, dizendo: SENHOR dos Exércitos, se benignamente atentares para a aflição da tua serva, e de mim te lembrares, e da tua serva te não esqueceres, e lhe deres um filho varão, ao SENHOR o darei por todos os dias da sua vida, e sobre a sua cabeça não passará navalha. 12  Demorando-se ela no orar perante o SENHOR, passou Eli a observar-lhe o movimento dos lábios, 13 porquanto Ana só no coração falava; seus lábios se moviam, porém não se lhe ouvia voz nenhuma; por isso, Eli a teve por embriagada 14 e lhe disse: Até quando estarás tu embriagada? Aparta de ti esse vinho! 15 Porém Ana respondeu: Não, senhor meu! Eu sou mulher atribulada de espírito; não bebi nem vinho nem bebida forte; porém venho derramando a minha alma perante o SENHOR. 16 Não tenhas, pois, a tua serva por filha de Belial; porque pelo excesso da minha ansiedade e da minha aflição é que tenho falado até agora. 17 Então, lhe respondeu Eli: Vai-te em paz, e o Deus de Israel te conceda a petição que lhe fizeste.18 E disse ela: Ache a tua serva mercê diante de ti. Assim, a mulher se foi seu caminho e comeu, e o seu semblante já não era triste”.

 “Ana”

 Ana foi a mãe de um dos maiores sacerdotes-profetas do Velho Testamento.
Porém, sabemos as dificuldades que ela enfrentou devido à sua esterilidade, que a motivou “chorar” na presença de Deus, junto ao templo. Vimos que até mesmo o sacerdote Eli a teve por embriagada. Em seu pedido suplicante, ela ofereceu seu filho para o serviço de Deus, cumprindo seu voto mais adiante.

Note que em sua súplica, Ana achou “graça” diante do Senhor.

RISPA, A MÃE MODELO

Mãe amorosa, não abandonou seus filhos nem quando morreram; passando aproximadamente seis meses enxotando as aves de rapina para que não comessem os corpos de seus dois filhos expostos na terra. Foi honrada por rei Davi, enterrando seus filhos nas sepulturas dos reis de Israel. (2 Sm. 21:8-14).

Quantas mães já abandonaram seus filhos, mesmo vivos? Uma tristeza.

-Rispa, foi uma mãe virtuosa que entendeu e aceitou a missão de ser mãe. Uma mãe verdadeiramente convertida aos seus filhos. (Malaquias 4:6) Mesmo em face ao sofrimento, e morte, não abandonou seus filhos nem de dia e noite ficava perto de seus corpos não deixando as aves devorar seus corpos.

Quantas mães já desistiram de seus filhos deixando que as aves das drogas, dos traficantes, prostituições, más compainhas, os pecados diversos, filmes e revistas pornográficas, namoros fornicares, namorados dormirem na casa. Enxote essas aves de seus filhos, mande embora, mas não perca seus filhos. xxx

MARIA – A MÃE AGRACIADA E SOFREDORA

Lc 1.30-33, “30 Mas o anjo lhe disse: Maria, não temas; porque achaste graça diante de Deus. 31 Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem chamarás pelo nome de Jesus. 32 Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, o Senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai; 33 ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim”. Lc 2.34-35, “34 Simeão os abençoou e disse a Maria, mãe do menino: Eis que este menino está destinado tanto para ruína como para levantamento de muitos em Israel e para ser alvo de contradição 35 (também uma espada traspassará a tua própria alma), para que se manifestem os pensamentos de muitos corações”.

“Maria” 2. Maria hospedou em seu ventre o Filho de Deus, o Deus Encarnado, para depois vê-lo ser sacrificado em prol dos pecados humanos, 1 Co 15.3, “Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras”. Certamente Maria, agonizou junto à cruz de seu filho. Talvez, esta mulher de Deus, seja a única das mães citadas, cujo nome não faz juz ao seu significado, uma vez que jamais foi “rebelde”. A vida de Maria se resume no seguinte ato de obediência: “Cumpra-se em mim segundo a sua palavra”, Lc 1.38.

AS BÊNCÃOS DA MÃE VIRTUOSA

Será sempre lembrada em suas virtudes . Não será esquecida nem quando morrer. Será sempre amada. Seu caráter estará evidente em seus filhos e na sua posteridade. Deus a honrará como honrou a Rispa.

O amor de Deus representado simbolicamente pelo amor de mãe: “ Mas Sião diz: O Senhor me desamparou, o Senhor se esqueceu de mim. Acaso pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que se compadece do filho do seu ventre? Mas ainda que essa viesse esquecer-se dele, eu, todavia , não me esqueceria de ti” Is 49:14,15

“ Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei o meu filho… Todavia eu ensinei a andar a Efraim; tomei-os nos meus braços, mas não atinaram que eu os curava. Atrai-os com cordas humanas, com laços de amor, e fui para com eles como quem alivia o jugo de sobre as suas queixadas, e me inclinei para dar-lhes de comer.” Os 11:1,3,4

Juliette lança ‘Cansar de Dançar’: “Uma música cheia de leveza” – Foto: Igor Melo

Nesta quinta-feira, 5, Juliette lança a música Cansar de Dançar, faixa que ela mesma co-escreveu. Essa é a primeira vez que um som assinado pela artista ganha o mundo.

O hit é marcado por elementos do bregafunk e do pisero, além de ser mais solta e dançante. Na música, a cantora fala sobre querer se jogar na pista, sem amarras ou medo de ser quem é. Amigos de Juliette, os conterrâneos JuzéLuket e Soulucas (Lucas Dantas) compuseram um esboço da música, que chamou a atenção da artista pelo ritmo e pelo refrão. Depois, a cantora e Juzé juntaram-se para incorporar na letra o recado que ela queria passar, dando um tom poético à mensagem de diversão e empoderamento.

“A batida que predomina é o bregafunk! Ritmo nordestino que já ganhou o Brasil e mistura-se com pagode baiano e o funk carioca no single que promete balançar quem der o play”, comentou ele, que falou sobre a parceria. “Foi interessante e me surpreendeu. Foi uma troca rápida na sintonia. Fechamos a música da melhor maneira que poderia ficar na voz dela.”

Vale dizer que essa é a primeira vez em que Juliette incorpora elementos do bregafunk, do pisêro e outros ritmos da música de rua nordestina ao seu som. “É um ritmo que vocês ainda não me ouviram cantar. Estou ansiosa para vocês ouvirem. Gosto muito de trabalhar sons e elementos que me fazem bem, que eu mesma gostaria de ouvir. É desse desejo que nasceu ‘Cansar de Dançar’. É uma música cheia de leveza, bom-humor, uma novidade no meu repertório. Espero de verdade atingir um efeito positivo nas pessoas”, afirmou ela. Vale lembrar que a estreia da carreira música de Juliette aconteceu em setembro do ano passado, quando ela lançou o seu EP homônimo, que até hoje mantém o recorde de maior número de pré-saves da história do Spotify Brasil e segunda maior estreia de um álbum ou EP brasileiro na plataforma.

CARA

                                         

ACESSEM E VEJAM PROGRAMAÇÃO

    O sorriso é um dos primeiros parâmetros pessoais notados por alguém em um primeiro contato; geralmente dando deixas que refletem a personalidade de cada indivíduo. Cuidar do sorriso e da saúde bucal vai muito além de estética e qualidade de vida: atrai também bons relacionamentos e influi completamente o ambiente profissional. Então, procedimentos voltados para melhoria ou recuperação do sorriso,não é apenas um simples tratamento, e sim um investimento com garantia de retorno.

   Profissionalmente, um sorriso saudável é capaz de aproximar a equipe, pois é muito importante para o relacionamento interpessoal. Os dentes bem cuidados, branquinhos e alinhados também abrem oportunidades para o reposicionamento no mercado de trabalho.

A importância do sorriso no dia a dia

 O sorriso perfeito vai além da beleza: ele transmite uma sensação de que a pessoa se preocupa com sua imagem e higiene pessoal, associando-se como alguém responsável e cuidadoso. Isso aproxima as outras pessoas de forma subliminar.

  Uma pessoa bem apresentável não é aquela que é a mais bonita, e sim aquela que demonstra mais cuidado consigo mesma. Seja com a roupa, com o cabelo, perfume, maquiagem, e nesse pacote tem maior peso a saúde bucal; afinal, pense em como é desagradável estar perto de quem tem mau hálito.Este conjunto faz com que as pessoas ao redor sintam a pessoa bem valorizada nos âmbitospessoal e corporativo, associando a conexão com chaves mentais de liderança, confiança, comprometimento e cumplicidade.

  Consequências de um sorriso mal cuidado

   Quem tem uma saúde bucal comprometida, como a falta de dentes, desalinhamento e amarelamento, ou mesmo a insatisfação com seu sorriso atual, pode expressar uma fisionomia negativa. Um semblante fechado, triste e com baixa autoestima é percebido por qualquer pessoa, o que pode afetar o desempenho no trabalho, socialmente e até mesmo nas relações interpessoais. Graças à tecnologia associada à odontologia, hoje existem diversos procedimentos que podem ajudar na conquista do sorriso perfeito. Como procedimentos de limpeza, clareamento e a sensação do momento, as lentes de contato dentais.

Desemprego ameaça futuro da juventude, dizem especialistas; na foto, jovens participam da 3ª Conferência Nacional de Juventude, em Brasília, realizada em 2015 – Mariana Tavares/UNFPA

“Uma coisa que eu sempre pensava é: quando eu fizer 14 anos, vou poder ser jovem aprendiz e vou começar a trabalhar”. O sonho do jovem Phellipe Nunes, de 19 anos, morador do Itaim Paulista, na periferia de São Paulo, é o mesmo de milhões de outros brasileiros. Contudo, as dificuldades de acesso ao mercado de trabalho são cada vez maiores na trajetória de Philippe e de outros jovens no Brasil e no mundo. “Na periferia, entre jovens negros e pobres, o desemprego, sempre foi algo muito presente. Mas, a cada dia que se passa, é perceptível a dificuldade que a gente encontra na busca pelo emprego. A cada dia que se passa, isso se torna mais difícil”, diz o jovem.

O problema fica ainda maior quando se leva em conta a questão racial: “A busca pelo emprego quando se é negro é muito mais importante. Os dados apontam isso e a gente vê que a população negra no Brasil é a que ocupa a camada mais pobre do Brasil. Somos nós que estamos nas periferias e que sofremos com descaso e opressão há mais de 300 anos”.”O primeiro desafio é você conseguir ser aceito pela sociedade. A primeira discriminação que a gente sofre na busca pelo emprego é no momento em que você vai para uma entrevista, e você tem que se adequar ao padrão estético que o meio empregatício impõe para que você seja bem visto”, diz Phelippe.Em alguns casos, os desafios na busca pelo primeiro emprego são tantos que a pretensão de acessar o mercado de trabalho é deixada de lado. Em 2019, o Brasil tinha 47,2 milhões de jovens de 15 a 29 anos (28% da população ativa acima de 15 anos). No entanto, os jovens somavam mais da metade dos trabalhadores desocupados (54%).Com a pandemia, dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostram que houve um aumento da inatividade, principalmente do número dos jovens desalentados, que desistiram de procurar emprego por não ter esperanças de que vão encontrar. Segundo os dados da OIT, a crise econômica está afetando os jovens com mais força e rapidez do que qualquer outro grupo. Em todo mundo, mais de 1 em cada 6 jovens deixou de trabalhar desde o início da pandemia. Com isso, globalmente, o número de jovens desempregados chega a 67,9 milhões. 

O estudo Inserção dos Jovens no Mercado de Trabalho em Tempos de Crise analisa como os jovens brasileiros foram atingidos pela pandemia no momento de inserção no mercado de trabalho. Os números mostram que, nesse período de crise, tanto os jovens que perderam a ocupação como os desempregados estão deixando a força de trabalho.

” Este é Brasil que a maior parte da nação não conhece”

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Entre 2018 e 2021, os alimentos ficaram, em média, 43% mais caros para o consumidor final; cenário foi agravado pela pandemia – José Cícero/Agência Pública

Coordenador da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar (Rede Penssan) e economista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), o pesquisador Nilson Maciel de Paula é pessimista em relação à situação da fome e da insegurança alimentar no Brasil em 2022. “O cenário é complicado porque a cada dia a gente vai tendo notícias não muito animadoras. Nada indica que o quadro que veio à tona no ano passado, em 2021, relacionado à fome, vá melhorar”, disse em entrevista à Agência Pública. Dois fatores são cruciais para a afirmação do economista: a inflação e o desemprego que, segundo a maior parte dos prognósticos econômicos, devem permanecer em situação preocupante nesse ano. Há uma tendência de alta no preço dos alimentos que se observa há pelo menos três anos. Dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) apontam que entre 2018 e 2021 os alimentos ficaram, em média, 43% mais caros para o consumidor final. A pandemia agravou esse cenário. O mesmo ocorreu em relação ao desemprego. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Brasil só deve retornar ao nível pré-pandemia em 2024.

A Rede Penssan foi responsável pelo “Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil”, uma pesquisa de alcance nacional que analisou o impacto da pandemia no aspecto da segurança alimentar da população brasileira e foi publicada no ano passado.A partir de uma amostra de 2.180 domicílios, a pesquisa concluiu que: 116 milhões de pessoas — mais da metade dos lares brasileiros —  estavam em situação de insegurança alimentar e 19 milhões passavam fome. De Paula alerta para a inflação de alimentos observada no Brasil e a combinação de pouca atividade econômica com o cenário de aumento de preços, que classifica como uma “combinação explosiva”.

Temos previsões pouco animadoras para a inflação e o desemprego em 2022. Diante desse cenário, para onde vai essa situação de insegurança alimentar no Brasil em 2022?

É muito difícil fazer uma projeção muito precisa, os economistas gostam muito de aplicar modelos de previsão, e depois todos eles furam. O cenário é complicado porque a cada dia a gente tem notícias não muito animadoras. Nada indica que o quadro que veio à tona no ano passado, em 2021, relacionado à fome, vá melhorar. A cada dia que passa a gente tem algo que vai agravando esse quadro…

Então as perspectivas que temos são de agravamento da fome e da insegurança alimentar porque tem uma combinação terrível, nefasta, que é um quadro de inflação com a pressão dos preços da alimentação. Estamos falando de uma inflação em cima do que é essencial. Quando você vê a inflação pegando esse setor, vai atingir os segmentos mais vulneráveis. E aí você tem uma combinação que é explosiva, que é a inflação combinada com ausência de demanda. É uma coisa meio estranha, né? Porque geralmente é muito comum associar inflação com a pressão de demanda. E aí os economistas em geral, o governo, já aumentam a taxa de juros. Os economistas do mercado financeiro gostam dessa ideia, fazer uma restrição monetária achando que vão segurar a inflação. Só que isso não resolve o problema que estamos olhando: a pobreza, a fome, a falta de renda, o desemprego…

Não temos uma economia aquecida, ao contrário, temos uma economia estagnada que não cresce, e nada indica que vá ser diferente em 2022. E você tem a inflação. Esse é o indicador de que o quadro relacionado à insegurança alimentar pode se agravar. Junto com isso tem o problema da pobreza, do desemprego — não só o desemprego em si, a falta de oportunidades de trabalho, mas o emprego informal, que corrói a qualidade do mercado de trabalho. Também há uma perda da qualidade do trabalho em função do deslocamento do eixo da economia rumo a uma reprimarização.

Por exemplo, quando você tem um setor como o agronegócio, setores de commodities, puxando a economia, isso indica uma precarização do mercado de trabalho. Você tem uma empresa montadora que fecha as portas, mas isso é compensado no agregado macroeconômico, no PIB, pelas exportações do agronegócio. Quando você olha no geral, você pensa que a economia está crescendo, mas a qualidade do trabalho se alterou dramaticamente porque você empregava antes um engenheiro elétrico, mecânico, com um trabalho de melhor qualidade, e agora você emprega o quê? Então você tem o deslocamento da qualidade do mercado de trabalho em função do deslocamento do eixo da economia.

O quanto dessa insegurança alimentar observada por vocês no inquérito foi fruto da pandemia e o quanto veio de condições mais estruturais da economia brasileira? 

Eu acho que a pandemia fez com que a questão da fome e da insegurança alimentar se tornasse mais visível. A sociedade parou à medida que a pandemia foi se agravando, e aí entrou em discussão a questão do auxílio emergencial em 2020. E aí você vai vendo as pessoas, a mídia, a sociedade de uma maneira geral, colocando a cabeça para fora para ver o que tava acontecendo.

Além disso, você tem de fato uma perda de dinamismo. A economia parou na pandemia, e não tem como negar isso: você tem fechamento de empresas, negócios, ou seja, você tem uma crise econômica que veio na esteira da pandemia. E aí vai se formando essa combinação de várias crises, e o problema da insegurança alimentar aparece. Vem a pandemia e depois vem a perda de renda, de emprego etc. A insegurança alimentar é um fenômeno socialmente identificado, assim como é a pandemia: a pandemia não é democrática, como muita gente dizia, ela atingiu muito mais os segmentos que não tinham como fazer distanciamento, como deixar de trabalhar.O Brasil é um país que evoluiu historicamente assentado numa desigualdade social e econômica estrutural. É uma marca do nosso processo de desenvolvimento. É uma sociedade que se tornou moderna e complexa, mas manteve esse traço enraizado. Isso já é algo que você tem há muito tempo. Você tem junto com isso o que foi feito no Brasil a partir de 2016, um desmonte das políticas sociais e uma iniciativa de dobrar a aposta na agenda liberal, no sentido de reduzir o Estado.Aí vieram as reformas para se redinamizar a economia… Com isso, várias políticas foram precarizadas ou desmontadas. Isso afetou o setor da alimentação frontalmente, em cheio. Você pega, por exemplo, o PAA [Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar], que tem um enraizamento no meio urbano para atender populações vulneráveis, escolas, que teve o aporte orçamentário cortado violentamente. E junto com ele várias outras políticas.

Houve um desmonte da estrutura de política pública que acabou contribuindo e se somou à nossa condição histórica. Se você pegar no nosso relatório, de 2004 a 2013, nós tivemos um interregno que a insegurança alimentar diminuiu, o Brasil saiu do Mapa da Fome, toda aquela coisa. De lá pra cá, a coisa desandou de novo. O contexto da pandemia veio simplesmente engrossar esse caldo e trazer tudo isso à tona.

Pensando no cenário eleitoral, o que poderia ser feito para aplacar esse cenário de fome e insegurança alimentar?

O Brasil não vai resolver essa situação com uma eleição, com um governo. Eu acho que o caminho para se chegar à solução envolve uma mudança do modelo econômico, e essa mudança do modelo econômico implica recolocar a indústria e os processos de inovação tecnológica e competitividade na agenda da política econômica. Ou seja, desprender a política econômica da mera disciplina monetária. Não adianta falar livre mercado, equilíbrio social, se o terreno social está sendo todo corroído.

É preciso reconduzir a economia para ela se afastar dessa economia primária exportadora que é pra onde esse governo nos levou até agora, com todas as implicações deletérias: destruição do meio ambiente, dos seus organismos e fiscalizadores. É preciso reconduzir a economia para valorizar o núcleo dinâmico da economia. O núcleo urbano, industrial.

E na esteira disso você vai ter uma recuperação da qualidade do emprego. Ao invés de você ter um engenheiro civil dirigindo um Uber, você vai ter um engenheiro civil trabalhando numa indústria, na construção. Esse é o grande desafio que nós temos. Outra coisa é recolocar o Estado como protagonista de políticas públicas que sejam políticas de Estado.

Tem que ter uma recuperação do Estado como agente de política pública, porque o mercado não faz política pública. Nós precisamos de políticas públicas no campo da alimentação, tem gente passando fome e o mercado não atende isso. Você pode ter a filantropia, que é um esparadrapo que vai segurar por enquanto, mas o mercado tem falhas sérias do ponto de vista social. Então o Estado precisa fazer políticas de Estado. Por isso tem que ter políticas como o Bolsa Família.

Quando o governo vem com esse Auxílio Brasil por um ano, ele está dizendo que o Estado vai dar [um auxílio por um tempo], mas não sabe se vai continuar dando. Então isso já deixa de ser política de Estado.

No ano eleitoral, a gente entende que todo mundo vai falar a mesma coisa, que vai formular políticas públicas, mas aí é que está o nosso nó de que a sociedade vai conseguir decifrar os reais propósitos de quem está se candidatando.

brasildefato

Imagem de palafitas na cidade de Santos (SP); moradias precárias, privações, fome e pobreza estão aumentando no Brasil – ©Miguel Schincariol / AFP

Com mais da metade da população vivendo em insegurança alimentar e pelo menos 19 milhões de pessoas passando fome, o Brasil dos dias atuais repete um cenário social histórico e que poucas vezes vislumbrou mudanças.Desde a colonização, a carestia faz parte do cotidiano brasileiro. Fome, privação e falta de acesso a direitos estiveram e estão presentes, sempre aliadas à concentração de renda e de terra. Ainda que tenham sido alvo de políticas públicas, especialmente após a década de 1930, a escassez e as más condições de vida foram intensificadas pela falta da regularidade dessas ações, pelo foco insuficiente na agricultura familiar e na produção para o mercado interno e por preconceitos estruturais.

Espelho do passado

Embora não existam dados sistematizados sobre os impactos da privação nos primeiros séculos do Brasil, relatos desses períodos não deixam dúvida sobre a desigualdade. 

No artigo A Fome no Brasil: Do Período Colonial até 1940, publicado em 2006 na Revista de Geografia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), os autores João Luiz da Silva e Alcindo José de Sá levantam pontos dessa história.Os dois pesquisadores explicitam que as origens da falta de alimentos no país estão relacionadas à “prioridade do mercado exportador de matéria-prima” e à concentração de riquezas “nas mãos de poucos proprietários” desde o século 16.Já nessa época, produções de açúcar, tabaco, ouro, diamante, algodão e café para o exterior superavam as culturas de mandioca, feijão e milho, destinadas ao consumo interno.

O professor Julian Perez-Cassarino, que pesquisa soberania e insegurança alimentar, diz que não é possível desvincular a carestia do colonialismo no Brasil, que “sequer conseguiu reconhecer a agricultura indígena como um processo produtivo organizado”. Segundo ele, a privação imposta ao povo brasileiro está diretamente ligada à invasão do território e ao modelo social econômico colocado em prática a partir de então. “O Brasil tem uma história anterior muito maior. Pelo que conhecemos hoje, é uma história de muita fartura e de um profundo conhecimento e interação dos seres humanos com o ambiente em que eles viviam. É interessante como a gente construiu essa imagem de que os índios viviam de coleta, caça e pesca. É a imagem de Pero Vaz de Caminha. Os colonizadores chegaram aqui e não conseguiram entender aquilo como agricultura. Essa racionalidade impera até hoje”, lamenta.

Terras para o agronegócio

Atualmente, a dinâmica continua representada, desta vez, em números. Commodities como carne, milho e soja batem recordes de exportações e garantem lucros históricos para o agronegócio. 

Enquanto isso, nas prateleiras do país, produtos básicos são comercializados a preços inacessíveis para uma parcela considerável da população. Como no período colonial, as roças de subsistência e a produção familiar são escassas frente à quantidade de terra destinada às produções em larga escala de produtos para exportação. Em 2022, o feijão deve atingir a menor área cultivada desde 1976, quando esse tipo de dado começou a ser compilado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Arroz e mandioca também ocupam cada vez menos espaço nas produções. Para Silvio Porto, pesquisador e ex-diretor da Conab, “a essência do problema que o Brasil vive é o confinamento que existe até hoje da agricultura familiar camponesa e o não reconhecimento de territórios e comunidades tradicionais.”Do Brasil colônia, vieram os ecos das sesmarias, processo de distribuição de terras que está na raiz dos grandes latifúndios. O país ainda assiste às consequências da escravidão, que, mesmo depois de abolida, deixou desassistida uma massa de pessoas extremamente vulnerável à miserabilidade e, por muitos séculos, à falta de ações para combate à fome e à carestia.

Obstáculos históricos 

Além de não ter construído mecanismos de enfrentamento por muito tempo, o país lidou com crises climáticas e grandes secas, falta de estrutura logística para transporte dos alimentos e uma urbanização que exacerbou as desigualdades e nunca incluiu a população mais pobre. Silvio Porto conta que as produções de gado que se expandiram no Nordeste para atender à população canavieira, por exemplo, sofreram com secas históricas. 

Segundo ele, a conformação das cidades eliminou áreas de produção que existiam no próprio ambiente urbano, e o transporte de alimentos por muito tempo foi mais um empecilho para o acesso. O Rio de Janeiro enfrentou imensas dificuldades no abastecimento de proteína animal no século 19. Mesmo a partir da invenção dos sistemas de refrigeração, a tecnologia não chegava à população. 

“Era muito comum a qualidade da carne ser péssima, há artigos e trabalhos da época que analisam isso. Por outro lado, os ingleses já estavam financiando todo um sistema de frio para exportação da carne para a Europa, sobretudo para o Reino Unido e inclusive financiando vagões frigoríficados. A questão da presença do capital estrangeiro nessa época já era uma questão de debate político entre a elite. Isso determinava as relações de mercado, como as trades hoje. Tem um parâmetro muito parecido”, explica o pesquisador. 

As dificuldades de acesso e a piora constante das condições de vida impulsionaram muitos movimentos sociais, que ao longo da história pressionaram governos por soluções. Mas parte importante da estrutura montada para combater essa realidade só começou a ser erguida há menos de 100 anos. 

Houve algum tipo de resposta ainda na Primeira República, que, entre 1917 e 1918, criou a Delegacia Executiva da Produção Nacional, focada no fomento à produção. No mesmo período, o estabelecimento do Comissariado de Alimentação representou o primeiro ato mais consistente de tentativa de controle de exportações e importações e de combate ao agravamento da carestia. Foi somente partir da década de 1930, no entanto, que começou a ser gestada uma estrutura mais fortalecida para combate ao crescimento da miséria e da privação e para controle do abastecimento interno. 

De certa forma, esse processo esteve presente em todos os períodos históricos a partir de então, mas sofreu percalços, mudanças de rota e desmontes em diversos momentos, a exemplo do que ocorre agora no Brasil. Em 1940, foi criado o Serviço de Alimentação da Previdência Social, com restaurantes comunitários voltados a trabalhadores e trabalhadoras e com ações de educação alimentar. Mas a medida só valia para quem tinha formalização, o que não representava a maioria da população à época. As bases da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) tiveram início na mesma década com a Companhia de Financiamento da Produção, no governo de João Goulart. Jango também instituiu a Superintendência Nacional do Abastecimento (Sunab). Mesmo na ditadura militar, houve manutenção de determinadas políticas e criação de novas. 

“Por vezes, isso era entendido como tão estratégico que tinha gestão de um conselho de ministros ou era vinculado ao Ministério da Fazenda, não era algo da agricultura. Era uma visão mais estratégica de trabalhar a ideia de alimentação, olhando da produção ao consumo”, afirma Silvio Porto. 

O historiador Rômulo de Paula Andrade, que atua na Casa de Oswaldo Cruz e investiga a história do combate à fome no Brasil, aponta que a década de 1930 representou o início de um olhar mais direto do poder público sobre a carestia como pauta de saúde. Em paralelo, o tema também passou a ser prioritário entre os movimentos populares. “Nos anos 1930, Josué de Castro faz um inquérito com os trabalhadores do Recife, no qual ele mostra que mais de 70% do salário era gasto em alimentação e alimentação insuficiente. É uma chave do debate sobre a fome muito potente e que está aí até hoje. A  fome se desloca de algo puramente biológico para uma questão social. Ocasiona desnutrição, um trabalhador mais fraco, uma criança que não se desenvolve direito. Ocasiona esse quadro de desigualdade social muito grande”, destaca. 

Impacto sobre o poder público

O inquérito de Josué de Castro causou impacto no imaginário brasileiro, e o tema da carestia passou a guiar discussões sobre diversos pontos necessários de atuação do pode público.  “Isso influenciou, inclusive, o debate sobre o salário mínimo. O debate sobre o salário mínimo lá atrás já era pautado pela fome. Ali você tem a gênese dessa história, quando a fome passa a pautar não só o debate da saúde pública, mas o debate social brasileiro”, complementa Rômulo.Nas décadas seguintes, nasceram movimentos populares de combate direto à escassez e à desigualdade. Em 1953, a Greve dos 300 mil reuniu trabalhadores de diversos setores da indústria em São Paulo. A primeira manifestação do grupo recebeu o título de “Panela Vazia”, contra os altos preços e a desvalorização do salário mínimo.

                                           

Movimento popular

As mesmas motivações impulsionaram o Movimento do Custo de Vida (MCV). Na década de 1970, grupos da igreja católica se juntaram a mulheres da periferia e contra a carestia. Em plena ditadura militar, o MCV levou mais de 20 mil pessoas às ruas e organizou um abaixo-assinado com 1,3 milhão de assinaturas em favor do congelamento de preços de produtos essenciais.

As experiências populares e do poder público influenciaram políticas que foram criadas no período da redemocratização, especialmente nos governos petistas, entre 2003 e 2015. Programas como o Fome Zero, o Bolsa Família e ações de incentivo à agricultura familiar causaram uma mudança impactante. “Há uma série de conexões e há um fio condutor. Muitas coisas foram vividas, muitas coisas foram experimentadas e muita coisa deu errado, infelizmente”, avalia Silvio Porto. 

E agora?

A despeito dos programas e das ações implementados ao longo da história, problemas estruturais não foram colocados à mesa de debate, o que conferiu certa fragilidade a essas políticas.

“Nós não fizemos o enfrentamento claro ao retrocesso que o agronegócio representa durante os governos progressistas. Pelo contrário, houve avanço. Talvez com um pouco mais de regulação, não com essa liberdade toda que se tem agora, que vai do envenenar ao matar e à ocupação ilegal de terras”, avalia o professor Julian Perez-Cassarino.

Ele afirma que, nos último quatro anos, o Brasil retrocedeu pelo menos duas décadas nas políticas de combate à carestia. “Nunca é demais lembrar o discurso da vitória de Lula em 2002, em que ele dizia que iria se sentir realizado se, ao fim do mandato, todos os brasileiros comessem três vezes ao dia. Ele imaginava que ia fazer isso em quatro anos, e nós levamos doze, tendo um governo – não sem contradições -, mas com essa agenda prioritária”, pontua.

O pesquisador ressalta que esse percurso mostra a dificuldade em superar o problema e a facilidade de retornar a esse quadro. “Em 2014, nós saímos do mapa da fome. Em 2018, rapidamente voltamos a esse mapa. A situação é drástica e bastante complexa”, alerta. 

Com o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff em 2016 e a ascensão de Jair Bolsonaro ao poder em 2019, foi iniciado um processo de desmantelamento de políticas públicas. 

Atualmente, esse desmonte novamente coloca o Brasil cara a cara com questões que remetem a períodos históricos de privação, à falta de direitos básicos e ao crescimento da desigualdade. 

“O grande problema das iniciativas foi a descontinuidade. Esse foi o grande diferencial do perído Lula e Dilma: com percalços, mas houve continuidade”, complementa o ex-diretor da Conab Silvio Porto. 

Para o futuro

Os pesquisadores ouvidos pelo Brasil de Fato são unânimes ao apontar que a retomada do processo de combate à carestia depende de discussões e de ações que mexem com as estruturas sociais da concentração de terras e de renda e de articulação mais efetiva com a população.

“Não existe o fim da história”, pontua Julian Perez-Cassarino. “Eu acredito plenamente que a gente tem como construir saídas, inclusive porque a gente tem de onde tirar inspiração. Do que historicamente construímos, mas eu diria que tanto quanto isso ou mais seria ouvir a sociedade”, aponta. 

Para ele, estão nos movimentos populares as soluções para repensar estruturas de armazenamento, a cultura e os hábitos alimentares e um novo modelo de agricultura. 

“Você vai encontrar, em todo o país, alternativas e possibilidades sendo construídas localmente, territorialmente e regionalmente que são um potencial imenso para alimentar a construção de políticas públicas”, completa.

O historiador Rômulo Andrade defende que, mesmo em meio ao desmonte em tempo recorde e à crise econômica e social, o resgate do que deu certo é possível e mais do que necessário.

“Essa história é uma história muito bonita, de gente como Josué de Castro, como as organizações de mães, as mobilizações da sociedade civil. Muitas pessoas brilhantes lutaram para que esse estado de fome acabasse no Brasil. Então eu tenho que ser otimista, eu tenho que achar que a gente vai recuperar isso. É uma homenagem a essas pessoas que, desde os anos 1930, estão debatendo e colocando a fome como algo a ser vencido. É uma história triste, uma história pesada, mas é uma história muito bonita”, arremata.

Edição: Rodrigo Durão Coelho

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Preço do café subiu mais de 50% em 2021 no Brasil – ©Kelsen Fernandes / Unsplash

Do ano passado para cá, o Brasil viu os preços do café chegarem a patamares inimagináveis para o maior produtor do mundo. Em 2021, o grão torrado e moído aumentou mais de 50%.Embora nos últimos dois meses a oscilação nos valores cobrados pelo produto tenha se acomodado em alguma medida, isso aconteceu sobre bases muita altas. Em resumo, a bebida que é símbolo cultural do país continua muito cara para boa parte da população. Mas por que a nação que mais planta e vende café no planeta tem preços tão altos no mercado interno?

Segundo Rodrigo Casado, da Cooperativa de Comercialização e Reforma Agrária Norte Pioneiro (Coanop), no Paraná, diversos fatores influenciam o cenário. Quase todos eles se encontram em um denominador comum: como commoditie, o café está totalmente sujeito às oscilações do cenário internacional e, portanto, às especulações do mercado.“O café foi transformado numa commoditie, como a maioria dos grãos no Brasil, e acaba tendo muita influência de mercado, dos especuladores, das bolsas e até mesmo de países que nem produzem café. Nós temos, hoje, um baixo estoque do café na mão de produtores e um alto estoque na mão de atravessadores, exportadores, traders, empresas que fazem a logística e a comercialização de café em nível global”, afirma ele.

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A enganação do hambúrguer de picanha?

Não é de hoje que consumidores precisam correr atrás de seus direitos em busca de reverterem situações que se sentiram ou foram enganados por marcas. A da vez é o Mc Donalds e mais recentemente o Burger King. A empresa do M gigante anunciou em seu cardápio novos lanches sabor picanha. Mas adivinhe? Não há picanha entre os ingredientes do hamburger.A empresa admitiu que o sanduíche só tem “molho sabor picanha”, se desculpou prontamente sobre o ocorrido e disse que vai tirar o produto de linha, que inclusive foi lançado em uma grande ação publicitária dentro do Big Brother Brasil – a faixa comercial de maior valor da televisão brasileira atual. Entretanto, a catástrofe já estava feita, ainda mais para a lanchonete que tinha uma má fama de vender carne de minhoca para seus clientes. Na internet, usuários apontaram que a rede de fast food também usa aditivos e conservantes em seus lanches.Outra empresa de lanches que ficou no meio da confusão foi o Burger King. Em seu cardápio, a rede oferece um produto com “sabor costela”, mas esqueceram de avisar aos clientes que o produto, super caro em supermercados, está em falta entre os ingredientes. Segundo a empresa, o hamburger do sanduíche é feito com paleta suína e tem “aroma natural de costela”. Eles garantem que, apesar do aroma, não usam conservantes ou aditivos em seus sanduíches.O Burger King informou que, desde o lançamento do produto, “sempre comunicou com clareza em todos os seus materiais de comunicação a composição do hambúrguer presente no sanduíche” e que “a transparência com os nossos clientes é um valor fundamental e inegociável”. Ainda deixou claro que “todas as informações sobre a composição do produto podem ser facilmente identificadas nas peças publicitárias, cardápios e demais materiais oficiais do Burger King”, mas a propaganda fica claro que eles vendem o produto com “sabor costela”.

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Crédito:  Isac Nóbrega/PR

O presidente Jair Bolsonaro vetou integralmente a nova Lei Aldir Blanc aprovada pelo Senado Federal. A decisão foi publicada na edição desta quinta-feira, 5, do Diário Oficial da União (DOU). O presidente alegou que o projeto é “inconstitucional e contraria ao interesse público”.Segundo o texto aprovado no dia 23 de março e que transferiria recursos a Estados e municípios para o financiamento de iniciativas culturais, a União repassaria anualmente R$ 3 bilhões aos governos estaduais e municipais, durante cinco anos.Essa foi a segunda lei de auxílio ao setor cultural a receber o nome do músico Aldir Blanc, que morreu em 4 de maio de 2020 por complicações da covid-19. A primeira destinou R$ 3 bilhões emergenciais a iniciativas de cultura.O texto em vigor obrigou, em janeiro deste ano, Estados e municípios a devolverem os recursos não utilizados do programa e estabeleceu o fim de 2022 como prazo final para que os entes prestem contas para demonstrar como o dinheiro foi aplicado.

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Por g1

Reuters: CIA disse ao governo Bolsonaro para não questionar eleições

Reuters: CIA disse ao governo Bolsonaro para não questionar eleições

O diretor da CIA, o serviço de inteligência dos Estados Unidos, disse a integrantes do governo Bolsonaro que o presidente deveria deixar de questionar a integridade das eleições no país, informou a agência de notícias Reuters nesta quinta-feira (5). A agência disse ter conseguido a informação com fontes que falaram com a condição de que não fossem identificadas.
William Burns, diretor da CIA (agência de inteligência dos EUA), durante audiência do Comitê de Inteligência do Senado, em Washington, em 24 de fevereiro de 2021 — Foto: Tom Williams/Pool via Reuters

William Burns, diretor da CIA (agência de inteligência dos EUA), durante audiência do Comitê de Inteligência do Senado, em Washington, em 24 de fevereiro de 2021 — Foto: Tom Williams/Pool via Reuters

Ainda não está claro onde a reunião ocorreu. Porém, a Reuters afirma que Burns esteve no Brasil em julho, em viagem não estava prevista em sua agenda oficial. Na ocasião, o diretor da CIA encontrou Bolsonaro, o ministro-chefe do Gabinete Institucional, o general Augusto Heleno, e o então diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem.De acordo com a agência, Burns jantou com o generais Augusto Heleno e o Luiz Eduardo Ramos, ministro de Estado Chefe da Secretaria-Geral da Presidência durante a mesma visita à Brasília, a quem o norte-americano disse que o processo democrático é sagrado, e que Bolsonaro não deveria se referir a ele publicamente como vinha fazendo.Uma fonte da Reuters em Washington, que também não quis se identificar, confirmou que uma delegação liderada pelo diretor da CIA aconselhou a assistentes de Bolsonaro que o presidente brasileiro deixasse de “subestimar o sistema de votação no Brasil”. Bolsonaro tem feito constantes ataques ao sistema eleitoral do Brasil e ao voto eletrônico, sem apresentar provas.Segundo a Reuters, nem o governo Bolsonaro nem a CIA comentaram sobre o alerta.

g1.globo