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ENGAJAMENTO Marielle (ao microfone) participou de encontro com militantes negras, no Rio, horas antes de morrer (Crédito: Divulgação)

SÃO PAULO, 27 MAR (ANSA) – A Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou um comunicado nesta segunda-feira (26) exigindo uma investigação “rápida e imparcial” do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

De acordo com os representantes da ONU, o assassinato de Marielle é “profundamente alarmante”, pois tem como objetivo “intimidar todos aqueles que lutam por direitos humanos e pelo estado de direito no Brasil”. Passados mais de 10 dias do assassinato de Marielle, a polícia do Rio de Janeiro segue ouvindo algumas pessoas, mas ainda não se pronunciou sobre o caso. Pressionado internacionalmente, o governo brasileiro já pediu para que seus embaixadores em outros países expliquem que as investigações da morte da vereadora estão sendo realizadas e que o Brasil condena o ataque contra Marielle.

Marielle Franco era vereadora pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), ativista do movimento negro e crítica da violência policial no Rio de Janeiro. Ela e Gomes foram mortos a tiros quando voltavam de um evento no dia 14 de março. (ANSA)

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Foto: Felipe Sampaio/SCO/STF

Rede Brasil Atual

A Associação Juízes pela Democracia (AJD) divulgou nota técnica nesta terça-feira (27) em que se manifesta contrária à possibilidade de decretação de prisão antes de esgotados todos os recursos cabíveis em um processo. Segundo a nota, o artigo 5º da Constituição Federal, que determina em um dos seus parágrafos que “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”, é claro o suficiente e não admite interpretação.

“Trata-se de dispositivo categórico, imperativo e que, justamente em razão de não suscitar qualquer dúvida, não admite interpretação e sim a aplicação do que está efetivamente escrito”, dizem os juízes.

Segundo eles, o atual entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) que autoriza a prisão a partir de condenação em segunda instância representa “supressão” de garantias constitucionais. Eles também alertam que é “ilusório” acreditar que tal entendimento colaboraria para a diminuir a impunidade.

Os juízes destacam que as múltiplas instâncias recursivas servem justamente para limitar o poder do Estado, prevenindo assim o arbítrio e também o erro judicial. “O desvio dos imperativos constitucionais, longe de trazer os efeitos almejados por aqueles que insistem em fazê-lo, somente se traduzirá em prejuízos para o indivíduo e a coletividade.”

Confira a nota da AJD na íntegra:

A prisão decretada antes do trânsito em julgado é inconstitucional

A Associação Juízes para a Democracia (AJD), entidade não governamental, sem fins lucrativos ou corporativistas, que congrega juízes de todo o território nacional e que tem por objetivo primordial a luta pelo respeito aos valores próprios do Estado Democrático de Direito, vem apresentar NOTA TÉCNICA a respeito da inconstitucionalidade, diante da inteligência do art. 5º, LVII, da Constituição da República, da prisão decretada após decisão proferida em segundo grau de jurisdição, sem a existência do trânsito em julgado.

1. O art. 5º, LVII, da Lei Maior, institui a garantia de o indivíduo somente ser privado de sua liberdade com arrimo em decisão condenatória quando esta transitar em julgado, ou seja, na hipótese de não haver mais recurso cabível. Trata-se de dispositivo categórico, imperativo e que, justamente em razão de não suscitar qualquer dúvida, não admite interpretação e sim a aplicação do que está efetivamente escrito.

2. A tentativa de supressão da garantia mencionada encontra-se dentro de um perigoso contexto de relativização de direitos e garantias fundamentais, tendência que busca se perpetrar com o desígnio ilusório de, no caso, diminuir a impunidade. Olvida-se, no entanto, que as garantias processuais penais, importantes conquistas civilizatórias, não se traduzem em obstáculo para a efetiva aplicação da lei penal, mas sim em formulações destinadas a impedir o arbítrio estatal, dificultar o erro judiciário e conferir um tratamento digno de maneira indistinta a todos os indivíduos.

3. A Carta Magna expressamente proíbe, a não ser no caso de prisão cautelar, que o indivíduo venha a ter sua liberdade suprimida quando ainda houver recurso contra a decisão condenatória. No mesmo sentido da garantia constitucional, estão disciplinados dispositivos previstos na legislação ordinária (art. 283 do Código de Processo Penal e art. 105 da Lei das Execuções Penais, lei esta que exige o trânsito em julgado inclusive para o cumprimento da pena restritiva de direitosart. 147 – e pagamento de multa – art. 164). Sendo plena e comprovadamente possível as instâncias superiores modificarem questões afetas à liberdade, seu cerceamento antecipado mostra-se incompatível com nossa realidade constitucional.

4. A pavimentação do Estado Democrático de Direito somente é possível dentro da estrita observância da Constituição da República. O desvio dos imperativos constitucionais, longe de trazer os efeitos almejados por aqueles que insistem em fazê-lo, somente se traduzirá em prejuízos para o indivíduo e a coletividade.

5. A Associação Juízes para a Democracia, por considerar a prisão decorrente de decisão condenatória sem o trânsito em julgado incompatível com o cumprimento da Constituição da República, vem manifestar-se contrária à relativização da referida garantia constitucional.

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“Assim, pois, o comereis: Os vossos lombos cingidos, os vossos sapatos nos pés, e o vosso cajado na mão; e o comereis apressadamente; esta é a páscoa do Senhor.”  (Êx 12.11)

                 CONTEXTO HISTÓRICO

Desde que Israel partiu do Egito em cerca de 1445 a.C., o povo hebreu (posteriormente chamado “judeus”) celebra a Páscoa todos os anos, na primavera (em data aproximada da sexta-feira santa). Depois de os descendentes de Abraão, Isaque e Jacó passarem mais de quatrocentos anos de servidão no Egito, Deus decidiu libertá-los da escravidão. Suscitou Moisés e o designou como o líder do êxodo (3 – 4). Em obediência ao chamado de Deus, Moisés compareceu perante Faraó e lhe transmitiu a ordem divina: “Deixa ir o meu povo.” Para conscientizar Faraó da seriedade dessa mensagem da parte do Senhor, Moisés, mediante o poder de Deus, invocou pragas como julgamentos contra o Egito. No decorrer de várias dessas pragas, Faraó concordava em deixar o povo ir, mas, a seguir, voltava atrás, uma vez a praga sustada. Soou a hora da décima e derradeira praga, aquela que não deixaria aos egípcios nenhuma outra alternativa senão a de lançar fora os israelitas. Deus mandou um anjo destruidor através da terra do Egito para eliminar “todo primogênito… desde os homens até aos animais” (12.12).

Visto que os israelitas também habitavam no Egito, como poderiam escapar do anjo destruidor? O Senhor emitiu uma ordem específica ao seu povo; a obediência a essa ordem traria a proteção divina a cada família dos hebreus, com seus respectivos primogênitos. Cada família tinha de tomar um cordeiro macho de um ano de idade, sem defeito e sacrificá-lo ao entardecer do dia quatorze do mês de Abibe; famílias menores podiam repartir um único cordeiro entre si (12.4). Parte do sangue do cordeiro sacrificado, os israelitas deviam aspergir nas duas ombreiras e na verga da porta de cada casa. Quando o destruidor passasse por aquela terra, ele passaria por cima daquelas casas que tivessem o sangue aspergido sobre elas (daí o termo Páscoa, do hb. pesah, que significa “pular além da marca”, “passar por cima”, ou “poupar”). Assim, pelo sangue do cordeiro morto, os israelitas foram protegidos da condenação à morte executada contra todos os primogênitos egípcios. Deus ordenou o sinal do sangue, não porque Ele não tivesse outra forma de distinguir os israelitas dos egípcios, mas porque queria ensinar ao seu povo a importância da obediência e da redenção pelo sangue, preparando-o para o advento do “Cordeiro de Deus,” que séculos mais tarde tiraria o pecado do mundo (Jo 1.29).

Naquela noite específica, os israelitas deviam estar vestidos e preparados para viajar (12.11). A ordem recebida era para assar o cordeiro e não fervê-lo, e preparar ervas amargas e pães sem fermento. Ao anoitecer, portanto, estariam prontos para a refeição ordenada e para partir apressadamente, momento em que os egípcios iam se aproximar e rogar que deixassem o país. Tudo aconteceu conforme o Senhor dissera (12.29-36). 

A PÁSCOA NA HISTÓRIA ISRAELITA

A partir daquele momento da história, o povo de Deus ia celebrar a Páscoa toda primavera, obedecendo às instruções divinas de que aquela celebração seria “estatuto perpétuo” (12.14). Era, porém, um sacrifício comemorativo, exceto o sacrifício inicial no Egito, que foi um sacrifício eficaz. Antes da construção do templo, em cada Páscoa os israelitas reuniam-se segundo suas famílias, sacrificavam um cordeiro, retiravam todo fermento de suas casas e comiam ervas amargas.

Mais importante: recontavam a história de como seus ancestrais experimentaram o êxodo milagroso na terra do Egito e sua libertação da escravidão ao Faraó. Assim, de geração em geração, o povo hebreu relembrava a redenção divina e seu livramento do Egito (ver 12.26 nota). Uma vez construído o templo, Deus ordenou que a celebração da Páscoa e o sacrifício do cordeiro fossem realizados em Jerusalém (Dt 16.1-6). O AT registra várias ocasiões em que uma Páscoa especialmente relevante foi celebrada na cidade santa (2Cr 30.1-20; 35.1-19; 2Rs 23.21-23; Ed 6.19-22).

Nos tempos do NT, os judeus observavam a Páscoa da mesma maneira. O único incidente na vida de Jesus como menino, que as Escrituras registram, foi quando seus pais o levaram a Jerusalém, aos doze anos de idade, para a celebração da Páscoa (Lc 2.41-50). Posteriormente, Jesus ia cada ano a Jerusalém para participar da Páscoa (Jo 2.13). A última Ceia de que Jesus participou com os seus discípulos em Jerusalém, pouco antes da cruz, foi uma refeição da Páscoa (Mt 26.1, 2, 17-29). O próprio Jesus foi crucificado na Páscoa, como o Cordeiro pascoal (cf. 1Co 5.7) que liberta do pecado e da morte todos aqueles que nEle crêem.

Os judeus hoje continuam celebrando a Páscoa, embora seu modo de celebrá-la tenha mudado um pouco. Posto que já não há em Jerusalém um templo para se sacrificar o cordeiro em obediência a Dt 16.1-6, a festa judaica contemporânea (chamada Seder) já não é celebrada com o cordeiro assado. Mas as famílias ainda se reúnem para a solenidade. Retiram-se cerimonialmente das casas judaicas, e o pai da família narra toda a história do êxodo. 

A PÁSCOA E JESUS CRISTO

Para os cristãos, a Páscoa contém rico simbolismo profético a falar de Jesus Cristo. O NT ensina explicitamente que as festas judaicas “são sombras das coisas futuras” (Cl 2.16,17; Hb 10.1), i.e., a redenção pelo sangue de Jesus Cristo. Note os seguintes itens em Êxodo 12, que nos fazem lembrar do nosso Salvador e do seu propósito para conosco.

(1) O âmago do evento da Páscoa era a graça salvadora de Deus. Deus tirou os israelitas do Egito, não porque eles eram um povo merecedor, mas porque Ele os amou e porque Ele era fiel ao seu concerto (Dt 7.7-10). Semelhantemente, a salvação que recebemos de Cristo nos vem através da maravilhosa graça de Deus (Ef 2.8-10; Tt 3.4,5).

(2) O propósito do sangue aplicado às vergas das portas era salvar da morte o filho primogênito de cada família; esse fato prenuncia o derramamento do sangue de Cristo na cruz a fim de nos salvar da morte e da ira de Deus contra o pecado (12.13, 23, 27; Hb 9.22). 

(3) O cordeiro pascoal era um “sacrifício” (12.27) a servir de substituto do primogênito; isto prenuncia a morte de Cristo em substituição à morte do crente (ver Rm 3.25 nota). Paulo expressamente chama Cristo nosso Cordeiro da Páscoa, que foi sacrificado por nós (1Co 5.7).

(4) O cordeiro macho separado para morte tinha de ser “sem mácula” (12.5); esse fato prefigura a impecabilidade de Cristo, o perfeito Filho de Deus (Jo 8.46; Hb 4.15). 

(5) Alimentar-se do cordeiro representava a identificação da comunidade israelita com a morte do cordeiro, morte esta que os salvou da morte física (1Co 10.16,17; 11.24-26). Assim como no caso da Páscoa, somente o sacrifício inicial, a morte dEle na cruz, foi um sacrifício eficaz. Realizamos em continuação a Ceia do Senhor como um memorial, “em memória” dEle (1Co 11.24). 

(6) A aspersão do sangue nas vergas das portas era efetuada com fé obediente (12.28; Hb 11.28); essa obediência pela fé resultou, então, em redenção mediante o sangue (12.7, 13). A salvação mediante o sangue de Cristo se obtém somente através da “obediência da fé” (Rm 1.5; 16.26).

(7) O cordeiro da Páscoa devia ser comido juntamente com pães asmos (12.8). Uma vez que na Bíblia o fermento normalmente simboliza o pecado e a corrupção (ver 13.7 nota; Mt 16.6 nota; Mc 8.15 nota), esses pães asmos representavam a separação entre os israelitas redimidos e o Egito, i.e., o mundo e o pecado (ver 12.15 nota). 

Semelhantemente, o povo redimido por Deus é chamado para separar-se do mundo pecaminoso e dedicar-se exclusivamente a Deus.

Estudo Doutrinário extraído da Bíblia de Estudo Pentecostal
Uma Publicação CPAD

Em nenhuma época o ser humano esteve tão preocupado com a aparência do que na atualidade. As pessoas ficam horas frente ao espelho, procurando ficar mais atraente, provando uma infinidade de roupas antes de sair, a ponto de esgotar o estoque do guarda roupa, até mesmo antes de experimentar alguma que possa ser de seu agrado. E isto não tem sido um comportamento exclusivo do sexo feminino, muito pelo contrário, a maioria dos homens tem recorrido a cosméticos que possam tratar ou pelo menos maquiar os sinais da idade que vai se avançando, como, por exemplo, as rugas, manchas ou a calvície etc. E isto quando não optam por cirurgias plásticas para obterem um melhor resultado. Uma busca que tem rendido milhões de dólares a industria da beleza. 

É absolutamente normal cuidar da aparência, no entanto, o modo de vida da sociedade, assim também como seus valores tem sido fortemente influenciados pela mídia, que tem inculcado na mente das pessoas o seu ideal de beleza. Por isso, uma garota que não usa um penteado semelhante a da atriz principal da novela das oito, começa a se sentir ultrapassada, e tão logo vai ao cabeleireiro tentar deixar seu cabelo pelo menos parecido com o daquela atriz. Mas não para por aí, mais tarde ela vai querer falar como ela, usar as roupas que ela usa, ter o que ela tem, deixando desencadear em si desejos fúteis que quando não podem ser saciados, causam fortes frustrações.

Tal comportamento é tido pelos psicanalistas como uma patologia denominada de síndrome de Narciso (narcisismo) . O nome foi baseado pelos estudiosos no mito da Grécia antiga, onde Narciso filho do deus rio Cefiso e da Ninfa Liríope que fascinado por sua própria beleza, morreu de inanição ao ficar prostrado admirando o seu reflexo na água do rio. Por isso o culto a beleza, o consumismo desenfreado, e a luta obsessiva pela “boa forma” tem levado muitas pessoas aos consultórios em busca de tratamento. Os narcisistas vivem como se o universo girasse em torno de si . E os princípios que regem suas ações estão cada vez mais enraizados em si mesmo, ignorando a existência do outro.

Paulo ao escrever ao jovem Timóteo o alertou dizendo que nos últimos dias haveria homens “amantes de si mesmo”. Em outras palavras, homens que se alimentariam do seu próprio ego, que erigiriam um altar ao seu próprio ego. Este quadro escatológico descrito pelo apóstolo ao jovem obreiro , não difere em nada da realidade que estamos vivendo, não só no mundo secular, como também no seio da igreja.

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Na carta de Paulo à igreja em Colossos, Arquipo é lembrado e exortado em relação à sua responsabilidade. Isso serviu ao mesmo tempo de exortação para a igreja, para levar seu trabalho a sério, a apoiar e a aceitá-lo. Na carta pessoal para Filemom, no entanto, Arquipo é consolado, tal era a sabedoria com que Paulo agia! O fato de Paulo também ter mencionado a igreja, no versículo 2 da carta a Filemom, certamente foi um dos motivos pelo qual essa carta de cunho pessoal fosse incluída no cânone bíblico. Toda a igreja deveria receber orientação sobre o tratamento a ser dispensado a pecadores que se convertem. Ela também deveria ser orientada que se trata de uma restauração completa e que por isso, em Cristo, não há acepção de pessoas, não há escravo nem livre. No momento em que uma pessoa se converte, ela se torna um membro pleno da igreja de Deus e não deve ser isolada. Naturalmente existem diferenças quanto às ordenanças na igreja, mas não há distinção em relação à sua posição em Cristo. – E de repente toda a igreja estava envolvida com o “caso Onésimo”. O “caso Onésimo” deveria servir de precedente para a era da igreja. Certamente também nesse aspecto a sabedoria de Paulo teve um papel primordial. Por se tratar de uma igreja caseira, era necessário informá-los sobre a situação de Onésimo sem encobrir nada. Isso evitou segredos e comentários. Certamente a igreja deveria agir positivamente em relação a Filemom, apoiando-o e colaborando para que Onésimo novamente fosse reintegrado.

A bênção

A vocês, graça e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo.” (Fm 3)

Com essa saudação abençoadora, Paulo novamente se torna um grande exemplo e vemos o que dominava em seu coração. As saudações iniciais de suas cartas não eram meros floreios, mas conscientes bênçãos enviadas. Bênção significa: “A dedicação de atos de bondade divina ao homem”. O melhor que nós podemos desejar ao nosso próximo é a graça e a paz de Deus, em Jesus. Quando escrevemos uma carta para alguém, apresentando-lhe uma solicitação, quando nos dirigimos a alguém para lhe falar ou exortá-lo, precisamos fazê-lo primordialmente com a intenção de abençoá-lo e que esse irmão ou irmã sejam completamente preenchidos com a graça e a paz de Deus, em Jesus. Creio que se nos dirigíssemos sempre ao nosso próximo com esse sentimento, certamente muita coisa estaria melhor. A graça é o favor divino que recebemos livremente. A paz é a consequência desse favor. Nessa ação salvadora, Deus Pai e o Filho estão plenamente unidos. Nos relacionamentos interpessoais deveríamos ter sempre presente diante de nós que Deus nos presenteou com sua graça e que Jesus nos conduziu a essa paz de Deus. — Norbert Lieth

Tíbios e insensíveis

Só no Brasil a condenação sem provas do preferido das urnas e o assassínio de Marielle Franco não provocam a revolta das ruas

Diz Michel Temer que assassínio de Marielle Franco representa “um atentado contra a democracia”. A melíflua figura não esmorece na exibição de sua desfaçatez. Atentado à democracia é tudo o que se deu em consequência do golpe de 2016, a começar pela presença dele mesmo na Presidência da República, pobre, infeliz República.

Temer age à vontade e até cogita da sua candidatura nas eleições marcadas para outubro próximo. Envolvido em escândalos de elevados calibres com responsabilidades largamente comprovadas no mesmo momento da condenação de Lula sem provas e ameaçado de prisão até o fim deste mês, e portanto impedido de voltar ao poder, vencedor certo do pleito.

O objetivo determinante do golpe foi exatamente este: rasgar a Constituição com a bênção de um Supremo dado a assaltar leis, a alegria do Congresso que a sacramentou 30 anos atrás e enfim liquidar Lula e o PT. Decisiva a contribuição da propaganda midiática no apoio irrestrito ao estado de exceção. Confiavam os golpistas na ignorância, na insensibilidade, na covardia, no medo crônico da maioria. Acertaram em cheio.

Temer é simbólico do desmando impune, o assassínio de Marielle é simbólico do atraso, do primitivismo, da medievalidade do Brasil.

Esta é a verdade factual para entender como se deu que o PT acreditasse na quimera da conciliação e tentasse se credenciar à promoção a elite. É do conhecimento até do mundo mineral que a conciliação só é possível entre as paredes da casa-grande, a qual considera Lula e seu partido ralé.

Os senhores de quando em quando se desentendem, e, a bem da segurança da mansão medieval, tratam de reconciliar-se. É por isso que quartzo e feldspato sabem que apenas um poderoso abalo social muda o destino do Brasil. Receio que esta também seja quimera.

Pergunto-me o que aconteceria em um país de tradição democrática se um personagem político como Marielle Franco tivesse sido assassinada nas mesmas circunstâncias. Posso ouvir o clangor do protesto das ruas. Sabemos que a maior desgraça brasileira são três séculos e meio de uma escravidão que, de fato, não se encerrou no país da casa-grande e da senzala.

Mas também neste caso há culpas em cartório. Quem haveria de despertar a consciência popular, e não lhe faltou a oportunidade, a começar pelo PT e pelos sindicatos, não soube cumprir a tarefa. E não creio que o povo espere pela conciliação para fazer valer o peso da maioria. O povo não percebe que sua miséria não é somente material.

Faltaram ao Brasil os Iluministas, faltaram Danton, Marais e Robespierre, até aí, contudo, não vamos exigir demais. Faltou, isso sim, a inabalável convicção de lideranças dispostas a ir à luta quando necessário. Na quarta-feira 14 estive no Fórum Social Mundial em Salvador, e meu desalento cresceu.

Lembrei outro Fórum, o de Porto Alegre em 2002. Lula arengou para uma multidão fluvial, secundado por Maria da Conceição Tavares e Olívio Dutra, em meio a uma vibração empolgante a antecipar o triunfo eleitoral. Elevavam-se gritos de guerra e só me irritei ao participar de um debate sobre a mídia brasileira e ouvir de um certo senhor Martinet, do celebradíssimo Le Monde Diplomatique, que a censura ditatorial não havia poupado quem quer que seja, Globo inclusive.

Em Salvador fui tratado como um astro do tapete vermelho, assinei 200 livros, tirei centenas de selfies. Encontrei também generosos amigos e abracei com carinho Jaques Wagner, grande baiano. Dei-me conta, porém, de que quem aplaudia e gritava “Fora Temer” e “Lula lá” jamais sairia à rua para brigar.

Marielle ainda não havia sido assassinada, mas em qual país do mundo civilizado e democrático a sua morte deixaria de provocar a revolta popular? E qual país suportaria o golpe desfechado pela aliança entre os próprios poderes da República, com o apoio maciço da mídia, de setores da PF e, ao cabo, de Forças Armadas que se prestam à militarização da segurança? E que aceita como normalidade a incineração da Constituição, a destruição do Estado de Direito, a condenação do líder sem provas?

O PT tem graves culpas em cartório, já foi sublinhado inúmeras vezes por CartaCapital. O governo Lula praticou uma política externa de grande potência e deu passos importantes com a inclusão de várias camadas da população até então mantidas na fronteira da miséria. Acreditou, porém, na conciliação velha de guerra e escalou Henrique Meirelles no Banco Central do primeiro ao último dia dos dois mandatos, de sorte a garantir a aplicação de uma orientação substancialmente neoliberal.

No governo Dilma, os avanços sociais foram mantidos, mas a política econômica também prosseguiu no mesmo rumo enquanto a externa sofreu um nítido recuo. Reeleita, a presidenta cometeu um estelionato eleitoral ao chamar para a Fazenda um bancário de luxo e notável mediocridade depois da promessa da campanha de “erradicar a miséria”.

Cometeu o mesmo engodo de Fernando Henrique Cardoso quando, para se reeleger, assegurou a estabilidade da moeda e 12 dias depois de empossado para o segundo mandato desvalorizou o real e quebrou o País. Ocorre que FHC não é Dilma

No quadro de uma tibieza indesculpável, instalou-se uma Comissão da Verdade incapaz de cancelar uma lei da anistia imposta pela ditadura e de definir as responsabilidades dos chefes e dos seus comandados. Cuidou-se em compensação de propiciar o sono tranquilo dos torturadores. Nisto o Brasil firmou mais uma primazia negativa, na comparação com os demais países americanos que emergiram de ditaduras dispostos a punir exemplarmente quem merecia.

Cabe na moldura outra situação criada pela relação entre os governos do PT e a mídia nativa. O partido governou por 13 anos e meio e em momento algum mostrou vontade efetiva de combater o oligopólio. À primeira tentativa de botar ordem na orgia, atacado pela acusação de atentar contra a liberdade de imprensa, precipitou-se a engatar a marcha à ré.

Várias vezes, pessoalmente, tive a forte sensação de que o PT e seus governantes gostavam mesmo de aparecer no vídeo da Globo. Dilma, seja dito, esmerou-se na tarefa ao chamar Helena Chagas para a Secom e a antessala da secretaria tornou-se praticamente uma dependência global.

Naquele tempo, Carta Capital foi definida pela chusma de seus detratores como “revista chapa-branca”, por praticar o jornalismo honesto enquanto os demais da mídia já preparavam os dias de hoje ao sabor de omissões, mentiras, invenções de pura ficção. A Secom, entretanto, prontificou-se em relação a Carta Capital a aplicar critérios técnicos na distribuição de sua publicidade e a encher as burras dos seus inimigos.

Há um retoque sinistro à tragédia. A família de Marielle Franco surge no vídeo global na noite de domingo 18. Sem me atrever a imaginar alguma recompensa além da ventura de se exibirem no Fantástico, cenário mais empolgante da televisão nativa, os Franco da Maré, como se daria com a maioria dos figurões brasileiros da oposição, aceitaram o convite da emissora determinante da desgraça atual. E o PSOL carioca, Marcelo Freixo na frente, prima na categoria.

A análise honesta afirma a insensibilidade e a tibieza gerais, com exceções esparsas e certamente honrosas. Que recanto fantástico é este da bola de argila que roda em torno do Sol? É o Brasil, um país sem futuro.

TRF4

Os desembargadores condenaram Lula a 12 anos e um mês em janeiro

O Tribunal Federal da 4ª Região, sediado em Porto Alegre, julgará nesta segunda-feira 26 o recurso de Lula contra a decisão que o condenou a 12 anos e um mês de prisão.

Os chamados embargos de declaração apresentados pela defesa do ex-presidente questionam pontos ambíguos do acórdão de 24 de janeiro. A sessão está prevista para começar às 13h30. Mesmo que Lula tenha sua condenação confirmada, ele não poderá ser preso antes do julgamento de seu habeas corpus no Supremo Tribunal Federal.

O desembargador federal João Pedro Gebran Neto, relator da Operação Lava Jato no TRF4, incluiu o processo para julgamento na última quarta-feira 21. Julgarão os recursos os três desembargadores titulares do colegiado. São eles: o relator Pedro Gebran Neto, Leandro Paulsen e Victor Luiz dos Santos Laus. De acordo com nota divulgada pelo TRF4, os embargos de declaração têm um rito de julgamento rápido.

“No julgamento, não há sustentação oral das defesas, nem do Ministério Público Federal (MPF) e o relator pode ou não se pronunciar, fazendo um breve relato do pedido e um resumo do voto. Na sequência, votam os outros dois integrantes da turma”, informa o tribunal.

A ordem do processo na sessão dependerá, segundo o TRF4, da existência de pedido de preferência por parte das defesas. Caso isso aconteça, o julgamento dos embargos poderá ocorrer no início. Caso contrário, será julgado após as sustentações orais.

Na quinta-feira 22, o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu a sessão que julgaria o mérito do habeas corpus de Lula, apresentado com o objetivo de evitar a prisão do ex-presidente após uma provável confirmação do acórdão condenatório pelo TRF4. A Corte suspendeu a sessão e concedeu uma liminar para que o petista não seja preso antes da análise de seu recurso no STF, marcada para 4 de abril. 

A defesa de Lula apresentou os embargos de declaração ao TRF4 em fevereiro. No recurso, os advogados do petista afirmam haver 38 omissões em relação a elementos que constam no processo. Também elenca 16 contradições e cinco obscuridades, ou seja, aspectos da decisão que revelam dificuldade de compreensão. Os advogados aguardaram até a data limite para apresentar os embargos de declaração. O acórdão do TRF4 foi publicado em 6 de fevereiro.

A defesa pede ainda que a correção dessas omissões, contradições e obscuridades altere a decisão do tribunal contra Lula, “com o reconhecimento da nulidade de todo o processo ou a absolvição do petista.

Em tese, embargos de declaração não podem alterar a decisão dos desembargadores. Eles servem para esclarecer pontos ambíguos da sentença, mas não abrem margem para um novo julgamento de Lula na segunda instância. Como foi condenado por unanimidade, Lula não teve direitos aos chamados embargos infringentes, que poderiam levar a um novo julgamento no tribunal.

*Com informações da Agência Brasil

A Terra perde biodiversidade em ritmo alarmante, diz a ONU

Até 2100, mais da metade das aves e mamíferos da África pode desaparecer

A Terra tem perdido plantas, animais e água limpa em um ritmo alarmante, revelaram na sexta-feira 23 quatro relatórios sobre a biodiversidade divulgados pela ONU. Os estudos abrangentes mostraram que nenhuma região do planeta está em boas condições e que essa tendência de destruição é causada, principalmente, pela atividade humana.

Durante três anos, mais de 500 especialistas de mais de 100 países, reunidos na Plataforma Intergovernamental sobre Serviços de Ecossistemas e da Biodiversidade (IPBES), analisaram o estado da fauna e da flora no mundo.

“A biodiversidade, a variedade essencial de formas de vida na terra, continua a diminuir em todas as regiões do mundo. Essa tendência alarmante coloca em risco a qualidade de vida dos seres humanos em todo lugar”, destacaram os pesquisadores.

Os estudos mostraram ainda que as mudanças climáticas se tornarão uma ameaça cada vez maior para a biodiversidade a partir de 2050, somadas aos danos provocados pela poluição e o desmatamento para abrir espaço à agricultura.

A atual tendência de destruição da biodiversidade coloca em risco economias, meios de subsistência, a segurança alimentar e a qualidade de vida, destacou a ONU.

Segundo o presidente do IPBES, Robert Watson, a redução da biodiversidade é um efeito colateral de um mundo cada vez mais rico e cada vez mais populoso. O pesquisador destacou que a maneira como a sociedade tenta conseguir mais comida, água potável, energia e terra está provocando essa diminuição. Watson ressalta que as mudanças climáticas e o aquecimento global, causados também pelo homem, são outros fatores que contribuem para esse cenário.

Para as Américas, o relatório indica que, se a tendência de destruição seguir o ritmo atual, em 2050 haverá 15% menos plantas e animais do que agora. Em relação ao período anterior à colonização do continente, a redução será de 40%. Quase 25% das espécies conhecidas da região estão ameaçadas.

Os pesquisadores estimaram ainda que o valor da biodiversidade do continente é de 24,3 trilhões de dólares, valor superior ao do Produto Interno Bruto dos Estados Unidos.

A previsão para a região da Ásia-Pacífico indica que, em 2048, não haverá mais reservas de peixes para pesca comercial. Essa área perderá ainda 45% de sua biodiversidade e 90% de seus corais.

A África pode perder mais da metade de suas espécies de aves e mamíferos até 2100. Mais de 20% das espécies da região estão ameaçadas ou foram extintas.

Até mesmo na Europa e na Ásia Central, região que, segundo Watson, é a que está no melhor caminho para a proteção das espécies, cerca de 28% de animais e plantas estão ameaçados. A expansão da agricultura convencional e da silvicultura são os principais problemas da região.

Para reverter essa tendência destrutiva, os pesquisadores destacam que governos e a sociedade precisam mudar seu modo de governar e seus estilos de vida. Watson afirma que economizar água e energia, além da diminuição do consumo de carne vermelha são ações individuais para salvar o planeta.

“Algumas espécies estão ameaçadas de extinção. Outras vão diminuir em número. A Terra será um lugar mais solitário. Trata-se de uma questão moral. Nós humanos temos o direito de extingui-los?”, pergunta Watso

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Só em Santa Terezinha-PE”

 O funcionamento na agência do correio na cidade de Santa Terezinha-PE é crítica. Com pouco funcionário, o carteiro está atendendo noutras cidades circunvizinhas, quando chega encomenda se ele não estiver na cidade, temos que esperar até o mesmo retornar para receber a encomenda. Outro sim, as etiquetas do PAC também estão em falta na referida agência, sendo necessário as pessoas se deslocarem até a cidade de Imaculada-PB para realizarem suas remessas. Então nos perguntamos: A que ponto chegamos… até mesmo um órgão que funcionava normalmente e considerado bem conceituado, agora se encontra nesta situação lastimável.

    A sociedade terezinhense, sentindo-se prejudicada, até em termos de custos, quando se trata de se deslocarem de um lugar para outro, por falta de uma etiqueta dos correios (órgão federal).

    Sendo assim, solicita-se ao senhora superintendente dos correios Sra. Dayse Viana Ferraz de Araújo Sobreira, medidas cabíveis e resposta urgente, para sanar esta situação. ”Pagamos nossos impostos e ainda pagamos todos os serviços prestados por esta e outras empresas. Nada mais justo que reclamar e exigir nossos direitos”.

Carlos José Marques

O STF não se cansa de expor em praça pública seus vacilos, frágeis convicções jurídicas e apego midiático aos holofotes. As sessões viraram circo, com direito a bate-boca, xingamentos que afrontam o decoro e atitudes destemperadas de toda ordem. Até pedido para adiamento de sessão devido à viagem de um ministro é usado como subterfúgio. “Tenho que pegar um voo”???. É cabível uma desculpa dessa natureza? Pois Marco Aurélio Mello levantou a “questão de ordem” para receber um cargo honorário no Rio em meio ao mais esperado julgamento dos últimos tempos, o do habeas corpus preventivo e sem fundamento que livra o condenado Lula da cadeia. O colega Lewandovski aquiesceu com gosto, sugerindo à Corte considerar como procedentes as “casuabilidades”. Viagens de última hora estão nessa categoria. É só apresentar o “check-in” da passagem para receber o consentimento dos pares. Difícil acreditar que o estratagema não estava previamente combinado. E fica a questão: o ministro Gilmar Mendes tem compromisso em Lisboa no dia 4 de abril, data prevista para a retomada do julgamento. E aí, vai adiar de novo? O Supremo brinca com o País. Lança incertezas jurídicas através dos ajustes excepcionais no regimento. Deixa decisões vitais em compasso de espera. Faz releituras enviesadas da Constituição. Demove jurisprudências. Promove a fuzarca legal. Talvez tenha descido ao degrau mais baixo do respeito moral da Nação. Debaixo até do lugar reservado aos parlamentares do Legislativo. Não há brasileiro que assista às audiências, televisionadas ao vivo, e que não fique estupefato, tomado pelo sentimento de descrença. Que Justiça é essa movida a pressões políticas? Para além das artimanhas, das brigas vexatórias, o Tribunal parece flertar com acertos nada republicanos nos bastidores e segue ao sabor das conveniências. O HC do honorável bandido petista, condenado em duas instâncias, foi empurrado goela abaixo para ser votado às pressas antes que o TRF-4 de Porto Alegre mandasse expedir o mandado de prisão. É surreal. Milhares de outros habeas corpus mofam na fila e foram atropelados para tratar da extraordinária condição do chefe de quadrilha, Lula – que se diz quase tão inocente como Jesus Cristo. O demiurgo de Garanhuns continua sacudindo o coreto dos magistrados. Depois de desmoralizá-los lá atrás, bradando em alto e bom som que “temos um Supremo totalmente acovardado”, ele é paparicado por vossas excelências. Ao menos por parte delas. Vários naquele tribunal não hesitam em lhe prestar vassalagem, através de sentenças favoráveis, talvez acreditando piamente que devem a ele o favor de estarem na cadeira que ocupam. A situação de Lula foi congelada no tempo, com um viés, digamos, benéfico a suas intenções. Uma liminar incomum, que se assemelha a um HC preventivo por tempo determinado, ele já ganhou. E os outros réus do Brasil, criminosos de colarinho branco ou não, batedores de carteira, assaltantes armados, meros larápios da esfera pública e privada, condenados em segunda instância como ele, que estão no aguardo com os seus HCs para sair das grades, também serão favorecidos pela liminar? A regra vale geral ou é feita sob encomenda, “on demand”, para Lula? Que fique sacramentada a nova ordem: nem todos serão iguais perante a Lei, na interpretação peculiar do Supremo. Mais adiante, se o STF livrar o petista, os demais deverão ser imediatamente soltos, implodindo de vez com a Lava-Jato. Para efeitos concretos, libertem logo Sergio Cabral, libertem Eduardo Cunha, coloquem na rua a cambada de privilegiados que a Justiça não quer incomodar, cada bandido desse imenso território, a corja de políticos que dilapidou as finanças públicas. Se a punição será aplicada somente quando esgotados todos os recursos, a impunidade vingará na esfera dos ricos e poderosos, únicos capazes de, pagando regiamente, estender a perder de vista seus processos. Quem mais vai ser preso nessa corriola no País? Quem vai delatar? Pra quê? Vamos ao mérito da discussão maior: a prisão em segunda instância. A titulo de ilustração, para se ter uma ideia do descalabro sobre o assunto, basta lembrar que das 194 nações filiadas à ONU, 193 delas prendem em primeira ou, no máximo, na segunda instância. Adivinhe qual o único país do grupo que ainda discute isso? Óbvio, o Brasil. Uma barbaridade. O debate sobre a prisão em segunda instância, que por aqui já foi votada três vezes e entrou em vigor há menos de um ano, presta-se ao casuísmo, ao anseio de acobertar um marginal que já dirigiu os destinos da Nação. A efetiva revisão da Lei dará a ele e a muitos outros um salvo conduto para continuarem delinquindo.

isto é

  Porque a natureza é linda, foi o Nosso Criador quem fez. Por isto nos sentimos tão bem quando podemos desfrutar dela. 

  Hoje a oportunidade foi estar conhecendo um lugar tão lindo como “a batinga”, um lugar paradisíaco, comunidade pertencente ao município de Imaculada PB. E também o “Parque Águas Douradas” em Brejinho PE.

O nordeste em sua grandeza
que Jesus fez muito bem
tem frutas da natureza
e frutos que no mar tem
e os detalhes da beleza
não se nega pra ninguém.

                                       

Crédito: Frederic Jean

O presidente da República, Michel Temer, está definitivamente decidido a defender seu legado e reputação na campanha eleitoral. A opção pela busca da reeleição é recente – “de um mês e meio para cá”, disse Temer em entrevista exclusiva à ISTOÉ concedida na quarta-feira 21, no Palácio da Alvorada. Até então, ele vislumbrava um futuro mais prosaico: voltar para casa, cuidar da família, da mulher Marcela e do filho caçula Michelzinho, deixando de vez a política. A guinada de 180 graus de opinião ocorreu diante da perspectiva de adversários políticos partirem à corrida eleitoral deste ano com o propósito de atacá-lo moralmente e desconstruir o que ele fez. “No Brasil, sempre foi assim: quando um governo substitui outro, quer acabar com o que o governo anterior deixou”, afirma. Temer almeja outro destino para ele e para o País. No que chama de “legado”, lista conquistas como o teto de gastos, a reforma trabalhista, a queda dos juros e da inflação a níveis historicamente nunca alcançados e até a não aprovada reforma da Previdência.

São essas “transformações” que o presidente quer levar adiante ou ao menos empunhar como bandeira na “tribuna” eleitoral. As idéias estão condensadas num programa intitulado “Ponte para o futuro 2”. Ainda em gestação por um grupo de intelectuais do MDB e pela Fundação Ulysses Guimarães, trata-se de uma versão atualizada da proposta apresentada quando ele era vice-presidente, como sugestões partidárias para o País.

No campo dos “aspectos morais”, o presidente invoca os 30 anos de trajetória política – com três passagens como presidente da Câmara – para dizer que não vai aceitar que maculem sua imagem com acusações consideradas por ele “tipicamente armadas”. “Tentaram me derrubar três vezes, essa é a terceira onda de acusações”. Refere-se a episódios como o da gravação de Joesley Batista, da JBS, e o mais recente inquérito envolvendo o Porto de Santos. Ao se defender, insiste que a maioria dos seus detratores dorme na cadeia.

Se Temer já fala como candidato, nos próximos dias, agirá como candidato. O presidente pretende percorrer vários estados a fim de realçar suas realizações e falar diretamente ao eleitor. A intenção é reverter os altos índices de impopularidade aos quais atribui à campanha difamatória urdida contra ele, ao fato de não ter adotado medidas “populistas” e à “ausência de conexão” entre as realizações do governo e a sua figura. Sobre as alianças eleitorais afirma que o ideal seria uma candidatura única do chamado espectro político de centro. Considera que, com sua capacidade de negociação, será capaz de aglutinar os interesses para compor uma base de sustentação sólida em cada estado e município do País.

O presidente tem até agosto para oficializar sua candidatura. Mas o anúncio da entrada de Temer no tabuleiro eleitoral, por si só, já modifica a distribuição das peças do jogo sucessório. “Recuperei um País que estava quebrado. Eu me orgulho do que fiz e preciso mostrar o que está sendo feito. Se eu não tiver uma tribuna o que vai acontecer é que os candidatos sairão e vão me bater. Seria uma covardia não ser candidato”, justificou.

O PRESIDENTE NA INTIMIDADE Antes da entrevista à ISTOÉ na quarta-feira 21, Temer serve-se de café da manhã no Palácio do Jaburu e repassa as notícias do dia com assessores (Crédito:André Coelho)

O senhor pensa em ser candidato?

O que tem acontecido, ao longo do tempo, é que muitos têm dito que isso precisa continuar. “E quem pode continuar melhor do que você?”, perguntam. Tem havido muito isso. De outro lado, terei como defender o que fizemos no governo. Porque se chega alguém que vai destruir o que fizemos, ele vai destruir necessidades do Brasil. Como vou abandonar tudo isso? Estou nisso há trinta anos. Fui presidente da Câmara. Fui presidente do partido.

Sua principal motivação hoje é tentar defender a sua reputação pessoal ou o que senhor chama de “legado” do seu governo?Mais importante é a continuidade daquilo que está sendo feito. Mas são as duas coisas. Desde o primeiro momento, quando apareceu a tal gravação… Na gravação, passaram a usar uma frase que não existe. “Eu dou dinheiro para o deputado fulano para manter o silêncio dele”. E a frase não era essa. Era: “Estou de bem com fulano”. E eu respondo: “Tem que manter isso”. O resto foi tudo monossilábico. Eu resolvi me defender nos aspectos morais. A Presidência da República é uma coisa honrosa especialmente pelo que fizemos pelo país. Mas é muito desonroso a destruição da sua reputação moral. E isso foi o que tentaram. Essa tentativa da destruição moral ajuda na história da impopularidade. Porque as pessoas têm vergonha de dizer que apoiam. Isso perturbou, na verdade, o próprio governo. Mas não perturbou o meu governo. Porque eu disse desde o começo: eu não vou me omitir. Se eu tivesse me omitido, teria me autodeclarado culpado.

“Se ninguém vai defender o governo, dar continuidade ao que fizemos, eu mesmo faço. Como vou abandonar isso?”

Essa sua disposição naturalmente desenha um quadro favorável a que a candidatura se consolide.

É natural que quem preside a Nação dispute a eleição. Eu até ouvi recentemente alguém me dizer que não disputar a reeleição seria uma covardia. Que eu teria me acovardado. Governar por dois anos e meio e não disputar a reeleição. O que seria um fato ímpar no País. Desde que foi criada a reeleição, todos disputaram.

O senhor também sente que seria uma covardia?

Seria. Acho que seria uma covardia não ser candidato. Porque, afinal, se eu tivesse feito um governo destrutivo para o País eu mesmo refletiria que não dá para continuar. Mas, pelo contrário, eu recuperei um País que estava quebrado. Literalmente quebrado. Eu me orgulho do que fiz. E eu preciso mostrar o que está sendo feito. Se eu não tiver uma tribuna o que vai acontecer é que os candidatos sairão e vão me bater. E eu vou ter que responder. Só que não vou ter tribuna. Seria uma continuidade daquilo que está efetivamente sendo feito para o Brasil.

Colocada a candidatura, como fica a relação com o PSDB, que tem Geraldo Alckmin como aspirante ao Planalto, e com os demais partidos de centro que integram o governo?

O ideal dos ideais é que houvesse uma candidatura de centro, uma candidatura de extrema-direita, se for o caso, uma candidatura de esquerda. No máximo, três ou quatro candidatos. Mas o que estão no horizonte são doze, treze candidatos…

Já estão colocadas 15 candidaturas…

Interessante é que muitas delas nasceram por força da atuação governamental. Porque são pessoas que participaram do governo. E, nesse particular, acho que tivemos a sabedoria, por força do diálogo, de unir as forças.

O Alckmin disse que manteria sua equipe econômica. O Henrique Meirelles (ministro da Fazenda) e o Ilan Goldfajn (presidente do Banco Central). E o senhor, manteria?
Sem dúvida.

“O MDB já está trabalhando na Ponte para o Futuro 2. Moreira Franco, intelectuais do partido e a Fundação Ulysses Guimarães estão cuidando disso”

Dentro da sua estrutura governamental, está colocada a intenção de candidatura de seus auxiliares: o ministro Henrique Meirelles e o Paulo Rabelo de Castro, do BNDES. Como o senhor acomodaria esses planos?

Em primeiro lugar, eu devo dizer que eles têm todo o direito de disputarem e participarem se quiserem. Mas este é um governo de diálogo. Nós vamos conversar muito.

REFLEXÕES sobre o destino O presidente planeja viagens ao Nordeste, articula alianças e já formula novo programa de governo (Crédito:Frederic Jean / André Coelho)

Lula estará fora da eleição, porque virou ficha suja. O senhor acha que ele fora do jogo eleitoral favorece mais uma candidatura de centro?

Hoje, Lula lidera as pesquisas. Mas pesquisa abrange cerca de 40% do eleitorado. Lula tem 20%. Ele tem 20% de 40%. O restante do eleitorado ainda não tem definição. Com todo o respeito que tenho pelas pesquisas, elas não são indicativo do que vai acontecer na eleição. Mas ninguém pode negar que ele tem prestígio e que tem voto. Outra coisa interessante é que ele foi declarado inelegível e ninguém desfrutou desse fato, herdou essa votação.Desde o início da era Lula, as oposições ao PT nunca conseguiram ter muita capilaridade no Norte e no Nordeste. E se diz que isso acontece porque o Norte e o Nordeste são muito abandonados por um setor da política brasileira. No caso da sua candidatura, como é que essa lacuna seria tratada?

Nós temos feito muito pelo Norte e pelo Nordeste. A própria obra de transposição do São Francisco, que é uma obra de muitos, começou lá atrás, teve sequência muito ágil no meu governo. As obras estavam paralisadas. Não havia pagamento às empreiteiras. Nós retomamos. Já colocamos mais de R$ 1 bilhão na transposição. Nós inauguramos o Eixo Leste, que alimenta parte de Pernambuco e da Paraíba. Campina Grande (PB) sofria com a falta de água. Nós acionamos várias fases do chamado Eixo Norte. Agora, mais proximamente, vamos concluir o último estágio que vai levar água para o Ceará e para o Rio Grande do Norte. Ao mesmo tempo, não podemos esvaziar o rio São Francisco. Nós vamos revitalizar o rio São Francisco. Revitalizar as bacias que alimentam a transposição do São Francisco.

Muitas vezes, a população não liga a realização ao responsável por ela.

É preciso divulgar mais o que tem sido feito. A população reconhece o que está sendo feito, mas ainda não há uma conexão com a minha figura. Preciso conectar o que foi feito, o que foi aplaudido, o que foi elogiado, à minha figura. Em todas as áreas, o que foi feito depende da minha atuação.

Como se faz adequadamente uma campanha política de reeleição e a gestão do País em paralelo? Essa é uma ginástica que muitas vezes o mandatário precisa fazer para não misturar as estações, ser acusado de uso da máquina. Como seria a forma mais adequada de conduzir?

Hoje, o prazo da campanha facilita muito. Nós temos uma campanha de apenas 45 dias. A preparação da campanha começa antes. Mas só pode ser acusado de uso da máquina, oficialmente, nesses 45 dias. E muita coisa está para ser inaugurada. Amanhã, vou a Irecê, na Bahia, e depois Petrolina e a Recife. Irecê, um grande evento do sistema de integração nacional, de irrigação. Depois, em Petrolina lançando a campanha de redução do preço do milho. Depois, vou a Recife por insistência da Fiat. A Fiat vai abrir o terceiro turno e vai contratar milhares de novos funcionários. Mais um sinal da recuperação da economia. Eles estão insistindo muito para que eu vá lá. Recuperar, enfim, essa associação das realizações com a minha imagem.

O senhor só tem 6% de popularidade. Não é pouco para quem quer ser candidato?

Já dobrou 100%: de 3% para 6%. Agora, se aumentar de 6% para 9%, já aumenta 50% (risos)… Olha, faço uma distinção entre medidas populares e medidas populistas. As medidas populistas muitas vezes geram popularidade. Nós resolvemos enfrentar temas áridos. Os temas áridos produzem um bom efeito a médio e longo prazos. Daí, vem a popularidade. Aí que se distingue o populismo da popularidade. Não adotei nenhuma medida populista. Não conduzi a Presidência como se estivesse conduzindo um carro alegórico. Sempre tive muita responsabilidade. As medidas necessárias, estruturantes, podem ser reconhecidas e se tornarem populares mais adiante.

Qual a avaliação que o senhor faz dos players que estão no jogo sucessório?

Eu vejo com muito respeito. Eu tenho um temperamento que me leva sempre a dialogar muito, a conversar com as pessoas. E um princípio básico nisso é que você não pode desrespeitar o pensamento do outro. Há algumas pessoas que desrespeitem o pensamento do outro. Até agridem. Eu não agrido ninguém. Importante é você ter programa. Por exemplo, não adianta esbravejar, vociferar durante a campanha. O eleitor hoje é mais sábio que o eleitor de 40 anos atrás. Ele verifica qual é o programa que o candidato tem. O que ele tem a dizer.

Como o senhor vê a candidatura de Jair Bolsonaro?

Ele representa parte dos anseios populares. Há uma parcela da população que concorda com o discurso dele. Que acha que há exageros na questão moral. Na questão da própria segurança. Há pessoas que pensam como ele. Então, quando ele ganha notoriedade, é porque ele tem esse respaldo. Agora, é preciso verificar, no saldo final das contas, se o povo vai preferir uma posição mais radicalizada ou se vai decidir por uma posição mais centralizada. O que significa essa centralização? Significa que quem estiver no centro vai ter que ouvir as várias correntes e somar essas várias correntes. Porque, na radicalização,eu só ouço um lado.

Mas o senhor não acha que, no Brasil, não há uma tendência de voto no personagem?

Acho que uma boa parte vai por essa linha. Mas vou pregar uma nova cultura política no país. Quando mencionei o caso de um programa de governo que foi cumprido integralmente e que deu resultado, estou inaugurando, penso eu, uma nova cultura política no país. Evidente, eu vou pregar muito isso.

Se falarmos numa plataforma política para um segundo mandato, segurança é a pauta número um?

Sem dúvida alguma. Já começou. Nós já estamos tomando as providências. Não estamos prometendo que vamos fazer. Nós estamos fazendo.

A Ponte para o Futuro será a base essencial de uma política de estado que o senhor pretende levar adiante?

O MDB já está trabalhando na Ponte para o Futuro 2. O Moreira Franco, intelectuais do MDB e a Fundação Ulysses Guimarães já estão cuidando disso.

Em uma conversa anterior, no Palácio do Jaburu, no início do governo, o senhor cogitava a hipótese de, terminado o governo, ir para casa. Agora, não. O senhor deu uma guinada. Quer defender o seu governo. Seu legado. Em que momento essa virada se deu?

De um mês e meio para cá. Nós esperávamos no início que alguém sairia candidato do governo com essa missão de defender o governo. Ora, se ninguém vai defender o governo, dar continuidade ao que fizemos no governo, eu mesmo faço.

“Foram acusações tipicamente armadas. Tentaram me derrubar três vezes. Quando se começou a dizer que eu seria candidato, deu-se uma terceira onda”

Lula, numa entrevista recente, chegou a defender o senhor, dizendo que o senhor foi vítima de um golpe. Mas ele diz isso também com relação a ele mesmo. Qual a diferença entre os dois casos?

Não conheço os pormenores do caso dele. Eu conheço o meu caso. Com relação ao meu caso, acho que ele tem razão.

Apesar do discurso de golpismo, o PT está procurando o MDB para fazer alianças…

Golpista para quem não lê a Constituição. Se nos Estados Unidos você dissesse que em caso de impedimento do presidente, o vice-presidente não pode assumir, o americano ficaria corado.

Se o senhor tivesse que eleger a principal bandeira do seu governo, qual apontaria?

Eu acho que foi a modificação dos costumes políticos do país. A primeira palavra que marcou o meu governo foi diálogo. Vocês vejam que consegui chegar aqui estabelecendo um diálogo com o Congresso Nacional. E com a sociedade. A modernização trabalhista resultou de uma conversa que nosso ministro do Trabalho manteve com as federações de indústria, com as centrais sindicais. Tanto que no dia que nós mandamos o projeto, falaram oito representantes de centrais sindicais e oito representantes de empregadores. Então, o diálogo foi uma coisa fundamental. Outra coisa é que nós estabelecemos uma conexão entre a responsabilidade fiscal e a responsabilidade social. Nós inauguramos ainda outra fórmula muito produtiva. No Brasil, sempre foi assim: quando um governo substitui outro, quer acabar com o que o governo anterior deixou. Por exemplo: o Bolsa Família não foi algo do nosso governo. Eu dei sequência ao Bolsa Família. Aliás, em dois anos e meio não havia aumento do Bolsa Família. Eu aumentei os valores do Bolsa Família.

O sr. falou em temas áridos enfrentados pelo senhor. Quais são eles?

Vamos começar pelo teto dos gastos. Nós verificamos que o déficit era imenso. A Presidência anterior até havia mandado uma proposta de R$ 90 bilhões. Quando nós chegamos ao governo, constatamos que estava em torno de de R$ 170 bilhões. Um déficit preocupante. E, a partir daí, fizemos o teto dos gastos públicos. Foi uma medida importante, porque o governante o que ele mais quer é gastar. E fizemos a contenção dos gastos. Uma trivialidade que eu vou dizer: na nossa vida e na vida do Estado, você tem que gastar aquilo que arrecada. Por isso, até, ao propormos essa emenda constitucional, que foi aprovada por ampla maioria na Câmara e no Senado, nós estabelecemos um prazo de vinte anos, revisável por dez anos. Na área econômica, foi um sucesso absoluto. E de forma responsável. Quando um presidente da República determina: “Eu quero que caiam os juros”, e se faz um gesto político, pode representar um problema para o sistema financeiro. Isso não foi feito. Isso foi feito responsavelmente. Hoje, nós temos uma inflação de 2,7%. Inflação nunca vista. Juros nunca ocorridos no Brasil.

TEMER E SUA CIRCUNSTÂNCIA No Alvorada, o presidente fala sobre a importância de defender sua honra e realizações (Crédito:Frederic Jean / André Coelho)

Mas algumas ações têm esbarrado na questão política, na negociação com o Congresso. É o caso da Previdência…

No caso da Previdência, nós caminhamos com ela. Quando chegou em maio, houve aquele acidente do rapaz (Joesley Batista, da JBS) que fez a gravação…

O senhor atribui o revés só à gravação?

Causaram enorme prejuízo. Fizeram aquela denúncia e, no final, meus detratores foram presos. E os que não foram presos ficaram desmoralizados. Depois, quando retornamos a Previdência Social, entramos praticamente no ano eleitoral. E compreendo que, com a campanha que foi feita contra a Previdência, não pelos pobres mas por aqueles que têm privilégios, a discussão foi se dificultando.

E o Congresso foi aumentando as exigências… O senhor se sentiu de alguma forma achacado? Alguns ministros insinuaram isso.

Não. Eu fui três vezes presidente da Câmara, e o Legislativo sempre foi visto como uma espécie de apêndice do Executivo. No meu governo, não. No meu governo, o Legislativo governou com o Executivo. Fiz uma espécie de semipresidencialismo. Hoje, se nós quiséssemos propor uma emenda estabelecendo o semipresidencialismo, basta verificar o que está acontecendo no meu governo.

O senhor ainda tem esperança em aprovar a reforma da Previdência antes das eleições?

Pode acontecer. A reforma da Previdência saiu da pauta legislativa, mas não saiu da pauta política. Não haverá nenhum candidato à Presidência que não terá que se posicionar quanto à reforma da Previdência. Eu coloquei a reforma na pauta política e ninguém conseguirá tirar.

É um pilar seu que o senhor pretende levar adiante num eventual próximo governo?

Não é exatamente um pilar meu. É uma necessidade do Brasil. Sobre ser uma necessidade do Brasil, para o controle das contas públicas, é uma necessidade muito maior dos aposentados e dos servidores públicos.

Na segunda-feira, o ex-presidente Lula pode ter confirmada a condenação. O senhor é favorável à prisão após condenação em segunda instância?

Aí, eu já não dou palpite. Eu prezo muito as competências constitucionais de cada poder do Estado. E até lamento muitas vezes que um outro Poder invada as competências do outro. A razão não é minha. É da Constituição. A Constituição estabelece a harmonia e a independência dos poderes.

De maio para cá, o senhor voltou a enfrentar uma série de denúncias.

Foram acusações tipicamente armadas. Tentaram me derrubar três vezes. Quando se começou a dizer que eu seria candidato, deu-se uma terceira onda. Não é uma coisa responsável.

O que o senhor tem a dizer em relação aos benefícios à Rodrimar no Porto de Santos? O ministro Luís Roberto Barroso pediu a quebra de sigilo do senhor. O senhor disse que iria colocar o sigilo à disposição. Até agora nada…

Tudo começou com um decreto que moderniza a atuação dos portos, regulamentando uma lei de 2013. Isso foi objeto de reuniões na Casa Civil, no Ministério dos Transportes e na Agência Nacional de Transportes Aquaviários e representantes do setor portuário. Depois de três meses de debates públicos e publicados, foi feito o decreto. Concluído, marcamos a solenidade para a semana seguinte. Nisso, me liga o Rodrigo Rocha Loures e pergunta se será assinado o decreto dos Portos. Eu disse: será assinado na semana que vem. Havia uma questão de contratos pré-93 e pós-93. Os contratos pré-93 eram os que não foram licitados. Rodrimar era um contrato pré-93. Ele liga pra mim e pergunta. Disse que não sabia. Liga para o assessor do Eliseu Padilha. Ele diz que os pré-93 não estavam contemplados. Ele liga para a Rodrimar e pergunta: nós precisamos saber se os contratos de vocês são antes de 93. Não havia. Esses três telefonemas geraram para o cultor da moral e da ética (Rodrigo Janot, ex-PGR) uma abertura de inquérito. Quando o inquérito foi aberto, surpresa absoluta: mandamos levantar todos os fatos. Para ele eu entrei no governo para chegar um dia e praticar um decreto que beneficiasse uma empresa determinada. Na cabeça dele, era isso. Aí, mando ver esse negócio da Rodrimar. Vem uma certidão que mostra que a Rodrimar não será beneficiada.

O senhor já recebeu dinheiro da Rodrimar? A empresa colaborou com alguma das suas campanhas?

Nunca. Só ver a prestação de contas. Todos os depoimentos, todos, de que não havia relação nenhuma com a Rodrimar. E aí o ministro Barroso pede para quebrar o sigilo bancário. A procuradora não admitiu e ele tomou a decisão. Disseram para eu recorrer. Não vou recorrer. Pareceria que estou querendo esconder alguma coisa. Não quero esconder nada. Mas é uma coisa exageradíssima. Bastaria ver os autos do inquérito para concluir que não há nada.

Mas o senhor vai abrir seu sigilo ou não?

Pensei em abrir. Mas houve a consideração de que teria que mandar para mais de 300 blogs e cada um usaria aquilo da forma que quisesse. Então, quando vierem as contas para o chamado “processo sigiloso”, porque não há processo sigiloso nenhum, quando chegar lá, vai vazar e as pessoas terão acesso.

O senhor ficou preocupado com movimentações da sua família que poderiam aparecer?

Não fiquei preocupado, não. Mas aparece lá que mandei, por exemplo, R$ 2 mil para a minha filha. Vão querer saber de onde vem. O sigilo bancário é um direito individual. E o direito individual é uma cláusula pétrea. Então,quando você vai torna público, tem que avaliar as cláusulas pétreas. Para violar um direito individual, é preciso pensar dez vezes.

Crédito: André Coelho

Se eu tivesse feito um governo destrutivo para o País, eu mesmo refletiria que não dá para continuar. Mas, pelo contrário, eu recuperei um País quebrado. Preciso mostrar o que está sendo feito. Se eu não tiver uma tribuna, os candidatos sairão e vão me bater

A intervenção no Rio ainda não surtiu o efeito que se imaginava. Não bastasse o brutal assassinato da vereadora Marielle Franco, há uma escalada de crimes ainda sem solução. Os responsáveis pelo setor batem cabeça. O ministro da Segurança Raul Jungmann se contradisse sobre a origem das balas, o interventor Braga Netto pede R$ 3 bilhões, mas recebe R$ 1 bilhão… A intervenção fracassou, presidente?

A intervenção mal começou. Ela é outro gesto de coragem do nosso governo. Desde que eu era secretário de Segurança em São Paulo já se falava na necessidade de o governo federal entrar de forma mais ativa no tema da segurança. Quando eu cheguei ao governo, logo transformei o Ministério da Justiça de Ministério da Justiça e Cidadania para Ministério da Justiça e Segurança Pública. Depois, criei o Ministério da Segurança Pública. Então, eu tive a coragem de assumir a questão da segurança pública, que nenhum governo quis assumir. Foi ousado. No caso da intervenção do Rio de Janeiro, nós identificamos essa questão há algum tempo.

O senhor admitiu que pode suspender a intervenção até setembro…

Está decretada até o final de dezembro. Pode ser que se encerre antes. O que eu tenho é a informação de que a população vê com muita satisfação a presença física das forças de segurança. As polícias, as Forças Armadas, a Força Nacional. Dá uma situação de conforto. As organizações criminosas hoje são muito organizadas. Isso assusta a população. Então, é preciso agora desbaratar essas organizações. E é isso que está sendo feito com o uso da inteligência pelo general Braga Netto. O interventor falou em R$ 3 bilhões como um passivo do próprio Estado. Há verbas lá que não podem ser direcionadas pela União sob pena de crime de responsabilidade. Coisas do passado. Estamos destinando para lá R$ 1 bilhão. Se for necessário, destinaremos mais.

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Presidente do PT, Gleisi Hoffmann, concede entrevista coletiva sobre protestos contra caravana, no dia 20, em Santa Maria | Foto: Guilherme Santos/Sul21

Leonardo Fernandes
Do Brasil de Fato

Desde o começo da Caravana Lula pelo Brasil – etapa sul – na segunda-feira (19), na cidade gaúcha de Bagé, grupos de extrema-direita têm provocado violência durante a passagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na sexta-feira, algumas dezenas de pessoas bloquearam a entrada da cidade de Passo Fundo (RS), armadas com paus, pedras e correntes, dispostos a atacar os ônibus da comitiva do ex-presidente. Lula e a ex-presidenta Dilma Rousseff tiveram que mudar a rota e ir direto a São Leopoldo (RS), último destino da caravana no Rio Grande do Sul, depois da Secretaria Estadual da Segurança Pública do Estado ter afirmado que não poderia garantir a segurança do ex-presidente.

Relatos de pessoas que estiveram na entrada de Passo Fundo, deram conta da postura condescendente da Polícia Militar do Estado em relação às manifestações violentas da direita.

Em entrevista exclusiva ao Brasil de Fato, Gleisi Hoffmann, presidenta nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), lamentou a ausência de autoridade do Estado em relação à segurança dos ex-presidentes e sua comitiva. Hoffmann afirmou que o PT está investigando quem está por trás das manifestações e anunciou que fará uma denúncia internacional sobre a presença de milícias armadas no sul do Brasil. Leia a entrevista na íntegra:

Brasil de Fato: Senadora, qual a leitura que o Partido dos Trabalhadores faz sobre a postura das autoridades estaduais e da Polícia Militar em relação à segurança da caravana?

Gleisi Hoffmann: A gente lamenta muito que o Estado não tenha tido força suficiente e autoridade para garantir a presença do ex-presidente Lula em Passo Fundo. O Estado foi avisado das manifestações violentas, porque não se tratavam de manifestações pacíficas de oposição; quanto a isso nós não temos problema nenhum e sabemos enfrentar; e não tivemos, por parte do policiamento, a efetiva correspondência a esse nosso pedido. Lamentamos muito isso, que demonstra que o Estado não consegue impor a ordem que necessita. Estávamos com dois ex-presidentes da República, já havíamos oficiado ao governo do Estado sobre isso e também às forças de segurança nacionais. Então a gente lamenta.

Foram divulgadas imagens de pessoas armadas entre esses manifestantes da direita. O que vocês pretendem fazer em relação a isso?

Estamos fazendo uma denúncia internacional sobre a existência de milícias organizadas no Brasil, que se mostraram agora de forma clara no sul do país e que tem a clara intenção, não de fazer o embate, a disputa política, mas de impedir que o presidente Lula, que o PT, que as forças populares possam ter trânsito, falar com a população, inclusive ameaçando a integridade física de militantes e dos próprios ex-presidentes.

Vocês já conseguiram identificar se existe algum grupo ou força política por trás dessas manifestações?

Nós estamos levantando isso. Ainda não temos isso definido. Temos indícios, que ainda precisam de provas. Mas temos indícios de que forças da extrema-direita, sobretudo grupos que necessariamente não são da política, mas são de movimentos de extrema-direita atuando. Inclusive grupos de skinheads foram detectados. Então, nós nos preocupamos muito com isso, porque vemos que se trata de uma ação organizada de grupos de extrema-direita, de ideologia fascista, nazista.

Qual a diferença entre o bloqueio de rodovia realizado pela direita durante a caravana e os bloqueios realizados por movimentos de esquerda na luta por direitos?

Eu desconheço qualquer manifestação da esquerda que envolva o bloqueio de vias ou de locais que tenham o objetivo impedir pessoas de falarem. Nós defendemos radicalmente a democracia e o direito de todos falarem, ainda que falem contra nós. Fomos governo neste país e jamais tivemos qualquer atitude de limitar o direito de ir e vir das pessoas. Muito pelo contrário, achamos que isso é fundamental para a democracia. Todas as vezes que movimentos sociais de esquerda fecharam rodovias ou fizeram manifestações foram sempre em razão de uma causa: em defesa dos seus direitos, em defesa da conquista de terra, em defesa das águas, em defesa da liberdade de expressão, em defesa dos direitos trabalhistas. Jamais foi para agredir, para impedir alguém de se manifestar. Jamais foi no intuito de querer agredir quem quer que seja. Então acho que tem uma diferença muito grande, muito relevante com o que está acontecendo. O que estamos vivendo hoje é algo de ideologia fascista, de grupos que pregam a violência como modus operandi da vida.

A postura das forças de segurança em relação a estas manifestações também difere da maneira como lidam com as manifestações de esquerda?

Eu nunca tinha visto a polícia agir sem força, sem firmeza contra movimentos, principalmente os violentos. Muito pelo contrário. Lembro da passeata que houve aqui em frente ao Congresso Nacional contra as reformas trabalhista e da Previdência: era uma manifestação pacífica, quando alguns infiltrados dentro do movimento começaram a jogar pedras dentro dos ministérios, a polícia não separou eles, veio para cima da multidão. Então há sim uma diferença de tratamento. Mas nós estamos identificando os movimentos que estão por trás, para que a gente possa fazer a denúncia.

Em razão desses episódios, há previsão de novas alterações no trajeto da caravana?

Não pretendemos fazer outras alterações na programação da caravana. Hoje nós conversamos novamente com as forças de segurança nacionais, conversei pessoalmente com o ministro Jungmann [Segurança Pública], conversei com o ministro [interino] da Defesa [Joaquim Silva e Luna], relatei o ocorrido, solicitei que nos estados de Santa Catarina e Paraná nós tivéssemos a segurança nos aeroportos, nas estradas, para que possamos nos locomover, e também nas cidades. E falamos com as autoridades estaduais para que deem respaldo e guarida à caravana. Estamos fazendo uma caravana pacífica, uma caravana de debates políticos, não estamos afrontando ninguém. Temos o direito de andar pelo Brasil. E o governo, as forças de segurança não podem permitir que o Brasil fique refém de milícias, de grupos de extrema-direita que acham que podem definir quem pode entrar ou não numa cidade, passar ou não por uma determinada rodovia. Isso é uma coisa absurda. Precisamos ter as garantias constitucionais assegurada.

sul21

Olá, pessoal! Pedro Nunes novamente. Hoje, eu vou contar a vocês como eu consegui superar o terrível problema da queda de cabelo. Não foi um processo demorado e o preço é praticamente de graça! Mas vamos por partes.

Como muitos de vocês já devem saber, eu sou um grande diretor de uma agência de marketing. Apesar de o meu trabalho ser muito empolgante, qualquer um que tenha a mínima ideia de análise financeira e marketing sabe que esses trabalhos exigem intensa atividade mental. Às vezes, o estresse, literalmente, faz o seu cérebro pegar fogo. Contudo, eu gosto desse tipo de vida: eu acho que estou no lugar certo, pois tenho oportunidade de crescimento e de desenvolvimento. Além disso, eu tive uma considerável ascensão social.

Todavia, todos sabem que intenso estresse mental causa queda de cabelo nos homens. Isso pode começar a acontecer em qualquer idade e é quase impossível controlar. Sabendo disso, não fiquei surpreso ao notar que meu cabelo estava mais ralo no topo da cabeça, além das entradas na testa. O processo continuou por um tempo. Mesmo que você se olhe no espelho todos os dias, pequenas mudanças passam despercebidas. Quando me dei conta, estava ficando careca aos 42 anos. Fiquei consternado.

Eu percebi que eu não era mais aquele garoto de 20 anos que tinha acabado de se formar na faculdade cheio de energia para experimentar tudo o que fosse possível. Agora, o que me aguarda é uma vida triste, desvanecimento, envelhecimento e enfermidades… ao lado da mesma esposa. Eu a mamava muito quando nos casamos. Contudo, Tatiana vinha se tornando cada vez mais alienada. As únicas coisas que despertavam seu interesse eram cortinas novas para a cozinha e cupons de desconto para comprar novas frigideiras. Eu sempre quis ser valorizado e, devo admitir, admirado. Será que não mereço isso? Eu tenho boa aparência, sempre presto atenção nela, ganho bem e sempre divido as tarefas de casa…

Divórcio era algo que não tinha passado pela minha cabeça. Afinal, estamos juntos há quase 15 anos e eu ainda a amo. E sobre essa questão de reconhecimento e admiração… Existem muitas funcionárias jovens e bonitas em nossa empresa. Algumas delas me olham com certa adoração e mal conseguem dissimular. Devo dizer que me sinto lisonjeado. Eu gosto de chamar atenção das mulheres, mesmo sem nunca ter pensado em trair minha esposa. A questão é que faz bem para a minha autoestima.

Infelizmente, agora percebi que faz muito tempo que nenhuma das funcionárias bonitas tenta me paquerar. Elas não estão reagindo bem aos meus sinais de atenção. Sem dúvida, essa maldita calvície era culpada! Quando esse problema não existia, minha vida era ótima. E quem gostaria de paquerar um colega de sucesso, mas obviamente não tão jovem assim? Mesmo quando conseguia fechar negócios, particularmente, grandes, ninguém se importava em reconhecer meus méritos. Ninguém, nem mesmo meu chefe! Como se tudo tivesse acontecido sozinho, sem a minha menor participação. Será que eu preciso mesmo ser o burro de carga da empresa pelo resto da vida, gerando lucro para o meu diretor, Sr. Barros, sem ser ao menos levemente promovido? Será que continuarei a ser um mero diretor para o resto da vida?

A grande decisão veio de forma inesperada. Em uma reunião da turma da faculdade, encontrei com um velho amigo meu. Ele, de forma bem franca, me perguntou como que, na nossa idade, eu tinha uma área tão grande de calvície. No começo, eu até me senti irritado… Como se eu tivesse tirado o cabelo de propósito! Será que ele estava sugerindo que eu usasse peruca para o resto da vida?

Em resposta ao meu ressentimento, meu colega reagiu de forma calma e amigável. O fato é que ele tinha passado pelo mesmo problema, ou seja, calvície prematura. Ele se livrou do problema com um remédio chamado ” MAN’S HAIR CAPILLUM ” , o qual me foi recomendado por ele. E, vocês sabem, foi impossível não acreditar nele, pois o cabelo dele estava cheio e bem preto. Parecia que tínhamos voltado aos tempos de faculdade.

Então, comprei o remédio. Felizmente, ele não custa quase nada. O produto foi entregue rapidamente, em embalagem neutra e sem inscrições, o que eu particularmente agradeci: eu não queria os vizinhos nem mesmo a minha esposa fazendo fofoca sobre isso. Eles iriam dizer que eu estava tentando parecer mais jovem comprando produtos para cabelo, etc. O fabricante explicou tudo, o que foi muito bom. Eu li as instruções. O remédio era muito fácil de usar, o principal era usar todo dia.

As primeiras mudanças começaram a aparecer uma semana após uso regular do produto. As entradas na testa diminuíram e o couro cabeludo no topo da cabeça ficou menos visível. Claro que isso levantou meu astral e continuei minha experiência. Após três semanas, todos os sinais de alopécia tinham desaparecido completamente! O espelho estava refletindo a imagem de um homem atraente, cheio de si e nada desleixado. Quem me daria 42 anos? Eu poderia até estar em posição de vantagens em relação aos de 30! Quando percebi que minha idade estava sendo postergada, até a minha postura melhorou e meu olhar mudou completamente. Mudei de envelhecido, intimidado e funcionário perseguido para homem seguro e bem sucedido.

Bom, não foi só a minha aparência que mudou. O mundo a minha volta também!

Por fim, meus méritos foram reconhecidos. Depois de mais um grande negócio fechado, meu chefe me deu um bônus generoso e eu estava pronto para ser promovido no mês seguinte. Finalmente, me senti importante para a empresa. Meus esforços não tinham sido em vão. Fui reconhecido! Todos me parabenizaram e minhas jovens colegas voltaram e me olhar com genuíno interesse. Sim, e digo mais: eu não consigo afastá-las de mim! Também pudera… eu sou muito bem afeiçoado, forte e saudável, além de ser a grande promessa da empresa !

Agora, não estou mais aberto à paquera delas. Tatiana também não deixou de reparar nas minhas mudanças. Os sentimentos dela por mim voltaram! Eu tinha esquecido como ela pode ser carinhosa. Ela não consegue parar de me olhar. Pela primeira vez, depois de anos, eu me sinto realmente feliz. Eu não tenho mais medo de envelhecer. Com ” MAN’S HAIR CAPILLUM ” a velhice vai demorar a chegar!

Eu recomendo ” MAN’S HAIR CAPILLUM ” a todos que, assim como eu, começaram a perder cabelo cedo. Cedo ou não, ” MAN’S HAIR CAPILLUM ” é eficiente em qualquer idade e foi testado por todos os meus amigos e colegas. Não perca tempo indo a médicos nem tomando remédios de cultura popular. Veja resultados em uma semana! Hoje, todos os leitores do meu blog ganham um desconto de 50% para comprar ” MAN’S HAIR CAPILLUM “Corra! Estoques limitados!”

Região Hidrográfica do São Francisco abrange 521 municípios em sete unidades federativas.Com extensão que cobre cerca de 80% do território brasileiro, as bacias hidrográficas são um conjunto de terras em que o escoamento das águas das chuvas, que acontece por meio de riachos e córregos, chega a um único ponto, um rio. Ao todo, são 200 mil microbacias espalhadas em 12 regiões hidrográficas, como as bacias do São Francisco, do Paraná e a Amazônica – a mais extensa do mundo e majoritariamente localizada no Brasil. Esta quantidade importante de bacias permite que o País contabilize cerca de 12% de toda a água doce do planeta.  

É por conta das bacias também que o potencial hídrico do País provê um volume de água por pessoa 19 vezes superior ao mínimo estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) – de 1.700 m³/s por habitante por ano.

                                     

Para proteger esses grandes reservatórios de água doce, o governo federal possui o Programa de Revitalização de Bacias Hidrográficas. O objetivo principal é recuperar, conservar e preservar as bacias em situação de vulnerabilidade ambiental, por meio de ações permanentes e integradas que promovam o uso sustentável dos recursos naturais, a melhoria das condições socioambientais e a melhoria da disponibilidade de água em quantidade e qualidade para os diversos usos.

Conheça mais sobre as 12 regiões hidrográficas brasileiras:

Região Hidrográfica Amazônica

É constituída pela maior rede hidrográfica do globo terrestre, ocupando uma área da ordem de 6,1 milhões de km², desde suas nascentes nos Andes Peruanos até sua foz no oceano Atlântico, na Região Norte do Brasil. É a maior do mundo em disponibilidade de água. A bacia continental se estende sobre sete países da América do Sul, e 63% dela ficam no Brasil.

Região Hidrográfica do Tocantins-Araguaia

Possui uma área de 918.822 km², 11% do território nacional, e abrange os estados de Goiás, Tocantins, Pará, Maranhão, Mato Grosso e Distrito Federal. Ela apresenta grande potencialidade para a agricultura irrigada, especialmente para o cultivo de frutíferas, de arroz e outros grãos, como milho e soja.

Região Hidrográfica Atlântico Nordeste Ocidental

Está situada majoritariamente no Maranhão e em uma pequena porção do Pará, com área de 274.301 km², aproximadamente 3,2% da área do Brasil. A região apresenta uma vazão média de 2.608 m³/s, ou seja, 1% do total do País, e a principal necessidade da água na bacia é para consumo humano.

Região Hidrográfica do Parnaíba

Depois da bacia do rio São Francisco, essa região é, hidrologicamente, a segunda mais importante do Nordeste. Ela abrange, em maior parte, o Piauí, além de parte do Maranhão e do Ceará. Os aquíferos da região apresentam o maior potencial hídrico da Região Nordeste, no entanto, existem grandes diferenças interregionais de disponibilidade hídrica. 

Região Hidrográfica do Atlântico Nordeste Oriental

Tem área de 286.802 km², equivalente a 3,3% do território brasileiro. A bacia tem uma importância singular em relação à ocupação urbana ao contemplar cinco importantes capitais do Nordeste, regiões metropolitanas, dezenas de grandes núcleos urbanos e um parque industrial significativo.

Região Hidrográfica do São Francisco

A Região Hidrográfica do São Francisco abrange 521 municípios em sete unidades federativas: Bahia, Minas Gerais, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Goiás, além do Distrito Federal. Com 2.700 km, o rio São Francisco nasce na Serra da Canastra, em Minas Gerais. Fundamental para o Semiárido nordestino, a área de drenagem de 638.576 km² ocupa 8% do território nacional. O potencial hidrelétrico aproveitado da bacia é de 10.473 MW, distribuídos principalmente nas usinas Três Marias, Queimado, Sobradinho, Itaparica, Complexo Paulo Afonso e Xingó.

Região Hidrográfica Atlântico Leste

Fazem parte da Região Hidrográfica Atlântico Leste as capitais dos estados de Sergipe e da Bahia, alguns grandes núcleos urbanos e um parque industrial significativo. Ela tem uma área de 388.160 km², equivalente a 4,5% do território brasileiro, onde estão inseridos 526 municípios parcial ou integralmente.

Região Hidrográfica do Paraguai

O rio Paraguai nasce no Brasil, e a região hidrográfica abrange uma área de 1 milhão de km², sendo 33% no Brasil e o restante na Argentina, Bolívia e Paraguai. A Região Hidrográfica do Paraguai inclui uma das maiores extensões úmidas contínuas do planeta, o Pantanal, considerado Patrimônio Nacional pela Constituição Federal de 1988 e Reserva da Biosfera pela Unesco no ano de 2000.

Região Hidrográfica do Paraná

Com 32,1% da população nacional, apresenta o maior desenvolvimento econômico e a maior demanda por recursos hídricos do País. Com uma área de 879.873 km², a região abrange os estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás, Santa Catarina e Distrito Federal. Em 2010, aproximadamente 61,3 milhões de pessoas viviam na região, 32% da população do Brasil.

Região Hidrográfica do Sudeste

Soma 214.629 km² de área, o equivalente a 2,5% do País. Ela é conhecida nacionalmente pelo elevado contingente populacional e pela importância econômica da indústria. O grande desenvolvimento da região, entretanto, é motivo de problemas em relação à disponibilidade de água, já que cerca de 28,2 milhões de pessoas habitavam a região em 2010 (14,8% da população do Brasil) e ela apresenta uma das menores disponibilidades relativas no País.

Região Hidrográfica do Uruguai

Tem grande importância devido às atividades agroindustriais e pelo potencial hidrelétrico. O rio Uruguai possui 2.200 km de extensão, e a bacia hidrográfica possui, em território brasileiro, 174.533 km² de área, 2% do território nacional. A região possui um total de 384 municípios, nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Região Hidrográfica Atlântico Sul

Destaca-se pelo grande contingente populacional, pelo desenvolvimento econômico e pela importância para o turismo. A região se inicia ao norte, próximo à divisa dos estados de São Paulo e Paraná, e se estende até o arroio Chuí, ao sul. Possui uma área total de 187.522 km², que representa 2,2% do Brasil e abriga 451 municípios.

Marcos Santos/USP

Proposta em discussão reduz para 60% a exigência de presença do aluno do ensino médio em sala de aula.

O governo Michel Temer quer liberar até 40% da carga horária  do ensino médio e até 100% da jornada da educação de jovens e adultos para ser realizada a distância. A mudança está prevista em resolução que atualiza as Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Médio, à qual a Folha de S.Paulo teve acesso. O texto já teve uma primeira discussão no Conselho Nacional de Educação (CNE).

No caso do ensino médio, se as novas regras forem implementadas, os alunos poderão ter dois dias de aulas por semana fora da escola. A proposta causa polêmica. Para os defensores da medida, o ensino online permite a experimentação de novos recursos na educação. Já os críticos temem pela precarização do ensino nas redes públicas, que concentram 88% das matrículas da etapa.

Segundo a Folha, o Brasil tem 6,9 milhões de matrículas no ensino médio público. Em torno de 1,5 milhão dos jovens de 15 a 17 anos (14,6% do total) já abandonaram os estudos.

O aval para até 40% da carga a distância abriria margem também para atender situações de falta de professores, ressalta a reportagem. A minuta das novas diretrizes curriculares foi apresentada no CNE no dia 6 pelo presidente do conselho, Eduardo Deschamps, e pelo diretor do Senai, Rafael Lucchesi, relator da proposta.“Na minha opinião, não estamos falando de ensino fundamental, mas do médio. Se não criarmos mecanismos, vamos continuar com problemas de atendimento e perder oportunidades de uso”, disse Deschamps à Folha.Cesar Callegari, também do CNE, critica a adoção da medida e cobra uma discussão aprofundada sobre o assunto com docentes e estudantes. “Recursos a distância devem servir como complemento, jamais em substituição de professores e da escola como local de vivência presencial”.

Lula falou para apoiadores em Cruz Alta na tarde desta quinta-feira (22)
| Foto: Guilherme Santos/Sul21

Luís Eduardo Gomes

Enquanto o STF julga a ação que pode definir se Lula irá preso ou não pela condenação em segunda instância no caso do triplex, o ex-presidente seguiu a sua agenda de atos públicos da Caravana pelo Sul, com paradas nas entradas das cidades de Cruz Alta e Panambi. Junto ao trevo de acesso a Cruz Alta, Lula falou para centenas de apoiadores, grande parte com bandeiras do PT. “Não se preocupem comigo. Sofrendo mais do que eu tem 14 milhões de desempregados. Tem milhões de pessoas querendo oportunidade pra trabalhar. E é pra essas pessoas que nós precisamos dedicar o nosso esforço cotidiano”, disse Lula, na única alusão ao processo que corre contra ele na Justiça.

Centenas de pessoas acompanharam a fala do ex-presidente em Cruz Alta | Foto: Guilherme Santos/Sul21

Em uma breve parada, o ex-presidente preferiu manter a tom das falas que vinha fazendo nas demais paradas da caravana, isto é, defendendo os programas dos anos petistas de governo federal e ironizando adversários políticos e os manifestantes que organizam, desde Bagé, uma espécie de caravana paralela para protestar contra a passagem de Lula pelo Rio Grande do Sul.

Vilson Roberto, prefeito de Cruz Alta
| Foto: Guilherme Santos/Sul21

“Eles não conseguem compreender como uma menina negra da periferia, filha de uma empregada doméstica, pode passar no Enem, ter bolsa do ProUni e virar doutora”, disse. “Eles falam inglês, falam espanhol, tem graduação, mestrado, a única coisa que eles não sabem é entender a alma do povo”. Esta foi a primeira parada em uma cidade de administração petista, do prefeito Vilson Roberto.

Após deixar Cruz Alta, a caravana fez uma nova parada no bairro Pavão, em Panambi. Diante da sede da associação de moradores do bairro, localizada em uma encosta às margens da estrada, Lula, Dilma Rousseff, Olívio Dutra e Miguel Rossetto subiram em uma kombi convertida em carro de som e falaram para um público de dezenas de pessoas, muitas das quais estacionaram seus carros e cavalos pra escutar os petistas.

Em Panambi, moradores pararam para acompanhar o discurso do ex-presidente
| Foto: Guilherme Santos/Sul21

Ali, diante do menor público que o ouviu falar na passagem pelo RS, Lula fez talvez o seu discurso mais inspirado até agora. Mais solto, se debruçou na grade da kombi, brincou com os gremistas e colorados, interagiu com a plateia, chamou os “burocratas” do Banco Mundial de “cretinos” e voltou a falar que as políticas de seu governo permitiram que os mais pobres do Brasil ascendessem um degrau na escala. Isso, como brincou, sem perguntar onde eles iriam gastar o dinheiro dos ganhos salariais e dos financiamentos facilitados. “Me criticaram que os aposentados iriam gastar com presente para os netos. Eu não quero saber onde vão gastar. Se os veinhos queriam comprar Viagra, deixa eles comprar Viagra”, disse.

Mauri Padilha Nascimento concordou com Lula
| Foto: Guilherme Santos/Sul21

Entre o público, Mauri Padilha Nascimento, morador do bairro Paraíso, vizinho ao Pavão, concordou. “Nós não tinha nada antes do Lula, tomava cachaça e comia dorso de galinha, sabe o que é? É a carcaça. Agora, a gente come picanha e toma chope. Mas agora o dinheiro tá diminuindo, esse homem tem que voltar”, disse.

 Foto: Guilherme Santos/Sul21
Foto: Guilherme Santos/Sul21
Foto: Guilherme Santos/Sul21
Foto: Guilherme Santos/Sul21
Foto: Guilherme Santos/Sul21
Foto: Guilherme Santos/Sul21

De Bogotá, por e-mail, o ex-procurador-geral explicou por que criticou no Twitter a reunião de Temer e Cármen Lúcia, disse que auxílio-moradia é decisão para o STF e destacou que nunca requereu nem recebeu o benefício

Mesmo morando fora do país, o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot parece atento aos desdobramentos da política nacional. Em janeiro, ele se mudou para Bogotá, na Colômbia, onde ministra um curso na Universidade de Los Andes sobre técnicas de combate à corrupção, mas a distância não o impediu de estar no centro das notícias de maior repercussão no Brasil.

Neste mês, a “lista de Janot”, como ficou conhecida a primeira relação de políticos investigados pela Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), completou três anos. Em março de 2015, o ministro Teori Zavascki, hoje falecido, autorizou a pedido dele inquéritos para apurar a conduta de 47 pessoas de diferentes partidos. Com o avanço das investigações, o número chega a 78.

Em entrevista à Pública, Rodrigo Janot explica por que se declarou indignado com a reunião privada entre Temer e a presidente do STF, rejeitou comparações com a situação em que se encontrou com o advogado de Joesley e declarou sobre o pedido feito ao Congresso para investigar Temer: “A Câmara fez um juízo político, o meu foi um juízo técnico.”

Pública: No Twitter, o senhor se disse perplexo com a reunião privada ocorrida no último dia 10 entre a presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, e o presidente da República, Michel Temer, investigado pelo STF. O que esse tipo de situação representa?

Rodrigo Janot: A perplexidade decorreu da informação de que o senhor presidente da República teria ido à residência da presidente do STF para tratar de segurança pública. A matéria, dada a sua extrema relevância, mereceria uma audiência no próprio STF, incluída na agenda oficial e divulgado o seu conteúdo, e não uma visita informal. Diante do quadro atual de graves problemas nesse setor, o assunto segurança pública merece ser tratado com profissionalismo e redobrada dedicação.

Pública: Alguns de seus críticos igualaram esse caso ao encontro que o senhor teve com Pierpaolo Bottini, advogado do empresário Joesley Batista, em um bar de Brasília. Como vê essa comparação?

Janot: Dois episódios completamente distintos. O meu foi um encontro casual, em local público, com várias pessoas presentes, e não tratamos de nenhum assunto relativo a trabalho. Não me reuni a portas fechadas.

Pública: Temer permanece no poder mesmo após sérias denúncias apresentadas pelo Ministério Público por corrupção passiva, envolvimento com organização criminosa e obstrução de Justiça. Como o senhor avalia a ação da Câmara dos Deputados em barrar o prosseguimento das investigações?

Janot: A Câmara dos Deputados fez um juízo político sobre a possibilidade de o presidente da República ser processado na vigência de seu mandato e entendeu que os processos deveriam esperar o fim do mandato para seu prosseguimento. A Câmara fez um juízo político, o meu foi um juízo técnico.

Pública: Estando em um ano eleitoral, de que forma acredita que o descrédito de muitos brasileiros com a política deve refletir nas urnas?

Janot: Acredito que o eleitor não votará em políticos envolvidos com atos de corrupção ou naqueles que deram ou dão suporte a pessoas envolvidas com corrupção. Acredito e espero que tenhamos uma grande renovação no cenário político. As ruas, no momento, estão caladas, mas o silêncio é eloquente.

Pública: Seu ex-assessor, Marcelo Miller, foi pego agindo de maneira controversa enquanto estava no MPF, ao favorecer a empresa JBS. Acha que isso pode ter comprometido a imagem da instituição?

Janot: Primeiro, é necessário precisar que esse ex-colega já não integrava o grupo da Lava Jato da PGR há mais de um ano. Quando os fatos foram surgindo, a instituição reagiu rapidamente. Cheguei a pedir, junto ao STF, a prisão dele. Recentemente a ex-advogada dos executivos dessa empresa concedeu longa entrevista a uma revista de grande circulação afirmando que esse ex-colega não teria participado ou orientado executivos quando ainda tinha vínculo com o MPF. O importante é que a instituição reagiu com presteza e não vejo como sua imagem poderia ter sido arranhada.

Pública: Como tem analisado a atuação de sua sucessora, Raquel Dodge, nesses primeiros meses à frente da PGR?

Janot: Tenho tido pouca informação sobre a atuação de minha sucessora no combate à corrupção. Talvez, como afirmei recentemente, por me encontrar morando em outro país. De todo modo, sempre penso que um pouco mais de transparência seria desejável.

Pública: Por último, qual sua opinião sobre o pagamento de auxílio-moradia para membros do Judiciário que possuem apartamento próprio na cidade em que trabalham?

Janot: A matéria está submetida ao STF, cujo julgamento está previsto para a próxima quinta-feira, dia 22. O que posso afirmar é que jamais requeri ou recebi auxílio-moradia.

sul21

Crédito: STF

O STF decidiu adiar a votação do julgamento do habeas corpus do ex-presidente Lula para o dia 4 de abril. A maioria dos ministros atendeu ainda um pedido da defesa para que Lula não seja preso até que o habeas corpus dele seja julgado. Votaram a favor Rosa Weber, Dias Toffoli, Marco Aurélio de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello. Os votos contrários à liminar foram de Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Luiz Fux, Luís Roberto Barroso e Cármen Lúcia.

No início da sessão nesta quinta-feira, o ministro relator Edson Fachin abriu uma preliminar para votar se o habeas corpus de Lula deveria ser julgado. Por 7 a 4, os ministros decidiram julgar o pedido do ex-presidente contra prisão.

O ministro Alexandre de Moraes foi o segundo a votar. Ele conheceu o habeas corpus. Os ministros Dias Toffoli, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Marco Aurélio e Celso de Mello seguiram Moraes e votaram a favor de prosseguir com o julgamento do mérito. Já os ministros Luís Roberto Barroso, Luiz Fux, Edson Fachin e Cármen Lúcia votaram contra o prosseguimento do julgamento do mérito do habeas corpus.

Embora a maioria do STF tenha votado para que o habeas corpus do ex-presidente Lula seja julgado, isso não significa que eles aceitarão o pedido do ex-presidente para não ser preso após a análise dos recursos no TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região). A votação que ocorreu hoje à tarde levou ainda não considerou o mérito da questão.

 istoe.
Ministro Celso De Mello e Ministra Cármen Lúcia.
Foto: Carlos Moura/SCO/STF

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou na terça-feira (20) que a presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, deixou de cumprir acordo para reunir todos os integrantes do tribunal para tratar da possibilidade de levar a julgamento ações que podem rever interpretação que autoriza o cumprimento de pena de prisão após decisão em segunda instância.

Em coletiva às portas do plenário da 2ª Turma do STF, Mello contou que se encontrou com Cármen Lúcia na semana passada e sugeriu que fosse marcada a reunião, para evitar que a ministra fosse cobrada publicamente durante sessão do tribunal sobre sua falta de disposição pautar tais matérias.

A “reunião informal” entre todos os ministros deveria ocorrer nesta terça-feira (20), segundo Mello, que é o decano da Corte. Mas, segundo ele, nem ele nem os demais haviam sido convidados até então.

“Eu apenas me reuni com a presidente para evitar que, já na quinta-feira, houvesse uma cobrança pública dirigida a ela em sessão plenária. E exatamente para evitar uma exposição indevida da presidente, para evitar que a presidente sofresse uma cobrança inédita na história do Supremo, é que eu ponderei aos colegas que seria importante uma discussão”, afirmou o ministro.

De acordo com Mello, são duas ações declaratórias de constitucionalidade que estão prontas para serem votadas desde dezembro do ano passado, mas até agora não foram incluídas na pauta de votação. A definição da pauta é prerrogativa da presidente do Supremo.

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