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Portal Correio-PB

 
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REFLEXÕES DO PASSADO E PRESENTE: PERSPECTIVA DE MELHORA PARA O FUTURO


 

Os ministérios do Trabalho e do Desenvolvimento Social e Agrário vão compartilhar informações de seus bancos de dados para prevenir a ocorrência de fraudes no pagamento de benefícios sociais. O Ministério do Trabalho tem reforçado as ações contra os fraudadores de benefícios de programas vinculados à pasta, como o seguro-desemprego. Por ano, o governo gasta cerca de R$ 35 bilhões com o pagamento do benefício. O ministério estima que até R$ 700 milhões por ano podem ser economizados com a suspensão de pagamentos indevidos do seguro. Por meio do cruzamento de dados, os ministérios poderão identificar casos de pagamentos indevidos de benefícios e suspender aqueles originados por meio de fraude. O Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário é responsável pela gestão do Cadastro Único (Cadúnico), sistema obrigatório na seleção de pessoas beneficiadas pelos programas sociais do governo. O sistema foi criado em 2011 para identificar as famílias brasileiras em situação de vulnerabilidade, com renda entre meio e três salários mínimos. Para receber benefícios sociais como o Bolsa Família, por exemplo, é preciso fazer parte do Cadúnico. O cadastramento no sistema é feito pelas prefeituras dos municípios brasileiros. Atualmente, o sistema tem cerca de 80 milhões de pessoas em sua base de dados.

Ocorrência de fraudes no pagamento de benefícios sociais. Só não no bolsa família

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O Ministério da Saúde realizou uma força-tarefa com o objetivo de aperfeiçoar o programa Farmácia Popular, bem como evitar fraudes na venda de medicamentos.  

De acordo com dados do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus), foram identificadas irregularidades recorrentes no que diz respeito a doenças de incidência raras em determinadas faixas etárias. Das auditorias realizadas em 2016, cerca de 40% tiveram relação com o programa e em apenas uma farmácia não foram detectadas irregularidades. Os processos indicaram devolução de quase R$ 60 milhões aos cofres públicos devido a dispensações impróprias de medicamentosAs restrições no sistema foram implantadas para maior controle dos medicamentos, levando em conta os parâmetros definidos pelos protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas do Ministério da Saúde. A partir de agora passam a valer os critérios de validação do status do CNPJ das farmácias credenciadas junto à base da Receita federal; validação das informações com base no cartão nacional de saúde e critérios de idade para venda de medicamentos por patologias, da seguinte forma: para dislipidemia (colesterol alto) – idade igual ou maior a 35 anos; osteoporose – igual ou maior a 40 anos; parkinson – igual ou maior a 50 anos; hipertensão – igual ou maior a 20 anos e contraceptivos – igual ou maior a 10 anos e menor que 60 anos.

Pacientes que estiverem fora da faixa etária estabelecida poderão requerer a inclusão do CPF, no sistema, pela ouvidoria geral do SUS, por meio do telefone 136, opção 8 ou pelo e-mail analise.fpopular@saude.gov.br.

“O Ministério da Saúde está buscando o aprimoramento do sistema a fim de garantir o tratamento necessário para os que precisam e evitar fraudes. Gerando, desta forma, economia que vai aumentar o acesso a novos tratamentos para a população”, explica Renato Alves Teixeira Lima diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde.

” Medicamento para pobreza não têm, mais fraudes não faltam, é BRASIIIIII”

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Já estão abertas as inscrições para novos cursos na área de gastronomia promovidos pela Prefeitura de Afogados da Ingazeira em parceria com o SENAC. É uma ótima oportunidade para quem deseja abrir um negócio no ramo de alimentação ou enriquecer o cardápio dos empreendimentos já existentes.

As inscrições podem ser feitas na Secretaria de Administração, na Rua Dr. Roberto Nogueira Lima, de 8h às 13h. A documentação exigida é cópia de RG, CPF e comprovante de residência. Serão ofertados cursos de culinária regional, drinks e coquetéis e culinária light. Os cursos terão início no mês de fevereiro, assim que as vagas forem preenchidas.

“O empreendedorismo é uma importante ferramenta para superação da crise. É nela que buscamos inspiração para inovarmos e criarmos o diferencial para os novos negócios,” destacou a Secretária de Administração, Flaviana Rosa, coordenadora da política municipal de empreendedorismo. Segundo ela, esses cursos estão abertos também à participação de empreendedores de outros municípios da região.

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  O deputado federal Gonzaga Patriota, que já vem atuando a bastante tempo, como um dos políticos mais acreditados da nossa região,  o qual é muito respeitado, tendo sido eleito por vários mandatos. O mesmo estará realizando uma maratona de visitas no Estado de Pernambuco, revendo Líderes políticos e eleitores. Apesar da Câmara se encontrar em recesso, quando ele poderia estar descansando nas férias, Gonzaga se disponibiliza a fazer o que poucos fazem.Visitas de acordo com a agenda abaixo mencionada, que foi enviada pelo próprio deputado, todos poderão acompanhar a programação destas visitas.

JANEIRO DE 2017.

(Atualizado em 10/01 – Sujeito a alterações)

 
DATA HORA C I D A D E

C O M P R O M I S S O S

01   PERNAMBUCO DIVERSAS POSSES MUNICIPAIS  
02/03 DIA PETROLINA E REGIÃO DIVERSAS AÇÕES COM PRESID. CODEVASF  
03 19;00 PETROLINA REUNIÃO SAMEVILLE  
04/05   PERNAMBUCO DIVERSAS ATIVIDADES  
06/07   CAMPINA GRANDE FORMATURA SOBRINHA AMANDA  
08 14;00 PETROLINA REUNIÃO EM CAITITU  
09   PETROLINA DIVERSOS  
10   PETROLINA ZONA RURAL COM ROBÉRIO  
11 12;00 OROCÓ REUNIÃO COM – ZÉ PADRE  
11 15;00 SANTA MARIA B. VISTA VISITAS  
11 17;00 LAGOA GRANDE VISITAS  
12/15   PERNAMBUCO DIVERSAS ATIVIDADES  
16 02;00 PETROLINA/BRASÍLIA    
16 11;00 BRASÍLIA REUNIÃO PSB – ESPAÇO JOÕ MANGABEIRA  
16 14.30 BRASÍLIA AUDIÊNCIA PRESIDENTE DO BANC BRASIL  
16 21;00 BRASÍLIA/RECIFE    
17 DIA RECIFE DIVERSAS AUDIENCIAS  
18   PERNAMBUCO DIVERSAS ATIVIDADES E S. SEBASTIÃO  
19 09;00 RECIFE AUDIRÊNCIAS DR. JAVAN Ê
19 10;00 RECIFE VISITA ITRMÃ LOURDES  
19 11;00 RECIFE VISITA COMPADRE CAETANO E FAMÍLIA  
19 12;00 RECIFE AUDIÊNCIA DIRETOR DO DETRAN  
19 TARDE RECFE DIVERSAS AUDIÊNCIAS  
19 16;00 RECIFE PALÁCIO GOVERNO POSSE RAUL HENRY  
19 17.30 RECIFE IPEM – CHEF. GABINETE MAURICIO  
20 09;00 JUPI REUNIÃO COM PREFEITO MARCOS PATRIO  
20 11;00 GARANHUNS REUNIÃO VEREADORA BETÂNIA E CORREL  
20 15;00 IGUARACY REUNIR COM MANOEL OLIMPIO E PROCIS.  
20 17;00 QUIXABA REUNIR DR. JAILSON E PROCISSÃO  
20 20;00 BREJINHO FESTA SÃO SEBASTIÃO  
21 08;00 SERTÂNIA VISITA PREFEITO ANGELO FERREIRA  
21 10;00 ARCOVERDE VISITA PREFEITA MAGDALENA BRITO  
21 14;00 BONITO FESTA DE SÃO SEBASTIÃO  
22   AGRESTE DIVERSAS VISITAS  
23/29   PERNAMBUCO DIVERSAS VISITAS  
26   RECIFE ENCONTRO UVP – CENTRO DE CONVENÇ…  
30 05;00 RECIFE/BRASÍLIA    
30/31   BRASÍLIA DIVERSOS  
         

O verão é assim: piscina, praia, exposição ao sol.. Essas situações típicas  da temporada são deliciosas, mas podem danificar (e muito!) os nossos fios.

Por isso, fazer hidratação com frequência, apostar nos produtos certos e colocar em prática alguns hábitos é fundamental para manter a saúde do cabelo. “O excesso de sol, o cloro e a água salgada acabam causando desbotamento e ressecamento dos fios, o que também causa o frizz”, diz o hair stylist Levy Soares, do La Peluqueria – Salão Boutique, em São Paulo.

Para nossa sorte, existem estratégias infalíveis para manter a cor e o brilho sempre impecáveis. Recadinho para loiras, morenas, ruivas: sigam nossos mandamentos S.O.S. de verão.

1. Cuidado com os produtos que prometem “desamarelar”…
Fato: no verão, os fios loiros tendem ganhar uma tonalidade amarelada com facilidade. Mas, muito cuidado com os produtos que prometem corrigir a mudança de cor. “Muitas vezes eles ressecam ainda mais e apagam o brilho natural dos cabelos”, revela.

2. Aposte no produto certo
A questão, segundo Levy, não é nem o valor da mercadoria (cara ou barata). A chave é encontrar o que combina com o seu tipo de cabelo. “Se você tem fios coloridos, precisa de em um xampu que preserve essa característica. No caso das mulheres com madeixas finas, o cuidado deve ser redobrado: os produtos usados precisam ter fator UV para blindar os raios solares e evitar o ressecamento”, explica.

3. Não abra mão da proteção UV e FPF
Não é só a nossa pele que precisa de proteção contra os raios solares. O cabelo também! Por isso, Levy sugere que você dê preferência aos produtos com proteção UV (ultravioleta) e FPF (anti-frizz). Isso diminuiu o ressecamento dos fios e controla o arrepiado (oba!).

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Mulher com cabelo molhado em penteado wet hair

(Bruna Castanheira/BOA FORMA)

Desapegue do secador nesta temporada! Nos dias de calor, você está mais que liberada para aparecer de cabelo molhado em qualquer evento. Para aderir à tendência wet hair – hit em vários desfiles nacionais e internacionais – , o cabeleireiro e maquiador Renato Mardonis, de São Paulo, recomenda três itens: gel líquido de efeito molhado, glicerina e spray de brilho. “Primeiro, borrife água mineral, filtrada ou termal em todo o comprimento. Então, aplique o gel, penteando o cabelo para trás (concentre o produto da raiz até a nuca)”, explica.

Agora, espalhe uma moeda de 1 real de glicerina. “Ela mantém o efeito úmido por mais tempo e evita o aspecto endurecido”, fala o profissional. Atenção ao pente escolhido: a distância entre os dentes vai definir o desenho que seu look vai ganhar. Agora, basta finalizar com spray de brilho.

O veículo que estiver estacionado sem autorização em vaga destinada a pessoas com deficiência poderá ser apreendido. Projeto de lei do Senado (PLS) 510/2015, que Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), estabelece ainda que a apreensão não eximirá o motorista infrator da multa a ser aplicada. Para o autor do projeto, senador Romário (PSB-RJ), a inclusão dessa penalidade pode fazer com que as pessoas pensem mais antes de parar de maneira irregular nas vagas para pessoas com deficiência. A infração ainda ocorre com frequência, observou o senador. A relatora, senadora Fátima Bezerra (PT-RN), concorda. “Estacionar irregularmente em vagas destinadas a pessoas com deficiência é comportamento vil que deve ser combatido e punido de forma enérgica para evitar que seja repetido outras vezes”.

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O Prefeito de Afogados da Ingazeira, José Patriota, recebeu na tarde desta quarta (18), o Secretário Estadual das cidades, Francisco Papaléo, e o Presidente do DETRAN-PE, Charles Ribeiro. Na reunião-almoço também estiveram presentes o Prefeito de Iguaraci, Zeinha Torres; o Coordenador Regional da Ciretran, Heleno Mariano; a Secretária de Administração de Afogados, Flaviana Rosa; e o Presidente da Câmara Municipal de Vereadores, Igor Mariano. Patriota aproveitou a visita para dialogar com os gestores do Estado a respeito de futuras parcerias em benefício de Afogados da Ingazeira, sobretudo no que diz respeito à sinalização do trânsito. 

Prefeitura de Afogados da Ingazeira
Núcleo de Comunicação Social

O Planalto prevê gasto de R$ 356 mil para comprar produtos de padaria, hortifrutigranjeiros e outros alimentos nos próximos 12 meses. Três pregões foram abertos para registrar preços de comidas que vão abastecer as copas do Palácio do Planalto e serão servidas em eventos. Há alguns dias o governo cancelou compra de R$ 1,7 milhão para o avião presidencial que incluía 500 potes do sorvete premium Häagen-Dazs.

Da Redação com Informações da Coluna de Mônica Bérgamo

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O Planalto prevê gasto de R$ 356 mil para comprar produtos de padaria, hortifrutigranjeiros e outros alimentos nos próximos 12 meses. Três pregões foram abertos para registrar preços de comidas que vão abastecer as copas do Palácio do Planalto e serão servidas em eventos. Por 2.000 pacotes de pão de forma, por exemplo, o governo se dispõe a pagar até R$ 25.800 (R$ 12,90 cada um). Para ter 50 kg de brioches na despensa, o palácio aceita dar até R$ 27 no quilo do pãozinho (R$ 1.350 no total).

As informações são da coluna de Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo. “A lista de compras possui ainda itens como pães de queijo, queijos variados, vegetais, ovos e frutas —incluindo 2.500 abacaxis. As empresas que registrarem os menores preços serão acionadas sempre que o palácio precisar do fornecimento. Há alguns dias o governo cancelou compra de R$ 1,7 milhão para o avião presidencial que incluía 500 potes do sorvete premium Häagen-Dazs.”

revistaforum

69% dos brasileiros apoiam fechamento do Congresso e novas eleições gerais, mostra pesquisa Estudo realizado pelo instituto Paraná Pesquisas ao portal Poder360 mostra que 90,8% não querem que Congresso escolha sucessor de Michel Temer em caso de cassação

SÃO PAULO – Caso o presidente Michel Temer perca ou renuncie ao seu mandato a partir de 2017, 90,8% dos brasileiros prefeririam escolher seu sucessor através de eleições diretas, conforme aponta pesquisa realizada pelo instituto Paraná Pesquisas ao portal Poder360.
A preferência dos eleitores vai de encontro com a determinação constitucional que aponta para eleições indiretas (isto é, a escolha seria feita por deputados e senadores) caso mais da metade do mandato tenha passado. Apenas 6% dos entrevistados concorda com tal procedimento. Para que o desejo da maioria seja atendido, seria necessário que o peemedebista renunciasse ou perdesse o mandato ainda neste ano.

O levantamento também perguntou se os eleitores seriam favoráveis ao fechamento do Congresso Nacional e a convocação de novas eleições para Deputados e Senadores nesse momento: 68,6% apoiam a medida, ao passo que 26,1% são contrários e 5,3% não sabem ou não responderam. O atual ordenamento constitucional, no entanto, não prevê tal saída, o que faria com que a maioria tivesse que contar com a boa vontade dos próprios parlamentares em promover as devidas alterações — cenário improvável.

O instituto também mostrou que 35,1% dos entrevistados são hoje a favor de “uma intervenção militar provisória”, ao passo que 59,2% são contrários. Para acessar o levantamento completo, realizado ao portal Poder360, clique aqui. O estudo foi realizado entre os dias 6 e 8 de dezembro, com 2.016 entrevistas em 152 municípios em 25 unidades da Federação. A margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O intervalo de confiança é de 95%.

“Isto já devia ter acontecido devido a falta de compromisso com o povo brasileiro”

noticiasbrasilonline

O Juiz Federal Sérgio Moro, poderá sentar no banco dos réus para responder à um processo impetrado pelo ex-presidente Lula, em dezembro do ano passado.

No processo que se encontra na Justiça, o presidente Lula faz várias denúncias contra o magistrado e acusa o mesmo da prática de abuso de autoridade.

Entre as acusações de crimes cometidos por Moro, os advogados do ex-presidente destacam, a interceptação de chamadas telefônicas e a divulgação das conversas.

Se condenado, segundo os advogados do ex-presidente, o Juiz Sérgio Moro, coordenador da Operação Lava Jato, poderá pegar uma pena de até seis meses de prisão.

Moro segundo as mesmas informações, terá em sua defesa a própria esposa, no caso a advogada, Rosângela Maria Wolff de Quadros Moro. Advogados do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, apostam na condenação do Juiz, pois na opinião dos mesmos, as acusações atribuídas ao magistrado são muito fortes e que demonstra claramente os abusos que o mesmo vem cometendo.

clickpolitica.com.br

Ao receber o secretário José Ricardo Roseno, o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (dir.), disse que o acordo não só beneficiará a família rural, como também valorizará a agricultura familiar no estado

Castigado pela estiagem há mais de cinco anos, o Nordeste terá um alívio. Ainda não é a chuva, mas é um pacote de recursos que garantirá a sobrevivência do agricultor familiar da região. Serão R$ 37,7 milhões nos próximos 24 meses para fortalecer a política de regularização fundiária e melhorar a estrutura de famílias rurais de todo o estado. O Termo de Compromisso que firma o acordo entre a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead) e o Governo de Pernambuco foi assinado na manhã desta quarta-feira (11/1), no Palácio do Campo das Princesas, em Recife.

A assinatura do acordo vai de encontro com as prioridades de governo estabelecidas pela Sead, que é a mudança do cenário da reforma agrária no Brasil. Hoje são 10 mil assentamentos pelo país. Somente 10% dos trabalhadores rurais têm o documento da terra. “Precisamos começar a mudar esses números. Queremos atacar esse problema, que ocasiona outros problemas ainda maiores. No ano passado, por exemplo, deixamos de investir cerca de R$ 4 bilhões do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) em famílias de agricultores que não tinham o documento. Ou seja, tomamos isso como prioridade para que a gente viabilize o acesso, entre outras coisas, às políticas públicas”, explicou o secretário José Ricardo Roseno.

O secretário José Ricardo Roseno falou sobre a importância do investimento para as famílias que aguardam a titulação da terra. Assista:

                           

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PNGC

Capacitação do PNGC no Piauí. Foto: James AlmeidaSaber como gerenciar os custos empregados na área da saúde pública é uma estratégia importante a ser adotada por gestores, especialmente no momento de restrição orçamentária. O Ministério da Saúde (MS), através do Programa Nacional de Gestão de Custos (PNGC), tem oferecido ferramentas para que gestores possam fazer o uso racional de recursos com maior eficiência. O PNGC existe desde 2005, mas passou a funcionar efetivamente a partir de 2012, com o surgimento do sistema APURASUS, um software que apura a gestão de custos. Hoje cerca de 150 unidades de saúde no Brasil fazem parte do PNGC e os gestores participantes do programa têm à sua disposição um conjunto de ações que contribuem muito para o aprimoramento do desempenho do SUS. Entre as unidades de saúde que já aderiram ao PNGC, 78 possuem relatórios gerenciais obtidos com o uso do sistema APURASUS que, além de prever o custo total de um hospital, possibilitam conhecer o custo dos setores, chegando ao custo médio dos procedimentos. “Com a gestão de custo é possível identificar não só quanto custa à prestação do serviço, serve também como instrumento de planejamento, controle e tomada de decisão, possibilita identificar se o recurso necessário para prestar o serviço é realmente compatível com o valor dispensado para tal, quais os serviços mais eficientes, e detectar desperdícios dentro de uma unidade”, reforça a coordenadora de Monitoramento de Custos do Ministério da saúde, responsável pelo PNGC, Maciene Mendes.

PNGC nos estados

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Os serviços de reforma e ampliação do Abatedouro Público Municipal de Trindade foram iniciados nesta semana, seguindo cronograma previsto. A Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária (SARA) investirá R$ 148 mil na execução da obra, que visa garantir o cumprimento das normas e padrões sanitários. A requalificação do equipamento é resultado de um pleito do deputado estadual Ricardo Costa, atendendo a uma demanda da população. Os serviços incluem o galpão principal, a recuperação dos currais com bebedouros e a revisão das instalações elétricas e hidráulicas, além de pintura. O projeto prevê também a instalação de equipamentos.  “A reforma é de muita importância e reafirma a parceria que o governador Paulo Câmara tem com a população e o município de Trindade”, disse o secretário Nilton Mota, acrescentando que, ainda em janeiro, será iniciado o projeto do Mercado de Carnes, parceria firmada entre os governos estadual e municipal, atendendo a mais um pleito do deputado estadual Ricardo Costa.

A partir desta segunda-feira (16), a atualização de dados cadastrais no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) poderá ser feito no site da Receita  Federal. O novo serviço é gratuito e ficará disponível 24h por dia, inclusive nos feriados e finais de semana. Além dessa mudança, a Receita disponibilizará novos modelos de comprovantes de inscrição e de situação cadastral no CPF com a utilização do chamado QR Code. Para atualizar quaisquer dados cadastrais do CPF, tais como nome, endereço e telefone, o contribuinte deverá preencher formulário eletrônico, disponível no endereço receita.fazenda.gov.brO serviço poderá ser utilizado por brasileiros e estrangeiros residentes no Brasil, independentemente da idade. A Receita estima que cerca de 191 milhões de pessoas poderão ser beneficiadas com o serviço.O atual serviço presencial de alteração de CPF continuará sendo disponibilizado em unidades de atendimento dos Correios, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. Nesse caso, há cobrança de tarifa de serviço no valor de até R$ 7,00.

Fonte: Portal Brasil, com informações da Receita Federal

Codevasf leva água tratada a mais de 1,5 mil moradores de comunidade rural em Pernambuco

Implantação do sistema teve recursos federais de aproximadamente R$ 1 milhão e inclui 340 unidades familiares de ligações domiciliares

Mais de 1,5 mil moradores da Agrovila Massangano, comunidade situada na zona rural de Petrolina, semiárido pernambucano, passam a partir desta sexta-feira (13) a contar com água tratada chegando em torneiras instaladas na porta de suas casas. O sistema de abastecimento que inclui 340 unidades familiares de ligações domiciliares foi construído pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e será inaugurado às 17h com a presença do superintendente regional da Companhia em Pernambuco, Aurivalter Cordeiro.

“A água estava muito fraca. Ficávamos praticamente sem água”, relata o morador Antônio da Silva Filho, um dos fundadores da comunidade Agrovila Massangano. Ele conta que, há pouco mais de 13 anos, as cerca de 180 famílias da localidade tinham água bruta encanada em suas casas – hoje a comunidade possui mais de 400 residências e o sistema de abastecimento de outrora já não comporta a nova realidade local.

A implantação do sistema teve recursos federais de aproximadamente R$ 1 milhão. Ele é composto por flutuante com dois conjuntos motobombas que captam água no rio São Francisco, uma estação de tratamento, um reservatório elevado com capacidade de 50m³ e um reservatório apoiado com capacidade de 30m³, adutora de água bruta e rede de distribuição de água tratada com 4,4 km de tubos.

O superintendente regional Aurivalter Cordeiro destaca que a Codevasf está “trabalhando forte” para concluir outros sistemas na região. “Na última semana inauguramos o sistema de abastecimento de água da comunidade de Pedrinhas. O povo precisa ter água tratada em casa, e é isso que estamos proporcionando”, frisa.

“Agora temos segurança de que não vai faltar água. Temos todo um sistema com reservatórios e bombas pra garantir que a água chegue em nossas casas – e agora a água é tratada”, celebra o morador Antônio da Silva Filho.

O sistema será operado pela prefeitura municipal de Petrolina, de forma direta, ou indiretamente por meio de concessão à Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa).

Brasília-DF, 13/1/2017 – O Plano Novo Chico, programa lançado pelo Governo Federal para ampliar as ações de revitalização do rio São Francisco, começa a gerar seus primeiros resultados. Nesta sexta-feira (13), na zona rural de Petrolina, em Pernambuco, foi entregue o sistema de abastecimento de água da agrovila Massangano, que além de aumentar a oferta e a qualidade hídrica da bacia, também vai melhorar a vida dos 1,5 mil moradores da região fornecendo água tratada em torneiras instaladas nas portas de suas casas. A obra contou com investimento de R$ 1 milhão do Ministério da Integração Nacional, por meio da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).

A construção do sistema de abastecimento é uma importante medida de preservação e revitalização, pois com uma rede organizada de fornecimento de água o acesso ao rio São Francisco é realizado de forma ordenada e planejada, evitando a sua degradação. A obra, que contempla 340 ligações domiciliares, é composta por um flutuante com dois conjuntos de motobombas, uma estação de tratamento, dois reservatórios – um com capacidade de 50m³ e outro com 30m³ -, adutora de água bruta e uma rede de distribuição de água tratada com 4,4 km de tubos.

O morador Antônio da Silva Filho conta que as antigas estruturas do bairro não comportavam mais a realidade da região, que antes era menos populosa e possuía apenas água bruta encanada. “Ficávamos praticamente sem água”, afirmou.

O sistema será operado pela Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa).

Plano Novo Chico

O Programa de Revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco – Plano Novo Chico -, lançado em agosto do ano passado, vai beneficiar direta ou indiretamente mais de 16,5 milhões de pessoas que vivem nos 505 municípios que compõem a bacia.

O Plano, que prevê ações para os próximos dez anos (2017-2026), é executado em cinco eixos: saneamento, controle de poluição e obras hídricas; proteção e uso de recursos naturais; economias sustentáveis; gestão e educação ambiental e planejamento e monitoramento.

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Não pode haver esperança num país governado por banco, envenenado por um monopólio de televisão e asfixiado pela riqueza que recolhe menos que a classe média.

 Até que a sociedade se convença de que um país é como uma empresa com dono, sendo a população a sua mão-de-obra, a colisão entre as expectativas afloradas nos últimos doze anos e a abrangência daquilo que os mercados estão determinados agora a tomar de volta continuará a arrastar o Brasil ao fundo.
Aqui e ali podem ocorrer cenas de barbárie e degola, mas não é propriamente um desastre.
É uma compressão deliberada para baixo.
Trata-se de uma operação para devolver ao seu lugar os que emergiram na década de ‘voluntarismo econômico’, como conceituou mais de uma vez a retirada de 30 milhões de brasileiros da miséria, e a ascensão de outros tantos na pirâmide da renda, o principal líder do conservadorismo tropical, Fernando Henrique Cardoso.
Não há improviso: os custos em libras de carne humana nessa hidráulica regressiva são calibrados matematicamente.
A intelectualidade liberal do PSDB tem perfeito domínio do cálculo, conhece as variáveis e as suas consequências.
Economistas de banco monitoram as comportas da imersão nacional no que se chama de ‘ajuste’ redentor.
São eles que alimentam a pauta do jornalismo de mercado com projeções e temas rapidamente adicionados à narrativa da vulgarização neoliberal.
O que se veicula é que até meados do segundo semestre de 2017 o desemprego atingirá a faixa dos 13% da população economicamente ativa.
A taxa atual é de 11,9% (dado do terceiro trimestre de 2016).
A legião de brasileiros e brasileiras demitidos já reúne 12,1 milhões de pessoas, sendo 33% maior do que o existente no mesmo período de 2015.
 
É o dobro do contingente computado há dois anos, no final de 2014.
A espiral acaba de  cravar um recorde: o Brasil tem hoje a maior massa de desempregados da série histórica iniciada em 2012.
Não se sabe quantos dessa diáspora terminarão a viagem em uma biqueira de droga, em uma penitenciária lotada ou alinhados ao PCC, ao FDN  etc
No mercado financeiro, porém, considera-se desejável que esse feito vá além.
Trabalha-se com uma projeção de 13 milhões de pessoas demitidas até o segundo semestre deste ano –quase um Portugal e um Uruguai juntos de desempregados.
 
A população ocupada cairia então para 88,5 milhões de pessoas em uma sociedade com mais e 200 milhões de habitantes.
Quando isso se consolidar, a principal linha de resistência à ganância dos mercados em qualquer sociedade, verdadeira ponte para o futuro em termos de inclusão social, reformas democráticas e progressistas, terá sido aplastada da vida dos brasileiros.
Estamos falando do pleno emprego, esse anátema keynesiano esconjurado pelas  classes patronais de todo o planeta
Meta obrigatória do Banco Central dos EUA, aqui ele foi construído em quatorze anos de governos do PT e sua demolição agora figura como o imperativo obrigatório de todo o arsenal de reformas que o golpe preconiza para o país.
Não por acaso, os ‘efeitos colaterais’ do desmonte são naturalizados na mídia como um custo palatável face às vantagens que introduz no coração da economia.
Quais?
Aquelas em que o Estado, o Parlamento, as leis e regras de mediação em geral voltam a assegurar a reprodução da riqueza existente, sem contestações estruturais à repartição social do excedente.
Uma guarnição inédita de providências já tomadas e outras em curso cuidam de devolver os desamparados à vulnerabilidade que blinda a manutenção da nova ordem.
Submeter um mercado de trabalho em frangalhos à supremacia do negociado sobre o legislado é um exemplo desse arsenal.
A terceirização geral, outro.  
A desproteção ao valor real do salário mínimo insere-se na mesma matriz.
Dela fazem parte também as novas dificuldades de acesso e de manutenção do valor das pensões e aposentadorias  –ademais do achatamento de recursos destinados à universalização de direitos sociais, como a saúde e a escola pública. 
Em síntese: de um lado, joga-se a carga ao mar.
De outro, enxuga-se  o acervo de boias e salva-vidas disponíveis.
A recessão embutida nessa travessia é um custo brando para quem pode manter o capital ocioso em regime de engorda assistida, a juros de 13,75% ao ano.
Posta de joelhos a massa pobre e assalariada, o resto escorre por gravidade.
Ao ataque maciço e abusado aos direitos inscritos na Carta de 88 segue-se o assalto e a alienação de patrimônio público indispensável ao comando soberano do desenvolvimento.

O que se acalenta é algo de dimensões ciclópicas.

O saldo final do arrasto que esse processo para o fundo acarretará no mercado informal de trabalho, por exemplo, no universo dos ‘conta-próprias’, dos que vivem de bicos, dos que se defendem em diárias e dos que nada tem a defende-los, exceto o piso da exploração fixado pelo salário mínimo, é imponderável.
Mas não é um tsunami genuinamente verde-amarelo.
 O que se passa no  Brasil, na verdade, é a tentativa de engatar o país ao comboio de um capitalismo global em retrocesso acelerado rumo ao ventre selvagem do sistema, nos primórdios dos séculos XVIII e XIX.
Mais que negar novos direitos, a desordem neoliberal –sem forças de ruptura para sobrepuja-la, acelera a des-emancipação e o desamparo do mundo do trabalho em todas as latitudes.
É disso que trata o mais recente filme de Ken Loach, por exemplo, que acaba de estrear no Brasil.
‘Eu, Daniel Blake’ conta a via crucis de um carpinteiro impossibilitado de trabalhar após um ataque cardíaco.
O infortúnio coloca-o diante do desmonte do Estado do Bem-Estar Social inglês, um dos mais avançados do mundo até Thatcher, substituído agora por um labirinto cuja finalidade é exaurir os desamparados para abandona-los à própria sorte.
Em todo o mundo capitalista o Estado emite o mesmo aviso.
O tempo em que o destino de cada um dizia respeito ao interesse de todos se esgotou.
 A desumanização do Estado brasileiro é parte dessa debandada, abortada depois dos anos 90 por quatro derrotas sucessivas do PSDB para frentes progressistas lideradas pelo PT.
 
É hora de recuperar o tempo perdido.
 
É tempo de murici, que cada um cuide de si’, sugere o ministro da Saúde, por exemplo, emulando o coronel Tamarindo na debandada das tropas republicanas em Canudos (1896-1897).
Visto pela lente desfocada do jornalismo oficialista o lema Tamarindo vai melhorar a eficiência da economia e ajusta-la ao padrão internacional.
À narrativa de gerencia de banco, sobre o desastre fiscal se a pobreza insistir em respirar, dispensa-se o tratamento respeitoso atribuído às verdades científicas.

O resto é populismo e corrupção.

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Agência Brasil

O economista Luiz Gonzaga Belluzzo não gosta de analisar conjuntura sem contextualizar o cenário em um panorama histórico mais amplo. Assim, por exemplo, para responder se o mercado está começando a sinalizar sua decepção com o presidente Michel Temer, ou, mais concretamente, se o mercado está de fato abandonando Temer, ele começa dizendo: “Eu não acho que essa seja uma pergunta que esclareça a situação”. Para Belluzzo, é preciso situar o atual cenário no processo que começou a se formar a partir do fim de 2014, quando a ex-presidenta Dilma Rousseff começou a consolidar a ideia do ajuste fiscal. Para ele, na sequência dos acontecimentos que culminaram no impeachment, as pessoas continuaram falando que era só passar o impeachment que ia melhorar a confiança. O que é um pensamento simplista numa conjuntura de grave crise. “A ideia de que uma vez deflagrado o impeachment você iria recuperar a confiança é primária. O que aconteceu foi que a situação se agravou, continuamos numa espiral descendente, e todas as pesquisas de confiança dos empreendedores acabaram se mostrando negativas”, diz. O economista considera que o cenário atual do país “é obscuro” e é difícil fazer previsões. “Acho que a recuperação da economia vai demorar muito, mas esse sistema político que está aí é um obstáculo.”  Um exemplo para ilustrar a cor cinzenta do horizonte hoje é a chamada “PEC do Fim do Mundo”, que congela gastos públicos em áreas vitais como saúde e educação . “É uma insensatez. Qualquer pessoa com inteligência acima de dois neurônios se dá conta de que isso é um desastre. É coisa de hospício.
Ele episódios recentes nos presídios brasileiros para dizer, citando o filósofo Norberto Bobbio (autor de Teoria Geral da Política), que se pode avaliar “o grau de civilidade de uma sociedade pela forma como trata as crianças, os velhos e os prisioneiros”. “Quanto mais selvagem e mais bárbara a sociedade, pior o tratamento que dá a essas categorias de pessoas”, disse, ao receber a reportagem da RBA em seu apartamento em São Paulo para esta entrevista.
 
RBA – O mercado está abandonando Temer?
Belluzzo – Eu não acho que essa seja uma pergunta que esclareça a situação. As opiniões prevalecentes no mercado foram importantes para fazer com que a Dilma mudasse de ponto de vista, entre o momento em que ela estava fazendo a campanha eleitoral, e portanto propondo um outro programa, e a decisão que ela tomou no final de 2014 (quando o pacote fiscal começou a tomar corpo). Na época eu disse quer ela ia fazer um ajuste equivocado e eu esperava consequências desastrosas. Eu já fiz muita previsão errada, mas nesse caso não precisaria nem ser economista, precisaria de elementar bom senso e ter um mínimo de conhecimento para ver que adotar aquele programa de ajustamento, como foi feito, quando a economia estava desacelerando fortemente, ia desencadear um processo cumulativo que se autorreforçava, de queda do PIB e aumento dos custos das empresas, porque houve um choque de tarifas – gasolina, energia, água, esgoto – e explosão do serviço das dívidas contraídas no período de expansão, quando empresas e famílias se endividaram.
A inflação saiu de 6,4 no final de 2014 e foi para 10,25, se não estou enganado (chegou a 11,31% em janeiro de 2016). Com a subida da taxa de juros e cortes de investimento, a economia entrou num processo de derrocada que se autoalimenta: queda do nível de atividade, menos receitas para empresas e menos impostos para o governo. À medida que as condições das empresas foram piorando, pioraram também as condições do crédito, para as empresas e famílias. Você jogou a economia não numa recessão, mas numa depressão. A despeito disso, as pessoas continuaram falando que era só passar o impeachment que ia melhorar a confiança. Ora, isso é uma visão tosca de como você recompõe a confiança de uma economia de mercado.
 
RBA – Isso sob uma ótica política…
Belluzzo – Político-econômica, porque as coisas estão muito entrelaçadas. A ideia de que uma vez deflagrado o impeachment você iria recuperar a confiança é uma ideia primária. O que aconteceu foi que a situação se agravou, continuamos numa espiral descendente, todas as pesquisas de confiança dos empreendedores acabaram se mostrando negativas. No caso das empresas houve uma piora grave do serviço da dívida e aumento da capacidade ociosa, como no setor automobilístico.
As empresas estão muito machucadas pelo choque de tarifas e de juros e pela deterioração dos seus balanços. Essa é uma recessão muito grave porque a piora do balanço das empresas, de serviços ou industriais, afeta também os bancos, que começam a ter problemas com seus balanços. O que estou vendo é que começa um movimento de percepção entre aqueles que ou aceitaram ou concordaram não só com o impeachment, mas com o programa. É uma ilusão achar que o impeachment ia recompor a confiança. Como disse, é primário. Tirando alguns que estão começando a manifestar uma inquietação agora, o mercado, os que falavam muito, estão se escondendo. Tenho lido artigos que dizem que o desemprego seria menor se houvesse um ajuste pelo lado do emprego informal. É outra ilusão. É ilusão dizer que, se o salário real caísse mais rapidamente, o combate à inflação seria mais rápido e a recessão seria menor. Francamente, isso não encontra guarida na lógica, porque se a massa de salários cai muito rapidamente, isso vai alimentar a recessão.
 
RBA – A política econômica do governo Temer não parece um arremedo de neoliberalismo, algo mais antigo, ou uma colcha de retalhos, com medidas de supressão de direitos, PEC do Fim do Mundo etc.? Como define essa política?
Belluzzo – É difícil lidar com nomes, com siglas. Acho que é uma política, mais do que conservadora, retrógrada. Ela tenta fazer um ajuste que não tem nenhum fundamento no funcionamento real da economia, movido por ideias muito conservadoras e precárias. É um desrespeito com os neoliberais mais atilados chamar essa política de neoliberal (risos).
Há uma crise muito profunda da teoria econômica, que está sendo avaliada e contestada por muita gente fora do Brasil. Aqui esse debate ainda não ganhou corpo, porque os economistas brasileiros ainda estão muito resistentes a abrir mão do aparato teórico que adquiriram fora do Brasil, e que não tem mais validade ou vale muito pouco e até os economistas mais atilados deles já estão começando a reconsiderar algumas questões. Quando a economia estava desacelerando, adotar aquele programa de ajustamento (com Dilma) é simplesmente inacreditável. Inacreditável que pudesse passar pela cabeça de alguém uma ideia que só se pode justificar por concepções equivocadas e mesmo ridículas.
 
RBA – No atual processo, estamos vendo acontecer com a Petrobras o que nem a ditadura militar – que tinha setores nacionalistas –, nem Fernando Henrique conseguiram…
Belluzzo – Isso nasce de uma situação peculiar, que foi a investigação da Lava Jato. Porém, se você examinar os episódios de crimes financeiros nos Estados Unidos, por exemplo, eles procuraram preservar as empresas. Aqui, conseguimos fazer uma coisa muito grave: prejudicar uma cadeia produtiva muito importante, talvez a mais importante num momento de recuperação. Tem algumas coisas que só podem ser explicadas pela indigência mental dessa gente.
RBA – Ou estão certas as teorias da conspiração segundo as quais isso tudo foi orquestrado a partir de interesses externos?

Belluzzo – Acho que o Sérgio Moro, por exemplo, nem sabe o que está fazendo. Isso é o pior nessa sociedade em que nós vivemos. Tanto ele (Moro) quanto os que deflagraram o ajuste não têm consciência exata do que estão fazendo. Há estudos agora sobre o caráter da informação, da língua, da linguística, dos falsos conceitos, o que tem a ver com a mídia brasileira, escancaradamente de quinta categoria.
O Moro é o que nos anos 1920 ainda se chamava idiot savant, uma expressão psiquiátrica, para falar do sábio idiota, aquele que só conhece a área dele e não consegue fazer uma relação entre a área dele e as demais. Então não acho que o Moro seja um conspirador. Ele está encharcado dessas convicções, foi ensinado assim, estudou lá, percebe-se claramente que não tem uma cultura mais ampla. Aliás, isso faz falta entre operadores de direito e de economia. A gente sempre precisa achar que a gente sabe menos do que acha que sabe.
RBA – O Brasil passa por uma conjuntura em que não se sabe se o governo vai cair, se vai haver parlamentarismo ou o que vai acontecer. É possível prever um cenário?

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A área destinada à direção e à presidência do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, está passando por reformas. É em meio às obras que o médico Sidney Klajner começa a se acomodar na cadeira de presidente da instituição, a mais importante da América Latina no setor médico privado. Ele substitui o oftalmologista Claudio Lottenberg, presidente do hospital nos últimos quinze anos. Cirurgião gastrointestinal, Klajner está no Einstein desde 1998 e ajudou a forjar algumas de suas marcas, como o trabalho multidisciplinar e o respeito à adoção de práticas que tenham a eficácia devidamente comprovada pela medicina. Também defende a aquisição de novas tecnologias somente quando houver vantagem evidente na sua utilização. “Não adianta comprar uma máquina só porque ela tem uma música diferente ou mais luzes do que a anterior.”

Que marcas o sr. pretende deixar na administração do Einstein?

Quero devolver a liderança da prática médica para o médico. Por muito tempo os hospitais determinaram o que deveria ser comprado, quantos leitos precisariam ser criados, como seria o centro cirúrgico.

Qual a vantagem de passar o controle ao médico?

Ele se sente engajado. São os médicos que vêem os pacientes. Acho que o Einstein chegou aonde chegou porque até de modo estatutário presume-se que seu presidente seja médico.

Que tipo de erro de gestão pode ser cometido por quem não é médico?

Há cerca de quinze anos o hospital comprou um equipamento a laser para tratar problemas de próstata. Logo nos primeiros meses deu uma complicação e a máquina ficou parada. Isso aconteceu porque um gestor achou que ela seria a máquina do futuro, quando nenhum urologista sabia usá-la.

O hospital possui várias equipes multidisciplinares. Por que isso é tão importante?

Há patologias que exigem olhar multidisciplinar, como doenças do sono e síndrome metabólica. E para nós o trabalho em equipe é fundamental.

De que maneira?

O trabalho em equipe deve preponderar sobre o individual, algo que não cabe mais na medicina. Até porque acaba influenciando a sustentabilidade da saúde como um todo. A figura do médico sozinho em seu consultório, com sua caneta e seu estetoscópio, não tem mais lugar. Há protocolos a serem cumpridos baseados nas evidências levantadas pela medicina.

Mas muitos médicos não são formados com essa mentalidade.

 
Na sua maioria, o ensino médico hoje é o mesmo de cem anos atrás. Prega o modelo hospitalocêntrico e com um médico autônomo. Isso resulta em uma medicina ineficaz, que desperdiça porque exige uma série enorme de consultas, com repetição de exames e tratamentos menos integrados.

O Albert Einstein ficou conhecido pela adoção em primeira mão de tecnologias avançadas. Isso vai continuar?

De fato, o hospital ganhou essa fama. Qualquer que fosse a tecnologia, o Einstein tinha. A primeira ressonância magnética do Brasil foi aqui. Os equipamentos eram comprados conforme o faro. Mas hoje a tecnologia já não é um fator competitivo. E há necessidade de eficiência e corte de desperdício. Comprar um recurso que não agrega ao tratamento é desnecessário.

Como o hospital compra um novo equipamento hoje?

Não se pode substituir uma tecnologia por outra só porque a nova tem uma música melhor ou duas luzes a mais. O mais importante é saber se ela permite que mais pacientes sejam atendidos e se reduz o tempo de recuperação, entre outros benefícios.

Pode dar um exemplo de uma tecnologia recente que atenda a esses requisitos?

O robô para tratar doenças da próstata. A cirurgia robótica demanda a aquisição de um equipamento caro, a formação de médicos para seu uso correto, o uso de insumos de preços diferentes. Mas o tempo de retorno às atividades normais é menor em comparação ao necessário depois de operações convencionais e a chance de o paciente ter como sequelas impotência ou incontinência urinária é menor.

A exibição de aparelhos modernos ainda fascina médicos e pacientes. Há banalização no uso da tecnologia?

Vamos analisar um caso que tivemos, considerando os pinos usados em cirurgias de coluna como tecnologia. Formamos um grupo para dar uma segunda opinião nos casos de indicação de operação. Com a nova análise, caiu à metade o número de cirurgias. O programa foi feito em conjunto com uma operadora de saúde e gerou à empresa uma economia de mais de R$ 20 milhões. A indicação desnecessária dos procedimentos é exemplo de tecnologia mal utilizada e banalizada.

Situações assim também são incentivadas por médicos interessados em receber por procedimento realizado?

Vivemos um modelo de remuneração médica que prevê o pagamento por quantidade de serviço. Quando passarmos a remunerar por valor, isso deve mudar.

De que maneira se daria essa remuneração?

Voltando ao exemplo da coluna: parte da economia feita poderia ser usada na remuneração do grupo que contribuiu para a redução de cirurgias desnecessárias.

Isso exige mudança na mentalidade também de pacientes. Queixas são comuns quando o médico não indica um exame ou procedimento. A informação deve chegar de maneira adequada ao paciente para que ele seja informado do que agrega valor à sua saúde. Quando bem informado, ele entende que uma tomografia pedida a mais é um risco maior de câncer daqui a 30 anos. Compreende que fazer ressonância do joelho uma vez por mês para ver se o tratamento está indo bem não traz beneficio.

Na sua prática diária, o sr. vê exageros com frequência?

Vira e mexe estou contra-indicando a realização de colonoscopia (exame que permite a visualização do revestimento interno do intestino grosso). Sei que se for encontrado um número determinado de pólipos com características específicas, o exame deve ser repetido somente depois de cinco anos. Caso não seja encontrado nada, depois de dez anos. Não se trata da minha opinião. Está demonstrado. Mas canso de ver médicos, de novo, sozinhos, pedindo colonoscopia todo ano. Sabe aquela linha “aproveita e faz”? É isso.

No ano passado, dois cardiologistas do hospital foram demitidos por suspeita de privilegiarem o uso de um tipo de stent (dispositivo usado na desobstrução das artérias) para obter vantagens financeiras com o fornecedor.

Como isso afetou a reputação do hospital?

Vimos que poderia existir uma quebra de confiança no setor de Hemodinâmica. Achamos por bem afastar os profissionais e entregar o caso à Justiça. Foi traumático, mas valeu a pena a correr o risco de imagem. Mostramos que temos barreiras para evitar que isso aconteça novamente.

Que impacto a crise teve nas contas do hospital?

Nos preparamos muito bem durante as gestões do Claudio Lottenberg. Fizemos as lições de casa, apresentamos uma boa performance em 2016 e não postergaremos o que havíamos planejado para investir neste ano.

Qual o segredo desse desempenho em um setor de custos notadamente altos?

Independentemente do contexto, saúde é sempre uma área em crise porque a inflação desse segmento é maior do que a de qualquer país. O consumo e o número de idosos aumentam, a tecnologia é cara e o desperdício, grande. Hoje qualquer estudante de saúde tem que saber lidar com isso.
O sr. poderia apontar o que considera os erros principais na gestão da saúde pública brasileira?
O sistema é fragmentado. Não temos informações adequadas dos pacientes. Além disso, há uma desproporção da concentração de médicos pelo país, resultando em áreas onde não existe atendimento.

O Mais Médicos é um erro?

Se pensarmos no programa de forma estruturante, ele é adequado ao tentar povoar regiões sem médicos. O problema é a forma como ele foi feito, com a importação de profissionais. É preciso fomentar a formação local de médicos e oferecer condições de salário, de educação para sua família. Não simplesmente importar um médico, jogá-lo no lugar e achar que vai funcionar.

E qual sua avaliação em relação ao cuidado com doenças crônicas, como diabetes e hipertensão?

É necessário investir pensando no futuro. A população de idosos cresce e é preciso dar condições para que eles adoeçam mais tarde do que hoje. Se não cuidarmos com prevenção, lá na frente vamos pagar o que não precisaríamos ter pago. Como principal hospital privado do País, o Albert Einstein tem responsabilidade social de peso, especialmente em um setor tão carente quanto o da saúde.

O que está sendo feito nesse sentido?

Isso é um valor. Não existe falar em Einstein sem pensar em responsabilidade social. E conseguimos fazer isso em várias frentes, com parcerias públicas e campanhas que atingem a população como um todo.

Pode dar um exemplo?

O programa parto adequado (parceria com o Ministério da Saúde, aplicado em 40 hospitais, com o objetivo de reduzir o número de cesarianas e de morte materno-infantil). Temos colhido frutos muito bons.

O que será a medicina do futuro segundo o Einstein?

A atividade tem de ser norteada pela medicina de evidência, centrada no que é bom para o paciente, e que tenha sustentatibilidade para o sistema como um todo. Tudo isso com o senso de responsabilidade social. Queremos trazer isso para o país e a sociedade. Se conseguirmos assumir um papel de protagonismo nesse sentido, estamos com o papel cumprido.
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