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O Prêmio Professores do Brasil, iniciativa do Ministério da Educação, reconhece o trabalho de quem inova no ambiente escolar e destaca experiências pedagógicas inovadoras da rede pública de ensino. A décima edição do prêmio está com as inscrições abertas até 25 de agosto. Em 2017, serão distribuídos R$ 255 mil reais em prêmios, viagens educativas pelo Brasil e pelo exterior, além de equipamentos de informática e de atletismo.

“O Prêmio Professores do Brasil é um incentivo muito grande aos professores para que pensem novas formas de trabalhar com os alunos e estimulá-los, envolvendo-os em uma educação de qualidade”, explica a diretora de formação e desenvolvimento dos profissionais da educação da Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC, Carmen Neves. Ela lembra que o prêmio é parte da política de valorização dos professores do MEC.

O prêmio tem seis categorias e três etapas de avaliação: a estadual, com 162 vencedores; a regional, com 30, e a nacional, com seis. Todos os professores de escolas públicas da educação básica podem se inscrever para esta edição.

“É importante que os professores participem. Às vezes o professor pensa que precisa ser um projeto muito grande e não é verdade. Pode ser um projeto simples, mas que seja eficiente e que realmente ajude seus alunos a aprender e a vivenciar a educação no dia a dia”, ressalta a diretora.

Para a edição deste ano há uma nova ferramenta à disposição dos participantes: um curso, por meio de um aplicativo para celular, que auxilia os professores no desenvolvimento de seus projetos. Chamado de Na Trilha das Boas Práticas, orienta o professor a construir o seu projeto. O curso não é obrigatório, mas contribui para que ele qualifique melhor o seu projeto.

Para a diretora de formação e desenvolvimento dos profissionais da educação do MEC, Carmen Neves, o prêmio incentiva os professores a inovar na educação (Frame: TV MEC)Compartilhar – Para inspirar professores e multiplicar as boas experiências, o site do prêmio está sendo aperfeiçoado. A proposta é que, com as experiências bem-sucedidas destacadas em cada edição do prêmio, outras escolas da rede pública de ensino aprimorem seus planos de aula e o processo de aprendizado dos alunos. 

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PAULO LOPES/FUTURA PRESS

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, do alto de sua nova condição de candidato titular à cadeira presidencial na eventualidade de vacância, resolveu dias atrás pontificar sobre o que considera erros do Governo que ele diz apoiar: “As coisas não caminham bem… se cada vez tem um jeitinho, cada vez se aumenta a meta (fiscal), acaba se gerando um gasto desnecessário”. O ilustríssimo parlamentar, por esquecimento ou descaso, deixou na ocasião de tratar sobre a sua própria contribuição, deveras pesada por sinal, para o estouro de caixa que agora se verifica nas contas públicas brasileiras, cujo rombo foi recalculado de R$ 139 bilhões neste ano para R$ 159 bilhões no mesmo período. Há de se perguntar para o congressista se ele considera, por exemplo, voos em jatinhos oficiais gastos, digamos, vitais ao funcionamento da máquina estatal. Maia é um dos campeões em uso dessas aeronaves para deslocamentos pessoais, na maior parte das vezes tendo por destino a sua própria casa. Somente de janeiro a março último ele viajou 54 vezes em jatos da FAB, 30 das quais para o Rio de Janeiro, onde reside. O levantamento é do site Contas Abertas, que fiscaliza as despesas federais, e deixa expostas as vísceras dos inúmeros abusos praticados por aqueles que parecem legislar em causa própria e desconsiderar o esforço geral por economia. O prezado leitor teria ideia de quanto custa um avião de lá para cá levando exclusivamente esse senhor que parece não poder viajar em voo de carreira como os demais mortais? Aos números: por ser subsidiado e tratar-se de uma aeronave da FAB, apenas os 30 deslocamentos à Cidade Maravilhosa representaram uma espetada de R$ 600 mil no tesouro da União. Só no trimestre em questão. Cada passagem em voo de carreira custaria bem menos. Na tarifa cheia, cerca de R$ 1.500, que poderiam sair do próprio bolso do parlamentar, por que não? As mesmas 30 viagens em uma empresa privada de táxi aéreo, com um modelo Legacy 600 como o da FAB, dariam R$ 2,3 milhões em despesas de transporte do zeloso guardião do controle fiscal, Rodrigo Maia. Eis o tamanho real da brincadeira!

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Brasília - Os ministros das Cidades, Bruno Araújo, e do Desenvolvimento Agrário, Osmar Terra, participam de sessão plenária para debater os pleitos ao Executivo Federal (José Cruz/Agência Brasil)
Os ministros das Cidades, Bruno Araújo, e do Desenvolvimento Agrário, Osmar Terra  José Cruz/Agência Brasil

O ministro das Cidades, Bruno Araújo, anunciou nesta terça-feira (16) o Programa Avançar Cidades, que vai emprestar recursos federais aos municípios para investimento em obras de mobilidade e saneamento básico. Ao participar da 20ª Marcha Nacional dos Municípios, ele disse que cerca de R$ 6 bilhões serão disponibilizados às prefeituras para o financiamento de ações como pavimentação e calçamento de vias, abastecimento de água e construção de ciclovias.

De acordo com o ministro, os créditos serão disponibilizados a juros de 6% ao ano, tendo quatro anos de carência e, a partir desse prazo, 20 anos de financiamento. Os recursos são do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e não há critérios específicos para a candidatura das cidades, que poderão ser de menor porte até as metrópoles. Há um limite de R$ 200 milhões por município que conseguir acesso ao empréstimo.

O chamado Avançar Cidades Saneamento terá R$ 2,2 bilhões disponíveis e o Avançar Cidades Mobilidade, R$ 3,7 bilhões. “Só para não haver expectativa frustrada no passado, em que todos procuravam a Caixa Econômica Federal, sabemos como é burocracia, [em que os municípios] superavam meses de dificuldade para depois fazer a seleção, nós invertemos essa pirâmide. Primeiro vamos fazer o processo de seleção, autorizar os municípios. A partir daí, eles seguem para a Caixa”, disse aos prefeitos.

Após o anúncio, Bruno Araújo foi perguntado pelos representantes da Confederação Nacional dos Municípios se seria apenas um empréstimo ou repasse de valores a fundo perdido, sem retorno para a União, ao que ele confirmou que será um empréstimo.

Edição: Fábio Massalli
População sergipana assiste atento ao título de Doutor Honoris Causa entregue a Lula nesta segunda-feira (21) pela UFS. - Créditos: Julia Dolce

População sergipana assiste atento ao título de Doutor Honoris

Causa entregue a Lula nesta segunda-feira (21) pela UFS. / Julia Dolce

Na manhã desta segunda-feira (21), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ganhou seu 53º título de Doutor Honoris Causa. Dessa vez a honraria foi concedida pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), no campus de Lagarto, interior do estado. Na ocasião, o reitor da UFS, Angeli Antoniolli, comentou que a inauguração do campus, em 2015, representou uma “quebra de paradigmas”, ao se construir um campus com especialidades na área da saúde no interior de um estado nordestino.

Dois anos após sua inauguração, o resultado é que “em cada canto desse município temos nossa universidade, alunos e professores presentes. Não formamos produtos, formamos sujeitos transformadores da realidade social”, disse Angeli Antoniolli ao conceder a honraria a Lula.

O surgimento de um campus no interior do estado, no entanto, não se resume apenas a realidade de Sergipe. Segundo dados da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior no Brasil (Andifes), entre 2003 e 2016 foram criadas 18 universidades públicas no Brasil por meio do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais Brasileiras (Reuni). Quando se trata do aumento do número de campi, principal fator que possibilitou a interiorização dessas universidades pelo país, esse número se eleva para mais 173 campi, passando dos 143, em 2003, para os atuais 316 espalhados pelo Brasil. No mesmo intervalo de tempo o número de professores doutores no quadro das Universidades Federais subiu 189%, passando de 20.711 para 59.658 docentes efetivos com o título de doutor.

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O autor da proposta, Lindbergh Farias, conversa com o relator, Roberto Requião

O salário dos senadores e deputados federais poderá ser reduzido e fixado em R$ 26.723,13, que era o valor vigente até dezembro de 2014. A proposta do senador Lindbergh Farias (PT-RJ), na forma do Projeto de Decreto Legislativo (PDS) 129/2017, teve voto favorável do relator Roberto Requião (PMDB-PR) e está pronta para votação na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Atualmente, o subsídio dos membros do Congresso Nacional é de R$ 33.763, valor 12,6 vezes superior ao rendimento médio do brasileiro, como destaca Lindbergh. Ele aponta ainda as demais vantagens à disposição dos parlamentares: apartamento funcional ou, alternativamente, um auxílio moradia no valor de R$ 5.500 por mês; direito a um salário extra no início e a outro no final do mandato, a título de verba indenizatória para despesas com mudança; planos de saúde e odontológico vitalícios e sem limites de gastos, extensivos aos familiares; carro oficial, com motorista e verba de gasolina; cotas de passagem aérea ou reembolso de despesas com combustível de aeronave própria; cotas para contratação de serviço de segurança privada e para ressarcimento de gastos com alimentação e com Correios; e plano de aposentadoria especial.

— Todos esses benefícios e privilégios vão na contramão do arrocho e do sacrifício que esse Parlamento quer impor à sociedade brasileira. Nesse contexto, como medida prioritária, os parlamentares precisam começar cortando na própria carne, por meio da redução dos próprios salários. Mais do que o impacto orçamentário e o simbolismo que envolve a medida proposta, essa é uma questão de coerência — ressaltou Lindbergh.

No entendimento do relator, o projeto de Lindbergh é “revestido de profunda moralidade, de elevado sentido ético e humano, de uma clara manifestação de solidariedade aos brasileiros, especialmente aos brasileiros mais pobres, nesta conjuntura tão difícil da vida nacional”. Roberto Requião ainda recomendou urgência na votação do projeto.

” Será que é aprovado?????

Equipe vencedora desenvolveu o software “Vidinha de Balada”, que permite acompanhar os gastos dos políticos, suas vantagens pessoais, utilizando o humor para categorizar o perfil de cada político.

A 3ª edição do ‘Hackfest Contra a Corrupção’ se encerrou na última sexta-feira (18), em João Pessoa (PB). ‘Vidinha de Balada’, ‘PaCiente’ e ‘Folha Limpa’ foram as equipes vencedoras entre as dez finalistas. Uma solenidade, realizada no Centro Cultural Ariano Suassuna, marcou a premiação (total de R$ 60 mil) da maratona hacker, coordenada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) e Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU). Todas as ferramentas tecnológicas desenvolvidas estão disponíveis no site EuFiscal

Os prêmios em dinheiro serão pagos por meio do convênio estabelecido entre o Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), devendo ser divididos igualmente entre os integrantes das equipes e entregues conforme cronograma do evento. O objetivo da iniciativa foi reunir e apresentar soluções tecnológicas que estimulem os cidadãos a exercerem o controle social em favor do combate à corrupção e da melhoria na gestão pública. 

Ao todo, dez equipes finalistas foram premiadas, sendo três com medalhas de ouro (primeiros lugares), três com medalhas de prata (segundos lugares) e quatro com medalhas de bronze (terceiros lugares). As equipes vencedoras com medalha de ouro receberam um prêmio de R$ 10 mil cada uma; as com medalha de prata tiveram cada uma a premiação de R$ 6 mil; e as com medalha de bronze foram agraciadas com R$ 3 mil. 

Vencedores 

O ‘Vidinha de Balada’ é um software desenvolvido que permite acompanhar os gastos dos políticos, suas vantagens pessoais, utilizando o humor para categorizar o perfil de cada político. Já o ‘PaCienteé um aplicativo que capta as queixas da população com os serviços de saúde, permitindo o georreferenciamento das unidades de saúde e sua classificação de acordo com as reclamações dos usuários. E o ‘Folha Limpa’ é um aplicativo que realiza o cruzamento de informações das folhas de pagamento de servidores públicos, permitindo encontrar divergências e irregularidades, como o acúmulo ilegal de cargos. 

O ‘HackFest Contra a Corrupção’ é uma maratona hacker de programação que pretende, por meio do desenvolvimento de soluções tecnológicas, envolver a sociedade no combate à corrupção. Programadores, estudantes e profissionais ligados ao desenvolvimento de softwares, e também das áreas de Direito, Administração, Gestão Pública, Design e Arte/Mídia estiveram reunidos em 19 equipes em junho, desenvolvendo softwares e apresentando ideias para aplicativos que ficarão à disposição da sociedade. 

Oficinas 

Nessa segunda etapa, o evento contou ainda com diversas atividades: oficinas e uma feira para a apresentação dos serviços de diversos órgãos públicos à sociedade e a alunos de escolas públicas e privadas. As atividades aconteceram durante os turnos da manhã e da tarde. A CGU apresentou a oficina “Governança e Transparência Pública”, ministrada pelos auditores Rodrigo Paiva e Fernando Torres. 

Medalha de Ouro (primeiros lugares) 

# Vidinha de Balada – Software que permite acompanhar os gastos dos políticos, suas vantagens pessoais, utilizando o humor para categorizar o perfil de cada político. 

# PaCiente – Aplicativo que pretende captar as queixas da população com os serviços de saúde, permitindo o georreferenciamento das unidades de saúde e sua classificação de acordo com as reclamações dos usuários. 

# Folha Limpa – Aplicativo que permite realizar o cruzamento de informações das folhas de pagamento de servidores públicos, permitindo encontrar divergências e irregularidades, tais como acúmulo ilegal de cargos. 

Medalha de Prata (segundos lugares) 

# Minha Cidade – Aplicativo que acompanha a distribuição de recursos no orçamento e sua efetiva aplicação, possibilitando identificar distorções de prioridades nos gastos públicos. 

# Os Políticos.com – Aplicativo para acompanhar o perfil e a atuação de políticos. 

# Quebra Câmara, Quebra Senado – Quebrar as travas de acesso aos dados de remuneração de parlamentares, possibilitando uma análise comparativa e crítica dos valores e benefícios recebidos. 

Medalha de Bronze (terceiros lugares) 

# Sou Fiscal – Aplicativo com foco em detectar e denunciar irregularidades em obras públicas. 

# Geração Limpa – Game para fomentar a discussão de cidadania e ética nas crianças. 

# B.O. Bot – Aplicativo que pretende criar um boletim de ocorrência policial virtual, no qual o cidadão poderá colaborar com informações sobre o tipo de ocorrência, causas do crime, etc., permitindo um georreferenciamento de locais com potencial risco e auxiliando órgãos de segurança pública. 

# Caça-Fantasmas – Aplicativo que objetiva identificar empresas-fantasmas que contratam com o serviço público, através do cruzamento de dados de licitação e o georreferenciamento do endereço das empresas, por meio do qual o cidadão poderá auxiliar na detecção de irregularidades.

TEXTO DO DIA

“[…] e eu irei como guia pouco a pouco, conforme o passo do gado que está diante da minha face e conforme o passo dos meninos […].” (Gn 33.14)

SÍNTESE

Aquele que vive segundo o ritmo deste mundo sofre danos emocionais, físicos e espirituais.

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA – l Sm 25.13: Cuidando da bagagem

TERÇA – l Tm 4.16: Cuidando de si mesmo

QUARTA – l Tm 4.8: Cuidando da saúde física

QUINTA – Fl 4.8: O cuidado com a maneira de pensar

SEXTA – l Tm 5.8: Cuidando da família

SÁBADO – Rm 16.1,2: Cuidando dos cooperadores do Reino

OBJETIVOS

MOSTRAR que a “vida que vale a pena” é a descrita em João

10.10;

SABER que precisamos cuidar de nós mesmos;

ENTENDER que a vida deve ser vivida no ritmo de Deus, o ponto optimus.

INTERAÇÃO

A assiduidade dos alunos da Escola Bíblica Dominical sempre foi um dos maiores desafios de seus professores. Por isso, sempre que possível, estabeleça uma “ponte” entre uma aula e outra, esforçando-se para que seus alunos saiam da classe com o compromisso de voltar no domingo seguinte. No final da aula, proponha aos alunos que tragam na próxima semana testemunhos de pessoas a quem Deus fez promessas e que, após o período de espera (e, às vezes, ansiedade), viram o seu cumprimento e de outras que ficaram profundamente preocupadas com algo que nunca veio a acontecer (diagnóstico médico, desemprego, infidelidade etc). Sugira que, para a realização de tal tarefa, consultem a internet, bem como entrevistem familiares, amigos e/ou membros da igreja.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Prezado docente, inicie a aula com a apresentação, pelos alunos, dos resultados da análise pessoal solicitada no final da aula passada (sobre como cada aluno distribui o tempo diário com as realizações mais importantes da sua própria vida). Essa apresentação vai abrir a discussão sobre a aula de hoje, que vai tratar da otimização do ritmo da vida, debaixo da orientação divina. Refuta com os alunos, por alguns instantes, sobre as causas de tantas pessoas que possuem prosperidade financeira serem frustradas familiarmente, as quais apresentam graves problemas emocionais, e por que isso ocorre até mesmo entre cristãos. Conclua dizendo que, para ter vida com qualidade, é preciso seguir na cadência divina; caso contrário, todo o esforço será inútil, como o é “correr atrás do vento” (Ec 2.17 – NVI).

TEXTO BÍBLICO

Gênesis 33.1,4,10-16

Gênesis 33

1 E LEVANTOU Jacó os seus olhos, e olhou, e eis que vinha Esaú, e quatrocentos homens com ele. Então repartiu os filhos entre Lia, e Raquel, e as duas servas.

4 Então Esaú correu-lhe ao encontro, e abraçou-o, e lançou-se sobre o seu pescoço, e beijou-o; e choraram.

10 Então disse Jacó: Não, se agora tenho achado graça em teus olhos, peço-te que tomes o meu presente da minha mão; porquanto tenho visto o teu rosto, como se tivesse visto o rosto de Deus, e tomaste contentamento em mim.

11 Toma, peço-te, a minha bênção, que te foi trazida; porque Deus graciosamente ma tem dado; e porque tenho de tudo. E instou com ele, até que a tomou.

12 E disse: Caminhemos, e andemos, e eu partirei adiante de ti.

13 Porém ele lhe disse: Meu senhor sabe que estes filhos são tenros, e que tenho comigo ovelhas e vacas de leite; se as afadigarem somente um dia, todo o rebanho morrerá.

14 Ora passe o meu senhor adiante de seu servo; e eu irei como guia pouco a pouco, conforme ao passo do gado que vai adiante de mim, e conforme ao passo dos meninos, até que chegue a meu senhor em Seir.

15 E Esaú disse: Permite então que eu deixe contigo alguns da minha gente. E ele disse: Para que é isso? Basta que ache graça aos olhos de meu senhor.

16 Assim voltou Esaú aquele dia pelo seu caminho a Seir.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Já estudamos a respeito da preguiça – usar o tempo no minimum (do Latim, que significa mínimo, “o menor de todos”), ativismo — usar o tempo no maximus do Latim, que significa máximo, “o maior de todos) e, agora, estudaremos a respeito do equilíbrio entre as duas condutas. Entre a conduta do maximus e do minimum, está a do optimus, em que o indivíduo interage com o mundo exterior de maneira tranquila, sem pressa ou demasiadamente Lento, mas no ritmo correto, como diria Jacó: “no passo do gado […] e dos meninos” (Gn 33.1).

l – UMA VIDA QUE VALE A PENA

  1. A verdadeira riqueza.

Uma pessoa rica diante de Deus não é aquela que possui muito dinheiro e bens, mas aquela que desfruta de uma vida abundante (Jo 10.10). Essa é a vida que vale a pena ser vivida e constitui-se na verdadeira riqueza. Aliás, o filósofo estóico Sêneca (4 a.C – 65 d.C) afirmava que “até hoje o dinheiro nunca enriqueceu ninguém”. Deus também nos exorta quanto ao desejar as riquezas deste mundo: “Não te canses para enriqueceres; dá de mão à tua própria sabedoria.

Porventura, fitarás os olhos naquilo que não é nada? […)” (Pv 23.4,5). Sem dúvida, a verdadeira riqueza não pode ser encontrada nos bens materiais, pois ela está na simplicidade, nos pequenos detalhes, em grandes iniciativas, nos nobres propósitos. É com essa visão que cada um terá o melhor de Deus. Jesus falou uma parábola a respeito de um homem que achou uma ótima pérola, de grande valor, então ele vendeu tudo quanto possuía e comprou-a (Mt 13,46). Quando se conhece o melhor de Deus, a vida que vale a pena, ninguém quer voltar a viver como antes.

  1. Definindo princípios.

Somente quando o ser humano entende o que é a verdadeira riqueza, ele consegue definir os princípios que vão aperfeiçoar o seu ritmo de vida. Quando compreendemos o que é ser rico de verdade, deixamos de ser egoístas e passamos a amar mais nosso semelhante. A flora, a fauna, os astros celestes, as belezas dos habitats naturais, tudo ganhará um novo brilho e um novo fulgor. Passamos a administrar, como fiel mordomo, corretamente tudo que chegar às nossas mãos, e o nosso anelo pela companhia de Deus será constante. Quanto mais nos aproximamos de Deus, mais perdemos o desejo pelas coisas materiais e nossos pensamentos passam a se voltar para as “coisas que são de cima e não nas que são da terra; porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus” (Cl 3.2,3).

  1. A importância do próximo.

O aperfeiçoamento do ritmo da vida passa, necessariamente, em reconhecera relevância do próximo, feito à imagem e semelhança de Deus, com quem interagimos diariamente. O valor da vida

não está na prosperidade individual, mas, sobretudo no amor ao próximo. Conta-se a história a respeito de uma tribo africana chamada Ubuntu, na qual um antropólogo propôs uma competição: a criança que chegasse primeiro a uma árvore ganharia todos os doces que estavam ali em um cesto. Quando foi dada a largada, as crianças deram as mãos e saíram correndo à árvore mencionada e Lá repartiram o prêmio. O antropólogo perguntou porque elas fizeram aquilo, ao que responderam: “Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?” Que exemplo! Aperfeiçoar o ritmo da vida depende, em grande medida, em ser obediente a Deus e, consequentemente, promover a felicidade das outras pessoas.

Pense!

Viver de modo a pensar na felicidade das outras pessoas, não atrapalharia a otimização do meu desempenho pessoal?

Ponto Importante

O tempo gasto com propósito significa “o tempo gasto com a felicidade dos outros”, pois a vida só tem sentido se tiver como foco Deus e os semelhantes.

II – CUIDANDO DE SI MESMO

  1. Corpo, templo do Espírito.

Aperfeiçoar o ritmo da vida implica investir tempo para cuidar de si mesmo, como recomendou Paulo ao jovem Timóteo (I Tm 4.16). Jesus também pediu aos discípulos que deixassem um barquinho à disposição para que pudessem, de vez em quando, sair da pressão do cotidiano e descansar longe das multidões.

Paulo fala a respeito do exercício corporal, dizendo que ele tem pouco proveito, se comparado à piedade (I Tm 4.8), mas, com isso, ele não estava desprezando a importância da atividade física, que é indispensável para se manter a saúde física e a boa forma do templo do Espírito Santo (l Co 6.19).

  1. Mente, sede dos pensamentos e emoções.

Há uma guerra em curso na mente das pessoas. No campo de batalha da mente há conflitos de natureza emocional e espiritual. Por isso, a Bíblia recomenda que o cristão utilize o capacete da salvação, de maneira que a mente esteja sempre bem protegida (Ef 6.17). Afim de proteger a mente, Paulo nos aconselha a pensarem coisas nobres, boas e úteis (Fl 4.8), Há um pensamento cristão antigo, atribuído a Martinho Lutero, que diz que “ninguém pode impedir que os pássaros voem sobre a cabeça, mas é possível evitar que eles façam ninho nela.” Este é exatamente o ponto importante, deixar a mente envolvida com pensamentos saudáveis, edificantes e otimistas. Se desejarmos ter saúde emocional, espiritual e física, precisamos ter o controle da nossa mente e sentimentos, evitando todo pensamento e sentimento tóxico, ruim, contrário aos princípios bíblicos divinos.

  1. Família, fonte de alegria.

O maior tesouro que um homem possui, depois de Jesus Cristo e da salvação, é sua família. Por isso, é preciso que o homem invista parte significativa do seu tempo (pelo menos um dia por semana) com aqueles que Deus lhe deu para dividir, em família, o dom da vida.

O Pense!

O que fazer nos momentos em que maus pensamentos aparecem?

Ponto Importante

Não podemos impedir que os maus pensamentos venham a nossa mente, mas podemos impedir que eles fiquem e venham nos contaminar e nos afastar dos propósitos de Deus.

III – O PONTO OPTIMUS

  1. Fazendo o mais fácil.

Deus sempre tem um tipo ideal de tarefa para seus filhos: a mais fácil. Aos homens ficou a incumbência de realizar apenas as coisas fáceis. A parte difícil fica na responsabilidade do Senhor. Por exemplo: plantar a semente de uma árvore é fácil, por isso é tarefa humana, mas fazer a semente explodir sob a terra e dali surgir um broto, que, tempos depois, se transformará em árvore frondosa, cheia de frutos, é bastante complicado. Essa é a parte de Deus. Ocorre que, em muitos casos, os homens querem fazer a parte de Deus, a difícil, e entram em grande aflição, pois terão que usar o ponto maximus de sua disponibilidade e não alcançarão os resultados desejados, ademais estarão sob intenso estresse.

  1. Fazendo no melhor prazo.

Plantar uma semente, como dito anteriormente, é fácil, mas faz-se necessário que a ação ocorra no melhor prazo (optimus), isto é, no tempo e modo de Deus. Isso fala de discernimento do tempo e estratégia, como acontecia com os filhos de Issacar, os quais eram peritos “na ciência dos tempos, para saberem o que Israel devia fazer […]” (ICr 12.32). Esses homens sabiam se a atividade deveria ser realizada, analisavam a conveniência da oportunidade e qual seria estratégia adequada. Eles conduziam Israel a fazer as coisas no melhor prazo (optimus).

3- Aceitando os resultados.

Nem tudo acontece como planejamos, ainda que haja a otimização do ritmo da vida. Agir no tempo e modo adequados (optimus) não é garantia de que todos os objetivos serão atingidos, porém uma coisa é certa: a pessoa terá vivido o melhor de Deus. Imprevistos acontecem e, por isso, aqueles que estão no caminho correto, seguindo no ritmo de Deus, precisam aceitar alguns resultados indesejados. Habacuque entendia bem isso. Ele sabia que o fato da figueira não florescer, da videira não dar frutos e da impossibilidade de produzir azeite dos frutos colhidos das oliveiras (três tempos de plantações feitas corretamente, no optimus), não era o fim da vida. De um jeito, ou de outro, ele se alegraria no Senhor e exultaria em Deus (He 3.17), demonstrando o que significava viver uma vida abundante, uma vida que vale a pena.

Pense!

Quem segue no ritmo de Deus, no curso da vida, sempre terá resultados materiais satisfatórios?

Ponto Importante

Aqueles que estão seguindo no ritmo de Deus devem aceitar alguns resultados indesejados, confiando que Deus nunca perde o controle da História.

SUBSÍDIO

“Posso cair facilmente na rotina de chegar em casa no fim do dia após lecionar na universidade e, sem perceber, caminhar no ‘solo sagrado’ na sala de nossa casa onde meus dois filhos pequenos estão envolvidos em um projeto de construção com seus blocos de montar. Por quê? Porque estou indo verificar meus e-mails, sem perceber o que poderia ter acontecido se eu tirasse as sandálias dos meus pés’ – ou talvez, no sentido literal, se eu tirasse os sapatos – e ajoelhasse no chão para me juntar aos meus filhos. Mas se eu fizesse uma oração esclarecedora, antes de atravessar a porta da frente de nossa casa, pedindo a Deus sabedoria, posso lhe dizer que é quase certo que iria limpar minha mente e eu não estaria prestes a passar por cima do momento sagrado no chão com meus dois filhos.

E à medida que adquire sabedoria […I você aprende a tolerar as incertezas da vida bem como seus altos e baixos. Você tem uma noção de como as coisas funcionam ao longo do tempo e de como Deus pode ajudá-lo a compreendê-las. Pessoas sábias geralmente partilham um otimismo que as mantém seguindo em frente, e elas experimentam uma calma quando enfrentam decisões difíceis. Em outras palavras, elas veem a situação corno um todo” (PARROT.T, Lês. Você é Mais Forte do que Pensa. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2014. p, 38).

CONCLUSÃO,

Aperfeiçoar o ritmo da vida, de acordo com o padrão de Deus, exige discernimento, haja vista que, diante do corre-corre do cotidiano, muitas vezes, o homem é empurrado para o precipício do ativismo ou para o desânimo da preguiça. Para saber o tempo e o modo de vida saudável é indispensável pedir orientação ao Senhor, para seguir o ritmo da vida sem sofrer a influência da filosofia deste mundo.

HORA DA REVISÃO

  1. Conceitue o optimus.

O indivíduo interage com o mundo exterior de maneira tranquila, sem pressa (maximus) ou demasiadamente lento (minimum), mas no ritmo correto.

  1. A mente humana necessita, segundo a lição, estar calcada em quais pensamentos para atingir o optimus?

Precisa estar focada em pensamentos que sejam úteis e, acima de tudo, que sejam para o louvor e agrado de Deus.

  1. Jesus sabia como viver no optimus?

Ele é o maior exemplo para sabermos como lidar com o cotidiano da nossa vida.

  1. Quais descendentes de Jacó eram peritos “na ciência dos tempos, para saberem o que Israel devia fazer”?

Filhos de Issacar.

  1. Como sua vida está? O que fazer para alcançar o optimus?Resposta pessoal.

Você é do tipo que gosta de desafios no ambiente de trabalho? Se, por um lado, tanta dedicação à profissão ajuda a fazer a carreira decolar, por outro, pode atrapalhar sua vida pessoal e, pior, prejudicar sua saúde – stress, dores musculares, distúrbio do sono e ansiedade são alguns dos sintomas comuns.

“Esse esgotamento físico, mental e emocional, conhecido como síndrome de burnout, gera uma sensação de incompetência e frustração, que até leva a disfunções sexuais e problemas cardíacos em alguns casos”, diz a psicóloga Rosalina Moura, diretora da Rumo Saudável, empresa especializada em soluções para a promoção do bem-estar.

O quadro é mais frequente do que se imagina – 72% dos brasileiros se encaixam nele, de acordo com uma pesquisa da International Stress Management Association (Isma-BR). Para fugir dessa estatística, adote as atitudes a seguir.

1. Avalie como o trabalho está interferindo na sua rotina. Está sem tempo para malhar ou encontrar as amigas? Procure diminuir o ritmo, então.

2. Utilize as horas livres para realizar atividades prazerosas e que não tenham a ver com a carreira. Comprovado cientificamente! A Superbom explica porque fazer atividade física com trilha sonora faz bem Patrocinado 

3. Dedique uma parte do seu dia para aprender coisas novas e que tragam satisfação pessoal, como natação, boxe ou aulas de culinária.

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Paulo Rubem Santiago

Depois de uma semana de notícias acerca da mudança da meta fiscal para os anos de 2018 e 2019, Temer anuncia um pacote de redução de gastos no serviço público federal, atacando especialmente as condições de acesso, remuneração e carreira para os seus servidores. Nesse processo, mais uma vez, manipula números, omite até informações oficiais e joga a população comum contra o servidor público.

Qual o objetivo desse pacote agora anunciado? O que se pretende fazer com as eventuais economias a serem obtidas caso tais medidas sejam aprovadas? Se há déficit público e rombo fiscal, quais são as causas disso? Será que o pacote de Temer as enfrenta de forma concreta e contundente? Nada disso. Sejamos claros e diretos. As despesas de pessoal civil e militar, ativos e inativos da União, não são as causas do desequilíbrio entre receitas e despesas, muito menos do falado rombo. Os números oficiais contidos no Boletim Estatístico de Pessoal do Ministério do Planejamento confirmam isso. Há necessidade de se intervir no serviço público? Há, é óbvio que há, mas com mais investimentos para melhorar sua qualidade e sua amplitude no universo de cidadãos atendidos. Porém, isso não ocorrerá com corte de verbas em salários, concursos e carreiras no serviço público.

O rombo tão debatido nos últimos dias precisa ser explicado. Sua alteração de R$ 139 bilhões para R$ 159 bilhões, por si só, não explica sua natureza nem resolve a conta.  Apenas a agrava. Por que há esse rombo? Quais são as parcelas do gasto público que mais o provocam?  É importante esclarecer que esse rombo fiscal é exatamente o valor da conta que falta ser paga quando as receitas são insuficientes para o pagamento de toda a conta de juros da dívida pública a cada ano. Por isso o rombo também se chama déficit primário. Porque a primeira despesa em ordem de prioridade no gasto público desde 1999 é aquela.

Agência Brasil

“O rombo tão debatido nos últimos dias precisa ser explicado”

Para isso, se busca formar, ano a ano, uma economia específica, o superávit primário, para garantir que aquelas despesas, com juros, sejam pagas na frente de quaisquer outras. Assim, o peso da dívida pública como parte do PIB ficaria sempre estável ou declinante. Por isso Temer propôs a PEC 241, que virou Emenda Constitucional 95. Acontece que, ainda com essas medidas conservadoras, a conta da dívida pública pode seguir crescendo independente disso, quando a taxa básica de juros, a SELIC, sobe ou se mantém elevada em termos reais no processo de combate à inflação.

Esses gastos não são dissecados na mídia nem comparados com os demais, não se informa quem ganha com eles, não se admite sua revisão, mesmo sabendo que crescem ano após ano, retirando tantas receitas do tesouro e impondo, para seu pagamento regular, cortes no serviço público e no financiamento dos direitos sociais. Por isso vemos tanto interesse dos grupos econômico-financeiros que ganham com a dívida pública na aprovação desse novo pacote, bem como nas demais reformas que tiram receitas de outros fins públicos para serem aplicadas na redução da conta do rombo fiscal.

As causas reais do rombo, porém, são outras. Estão na mistura explosiva da elevada sonegação fiscal das grandes empresas com os ralos da corrupção, com as desonerações tributárias e da contribuição previdenciária, vindas desde FHC e ampliadas por Lula e Dilma, com os impactos da política monetária e suas ainda elevadas taxas de juros reais nas despesas do tesouro nacional.

Temer não mexe em nada disso. Mantém privilégios e age gastando dinheiro público para impedir investigações sobre suas relações com a corrupção, partindo agora para o ataque criminoso aos servidores e ao serviço público. Vamos, por isso, rejeitar esse pacote do mal e da manipulação, apontando outros caminhos para um serviço público de melhor qualidade para a população.

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IMPACTO Woodward (Redford) e Bernstein (Hoffman) no cinema. Os homens que derrubaram um presidente (Foto: Collection Christophel)

Bob Woodward e Carl Bernstein estão para o jornalismo do século passado como Lionel Messi e Cristiano Ronaldo para o futebol atual. São os símbolos máximos de excelência na profissão que escolheram. Após uma investigação acurada, os dois repórteres desvendaram o caso Watergate – em que agentes do FBI e da CIA espionaram a sede do Partido Democrata, pouco antes da reeleição do republicano Richard Nixon para a Presidência dos Estados Unidos. A história serviu de base para o filme clássico Todos os homens do presidente, de 1976, em que os dois jornalistas são magistralmente interpretados por Robert Redford e Dustin Hoffman. Nixon, um dos políticos mais resilientes da história americana, foi obrigado a renunciar depois da série de reportagens de Woodward e Bernstein. O caso Watergate é o exemplo mais eloquente do impacto do jornalismo na sociedade.

Repórteres não mudam o mundo apenas quando derrubam presidentes da República. A missão essencial do jornalismo é elevar o nível do debate público – e, assim, a atividade interfere decisivamente no rumo das democracias (jornalismo e democracia, aliás, são palavras inseparáveis. Uma não existe sem a outra). Tal missão é cada vez mais importante no mundo atual. O jornalismo eleva o nível do debate público quando agrega fatos concretos às grandes discussões, evitando que a paixão desinformada leve à polarização sem sentido, como acontece frequentemente em nossa era de redes sociais. Quando emite opiniões a partir de apuração – momento em que se torna uma voz no debate. Ou quando publica opiniões divergentes sobre assuntos momentosos – momento em que se torna a própria arena do debate. O jornalismo eleva o nível do debate público, sobretudo, quando publica informações inéditas, furos de reportagem como o de Woodward e Bernstein. Dados novos e desconhecidos frequentemente mudam o rumo das discussões em um país.

A redação de ÉPOCA decidiu usar a edição em que comemora seu milésimo número para mostrar como o jornalismo interfere na realidade. A revista se compõe de reportagens sobre reportagens. A ideia era avaliar o impacto de algumas das principais matérias publicadas pela revista desde o número 1, lançado em 1998. A recente entrevista exclusiva com Joesley Batista, por exemplo, trouxe um novo entendimento sobre o capitalismo de compadrio brasileiro – e balançou os alicerces da política brasiliense. É o impacto de um furo de reportagem. ÉPOCA também foi a primeira publicação brasileira a discutir de forma madura o uso recreativo de drogas, na reportagem em que a apresentadora Soninha admitiu que fumava maconha, publicada em 2001. De maneira análoga, a capa que estampa o casal de militares gays Laci de Araújo Marinho e Fernando Alcântara, publicada em 2008, foi o mote para o primeiro evento governamental sobre direitos homossexuais – até então, o tema era evitado pelos políticos.

O impacto do jornalismo se multiplica na era digital. Uma reportagem – em texto, vídeo ou podcast – pode repercutir em milhões de novos textos, vídeos ou podcasts. O outro lado da moeda é que uma notícia falsa pode obter a mesma difusão. Na era da pós-verdade, cabe ao jornalismo, sobretudo, estabelecer a base de fatos sobre os quais se assentam as grandes discussões nacionais. Nunca é demais repetir: é com fatos aferidos e checados que o jornalismo eleva o nível do debate público. É com fatos aferidos e checados que o jornalismo estabelece o próprio chão da democracia.

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Agência Brasil

Os deputados correm contra o tempo para aprovar a proposta

Com a polêmica sobre o distritão e o fundo público de 0,5% da receita corrente líquida para financiar campanhas eleitorais, o que daria algo em torno de R$ 3,6 bilhões no ano, a proposta de reforma política (PEC 77/03) ficou para ser aprovada no plenário da Câmara a partir de terça-feira (22). Entre os deputados da base e da oposição não há consenso sobre os pontos. O texto precisa ser aprovado na Câmara e no Senado até o dia 7 de outubro para que possa valer nas próximas eleições.

O relator da proposta, deputado Vicente Candido (PT-SP), já admitiu que vai propor mudanças em seu substitutivo antes da votação, como sobre o volume de recursos do fundo público criado para financiar as campanhas eleitorais. Em vez de 0,5% da receita corrente líquida, equivalente a algo em torno de R$ 3,6 bilhões no ano que vem, o valor seria definido anualmente na lei orçamentária.

O distritão, que prevê mudanças na regra de eleição de deputados e vereadores, é a outra polêmica da reforma. Atualmente eleitos pelo sistema proporcional, em que a definição dos representantes depende da votação obtida pelos candidatos e pelas legendas, esses políticos seriam eleitos pelo sistema majoritário em 2018 e em 2022; e, nas eleições seguintes, apenas os deputados contariam com o sistema distrital misto.

O sistema majoritário para eleições proporcionais ficou conhecido como “distritão” porque um estado equivaleria a um único distrito. No distrital misto, metade dos representantes eleitos seriam os mais votados nos distritos, com subdivisão a ser definida em lei, e os demais seriam escolhidos por uma lista preordenada pelos partidos políticos.

Para os deputados que compõe a Frente Parlamentar contra o Distritão, que é suprapartidária, nem a alteração de modelo de voto nem a criação do fundo serão aprovados. Eles avaliam que o dispositivo que estabelece a adoção do sistema majoritário nas eleições de 2018 e 2020 será barrado na Câmara, por meio da apresentação de uma emenda de plenário. Tanto o texto principal como as emendas precisam do voto favorável de 308 deputados. A proposta deverá ser votada em dois turnos na Câmara e no Senado.

Na última quarta-feira, após um dia de negociações e debates que duraram cerca de quatro horas em plenário, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), suspendeu a sessão por falta de quórum. Apesar da grande movimentação no Congresso e dos mais de 430 deputados que registraram presença no dia, Maia havia afirmado que só votaria com quórum de 460 parlamentares

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Agência Brasil

Fraldes e erros causam prejuízos de R$ 59 bilhões por ano na Previdência 

O Tribunal de Contas da União (TCU) fez um levantamento e cruzou dados de uma força-tarefa — formada por Secretaria de Previdência, Ministério Público Federal (MPF), Polícia Federal e os ministérios do Trabalho e do Desenvolvimento Social — e chegou à conclusão de que a “percepção de irregularidades” é  de que um, em cada dez benefícios, é pago com erros ou por fraude, gerando um custo de R$ 56 bilhões anuais à Previdência — conforme revelou o jornal O Globoneste domingo (20). Além do cruzamento de dados, o TCU pediu análise de especialistas sobre os documentos. Pelos cálculos do governo, em 2017, devem faltar R$ 185,8 bilhões para fechar a conta. “Sem fraudes e erros, esse déficit poderia ser 30% menor”, de acordo com a reportagem da jornalista Gabriela Valente.

Na contramão da busca por identificar e eliminar fraudes e erros, o governo tenta cortar despesas em áreas essenciais para manter as contas públicas em dia. Além disso, luta para aprovar a reforma da Previdência, com trechos polêmicos e ainda sem apoio para aprovação no parlamento.  O agravamento da crise política e o desgaste eleitoral com a eventual aprovação da proposta levou até deputados da base aliada, que apoiam a mudança nas atuais regras de aposentadoria, a admitirem que a votação deverá ser adiada até a poeira baixar.

Após a divulgação das gravações da conversa entre o presidente Michel Temer e o empresário Joesley Batista, do grupo JBS, a situação da falta de apoio se agravou e com grande debandada de deputados da base aliada. Agora, após a rejeição de sua denúncia pela Câmara, Temer tenta conseguir apoio para aprovar a reforma ainda neste segundo semestre.

De acordo com a reportagem, uma família de ciganos foi bancada, em jornada pelo país, por contribuições pagas pelos brasileiros. Com uma coleção de certidões de nascimento, a família conseguiu vários benefícios, inclusive aposentadorias rurais. Presos em Sergipe, os 11 parentes foram condenados por estelionato contra a Previdência. Esse, no entanto, é só um caso entre milhares de outros existentes.  A reportagem alerta ainda para o boom de certidões falsas de nascimento na fase adulta, como estratégia para conseguir benefícios de Amparo Social ao Idoso. De acordo com os documentos e mapeamento da força-tarefa, foram identificados delitos por todo o país. O Maranhão é apontado como o estado com o maior número de fraudes. No estado, as mulheres são as brasileiras que mais recebem auxílio-maternidade. Em um dos casos, o benefício era pago a uma menina de 8 anos.

“Em alguns casos, o deboche dos fraudadores da Previdência chamou atenção dos investigadores da força-tarefa. Há exemplos em que a sensação de impunidade é tão grande que não há o menor cuidado em disfarçar. Episódios no Rio de Janeiro são os mais lembrados nesse sentido. Além de alugar velhinhos para sacarem benefícios de aposentados que não existiam, um quadrilha que atuava em Copacabana zombava do sistema ao criar identidades falsas com nomes pitorescos como, por exemplo, Safadônio. Outro larápio fictício foi batizado de Mandrake. Tanto Safadônio quanto Mandrake tinham CPF, RG e comprovante de endereço como qualquer cidadão respeitável”, aponta a reportagem, que cita episódios em vários estados do país com base no levantamento do TCU.

A maior quantidade de fraudes foi detectada na previdência rural, isso porque para pedir a aposentadoria é preciso apenas uma declaração de que o pretendente foi trabalhador na lavoura por 15 anos.

Nos últimos meses, o governo realizou um pente-fino para melhorar a gestão dos programas sociais e de benefícios previdenciários. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), o objetivo é garantir que os recursos públicos cheguem a quem realmente precisa. A economia anual estimada até agora com a revisão dos benefícios foi de R$ 2,6 bilhões.

Resultado de imagem para o valor do jornalismo

Jornalismo e democracia são duas palavras inseparáveis. O jornalismo presta serviço à democracia de várias maneiras, mas especialmente duas. A primeira é quando expõe ao cidadão as entranhas do poder – quando isso ocorre, mesmo à revelia, os representantes do povo têm de prestar contas a seus eleitores. A segunda é quando, através de fatos devidamente aferidos e checados, colabora com o debate público. Tal missão é especialmente relevante em tempos de pós-verdade – em que as notícias falsas engendram discussões sobre questões igualmente falsas. Em sua milésima edição, ÉPOCA relembra algumas de suas principais reportagens, como forma de fazer uma homenagem ao jornalismo. A homenagem consiste em mostrar qual a repercussão de cada uma dessas matérias. Como elas qualificaram o debate público ou mudaram seu eixo. As que expõem entranhas do poder têm como personagens todos os que passaram pela Presidência da República desde que a revista foi fundada, em 1998 – Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Michel Temer. As que provocaram discussões referem-se a problemas crônicos do Brasil, como a violência policial, expressa em fatos como o massacre de Eldorado do Carajás. Ou a temas que eram considerados tabus e, hoje, provocam debates mais abertos – caso dos casais gays no Exército ou do uso de drogas. 

Como costuma dizer o americano Gay Talese, decano da reportagem, o jornalismo é uma atividade simples, pois consiste basicamente em apurar histórias com rigor e narrá-las de forma envolvente. É precisamente isso, mas é muito mais, quando se leva em consideração que tais histórias não se resumem às páginas reais e virtuais. Cada vez mais elas são compartilhadas, viralizam, repercutem. Constroem-se a partir da realidade, e depois a modificam.

Os fatos sobre os quais se assentam as discussões constituem o chão do debate democrático, da mesma forma que não há democracia sem transparência do poder. As duas coisas estão na essência da atividade jornalística – que ÉPOCA homenageia em sua edição número 1.000.

Marcelo Bertani/Agência ALRS

O governo golpista de Michel Temer publicou no Diário Oficial da União da última terça-feira (8), uma consulta pública que pretende reformular do CGI (Comitê Gestor da Internet). O espaço discute as leis e diretrizes que regulam o funcionamento do sistema de redes no Brasil. Segundo a conselheira do CGI, Flávia Lefevre, uma reformulação como a que está sendo estruturada pelo governo, poderá trazer riscos aos direitos garantidos pelo Marco Civil da Internet, que estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da internet no país. “Nós corremos o risco de perder a possibilidade de ter peso na representação de direitos como a liberdade de expressão, de proteção de direitos fundamentais, de direitos do consumidor. O que a gente teve foi uma proposta de consulta pública unilateral, com um viés dado para o ponto de vista e para os interesses do governo, sem nenhuma discussão dentro do CGI”, denuncia Lefevre. O CGI foi criado em 1995, para regulamentar o serviço de comunicação da internet, que à época, deveria ser tratado de maneira distinta dos serviços de telecomunicações. Em 2003, no início do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um decreto especificou que o Conselho teria a participação de membros de vários setores, como acadêmicos e entidades do terceiro setor, além do próprio governo. A consulta pública lançada pelo governo não foi informada ao Comitê, que fará a primeira reunião de sua nova gestão na próxima sexta-feira (18). Para Lefevre, a iniciativa é uma tentativa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicação de possibilitar a entrada das operadoras de telecomunicação no CGI e flexibilizar debates como o da neutralidade na rede. “Não é positivo tratar desse assunto de forma unilateral e com pressa. E que pode se ‘inviezar’ para o interesse privado das empresas em um contexto de internet das coisas [resolução para caracterizar novos equipamentos como tv’s e aparelhos domésticos, que estão conectados à internet], que coloca os usuários em uma situação de vulnerabilidade muito grande”, afirma.

Confira alguns trechos da entrevista:

Brasil de Fato: Como o Comitê recebeu a decisão do governo de criar uma consulta pública para a reestruturação do órgão? 
Como a consulta foi lançada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, Inovações e Comunicações, especialmente coordenada pela SEPIN (Secretaria de Políticas de Informática), nós ficamos muito surpresos, porque esse assunto havia sequer sido cogitado no CGI. Nós não discutimos isso anteriormente. Na segunda-feira, nós recebemos um e-mail do coordenador da [Secretaria de Políticas de Informática], Maximiliano [Martinhão], dizendo que o governo estava pensando em fazer essa consulta pública, para fazer uma revisão no CGI e que esse assunto seria pauta da nossa reunião agora, na próxima sexta-feira (18). A princípio foi uma quebra na forma de comunicação, de trabalho e tratamento do tema pelo CGI e depois surpreendeu também porque, de acordo com o Marco Civil da Internet, quando a lei trata da atuação dos poderes públicos, ele fala que a governança da internet deve se dar de forma multiparticipativa, com a participação do governo, do terceiro setor, das empresas e da academia. O que a gente teve foi uma proposta de consulta pública unilateral, com um viés dado para o ponto de vista e para os interesses do governo, sem nenhuma discussão dentro do CGI.
Como o órgão deve reagir a essa consulta?
A minha pretensão, como representante da PROTESTE, a associação de consumidores e de todas as organizações que integram a coalizão Direitos na Rede, e outras entidades que votaram em mim no processo eleitoral, que foram 36 entidades da sociedade civil, é de que o governo suspenda essa consulta pública nesse momento, até porque ela tem um prazo para a contribuição da sociedade muito curto, de 30 dias, quando a gente está falando de um assunto bastante complexo. É uma consulta pública que não está respaldada como geralmente se espera que aconteça: por um documento, um estudo, com reflexões, indicadores e tudo, a respeito da atuação do CGI. Na minha avaliação, o governo está extremamente empenhado em rever pontos que são fundamentais para nós da sociedade civil, no Marco Civil da Internet. Por exemplo, a neutralidade da rede, que é a garantia que está expressa na lei, para que todos os dados, independente de ser uma empresa, ou pessoa física, se for algum texto de caráter político ou religioso, recebam o mesmo tratamento. Isso é o que está na lei. Mas parece, pelo que está falando em matérias o Maximiliano Martinhão, que a previsão sobre neutralidade no Marco Civil da Internet, está obsoleta e que isso pode atrapalhar negócios, especialmente negócios relacionados à internet das coisas, e o governo está fazendo um plano nacional de internet das coisas. Está muito com uma visão de mercado. Outra questão que incomoda bastante o secretário, que já se pronunciou diversas vezes publicamente, são as garantias que dadas no Marco Civil da Internet, para que os usuários deem o consentimento expresso e informado para a utilização de seus dados pessoais. Para ele é um entrave para os novos negócios de internet das coisas. Ele sabe que com a configuração que o Conselho Gestor da Internet tem hoje, dificilmente ele vai conseguir interpretações a respeito desses aspectos, no sentido de relativizar esses direitos. Até porque foi o CGI, que ainda em 2009, editou uma resolução com decálogos de princípios para a governança na internet, onde essas questões são abordadas e serviram de inspiração para o Marco Civil da Internet.
 
O Comitê deverá ter ações específicas contra a consulta?
O que nos surpreende e o que nós queremos agora discutir, é que esse fato se torna um precedente de quebra de um princípio importantíssimo que está no Marco Civil, que é a garantia da governança democrática, da governança multiparticipativa. Essa quebra, para nós, é algo que sinaliza de uma forma muito negativa. E está declarado que há influência das teles.

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João Alfredo, um dos pontos mais tradicionais da Cidade Baixa. Foto: Guilherme Santos/Sul21

Da Redação

A Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente expediu nesta sexta-feira (18) uma recomendação ao prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior (PSDB), para que implemente um plano de intervenção no bairro Cidade Baixa em no máximo 30 dias.

Conforme os promotores, o documento decorre de inúmeras reclamações dos moradores da Cidade Baixa inconformados com o horário de funcionamento de casas noturnas – 2h da madrugada nos finais de semana e vésperas de feriados e até a 1h nos demais dias da semana, com tolerância de 30 minutos. Os moradores afirmam, ainda, que no bairro há estabelecimentos noturnos clandestinos ou com funcionamento em contrariedade com os respectivos licenciamentos, além de aglomeração de pessoas nas madrugadas, que causam grande perturbação de sossego.

A intervenção recomendada pelo MP deverá contemplar, dentre outros pontos, a revisão do Decreto Municipal 17.902/2012, para: limitar o horário das atividades de bares, restaurantes, cafés e lancherias no Bairro Cidade Baixa, em qualquer dia da semana, até a meia-noite; a fiscalização e adoção de todas as providências cabíveis para impedir a atuação de comerciantes ambulantes no bairro, em especial no período noturno; e a suspensão da expedição de alvarás provisórios para bares, restaurantes, cafés e lancherias no bairro, enquanto não forem sanados os problemas relatados na recomendação e enquanto não forem reavaliados os estabelecimentos que exercem essas atividades, no que se refere a aspectos de controle de polarização e de vagas de estacionamento. O Município deverá, também, reavaliar todos os alvarás provisórios e definitivos vigentes no bairro Cidade Baixa.

Outro ponto da recomendação sugere que o prefeito determine, por meio de suas secretarias competentes, a elaboração do Programa de Implantação para a Área de Animação, no Bairro Cidade Baixa, com a participação dos setores envolvidos e dos fóruns de planejamento municipal, em prazo de 360 dias, e que mantenha, por meio da EPTC, ações de fiscalização dos veículos que utilizam som e que obstruem as vias públicas do bairro. Além disso, que fiscalize todas as atividades de entretenimento noturno na Cidade Baixa em relação aos alvarás emitidos pela SMIC e ao licenciamento ambiental, coibindo atos que atentem ao sossego público, à segurança e à limpeza urbana. Por fim, pede que seja criado um canal de diálogo permanente com os moradores do bairro.

A recomendação é um instrumento extrajudicial que busca advertir para responsabilidades e promover a melhoria dos serviços públicos. Para os promotores, o bairro Cidade Baixa vem sofrendo, desde 1999, um grave processo de desregulamentação em relação a outras áreas da cidade.

Com parlamentarismo, Brasil seria governado pelo mesmo Congresso que elegeu Eduardo Cunha. Gustavo Lima/Câmara dos Deputados

O parlamentarismo volta a ser apresentado como solução política para o Brasil. A articulação, liderada pelo PSDB, faz lembrar o ano de 1961, quando um “acordo” permitiu a posse de João Goulart, sob a condição de se implantar o sistema que retirava os poderes do presidente. O pretexto dos mudancistas da época era tirar o país da crise após a renúncia de Jânio Quadros.

O ex-presidente do PSB, Roberto Amaral, define a ideia de um parlamentarismo brasileiro, tanto nos anos 60 do século passado como hoje, de maneira objetiva. “No mundo, é um sistema de governo. Mas, no Brasil, é um instrumento de golpe, como foi na crise da posse de João Goulart. Sem discutir o parlamentarismo como tese, mas no nosso país é um instrumento que visa a impedir que as massas possam influir na composição do poder, quando vota para presidente.”

Amaral lembra que o sistema foi rejeitado três vezes no Brasil: em plebiscito realizado em 1963, ainda sob o governo Jango; na Constituinte de 1988, quando o Congresso Nacional optou pelo presidencialismo; e em novo plebiscito, realizado em 1993, quando 55,4% dos eleitores novamente escolheram o presidencialismo, contra apenas 24,6%.

A população brasileira mal sabe que o parlamentarismo significa transferir a chefia de Estado a um primeiro-ministro, ou seja, ao Congresso Nacional. Se houver plebiscito, e portanto uma campanha em que os eleitores sejam esclarecidos, é praticamente impossível que a ideia passe pelo crivo popular. “A ideia teria uma rejeição muito grande, porque seria entregar o orçamento público para um parlamento como o atual. É uma loucura completa”, diz o analista político Antônio Augusto de Queiroz, do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).

Roberto Amaral lembra que o histórico recente da Câmara dos Deputados seria um péssimo cabo eleitoral para os defensores da mudança de sistema hoje. “No parlamentarismo, quem governa é o Congresso. Se transferirmos os destinos do país ao parlamento, seríamos governados por esse Congresso que está aí, que elegeu Eduardo Cunha, que tem cerca de 300 a 400 personagens respondendo a processo, e que é controlado pelo poder econômico. Um Congresso sem representação e legitimidade, que legisla de costas para a população”, avalia. “Podemos ter um Congresso em conflito com o presidente como tivemos com a Dilma. Vai ser uma sequência de golpes. E outra questão crucial é a fragilidade dos partidos brasileiros, que não têm controle sobre suas bancadas.”

Sabendo das dificuldades de defender a ideia junto à população, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) propõe a adoção do parlamentarismo – segundo ele a partir de 2022 –, mas sem plebiscito. Segundo ele, no seu partido há quem defenda a necessidade de consulta popular, do que ele discorda. “Na minha opinião, não (precisa de plebiscito)”, disse, no dia 9, após reunião da Executiva Nacional do PSDB. O senador afirmou que a adoção do voto distrital misto já em 2018 seria o primeiro passo para a transição de sistema.

Uma pesquisa divulgada na segunda-feira (14) pelo Instituto Paraná Pesquisas revelou que 59,6% dos brasileiros (consultados pela internet) não sabem sequer o que é parlamentarismo e 46,4% rejeitam a mudança, contra 39,4% a favor. “Os parlamentaristas nunca se deram ao trabalho de explicar, porque, se explicar, aí que a população fica contra”, ironiza Amaral.

Oportunismo

Para o cientista político do Diap, Antônio Augusto de Queiroz, a estratégia do PSDB tem um caráter claro. “É um oportunismo. Por que eles não levantam esse tema por ocasião das campanhas eleitorais, assumindo que são parlamentaristas quando disputam as eleições?” Na sua opinião, os tucanos tentam “arrumar uma saída e, concluído o mandato de Temer, garantir o poder de qualquer jeito lá na frente”.

Mas ele avalia que as dificuldades não serão pequenas para a ideia avançar. Isso porque muitos políticos são defensores da tradição presidencialista, independentemente de sua ideologia. Ele lembra que o DEM (como antigo PFL) desemprenhou papel importante a favor do presidencialismo, na campanha de 1993. Como o PT, o PDT é outro que defende o sistema atual.

Já o PMDB deve apoiar o parlamentarismo, avalia Queiroz, uma vez que Michel Temer está apoiando o sistema. Mas, mesmo assim, a proposta não deve passar. “Teria uma rejeição muito grande. Não há ambiente para a mudança, porque os parlamentares têm outras prioridades e não vão dar um segundo golpe sequenciado.”

Seja como for, a própria mudança em si já projeta discussões jurídicas. A tese do senador Tasso Jereissati de que não é necessário um plebiscito está longe de ter respaldo na interpretação da Constituição. Para o tucano, uma proposta de emenda à Constituição (que precisa de 308 votos nas duas casas legislativas) é suficiente.

“Se o parlamentarismo foi rejeitado em plebiscito, só um plebiscito poderia decidir a questão. A população se pronunciou em plebiscito, que é maior que emenda. E eu levanto mais uma coisa: se o pronunciamento plebiscitário sobre o texto de 1988 não a torna a decisão cláusula pétrea, na vigência da atual Constituição”, avalia Roberto Amaral.

Em 1961, o primeiro gabinete parlamentarista “reuniu representantes dos principais partidos – o PSD, o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e a União Democrática Nacional (UDN) –, tendo à frente o primeiro-ministro Tancredo Neves, do PSD”, conforme lembra a Fundação Getúlio Vargas.

sul21.

 

Vídeo acima com Milton Mota(secretário de agricultura), Roberto Tavares(presidente da Compesa), Roberto Leão(deputado estadual), Sebastião Oliveira(secretário de transporte). Acesse veja na íntegra.

               

Vídeo acima mostra pronunciamentos do Governador de PE: Paulo Câmara e do prefeito de Santa Terezinha-PE: Geovane Martins.

“Visitamos obra da adutora, temos um investimento de mais de R$ 300 milhões de reais. Estará entrando no estado 2800 novos policiais,  400 agentes, 140 delegados da polícia civil. Todas as cidades de PE terão um delegado fixo”.  Acesse e assista todo pronunciamento.

Ações executadas pela Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária somam R$ 4,5 milhões em investimentos. Cumprindo agenda administrativa na Região do Pajeú, o Governador Paulo Câmara e o Secretário de Agricultura e Reforma Agrária, Nilton Mota, acompanhados dos Prefeitos Adelmo Moura de Itapetim; Tânia, de Brejinho; Evandro Valadares, de São José do Egito; Vandinho de Danda, de Santa Terezinha, demais Prefeitos, Vereadores e lideranças da região, além do Secretário de Habitação Kaio Maniçoba; do Secretário de Transportes Sebastião Oliveira; dos Deputados Estaduais Romário Dias  e Rogério Leão; do Presidente da Compesa Roberto Tavares; e do Secretário Executivo da Casa Civil, Marcelo Canuto, entregaram obras hídricas e assinaram ordens de serviço para garantir água de qualidade nas casas de moradores da zona rural, bem como para a produção de alimentos e a criação de animais. Mais de 5 mil pessoas nos municípios de Brejinho, Itapetim, São José do Egito e Santa Terezinha foram beneficiadas com sistemas simplificados de abastecimento e autorização para a construção de barragens.

Em Brejinho, as obras incluíram a inauguração de um sistema simplificado para atendimento às comunidades de Muçambê e Caldeirão, com investimento de R$ 862.278,49, beneficiando 650 pessoas. Também foi emitida ordem de serviço para construção de três barragens nos sítios Mulungu, Degredo e Caldeirão. Haverá ainda a implantação de um sistema adutor com extensão de três quilômetros na comunidade de São Miguel, para abastecimento humano e produção rural. 

Em Itapetim, será construído um sistema simplificado para as localidades de Sítio Serrinha, Sítio Maniçoba, Sítio Recanto, Cacimba de Pedra e Aroeira, no valor de R$ 450 mil, beneficiando cerca de 375 pessoas. Além do equipamento, três barragens serão implantadas nos sítios Logradouro, Poço Escuro e São Vicente, atendendo a 1,5 mil pessoas. 

As comunidades de Mulungu, Bom Nome e Mandim, em São José do Egito, receberam um sistema de abastecimento, com somas superiores a R$ 1,2 milhão, beneficiando 900 pessoas. Outros dois equipamentos serão construídos em Santa Terezinha, contemplando os moradores de Sítio Alves, Sítio Barriguda, Sítio Macaco e Sítio Pedra D’água. “Pernambuco vem fazendo a diferença, apesar do momento de crise. São ações de grande impacto social na vida dessas pessoas, que antes sofriam com a escassez de água. Símbolo do compromisso do Governador com a população que mais precisa”, pontuou Nilton Mota.

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    Nesta sexta-feira (18.08), o Governador do Estado Paulo Câmara e sua comitiva estarão vindo visitar obras em andamento em Santa Terezinha- PE. 
      Com a seguinte programação: Às 2:30 a população está convidada para se reunirem ao lado da Escola do Estado, onde sairão para encontrarem as autoridades na adutora em Riacho do meio às 16 hs. Em seguida estarão vindo para Santa Terezinha,  onde na oportunidade o governador e demais autoridades visitarão a obra da quadra poliesportiva da EREM, que por sinal se encontra parada e em seguida visitará a Escola Municipal José Paulino de Siqueira.
       Todos estão convidados para participarem do evento.

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