Lojas Surya

Óticas Olhar Brasil

Supermercado

Seg Vida

 
Carlos-Bezerra-Jr

“Esse governo serve aos empresários e dá as costas para o trabalhador”, diz Carlos Bezerra Jr.

Os tucanos precisam deixar a base de apoio do governo Michel Temer (PMDB) se quiserem ser “coerentes”. É o que defende o deputado estadual Carlos Bezerra Jr. (PSDB-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

O PSDB é a principal base de sustentação de Temer no Congresso Nacional, mas as lideranças do partidos estão divididas quanto ao rompimento. Parte dos tucanos quis aguardar o resultado do julgamento da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que livrou o peemedebista da cassação, e uma reunião do diretório nacional será realizada nesta segunda-feira 12, em Brasília.

“Nós não estamos diante de uma bifurcação, nós estamos diante de um único caminho: a saída do governo. Ficar é ser incoerente, é andar na contramão da história. A maioria da população brasileira não aprova esse governo e não aprova as práticas desse governo”, disse Bezerra Jr.

O tucano ainda criticou pontos da reforma trabalhista proposta por Temer, disse que urgente no País é a reforma política e sugeriu que o governo resgate um projeto do então senador Fernando Henrique Cardoso sobre taxação de grandes fortunas.

CartaCapital: O senhor é a favor do desembarque do PSDB do governo Temer?

Calos Bezerra Jr.: Eu sempre defendi que o PSDB jamais participasse desse governo. Ajudar o Brasil em reformas e iniciativas que possam vir a dinamizar a economia e mitigar problemas sociais graves é uma coisa. Esse deve ser o compromisso do PSDB. Mas participar desse governo nunca fez sentido para mim.

Não existe dúvida quando há evidências. Ficar no governo Temer, mesmo com a absolvição da chapa no julgamento do TSE, é dar abraço de afogado. Esse governo vem nadando em um mar de escândalos desde que assumiu. Seis ministros tiveram que deixar o governo depois de terem os nomes envolvidos em denúncias de corrupção.

Não espero que a absolvição dê algum crédito a esse governo. Ao contrário, ele não se sustenta mais e sequer poderá comemorar esse resultado. Não acredito que seja o TSE a influenciar na decisão do partido, mas sim a sanidade que nos resta. 

CC: Qual deve ser a decisão do partido? 

CBJ: Há um claro posicionamento da militância de base do partido e da nova geração de parlamentares na direção do desembarque. A reunião do diretório estadual [no último dia 5] deixou claro que a maioria do partido é contrária à permanência nesse governo.

CC: Nessa reunião, o prefeito de São Paulo, João Doria, disse ser contra o rompimento do PSDB com o governo porque, para ele, “o inimigo é o PT”. Como essa declaração foi recebida no partido?

CBJ: Era uma reunião do diretório na qual estavam presentes parlamentares, prefeitos, membros do partido. Todos nós estávamos nessa reunião como militantes, todos falávamos como militantes. Em um espaço democrático como é o diretório, cada um, como militante, expressa a sua opinião. Então ele expressou a opinião dele, democraticamente, eu expressei a minha, contrária, democraticamente. O que foi definido é que o presidente estadual do partido, Pedro Tobias, vai levar ao encontro da executiva nacional [nesta segunda-feira 12] a decisão da maioria do diretório estadual, que é pelo rompimento com o governo. Nós não estamos diante de uma bifurcação, nós estamos diante de um único caminho: a saída do governo. Ficar é ser incoerente, é andar na contramão da história. O que esperam de nós neste momento é uma decisão em sintonia com o desejo da maioria da população brasileira. E a maioria da população brasileira não aprova esse governo e não aprova as práticas desse governo. Eu não acredito que um partido com a história que o PSDB tem vai querer ser lembrado como aquele que apoiou um presidente investigado por corrupção passiva, obstrução a investigação e participação em organização criminosa. E, ainda, como aquele que apoiou um governo que até aqui se prestou a servir aos empresários e dá as costas para o trabalhador.

CC: O senhor falou em coerência. Existe uma movimentação para antecipar a eleição da presidência nacional após os escândalos envolvendo o atual presidente, senador Aécio Neves?

Continue lendo

Desmatamento

Dossiê de 2017 do WWF aponta o avanço da grilagem de terras

Segundo o Ministério do Meio Ambiente do Brasil (MMA):

“O Acordo de Paris foi aprovado pelos 195 países Parte da UNFCCC para reduzir emissões de gases de efeito estufa (GEE) no contexto do desenvolvimento sustentável. O compromisso ocorre no sentido de manter o aumento da temperatura média global em bem menos de 2°C acima dos níveis pré-industriais e de envidar esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais”. 

Um aspecto inteiramente novo nesse acordo diz respeito ao financiamento climático. O acordo determina que os países ditos desenvolvidos deverão investir 100 bilhões de dólares por ano em medidas de mitigação dos impactos sobre o clima em países em desenvolvimento. O objetivo desse aspecto, por mais que possa parecer, não é de punir os países desenvolvidos, mas de compensar pelos impactos ambientais que estes causaram durante toda sua trajetória industrial.

O ônus de se engajar em acordos como o de Paris, dado o custo econômico e social da mudança estrutural em relação ao meio ambiente para países periféricos, seria mitigado por esse financiamento. Sem contar nas vantagens em termos de avanços de pesquisa e inovação relacionados às alternativas energéticas, de transporte, consumo etc., que refletiria por todo o mundo. No entanto, na contramão do mundo, o presidente dos EUA Donald Trump anunciou no dia 1 de junho de 2017 a saída do país do Acordo de Paris. A justificativa de Trump foi que o acordo concede aos outros países vantagens sobre a indústria americana e destrói empregos nos EUA. Em suas palavras: “Eu fui eleito para representar os cidadãos de Pittsburgh, não os de Paris“.

Continue lendo

No dia 15 de junho o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco, desembargador Antônio Carlos Alves da Silva e a diretora-geral, Isabela Landim, farão a inauguração de novos postos de recadastramento biométrico nas cidades de Santa cruz da Baixa Verde, Calumbi e Santa Terezinha. Na quinta-feira (15), O TRE-PE inaugura o posto de recadastramento de biometria, em Santa Terezinha, às 17 horas, que tem 8.289 mil eleitores.Na sexta-feira inaugura o posto de recadastramento da cidade de Santa Cruz da Baixa Verde, às 10 horas, com a previsão de que 9.815 mil eleitores compareçam para recadastrar. E na cidade de Calumbi, às 12 horas, onde o total do eleitorado é 6.459 mil.De acordo, com a diretora-geral, Isabela Landim, a importância da inauguração desses novos postos de biometria, “é agilizar o recadastramento do eleitorado nesses municípios, facilitando a vida do eleitor que não precisará se deslocar para a sede da zona”. A instalação de todos os postos com o início da realização da biometria em 2017 e conclusão em maio de 2018. Nesse ciclo está previsto 38 municípios. O cadastro biométrico tem como objetivo que os eleitores sejam identificados através das impressões digitais tornando as eleições mais seguras e evitando fraudes.Os atendimentos nos postos de biometrias serão de segunda a sexta, a partir das 8 horas às 14 horas.
blogdocauerodrigues

A respeito a matéria publicada em  blogs pagos pelo prefeito de Carnaiba, Anchieta Patriota, intitulada : “Em Carnaíba, quatro vereadores propõem 13º para o legislativo”.

Vimos pelo presente explicar:

Vereadores também podem ter o 13º salário, que é lei   dentro dos limites de remuneração previstos na constituição  Federal, inclusive o da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Essa foi a resposta do Tribunal de Contas  de Pernambuco (TCE) a uma consulta feita  pelo Presidente da Câmara de Vereadores do município de Betânia, Durvanil Barbosa de Sá Júnior.

Segundo a Conselheira e Relatora do Processo, Teresa Duere, “em ano que houver eleições, o 13º salário dos vereadores para a Legislatura seguinte devem ser fixados antes da data do pleito, em observância ao principio  da anterioridade”, ou seja, se aprovado nessa Legislatura, será válido apenas para a Legislatura que assumir a partir de 2021. Portanto a Mesa Diretora da Câmara de Carnaiba pede para que o chefe do Poder Executivo Anchieta Patriota, pare de vender MENTIRAS postando em blogs que são meramente pagos por ele para tentar confundir a população carnaibana,  e aja com a verdade. POIS EM MOMENTO ALGUM FOI PROPOSTO AUMENTO DE SALÁRIO. Para o presidente Neudo da Itã, ninguém pode Legislar em favor próprio.O prefeito Anchieta Patriota, ainda inconformado com a derrota de seu filho Victor Patriota, que perdeu a Presidência da Casa para o socialista Neudo da Itã, continua com a sua velha politica, querendo comandar a câmara, que é um poder independente da prefeitura. Desde quando o socialista Neudo da Itã assumiu a Presidência não parou mais de receber ameaças e perseguições por parte do Poder Executivo.O objetivo do Projeto apresentado pelos vereadores Aloisio Lisboa Silva (PR), Gleybson Martins (PDT), Anchieta Crente (PR) e do Presidente Neudo da Itã, era de apenas regularizar a forma de pagamento dos vereadores futuros e não para essa atual Legislatura.

PERGUNTAR NÃO FAZ MAL:
Ao invés do prefeito querer diminuir salário dos servidores, mais pobres do nosso município, porque não inicia o exemplo em casa, reduzindo o salário de sua nora esposa do vereador Victor Patriota, lotada como Biomédica no Hospital Dr. José de Souza Dantas Filho, nomeada por ele e o filho que é médico na UBS 1, assim como a Primeira Dama Cecilia Patriota, Gerente Regional da GRE- Afogados da Ingazeira, além de suas duas filhas que são servidoras do estado e que todos  ganham seus exorbitantes salários, assim, dando oportunidade ao povo sofrido dos quatro cantos do município Carnaibano. Ao contrário do Projeto que ele apresentou reduzindo o valor das diárias dos funcionários municipais, como por exemplo de um motorista que viaja até o Recife e ganha atualmente  R$ 100,00 a diária, o projeto criado por Anchieta está reduzindo para R$ 80,00. Enquanto entra tanto dinheiro em sua casa, ele quer retirar o pouco que o servidor publico recebe.O projeto em discussão da Câmara sobre o 13º Salário, foi simplesmente apenas apresentado em Plenária e não votado como ele afirmou, faltando com a verdade e tentando confundir a cabeça da população de Carnaiba.Nós da Oposição repudiamos as atitudes que vem agindo o atual prefeito Anchieta Patriota, com o seu  jeito ultrapassado, perseguidor e coronelismo de fazer politica.

Atenciosamente;
Neudo da Itã (Presidente)

Anchieta Crente (Vice Presidente)

Gleybson Martins (1º Secretário)

Aloiso Lisboa Silva (2º Secretário)

Resultado de imagem para voto e politização

Carta Maior 

Rua, voto e politização do desenvolvimento

O país é melhor do que a matilha que o tomou de assalto e mastiga seu futuro e sua esperança pelo pescoço. A equação do desenvolvimento é mais diversa, mais flexível, por certo mais criativa do que querem nos convencer o dinheiro, sua bancada, os jornalistas que incorporam os direitos sociais à pauta da ameaça aos livres mercados. O ultimato conservador teme a amplitude da luta pelo desenvolvimento que transborda em soberania e justiça social.Ela já produziu um Tiradentes, um Prestes, um Getúlio, um Juscelino, um Vargas, um Lula, um Stédile um Boulos e a Carta de 88 que os unifica.A concordata de direitos sociais por vinte anos, conforme a PEC do Teto, ou para sempre –como ameaçam as reformas na Previdência e na CLT, omite alternativas fiscais sequer toleradas como reflexão pela mídia conservadora.Há múltiplos de dezenas de bilhões de reais celibatários na economia dissociados de um direcionamento virtuoso.Eles poderiam gerar as riquezas e serviços dos quais a sociedade carece, a partir de uma repactuação desenvolvimento com a equação tributária que ele requer.Estudos do Senado brasileiro mostram que, em 2016, R$ 334 bilhões em lucros e dividendos foram apropriados por pessoas físicas das faixas de renda mais altas.

Sem qualquer tributação.

O governo do PSDB isentou esses ganhos em 1995 e assim permaneceram no ciclo de presidências progressistas.

A simples volta da tributação dos mesmos 15% injetaria R$ 60 bilhões por ano aos cofres públicos.

Não é pouco.

Por exemplo: estudos do BNDES divulgados pelo jornal Valor mostram que o déficit metroviário brasileiro é de cerca de 1.200 km.Toda a malha disponível limita-se a 300 km, sendo a metade da existente na cidade de Xangai que fez 600 km de metrô nas últimas duas décadas.Construir 1.200 kms de metrô custaria cerca de R$ 167 bilhões, segundo a CNT: ou menos de três anos da receita prevista com a taxação de 15% sobre lucros e dividendos.Quatro anos desse imposto permitiria agregar à expansão metroviária uma teia de corredores expressos de ônibus e linhas de VLTs (veículos leves sobre trilhos).O conjunto reduziria substancialmente os gargalos existentes e evitaria outros novos nos adensamentos metropolitanos onde vive a maioria dos brasileiros.Matrizes equivalentes, de receitas vinculadas à superação de colapsos paralisantes, aguardam uma repactuação democrática do futuro que a população aspira. A volta da CPMF com destinação exclusiva à saúde é a ilustração mais conhecida. Extinta em 2007 pelo Congresso, uma represália do PSDB à reeleição de Lula em 2006, sua retomada com alíquota de 0,38% propiciaria investimentos adicionais da ordem de R$ 65 bilhões por ano. Recursos públicos à saúde sofreram uma redução de 0,93% no Brasil entre 2013 e 2014. Atingiram um total de R$ 290,3 bilhões. O valor per capita é 70% inferior à média dos países desenvolvidos.Sobre esse piso insuficiente pretende-se agora aplicar um teto de gastos que congelará seu valor real por vinte anos. Com uma contribuição de R$ 0,38 centavos em um cheque de R$ 100 reais, ou R$ 3,80 em um de R$ 1000,00 –apenas para exemplificar– o subfinanciamento seria revertido em aumento de 20% no orçamento do SUS. Educação, pesquisa e tecnologia – essenciais a um ciclo sustentável de crescimento—tem igualmente opções de oxigênio extra.

Continue lendo

Temos assistido nos diversos meios de comunicação, a insatisfação da sociedade com a classe política em nosso país.Os descasos com a administração pública, é público e notório, e a sociedade está contaminada com este cenário de faz de conta.Os meios de comunicação, sempre ligados a grupos políticos, perdem a sua essência deixando de exercer um papel relevante para com a sociedade no que se diz respeito às políticas públicas.Precisamos refletir sobre a participação popular nas esferas de Governos, independente da situação ou posição política partidária.
O cidadão precisa entender que o seu papel neste cenário mudou.
Que ele deixa de ser um simples eleitor e passa a exercer o direito à participação nas políticas públicas a partir dos Conselhos existentes nas várias esferas do poder.No caso dos Municípios, os Conselhos são formados por membros do Poder Público Municipal “Prefeituras” e membros da sociedade.Têm como objetivos participar dos planos de Ação a serem desenvolvidos, através de reuniões periódicas onde discutem os planos, acompanham a sua execução, avaliam e apresentam novas diretrizes e sugestões para maior eficácia das políticas públicas.É necessário que os Conselheiros tenham conhecimento do seu papel e procure exercer de acordo com o conselho que participa.De que forma? Tomando como exemplo o Conselho do Fundeb, qual a sua responsabilidade?
Acompanhar as receitas do Fundeb, controlar a aplicação dos recursos, quanto chegou e como estão sendo gastos. Você sabe que 60% dos recursos do FUNDEB é para pagar o salário dos Professores que lecionam no ensino Fundamental? O Conselheiro precisa saber para poder acompanhar;
 
• Você sabe que o restante, 40%, é para pagar o salário de outros profissionais da escola, aquisição de equipamentos escolares e material de expediente? Isto o Conselheiro também deve saber.

Continue lendo

                                                         

Resultado de imagem para Em que circo vive o Brasil

4

Senhores espectadores da plateia, mirem o picadeiro. O espetáculo já começou e passou dias de apresentação no Tribunal Superior Eleitoral. Juízes bateram cabeça no melhor estilo comédia pastelão. Argumento “falacioso” de um lado. “Índios não contactados da Amazônia”, do outro. Piruetas verbais superaram, em muito, as expectativas.

Roberto Jayme/Ascom TSE

Sob os holofotes de toda a mídia, a seleção da toga não mediu esforço para brilhar, ao vivo e “online”, em transmissões na maior parte do tempo simultâneas para a Nação assistir a qualquer momento e não perder um lance. Faz muito tempo que os senhores magistrados, de qualquer quadrante, decidiram pontuar suas modorrentas falas e julgamentos com um verniz político que vai muito além da letra da lei. Serve à audiência. Ajuda no clima de “fla-flu” que ganha torcida aguerrida a cada golpe e contragolpe. Não é de hoje, realmente, que a politização do Judiciário – digamos assim – se converteu numa regra e transformou as sessões de debate em shows à parte. A tal ponto que mesmo gracejos são permitidos. Em determinado momento da audiência que avaliou o destino da chapa Dilma-Temer, para estupor geral, os “inferninhos” entraram no meio. Cabaré daqui, casas noturnas denunciadas de lá, eis que o presidente da Corte, Gilmar Mendes, indagou ao relator: “E Vossa Excelência não deve fazer investigações (nesses locais)?”.

Continue lendo

Resultado de imagem para Política é o melhor negócioResultado de imagem para Política é o melhor negócio

Com uma única assinatura ou conversa, eles ganham mais do que ganhei numa vida de trabalho duro

Eu adoraria ser corrupto. Estaria rico. Minha formação impediu. Erro dos meus pais? Talvez tenha frequentado demais a igreja quando criança. Pior: tenho aura de santo. Ninguém nunca me fez alguma proposta desonesta e vantajosa. Ninguém quis me comprar. Minto. Tive uma tentativa de suborno, profissionalmente. Trabalhava em uma grande revista de circulação nacional. Meu chefe pediu uma nota sobre um empresário que anunciara, de forma divertida, que pretendia vender uma fazenda. Fui até ele. Entrevistei. Ele pediu para conversar mais um pouco. Segundo acreditava, se a nota saísse na revista, certamente venderia a fazenda. E me ofereceu um carro.

– Não, não – protestei igual a uma noviça diante de um tarado.

Voltei à redação da revista e conversei com meu chefe.

– Não podemos dar a nota, porque ele tentou me subornar.

– Mas é ótima! – insistiu o chefe.

– Ficarei numa situação muito difícil. E se mandar o carro?

Pronto, não saiu a nota, não houve carro. Tive a sensação de dever cumprido e continuei com meu ferro-velho. Continue lendo

Resultado de imagem para Seu bolso

Vivemos um período de instabilidade e isso vale para as contas das famílias também. Governo à deriva, reformas no aguardo de alguém que reassuma o leme. A instabilidade afeta os mercados (tanto que levou a Bolsa de Valores de São Paulo a acionar o circuit breaker de interrupção dos negócios no dia seguinte à delação da JBS). Isso significa ações mais baratas, mas também que há gente abandonando o navio. Instabilidade traz insegurança no planejamento, que desestimula empresários e investidores a assumirem riscos, o que reduz a oferta de empregos e a demanda de serviços. Mais uma vez, o cenário é de uma economia em câmera lenta.

As estratégias para blindar as finanças exigem uma certa disposição, além de cautela e conservadorismo.

Nenhuma orientação é mais importante que trabalhar. Não se deixe paralisar pelas notícias. Proteste, mostre indignação, participe da transformação, mas trabalhe. O Brasil funciona há 517 anos, apesar de seus governos. Ao fazer o seu melhor diariamente, você agrega valor a uma economia sofrida e mostra que acredita nela.

Como trabalhar, se não há emprego? Trabalhe de graça, mas trabalhe. Ofereça degustações de sua capacidade, para que percebam seu valor e lhe deem a oportunidade depois de se certificarem de sua competência. Como demonstrar capacidade, se não a tenho? Então, antes de trabalhar, estude. Busque conhecimento do que importa saber em seu ofício. Comece por cursos gratuitos, pelo sistema S, por educação à distância. Agregue valor a você, enquanto não tiver condições de agregar valor à economia.

Adote um consumo flexível. Compre menos a prazo, compre em menores valores, compre com maior frequência. Não engesse seu orçamento, pois você não sabe se terá amanhã a renda que tem hoje – ou se a renda de amanhã valerá o que ela vale hoje.

Fuja das dívidas. Não se comprometa, a não ser consigo mesmo. Financiamentos? Não é hora de contratá-los, pois os juros estão em queda e ainda não há estímulo ao crédito, com pouca oferta. O crédito voltará quando a confiança voltar.

Seus investimentos devem ser conservadores. Em tempos de nervosismo, Bolsa de Valores vira cassino, e o jogo é para os experientes. Se estiver estudando o assunto, invista pouco em ativos de risco. Aproveite os ainda generosos juros da renda fixa – que, apesar de estarem em queda, ainda mantêm os ganhos do passado em razão da queda na inflação. Medo de o governo não honrar os títulos públicos? Desnecessário, pois o Tesouro Nacional mantém-se adimplente e tem a confiança de investidores. Quando os investidores não acreditarem mais, o governo terá de subir os juros. Não haverá sinal melhor do que esse de que estará chegando a hora de sair.

Cautela nas escolhas e dedicação nos levam a uma situação melhor no dia seguinte, mesmo que em meio a crises. Não se deixe contaminar.

época

Ricardo Mesquita afirmou aos investigadores ter conhecimento de que o governo vai editar medida provisória ou projeto de lei para resolver problema da empresa

O deputado federal Rodrigo Rocha Loures chega ao Brasil sob os gritos de "ladrão" (Foto:  Bruno Santos/Folhapress)

Em depoimento à Polícia Federal no inquérito que investiga o presidente Michel Temer (PMDB), o executivo da Rodrimar Ricardo Mesquita afirmou que o ex-deputado Rodrigo da Rocha Loures (PMDB-PR) era o interlocutor de Temer com o setor privado e que pediu ajuda de Loures para resolver problemas do setor portuário. O ex-deputado ficou conhecido como o homem da mala de Temer, após ter sido indicado pelo presidente à JBS como seu interlocutor e ter recebido R$ 500 mil em propina. O depoimento de Ricardo Mesquita corrobora a informação de que Loures falaria como representante do presidente.

A Rodrimar tem um pleito junto ao governo federal pela prorrogação da concessão de exploração de áreas no Porto de Santos, reduto de influência política de Temer. Em maio, Temer assinou decreto com mudanças em regras do setor portuário, mas a principal demanda da Rodrimar, a prorrogação de concessões obtidas antes de 1993, ainda não foi atendida. Em seu depoimento, Ricardo Mesquita adiantou ter informações de que o assunto será resolvido. “Segundo o declarante tomou conhecimento, será editada uma medida provisória ou um projeto de lei visando suprir especificamente essa lacuna do marco regulatório quanto aos terminais pré-93”, afirmou.

Mesquita relatou à PF que conheceu Rocha Loures em 2013, quando este era assessor de relações institucionais da vice-presidência, ocupada à época por Temer. Embora a vice-presidência não tivesse nenhuma atribuição para cuidar de assuntos relacionados à área portuária, houve uma orientação para procurar Rocha Loures, que falava por Temer.

Trecho do depoimento à PF do executivo da Rodrimar Ricardo Mesquita (Foto: Reprodução)

No depoimento, Mesquita conta que o setor portuário estava com dificuldades de discutir com o governo federal “algumas questões relacionadas à nova lei dos portos, editada em junho de 2013, seguida de decreto que a regulamentou”. Prossegue em seu depoimento: “Diante da dificuldade de acesso ao Palácio do Planalto e demais órgãos da estrutura do governo federal, o setor foi orientado a procurar por Rodrigo da Rocha Loures, uma vez que ele realizava a interlocução entre a vice-presidência da República e representantes do setor privado; que o declarante não sabe de quem recebeu a orientação para procurar por Rodrigo da Rocha Loures”.

Após essa orientação, Ricardo Mesquita contou à PF que “passou a ter contatos esporádicos com Rodrigo da Rocha Loures, sempre motivados pelo mesmo tema”. Segundo ele, já com Temer na Presidência da República, seu governo decidiu modificar marcos regulatórios de setores da infraestrutura e que, por isso, o setor portuário foi solicitado a enviar sugestões. O assunto inicialmente foi discutido no Ministério dos Transportes e depois enviado à Casa Civil, onde Rocha Loures passou a participar de reuniões e discussões. Nessa época, os encontros de Mesquita com Loures tinham “frequência praticamente semanal, visando à atualização quanto à tramitação do novo marco regulatório do setor portuário”.

Segundo Mesquita, ele ficou sabendo que a ampliação dos prazos para contratos anteriores a 1993 estava tendo dificuldades na discussão na Casa Civil e acionou Rocha Loures “pretendendo que ele, juntamente com outros interlocutores do setor portuário, como o senador Wellington [Fagundes PR-MT], agissem para resolver o problema”.

Um desses encontros uniu, durante as investigações da Lava Jato, a delação da JBS com a Rodrimar. Rocha Loures chamou Mesquita para encontrá-lo em uma cafeteria em São Paulo onde estava reunido com o diretor da JBS Ricardo Saud –antes de o executivo da Rodrimar chegar, Loures e Saud discutiam sobre pagamento de propina. Era 24 de abril de 2017. Mesquita encontrou os dois e conversaram sobre amenidades. Em seguida, Ricardo Saud, da JBS, os deixou a sós. A versão de Mesquita para a conversa que teve com Rocha Loures então: “Limitou-se à questão que envolvia o marco regulatório do setor portuário”.

Posteriormente, Loures sugeriu a Ricardo Saud que o pagamento de propina ocorresse via Ricardo Mesquita. O diretor da Rodrimar poderia, por exemplo, buscar o dinheiro em espécie em um endereço determinado pela JBS, mas Saud recusou essa proposta. Loures receberia o dinheiro pessoalmente. No dia 28 de abril, Rocha Loures teve um novo encontro com Ricardo Saud. O propósito: buscar uma mala contendo R$ 500 mil, a título de propina para resolver assuntos da empresa junto ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). O encontro foi em uma pizzaria em São Paulo. Nesse dia, Rocha Loures ligou para Ricardo Mesquita e pediu a ele que o encontrasse na pizzaria. Em seu depoimento, Mesquita disse que foi a uma unidade diferente da pizzaria, por isso não conseguiu encontrar Rocha Loures.

Em seu depoimento, Ricardo Mesquita afirmou que “nunca participou de operações envolvendo a atividade de apanhar valores em espécie no interesse de agentes políticos” e disse que “lhe soou estranho” ter sido indicado por Rocha Loures para receber valores em espécie. Questionado sobre as relações do dono da Rodrimar, Celso Grecco, com Temer, Mesquita disse que eles são “conhecidos”, mas que não são “amigos”.

Continue lendo

Isis Valverde vive a personagem Ritinha na novela A Força do Querer (Foto: Estevam Avellar/TV Globo)
Isis Valverde vive a personagem Ritinha na novela ‘A Força do Querer’: sandália rasteria, mochila de crochê, top e saia bordada ajudam a compor look sereia para trama de Glória Perez (Foto: Estevam Avellar/TV Globo)

A novela ‘A Força do Querer’, que estreou nesta de segunda-feira, 3, tem tudo para agradar as ‘musianes’ do litoral brasileiro e fãs do estilo praiano. É que a personagem Ritinha, vivida por Isis Valverde, promete encantar a turma da moda com seus looks coloridos e sensuais. Inspirada nas sereias, a personagem abusa de roupas coloridas e estampadas com desenhos do fundo do mar como conchas e peixes.Para dar um toque especial ao visual, a atriz fez questão de encomendar um amuleto feito sob medida para usar em todas as cenas. Assinado pela grife Benipardi, o escapulário é feito com pedras em tons de azul e branco e está avaliado em R$98 . “Para remeter ao sereismo, a inspiração foi o fundo do mar, e o uso de conchas é fundamental na composição do look e dos acessórios como cordões, pulseiras e tornozeleiras. Além de tons quentes da praia, o uso da técnica em tie dye promete voltar com força nesta temporada. No caso do amuleto de Ritinha, o tom roxo foi para neutralizar os acessórios,  já que ela tem um figurino colorido”, afirma a designer Ana Lu Reis.

Peças com bordados feitos à mão garantem feminilidade e delicadeza no visual. Além de muito top cropped e saias curtinhas, que deixam a barriga e as pernas de fora, Rita abusa de roupas em crochê e com recorte de ombro a ombro, garantindo um sex appeal extra. Veja looks usados por Isis Valverde na novela de Glória Perez e como adaptar o look com peças que já estão nas lojas. Inspire-se!

Isis Valverde (Foto: Estevam Avellar / Globo)Isis Valverde vive a personagem Rita na novela ‘A Força do Querer’: acessórios ajudam a compor look praiano  com estilo e sensualidade (Foto: Estevam Avellar / Globo)
Isis Valverde vive a personagem Ritinha na novela A Força do Querer (Foto: Estevam Avellar/TV Globo)Isis Valverde vive a personagem Ritinha na novela ‘A Força do Querer ‘: muitas cores nos looks garantem jovialidade e despojamento no visual praiano (Foto: Estevam Avellar/TV Globo)

Estudo aponta que levar o celular para a cama na hora de dormir é capaz de atrasar seu sono e afetar na qualidade dele; veja porque isso acontece

Luz do celular afeta produção de hormônio que induz o sono
shutterstock/Reprodução

Luz do celular afeta produção de hormônio que induz o sono

Quem nunca ficou mal humorado depois de uma noite de sono mal dormida que atire a primeira pedra. O cansaço e a sonolência do dia seguinte de quem passou a noite em claro ou teve o sono interrompido várias vezes são provas de que não dormir afeta diretamente a saúde mental e física do indivíduo. Mas será que você sabe exatamente o que pode estar provocando tudo isso? É difícil dormir tranquilamente quando se está com níveis de estresse altos ou não consegue adotar uma boa alimentação. Porém, estudos apontam que um outro vilão pode estar na sua mão agora: o celular . O uso do aparelho é capaz de atrasar a sensação do sono e provocar “diminuição do estado de alerta no dia seguinte, além de alteração na secreção hormonal de melatonina”, um dos principais fatores que garantem uma noite tranquila. Com o avanço tecnológico e a correria cotidiana de quem tem uma vida bastante agitada, muitas pessoas encontram nos smartphones praticidade para fazer quase tudo. Por isso, é tão comum pessoas carregarem o objeto para todos os lugares, inclusive, para cama. No entanto, ter esse hábito antes de dormir pode ser a causa mais importante das suas noites em claro.

Para garantir a regulação do sono , cientistas acreditam que devem ser considerados três fatores: a necessidade biológica de dormir, o horário em que se dorme – devido às associações de claro-escuro no ambiente-, e o fator comportamental – que se refere aos hábitos de cada um antes de dormir.

Pesquisa

Continue lendo

Começaram nesta quinta-feira (8), os serviços de restauração do trecho de 70 metros de extensão da PE-263, que liga Itapetim ao distrito São Vicente, no Sertão do Pajeú. Parte da rodovia foi arrastada pelas águas das fortes chuvas que caíram naquela região em abril deste ano, ocasionando o rompimento do açude próximo à via.Equipe contratada pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER), órgão vinculado à Secretaria Estadual de Transportes, iniciaram os trabalhos com equipamentos pesados na execução do novo aterro e atuam em horário integral, todos os dias, para que as obras sejam concluídas no prazo previsto de 30 dias, desde que não ocorram imprevistos. Nas próximas etapas serão realizados serviços de implantação da sub-base, base e aplicação da camada de asfalto, finalizando com a instalação da sinalização do trecho danificado. Enquanto isso, o tráfego local está fluindo através de um desvio paralelo ao lado da rodovia, com placas de advertência em todo segmento.Essa iniciativa demonstra, mais uma vez, a sensibilidade e agilidade do Governo do Estado em resolver os problemas enfrentados pela população pernambucana, através da reconstrução do trecho danificado, que prejudicou a mobilidade dos itapetinenses de São Vicente, garantindo dessa forma o direito de ir e vir das pessoas. Curiosidades – De acordo com a Lei de nº. 13.912, de 19 de novembro de 2009, sancionada pelo ex-governador Eduardo Campos, denomina-se “Rodovia do Repente” o trecho da PE–263 que vai do Trevo do Ambó, no município de Itapetim, até o limite da divisa de Pernambuco com a Paraíba. O município é conhecido como Ventre imortal da poesia, onde nasceram grandes poetas repentistas, tendo como principais atividades econômicas a agricultura, a pecuária e o comércio. Possui uma população atual de  aproximadamente 14,2 mil habitantes e a cidade sede está distante 416 km da Capital Recife.

Assessoria de Comunicação do DER-PE

A Prefeitura de Afogados da Ingazeira vem apostando no estímulo à leitura como ferramenta de formação cidadã. Diversos são os projetos e iniciativas da Secretaria Municipal de Educação que tem a leitura como meta principal. “A prática da leitura, além de ajudar na formação de cidadãos com consciência crítica, ajuda bastante no aprendizado em sala de aula,” destacou a Secretária de Educação, Veratânia Morais. Na manhã desta sexta (09), no auditório da secretaria, alunos da rede municipal de ensino participaram do projeto “Ler bem”, que garante uma vaga representando o município na etapa regional da competição. A atividade contou com a participação de pais de alunos, professores e equipe da secretaria. É o terceiro ano que Afogados da Ingazeira participa, em uma parceria com a Associação Pernambucana de Atacadistas e Distribuidores, realizadores do projeto. O livro escolhido para ser lido durante o concurso foi“Amizade a pelo e pena” do escritor Zé Adalberto, que participou da mesa julgadora. Esse ano participaram 13 escolas, sendo oito da área urbana e cinco da zona rural, envolvendo 128 alunos. O Vice-Prefeito Alessandro Palmeira, que também é escritor, participou da atividade e entregou as premiações. “Fico sempre muito grato quando vejo projetos e iniciativas como essa, trazendo o autor para perto dos seus leitores, estimulando a leitura e contribuindo para esse despertar para novos mundos que os livros trazem,” avaliou Alessandro.

Confira as vencedoras:

1º Maria Daiane Neves – Escola Francisca Lira

2º Aliny Rodrigues – Escola Ana Melo

3º Lara Tawanny – Escola Geraldo Cipriano

Continue lendo

A ciência mostra que, neles, o órgão funciona de forma diferente. É movido pelo prazer de ganhar dinheiro fácil e pela ausência total do temor de punição

O cérebro dos corruptos

TRAPACEIROS Cabral, Palocci, Cunha e Dirceu: a corrupção vicia

Antonio Palocci, José Dirceu, Eduardo Cunha e Sérgio Cabral. Presos, os ex-ministros dos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, o ex-deputado e o ex-governador do Rio de Janeiro são donos de histórias distintas, mas dividem, todos os quatro, uma impressionante atração por corromper. Ao cidadão comum, aquele que paga as contas com dinheiro honesto, é até difícil compreender de onde surge tamanha propensão à negociata. Nenhuma explicação justifica o comportamento de homens como eles, mas algumas informações lapidadas pela neurociência ajudam a entendê-lo, pelo menos sob a ótica da engenharia cerebral. Nesta semana, especialistas do mundo todo reunidos no Brain Congress 2017, realizado em Porto Alegre, dedicarão boa parte das discussões aos achados recentes sobre o cérebro do corrupto. O primeiro fato: ele é diferente. Na leitura da ciência, o gosto pela corrupção se desenvolve nas mesmas estruturas neuronais onde se cristaliza a fissura pela droga ou pelo sexo. Ou seja, corromper dá prazer e vicia. Entender a origem do mecanismo que colocou a corrupção no mesmo escaninho cerebral da dependência química obriga a olhar para trás, no início da evolução humana, quando o homem ainda lutava com feras para sobreviver, e conhecer como isso moldou o cérebro. Para dar conta dos perigos, circuitos associados à busca por comida ou à rapidez na fuga fortaleceram-se. Neles, também eram processadas estratégias que garantissem a sobrevivência de modo mais fácil. Trapacear para ficar com a melhor parte da caça, por exemplo.

“São psicopatas. Mostram-se insensíveis aos males que causam” Vitor Haase, neurologista, professor da Universidade Federal de Minas Gerais
“São psicopatas. Mostram-se insensíveis aos males que causam” Vitor Haase, neurologista, professor da Universidade Federal de Minas Gerais
(Crédito:Nidin Sanches/ NITRO)

Nas mesmas áreas, abriga-se ainda o sistema de recompensa. É onde funciona a máquina que nos faz procurar prazer. Ele pode advir de ações diversas, incluindo do consumo de droga, da compra ou da sensação de ganhar dinheiro. Se for sem muito esforço, então, melhor ainda. Quanto mais o indivíduo se expõe a esses estímulos, mais o cérebro os associa a algo bom. Cria-se um ciclo em que a ação resulta em recompensa e a recompensa pede mais ação. “A vontade se torna um hábito e o hábito reforça a vontade”, explica o neurologista André Palmini, chefe do Serviço de Neurologia do Hospital São Lucas, da PUC-RS, e um dos organizadores do evento em Porto Alegre.

SEM FILTRO

Continue lendo

“Ecoam nesta sala as reivindicações das ruas. A Nação quer mudar, a Nação deve mudar, a Nação vai mudar.” Foi com esse discurso que, em 1988, Ulysses Guimarães, então presidente da Câmara dos Deputados, promulgou a Constituinte. Quase vinte anos se passaram e hoje o plenário da Câmara parece cada vez mais distante da voz das ruas. Na cadeira da presidência da Casa Legislativa, há duas décadas se sentam políticos que estão na cadeia ou sob investigação por corrupção. Entre eles, o atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), que responde a dois inquéritos por ter recebido dinheiro da Odebrecht. Ele pode ocupar também nos próximos meses outra cadeira: a de presidente da República, caso o cargo vague com a saída de Michel Temer. Na última semana, juntou-se ao rol de presos, onde já está Eduardo Cunha (PMDB), outro ex-presidente da Casa, o também peemedebista Henrique Eduardo Alves, acusado de corrupção e lavagem dinheiro na construção da Arena das Dunas, em Natal.

Alves comandou a Câmara entre os anos de 2013 e 2014 e teve sucessores e antecessores com condutas igualmente duvidosas. Desde 1988, praticamente todos os presidentes da Câmara viram seus nomes emergirem em polêmicas. Recaem sobre os ocupantes do cargo acusações de recebimento de propina, desvio de dinheiro público e até condenações sobre trabalho escravo. Além de Alves e Cunha, o petista João Paulo Cunha, que comandou a Câmara entre 2003 e 2005 também foi preso, condenado por corrupção passiva e peculato no julgamento do mensalão, em 2013 – no ano passado, no entanto, foi perdoado pelo Supremo Tribunal Federal. “Nos últimos 30 anos foi dado ao presidente da Câmara um poder muito grande. Ele é o segundo substituto do presidente da República, tem um poder mais expressivo do que o do presidente do Senado”, afirma o cientista político Marco Aurélio Nogueira, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp). No atual cenário, em que o presidente Temer corre risco de deixar o cargo, é possível que o atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia, ocupe interinamente a posição por ao menos trinta dias, tempo necessário para a convocação de eleições indiretas.

Para o cientista político e professor do Insper, Leandro Consentino, o desprestígio do cargo tem a ver com a desmoralização do Congresso Nacional. “A eleição do presidente se dá pelos próprios congressistas, e a sociedade não está vendo o que se passa no legislativo, os acordos que se dão.” Mas será justamente o Congresso que elegerá um eventual sucessor de Temer no caso de eleições indiretas. “Existe a fragilidade em termos de legitimidade. A população não confia muito no que não passa pelo seu crivo, ainda mais com um Congresso com tantos problemas éticos”, diz o professor. A representatividade, ao que parece, passa cada vez mais ao largo do legislativo brasileiro. “A Câmara é a cara do País, e o País é desse jeito, embora isso não seja aplaudível”, lamentou Nogueira.

A maldição do cargo
Os presidentes da Câmara envolvidos em escândalos

71

istoe

Dois anos depois de lutar para que prosperasse a ação proposta pelo senador afastado Aécio Neves contra a presidente legítima Dilma Rousseff, quando as contas da campanha presidencial de 2014, já haviam sido aprovadas, o ministro Gilmar Mendes deu o voto de Minerva no julgamento que absolveu a chapa Dilma-Temer por 4 a 3; a mudança de posição se deve ao fato de o PSDB ter tomado o governo de assalto, nomeando quatro ministros; na decisão, Gilmar disse que deu força à ação “mas não para cassar mandato”; Temer foi salvo também por dois ministros que nomeou, Admar Gonzaga e Tarcísio Neto, além de Napoleão Nunes Maia Filho; charge de Latuff retrata a tragédia brasileira

247 – Dois anos depois de lutar para que prosperasse a ação proposta pelo senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) contra a presidente legítima Dilma Rousseff, quando as contas da campanha presidencial de 2014, já haviam sido aprovadas, o ministro Gilmar Mendes deu o voto de Minerva no julgamento que absolveu a chapa Dilma-Temer por 4 a 3 na noite desta sexta-feira no Tribunal Superior Eleitoral. A mudança de posição se deve ao fato de o PSDB ter tomado o governo de assalto, nomeando quatro ministros. Em seu voto, Gilmar disse que deu força à ação, “mas não para cassar mandato”. 

Antes de Gilmar, votaram pela cassação da chapa o relator do processo, ministro Herman Benjamin, e os ministros Luiz Fux e Rosa Weber. Votaram pela absolvição os ministros Napoleão Nunes Maia Filho, Admar Gonzaga e Tarcísio Neto. Os dois últimos foram nomeados recentemente por Temer para o tribunal.

No retorno do julgamento nesta tarde, o vice-procurador eleitoral, Nicolao Dino, apresentou um pedido para que o ministro Admar Gonzaga seja impedido de participar do julgamento. O motivo, segundo ele, é o fato de Gonzaga já ter atuado como advogado de Dilma Rousseff, ré no processo. Os ministros rejeitaram o pedido por unanimidade.

Rosa Weber vota pela cassação da chapa Dilma-Temer no TSE

André Richter – A ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Rosa Weber votou hoje (9) a favor a cassação da chapa Dilma-Temer, vencedora das eleições de 2014. Com o voto da ministra, o placar da votação está empatado em 3 a 3. O voto de desempate será do presidente, Gilmar Mendes, presidente da Corte. No voto, a ministra defendeu a inclusão das delações de ex-executivos da Odebrecht na análise da ação impetrada pelo PSDB, em 2014, e disse que fatos novos podem ser analisados pelo TSE. A ministra adiantou seu voto logo no início da leitura de sua manifestação. Ao anunciar que acompanhava o entendimento do relator, ministro Herman Benjamin, ela classificou de “histórico” o voto dele.

Na sessão desta manhã, o relator Herman Benjamin votou pela cassação da chapa por abuso de poder político e econômico pelo recebimento de propina para financiar parte da campanha. Ele ponderou, no entanto, que os crimes atribuídos à chapa vencedora também foram praticados por outros partidos.

Até o momento, também votaram contra a cassação os ministros Admar Gonzaga, Napoleão Maia e Tarcísio Vieira. Luiz Fux votou com o relator pela cassação.

Fux diz que TSE precisa se posicionar e vota pela cassação da chapa Dilma-Temer

Ivan Richard Esposito – O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Luiz Fux votou hoje (9) pela cassação da chapa Dilma-Temer. O ministro concordou com a tese do relator, Herman Benjamin, de incluir na ação o conteúdo das delações premiadas de executivos da Odebrecht e dos marqueteiros João Santana e Mônica Moura. Com isso, o placar da votação passa a ser de 3×2 contra a cassação da coligação Com a Força do Povo.

Em seu voto, Fux citou afirmação do presidente da Corte, ministro Gilmar Mendes, de que “até as pedras sabem que o ambiente político hoje está severamente contaminado” e disse que o TSE precisa se posicionar. “A hora do resgate é agora”.

Continue lendo

Por 4 a 3 o TSE rejeitou o pedido de cassação do mandato do presidente golpista Michel Temer, na sexta, 9 de junho.O relator ministro Herman Benjamin que votou pela cassação, eximindo-se de qualquer culpa, disse que aceitava o velório mas não carregava o caixão.
Realmente, no Brasil a Justiça só funciona para botar e deixar na cadeia , preto, pobre, prostituta e petista.Constatamos mais uma vez que neste país a Justiça não faz justiça, atua com dois pesos e duas medidas. A hipocrisia de Gilmar Mendes, presidente do TSE, ao defender o voto que seria decisivo para o resultado do julgamento a favor da não cassação de Temer não surpreendeu a ninguém. Não se substitui um presidente da República a toda hora ainda que se queira, disse. Ainda que se queira, quem? Todos sabemos que ele, Gilmar Mendes, tem lado e nunca quis substituir Temer.Queria sim manter o processo desde o início mas como possibilidade para cassar Dilma se essa fosse, na ocasião, opção mais rápida que o impeachment.Gilmar disse que votou pela abertura do processo para conhecer as entranhas deste sistema, não para cassar ninguém.
Não usem o tribunal para resolver a crise política, repetiu ele inúmeras vezes seu slogan favorito da semana. Com a hipocrisia que lhe é familiar ousou falar de defesa da democracia.
O mesmo tribunal que cassou recentemente os mandatos do governador e do vice-governador do estado do Amazonas e determinou novas eleições, que já cassou dezenas de prefeitos e deputados federais, agora se nega a cassar um presidente da República envolvido até o pescoço em denúncias de corrupção, lavagem de dinheiro, obstrução de Justiça e chefia de organização criminosa.Um presidente que se nega a responder a 82 questões que lhe foram encaminhadas pela Polícia Federal em inquérito instaurado para apurar sua participação no esquema de propinas denunciado pela JBS.Um presidente que viaja com sua família para endereços frequentados pela elite em aviões particulares e alega não saber de quem é o avião.

Um presidente que recebe empresários em sua casa fora da agenda, e que é pego em gravação com a boca na botija em vários tipos de ilícitos.Um presidente cujo ex-assessor especial, Rodrigo Rocha Loures, foi preso recebendo uma mala com R$ 500 mil que, segundo os delatores da empresa, era destinada a ele,Temer.Gilmar disse que essa ação não é como qualquer outra. Não é mesmo. Ela vai ser lembrada como a sessão que envergonhou o Brasil e depôs contra a imagem do TSE.

brasil247

São Paulo – Mesmo com a absolvição de Michel Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) —  no processo que investigou suspeitas de irregularidades cometidas pela chapa que o elegeu vice-presidente do Brasil em 2014 — o mandato do peemedebista ainda corre riscos.

No Congresso, já é dado como certo que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentará uma denúncia contra o presidente nos próximos dias – tomando como base as delações de Joesley Batista, dono do frigorífico JBS.

Pelas regras, porém, a denúncia só pode ser encaminhada para análise do Supremo Tribunal Federal (STF) caso dois terços da Câmara dos Deputados aprove o processo. Se acolhido no Supremo, Temer se tornaria réu e seria afastado temporariamente do cargo até a conclusão do julgamento.

Para tentar impedir o avanço da ação no STF e garantir sua permanência no Planalto, Temer já teria montado uma estratégia para negociar cargos e emendas com deputados e senadores. Afinal, para barrar a investigação ele precisaria do apoio de 172 dos 513 parlamentares.

Outros dois fatores devem ainda servir como instrumentos para desestabilizar o governo. EXAME.com consultou cientistas políticos e consultorias para entender as ameaças que estarão à espreita de Michel Temer daqui para frente. Veja quais são:

Rompimento do PSDB

A tensão gerada pelas delações do empresário Joesley Batista e outros executivos da JBS, que acusam o presidente de prática de corrupção, fez a cúpula do PSDB articular um possível desembarque da base aliada do governo.

“O simples fato de a Procuradoria-Geral da República (PGR) protocolar uma denúncia contra Temer já é motivo suficiente para o desembarque da bancada tucana”, afirma Thiago Vidal, coordenador de análise política da consultoria Prospectiva. Segundo o especialista, outros fatores desestabilizadores podem acelerar a saída do partido.

A mudança de versão relatada pelo presidente sobre ter utilizado um avião particular de Joesley Batista para uma viagem particular, por exemplo, é um dos motivos que agravam a relação de Temer com a sigla. 

De acordo com Vidal, é possível que aconteça um efeito cascata de desembarque. “Nenhum partido quer colocar a sua credibilidade em xeque por estar relacionado a um governo comprometido em escândalos de corrupção”, diz.

Se perder a base, o governo enfrentará dificuldades para barrar a denúncia da PGR no Supremo. A única saída, segundo Vidal, seria a renúncia de Temer.

“Se o PMDB comprovar internamente que ele será afastado do cargo pelo STF, a opção menos desgastante para a sua imagem é a renúncia”, diz. “Essa seria a melhor alternativa para evitar o constrangimento de passar pelo julgamento.”

A permanência do PSDB na base governista será decidida na próxima segunda-feira (12), durante a reunião da Executiva Nacional.

Por outro lado, na opinião de Antônio Flávio Testa, cientista político e professor da Universidade de Brasília (UNB), a saída dos tucanos não significaria o isolamento do presidente com os representantes do Congresso. “Ele ainda teria a alternativa de montar uma outra base de sustentação”, diz. “Não será fácil, mas é possível”.

Delação de Rocha Loures

A prisão de Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor de Michel Temer, é outro fator que pode selar o destino do presidente. Loures, que está no Presídio da Papuda, na capital federal, foi preso preventivamente pela Polícia Federal (PF) no último sábado (3).

Em março deste ano, o ex-deputado foi filmado pela PF recebendo uma mala com R$ 500 mil de propinas da JBS. Segundo depoimento dos executivos da JBS, parte do dinheiro teria sido repassada para o presidente como pagamento de um acordo de propina.

Nos bastidores, há expectativa de que Loures negocie um acordo de delação premiada. Sua família estaria pressionando o ex-deputado a fechar o acordo – um agravante seria o fato de que sua esposa está grávida de oito meses.

Em tempo: tudo começou com a recusa do ex-ministro Osmar Serraglio para assumir o Ministério da Transparência, que fez com que Loures perdesse a cadeira que ocupava na Câmara dos Deputados (ele é suplente da bancada do Paraná) e, por consequência, o foro privilegiado.

Outros fatores

Mesmo diante do clima de incerteza, a análise da a consultoria Eurasia mostra que, com a absolvição de Temer no TSE, as chances do peemedebista se manter na presidência até 2018 aumentaram de 40% para 70%.

“Acredito que o presidente irá sobreviver sim ao turbilhão político e encerrar o seu mandato. Mas isso não quer dizer que ele vá retomar as mesmas condições de governabilidade de antes”, afirma Antônio Flávio Testa, cientista político e professor da Universidade de Brasília (UNB).

Ainda assim, o surgimento de novos fatos que comprometam o presidente pode impulsionar a mobilização popular e deixar o governo por um fio.

Segundo Thiago Vidal, coordenador de análise política da consultoria Prospectiva, a gestão de Temer já está enfraquecida. O desafio, agora, é acirrar a estratégia para tentar reverter o desgaste. Mas o pior ainda está por vir, diz Vidal.

exame

Há pastores na maioria das igrejas. Muitas pessoas almejam o cargo de pastor. Biblicamente, a função dos pastores é cuidar do rebanho (igreja) de Deus (veja 1 Pedro 5:1-2; Atos 20:28). Como servos de Deus, os verdadeiros pastores mostrarão a sua preocupação com a vontade do Senhor, fazendo e ensinando o que ele diz.

Nosso estudo de pastores, necessariamente, se baseia na Bíblia. Antes de entrar no estudo, quero explicar meus motivos. Estou escrevendo este artigo para ajudar pessoas honestas a servirem ao Senhor. Conforme o padrão bíblico, eu faço parte de uma congregação local, onde sirvo ao Senhor junto com outras pessoas. Não mantemos nenhum tipo de laço com nenhuma denominação. A nossa responsabilidade é de fazer a vontade de Deus, e aceitamos a Bíblia como a única fonte de informações sobre a vontade dele. Eu não tenho nenhum motivo para defender nem atacar qualquer pessoa ou organização religiosa. Meu propósito é bem simples: servir a Deus e ajudar outras pessoas a fazerem o mesmo.

Sem dúvida, este artigo não agradará a todos. Da mesma maneira que o ensinamento de Jesus desafiou os líderes religiosos de sua época, a palavra dele exige mudanças radicais por parte dos líderes de muitas igrejas hoje. Não podemos forçar ninguém a mudar, mas podemos e devemos avisar sobre o perigo de seguir a sabedoria humana (leia Provérbios 14:12; Isaías 55:6-9; Jeremias 10:23; Ezequiel 3:18-21). Eu sei, de antemão, que este estudo vai contrariar os ensinamentos e as práticas de muitos pastores e de muitas igrejas. Mas, eu não posso servir a Deus e agradar a todos os homens (Gálatas 1:10). Apresento este artigo depois de anos de estudo e oração, com o único propósito de divulgar e defender a palavra pura do Deus santo. Peço que você aborde o assunto com mansidão e o desejo de aprender a aplicar a palavra do Senhor. “Portanto, despojando_vos de toda impureza e acúmulo de maldade, acolhei, com mansidão, a palavra em vós implantada, a qual é poderosa para salvar a vossa alma. Tornai_vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando_vos a vós mesmos. Porque, se alguém é ouvinte da palavra e não praticante, assemelha_se ao homem que contempla, num espelho, o seu rosto natural; pois a si mesmo se contempla, e se retira, e para logo se esquece de como era a sua aparência. Mas aquele que considera, atentamente, na lei perfeita, lei da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte negligente, mas operoso praticante, esse será bem_aventurado no que realizar” (Tiago 1:21-25).

Pastores/anciãos no Velho Testamento

Sabemos que o Novo Testamento, o evangelho de Cristo, fornece o padrão para a igreja de hoje (veja João 12:48-50; Hebreus 8:6-13; 2 João 9; Colossenses 3:17). Mas o Antigo Testamento contém exemplos instrutivos que ajudam para entender a vontade de Deus (1 Coríntios 10:1-13; Romanos 15:4). No Velho Testamento, encontramos líderes entre o povo de Israel chamados, às vezes, anciãos (o sentido da palavra presbítero no Novo Testamento). Os anciãos das cidades israelitas resolveram problemas que surgiram entre as pessoas (Deuteronômio 21:2,19; 22:15-17; Rute 4:1-11). Quando não conduziram o povo no caminho de Deus, ele cobrou: “O Senhor entra em juízo contra os anciãos do seu povo e contra os seus príncipes. Vós sois os que consumistes esta vinha; o que roubastes do pobre está em vossa casa. Que há convosco que esmagais o meu povo e moeis a face dos pobres? —diz o Senhor, o Senhor dos Exércitos” (Isaías 3:14-15). Deus condenou os pastores gananciosos que não compreenderam a vontade dele e conduziram o povo ao pecado (Isaías 56:9-12). Jeremias transmitiu as palavras do Senhor sobre pastores maus: “Porque os pastores se tornaram estúpidos e não buscaram ao Senhor; por isso, não prosperaram, e todos os seus rebanhos se acham dispersos” (Jeremias 10:21). “Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto! —diz o Senhor. Portanto, assim diz o Senhor, o Deus de Israel, contra os pastores que apascentam o meu povo: Vós dispersastes as minhas ovelhas, e as afugentastes, e delas não cuidastes; mas eu cuidarei em vos castigar a maldade das vossas ações, diz o Senhor” (Jeremias 23:1-2).

Pastores nas igrejas do Novo Testamento

No Novo Testamento, encontramos muitas referências aos pastores/presbíteros/ bispos. Descobrimos em Atos 20:17 e 28 que esses três termos se referem aos mesmos homens (veja, também, 1 Pedro 5:1-2, onde os presbíteros pastoreiam). Não temos nenhuma base bíblica para usar o termo “bispo” para descrever um cargo, “pastor” para outro e “presbítero” para ainda outro. Pastores, bispos e presbíteros são os mesmos servos. Lendo o livro de Atos, achamos vários versículos que mencionam presbíteros: na Judéia (11:30); em cada igreja na Ásia Menor (14:23); em Jerusalém (15:2,4,6,22,23; 16:4); da igreja em Éfeso (20:17,28) e, mais uma vez, em Jerusalém (21:18). As epístolas, também, se referem aos homens que pastoreavam as igrejas: “pastores e mestres” (Efésios 4:11); “bispos” em Filipos (Filipenses 1:1); “o presbitério” (1 Timóteo 4:14); “presbíteros que há entre vós” (1 Pedro 5:1; aqui aprendemos que Pedro era presbítero, um dos dois apóstolos assim identificados—veja 2 João 1 e 3 João 1).

O trabalho dos presbíteros inclui várias funções importantes: pastorear (Atos 20:28; 1 Pedro 5:2); ensinar (Efésios 4:11-16; Tito 1:9); ser modelos (1 Pedro 5:3); presidir (1 Timóteo 5:17); vigiar (Atos 20:31); velar por almas (Hebreus 13:17); guiar (Hebreus 13:17); cuidar/governar (1 Timóteo 3:5); ser despenseiro de Deus (Tito 1:7); exortar (Tito 1:9); calar os enganadores (Tito 1:9-11); etc.

Observamos em todos os exemplos bíblicos que as igrejas que tinham presbíteros sempre tinham mais de um. Seja em Jerusalém, Éfeso, Filipos ou outro lugar, sempre fala dos presbíteros no plural. A prática comum nas igrejas de hoje, de ter um só pastor numa congregação, não tem nenhum fundamento bíblico.

As qualificações bíblicas de pastores/presbíteros/bispos

Paulo cita as qualificações dos bispos/presbíteros em duas cartas (1 Timóteo 3:1-7; Tito 1:5-9). A linguagem dele deixa bem claro que ele não está dando meras sugestões, e sim requerimentos. Em 1 Timóteo 3:2 ele diz: É necessário, portanto, que o bispo seja….” Tito 1:7 diz: “Porque é indispensável que o bispo seja….” Antes de examinar as qualificações em si, vamos entender bem esse ponto. Os requerimentos que encontramos nesses dois trechos são qualidades que o Espírito Santo revelou, através de Paulo, como exigências. Para servir como presbítero, um homem precisa de todas essas qualidades. Ninguém tem direito de apagar nenhum “i” ou “til” do que Deus falou aqui.

Agora, vamos ler o que o Espírito falou nessas duas listas paralelas (bem semelhantes, mas não exatamente iguais).

“Fiel é a palavra: se alguém aspira ao episcopado, excelente obra almeja. É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não violento, porém cordato, inimigo de contendas, não avarento; e que governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito (pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?); não seja neófito, para não suceder que se ensoberbeça e incorra na condenação do diabo. Pelo contrário, é necessário que ele tenha bom testemunho dos de fora, a fim de não cair no opróbrio e no laço do diabo” (1 Timóteo 3:1-7).

“Por esta causa, te deixei em Creta, para que pusesses em ordem as coisas restantes, bem como, em cada cidade, constituísses presbíteros, conforme te prescrevi: alguém que seja irrepreensível, marido de uma só mulher, que tenha filhos crentes que não são acusados de dissolução, nem são insubordinados. Porque é indispensável que o bispo seja irrepreensível como despenseiro de Deus, não arrogante, não irascível, não dado ao vinho, nem violento, nem cobiçoso de torpe ganância; antes, hospitaleiro, amigo do bem, sóbrio, justo, piedoso, que tenha domínio de si, apegado à palavra fiel, que é segundo a doutrina, de modo que tenha poder tanto para exortar pelo reto ensino como para convencer os que o contradizem” (Tito 1:5-9).

Leia esses trechos com bastante atenção. Os pastores na sua igreja têm todas essas qualificações? São homens? Casados? Pais de famílias? Com filhos crentes? Conhecedores da palavra? Hospitaleiros? Respeitados por todos? Irrepreensíveis? Professores capazes? Amigos do bem? Têm todas as outras qualidades citadas aqui? Homens com todas essas qualificações são uma grande bênção ao povo de Deus, e serão extremamente úteis nas igrejas locais onde servem como presbíteros. Mas, pessoas que não têm essas qualificações não são autorizadas por Deus a serem pastores. A igreja que escolhe pessoas não-qualificadas como bispos está desrespeitando a palavra de Deus. Pessoas não-qualificadas que aceitam o cargo de pastor estão agindo contra o Supremo Pastor. Presbíteros não-qualificados que continuam nesse papel estão violando a palavra de Deus.

É notável que essas passagens não falam nada sobre escolaridade, cursos superiores, cursos de teologia, diplomas, certificados de seminários, etc. Muitas igrejas têm colocado tais coisas como seus próprios requerimentos, deixando de lado as exigências de Deus.

Desafios atuais

Não é possível, num pequeno artigo como este, elaborar um estudo completo sobre pastores. O propósito deste artigo é desafiar cada leitor a estudar mais, procurando entender bem o que Deus revelou sobre liderança na igreja. Mas, não é o bastante ouvir a palavra. Tem que praticá-la (Tiago 1:22-25). Se você, ou a igreja onde você congrega, esteja agindo de forma errada, há uma solução só: arrepender-se e começar a obedecer ao Senhor. Pastores não-qualificados devem renunciar ou serem removidos do cargo, para não trazer a ira de Deus sobre a igreja. E se sua igreja insiste em manter pastor(es) não aprovado(s) de Deus, você terá que escolher entre Deus e os homens (Mateus 15:9; Josué 24:15). Tal igreja está desordenada (Tito 1:5) e não procede como deve (1 Timóteo 3:15). Igrejas que ainda não têm presbíteros devem encorajar todos os homens a se desenvolverem espiritualmente para serem qualificados, se possível, no futuro.

É bem provável que alguns leitores, especialmente os que fazem parte da liderança de algumas denominações, não gostarão deste artigo. Não aceite nada que vem de mim ou de qualquer outro homem; mas não rejeite nada que vem de Deus. “Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo” (Gálatas 1:10).

-por Dennis Allan

Faça Sua Pesquisa no Google Aqui!

 
bove=""

 

Visitas

contador de visitas

Redes Sociais

Click e acesse

Zé Freitas no Facebook

Clínica Climed / Plano Assistencial

Clínica Climed.

Av: Vereador Horácio José de s/n de frente o Banco do Brasil.

Contato (87) 9.9161-1779

Santa Terezinha PE

Lições Bíblicas

Portal Correio-PB

 
CLIQUE E ACESSE!

Parceiros