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Por que o militarismo é inadequado para a função policial?

Entre os campos progressistas e de esquerda do país, a bandeira da desmilitarização das polícias parece já ter virado uma unanimidade. Os chocantes números da violência policial e os constantes abusos cometidos, principalmente nas periferias, agora mais visíveis com a popularização de câmeras em celulares, parecem ter unido pessoas e coletivos do país minimamente preocupados com o respeito aos direitos humanos em torno desta pauta.

Porém, apesar do crescente apoio, o debate público não evoluiu muito, parecendo haver uma certa dificuldade dos defensores da proposta em demonstrar, para a população em geral, de forma mais concreta, o que significaria a desmilitarização das polícias no Brasil.

Para compreender o que tal projeto propõe, porém, é necessário, antes, entendermos quais as consequências da aplicação de uma ideologia militar nas polícias ostensivas estaduais (a Polícia Militar) e porque o militarismo é inadequado para a função policial. E é a isto que se propõe este artigo.

Para isso, devemos começar compreendendo a ideologia e o ensino dos Cursos de Formação de Oficiais, nas Academias de Polícia, onde são formados aqueles que ocuparão o alto escalão da PM de cada Estado do país. E este ensino já começa de uma forma inadequada, pois ele se inicia em isolamento, no regime de internato típico (mas não exclusivo) da educação militarizada.

Não é estranho que um agente que irá prestar um serviço que o coloca em constante contato com a sociedade civil passe a maior parte do início de sua formação afastado dessa mesma sociedade?

Isso acontece porque essas Academias Militares são o que chamamos de “instituições assimiladoras”. Faz parte de seu método separar o ‘cadete’ do restante da sociedade para criar nele uma identidade puramente militar, apagando seu antigo caráter civil.

Desse modo, as instituições militares conseguem criar o que eles chamam de “espírito de corpo”, ou seja, uma grande união entre os militares ao custo do distanciamento do nosso mundo civil.

Acontece que, ao fim do curso, este ‘novo militar’ sai de seu mundo com conceitos claros e definidos da Academia para iniciar sua vida profissional em um mundo civil com conceitos complexos e diversificados. Assim, torna-se inevitável o choque entre o militar e o restante da sociedade civil, com visões de mundo diferentes e conflitantes.

Principalmente porque a formação isolada do novo caráter desse militar se deu em um ambiente com uma hierarquia extremamente rígida e vertical. Há um certo culto a essa estrutura hierárquica na ideologia militar, que tem a obediência e a ordem como dois de seus mais importantes valores. Algo que contrasta com os valores do debate público, da democracia e do respeito à diversidade de opiniões, tidos como essenciais pela sociedade civil em suas relações.

Em outras palavras, acaba criando-se, nas Academias Militares, a ideia de que o respeito à hierarquia e à obediência internas pode, por vezes, se sobrepor ao respeito às leis e aos direitos “externos”.

Desse modo, ao invés de participar do debate público, as instituições militares tendem a tentar reproduzir no mundo civil a mesma hierarquia que aprenderam dentro das Academias, como se a sociedade e as instituições civis estivessem, de alguma forma, subordinadas aos militares.

Assim, exigir documentação e fotografar forçadamente moradores de favela passa a ser algo natural dentro do militarismo, pois este considera que a sociedade civil é apenas a “mais baixa patente” dentro de sua visão de mundo hierarquizada. Em maiores proporções, foi o que aconteceu em toda a América do Sul entre os anos 60 e 80, quando os militares subordinaram os governos da região aos seus valores, criando ditaduras.

Além do isolamento, da rigidez hierárquica e desse sentimento de superioridade, outro problema do militarismo das polícias é o escasso e insuficiente ensino sobre direitos humanos dentro das Academias.

Uma prova concreta disso é o fato de que, na Academia do Barro Branco (curso de oficiais em São Paulo), em 2013, a matéria de Direitos Humanos ocupava apenas 1,47% da carga horária do curso. Ainda assim, a Academia paulista estava entre as que mais exploravam a matéria no país. Como consequência da grade reduzida, documentos importantes no tema, como o Pacto de San José da Costa Rica e outros que falam sobre direitos de minorias e prevenção à tortura, acabavam ficando de fora do ensino do curso.

Assim, isoladas dos debates da sociedade civil, com uma hierarquia onde o pensamento crítico perde espaço para a valorização da obediência e o ensino em Direitos humanos é quase nulo, as Academias Militares se tornaram ambientes férteis para o crescimento do preconceito. Como diz Bobbio, o preconceito é uma doutrina acolhida de forma acrítica e passiva através da tradição, do costume ou de uma autoridade de quem são aceitas ordens sem discussão.

Nas palavras de alguém que viveu nesse ambiente, como o coronel da reserva Adilson Paes de Souza, numa organização em que as ações de seus integrantes estão condicionadas a um comando externo que os reprime, o resultado é a “constituição de indivíduos frágeis com uma insegurança constante, que suscita o preconceito para afirmar uma identidade que não possui”.

Esse preconceito gera a criação de estereótipos, algo que casa muito bem com o militarismo, já que, muitas vezes, essa ideologia se utiliza de “mecanismos de rotulação” e de “soluções padrão”. Ou seja, é comum, para os militares, adotar uma determinada opinião sobre pessoas e situações levando em conta aspectos visuais fáceis de enxergar e, com base nessa opinião, adotar um modo padrão de agir. Usando um senso comum (errado e preconceituoso) para explicar melhor: é comum ouvir que um sujeito utilizando boné e roupas largas que possam “ocultar sua identidade” seja um suspeito. Temos aí o “mecanismo de rotulação”. Agora imagine que, baseado nessa ideia, a PM adote o procedimento padrão de, durante a noite, abordar qualquer sujeito nessas condições. Temos aí a “solução padrão”. Porém, em um país marcado por uma história de opressões a minorias e pela luta de classes, um país que, de seus 500 anos, viveu quase 400 sob um regime de escravidão negra, é óbvio que rotulação e preconceitos não recairão sobre “casacos e bonés”.

Assim, o que vemos mesmo é a rotulação como eternos suspeitos de pessoas negras, pobres e moradoras das periferias.

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Você se considera uma pessoa mentalmente forte e equilibrada? Administrar as emoções, os pensamentos e os comportamentos não é uma tarefa fácil, mas essencial para levar-nos rumo a uma vida mais feliz e de sucesso!

1. Mantêm o controle

Convenhamos que o autocontrole é uma qualidade bastante difícil de conquistar… Saber aceitar os seus sentimentos e não ser dominado por eles é um feito louvável! Mesmo sendo uma tarefa nada fácil de aplicar, o autocontrole consiste basicamente numa questão de prática, concentração e experiência de vida.

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2. Aceitam as mudanças

Tudo no universo está em constante mudança, em contínua evolução… inclusive a sua vida! Temer as mudanças (que são inevitáveis) é uma amarra que nos impede de ter sucesso e de sermos verdadeiramente felizes! Não tenha medo de abraçar o desconhecido, pois, desde que você confie em si mesmo, qualquer desafio, mesmo sendo a princípio assustador, dará bons frutos com o tempo!

3. Não desistem ao primeiro fracasso

As pessoas mentalmente fortes também não temem o erro e não desistem a todo o fracasso. Mas, sim ao contrário: elas conseguem enxergar cada “pisada na bola” como uma nova chance de melhorar! Agindo assim, com erros e acertos, é só uma questão de tempo até a chegada do sonhado “gol”!

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4. Ficam felizes pelo sucesso alheio

O egoísmo e a inveja passam longe das pessoas carregadas com boas energias! Conseguir perceber os sentimentos alheios é importante para desenvolver saudáveis relações sociais e familiares. Sem sombra de dúvidas, a empatia é uma qualidade imprescindível das pessoas mentalmente fortes!

5. Seguem em frente

As pessoas fortes não perdem tempo sentindo pena de si mesmas ou reclamando sobre como as coisas poderiam ter sido diferentes… Como dito na dica número 3, um indivíduo “mentalmente fortalecido” aprende com os erros e usa-os para continuar construindo os degraus da sua vida.

Lembre-se sempre: a vida continua e, se você quiser superar os seus problemas, tristezas e decepções, não pode desistir, mas sim continuar com a caminhada!

6. Pensam nos riscos e consequências

Toda a ação tem uma reação. É física pura, meus amigos! As pessoas mentalmente fortes não tomam atitudes por impulsos, pois sabem que as consequências podem ser desastrosas! Nós sabemos que pode parecer uma tarefa MUITO difícil, mas lembre-se do primeiro tópico desta lista: controle as suas emoções! Mas calma, também não se preocupe, ninguém vai te culpar caso queira cometer alguns riscos na vida! Aliás, todos deveriam se arriscar de vez em quando, pelo menos uma vez que seja!

7. Aceitam as responsabilidades pelas coisas que fizeram no passado

Pessoas fortes não têm medo ou receio de pedir perdão quando sabem que estão erradas. Aliás, muito pelo contrário, aqueles que são mentalmente fortes não têm nenhum problema em assumir as responsabilidades pelos seus erros e se desculpar.

Os homens erram, os grandes homens confessam que erraram.

Voltaire

8. Não sentem medo de estarem sozinhas

Atenção: não significa que as pessoas mentalmente fortes prefiram estar sozinhas, mas conseguem estar plenamente satisfeitas consigo mesmas. Afinal de contas, você não precisa depender exclusivamente da felicidade ou bem-estar de alguém para que também possa ser feliz!

9. Investem suas energias no presente

Como dito, não vale a pena lamentar ou viver de eternas recordações, mas sim aproveitar cada segundo do seu presente! Não pense demasiado no futuro, aproveite simplesmente o “aqui e o agora” para agir! Quando você parar de adiar para o futuro aquilo que poderia fazer agora, começará a ser uma pessoa mentalmente mais forte e equilibrada. Acredite!

10. Não tentam agradar todo mundo!

As pessoas mentalmente fortes sabem que nunca conseguirão agradar todo mundo. Por isso, não têm medo de arriscar, de dizer o que pensam e de lutar pelos seus objetivos, pois não estão preocupadas com o que os outros vão falar ou pensar.

frases de reflexão

Não quer dizer que sejam cruéis, apenas sabem que quando são verdadeiros, nunca irão agradar todas as pessoas à sua volta! Não esqueça de compartilhar esta mensagem!

                                                 

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu nesta terça-feira ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que inclua o presidente Michel Temer no rol de investigados de um inquérito que investiga o suposto recebimento de recursos ilícitos da Odebrecht em 2014.

Dodge adotou um entendimento diverso do seu antecessor, Rodrigo Janot, para quem Temer –por ser presidente da República– tem imunidade penal e não pode ser investigado por fatos anteriores à assunção dele ao cargo de chefe do Poder Executivo.

O caso refere-se a uma apuração em que se discutiu uma contribuição de R$ 10 milhões para o então PMDB, que teria sido formalizada em um jantar no Palácio do Jaburu, com a presença de Temer, do empresário Marcelo Odebrecht e dos hoje ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência da República).

Janot excluiu Temer do rol de investigados, deixando apenas Padilha e Moreira Franco entre os alvos da apuração.

Para a procuradora-geral, contudo, Temer pode ser investigado pelos fatos, mas não pode ser denunciado enquanto ocupar o comando do país. Ela disse que a inclusão do presidente no inquérito não afronta a Constituição.

“Ao contrário, é medida consentânea com o princípio da Constituição, de que todos são iguais perante a lei, e não há imunidade penal”, escreveu Dodge, na manifestação ao STF.

Dodge justificou o pedido com o argumento de que “a investigação criminal deve ser contemporânea dos fatos”.

“Deve ser o mais próxima possível do tempo da sua suposta prática criminosa, sob pena de perecimento das provas”, afirmou.

A chefe do Ministério Público Federal disse que o executivo da Odebrecht Cláudio Mello Filho afirmou que o núcleo político do PMDB da Câmara era composto por Temer, Padilha e Moreira. Afirmou ainda que Padilha seria encarregado de entabular as tratativas para fazer a arrecadação dos recursos da Odebrecht e que ele teria deixado claro que falava em nome do então vice-presidente Michel Temer.

A procuradora-geral citou precedente do STF de 1992, contra o então presidente Fernando Collor, em que ele foi alvo de investigação pelo Supremo. Dodge pediu ainda a prorrogação por mais 60 dias desse inquérito.

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, disse a jornalistas que se que querem investigar que investiguem e vão chegar à conclusão que nada atinge a honra do presidente.

terra

Crédito: Marcos Corrêa/PR/Agência Brasil

Recém-empossado como ministro extraordinário da Segurança, Raul Jungmann afirmou em seu discurso no Palácio do Planalto que a nova pasta buscará coordenar as ações dos Estados e buscar “combater o crime organizado dentro da lei”. “A União precisa ampliar as suas responsabilidades em coordenar e promover as ações entre os entes federativos”, afirmou.

Com o ex-ministro da Justiça Alexandre de Moraes no palco, Jungmann citou uma frase do hoje ministro do Supremo Tribunal Federal e disse que o País “prende muito, mas prende mal”. “Nosso sistema carcerário cresceu 171% e o déficit de vagas hoje se encaminha para 400 mil vagas”, afirmou o novo ministro, que também citou que em 2016 os dados apontam para 61 mil mortes por conta do crime. “Essa é a mais pesada atribuição que já tive”, afirmou.

Em um tom “esperançoso”, Jungmann contou a história de uma mãe que o abraçou e agradeceu pela intervenção na segurança do Rio de Janeiro. “Quando a abracei, senti que era como se eu abraçasse grande parte do Brasil”, afirmou. O ministro disse ainda que apenas 8% dos homicídios chegam a fase da denúncia e “o resto não é julgado” e que “foi dentro do sistema prisional brasileiro que surgiram as grandes quadrilhas que nos aterrorizam”. “As prisões são o ‘home office’ do crime organizado”, afirmou. Jungmann disse ainda que dos R$ 81 bilhões gastos com segurança pública, o esforço maior ficou com os Estados e que esse sistema atual “exige e nos cobra um aperfeiçoamento”. O ministro afirmou também que “infelizmente” o País teve “uma banalização da Garantia da Lei e da Ordem” e que problema da segurança “se resolve na segurança e não na defesa”.

Despedida

Em seu discurso, Jungmann afirmou que se despedia do Parlamento “em nome desta causa” e anunciou que pedirá ao PPS a suspensão de todas as suas atribuições partidárias. “Minha trajetória tem algumas singularidades. E ao aceitar esse cargo abro mão de uma das coisas mais caras da minha vida, a minha carreira política”, destacou.

“Encerro minha carreira política para me dedicar integralmente a essa tarefa”, completou Jungmann que afirmou acreditar que ganhará se “dedicando de corpo e alma a essa atribuição que me fez o presidente da República”. O presidente Michel Temer chegou à cerimônia acompanhado de Alexandre Moraes e outros dois ministros do STF: Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Além disso, Temer e os ministros do STF dividiram o palanque com o presidente do Senado, Eunício Oliveira; com os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Secretaria-Geral), Torquato Jardim (Justiça). Na plateia da cerimônia estavam os ministros Henrique Meirelles (Fazenda), Grace Mendonça (Advocacia-Geral da União), Helder Barbalho (Integração Nacional) e Blairo Maggi (Agricultura).

Auxílio pode gerar gasto de mais de R$ 290 mil mensais ao Ministério Público de Pernambuco (Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press)

Auxílio pode gerar gasto de mais de R$ 290 mil mensais ao Ministério Público de Pernambuco (Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press) 

O Conselho Pleno da Seccional Pernambuco da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PE) decidiu, por unanimidade, ajuizar uma ação judicial contra o pagamento de auxílio-saúde no valor mensal de R$ 500 para promotores e procuradores do Ministério Público de Pernambuco (MPPE). A votação ocorreu durante uma reunião na noite desta segunda-feira (26).

Segundo o presidente da OAB-PE, Ronnie Duarte, a decisão foi baseada em uma discussão que gira em torno da inconstitucionalidade da lei. “A Constituição prevê a remuneração sob a forma de subsídios para valorizar as carreiras profissionais, mas, em diversos ambientes, passou-se a ter uma perversão dessa lógica. Foram criados ‘penduricalhos’ para garantir uma recomposição inflacionária de perdas experimentadas, o que é inconstitucional”, aponta.

Ainda de acordo com o presidente da OAB-PE, a previsão é de que a ação seja ajuizada na primeira semana de março. “Vivemos hoje um tempo de crise onde a sociedade padece com a perda de emprego. É inaceitável que servidores públicos que se situam no ápice da pirâmide econômica se beneficiem ainda mais devido a medidas como essa”, afirma Duarte. O G1 entrou em contato com a assessoria de comunicação do MPPE para repercutir a decisão da OAB-PE e aguarda retorno.

Promotores e procuradores do Ministério Público de PE passam a ter auxílio-saúde de R$ 500

Promotores e procuradores do Ministério Público de PE passam a ter auxílio-saúde de R$ 500

Entenda o caso

Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso (Foto: Manuela Scarpa/Brazil News)

Na tarde desta segunda-feira (26), Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso prestigiaram o lançamento de uma nova coleção de uma marca de roupas em São Paulo. A apresentadora exibiu os fios alongados depois de quatro anos de cabelo curto. Pais de Títi, de 4 anos, os dois causaram um alvoroço durante o evento e posaram para fotos com fãs no local. O casal vai passar uma temporada em Portugal ainda em 2018.

Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso (Foto: Manuela Scarpa/Brazil News)
Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso (Foto: Manuela Scarpa/Brazil News)
Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso (Foto: Manuela Scarpa/Brazil News)
Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso (Foto: Manuela Scarpa/Brazil News)
Giovanna Ewbank (Foto: Manuela Scarpa/Brazil News)
Giovanna Ewbank (Foto: Manuela Scarpa/Brazil News)
Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso (Foto: Manuela Scarpa/Brazil News)

Recurso será destinado aos municípios que cumpriram a meta de produção estabelecida para realização das cirurgias. Gestores irão receber o dobro da verba para continuarem a realização de mais mutirões

Os estados brasileiros que cumpriram a meta de produção estabelecida em portaria para que municípios pudessem organizar a produção de mutirões de cirurgias eletivas, terão a oportunidade de receber o dobro dos recursos pagos no último semestre, ou seja, poderão realizar ainda mais procedimentos, diminuindo o tempo de espera dos pacientes que aguardam por uma cirurgia eletiva. O Ministério da Saúde liberou mais R$ 61,1 milhões para repassar aos 67 municípios de 17 estados brasileiros que atingiram a meta, conforme produção cirúrgica realizada. No total, foram feitas mais de 80,6 mil cirurgias eletivas em 2017.  

“Estados que já conseguiram organizar a fila única têm a oportunidade de reduzir ainda mais a fila de espera dos pacientes que aguardam por alguma cirurgia. A medida visa reforçar as estratégias de ampliação aos procedimentos eletivos, garantindo o melhor encaminhamento e tratamento dos pacientes. Essa iniciativa vai ajudar a diminuir a demanda e a reorganizar a lista de espera”, reforçou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Estão previstas entre as cirurgias eletivas procedimentos de média e alta complexidade, sem caráter de urgência, como cirurgias de pele, tecido subcutâneo, oftalmológicas; cirurgias das glândulas endócrinas; cirurgias do sistema nervoso central e periférico; cirurgias das vias aéreas superiores, da face, cabeça e pescoço; cirurgias e oncológicas; cirurgias do aparelho circulatório e digestivo e cirurgias do aparelho osteomuscular. Esses procedimentos fazem parte da rotina dos atendimentos oferecidos à população nos hospitais de todo o país, de forma integral e gratuita, por meio do Sistema Único de Saúde.

FILA ÚNICA

Em 2017, o Ministério da Saúde, em uma ação conjunta com estados e municípios, adotou o modelo de fila única para cirurgias eletivas em todo país. Foi feito um levantamento inédito de toda a demanda do SUS por estado para organizar a rede de saúde, acelerar o atendimento do cidadão e reduzir o tempo de espera. Para isso, além do valor repassado mensalmente, foram garantidos R$ 250 milhões extras. Parte desse valor já foi liberado para realização de mutirões, o equivalente a R$ 41,6 milhões.

Para receberem os recursos, estados e municípios deveriam, obrigatoriamente, estar com a fila única atualizada e cadastrada junto ao Governo Federal, o que garante mais transparência e agilidade no atendimento aos pacientes, que muitas vezes ficam sujeitos à lista de espera de um único hospital e deixam de concorrer a vagas disponíveis em outras unidades de saúde da região.

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MEC E FNDE autorizam a retomada de obras inacabadas

Com a decisão, cerca de cem mil estudantes podem ser beneficiados.

Com o intuito de auxiliar estados e municípios a garantir mais vagas nas salas de aula e finalizar obras inacabadas, o Ministério da Educação e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) publicaram a Resolução nº3, de 23 de fevereiro de 2018, que autoriza o FNDE a pactuar novos termos de compromisso com gestores que queiram retomar as obras de creches, escolas e quadras poliesportivas que tiveram sua execução interrompida em decorrência do término da vigência do instrumento anterior firmado com a autarquia. A medida pode injetar mais de R$ 450 milhões na economia de estados e municípios, beneficiando cerca de cem mil estudantes.

“Esta Resolução é fruto de um grande esforço do Ministro Mendonça Filho, junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) e a Confederação Nacional de Municípios (CNM), para retomar cerca de 860 obras que se encontram nessa situação em todo o país. Após muita conversa e entendimento, podemos hoje celebrar esta conquista que, não é só do FNDE, mas de todo o povo Brasileiro. Estamos, com essa decisão, dando prioridade aos jovens estudantes que precisam ter condições de acesso ao ensino público. Queremos vê-los nas salas de aula e é nosso dever ajudar os governos locais nesse grande desafio”, afirma o presidente do FNDE, Silvio Pinheiro, destacando que é necessário que os gestores mostrem-se interessados na retomada das obras e cumpram alguns requisitos. De acordo com a Resolução, o primeiro passo é encaminhar ao FNDE, via Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (SIMEC), ofício contendo manifestação expressa de interesse em firmar novo termo de compromisso; declaração de possibilidade de consecução da obra (anexo I da resolução); cronograma de trabalho ou plano de ação para o cumprimento do novo ajuste e laudo técnico atestando o estado atual da obra. As obras que utilizaram a Metodologia Construtiva Inovadora (MI) poderão ser reformuladas para a Metodologia Convencional, desde que seja apresentado laudo técnico atestando a viabilidade da alteração do projeto.

Após avaliação dos documentos e cumpridas todas as etapas dos processos constantes da resolução, o FNDE procederá à assinatura dos novos termos de compromisso para que as obras sejam retomadas. É importante destacar que só poderão assinar novos documentos os entes que apresentarem as prestações de contas dos convênios ou termos de compromisso das obras em questão. É importante lembrar que gestores municipais e estaduais têm até 31 de dezembro de 2018 para retomar obras de creches, escolas e quadras poliesportivas.

Para auxiliar os gestores interessados, o FNDE disponibilizou uma cartilha que explica o passo a passo da resolução.

“Qual a cidade de Pernambuco? Só pode ser a SANTA TEREZINHAAAAAAAAAAAA”

“Uma obra esperada ha bastante tempo e de extrema necessidade. Iniciaram e até o momento está inacabada”

Brasillllllllllllllllll

RO ministro Mendonça Filho interage com os alunos do projeto, durante uma oficina de arte realizada na Fundação Joaquim Nabuco (Foto: André Nery/MEC)ecife, 23/2/2018 – Dentro da meta de propiciar a estudantes de escolas públicas, além do público em geral, a vivência de atividades que marcam a cultura pernambucana, o Ministério da Educação e a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) lançaram nesta sexta-feira, 23, o projeto Mestres dos Saberes. Esse é o tema do programa da série Trilhas da Educação transmitido nesta sexta pela Rádio MEC. Com um investimento R$ 311 mil, esse projeto prevê 20 oficinas de artesanato e cinema a serem realizadas no Museu do Homem do Nordeste (Muhne), no Recife, ao longo dos próximos três meses. A expectativa é de que 400 alunos da rede pública recifense sejam beneficiados. Presente ao evento, o ministro da Educação, Mendonça Filho, destacou a importância da iniciativa, relevante na área da cultura: “É um belo projeto que une educação e arte popular em um mesmo ambiente, para uma troca rica de sabedoria entre artesãos e alunos da rede pública. Os objetivos maiores dessa instituição [Fundaj] são difundir os valores da cultura, da pesquisa vinculada à educação e, naturalmente, ser um braço do MEC na integração entre educação e cultura. A Fundaj é uma instituição respeitada nacionalmente e que tem uma representatividade muito grande na área da cultura, da educação e da pesquisa”.

Oficinas – Cada oficina será ministrada por um mestre da cultura pernambucana, que vai ensinar aos participantes, na prática, diversas técnicas artísticas utilizadas no processo de produção. Participam artistas conceituados, como o cineasta Lula Gonzaga, pioneiro no estado ao fazer cinema unindo audiovisual e desenho animado; as mestras Mazé e Cosminha, de Vicência, que produzem sandálias, bolsas e vários outros itens tendo como matéria prima a fibra de bananeira; o mestre Zuza de Tracunhaém, artista que trabalha com o barro desde a adolescência; Josa de Olinda, mestre na arte da madeira; o carnavalesco Lula Vassoureiro e o xilogravurista Bacaro Borges, de Bezerros.

O Museu do Homem do Nordeste (Muhne), órgão federal vinculado à Fundaj e ao MEC, funcionará como intermediário. A coordenadora de Exposições e Difusão Cultural do museu, Simone Luizines, observa que “o projeto tem tudo a ver com o Muhne, por unir a parte educativa com a exposição, além de realizar essa aproximação entre a escola e os mestres da arte popular”.

Tradições – O Mestres dos Saberes, segundo seu coordenador geral, Afonso Oliveira, se caracteriza por disseminar as tradições culturais do estado e a sabedoria popular, conseguindo abordar todas essas tradições do estado por região. “O primeiro recorte que demos foi o regional”, enumera. “Tem sertão, Agreste, tem Zona da Mata Norte, Zona da Mata Sul e Região Metropolitana, e escolhemos a linguagem dentro de cada área. Do sertão trazemos a madeira; do Agreste, o trabalho do barro; e estamos trazendo o Mestre Lula Gonzaga do cinema de animação, por exemplo. ”

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Brasília – A dona Raquel Lopes da Costa, de 66 anos, é portadora da doença de Chagas. Desde que descobriu a enfermidade, começou o tratamento e seguiu orientação médica para procurar alguma atividade para ocupar a cabeça. Foi no Centro de Convivência da cidade do Riacho Fundo, no Distrito Federal, que ela encontrou um remédio contra a preocupação. “Eu só vivia internada, tive dois infartos e um AVC [acidente vascular cerebral]. Melhorei com a alegria do povo daqui e com a dedicação que eles têm conosco. Só vou ao médico porque a gente tem que ir, né?”, conta.

Grupos como este se espalham por todo o país. Em média, por ano, são atendidos mais de 340 mil idosos pelo Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos – como são chamados os grupos de interação. Os atendimentos, realizados em quase cinco mil municípios, são um dos serviços ofertados no Sistema Único de Assistência Social (Suas). De acordo com a diretora de Proteção Social Básica do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), Renata Ferreira, o serviço é muito mais do que uma reunião de idosos, uma vez que “promove a inclusão dele e evita o isolamento social”.

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Homem das Forças Armadas fotografa morador durante operação na Vila Kennedy, na zona oeste do Rio
Homem das Forças Armadas fotografa morador durante operação na Vila Kennedy, na zona oeste do Rio
– Danilo Verpa – 23.fev.2018/ Folhapress
Fernanda Wenzel
PORTO ALEGRE

O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, general Sérgio Etchegoyen, rebateu críticas nesta segunda-feira (26) sobre os militares exigirem RG e “ficharem” moradores de favelas do Rio de Janeiro.

“Não é fichamento. É um sistema da Secretaria de Segurança do Rio que oferece em um smartphone a possibilidade de o policial checar no banco de dados se a imagem é aquela”, afirmou Etchegoyen. “Não me parece ser um problema fazer isso com ninguém. Impedidas de ir e vir estão as pessoas que hoje são tiranizadas pelo tráfico”. A declaração foi feita em um evento da revista “Voto”, em Porto Alegre, em resposta às entidades da sociedade civil que criticaram a ação junto aos moradores de três comunidades da zona oeste carioca.  Pontos de identificação foram montados em diversos pontos das favelas após o início da intervenção federal na Segurança Pública do Rio, e os moradores foram fotografados junto ao RG. Para a OAB-RJ, a ação afronta o direito de ir e vir dos moradores.

Além de Etchegoyen, também esteve no evento o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (MDB). Perguntado sobre a sucessão presidencial, Marun disse que não descarta o apoio do MDB ao candidato tucano Geraldo Alckmin.

Segundo o ministro, o governo considera apoiar um partido que não seja da sua base mas tenha projeto reformista, dando continuidade aos projetos da atual gestão: “No caso se destaca com estas características o próprio PSDB”, afirmou. Ao mesmo tempo, Marun disse que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, seria “muito bem-vindo ao MDB”, mas reiterou: “O partido é muito grande para que nessa hora nós possamos garantir a quem quer que seja a candidatura. Mas não que isso esteja descartado, ele pode vir pro MDB e pode ser o nosso candidato”.

Meirelles é filiado ao PSD, mas a candidatura pelos sociais-democratas perdeu força depois que o presidente licenciado do partido, ministro Gilberto Kassab, afirmou que Alckmin seria o melhor nome ao Planalto.

folha.uol

Guilherme Santos

Nos anos 90, época em que o Detran do estado do Rio de Janeiro era sinônimo de ineficiência na prestação de serviços à população, além de ser um antro de roubalheira, seus funcionários deflagraram uma greve por tempo indeterminado. Quando a paralisação já durava mais de 30 dias, um colunista do antigo Jornal do Brasil, se não me engano o Maurício Dias, então editor do Informe JB, saiu-se com esta pérola: “Acho bom os funcionários do Detran voltarem ao trabalho antes que todo mundo perceba que eles não fazem falta alguma.”

Só para colocar os pingos nos is e não cometer injustiças, é público e notório que o Detran do estado avançou muitas casas em termos de eficiência. Mas essa história me veio à memória assim que tomei conhecimento da greve nacional dos juízes federais, convocada pela Ajufe (Associação Nacional dos Juízes Federais) para o dia 15 de março. Além dessa greve de 24 horas, a Ajufe está convocando os magistrados para uma assembleia dia 23 de março, com pauta única : greve por tempo indeterminado a partir de 3 de abril. O motivo da efervescência sindical é patético : o plenário do STF, no dia 22 de março, vai bater o martelo e pode acabar com o auxílio- moradia, penduricalho a engordar os salários de suas excelências em R$ 4.377,00. Esse valor turbina os contracheques de juízes e procuradores, independentemente deles possuírem residência própria na cidade em que trabalham ou não.

A imprensa já noticiou que “paladinos da moralidade” como Sérgio Moro, Deltan Dallagnol e Marcello Bretas não dispensam o auxílio. Moro diz que é para compensar a falta de aumento de salário. Já Bretas não se envergonha de reforçar o orçamento familiar duplamente, uma vez que sua esposa, também juíza, embolsa o auxílio. Detalhe pitoresco: o imóvel que o casal Bretas possui no Rio de Janeiro já foi até objeto de matéria numa revista especializada em decoração. É importante lembrar que o auxílio-moradia é apenas um entre vários artifícios que contribuem para a farra ilegal do recebimento de salários acima do teto constitucional por parte e juízes e procuradores de todo o país, tanto os federais como os vinculados aos tribunais de justiça e MPs estaduais onde a bandalheira com dinheiro público é ainda mais escrachada.

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Arquivo Agência Brasil

Pernambuco 247 – Embora tenha sido confirmado o primeiro caso de febre amarela em Pernambuco, a Secretaria de Saúde do Estado (SES) descarta a existência da circulação do vírus no estado. Segundo a SES, o morador de Bezerros que teve a doença confirmada, adquiriu o vírus em São Paulo. O paciente recebeu alta médica no dia 29 de janeiro, encontra-se bem e fora do período de viremia (sem o vírus no organismo).

A Secretaria de Saúde informou ainda que a partir da próxima semana, o Laboratório Central de Pernambuco (Lacen-PE) vai começar a realizar os exames sorológicos (IgM) para a febre amarela e eventuais casos suspeitos não precisarão ser encaminhadas para os laboratórios nacionais de referência, diminuindo o tempo de espera pelos resultados.  

Ainda de acordo com a secretaria, desde fevereiro de 2017 o estado vem realizando o monitoramento permanente de adoecimento ou morte de primatas não-humanos. Até o momento, não há nenhum indicativo para circulação do vírus da febre amarela em Pernambuco. Esse monitoramento é a principal forma de vigilância da doença, conforme os protocolos da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde (MS), já que as mortes de primatas são os principais sinalizadores (eventos sentinelas) da circulação local do vírus e, consequentemente, da possibilidade de casos em humanos. 

Os homens do Exército atuaram em Pernambuco em dezembro de 2016, durante a ameaça de greve dos policiais militares; em outros momentos de tensão os pernambucanos também tiveram o apoio da Força Nacional; integrantes do Exército, Marinha e Aeronáutica já foram acionados 44 vezes desde 2010 para ações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO); atualmente estão presentes no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Norte

Pernambuco 247 – Presente em vários estados no combate à violência, homens do Exército atuaram em Pernambuco em dezembro de 2016, durante a ameaça de greve dos policiais militares. Em outros momentos de tensão, os pernambucanos também tiveram o apoio da Força Nacional.

O que era pra ser uma exceção, no entanto, tem virado regra para os estados que não dão conta do combate à violência. São vários que têm solicitado o apoio das Forças Armadas ou da Força Nacional de Segurança.

Os integrantes do Exército, Marinha e Aeronáutica já foram acionados 44 vezes desde 2010 para ações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Atualmente eles estão presentes no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Norte. A Força Nacional está hoje presente em 11 Estados e tem mais de 300 ações em seu histórico em 13 anos.

O Estado onde as Forças Armadas mais foram acionadas é o Rio, nove vezes, sendo que a maior parte foi para atuação em grandes eventos.

Esq.: Stuckert / Dir.: REUTERS - Peter Nicholls

O ex-prefeito de Londres, Ken Livingstone, fez uma declaração de apoio à Lula, e disse desconfiar da participação americana na perseguição ao ex-presidente; “Eu suspeito que, assim como aconteceu por décadas e décadas no Brasil e em vários países da América Latina, os EUA estão mais uma vez por trás da queda do governo progressista brasileiro, assim como estiveram por trás da queda dos governos da Argentina e do Chile e de vários outros países”

Revista Forum – O ex-prefeito de Londres, Ken Livingstone, fez uma declaração de apoio à Lula, nesta segunda-feira (26), em sua conta no Twitter e disse ainda desconfiar da participação americana na perseguição ao ex-presidente. “Eu suspeito que, assim como aconteceu por décadas e décadas no Brasil e em vários países da América Latina, os EUA estão mais uma vez por trás da queda do governo progressista brasileiro, assim como estiveram por trás da queda dos governos da Argentina e do Chile e de vários outros países”. Livingstone disse lembrar de se “encontrar com Lula quando ele era presidente do Brasil, depois de anos de governos corruptos, e vê-lo tirar milhões de pessoas da pobreza”.O ex-prefeito ressaltou ainda que “agora, a velha elite está tentando desesperadamente cada truque para impedi-lo de voltar”.O ex-prefeito pede ainda que todos deem RT e assinem a declaração @nocoupinBrazil (não ao golpe no Brasil) de apoio à democracia – http://bit.ly/standwithlula

                                               

O que se mostrou no Carnaval deste ano revela que situação política está caminhando para um ponto de ebulição.

Deram vitória para a escola de samba “Beija-Flor”, que tinha enredo e propaganda muito direitista.Isso diz muita coisa sobre as perspectivas políticas em geral. É particularmente importante para tentar entender as preocupações da direita e dos golpistas. Se Lula for preso, o que pode acontecer, tendo em vista que muitos no Carnaval gritaram o seu nome? Como fazer se ele não for candidato? Como manter a autoridade política do regime instalado com o golpe diante do povo? Tudo isso se mostrou numa festa popular em que todo o mundo teria ido sem maiores compromissos, apenas para se divertir, sem intenções políticas. O governo Temer, em grande medida, abandonou reforma da Previdência e muitos declararam que não têm como votá-la. Isso se dá porque a pressão popular é tão forte, até mesmo sobre os políticos da direita, que não querem votar. Já disse anteriormente que se Temer não aprovasse a reforma da Previdência, a burguesia ia querer derrubá-lo. Ela tentou, não conseguiu, e agora ele também não consegue aprovar mais nada. Isso coloca um problema para burguesia, que precisaria eleger um candidato que fosse desconhecido da população, ou seja, não tivesse sido atingido pela crise política até agora; que tivesse condições de concorrer com Lula, que conseguisse ultrapassar o problema de que instituições de conjunto estão desmoralizadas; que tivesse base no Congresso capaz de levar adiante a política extremamente dura contra a população e que conseguisse defender essa política nas eleições contra o interesse da população.

Por tudo isso, vejo a crise que vai adquirindo a situação política pós-golpe.

No centro da crise estão, de um lado, as medidas do governo, que mostrou a que veio, e em segundo lugar o “problema Lula” que se apresenta como entrave absoluto ao desenvolvimento da situação. Na realidade, Lula se apresenta como um entrave porque expressa a aglutinação das forças populares contra o golpe.

Não fosse Lula, teríamos seis ou sete candidatos de esquerda cada um com um programa “maravilhoso”, sendo que nunca se preocuparam em ter programa nenhum. Quando alguém apresenta um programa, como o de Manuela D’ávila do PCdoB, vemos que é um programa extremamente direitista, que não tem nada a ver com a população.

O Carnaval mostrou isso de maneira muito acentuada.

Muitos festejaram desfile da escola “Paraíso do Tuiuti” – e é pra ser festejado – pois foi uma verdadeira manifestação da luta de classes no Carnaval. O confronto com a “Beija Flor” acentuou, de um lado, o programa da direita, de outro lado, o da população contra o golpe.

Poucos, no entanto, deram a verdadeira importância para o que isso significa para a situação do país, como espelho da situação política brasileira.

Temos que tirar conclusões destes fatos para orientar nossa ação política.

O Exército, de maneira ainda mais profunda do que ocorreu em Natal (RN), assumiu o controle da segurança pública no Rio de Janeiro. Temos no Rio um governo militar branco, não declarado. Os militares dominam um dos principais estados do País, comandando todas as forças repressivas têm, portanto, controle sobre o fundamental do Estado. Isso nunca aconteceu desde que foi promulgada a Constituição de 1988. É um fato da maior gravidade política e, se somarmos todos elementos, vemos que a intervenção no Rio é parte de um plano estratégico de controle da população. Quando analisamos as declarações que foram feitas no sentido de que poderia haver um golpe militar, do general Mourão e outros, assinalamos que o Rio de Janeiro era cabeça de ponte da intervenção militar pois o Rio é mais vulnerável que São Paulo, por exemplo, devido ao governo em estado de colapso, os problemas de segurança pública fora de controle etc. A discussão política sobre essa questão central no meio da esquerda foi debatida na Análise Política da Semana, pelo companheiro Rui Costa Pimenta. Resumidamente, a maior parte da esquerda não considera que a intervenção militar é um passo para o golpe militar. Desconsideram que uma operação de grande envergadura como essa é algo que necessita de uma concepção estratégica, que se dá depois de um longo período de preparação e treinamento das Forças Armadas por meio das operações de garantia da lei e da ordem (GLO) em todo o País. Ignoram ainda que a intervenção se dá em um momento em que a situação política fica cada vez mais complicada. A situação pode se agravar diante de problemas importantes. O “problema Lula” não foi resolvido. E se a prisão dele der lugar à rebelião popular?

É óbvio que uma intervenção militar no Rio é início de uma intervenção mais geral que poderia descambar em um golpe e uma ditadura militar. O que nos afasta neste momento de uma verdadeira ditadura militar é o fato de que as tropas e seu comando ainda não declararam abertamente que não respeitarão o Congresso e as demais instituições e não indicaram a que comando responderiam.

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Presidente legítima e deposta Dilma Rousseff classificou nesta segunda-feira, 26, a venda da Embraer à Boeing pelo governo de Michel Temer como “gravíssima para soberania e a independência do País”; “O Brasil está sendo vendido pedaço por pedaço pelo governo golpista. Agora alienaram o controle da Embraer – 51% – para a Boeing. A desfaçatez do governo é absoluta quando diz ‘só 51%’. Ora, com esse percentual estão transferindo o controle acionário para a Boeing”, disse Dilma pelo Twitter; “O nosso futuro está sendo alienado pelo governo golpista. Empregos de alta qualidade estão sendo transferidos para outros Países”

A presidente deposta Dilma Rousseff criticou a venda da Embraer, anunciada pelo governo de Michel Temer. Em sua página no Twitter, Dilma classificou a venda da empresa como “gravíssima para soberania e a independência do País”.”O Brasil está sendo vendido pedaço por pedaço pelo governo golpista. Agora alienaram o controle da Embraer – 51% – para a Boeing. A desfaçatez do governo é absoluta quando diz “só 51%”. Ora, com esse percentual estão transferindo o controle acionário para a Boeing.É gravíssimo para a soberania e a independência tecnológica do País. A Embraer detém a tecnologia de jatos comerciais de porte médio, de jatos de carga de grande porte e é a parceira estratégica da Aeronáutica na construção de caças com o Grippen.O nosso futuro está sendo alienado pelo governo golpista. Empregos de alta qualidade estão sendo transferidos para outros Países. O desenvolvimento tecnológico do País está inteiramente comprometido nessa área.Todos os projetos recentes da Embraer com a Aeronáutica, por exemplo o grande jato de carga, foram financiados com dinheiro do BNDES em contratos de longuíssimo prazo. É esse o presente que o governo golpista está dando para a Boeing.”

Petrolândia, Sertão do Estado, recebeu a Caravana DETRAN nos Municípios, ação desenvolvida em parceria entre o Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco – DETRAN-PE, e a Prefeitura municipal. O evento que este ano levou o Projeto “Na Faixa com a Turma do Fom-Fom”, tem como objetivo lembrar ao pedestre a importância de atravessar na faixa e aos condutores o respeito que devem ter para com os pedestres, com foco na prevenção de acidentes de trânsito envolvendo motociclistas. A ação reuniu especialistas na área de saúde, mobilidade urbana, condutores de veículos e muitos pilotos de motos para discutir, entre outros assuntos, temas ligados à segurança no trânsito, com palestras, dicas sobre boa conduta no trânsito e sorteio de brindes, quando o público participante foi alertado para os elevados números de acidentes envolvendo motociclistas em Pernambuco e as medidas que podem ser tomadas para evitar riscos a própria vida no trânsito.

A Caravana Detran nos Municípios é um programa vitorioso do Governador Paulo Câmara, que prioriza a conscientização das pessoas em benefício da segurança no trânsito. O evento levou para Petrolândia ações de educação de trânsito que também foi realizada nas cidades de Jatobá, onde técnicos de educação e a Turma do Fom-Fom participaram do lançamento do Programa Chapéu de Palha, e Tacaratu, voltada, de forma especial, para condutores de motocicletas, levando blitiz’s educativas, palestras para alunos da rede estadual e curso de pilotagem defensiva, que aconteceu numa parceria entre o DETRAN-PE e a Honda/Sertamol, na Orla do São Francisco.

Estiveram presente no evento a Secretária de Segurança Cidadã do Município, Laura Aparecida dos Santos, que na ocasião representou o Prefeita Janielma de Souza; o Coordenador da Ciretran, Josemar Raimundo de Oliveira; o Vereador José Luiz dos Santos; e o Comandante da Guarda Municipal, José Manoel Soares Filho.

Jô Lima – DRT/PE 1443
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São Paulo – Muitos potenciais negócios  morrem na praia por conta da falta de conhecimento e de recursos para investir no sonho de empreender. Guylherme Ribeiro, aos 20 anos de idade, encontrava-se nessa situação.

“Sempre tive vontade de tentar ter meu próprio negócio, especialmente porque ainda era novo. Mas não tinha dinheiro. Tudo que eu tinha era um carro parcelado em 60 vezes”, conta.

O futuro empreendedor, porém, não desistiu. Idas e vindas o fizeram ter 7 mil reais no bolso e com esse dinheiro ele abriu sua própria loja de smartphones. Enquanto isso, aprendia mais sobre consertos por meio da plataforma de vídeos YouTube.

O esforço deu resultado. Hoje, Ribeiro é dono de quatro lojas próprias iService Soluções e da rede de franquias Suporte Smart, com 22 unidades. Os empreendimentos são especializados em assistência técnica de aparelhos da marca Apple. Apenas em 2017, seus empreendimentos faturaram 5 milhões de reais.

Começo  empreendedor

Filho de pais vendedores, Ribeiro nasceu em Curitiba e começou a empreender desde cedo, ainda que não soubesse. Aos 12 anos de idade, não conseguia arrumar um emprego e ganhar seu próprio dinheiro. Então, resolveu vender geladinhos e roupas usadas para seus colegas. Aos fins de semana, também começou a entregar panfletos.

De trabalho em trabalho, aos 18 anos ele já era gerente de uma loja. Sua namorada (e futura esposa) era vendedora e tinha, na garagem de casa, uma loja de artesanatos.

Ribeiro também queria ter seu próprio negócio. Um amigo, que trabalhava como vendedor em uma loja de celulares, via oportunidades e recomendou a Ribeiro que abrisse um empreendimento parecido, vendo tutoriais no YouTube para também oferecer consertos de smartphones.

Porém, tudo que Ribeiro tinha como recursos para abrir o negócio era um carro parcelado em 60 vezes. O empreendedor conseguiu conversar com seu pai, que assumiu o financiamento e deu a ele 7 mil reais em troca do automóvel. “Abri meu negócio de venda de celulares, chamado Reicell, em 2010. Procurei um ponto de 20 metros quadrados, paguei o primeiro aluguel, pintei o lugar, comprei um balcão e comprei algumas mercadorias em São Paulo. Não tinha nem placa, porque o dinheiro não deu”, conta.

Crescimento e desafios

No primeiro dia, Ribeiro vendeu o equivalente a 100 reais. “Se eu abrisse todos os dias, poderia tirar 3 mil reais. Para mim, era muito dinheiro. Nunca havia ganhado um salário desses”. O empreendedor abriu sua segunda loja após seis meses. O negócio crescia, o que era ótimo, mas junto vieram muitas dificuldades. Nos dois primeiros anos de negócio, a loja de Ribeiro foi assaltada seis vezes, e todos os celulares que ele vendia foram roubados. “Fiquei com medo e, assim, achei que meu sonho estava acabando.”

Buscando uma nova inspiração empreendedora, Ribeiro fez uma viagem à China em 2014. Visitando mais de 12 fábricas de reposição e vendo suas produções em larga escala, percebeu como o mercado em que estava tinha um potencial muito maior.

“Enxerguei uma oportunidade na área de reposição e de conserto de celulares. Voltei ao Brasil com uma visão mais aberta e muita vontade de empreender”, conta. No mesmo ano, ele mudou sua primeira loja para um imóvel com maior capacidade de estoque e abriu uma importadora de peças de reposição.

Percebendo um andar térreo despovoado em seu novo sobrado, Ribeiro resolveu montar ali outro negócio, completamente focado em consertos para aparelhos Apple. O empreendimento chamava-se iService Soluções. “O conserto de iPhone é o que dá mais retorno financeiro, falando apenas de smartphones. Via pouca procura e pouca margem de lucro com celulares das outras marcas.”

Em apenas seis meses, a iService Soluções já faturava mais que a revendedora de itens chineses. Os bons resultados fizeram com que o empreendedor redesenhasse sua segunda loja, fechasse sua importadora e abrisse outras duas unidades de assistência técnica em shopping centers. Ao todo, Ribeiro possui atualmente quatro lojas da iService. “Acho que cresci porque agi de forma profissional. Padronizei o atendimento, dei treinamento e uniforme aos funcionários e todos os anos fazemos ações de sustentabilidade para plantar árvores aqui em Curitiba.” O crescimento trouxe novos desafios. Ribeiro tinha 50 funcionários e não sabia como gerir tantas folhas de pagamentos e aluguéis de pontos comerciais. “Vi que meu negócio começava a ruir. Decidi fazer cursos, ler livros e contratar consultorias. Só consegui reassumir o controle quando dei um passo para trás. Reduzimos nosso quadro para 35 funcionários e recomeçamos a decolar.”

Franqueamento

No final de 2016, Ribeiro queria abrir mais lojas. Porém, já havia aprendido que não conseguia administrar sozinho sua expansão. Ao mesmo tempo, o empreendedor prestou atenção no feedback de diversos clientes e turistas em suas lojas de shopping. Eles elogiavam o atendimento e a estética da loja, propondo que a rede chegasse até suas cidades natais. “Vi que o caminho mais curto para isso era arrumar parceiros que me representassem e que ganhássemos juntos, por meio de franquias. Foi aí que criei a Suporte Smart, uma rede clone das minhas quatro lojas próprias”, conta o empreendedor. Abrir franquia: Veja com a Acqio dicas de como se preparar para começar com o seu negócio Patrocinado  A Suporte Smart vendeu sua primeira unidade em janeiro de 2017, na própria Curitiba. O negócio fechou o ano com 20 unidades e o faturamento total dos negócios de Ribeiro foi de 5 milhões de reais.

Fachada de loja da Suporte Smart (Suporte Smart/Divulgação)

Além da padronização e da importação apenas de peças homologadas, o empreendedor destaca como diferenciais para o crescimento da rede o conserto rápido e as novas formas de prestar o serviço.“Hoje, 90% dos nossos serviços são feitos em até 40 minutos. Além disso, nosso motoboy próprio pode buscar o celular na casa do cliente e depois entregar, sem custo adicional. Outra opção é um técnico visitar sua casa ou empresa para realizar o serviço lá mesmo. Fazemos isso com bancos, por exemplo, em que os celulares costumam ficar dentro da empresa.” Para 2018, a meta é terminar o ano com 7 milhões de reais de faturamento. Em janeiro, mais duas unidades da Suporte Smart foram inauguradas.

exame

São Paulo – Três processos ainda correm na justiça brasileira questionando o decreto de intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. A Advocacia-Geral da União montou uma força-tarefa para defender a União nessas ações.

Há uma ação popular movida na justiça do Rio de Janeiro e dois processos no Supremo Tribunal Federal,  distribuídos aos ministros Celso de Mello e Dias Toffoli. Os ministros já negaram pedidos de liminar que derrubariam o decreto, no entanto os processos ainda seguem para ser julgados.

Uma ação no STF foi movida pelo deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) e o senador Paulo Paim (PT-RS) contra o presidente da República, para que se abstenha de revogar ou suspender o decreto em sua vigência.  A outra, movida pelo deputado Ivan Valente (PSOL-SP), defende que a mensagem encaminhada ao Congresso Nacional para apreciar o decreto ofenderia o processo legislativo.

Ainda no STF, a ministra Rosa Weber já havia julgado improcedentes dois pedidos de liminar movidos por advogados para cancelar o decreto.

A AGU se movimenta para defender o decreto. Além dos três advogados que acompanham os interventores para consultas jurídicas, as 249 unidades da AGU pelo Brasil estão de plantão. O objetivo é identificar os processos contra o decreto de intervenção e agir rapidamente.

“Logo que o decreto foi gerado, nos organizamos num regime de plantão como o que fazemos diante de concessões e leilões públicos, para monitoramento e acompanhamento dessas ações que possam vir a surgir em todo o território nacional”, diz a ministra Grace Mendonça, da Advocacia-Geral da União, em entrevista a EXAME. “Por enquanto, temos obtido êxito, com nenhum afastamento do decreto de intervenção.”