Por Rosanne D’Agostino e Filipe Matoso, g1 — Brasília

Brasil ganhou 2 milhões de jovens eleitores, diz TSE; 8,9 milhões de pessoas se regularizaram
Brasil ganhou 2 milhões de jovens eleitores, diz TSE; 8,9 milhões de pessoas se regularizaram

“A Justiça Eleitoral, senhoras e senhores, não medirá esforços para realizar eleições limpas, transparentes, com paz e segurança e diplomar os eleitos”, afirmou Fachin.

Ministro Luiz Edson Fachin, presidente do TSE, faz discurso na abertura da sessão desta quinta-feira (5) — Foto: Reprodução/TV Justiça

Ministro Luiz Edson Fachin, presidente do TSE, faz discurso na abertura da sessão desta quinta-feira (5) — Foto: Reprodução/TV Justiça

Mobilização social

Na avaliação do presidente do TSE, a mobilização social para garantir a filiação de jovens neste ano “superou todos os recordes” da Justiça Brasileira em 90 anos.

“[Os números são] reflexo da mobilização encabeçada pelo TSE durante a semana do jovem eleitor, entre 14 e 18 de março, e que teve adesão espontânea dos partidos, da sociedade civil e de toda a sociedade brasileira a este movimento. O engajamento da sociedade foi refletida em números”, acrescentou o presidente do TSE. Conforme Fachin, “a Justiça Eleitoral mostrou toda a força que tem”. Somente nos últimos 31 dias, afirmou, foram feitos 8,9 milhões de atendimentos presenciais ou de forma virtual

“É com orgulho e satisfação que anuncio o resultado parcial de todo esse esforço, que superou todos os recordes já registrados pela Justiça Eleitoral brasileira em 90 anos”, declarou.

“Vimos, como há muito não se via, um país unido pelo bem, pela concórdia, pelo fortalecimento da democracia. Agradeço a cada um e a cada uma, influenciador ou não, famoso ou não, jovens de todas as idades que participaram e criaram conteúdos nas redes sociais para chamar a atenção de todos”.

Fachin também conclamou os maiores de 70 anos a votar. “Não deixem de fazer valer a sua vontade pelo voto”, disse.

Imprensa

Edson Fachin também ressaltou o papel da imprensa profissional na disseminação de informações durante as eleições.

“Destaco a importância da imprensa livre, respeitada, dos profissionais respeitados, não agredidos, da imprensa livre e do acesso à informação, do poder de exercer seu papel”, declarou.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, nesta terça-feira (3/5), uma multa de R$ 405 mil ao deputado Daniel Silveira (PTB-RJ) pelo descumprimento de medidas judiciais. Na decisão, Moraes manteve todas as restrições já impostas ao parlamentar, incluindo o uso da tornozeleira eletrônica.

“Verificada a não observância das medidas cautelares impostas em 27 (vinte e sete) ocasiões distintas, caracterizados como descumprimentos autônomos, e considerando a multa diária fixada e referendada pelo Pleno da Suprema Corte, é exigível a sanção pecuniária no valor total de R$ 405.000,00 (quatrocentos e cinco mil reais) em desfavor do réu Daniel Lúcio da Silveira”, diz o despacho de Moraes. Para garantir que Silveira pague a multa, o ministro do STF determinou o bloqueio de valores no nome de Daniel Silveira no sistema financeiro nacional; o bloqueio imediato de todas as contas bancárias do deputado; e o bloqueio de 25% dos vencimentos pagos pela Câmara ao parlamentar, até o cumprimento integral da multa aplicada. Moraes argumentou que a multa segue válida mesmo após o presidente Jair Bolsonaro (PL) ter concedido perdão às penas impostas pelo Supremo a Silveira. O ministro disse que o ato do mandatário da República não se relaciona com a condenação, “mas sim com o desrespeito às medidas cautelares fixadas, sem qualquer relação com a concessão do indulto”.

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Fux recebe Pacheco no STF em meio a tensão entre governo e Judiciário
Fux recebe Pacheco no STF em meio a tensão entre
governo e Judiciário

O presidente do SenadoRodrigo Pacheco (PSD-MG), disse nesta terça-feira (3), após reunião com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, que “anomalias graves” — como declarações sobre intervenção militar, fechamento do Supremo ou frustração de eleições — precisam ser combatidas e contestadas “a cada instante”. A reunião foi marcada em meio a uma tensão entre o governo federal e o Poder Judiciário. O colunista do g1 Valdo Cruz informou que Fux decidiu buscar no Senado o apoio necessário para tentaresfriar” e contornar a crise provocada pelo presidente Jair Bolsonaro.

No último dia 21, Bolsonaro concedeu perdão de pena ao deputado federal Daniel Silveira — um dia depois de ele ter sido condenado à prisão pelo STF — e na semana passada defendeu uma apuração paralela à do Tribunal Superior Eleitoral na eleição deste ano. Segundo Bolsonaro, essa sugestão foi apresentada ao TSE pelas Forças Armadas, que fariam essa apuração.O tom do presidente do  Senado após a reunião com Fux foi o mesmo de declarações que fez no último domingo, depois que manifestantes pró-Bolsonaro defenderam intervenção militar e fechamento do Supremo em atos de 1º de Maio.“O que nós não podemos é permitir que o acirramento eleitoral — que é natural do processo eleitoral e das eleições — possa descambar para aquilo que eu reputei como anomalias graves e se permitir falar sobre intervenção militar, sobre atos institucionais, sobre frustração de eleições, sobre fechamento do Supremo Tribunal Federal. Essas são anomalias graves que precisam ser contidas, rebatidas com a mesma proporção a cada instante porque todos nós, todas as instituições, têm obrigações com a democracia, com o estado de direito, com a Constituição”, declarou Pacheco

Em nota após o encontro, o STF informou que Fux e Pacheco conversaram sobre “o compromisso de ambos para a harmonia entre os poderes, com o devido respeito às regras constitucionais”.

“As instituições seguirão atuando em prol da inegociável democracia e da higidez do processo eleitoral”, diz o texto da nota.

g1.globo

Caravana do Conselho Regional de Enfermagem em SP reuniu cerca de 40 profissionais que partiram do estado na manhã desta terça (3) com destino a Brasília (DF) – Coren SP/Divulgação

Com a proposta de criação do piso nacional da enfermagem prevista para ser votada no plenário da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (4), representantes da categoria estão se dirigindo a Brasília (DF) em caravanas que partem de diferentes pontos do país. Os trabalhadores e trabalhadoras devem promover um ato público em frente ao Congresso Nacional horas antes da apreciação da pauta.A proposta tramita como Projeto de Lei (PL) 2564/2020 e tem amplo apoio entre lideranças partidárias da Câmara. O texto esbarra, no entanto, em focos de resistências no governo Bolsonaro e entre donos de hospitais e outras unidades de saúde, que dizem temer os custos resultantes da proposta.Com o PL indo à votação em plenário, a queda de braço deverá se dar entre deputados apoiadores do projeto e parlamentares influenciados por essas outras duas correntes.   “A gente espera que seja cumprida a palavra do Arthur Lira [presidente da Casa], uma vez que esse PL faz uma reparação histórica sobre a questão da valorização da categoria”, diz a presidenta da Federação Nacional dos Enfermeiros (FNE), Shirley Morales.

Além de promover o ato, os profissionais da área devem participar de uma sessão no plenário em homenagem à categoria. A agenda buscar ampliar a pressão sobre os deputados, inclusive para tentar evitar um adiamento da votação.

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Governador de Pernambuco também deu garantia de que estão autorizados todos os recursos necessários para qualquer tipo de intervenção necessária para a Saúde

BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM
“Já estão autorizadas intervenções necessárias nas unidades de saúde, inclusive todas as questões financeiras estão devidamente equacionadas”, frisou Paulo Câmara, ao ser questionado sobre o descaso com o Hospital da Restauração – FOTO: BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM
Na tarde desta terça-feira (3), após a solenidade de posse dos novos secretários de Cultura e Desenvolvimento Social, Criança e Juventude, Oscar Barreto e Edilázio Wanderley, respectivamente, o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, conversou com a imprensa e logo foi questionado sobre o cenário de precariedade do Hospital da Restauração (HR), cujo forro de teto da unidade de trauma desabou na segunda-feira (2).  

“Já estão autorizadas intervenções necessárias nas unidades de saúde, inclusive todas as questões financeiras estão devidamente equacionadas“, frisou Paulo Câmara, após mais de 24 horas do vazamento de tubulação de água e queda de forro do teto no HR. O governador não informou como os recursos necessários para restauro do HR serão utilizados, nem mesmo o montante que será destinado para esse trabalho. 

“Desde ontem (2), tenho mantido contato com a Secretaria (Estadual de Saúde) para verificarmos exatamente se há outros pontos de fragilidade, a fim de que sejam corrigidos. A gente não pode ter mais riscos como o que sofremos no dia de ontem, com ação que não teve vitimas nem maiores prejuízos, mas efetivamente isso não pode ocorrer numa unidade de saúde”, destacou Paulo, que assegurou estar vigilante ao trabalho que precisa ser feito na Saúde. “Sabemos das dificuldades, de todo o represamento que a pandemia trouxe em relação à saúde básica das pessoas. Mas a gente tem que cuidar da parte estrutural e da assistência à população. Então, vamos redobrar cada vez mais os cuidados com as nossas unidades de saúde e, ao mesmo tempo, já dar a garantia de todos os recursos necessários para qualquer tipo de intervenção necessária para a Saúde, que será autorizada”, acrescentou o governador.  

Mais de 70 pacientes nos corredores do Hospital da Restauração

Com a pandemia, a precariedade sustentada pelo HR exprime consequência de uma das mais graves crises da saúde. Os principais sintomas dessa decadência estrutural são experimentados pelos pacientes, que se afligem sem ter um espaço adequado e um leito digno para ter a saúde restabelecida.

Temos pacientes nos corredores. São 50 na emergência clínica. Deveríamos ter nenhum, mas infelizmente nós temos. E acreditem: muitos não querem ir para um hospital de convênio (particular) porque dizem que aqui (no HR) estão com melhores médicos e condições. É um paradoxo, mas é fato“, disse, em entrevista à Rádio Jornal, o diretor do hospital, Miguel Arcanjo, nesta terça-feira (3). Ele acrescentou que a unidade de trauma está acima da capacidade instalada. “Temos 26 doentes no corredor. É fato, público e notório; não há o que esconder sobre isso.” 

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O presidente Jair Bolsonaro tem usado o caso do deputado Daniel Silveira para reorganizar a militância, exibir apoio na Câmara e, como já mostrou O Globo, usar o embate com o Supremo Tribunal Federal como um palanque para sua campanha à reeleição.  O indulto presidencial concedido ao parlamentar acendeu a base bolsonaristas nas redes sociais, que tornou o assunto um dos mais comentados no Twitter durante a semana. Um ato em apoio a Silveira e contra a decisão da Corte foi marcado para domingo na Avenida Paulista, em São Paulo, com a possibilidade de o presidente comparecer.
Segundo pessoas próximas a Bolsonaro, com o perdão da pena a Silveira o presidente sinaliza que estará disposto a defender quem estiver ao seu lado. Com a aproximação ao Centrão, aliados mais inflamados reclamavam do distanciamento do presidente, que passou a ter como principais conselheiros caciques como o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o comandante do PP, Ciro Nogueira, ministro-chefe da Casa Civil. Portanto, na avaliação de interlocutores do Planalto, o indulto é um reencontro de Bolsonaro com bolsonaristas. Com a nova injeção de ânimo, os organizadores da manifestação marcada para domingo querem reviver os atos de 7 de Setembro, quando na mesma Avenida Paulista Bolsonaro chamou o ministro Alexandre de Moraes de “canalha” e disse que não cumpriria mais nenhuma decisão do magistrado. Moraes é o relator do inquérito contra Silveira por ameaças aos ministros do Supremos e por incentivar atos antidemocráticos.

Apesar da expectativa dos militantes, a presença de Bolsonaro no ato deste domingo (1º) é incerta. Auxiliares políticos aconselharam o presidente a não comparecer sob o risco de aumentar a tensão com o Judiciário e perder o “bom momento” que vive no embate com os magistrados. Nesta sexta-feira, Bolsonaro disse que “não quis peitar” o STF com o indulto.

— Houve um excesso. Caberia a mim, e só a mim e mais ninguém aqui no Brasil, desfazer essa injustiça. Não quero peitar o Supremo, dizer que sou mais importante, tenho mais coragem que eles, longe disso — disse o presidente, em entrevista à rádio Metrópole, de Cuiabá (MT).

Como mostrou O Globo nesta semana, Bolsonaro que levar o embate com o STF para o centro da disputa eleitoral. A avaliação de estrategistas da campanha é que com o indulto Bolsonaro vive seu melhor momento no confronto com o Judiciário.  Para isso, Bolsonaro tem se encarregado pessoalmente de orientar Silveira em como se comportar diante dos acontecimentos e que transformá-lo em um “símbolo” do enfrentamento com o STF.  Em conversas reservadas, o presidente tem dito que a visibilidade de Silveira conquistada após a prisão por fazer ameaças aos ministros do STF resultará em voto em outubro.

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Por g1 PB

Estado é condenado a pagar R$ 150 mil pela morte de adolescente de 15 anos, em Campina Grande — Foto: Márcio Murilo/TJPB

Estado é condenado a pagar R$ 150 mil pela morte de adolescente de 15 anos, em Campina Grande — Foto: Márcio Murilo/TJPB

O Estado da Paraíba foi condenado a pagar a quantia de R$ 150 mil para os pais de um adolescente, de 15 anos, que teria morrido por negligência médica, em Campina Grande, no Agreste da Paraíba. O caso aconteceu em junho de 2013, no Hospital de Emergência e Trauma do município. A condenação é a título de dano moral. O caso é da da 3ª Vara da Fazenda Púbica da Comarca de Campina Grande e foi julgado pela Segunda Câmara Especializada Cível do Tribunal de Justiça da Paraíba. O relator do processo é o juiz Carlos Eduardo Leite Lisboa. De acordo com o juiz, foi comprovado nos autos que o adolescente, de 15 anos, morreu em decorrência de tratamento médico “negligente e imprudente, que sem ter certeza do diagnóstico, foi submetido a tratamento como se estivesse acometido por dengue hemorrágica ou outra patologia grave”, disse.

“[Na ocasião foi] ministrado doses de medicamentos que induziram a vítima a uma síndrome de choque tóxico, acarretando a morte do adolescente”, afirmou.

Ao g1, a procuradoria do Estado informou que ainda não recebeu a decisão, mas que vai analisar o caso para saber se vai recorrer ou cumprir a condenação.

g1.globo

Mari Gonzalez radicaliza e muda a cor dos cabelos: ''Quem é essa loirona?''

A ex-BBB Mari Gonzalez (28) está com o visual diferente!

Nesta segunda-feira, 02, a modelo deixou os cabelos morenos de lado e resolveu passar por uma transformação para ficar loira. Com a ajuda de um cabeleireiro das famosas, Mari Gonzalez clareou os fios e impressionou ao surgir com as madeixas mais claras.

Em sua rede social, ela publicou um vídeo mostrando a mudança e brincou. “Quem é essa loirona?”, disse ela. Nos comentários, os seguidores admiraram a novidade. “Ficou deslumbrante”, elogiaram. “A mais gata”, falaram outros.

cara

Agência CNM

Após apoio de autoridades e parlamentares durante a XXIII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, o Congresso Nacional aprovou o PLN 3/2022, que repassará R$ 7,67 bilhões para Estados e Municípios. Os valores são referentes à arrecadação em leilões dos volumes excedentes da cessão onerosa da Petrobras em áreas não concedidas do pré-sal.

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) – que atuou pela rápida aprovação da proposta – fez uma estimativa de quanto será o repasse a ser repartido entre os Entes locais de cada Estado, acesse aqui. “A presença de todos na Marcha é um dos motivos para essa conquista. Conseguimos o apoio e comprometimento do Executivo e do Legislativo e assim, rapidamente, o tema avançou”, avalia o presidente da entidade, Paulo Ziulkoski. Do total do crédito aberto, R$ 4,67 bilhões serão destinados aos Estados e mais R$ 334 milhões apenas para o Estado do Rio de Janeiro. Os Municípios repartião a quantia de R$ 2,6 bilhões.

Designado relator do projeto em Plenário, o deputado Cláudio Cajado (PP-BA), que acatou a proposta do Executivo na íntegra, sem emendas, ressaltou a conquista da CNM durante a Marcha dos Municípios. “A votação desse projeto hoje, sem dúvida nenhuma, é uma demonstração carinhosa com a Marcha dos Prefeitos. Esses recursos serão utilizados em diversos Municípios brasileiros, e a Marcha dos Prefeitos recebe esse grande presente.”

O PLN foi aprovado na quinta-feira, 28 de abril, no encerramento da XXIII Marcha. Nos dias anteriores, ainda na abertura, o presidente Jair Bolsonaro já havia falado do repasse proposto por abertura de crédito pelo governo federal. “Temos certeza que faremos bom uso desse recurso”, afirmou em discurso para os prefeitos. No Painel do Congresso, os parlamentares reforçaram o projeto e os esforços para votá-lo imediatamente.

De acordo com o texto, fica limitada a aplicação dos recursos recebidos por Estados e Municípios para despesas previdenciárias ou de investimentos. As despesas previdenciárias não se limitam ao Ente, mas também a todas as pessoas jurídicas de direito público e privado integrantes de sua administração direta ou indireta.

Da Agência CNM de Notícias

Por g1

Até sexta-feira (6), mais de 31 milhões de segurados receberão a primeira parcela. — Foto: Reprodução

Até sexta-feira (6), mais de 31 milhões de segurados receberão a primeira parcela. — Foto: Reprodução

Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que ganham acima de um salário mínimo e tenham o cartão com os números finais 2 e 7 recebem nesta terça (3) a primeira parcela do 13º salário. Os pagamentos serão feitos junto com os benefícios referentes a abril. O 13º também será pago nesta terça aos beneficiários que recebem 1 salário mínimo e possuem 7 como número final do cartão de benefício (sem considerar o último dígito verificador, que aparece depois do traço).

A segunda parcela do 13º será liberada para estes grupos no dia 2 de junho.

Os aposentados e pensionistas do INSS começaram a receber o 13º adiantado no último dia (25). Até sexta-feira (6), mais de 31 milhões de segurados receberão a primeira parcela.O decreto com a antecipação do benefício foi assinado em março. Este será o 3º ano seguido em que os segurados do INSS receberão o 13º antes das datas tradicionais, em agosto e dezembro.A maioria receberá 50% do décimo terceiro na primeira parcela. A exceção é para quem passou a receber o benefício depois de janeiro e terá o valor calculado proporcionalmente.Confira abaixo os calendários de pagamento dos benefícios. Eles levam em conta o número final do cartão de benefício, sem considerar o último dígito verificador, que aparece depois do traço.

Calendários de pagamento

 

13º do INSS - 1 salário mínimo — Foto: Economia g1

13º do INSS – 1 salário mínimo — Foto: Economia g1

13º do INSS - para quem recebe acima de 1 salário mínimo  — Foto: Economia g1

13º do INSS – para quem recebe acima de 1 salário mínimo — Foto: Economia g1

Quem recebe

Atualmente, são mais de 36 milhões de pessoas com direitos a benefícios do INSS no país – mais de 60% recebem um salário mínimo.

Para quem ganha o benefício no valor do salário mínimo, o piso nacional passou para R$ 1.212 desde 1º de janeiro. Por lei, aposentadorias, auxílio-doença, auxílio-reclusão e pensão por morte pagas pelo INSS não podem ser inferiores a 1 salário mínimo. Já os aposentados e pensionistas que recebem benefícios acima do salário mínimo tiveram reajuste de 10,16% na remuneração — o teto dos benefícios do INSS passou de R$ 6.433,57 para R$ 7.087,22.

Como consultar os benefícios

  • Uma maneira simples de fazer a consulta dos benefícios do INSS é através da central de atendimento por telefone, no número 135. Ao ligar, informe o número do CPF e confirme algumas informações cadastrais, de forma a evitar fraudes. O atendimento está disponível de segunda a sábado, das 7h às 22h;
  • O segurado pode acessar o site Meu INSS, que reúne diversos serviços digitais do INSS. Após fazer o login, na tela inicial, clique no serviço de “Extrato de Pagamento” e você terá acesso ao seu extrato e todos os detalhes sobre o pagamento do benefício;
  • A consulta do benefício também pode ser feita pelo aplicativo Meu INSS, disponível para download para Android iOS. Assim como no acesso pelo site, de início, é necessário fazer o login, e então, todos os serviços disponíveis e histórico das informações do beneficiário serão listados.
  • g1.globo.com
Juliette estreia como compositora, em parceria com integrante da banda Os Gonzagas, no single 'Cansar de dançar'
                                                                                                                               Reprodução / Twitter (@juliette)

Zerada’ no início deste ano, segundo o Ministério da Cidadania, a fila de brasileiros à espera do Auxílio Brasil voltou a crescer. Estudo da Confederação Nacional de Municípios (CNM) mostra que 1.050.295 famílias que atendem aos requisitos para receber o benefício não tiveram acesso a ele em fevereiro deste ano.

A chamada demanda reprimida teve um salto em relação a janeiro, quando o número de famílias à espera era de 434.421. Para receber o benefício, as famílias precisam atender às condições do programa e estar inscritas no Cadastro Único. Não é preciso se inscrever para o benefício: o governo avalia dentro do CadÚnico os elegíveis. A demanda reprimida, assim, leva em conta o número de inscritos no Cadastro que se enquadram para o recebimento.

Em comparação com o segundo semestre de 2021, no entanto, houve queda acentuada na ‘fila’, que coincide com a inclusão de cerca de 3 milhões de famílias dentro do programa entre dezembro de 2021 e janeiro de 2022, logo após o governo transformar o Bolsa Família em Auxílio Brasil.No mês de julho de 2021, havia uma demanda por acesso ao programa (então Bolsa Família) de 2,41 milhões de famílias. Já em novembro de 2021 o número saltou para mais de 3,18 milhões – aumento de 32% em 4 meses.Por outro lado, em janeiro, o número de famílias à espera do benefício teve uma queda considerável de 86,4%, para 434,2 mil, com a inclusão das 3 milhões de famílias no programa. E, em fevereiro, ocorreu um salto de 142% no número de famílias sem acesso ao benefício, passando para mais de 1 milhão.

Por regiões

A região com maior incidência de espera por concessão do auxílio em janeiro era o Sudeste, com 183.753, seguida pelo Nordeste (124.519).São Paulo era o estado com o maior número de famílias que tinham direito a receber mas não estavam dentro do programa: 90.793, seguido por Minas Gerais (43.689), Rio de Janeiro (40.007), Bahia (32.384) e Pernambuco (26.355). A CNM ainda não tem os dados detalhados de fevereiro por estados e municípios.

19,1 milhões de famílias deveriam estar no programa

Câmara aprova valor mínimo de R$ 400 no Auxílio Brasil

Câmara aprova valor mínimo de R$ 400 no Auxílio Brasil

O estudo mostra que, em julho de 2021, havia mais de 25 milhões de famílias cadastradas no Cadastro Único, e aproximadamente 19,1 milhões atendiam aos requisitos para receber o benefício. Ou seja, 76% das famílias brasileiras inscritas no CadÚnico deveriam estar incluídas no programa de transferência de renda. No entanto, o número de beneficiários era de 16,7 milhões, segundo a CNM.

Já em novembro, 17,6 milhões de famílias tinham perfil para estar no programa social, mas apenas 14,5 milhões recebiam a transferência de renda. Em comparação a julho, há uma queda de 2,18 milhões de beneficiários. E a demanda reprimida era de quase 3,2 milhões de famílias – acréscimo de 773,5 mil famílias em relação ao mês de julho. Já em janeiro, o número de famílias beneficiadas passou de 14,5 milhões para 17,5 milhões. Segundo a CNM, o ideal seria que o programa tivesse naquele mês mais de 18 milhões de famílias contempladas para zerar a fila. Com isso, a demanda reprimida chegou a perto de meio milhão de famílias. Em fevereiro, houve a inclusão de 556 mil famílias no Auxílio Brasil, chegando a 18,05 milhões. No entanto, o ideal seria que o número fosse de 19,1 milhões, ou seja, a demanda reprimida chega a 1,05 milhão de famílias. Com isso, o número de famílias que deveriam estar no programa se igualou ao de julho de 2021.

O estudo

Para a elaboração do estudo, foram usados dados do Cecad, ferramenta que possibilita a consulta, a seleção e a extração de informações do Cadastro Único (CadÚnico) e permite conhecer as características socioeconômicas das famílias e das pessoas incluídas no cadastro. O CadÚnico é o principal instrumento para a seleção e a inclusão de famílias de baixa renda em programas sociais como o antigo Bolsa Família e o atual Auxílio Brasil. O estudo usou os dados de quantidade de famílias e indivíduos inscritos no Cadastro Único que possuem perfil para o benefício social e dos beneficiários efetivos dos dois programas. Desse cruzamento chegou-se à demanda reprimida, ou seja, famílias que deveriam estar recebendo o benefício por estarem dentro do perfil dos programas, mas não foram incluídas.

g1.globo

Uma escavadeira tenta conter o fogo criado naturalmente pelo calor na capital indiana de Nova Delhi — Foto: Adnan Abidi/REUTERS

Uma escavadeira tenta conter o fogo criado naturalmente pelo calor na capital indiana de Nova Delhi — Foto: Adnan Abidi/REUTERS

Uma onda de calor está atingindo a Índia e o Paquistão na última semana, com temperaturas que ultrapassam os 45ºC. As altas temperaturas já causam cortes de eletricidade e escassez de água para milhões de habitantes. Os especialistas apontam que o fenômeno deverá ser registrado cada vez com mais frequência no futuro, consequência das mudanças do clima. Na última semana, Nova Délhi chegou a registrar 46ºC. O calor extremo afetou o noroeste e o centro da Índia, de acordo com o departamento meteorológico do país. Uma lojista local disse à Agência France Presse que é “a primeira vez” que sentia tanto calor em abril.

Índia enfrenta onda de calor sem precedentes

Índia enfrenta onda de calor sem precedentes

Já no Rajastão, no noroeste da Índia, os cortes de energia foram impostos nas fábricas para reduzir o consumo. De acordo com a imprensa local, as principais usinas estão enfrentando escassez de carvão.Além disso, 1,4 bilhão de pessoas passam por uma diminuição no abastecimento de água, o que se agravará até as chuvas previstas para junho e julho. Na última quinta-feira (28), os bombeiros precisaram trabalhar para conter o fogo nos enormes aterros sanitários da capital indiana.Nova Délhi, que tem mais de 20 milhões de habitantes, não tem infraestrutura moderna para tratar as 12 mil toneladas de resíduos que produz diariamente.Além do incêndio registrado na semana passada, outros três já haviam ocorrido em menos de um mês na região.

Paquistão, 48 graus

Já no Paquistão, a onda de calor já bateu a casa dos 48ºC.

As temperaturas estão cerca de 8ºC acima do normal em algumas partes do país, de acordo com a Sociedade Meteorológica do Paquistão. Os agricultores terão de gerir o abastecimento de água — a agricultura empresa cerca de 40% da população local.

“A saúde pública e a agricultura do país enfrentarão sérias ameaças pelas temperaturas extremas deste ano”, disse Sherry Rehman, ministra de Mudanças Climáticas do Paquistão.

O Escritório Meteorológico do Paquistão já havia informado que março foi o mês mais quente já registrado desde 1961.

Cada vez mais calor

As ondas de calor já mataram mais de 6,5 mil pessoas na Índia desde 2010. Os cientistas dizem que, devido às mudanças climáticas, os eventos extremos estão se tornando mais frequentes e mais severos – não apenas no país, mas em todo o planeta. “As mudanças climáticas estão tornando as altas temperaturas mais prováveis na Índia”, disse Mariam Zachariah, do Instituto Grantham do Imperial College de Londres. “Antes das atividades humanas aumentarem as temperaturas globais, calor como o que atingiu a Índia no início deste mês só era observado uma vez a cada 50 anos”, acrescentou.

Em agosto do ano passado, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, sigla em inglês) divulgou um relatório em que afirma que todas as regiões do globo já são afetadas por eventos extremos como ondas de calor, chuvas fortes, secas e ciclones tropicais provocadas pelo aquecimento global. Além disso, as centenas de cientistas que assinam o material afirmaram que cada uma das últimas quatro décadas foi sucessivamente mais quente do que qualquer outra década que a precedeu desde 1850. A previsão, segundo o IPCC, é que a temperatura continue a subir até meados deste século em todos os cenários projetados para as emissões de gases de efeito estufa.

g1.globo

Segundo Fábio Malini, pesquisador e analista de metadados, a cada dois minutos um jovem reporta no Twitter que tirou o título de eleitor


De acordo com monitoramento feito pelo pesquisador e analista de redes Fábio Malini, nesta segunda-feira (2), a cada dois minutos, um jovem reporta no Twitter que conseguiu tirar o título de eleitor. A maior parte tem inclinação antibolsonarista. No dia anterior, o intervalo era de oito minutos.

Malini acredita que essa onda faz parte do movimento de querer votar nas eleições 2022. “É um movimento articulado com estudantes, que estão mais conectados, têm mais informações, têm mais facilidade de tirar o título de eleitor”, destaca ele à Fórum. “Acho que é o movimento natural de pessoas mais jovens, que também são anti-Bolsonaro, que acabou de gerar esse buzz de títulos. E eles se reportam, ficam falando continuamente no Twitter que tiraram o título”, conta o analista. Em relação à forma pela qual ele consegue fazer esse monitoramento, Malini relata: “É bem simples. Peguei a palavra ‘tirei’ mais ‘título’. A busca do Twitter fecha apenas os tuites que têm essas duas palavras. Se você perceber nessa busca, a cada dois minutos tem alguém falando que tirou o título. Como são jovens, se você for na timeline deles, vai perceber que tem um baixo número de caracteres por post, que é um clássico da ciência de dados para diferenciar a população jovem da população adulta”, explica.

Segundo Malini, por enquanto não é possível quantificar se esse fato pode influenciar no resultado da eleição. “O TSE só vai divulgar depois do dia 4 de maio a quantidade de novos eleitores jovens nessa faixa etária. Então, é difícil precisar ainda. Claro que se fosse só essa faixa etária, o Lula já estaria eleito, porque tem forte maioria”, concluiu.

Número de jovens com título bate novo recorde

A forte campanha de alistamento eleitoral promovida por artistas e celebridades realmente está mobilizando os jovens de 16 a 18 anos. Segundo dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a procura pelo título de eleitor está batendo recordes em 2022. Entre janeiro e março de 2022, o Brasil ganhou 1.144.481 novos eleitores na faixa etária de 16 a 18 anos. A procura é a maior registrada quando comparada às últimas Eleições Gerais, de 2018 e 2014, quando foram emitidos 877.082 e 854.838 novos títulos, respectivamente.

O voto é facultativo no Brasil entre 16 e 17 anos. A baixa adesão de jovens no início do ano fez com que artistas e celebridades se mobilizassem para incentivar o alistamento eleitoral nessa parcela da população.

Entre eles estão Anitta, Zeca Pagodinho, Whindersson Nunes, Juliette Freire, Luíza Sonza, Criolo, Emicida e até o ator estadunidense Mark Ruffalo.

revistaforum

Astro de Hollywood, apesar de ataques do próprio Bolsonaro, voltou às redes sociais para incentivar os jovens a tirarem título de eleitor, desta vez com postagem em português; prazo se encerra em 4 de maio

Desta vez, o astro de Hollywood fez uma postagem em português agradecendo àqueles que já regularizam o título. Ele aproveitou para deixar o link de campanhas que ensinam a tirar o título de eleitor online, com o intuito de incentivar os jovens brasileiros que ainda não o fizeram. A cada 10 jovens, 9 pretendem tirar título de eleitor; preferência pela esquerda se destaca
“Obrigado aos heróis da democracia no Brasil que estão ajudando os jovens a se registrar para votar. Para saber mais sobre como tirar o seu título online até o dia 4 de maio, acesse http://seuvotoimporta.org, http://cadavotoconta.org.br, http://olhaobarulhinho.com”, publicou DiCaprio.

O prazo para tirar o título de eleitor se encerra no dia 4 de maio.

Ataques

A nova postagem de DiCaprio vem após o ator, por conta de seu incentivo aos jovens brasileiros a tirarem o título de eleitor, ser alvo de ataques de bolsonaristas, principalmente a partir de uma publicação de Jair Bolsonaro direcionada ao astro de Hollywood.

“O Brasil abriga a Amazônia e outros ecossistemas críticos para as mudanças climáticas. O que acontece lá é importante para todos nós e o voto dos jovens é fundamental para impulsionar a mudança para um planeta saudável”, havia tuitado o ator na última semana, divulgando campanha de um movimento brasileiro para os jovens tirarem o título.Sem ter seu nome citado, Bolsonaro destilou seu ódio com ironias em inglês – escrito provavelmente por assessores – contra o ator.“Obrigado pelo apoio, Léo! É muito importante ter todos os brasileiros votando nas próximas eleições. Nosso povo decidirá se quer manter nossa soberania na Amazônia ou ser governado por bandidos que servem a interesses especiais estrangeiros. Bom trabalho em O Regresso”, publicou Bolsonaro em referência ao filme que deu a primeira estatueta do Oscar ao ator.Bolsonaro ainda lembrou um tuite de 2019 em que o ator faz um alerta para a crescente queimada na Amazônia, que disparou em seu governo, com uma foto antiga.À época, Bolsonaro também tentou lucrar com a popularidade de DiCaprio dizendo, sem apresentar provas, que o ator “está colaborando aí com a queimada na Amazônia” ao financiar ONGs que atuam na região, responsabilizadas pelo presidente pelos incêndios causados por ruralistas.

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Fábio Vieira/Metrópoles

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que será lançado pré-candidato do PT à Presidência da República, recebeu nesta terça-feira (3/5) o apoio formal do Solidariedade, partido comandando pelo sindicalista e deputado federal Paulinho da Força (SP). O evento contou com a presença do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, candidato a vice.Além de Lula e Alckmin, o evento reuniu políticos como os senadores Omar Aziz (PSD-AM) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP), o vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos, e Marília Arraes, que deixou o PT, se filiou ao partido e é a candidata do Solidariedade ao governo de Pernambuco.

Marília não terá o apoio formal de Lula contra o candidato do PSB, Danilo Cabral. O PT assumiu o compromisso de Lula não subir no palanque da ex-petista no estado. No evento desta terça, porém, Marília teve lugar de destaque no palco, ao lado do ex-presidente e Alckmin.A formalização ocorreu em um encontro no Palácio do Trabalhador, no bairro da Liberdade, em São Paulo.

Ele se disse chateado com a omissão de Lula e da presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR) e, na ocasião, ensaiou encontros com os tucanos Aécio Neves e Eduardo Leite, mas acabou permanecendo na composição petista, após uma ação rápida de Lula e de Gleisi para mantê-lo no bolso.
metropoles
fotografia colorida de bomba de gasolina
inícius Schmidt/Metrópoles

A alta no preço dos combustíveis tem causado impactos na economia brasileira, afetando indicadores importantes, como a inflação, por exemplo. Segundo dados recentes do boletim Focus, produzido pelo Banco Central, as estimativas das taxas inflacionárias devem saltar de 7,65% para 7,89% este ano no país, sendo a 16ª alta consecutiva neste indicador. Com a intenção de diminuir os danos do aumento nas bombas, foi proposto na Câmara Federal o Projeto de Lei 535/22, que visa a implementação do Auxílio Combustível para determinados segmentos de trabalhadores. De acordo com pesquisa do Sistema de Levantamento de Preços da Agência Nacional do Petróleo (ANP), realizada em mais de 4.700 postos de todos os estados e do Distrito Federal, o preço médio da gasolina comum chegou a R$ 7,32 em março.

metropoles

E titulo titulo de eleitor digital tse
Deiviane Linhares/Especial Metrópoles

Mesmo diante de recordes em novos cadastros de Títulos Eleitorais nos primeiros três meses de 2022, o número de adolescentes com 16 e 17 anos aptos a irem às urnas em outubro ainda é menor do que o verificado nas últimas duas eleições gerais, em 2018 e 2014. Até março deste ano, 1,051 milhão de cidadãos nessa faixa etária estavam habilitados para a votação. Em 2018, eram 1,5 milhão; e, em 2014, 1,8 milhão. Pelos números, observa-se que os adolescentes, mesmo ainda em idade na qual o voto é facultativo, procuravam mais a Justiça Eleitoral para fazer seus títulos em 2014 e em 2018 do que nos dias atuais. Em 2014, a taxa de eleitores habilitados em março era 42,3% maior do que o índice registrado neste ano. Em 2018, pleito no qual o presidente Jair Bolsonaro (PL) foi eleito, a quantidade de Títulos Eleitorais aptos para esta faixa etária era 30,7% maior.Campanhas de conscientização e incentivo ao eleitorado como um todo, em especial aos jovens, por meio da mídia e das escolas, têm aumentado o número de eleitores com 16 e 17 anos. Publicações espontâneas de influenciadores e artistas, como a cantora Anitta, têm impulsionado a mudança de comportamento. Somente entre janeiro e março, o Brasil ganhou 421 mil novos eleitores entre 16 e 17 anos devidamente habilitados para votar. Em dezembro de 2021, 630 mil adolescentes nessa faixa tinham o título. Em março, o número aumentou para 1,051 milhão – crescimento de 58,7%. O esforço, porém, ainda precisa ser maior.

Prazo

Os jovens têm até 4 de maio para aumentar seu nível de participação nas urnas. Para alcançar o patamar de 2018, é necessário que meio milhão de adolescentes se inscrevam no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ainda há tempo. O cadastro eleitoral seguirá aberto até quarta-feira (4/5), data-limite para solicitação do título, transferência do domicílio eleitoral e regularização de eventuais pendências com a Justiça Eleitoral.Emitir a primeira via do Título de Eleitor é fácil. O procedimento pode ser feito em casa, por meio da internet, no Portal do TSE. O interessado deve acessar o Autoatendimento do Eleitor, clicar em “Atendimento ao Eleitor”, selecionar “Tirar o 1º Título Eleitoral” e seguir as instruções da página.Segundo a Resolução TSE nº 23.659/2021, artigo 35: “A apresentação de certificado de quitação militar somente é obrigatória para alistandos do gênero masculino que pertençam à classe dos conscritos”, ou seja, para os brasileiros nascidos entre 1º de janeiro e 31 de dezembro do ano em que completarem 19 anos, os quais compõem a classe chamada para a seleção, tendo em vista a prestação do Serviço Militar inicial.

Campanha nas redes sociais

Além de artistas nacionais, influenciadores internacionais entraram na campanha para o jovem brasileiro tirar o título. Protagonista de filmes, como Titanic e O Lobo de Wall Street, Leonardo DiCaprio foi um dos que aderiu ao movimento. Na sexta-feira (29/4), DiCaprio entrou na viralização da hashtag #tiraotitulohoje e convocou os jovens brasileiros que tenham acima de 16 anos a emitirem o Título de Eleitor para votar nas eleições de outubro. Na terça-feira (26/4), foi a vez de Mark Ruffalo, o intérprete de Hulk, fazer o apelo aos jovens brasileiros.

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Xandão manda a real: liberdade de expressão, sim; de agressão, não

O ministro do STF Alexandre de Moraes – AFP

Liberdade de expressão não é liberdade de agressão’, declarou nesta sexta-feira (29) o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, o ‘Xandão’, terror de onze em cada dez bolsonaristas. Chega a ser inacreditável a necessidade de tal fala, mas no País emergido do bolsonarismo, sim, é necessário. E importante.Meses atrás, um episódio de pura selvageria ocorreu no vôlei nacional, quando um ex-atleta homofóbico – assumido! – investiu ferozmente contra um colega homossexual, por causa de uma divergência idiota, sobre uma revista em quadrinhos, onde o filho do Superman beijava um outro rapaz. O assunto dominou o noticiário do País por dias.

O clube em que jogava o machão foi pressionado pelos patrocinadores – ainda bem! – a demiti-lo, já que a diretoria ou concordava com as posições asquerosas de seu jogador, em franco desrespeito aos seus sócios-mantenedores (muitos deles gays ou pais de gays), ou não enxergava qualquer problema nas declarações inaceitáveis.A horda bolsonarista, claro, comprou a briga e abraçou a causa! Essa gente não perde uma única oportunidade de escolher o lado errado. Assim, não só condenou os patrocinadores, como transformou o ex-atleta agressor em herói nacional, e tudo indica irá disputar uma vaga no Congresso Nacional, com grandes chances de obtê-la.

Liderados pelo ‘mito’ rachador de salários de funcionários fantasmas, amigo íntimo de miliciano, adorador de assassino de aluguel e torturador, que casou um monte de vezes e prega violência – sempre em nome de Jesus! – a malta agora empenha-se em mais uma cruzada selvagem: a defesa do brutamontes golpista.

Refiro-me, por óbvio, ao deputado criminoso Daniel Silveira, que prega abertamente o AI-5, o fechamento do Congresso e do STF, o espancamento dos ministros do Supremo e outras selvagerias mais, como o desagravo ao assassinato de uma vereadora carioca, Marielle Franco, quando quebrou uma placa de rua com seu nome.A bolsolândia diz que o arruaceiro apenas exerce sua liberdade de expressão ao incentivar e defender inúmeros crimes. Porém, não considera liberdade de expressão um ‘beijo gay’ em quadrinhos. Não considera liberdade de expressão a defesa do comunismo ou mesmo aula de educação sexual nas escolas, que chamam de ideologia de gênero.

O duplo padrão moral dessa canalha é obsceno e sua incoerência intelectual, gritante. Por um lado, defendem o direito de alguém pedir agressão física contra outrem, por outro, não aceitam o exercício político das esquerdas nem admitem a liberdade sexual alheia. Aliás, para eles, ladrão é só o meliante de São Bernardo; jamais os sócios do Queiroz. O ministro do Supremo, André ‘terrivelmente evangélico’ Mendonça, quando ministro da Justiça, abriu inquérito em nome da ‘segurança nacional’ contra um sujeito que produziu um outdoor, chamando Jair Bolsonaro, o verdugo do Planalto, de ‘pequi roído’. Entenderam? Liberdade de expressão é atirar juízes no lixo, jamais ofender o presidente-patrão.

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Centrais sindicais lideram atos do 1º de Maio apesar de crise imposta por reforma – Rodrigo Pilha

Os sindicatos e centrais sindicais que promovem atos neste 1º de Maio encontram-se hoje em situação bem diferente do cenário que vigorou até 2017, ano em que a reforma trabalhista foi aprovada. Idealizadas pelo governo do ex-presidente Michel Temer (MDB), as mudanças afetaram profundamente a arrecadação das entidades e reduziram seus orçamentos, prejudicando a atividade das instituições que defendem os trabalhadores e, por fim, quem trabalha.

A reforma proibiu o desconto do imposto sindical de salários de empregados sem que cada um deles, individualmente, se manifestasse para isso. Desde então, entidades que representam trabalhadores perderam quase 99% do que recebiam referente à contribuição. Segundo o Ministério do Trabalho, em 2017, R$ 2,233 bilhões haviam sido repassados a entidades laborais, incluindo federações, confederações e centrais. Em 2021, os repasses baixaram para R$ 21,4 milhões.


Gráfico mostra arrecadação de entidades sindicais laborais após Reforma Trabalhista / Brasil de Fato

Só os sindicatos, que fazem a defesa direta dos interesses de quem é empregado, reduziram sua arrecadação com imposto sindical de R$ 1,473 bilhão para R$ 13,1 milhões em cinco anos como consequência imediata da reforma, segundo dados do governo. De acordo com Fausto Augusto Junior, economista e diretor-técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o imposto sindical respondia, em média, por um terço de toda a arrecadação de sindicatos. Sem ele, muitas dessas instituições acabaram forçadas a demitir seus funcionários.“Os sindicatos demitiram trabalhadores e, para pagar essas demissões, eles venderam patrimônio”, disse ele. “Muitos venderam sua sede, seu clube de campo e diversos itens que arrecadaram ao longo de sua história.”

Ariovaldo de Camargo, secretário de administração e finanças da Central Única dos Trabalhadores (CUT), disse que a entidade conseguiu manter suas representações em todos os estados brasileiros mesmo depois de ver sua arrecadação com o imposto cair de R$ 62 milhões, em 2017, para R$ 274 mil, em 2021. Ele disse, no entanto, que a CUT, a maior central sindical do país, pode ser considerada uma exceção.


Dados mostram arrecadação de centrais sindicais após Reforma Trabalhista / Brasil de Fato

Segundo Camargo, alguns sindicatos perderam praticamente 90% de sua arrecadação com o fim do repasse automático do imposto sindical. Mas acrescentou que o pior da reforma não foi essa mudança, e sim as regras que facilitaram as terceirizações e outras flexibilizações do trabalho. “O imposto sindical faz muita diferença na vida dos sindicatos. Mas a capacidade de organização dos trabalhadores prejudicada pela própria reforma trabalhista que colocam dificuldades ainda maiores”, disse Camargo, ao Brasil de Fato.

Base menor, sindicato menor

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que o número de trabalhadores empregados com carteira assinada diminuiu 6% desde que a reforma entrou em vigor. Em 2016, eram 35,1 milhões. Em 2021, passaram a 32,9 milhões. Esses trabalhadores formam a base dos sindicatos laborais do setor privado brasileiro e são eles que mais dependem das entidades para negociar seus salários com empregadores. Porém, como formam uma categoria cada vez menos numerosa, seus sindicatos são cada vez mais fracos e têm menos poder em negociações. A queda desse poder fica refletido no rendimento salarial. Em março de 2022, por exemplo, 52% dos acordos coletivos negociados entre sindicatos de trabalhadores e patronais estabeleceram reajustes salariais abaixo da inflação acumulada, de acordo com monitoramento realizado pelo Dieese. Ou seja, o trabalhador perdeu poder de compra.

Das 231 negociações acompanhadas, 34% resultaram em reajustes que igualaram a inflação e 14% conseguiram aumento real a empregados.Não é à toa, portanto, que o rendimento médio do trabalhador brasileiro venha caindo desde a promulgação da reforma. Segundo o IBGE, ele era de cerca de R$ 2.700 ao fim de 2017, quando as novas regras entraram em vigor. Hoje, é cerca de R$ 2.500.

Risco à democracia

Os representantes da CUT e do Dieese apontam também riscos inclusive à democracia ligados ao enfraquecimento dos sindicatos. O secretário da central afirmou que o movimento sindical historicamente apoia e financia movimentos sociais, que pressionam autoridades por direito à moradia, educação, saúde etc.“O movimento de moradia, dos trabalhadores sem-teto, que lutam por estrutura em assentamentos ou em ocupações, de onde eles retiram recursos financeiros para sua organização? Em parcerias com o movimento sindical”, disse Camargo.Segundo o diretor do Dieese, a existência desse tipo de parceria é o motivo de um governo como o do presidente Jair Bolsonaro (PL) propor novas mudanças na legislação, contrárias aos sindicatos.

“Ele é contra o MST [Movimento dos Trabalhadores Sem Terra], é contra o MTST [Movimento dos Trabalhadores Sem Teto], contra o movimento que luta por esgoto e por educação. E boa parte disso acontece com o apoio do movimento sindical”, afirmou.

Camargo, contudo, lembrou que os sindicatos já enfrentaram outros momentos de crise e governo autoritários. Sobreviveram. Portanto, vão sobreviver aos impactos da reforma e do governo Bolsonaro.

“Por mais que tentem destruir, os sindicatos sempre vão se recompor e vão manter a sua base de enfrentamento. Vão continuar fazendo a luta dentro daquilo que são os princípios de classe e da necessidade de fazer o enfrentamento com os patrões”, afirmou.

::Desemprego e juros endividam quase metade dos trabalhadores::

Uma prova disso é que, apesar das dificuldades financeiras, o número de sindicatos de trabalhadores cresceu no país desde a entrada em vigor da reforma trabalhista. Em novembro de 2016, eram 11,1 mil. Dados apurados em abril deste ano apontam que já são 12,2 mil.

“Os sindicatos estão se ajustando. Já passaram por um período de cortes e se estabilizaram”, afirmou Fausto Augusto Junior, do Dieese. “O movimento sindical continua.”

Edição: Felipe Mendes