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A divisão revelada pela última pesquisa do Datafolha , segundo a qual 33% da população aprova o governo de Jair Bolsonaro enquanto outros 33% o reprovam, é fruto da preferência do presidente em priorizar, nos primeiros seis meses de mandato , setores da sociedade que votaram nele. A opinião é de cientistas políticos ouvidos pelo GLOBO, que veem a polarização como um prolongamento da campanha eleitoral de 2018.

Segundo eles, Bolsonaro tenta reverter críticas à sua gestão buscando constantemente manifestações de apoio popular, seja por meio de atos de rua ou por eventos no meio do povo. O cenário também é explicado, dizem os analistas, pela falta de uma pauta que ataque temas mais amplos, como o desemprego, por exemplo, e não que interessam só a determinado setor, como armas. Segundo Marco Antônio Teixeira, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), a opção de governar para determinados setores faz com que esses grupos se sintam valorizados e os impeça de “abandonar o barco” por mais que os indicadores de apoio público ao governo deteriorem. Por outro lado, gera uma oposição ainda mais rígida, capaz de atrapalhar a aprovação de projetos importantes. — A polarização pode ser explicada porque o presidente da República e parcela da oposição ainda não desceram do palanque. O próprio presidente, numa reunião com setores do agronegócio, chegou a dizer para eles que “esse governo é de vocês”. Bolsonaro ainda não percebeu, ou não quer perceber, que ele é presidente de todos — declara Teixeira.

Dois campos

O professor da FGV diz que a resistência do presidente em dialogar com setores que não são aliados faz com que se crie dois campos. De um lado, uma oposição que recusa tudo que é proposto pelo governo e, de outro, um governo que “se recusa a estabelecer pontos de conexão com quem não gosta do governo”.— A gente está falando de um governo que é, pela sua própria natureza, propenso a produzir polarização. Por ser um político de extrema-direita, ele funciona com base nessa polarização, então é natural que isso reflita na sociedade — afima Cláudio Couto, também da FGV. — As pessoas que não gostavam dele têm menos motivos ainda para gostar e, quem gostava, com a polarização, tende a resistir mais, porque não quer dar o braço a torcer. José Álvaro Moisés, da USP, diz que os resultados do Datafolha refletem os dados que já vinham sendo mostrados pelo Ibope recentemente. A consolidação da divisão dos brasileiros é, segundo ele, uma mostra de que o governo está pagando um preço alto por não ter aprovado projetos importantes no primeiro semestre.

— Existe algo perto de dois terços da população que não estão apoiando o governo ou não é diretamente ligadas a uma avaliação positiva. Isso está relacionado ao fato de que, nesses primeiros seis meses, o governo decepcionou mesmo uma parte daqueles que votaram no presidente Jair Bolsonaro. O único projeto apresentado foi a reforma da Previdência, que num certo sentido levantou dúvidas sobre até onde ele tinha interesse na reforma — diz Moisés.

— Não apareceu até agora nenhum projeto para enfrentar o fato de que o país tem 13 milhões de desempregados, por exemplo.

Segundo O Globo, com a redução do apoio ao governo, Bolsonaro tenta compensar essa perda com apelo à mobilização de rua, de acordo com Moisés, que diz ter dúvidas sobre o êxito dessa escolha. Ele afirma que o governo corre risco de perder progressivamente a capacidade de mobilização e escancarar uma fragilidade.

— Um governo eleito nos termos democráticos que precisa o tempo todo apelar para mobilização de rua é um governo frágil. Governos sólidos são aqueles que, tendo obtido autorização para governar num mandato eleitoral, apoiam-se nas instituições e respondem às preferências de seus eleitores. Não é o que estamos vendo — declara o cientista político da USP.
Polo antibolsonarista

A pesquisa do Datafolha mostrou que o Nordeste continua se destacando pelo menor apoio ao presidente Bolsonaro. Teixeira atribui esse cenário a dois motivos. Além da característica “mais à esquerda” da região, tradicionalmente afeita ao PT, os governadores têm atuado em bloco contra o governo, que ainda não sinalizou muito interesse em dialogar com esses estados. O próprio presidente disse em janeiro que “não é o presidente deles”, em referência ao Nordeste.

Se o cenário vai se manter assim, Moisés afirma que vai depender de eventuais propostas do governo para a região.

— O Nordeste tem uma economia frágil, empregos que não têm uma renda compatível com as necessidades da população e uma série de problemas. Para mudar essa realidade de rejeição do governo, precisaria ter um conjunto de ações que, de alguma maneira, buscassem responder às necessidades da população nordestina. Pode ser que o governo queira fazer isso, mas até agora não apareceu nada nessa direção — diz ele.

newsparaiba.com.br
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