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REFLEXÕES DO PASSADO E PRESENTE: PERSPECTIVA DE MELHORA PARA O FUTURO


 

Abre - Yanna Lavigne (Foto: .)

Yanna Lavigne é solar. Do tipo que contagia qualquer ambiente com seu jeito calmo e doce de falar. Intérprete da vilã Laura de O Sétimo Guardião, a atriz de 29 anos, mãe da fofíssima Madalena, de 1 ano e 11 meses, do casamento com o ator Bruno Gissoni, de 32, é tão simples e “gente como a gente” que carrega até sua garrafa d’água para cima e para baixo. “Sabe onde tem um bebedouro aqui? Queria encher minha garrafinha!”, pede ela, com um sorrisão no rosto, ao chegar de jeans e camiseta branca para o ensaio de fotos de QUEM no Jockey Club Brasileiro, na Gávea, Zona Sul do Rio.

Na TV Globo desde 2011, quando fez uma pequena participação na 18ª temporada de Malhação (trama protagonizada por Bruno Gissoni), Yanna cresceu cercada pelo amor e apoio da irmã, a psicóloga Adriana Lavigne, de 28 anos, e dos pais, a terapeuta holística baiana Lúcia Lavigne, de 58, e o engenheiro Paulo Inagaki, de 62. Criada entre São Paulo e Porto Alegre por causa do trabalho do pai, Yanna foi morar no Japão aos 15 anos com a família. “Aos 16 anos, surgiu a oportunidade de ser modelo lá. Quando fiz 18 e meus pais já estavam pensando em voltar para o Brasil, me mudei para Tóquio para morar sozinha e continuar na profissão. E me mantive lá como modelo”, lembra.

No Japão, além de modelar, Yanna cursou administração, turismo e direito à distância. E juntou dinheiro para realizar seu objetivo de vida: estudar teatro quando voltasse ao Brasil. “Comecei a pesquisar em quais cursos de interpretação ingressaria primeiro”, diz ela, que, chegando a São Paulo, se matriculou nos cursos Macunaíma e Globe, mas também procurou uma agência de publicidade a fim de fazer trabalhos como modelo e se sustentar. Foi por meio dessa agência que Yanna foi convidada para fazer um teste para a TV e sua vida mudou. “A vida me levou a lugares que me fizeram alcançar o que vivo hoje. Ao mesmo tempo que tive muita determinação, entendo que tive muita sorte de conhecer as pessoas certas no momento propício. Existiu esse caminho muito bonito da minha vida”, conta.

Uma vez na TV Globo, Yanna engatou um papel atrás do outro. Ela só deu uma pausa durante a gravidez de Madalena. “A Laura de O Sétimo Guardião é a primeira personagem com a qual estou lidando com a minha insegurança. Isso é muito curioso. Porque fiquei dois anos parada, me descobri mãe, descobri outros tipos de mulheres que vivem dentro de mim”, explica ela, falando sobre a chegada da filha. “A Madalena não foi planejada, mas foi muito esperada. Então foi uma surpresa para todo mundo. E a minha transformação como pessoa, como mulher, meu entendimento de vida, de relação, foi a melhor surpresa da minha vida, sem dúvida”.

Apaixonada pela maternidade, Yanna tem vontade de aumentar a família, mas não agora. “O Bruno quer um irmãozinho ou irmãzinha para a Madá para ontem (risos). Mas como é minha primeira novela depois da gestação, quero voltar com tudo no trabalho, ter outras possibilidades de personagens, emburacar mesmo, retomar a profissão. E quando entender que posso me distanciar novamente teremos outro porque morro de vontade de ter mais filhos. Tenho vontade de ter mais dois ou três”, dispara.

Aspas - Yanna Lavigne (Foto: .)

Nasci em São Paulo e, quando ainda era bebê, meus pais se mudaram para Porto Alegre. Fui criada em Porto Alegre na infância e na pré-adolescência em Canoas, que é bem do ladinho. Minha mãe (Lúcia Lavigne) é terapeuta holística e meu pai (Paulo Inagaki) engenheiro. Na época ele ficava na ponte aérea SP-POA por conta do trabalho. Então nossa família se mudou muito de um Estado para o outro. Ficávamos entre São Paulo e Porto Alegre. Mas a memória que tenho da minha infância é a vida em Porto Alegre e as férias em São Paulo com a família. Lembro de São Paulo brevemente, mais dos momentos familiares: jantar, almoço. E em Porto Alegre lembro da minha infância tomando chimarrão no parque, viajando para o litoral gaúcho no verão e para Gramado e Bento Gonçalves no inverno.

Onde moram suas famílias materna e paterna?
Minha mãe nasceu na Bahia. Meus avós e meus tios são todos baianos. Mas ela foi para São Paulo aos nove anos de idade, então é uma baiana meio paulistana (risos). Sempre ouvi “oxente”, “mainha”. A família do meu pai também mora em São Paulo. Meus avós – que eram japoneses – vieram para o Brasil e ficaram no Paraná. Os irmãos mais velhos do meu pai são paranaenses, mas ele, que é o homem mais novo, já nasceu em São Paulo. Meu avô é de Nagano, mais ao norte do Japão, e a minha avó de Okinawa, que parece uma ilha caribenha.
Qual é a sua relação com o Japão?
Fui morar lá com 15 anos por conta dos meus pais, que foram para lá a trabalho. Minha irmã e eu terminamos o Ensino Médio no Japão, em uma escola para brasileiros, que é reconhecida pelo MEC (Ministério da Educação). O intuito era ficar com a minha família e concluir a escola. Só que, aos 16 anos, surgiu a oportunidade de ser modelo. Quando fiz 18 e meus pais já estavam pensando em voltar para o Brasil, me mudei para Tóquio para morar sozinha e continuar na profissão. E me mantive lá como modelo. Tinha um contrato numa agência japonesa até os meus 23 anos. Trabalhava bastante, gostava muito do que fazia, a minha interação era totalmente com os japoneses.
Como se comunicava com eles?
Cheguei arranhando o inglês, mas na agência pedi: “falem comigo e me mandem e-mail em japonês porque preciso aprender a língua senão só vou ficar falando inglês”. E foi um momento muito rico da minha vida. Na adolescência, aprendi a lidar com obrigações e responsabilidade em outra cultura. Morava numa quitinete de 18 metros quarados. Era um quarto com janela e uma varanda micro. Dentro dele tinha um armário embutido muito pequenininho e um frigobar. Em cima do frigobar tinha uma pia e uma boca de fogão elétrico. Na entrada do apartamento tinha outro armário embutido com uma máquina de lavar pequenininha.

Yanna Lavigne (Foto: Claudio Carpi/ Ed. Globo)
Yanna Lavigne (Foto: Claudio Carpi/ Ed. Globo)
Yanna Lavigne (Foto: Claudio Carpi/ Ed. Globo)Yanna Lavigne (Foto: Claudio Carpi/ Ed. Globo)
Yanna Lavigne (Foto: Claudio Carpi/ Ed. Globo)

Você se sentia feliz naquela vida?
Muito! Para mim era tudo novidade: o trabalho, estar morando sozinha, cuidar de uma casa. Estava curtindo como um desafio, com encantamento. Nesse período já tinha acabado o colégio e ingressei em alguns cursos à distância. Fiz administração, turismo e direito.
Teve algum estranhamento?
Minha infância foi comendo sushi, onigiri (bolinho de arroz) e missoshiro. Mas o que mais estranhei foi comer arroz no café da manhã. Depois me adaptei e quando voltei para o Brasil senti falta (risos). Foi um momento muito especial da minha vida. Aprendi muito! Mas meu objetivo naquele momento era juntar dinheiro para estudar Artes Cênicas no Brasil. Porque sabia que meu pai não era 100% a favor e ele não tinha condições para bancar vários cursos de teatro para mim. Nunca almejei ficar no Japão muito tempo trabalhando como modelo. Então assim que cheguei ao Brasil comecei a pesquisar todos os cursos possíveis e imagináveis de interpretação.
Quando você decidiu seguir a carreira artística?
Sempre soube que queria ser atriz. Mas a vida caminhou para Japão, depois para ser modelo. Então, aos 19 anos, resolvi voltar para o Brasil. E tive que conversar com a minha agência de modelo e quebrar meu contrato. Eles foram queridos porque uma das cláusulas que permitiam quebrar o contrato sem multa era voltar para o país de origem. Até hoje falo com eles, que torcem muito por mim e ficaram muito felizes por tudo o que alcancei aqui no Brasil. A ideia deles era me lançar como cantora no Japão. Eles me colocaram até em aulas de canto. Fiz durante um ano, já sabendo que ia voltar. Mas não podia falar para eles naquele momento que não era a minha intenção. Fui deixando rolar… Quem sabe também seria um caminho trabalhar como cantora no Japão. Foi um momento da minha vida que não fechei nenhuma porta e vivi todas as experiências, o que foi ótimo. Eles ficaram tristes porque era um plano de carreira que eles tinham para mim. Mas eu tinha outro e jamais conseguiria ficar sozinha no Japão com 19 anos.

Aspas - Yanna Lavigne (Foto: .)
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Tudo isto e muito mais.

Quantos anos ficou no Japão no total?
Foram quatro anos e meio, dos 15 aos 19.  No início, fiquei com minha irmã e meus pais, que foram para lá para trabalhar em fábrica de bentô (tipo de marmita japonesa). Não foi um momento fácil porque eles mudaram radicalmente de vida por causa das dificuldades. Mas, ao mesmo tempo, foi uma oportunidade maravilhosa. Pude ingressar na carreira de modelo e nossa família, que sempre foi unida, se curtiu ainda mais.

Como foi o start para a atuação quando você chegou no Brasil?
Quando ainda estava morando no Japão, comecei a pesquisar em quais cursos de interpretação ingressaria primeiro. Na época, fomos morar em um cantinho de São Paulo no centro muito próximo do curso de teatro Macunaíma. Ingressei nele para entender toda a linguagem do teatro, mas também entrei no Globe, que era de teatro e televisão, para entender que caminho queria seguir. Gostei bastante da técnica da TV, mas preferi o teatro. Amava fazer Macunaíma, foi um momento muito especial. Ainda fazia os dois cursos quando me chamaram para um teste para Rebelde, da Record.

Mas como te chamaram para o teste?
Assim que voltei do Japão para São Paulo, me inscrevi em agências de publicidade para fazer uns trabalhos como modelo e ganhar uma graninha. E uma dessas agências de publicidade me ligou e falou: “surgiu um teste para você em Rebelde. Quer fazer?” Lembro que me assustei muito e quase neguei porque era totalmente crua. Mas fiz! Cantei e atuei na cara e na coragem. Depois de um mês me ligaram me chamando para fazer a oficina de atores da Record. Foi nesse momento que me mudei para o Rio.

Yanna Lavigne (Foto: Claudio Carpi/ Ed. Globo)

E como você foi parar na Globo?
Me mudei para o Rio e fui morar em uma república de meninas no Grajaú (Zona Norte da cidade). Junto com a oficina da Record, comecei a fazer a faculdade de teatro na UniverCidade. Logo no meu primeiro semestre de curso, a Globo me chamou para fazer a oficina de atores deles. Durante a oficina, o Luciano Rabelo (produtor de elenco da emissora) assistiu a uma aula nossa e me chamou para fazer uma participação em Malhação. Ele falou: “é uma personagem que vai ficar uma semana na novela, mas vai repercutir bem. Você grava uns dois ou três dias”. Nessa semana ia viajar com a oficina para o Festival de Teatro em São José do Rio Preto. Não fui para gravar Malhação.

E foi aí que você conheceu o Bruno, né? (Gissoni protagonizou a 18º temporada da novela teen, que foi ao ar de agosto de 2010 a agosto de 2011)
Sim! Mas o Bruno namorava a Maria Pinna, que também estava no elenco de Malhação, e eu namorava um menino do Sul. Na época, viramos amigos. Depois dessa minha participação em Malhação, o Luciano Rabelo me chamou para fazer um teste para Avenida Brasil. Fiz o teste para a Tessália, mas quem pegou o papel foi a Débora Nascimento.

Mas no mesmo ano (2012) você estreou em Salve Jorge como a Tamar…
Sim, minha primeira personagem foi a Tamar na novela de Gloria Perez. Contracenava com o Tiago Abravanel e a Tania Khalill. Minha segunda novela foi Além do Horizonte, em 2013. O papel foi um convite do Ricardo Waddington, que era diretor de núcleo da novela, e me chamou num canto e falou: ‘lembro do seu teste para Avenida Brasil, você só não fez a Tessália porque era muito jovem’. E fui fazer a Ana Fátima em Além do Horizonte. Minha trajetória foi acontecendo assim: o Luciano Rabelo foi ver uma aula da oficina, me chamou para Malhação, gostou do meu trabalho, me chamou para um teste para Avenida Brasil, não passei, mas o Ricardo Waddington gostou do meu trabalho e me chamou para Além do Horizonte. Foi uma engrenagem, fui emendando um trabalho no outro graças a Deus. O meu único intervalo de trabalho foi durante a gestação, quando me dediquei completamente a minha barriga e ao primeiro ano da Madalena.

Como você analisa sua trajetória?
A vida me levou a lugares que me fizeram alcançar o que vivo hoje. Ao mesmo tempo que tive muita determinação, entendo que tive muita sorte de conhecer as pessoas certas no momento propício. Existiu esse caminho muito bonito da minha vida.

Com o tempo você começou a se sentir mais segura como atriz?
Acho que aconteceu o contrário comigo. Como antes de estrear na TV, fiz duas oficinas de atores, na Record e na Globo, e estudei artes cênicas, quando comecei era totalmente segura. Depois que me tornei mãe me tornei insegura. A Laura de O Sétimo Guardião é a primeira personagem com a qual estou lidando com a minha insegurança. Isso é muito curioso. Porque fiquei dois anos parada, me descobri mãe, descobri outros tipos de mulheres que vivem dentro de mim.

Mas como é essa insegurança?
A insegurança vem de eu entender onde é que está a Yanna profissional e atriz. Demorei para entender esse lugar, sair de casa e deixar ela. Durante dois anos me dediquei à Madalena. Me tornar mãe me tornou também uma atriz mais insegura. Mas entendo que é um processo e na reta final da novela acho que estou me colocando num lugar de maior segurança.

Yanna Lavigne (Foto: Claudio Carpi/ Ed. Globo)

O que a Laura de O Sétimo Guardião representa na sua trajetória?
É o papel de maior destaque da minha carreira, sem dúvida. Tanto é que não esperava o convite. Quando a Rô Quintaes (produtora de elenco) me ligou chamando para uma reunião com o Papinha (Rogério Gomes, diretor artístico da trama das nove) e toda direção da novela, perguntei: “mas não tem texto, Rô? Não preciso estudar nada para ir para essa reunião?” Ela disse não e também não me contou o que era, queria que o Papinha me contasse. Quando cheguei na reunião, vi o Papinha e todos os diretores sentados na mesa. E perguntei: “me conta? Do que se trata? Vocês vão me dar o texto?” E eles falaram: “não, estamos te convidando para fazer uma personagem que é filha do Tony Ramos. É uma menina de São Paulo, noiva, que vai ser abandonada no primeiro capítulo”. Na hora falei: “tá ótimo, obrigada pelo convite”. Mas no fim perguntei assim: “não preciso fazer nada? É isso? É só aceitar?” E o Papinha falou: “é, você quer estar com a gente?” E aí não acreditei! (risos) Falei: “óbvio que quero”. Minha ficha caiu no meio da novela.

Você acha que esse peso do papel te atrapalhou de alguma forma na hora de atuar?
Não porque no início da novela ainda não entendia o peso da minha personagem. Só fui entender depois. Acho que não ter entendido o peso de repente foi o que me atrapalhou.

Você tem recebido críticas pesadas por sua atuação na novela. Como se sente?
No momento que as críticas chegaram até mim entendi que elas existiam por conta do tamanho da minha personagem. Porque até então, nos meus outros trabalhos, fazia, me divertia e os personagens repercutiam, mas não tanto quanto agora. Entendi que a crítica era proporcional ao tamanho do meu papel na trama. Mas também entendi que estava retomando a minha vida de atriz, é como se tivesse me perdoado. Pensei: “entendo as críticas, acho altamente construtivas e vou tomá-las para o meu trabalho porque é importante”. Mas, ao mesmo tempo, entendi a Yanna mãe, absolutamente desnorteada dentro da nova rotina de atriz, mãe, mulher e dona de casa. Então, não me crucifiquei.

Aspas - Yanna Lavigne (Foto: .)
Yanna Lavigne (Foto: Claudio Carpi/ Ed. Globo)

Você costuma compartilhar seu dia a dia de mãe nas redes sociais. Quão ligada você é ao mundo virtual?
Não sou tão ativa nas redes. Poderia ser mais. O Bruno é bem mais do que eu. Ele agora está até militando bastante, se tornou ativista muito afinco de várias causas. Ele é mais ligado em mostrar a Madalena. Acho que sou ativa no sentido da mãe querer mostrar a cria. Mas não sou muito ligada nessa interatividade. Tanto é que não olho muito os comentários. Não dou essa importância toda para as críticas e para o retorno que vejo ali na rede social. Dou mais importância ao olho no olho.

Você não se importa com os haters?
Não. Acho muito mais interessante e profunda a relação que tenho olho no olho do que palavras que estou lendo ali no meu celular. Não tenho essa relação cibernética.

Você chegou a cogitar não publicar fotos da Madalena nas redes?
Quando ela nasceu ainda não a mostrava porque acredito muito em energia. E acho que um bebezinho recém-nascido é muito desprotegido energeticamente. Achava uma grande exposição para um bebê tão pequeno. Precisava entender em que momento que ia começar a postar. A família já estava desesperada para postar uma foto dela. Mas precisava do meu aval.

E quando você decidiu mostrá-la nas redes?
Acho que a primeira aparição da Madá foi através de foto de paparazzo. Estávamos num restaurante ao ar livre na Barra (Zona Oeste do Rio) e no fim de tarde vimos fotos da gente com ela na internet. O rosto estava um pouco protegido, mas pegaram ela de frente. Aí a família falou: agora já pode. E a repercussão foi muito positiva. Quando entendi que foi muito positivo para ela, que o carinho que a gente recebia era muito grande, foi liberado.

E a Madá hoje é amada nas redes… Ganhou até o @donapinguxa…
O perfil Dona Pinguxa não é tão alimentado porque sou eu que cuido dele. Se fosse o Bruno de repente teria mais coisa (risos). Só que estamos com um projeto de viagem em família e o Dona Pinguxa pode se tornar o Instagram dessa viagem.

Que projeto é esse?
O Bruno, eu e a Madá vamos viajar numa Kombi do Rio até o Nordeste e fazer dessa viagem um programa quase documental. Queremos mostrar, sob um olhar feminino de uma mãe e de uma filha, o bom e o ruim de viajar em família. A ideia é entender a lenda e o folclore de cada região através de entrevistas com mulheres empoderadas. Ainda estamos pensando como será.

Aspas - Yanna Lavigne (Foto: .)

Seria uma produção independente?
Estamos falando com alguns lugares para ser o veículo desse programa, mas teríamos uma primeira experiência. Ainda estamos pensando. De repente vira só um documentário mesmo. Mas depois da novela vou fazer.

Você se surpreende com o sucesso da Madalena na web?
Não tenho muito essa visão ainda. Entendo que a repercussão é enorme, mas para mim ela é minha filha e uma criança normal. O que o Bruno e eu expomos nas redes é o nosso dia a dia. Então é o nosso convívio com ela. Também não tenho muita dimensão do que é. Essa repercussão de carinho é muito positiva, mas confesso que não entendo e não fico deslumbrada.

Você e o Bruno planejam ter mais filhos?
O Bruno quer um irmãozinho ou irmãzinha para a Madá para ontem (risos). Mas como é minha primeira novela depois da gestação, quero voltar com tudo no trabalho, ter outras possibilidades de personagens, emburacar mesmo, retomar a profissão. E quando entender que posso me distanciar novamente teremos outro porque morro de vontade de ter mais filhos. Mas não é o momento. Tenho vontade de ter mais dois ou três.

A maternidade foi a surpresa mais agradável da sua vida?
Com certeza! A Madalena não foi planejada, mas foi muito esperada. Então foi uma surpresa para todo mundo. E a minha transformação como pessoa, como mulher, meu entendimento de vida, de relação, foi a melhor surpresa da minha vida, sem dúvida.

O começo da sua gravidez foi conturbado com a separação – e depois a volta – com o Bruno.  Acha que tudo aconteceu no tempo certo?
Estava com o Bruno como pai da minha filha. Sempre tivemos essa relação de amizade, de cumplicidade. Acho que nossa volta foi uma vontade em conjunto, a gente se descobriu. A Madalena aproximou muito a gente no quesito família e cumplicidade. Acho que estar junto brotou o sentimento novamente, entendemos a nossa relação em outros lugares, vimos que o nosso sentimento ia além de ser só pai e mãe. Foi aí que falamos: “vamos tentar? Pode dar muito certo ou pode voltar para os amigos criando a Madalena que também dava muito certo”. E arriscamos. Foi a melhor escolha que fizemos até hoje.  Nos casamos e só colhemos frutos maravilhosos.

Aspas - Yanna Lavigne (Foto: .)
Yanna Lavigne (Foto: Claudio Carpi/ Ed. Globo)

Aliás, o casamento de vocês foi uma surpresa, né?
Foi o aniversário de um ano da Madalena e o batizado dela. Sabia que teria esses dois eventos. Cheguei lá e fui surpreendida por um casamento (risos) Foi lindo e ao mesmo tempo surpreendente. Quando olhei a minha mãe e a minha sogra (Ana Sang) no cantinho do altar, as duas soluçavam de tanto chorar. A Ana estava chorando tanto que teve que entregar a Maria (filha caçula de Felipe Simas e Mariana Uhlmann) para alguém segurar, porque ela tremia de tanto chorar. Foi lindo!

A Madalena está sempre com você e o Bruno. Como se programam para ficarem mais a sós?
Nossa família é grande e todo mundo faz questão de ficar com a Madalena. Mas, ao mesmo tempo, o Bruno e eu sempre queremos estar com ela. Confesso que muitas vezes depois da gravação, falo para ele: “vamos ao cinema e deixar com sua mãe?” Mas logo desistimos e falamos: “Ah, não! Vamos chegar em casa e ficar com ela!” Quando queremos, temos os nossos momentos, mas na maioria das vezes escolhemos ficar com ela. O fato de não termos rotina também já é uma rotina bacana para um casal. Sempre temos momentos a sós, momentos separados para darmos um respirada e momentos em família.

E vocês viajam muito também…
Dois sagitarianos se uniram e se casaram, então quase não tem pé em casa (risos). Não temos apego nenhum a nossa casa ou a nossa agenda. Minha empresária reclama muito.  Minha mãe também. Ela fala que a Madalena precisa de rotina. A Madalena absolutamente não tem rotina. A Grazi, que me ajuda em casa e sempre fica com a Madá quando preciso, veio me cobrar: “Dona Yanna, Madalena precisa ter rotina!” Eu falei: “Grazi, como? Se o Bruno e eu não temos horário para acordar nem para dormir, não temos horário certo de trabalho. A minha rotina e o meu roteiro são surpresas. Não tem como esse bebê ter rotina! (risos)”

Você fica chateada com o que falam sobre sua criação?
Não! Escuto muito a minha mãe, a minha sogra e as pessoas mais próximas e queridas como a Grazi, mas não vou dizer que obedeço sempre (risos). Grazi e minha mãe pediram rotina para a Madá. Minha sogra falou que preciso levá-la periodicamente ao pediatra. Mas como ela não é uma criança que adoece muito e sei que as vacinas estão em dia, que a dica do pediatra está em dia, não levo. A Madalena não vai ao pediatra há quase um ano (risos). Mas o Bruno e eu temos o seguinte entendimento: “ela come bem? Toma as vitaminas que precisa naturalmente, um mel, uma vitamina C, um folhoso verde escuro? Tem tudo que ela precisa? Sim. Não fica doente? Não”. Nosso cotidiano é assim. Tem uma coisa muito engraçada que o Rodrigo (Simas), meu cunhado, diz que a Madalena não é uma criança normal, é uma sobrevivente (risos).

Aspas - Yanna Lavigne (Foto: .)

Mas por quê?
Porque o Bruno e eu somos muito desligados. Não é que somos desligados… Só damos importância a outras coisas. Não ao médico, mas à comida que ela vai comer no dia a dia, não à rotina, mas à qualidade do dia a dia que ela tem. Às vezes as pessoas nem criticam porque sabem que não vamos nos moldar às críticas. Mas as críticas são sempre válidas e produtivas.

A Madalena curte vídeos no celular?
Ela não tem essa curiosidade de Youtube e ver aplicativos de criança no celular. Ela é muito que nem a gente: vai para a fazenda, ama mato, cachoeira, pegar em areia, mergulhar no mar, mexer com terra e planta. Convivemos com poucas crianças, só os primos, o Joaquim e a Maria (filhos de Felipe Simas), e ela ainda não vai para a creche. Então ela ainda não tem essa referência de outras crianças. A Madá é uma criança que gosta muito de terra, de natureza, pouco ligada a celular e TV ainda. Sei que ela ainda é muito pequena e isso pode mudar.

O que mudou na Yanna depois da Madalena?
A maternidade me empoderou demais, me fez entender meu lugar de escolha, meu lugar de mulher dentro das relações. Nascendo a Madalena nasceu outra mulher: empoderada, se respeitando, entendendo seu lugar na vida e no mundo.

Como você cria a Madalena?
A criação da Madalena já tem um outro olhar, é diferente da criação que tive. Minha mãe é minha base, mas foi outro tipo de criação. E a Madalena está crescendo com essa militância do pai, com essa luta de igualdade, de respeito ao próximo.

Yanna Lavigne (Foto: Claudio Carpi/ Ed. Globo)

Você fica mal quando tem que sair para ir trabalhar e a deixa em casa?
Para uma mãe isso nunca passa. Ainda não fico bem porque ela sente muito a minha falta. Sempre que me despeço é um sofrimento para ela, é uma questão. Quando estou com muita pressa opto por sair sem ela ver. Dói em mim e acho que não vou me acostumar nunca com a ideia de ter que deixá-la em casa. Vou sofrer mais que ela quando ela for para escola e virar as costas e nem olhar para mim.

Ela já está falando?
Ela está falando pouco, ainda não monta frases. Começou a unir duas palavras, por exemplo: “esse é meu”, “minha comida”. E ainda não reage aos meus comandos. Peço: “Madalena, pega o celular para a mamãe”. Ela não pega mesmo (risos).

Você recuperou a forma bem rápido depois da gravidez, né?
Até hoje não voltei ao meu peso de antes da gestação. Mas tudo bem, não é uma briga com a balança. Engordei 14 quilos e de prontidão perdi 10. Até agora acho que perdi 12, os dois últimos quilinhos acredito que não. Mas não me peso. A última vez que me pesei foi há seis meses.

Seu corpo mudou muito depois da gestação?
Tudo muda: o formato da cintura, o tamanho do quadril… Também amamentei bastante, então o seio também mudou. Mas acho que mudou para melhor. São marcas da vida importantes que carrego com o maior orgulho. Amei ficar grávida. Curti muito a ideia de ela estar dentro de mim e de eu cuidar dela como uma semente. Tanto é que tive muita estranheza enorme quando ela saiu de dentro de mim. Tive que lidar com a minha filha de outra maneira, que já não fazia parte do meu corpo.

Aspas - Yanna Lavigne (Foto: .)

Mas o que faz para se manter tão bem fisicamente?
Gosto muito de unir o útil ao agradável. O útil é perder calorias, me manter saudável e em forma e o agradável é manter a saúde mental e o equilíbrio energético. Então faço hot ioga e pilates, que ajuda no tônus, na elasticidade e na lubrificação de músculos e tendões. Acoplo os dois. Como estou sem tempo por causa da novela, estou fazendo hot ioga uma vez por semana e pilates duas. Mas também gosto de corrida ao ar livre, de andar de bicicleta e às vezes gosto de uma malhação para me sentir mais tonificada. Mas no momento não consigo.

Tem alguma alimentação especial?
Minha alimentação sempre foi saudável. Como minha mãe é terapeuta holística, na minha casa sempre nos alimentamos de forma muito regrada. Cresci comendo de um jeito saudável. O Bruno também cresceu assim. Comemos muito bem durante a semana. Saímos da curva quando comemos fora. Mas nunca pensamos: “não podemos comer isso ou aquilo”. O cardápio do nosso dia a dia é muito saudável.

Créditos:
Reportagem:
 Carla Neves

Fotos: Claudio Carpi
Edição de moda: Marina Brum
Assistente de moda: Aline Dias
Make: Carol Catalão

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